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Luta sem trégua contra o governo usurpador

quarta-feira, 27 de julho de 2011

CTB e correntes cutistas da FASUBRA lançam Manifesto defendendo fortalecimento da greve

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No último domingo foi divulgado por email um Manifesto assinado pela militância da CTB na FASUBRA e também pelas correntes da Federação ligadas à CUT (Tribo, CSD e outras).  Nele se faz um balanço do movimento reivindicatório no período mais recente e da greve, um chamado à defesa da unidade da FASUBRA, ao fortalecimento da greve, inclusive nas IFES onde as assembleias deliberaram pela suspensão da paralisação, e à focalização da greve no seu eixo maior - a pauta de reivindicações - ao invés das disputas político-partidárias internas.

A íntegra do Manifesto está disponível nesta página do Blog  na coluna ao lado.  O documento finaliza com uma conclamação e um alerta, como segue:

"Não nos calaremos e nem seremos omissos diante das ameaças à nossa FASUBRA, conquista de milhares de trabalhadores, que devem lutar pela preservação desse patrimônio material e político. Esse compromisso, mesmo respeitando a autonomia e soberania das bases, nos coloca como tarefa a retomada da Greve no conjunto das bases da CUT e da CTB, mesmo mantendo a nossa avaliação crítica quanto aos rumos, e (des)caminhos do movimento."

terça-feira, 26 de julho de 2011

Na quinta-feira (28) todos na assembleia geral de greve dentro da UTFPR

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video
O vídeo acima mostra trecho da passeata de servidores em 5 de julho, que se encerrou com um agito de mobilização no campus Curitiba da UTFPR, para convidar mais trabalhadores dali a aderirem à paralisação nacional.  Na próxima quinta-feira, 28, desta vez será realizada a assembleia geral de todos os grevistas da UFPR e da UT dentro do campus na Av. Sete de Setembro, 3165, a partir das 10 da manhã.

Em 1o. de agosto, importante ato público das Centrais pela agenda da classe trabalhadora

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No primeiro dia de agosto, a greve da UFPR terá sua atividade principal na passeata marcada para a UFPR-Litoral, em Matinhos, na parte da manhã.  Para lá devem se deslocar dezenas de servidores em greve da UFPR e da UTFPR de Curitiba, reforçando a iniciativa dos companheiros do litoral.  

Na mesma data, cinco Centrais Sindicais realizarão à tarde outra manifestação, em defesa da aprovação pelo Congresso Nacional, de uma pauta que contém itens que também interessam aos servidores públicos, como a Convenção 151.  Aqueles servidores que não forem até Matinhos podem participar deste Ato das Centrais Sindicais, marcado para iniciar às 15h00 na Praça Santos Andrade, inclusive no sentido de buscar mais apoio à greve da FASUBRA e mostrar nossas bandeiras.

Próximas atividades da Greve da FASUBRA na UFPR/UTFPR

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Passeata da Greve em 05/07, em Curitiba, aqui na Av. Mal. Deodoro

27/07, Quarta-feira
09h00 - Seminário sobre redução da jornada para 30 horas, no RU Central da UFPR

28/07, Quinta-feira
08h00 - Concentração dos servidores da UFPR, no RU Central
10h00 - Assembleia geral de greve, em auditório da UTFPR (Av. Sete de Setembro)

01/08, Segunda-feira
Manhã - Passeata da Greve, em Matinhos (um ou mais ônibus sairão de Curitiba com servidores para reforçar a manifestação da UFPR-Litoral; procurar o Comando Local para se inscrever à caravana)

02/08, Terça-feira
10h00 - Assembleia geral de greve, no RU Central da UFPR

03/08, Quarta-feira
14h00 - 1a. sessão de cinema da greve, com o documentário "Capitalismo - uma história de amor", do cineasta norte-americano Michael Moore, no auditório da PROGEPE

04/08, Quinta-feira
10h00 - Assembleia geral de greve, no RU Central da UFPR

05/08, Sexta-feira
Manifestação em defesa do HC, contra o PL 1749/11

Assembleia de Greve de 26/7 - transmissão encerrada

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A assembleia de hoje realiza-se sob a égide de um fato novo: a tentativa da Advocacia Geral da União de tornar ilegal a greve, através de petição enviada ao Supremo Tribunal de Justiça.  Cria-se uma expectativa sobre qual será a decisão do STJ, pois, se for favorável ao pedido da AGU, a greve fica ameaçada ou no mínimo obrigada a reduzir a adesão, sob pena de multa elevada aos sindicatos.

O link para os que quiserem interagir ao vivo no ambiente de chat (bate-papo) do site twitcam é o seguinte: http://twitcam.com/5wiai - entrando nesse endereço, se você tiver conta de twitter, basta logar-se e enviar comentários e perguntas.

Advocacia Geral da União tenta enquadrar judicialmente greve da FASUBRA

Um comentário:
Conforme notícia do Portal IG publicada às 19h50 desta segunda-feira, a AGU (Advocacia Geral da União) entrou com ação no STJ para frear ou acabar com a greve nacional dos servidores técnicos das IFES.  A AGU pede ao Supremo que "a greve seja declarada ilegal ou que no mínimo 70% dos técnicos retornem ao trabalho, para permitir a continuidade dos serviços públicos essenciais, prestados pelas universidades e propõe multa diária de R$ 100 mil, caso não seja cumprida essa determinação." A FASUBRA e 26 sindicatos de base estão sob ameaça dessa multa caso o STJ acolha o pedido da AGU (clique aqui para ver mais detalhes no próprio site da AGU)..

Já na assembleia da UFPR/UTFPR da última quinta-feira (21), foi dado o informe de que a direção do Sinditest havia sido chamada a audiência no Ministério Público para esclarecimentos sobre efeitos da greve no funcionamento da universidade e do HC. Portanto, também em nível local o judiciário se move para tentar enquadrar o movimento grevista.

Em 2007, em parte provocado por atitudes inconsequentes na greve dentro do HC de lideranças que hoje dirigem o Sinditest, o Ministério Público aplicou multa sobre o sindicato e o forçou a suspender a greve dentro do hospital.  O movimento prosseguiu na ocasião, restrito aos setores extra-HC, uma vez que o judiciário obrigou a assembleia do sindicato a aprovar a volta ao trabalho no hospital.

É condenável o tratamento que o Governo Federal está dispensando ao movimento dos técnicos.  Desde fins de 2010, a FASUBRA tenta negociar sua pauta.  Esperou-se a transição Lula/Dilma e a montagem do novo ministério este ano, reiniciaram-se as conversas, mas em momento algum os representantes do Min. do Planejamento deram algum indício de resposta objetiva aos itens da pauta, o que acabou levando ao começo da greve em junho.  Agora, em vez de se reabrir algum canal de diálogo para a negociação, a Procuradoria-Geral Federal passa a ameaçar o movimento.  Isso merece duras críticas, na medida em que se trata de um governo que se proclama voltado aos interesses populares e dos trabalhadores, porém neste caso concreto tem  prática em desacordo com o discurso.

Não obstante, funciona a lógica patrão x empregado.  O Estado empregador recorre a seus instrumentos legais para fazer prevalecer seu ponto de vista.  Aos servidores, cabe prosseguir lutando por suas reivindicações, de modo firme mas consequente, fazendo o possível para não se deixar isolar diante da maioria da população, ao contrário, tentando ganhar mais o seu apoio.  Que se fortaleça a greve, com muito espírito de unidade entre todas as correntes politicas do movimento.

domingo, 24 de julho de 2011

Categorias do serviço público federal mantem pressão por reajustes

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Em pleno trabalho de elaboração da proposta do Orçamento de 2012, o governo federal vem sendo pressionado pelos servidores públicos a conceder reajustes e reestruturações de carreiras cujos impactos nas contas públicas, somados, chegam a R$ 40 bilhões no ano que vem.

"Não tem R$ 40 bilhões para os servidores", disse o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva. Ele observou que todas as melhorias salariais negociadas nos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva somaram R$ 38 bilhões.

Embora ainda não saiba se haverá recursos para reajustes no ano que vem, ele já vem negociando com os sindicatos. A expectativa dos servidores é que em 2012 a política de pessoal não seja tão rigorosa quanto a deste ano, que limitou a R$ 850 milhões o aumento com a folha.

"Há acertos que não foram cumpridos", disse Sérgio Ronaldo Silva, da executiva da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef).

Ele disse que o governo teria se comprometido, por exemplo, a estender a 88 mil servidores de nível superior o reajuste de 78% dado em 2010 a apenas cinco categorias: engenheiros, arquitetos, estatísticos, economistas e geólogos. Só nisso o gasto público aumentaria R$ 4 bilhões, segundo estimativas preliminares do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

"Há um compromisso de dialogar, mas eles sabem que é para o médio prazo", confirmou o secretário de Recursos Humanos. Ou seja, é possível estender o reajuste, mas não de uma vez e não necessariamente para todos.

Na quarta-feira (21), no Ministério do Planejamento, uma reunião era considerada decisiva pelos sindicalistas. Dependendo de como cada entidade avaliar o resultado dela, os servidores participantes podem partir para greve, informou o diretor da Condsef. "A greve é um direito constitucional que respeitamos, mas não ajuda no diálogo", disse Duvanier.

A pressão dos funcionários é apenas um dos dilemas a serem resolvidos até 31 de agosto, quando a proposta do Orçamento de 2012 tem de ser encaminhada ao Congresso. Outra grande questão é o tamanho das desonerações fiscais a serem incluídas no Programa de Desenvolvimento da Competitividade (PDC), que a presidente Dilma Rousseff quer anunciar em agosto.

Como o cobertor é curto, quanto mais se desonerar investimentos, menos dinheiro restará para as prioridades do governo federal, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Além disso, há um conjunto de despesas adicionais já contratadas. O reajuste do salário mínimo, por exemplo, representará aumento de R$ 23 bilhões no gasto público em 2012, nas contas do economista Felipe Salto, da consultoria Tendências.

O Conselho de Justiça Federal estima que a União desembolsará R$ 7,5 bilhões para pagar precatórios. E, se for mantida a regra aprovada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para as aposentadorias acima do mínimo, que receberiam 80% do reajuste do piso salarial, as despesas da Previdência subiriam mais, de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões.
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Fonte: O Estado de S. Paulo via DIAP

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Um raro momento de transparência contábil do Sinditest

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Greve é uma situação de excepcionalidade.  Deve ser por isso que, excepcionalmente, fugindo de sua prática nada transparente, o Sinditest divulgou pela internet uma parcial de suas despesas com a greve! E ainda informa que as notas fiscais estão disponíveis na tesouraria do sindicato para consulta!  O que a proximidade de uma nova eleição de diretoria sindical (novembro/2011) não faz com a atitude de certas pessoas...

E também o que fazem e fizeram as reiteradas cobranças de prestação de contas do Sinditest como manda o estatuto!  Cobranças feitas pela oposição à gestão "Sindicato Para Todos" que só por obrigação judicial levaram a certas prestações de contas meia-boca, feitas fora do prazo e ainda dando margem a suspeitas (prestações de contas sindicais de 2008 e 2009; as de 2010 já perderam o prazo, ainda não foram prestadas).

Contudo, vamos parabenizar esse mínimo gesto de transparência, com a publicação de uma planilha Excel enumerando sumariamente os itens pagos até agora no movimento grevista, num total de R$ 38.275,56.  E torcer para que daqui em diante a Tesouraria passe a publicar na internet a íntegra de seus balancetes mensais, já que tomaram essa iniciativa de transparência.  Quem quer cobrar transparência da Reitoria (como na pauta do "Forum dos Dirigidos") deve ser capaz de exercitá-la em sua plenitude sobre suas próprias contas e atos.

Manifestação da greve dentro da Reitoria - veja o vídeo

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Logo depois da assembleia das 10h00 no RU, os servidores se armaram de faixas e buzinas e dirigiram-se até a Pro-Reitoria de Administração (ed. D. Pedro II) para protestar contra a atitude do pró-reitor Paulo Kruger de liberar o espaço do RU do Politécnico para um encontro estudantil, quando uma assembleia da greve na semana passada já havia vetado a liberação desse espaço.

Em seguida, os manifestantes foram à Reitoria, encontrando as portas frontal e lateral trancadas, o que gerou mais protestos.  Para chegar até o gabinete do reitor, foi preciso usar uma entrada lateral via Setor de Educação.  Mais de 100 grevistas se acotovelaram no corredor e na ante-sala do gabinete, mas o prof. Mulinari, reitor em exercício, aparentemente não estava no prédio.

Esta manifestação foi parte do calendário nacional do movimento, que previa atos políticos nas reitorias no dia de hoje.  A partir de um dos computadores do gabinete, a Comissão de Imprensa da Greve improvisou a transmissão via twitcam da ocupação temporária do gabinete, que pode ser conferida na gravação acima.

Assembleia de Greve de 21/7 - transmissão encerrada

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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Vice-presidente do Sinditest tem surto patronal durante assembleia de greve

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Já chegava ao fim a assembleia de greve de 19/7, no RU, quando um servidor da UFPR-Litoral apresentou um informe sobre um pequeno entrevero ocorrido na Central de Transportes em Matinhos.  Um pouco confusamente, o servidor relatou que um empregado terceirizado da Centran chamara os técnicos grevistas de "vagabundos".

Atropelando a fala do colega do litoral, o Dr. Néris, que conduzia a mesa da assembleia, propôs-se brigar pela imediata demissão do trabalhador terceirizado da Centran, por causa daquela declaração desrespeitosa com a greve.  E acrescentou que, se o próprio Comando Local de Greve não tomasse providências, ele pessoalmente iria se empenhar para por na rua o trabalhador de língua descuidada.

Muitos servidores que presenciaram a fala destemperada do vice-presidente do Sinditest se entreolharam, surpresos com aquela intenção.  Um sindicalista lutar pela demissão de um trabalhador?  Só por um deslize verbal? Um empregado de empresa terceirizada, de condições de trabalho notoriamente precárias, e que deve ganhar mal para trabalhar na Centran?  Um evidente exagero.  Se o terceirizado cometeu um desrespeito com os servidores grevistas, merece dura crítica por isso, mas nunca ter seu ganha-pão tirado por causa do surto patronal de um sindicalista nervosinho!

Não é a primeira vez que o Dr. Neris exercita seu autoritarismo contra os mais fracos.  Como os tesoureiros do Sinditest estão politicamente sob seu comando, é ele uma espécie de patrão-mor dos funcionários do Sinditest.  Em 2009, por nutrir desconfianças sem causa real contra uma funcionária do sindicato, ele a demitiu sumariamente.  Pouco tempo depois, caindo na real e vendo a injustiça que cometera, tentou se desculpar e propôs àquela trabalhadora que voltasse ao sindicato.  Em defesa de sua dignidade, ela recusou. A maldade já estava feita.

"Patrão bom é patrão morto!" é um bordão que o Dr. Néris gostava de repetir em assembleias sindicais, para tentar se mostrar defensor número 1 dos trabalhadores.  Logo se vê que isso não se aplica a ele quando age como patrão, ou já se teria suicidado...

A lógica divisionista de escorraçamento do diferente na greve dos técnicos

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Na primeira semana de julho, o Comando (CNG) da greve nacional dos técnicos - que então completava um mês - precisou tomar uma decisão.  Os ministérios do Planejamento e da Educação enviaram um documento em que se comprometiam a retomar a negociação e dar algum tipo de resolução à pauta da FASUBRA, desde que fosse suspensa a greve.  O CNG foi palco de demorados debates e tomou decisão na base do voto: por 52 a 47 orientou às bases que a greve deveria ser suspensa para se apostar na retomada da mesa de negociações.

Os grupos políticos da FASUBRA chamados VAL ("Vamos à Luta") e "BASE" não se conformaram com essa decisão e boicotaram seu encaminhamento nas assembleias de base que se seguiram entre 8 e 12 de julho, defendendo a manutenção da greve.  O placar final das assembleias deu 21 a 18 a favor de manter a greve.

Não satisfeitos, esses dois grupos de orientação trotsquista, ligados aos partidos da ultraesquerda PSOL e PSTU, passaram a desqualificar os militantes que argumentaram sobre a adequação de suspender a greve.  Não uma simples desqualificação, mas uma sistemática demonização de pessoas apenas por estas pensarem diferente dos "donos da verdade revolucionária".  Isto pode ser visto e ouvido, por exemplo, nos próprios vídeos de twitcam das assembleias de greve da UFPR, que este Blog e o Blog da Greve transmitiram.

Os xingamentos, calúnias e mentiras são variados contra os que pensam diferente daqueles que defendem a greve pela greve.  Quem questiona os rumos da greve e suas perspectivas leva a pecha de traidor, pelego, agente do governo, bandido, inimigo e acusado até de receber propina de ministério.  O servidor "Paraná", liderança presente em todos as lutas da categoria até hoje, por explicitamente defender a suspensão da greve na assembleia de 7 de julho tem sido alvo de vaias e chacotas desprezíveis.

Porém, a auto-suficência, o dogmatismo e estreiteza política dos defensores da greve como fim em si mesmo subiram de grau nos últimos dias.  Esses grupos ultraesquerdistas aprovaram, por exemplo, na assembleia de base da UF do Triângulo Mineiro (Uberaba-MG) a exigência de renúncia imediata de todos os diretores da FASUBRA que defenderam a suspensão da greve apenas por terem tomado uma posição política!  

Em seu relato das 3 semanas de estadia no CNG em Brasília, um dos delegados de base da UFPR alertou os participantes da assembleia de ontem (19) no RU que o "inimigo está aí do seu ladinho", tachando os militantes ligados às centrais sindicais CUT e CTB de "bandidos" a serviço do governo Dilma.  Um militante do PSTU, servidor do setor de Educação, declarou que os "traidores" e "agentes do governo" devem ser escorraçados do movimento pela base.  Isso tudo com o endosso, quando não com declarações similares e às vezes furiosas da Diretoria do Sinditest, que continua conduzindo (mal) a mesa das assembleias.

Quer dizer: acabou o respeito e a democracia.  A assembleia está virando "culto" evangélico, onde os neopentecostais de ultraesquerda, no lugar da divindade pregam adoração ao "deus greve".  Ou tribunal da Santa Inquisição, onde novos Torquemadas querem levar à fogueira do escorraçamento os que pensam diversamente de sua bíblia ultraesquerdista.  

Na mira dessa "Santa Inquisição" estão os "bandidos" servidores ligados ao PT, ao PCdoB, à CUT, à CTB e simpatizantes.  Ora, pois, quem sabe então se esses "bandidos" forem afastados do movimento, os "mocinhos" fiquem então com as mãos livres para salvar o planeta contra o "Mal"?  Na lógica do escorraçamento do diferente.  E do escorraçamento do debate racional.  Sobra só um palco de vivas e aleluias para os "mocinhos do Bem".  Incrível como a esses "mocinhos" não ocorre perceber que estão dividindo e enfraquecendo o movimento todo e também a Federação.

Em contrapartida, só o que os "mocinhos do Bem" tem a apresentar para as assembleias é "radicalizar" a greve, fazer ações que pareçam incomodar alguém, talvez o Governo.  Não apresentam nenhuma perspectiva de como reabrir os canais de negociação da pauta da greve (pauta? o que é isso?).  E assim prossegue a greve, patinando em seu impasse e já inspirando dúvidas em muitas pessoas ainda capazes de pensar com os neurônios.  De fato, como já escrevemos anteriormente, a coisa está ficando cada vez mais parecida com o desastre da greve de 2005.  Ou pior.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Eleita no 52o. Congresso a nova Diretoria da União Nacional dos Estudantes

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Assim como na FASUBRA, a nova Diretoria da UNE também é eleita em Congresso pelos delegados de base.  Neste domingo (17), o carioca Daniel Illiescu (foto) foi eleito presidente da União Nacional dos Estudantes na eleição realizada no Ginásio Goiânia Arena, na qual votaram 3.153 delegados. Daniel, estudante de Ciências Sociais da UFRJ, foi eleito com 75% dos votos e deverá assumir a entidade a partir de 11 de agosto, data da posse.

Inscreveram-se no total quatro chapas, que englobavam as 33 forças políticas presentes no 52o. Congresso. A candidatura de Daniel Illesco contou com uma ampla composição de correntes políticas; ele, militante da União da Juventude Socialista (UJS) aglutinou os movimentos Mutirão, Kizomba, Mudança, Juventude do PSB, Juventude do PMDB e Juventude do PTB. 

Daniel, que foi eleito com 2.367 votos, ressaltou a importância do congresso e acredita que o principal desafio da nova gestão será a luta em defesa da educação e a união com os demais movimentos sociais. “As três principais bandeiras que devemos levantar nos próximos dois anos são: a destinação de 10% do PIB para a educação, o investimento de 50% do fundo social do Pré-Sal para a educação e a erradicação do analfabetismo. Acredito que dessa forma poderemos contribuir para que o Brasil tenha um projeto de desenvolvimento democrático, soberano, ambientalmente sustentável e socialmente includente”, afirmou Daniel.

O novo presidente da UNE asseverou que a entidade terá atuação marcada pela independência. Segundo ele, a ideia é discutir todas as propostas da área educacional com a sociedade. “Nem pensar [em ser chapa-branca]. Nossa relação com o governo vai ser independente, de respeito e de pressão em relação a todos os governos”, disse à Agência Brasil.

Confira abaixo o resultado da eleição:

Chapa 3 – Por uma nova UNE: 05 votos
Chapa 5 – Oposição de Esquerda: 581 votos
Chapa 6 – Movimento Mude: 182 votos
Chapa 7 – O Movimento Estudantil Unificado para as Mudanças do Brasil: 2.367 votos

sábado, 16 de julho de 2011

Previdência complementar do servidor fica para o segundo semestre

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A Comissão de Trabalho não deliberou sua pauta ordinária nesta semana devido a falta de quórum no colegiado. Entre as matérias que ficaram pendentes de análise neste semestre, destaque para o PL 1.992/07, que cria a previdência complementar do servidor.

A matéria, que retorna à pauta da Comissão em agosto, é de autoria do Poder Executivo e institui o regime de previdência complementar para os servidores públicos federais titulares de cargo efetivo, inclusive os membros dos órgãos que menciona, fixa a alíquota de contribuição de 7,5% e o limite máximo para a concessão de aposentadorias e pensões pelo regime de previdência de que trata o artigo 40 da Constituição.

A proposta autoriza ainda a criação de entidade fechada de previdência complementar denominada Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp), que será estruturada em forma de fundação com personalidade jurídica de direito privado.

O relator da matéria na Comissão de Trabalho é o deputado Silvio Costa e seu parecer é pela aprovação do projeto. A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) apresentou voto em separado para rejeitar a proposta.
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Fonte: DIAP

A resistência da deputada Alice às propostas de mudança na gestão dos Hospitais Universitários

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A deputada Alice Portugal (PCdoB/BA) apresentou três emendas ao Projeto de Lei nº 1.749/2011, do Poder Executivo, que autoriza o governo a criar a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S/A (EBSERH) para gerir os hospitais universitários. O teor do projeto é o mesmo da Medida Provisória 520/2010, que caiu no Senado Federal por decurso de prazo após ser aprovada na Câmara dos Deputados.

Na ocasião, Alice Portugal foi quem mais se empenhou para modificar a Medida Provisória e preservar a autonomia universitária seriamente ameaçada pela proposta do governo. Depois de discutir com servidores, alunos e professores dos hospitais escolas, a deputada apresentou doze emendas à MP 520/2010 e tentou até o último momento modificar o formato da empresa pública a ser criada. De acordo com Alice, a intenção era que a EBSERH, ao contrário de se encarregar da gestão dos hospitais, ficasse limitada ao apoio às instituições federais de ensino superior em atividades de ensino e prestação de serviços de saúde.

O governo alegou ter urgência e necessidade imperiosa de modificar a atual gestão dos hospitais universitários e conseguiu aprovar o texto da MP na Câmara com pequenas modificações pontuais. Ao chegar no Senado, a MP perdeu a validade pois não foi votada no tempo regimental. Por isso, no último dia 05 de julho, o governo enviou ao Congresso Nacional, em regime de urgência, o Projeto de Lei nº 1.749/2011, com texto idêntico ao da Medida Provisória. Assim, o prazo para votação da matéria será de 45 dias e as emendas só poderão ser apresentadas no plenário, com, no mínimo, 103 assinaturas de apoiamento cada uma.


A luta continua
Mais uma vez a deputada Alice Portugal saiu à luta para tentar modificar o projeto e conseguiu reunir assinaturas de apoio para apresentar três emendas de plenário que resguardam a autonomia das universidades e restringe a ação da empresa pública a ser criada apenas ao apoio às instituições federais de ensino superior. Uma de suas emendas diz textualmente que, “em relação às unidades hospitalares que integram universidades federais, a atuação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S/A não incluirá a administração da unidade”.

Para a deputada, é preciso resguardar a autonomia universitária para a condução das atividades pedagógicas do ensino, da pesquisa e da extensão, assegurando-se o princípio constitucional que o artigo 207 da Constituição obriga e que reza que as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, devendo obedecer ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Além disso, prossegue Alice, “é necessário ressalvar a principal atribuição dos hospitais universitários que é, principalmente, a de oferecer o ensino e a formação para os profissionais da área da saúde”, afirmou.

Os hospitais universitários são unidades de ensino, pesquisa e extensão como quaisquer outras existentes em cada instituição federal de ensino superior e, por conseguinte, o método de escolha de suas direções, a forma com que serão administrados, a prioridade que darão ao atendimento ao público ou à pesquisa deverão, necessariamente, ser objeto de decisões do Conselho Universitário de cada IFES, inclusive respeitando-se as conquistas democráticas dos últimos tempos”, concluiu Alice Portugal.
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"Marcha das Vadias", hoje em Curitiba, na luta contra a violência sobre mulheres e meninas

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Este Blog NaLuta, que se guia por princípos consignados na Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), entre eles a luta contra todo tipo de opressão e discriminação, conclama servidoras e servidores a prestigiarem a ironicamente autointitulada "Marcha das Vadias", que ocorre na manhã de hoje em Curitiba, começando às 11h00 no Passeio Público.

Trata-se de mais uma iniciativa do longuíssimo combate contra a violência praticada sobre a mulher, merece todo apoio.  Além disso, a categoria técnica das IFES é majoritariamente feminina e a greve atual mostra a participação crescente de mulheres nas lutas.

Confirmando, aliás, a cotidianidade dessa desgraça social que é a violência contra a mulher, ainda anteontem em Colombo uma moça foi cruelmente assassinada com tiros no rosto diante da própria filha de apenas 4 anos, sendo suspeito o próprio marido.

Origem da Marcha
A autodenominação irônica de Marcha das "Vadias" refere-se originariamente a casos de abuso sexual ocorridos no Canadá este ano. Segundo a Wikipédia, "em janeiro de 2011, ocorreram diversos casos de abuso sexual em mulheres na Universidade de Toronto. O policial Michael Sanguinetti fez uma observação para que "as mulheres evitassem se vestirem como putas, para não serem vítimas."   Tres meses depois, 3 mil pessoas saíram às ruas de Toronto para protestar contra a observação absurda da autoridade, que, em outras palavras, considerava a vítima uma "vadia", culpada pelo crime que ela própria sofreu.  Aliás, até não muito tempo atrás no Brasil, o Código Penal exigia, para tipificar o crime de estupro, que a mulher fosse "honesta".

A "Marcha" virou movimento que vem tomando as ruas do mundo inteiro desde abril.  Em inglês, "slut walk", que em português virou Marcha das Vadias, na cidade de Curitiba foi assumido por um grupo de artistas, comunicadoras, estudiosas da questão da mulher, ONGs e associações populares, como a UBM (União Brasileira de Mulheres). A intenção da união de todos esses setores é desmistificar o gênero "vadia", reivindicar sobre a questão do estupro, violência e desrespeito ao sagrado feminino, constituindo-se na prática mais uma ação da luta contra a violência sobre mulheres e meninas.

Roteiro da Marcha em Curitiba
O roteiro foi todo pensado e planejado para tornar o encontro belo e doce.  A concentração inicial é no Passeio Público, às 11h00 deste sábado, passando pela Praça Dezenove de Dezembro, subindo até a imagem da Nossa Senhora da Luz, na Rua Barão do Serro Azul, marchando rumo à escultura de Maria Lata d’água da Praça Generoso Marques, e finalizando com um grande piquenique na Boca Maldita. Em cada um desses pontos, todos com grande significado feminino, serão apresentadas performances artísticas, e dada a palavra a todos os representantes da luta pelo respeito aos direitos da mulher.

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Fonte: com informações da UBM-Paraná ; foto: Blog do Esmael

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Movimento grevista fará atos nas Reitorias em 21/7

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Como parte do calendário nacional buscando fortalecer as greves dos técnicos das IFES e pressionar pela reabertura de negociações por parte do Min. Planejamento, está programada a realização de atos nas Reitorias em 21 de julho, quinta-feira.

Diante da ausência de qualquer resposta concreta do reitor da UFPR à pauta específica protocolada pelo Comando Local (CLG), esse dia de luta é bastante oportuno.  O reitor enviou uma carta à assembleia de greve ontem que nada responde de concreto (clique aqui para ler).  Vejamos o que dirá diante da manifestação dos servidores debaixo de seu nariz no pátio da Reitoria e alhures.

A próxima assembleia geral de greve ocorrerá em 19/7 (3a.-feira), pela manhã, no RU Central, e ali se definirá como vai ser o Ato do dia 21.  Companheiras e companheiros em greve da UFPR-Litoral marcaram passeata em 1. de agosto, em Matinhos, que deverá ser reforçada com presença de servidores de Curitiba em caravana (inscrições dos interessados junto ao CLG no RU).

Tentando entender o informe mais recente do CNG

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O Informe do Comando Nacional de Greve (CNG) de 13-14/07 confirma o resultado da rodada de assembleias dos sindicatos em greve, que, por 21 a 18 votos (computados por sindicato), decidiu manter a paralisação nacional.  Está havendo trocas de delegados de várias bases e a nova configuração do CNG tenderá a refletir essa maioria pela continuidade da greve.  O Informe também já expressa um modo de redação próprio dos grupos ultraesquerdistas "VAL" e "BASE", que fazem oposição sistemática ao Governo Dilma.

Então é preciso entender o que os autores do último Informe querem exatamente dizer em certos trechos.  Por exemplo, ali se lê que estão "o governo Dilma e o Congresso Nacional comprometidos com a destruição do Serviço Público".  É isso mesmo que a maioria da base dos técnicos das IFES pensa?  Que Dilma e o Congresso querem mesmo acabar com o Serviço Público?

Em consequência a essa afirmação, mais adiante o Informe orienta uma atitude: "Só há uma saída: a derrota da política deste Governo [Dilma]". "Política" escrita assim mesmo, no singular, o que é mesmo que escrever "todas as políticas", todas as ações do Governo - em resumo, derrotar todo o Governo. E o Congresso Nacional junto.

Ora, os servidores entraram em greve em luta por uma bem delimitada pauta salarial e de melhorias na carreira.  O movimento grevista agora vai assumir que - para sair da greve - "só há uma saída: a derrota da política [todas] do Governo"? 


Sabemos que é essa a orientação política dos partidos da ultraesquerda (PSOL e PSTU) e da direita demotucana: querem que o Governo Dilma se exploda.  O vice-presidente "duas caras" do Sinditest, travestido de ultraesquerdista, gosta de traduzir isso com sua frase bombástica de que "precisamos quebrar a Dilma no meio", proferida em mais de uma assembleia de greve da UFPR.  A maioria da base, inclusive a parte que não vai regularmente às assembleias, realmente concordará com essa orientação?

Pois aos servidores presentes nas assembleias cabe observar, tirar suas próprias conclusões, verificar se o movimento grevista continuará sendo reivindicatório de base e disposto a negociações, ou se virará comício para furiosos discursos político-partidários despreocupados em de fato negociar a pauta da base.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

UNE faz seu 52. Congresso de 13 a 17 de julho em Goiânia

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A União Nacional dos Estudantes (UNE) realiza o seu maior e mais representativo fórum de discussão estudantil, o CONUNE, cuja 52ª edição começou ontem (13) em Goiânia, indo até 17 de julho. Mais de 10 mil jovens de todo o Brasil e América Latina são aguardados para, juntos com outros estudantes, definirem os rumos do movimento estudantil para os próximos dois anos. As atividades se concentrarão na tradicional praça universitária de Goiânia, principalmente na PUC-GO e na UFG.

A abertura solene do 52º Congresso Nacional da UNE será marcada com uma homenagem aos 50 anos da “Cadeia da Legalidade”, que ocorreu em 1961 no Brasil, com grande participação do movimento estudantil, para garantir a posse do presidente João Goulart após a renúncia de Jânio Quadros e em meio ao grande turbilhão político que antecedeu a ditadura militar.

Dois personagens centrais desse episódio serão homenageados pela UNE na abertura do Congresso: o então governador gaúcho Leonel Brizola, que comandou a resistência democrática pela posse de João Goulart, e o então ex-presidente da UNE, Roberto Amaral, que chegou a transferir a sede da entidade para Porto Alegre e liderou os estudantes nesse embate. Durante o ato, Brizola Neto, substituirá seu falecido avô.

Com o tema “Pensando nos desafios da educação no Brasil” o grande destaque da programação na quinta-feira (14) fica por conta do II Encontro Nacional do ProUni, com a presença do ex-presidente Lula e do ministro da Educação. Marcando este ano a concessão de mais de 1 milhão de bolsas para universitários de baixa renda desde o início do ProUni, em 2004, estudantes de todo o país que cursam a universidade a partir desse programa do governo federal discutirão as vantagens, problemas e desafios do programa.

Hoje à tarde (14), sob o tema “Educação tem eu ser 10! 10% do PIB para educação!” acontece uma Marcha dos Estudantes, ocupando a Praça Universitária. Representantes da CUT, CTB, MST entre outras forças do movimento social, estarão reunidas com a UNE para reivindicar a principal pauta do movimento estudantil, a democratização do ensino no Brasil com a luta da destinação de 10% do PIB e 50 % da arrecadação com royalties do petróleo da camada Pré-sal para a educação.

Durante as atividades, em diversos momentos o Congresso da UNE pautará o Plano Nacional de Educação (PNE) através de debates sobre a questão do financiamento das universidades públicas, a democracia do acesso e permanência no ensino superior e a valorização dos profissionais da educação.

Os estudantes também se reunirão em um ato em defesa da Comissão da Verdade, cujo objetivo é esclarecer casos de violação de direitos humanos do período da ditadura (1964-1985). No ato estará presente a presidente da comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputada federal Manuela D´Ávila, e foram convidados para o ato o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso e a secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário.

Mais sobre a programação do 52. CONUNE em www.une.org.br

Corremos o risco de repetir o desfecho da greve de 2005?

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Muito preocupante o atual momento da greve nacional da FASUBRA.  Na semana passada, depois de o Comando Nacional de Greve (CNG) receber um documento do MPOG e do MEC propondo retomada da negociação desde que a greve fosse suspensa, e de o CNG votar por 52 a 47 uma orientação nesse sentido enviada às assembleias de base, estas recusaram a suspensão por um placar também apertado: 21 a 18.

Criticamos a postura do MPOG (Min. Planejamento) de se recusar terminantemente a fazer a negociação da pauta mesmo em estado de greve, pois o MPOG do período Lula negociou na greve de 2007 sem exigir sua interrupção.  Desta vez, pelos documentos publicados, a posição do MPOG seria de intransigência no sentido de nada negociar se for mantida a greve.

Por outro lado, uma maioria, embora apertada, de assembleias de base avaliou que a greve nacional estaria forte o bastante para obrigar o Governo a negociar assim mesmo, apostando também que o movimento pode se radicalizar ainda mais.  É também esta a impressão que se tem ao ouvir boa parte dos discursos inflamados nas duas últimas assembleias de greve da UFPR, onde certos dirigentes do Sinditest se esmeram nos ataques à figura da presidenta Dilma e a seu partido, além de lançarem insinuações maldosas contra quem faça alguma fala no sentido da reflexão e prudência.

Objetivamente, prevalecem hoje no CNG e também na direção da greve da UFPR as orientações políticas dos grupos que fazem, em termos partidários (PSOL e PSTU), oposição sistemática ao governo Dilma, os quais parecem acreditar que uma greve de servidores das IFES poderia "derrotar" Dilma, tantos são os xingamentos que a ela são lançados nas assembleias.

Ora, em uma greve é preciso que, em algum momento, haja negociação.  Nesta, nenhum dos lados sai com 100% do que almeja.  Ambos os lados tem que ceder em alguma coisa.  Os grupos visceralmente anti-Dilma aparentam não querer ceder nada.  Se o governo também permanecer em sua posição de nada negociar se mantida a greve, o impasse se prolongará não se sabe até quando, com risco de perda do prazo de envio da LDO ao Congresso (31/08) sem incluir nada significativo para os técnicos.

Situação assemelhada aconteceu numa greve nacional feita no segundo semestre de 2005.  Os mesmos grupos ligados a PSOL e PSTU - que naquele ano saíam às ruas propondo, junto com a direita demo-tucana, o impeachment do presidente Lula - conquistaram a maioria no CNG-FASUBRA e não construíram nenhuma condição para negociar com o Governo.  Resultado: a greve se esvaziou aos poucos, acabou sem que o CNG pudesse fazer algo e nada se conquistou.

Os mesmos grupos estão agora com a palavra, donos do jogo. Vejamos o que tem a propor de factível para que 2005 não se repita e a greve deste ano possa obter alguma conquista.

Terceirização da UFPR-TV garante 850 mil anuais para empresa

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Da pauta de reivindicações locais da greve da UFPR consta o pedido de que sejam implantados conselhos paritários deliberativos que definam as políticas de comunicação da Universidade, incluindo as da UFPR-TV.  Parece que nos quadros de servidores não constam jornalistas editores, técnicos em edição de imagens, operadores de câmeras, diretores de estúdio e repórteres, pois a Reitoria prefere contratar uma empresa terceirizada para ter o serviço prestado por esses profissionais.

Pelo custo anual de R$849.207,10 a UFPR paga à empresa Moro Comunicação Ltda. para que esta realize serviços técnicos de produção audiovisual, nas áreas de direção, produção e pós-produção para a UFPR-TV, através do Contrato 281/2009.  A empresa contratada recruta os profissionais para o serviço mas toda a infraestrutura necessária é da própria UFPR.

Questiona-se por que a Reitoria - que coloca à disposição todos os materiais de consumo (fitas, baterias, lâmpadas etc), equipamentos, estúdios, salas de edição de vídeo e redação - não pode usar seus próprios quadros concursados para produzir os programas da UFPR-TV, inclusive chamando a comunidade universitária para colaborar.  O marqueteiro reitor prefere gastar quase 1 milhão anuais com essa terceirização e, talvez, com isso, facilite manter todo o controle político sobre os conteúdos veiculados pela UFPR-TV, cuja audiência não passa de um traço na audiência da TV a cabo do estado.

Assembleia de greve da UFPR/UTFPR de 14 de julho - assista ao vivo

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Nas entrelinhas dos recentes documentos sobre a greve da FASUBRA

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Na assembleia geral de ontem fomos todos pegos de surpresa com a proposta de suspender a greve nacional da FASUBRA, sugerida pela  votação da maioria dos membros do Comando Nacional de Greve (CNG), uma votação não definitiva, apenas indicativa, a ser referendada ou recusada pelas assembleias das bases. Infelizmente, a mesa da assembleia de ontem da UFPR não leu o arrazoado do CNG que explicava essa orientação. A partir apenas da leitura do documento do Governo e de um informe dos delegados de base do Sinditest no CNG, a assembleia da base do Sinditest deliberou pela continuidade de greve.

Sabemos que o pique do movimento de greve na UFPR está bom. E isso impele ao prosseguimento da greve, até que se alcance a perspectiva de algum ganho concreto por suas reivindicações.  Além disso, há uma pauta local para cobrar coisas do reitor inepto da UFPR.  Foi por essa perspectiva que a assembleia de ontem votou majoritariamente no sentido da manutenção da greve.

Entretanto, se quisermos pensar racionalmente o rumo do movimento grevista, temos que entender todos os seus elementos.  E um elemento, constante do informe do CNG-FASUBRA do dia 5/7 (clique aqui para ler), não foi apresentado ao debate de nossa assembleia da UFPR/UTFPR de 7 de julho.

O citado informe da FASUBRA está publicado no site da FASUBRA e também no Blog da Greve, e parece que um trecho importante dele não foi abordado pela maioria dos servidores que fizeram falas na assembleia de 7 de julho.  Afinal, por que é que 52 pessoas no CNG acharam melhor suspender a greve agora?  Serão todos "pelegos" do governo, ou estavam considerando todos os elementos da conjuntura da greve?

Nesse informe, há um trecho interessante, que diz que:

"O CNG-FASUBRA, sem abandonar a emoção, optou pela razão necessária em momentos de impasse, para não expor a categoria a uma situação de risco,  permanecendo na Greve, sem perspectiva de negociação, em função da posição final do governo, de não negociar em Greve, mesmo com todos esforços e ações desenvolvidas nesses 30 dias de Greve," [grifo em negrito deste Blog]

Ora, o que quer dizer esse informe? Como é possível que 52 delegados de base tenham achado apropriado suspender a greve?  Um dirigente sindical irresponsável e xingador, membro da Diretoria do Sinditest, na assembleia de base de 7 de julho, chegou a inventar a versão maldosa (típico dele) de que haveria delegados de base no CNG "recebendo por fora" para encerrar a greve - uma versão obviamente fantasiosa, além de demagógica.

Pois bem, no informe do CNG-FASUBRA acima reproduzido fala-se que existe uma "posição final [do governo] de não negociar em greve".  No mesmo informe, é relatado que TODAS as demais categorias de servidores federais - inclusive os auto-intitulados super-radicais dos professores da ANDES - estão sentadas, bonitinhas e fora de greve, negociando com o Ministério do Planejamento.  Menos os técnicos das IFES da FASUBRA, por estarem em greve...

A leitura nas entrelinhas, tanto do documento enviado pelos Ministérios à FASUBRA como desse Informe de Greve da FASUBRA, pode ser resumida no seguinte: o Governo está negociando seus recursos para as folhas salariais das diversas categorias dos SPF e anuncia que não reservará nada para os técnicos por não quererem negociar.  No "sorteio do bife", os técnicos se arriscariam a ficar sem nada por estarem em greve...

Claro que é uma postura sacana do Governo.  Mas é do jogo. É da luta entre patrão e empregado. Cabe ao movimento debater a situação e ver a melhor atitude para obter conquistas reais, ao invés de preferir batendo o pé em não encarar nova mesa de negociação com o MPOG, o que nos conduziria ao resultado nulo da greve principista de 2005.

Empresa de direito privado para gerir HC proposta de novo através do PL 1749/11

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Apesar de aprovada na Câmara Federal, a MP 520/10, que propunha a criação da EBSERH, finou-se no Senado por perda do tempo hábil para sua votação.  Depois da derrota no Congresso, o Ministério do Planejamento não desistiu da intenção de criar uma empresa de direito privado para gerenciar os hospitais das universidades federais.

Assim, no lugar da MP 520/10, está agora o Projeto de Lei (PL) 1749/11, cujo texto é praticamente igual ao da finada MP.  Até a sigla é a mesma - EBSERH.  O PL 1749 está definido para tramitar em regime de urgência no parlamento.  Mais informações sobre o texto do PL e sua tramitação podem ser encontradas clicando aqui.

Não é fácil a situação da FASUBRA e dos setores que se opõem à criação da EBSERH, pois está mais curto o tempo para pressionar parlamentares do Congresso a rejeitarem o PL. Mas esse é um caminho necessário, e o Sinditest tem que entender que precisa tentar conversar com cada deputado federal e senador do Paraná acerca de como resolver os problemas do HC e sobre o novo PL.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Assembleia de Greve de 7/7 no RU Central - transmissão encerrada

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A assembleia geral de greve realizada na manhã desta quinta-feira (7/7) debateu o documento enviado pelo Governo ao Comando Nacional e rejeitou a ideia de suspender a paralisação para retomar a negociação. Em todas as IFES, os sindicatos estarão promovendo suas assembleias até 12/7 para fazer esse debate e retornar as opiniões de base para o Comando Nacional de Greve.

A próxima assembleia está marcada para terça-feira, 12/7, às 10h00, no RU Central.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Documento enviado pelo Governo ao Comando Nacional de Greve da FASUBRA

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O ofício acima (clique nele para ampliar) foi encaminhado ao Comando Nacional de Greve pelos Ministérios do Planejamento e da Educação.  O CNG passou a tarde de hoje debatendo se seu conteúdo poderia ser fator de mudança de rota da greve.  Essa avaliação deve ser encaminhada para as assembleias de base, para uma tomada de posição. 

A assembleia geral de greve da UFPR/UTFPR marcada para esta quinta-feira (7), às 10h00, no RU Central terá na pauta a discussão desse documento, além de outros itens.  Desta vez, deverá funcionar a contento a transmissão da assembleia ao vivo pela internet, que pode ser vista aqui neste Blog ou no Blog da Greve.

Servidores em greve da UFPR sairam às ruas ontem

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video

Aqui vai um dos vídeos feitos ontem na passeata dos servidores da UFPR em greve, no trecho em que ela percorre a Av. Marechal Deodoro.  Depois de curta assembleia no RU Central, ocorreu a passeata, que percorreu a rua XV até a Praça Santos Andrade, depois a Av. Marechal Deodoro, contornou a praça Zacarias e Rua das Flores e se dirigiu à UTFPR, onde foi encerrada a atividade.  Uma boa demonstração do movimento, cuja quase totalidade foi formada pelos técnicos da UFPR, mas com baixa participação de outras categorias de servidores federais.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Assembleia de Greve de 5/7 e os problemas na transmissão

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Pedimos desculpas aos visitantes do Blog pelas falhas na transmissão da assembleia na manhã de hoje. Preferimos retirar o link para o vídeo registrado, porque ele ficou entrecortado e com problemas de integração com o site http://twitcam.livestream.com, que é por onde viabilizamos a transmissão de imagem e som.  Além disso, esse site, embora permita a transmissão gratuita, recentemente adotou a política de inserir um comercial antes do vídeo propriamente dito.

A maior dificuldade decorreu, como se previa já ontem, da falta de uma conexão de internet com sinal estável e forte.  Somente se conseguiu usar uma conexão de internet sem-fio (wi-fi) da rede de Biblioteca Central, mas ela caiu duas vezes durante o esforço de transmissão.  Além disso, o áudio não estava com intensidade satisfatória, segundo alguns visitantes do Blog relataram.

Para corrigir os defeitos técnicos, haverá reunião amanhã às 10h30 no QG da Greve (RU Central), de modo a que a transmissão da assembleia de quinta-feira (7/7) transcorra em melhores condições.

No Blog da Greve está um link para a transmissão da assembleia de hoje que ficou mais estável e trechos da assembleia podem ser vistos por ali

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Confirmada transmissão da assembleia de greve nesta terça, 5/7

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Depois de alguns testes na tarde de hoje, dentro do RU Central, está confirmada a transmissão da assembleia de greve a partir das 08h30 de amanhã (5/7). Para acompanhar ao vivo, visite o Blog da Greve ou este Blog NaLuta, ou, ainda, conectar-se ao site http://twitcam.livestream.com e, via conta de Twitter, para também poder interagir na área de bate-papo.

A disponibilidade de equipamentos e de sinal estável veloz de internet ainda não estão 100%, mas mesmo assim  vai se fazer todo esforço possível para garantir que os servidores da UFPR, UTFPR e de outras IFES em luta possam acompanhar a atividade, em transmissão inédita num movimento de greve. 


domingo, 3 de julho de 2011

Desconto da mensalidade do Sinditest - um exemplo concreto de números que não batem

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Na figura acima (clique nela para ampliar) está o contracheque de maio/2011 de um servidor da UFPR, classe D.  Os números falam por si mesmos.  Por deliberação já antiga de assembleia geral do Sinditest, o percentual a descontar no contracheque de cada filiado, como mensalidade regular, é de 0,5%.  O que está gerando confusão e dúvidas é sobre o quê se aplica esse percentual.

No exemplo acima, o desconto é de R$15,88, o que representa 0,6% sobre o vencimento básico bruto. São R$2,44 a mais, aparentemente um valor irrisório visto sozinho, mas, se isso ocorre sobre todos os contracheques (e com valores bem diferentes), a soma final não é de se desprezar.

Na ficha de filiação posta no site do Sinditest, pode-se ler o seguinte:


"Eu, acima identificado e abaixo assinado, solicito a filiação ao SINDITEST-PR com atualização de meus dados cadastrais. Também autorizo o desconto de 0,5% (zero vírgula cinco por cento) do meu salário bruto como taxa mensal de filiação, a ser descontado em folha de pagamento."


Ora, se fosse 0,5% sobre todo o salário bruto (acrescentando ao vencimento básico, no exemplo acima, anuênio, auxílio-alimentação e auxílio-saúde), os valores também não batem, pois então o desconto deveria ser de R$16,43.  Entretanto, fazer incidir a mensalidade sindical também sobre os benefícios e outras rubricas de receita seria errado e injusto.

No exemplo dado, a soma de receitas que mais se aproxima da mensalidade realmente descontada é Vencimento Básico + Anuênio + Auxílio-Alimentação, pois o desconto resultaria em R$15,90.  Mas esta combinação também é injustificada.

Conversando com diversos servidores, eles igualmente notam disparidades em seus contracheques no desconto da mensalidade, e não sabem por quê.

Então, como sempre em defesa da transparência, a Diretoria do Sinditest poderia ter a boa vontade de explicar a todos os seus filiados como sua Tesouraria procede ao desconto desses valores nos contracheques.  Sem subterfúgios nem pretextos ou argumentações politiqueiras.

Defendemos firmemente que um sindicato tem que buscar sua força e sustentação material sobretudo em seus próprios filiados, como uma das condições de independência política de classe.  Em ocasiões de forte acirramento de lutas ou de excepcionalidade, uma entidade sindical tem inclusive o direito de propor a elevação da contribuição dos trabalhadores.  Porém isso tem que ser feito com plena democracia e transparência, para que se preserve a credibilidade e confiança dos trabalhadores na união sindical que organizaram.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Assembleia de greve em 5 de julho poderá ter transmissão pela internet

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Em conversações com colegas que mantem o Blog oficial da Greve em Curitiba e da Biblioteca Central (pela proximidade com o salão do RU Central da UFPR), estamos agilizando preparativos técnicos para a transmissão ao vivo, pela internet, da próxima assembleia geral do Sinditest em 5 de julho.

Em seguida à assembleia de 5/7, marcada a partir de 08h30, os servidores farão passeata até a praça Santos Andrade, onde encontrarão outras categorias federais para realizar um Ato de âmbito nacional pelas reivindicações comuns dos SPFs.

Todos os servidores da UFPR e UTFPR que não puderem estar presentes nessas atividades, e quiserem acompanhá-las, poderão faze-lo através do Blog da Greve ou deste Blog NaLuta. E ainda, se dispusermos de pessoal para monitorar o ambiente de chat (bate-papo) acoplado à TwitCam, os colegas à distância que tiverem conta no Twitter podem se logar e interagir enviando opiniões e perguntas enquanto durar a transmissão.

A depender da operacionalidade de equipamentos de conexão de internet 3G móvel, talvez também a passeata e ato públicos do dia 5 possam ser transmitidos ao vivo direto da rua. Fique ligado.