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Luta sem trégua contra o governo usurpador

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Algo há na ASUFEPAR

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Na quente reunião de ontem da Diretoria da ASUFEPAR, à qual compareceram apenas 11 dos mais de 20 membros, surgiram desabafos, algumas revelações e indícios de coisas escondidas sob certos tapetes. Tão séria foi a conversa que tudo foi gravado e registrado em ata lavrada e assinada na própria reunião.

E não conseguiram discutir todos os assuntos da pauta, tendo sido abordado só o pepino dos "recursos humanos" da entidade. Parece que a primeira vítima do processo de "arrumação" teria sido a sogra do generoso genro Vilson Kachel, que vai perder a boca na associação.

Relaxo da PROGEPE-UFPR com servidores GEAP e privilégios para UNIMED e AMIL

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De um lado, imensa boa vontade da Pró-Reitoria para acelerar o ressarcimento dos valores atualizados do auxílio-saúde per capita para servidores associados à UNIMED e AMIL, a partir de lista repassada pela Diretoria do Sinditest.  De outro, descaso burocrático com os 1.394 servidores (docentes e técnicos) que tem plano de saúde da Fundação GEAP, obrigados a preencher formulários, providenciar documentos, protocolar processos cada um por si.  Esse o quadro do tratamento desigual dado pela PROGEPE no repasse dos valores per capita.

O auxílio-saúde suplementar per capita foi uma das conquistas da Greve de 2007. Inicialmente, foi delimitado àqueles servidores que se associavam à GEAP. Em meados de 2009 o Min. do Planejamento (MPOG) autorizou que o valor per capita pudesse ser repassado também aos servidores que contratassem outros planos de saúde.  A Diretoria do Sinditest, contrária à GEAP, fez acordos com os planos privados UNIMED e AMIL em fins de 2009 para que vendessem seus contratos aos filiados do sindicato.  Desde então, o Sinditest pôs-se a repassar listas dos associados à UNIMED e AMIL para a PROGEPE, cuja chefe rapidamente providencia o ressarcimento, em valores atualizados, do per capita.  O mesmo não se dá para os GEAPeanos...

Em 29/12/2009, saiu Portaria do MPOG estabelecendo tabela com valores atualizados do per capita conforme faixa de idade e de remuneração de cada servidor, para valer a partir de 1o. de Janeiro de 2010.  Essa tabela está implantadíssima para os servidores da UNIMED e AMIL, mas não está para o pessoal associado à GEAP.  Por quê?  Por que não há tratamento isonômico e só recentemente os GEAPeanos receberam cartas e comunicados informando que cada um deveria abrir processo e providenciar documentos para garantir os valores atualizados da tabela da Portaria e o ressarcimento deles nos seus contracheques?

O fato de a Pró-Reitora Laryssa Born ser associada ao plano privado da AMIL, o fato de a coordenadora da CAIS da PROGEPE Juçara Magalhães estar filiada à UNIMED e o fato de a Diretoria do Sinditest ter virado agenciadora de UNIMED e AMIL tem influência nesse tratamento tão descaradamente desigual com mais de um milhar de servidores GEAPeanos?  Esperamos que não, pois poder-se-ia suspeitar de um conluio inaceitável de ações para favorecer certos planos de saúde privados, deixando outros servidores ao relento.  Porém, então, no mínimo é descaso, relaxo, negligência, incompetência.  E é por isso que, há poucos dias, o Reitor Zaki Akel já chamou a Pró-Reitora às falas exigindo que a situação se regularize imediatamente, antes que 1394 servidores GEAPeanos sejam injustamente prejudicados.

Já estamos acostumados a ver a Diretoria do Sinditest preocupar-se apenas com parcela de filiados, como quando, por exemplo, nada fez para impedir que mais de 2 mil servidores do RJU perdessem os 3,17% incorporados ao vencimento básico (outubro/2009).  Tendo virado parceiríssima de UNIMED e AMIL, a Diretoria pelega pouco se importa que os filiados do Sinditest que tem Plano GEAP se ferrem e tenham que se virar por conta própria.  Nesses fatos é que se demonstra como é falso o slogan deles, o tal "Sindicato Para Todos".

Diretoria do Sinditest quer usar presença de Lula em comício para fazer onda?

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Os primeiros anos do Governo Lula (2003-2005) foram difíceis, sob cerco da direita e da maior parte da grande mídia burguesa.  Em agosto de 2003, quando o Presidente da República esteve em Curitiba para a inauguração de uma fábrica na CIC, o hoje vice-presidente do Sinditest, Dr. Toninho do HC, lá foi protestar queimando um cartaz de Lula e xingando-o de traidor.  A foto do Dr. Toninho Néris queimando Lula foi capa do jornal burguês Folha de S. Paulo de 15/08/2003, como se vê acima.

Lula - hoje navegando tranquilo com 80% de popularidade - volta a Curitiba neste sábado, 31/7, para prestigiar seus candidatos Dilma Rousseff e Osmar Dias, em comício marcado para a Boca Maldita, a partir das 10 da manhã.

Eis que surge no site do Sinditest, ontem, a notícia de um "Ato Público", em que a Diretoria do senhor Wilson Messias, e do mesmo Dr. Néris queimador do Lula, chama os trabalhadores da FUNPAR-HC para "cobrar do Presidente Lula uma solução definitiva sobre os empregos dos trabalhadores da FUNPAR", quando pretendem marchar da Praça Santos Andrade até o local do comício Dilma/Osmar na Boca.

Correm rumores de que boa parte dos diretores do Sinditest, a partir do presidente Messias, pretendem votar em Dilma para presidente.  Assim como há os diretores Bernardo, Carla e outros que são ferrenhamente antiLula e contra Dilma.  Cabe indagar: qual será o caráter predominante desse "Ato Público" - a favor de Lula ou de crítica a Lula?

Esperamos que - caso aconteça essa atividade - ela não seja revestida de caráter leviano ou oportunista, para alguns diretores do Sinditest se exibirem e posarem para fotos.  Pior, que os trabalhadores da FUNPAR sejam usados como massa de manobra marchando pela Rua das Flores e ainda sejam fotografados portando faixas que serão apresentadas pela imprensa pró-Serra como algum tipo de movimento de protesto à presença de Lula e Dilma, como é costumeiro do jornalismo-esgoto tipo revista "Veja".  Se tal ocorrer, a Diretoria do Sinditest, ao contrário de ajudar os trabalhadores da FUNPAR, terá prestado serviço aos inimigos da classe trabalhadora: a Chapa neoliberal de Beto "Caixa2" Richa e Zé "Pedágio" Serra.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Diretoria da ASUFEPAR pode ter reunião "quente" esta noite

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Chegaram ao blog algumas informações interessantes sobre como vem sendo gerenciada a ASUFEPAR. Hoje à noite haverá reunião da diretoria da entidade, da qual o presidente Vilson Kachel se licenciou em 5 de julho para fazer campanha a deputado ao lado da dupla neoliberal Beto "Caixa2" Richa & Zé "Pedágio" Serra.

Na pauta, assuntos amenos como o Centro de Estética, mas também temas como os recursos humanos empregados pela ASUFEPAR e a eleição do Conselho Deliberativo (que não funciona). E nos tais "Assuntos Gerais", nunca se sabe o que pode aparecer...

Onde há fumaça pode haver fogo. Também pode ser uma neblina. De todo modo, a visão e a transparência dos processos sempre ficam prejudicadas com fumaça demais. Afastar a fumaça é preciso. Ou a ASUFEPAR fica parecidíssima com o espesso fumacê do Sinditest atual.

Fábulas cabulosas: o rolo da língua

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Mais uma da série iniciada com a história do Jacaré Bibin-ho e o Sapo Saissemo.

O corretor Oirson V. de M. ficou olhando o açougueiro empacotar cuidadosamente suas compras. Quando o açougueiro Maximiliano Octarius já estava absorto no empacotamento, Oirson mexeu acintosamente na carteira e disse, pesaroso: "Xi, seu Octarius, estou sem um níquel, depois eu pago." Octarius já conhecia Oirson e disse: "Não faz mal, doutor Oirson, eu aceito um cheque."


Oirson fez uma expressão ainda mais pesarosa: "Seu Octarius, pois não é que deixei tudo em cima da cama, na hora de sair? Mas, olha, de tarde mesmo passo por aqui e pago."

O açougueiro fez um ar de desespero e disse, botando a mão no embrulho: "O senhor vai perdoar, doutor Oirson, mas da última vez que ficou devendo levou três meses pra me pagar. Não posso fiar, não; eu vivo disso".

Oirson botou também a mão em cima do pacote: "Olha, seu Octarius, o senhor sabe como eu sou supersticioso. Crente. Boto a mão aqui como se fosse na Bíblia(1). Juro que volto com o dinheiro logo depois do almoço. Se não voltar, quero que me caia a língua!”

Oirson falou com tal sinceridade que o açougueiro Octarius não teve jeito. Tirou a mão de cima do embrulho e deu de ombros, aborrecido, como quem diz “Tá bem!”. Oirson saiu do açougue, dobrou a esquina e, ali mesmo, abriu o pacote de carne. No meio do acém, das maminhas(2) e das costeletas estava a língua. Pegou-a e deixou-a cair no chão.

MORAL: TEM GENTE SINCERA E TRANSPARENTE.

(1)Há gente que bota a mão na Bíblia como se a pusesse sobre um bife.
(2)Maminhas lembram pequenas mamatas.
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Fonte: com contribuição de seu M. de F.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Serra é Saúde Pública serra abaixo!

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O processo de terceirização e privatização implementado por governos tucanos em São Paulo repete o padrão das políticas que FHC e Serra fizeram enquanto estiveram no governo federal: sucateamento e pauperização crescentes das estruturas públicas, principalmente as hospitalares e educacionais, e desvalorização de seus funcionários, para que o argumento privatizador pudesse encontrar respaldo junto à população em geral, com o devido apoio das corporações midiáticas. E assim foi. E assim continua sendo São Paulo. O artigo "O sucateamento da Saúde Pública em São Paulo" é de autoria de Gilson Caroni Filho (professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso, do RJ) e de João Paulo Cechinel Souza (médico do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, de SP).


Nos últimos dias, temos visto uma infindável torrente de notícias trazendo o presidenciável José Serra como o baluarte derradeiro na defesa por uma saúde pública decente. Cabe-nos, entretanto, salientar alguns pontos propositalmente obscurecidos pela grande mídia sobre o tema em questão.

Desde 1998, com a eleição de Mário Covas e a edição/promulgação de um projeto de lei pelo então presidente FHC, as Organizações Sociais (OSs) passaram a gerir uma série de instituições hospitalares Brasil afora, mas encontraram no Estado de São Paulo seu porto pacífico.

A partir de então, os hospitais e serviços de saúde, que vinham sendo administrados diretamente pelas autarquias municipais e estaduais tiveram seu gerenciamento progressivamente terceirizado, privatizado – sempre pelas mesmas (e poucas) empresas (OSs), e sempre sem licitação.

O esquema, de contratos milionários, envolve aquilo que FHC e Serra fizeram enquanto foram gestores federais: sucateamento e pauperização crescentes das estruturas públicas, principalmente as hospitalares e educacionais, e desvalorização de seus funcionários, para que o argumento privatizador pudesse encontrar respaldo junto à população em geral, com o devido apoio das corporações midiáticas.. E assim foi. E assim continua sendo São Paulo.

Serra deixou à míngua o renomado Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho (IAVC), forçando os profissionais a pedirem demissão pela falta de condições dignas de trabalho no local, relegando a segundo plano o tratamento dos pacientes que lá procuram auxílio. Preferiu deixar de lado um centro de excelência para inaugurar o resplandecente e novo Instituto do Câncer de São Paulo Octávio Frias de Oliveira (ICESP), só para homenagear seu padrinho midiático, aquele cuja família lhe oferece a logística de um jornal diário e a metodologia favorável do Datafolha.

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Fonte: Carta Maior

domingo, 25 de julho de 2010

Nojinho do presidenciável

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José Serra, candidato a presidente daquela turma que privatizou adoidamente na nefasta "Era FHC", visitou hoje o noroeste do Paraná. Na companhia daquele ex-prefeito que em 2008 disse que ia "ficar" quatro anos cumprindo mandato na Prefeitura de Curitiba mas não ficou nem dois, o presidenciável careca sofreu com um beija-mão de algumas inocentes eleitoras.


Lembrando o último general-presidente João Figueiredo, que uma vez disse que preferia o cheiro de cavalo ao cheiro do povo, "Zé Pedágio" (como é conhecido em São Paulo) deu um jeitinho: notem com atenção na foto acima que ele beija a mão dele mesmo e não a da eleitora... Como dizia o saudoso Tião Macalé: "Nojento! Tchan!!"

UFFS, mais uma universidade federal no interior do Paraná

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Além de cumprir a função de ofertar mais vagas, o movimento de expansão do ensino superior público em direção ao interior do país - que soma 13 novas instituições federais desde 2005 - mostra que universidades inauguradas este ano se preocuparam em construir projetos acadêmicos em linha com o desenvolvimento econômico das regiões onde estão instaladas.

Na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), grande parte das graduações está associada à matriz produtiva regional, enquanto alguns dos cursos mais tradicionais, como direito e pedagogia, foram adaptados à realidade e às demandas das comunidades que as orbitam.

Com início das aulas marcado para agosto, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), sediada em Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com Paraguai e Argentina, ambiciona se tornar polo de conhecimento do continente.

Com uma proposta multicampi, a UFFS tem sede em Chapecó, oeste de Santa Catarina, e unidades em Laranjeiras do Sul e Realeza, no sudoeste do Paraná, e em Cerro Largo e Erechim, norte do Rio Grande do Sul.

A mesorregião é composta por cerca de 300 cidades - a maioria delas com menos de 20 mil habitantes -, caracterizadas por forte atividade agropecuária, do pequeno produtor a grandes empreendimentos do agronegócio e indústrias de alimentos.

Com base nesse perfil, a maioria das graduações foi desenhada para contemplar o setor: agronomia, desenvolvimento rural, gestão agro-industrial, nutrição, veterinária e três modalidades de engenharia (de alimentos, ambiental e de energias renováveis). O foco acadêmico na economia regional estimulou filhos de trabalhadores e proprietários rurais, que somam atualmente quase 25% dos 2 mil matriculados da UFFS, dos quais 89% são egressos de escolas públicas.

"Muitos jovens de Chapecó e pequenas cidades da região saíam para cursar uma universidade, porque não tinham opção, e muitas vezes não voltavam, aí perdíamos gente para ancorar um trabalho técnico-científico na região. Isso deixa de acontecer com a interiorização da universidade", avalia Geruza D"Avilla, diretora de assuntos estudantis da UFFS.

O vice-reitor, Jaime Giolo, explica que a criação da UFFS é demanda antiga de movimentos sociais, prefeituras e empresas da região. Segundo ele, "o acesso ao ensino superior no interior nunca favoreceu a grande massa de pessoas, seja da agricultura familiar ou do operariado urbano, que não pode pagar mensalidades. Atualmente, 46% dos alunos da UFFS têm renda familiar de um a três salários mínimos, e 29%, de três a cinco mínimos".
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Fonte: Valor Econômico

Empregos FUNPAR-HC: muita conversa, pouca definição

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Na ocasião em que assinou decretos sobre autonomia universitária, em 19/7, o presidente Lula conversou com a Associação dos Reitores das Univ. Federais (ANDIFES). Em seguida, dia 21, a Direção Nacional da FASUBRA reuniu-se com a ANDIFES. Há extenso relato dessa reunião ANDIFES/FASUBRA no site da Federação. Especificamente sobre o problema dos empregos da FUNPAR-HC, vale destacar alguns trechos desse relato aqui.

A ANDIFES manifestou preocupação "que foi apresentada ao Presidente Lula, com relação aos 24.000 fundacionais que a partir de 30 de outubro serão demitidos [sic, assim está escrito no relato da FASUBRA], caso não haja nenhuma medida paliativa, até que se encontre definitivamente uma saída para a garantia do emprego".

"Com relação a esses trabalhadores vinculados às Fundações Privadas, ligadas aos HUs", o secretário da ANDIFES disse que “acredita que, neste momento, não deverá sair nenhuma medida tipo os 'mata-mosquitos da FUNASA' por problemas de legalidade, uma vez que na época dos mata-mosquitos a legislação era mais branda; portanto, ele acredita na realização de um Termo de Ajustamento de Conduta [TAC] entre as partes, prorrogando o problema por mais dois ou quatro anos."

Continua o relato da FASUBRA, transcrevendo informações da ANDIFES, de que deve ser construído "um novo TAC e que, segundo palavras do próprio ministro Paulo Bernardo, ninguém vai mandar embora os 24 mil trabalhadores, e que eles pensam a nível de futuro criar vagas através de emprego público (CLT) seguindo o modelo do HCPA [HC de Porto Alegre]. Tudo isso são, ainda, conjecturas, não tem nada oficializado, aos reitores, pelo governo."

O Ministro da Educação vê o HC de Porto Alegre como um modelo de gestão bom para os hospitais mas ruim para a prática do ensino, esclarece a ANDIFES, que ainda afirmou não mais acreditar " que saiam neste ano de 2010 as contratações via CTU, pois somente o presidente Lula pode legalmente solicitar contratação, desde que seja em caso de urgência e/ou emergência, onde haja risco à vida humana, o que não é o caso do CTU."

Enfim, conversas, declarações de apoio, promessas, tudo isto já há em bom número da parte de autoridades. O que não tem definido, redigido, votado e aprovado no Congresso Nacional é o instrumento legal que tranquilize os trabalhadores com emprego sob risco. E dentro de alguns meses haverá troca de cargos de presidente, senadores e deputados federais. Portanto, é bom votar, conscientemente, em quem tenha compromisso com a classe trabalhadora.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Promessa "cumprida"? Não, promessa sob escombros

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Para quem tinha dúvidas sobre a paralisação das obras do "novo salão social" tão papagaiado pelo mentiroso "Jornal (da Diretoria) do Sinditest" de Ago-Set/2009, aqui estão algumas imagens (feitas hoje, 21/07) dos escolhos da rua Marechal Deodoro, 1899. A casa que abrigava a antiga sede administrativa do Sinditest foi totalmente demolida. Por quê? Porque os doutores Moacir Freitas e Antonio Neris, em 2005, inventaram de construir o tal "salão social" sem alvará da Prefeitura, sem projeto autorizado de engenheiro, só para posarem de benfeitores da categoria. Resultado: multa da Prefeitura por extrapolarem a área permitida de construção nessa região da cidade.

Na gestão do seu Wilsinho Messias, "o Salvador", prometeram no jornal resolver o problema. Podiam ter demolido apenas parte da velha sede, mas botaram abaixo tudo, acarretando prejuízo para o patrimônio da entidade. E agora, apesar de estarem (assim se supõe) com as burras cheias pois venderam - também sem autorização legítima - a subsede sindical da R. Comendador Macedo, a obra do "novo salão social" está ao relento, parada há meses. Por que será? A Prefeitura embargou? Acabou a grana? Nós perguntamos mas sabemos que eles não vão responder o que devem para a categoria, porque eles se julgam acima do bem e do mal e entendem que toda cobrança de suas atitudes é só "intriga da oposição".

UFPR mostra seus gastos. E o Sinditest?

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Seguindo a tendência atual de compromisso com a transparência e atendendo ao anseio da comunidade interna e externa, a Universidade Federal do Paraná, através de sua Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças (PROPLAN) divulga, em seu site, planilha de gastos realizados pelos diferentes setores da UFPR.

Com esta atitude, mostra a Reitoria da UFPR respeito à comunidade universitária, a qual poderá acompanhar mais de perto a aplicação dos recursos advindos da União. No entanto, a planilha poderia ser mais clara no tocante à coluna destinada aos programas nos quais estão sendo aplicados os recursos. Explicando: uma das colunas da planilha é composta por números que codificam tais programas. Desta maneira, somente as pessoas ligadas ou com algum conhecimento na área estão aptas a entenderem melhor onde estão na verdade aplicados os recursos. Sugerimos, que, na medida do possível, os códigos fossem substituídos pelos nomes dos programas.

Entendemos que a UFPR parece buscar cumprir sua obrigação de prestar contas, ainda que faltem dados sobre tudo que é gerido pela Administração, principalmente no momento em que o Presidente Lula assina Decreto dando maior autonomia para as Universidades. Aplaudimos a iniciativa da UFPR e esperamos que mais dados venham a ser divulgados posteriormente.

Diante de tais fatos, impossível não comparar tal atitude com a inércia do Sinditest, que, apesar de ser uma entidade de direito privado, também gerencia recursos coletivos - o dinheiro da mensalidade de seus filiados. Logo, deveria aderir a esta "modernidade" e divulgar em seu site alguma prestação de contas, evidenciando a tão divulgada transparência que a atual Diretoria insiste em dizer que tem. É fácil construir uma tabela através de programas como o Excel, colocando dados básicos da contabilidade mensal - total de entrada (mensalidades e outros rendimentos), os gastos com pessoal, manutenção (luz, água, telefone) etc.

Por que a Diretoria do Sinditest não o faz? Falta competência ou vontade política?

terça-feira, 20 de julho de 2010

HC e Maternidade receberão bom volume de recursos do REHUF

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O Diário Oficial da União de hoje (20) publica a Portaria no. 1929 do Ministério da Saúde, que autoriza o repasse de R$ 100 milhões destinados à revitalização e reestruturação de 45 hospitais federais universitários de todo o país.

O montante repassado será inserido nos gastos anuais dos estados, municípios e do Distrito Federal. O dinheiro faz parte do REHUF (Programa Nacional de Reestruturação dos HUs Federais) e chega a partir de agosto através do Fundo Nacional de Saúde. O valor total das verbas a serem liberadas pelo Ministério da Saúde é de R$ 300 milhões, devendo ser aplicadas até o final do ano.

Esse volume de recursos da União chega em boa hora para aliviar diversos apertos financeiros do funcionamento do Hospital de Clínicas e da Maternidade Vitor do Amaral, embora continue sendo insuficiente, bem como persista o problema de carência de pessoal para plena utilização da capacidade dessas unidades de saúde ligadas à UFPR.

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Fonte: com informações da Agência Brasil

Boa notícia: mais autonomia para Universidades Federais

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O presidente Lula assinou ontem (19) três decretos e duas medidas provisórias que visam a dar maior autonomia às universidades federais do país. As medidas permitem a abertura de créditos suplementares para instituições e seus hospitais universitários, o uso das sobras do orçamento do ano anterior no exercício seguinte e a realização de concursos públicos sem autorização prévia do Poder Executivo, entre outros pontos.

Os decretos regulamentam ainda a assistência estudantil e liberam recursos para o Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais. Em relação às medidas provisórias, uma estabelece as regras de funcionamento das fundações de apoio às universidades e outra cria a margem de preferência para as compras públicas de produtos e serviços brasileiros. A segunda MP possibilita que essas entidades públicas possam comprar produtos de empresas brasileiras, mesmo que os preços sejam superiores aos oferecidos por uma empresa estrangeira.

Em seu discurso, Lula disse que a assinatura dos decretos e das medidas provisórias é uma prova de que o governo federal aprendeu a escutar a sociedade e, com isso, tem conseguido atender às suas reivindicações. “Uma coisa que vai se consagrar nas políticas públicas do país é o fato de o governo ter aprendido que ouvir as pessoas faz bem, mesmo quando elas estão zangadas, questionando. Muitas vezes permite que a gente faça coisas corretas. Se não fossem as criticas, poderíamos fazê-las incorretas”, disse Lula a reitores da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais (Andifes).

O ministro da Educação, Fernando Haddad, destacou que muitos problemas enfrentados pelas universidades seriam facilmente resolvidos se esses dispositivos já estivessem em vigor. “A autonomia é mais do que isso, evidentemente, mas diria que o grande anseio das nossas universidades era, justamente, um arcabouço legal que permitisse que pessoal, custeio e investimento tivessem o abrigo de um diploma legal para traduzir na prática aquilo que era um princípio constitucional poucas vezes respeitado. O avanço feito por esses decretos é muito significativo”, disse o ministro.

Haddad afirmou que o governo está “indo ao limite do que a legislação permite” para oferecer maior autonomia às universidades. “Não fica mais ao arbítrio nem do ministro da Educação nem do ministro do Planejamento autorizar concursos públicos para recomposição de pessoal que se exonera, se aposenta, enfim, de alguma razão deixa de pertencer ao pessoal ativo das instituições”, disse.

A universidade, no gozo de sua autonomia, vai programar a reposição do seu pessoal. O mesmo vale para a execução orçamentária. As universidades passam a contar, agora, com um diploma legal que lhes dá completa autonomia de gestão do orçamento para remanejamento de verbas entre rubricas, apropriação de recursos próprios e para a eventual execução orçamentária no ano seguinte daquilo que não pôde ser executado no exercício anterior”, explicou o ministro.
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Fonte: Agência Brasil/EBC

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Geap roubada em R$ 3 milhões

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Falsários abrem conta na mesma agência na qual a entidade é cliente. Por meio de ofícios fraudados, informam o número incorreto aos órgãos públicos que contratam planos de saúde e pedem o depósito dos pagamentos ali

A Fundação de Seguridade Social (Geap), maior gestora de programas e planos de saúde para servidores federais, foi vítima de um golpe milionário no início deste mês. Uma conta paralela aberta por falsários na mesma agência do Banco do Brasil, no Sudoeste, na qual a entidade movimenta parte de seus recursos, recebeu R$ 3 milhões em repasses de patrocinadoras. O dinheiro, dividido em dois, irrigou contas, também do BB, no interior de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Banco Central e Polícia Federal estão investigando. A Geap e o banco público não confirmaram se houve saques, mas informaram que, assim que a fraude foi descoberta, tomaram todas as medidas necessárias.

A engenharia por trás do esquema intriga as autoridades. Conforme as primeiras investigações, ofícios timbrados contendo a assinatura do diretor executivo Antonio Carlos Conquista foram encaminhados aos órgãos públicos. Esses comunicados pediam a troca da conta bancária, determinando que as contribuições fossem depositadas na suposta nova conta. Documentos frios teriam sido usados para justificar a mudança perante a instituição financeira. Dados pessoais de gestores e informações sigilosas, também. A falha no sistema motivou uma revisão geral do modelo de gerenciamento dos recursos.

Em resposta ao Correio, o BB justificou que as apurações estão em curso e não forneceu mais detalhes. Já a Geap reforçou que a assinatura de Conquista foi adulterada e que dados ou documentações frios acabaram acobertando o crime. A fundação reforçou, no entanto, que não trabalha com a hipótese de ficar no prejuízo. Segundo os administradores, o dinheiro que deixou de entrar nos cofres terá que ser ressarcido por alguém. A fundação também não revelou quais patrocinadoras depositaram o dinheiro referente à contribuição mensal que garante o atendimento dos associados na conta paralela.

Pacotes de assistência
Conhecida no país inteiro por oferecer pacotes de assistência médica a baixo custo para o funcionalismo, a Geap atualizou neste ano a sua tabela. O preço do GeapSaúde, por exemplo, passou de R$ 115,19 para R$ 116, 82. O GeapClássico e o GeapEssencial ficaram mais baratos: o primeiro caiu de R$ 80,47 para R$ 78,77, e o segundo, de R$ 68,01 para R$ 65,71 por beneficiário ao mês. O GeapReferência manteve-se em R$ 54,50 a cada assistido. Os órgãos públicos que têm convênio com a entidade desembolsam R$ 72 por pessoa por mês.

Criada em 1945, com o nome de Patronal, a Geap mantém atualmente 90 patrocinadores e cerca de 700 mil associados, sendo que quase a metade deles com 60 anos de idade ou mais — 524 completaram ou passaram dos 100 anos. Os planos oferecidos não fazem distinção de idade. Ao todo, a rede possui 25 mil prestadores de serviço. Entidade fechada de previdência complementar sem fins lucrativos, a Geap atua como instituição privada, mas sofre com influências políticas e pressões dos servidores. Em novembro do ano passado, a ex-diretora executiva Regina Parizi foi demitida do cargo para dar lugar a Antonio Carlos Conquista, ex-gerente de engenharia e administração da Petros, o fundo de previdência privada da Petrobras.

Nos últimos anos, a Geap vem tentando aperfeiçoar o atendimento. Alvo de reclamações de usuários que cobram a ampliação da rede de atendimento e a inclusão de determinados serviços de saúde, a entidade iniciou um agressivo processo de reorganização. Foram revistas parcerias e contratos. A fórmula de rateio aplicada aos planos também foi atualizada, o que desagradou aos associados que mantinham seus dependentes. Ao contrário do que acontecia no passado, os titulares passaram a ter de pagar proporcionalmente a mais todos os meses para incluir parentes nos planos. A alteração surtiu efeito positivo sobre as contas da fundação.
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Fonte: Correio Braziliense

Promessas

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Você ainda lembra-se de uma marcante edição do "Jornal (da Diretoria) do Sinditest" de agosto-setembro/2009? Que foi distribuído numa festa em 11/09/2009 para propalar mentiras sobre a venda da "Chácara" de Piraquara, hoje objeto de questionamento no Ministério Público?

Pois é, para quem não lembra, refrescamos a memória. É que ele também trazia mais uma promessa. Depois da transferência da sede administrativa do Sinditest para a R. Agostinho Leão Jr., a Diretoria "Para Todos" prometia iniciar já em setembro/2009 a obra de construção do "novo salão social" ali na R. Marechal Deodoro (figura acima foi publicada naquele jornal do sindicato).

Em vez de setembro, a demolição da antiga sede só ocorreu no começo de 2010. Desde então, já se passou meio ano sem notícia de conclusão do tal novo salão social. Esgotou-se o caixa do Sindicato? Depois de - sem autorização legítima da categoria (pois enjambraram autorização numa reunião/assembleia-fantasma escondida) - torrarem a subsede da Rua Comendador Macedo numa venda por menos de 200 mil reais, será que mesmo assim anda anêmica a receita sindical? Não cremos.

Por outro lado, a Diretoria nada informa. Aliás, para temas mais polêmicos, essa Diretoria só presta informações se for intimada pela Justiça, como é o caso dos rolos envolvendo a nebulosa venda da "Chácara". Então, cá ficamos a indagar sobre o que foi feito da tal "promessa" de setembro/2009, antes que se complete um ano sem notícias.

sábado, 17 de julho de 2010

O "Dia Nacional de Luta" da FASUBRA foi "prorrogado" para 22 de julho

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A última Plenária da FASUBRA deliberou que os sindicatos de base realizassem um Dia Nacional de Luta em 8 de julho, e nessa data estava agendada uma audiência com o Ministro da Educação. A pauta de reivindicações do movimento é a seguinte:

1. Autonomia Universitária

2. Hospitais Universitários

3. Abertura imediata de concursos públicos pelo RJU, prioritariamente nos HU’s

4. Aprimoramento da Carreira:
a) Piso de 3 Salários Mínimos;
b) Reposicionamento dos aposentados e pensionistas na tabela do PCCTAE;
c) Racionalização dos cargos;
d) Anexo IV.

5. Campanha Salarial.


O Ministro, porém, alegou ter agenda fora de Brasília em 8 de julho e transferiu a conversa com o Movimento dos Técnicos para 22 de Julho. Por isso, a Direção Nacional da FASUBRA pede que os sindicatos de base, no dia da reunião com o ministro Paulo Haddad, façam paralisações onde for possível, mas pelo menos protocolem nas Reitoriais a pauta da FASUBRA, cobrando dos reitores apoio ao atendimento das reivindicações. É, fazer um protocolinho e tomar um cafezinho com o reitor da UFPR a Diretoria do Sinditest deve conseguir fazer; pelo menos isso.
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Fonte: com informações da FASUBRA

Abertas as inscrições para o 1o. Encontro de Blogueiros Progressistas

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O 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas acontecerá nos dias 21 e 22 de agosto em São Paulo. O objetivo é contribuir para a democratização dos meios de comunicação e fortalecer as mídias alternativas. As inscrições já estão abertas.

A programação está sendo montada, mas já tem algumas linhas gerais. O encontro começará no sábado, às 9h com um debate sobre o papel da blogosfera na democratização dos meios de comunicação, devendo participar Luiz Carlos Azenha, Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, Eduardo Guimarães, Rodrigo Vianna e Leandro Fortes.

À tarde, ocorrerão sessões com palestrantes para se discutir as questões legais: orientação jurídica para atuar na web, medidas contra ameaças, cerceamento à liberdade de expressão. Também ocorrerão oficinas sobre twitter, videoweb, rastreamento de trolls e debates sobre a sustentabilidade financeira dos blogs.

No domingo das 9h à 12 h, em reuniões em grupo, blogueiros dos vários estados trocarão experiências e discutirão os desafios da blogosfera. À tarde, plenária para apresentação, discussão e aprovação da Carta do 1º Encontro Nacional dos Blogueiros.


Inscrições
As inscrições custam 100 reais. Quanto mais rápidas, melhor para a organização do evento. Basta enviar e-mail para contato@baraodeitarare.org.br ou telefonar para (011)3054-1829 (011)3054-1829. Para se inscrever, serão necessários os seguintes dados:

* Nome/nickname
* E-mail
* Endereço do blog
*Twitter ou outra rede social, caso participe.
* Telefone
* Cidade/Estado

A comissão organizadora está buscando patrocínios para garantir a gratuidade da hospedagem. Está em contato com uma empresa aérea para garantir desconto nas tarifas. Dependendo dos recursos levantados, o Encontro também arcará com as despesas de refeições e parte das passagens para os blogueiros de outros estados. Daremos total transparência à origem dos recursos e à prestação de contas. Os blogueiros poderão acompanhá-la online.

* Comissão Organizadora: Luiz Carlos Azenha, Altamiro Borges, Conceição Lemes, Paulo Henrique Amorim, Eduardo Guimarães, Conceição Oliveira, Antonio Arles, Renato Rovai, Rodrigo Vianna e Diego Casaes.

*Apoio institucional: Instituto Barão de Itararé, Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) e Movimento dos Sem Mídia (MSM).
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terça-feira, 13 de julho de 2010

Transparência lá, acolá, alhures. Mas cá no Sinditest, nada!

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O Movimento dos "Caça-Fantasmas" e o Movimento "O Paraná que Queremos" - ambos subscritos e apoiados por este blog na luta por dar ampla transparência aos atos da Assembleia Legislativa (ALEP) e demais poderes - esperam que o projeto protocolado na ALEP seja aprovado pelos deputados. Depois de tantas denúncias, passeatas e atos públicos através do estado condenando os atos secretos dos deputados nomeando fantasmas e laranjas, a expectativa é de que se torne mais transparente o exercício do poder por agentes públicos no Paraná.

Ora, também na UFPR, a reunião comunitária patrocinada por APUFPR, DCE, SINDITEST e ASUFEPAR, em 15 de junho, indicou uma pauta cujo item 11 reivindica o seguinte:

"11. Transparência e democracia na gestão da Universidade. Ampliar a transparência das ações, políticas e dos recursos geridos pela UFPR, visando uma maior democracia e fiscalização da comunidade na gestão da Universidade."

Está muito bem que as entidades da UFPR cobrem ampla transparência da Administração Superior da UFPR. O curioso - revelador do cinismo da Diretoria do Sinditest - é que ela cobra transparência da UFPR mas não a pratica para esclarecer seus próprios atos quando servidores da base lhe fazem perguntas. É aquela história da pimenta que eles jogam nos olhos dos outros...

Talvez por isso a Diretoria "Para Todos" do Sinditest não tenha publicado a pauta indicada naquela reunião do dia 15/6. Fizeram um auê antes, mas depois não divulgaram o resultado, por causa desse incomodo item da transparência! Só pudemos saber porque o site da APUFPR divulgou a pauta, que pode ser conhecida na íntegra clicando aqui.

Serra do PSDB é impostor e inimigo dos trabalhadores, acusam Centrais Sindicais

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Em manifesto, cinco centrais sindicais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho - CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CGTB - denunciam o candidato tucano José Serra como inimigo dos trabalhadores e de suas organizações.

As centrais sindicais lançaram manifesto conjunto, na última quarta-feira (7), em que alertam a população para que não se deixe enganar pelas mentiras veiculadas no rádio e na televisão por José Serra, candidato de Fernando Henrique e do PSDB à Presidência da República, a respeito de pretensas medidas que teria proposto em prol da classe trabalhadora. Serra age como um verdadeiro lobo vestido em pele de cordeiro.

Sob o título "Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores", CUT, Força Sindical, CTB, CGTB e Nova Central denunciam que "o candidato José Serra (PSDB) tem se apresentado como um benemérito dos trabalhadores, divulgando inclusive que é o responsável pela criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e por tirar do papel o Seguro-Desemprego. Não fez nenhuma coisa nem outra. Aliás, tanto no Congresso Nacional quanto no governo sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores". De acordo com as centrais, "a mentira tem perna curta e os fatos desmascaram o tucano".


Falsificando a história
A nota assinada pelos presidentes das centrais ressalta ser fundamental que a população seja bem informada a respeito dos fatos para que dimensione o tamanho da falsidade que vem sendo divulgada pelo PSDB.

"A verdade", esclareceram, é que "o seguro-desemprego foi criado pelo decreto presidencial 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do Decreto 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores".

Da mesma forma, "o FAT foi criado pelo Projeto de Lei 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB/RS). Um ano depois Serra apresentou um projeto sobre o FAT (2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na sessão de 13 de dezembro de 1989, uma vez que o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado".


Reprovado pelo DIAP
Na Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988), o candidato tucano votou reiteradamente contra os trabalhadores, assinala o manifesto: "Serra não votou pela redução da jornada de trabalho para 40 horas; não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo; não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário; não votou para garantir 30 dias de aviso prévio; não votou pelo aviso prévio proporcional; não votou pela estabilidade do dirigente sindical; não votou pelo direito de greve; não votou pela licença-paternidade; não votou pela nacionalização das reservas minerais".

Por isso, conforme recordam os sindicalistas, José Serra foi reprovado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que conferiu aos parlamentares uma nota entre zero a dez de acordo com a posição assumida na votação dos temas de interesse da classe trabalhadora, em particular o capítulo sobre direitos sociais.

Serra, que a esta altura já tinha se bandeado para o lado da direita, teve nota 3,75 pelo desempenho na Constituinte. Vale lembrar que no primeiro turno da Constituinte, o atual candidato tucano tirou nota 2,50 e, no segundo turno, por se ausentar em várias votações em que havia votado contra, levou nota 5,0 - o que lhe elevou a média para 3,75.


Homem do capital financeiro
Já em 1994, diante da proposta de Revisão Constitucional, lembram as centrais, "Serra apresentou a proposta 16.643, para permitir a proliferação de vários sindicatos por empresa, cabendo ao patrão decidir com qual sindicato pretendia negociar. Ainda por essa proposta, os sindicatos deixariam de ser das categorias, mas apenas dos seus representados. O objetivo era óbvio: dividir e enfraquecer os trabalhadores e propiciar o lucro fácil das empresas. Os trabalhadores enfrentaram e derrotaram os ataques de Serra contra a sua organização, garantindo a manutenção de seus direitos previstos no artigo 8º da Constituição".

Conforme o manifesto, "é por essas e outras que Serra, enquanto governador de São Paulo, reprimiu a borrachadas e gás lacrimogêneo os professores que estavam reivindicando melhores salários; jogou a tropa de choque contra a manifestação de policiais civis que reivindicavam aumento de salário, o menor salário do Brasil na categoria; arrochou o salário de todos os servidores públicos do Estado de São Paulo".

"As centrais sindicais brasileiras estão unidas em torno de programa de desenvolvimento nacional aprovado na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 1º de junho, com mais de 25 mil lideranças sindicais, contra o retrocesso e para garantir a continuidade do projeto que possibilitou o aumento real de 54% do salário mínimo nos últimos sete anos, a geração de 12 milhões de novos empregos com carteira assinada, que acabou com as privatizações, que descobriu o pré-sal e tirou mais de 30 milhões de brasileiros da rua da amargura", conclui o documento assinado pela CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CGTB.

Enfim, Serra é um homem do capital financeiro e, como tal, já se revelou inimigo da classe trabalhadora. Definitivamente não merece a confiança das centrais sindicais.
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Fonte: DIAP

sábado, 10 de julho de 2010

Um sindicato que não é de todos

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Que é preocupante o problema envolvendo os empregos do pessoal da FUNPAR, não se duvida. Embora seja consensual que autoridade alguma é doida a ponto de acabar com o trabalho de mais de mil pessoas do maior hospital público do estado, da noite para o dia.

No entanto, agarrados nessa bandeira da FUNPAR os diretores do Sinditest parecem não querer encaminhar mais nada e desprezam as questões ligadas ao pessoal do RJU, haja vista que não deram a menor bola para as decisões da última Plenária da FASUBRA. Carreira sob ameaça? O problema do sequestro salarial do VBC? O Sinditest não está nem aí.

Ontem o site do Sinditest publicou notícia para contar que mandaram um ofício ao Reitor, porque haverá reunião entre a Associação dos Reitores (ANDIFES) e o presidente Lula, e o sindicato pede ao reitor Zaki Akel para que interceda por reivindicações da categoria. Reivindicações de TODA a categoria? Nada! Basta ver o teor do ofício do sr. Messias (figura abaixo), que clama apenas por atenção ao problema da FUNPAR. Pro resto da base de trabalhadores o digníssimo presidente do "Sindicato Para Todos" (todos?!?!?!) não reserva uma palavra!

O Presidente Lula assinará em 19 de julho dois decretos importantes ampliando a autonomia das Universidades Públicas, mas o Sinditest não está preocupado com isso. Defender uma reivindicação de uma parte da categoria é necessário, mas esquecer o resto da base é descaso e despolitização. Por isso, aumenta a insatisfação e o desinteresse da base por um movimento sindical dirigido por esse tipo de peleguismo corporativista

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sobre o possível fim gradual da contribuição ao INSS do servidor inativo

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Regado a muito bate-boca e discursos eleitoreiros, o parecer do deputado Luiz Alberto (PT-BA), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 555/06 que prevê o fim da cobrança previdenciária de servidores públicos inativos, foi lido nesta quarta-feira (7) na comissão especial instalada na Câmara dos Deputados. Um pedido de vista feito depois de uma manobra do governo impediu a votação do texto.

Pelo substitutivo, o desconto não incidirá sobre o benefício do aposentado por invalidez. Ao completar 61 anos, o servidor inativo terá uma redução gradual de 10% ao ano, sucessivamente, até alcançar os 70 de idade. Os que já chegaram aos 70 ficam automaticamente isentos.

A proposta de Luiz Alberto abrange todos os aposentados e pensionistas do funcionalismo e não só aqueles que estavam aposentados quando da vigência da Emenda Constitucional 41, em janeiro de 2004. A PEC 555/06 beneficiava só aqueles que, em 31 de dezembro de 2003, tinham pendurado as chuteiras.

Com a pausa encomendada pelo Palácio do Planalto, a expectativa do relator é retomar o assunto e colocá-lo em votação na próxima quarta-feira se houver quorum.
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Fonte: Blog do Servidor

Ontem foi o Dia Nacional de Luta chamado pela FASUBRA

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Em sua última Plenária Nacional, a FASUBRA chamou a realização de um "Dia Nacional de Luta" em torno de questões salariais e de carreira, para 8 de Julho. Vários diretores do Sinditest foram a essa plenária em Brasília, ocorrida em junho. Como podemos ver pela foto acima, foi intensa a agitação na sede do Sinditest no dia de ontem. Vejam o frenético entra-e-sai de lideranças do consórcio Messias/Neris para mobilizar a categoria! Se não fosse a Diretoria "Sindicato Para Todos", tudo seria um marasmo só. Felizmente, estamos todos bem dirigidos, organizados e mobilizados! Depois de tanta luta os guerreiros farão jus a um pouco de lazer, dançando quadrilha na festa "junina" de amanhã promovida pela ASUFEPAR.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Para ajudar no bom voto em outubro, DIAP oferece a Cartilha do Cidadão Consciente

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Em outubro de 2010, os brasileiros terão um encontro cívico com as urnas para eleger os chefes do Poder Executivo Federal e estaduais (presidente da República e governadores), os representantes do povo (deputados) e dos estados (senadores) no Congresso e os representantes das assembléias legislativas - os deputados estaduais.

Para que se tenha uma idéia da importância da eleição, basta citar quantos cargos serão preenchidos pelo voto popular. Serão 1.654 cargos em disputa – um de presidente da República, 27 de governador, 513 de deputado federal, 1.059 de deputado estadual e 54 de senador, dois terços da Casa.

Mais do que eleger pessoas, estaremos escolhendo projetos, programas e preceitos constitucionais e legais. Em eleições de âmbito nacional, os titulares de poderes eleitos têm a prerrogativa de alterar a Constituição e as leis do País, podendo contribuir para garantir a efetividade dos direitos ou utilizar esses poderes para impor retrocessos nas conquistas econômicos e sociais.

Por isso, devemos nos preocupar com as competências e as responsabilidades que serão atribuídas aos titulares desses cargos, que terão poderes para mexer nas conquistas do povo. Precisamos também valorizar o voto consciente, defender a ética na política e a transparência no exercício de funções públicas, pressupostos que dependem de uma boa escolha.

O voto consciente é uma importante arma para evitar os escândalos que criam desilusão e afastam os eleitores do exercício do direito de voto, além de afugentar da disputa eleitoral cidadãos com visão republicana e vocacionados ao exercício de mandatos e da liderança política.

A omissão das pessoas conscientes e corretas nas disputas eleitorais tem conseqüências nefastas ao abrir caminho para que políticos inescrupulosos sejam eleitos e coloquem seus interesses particulares, e de grupos, acima dos interesses coletivos.

Buscando ser uma contribuição à formação da consciência política, ao aperfeiçoamento da democracia e à valorização dos princípios republicanos, o DIAP elaborou a "Cartilha do Cidadão Consciente", com linguagem bem acessível. Clique aqui para baixar a Cartilha (necessário ter o programa Adobe Acrobat instalado para ver o arquivo).
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Fonte: DIAP

terça-feira, 6 de julho de 2010

Atração da festa "junina"

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Dia 10 tem festa "junina" na sede da Asufepar. A turma nero-messiânica do "Sindicato Para Todos", do Sinditest, resolveu aderir à festa asufepariana, e fez chamada em seu site, onde há o trecho:

"Confira as atrações:
-Apresentação de Quadrilha!"


Qual será a melhor apresentação de quadrilha? Quem faz o melhor marquetingue? A da Asufepar ou a mais profissional do Sinditest?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Annes assume Asufepar para Kachel fazer campanha para José Serra

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Assume hoje (5/7) a presidência da ASUFEPAR o vice Annes Busnello, devido à licença do presidente Vilson Kachel, que disputará uma vaga de deputado na eleição de outubro. Kachel fará campanha dentro do arco de partidos que no Paraná apoia os neoliberais tucanos Beto Richa e José Serra, aquela turma viciada em privatizações.

A notícia, veiculada no site da ASUFEPAR em 29/6, diz que "Kachel se afasta com a tranquilidade de que seu sucessor temporário continuará, no período, os projetos de nossa entidade e comandará administrativamente com muita competência juntamente com os demais Diretores."

Bom, se a notícia diz que o sucessor Annes é "temporário", parece que mesmo o candidato Kachel não faz muita fé em sua capacidade de se eleger e vai retornar à presidência da entidade depois da eleição de 3 de outubro...

"Completamente" contra a jornada de trabalho flexível

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O ministro do Planejamento Paulo Bernardo soltou o verbo nesta quinta-feira contra a jornada flexível implantada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). PB disse que ainda não viu a íntegra da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que chancelou as sete horas corridas e o regime de sobreaviso, mas adiantou: "O governo é completamente contra a flexibilização da jornada na Anatel".

O sítio de internet do Ministério do Planejamento ontem estava bagunçado por hackers, que se diziam com origem na Turquia. Será que servidores da Anatel tem amigos informáticos turcos?
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Com informações do Blog do Servidor

domingo, 4 de julho de 2010

Encontro dos blogueiros progressistas

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Meados de maio, noite fria, por volta das 19 horas, chegava eu para um encontro marcado comigo pelo Altamiro Borges, secretário de Questões de Mídia do PCdoB, um amigo, blogueiro de mão cheia e uma das mentes por trás do Portal Vermelho.

Por Eduardo Guimaraes(*)

Miro, os amigos Luiz Carlos Azenha e Rodrigo Vianna (TV Record), Conceição Lemes (co-editora do Viomundo, site do Azenha) e eu próprio nos reunimos no tradicional “Sujinho”, restaurante que foi reduto lendário da boemia intelectual da Paulicéia Desvairada.

O assunto, proposto pelo Azenha: um Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas inspirado no movimento Netroots do partido Democrata norteamericano, sobre o qual dou alguns dados:

• “Netroots” são blogueiros do Partido Democrata norteamericano – cerca de 6 milhões em todo país;

• Sem limites geográficos, os netroots conseguem arrecadar dinheiro em todo o país. Somente o blog MoveOn gastou US$ 25 milhões com a candidatura de 40 congressistas;

• Blogs como o Daily Kos são lidos por mais de 1 milhão de pessoas a cada semana. Para efeito de comparação, a influente revista New Republic tem uma circulação de 62 mil exemplares;

• Para muitos analistas políticos, o movimento Netrots influiu decisivamente na eleição de Barack Obama.

Eis uma bela idéia que todos compramos naquele encontro, entre uma e outra dose de um néctar dos deuses apelidado de “Seleta” e uma exuberante bisteca de boi.

Daquela conversa, nasceram esforços que reunirão nomes da blogosfera como os supra mencionados e outros como Paulo Henrique Amorim e, inicialmente, Luis Nassif.

Posso falar por mim: estou dentro.

Um encontro nacional de blogueiros progressistas – um conceito que me parece dispensar maiores explicações – terá todos os méritos descritos pelo Azenha em post recente – ao qual acorreram centenas de seus leitores – e todos os outros que descobriremos juntos.

Apóio sempre essas iniciativas. Altercom, Barão de Itararé… Como disse aos amigos quando me convidaram para integrar essas tratativas, só há uma coisa que não apoio: a imobilidade, a paralisia, essa afasia democrática que o regime militar legou aos brasileiros.

Reitero, pois, meu integral apoio à iniciativa do 1º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas. Este blogueiro veiculará todas as informações necessárias para os que quiserem integrar essa iniciativa em igualdade de condições com todos os outros integrantes.
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(*)Eduardo Guimarães é organizador do Movimento dos Sem Mídia e autor do
Blog Cidadania.

Lula assinará este mês decretos ampliando autonomia das Universidades Públicas

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O presidente Lula deve assinar, no próximo 19 de julho, dois decretos que ampliam a autonomia das universidades públicas brasileiras. Os documentos, finalizados em reunião entre a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) e o Ministério da Educação (MEC), na noite da quinta-feira, 1º de julho, dão mais independência às universidades em relação à gestão financeira e à contratação de pessoal, duas reivindicações históricas das instituições.

Na prática, as medidas significam menos burocracia e mais agilidade para os gestores. O Decreto de Gestão Financeira, por exemplo, fortifica a autonomia das universidades para o reaproveitamento de créditos de um ano para o outro – antes havia a ameaça de devolução do dinheiro não usado durante o período - e da realocação interna de recursos entre rubricas distintas. “Cada universidade tem necessidades singulares na gestão do orçamento”, observa o presidente da Andifes, professor Edward Madureira.


Mais concursos
Outro avanço, incluído no Decreto de Pessoal, diz respeito à autonomia na realização de concursos públicos para a contratação de professores e servidores técnicos. “Hoje há uma dependência da liberação do Ministério do Planejamento para a contratação, o que torna lenta a substituição de profissionais que deixam as universidades”, explica Edward, reitor da Universidade Federal de Goiás. Com a criação do Banco de Servidores Equivalentes, um novo concurso poderá ser feito em curto prazo.

A reunião desta quinta-feira contou com a presença do ministro Fernando Haddad, da secretária de Ensino Superior, Maria Paula Dallari, da diretoria da Andifes e do reitor da UnB, professor José Geraldo de Sousa Junior. “O encontro foi muito bom. Conseguimos chegar a um consenso sobre os meios para efetivar as reivindicações das universidades”, destaca José Geraldo. “Esses decretos são resultados de um trabalho longo e de intensas negociações entre reitores e governo”, completa Edward.
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Fonte: UnB

Advogado de Sindicato - aprenda a usá-lo com parcialidade

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Numa terra muito, muito distante... Hipoteticamente, você é um filiado ou filiada a um sindicato. Paga todas as necessárias despesas de uma entidade destinada a defender os interesses de todos. Paga todo mês direitinho, pois a mensalidade é descontada direto no contracheque. Paga também os advogados contratados para defender todos os associados, certo?

Aí, surge uma disputa envolvendo alguns filiados. A que parte deve o advogado, como assessor jurídico para toda a categoria, defender? Para fazer justiça, em respeito aos honorários que recebe de todos, portanto, de ambas as partes em disputa dentro da categoria, o advogado não poderia tomar partido de nenhum dos lados, certo?

Errado, se você observar fatos dentro de um certo sindicato universitário. Um filiado da base - sem cargo, sem mandato - no uso de seu direito de desconfiar do manejo das verbas sindicais, resolveu questionar outros filiados, que são diretores da entidade. Fosse um sindicato exercitando a transparência, sem nada a temer, chamaria o filiado denunciante e lhe mostraria, ao vivo, toda a movimentação contábil e bancária, para que a desconfiança se dissipasse.

Mas, no sindicato em questão, não há transparência. Por isso, a pendenga foi parar nas mãos do Ministério Público. E o que fazem os diretores denunciados para se defender? Sem piscar, nem corar de vergonha, apropriam-se dos préstimos do advogado do sindicato para que este ajude a desqualificar e derrotar o filiado denunciante. Denunciante que paga a mesma mensalidade que o denunciado. Ou seja, o denunciante paga o advogado sindical para derrubá-lo! Pode um negócio desses?

Coitado, o denunciante está preocupado com a lisura no uso dos recursos do sindicato (que bobagem, não é mesmo?), mas ele é um simples filiado de base, sem poder algum. Enquanto os outros filiados diretores tem o poder de seu mandato, controlam o dinheiro e se julgam no direito de usar um serviço bancado por toda uma categoria. É ou não é mesmo o "império da justiça e da transparência" ?

Julho: último reajuste salarial da Greve 2007. Para 2011, incógnitas.

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Neste mês de julho/2010 roda a folha de pagamento contendo o último reajuste do acordo da Greve dos 100 Dias de 2007. O contracheque vem mais gordinho no começo de agosto. Os valores salariais novos podem ser conferidos nas tabelas cujo link está na coluna à direita aqui no Blog. O Governo Federal, com isto, termina de cumprir sua parte no Acordo de Greve no que toca ao vencimento básico, embora tenham ficado ainda pendentes outros pontos do Acordo.

E para 2011? Garantia nenhuma, apesar de ser promissor que tenha sido ratificada pelo Governo a Convenção 151 da OIT que estabelece a negociação coletiva obrigatória no serviço público (noticiado neste Blog em 16/06). Porém, a 151 ainda tem que esperar 1 ano para ser regulamentada. Logo, a FASUBRA e os sindicatos de base tem que se mobilizar para novas pressões. Pressões, evidentemente, de sindicatos cujas diretorias queiram fazer a luta em vez de rodar em quadrilhas.