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Luta sem trégua contra o governo usurpador

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Reitoria da UFPR acaba de ser ocupada pelos estudantes

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Por volta de 16 horas de hoje (31), pressionando as negociações entre comando estudantil e Reitoria da UFPR, cerca de 150 estudantes ocuparam o prédio central da administração.   O reitor Akel não estaria presente no local, mas o vice Mulinari sim.

Os ocupantes estão agora se organizando internamente para passar a noite, criando comissões para cuidar de aspectos como limpeza, segurança etc nesta nova situação.

Da pauta de numerosas reivindicações, apenas quatro haviam recebido concordância da parte dos negociadores da reitoria. Com a ocupação ficando caracterizada, é provável que a Reitoria suspenda o processo negocial.
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Atualização em 01/09, 12h00:



Intervindo com uma fala na assembleia de greve dos técnicos na manhã de 01/09, a estudante Bruna, participante da ocupação da Reitoria, afirmou que a principalidade, agora, das reivindicações desse movimento gira em torno dos itens de assistência estudantil e da não-criminalização dos manifestantes que estão dentro do prédio da administração central. Hoje deve ocorrer uma assembleia estudantil dentro da reitoria.  A ocupação recebeu moção de apoio da assembleia dos técnicos.

Amanhã (02/09), a partir das 09h00, está programada uma Assembleia Comunitária (APUFPR, SINDITEST, DCE) no pátio da Reitoria.

Dinheiro do Sinditest turbina aventuras políticas do PSTU

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A página do partido aparelhador e a página do sindicato aparelhado

Virgem Santa, como os filiados do Sinditest ficarão contentes e orgulhosos de financiarem uma virada política na história brasileira!  A primavera de 2015 começará com os poderes da República abalados em seus alicerces!  

A Grande Marcha rumo à Greve Geral e ao Socialismo, programada pelo PSTU e Conlutas para 18 de setembro, intimidará a tal ponto a presidenta Dilma que ela renunciará, passando a apoiar Zé Maria Almeida (presidente do PSTU) para as próximas eleições presidenciais ainda este ano...

Mas, não, que eleição, que nada!  A Marcha do dia 18/09 e a greve geral são revolucionárias, e sacudirão todas as estruturas do poder burguês capitalista, afastando inclusive pilantras como Eduardo Cunha, Aécio e todo o Congresso Nacional, mais o STF.  Um novo pSol também irá brilhar, ao lado do PSTU comandante-mor de todo o processo de viragem histórica.

Mesmo sem o partido ter nenhum deputado federal ou estadual, senador, prefeito ou governador, as massas estão com o PSTU e a Conlutas.  Mesmo que a "central sindical" Conlutas só tenha hoje 2,5% dos sindicatos brasileiros filiados (entre os quais o poderoso Sinditest carlista), rapidamente a maioria dos sindicatos e movimentos sociais irão aderir à iniciativa revolucionária infalível do dia 18 de setembro.  Tudo proposto com base em lucidíssima análise da correlação de forças na conjuntura (da Lua).



Que, não se esqueçam, caros filiados do Sinditest, a coisa começa com uma "plenária sindical e popular" revolucionária em 2 de setembro, dentro da UFPR, onde se aprovará o uso do dinheiro revolucionário da categoria para mandar ônibus revolucionários para a Marcha do dia 18 em São Paulo.  Quanto orgulho, gentem!

Os caravaneiros (revolucionários) do Sinditest não fiquem surpresos se, chegando em Sampa, aparecerem uns tipos interessantes dando a "mó força' para a grande aventura política do PSTU/Conlutas... Por exemplo, um bando chefiado por um cara de roupa militarizada, óculos escuros e jeito de gangster, do "Revoltados On Line".  Ou um jovem japonês, cara de boboca mas inteligentíssimo, financiado por multimilionários dos EUA, líder do "Movimento Brasil Livre".  Poderão todos fazer selfies na avenida Paulista e gritar "Tamo Junto!" pela derrubada da Dilma.

Do Além, Carlos Lacerda, "O Corvo" de 1954, esfrega as mãos, bate palminhas aos marchadores.

Paralisação estudantil da UFPR aguarda nova negociação com Reitoria

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Na esteira dos movimentos grevistas nacionais de técnicos e professores, uma assembleia geral de estudantes da UFPR, realizada em 19/08, aprovou também o início de paralisação desta categoria. Desde as 11 da manhã de hoje (31) começou uma concentração de estudantes no pátio da Reitoria da UFPR, com batucadas e palavras-de-ordem em torno da pauta de reivindicações.

Perto do meio-dia começou uma segunda assembleia dos alunos, avaliando o estágio atual das primeiras conversas com os representantes do reitor Zaki Akel.  Dessa inicial negociação, obtida à custa de pressão, segundo lideranças do movimento, teria já sido acordado o seguinte: (1)Bolsas do PIBID não serão suspensas; (2)Bolsas de monitorias asseguradas até o fim do semestre; (3)Preço das refeições nos RUs não será alterado; (4)Contas da UFPR serão apresentadas detalhadamente até meados de setembro.


Tendo a segunda rodada de negociações da pauta estudantil, com a PRAE, sido agendada para as 14 horas de hoje, a assembleia foi chamada também para exercer uma pressão e acompanhar esse processo desde o pátio.

O sol forte sobre o pátio obrigou quase todos os cerca de 150 estudantes presentes a se abrigarem nas poucas sombras e no hall do edifício D. Pedro I, onde foram servidos sanduíches aos participantes, para que não houvesse dispersão em horário de almoço.


Aparentemente, a paralisação estudantil restringe-se aos cursos da UFPR onde também já preexistia greve dos professores.  Não temos informações se há paralisação de alunos em cursos onde os docentes não aderiram à greve chamada pela APUFPR.  Além disso, alguns cursos, como Medicina, fizeram assembleias específicas onde foi rejeitado o recurso à paralisação estudantil como forma de luta.

sábado, 29 de agosto de 2015

Greve Federal: mais do mesmo pouco é proposta final do Governo

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Na preparação da atual greve nacional da FASUBRA, em conversa com colegas da UFPR (principalmente na Biblioteca Central), debatíamos sobre as perspectivas de vitória de um movimento assim este ano.  Todas as greves são difíceis, mas, a depender da força e habilidade do movimento, por um lado, e da conjuntura geral do país, por outro, pode haver conquistas significativas.

Pois já conversávamos então que a conjuntura mundial e nacional é um mar que não está para nós peixes do serviço público federal.  A crise mundial começada em 2008 continua (pobres gregos...) e ela bateu com força no Brasil também, desde 2014.  O Governo Dilma-2 optou pelo pior caminho, o retorno de uma política ortodoxa neoliberal, com fortes contenções de gastos públicos, que acaba de jogar o país em estado oficial de recessão ("crescimento" negativo do PIB).

Sem dúvida, como em toda crise capitalista, trabalhadores pagam o pato.  Na esfera privada, o pato é diminuição da renda salarial, redução de direitos, demissões.  Na esfera dos trabalhadores federais, em especial os pior remunerados, como os TAEs, não se poderia nutrir altas esperanças.

Pois, assim, depois de certas enrolações em três ou quatro reuniões, o negociador do MPOG, secretário Sérgio Mendonça (foto acima), limitou-se a reapresentar a proposta original no último 26/08, que consiste, para os TAEs, em:

1. O acordo terá vigência por quatro anos: 2016, 2017, 2018 e 2019.

2. As tabelas serão reestruturadas considerando uma expansão de 21,3%, nos seguintes percentuais: 5,5% em 2016; 5,0% em 2017; 4,75% em 2018; e 4,5% em 2019.

3. Reajuste dos benefícios: o auxílio-alimentação passa de R$ 373 para R$ 458; na assistência à saúde, o valor per capita médio passa de R$ 117,78 para R$ 145; na assistência pré-escolar (auxílio-creche) o valor per capita médio passa de R$ 73,07 para R$ 321; e

4. Nos ofícios às entidades sindicais dos diversos setores serão indicados pontos específicos que atenderão, em alguns casos, a pauta das categorias. 


Que fazer?
Agora cabe ao Comando Nacional de Greve da FASUBRA, assim como às assembleias de base, decidir o que fazer com essa oferta de "mais do mesmo" (miserê).  Depreende-se que o governo federal vá incluir na lei orçamentária os valores acima e nada mais, não se sabe se independente de cada categoria fechar ou não um acordo formal de fim de greve.

Já foi dito pelos sindicatos federais que não aceitam acordo para mais que dois anos e que os valores de reajuste são pífios, perdem de longe para a corrosão inflacionária. 

Entre aceitar um acordo com valores muito rebaixados, ainda ficando preso nele por quatro anos, parece ser a opção mais digna recusar esse tipo de proposta, caminhando ordenadamente para uma suspensão do movimento este ano e entrando de cabeça erguida para novo movimento de pressão em 2016.

Porém, desde já, também é necessário criticar e combater a política econômica federal, as medidas recessionistas do ajuste fiscal, as seguidas altas de juros, exigindo mudança de rota imediatamente. Isto só se pode fazer com ampla unidade dentro do movimento sindical, sem exclusivismos e aventureirismos isolacionistas, realizando ações fortes de resistência dos trabalhadores, para retomar o desenvolvimento e a valorização do trabalho em vez do  grande capital financeiro.

Pelo fim da eleição direta de reitor na UFPR...

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Sim, pelo fim da eleição direta de reitor... tal como vem ocorrendo nos últimos pleitos na UFPR neste terceiro milênio! Existe grande diferença entre a eleição do reitor e a de um político tradicional? De um deputado ou prefeito?

Não.  A disputa tornou-se fortemente baseada no poder econômico que consegue reunir o candidato para sua campanha e, também com ajuda disto, na influência do marketing político-eleitoral.  E nesta área de marketing o atual reitor da UFPR é professor.

As coisas não podem ficar tal como estão na consulta direta para a Reitoria.

Na preparação da eleição direta à Reitoria de 2012, este Blog já havia lançado para a Comissão Organizadora ao menos duas propostas a serem estudadas (clique aqui para relembrar).  Para quem não lembra ou não sabe, quem organiza e executa a consulta direita é uma Comissão paritária formada por representantes das três entidades da comunidade (Sinditest, Apufpr, DCE).

Naquela ocasião, meados do primeiro semestre de 2012, a Comissão se enrolou bastante para definir as regras do jogo, e no fim de contas basicamente reeditou o regimento eleitoral da eleição de 2008, com o acréscimo da chamada "paridade qualificada" proposta pelo DCE.  Os membros da Comissão alegaram então que não havia tempo hábil para inovar demais nas regras eleitorais e deixaram de lado as propostas lançadas pelo Blog NaLuta.

As duas propostas visavam a minimizar os dois fatores deletérios acima apontados: influência do poder econômico e abuso do marketing eleitoral na campanha.  Votar no candidato "que lava mais branco", no "mais azul", no "sabonete mais cheiroso" é algo difícil de se aceitar numa Universidade Pública, que deveria primar pelo debate de diagnósticos de problemas, das ideias e propostas.

Para se contrapor ao poder econômico e minimizar as práticas fomentadoras de corrupção vigentes no meio político brasileiro, uma proposta que reuniu unanimidade nos setores de esquerda e progressistas foi a do financiamento público de campanhas e proibição de empresas doarem para candidatos ou partidos (uma das raízes da corrupção no Brasil).

Ora, e em uma Universidade? Numa campanha pelo cargo que irá administrar o terceiro maior orçamento do estado do Paraná, pode ser usado o financiamento privado, de amigos ricos, de empresas?  Fica para as entidades pensarem sobre a possibilidade de instituir algum tipo de financiamento "público" nas campanhas dos futuros candidatos.

Ainda estamos a cerca de um ano da realização da próxima eleição de reitor, em 2016.  As direções das três entidades tem tempo bastante para pensar sobre isso e chamar suas bases para refletirem conjuntamente.

Não se fez toda a luta contra a ditadura nos anos 80 dentro da UFPR apenas para poder botar uma cedulinha dentro de uma urna (aliás, cadê o sistema eletrônico?) elegendo o reitor.  Ela foi feita para estimular o debate sobre que tipo de democracia universitária se quer exercitar, mas esse debate parece ter ficado pelo caminho, suplantados por corporativismos vários.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

São Paulo: o ato em sete atos

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O ato contra o ajuste fiscal e a direita, e pela democracia, realizado na noite desta quinta (20), em São Paulo, superou todas as expectativas dos organizadores. Os motivos são os seguintes:

Por Gilberto Maringoni(*), via Facebook, no site DCM


1. A própria coordenação da manifestação – que saiu do Largo da Batata, em Pinheiros, e percorreu 5 quilômetros até o MASP – esperava um público de 40 mil pessoas. Pois ainda em seu início, a Polícia Militar avaliou os número de presentes em 60 mil.

2. O tom do ato foi nitidamente crítico ao governo, pela esquerda. Como disse Guilherme Boulos, logo na abertura, “Viemos às ruas para combater a direita. Não viemos defender nenhum governo, viemos denunciar o ajuste fiscal!”.

3. A fala do líder do MTST pautou o evento. Nenhum dos oradores fez defesa aberta do governo. Representantes de entidades marcadamente próximas à administração federal – como a CUT, a Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), ligada ao PCdoB, e o MST – decidiram centrar fogo na política econômica e defender a democracia, sem se comprometer com a conduta geral da gestão Dilma.

4. Havia uma profusão de bandeiras e símbolos do MTST, MST, CUT, Intersindical, PSOL, PCdoB e PCO, este último guindado à súbita notoriedade pelo apoio aos governos petistas. O notável é que quase não havia estandartes do PT, embora muitos militantes vestissem a camisa do partido.

5. Ao contrário do que falava uma ultraesquerda purista, o ato não foi dominado pelo governismo. Ativistas do PT e pró-governo se adaptaram a uma cena marcadamente crítica.

6. A unidade obtida em São Paulo não se replicou em outros estados. No Rio, por exemplo, aconteceram duas manifestações, uma de oposição, pela manhã, e outra governista à tarde. Nenhuma parece ter obtido grande expressão.

7. A junção de parceiros tão díspares é um tento importante nesses tempos de desalento. O feito pede agora um fio de continuidade. Ele pode se dar através da constituição de uma frente orgânica de todos os setores presentes no ato. Juntar setores dispersos para a luta contra o giro ultraliberal do governo Dilma, o ajuste fiscal e a Agenda Brasil, entre outros temas é tarefa que está caindo de madura.

Como dizia Antônio Maria, “A noite é grande e cabe todos nós”.
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(*)Gilberto Maringoni, professor de Relações Internacionais da UFABC e candidato do PSOL ao governo de São Paulo, em 2014.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

CTB-Paraná conclama à Frente Ampla em defesa da democracia, dos direitos trabalhistas e da retomada do desenvolvimento

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Hoje (20), na hora do almoço, milhares de manifestantes de movimentos sociais saíram em marcha para bradar que não aceitarão nenhum golpe direitista que agrida a nascente democracia brasileira.  Começaram na Praça Santos Andrade, marcharam pela Marechal Deodoro e encerraram sua demonstração de luta na Boca Maldita.

A manifestação não foi apenas para defender a legitimidade do mandato da presidenta Dilma. Foi também para criticar seu governo, por assumir uma política econômica que joga o Brasil na recessão e, inversamente ao ocorrido nos últimos 6 anos, produz desemprego e queda da renda salarial.  Também foi para denunciar os setores direitistas, reacionários, que promovem instabilidade política sem ter qualquer proposta decente para o Brasil, que apenas querem voltar ao poder da República para entregar as riquezas nacionais à ganância de países imperialistas, além de buscarem a criminalização dos movimentos sociais.

No vídeo acima, o dirigente da CTB Zenir Teixeira discursa, na Boca Maldita, falando disso e da necessidade de uma Frente Ampla nacional, que aglutine todos os setores democráticos, patrióticos e avançados para barrar as investidas golpistas, mas, principalmente, para retomar o impulso pela realização de reformas que aproximem o Brasil de uma nova fase em que se supere de uma vez por todas o neoliberalismo que acorrenta o país.

Assembleia do DCE debateu ontem a greve na UFPR

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Na noite de ontem (19), o auditório da Reitoria ficou lotado de estudantes, reunidos em assembleia geral do DCE-UFPR para analisar a conjuntura das greves de técnicos e professores na Universidade.  Antes disso, vários cursos fizeram suas próprias assembleias, analisando se era o caso de também decretar greve do curso e uma paralisação geral dos alunos da UFPR.  Por exemplo, os alunos do curso de Medicina por ampla maioria deliberaram não fazer greve, enquanto os de Psicologia a aprovaram.

Não estamos com informes precisos para registrar qual a decisão final formal da assembleia de ontem, mas relatos dão conta de que foi aprovada uma greve geral dos estudantes. Não está claro se, nos cursos que votaram não à greve, eles seriam compelidos a uma paralisação. 

Um dos problemas de uma greve geral estudantil assim decretada, na esteira das greves de docentes e TAEs (iniciadas há mais de 2 meses), é que ela pode carecer de suficiente força e autonomia para prosseguir com as próprias pernas se, dentro de alguns dias, forem encerradas as outras duas greves, principalmente a dos professores.  

Mas, é claro que reivindicações perante o MEC e a Reitoria é o que não falta listar, diante do quadro de contingenciamento (corte) de recursos imposto pela política econômica atual do ministério da Fazenda, que tem ocasionado problemas em diversas áreas da UFPR. 

Derrota judicial do Sinditest, mais uma!

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Alguém da base do Sinditest sabe apontar quantas vezes o atual departamento jurídico obteve vitória em ação judicial beneficiando toda a categoria?  O custo mensal do escritório contratado, chefiado pelo presidente estadual do PSTU, é 17 mil reais.

Já sabíamos de vários processos judiciais perdidos e outros ainda tramitando nas gestões de Carla Cobalchini, como ações trabalhistas (até por assédio moral) e indenizações (como a empresa do teto do gesso do salão social da sede da rua Marechal).  Ações redundando em desfalques somando bem mais de cem mil reais já saídos dos recursos pagos por todos os filiados.

Pois nova lesão ao cofre dos filiados apareceu ontem, via site da UFPR.  O Sinditest entrou com ação por danos morais contra a UFPR e a FUNPAR em torno de suposto descumprimento do ACT-FUNPAR 2014-2015.  A Justiça do Trabalho deu ganho de causa aos advogados da UFPR e FUNPAR, acusando o escritório sinditestiano de Avanilson Araújo de litigante de má fé.  Com isto, o bolso dos filiados do Sinditest vai "morrer" com uma multa de 10 mil reais, mais as custas judiciais (em torno de 600 reais) e os honorários dos advogados da FUNPAR (20 a 30 mil).  Bonito, né?


Entenda o caso
Segundo se lê em matéria publicada ontem pela ACS da Reitoria, o Sinditest ingressou na Justiça do Trabalho contra UFPR e FUNPAR sob a alegação de danos morais sofridos por servidores do Hospital de Clínicas, alegando que a FUNPAR teria descumprido o ACT 2014-2015 quanto à manutenção dos empregos dos servidores até suas aposentadorias. 

A defesa da FUNPAR argumentou que, precisamente para contornar prejuízos aos trabalhadores funparianos remanescentes, firmou-se novo acordo com o Ministério Público e a Justiça do Trabalho garantindo um prazo de cinco anos de permanência no emprego até as aposentadorias dos funcionários celetistas da FUNPAR-HC.

O juiz do Trabalho Mauro César Soares Pacheco indeferiu o pedido do Sinditest de recebimento de indenização (pediu-se R$ 1 milhão) e ainda condenou o sindicato ao pagamento de multa de R$ 10 mil, custas judiciais e honorários advocatícios. O magistrado concluiu que o advogado do Sinditest usou de ma fé quando ingressou com o pedido de indenização e tentou induzi-lo a erro, proferindo a seguinte sentença:

Reconheço e declaro ter o sindicato autor litigado de má fé nos autos, motivo pelo qual o condeno a pagar aos réus, de forma proporcional, a multa prevista no artigo 18 do Código de Processo Civil, correspondente ao valor de 1% do valor estimado de sua pretensão inicial, que fixo como sendo de R$ 1 milhão, no importe de R$ 10 mil, mais os honorários advocatícios de seus procuradores, os quais restam fixados em R$ 10 mil a cada um”.


Maior parte do prejuízo quem paga é o filiado RJU
Segundo o balancete de novembro/2014 do Sinditest, a receita obtida com as mensalidades dos filiados da FUNPAR foi de R$ 7.441,20.  Depois da dobrada do percentual descontado de 0,5 para 1% do salário-base em abril, pode ter-se elevado para perto de 15 mil reais/mês.  Ou seja, um valor insuficiente para pagar o rombo total dessa nova multa.  Ele será coberto pela receita auferida com as mensalidades das outras bases do sindicato, da UFPR-RJU e UTFPR.

E isso que, no "novo" Estatuto do Sinditest, aprovado na assembleia-churrascão de 29/05 último, a base FUNPAR nem consta mais como base territorial formalmente definida no preâmbulo do estatuto...

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Greve Geral derruba a Dilma liberal!

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Agora vai, gente! Assembleia de greve do Sinditest, com 200 pessoas, decidiu ontem que não participa nem do Ato dia 16 nem do Ato do dia 20. Bom, o ato direitista do dia 16 já foi e alguns servidores "combativos" parece que até estiveram nele...

E o comando do PSTU do Sinditest já deu o tom, dizendo que vai “...construir uma alternativa de classe, um terceiro campo, sem a direita e sem as forças governistas, um alternativa dos trabalhadores para a crise que o país atravessa.”

Que só pode ser via a Greve Geral! Que vai derrubar a Dilma neoliberal! Êêêba!!

Afinal, como profeticamente profetiza o profeta sectário do Sinditest, Martius Solaris:

O povo elegeu o governo do PT, pela terceira [sic] vez consecutiva. Então, o próprio povo deve derrubá-lo, se quiser, com suas próprias mãos...”.

(Não ligue se ouvir um barulho de palmas num canto da sala, é uma claque 'coxinha' reacionária gostando, e muito, dessa diretiva.)

Um pequeno lapso, apenas, na contundente afirmação do profeta: o povo elegeu pela quarta vez uma candidatura do PT. Mas foi com apenas 54 milhões de votos, oras...


O que importa agora é que o próprio povo que, em 2014, legitimamente  elegeu nas urnas esse governo Dilma-2, deve e pode agora derrubá-lo! Num grandioso turbilhão de mobilizações grevistas insurrecionais, será varrido o governo federal, o PSDB do Aécio, o DEM do Caiado, o PMDB do Cunha/Renan, na verdade o Congresso Nacional inteiro, tudo junto. Até porque nesse Congresso não tem um deputado sequer do PSTU e por isso de nada adianta. Fora todos!

Com uma portentosa Greve Geral nacional, baseada nos 2,5% de sindicatos brasileiros filiados à CSP-Conlutas, engrossados com os 200 servidores TAE que bravamente votaram ontem na orientação revolucionária da bispa Carla Cobalchini, do profeta Martius e demais apóstolos da igreja-Partido Somente Trotsky Urrará.  

Assim, a greve da FASUBRA não pode agora arrefecer, tem que continuar para ser uma das colunas guerrilheiras nas ruas do Brasil, prosseguindo até a conquista final do poder da República, a ser grandiosamente empalmado pelo Presidente Zé Maria!  E finalmente teremos o paraíso na Terra. E o reajuste salarial não será de 27, mas de 54%.

Entidades estudantis mobilizam nas escolas para ato pela democracia de 20 de agosto

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As entidades unitárias legítimas dos estudantes universitários e secundaristas - UNE, UBES, UPE e UPES - estão passando nas escolas e universidades com o panfleto acima, conclamando todos a participarem do Ato em Defesa da Democracia, a realizar-se na próxima quinta-feira, dia 20.

O Ato pretende demarcar campo em relação à onda da direita golpista que fez sua micareta reacionária no último domingo (16). E demarca campo com bandeiras progressistas, tais como as do panfleto acima reproduzido, colocando-se claramente contra toda iniciativa de derrubada de um governo legitimamente eleito, e simultaneamente contra a política econômica recessiva, de ajuste fiscal e juros altíssimos, desse mesmo governo.  

Perfila-se claramente em defesa dos direitos trabalhistas e sociais, em defesa da Petrobras e da engenharia nacional, contra tentativas de entregar riquezas como o petróleo do pré-sal à ganância da exploração por empresas estrangeiras.  O rumo é a adoção de outra política econômica, que retome o desenvolvimento, proteja o emprego e a renda salarial, valorizando os trabalhadores. 

Com isto, o Ato do dia 20 situa-se em evidente antagonismo à postura golpista da oligarquia financeira, do PSDB e da grande mídia - setores reacionários que nada tem a oferecer de propostas alternativas de avanços para o país, apenas desejam empalmar o poder da República em toda sua plenitude.

Em Curitiba, o ato começa a partir das 11 da manhã,na Praça Santos Andrade. Chamamos todos/as a fortalecer esta luta!

Conflito entre EBSERH e trabalhadores da Maternidade Victor do Amaral

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A permanência ou não da servidora Maria Mathilde Baracat na diretoria administrativa da Maternidade Victor Ferreira do Amaral é motivo de tensão entre trabalhadores daquela unidade hospitalar ligada à UFPR e o superintendente da EBSERH-HC, Dr. Flávio Tomasich (foto ao lado).

Reunião considerada tensa ocorreu ontem entre uma comissão de cinco servidores da MVFA (dois estatutários e três Funparianos) e o Dr. Tomasich, em que a ele foi levado um abaixo-assinado com 113 apoios defendendo a permanência de Maria Matilde na direção da Maternidade. A MVFA tem hoje 180 servidores. O texto do abaixo-assinado enumera diversos pontos qualificadores daquela servidora, que justificariam sua manutenção na chefia administrativa.

O episódio, conforme o desfecho que venha a ter, será mais um demonstrativo de que tipo de método de convivência e democracia está sendo aplicado pela EBSERH, desde que essa empresa foi entronizada pelo reitor Zaki Akel como gestora das unidades hospitalares ligadas à UFPR. Relatos da reunião de ontem dão conta de que não será das mais tranquilas essa relação.

Misérias da elite brasileira

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Há um objetivo oculto nas ações dos que tentam “impeachment”: acabar com a Lava Jato e “passar a régua” nos casos de corrupção empresarial, brandindo um bode expiatório.

Por Mauri Cruz, no site Outras Palavras

Para quem acompanha os noticiários, lê por entre as linhas ou escuta por detrás das falas, está mais do que evidente que o verdadeiro objetivo daqueles que querem o impedimento da Presidenta da República é acabar com a Operação Lava-Jato e as demais investigações contra a corrupção no Brasil. Isto porque, nestas operações, a lista de políticos dos partidos tradicionais, entre eles o PP e o próprio PMDB, é extensa e envolve nomes de peso que atualmente estão no centro do poder. As demais investigações como, por exemplo, a Operação Zelotes e o Trensalão de São Paulo, pegam em cheio os principais dirigentes do PSDB e seus aliados, dentre eles a Rede Globo e afiliadas, inclusive a própria RBS.

Isso significa que, se os arautos da ética conseguirem seu intento de derrubar a Presidenta do Brasil, ato contínuo irão encerrar as investigações colocando tudo para debaixo do tapete. Aliás, assim já estão fazendo com o denominado “Mensalão de Minas”, que, para guardar simetria com o outro, deveria ser chamado de Mensalão do PSDB. Enquanto o Zé Dirceu, estando preso, é preso novamente em horário nobre, os réus daquele crime sequer estão sendo incomodados pelo Poder Judiciário e, como sabemos, serão “inocentados” por decurso de prazo.

No entanto, depois de tentarem colocar o país mobilizado contra a corrupção, única forma de pararem com as investigações antes que elas resultem em sua própria prisão, os detentores do poder precisam depor uma Presidenta legitimamente eleita, oferecendo sua cabeça como prêmio ao país. Sem entregar à “opinião pública” um agente político da estatura da Presidenta Dilma não será possível “aplacar a ira” criada contra a política e os políticos nos últimos anos pela própria mídia corporativa.

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Fonte: texto e foto do site Outras Palavras

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

"Pai" das 30 horas foi quem começou o rolo com ponto eletrônico

Um comentário:
Não custa lembrar um pouco a historinha da jornada de 30 horas na UFPR.  Na greve nacional de 2011 (que se encerrou sem conquistas nacionais), o reitor Zaki Akel acenou para o Sinditest com a possibilidade da adoção da jornada flexibilizada sem redução de salário, e ofereceu isso como um trunfo para que seu apaniguado pelego Wilson Messias, então ainda presidente do sindicato, pudesse usar para posar como "pai" da jornada reduzida.  Em 2012, Messias apoiou a reeleição de Akel e dele ganhou uma chefia no HC.

A greve de 2011 acabou no final de setembro daquele ano, mas, numa das últimas assembleias de greve, havia sido eleita uma Comissão de Negociação das 30 horas, composta por dez pessoas, incluindo gente da situação e da oposição sindical.

Pensam que a Comissão democraticamente eleita conseguiu sentar à mesa com a Reitoria para acertar os termos da futura Resolução das 30 horas?  Nada.  A Comissão foi solenemente ignorada,  Messias trancou-se no gabinete com o reitor e ali negociou, à revelia da base, a Resolução 56/2011, que previa, em troca das 30 horas, a adoção do ponto eletrônico para toda a UFPR.  Nenhuma assembleia foi chamada para debater o assunto [clique aqui para ler postagem sobre isso, de dezembro/2011].

Por cobranças da CGU, a Resolução 56/11 sofreu alteração de redação no final de 2013, conferindo plenos poderes ao reitor para canetear a concessão ou a retirada do direito à jornada reduzida.  Ainda assim, a confusão persiste.  E na atualidade a Reitoria diz que não abre mão de implantar o ponto eletrônico em toda a UFPR.  Nas negociações nacionais em Brasília entre FASUBRA, MEC e MPOG, o assunto também não chegou a um consenso. 

Agora já lembramos quem sozinho fez a barganha disso com o reitor. Porém, ele já contava com uma dúbia cumplicidade da atual presidente do Sinditest, que havia sido coleguinha de diretoria do pelego Messias de 2008 a 2011. 

Micareta golpista da direita fracassa também em Curitiba

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Mesmo com grande ajuda da mídia burguesa tucanófila de Curitiba e dos acólitos do (des)governador massacrante inflando o número de CBFistas(*) na praça Santos Andrade ontem, aquilo não passou de quinze mil micados.  Jamais os 60 mil inventados pela Gazeta do Povo, que voltou a ser turbinada por verbas do governo que bate em professor.  Meia hora após o início da micareita(**), eu próprio passei pela praça, testemunhando o fiasco da participação dos golpistas.

Segundo o Blog do Esmael, que indagou ao presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, sobre as divergências acerca do número de protestadores, os veículos de comunicação chutam os números sem compromisso algum com a realidade: “Não existe uma metodologia para contagem de gente. Trata-se de chute. A única corporação que tem condições de aferir com mais exatidão é a Polícia Militar”. Entretanto, ressalva Murilo, esses comandos são políticos e ligados ao governante de plantão, no caso o massacrador do magistério, Bate Richa.  Para o presidente da Paraná Pesquisas, as divergências entre órgãos de imprensa acerca do número de manifestantes são tão ridículas que ultrapassam o limite do absurdo. 

Vamos sugerir ao programa-de-índio dominical do Faustão Silva que crie um novo quadro.  Além dos "famosos", ele pode criar a "dança dos golpistas", porque, depois desse fiasco do dia 16, o golpe contra a democracia já dançou.

Protesto em Brasília: dúvidas sobre a sem-vergonhice dos golpistas?

Vale ainda citar aqui a pesquisa do DataFolha sobre o perfil médio dos participantes da micareita golpista de ontem em São Paulo, mas que certamente também se ajusta aos CBFistas da praça Santos Andrade:


-Homem (61%);
-Tem 51 anos ou mais (40%);
-Cursou o ensino superior (76%);
-Declara-se de cor branca (75%);
-Não se liga a nenhum partido (52%);
-Tem renda familiar mensal entre R$ 7.881 e R$ 15.760 (25,17%);
-Preferem o PSDB (33%);
-Votaram em Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições de 2014 (77%).

Quer dizer, o povão mesmo passou longe desse protesto estapafúrdio.


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(*)CBFista: quem vai para um protesto supostamente "contra a corrupção" trajando camisa da CBF, notório antro de corruptos do futebol, como o ex-presidente Marin, preso na Suíça.
(**)Micareita: pagação de mico da direita golpista.

O absurdo de expor crianças ao ódio fundamentalista nos protestos

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"- Pai, por que a mãe daquele menino está ensinando ele a mandar a Dilma tomar no c…?"

Por Kiko Nogueira, no site DCM

Antônio, meu filho, tem 11 anos. Como acontece todo domingo, pegamos nossas bicicletas para dar uma volta. A avenida Paulista, por volta do meio dia de domingo, dia 16, estava começando a encher.  Chamava a atenção o número de famílias com crianças. Clima de piquenique, exceto que os garotos e garotas estavam sendo expostos a uma explosão de ódio.

Uma meia dúzia de jovens, por exemplo, carregava um estandarte com os dizeres: “Dilma, decida: Jânio ou Getúlio” (a pontuação é por minha conta; no original é dilma decima jânio ou getúlio). Gritavam palavrões enquanto marchavam.

O que significa isso? Ou ela sai por bem ou dá um tiro no coração?


Uma senhora fofa empunhava um cartaz no qual se lia: “Dilma, pena que não te enforcaram no Doi Codi?”

O termo carnacoxinha foi usado para definir essas manifestações. É pouco acurado. Está mais perto de uma micareta do mal, repleta de gente orgulhosa de sua ignorância e maldade.

Estão criando uma geração de pessoas odientas e preconceituosas que acha normal vomitar impropérios sobre aquela velha terrorista e o bêbado barbudo. Júnior não pode falar cocô no jantar, mas ganha um iPhone novo quando faz versinhos sujos sobre Lula e o PT. Tio Marlon e tia Patrícia acham lindo.

Esses meninos precisavam ser salvos desses monstros.

Em fevereiro, o biólogo britânico Richard Dawkins, ateu militante, afirmou que filhos de pais fundamentalistas deveriam ser protegidos na Irlanda.  “Eles devem ser ensinados a pensar por si mesmos”, disse. “Tradição é uma coisa boa quando se fala em música ou literatura, moda ou arquitetura. Mas a tradição é uma base terrível para a ética”.

Ao apoiar uma campanha para reformar o sistema educacional irlandês, Dawkins foi além. “Você tem que equilibrar os direitos dos pais e os direitos dos filhos e eu acho que o saldo oscilou demais em favor dos pais. As crianças precisam ser preservadas de modo a não ser doutrinadas”.

É difícil prever o que vai acontecer com as crias dos coxinhas, mas você não precisa ser especialista para saber que aquilo é uma espécie de curso de maus modos e de como virar um ressentido e um protofascista.

Ensinar o medo e a raiva não é algo que necessite de lições ou manuais. Adultos podem simplesmente transmitir esse sentimento através de piadas e xingamentos. As crianças querem se encaixar naqueles círculos sociais, ser aceitas, e vão simplesmente imitar o que vêem e ouvem.

Ameaças à UNE e à CUT

Mamãe e papai sentem orgulho de perceber que os pequenos são como eles. Os garotinhos ficam felizes ao notar que, repetindo o discurso de ódio, recebem em retorno alegria e reconhecimento dos mais velhos. Que tipo de sujeito acha legal levar as crias para ver uma pessoa como Marcello Reis ser aclamada num carro de som?

O que os coxinhas cometem com seus filhos nesses ambientes vai assombra–los no futuro.

Em defesa da democracia, contra o golpismo, movimentos convocam todos às ruas dia 20!

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“Em defesa da democracia e por mais conquistas sociais”. Essa é a pauta que está mobilizando os movimentos sociais, sindicais e juvenis para o próximo dia 20 de agosto. Neste contexto, a TV Vermelho entra na mobilização com um vídeo exclusivo com representantes de várias entidades nacionais e convoca a população para se unir e ocupar as ruas na luta por mais direitos, em defesa da soberania nacional e do desenvolvimento, e pela manutenção da democracia em nosso país.

Em Curitiba, no dia 20, próxima quinta-feira, a concentração será na Praça Santos Andrade, a partir das 11 horas.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Impeachment: PSTU não é a favor nem contra

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O PSTU - partido que controla o Sinditest na UFPR - já tem posição formada sobre a proposta de impeachment da presidenta Dilma: decidiu que não vota nem a favor nem contra.  Claro! O PSTU não tem nenhum deputado federal e nenhum senador! Votar como?

Ah, mas o PSTU prossegue posicionado pela derrubada do Governo Dilma.  Mesmo com a homenagem da direita a seu mais novo aliado prático na conjuntura, ao marcar o ato "coxinha" golpista para o dia 16 (número eleitoral do PSTU), os comandados ultraesquerdistas de Zé Maria, Avanilson, Tomazini e Carla Cobalchini não comparecerão a essa manifestação contra Dilma.

Por serem politicamente muito amplos, eles farão seu próprio movimento antiDilma.  No momento eles estão estudando a melhor data para deflagrar a Greve Geral que iniciará a inevitável queda do Governo Dilma.  Ganha força no PSTU a data de 31 de setembro.
Bancada do PSTU em Brasília não vota impeachment

Reajuste de 10,5% para TAE é a posição atual do Governo Federal

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A mais recente rodada de negociações envolvendo o Comando de Greve da FASUBRA, o MEC e o MPOG aconteceu no último dia 7.  Os representantes do governo Dilma, já cientes de que a proposta de reajustes ao longo de 4 anos é de todo rejeitada pelos servidores, dispuseram-se então a propor um acordo para 2 anos.  Porém, os índices de reajuste se manteriam os mesmos da oferta original: 5,5% em 2016 e 5,0% em 2017, perfazendo 10,5%.

O governo está conversando com cada setor dos servidores federais em greve, e esse giro vai até 14 de agosto. Só depois disso seus representantes acreditam reunir mais informações para voltar a negociar com a FASUBRA, que teria uma greve nacional considerada “forte” pelo governo.  Em negociação específica com a FASUBRA, um possível reajuste além dos 10,5 oferecidos “no geral” estaria vinculado a avanços nos valores de piso da carreira e do step.  Espera-se nova reunião entre governo e FASUBRA para entre os dias 17 e 19 de agosto.

Outros pontos da pauta específica da FASUBRA foram debatidos, como democratização nas IFES, plano de capacitação, redefinição do Art. 18 do PCCTAE, aposentados, EBSERH e jornada de 30 horas.  Sobre este último tema, uma reunião em 12/08 poderá fechar o texto de uma Portaria capaz de pacificar a questão para todas as IFES.

Por fim, no que toca a ameaças de corte de ponto, o secretário do MEC Jesualdo Farias reafirmou que o ministério vai interceder para evitar processos de retaliação ou de criminalização da luta dos trabalhadores: "O MEC é radicalmente contra todo e qualquer tipo de perseguição e discriminação dentro das instituições federais”.
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Fonte: com informações da FASUBRA

O dia seguinte ao impeachment

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Montando os Atos Institucionais e a lista de cassações, Costa e Silva chamou o Ministro da Fazenda Delfim Netto e indagou o que ocorreria se incluísse na lista o banqueiro Walter Moreira Salles.

Delfim disse que nada demais. Haveria problemas com os bancos nova-iorquinos e europeus, sem dúvida. Também com a mídia norte-americana, já que Moreira Salles era amigo pessoal dos donos da CBS, do New York Times e do Washington Post. Fora isso, nada demais.

Por Luís Nassif, no Jornal GGN

A mesma coisa se sair o impeachment de Dilma. Pouca coisa mudará, com exceção das seguintes:

* Do lado esquerdo, movimentos sociais, sindicatos e estudantes sairão às ruas protestando. Do lado direito, sairão os grupos vociferantes que dominaram as ruas nas últimas manifestações. Entre ambos, os inevitáveis black blocs e baderneiros em geral.

* Para manter a ordem, governos estaduais darão um liberou geral para suas Polícias Militares. Dado o grau de exacerbação produzido pelo impeachment, as pancadarias de Curitiba parecerão bailes de debutantes perto do novo quadro.

* A bandeira da anticorrupção será levantada em todos os rincões do país e se transformará em palavra-de-ordem. De nada adiantará Aécio Neves prometer blindagem para os políticos peemedebistas citados na Lava Jato. Depois que Sérgio Moro provou o poder de um juiz de Primeira Instância – prendendo sem motivo aparente o presidente do maior grupo nacional – o exemplo se espalhará pelo país. Bastará o casamento de um juiz de primeira instância justiceiro com um procurador vingador para os mais poderosos se abalarem e os menos poderosos serem varridos do mapa.

* Haverá uma caça às bruxas na qual grupos de extrema direita, a exemplo do antigo CCC (Comando de Caça aos Comunistas), sairão a campo para denunciar, prender e agredir os recalcitrantes. A enxurrada levará não apenas militantes petistas, mas quem ousar investir contra a onda.

* Do outro lado, o sentimento de indignação e impotência poderá levar a atitudes radicais, como as que produziram o AI-5.

* Lula não poderá sair sem escolta nas ruas. Mas Fernando Henrique Cardoso também não. O sentimento de ódio prevalecerá em todas as instâncias.


Em pouco tempo, os novos vitoriosos estarão se digladiando pelo botim. Eduardo Cunha e Renan Calheiros brandirão o tacape do controle das bancadas. E os jornais junto com o PSDB tentarão carrear a vaga do denuncismo para o lado deles.

* Pouco importa se a guerra quebrar grandes grupos, produzir estragos nos pequenos e médios, ampliar o desemprego e o descontrole. O que importa é o poder.

* Quando o grau de fervura estiver insuportável, serão convocadas as Forças Armadas, para colocar um mínimo de ordem no caos produzido pela elite política. Dependendo do grau de conflitos, há a possibilidade de se invocar a Lei de Segurança Nacional, com desdobramentos sobre a mídia e sobre as redes sociais. E, se a bandeira anticorrupção estiver a pleno vapor ainda, não faltarão motivos para estender a longa mão de Moro sobre outros presidenciáveis e outros partidos.

Fora isso, nada demais ocorreria em caso de impeachment.

Daí porque o maior risco não é a possibilidade de um impeachment. Mas de Dilma jogar a toalha.
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Bibliotecas da UFPR 100% fechadas na greve nacional

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A semana iniciada hoje (10) amanhece com as portas das bibliotecas da UFPR 100% cerradas.  A sede central (BC) do Sistema de Bibliotecas (SIBI) e as setoriais já haviam aderido, em grau variável, à greve nacional dos TAEs iniciada em 29 de maio.  Um entrechoque ocorrido na Biblioteca de Ciências Jurídicas, no final de julho, motivou uma reação generalizada das bibliotecas, em solidariedade à chefia e funcionários daquela unidade do SIBI.

O Centro Acadêmico e professores do curso de Direito pressionaram o diretor do Setor de Ciências Jurídicas no sentido de que a biblioteca fosse reaberta, ao menos por algum período.  Em ofício endereçado à bibliotecária Paula Carina, chefe da unidade, o professor Ricardo Marcelo, diretor do setor, demandou que - mesmo sem funcionários, apenas com os alunos bolsistas -, a biblioteca fosse aberta por um turno do dia.  Argumentou a direção do setor que outras bibliotecas da UFPR estavam em greve, mas que manteriam plantões de abertura ao público em um turno do dia ou em um ou mais dias da semana.  

A pressão do ofício da direção do setor (datado de 28/07), que até punha um prazo de 48 horas para a reabertura "espontânea" da biblioteca sem necessidade de "confltividade administrativa", gerou tensão, mas a bibliotecária Paula, em ofício de 29/07, respondeu que não poderia usar os alunos bolsistas nem pedir, em período de greve, que os demais servidores voltassem ao trabalho.

Comunicado na porta da BC esclarece fechamento total

O assunto foi levado a uma assembleia dos servidores em greve, que emprestou apoio total aos trabalhadores da biblioteca do Setor de Ciências Jurídicas. Em complemento, uma reunião das chefias das bibliotecas setoriais, realizada em 6/8, decidiu que - na semana de 10 a 15/8 -, todas as unidades do SIBI estarão 100% fechadas para os usuários.

Toda greve que preze o nome pressupõe conflitividade entre as partes envolvidas, em grau maior ou menor.  Os professores e alunos do curso de Direito podem argumentar que - em sua área de conhecimento - os recursos físicos de uma biblioteca são fundamentais para seu tipo de atividade acadêmica.  É verdade, mas também é que os trabalhadores devem ter direito pleno à greve, que pode ser total em não se tratando de atividade configurada como essencial pela própria lei.  Quem não gostar, que vá se queixar ao bispo. Ou ao "justiceiro" juiz Sérgio Moro, que aliás é também professor de Direito da UFPR.