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Luta sem trégua contra o governo usurpador

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

31 anos de história da FASUBRA na revista a ser lançada em janeiro

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Uma ótima iniciativa da FASUBRA, a acontecer durante o Forum Social Mundial de janeiro/2010, em Porto Alegre: o lançamento de uma revista comemorativa dos 31 anos de luta da Federação dos servidores técnico-administrativos. A publicação ainda está em fase de acabamento e deve apresentar, ao longo de 100 páginas, um pouco da história das lutas dos trabalhadores das universidades nessas 3 décadas, desde a fundação em 19/12/1978, em João Pessoa (PB).


Elogiamos desde já esse trabalho, que faz parte do Projeto "Memória da FASUBRA", pois um olhar abrangente desde o passado até o presente é elemento indispensável para se entender mais precisamente o quanto houve de avanços no movimento dos trabalhadores. Deve-se conhecer a história não para usá-la como "juiz" de nada do que se deu no passado, nem para "ensinar lições", mas para compreendermos melhor os problemas do presente, etapa indispensável de quem pretenda enfrentá-los.


Esperamos que o SINDITEST possa obter um número suficiente de exemplares dessa publicação da FASUBRA, de modo a levar essa história a toda a base da UFPR e UTFPR. E que também por aqui haja iniciativas no sentido de delinear a própria história do SINDITEST-PR, que, em novembro último, completou 17 anos de existência.

CTB da FASUBRA deve fazer rodízio de diretores em 2010

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Prática comum na Direção Nacional da FASUBRA (DN) é o rodízio de seus membros, segundo as respectivas composições de candidatos das chapas que concorreram à eleição da DN. Explicamos melhor: a DN é composta de modo proporcional, isto é, cada chapa obtém tantos postos na Direção conforme o percentual de votos obtidos na eleição feita no Congresso da FASUBRA, e mantém o direito de trocar diretores, desde que respeitando a lista de candidatos da chapa.


Dos 4 atuais diretores da CTB na DN-FASUBRA, dois devem sair temporariamente. Por necessidade de concluir tarefas acadêmicas em Goiás, a diretora Fátima dos Reis ("Fatinha"), uma das melhores conhecedoras do tema "Carreira" na FASUBRA, deve licenciar-se por um período de alguns meses no ano que começa. Também em 2010, o diretor João Paulo ("JP"), se licenciará da DN para assumir tarefas da CTB nacional. Eles serão substituídos por militantes que concorreram na chapa da CTB à Direção Nacional no Congresso da FASUBRA de maio/2009, mas ainda não estão definidos os novos nomes.


As demais chapas/correntes presentes na DN também podem trocar seus respectivos diretores, conforme sua vontade política ou necessidade pessoal de algum diretor. Especula-se, mas a corrente "Tribo" não deve tirar sua diretora Márcia Messias, também secretária-geral do SINDITEST. Afinal - plagiando os apresentadores do programa RockGol da MTV no quadro Jogo Duro - a atuação de Márcia na FASUBRA, como no SINDITEST e na CIS-UFPR, é "totalmente excelente".


domingo, 27 de dezembro de 2009

CTB fecha 2009 com 700 sindicatos filiados e 6 milhões na base

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A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil completa em dezembro dois anos de existência e chega ao final de 2009 com bons motivos para comemorar sua recente e vitoriosa história. 2009 foi marcado por muitas lutas e notáveis êxitos, apesar da crise mundial do capitalismo.

Wagner Gomes (Presidente nacional da CTB)

Inauguramos 2009 no Fórum Social Mundial de Belém, onde o sindicalismo classista teve destacada participação e promoveu debates sobre a crise, o uso do amianto, a integração latinoamericana, a luta pela soberania e a Amazônia. Ao longo dos meses seguintes, a CTB ampliou sua influência e representatividade, criando raízes em todo o território nacional.

Sindicalismo de luta
A CTB foi a Central que mais cresceu entre janeiro a setembro, de acordo com informações do Ministério de Trabalho e Emprego, estando organizada nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Já é a quarta maior do país, em representatividade. Possui, agora, mais de 700 entidades filiadas, que representam cerca de 6 milhões de trabalhadores e trabalhadoras em suas respectivas bases.

Na prática, nossa Central está cumprindo o objetivo proposto no congresso de fundação de construir uma organização classista, democrática, unitária, autônoma. Promove um sindicalismo de luta, o que ficou evidente em diferentes ocasiões, cabendo aqui destacar o Dia Nacional de Luta em Defesa do Emprego e dos Direitos Sociais (30 de março), o 1º de Maio, a manifestação unitária realizada em 14 de agosto e a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, que reuniu mais de 40 mil pessoas no dia 11 de novembro.


Unidade
A defesa da mais ampla unidade da classe trabalhadora e do movimento sindical brasileiro na luta por mudanças sociais tem sido nossa marca. A unidade é o caminho para elevar o protagonismo político da classe trabalhadora e do sindicalismo nacional e já rendeu resultados positivos, cabendo citar neste sentido a valorização do salário mínimo, a legalização das centrais, o veto à Emenda 3 e a aprovação da redução da jornada sem redução de salários por uma Comissão Especial da Câmara Federal.

As decisões do 10º Congresso da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), realizado nos dias 10 a 14 de março, reiteraram a defesa da unicidade sindical e de um projeto alternativo de desenvolvimento rural, solidário e sustentável.

2º Congresso Nacional
Realizamos em setembro o 2º Congresso da nossa Central com o lema “Unidade para enfrentar a crise”. Entre as resoluções aprovadas pelos congressistas destacam-se a proposta de uma nova Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora) e a reiteração da luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento com soberania e valorização do trabalho.

Fator previdenciário
Um ponto alto da nossa ação sindical foi o posicionamento corajoso, autônomo e firme pelo fim do fator previdenciário, questão que por certo tempo dividiu opiniões entre as centrais sindicais. Durante reunião realizada no dia 23 de novembro na sede nacional da CTB os presidentes das maiores centrais brasileiras (CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central e CGTB) reunificaram sua posição sobre o tema em torno da luta pelo fim do fator previdenciário. Esta foi outra grande vitória do sindicalismo classista em 2009.

Não restam dúvidas de que 2009 foi um ano de consolidação e ampliação da CTB, um ano coroado de êxitos, apesar da crise mundial do capitalismo. Temos motivos de sobra para comemorar. Desejamos aos leitores e leitoras, em nome da nossa Central Classista, Boas Festas e um Ano Novo próspero, com muitas lutas e novas conquistas.
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Fonte: Portal CTB

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Jogo dos 7 erros

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Sentados: Reitor Zaki Akel, W. Messias, A. Néris e o Vice-Reitor


No sábado passado, continuou apossando-se do Sinditest a velha Diretoria "Sindicato Para Todos", em um ritual ufanista colado à oferta posterior de uma "boca-livre" para os custeadores do almoço (os filiados pagantes das mensalidades), lá no RU do Centro Politécnico.


Significativamente, texto e fotos que noticiam o evento continuísta apareceram em matéria de ontem (22/12) na página da UFPR, ANTES de qualquer informação no próprio site do Sinditest (e até agora, 14h00 de 23/12, não há nada sobre isso no site sindical).


Imagem, diz o clichê, fala mais do que mil palavras. Copiada do site da UFPR, está aí imagem bem simbólica da relação entre Reitoria e sindicalistas - os dois principais dirigentes do Sinditest, W. Messias "I" e A. Néris, alegremente enquadrados entre o patrão e o vice-patrão. Tudo vai pelo melhor no melhor dos sindicatos possíveis.
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Crédito da Foto: Assessoria de Com. Social da UFPR

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

DIEESE sopra velinhas hoje: 54 anos

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Hoje, há 54 anos (22/12/1955), foi fundado o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), de papel importantíssimo de assessoria aos sindicatos em suas negociações e lutas salariais. Na época da ditadura militar, o DIEESE destacou-se na contestação da política salarial do regime autoritário e, nos anos 80 e 90, na denúncia do desemprego e suas causas radicadas nas contradições estruturais do capitalismo em fase neoliberal. Parabenizamos nesta data o DIEESE por tantos serviços prestados ao movimento dos trabalhadores e trabalhadoras. [A figura ao lado ilustrou a capa do no. 1 da Revista de Estudos Sócio-Econômicos do DIEESE, de 1961]

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Plenária Nacional da FASUBRA durante o Forum Social Mundial em Porto Alegre

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A FASUBRA está convocando seus sindicatos de base para mais uma Plenária Nacional Estatutária. Desta vez, aproveitando a ocasião do Forum Social Mundial em Porto Alegre, a Plenária se dará nessa cidade, nos dias 23 e 24 de janeiro de 2010, no Hotel Coral Tower Trade Center.

A pauta dessa Plenária, além do debate sempre necessário de conjuntura política nacional, deverá examinar a preparação da Campanha Salarial de 2010 e a luta por uma série de reivindicações, como o repasse mais imediato possível do reajuste do vale-alimentação.


Espera-se que o Sinditest participe dessa Plenária com delegados DE BASE, e, para isso, deve convocar Assembléia Geral para eleger esses representantes. De bom tom também será que, se pretendem enviar delegação DA BASE para acompanhar o Forum Social Mundial, que promovam um processo aberto e democrático de formação dessa delegação. Façam reuniões abertas, ao invés de repetir o que a Diretoria sindical fez em janeiro deste ano, enviando às escondidas apenas alguns diretores a Belém do Pará e ainda por cima ocultando da base as informações sobre quem foi e quanto se gastou.
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Serviço:
Para mais informações também sobre o Forum Social Mundial
que ocorre em janeiro/2010, visite o seguinte endereço:

Nem bola murcha no Sinditest-PR

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Na gestão 2006-2007 o Sinditest participou, inclusive com destaque na classificação final, da Copa de Futebol da FASUBRA. Em dezembro deste ano, no Rio de Janeiro, está sendo disputada a 8a. Copa FASUBRA, consequência de deliberação do próprio CONFASUBRA de maio/2009. Uma iniciativa voltada ao lazer, de estímulo à prática esportiva e também com o objetivo de estreitar laços de amizade e solidariedade entre os sindicatos de base.


A 8ª COPA Zumbi dos Palmares, com 407 atletas inscritos, conta com a participação dos seguintes estados ou cidades: Maranhão, Acre, Rio de Janeiro, Goiás, Pará, Bahia, Santa Maria, Brasília, Alagoas, Espírito Santo, Belo Horizonte e Uberlândia.


Sinditest desta vez nem "bola murcha" foi nesta confraternização esportiva da FASUBRA. A gestão nero-messiânica prefere dar bola mesmo é para certas boladas. Chute mesmo é em cima da democracia do movimento sindical.

domingo, 20 de dezembro de 2009

UNILA poderá ser contraponto à dominação cultural do imperialismo

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Merece saudação entusiástica dos movimentos sociais progressistas, incluindo o sindical, a criação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), aprovada pelo Senado na última quarta-feira (16/12). Além de ser mais uma escola pública criada pelo governo Lula, a UNILA representa potencialmente a oportunidade de ser um pólo referencial para os povos explorados da América Latina afirmarem suas culturas originais e sua soberania diante da crônica subjugação político-cultural do imperialismo europeu e norte-americano.


"Ficar de frente para o mar, de costas pro Brasil, não vai fazer deste lugar um bom país"
- nestes versos de uma canção de Milton Nascimento está expressa a postura historicamente subordinada, servil, deslumbrada das elites burguesas brasileiras (assim como das burguesias de outros países da AL) diante de tudo que vinha da Europa e dos EUA, supostamente tudo sempre mais 'civilizado' e verdadeiramente culto. Assim criou-se uma mentalidade colonizada, que aceita geralmente sem questionar muito lixo que vem das grandes potências européias e principalmente dos EUA.


A UNILA funcionará em Foz do Iguaçu, na fronteira com Argentina e Paraguai, abrindo inicialmente 500 vagas para alunos brasileiros e outras 500 para alunos de toda a AL, num esforço de construção do qual participa a UFPR. A UNILA pode vir a ser um dos centros que abrace o ideal de Jose Martí, intelectual cubano do final do século 19 (inspirador da revolução cubana), defensor ardoroso de que os latinoamericanos desenvolvessem suas próprias culturas e potencialidades, em vez de ficar importando idéias e modelos da Europa. Se a UNILA caminhar nessa senda, será mais um baluarte na histórica luta do Brasil e da AL para se livrar da dominação multifacetada do imperialismo.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Diretoria do Sinditest marca posse desacatando Estatuto sindical

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Não bastassem todas as irregularidades de gestão e de campanha denunciadas na recente eleição do Sinditest, a Diretoria "Sindicato Para Todos" dá mais um pisão no próprio Estatuto da entidade. Aliás, esse Estatuto, sob o reinado de W. Messias e A. Néris, apanha mais que mulher de malandro. Desta vez, para aproveitar o clima festivo de uma comilança de fim de ano no Centro Politécnico, a Diretoria pelega resolveu convocar em cima da hora uma "Assembléia de Posse" de continuísmo dela mesma para 2 horas antes de os talheres entrarem em ação, como informa seu website:


"18/12/09 - 11:05
Posse da nova gestão
Neste sábado, dia 19 de dezembro
A cerimônia de posse da nova Diretoria do SINDITEST-PR, do novo Conselho Fiscal e da Nova Coordenação da Seção Sindical da UTFPR acontecerá neste sábado.
A cerimônia antecederá o almoço de fim de ano e está prevista para as 10h 30min deste sábado, 19 de dezembro, no Centro Politécnico." [do website do Sinditest]

Por que o Estatuto está sendo desacatado? Porque - mesmo que essa Diretoria tivesse legitimidade política para tomar posse de uma segunda gestão - o Estatuto contém pelo menos dois Artigos que orientam como deve ser a posse de uma nova diretoria. São eles:

"Art. 10º.- As Assembléias Gerais Ordinárias terão lugar:
b- De 2 (dois) em 2 (dois) anos, para eleger e empossar os membros da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal.


Art. 62º - A posse dar-se-á até o 5º (quinto) dia útil do mês de Janeiro do ano seguinte à eleição."


A diretoria atual tomou posse na primeira semana de janeiro de 2008, logo, em 19/dez/2009, ainda não transcorreram 2 anos, como diz o Art. 10, letra 'b'. E o próprio Art. 62 ainda é mais claro ao dizer em qual mês e ano deve tomar posse uma nova gestão, ou seja, deveria ser em janeiro/2010.

Tamanho o apego aos cargos do grupo nero-messiânico que eles preferem não arriscar deixar o tempo passar e querem "se garantir" no comando em meio a um almoço festivo, onde ninguém estará preocupado com legalidade de nada. De novo, parodiando o Dr. Pangloss: "tudo vai pelo melhor no melhor dos sindicatos possíveis". Não é mesmo?

Cursinhos gratuitos correm risco de fechar

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Na edição do dia 16/12 da Gazeta do Povo, a triste notícia de que três cursinhos gratuitos preparatórios para o vestibular e ENEM poderão fechar suas portas.

Formação Solidária, Em Ação e Acnap deixarão de atender, juntos, cerca de 700 alunos de baixa renda a partir de 2010.

O MOTIVO?

Falta de renovação do convênio que essas entidades mantem com as instituições que cedem o espaço para a realização das aulas. Instituições de ensino, diga-se de passagem, como o Colégio Bagozzi e a Universidade Federal do Paraná. O Colégio Bagozzi - de caráter privado - justificou alegando que tem outros projetos pedagógicos para 2010. Certamente os jovens de baixa renda não podem usufruir destes projetos!

Já a UFPR, Instituição de Ensino de caráter PÚBLICO, não apresentou nenhum motivo, aliás, escondeu-se da imprensa.

Que o Colégio Bagozzi não queira ceder espaço para as aulas, até pode-se entender, pois trata-se de entidade privada, mas a UFPR, instituição federal que prima pelo ensino GRATUITO e de QUALIDADE, privar alunos carentes do acesso a uma melhor preparação para enfrentar a alta concorrência às vagas universitárias, é inadmissível!!

Seria este o primeiro passo para "minar" e fechar todo o processo de inclusão social desfraldado pela gestão anterior ?

É possível, pois o atual reitor Zaki Akel vem dando demonstrações de seu caráter elitista, de direita e altamente comprometido com o empresariado, cujos fins estão focados no lucro, nas benesses à elite, características típicas de entidades privadas.

Resta aguardar que a Administração da UFPR tenha, ao menos, a dignidade de apresentar motivos plausíveis para tal atitude.

Quanto aos voluntários organizadores e ministrantes das aulas dos referidos cursinhos, cabe-nos parabenizá-los pela iniciativa, desejando que mantenham seus propósitos firmes com fé e esperança!

Aos alunos que podem se beneficiar destas aulas preparatórias, que tenham fé e não desistam, pois certamente haverá alguém ou uma Instituição solidária para com esta questão.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Tribunais serão obrigados a apresentar seus gastos na Internet

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Enquanto isso rola a transparência no Sinditest...

A Gazeta do Povo de hoje(*) informa que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que exerce o controle externo do Judiciário, baixou nesta terça-feira (15) uma resolução determinando a todos os tribunais do País que divulguem na internet os seus gastos. A novidade foi batizada informalmente de "Siafi do Judiciário", numa alusão ao Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). Até pouco tempo, o Judiciário era conhecido por ser uma "caixa preta" na administração pública.




De acordo com a resolução, os tribunais terão de publicar em seus sites as despesas com pessoal, gratificações, aluguel, diárias, serviços de comunicação, limpeza, conservação e também os recursos consumidos com a construção e reforma de imóveis.



As informações deverão ser publicadas num link denominado "transparência". A intenção do conselho é que qualquer pessoa tenha acesso aos dados. Segundo informou ontem o CNJ, os tribunais deverão atualizar os dados até o 20º. dia de cada mês a partir de fevereiro de 2010. Eles terão um prazo até 31 de março de 2010 para divulgar os demonstrativos detalhados dos anos de 2007, 2008 e 2009.



De passagem, comentamos a curiosa coincidência da data de 31 de março com a mesma que o Estatuto do Sinditest determina como prazo para a assembléia ordinária anual de prestação de contas do sindicato. Mas nós, servidores técnicos filiados ao Sinditest, já somos felizes porque contamos com total "transparência" dos atos e contas da Diretoria "Para Todos" na internet, que libera acesso aos dados da contabilidade para qualquer filiado a qualquer momento, em especial os que envolvem transações com imóveis. Não é mesmo?

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Fonte: com informações da (*) Gazeta do Povo de 16/12/2009

Nero-messianismo ocupa quase todos os espaços de representação

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O consórcio formado em fins de 2007 entre W. Messias e A. Néris assegurou mais um espaço de representação dos servidores técnicos ao vencer a eleição do CoAd do HC (Conselho de Administração). A chapa encabeçada pela simpaticíssima Maria Alice obteve 312 votos contra 100 obtidos pela concorrente.


Agora com o CoAd-HC, a aliança nero-messiânica, além de estar na Diretoria do Sinditest, também possui correligionários no novo Conselho Fiscal sindical, em ampla maioria na CIS (Comissão de Supervisão da Carreira), e em todas as vagas de técnicos no Conselho Universitário da UFPR, fora uma ou outra comissão ou conselho com cargo por indicação. É verdade que a gestão 2010-2011 ainda é objeto de análise judicial (pela quantidade de irregularidades denunciadas pela oposição) mas a gestão 2008-2009 ainda prossegue até janeiro.


Só ficou faltando a Asufepar, porém, como esta entidade é por origem assistencialista e sua diretoria já baba ovo para a Reitoria, na prática é a mesma linha do Sinditest "Para Todos". Portanto, tudo vai pelo melhor no melhor dos mundos possíveis para os servidores técnicos da UFPR, como dizia o bom Dr. Pangloss. Não é mesmo?

Projeto pode limitar reajustes e congelar disparidades no funcionalismo

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Pra quem ainda não sabe, a remuneração dos servidores técnico-administrativos da Educação está entre as piores pagas pelo Poder Executivo. O reajuste trianual do Acordo da Greve de 2007 ajudou a recompor parte das perdas salariais históricas herdadas da Era FHC, mas os salários dos técnicos continuam longe dos pagos a outras categorias do funcionalismo.


Em 2007 o Governo enviou ao Congresso o PLP 01/07, que propunha que o reajuste do servidor ficaria limitado ao acumulado da inflação do período anterior acrescido de no máximo mais 1,5%. O PLP 01/07 está parado, mas surgiu um novo Projeto na mesma linha. O PLS 611/07 estabelece que o aumento das despesas com pessoal até 2016 ficará limitado ao reajuste baseado na inflação acrescido de 2,5% de aumento real da folha de pagamento total. Se o PIB (Produto Interno Bruto) do período ficar abaixo de 2,5%, prevalece o valor do PIB.


Preocupante: o PLS 611/07 é assinado por todos os líderes da base aliada do Governo Lula. Se de fato estiver na pauta de votações desta última semana de atividades do Senado, como se anuncia, tende a ser aprovado e encaminhado para exame da Câmara dos Deputados, onde encontrará o projeto do Governo (PLP 1/07).


Deve ser notado que o PLS 611 regula o aumento geral de TODA a folha de pagamento de pessoal, não a de cada categoria. Ou seja, algumas categorias de servidores poderiam ter reajustes maiores, e outras, menores, desde que no conjunto a folha não passe da inflação mais 2,5%. Categorias mais mobilizadas e/ou com maior poder de pressão tenderiam a obter reajustes melhores. Outro problema passível de ocorrer é que as grandes diferenças de ganhos entre as diversas categorias teriam menor chance de ser corrigidas, o que preocupa diretamente a quem ganha mal, o caso dos técnico-administrativos representados pela FASUBRA.
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Fonte: com algumas informações do DIAP

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Resultado da Reunião TNS-UFPR

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Foi realizada ontem, 10/12, a primeira reunião dos Técnicos de Nível Superior da UFPR sobre a possível criação de uma ATENS local. Devido ao ainda pequeno número de presentes, houve apenas uma conversa preliminar sobre o assunto.

Como a maioria dos presentes foi de colegas aposentados, já um tanto distantes da realidade do movimento, colocou-se a situação de inércia e falta de mobilização dos TNS hoje, não só aqui na UFPR, como em quase todo o Brasil.

Houve momento de verdadeira nostalgia, visto que muitos dos participantes estiveram atuantes quando da criação da ASUFEPAR e em outros movimentos da década de 80. Naquela época já havia colegas pensando em uma Associação do Pessoal de Nível Superior - a idéia é antiga!

A unanimidade desta conversa foi no sentido de que a futura ATENS-UFPR, se acontecer, terá como objetivos principais:

1) lutar pelas questões mais específicas da carreira;
2) promover cursos, palestras, seminários e afins voltados para os interesses da categoria TNS;
3) levar aos sindicatos de base e à FASUBRA as reivindicações da Associação, pressionando para que esta parcela da categoria, que eles também representam, seja levada em consideração;
4) buscar apoio de outras ATENS e até mesmo de outras entidades representativas.

Em síntese foi essa a conversa de ontem, sem poder decisório nenhum. Em março de 2010 será chamada uma reunião com todos os TNS, a fim de que se possa dar continuidade ao debate. Espera-se que cada TNS cumpra o seu dever e participe efetivamente, afinal, "quem sabe faz a hora, não espera acontecer"!

Um abraço a todos, Feliz Natal e até março de 2010.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Jornada de trabalho flexível no serviço público - o caso da ANATEL

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Tantas vezes mencionada neste blog, a redução da jornada de trabalho sem redução de salários é uma bandeira histórica dos trabalhadores. Por isso defendemos a luta das Centrais Sindicais para aprovar o Projeto que baixará na Constituição Federal a jornada de 44 para 40 horas. Os servidores públicos devem ser solidários a seus companheiros do setor privado que hoje tem que trabalhar mais que as nossas 40 horas.


Inclusive porque no setor público também defendemos a redução da jornada, e até o pelego Sinditest diz que pretende batalhar pela jornada de 30 horas, embora sua Diretoria nada tenha feito de concreto até agora, para não incomodar seu querido patrão reitor da UFPR.


A Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) resolveu flexibilizar a jornada de seus servidores, e o Ministério do Planejamento (MPOG) já implicou com isso. Na Anatel, o funcionário que opta por cumprir a jornada não convencional tem expediente de sete horas corridas por dia, sem direito a intervalo para almoço, com outras cinco horas de sobreaviso ao longo da semana - caso seja necessário, o chefe da área solicita a permanência do servidor por mais uma hora do dia.


O sistema de 35 horas semanais mais cinco foi inaugurado em julho e desde então vem estimulando outros setores do funcionalismo a adotá-lo. Os servidores da ANATEL aprovam a iniciativa e dizem que as críticas feitas pelo MPOG não se sustentam. Como forma de contra-atacar o governo, uma parte dos empregados prepara um abaixo-assinado e cogita entrar na Justiça.


A Secretaria de RH do MPOG não abre mão da jornada clássica e cobra: "Todos os servidores dessa agência deverão cumprir carga horária diária de oito horas, respeitando-se a carga horária semanal de 40 horas", reforça o comunicado interno. Para o Planejamento, o mecanismo de sobreaviso é um artifício e "tem como objetivo burlar o Artigo 44 da Lei nº 8.112, de 1990, que determina o desconto da remuneração do servidor pelas horas efetivamente não trabalhadas".


Enfim, não é nada fácil conquistar essa redução de jornada mesmo nos marcos de um governo federal democrático. A conquista só pode vir com muita luta, não apenas com conversinhas de gabinete.

ATENS na UFPR: primeiros movimentos

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A exemplo do que vem ocorrendo em muitas Instituições de Ensino Superior, Técnicos de Nível Superior da UFPR se reunirão nesta 5a.-feira, dia 10/12, com o propósito de avaliar a viabilidade da criação da ATENS /UFPR - Associação dos Técnicos de Nível Superior. É o primeiro movimento neste sentido aqui em nossa Universidade. No entanto, estas Associações já existem em várias IFEs. Hoje, inclusive, pode-se contar com uma Associação Nacional de Técnicos de Nível Superior, a qual realizou seu primeiro Fórum nos dias 20 e 21 de novembro próximo passado, na Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.

O que motiva os TNS a buscar uma Associação própria?

Entre inúmeros motivos, a questão da Carreira foi o que mais impulsionou o início dos debates. Em 2005, quando da implantação do PCCTAE, que deixou toda a Classe E da Tabela ZERADA em termos de aumento salarial, explodiram Fóruns de TNS em todas as IFEs. Aqui na UFPR não foi diferente. Era preciso resgatar a dignidade dos TNS e, principalmente, a tão falada ISONOMIA entre todas as classes daquela tabela. Os TNS se mantiveram unidos em torno deste objetivo e. com isso, conseguimos o Acordo da greve de 2007, que resultou em aumento diferenciado para os TNS - aumento este que apenas supriu o que a classe E não recebeu em 2005. Hoje fala-se em criar uma carreira própria.

Muitas questões precisam ser amplamente discutidas com a base dos TNS.
Será que temos "pernas" para criar e mater uma ATNS aqui na UFPR?
Será mais um mensalidade a ser paga: muitos são filiados so SINDITEST, ASUFEPAR, ASPP - suporta-se mais um desconto no contra-cheque?
Existe pessoas dispostas a participar e assumir uma Diretoria, uma Coordenação?

Antes de qualquer tomada de decisão, essas e outras questões devem ser debatidas, pensadas, avaliadas.

Publicaremos neste blog o resultado da reunião do dia 10/12.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Deficientes físicos podem ter cota de vagas nos concursos públicos

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O Senado aprovou um projeto de lei (PLS 382/03) que assegura às pessoas portadoras de necessidades especiais uma cota de pelo menos 5% dos cargos e empregos públicos. A matéria ainda passará por uma votação em turno suplementar.

Segundo o projeto, os órgãos da administração pública direta e indireta de todos os poderes da União, dos estados, municípios e Distrito Federal preencherão, no mínimo, 5% de seus cargos e empregos com pessoas portadoras de deficiência. Os concursos de provas e títulos realizados no âmbito da administração pública direta e indireta deverão reservar entre 5% e 20% das vagas para pessoas com deficiência, conforme a proposta.

O candidato com deficiência concorrerá no concurso público em igualdade de condições com os demais concorrentes, no que se refere ao conteúdo das provas, avaliação e critérios de aprovação.
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Fonte: Agencia Sindical

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Limites à terceirização no setor público

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A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou na última quarta-feira (2), em decisão terminativa, proposta que proíbe a contratação da prestação de serviços que estejam incluídos entre as atribuições regulares de servidores ou que representem necessidade finalística, essencial ou permanente dos órgãos da administração pública.


De acordo com o substitutivo do senador Osmar Dias (PDT/PR) ao Projeto PLS 223/09 do senador Marcelo Crivella (PRB/RJ), há apenas duas exceções admitidas na contratação. A primeira é para a realização de tarefas executivas, como as de limpeza, operação de elevadores, conservação, vigilância e manutenção de prédios, equipamentos e instalações. A segunda permissão para a terceirização refere-se a atividades que atendam as necessidades das empresas públicas e sociedades de economia mista, relativas à pesquisa e inovação tecnológica e de serviços de tecnologia de informação, não disponíveis no quadro técnico efetivo.


Na apresentação do projeto, Crivella afirma que a proliferação dos contratos de terceirização de mão de obra tem causado "inúmeros efeitos danosos no âmbito da administração pública". Entre esses efeitos, cita a fixação da responsabilidade solidária do órgão público quanto às obrigações trabalhistas não cumpridas pela empresa privada contratada e "a terceirização de serviços inseridos entre as atribuições regulares de ocupantes de cargos de provimento efetivo, a representar burla repudiável aos princípios do concurso público, da moralidade administrativa, da impessoalidade e da eficiência, constitucionalmente consagrados".


Para Crivella, a terceirização desmedida é "duplamente perniciosa". Primeiro, porque fere o inciso II do artigo 37 da Constituição, que exige concurso público para a posse em cargo ou emprego público, exceto no caso de cargo em comissão. Segundo, porque, "se no setor privado ela eleva o ganho com a redução do custo, mas submete-se à lei do mercado que se baseia na concorrência, na administração pública é corriqueira a contratação da intermediação por valor faustoso, enquanto ao trabalhador é pago um salário de morte".


O senador acrescenta que, muitas vezes, há a conivência de agentes públicos, "alguns dos quais são os verdadeiros donos das empresas contratadas e que enriquecem sem causa justa à custa do sagrado trabalho alheio".


São subordinados ao regime da lei que o projeto pretende alterar (Lei 8.666/93), além dos órgãos da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, estados, Distrito Federal e municípios.
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Fonte: Agência Senado

domingo, 6 de dezembro de 2009

Revista "Veja" e suas duas caras

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Ontem (5/12) passou a circular o exemplar da revista "Veja" da semana que vem (capa na foto ao lado). Os donos da "Veja" devem confiar que os leitores da revista são descerebrados, não pensam nem tem memória. Há menos de 5 meses, na edição de 15/julho, o entrevistado era o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM, ex-PSDB), apresentado então pela "Veja" como um exemplo de "austeridade", um governante "popular sem ceder às tentações do populismo. Coincidentemente, naquele mesmo mês de julho, o Governo do DF pagava 450 mil reais em assinaturas da revista "Veja" para distribuição na rede escolar do DF.


Neste princípio de dezembro - depois da farta veiculação de imagens na TV mostrando o governador Arruda e diversos assessores recebendo pacotes de dinheiro de propina derivada de fraudes com empresas do DF - a mesma revista "Veja" brinca com a memória dos que ainda a lêem e classificam o bajulado de julho como a "estrela" de "um dos mais repugnantes espetáculos de corrupção já vistos na história". Quem ainda pode levar a "Veja" a sério?


Clique aqui para ver a entrevista da "Veja" de julho/2009 puxando o saco do governador Arruda do DF. Depois compare com o que os mesmos redatores da Editora Abril falam agora do governante que disse que não permitia "mesada, corrupção endêmica, institucionalizada".

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Mídia burguesa venal ataca com jornalismo marrom a UNE

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O jornal "O Estado de São Paulo", destacado integrante do chamado PIG (Partido da Imprensa Golpista), porta-voz dos ricaços paulistas, dedicou a principal manchete da edição do último domingo (29/11) a uma denúncia contra a UNE (União Nacional de Estudantes), que segundo a publicação "é suspeita de ter fraudado convênios com Ministério da Cultura". No dia seguinte (30), o diário da família Mesquita voltou à carga contra a entidade, acusando-a de irregularidade num repasse de R$ 7,8 mil a uma empresa baiana de segurança.

Em artigo assinado pelo seu presidente, Augusto Chagas, a UNE rechaça a denúncia, esclarecendo que não fez qualquer convênio com as empresas citadas pelo jornal, "apenas fez orçamentos". Ao mesmo tempo, classifica o factoide veiculado com sensacionalismo pelo diário conservador de "mais um capítulo da criminalização dos movimentos sociais" no Brasil.

A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) repudia o modo espalhafatoso, manipulador e falacioso com que o jornal aborda os fatos, que de resto é evidenciado logo no primeiro parágrafo do factóide publicado na edição de domingo, que considera a UNE uma "aliada do governo". É uma forma de descaracterizar e desmoralizar a entidade, que representa com autonomia os interesses dos estudantes brasileiros e é historicamente vinculada às lutas dos movimentos sociais por um Brasil mais justo e progressista.

O ataque do "Estadão" à UNE se inscreve numa ofensiva mais geral da mídia capitalista contra os movimentos sociais, visando criminalizá-los e desacreditá-los perante a chamada opinião pública. É um movimento orquestrado e de direita, que compreende ainda a CPI armada contra o MST no Senado pela bancada ruralista, a Adin do DEM (ex-PFL) contra a concessão de parte da contribuição sindical às centrais, a conspiração do silêncio em relação às lutas e manifestações populares (como a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, que reuniu mais de 40 mil no dia 11 de novembro e foi solenemente ignorada pelo "Estadão"), além de uma infinidade de notícias diárias contra os sindicatos e seus dirigentes, as greves, as ocupações realizadas por sem-terras e outras iniciativas do gênero.

Em resposta às investidas do Partido da Imprensa Golpista, é necessário fortalecer a unidade dos movimentos sociais para uma intervenção firme na Conferência Nacional de Comunicação, que será realizada em breve no Distrito Federal, em defesa de uma efetiva democratização da mídia nacional, bem como de um novo projeto nacional de desenvolvimento, com soberania e valorização do trabalho, no qual os movimentos sociais, em vez de marginalizados e criminalizados, terão vez e voto, exercendo um protagonismo crescente.
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Fonte: Portal CTB

Votem hoje para "fiscalizar com isenção"! Hahaha, conta outra!

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O cidadão morre antes de receber: Senado aprova PEC do Calote

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O Senado aprovou em dois turnos a proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera as regras para o pagamento de precatórios, que são as dívidas judiciais da União, de estados, municípios e do Distrito Federal. A PEC 12-A/06 criou um regime especial por meio do qual a quitação dos precatórios alimentícios e de menor valor terão prioridade sobre os demais.


No encaminhamento da votação em segundo turno, o senador Inácio Arruda (PCdoB/CE) manifestou seu voto contrário, em virtude de o seu partido, a CTB outras centrais sindicais ligadas a ele terem dúvidas sobre o texto da PEC 12-A. O resultado da votação em segundo turno apresentou 54 votos favoráveis e dois contrários.


Caso efetivamente a emenda seja promulgada, o Estado poderá enrolar por muitos e muitos anos o pagamento daquilo que é devido ao cidadão contribuinte através de precatórios. O sujeito morre antes de receber! Esta é uma face atrasada e antipopular ainda presente mesmo na vigência do mandato popular de Lula. Uma PEC como essa merece amplo repúdio do movimento sindical, isto é, daquela parte dele que realmente está antenada com a política nacional e que luta, o que não é o caso do movimento da UFPR e da UTFPR.
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Fonte: com informações da Agência Senado

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Redução da Jornada de Trabalho: como e onde se dá a luta concreta

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Colegas servidores e servidoras da UFPR e UTFPR, fazemos um chamado. As Centrais Sindicais estão empenhadas na luta pela aprovação da lei que reduzirá, na Constituição Brasileira, a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários. Ah, os servidores públicos já fazem uma jornada de 40 horas? Pois bem, essa luta merece o apoio dos servidores porque no serviço público também lutamos pela redução da jornada, de 40 para 30 horas, como até o pelego Sinditest declara querer lutar por isso. A luta é a mesma.

A redução da jornada laboral é uma guerra histórica dos trabalhadores contra a exploração dos patrões capitalistas, vem desde o século 19. Lavorare meni, lavorare tutti ("trabalhar menos para que todos possam trabalhar") é um antigo lema do sindicalismo italiano resumindo essa idéia de que a redução da jornada permite que cada vez mais cidadãos possam ter oportunidade de trabalho para viver com alguma dignidade sem depender de políticas assistenciais.

Portanto, essa é uma luta fundamental do momento histórico para todo o Brasil. As Centrais Sindicais CTB, CUT, CGTB, Força, UGT, NCST convocam os trabalhadores e as trabalhadoras de Curitiba para fazerem uma manifestação nesta manhã de quarta-feira, dia 2/12, a partir de 09h00, na Boca Maldita, quando será inaugurado um painel gigante com os nomes de todos os deputados paranaenses e seus respectivos posicionamentos diante da lei que reduzirá a jornada de trabalho. O painel será atualizado à medida que os parlamentares declararem publicamente como votarão em 2010 sobre a lei.

Sindicato de luta tem que prestigiar essa iniciativa, inclusive os sindicatos da esfera pública onde se luta para reduzir a jornada para abaixo de 40 horas. O Sinditest, que no mês passado fez uma chamada para que os trabalhadores reduzissem as horas-extras, deve entender que essa luta mais geral da redução da jornada tem tudo a ver com sua preocupação da jornada de horas-extras feitas pelos trabalhadores do HC, e portanto tem que estar presente.

Balanço da paralisação chamada pela FASUBRA semana passada

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Não há como saber como transcorreu a paralisação de 3 dias convocada pela FASUBRA nos dias 24 a 26 da semana passada senão pelo próprio Informe de sua Direção Nacional (ID da DN). O último ID-DN de novembro apresenta um quadro preocupante.

Montada pelo diretor da FASUBRA Rolando Malvásio, cacique do grupo intitulado "BASE" (um racha do Bloco "Vamos à Luta"), existe uma tabela mostrando as 43 entidades de base filiadas à FASUBRA e sua posição quanto à chamada para a paralisação de 3 dias em defesa da Carreira. Dessas 43, 13 optaram pela paralisação (algumas por somente um dia), 5 tiveram assembléias que votaram contra, e o restante dos 28 sindicatos não fez assembléia ou não informou que atitude tomou sobre a chamada da FASUBRA, entre estes o Sinditest, é claro.

Que o Sinditest, mesmo tendo duas diretoras suas presentes na DN da FASUBRA, não dê a mínima para chamadas à luta pela FASUBRA, já encaramos com naturalidade, não é o "ramo" mesmo de uma diretoria pelega assistencialista. Porém, preocupa que esse imobilismo atinja a maioria dos sindicatos de base e leva a se questionar, afinal de contas, como é que uma plenária vota por fazer uma parada de 3 dias e na prática os representantes dos mesmo sindicatos que votaram nisso não encaminham a resolução.

Isso sinaliza um estado de mobilização fragilíssimo do conjunto da base da FASUBRA. Esperamos que, desses sindicatos que não paralisaram ou não informaram nada, o problema seja mais circunstancial do que político-ideológico (como se dá no caso da Direção pelega do Sinditest). Porque, a continuar assim, os técnico-administrativos ficarão chupando dedo e ouvindo desculpas na Campanha Salarial de 2010.

Mas o problema não está somente na base e é preciso ver como anda a competência dos diretores atuais da FASUBRA, sua disposição para encaminhar mesmo em cada universidade o que é deliberado. A DN da FASUBRA, hegemonizada pelas correntes "Tribo", "BASE" e "Vamos à luta", tem que mostrar serviço, acionar seus militantes nos sindicatos e não ficar só na parolagem.

domingo, 29 de novembro de 2009

Vamos celebrar o que mesmo?

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"(...)Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e sequestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda hipocrisia e toda afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã"
[trecho da 2a. estrofe de "Perfeição", da banda Legião Urbana]

Faz pouco mais de uma semana que UFPR e UTFPR viram transcorrer uma coleta de votos para escolher a nova Diretoria do Sinditest. O resultado está sob questionamento na Justiça, em função de algumas irregularidades, algumas graves. O recurso à Justiça, infelizmente, revelou-se necessário diante da ineficácia de mecanismos do próprio movimento, controlados por quem detém mando e tornados obsoletos mesmo.

No entanto, é preciso que uma coisa fique clara para todos. Por parte deste núcleo "Avançar na Luta" e de seus aliados leais, não foi lançada uma Chapa 2 de Oposição contra o reinado Messias/Neris por motivos de ódios ou rancores pessoais, pois com base nisto não se faz política decente e, pior, se atravanca o movimento.

A Chapa 2 oposicionista apresentou 4 diretrizes, demarcando com elas suas diferenças com a Diretoria do Sinditest/Chapa 1. Se prevalecer o resultado eleitoral de 19/11, ainda sub judice, essas 4 diretrizes (eixos) é que terão sido derrotadas. Isto é, a maioria da base - em circunstâncias especiais, é verdade - votou por maioria em indiferença à necessidade de o Sinditest deixar de ser pelego (independência política do reitor); de sua Diretoria praticar uma verdadeira transparência de suas contas e atos; de que haja renovação dos quadros dirigentes; e, mais sério, de o movimento sindical dos técnicos retomar sua capacidade de luta frente aos desafios que virão em 2010 e 2011.

De fato, não trabalhamos na campanha nem no movimento com base no ódio ou no ressentimento pessoal. Não podemos assegurar que o mesmo aconteceu do lado adversário, pois a Chapa 1 deu mostra de encarar o pleito de 19/11 como uma batalha entre o Bem e o Mal. A Chapa 1 disseminou um panfleto de boca-de-urna fortemente ofensivo contra a candidata a presidente da Chapa 2 (depois de o presidente Wilson Messias ter, sem prova, chamado a ela de "chantagista" um mês antes numa assembléia manipulada de suposta "prestação de contas"). Também bastante simbólico dessa cólera pessoal contra a Oposição sindical, durante a apuração de votos na noite de 19/11, o presidente Messias fez coreografias e mímicas em que chamou membros da chapa adversária de idiotas e babacas (o que está registrado em vídeo). Essa a conduta política rancorosa e rasteira que queremos que prevaleça em nosso movimento sindical?

De nossa parte, perdoamos pessoalmente a descambada raivosa do colega Wilson Messias. Não cobiçamos como objetivo supremo os cargos de diretores do Sinditest, bem diferente do modo como o pessoal da Diretoria/Chapa 1 mostra se aferrar a esses cargos. Esse apego ao cargo explica em parte a ira de Messias e seus asseclas. Pois bem, caso a Justiça não os interpele ou questione sua gestão, que façam bom uso dos cargos - desde que para o bem da categoria.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Curso de jornalismo/panfletagem prático

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Depois de acompanhar os acontecimentos da campanha eleitoral super-ética do Sinditest, examinando o conteúdo do jornal de campanha e do panfleto de boca-de-urna da Chapa 1 do esquema "Sindicato Para Todos", ficamos com a impressão de que responsáveis pela elaboração desses materiais de propaganda andaram fazendo algum estágio na Editora Abril. Aquela editora da Famiglia Civita, que publica "Veja", a revista que nunca mente nem distorce a realidade. Por isso reproduzimos aqui trechos de uma postagem do Blog do Sakamoto, com lições ensinadas e praticadas pela turma da "Veja".


"CURSO DE JORNALISMO PRÁTICO: MANUAL DO COLUNISTA"

"Agora que a obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão caiu, o Blog do Sakamoto reforça o seu Curso de Jornalismo Prático. O Curso é elaborado em conjunto com amigos que são grandes repórteres e conhecem como ninguém o universo das redações. Para esta aula, um deles foi certeiro na análise do problema, criando um manual que será de grande utilidade aos recém-formados, mas também àqueles com mais quilometragem que querem “chegar lá”.

Quer virar colunista ou editorialista de jornalão impresso, de um telejornal noturno ou de uma revista semanal de grande circulação? Fácil. Basta seguir este manual. Para cada tema polêmico da atualidade, há um repertório de cinco argumentos que devem ser repetidos ad nauseam, sem margem para hesitação. Pintou o tema, escolha um dos cinco argumentos abaixo e tasque na sua coluna. Se quiser, use mais de um. Você é a estrela.

Uma dica: para sua coluna parecer diversificada, democrática, procure colocar alguns dos argumentos abaixo na boca de “especialistas”. Veja a lista de nossos especialistas no Disk-Fonte e escolha livremente. Se já estiver na hora do fechamento da coluna e ninguém atender, ligue para o Demétrio Magnolli, pois esse está sempre à disposição e discorre sobre qualquer assunto. Ele é fera.

E atenção: não se preocupe se o seu concorrente direto anda usando exatamente esses mesmos argumentos há anos. Não importa também se quase todos esses argumentos já foram aniquilados pelos fatos. O importante, em todos os casos, não é citar fatos. O que conta é dar ênfase no argumento. Se você estiver apresentando um telejornal, faça cara de compenetrado. Se for uma coluna, um editorial, carregue no título.

Além da segurança, da facilidade e da comodidade, há várias outras razões para você usar esse manual: 1) você vai parecer erudito; 2) você vai gastar pouco tempo para fechar a coluna; e 3) seu texto irá repercutir muito bem junto ao dono do(a) jornal/revista/TV que você trabalha.

Ao manual:

Se o assunto é: Trabalho e capital
Seus argumentos devem ser:
“O que os sindicatos não entendem é que, nesta hora, todos têm que dar sua cota de sacrifício”
“Os grevistas não pensam na população, apenas neles mesmos”
“Sem uma reforma trabalhista que desonere o capital, o Brasil está fadado ao fracasso”
“A CLT é uma amarra que impede a economia de crescer”
“É um absurdo os sindicatos terem tanta liberdade”

Se o assunto é: A política econômica
Seus argumentos devem ser:
“O governo deveria aproveitar esse período de vacas gordas para fazer as reformas que o Brasil precisa, cortando custos”
“Os gastos e a contratação de pessoal estão completamente fora de controle”
“O país precisa fazer a lição de casa e cortar postos de trabalho”
“Quem produz sofre muito com o Custo Brasil, é necessário cortar custos e investir em infra-estrutura”
“Só dá certo porque é continuidade do governo FHC”

Se o assunto é: Confecom, democratização da comunicação, classificação indicativa
Seus argumentos devem ser:
“Qualquer regulamentação é ruim, o mercado regula”
“É um atentado à liberdade de imprensa”
“Querem acabar com o seu direito de escolha”
“Já tentaram expulsar até o repórter do New York Times, sabia?”
“A classificação indicativa é censura. Os pais é que têm que regular o que seus filhos assistem”

Se o assunto é: Cotas nas universidades, ação afirmativa, Estatuto da Igualdade Racial
Seus argumentos devem ser:
“Para a biologia, a raça humana é uma só. Logo, não faz sentido dividir as pessoas por raças”
“A política de cotas é perigosa. Irá criar conflitos que não existem hoje no Brasil”
“É uma ameaça à qualidade do ensino, pois os beneficiários não conseguirão acompanhar as aulas”
“Essas iniciativas representam uma ameaça ao princípio de que todos são iguais perante a lei”
“Cotas são ruins para os próprios negros, pois eles sempre se sentirão discriminados na faculdade”

Se o assunto é: Bolsa Família
Seus argumentos devem ser:
“O pobre vai usar o dinheiro para comprar TV, geladeira, sofá e outros artigos de luxo”
“O pobre não terá incentivo para trabalhar. Vai se acostumar na pobreza”
“Não adianta dar o peixe, tem de ensinar a pescar”
“O programa não tem porta de saída” (não tente explicar o que é isso)
“O governo só sabe criar gastos”
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Fonte: Blog do Sakamoto

terça-feira, 24 de novembro de 2009

350 novas Escolas Técnicas até 2010, promete o Governo Federal

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu nesta segunda-feira (23), durante discurso de abertura do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, que seu governo vai inaugurar até o final do ano que vem 354 novas escolas técnicas. Segundo ele, a conclusão do curso de torneiro mecânico numa escola do Senai lhe garantiu o acesso à Presidência da República.

“Se vocês tiverem algum problema em casa e de motivação e acharem que a vida não vale a pena, lembrem-se de que este presidente deve o fato de ter virado presidente da República a um curso técnico. Por isso, fui o primeiro de dez irmãos a ganhar mais de dez salários mínimos, a ter um carro, a ter geladeira, a ter televisão e uma casa”, disse Lula para a platéia de alunos dos cursos técnicos do Brasil e de outros 15 países.
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Fonte: Gazeta do Povo

Centrais Sindicais unificam proposta para reajuste de aposentadorias

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Em reunião na sede nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB ), em São Paulo, as centrais sindicais e as entidades de defesa dos aposentados fecharam, na manhã desta segunda-feira (23), um acordo unitário sobre o índice de reajuste das aposentadorias para os próximos anos. Da reunião saiu uma Nota, reproduzida abaixo.

"As centrais sindicais CUT, Força Sindical, UGT, NCST, CTB e CGTB, a COBAP e os sindicatos nacionais de aposentados, reunidos nesta data em São Paulo, avaliaram projetos de interesse dos trabalhadores e aposentados em tramitação no Congresso Nacional, deliberaram consensualmente o seguinte:

1. Defender a imediata aprovação da Política Permanente de Recuperação do Salário Mínimo, até 2023, com base no INPC do ano anterior, acrescido da variação do PIB de dois anos anteriores, conforme projeto de lei do Executivo;

2. Defender o estabelecimento de uma Política Permanente de Recuperação dos Benefícios das Aposentadorias e Pensões com valores superiores ao salário mínimo, com base na variação do INPC do ano anterior, acrescido de 80% do PIB de dois anos anteriores;

3. Ratificar a posição unitária das Centrais e das representações dos aposentados, favoráveis ao fim do fator previdenciário, contra a exigência de idade mínima para aposentadorias e contra a adoção da chamada média curta para cálculo das aposentadorias.

São Paulo, 23 de novembro de 2009."

CTB - Wagner Gomes
CUT - Artur Henrique
Força Sindical - Paulo Pereira da Silva
UGT - Ricardo Patah
NCST - Calixto Ramos
CGTB - Antônio Neto
Cobap - Warley Martins
Sindicato Nacional dos Aposentados (FS) - João Batista Inocentini

FASUBRA propõe paralisação para lutar pela Carreira. O Sinditest, paralisia

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domingo, 22 de novembro de 2009

Paralisação de 24 a 26 de novembro

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Nos dias 24 a 26 de novembro do corrente, a FASUBRA convoca seus sindicatos de base a realizar paralisação das atividades para se manifestar em defesa da Carreira e por uma série de eixos, conforme abaixo descritos. Em tese, pelo fato de na UFPR termos o privilégio de atuarem duas Diretoras Nacionais da FASUBRA, Márcia Messias e Carla Cobalchini, espera-se que elas dirijam-se às bases para envolvê-las nas atividades dos 3 dias de paralisação. Certo? Assim como elas já cumpriram com denôdo sua tarefa de mobilizar a categoria no dia 18/11, outra decisão da recente plenária da FASUBRA. Certo? (Ah, não se enganem, a imagem do jornal sindical que ilustra esta postagem é do SINTUFRJ.)


Confira abaixo, de novo, os eixos específicos dos TA's nessa paralisação da semana que vem.

• Em Defesa do PCCTAE;
• Pelo cumprimento do Termo de Acordo de 2007 em sua totalidade;
• Contra o impedimento de liberação para mandato sindical, sofrido por alguns diretores da FASUBRA (UFMS, UnB, UFPE-Rural, UFSC, UNICAMP);
• Antecipação dos efeitos financeiros da Tabela da Greve 2007 para Janeiro/2010.

Ano que vem cuidem-se dos candidatos ficha-suja, inclusive sindicalistas

2 comentários:
O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral propôs, na quinta-feira (19), ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), que convoque uma comissão geral para discutir no plenário o projeto de lei de iniciativa popular que pretende tornar inelegíveis cidadãos com ficha suja.

"Nós gostaríamos de que o tema fosse pautado ainda neste ano, até mesmo em uma comissão geral, mesmo que não tivesse ainda votação, para abrir a possibilidade de um debate mais amplo pela sociedade civil", disse dom Dimas Lara, secretário-geral da CNBB, principal articuladora da Campanha Ficha Limpa que mobiliza mais 42 entidades da sociedade civil.


Temer respondeu que está disposto a atender a reivindicação, mas condicionou a inclusão do projeto na pauta de votações à concordância dos líderes partidários. "Nós temos que acertar com os líderes um projeto definitivo que possa ser levado ao plenário e ser aprovado. Seria muito ruim para a Câmara levar um projeto dessa natureza que não viesse a ser aprovado.


Apoiada por 1,3 milhão de eleitores e apresentada à Câmara no fim de setembro, a proposta está pronta para ser submetida ao plenário. Mas enfrenta resistência de deputados e senadores. Sob o argumento básico de que as disputas políticas resultam em perseguições e em denúncias sem fundamento, eles querem manter o dispositivo da legislação eleitoral que só proíbe candidatura de quem for condenado em última instância pela Justiça.


O projeto apresentado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral visa proibir candidatura de quem seja condenado em primeira instância ou denunciado a órgão colegiado do Judiciário por crimes eleitorais e outros, como tráfico de drogas, exploração de trabalho escravo, exploração sexual e lavagem de dinheiro.
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Fonte:DIAP

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Sinditest será só isso mesmo?

13 comentários:
Amigos e amigas que acompanham este blog, há algumas horas na madrugada de hoje demos de forma sumária o resultado da eleição do Sinditest, sem mostrar os detalhes dos números urna a urna. Claro, um dado evidente dessa votação seria a votação maciça obtida pelos coronéis do HC, mas foi de estranhar que diversas urnas da UFPR extra-HC também apoiassem a atual Diretoria pelega. Não demos os detalhes urna a urna porque - meditamos - por que é o que o próprio Sinditest não possui um serviço ágil de informação capaz de publicar isso tão logo aconteça? No caso da eleição dos representantes do COUN há duas semanas, divulgamos o resultado em detalhes (votação de cada local) 3 horas depois de proclamado. E constatamos com surpresa que o responsável pelo website do Sinditest não teve a menor cerimônia em plagiar trechos desse nosso informe 8 horas depois!



Esse é o Sindicato que temos. Nesta eleição da Diretoria, ficou mais evidente a qualidade indigente da ação política de seus diretores. Ficou evidente para nós, que os combatemos lançando uma modesta e heróica chapa de oposição, que foi trucidada pela atuação de duas "máquinas" na campanha. Uma das "máquinas" é a do Sinditest, manobrada pela Diretoria/Chapa 1. A outra... hahaha, deixamos para vocês imaginarem qual foi, mas não é difícil saber.



Continuamos perseverando na cobrança de explicações das irregularidades praticadas por essa Diretoria e não podemos asseverar que vantagens ela pode ter auferido dessas irregularidades denunciadas, tais como a diferença de 143 mil reais na venda da "chácara". Mas, apuramos, durante o dia de ontem, na atividade de "boca-de-urna", que a Chapa 1 contratou numerosos "boqueiros", gente de fora da UFPR (como funcionários do Hospital Oswaldo Cruz), para fazer campanha em troca de uma remuneração. Não sabemos o valor dessa remuneração, embora, nos meios políticos tradicionais com vezo a comprar votos e apoios, costume-se usar a "oncinha" (50 reais) como paga pelo dia trabalhado.


Por seu turno, a Chapa de Oposição contou apenas com o trabalho voluntário de seus membros e apoiadores, cujos recursos não foram suficientes sequer para confeccionar uma camiseta de identificação da chapa. Mas ela lutou abnegadamente e em especial propagandeou propostas de luta em seu material. Do outro lado, na "boca-de-urna", a Chapa pelega esgrimiu com um panfleto de ataque rasteiro à honra e dignidade da candidata a presidente da Chapa oposicionista. O panfleto da Chapa pelega é a cara do seu tipo de política suja e mafiosa. Que, entretanto, dirigirá o Sinditest nos próximos dois anos, se nenhuma força maior se opuser a seus desmandos canalhas.

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Em tempo: o atual vice-presidente do Sinditest pretende se candidatar a deputado em 2010. Dêem uma força ao Sinditest para que ajude esse legítimo representante da classe a se dar bem.

Resultado da eleição do Sinditest

8 comentários:
A Chapa 1 de continuísmo da atual Diretoria do sindicato teve vantagem de algumas centenas de votos sobre a Chapa 2 "Sindicato é pra lutar - Oposição". A maioria da categoria - com honrosas exceções das urnas da Reitoria (Ativos), Almoxarifado, Fazenda Canguiri e UTFPR-Curitiba - votou a favor da continuidade da prática assistencialista e pelega da Diretoria do Sinditest. Mais informações no website altamente informativo do SINDITEST-PR, como sempre.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Hoje é dia de votar numa Chapa de Luta: Chapa 2, oposição no Sinditest

Um comentário:

Quinta-feira, 19 de novembro, dia quente e nublado em Curitiba. Quente também o clima da disputa eleitoral no Sinditest entre a Chapa 2 de Oposição e a Chapa pelega. A perspectiva nublada da atualidade muda pra melhor com a vitória da chapa 2 "Sindicato é pra Lutar".

Em sua Carta-Programa, muito bem aceita na UFPR e UTFPR, a Chapa 2 destaca como um dos seus eixos fundamentais de ação caso eleita a questão da volta do debate político sério e da capacidade de mobilização da base para fazer as lutas de interesse dos técnicos-administrativos.

Em 2010-2011 os servidores terão que lidar com várias questões. Uma das principais é a Campanha Salarial de 2010. A "Greve dos 100 Dias" de 2007 conquistou reajustes escalonados pagos em 2008, 2009 e última parcela em 2010. E depois? A FASUBRA já discute e prepara a campanha para garantirmos o próximo reajuste num nível que tire os TA's da condição de pior salário do Poder Executivo. Um sindicato de base deve ter capacidade de mobilização e disposição para a luta, ainda mais quando a negociação com os ministérios emperra e a única saída é realizar uma nova greve nacional.

Aqui é que a porca torce o rabo, pois a Diretoria atual (Chapa 1) não é capaz nem tem disposição para esse tipo de luta. Para isso é preciso outro tipo de direção no movimento, o que é proposto pela Chapa 2, para brigar por um reajuste decente, por toda a pauta nacional da FASUBRA (clique aqui) e, em particular, em defesa do Plano de Carreira, ameaçado de desmantelamento por ações do Ministério do Planejamento.

Essas são as lutas mais gerais da categoria, mas há várias outras do âmbito da UFPR e da UTFPR, que também precisam ser encaradas com vontade e não com corpo mole, papinho e indiferença como são hoje. Portanto, a chance de mudar é agora, votando na Chapa 2, pois Sindicato é pra Lutar!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Oposição Chapa 2 x 1 Chapa Pelega, na entrevista feita pela ACS da UFPR

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A Assessoria de Comunicação Social da UFPR enviou por email perguntas iguais à presidente da Chapa 2, Guaracira Flores, e ao presidente do Sinditest que tenta reeleição, tendo publicado no final da tarde de segunda-feira (16) a entrevista que mostra o contraste entre as duas chapas. Nem é preciso sublinhar que a diferença começa já na fotomontagem que ilustra a matéria...

Elogiamos a iniciativa democrática da ACS por ter publicizado informações que certamente ajudam eleitoras e eleitores a melhor entender as grandes diferenças de propostas dos dois grupos. Para (re)ler na íntegra a entrevista publicada na página principal da UFPR, clique aqui.

Diretoria do Sinditest (Chapa 1) terá de explicar venda da Chácara na Justiça

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O estranho caso da venda da "chácara" do Sinditest - a diferença de cerca de 143 mil reais entre o valor divulgado no Jornal do Sinditest e o valor real documentado nos cartórios - foi parar na Justiça. O Ministério Público tomou conhecimento dos detalhes envolvendo a suspeita transação imobiliária operada pela Diretoria do Sinditest (Chapa 1).

Assim, os diretores do Sinditest - que não tem demonstrado nenhuma vontade de responder ao Requerimento de informação assinado por filiados "simples mortais" da base há mais de 1 mês - vão ter então que se explicar perante o Ministério Público do Trabalho sobre como lidaram com o dinheiro dos filiados.


Até o dia 2 de dezembro do corrente, a Diretoria do Sinditest está intimada a enviar esclarecimentos sobre o exato valor da venda, se o dinheiro consta da contabilidade sindical, em que foi aplicado esse valor, quem foi o comprador do terreno - tudo isso com documentação anexada. Além disso, a Procuradoria do Ministério pergunta se há balancetes prontos da contabilidade de 2009 e se a documentação sobre a venda do imóvel está disponível para consulta de qualquer filiado. Esperemos para ver como se pronunciam os intocáveis dirigentes que se dizem "Para Todos".

Chapa 2 do Sinditest: pela ampla renovação no comando do Sinditest

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Já notaram o quanto as mesmas pessoas se revezam nos principais cargos de comando do Sindicato? É presidente que vira vice-presidente, e vice-versa, ao longo de várias gestões. O Sinditest completa em novembro 17 anos de vida e o caso mais notório de grude ao poder é o do atual Vice: foi presidente nas gestões 1994-95, 2000-01 e 2002-03, sendo 1º. vice-presidente em 2004-05 e 2008-09, totalizando 10 anos na cabeça do sindicato. E agora disputa de novo a reeleição para vice-presidente 2010-11 pela Chapa 1. Compare-se a soma de anos ocupando cargo no sindicato dos membros da Chapa 1 e a soma dos membros da Chapa 2 de Oposição: os candidatos da Chapa 1 acumulam cerca de 80 anos e a soma de anos em cargos dos membros da Chapa 2 é menor que 20 anos !

Os mais "antigos" podem contribuir com sua experiência, é claro. Mas isso não é desculpa para se aferrarem sempre aos mesmos cargos de mando, em vez de ajudarem a educar politicamente os mais jovens que também querem atuar no sindicato e nas lutas. Somos contra a perpetuação de veteranos no comando do sindicato, pois isso leva à criação de burocratas sindicais e à manutenção de métodos muitas vezes ruins e obsoletos de direção da entidade.

Tem gente que fundou o Sinditest em 1992 e parece que, por causa disso, passa a tratar a entidade como uma espécie de propriedade particular sua, não quer que ninguém bote a mão em seu precioso cargo nem dê palpites. Em contraste com a Diretoria atual (Chapa 1), que pretende reeleger todos os mesmos diretores, queremos a oxigenação e renovação constantes na direção do movimento. Que mais e mais pessoas aprendam a ser dirigentes e inovem as práticas sindicais. Mais pessoas participando das decisões, mais jovens, e - em particular - maior participação de mulheres, que são a maioria da categoria mas não conseguem posições de comando do sindicato, reproduzindo-se no Sinditest um dos graves defeitos da política brasileira.

Por isso a Chapa 2 constitui-se majoritariamente de caras novas e tem maior número de mulheres na composição. Pra renovar o sindicalismo da UFPR e UTFPR é preciso estimular atividades regulares de formação político-sindical, mas também é preciso democratizar o funcionamento do movimento. Isto pode se dar através da Reforma do Estatuto, para se criar uma estrutura que propicie ampla participação nas decisões e impeça a concentração de poderes nas mãos do presidente do sindicato, como acontece hoje. O desencadeamento da Reforma do Estatuto, com participação de todos os grupos e pessoas interessadas, e o esforço para realizá-la com sucesso até o fim são compromissos da Chapa 2.

Vitória dos aposentados: CCJ da Câmara derruba Fator Previdenciário

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CTB e COBAP (aposentados) acompanharam votação de ontem na CCJ

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, na tarde desta terça-feira (17), por unanimidade, o Projeto de Lei do Senado que acaba com o Fator Previdenciário (FP). O relator, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), deu parecer favorável à matéria. A vitória da luta dos aposentados ainda é parcial, pois o parecer ainda precisa ser aprovada pelo Plenário com todos os parlamentares.

O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) afirmou que o melhor governo da história do País não pode manter esse problema. Para ele, a diferença entre o reajuste que seria dado se aprovada a igualdade de reajustes para todos os benefícios e o que o governo pretende pagar é de apenas 2,8%. Ele afirmou que até em favor da igualdade é preciso extinguir o FP. O Congresso votou só este ano R$23 bilhões de reais para o setor empresarial e, segundo Dino, o governo está se engasgando à toa com 5 bilhões de reais.


O FP foi instituído no País em 1999, no governo de Fernando Henrique Cardoso, para incentivar o segurado do INSS a adiar sua aposentadoria, prolongando o tempo de contribuição. Na época, o governo alegava que precisava equilibrar o fluxo de receitas e despesas da Previdência Social, para reduzir o déficit previdenciário. O governo mudou, mas as alegações continuam as mesmas.


O deputado José Genoíno (PT-SP) lembrou que quem criou o FP foi o governo PSDB-DEM, que naquela ocasião ele foi contra e hoje está votando contra, mas advertiu que é necessário construir uma alternativa ao FP. Segundo Genoíno, o governo estuda projeto sobre aumento do salário mínimo e de aposentadorias que respeite o crescimento do País.


Lembrando o que é o FP
O Fator Previdenciário leva em conta que quanto menor a idade na data da aposentadoria e maior a expectativa de vida, menor o benefício recebido. Quanto mais velho e quanto maior for o tempo de contribuição do trabalhador, maior será o valor da aposentadoria a que ele terá direito. Anualmente, o IBGE pesquisa a expectativa de vida do brasileiro, que tem aumentado nos últimos anos. Isso interfere no FP, reduzindo ainda mais o benefício sempre que a expectativa de vida cresce.