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Luta sem trégua contra o governo usurpador

domingo, 28 de setembro de 2008

Veto do Governo ao step constante na tabela salarial dos TA - por quê ?

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No começo da semana, a categoria dos servidores Técnico-Administrativos, representada pela FASUBRA e sindicatos de base, foi surpreendida quando da publicação da Lei 11.784/2008, que incide sobre a Lei instituidora do novo Plano de Carreira (Lei 11.091/2005), pelo fato de a Presidência da República ter vetado o Art. 14, o qual determinava o chamado "step" constante na tabela salarial da categoria.

"Step" ("degrau", em inglês) é o percentual adicionado sobre o salário-base entre um padrão de vencimento e o imediatamente superior. O step constante ao longo de toda a tabela salarial - desde o piso salarial até o maior padrão de vencimento da última classe da tabela (classe E, cargos de nível superior) - é um elemento importante na concepção do PCCTAE (o Plano de Carreira implantado a partir de 2005 em substituição ao bagunçado PUCRCE). O step atual é de 3,6%.

A luta por um piso salarial de pelo menos 3 Salários-mínimos e um step constante de 5% é uma luta que a FASUBRA trava há anos. Propicia a manutenção da unidade da categoria, o incentivo à progressão na carreira, salários dignos para os níveis mais altos da mesma. Só que essa postura da FASUBRA de luta pela valorização do serviço público e do trabalhador desse serviço contraria a lógica capitalista de mercado com a qual opera o nicho neoliberal que é o Ministério do Planejamento do sr. Paulo Bernardo, prócer do PT do Paraná. Por isso, acharam um respaldo na Constituição Federal, alegaram "inconstitucionalide" no step constante, e vetaram o artigo correspondente. Na verdade, o Min. do Planejamento quer ter as mãos livres para dar reajustes diferenciados para cada diferente classe da categoria técnico-administrativa, e com isso, de quebra, fomentar divisões entre essas classes, o que enfraquecerá futuras lutas sindicais e o poder de negociação da FASUBRA perante o Governo.

A FASUBRA reage, procura as autoridades para cobrar esclarecimentos do que assemelha-se uma quebra da palavra empenhada pelo Ministério quando do acordo da Greve de 2007, mas neste momento quase todo mundo está de olhos voltados para o desfecho do primeiro turno das eleiçõs municipais. De todo modo, uma Plenária Nacional da FASUBRA está marcada para os dias 17 e 18 de outubro, e deverá abordar esse tema. Alguns setores na FASUBRA cogitam inclusive de retomar um movimento grevista geral por causa desse veto.

Parabéns pra vocês!

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Ontem acabou-se mais um dia 27... e nada de a Diretoria do Sinditest dar notícia de que a 'chácara-canil' foi vendida. Agora completamos 10 meses com este "esplendoroso" imóvel sem uso, mofando e criando teias de aranha, sem atender ao interesse da categoria e sem cumprir a decisão da Assembléia Geral de 27/11/2007.

Os fantasmas dos cachorros enterrados naquele antigo canil agradecem! E esperam que essa tão ciosa Diretoria sindical "Para Todos" continue oferecendo o terreno de Piraquara a preços acima do mercado, garantindo a tranquilidade dos comandantes da operação imobiliária irregular de 2005 e também a das alminhas caninas.


terça-feira, 16 de setembro de 2008

A Fundação estatal de Direito Privado será inevitável no HC ?

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Na foto acima, copiada do “Blog do Servidor”, mantido pelo jornal “Correio Braziliense”, uma servidora do hospital-escola da UFMS cobre-se com a bandeira nacional durante a recente Marcha Unificada contra o PL 92/07. A passeata de servidores públicos trilhou na quarta-feira passada (10/09) a Esplanada dos Ministérios para entregar ao governo abaixo-assinado com cerca de 500 mil assinaturas.

Preocupante é o que diz uma postagem desse mesmo blog do “Correio”, sob o título “Marcha contra o inevitável”. O jornalista Luciano Pires, referindo-se à marcha sindical contra o PL 92/07, afirma: “O ato tem seu valor, afinal de contas muitas entidades [sindicais] se mobilizaram, as pessoas estão sob um sol escaldante. Mas, de prático, pouco pode ser feito contra. A decisão política de criar as entidades [as fundações de direito privado] já está tomada.”

E o blogueiro de Brasília fundamenta a previsão: “Na semana passada, o polêmico projeto passou por mais uma barreira - foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Em junho, o texto já havia sido analisado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Moral da história: se o Congresso não se opõe, quem será contra? Não falta mais nada para que a proposta seja enviada ao plenário. Tão logo as eleições municipais sejam decididas, a determinação do Palácio do Planalto é tocar em frente.”

Portanto, o desafio se agiganta diante do movimento sindical das Universidades que têm hospital-escola. Os dirigentes sindicais vão deixar 2009 entrar com os HUs já em vias de mudar seu modo de gestão? Isso é inevitável? Com a palavra, o Sinditest e demais sindicatos de base.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Contra o golpe da direita na Bolívia

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''Qual é o problema com o governo da Bolívia?'', perguntaram à senhora Condoleezza Rice. Ela respondeu: ''o governo da Bolívia''. Certa ou não, a piada reflete claramente a postura de Washington em relação ao processo de mudança levado adiante pelo povo e pelo presidente Evo Morales.


Como era previsto, a oposição boliviana deu uma demonstração do que fará se conseguir seu intento de derrubar o governo de Evo Morales: assassinou 30 camponeses em Pando na fronteira com o Brasil. Como conseqüência, a capital do departamento (Estado) foi ocupada por tropas do Exército boliviano e foi decretado o Estado de Sitio.


Não devemos ter nenhuma dúvida sobre a gravidade da situação na Bolívia e do que são capazes suas elites políticas de direita, seja em Santa Cruz, seja em Cobija ou em qualquer outra região do país. São racistas e violentas. Optaram pela derrubada do governo e não respeitam nem a lei e nem a Constituição. A comunidade sul-americana tem que dar um recado duro e direto para eles, de que não vão tolerar mais suas ações violentas e ilegais e nem a tentativa de estrangular a economia boliviana.


O governo Evo Morales tem se pautado pela obediência à Constituição. Foi confirmado pelo voto popular no recente referendo convocado pela oposição e tem dado mais do que provas de bom senso, ponderação e sensatez ao não usar as forças policiais contra a oposição.


Contra outro Pinochetazo
O governo boliviano tem sido até condescendente ao extremo com as violências desta, com seus saques, bloqueios de estradas, ocupações de prédios públicos, agressões a apoiadores e membros do governo, sabotagens à produção e transporte de gás, e violações da lei e das medidas administrativas de La Paz.


A reunião do bloco de países que constituem a União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) hoje em Santiago, no Chile, é um momento adequado para o Brasil deixar claro que, ou a oposição aceita o diálogo e a negociação, ou deve ser declarada fora da lei e assim tratada. Nosso país sabe de sua importância política e econômica para a Bolívia.


A economia boliviana, particularmente a dos departamentos de Pando, Beni e Santa Cruz não sobrevive sem a nossa. É preciso que a oposição que governa esses departamentos seja chamada à ordem e, de forma curta e grossa, informada de que não vamos permitir outro Pinochetazo na América do Sul e de que vamos dar todo, todo apoio mesmo, a Evo Morales e ao governo constitucional da Bolívia.


Posição do Movimento Avançar na Luta
Como Movimento classista, de solidariedade aos trabalhadores e povos oprimidos pelo imperialismo americano, "Avançar na Luta" soma-se a esse alerta e conclama a que todas as entidades de trabalhadores de Curitiba e do Paraná também repudiem com veemência toda tentativa de golpe para derrubar o presidente constitucional Evo Morales.

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Fonte: com informações do Blog do Zé Dirceu e Portal Vermelho

sábado, 13 de setembro de 2008

Livro sobre HC causa demissão de médico

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O Hospital das Clínicas de São Paulo decidiu demitir "por justa causa" o médico Waldemir Rezende, ex-diretor do Instituto Central do hospital, autor de um livro em que relata irregularidades supostamente cometidas no instituto.


Lançado em dezembro passado, o livro "Estação Clínicas - Os Bastidores do Maior Hospital Público da América Latina" conta histórias de superfaturamento, compras sem licitação e furtos, entre outras irregularidades que Rezende diz ter encontrado no HC ao assumir a direção, em dezembro de 2002.


Formado em 1983 e médico do HC há 15 anos, Rezende afirma que irá recorrer da decisão à Justiça do Trabalho. "Eles [HC] estão no direito deles [de decidir pela demissão]. Mas vou usar de tudo o que tiver direito para não deixar mancharem meu currículo depois de 25 anos", diz o médico, que atua na Divisão de Clínica Obstétrica.


No livro, o médico não cita nomes, mas diz que todos os casos estão em atas e foram transformados em sindicâncias internas e boletins de ocorrência. A Folha apurou, entretanto, que a comissão decidiu demitir o médico porque ele não teria apresentado, durante o processo de sindicância, provas das acusações feitas no livro e em entrevistas à imprensa.


O processo teria provado ainda a legalidade de uma festa que, segundo o livro, foi bancada por empresas com contrato com o hospital. Em vez disso, a festa teria sido paga por funcionários. Rezende não quis comentar detalhes do processo."Relatei o que foi encontrado. Quem pode julgar são os funcionários, que estavam lá antes e que podem comparar."Entre as histórias, ele conta que o HC comprava, de uma única empresa, feijão, fio cirúrgico, luvas, camisinhas, canetas, lápis e dezenas de outros itens, quase sempre superfaturados ou de má qualidade e sem aplicar punições.

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Fonte: Folha de S. Paulo - 13/09/2008

A arrogância do PT do Paraná - um olhar sobre a eleição de Curitiba

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LULA TINHA RAZÃO
Roseli Abraão

Ao receber o então diretor da Paraná Esporte, Ricardo Gomyde, em Brasília, no dia 11 de dezembro de 2.007, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não gostou de saber que a “tática eleitoral” da oposição (PT, PMDB e PC do B) em Curitiba consistia em lançar várias candidaturas para forçar o segundo turno. Lula pediu a união da oposição já no primeiro turno também para evitar o “fogo amigo”. “Temos que sair unidos desde já”, aconselhou Lula.


Atentos observadores da cena política curitibana não têm dúvida de que Lula tinha razão. Eles não se surpreendem com o resultado da última pesquisa Ibope, divulgada na noite de quarta-feira, que mostra que a candidata do PT, Gleisi Hoffmann, nem de longe consegue alcançar a quem pretende “despejar” do Palácio 29 de Março, o prefeito Beto Richa.


Para eles, o PT está pagando pela sua própria “arrogância”. Na expectativa de surfar na onda do governo Lula, renegou coligações com aliados históricos e impôs à oposição o lançamento de candidaturas próprias, crente de que assim alavancaria Gleisi rumo ao segundo turno.


Quem acompanhou de perto as articulações políticas antes da definição das candidaturas assegura que foi o PT (leia-se Jorge Samek, Paulo Bernardo, Gleisi Hoffmann, André Vargas e Enio Verri) quem “vendeu” esta estratégia ao governador Roberto Requião.


“Vendeu” Carlos Moreira porque tinha receio da candidatura do ex-prefeito Rafael Greca; e forçou a candidatura própria do PC do B porque os candidatos a vereador do PT não queriam uma aliança na proporcional. O PT teve um ataque de arrogância, jogou fora tudo o que construiu ao lado do PMDB e do PC do B. Fez uma escolha equivocada, diz um histórico militante da oposição.


Quem relembra a história das eleições em Curitiba a partir da redemocratização do País atesta que o PT só se saiu bem quando disputou a prefeitura aliado ao PMDB. Pode até não ter sido vitorioso, mas não teve resultados pífios, como o que se avizinha caso os números das pesquisas se concretizem nas urnas do dia 5 de outubro.
Desde que Curitiba voltou a eleger seu prefeito pelo voto direto, a cidade sempre se dividiu entre dois candidatos.

Foi assim em 1985, entre Jaime Lerner e Roberto Requião; em 1988, entre Jaime Lerner e Maurício Fruet; em 1992, entre Rafael Greca e Maurício Fruet; em 1996, entre Cássio Taniguchi e Carlos Simões; em 2.000, entre Cássio Taniguchi e Angelo Vanhoni; e em 2.004, entre Beto Richa e Angelo Vanhoni.


Sempre foi uma disputa apertada. É a primeira vez na história que isso não acontece. Hoje a cidade se divide, sim, mas 74% para Beto Richa e 13% para Gleisi Hoffmann, ironiza um observador, que tripudia ao prever que o PT corre o risco de voltar ao tamanho que tinha antes das eleições de 2.000.


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Fonte: Jornal HoraHnews

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Resultado da Consulta Direta de 10/09/08 sobre a nova Reitoria da UFPR

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Marchando em Brasília contra o PL 92/07

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Sob o sol de meio-dia de ontem (10/9), servidores públicos e aposentados uniram-se em marcha nacional para protestar contra a criação das Fundações estatais de Direito Privado, propostas pelo PL 92/07. A aprovação desse Projeto de Lei pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, na semana passada, é considerada “um golpe” contra os trabalhadores.

“Isso é o Estado mínimo e nós não queremos”, resume João Paulo Ribeiro, da Corrente Sindical Classista (CSC) e coordenador geral da FASUBRA, acompanhando a manifestação, que fez parada nos Ministérios da Fazenda, Planejamento, Saúde, Educação e Casa Civil. Em cada um dos ministérios, foi entregue abaixo-assinado, com mais de um milhão de assinaturas, pedindo mais debate e alternativas para as fundações de direito privado.

João Paulo ("JP") prossegue: “Nós queremos mostrar para os ministros e os presidentes da Câmara e do Senado que o Projeto de Lei não é benéfico para a sociedade. Na verdade, é a forma sutil de o governo regularizar as Organizações Sociais (OS), que é uma forma de privatização dos serviços públicos”.

Sem aliados
Fátima dos Reis ("Fatinha"), diretora nacional da CTB, que participou das audiências com o ministro da Educação, Fernando Haddad, e do Planejamento, Paulo Bernardo, também avalia o projeto como “uma reforma de Estado, onde todas as áreas públicas podem ser transformadas em fundações estatais e o governo vai ser consumidor do produto das fundações por contratos e convênios, desobrigado de sua função social de executar políticas públicas”.

Fatinha informa que os dois ministros concordaram em fazer debate maior sobre o assunto e ouvir as propostas alternativas que estão sendo estudadas pelos servidores públicos e o movimento sindical. Ela disse que Haddad é contra a inclusão do ensino e pesquisa na área de atuação das fundações estatais, mas que deve aprofundar discussão sobre os hospitais universitários.

“O movimento reconhece os problemas financeiros dos hospitais universitários, mas lembra que isso ocorre porque eles estão sendo utilizado como prestação de serviço por falta de unidades de saúde. A função do hospital é ensino, pesquisa e extensão com interface na saúde”, explica Fatinha, queixando-se da falta de aliados dentro do Congresso Nacional para essa luta contra as fundações estatais de direito privado.

O presidente da Câmara, dep. Arlindo Chinaglia (PT-SP), que recebeu os manifestantes na tarde da terça-feira (9/9), admitiu que neste momento o Congresso está esvaziado com as eleições municipais e se comprometeu a analisar a reclamação encaminhada pela dep. Alice Portugal (PCdoB da Bahia) na semana passada. A parlamentar comunista também foi surpreendida com a aprovação do projeto na CCJ e deu entrada junto à Mesa Diretora da Casa pedindo que fosse retirado do projeto como áreas de atuação das fundações os setores de ensino, pesquisa, cultura e hospitais universitários.

E o SINDITEST ?
Sem maiores comentários...

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Fonte: com informações do Portal da CTB

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Zé Serra sabe das coisas...

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Durante recente jantar popular (1.000 reais o convite) da tucanolândia em Curitiba, José Serra, governador paulista e "vampiro brasileiro", ouviu falar da disputa da Reitoria da UFPR. O grão-tucano queridinho de FHC não pôde resistir a uma comparação da semelhança de carequinhas...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Candidato denuncia terceirização ostensiva do CCE da UFPR

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Através de email no dia de ontem, o candidato à Reitoria Cid Aimbiré lançou uma denúncia acerca da gestão do Centro de Computação Eletrônica da UFPR (CCE). Segundo a mensagem do professor Cid, a Reitoria marcou de modo extemporâneo a Concorrência 25/2008 para o próximo 17/09, com a finalidade de contratar "empresa especializada em gestão, administração e operação de redes e sistemas, para prestação de serviços especializados de informática e comunicação de dados”.




O candidato entende que celebrar esse contrato de terceirização com uma empresa privada para o CCE é impróprio, ainda mais neste momento em que transcorre a escolha de novo reitor. Afirma que essa terceirização no CCE não interessa à UFPR e critica nos seguintes termos: "Isso não é nada menos do que transferir, no mínimo parcialmente, o controle do acesso, do gerenciamento e do fluxo de informações do âmbito institucional – hoje realizado pelo CCE – para a esfera empresarial.(...) Sabe-se que o acesso a informações institucionais e o controle do seu fluxo é um instrumento de poder. A quem interessa a instalação de um poder paralelo dentro da UFPR?"




Com esse ponto de vista, a mensagem do candidato pede que a Reitoria suspenda o Edital da Concorrência e que a comunidade universitária possa ser chamada a opinar sobre o tema.

domingo, 7 de setembro de 2008

CTB derrota CUT no Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp

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No final de agosto foi concluída da eleição do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU). Disputaram duas chapas. A Chapa 1, de situação - Alerta Unicamp, Compromisso com o Trabalhador, liderada pela CTB, encabeçada pelo servidor Marcílio, e a chapa 2, de oposição - Eu Também Construo a Unicamp, da CUT. A chapa ligada à CTB obteve 1.313 votos contra 903 da chapa cutista.

A disputa foi acirrada. CUT e PT jogaram pesado para impedir a vitória da chapa 1. Até o presidente da Câmara Federal, Arlindo Chinaglia, entrou no jogo, fazendo campanha ostensiva para os cutistas e mobilizando o apoio da reitoria. O presidente nacional da CUT também esteve presente na Unicamp durante o processo eleitoral.

Recursos financeiros e humanos não faltaram à oposição, que contratou mesários a peso de ouro, mas a categoria não se deixou enganar, desaprovou os métodos da direção da CUT e votou majoritariamente na Chapa 1. A disputa engrandece a vitória da CTB, que merece ampla comemoração.
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Fonte: com informações do Portal Vermelho

Hora de mobilização contra a fundação estatal de direito privado

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O Projeto de Lei Complementar 92/2007, que cria as fundações estatais, é uma proposta encaminhada pelo governo federal ao Congresso que contém sérios riscos para os serviços públicos e precisa ser combatida de forma enérgica por toda a sociedade. O projeto cria uma nova forma jurídico-institucional que tem como pano de fundo uma redefinição liberal do papel do Estado, de sua área de intervenção, de sua função típica e da relação do mesmo com os servidores públicos.

Por Fátima dos Reis (*)


A criação das fundações estatais, como um novo modelo de gestão para as áreas que não são de intervenção exclusiva de Estado, apresenta uma forte contradição com o projeto de fortalecimento do Estado. A fundação estatal incorpora o conceito aplicado às organizações sociais de que a intervenção governamental nas áreas "não exclusivas de Estado" deve ser orientada por critérios neoliberais de produtividade, competitividade e principalmente flexibilidade na gestão de pessoal.

A implementação deste modelo de gestão no Estado comprometerá o investimento governamental em políticas permanentes nas áreas de saúde, assistência social, cultura, desporto, ciência e tecnologia, ensino e pesquisa, meio ambiente, previdência complementar do servidor público, comunicação social, promoção do turismo nacional, formação profissional, cooperação técnica internacional e os hospitais universitários públicos.

Critérios neoliberais
A fundação estatal não integrará o Orçamento Geral da União como unidade orçamentária. Suas rendas serão oriundas das receitas que auferir da prestação de serviços e do desenvolvimento de suas atividades, bem como por doações, conforme dispuser a lei que autorizar a criação da fundação estatal.

O relacionamento entre a fundação estatal e o Poder Público, no tocante à lei orçamentária anual, se dará, exclusivamente, sob a forma de prestação de serviços, com base em contrato de gestão, que tem por objeto a contratação de serviços e a fixação de metas de desempenho para a entidade.

A fundação estatal não tem assegurado recursos para o seu funcionamento nos orçamentos fiscal e de seguridade social, como ocorre com os entes de direito público instituídos pelo Estado, inclusive no que tange à folha de pessoal.

Resistência
Os trabalhadores do Serviço Público, e todos os setores comprometidos com o fortalecimento do Estado estão unidos nesta luta de resistência a este modelo que recupera a lógica do "Estado Mínimo".

Não abriremos mão do nosso papel enquanto servidores públicos e cidadãos na defesa dos Serviços Públicos de qualidade, pautados por uma política de Estado socialmente forte, que garanta os direitos à cidadania para todos. Entendemos que a proposta do governo também constitui um risco para a soberania nacional.

Os trabalhadores do Setor Público e todos aqueles comprometidos com a construção de um modelo de Estado democrático, marcado pela inclusão e participação popular, fortalecendo as áreas de ação social e de políticas públicas, devem ter como bandeira histórica esta luta, que vai desaguar na marcha em Brasília, dia 10 de setembro, para a qual convocamos o conjunto do movimento sindical.

(*)Fátima dos Reis, coordenadora de Educação da Fasubra sindical, Coordenadora do Sint-UFG e membro da direção executiva da CTB/servidores públicos.
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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

"Nem Cid nem Zaki" é o manifesto do DCE

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Conforme já anunciavam há alguns dias diretores do DCE, está tornada pública a posição da Diretoria da entidade estudantil de criticar ambos os candidatos inscritos para a sucessão da Reitoria da UFPR, através da consigna "Nem Cid nem Zaki".


O site do DCE traz documento em que explicita em termos gerais sua discordância com as posições dessas candidaturas. Segundo o documento, "os dois são carecas e usam óculos. E 'por baixo dos panos" a semelhança continua."


Para o DCE, Cid "é o candidato da 'excelência acadêmica' mas não defende que a pesquisa seja voltada para atender às demandas do povo", que não é "contra os cursos pagos" e que diz ser "contra o REUNI, mas atua com o grupo que implementou o programa na História". Para Zaki Akel, o DCE reserva a seguinte definição: "É o candidato da 'eficiência administrativa'. Quer mesmo ganhar o prêmio Roberto Justus de reitor-empresário. Diz que é independente mas foi pró-reitor de Planejamento na primeira gestão Moreira. (...) É a favor dos cursos pagos."


Deveras, falta uma candidatura de esquerda nessa eleição, fato inédito desde 1985.

"Grito dos excluídos" divide atenções com o 7 de setembro

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“O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo. É um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos”. Com esse chamamento a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) quer dividir as atenções com as comemorações oficiais do Dia da Independência do Brasil.


Nas capitais e principais cidades do interior, paralelamente às paradas cívico-militares comemorativas da independência política brasileira, serão realizados os atos que acontecem tradicionalmente desde 1995, cada ano com um lema diferente. Os eventos, que tem seu ponto alto em Aparecida (SP), juntamente com a Romaria dos Trabalhadores, começaram nesta sexta-feira (5) e se concentram, no maior número de cidades, no domingo, 7 de setembro.
A CNBB, que coordena o Grito Nacional, junto com as Pastorais Sociais e movimentos populares, conta ainda com o apoio e a participação de todas as comunidades, escolas e organizações sociais, na realização das diversas atividades.


Dom Pedro Luis Stringhini, da CNBB, lembra que neste ano, na sua 14ª edição, o Grito dos Excluídos reforça a Campanha da Fraternidade com tema “A Vida em primeiro lugar – Direitos e participação popular”.
O "Grito" luta contra as diversas formas de exclusão e as causas que levam o povo a viver em condições de vida precárias, com diminuta perspectiva de futuro. Denuncia também a política econômica que privilegia o capital financeiro em detrimento dos direitos sociais básicos e almeja alternativas que tragam esperança aos excluídos. Defende ainda a pluralidade e igualdade de direitos, bem como o respeito nas relações de gênero, raça e etnia; propõe a multiplicação de assembléias populares para discutir a organização social a partir do Município, fortalecendo o poder popular em tempos de eleições municipais.


O projeto de País divulgado pelo movimento é de “uma nação baseada no desenvolvimento econômico em consonância com o desenvolvimento social, com a realização de grandes reformas estruturais que o país necessita com investimentos para um desenvolvimento sustentável local e regional, que crie oportunidades para o povo”. Nesse projeto popular para o Brasil, o movimento lembra a necessidade da integração latino-americana, baseado em um modelo solidário e de cooperação.



Na região metropolitana de Curitiba, a CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais) chama manifestação para o Jardim Itaqui, em São José dos Pinhais, onde se desenvolve uma luta de moradores de baixa renda cujo fundo é o crônico problema da reforma urbana.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Notinha do faz-de-conta

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"À mulher de César não basta ser honesta, tem que também parecer honesta."
Conhecem esse famoso dito, dos velhos tempos do império romano?

Ao ler a Nota publicada hoje no site do Sinditest sobre a suposta independência da Diretoria do Sinditest frente às duas candidaturas a reitor, é aquele dito que vem à cabeça. No entanto, nenhum dos casos se dá: nem é, nem parece.

Tanto zelo em proclamar a própria independência da direção da entidade, mas fatos e fotos (algumas publicadas neste blog) demonstrando coisa diferente. Como sabe-se que a Diretoria "Para-Todos" do Sinditest foi composta a partir de dois "caciques" do HC, Wilson Messias e Dr. Antonio Neris, aquela notinha publicada hoje deve servir mais para contrapesar a posição frágil de um em relação ao outro. Irrelevante porque muitas pessoas já sabem quem apóia quem.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Debate de reitoráveis no HC

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[Atualizado às 16h30 de 4/9/2008]
No próximo dia 5/9, sexta-feira, estava marcado no HC um debate entre os candidatos a reitor Cid e Zaki. O site do Sinditest informa hoje que foi cancelado "por falta de local" no hospital. Difícil de acreditar, não é mesmo? Considerando que, além das diversas salas do hospital, ainda tem o auditório do Setor de Saúde... Quem foi que aliviou a barra do candidato a vice Mulinari para ele não ficar na saia justa de tergiversar sobre a pergunta acerca da Fundação de Direito Privado no HC?


Considerando o local do debate, ameaçado de virar uma Fundação autonomizada em relação à UFPR, valia a pena perguntar diretamente para cada candidato: a favor ou contra o PL 92/07 que tramita na Câmara Federal? Não há meio termo. Não pode haver resposta que desconverse o tema.


A proposta contida no PL 92/07 é um contrabando resgatado dos tempos de FHC, lamentavelmente patrocinada por dois ministérios do governo Lula (Planejamento e Saúde). Para resolver as crises de financiamento dos hospitais públicos de ensino, Paulo Bernardo prefere mudar a natureza jurídica dos hospitais, transformando-os em fundações, com isso abrindo as portas para interesses não-públicos gerirem o HC.


O que se lê de proposta para o HC no site do candidato Zaki é uma futilidade prometendo "Promover amplo debate com a comunidade universitária sobre propostas que venham a alterar o regime jurídico e a natureza dos hospitais universitários da UFPR". Ora, o debate já vem ocorrendo, puxado pela FASUBRA com seus sindicatos de base, há mais de um ano, e também nas comissões do Congresso Nacional, onde o PL 92/07 corre sem obstáculos. Trata-se, sim, de articular ampla frente de entidades, lideranças e parlamentares para barrar a aprovação do PL 92/07. Mas, sabemos que uma candidatura de DNA tucano como a de Zaki não fará isso; ao contrário, provavelmente torce pela aprovação do PL 92/07 para se livrar do abacaxi que deve considerar um hospital público de ensino e assim poder investir mais energias nos cursos de especialização pagos, nos quais seu Setor é campeão.

Resultado oficial do COREN homologado

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Na semana passada, o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) homologou a ata de apuração que consagra a vitória da Chapa 1 - "Moralização" para a diretoria do Conselho Regional (COREN-PR). Depois de muita enrolação por causa dos tumultos da eleição de Curitiba, das reclamações e dos recursos interpostos pelos derrotados da Chapa 2, finalmente a categoria de Enfermagem tem uma nova direção em seu Conselho profissional paranaense.


Os números finais constantes da Ata indicam:
* Quadro I - Chapa 1 recebeu 53,39% dos votos (em cerca de 5.600 votos dados);
* Quadros II e III - Chapa 1 recebeu 54,85% dos votos (em cerca de 24 mil votos).


Com a maioria absoluta dos votos dados na eleição de junho, a Chapa 1 pode assumir a direção do COREN do Paraná respaldada para realizar as mudanças necessárias. A posse está marcada para 31 de outubro deste ano.

CCJ aprova Fundação de Direito Privado

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PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 92/07 - do Poder Executivo - que "regulamenta o inciso XIX do art. 37 da Constituição Federal, parte final, para definir as áreas de atuação de fundações instituídas pelo poder público".
RELATOR: Deputado TADEU FILIPPELLI.
PARECER: pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa deste e do Substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Vista ao Deputado Vicente Arruda, em 15/07/2008.
APROVADO POR UNANIMIDADE O PARECER.


Nos termos acima está o resultado da votação, ontem, pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, a favor da criação da Fundação Estatal de Direito Privado, inclusive para hospitais universitários. Agora, o Projeto 92/07 vai a voto pelo plenário da Câmara. Se for aí aprovado, no ano que vem o HC deixa de se subordinar à UFPR e passa a ser Fundação autônoma. Aí, Inês será morta, como diz o ditado.


O que faz a Diretoria "Para-Todos" do Sinditest? Panfletinho, camisetinha verde e protestinho...

Reitoria favorece Zaki Akel

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Como se já não bastasse estar empoleirado no alto de uma campanha farta de recursos materiais, o candidato tucanófilo à Reitoria da UFPR ainda recebeu uma forcinha do veículo informativo oficial da Reitoria, o E-Boletim, enviado a todos os servidores e alunos possuidores de conta de email @ufpr.br.

"Assunto: Eleição
De: "Informativo UFPR"
Data: Ter, Setembro 2, 2008 12:17 pm
Para:
ufpr@ufpr.br
Prioridade: Normal"


Com o cabeçalho acima, as contas de email de toda a UFPR foram invadidas ontem por uma carta dos candidatos Zaki e Mulinari pedindo votos. Convenhamos que, para uma Assessoria de Comunicação Social institucional, caberia no mínimo ter em mãos mensagem eleitoral de similar teor da outra candidatura. No entanto, a candidatura Cid não foi propagandeada pelo Informativo institucional. Não sabemos se ao candidato Cid foi oferecido o mesmo privilégio, ou se ele declinou de usar o "E-boletim" por preferir separar a propaganda eleitoral da informação institucional. O que fica é o mau exemplo da ACS e o nítido favorecimento ao candidato Zaki. Isso também confirma a confissão, semanas atrás, da própria reitora em exercício, Márcia Mendonça, de sua predileção pela candidatura Akel.