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Luta sem trégua contra o governo usurpador

terça-feira, 31 de março de 2015

Decepção no Sinditest: a prestação de contas que não houve

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Cerca de 20 pessoas reuniram-se na sede social do Sinditest na manhã de hoje (31), para ouvir do Conselho Fiscal informações e esclarecimentos sobre as contas do sindicato no período recente.  Uma decepção.  De início, o advogado do Sinditest, dr. Avanilson, deu algumas explicações mal alinhavadas sobre supostas insuficiências profissionais do ex-contador do sindicato, o sr. Ewerton, informando até que o sindicato abriu processo contra o desempenho profissional dele, junto ao CRC (conselho regional de contabilidade).

Mais adiante apresentaremos matéria mais explicativa do que foi esta fiasquenta assembleia.  Por ora, basta dizer que a Diretoria do Sinditest alegou que, por culpa do ex-contador, o Conselho Fiscal não teve como fazer análise completa das contas de 2013 nem de 2014, colocando o sr. Ewerton como bode expiatório de todos os problemas da tesouraria sindical.

Na sequencia disso, os membros do Conselho Fiscal que estavam na mesa encaminharam para se dar um prazo de 90 dias para uma verdadeira e completa prestação de contas, o que foi aprovado pela maioria, com votos de abstenção da Oposição Sindical.  Ou seja, a assembleia de prestação de contas fica adiada até o final de junho.  Resultado final objetivo: zero.  Veja no vídeo abaixo o melancólico final desta assembleia.

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segunda-feira, 30 de março de 2015

Contas incompletas e de ano incerto em assembleia do Sinditest na sede social

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Figura capturada da tela do site do Sinditest hoje de manhã, 30 de março

A capacidade de manobrismo espertalhão do PSTU na Diretoria do Sinditest frequentemente surpreende.  Não fosse o olhar atento de um membro da OPOSIÇÃO ao visitar o site do sindicato, passaria despercebido que, na manhã de hoje, a Diretoria PSTUcana capitaneada pela jornalista Carla Cobalchini postou ali um aviso de “assembleia” de modo muito maroto, referente a uma “prestação de contas” da entidade.

Por que maroto? Porque todas as assembleias gerais do Sinditest são informadas com destaque na Seção “Notícias” e também com chamadas visuais.  Desta vez, a chamada de uma “Assembleia do Conselho Fiscal” saiu somente na seção “Agenda”, que raramente é atualizada no site.  Veja a figura acima [clique nela para ampliar], para entender isto e outras pilantragens.

Clicando ali, chega-se a um Edital da “Assembleia do Conselho Fiscal” (cópia do Edital no final desta postagem). O primeiro problema do Edital é que NÃO EXISTE no Estatuto do Sinditest a figura da “Assembleia do Conselho Fiscal”.  Existe a Assembleia Geral ORDINÁRIA DO SINDITEST para a prestação anual regular das contas do exercício anterior (no caso, seria 2014).  O desavisado da base que ler essa chamada e o Edital vai pensar que só quem é membro do Conselho(*) é que pode ir para essa assembleia.  Mas, não, trata-se de uma Assembleia Geral do Sinditest!

Em segundo lugar, o Edital não informa a que ano se refere essa prestação de contas!  O exercício de 2013, também sob a presidência de Carla Cobalchini, não foi apresentado em março/2014 como manda o Estatuto.  As tabelas prévias das contas de 2014 foram apresentadas no site do Sinditest em janeiro deste ano, mas sem informar as contas do mês de dezembro nem os gastos do Fundo de Greve/2014.  Então: contas de qual ano essa Diretoria quer mostrar e esclarecer?

Terceiro problema: dificultação da participação de servidores da UTFPR nessa assembleia de prestação de contas de amanhã.  Pois, ora, tiveram a pachorra de marcar uma assembleia de tirada de delegados ao 22. CONFASUBRA do campus Curitiba da UTFPR no mesmo dia e hora da assembleia de prestação de contas! Se algum servidor da UTFPR-Curitiba quiser saber das contas e também acompanhar a escolha de representantes ao CONFASUBRA, ele vai precisar de um clone...  Um absurdo.

Por manobras e diversionismos assim foi que o presidente do Conselho Fiscal atual renunciou em setembro do ano passado. Queria saber dos detalhes das contas, como era do seu dever de membro do Conselho, mas a Diretoria de Carla lhe sonegava informações.  Pelo visto, a prometida transparência e a democracia “operária” do PSTU são só CPBD(**)!

CHAMAMOS OS SERVIDORES que queiram tirar isso a limpo para comparecerem a essa misteriosa assembleia de prestação de contas.  Será nesta terça-feira, 31 de março, a partir das 09h30, na sede da rua Marechal Deodoro, 1899.  Vão com sua paciência e estômago preparados!
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(*)O Conselho Fiscal (CF) compõe-se de 6 membros, 3 titulares e 3 suplentes, que foram eleitos para o mandato 2014-2015 no final de 2013.  O Estatuto do Sinditest (Artigo 10) ORDENA que, até o 31 de março de cada ano, deve ocorrer Assembleia Geral Ordinária para a prestação de contas do exercício anterior e que essa assembleia deve ser presidida por membros do CF.

(**)CPBD: Conversa Para Boi Dormir.

Edital da Assembleia "do Conselho Fiscal" (termo enganoso)


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Atualização às 13h20: parece que bastou a gente criticar aqui a má divulgação dessa assembleia "do conselho fiscal" que a Diretoria do Sinditest se mexeu e postou no rol das "Notícias-Geral" a chamada para a dita cuja.  Menos mal.  Nessa matéria, a Diretoria também denuncia a não-cessão de espaços do HC e outros da UFPR para realização de assembleias do Sinditest, o que, se for real, nós criticamos com veemência, pois trata-se de prática antissindical da EBSERH do HC e da UFPR.

domingo, 29 de março de 2015

Operação Zelotes jamais teria ocorrido em um governo tucano

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Essa Operação Zelotes, assim como a Lava Jato e outras tantas, jamais teria ocorrido em um governo tucano.

Por Leandro Fortes, no site DCM

Repito: jamais.

Fui repórter durante todos os governos FHC e posso garantir: a condução da PF era absolutamente controlada pelos interesses do governo tucano, aí incluídos os aliados do PFL, atual DEM.

Só por isso, já dá para imaginar.

Na investigação do chamado Dossiê Cayman, que investiguei em Miami e na Jamaica, os delegados eram comandados, pessoalmente, pela então secretária nacional de Justiça, Elizabeth Sussekind. Até às Bahamas ela foi com eles.

Em 1998, o então diretor-geral da PF, Vicente Chelotti, foi obrigado a esconder documentos que incriminavam o falecido ministro das Comunicações Sérgio Motta, o Serjão.

Ele, FHC, José Serra e Mário Covas eram acusados de possuir uma conta secreta no paraíso fiscal das Ilhas Cayman (na verdade, nas Bahamas), onde teriam colocado grana desviada das privatizações.

Os papéis eram falsos, mas, estranhamente, o governo entrou em desespero. A PF abriu dois inquéritos, agiu no subterrâneo e só depois da imprensa descobriu que o dossiê – vendido por três golpistas brasileiros a Fernando Collor e Paulo Maluf por 1 milhão de dólares – era falso. Está no livro que escrevi a respeito, “Cayman: O Dossiê do Medo” (Record, 2002).

Um vexame.

O gado que foi tocado para as ruas, em 15 de março, para bradar contra a corrupção, deveria pensar um pouco mais sobre isso.

sábado, 28 de março de 2015

Falsidade nas promessas e compromissos da Diretoria do Sinditest

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Falsidade. Uma das marcas da atual gestão do Sinditest 2014-2015. Chamam assembleias, debate-se vota-se, toma-se decisões.  E o encaminhamento? Muitas vezes não acontece.

Especialmente se envolver questões sensíveis de irregularidades nas duas gestões 2008-2011, nas quais conviveram muito juntos os servidores Wilson Messias (presidente), Antonio Néris (vice) e Carla Cobalchini (diretora de imprensa, hoje presidente).

Irregularidades detectadas na Auditoria realizada entre julho e outubro de 2013.  No vídeo acima se vê mais uma promessa-'enrolation', não encaminhada pela Diretoria do Sinditest.  Acreditam fervorosamente que a categoria tenha memória curta e "não ligue lé com cré".

sexta-feira, 27 de março de 2015

Direito à Saúde e SUS ameaçados pelo deputado Eduardo Cunha

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PEC 451 viola o direito à saúde e promove a segmentação do SUS, alertam entidades da área da saúde.

O Sistema Único de Saúde vem sofrendo golpes sucessivos que desviam o sentido com que foi criado de prover acesso universal a serviços de saúde de qualidade. O golpe mais recente foi a reiteração e a constitucionalização do seu subfinanciamento com a EC 86, de 2015, que dispõe sobre o orçamento impositivo e estabelece como percentual de recursos da União vinculados à saúde, 15% das receitas correntes líquidas (em cinco anos), ao invés do equivalente a 10% de suas receitas correntes brutas como proposto pelo projeto de lei de iniciativa popular.

A EC-86/15 asfixia o SUS não só pela diminuição dos recursos federais, mas também pela criação da emenda impositiva que tira da saúde o que era para ser transferido automaticamente para os orçamentos municipais e estaduais e dá aos parlamentares o poder de devolvê-los de acordo com interesses políticos particulares. O orçamento deveria garantir o atendimento às necessidades de saúde expressas em planos de saúde e aprovados nos conselhos, e não ser objeto de negociações eleitorais ou partidárias.

Além da EC 86/15, foi aprovada a Lei 13019, de 2014, que abriu a assistência à saúde ao capital estrangeiro, numa afronta à vedação constitucional inserta no art. 199, § 3º, que proíbe tal participação por ser antagônica à definição da saúde como direito público. Este artigo 142 da lei está sendo arguido de inconstitucionalidade pelas entidades de defesa do SUS universal e igualitário.

O que fica cada vez mais claro é que está em curso uma subversão do projeto constitucional para a saúde.

Agora, está em discussão no Congresso a PEC 451, de 2014, de autoria do deputado Eduardo Cunha, que altera o art. 7º da Constituição, inserindo novo inciso, o XXXV, o qual obriga todos os empregadores brasileiros a garantirem aos seus empregados serviços de assistência à saúde, excetuados os trabalhadores domésticos, afrontando todo o capítulo da seguridade social e a seção da saúde e seus dispositivos.

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Fonte: Revista Forum

Doleiro Youssef cita PSDB, Aécio e a irmã em desvio de dinheiro

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Furnas é uma empresa do setor elétrico subsidiária da Eletrobrás, que atua nas regiões sudeste, sul, centro-oeste e norto do Brasil.  A "Lista de Furnas" é um documento sobre desvio de dinheiro da estatal elétrica para alimentar o Caixa-2 do PSDB entre fins dos anos 90 e começo do século 21.

No vídeo, o doleiro Alberto Youssef cita o falecido deputado paranaense José Janene, do PP, como um dos operadores do desvio, Aécio Neves e a irmã de Aécio como operadores da parte que ia ao PSDB, algo como cem mil dólares mensais.


Os candidatos do PSDB teriam ficado com mais de dois terços (68,3%) dos R$39,9 milhões que teriam sido distribuidos a 156 políticos por empresas fornecedoras da última grande estatal do ramo elétrico. O PFL, hoje DEM, ficava com um segundo lugar bem distante, 9,3%.


Mas, segundo a "Lista de Furnas", o dinheiro do PSDB não teria sido distribuido por igual. O grosso foi para três candidatos, que disputavam os três cargos mais importantes do esquema eleitoral tucano em 2002: José Serra, que pleiteava a Presidência, Geraldo Alckmin, candidato a governador de São Paulo, e Aécio Neves, que concorreu ao governo de Minas.

Isso a grande mídia monopolista - Rede Globo à frente - omite ou nunca faz nenhum escarcéu, porque claramente blinda os tucanos contra denúncias comprovadas de corrupção.  Vejam o vídeo e tirem as próprias conclusões, em vez de confiar cegamente nas Globos, Vejas e Folhas de S. Paulo da vida. 
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Fonte: TV Carta Maior e informações do Jornal GGN

quarta-feira, 25 de março de 2015

Vice-diretor de campus da UFPR defende intervenção militar?

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Vice-diretor Helton Alves ao lado do tucano golpista Álvaro Dias

O professor Helton José Alves - nomeado pelo reitor Zaki Akel como vice-diretor do campus Palotina em mandato junto com o diretor Elisandro Frigo – teria afirmado a colegas sua posição favorável a uma intervenção militar para resolver problemas do país.

Químico formado na UEM, o docente acrescenta que essa intervenção das Forças Armadas deveria ser “democrática”.  Parece que em sua formação faltaram aulas de História do Brasil, pois esse papo de “intervenção democrática” foi um dos argumentos que militares golpistas usaram em 1964 para rasgar a Constituição e instalar uma ditadura fascista que durou “só” 21 anos.

Curiosamente, na última quarta-feira (18) em Palotina, aconteceu palestra de um general da 15ª Brigada de Infantaria de Cascavel, reunindo cerca de 300 pessoas, evento para o qual a direção do campus convidou toda a comunidade universitária.

A UFPR foi uma das instituições castigadas pelos desmandos e perseguições da finada ditadura (1964-1985), com professores sendo cassados e muitos estudantes perseguidos.  Não à toa, no ano passado o busto do ex-reitor Flávio Suplicy de Lacerda – um notório colaborador do regime militar – foi derrubado de seu pedestal nos jardins da Reitoria da UFPR, em Curitiba, num ato de protesto efetivado pelo movimento estudantil.


Como pode então um dirigente de campus da UFPR demonstrar tão fraca memória, e assumir posição claramente antidemocrática contra a Constituição Federal?  O que nos diz disso o reitor Zaki Akel, vencedor de uma eleição direta em 2012?
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Foto: Blog Vandré Fernando

Contracheque garfado sem dó pela Diretoria PSTUista em março

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Na figura acima [clique nela para ampliar], comparando os contracheques de fevereiro e março/2015 de servidor da ativa da UFPR, a confirmação de que foi dobrado o desconto da mensalidade do Sinditest. 

Com toda a denúncia da imensa fraude que foi o "Congresso" de "reforma" estatutária do sindicato (Nov/2014) e com toda a cobrança por prestações de contas completas (incluindo a do Fundo de Greve), a Diretoria PSTUcana do Sinditest não relutou em meter a mão nos bolsos dos filiados e aplicou para valer o aumento de 100%.   E por sorte (deles), já incidindo sobre o vencimento básico bruto depois do último reajuste salarial de 5% (fruto do acordo de greve de 2012).

Você, filiado/a, pague e se aquiete! Nada de reclamar ou de querer saber onde está sendo empregado o dinheiro coletivo da base. Afinal, os iluminados militantes do PSTU na Diretoria sabem das coisas, sabem de tudo e a tarefa da base é confiar cegamente. Piamente.

Taradão do Palácio Iguaçu confirma: "Primo de Richa tinha influência na corrupção da Receita de Londrina"

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O fotógrafo Marcelo “Tchello Caramori”, ex-assessor do governador Beto Richa (PSDB), em depoimento ao Gaeco, delatou que o lobista Luiz Abi Antoun, primo do tucano, tinha influência e responsabilidade na quadrilha que atuava no governo do estado.

A revelação é do repórter Fábio Silveira, na edição desta quarta-feira (25) do Jornal de Londrina.

O ex-assessor, que esteve preso por pedofilia, confirmou algo que não é novidade alguma nos bastidores da política paranaense.

O primo que ficou preso por uma semana tinha trânsito livre nos principais escalões do governo. Ele, inclusive, possuía poder de fogo para indicar nomes para cargos estratégicos na administração pública.

O esquema de corrupção liderado pelo parente do governador, de acordo com o Ministério Público, pode ter causado prejuízo ao erário superior a R$ 1 bilhão e ser um dos motivos da crise financeira no Paraná.
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Fonte: texto e fotos do Blog do Esmael

Quem é Rogério Chequer, o líder do movimento "Vem pra rua"

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Assisti à “entrevista” do “líder” do "Vem pra Rua” no Roda Viva (23/3), aliás um festival de levantadas de bola para a nova celebridade.  Para dizer, entre outras pérolas, que foi Lula quem inventou esta história de “pobres contra ricos” e “empregados contra patrões” no Brasil, o que daria para ganhar um troféu de ignorância histórica e cara de pau política. O vídeo está na internet.

Por Fernando Brito, no Blog Tijolaço

Como eu sou um cara curioso, fui descobrir coisas que seus intrépidos entrevistadores da TV Cultura e das páginas amarelas da Veja não cuidaram de saber. Aliás, como não cuidaram quando, em 2013, apresentaram um dublê da Globo como líder dos coxinhas.

Por exemplo, que Chequer vivia, até poucos anos atrás, nos Estados Unidos. E desde 2004, pelo menos, porque é o endereço de 101 Summer Street, Stamford, Connecticut que dá à Junta Comercial de São Paulo na abertura da empresa Frida Participações, em 2004.

E que lá era sócio de uma empresa chamada “Atlas Capital Manegement“, até 2011, junto com David Chon e Harry Kretsky, que geria fundos de investimento. Um deles, o Discover Atlas Fund com US$ 115 milhões em ativos, segundo o site Institutional Investitor.

Não se sabe por que cargas d’água Rogério deixou o empreendimento, mas há um processo aberto contra ele e os sócios pelo fundo de hedge Discovery Capital Management na Corte Distrital do estado americano de Connecticut, de 2012. Kretsky e Chequer, segundo a reportagem do Investitor trabalharam lá e é bem coincidente o nome do principal fundo que geriam (Discover x Discovery).

O mesmo ano em que foi admitido na empresa por onde hoje se apresenta, a Soap Comunicações, especializada em apresentações de negócios.

De qualquer forma, seja por ter tido problemas nos negócios financeiros nos EUA, seja por ter sido acometido por uma terrível saudade do Brasil (não é?), Chequer voltou não faz muito tempo para cá e já lhe dão a janelinha.

Ele, como qualquer pessoa, tem o direito de se manifestar. Mas quando o tornam uma figura pública, uma “referência nacional”, o que ele faz, fez e qual é a sua trajetória passa a interessar e é dever dos jornalistas informar, salvo se não tiverem interesse em saber de onde vem o personagem que promovem nacionalmente.

Como é direito da gente perguntar: será o "Vem para a Rua" traduzível como Go to Street?

sexta-feira, 20 de março de 2015

Centrais Sindicais e movimentos definem agenda conjunta em defesa da democracia e direitos trabalhistas

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O Brasil vive um momento de intensa mobilização e embate político. No contexto da atual onda de manifestações, seja da sociedade civil organizada em defesa da democracia ou da direita golpista, a luta de classes ressurge de forma literalmente indiscutível. Mais do que apenas os trabalhadores e trabalhadoras, é dever de todos os movimentos progressistas dar uma mensagem alta e clara em defesa da ordem democrática.

Persiste o dilema imposto entre a continuidade de um projeto mudancista, apoiado na valorização do trabalho e dos direitos sociais, e a manutenção de uma base política cada vez mais avessa à pauta desenvolvimentista. É dever de todos os brasileiros comprometidos com o crescimento com justiça social, manifestar apoio aberto e irrestrito à soberania dos resultados eleitorais de 2014.

Evidentemente, isso não significa dar apoio aos ajustes impostos pelo Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que em poucos meses de ministério causou danos condenáveis aos direitos dos trabalhadores. Não há contradição entre apoiar a legitimidade de um governo eleito comprometido com mudanças progressistas e protestar contra medidas que ele possa tomar que ameacem direitos, como é o caso das MPs 664 e 665. O mesmo se aplica ao PL 4.330/04, que pretende escancarar as terceirizações.


Agenda de lutas
Diante dessa conjuntura, os diversos movimentos sindicais e sociais estabeleceram uma nova agenda de lutas unificada. Diversos representantes da CTB, da CUT, da UNE, do MST, do MTST e outros grupos da sociedade civil organizada se reuniram para debater as repercussões do último domingo (15/3), em que uma marcha golpista aconteceu pelo país.

Três datas foram marcadas de forma unitária para promover eventos em defesa de temas caros à população, como a defesa da ordem democrática, a promoção da Reforma Política para combater a corrupção, a defesa dos direitos dos trabalhadores e a condição pública da Petrobras. São elas:

No dia 1º de abril, aniversário do golpe militar de 1964, os movimentos se comprometeram a promover plenárias para discutir os impactos da ditadura e denunciar a nova onda golpista que tenta se instalar no país após as eleições de 2014;

O dia 7 de abril será o próximo Dia Nacional de Lutas, em que os movimentos pretendem ocupar a Câmara dos Deputados em protesto às Medidas Provisórias 664 e 665, que reduzem direitos trabalhistas e previdenciários, e o Projeto de Lei 4.330/04, que abre caminho para a terceirização de todas as atividades-fim;

O 1º de Maio, Dia Mundial dos Trabalhadores, será palco da maior das três manifestações. Os movimentos sociais escolheram concentrar seus maiores atos nesta data.

Todos os eventos terão alcance nacional, dispersos por todos os estados, inclusive o do dia 7 de abril.
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Fonte: com informações do Portal CTB

Reajuste linear de 27,3% pedido pelos servidores é "irreal", diz ministro

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Após uma reunião de mais de três horas (hoje, 20/3) com lideranças de 49 entidades que representam servidores públicos federais, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, declarou que o reajuste linear de 27,3% pedido pelos servidores é irreal. Ele não divulgou o percentual que o governo pode dar aos trabalhadores, mas declarou que a mesa de negociação está aberta entre os meses de maio, junho e julho. 

Nesse período será discutido o novo percentual, que vai depender do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), do crescimento vegetativo da folha e dos novos concursos públicos que já ocorreram. Depois dos cálculos é que o governo pode chegar ao percentual de aumento. “O que a sociedade quer é o que o governo tem que cumprir: a redução da folha de pagamento em relação ao PIB. Essa relação da folha de pagamento com o PIB cresceu de 4,2% para 4,3% e isso tem que ser reduzido”, afirmou.

Junto com o ministro estava o secretário de Relações do Trabalho, Sergio Mendonça, um dos negociadores oficiais do governo. Ele afirmou que os parâmetros para a negociação têm um denominador comum, que depende das despesas, da receita e do crescimento econômico. Ele crê que durante os três meses de negociação, por mais complexo que seja, é possível se chegar a um termo comum.

Conforme o Correio já adiantou, se o Executivo conceder esse reajuste o impacto na folha de pagamento de 2016 será de quase R$ 70 bilhões. Esse valor é muito superior ao reajuste fiscal que o governo pretende fazer, que é de R$ 55,3 bilhões. Como a atual postura fiscal do país está sendo elogiada pelo mercado financeiro, os analistas já apontaram que essa reivindicação dos servidores é irreal. O governo tem, no máximo, um espaço orçamentário de 7,9%, que corresponde à inflação projetada para o ano de 2015.
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PSTU é contra as atuais políticas públicas para Educação porque...

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...Porque é um partido que não tem programa para a Educação! 

Sim. Experimentem visitar o site do PSTU e, no menu da página, cliquem na aba "Programa".  Constam lá uma introdução e alguns itens setorizados, mas, quando se clica no item "Educação", o que aparece é isso aí embaixo:

Captura de tela do site do PSTU em Março/2015

Agora dá para entender porque os militantes do PSTU na área da Educação preferiam e preferem defender o status quo, repelindo toda proposta de política pública que tenha vindo ou venha dos governos Lula e Dilma!  Porque esse partido, que se acha tão revolucionário e - pasmem - até de "esquerda", simplesmente não tem propostas definidas para a Educação. Ou seja, na prática acaba tendo postura conservadora, já que é para tudo ficar como está.

Assim, quando, por exemplo, o governo Lula lançou o Programa REUNI para expandir o número de Universidades Públicas Federais e o número de vagas nas IFES já existentes, o PSTU foi radicalmente contra!  Hoje há 15 novas IFES e muito mais vagas, todas públicas e gratuitas.  Há problemas, há insuficiências, tanto nas novas como nas velhas, mas há muito mais brasileiros podendo se graduar na escola pública.  Isso o PSTU desdenha e insiste em só reclamar, sem nada propor.

O Programa Político de um partido é a sua cara, a sua identidade.  Representa aquilo que o partido defende no presente para superar problemas da realidade brasileira  Um conjunto de ideias, propostas e projetos que o partido irá implementar caso chegue ao poder.  Partidos fisiológicos ou de aluguel não tem programa algum ou só tem um para inglês ver. Partidos ideológicos, de esquerda (como o PCdoB) e de direita (como o PSDB), tem programas definidos.  Por isso é tão importante conhecer o Programa escrito de cada partido que busca influir no cenário político.

Pena que o PSTU - que atua na direção de entidades da área da Educação, como o ANDES-SN, a FASUBRA e no próprio Sinditest (que monopoliza) -, não tenha um programa claro que dê a conhecer publicamente, e por isso fique só na crítica interminável e furibunda contra quem tenta fazer alguma coisa. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Aécio prepara ataque à democracia

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Proposta de cassar registro do PT repete absurdos autoritários do pós-Guerra, quando o PCB foi colocado na ilegalidade e os fascistas podiam até disputar a Presidência da República.

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog

Ao anunciar projeto para cassar o registro de partidos que recebem propina de empresas privadas, Aécio Neves não consegue esconder qual é a etapa final da Operação Lava Jato — a cassação do registro do Partido dos Trabalhadores. Não que o pagamento de propinas ao PT já esteja provado ou seja fácil de demonstrar pelas regras da Justiça, com respeito aos rituais jurídicos e direitos de defesa. Simplesmente, pode ser a cena final do espetáculo Lava Jato, que o país assiste sem que as instituições responsáveis pela defesa das garantias individuais se manifestem, como se poderia imaginar.

Lembrando que é pura hipocrisia sustentar que os pecados de que o PT tem sido acusado são uma exclusividade do partido, a iniciativa representa o nível mais baixo da uma disputa política que nos últimos dias se transformou num circo injusto e perigoso para a democracia. Demonstra, ainda, a fragilidade dos compromissos de Aécio Neves com os valores da democracia e da liberdade de expressão no país.

Trata-se de uma aberração tão grande que vale a pena aguardar, desde já, pela reação de antigos comunistas que sofreram, na própria pele, a repressão ao PCB, colocado na ilegalidade pelo TSE em 1947, em ambiente de grande intolerância política e de criminalização das ideias de esquerda, conseguindo voltar à luz do dia apenas em 1985. A indignação será prova de caráter. A condescendência será demonstração de que também praticam o vale-tudo.

A cassação do registro de um partido costuma modificar o sistema político de um país, altera a vida das pessoas e enfraquece uma democracia. Em 1947, o futuro deputado e governador de São Paulo Alberto Goldman tinha dez anos de idade. (Vinte e três anos depois, a máquina clandestina do PCB, escondida no MDB, lhe daria o primeiro mandato como parlamentar). Aloysio Nunes Ferreira, senador por São Paulo, era pouco mais do que um bebê de dois anos. Três décadas depois, ao deixar a guerrilha contra a ditadura, Aloysio abrigava-se no PCB em seu exílio em Paris. Fazia parte do grupo de jornalistas do partido que, sob direção de Armênio Guedes — 29 anos quando o registro do PCB foi cassado — escrevia o jornal Voz Operária. Luiz Carlos Prestes, o mais importante líder comunista do país, tinha 49 anos quando o PCB perdeu o registro. Deixou o partido em 1984, um ano antes de ele ser legalizado.

É sempre bom recordar que, com as regras atuais de financiamento de campanha, nenhum partido político brasileiro é capaz de competir de verdade pelo poder de Estado, num país com 100 milhões de eleitores, sem contar com recursos de empresas privadas para pagar as despesas de uma eleição. É a regra do jogo.

Em nenhuma parte do mundo as contribuições em dinheiro grosso envolvem casos de filantropia eleitoral. São um investimento, um toma-lá-dá-cá aberto, descarado, legal. Funciona, aqui, a regra da conveniência: dinheiro para minha campanha é contribuição política; na dos adversários, é propina.

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Dança de cadeiras na assessoria de Zaki Akel. Todos amiguinhos mesmo?

2 comentários:
Ontem (18), houve troca-troca de cargos na administração superior da UFPR.  O servidor TAE Álvaro Pereira deu lugar ao professor Edelvino Razzolini na Pró-Reitoria de Administração, e Adriano Ribeiro, da PROGEPE, foi trocado por Laryssa Born, que já havia sido pró-reitora de RH no primeiro mandato de Zaki Akel (2008-2012).  

Comenta-se nos corredores e esquinas da UFPR que a saída de Adriano da PROGEPE não se deu de modo dos mais cordiais, pois ele ainda estava gozando férias quando soube por telefone de que já estava destronado pelo reitor. Indelicado o reitor, não acham? Quem ler a matéria publicada pela ACS da Reitoria, verá alguns trechos curiosos.

Por exemplo, a Reitoria via ACS diz que "chegou ao fim o mandato dos pró-reitores". Ora, pró-reitor é assessor direto, de confiança do reitor, é nomeado, não eleito, portanto não tem mandato.  Como se a matéria oficial quisesse dar a entender que tudo não passou de uma "transição" normal.

A nova pró-reitora Laryssa teria dito: "A PROGEPE é minha casa"... (É minha, minha, ninguém tasca, eu vi primeiro?)  O vice-reitor Mulinari afirmou apostar que "a volta de Laryssa não significa uma volta ao passado", talvez para dirimir dúvidas sobre uma pró-reitora que saiu do comando da PROGEPE sob vários questionamentos.

Ainda faltam 21 meses para acabar a gestão Zaki Akel-2. Até lá, aguentem, servidores e alunos.  A eleição direta do novo reitor ou reitora será apenas no segundo semestre de 2016.  Aliás, era bom que as entidades DCE, SINDITEST e APUFPR começassem a debater já novas regras, preventivas da influência do poder econômico, para essa próxima eleição direta.  Se não quiserem que ela de novo se pareça muitíssimo com a eleição usual de deputado ou senador.
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Foto: Leonardo Bettinelli, ACS

quarta-feira, 18 de março de 2015

Tem peixe da UFPR para a rede do pacote anticorrupção anunciado por Dilma hoje?

Um comentário:
A Presidenta Dilma Roussef anunciou na manhã de hoje um Pacote Anticorrupção, recolocando no cenário sete medidas que já haviam sido aventadas no passado, mas agora ganham mais impulso para passar a vigir.  A bola agora está com os parlamentares do Congresso Nacional, a quem cabe aprovar o Pacote contra corruptos e corruptores.

Nós nos perguntamos se, no caso da UFPR, poderia haver peixinhos ou peixões enquadráveis na medida de número 5 (abaixo).  E também se, depois do resultado da auditoria do Sinditest de 2013, apontando diversas irregularidades, não há tubaroezinhos que ainda estejam por serem pescados e responsabilizados...  

Só que a Diretoria PSTUcana do Sinditest fez como o juiz direitista do STF Gilmar Mendes em relação à ADIN contra o financiamento empresarial de campanhas eleitorais: sentou em cima do Relatório da Auditoria sindical e não encaminhou nada das recomendações desde março de 2014.  Por que será?




Para a CSP-Conlutas do PSTU, tanto faz o governo ser Dilma, Aécio ou uma ditadura militar

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Os técnicos-administrativos filiados ao Sinditest foram brindados com mais uma "espetacular" análise política da CSP-Conlutas, a "central" sindical do PSTU, sobre as recentes Marchas da esquerda e da direita dos dias 13 e 15 de março.  

Lá está o zênite do raciocínio diversionista repisando que as duas marchas seriam praticamente a mesma coisa, embora, quanto à marcha golpista o PSTU consiga acertar que é de direita(!); e, quanto ao dia 13, esse partido purinho considere "chapa-branca".  Os ultraesquerdistas da Conlutas querem se diferenciar a qualquer custo, nem que levem água ao moinho da direita, e não dão bola para uma análise realista do que está em jogo na tensa conjuntura brasileira.  Na verdade, o texto publicado no site do Sinditest disfarça com dificuldade sua alegria que a direita e sua poderosa mídia tenha botado 200 mil eleitores de Aécio na Av. Paulista.

A "central" do PSTU demonstra claramente que, para ela, seria indiferente quem esteja no governo da República.  Um tremendo erro de avaliação.  Aos trabalhadores importa muito se quem governa o país é uma ditadura fascista (como a de 1964-1985), um governo neoliberal ortodoxo tucano (Collor/FHC, de 1990 a 2002), ou um governo democrático-popular de centro-esquerda (Lula/Dilma, 2003 até hoje). Cada tipo de governo trata muito diferentemente os movimentos sociais.  Menosprezar isso é, além de demonstração de ignorância histórica, um equívoco político que só desarma, desune e desorienta o movimento dos trabalhadores.  

Por isso, é criminoso tapar os olhos da classe trabalhadora diante do quadro de ameaça de golpe contra um governo legitimamente eleito, dos enormes riscos para a economia e a soberania com o massacre perpetrado contra a Petrobras e toda a cadeia produtiva conexa à estatal do petróleo, que pode levar muitos trabalhadores ao desemprego e à penetração de multinacionais de engenharia para assenhorear-se dessa área.

No entanto, não nos surpreendem tais posições da CSP-Conlutas PSTUísta.  Essa "central" da Confusão das Lutas sempre combateu Hugo Chávez e Maduro na Venezuela enquanto este país era e é açoitado pelo golpismo de agências norte-americanas.  Essa "central" defende que os EUA devem, sim, enviar armas para os ditos "rebeldes" sírios que pretendem derrubar um governo nacional e com isso abrir caminho para os EUA se afirmarem ainda mais no Oriente Médio.  Pior, saudaram a suposta "revolução" na Ucrânia, que só serviu para instalar neonazistas no governo daquela ex-república soviética.


Então, tem muito a ver o rap acima, do Mc Fluido, ironizando  o ursinho "fofo" simbólico dos divisionistas do PSTU e suas posições escalafobéticas.  

terça-feira, 17 de março de 2015

O jornal de hoje embrulha o estômago de amanhã

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Há, entre os jornalistas, um ditado para que aprendamos a perder a vaidade de vermos nosso texto impresso, nosso nome publicado no papel: “o jornal de hoje embrulha o peixe de amanhã”, coisa do tempo em que haviam peixarias e as pobres corvinas, pescadas e anchovas eram envoltas em discursos de políticos, crimes bárbaros ou partidas de futebol da véspera.

Por Fernando Brito, no Blog Tijolaço

Os fatos passam, as manchetes perdem o sentido, os personagens desbotam sua importância, como o tempo a tudo descolore.

Há, porém, uma exceção: a história.

Volta e meia ela se repete, disse há século e meio um barbudo alemão – que alguns neuróticos acham ter renascido em Garanhuns e querem pôr em cana – só que como farsa, depois de terem sido tragédias.

A imagem que posto, que o pessoal do Política no Face espalhou nas redes sociais com as capas, quase iguais, das edições de O Globo de hoje e de pouco antes do Golpe de 1964 é um destes casos.

Meio século depois, é inescondível o sentido desta semelhança.

Jango, como Dilma, tinha ainda o frescor da legitimidade eleitoral, embora já se aproximando do último ano de seu mandato, porque havia sido, um ano antes, restituído de seus poderes pelo plebiscito de janeiro de 1963, que venceu com incríveis 82% dos votos.

Um ano depois, estava, pela imprensa dominante – jornais e rádios, bem como pela nascente televisão – transformado em alguém frágil, que se dedicava a um projeto de “república sindicalista”, uma versão pré-histórica deste bolivarianismo que repetem, sem saber o que é, tanto quanto não sabiam – e ninguém nunca soube – o que seria a tal república dos sindicatos.

Soubemos bem, porém, o que veio depois que São Paulo pôs-se “de pé pela democracia”.

A ditadura. As cassações, as perseguições, as mortes, os livros queimados, as pessoas caladas.

Ruas desertas e o único humor que se fazia era o de não se achar nada, pois dizia-se que “o último que achou, ainda não acharam”.

Os jornais de hoje, tomara, só embrulhem o peixe de amanhã.

Mas já embrulham o estômago de uma geração que cresceu sob a sombra, sob o medo e que, de prêmio, só ganhou o direito de ser eternamente prisioneira do sentimento de liberdade e de democracia.

A intervenção militar “provisória” durou de meus cinco anos até os 32, até que, num dia 1989, não pude votar para Presidente, porque dei este maravilhoso direito a minha filha, uma menina de nove anos, para que ela marcasse um xis na folha de papel.

As duas capas de O Globo são, espero eu, antes farsa que tragédia.

A marcha dos hipócritas

2 comentários:
Saudação nazista na marcha da direita de 15/03 em São Paulo

Primeiro, vamos combinar uma coisa: se você votou em Aécio Neves, nas eleições passadas, você não está preocupado com corrupção. Você nem liga para isso, admita.


Aécio usou dinheiro público para construir um aeroporto nas terras da família dele e deu a chave do lugar, um patrimônio estadual, para um tio.


Aécio garantiu o repasse de dinheiro público do estado de Minas Gerais, cerca de 1,2 milhão reais, a três rádios e um jornal ligados à família dele.

Isso é corrupção.

Então, você que votou em Aécio, pare com essa hipocrisia de que foi às ruas se manifestar porque não aguenta mais corrupção.

É mentira.

Você foi à rua porque, derrotado nas eleições passadas, viu, outra vez, naufragar o modelo de país que 12 anos de governos do PT viraram de cabeça para baixo.

Você foi para a rua porque, classe média remediada, precisa absorver com volúpia o discurso das classes dominantes e, assim, ser aceito por elas.

Você foi para a rua porque você odeia cotas raciais, e não apenas porque elas modificaram a estrutura de entrada no ensino superior ou no serviço público.

Você odeia as cotas raciais porque elas expõem o seu racismo, esse que você só esconde porque tem medo de ser execrado em público ou nas redes sociais. Ou preso.

Você foi para a rua porque, apesar de viver e comer bem, é um analfabeto político nutrido à base de uma ração de ódio, intolerância e veneno editorial administrada por grupos de comunicação que contam com você para se perpetuar como oligopólios.

Foram eles, esses meios de comunicação, emprenhados de dinheiro público desde sempre, que encheram a sua alma de veneno, que tocaram você como gado para a rua, com direito a banda de música e selfies com atores e atrizes de corpo sarado e cabecinha miúda.

Não tem nada a ver com corrupção. Admita. Você nunca deu a mínima para corrupção.

Você votou em Fernando Collor, no PFL, no DEM, no PP, em Maluf, em deputados fisiológicos, em senadores vis, em governadores idem.

Você votou no PSDB a vida toda, mesmo sabendo que Fernando Henrique comprou a reeleição para, então, vender o patrimônio do país a preço de banana.

Ainda assim, você foi para a rua bradar contra a corrupção.

E, para isso, você nem ligou de estar, ombro a ombro, com dementes que defendem o golpe militar, a homofobia, o racismo, a violência contra crianças e animais.

Você foi para a rua com fascistas, nazistas e sociopatas das mais diversas cepas.

Você se lambuzou com eles porque quis, porque não suporta mais as cotas, as bolsas, a mistura social, os pobres nos aeroportos, os negros nas faculdades, as mulheres de cabeça erguida, os gays como pais naturais.

Você odeia esse mundo laico, plural, multigênero, democraticamente caótico, onde a gente invisível passou a ser vista – e vista como gente.

Você foi não foi para a rua pedir nada.

Você só foi fingir que odeia a corrupção para esconder o óbvio.

De que você foi para a rua porque, no fundo, você só sabe odiar.
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Fonte: Sul21

segunda-feira, 16 de março de 2015

Garfada boa em seu contracheque, filiado/a do Sinditest!

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Comece abril sorrindo mais, filiado/a do Sinditest! Seu contracheque será garfado em dobro para o caixa dos come-dorme do Sinditest!  Passa a vigir neste mês o desconto em dobro da mensalidade sindical, e você pode conferir este magnífico acontecimento visitando o site do SIGEPE na prévia do contracheque de março.

O que levou a isso? Uma FRAUDE chamada "Congresso do Sinditest" realizada no fim do ano passado e a evidente gula do PSTU pelas receitas do Sindicato. 

Notem, caros leitores, que em si mesma a ideia de elevar o desconto sindical não é descabida, mas sim a forma como foi feita - numa fraude chamada "Congresso" - e as finalidades a que se destina, quando a atual Diretoria não presta contas como deve do que faz com o dinheiro da base e, pior, quando investe esse dinheiro numa gestão fracassada.

A gestão atual do Sinditest é um fracasso, um fiasco de cabo a rabo - nada conquistaram na greve nacional do ano passado, deixaram a EBSERH entrar no HC e promoveram só confusão no ACT da Funpar.  Mas gastam bem financiando os aparelhos do partido deles, o PSTU - basta ver as despesas feitas com MML, ILAESE, ANEL e, agora, com a "central' sindical do PSTU chamada CONLUTAS, para a qual se destinará 5% da receita bruta do Sinditest.

Muitos filiados estão descontentes com isso e inclusive se desfiliando da entidade.  Não é esse o caminho, o correto é manter-se filiado e, no fim do ano, nas eleições sindicais, expulsar o cavalo-de-troia do PSTU da entidade e retomá-la para atender os interesses da base.

Mas, por ora, ao longo de meses todos seremos ilegitimamente garfados em 1% de nosso vencimento básico para alimentar os cofres de um partido político minoritário, estreito e autoritário.

80 anos da ascensão do nazismo na Alemanha

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Nunca um acontecimento na história do século 20 teve tanto impacto na elaboração tática do movimento socialista e comunista internacional quanto a ascensão dos nazistas ao poder na Alemanha, ocorrida em 30 de janeiro de 1933.

Por Augusto Buonicore, no site da Fundação Grabois


Esta derrota estratégica do proletariado e das forças progressistas foi fruto mais dos erros da própria esquerda, do que dos acertos de Hitler e seus asseclas. O esquerdismo e o reformismo predominantes no seio das duas principais correntes do movimento socialista internacional, que se organizavam na Internacional Comunista e na Internacional Operária e Socialista (social-democrata), foram corresponsáveis por uma catástrofe de impacto planetário que custou dezenas de milhões de vidas humanas. A experiência alemã constitui-se numa lição que jamais poderá ser esquecida.

Em 1928 o Partido Social Democrata da Alemanha (PSDA) obteve uma grande vitória eleitoral e formou um novo governo ao lado do Partido Popular e do Partido de Centro – católico,representante da pequena-burguesia e da burguesia republicana alemã. O Partido Comunista também viu sua votação crescer. E a grande derrotada foi a extrema-direita. A República democrática alemã parecia mais fortalecida do que nunca.

A Alemanha ensaiava uma retomada do desenvolvimento econômico e a superação das crises que a atingiam sucessivamente desde o final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Esta situação criou um clima de otimismo entre parcelas importante dos trabalhadores. Mas este desenvolvimento era frágil e, em grande parte, sustentado pelos altos investimentos realizados pelo imperialismo estadunidense. Além disto, quase toda sua produção era destinada aos mercados externos, particularmente para os próprios Estados Unidos.

Apesar das aparências, a “paz social” e a democracia não eram sólidas. Existia ainda cerca de 1 milhão e meio de desempregados – fermento para a radicalização política. Neste clima, o governo social-democrata resolveu proibir as comemorações públicas do 1º de Maio. Na Prússia, o chefe da polícia e dirigente social-democrata Zörgiebel ordenou reprimir o ato promovido pelos trabalhadores comunistas, e o saldo foi 33 mortos e centenas de feridos – um acontecimento que ajudou a aumentar ainda mais o fosso existente entre socialistas e comunistas. Para os últimos a social-democracia e o fascismo passaram a ser considerados “farinha do mesmo saco”.

sexta-feira, 13 de março de 2015

É hoje o dia de lutar em defesa da Petrobras, dos direitos dos trabalhadores e da democracia, contra a corrupção e o golpismo da direita!

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Todo brasileiro e brasileira presente em Curitiba, defensor da democracia, da ampliação da justiça social e da soberania nacional, tem que ir às ruas para barrar zumbis e fantasmas da mal-enterrada ditadura militar de 1964 e seu golpismo repleto de ódio, assim como interesses estrangeiros que cobiçam as riquezas da nação.

Hoje, sexta-feira, 13 de Março, a partir das 17h00, defronte às escadarias da UFPR na Praça Santos Andrade, ato público seguido de marcha até o Centro Cívico.   Todo mundo lá!

quinta-feira, 12 de março de 2015

Tem anauê na panelada!

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Agora é oficial. A Frente Integralista Brasileira, remake do já mofado Partido Integralista Brasileiro – aquele do Plínio Salgado, doublê de Hitler no Brasil – está convocando, com manifesto e tudo – para o ato dos paneleiros, domingo, em Copacabana e em São Paulo.

Por Fernando Brito, no Tijolaço

No facebook, os integralistas (que no passado eram chamados de "galinhas-verdes") afirmam que “nossa presença é um brado contra toda a denominada classe política, que é diretamente responsável pela crise instalada, e não apenas contra o PT. Uma vez caído este partido, buscaremos a destruição dos que o sucederem no poder (PMDB, PSDB, etc..) até que seja instalado um governo legitimamente brasileiro”.

Ou seja, o governo dos arianos morais.

Vão lá com seus “anauê” de saudação e seu Sigma de suástica.

Postagem da FIB, com o símbolo do Sigma (a suástica brasileira)

Mas não se pode deixar de reconhecer que é muito coerente. Onde tem panela e galinha, mesmo verde, acabam saindo coxinhas.

Viva a modernidade da direita!

quarta-feira, 11 de março de 2015

PSTU finalmente chega ao poder! Na Lua...

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Sim, leitores e leitoras! Só pode estar no mundo da Lua quem erra tão feio na avaliação do tenso cenário brasileiro. Na Lua, onde não mora ninguém, não rola luta de classes com suas nuances e ziguezagues, o PSTU toma fácil, fácil o poder. Pra governar pra ninguém, neste caso igual como na Terra, onde esse partido ultraesquerdista e fora da realidade também não governa para ninguém no Brasil. Nos três poderes da República, o PSTU só tem dois vereadores no país inteiro! 

Isto porque esse partido de iluminados, donos da verdade única da revolução brasileira, em meio à tremenda polarização entre esquerda e direita, expressa nos Atos dos dias 13 e 15 de março respectivamente, resolve conclamar os trabalhadores a não participarem de nenhum deles.

Os fieis seguidores dessa política nefelibata do PSTU dentro da Diretoria do SINDITEST produziram uma matéria nesse aloprado sentido, chamada “Nem dia 13, nem dia 15”, publicada hoje (11). Quem tiver paciência, leia o longo amontoado de asneiras, em que dizem que “os trabalhadores devem organizar suas próprias manifestações”. Como o PSTU é um tipo de novo profeta bíblico, só esse partido pode definir quem autenticamente “é trabalhador” e o que seria autenticamente uma “manifestação de trabalhadores”, certo?  Uma espécie de Inmetro da revolução brasileira. 

As “próprias manifestações” seriam somente as da Conlutas, esse arremedo de central “sindical”, que congrega menos de 2,5% do total de sindicatos do Brasil? O resto da esquerda não presta. Ah, tá. (Para comparação, a CUT tem mais de 36% e a CTB tem mais de 9% do total do Brasil.)

O presidente nacional do PSTU, no site desse partido, pregando o “Nem dia 13, nem 15”, direto de sua estratosfera baixa aos terráqueos a diretiva: “Nós precisamos sim fortalecer a luta contra o governo de Dilma... E no desenvolvimento destas lutas vamos construir uma alternativa de governo...”. Ele não diz nem como é essa “alternativa de governo” nem os caminhos para chegar a isso, nem quando. Enquanto o paraíso lunático do PSTU não vem, os pobres e os trabalhadores que fiquem então aguardando, sem receber nenhuma política pública de governos que o PSTU acusa de “reformistas” e “traidores”.

O país está fervilhando entre os arreganhos da direita megagolpista e um governo Dilma de centro-esquerda que está acuado, há risco real de algum tipo de golpe, mas o PSTU orienta que todos fiquem numa torre de marfim de pureza ideológica. Que não é torre, é o mundo da Lua mesmo. Fica parecendo que nunca estudaram História do Brasil. Ou então servem conscientemente a interesses outros, forâneos, que não são os do Brasil como pátria soberana.