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Luta sem trégua contra o governo usurpador

quarta-feira, 27 de julho de 2016

UFPR em peso no evento com Jose Mujica

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O ginásio do Círculo Militar, na manhã de hoje, ficou lotado com cerca de 3.500 pessoas atraídas principalmente pela presença do ex-presidente uruguaio Jose "Pepe" Mujica.  Destes, 1.350 eram da comunidade da UFPR, entre alunos e servidores TAE e docentes, segundo informou a organização do evento denominado "Democracia na América Latina".  O patrocínio e organização foram do Laboratório de Cultura Digital.

O Encontro foi aberto por uma orquestra que executou quatro peças musicais, começando pela famosa "Al otro lado del rio", do uruguaio Jorge Drexler, tema do filme "Diários de Motocicleta" e ganhadora do Oscar de melhor canção de 2005.  Também na abertura, a enorme plateia bradou palavras de ordem de "Fora Beto Richa" e "Fora Temer", com muito ímpeto contra o governador massacrador e o presidente interino golpista.

A professora Andrea Caldas, diretora do Setor de Educação da UFPR, mediou o seminário, cuja mesa contou, além de Mujica, com a historiadora Heliana dos Santos, a professora Livia Morales, da UNILA e o professor da UFABC Gilberto Maringoni.

Pepe Mujica (com as mãos nos joelhos), entre outros palestrantes

Entre tantas passagens dignas de nota de sua intervenção, Mujica assinalou que "não se trata de apenas lutar por democracia, mas por uma nova civilização", criticando que a atual organização societária sob domínio da ideologia capitalista individualista, enquanto leva milhões ao desemprego e à miséria, estimula o hiperconsumismo como modo de vida.

Comentou o ex-presidente que sua geração de revolucionários acreditava que nacionalizar os meios de produção e promover distribuição mais igualitária das riquezas produzidas bastaria para gestar o "novo homem" (de que tanto fala Antonio Gramsci), mas que pensar assim (simploriamente) foi um erro.  Fundamental, disse o octogenário político, para de fato alcançar uma nova civilização é, concomitantemente àquelas medidas, transformar a cultura na mente de cada um, enquanto apontava com o indicador para a própria cabeça.  Para o que é imprescindível um longo esforço de educação e conscientização política, um trabalho de várias gerações.

A TV-UFPR não conseguiu fazer transmissão ao vivo do evento, mas em breve deve estar disponível um URL com a gravação integral para os que não puderam estar presentes.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Fora Temer é em 31 de julho na Praça 19, à tarde

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Enquanto se assiste aos movimentos coxinhas (como o MBL do fascista mirim Kim Kataguiri) desistindo de fazer o ato pró-golpe que eles mesmos marcaram semanas atrás para 31 de julho, as Frentes AntiGolpe de Curitiba confirmam seu Ato pela Democracia para essa mesma data.  Não se sabe ao certo se algum desses movimentos fascistoides, movidos a gás de coxinha otário, vai realizar seu ato na praça Santos Andrade no domingo

Porém, o ato das Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular está marcado para a Praça 19 de dezembro, centro de Curitiba a partir das 14 horas.  É mais um momento para retomada das mobilizações para derrotar o impeachment, que terão muitos momentos importantes no mês de agosto, inclusive uma marcha com acampamento em Brasília no final desse mês.

No mesmo dia 31/07, também haverá mobilizações pelo #ForaTemer em vários outros estados.

Temer pretende reforma da previdência igualando funcionalismo e setor privado

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Ainda que em forma "muito embrionária", segundo o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, a proposta para um regime único na reforma da Previdência pode ser incluída no projeto que será enviado ao Congresso ainda neste ano. O pedido foi feito pelo presidente interino Michel Temer, de acordo com o ministro. "Ele (Michel Temer) pediu: façam um estudo para ver se não é possível neste momento, mesmo que a gente tenha uma transição longa, nós caminharmos para um regime único. Lembrou, e ele é um constitucionalista, que todos os brasileiros são iguais perante a lei", disse Eliseu Padilha, após receber a medalha Mérito Santos Dumont em almoço servido no Comando da Aeronáutica.

Padilha afirmou, ainda, que concorda com uma reforma previdenciária que se aplique a todos: "É o que ele (Temer) diz, e este seria meu desejo". O estudo pedido pelo presidente interino ainda está em curso, e quando for finalizado será levado ao grupo de trabalho da reforma da Previdência, representado pelos ministérios da Fazenda, Planejamento, Trabalho, Desenvolvimento Social e Agrário, Casa Civil, além do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em nome das centrais sindicais.

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Fonte: Estado de Minas via Blog do Servidor

sexta-feira, 22 de julho de 2016

FUNPAR do HC ameaçada e a nova reitoria

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A Diretoria do Sinditest, preocupada com o futuro de seu curral eleitoral, chamou um dos candidatos a reitor na eleição direta de setembro deste ano para debater o futuro imediato da categoria em extinção. O que ele pode garantir? 

O reitor atual chorou lágrimas de crocodilo em plena assembleia da Funpar, anos atrás, defendendo o emprego dos funparianos. Hoje, o quadro nacional está péssimo para pagar terceirizados e similares.  Por falta de repasses da União, a UFPR atrasa pagamentos de fornecedores e salários de terceirizados.

Ricardo Marcelo, herdeiro dos órfãos de Mulinari (que não teve coragem de sair candidato), vai prometer e chorar o quê?  O quadro atual de golpe de Estado com o usurpador Temer, caso confirmado, projeta um inferno para os trabalhadores em geral e para os funparianos em particular, sob risco de demissão em massa, sem dó.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Dilma em Curitiba em 8 de agosto

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A Frente Brasil Popular é uma das articulações nacionais formada por centenas de entidades que lutam contra o golpe do impeachment, pelo #ForaTemer.  Um  grupo derivado da FBP, o "Advogados pela Democracia", teve a iniciativa de reciclar uma boa experiência dos anos 80 e lançou o "Circo da Democracia" no último dia 11, na Faculdade de Direito da UFPR.

O circo será mesmo uma imensa lona montada na Praça Santos Andrade, defronte ao prédio histórico da UFPR. Ali se desenrolará uma ambiciosa programação com presença de figuras políticas e artísticas de âmbito nacional e local, de 5 a 15 de agosto, todos os dias.   A tenda circense abrigará eventos e debates políticos, culturais, artísticos, incluindo apresentações tipicamente circenses.

Já está praticamente confirmada a presença da presidenta Dilma Rousseff na noite de 8 de agosto no circo, como parte da programação propriamente política.  No dia seguinte, o Senado iniciará o rito da votação final do golpe do impeachment, cujo desfecho está previsto para o fim de agosto.  Assim, a presença de Dilma em Curitiba se reveste de grande importância na mobilização para barrar o golpe e remover o usurpador Temer.


As atividades do Circo da Democracia são apoiadas por todas as frentes de luta antigolpe do Paraná: Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Cultura Resiste e CWB Contra Temer.

Mega-racha nacional do PSTU e fragmentação de correntes no Sinditest

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Era uma vez?

O período 2014-2015 da diretoria do Sinditest foi de completo domínio da linha política do PSTU, ao qual se filiavam os principais diretores, a começar da presidente Carla Cobalchini. Nessa gestão, o Sinditest virou o típico “aparelho” sindical partidarizado, filiando-se à “central” sindical do PSTU (Conlutas), ao Instituto de Estudos do PSTU (ILAESE) e tendo por advogado o presidente estadual do PSTU.  Além de favorecer somente o movimento estudantil (ANEL) e o de mulheres (MML) animados pelo PSTU.

No final de 2015, receando perder a eleição, o grupo do PSTU teve que se aliar ao PSol do antigo diretor Bernardo Pilotto e a grupos independentes outros sem coloração partidária conhecida. Venceram, com certa dificuldade, a eleição contra uma oposição que se dividira em duas chapas.

Logo nos primeiros meses de 2016, já surge uma primeira dissidência: três diretores do sindicato assumem agora pertencer ao desconhecido MAS (Movimento Ao Socialismo).

Mas é no começo de julho que estoura a maior boiada saindo do PSTU: cerca de 700 militantes, em vários estados do país, anunciam seu desligamento da sigla partidária e a formação de um certo movimento para “arrancar alegria ao futuro”.  Do Paraná, cerca de 30 ex-filiados assinaram o “Manifesto” do novo coletivo, a quem chamaremos os “neoalegres”.

Do Sinditest, subscrevem a desfiliação do PSTU os coordenadores José Carlos Assis (coord. Geral), Carla Cobalchini (coord. Imprensa), Mariane Siqueira (coord. Finanças) e a funcionária administrativa Januza.  Assim, parece ter sobrado só o diretor Márcio Palmares como filiado orgânico do partido do inflexível nefelibata Zé Maria...

A razão do mega-racha nacional do PSTU?  A mais importante e evidente é a constatação da inaplicabilidade da orientação lunática desse partido de usar a palavra-de-ordem “Fora Todos”, que imobiliza e isola os militantes que tentam defender isso.  Enquanto todas as esquerdas estão mobilizadas e unidas para derrotar o golpe sob a bandeira de “Fora Temer”, o bandinho do PSTU berra “Fora Todos” só para eles mesmos, favorecendo indiretamente a direita golpista.

Já para os que saíram, é aquela velha cantilena típica da história dos numerosos grupos trotsquistas que já se formaram, racharam e desfizeram no Brasil ao longo de décadas: "agora sim vamos criar a verdadeira organização revolucionária brasileira".  Até o próximo racha. 

Citamos esse acontecido para entendermos se, num futuro breve, assistirmos a confusões no sindicato, devido aos embates entre as várias correntes ali formadas (até agora).  Por exemplo, já parece ter surgido dissensão acerca da permanência do advogado Avanilson Araújo, que estaria com bilhete azul para dezembro deste ano. 

Avanilson é presidente estadual do PSTU e em 2015 já recebia uma boa quantia por serviços de retorno questionável para a categoria.  Não sabemos sua remuneração atual porque faz tempo que a diretoria deixou de publicar com transparência os balancetes trimestrais que prometeu em campanha eleitoral.

Enfim, o “aparelho” sindical agora é cobiçado por muitos grupos (PSTU, PSol, MAS, NeoAlegres, independentes variados). Quem paga a festa são todos os filiados, sem saber bem o quê nem como. 


Vote e foda-se bem, sob os auspícios da FIEP, UFPR e Gilmar Mendes

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A UFPR oficialmente associou-se a um consórcio de entidades da burguesia patronal do Paraná, tendo a golpista FIEP à frente, num chamado Movimento “Vote Bem”. Assim, o site da Universidade estampa um convite para o lançamento do dito movimento, a realizar-se numa sede da FIEP na Av. das Torres, na próxima sexta-feira.


E quem é o ilustre palestrante a vir dar “luzes” aos paranaenses sobre como “votar bem”? Nada menos que o juiz mais parcial, mais claramente tucano (PSDB-MT) e de direita, mais cafajeste e crápula do país – Gilmar Mendes, hoje lamentavelmente também presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Sim, o mesmo Gilmar que, em vez de respeitar a toga do STF e só se pronunciar nos autos dos processos, adora os holofotes da grande mídia venal burguesa (também golpista) para dar pitacos sobre quase todos os assuntos da vida brasileira. Recentemente, sem perguntar a nenhum colega seu do STF, repudiou a condenação de juízes da Turquia que apoiaram a tentativa frustrada de golpe de Estado naquele país. Gilmar teme que a coisa possa ocorrer no Brasil com os juízes que, como ele, apoiam o golpe do impeachment que tenta manter o medíocre Temer no poder?

Sim, o mesmo Gilmar Mendes que, em menos de dois dias, deu dois habeas corpus para libertar o banqueiro bandido Daniel Dantas, preso na Operação Satiagraha pelo delegado da PF Protógenes Queiroz.

Sim, a mesma vergonha do Judiciário que libertou o ginecologista tarado estuprador Abdelmassih, violentador de dezenas de mulheres, com o que o pervertido logrou fugir e se esconder no Paraguai.

E a entidade patrocinadora-mor, a Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), a mesma que usou aquele ridículo pato amarelo de borracha para fazer campanha pela derrubada de Dilma? Quando hoje sabemos que um dos mega-sonegadores do país (7 bilhões de dívida com a União) é diretor da FIESP, co-irmã paulista da FIEP, ambas disseminadoras do slogan “Nós não vamos pagar o pato”, percebemos aonde quer chegar esse conluio mafioso com seu movimento para doutrinar como “votar bem”...

“Votar bem” para manter nas Câmaras, Prefeituras, no Congresso, os representantes de uma elite burguesa atrasada, preconceituosa e gananciosa. Eis o intuito. Com a finalidade de arrasar os direitos sociais e dos trabalhadores, através de diversos projetos tenebrosos, de inspiração neoliberal, que farão o Brasil regredir décadas nas conquistas inscritas na Constituição. Ou seja, doutrinar e enganar a população a votar em candidatos que depois ferrarão bonito seus eleitores. Vote e foda-se bem depois, isto sim!

O reitor da UFPR – o reitor sem projeto de Universidade, o que quer se dar bem com todos, mesmo com os fascistas e golpistas do estado – contra-argumentará que a UFPR tem que ser plural, acolher todos os pontos de vista etc etc. Sim, a Universidade Pública deve ser plural mas não pode confundir pluralidade com neutralidade aparvalhada sem rumo, que dá margem ao aumento da predominância de quem já tem muito poder. 

Este Blog repudia o co-patrocínio da UFPR a tal movimento e a tal evento que coloca na ribalta um juiz que envergonha o poder judiciário e a entidade golpista FIEP, conclamando democratas e patriotas a escrachar essa vileza.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

O desfecho de Temer será ainda pior do que o de Cunha.

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Fosse o Brasil um país com uma democracia mais sólida e instituições mais isentas, a renúncia de Eduardo Cunha à presidência da Câmara seria recebida como a desmoralização última do processo de impeachment.

Por Carlos Fernandes, no DCM

Responsável pela aceitação de uma denúncia estapafúrdia assinada por gente como Janaína Paschoal, Cunha é a tradução perfeita da ausência de moralidade e de legalidade que permeiam todo o processo que levou ao afastamento de uma presidenta legitimamente eleita.

A sua queda – ainda que com uma demora secular e sobretudo muito longe de ser a que realmente importa: a sua prisão – ratifica sobremaneira o vício e a injustiça do golpe que pretende cassar 54 milhões de votos soberanos.

O fato é que não vivemos num país justo. Aliás, quem mais deveria zelar pela justiça, o Supremo Tribunal Federal, contribuiu irreparavelmente pela desordem e pela instabilidade dos poderes.

Tivesse Eduardo Cunha sido tratado como realmente é, um criminoso internacional e sociopata perigoso, muito provavelmente não teríamos chegado a esse ponto.

A demora do STF em afastá-lo permitiu que um desequilibrado fizesse da casa mais importante da república um instrumento pessoal cuja única finalidade se resumiu a proteger e acobertar toda a sorte de crimes, chantagens e ameaças.

E ainda pior.

Permitiu, com a sua inépcia, que um traidor covarde, através da chancela de corruptos de igual estirpe, ocupasse um cargo que jamais teria pela vontade irrestrita e declarada do povo.

Definitivamente, a única coisa mais afrontosa que Eduardo Cunha na presidência da Câmara é, sem dúvidas, Michel Temer na presidência da República.

Se ainda resta a Cunha o discurso de ter chegado à presidência da Câmara pela via dos votos, nem isso Temer pode alegar. A ilegalidade de sua presidência é ainda mais aviltante e se aprofunda à medida que se aprofunda a ruína de quem deu início a tudo isso.

Humilhado, Eduardo Cunha saiu da presidência que tanto sonhou através de uma carta de renúncia ridícula que nada mais fez do que retratar toda a tragédia que foi a sua gestão.

Michel Temer terá, independente do que aconteça no Senado, um desfecho ainda pior.