-->

Luta sem trégua contra o governo usurpador

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Moro Pires: glória dos golpistas!

Nenhum comentário:
Na espetacularização oscarizada da mídia burguesa venal, o "juizticeiro" Moro Pires do "Não vem ao caso".
--------------------------
Fonte da charge: Facebook

Sistema majoritário conservado na eleição de representantes TAE ao Conselho Universitário da UFPR

Nenhum comentário:

Mais uma vez o conservadorismo prevaleceu no regramento das eleições de TAEs para os conselhos superiores da UFPR (CEPE e COPLAD).  Foi mantido o sistema majoritário, que compromete o pluralismo de representação de opiniões correntes no seio da categoria. 


A chapa completa de 8 membros para o COPLAD (6 ativos e 2 aposentados) e 2 membros para o CEPE será votada como um todo, sendo eleita a que obtiver maioria simples dentre as chapas inscritas, como se vê no Edital de 23/02:


Assim, na hipótese de inscrição de duas chapas, A e B, se a chapa A obtiver 51% dos votos válidos, ganha todas as 10 vagas (titulares e suplentes), levando para o CoUn unicamente as ideias dessa chapa, sendo de todo ignoradas as posições de 49% da categoria que votou na chapa B.  A distorção fica maior se houve mais chapas concorrendo.

Numa analogia a grosso modo com a eleição para o Congresso Nacional, é como se o PMDB, sendo partido mais votado que os demais, tivesse direito a ficar com todas as vagas do parlamento brasileiro! Todo o restante espectro de ideias políticas ficaria sem representação alguma! Mas essa é a democracia universitária entendida pela Comissão Eleitoral designada pelo reitor... 

Entretanto, quantos nesta universidade querem de fato debater o aprimoramento de seus processos democráticos?  É coisa só para os acadêmicos lá da área da Ciência Política no Setor de Ciências Humanas?

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Perplexidade e incerteza com aproximação do ponto eletrônico geral

Nenhum comentário:
Página do ponto eletrônico na intranet da UFPR

Antes de tudo, vamos repisar e recordar um problema de origem na implantação da jornada de 30 horas COM ponto eletrônico.  Na ânsia de ajudar seus amigos pelegos da direção do Sinditest, no final de 2011, o reitor Zaki Akel assumiu fazer a flexibilização de carga horária, mas com uma condição: implantar o ponto.  O problema: os pelegos do sindicato toparam a contrapartida do ponto eletrônico sem antes dialogar com a base em assembleias, e fecharam o acordo de gabinete com a administração central.

E lá saiu, em dezembro/2011, a formosa Resolução 56/11, sob posterior crítica do Min. do Planejamento e da CGU, que desde então ficaram no pé do reitor.  O Sinditest, dando uma de joão-sem-braço, fingiu desconhecer que a 56/11 incluía certas restrições legais para concessão generalizada das 30 horas e passou a propagar que elas eram para todos os servidores independentemente do tipo de função. (Em que pese haver pareceres jurídicos abalizados contestando aquelas restrições.)

Com o quiproquó instalado, houve sessão do COUN em fins de 2013, mudando ligeiramente a redação da 56/11, pelo que ao reitor era dado pleno poder de, sozinho, conceder ou cancelar autorização para jornada menor.  Com mais poder de caneta, Akel montou comissão do COUN de análise de cada pedido de unidades e setores, para avaliar caso a caso o enquadramento nas restrições legais.

Incrivelmente, esse trabalho arrasta-se há dois anos, e agora, segundo Boletim da Reitoria, a comissão do COUN tem prazo até 31 de março para dar parecer aos pedidos nela aportados.  

No entanto, a mesma Reitoria estabeleceu a data de 1. de março para começar a verificação de todos pelo sistema de login eletrônico na intranet sob o parâmetro geral do regime de 40 horas.

Então, por exemplo, uma unidade como o SIBI (Sistema de Bibliotecas), que já tinha recebido há tempos a sinalização de que seus servidores todos podiam cumprir jornada de 30 horas, passou a faze-la, efetivamente ampliando o horário de atendimento a usuários das bibliotecas (como determina o decreto regulamentador).  No entanto, o endosso formal às 30 horas para o SIBI, curiosamente, ainda não saiu.  A UFPR publicou uma matéria para "acalmar os ânimos", mas o momento continua sendo de perplexidade e incertezas sobre como proceder a partir de 1. de março...


Em janeiro deste ano, diante disso, a direção ultraesquerdista do Sinditest passou a anunciar uma "greve" contra o ponto eletrônico na UFPR (exceto o HC, onde há ponto implantado).  Fez um ensaio de paralisação em 24/02 (foto acima), cujo relato, no site do Sinditest, agrega à reivindicação da suspensão do ponto eletrônico a questão do aumento do RU e os problemas crônicos do HC.  E muda a terminologia do movimento de "greve" para "paralisação", logo, protesto de um dia só.  

O cartaz publicado pelo sindicato, sobre a parada do dia 1. de março, lista três reivindicações, como se vê na cópia do mesmo abaixo:


Ora, com três eixos no protesto, qual deles será o principal, para a direção do Sinditest, caso a Reitoria se disponha a abrir negociação?  Ponto, RU, ou problemas do HC?


Em conversas anteriores no começo de 2016, o reitor Akel - que entrega o cargo no fim deste ano - havia dito que o ponto eletrônico é inegociável e só se dispõe a rever o preço do RU para os TAEs.  E, sobre as dificuldades do HC, provavelmente joga o pepino para a direção da EBSERH resolver.

O imbroglio se arrasta há mais de quatro anos quanto às 30 horas e ao ponto, por isso vale sempre ter em mente o erro de origem, por conta de um sindicalismo que ignorou a base na hora de fazer acordos com o patrão.
---------------------
Foto e trecho de ilustração: site do Sinditest.
 

Veja vai abandonar os fascistas?

Nenhum comentário:
Nesta semana, a Editora Abril promoveu mudanças no seu comando. Eurípedes Alcântara, um dos principais responsáveis pelas ações criminosas da “Veja”, foi defenestrado da função de Diretor de Redação. O posto será ocupado por André Petry, que trabalha há mais de duas décadas na empresa, foi chefe da sucursal em Brasília, editor de política e correspondente em Nova York. O anúncio das mudanças, principalmente no comando da revista do esgoto, gerou apreensão entre alguns fascistoides, que temem por uma guinada “esquerdista” da Veja. 

Por Altamiro Borges, em seu Blog

O aloprado Rodrigo Constantino, que no final do ano passado levou um chute no traseiro da famiglia Civita, foi um dos primeiros a reagir irado à mudança. Nas redes sociais, ele postou: “É o fim. VEJA não é mais a mesma. Primeiro foi a minha saída, e logo depois a de Joice Hasselmann. A motivação política era suspeita, mas tudo bem... Mas depois minhas suspeitas só aumentaram, com páginas amarelas com socialistas, mais anúncios de estatais e uma capa patética sobre a juventude hedonista que não quer ‘escolher’ a preferência sexual”. O psicopata com trauma conspirativo concluiu: “A revista mais combativa e independente [sic] sinaliza que quer ficar mais à esquerda, que quer posar de mais ‘moderada’ para agradar os petistas e seus companheiros”.

A jornalista Joice Hasselmann, demitida da revista após o escândalo dos seus plágios, também ficou indignada. “Eu avisei! @VEJA não é mais a mesma há muito tempo e jamais será. Meu pescoço foi só o começo". Para ela, o novo diretor de redação tem “influência política vermelha... Quantas vezes Petry brincou comigo dizendo que não gravaria um programa porque pensava muito diferente de mim. Brincávamos com isso, mas ele sempre pensou diferente. É um homem genial, texto ótimo, mas com convicções políticas que hoje são um desserviço ao país”, disparou, magoada. Nas redes sociais, vários “midiotas”, que antes carregavam cartazes com as capas golpistas da Veja, também ameaçaram suspender suas assinaturas e exorcizar a revista “petista e comunista”.

Deixando de lado as cenas hilárias dos fascistoides na orfandade, as mudanças desta semana não deverão resultar em maiores alterações na linha editorial da revista do esgoto. O blogueiro Luis Nassif, que conhece bem os bastidores da Editora Abril, até destaca as qualidades de André Petry, mas argumenta que a troca “vem com dez anos de atraso”. “Ele está de volta em um momento particularmente delicado e com a missão impossível de resgatar a credibilidade da revista. Veja gastou todo seu estoque de credibilidade com o antijornalismo praticado nos últimos anos. Apostou integralmente num público de ultradireita irracional... Ocorre que a Veja ficou praticamente prisioneira dos tigres que alimentou nesses anos de jornalismo de ódio”.

Já o jornalista Paulo Nogueira, que ocupou posições de destaque na Editora Abril e hoje edita o blog “Diário do Centro do Mundo”, também não acredita na possibilidade de reversão da linha editorial da revista do esgoto. “A remoção do diretor da Veja Eurípides Alcântara chegou com anos de atraso, e a rigor não significa quase nada exceto o desespero da Editora Abril. É como um time de futebol que troca o técnico diante da ameaça do rebaixamento. O novo diretor, André Petry, embora com uma longa passagem pela Veja no passado, é menos comprometido com o jornalismo criminoso adotado pela revista na Era PT. Mas para mudar alguma coisa verdadeiramente você teria que mudar os donos da Abril, os Civita”.

Ou seja: os “midiotas” e seus mentores intelectuais, como Rodrigo Constantino e Joice Hasselmann, estão desesperados à toa. “Veja” continuará sendo um panfleto golpista! Ela talvez até perca alguns leitores fascistoides, mas é bom não gerar ilusões – principalmente entre os pragmáticos do governo Dilma. Paulo Nogueira observa que a recente mudança tem razões financeiras. Em crise e mercenária, a revista nutriria a esperança de voltar a receber dinheiro do governo federal mediante publicidade:

"Depois da capa indecente pró-Aécio na eleição, o Planalto, com fabuloso atraso, parou de anunciar na Veja... Recentemente, um representante da Abril foi a Brasília pedir – suplicar – pelo retorno das verbas suprimidas. A missão foi um fracasso, naturalmente. Como dar dinheiro a uma revista e a uma empresa tão empenhadas num golpe a qualquer preço? É presumível que a Abril retorne em breve a Brasília para mais uma vez mendigar recursos públicos, mas agora com um ‘fato novo’, um gesto de boa vontade”. 

Será que o governo Dilma vai cair novamente nesta conversa fiada?

O caminho e o desastre

Nenhum comentário:
O Brasil experimentou uma democracia frustradamente reformista, passou por golpe de estado, sofreu a tragédia da ditadura militar, voltou à democracia caótica, e chegou. Chegou outra vez aos primeiros anos da década de 1950. O golpismo, o "entreguismo" ameaçador e a "república do Galeão" foram os estigmas daqueles anos. O golpismo volta no estilo PSDB; acompanha-o o "entreguismo" apontado na retirada do pré-sal da Petrobras, aprovada pelo Senado; e a versão civil da "república do Galeão", sob o nome insignificante de Lava Jato, evidenciam juntos o estágio em que o Brasil de fato está.

Por Jânio de Freitas, via Jornal GGN(*)

Mas, se é desculpável a imodéstia de quem se aproximava da vida de adulto naquela década, o pequeno Brasil que não era então menos discriminatório e menos elitista, no entanto era mais inteligente, culto e criativo, menos incivilizado em suas cidades e muito, muito menos criminal.

O mundo se mediocriza, é verdade. A França o prova e simboliza. Mas o Brasil exagera, iludido por uns poucos e duvidosos avanços econômicos. Como a indústria automobilística, por exemplo, que sufocou os transportes públicos e deformou as cidades, dois efeitos antissociais no sentido menos classista da palavra. A degenerescência entra, porém, em fase nova. E acelerada.

São já os esteios do esboço de democracia a sofrerem investidas corrosivas. Ainda que sob outras formas, são prenúncios de repetição, se não contidos em tempo, dos desdobramentos lógicos que períodos como os anos 50 produzem, historicamente.

É melhor, e é urgente, que se comece a forçar o Congresso a ser menos infiel às suas finalidades institucionais e mais responsável com suas funções, seja em apoio ou oposição ao governo. Muitos poucos estão ali, em especial entre os deputados, para serem parlamentares. Dividem o seu tempo entre ser massa de manobra de interesses alheios e agir por interesses subalternos próprios. Uns e outros cada vez mais contrários à instituição e à democracia pretendida pela maioria do país.

A ministra Cármen Lúcia foi muito aplaudida pela invocação, em seu literário voto por liberdade biográfica, ao bordão "cala a boca já morreu". Ninguém observou que o complemento foi omitido: "quem manda aqui sou eu". O bordão é, na verdade, de extremo autoritarismo. Amputá-lo valeu como definição pessoal.

Mas não é o meio bordão, é o autêntico, realista, que os fatos já justificam: partes do Judiciário e do Ministério Público agem como se respondessem aos direitos civis (e por tabela a quem os defenda): cala a boca já morreu, quem manda aqui sou eu. E mandam mesmo, pela reiteração e pela indiferença, porque as instâncias com autoridade e meios de corrigir as deformações não o fazem, acomodadas no seu próprio poder ou intimidadas pela parcela da sociedade adepta do bordão. E os direitos e a Justiça se esvaem.

Crises políticas não se agravam sem imprensa. Crises econômicas expandem-se menos e menos depressa sem imprensa. Hoje em dia a imprensa brasileira pratica uma solidariedade de modos com as deformações no Congresso, no Ministério Público e no Judiciário. Assola-a nova onda de relaxamento dos princípios éticos, para não falar em qualidade jornalística. E cresce a cada dia uma grande dívida de autocrítica, para relembrar as responsabilidades dos jornalistas profissionais. Com medo da internet, a imprensa brasileira foge de si mesma.

O Brasil não é bem-vindo aos anos 1950.
------------------
(*)Republicado da Folha SP de 28/02, via GGN

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Direção do Sinditest quer mesmo fazer greve por causa do ponto eletrônico?

2 comentários:
Quando se reúne uma assembleia e se enche o tempo dela com uma porção de discursos inflamados contra fulano e beltrano, a tendência em geral é que a plateia aplauda entusiasticamente e até aprove as propostas de mobilização as mais combativas.

A UFPR está em fase de implantação de um novo sistema de controle de frequência, eletrônico, alvo de diversas polêmicas, como as levantadas aqui em matéria de ontem.

A Assembleia do Sinditest de algumas semanas atrás, no Anf. 100, aprovou indicativo de greve dos TAE a partir de março se a Reitoria não transigir sobre sua intenção de implantar o ponto eletrônico a partir de 1. de março.  E anuncia então a diretoria que, em 24 de fevereiro, quer fazer um dia de paralisação, como ensaio para a greve...

Agora me digam, colegas: onde estão os comandos da diretoria passando dia e noite, todos os dias, nos setores?  Onde a panfletagem? Onde um caminhão de som azucrinando com a chamada para a tal greve em todos os cantos da UFPR?

Não, nada, não tem nada que sequer rescenda a mobilização na UFPR. E aí, no dia 24/02 ou em março, diante de uma fraca mobilização, a supercombativa Diretoria do PSTU/PSol vai  suspirar e dizer: "Ah, viu só, chamamos a greve e o povo aí nem tchuns..."  Em seguida, voltam ao seu cafezinho na sede sindical e aos papinhos sobre a eleição de vereadores.

Do jeito que propõe mobilização, essa diretoria não fará nunca nada além de suas paralisações setorizadas do seu curral eleitoral no HC, onde, aliás, eles já assimilarem sem maiores problemas o controle de ponto.



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Ponto eletrônico: na UFRGS o sindicato questiona segurança do sistema

Nenhum comentário:
A implantação do controle eletrônico de ponto na UFPR prossegue suscitando polêmica e dúvida.  Neste processo, um componente que interessa esclarecer diz respeito à segurança do sistema eletrônico empregado para registrar as frequências de todos os servidores.


Na UFGRGS, o sindicato local entrou com ação judicial questionando a Reitoria de lá sobre certos tópicos relativos ao sistema de ponto também lá pretendido. Diz a matéria do site da ASSUFRGS:

"Na petição, o sindicato relata irregularidades (...): a falta de segurança do sistema, que permite a alteração de informações sem deixar vestígios; e a ausência de um recibo impresso, principal mecanismo de prova para o trabalhador sobre a jornada cumprida." 

Estão acontecendo na UFPR reuniões com chefias das diversas unidades para explicar o funcionamento do sistema eletrônico de ponto e tirar dúvidas.  Foi também dito que o período de março a junho será de testes do sistema, supostamente assim não acarretando penalizações ao servidor em caso de falhas do método.

No entanto, reflita-se sobre os questionamentos levantados pela ASSUFRGS: sem um recibo impresso ou algum tipo de comprovação da frequência registrada eletronicamente que fique de posse do servidor, como ele estará seguro de que seus dados não correm risco de alteração ou de perda nos arquivos?  Ademais, quais pessoas deterão o controle máximo do programa e seus arquivos, e como pode o servidor certificar-se de não haver riscos de adulteração de dados por equívocos involuntários ou mesmo de má fé?

As dúvidas dos gaúchos também se aplicam tal e qual na realidade da UFPR, cuja administração central precisa esclarecer com precisão.
------------------
Charge: site da ASSUFRGS

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Parabéns à torcida do Corinthians! Fora monopólio da Globo!

Nenhum comentário:
Ontem à tarde, no gramado do estádio Itaquerão, o clássico Corinthians x São Paulo.  De repente, lá pelas tantas, as atenções se voltam para as arquibancadas. No meio da torcida organizada corinthiana, despontam faixas de protesto:

"Quem vai punir o ladrão de merenda?"

"Futebol refém da Rede Globo"

"Ingresso mais barato"

"CBF, FPF, vergonha do futebol".

Desta vez, diversamente do ocorrido no jogo de quarta-feira passada, quando também surgiram faixas de crítica à Globo, a PM fascistoide do governo Alckmin não conseguiu reprimir o protesto e arrancar as faixas.  Foi o imbecil do juiz quem parou o jogo e pediu ao capitão do Corinthians que instasse a torcida a retirar o protesto.  Sem sucesso, a torcida manteve as faixas.

Foi um jornalista do canal ESPN quem mais tarde, via Twitter, postou foto e revelou a razão da parada do jogo, oculta pelo canal da Rede Globo que transmitiu o jogo.


Desde protestos quase solitários na mídia do ex-jogador Alex, do Coritiba, fundador do Bom Senso FC - que incriminava a Rede Globo e a CBF pelas mazelas do futebol - que não se via esse tipo de manifestação.   Entramos na "torcida organizada brasileira" para que isso possa se revelar uma mudança de consciência do povo paulista contra seu reacionário governo estadual (ladrão de merenda escolar e fechador de escolas), contra o absurdo monopólio da Rede Globo sobre o futebol e a corrupção instalada na CBF e nas federações.

E que tais manifestações politizadas se repitam em todas as arquibancadas do Brasil enquanto nada mudar.

O Corinthians ganhou duas vezes ontem: no gramado, derrotando o rival; na torcida, com suas faixas!  

Por proporcionalidade na eleição de representantes dos TAE ao CoUn da UFPR

Nenhum comentário:
Sala do CoUn na Reitoria da UFPR (foto da SOC)

A Reitoria da UFPR definiu para 16 de março a eleição de representantes da categoria técnico-administrativa ao Conselho Universitário (CoUn), conforme Edital  de 11/02.  

Os TAE da UFPR tem direito a quatro cadeiras titulares no CoUn, com respectivos suplentes (três no COPLAD e uma no CEPE), mas nenhuma cadeira no Conselho de Curadores (mas os alunos tem uma cadeira neste conselho).

A cada eleição deste tipo, de dois em dois anos, este Blog insiste na tecla de que a Comissão Eleitoral (cujos membros são designados por portaria do reitor) mude o sistema eleitoral, substituindo o modo majoritário para o proporcional.  Por  quê e qual a diferença entre um e outro?

O Conselho de Planejamento (COPLAD) e o de Ensino & Pesquisa (CEPE) - que juntos constituem o CoUn - assemelham-se a um tipo de poder legislativo na estrutura administrativa da UFPR, e é dentro desta compreensão que ele deve, idealmente, refletir o melhor possível a pluralidade de ideias, própria de uma Universidade Pública.  

Esta pluralidade fica prejudicada com o sistema majoritário atual, pelo qual somente a chapa vencedora da eleição ganha todas as quatro cadeiras em disputa.  Ou seja, a(s) chapa(s) derrotada(s) e suas respectivas ideias ficam sem representação alguma nessa instãncia de debates e formulação de resoluções para a Universidade.

Tome-se o caso da recente eleição da nova diretoria do Sinditest.  A chapa de situação vencedora obteve 51% dos votos e somente as posições desta chapa estarão em debate dentro da diretoria sindical; as posições dos 49% de eleitores que votaram nas chapas 2 e 3 não estarão contempladas.  Isso até se pode aceitar na eleição de um órgão executivo, como o caso da diretoria do sindicato ou mesmo do reitor.  Mas não numa instância eminentemente legislativa.

Quem elabora o Regimento eleitoral é a Comissão designada pelo reitor, que pode mudar este aspecto, indicando que o escrutínio e proclamação de resultados se dê proporcionalmente pelas duplas (titular e suplente) mais votadas ao CoUn, mesmo que essas duplas possam estar coligadas sob o nome de uma Chapa só (pela afinidade de ideias). O voto é dado na dupla preferida pelo eleitor e não na chapa integrada por quatro duplas. No sistema majoritário, o eleitor pode gostar de um par da Chapa X mas não de todos os pares da Chapa X; votando na Chapa X, ele elege quem aprecia mas também quem não gosta.

No entanto, o conservadorismo - ou mesmo o acomodamento fácil de quem não quer mexer em regras do jogo - tem impedido praticamente qualquer mudança nessas eleições.
--------------
A relação dos atuais membros do Conselho Universitário (de todas as categorias) pode ser vista neste link.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Abono permanência: PEC 139 aguarda parecer do relator na Câmara

Nenhum comentário:
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 139/2015 - uma das medidas de corte de gastos propostas pelo governo federal no ano passado - extingue o abono de permanência de servidores públicos federais e, no presente momento, ainda aguarda parecer do relator para poder ser votada no plenário da Câmara.  

O abono de permanência é um  bônus concedido a SPFs que optam por continuar trabalhando após atingir todas as condições para a aposentadoria. 


O abono de permanência, instituído pela Emenda Constitucional 41/2003, corresponde ao valor da contribuição previdenciária mensal do servidor que o requerer, desde que tenha cumprido os requisitos para aposentadoria e opte em permanecer em atividade. O benefício foi criado para evitar aposentadorias precoces dos servidores. Em 1991, por exemplo, o Poder Executivo Federal contava em seus quadros com mais de 660 mil servidores. Em 2002, antes da promulgação da emenda, esse número caiu para 530 mil servidores. Já em dezembro de 2014, 705 mil funcionários efetivos estavam na ativa.

O atual perfil e quantitativo dos servidores públicos civis da União deixa de exigir estímulos especiais à permanência do servidor público civil na ativa, o que permitirá natural efeito renovador no serviço público federal”, argumenta o ministro Nelson Barbosa, hoje na Fazenda.

Atualmente, o governo gasta R$ 1,2 bilhões com a concessão do abono aos servidores que permanecem na ativa. Com essa medida, o governo espera economizar mais de R$ 7 bilhões nos próximos cinco anos.  Por outro lado, a saída dos SPF para a aposentadoria elevará os gastos previdenciários.

O IBGE é dos órgãos que mais pagam abono permanência: dos 5710 servidores efetivos, 2080 recebem o abono.  Na UFRJ, 670 docentes recebem abono, em um universo total de 4 mil.  



Tramitação
Se tiver a sua admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), a proposta será analisada por uma comissão especial a ser criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o plenário da Câmara, onde precisará ser votada em dois turnos.  Depois do recesso de fim de ano e as folgas homéricas de carnaval, os parlamentares só retornam de fato ao trabalho na próxima terça-feira, 16/02.

Diante dos efeitos nocivos do fim do abono abrindo lacunas mais ou menos sérias nos quadros  de técnico-administrativos e de professores das Universidades, e em vista da economia relativamente pequena (R$1,2 bilhão) aos cofres da União, é possível que a PEC 139/2015 não passe no Congresso.
--------------------------
Com informações da Câmara e Agências.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Zaki Akel bate o pé quanto ao ponto eletrônico

Um comentário:
Antes do completo deslanchar das folias carnavalescas, aconteceu reunião entre direção do Sinditest e reitoria da UFPR, que não foi lá das mais alegres.  Em informe de 5/2, o sindicato comunica o resultado da conversa sobre os temas do preço do RU e da instalação do ponto eletrônico a partir de março.

Era de se esperar que o reitor se mostrasse relativamente propenso a negociar o preço do RU para os TAE, pois o aumento de R$1,90 para R$6,00 foi de doer.  Já se vê mais gente levando marmita de casa para esquentar a bóia fria no intervalo do trabalho.  Um preço negociado na faixa entre 3 e 4 reais seria algo razoável para o bolso dos servidores.  Porém, a direção do Sinditest não tornou pública sua proposta de preço ainda.

Infelizmente, confirmou-se a expectativa deste Blog sobre a postura do reitor quanto ao ponto: vai pagar para ver se os servidores reúnem condições de mobilização - e/ou empregam algum "esquema" alternativo - para barrar a implantação do controle eletrônico de frequência a partir de 1. de março.  A firme disposição da reitoria é acionar o controle eletrônico do ponto para toda a UFPR nessa data, sem esperar conclusão de trabalhos da Comissão que analisa pedidos de jornada flexível nem dar tempo para novos pedidos.

Segundo a mesma matéria do Sinditest, Zaki Akel teria dito, acerca da jornada de 30 horas, que  “Quem faz esse regime informal, está por sua conta e risco”, referindo-se aos servidores de unidades cujo processo de flexibilização de jornada ainda não foi endossado pela Comissão de análise.  Isto é, todo servidor cuja flexibilização ainda não foi aprovada (ou nem foi pedida pela unidade respectiva) deve registrar uma jornada de 40 horas, ou se arriscará ao desconto salarial de 10 horas.

A próxima assembleia do Sinditest ocorrerá em 24 de fevereiro.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Churchill, as bebedeiras e Gilmar Mendes

Nenhum comentário:
Lembrei de uma tirada de [Winston] Churchill quando li que Gilmar teria chamado Lula de bêbado numa festa em Brasília.  

Por Paulo Nogueira, no site DCM

Uma senhora chamou Churchill exatamente de bêbado.  Churchill retrucou: "Amanhã vou estar sóbrio e a senhora vai continuar feia."

Qualquer pessoa que seja xingada por Gilmar de bêbada pode repetir a frase de Churchill.  No dia seguinte, a bebedeira terá passado e Gilmar continuará a ser o que é: um juiz que é uma vergonha para a justiça brasileira.

Chegará o dia em que o partidarismo tonitruante, despudorado, desvairado de Gilmar será lembrado como uma das páginas mais sinistras da história jurídica nacional.

Como um homem tão apaixonado politicamente como ele pode pertencer à principal corte do país?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Reitoria diz que convida Sinditest 'de boa' para dialogar sobre reivindicações

Nenhum comentário:
Reunião de janeiro/2016 entre reitor e sindicato (foto: ACS)

Na página da ACS da Reitoria da UFPR (Ass. de Com. Social), podemos ver, datada de anteontem (2/2), matéria em que ela gentilmente "convida Sinditest para reunião sobre pautas de servidores."  O convite é para uma nova conversa na sexta, 5/2.

O texto da ACS reitera a intenção da Reitoria de implantar o novo sistema eletrônico de controle de frequência via login a partir de 1. de março, para toda a UFPR.  Em sentido contrário, a assembleia dos servidores TAE ocorrida em 3/2, refuta essa medida e essa data de implantação, alegando que primeiro deve a Comissão das 30 horas concluir a análise de todos os processos de unidades e setores que solicitam adoção do regime flexibilizado.

Sem levar em qualquer consideração as perdas salariais dos TAE nos últimos anos, nunca completamente repostas nas últimas quatro greves nacionais, a matéria da Reitoria também aparenta a postura de não retroceder do aumento de R$1,90 para R$6 no preço da refeição nos RUs.  A Reitoria poderia, ao menos, abrir-se à negociação de um valor razoável intermediário da refeição entre os antigos 1,90 e os impostos 6 reais.

Assembleia do Sinditest, no Anf, 100, em 3/2 (foto: Sinditest)

A assembleia sindical do Anf. 100, na quarta-feira, reuniu algo mais que uma centena de trabalhadores, deliberou pela rejeição da implantação do ponto eletrônico da forma intentada pelo reitor e do aumento do preço do RU.  Ao mesmo tempo, levantou um indicativo de greve para início em 1. de março, caso não evoluam favoravelmente as negociações com a Reitoria.

Pode ser que o reitor Zaki Akel "pague para ver" o quanto há de capacidade de mobilização da categoria para uma paralisação e não arrede pé das atuais posições tão cordialmente como a matéria da ACS quer transparecer.

A próxima assembleia dos servidores está marcada para 24/2.

Da Operação Mãos Limpas à Lava Jato e o futuro de Sérgio Moro

Nenhum comentário:
Umberto Eco me sugere, no seu mais recente best-seller Número Zero, o provável futuro de Sérgio Moro, o midiatizado juiz da Lava Jato. Quando a operação apagar o seu fogo sagrado, ele vira senador, depois deputado, funda um partido – “Brasil dos Valores” -, para, em seguida cair no anonimato, senão na desmoralização.

Por Francisco das Chagas Leite Filho, no site Café na Política
(via Conversa Afiada)

Bom, este pelo menos foi o destino de Antônio Di Pietro, de quem Moro se declara uma espécie de alterego. Sabem quem ele foi, aliás, quem é, porque Di Prieto ainda está vivo? É o célebre juiz italiano, ator principal da Mãos Limpas, um tufão judicial-midiático que incendiou a Itália e a Europa, de 1992 a 1994.

Era aquela cruzada moralista, tão trombeteada como a salvação da Itália e da democracia como um todo, que, em vez de limpar a política e a justiça, as chafurdou de tal maneira, a ponto de permitir a ascensão do caricato e corrupto Sílvio Berlusconi, três vezes primeiro ministro, em diferentes oportunidades, de 1994 a 2011.

Também desmontou a próspera economia do país – só perseguia os empresários nacionais, deixando de lado as transnacionais -, rebaixando-a à condição de um mero país emergente e dependente da troika (FMI, Banco Europeu e União Europeia). A operação ainda quase seccionou o país em dois – um no norte onde está a rica Milão, sob o comando da direitista Liga do Norte, protegida de De Prieto, e outro no pobre sul, com a mesma sede em Roma.

Para a gente, por enquanto, só ficar na desmistificação do mito e de sua criação italiana, basta lembrar que a promoção publicitária de Antônio de Pietro e das Mãos Limpas (veja que título mais impactante),como a de Moro no Brasil, santificou-o aos olhos da comunidade internacional, antes que ele virasse o santarrão que é hoje.

Iniciada, em Milão, por volta de 1992 – quando Di Prieto tinha os exatos 42 do Moro de hoje -, com maior estardalhaço que sua congênere brasileira, prendendo e arrebentando políticos, grandes empresários, alguns dos quais cometeram suicídio, a Mãos Limpas (Mani Pulite, em italiano) ainda precipitou o fim da chamada Primeira República: fez ruir praticamente todo o sistema partidário, à frente o governista e poderoso Partido da Democracia Cristã, ligado ao Vaticano. Só se salvou o Partido Comunista, que, mesmo assim, se autodissolveu, pouco depois.

A abrangência da operação foi inacreditável: cinco mil políticos e empresários foram denunciadas, incluindo mais da metade dos membros do Parlamento e 400 câmaras de vereadores de diferentes cidades foram dissolvidas, todas sob acusação de receber propinas e fazer lavagem de dinheiro.

Di Prieto, porém, teve vôo curto, ao contrário de Moro, pois se viu em maus lençóis, quando assumiu Berlusconi, ao que se diz para proteger seu império empresarial de alguns bilhões de dólares, evidentemente ameaçado pelas investigações da Mãos Limpas. Berlusconi, que assumiu em 1994, dois anos depois do início da operação Mãos Limpas, retrucou mandando investigar alguns juízes, entre eles, Di Pietro, que foi obrigado a renunciar naquele mesmo ano.

Depois de inocentado na justiça, Antônio Di Pietro, de origem humilde, tendo sido pedreiro na juventude, e depois policial federal, quebrou sua promessa de nunca se tornar um político, já que se julgava um juíz impoluto e consequentemente infenso às tentações eleitoreiras. Elegeu-se, primeiro senador e depois deputado. Fundou, o “Itália dos Valores”, partido que depois abandonou diante de várias trapalhadas envolvendo denúncias de malversação de fundos.

Mas o que diz mesmo Umberto Eco, célebre filósofo italiano, além de escritor, no seu último livro, Número Zero, uma deliciosa paródia de redação de um jornal cujo propósito não era de ir para o prelo mas extorquir dinheiro de gente graúda através de ameaças de revelação de escândalos. Acho que está aqui o x da questão tanto da Mani Pulite como da Lava Jato.

Usando seu personagem Simei, o diretor de redação do, Eco diz lá pelas tantas:

“Há quem diga que, depois da queda do Muro de Berlim e do desmantelamento da União Soviética, os americanos já não precisam dos partidos que podiam manobrar e os deixaram nas mãos dos magistrados, ou, talvez, poderíamos arriscar, os magistrados estão seguindo um roteiro escrito pelos serviços secretos americanos…”
----------------------
Fonte da figura: Conversa Afiada

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A PF de vila, o MP da Candinha e a lei do ódio merecem indignação dos dignos

Nenhum comentário:
Fazem os jornais escândalo, e muita gente dita “serena” acha exagerado o advogado Nilo Batista ter ridicularizado o “triplex de luxo” que não é do ex-presidente Lula mas, entretanto, “é do Lula”.  Não é, não.

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço

Primeiro, porque é ridículo e se não for tratado como ridículo aí sim fica sendo sério.  Aliás, pior do que ridículo, é criminoso.

Lula ou qualquer pessoa tem o direito de comprar algo dentro de suas posses, seja um apartamento ou um barco, ainda que de lata.  Ninguém tem nada a ver com isso, ainda mais quando ele não exerce cargo público de qualquer natureza.

Quando os que exercem ou exerceram, por outros partidos e com outras ideias ou práticas, possuem ou usufruem muitíssimo mais sem que haja nenhum questionamento de autoridades por o fazerem.

As instituições da República, que funcionam com pessoas muito bem pagas pelo povo brasileiro não o são para fazer perseguições ou para produzir situações que se prestem a explorações de natureza político-eleitoral, como estão fazendo.

Porque não há um crime sequer no que apontam como motivo das investigações sobre Lula. Não há nada que possa indicar que ele pudesse ter desviado dinheiro público deste ou daquele lugar para comprar tal ou qual coisa.

O que há é uma Polícia Federal desvirtuada, dedicada a persegui-lo.

O que há é integrantes do Ministério Público que não respeitam suas próprias funções e a instituição a que pertencem para avançar sobre qualquer assunto que possa atingir, em tese, a respeitabilidade do ex-presidente, sem que o Judiciário ou a sua própria corporação lhe ponham cobro.

Não praticam a fiscalização da lei, se ela não é violada, mas ao sugerir que tenha sido, entregam-se à maledicência.

Tem razão Nilo ao descrever os sentimentos de Lula como os de quem “se dá conta de que é uma luta antes de mais nada política e sente ser injustiçado e achincalhado sem ter feito nada”.

E um homem que se sente assim tem dois caminhos: encolhe-se ou reage.

Lula, como homem público – e isso não é ter cargo público, difere – deve dar e deu todas as explicações, inclusive abrindo mão de parte de seu direito à privacidade.

Mas isso não quer dizer que, dadas as explicações ao público, não deva indignar-se.  É, aliás, o que precisa fazer, para que a população se esclareça.

Não será miando que sairá das cordas em que o colocaram os que se reuniram para cometer crimes contra a sua honra.

E quem completou essa associação e deu-lhe efetividade foi a mídia, que passou, além de ser o partido de oposição que sempre foi, a praticar a mesma irresponsável “lei do ódio” que estimulou e desenvolveu em seus leitores.

O Brasil é um país quase que totalmente constituído de pessoas honradas. O que a mídia faz é, porém, tirar-lhes a lucidez e fazê-las supor que todos são ladrões, porque seria esta a natureza dos homens públicos.  Não é.

Mas para não ser, o homem público tem que ser digno e é condição de homens dignos, como o nome indica, a de indignar-se diante disso.

Só os canalhas são mudos, cínicos e combatem apenas com manobras jurídicas.

As pessoas de bem não têm o direito de dar um “passa-fora” nas molecagens com a sua honra.  Têm o dever de fazê-lo.

Para os que esqueceram disso, posto a cena em que Leonel Brizola calou um deles, no programa Roda Viva:.