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Luta sem trégua contra o governo usurpador

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Patrimônio do Sinditest à venda sem discutir com a base

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Setembro de 2007. A gestão presidida por José Carlos Belotto chama assembléia geral para autorizar a venda da subsede do Sinditest localizada na esquina da R. Com. Macedo com Dr. Faivre. O objetivo era gerar caixa para reformar e regularizar perante a Prefeitura a sede principal da Av. Mal. Deodoro, ameaçada de multa por causa da construção irregular do chamado "salão social".


Os servidores que hoje compõem a gestão "Para Todos" do Sinditest se opuseram ferozmente à venda daquela subsede, chegando ao ponto de procurar bloqueá-la no cartório. Com tranquilidade, Belotto recuou de sua proposta original e a partir daí o debate passou a ser vender o grande mico da "chácara-canil". A discussão sobre a inutilidade e irregularidade na compra da tal chácara em Piraquara prosseguiu por 2 meses, até que a Assembléia Geral de 27/11/2007 aprovou por ampla maioria colocar aquele imóvel à venda. A venda não ocorreu até hoje, passados 11 meses.


Entretanto, o que nos últimos dia passou-se a ver na subsede da R. Dr. Faivre? Uma placa de "Apolar VENDE", como aparece na foto (clique aqui e veja a oferta no site da Apolar). O que é isso? As pessoas que brigaram tanto em 2007 para conservar esse imóvel central agora mudaram de idéia? Não viabilizam a venda do elefante branco que é a chácara e resolveram pedir 310 mil reais por uma casa que podia estar sendo usada para algum benefício dos filiados?


Lembramos que em outubro/2007 a subsede da Dr. Faivre foi inaugurada pela gestão de Belotto como "Casa do Servidor", para ser usada como opção barata de pousada para colegas que viessem do interior. A atual gestão "Para Todos" preferiu desativar a "Casa do Servidor", fechar sua lanchonete, trancar a subsede sem usá-la e agora colocam à venda. A Diretoria do Sinditest deve explicar a decisão unilateral para toda a categoria, assim como o porquê de não viabilizar a venda da "chácara"-mico.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Resultado da eleição da CIS

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RITA KAVULAK, DO NÚCLEO AVANÇAR NA LUTA, A MAIS VOTADA

Terminou às 23 horas de ontem a apuração dos votos da eleição que renovou os membros da Comissão de Supervisão Interna da Carreira (CIS) da UFPR. Dentre 7 candidaturas de homens e 10 de mulheres, os eleitores escolheram uma maioria de mulheres para cuidar dos assuntos ligados ao novo Plano de Carreira (PCCTAE): serão 8 servidoras e 3 servidores, que tomarão posse no próximo dia 5/11, para um mandato de 3 anos.


Durante a campanha, e notando-se o baixo número de trabalhadores(as) que compareceram ontem para votar (pouco mais de mil), verifica-se que, além de ter sido um processo fracamente divulgado pelo Sinditest, muitas pessoas da categoria ainda não fazem idéia da importância da CIS para sua vida funcional dentro da UFPR. Conscientizar melhor a todos sobre as questões da carreira, como fator fundamental para que lutem por sua melhoria, é um dos grandes desafios da nova Comissão.


O Núcleo Avançar na Luta parabeniza as eleitas e eleitos, em especial sua militante Rita, primeira colocada na disputa, desde já agradecendo em nome dela os votos confiados à sua proposta de trabalho e de luta para a CIS.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Eleição da CIS hoje - vamos votar na Rita

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Apesar de muito mal divulgada e esclarecida pela direção do Sinditest e pela Comissão Eleitoral, acontece hoje na UFPR a eleição dos membros da Comissão que supervisiona a implementação do Plano de Carreira dos Técnicos, a CIS. Deve começar às 8 da manhã e se encerrar às 17 horas na maioria dos locais, e às 8 da noite no HC. Por lei, deve-se votar em apenas UM NOME.

O nome que indicamos é o da companheira RITA KAVULAK, analista de tecnologia da informação, lotada no Centro Politécnico.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

2010: Governo não cumprirá o reajuste do Acordo da Greve de 2007

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Todos os dias, todos os meios de comunicação falam da supercrise financeira mundial iniciada nos EUA em 2007, um tema que parece "grego" de tão complicado de entender. Estamos quase no fim de 2008 e ninguém – absolutamente ninguém – se atreve a dizer qual a profundidade e a duração da tal crise, que fez virar fumaça em poucas semanas trilhões de dólares. Só que ela durará mais que esses 2 anos. E o desfecho é desconhecido.

Há 1 mês o presidente Lula dizia que isso era só uma "marola" que pouco balançaria o seguríssimo barco brasileiro. Agora já não fala mais assim e seu ministro do planejamento já usa em entrevistas frases como "se for preciso enfiar a faca, vamos enfiar" (clique aqui para ver a reportagem onde ele afirma isso). Quer dizer, cortará despesas que julgar menos importantes, como as da folha do funcionalismo. Os servidores públicos já tem experiência com os lances e ameaças da tal "faca".


Lembram da novela do começo deste ano para pagar a primeira parte do Acordo da Greve de 2007? Por causa do fim da CPMF, tirando R$ 40 bilhões da receita do Governo Federal, o Ministério do Planejamento ficou meses alegando que não poderia cumprir o prazo de pagamento do reajuste de 2008 acertado na Greve do ano anterior. Afinal pagou, mas ainda sobra confusão com a Medida Provisória.


Agora, o raciocínio é simples. Se este ano a economia do Brasil crescerá ainda bem (uns 5%), em 2009 arrisca crescer menos - de 3 a 3,5%. A supercrise mundial afetará para valer o crescimento econômico brasileiro em 2010 e o governo dirá que sua arrecadação de impostos caiu por causa do esfriamento das economias mundial e nacional. Consequência: ao fazer o orçamento para 2010 – que deve incluir o dinheiro para a parte final do reajuste do acordo da greve – o sr. Paulo Bernardo vai usar sem dó sua faquinha, "em nome do equilíbrio orçamentário". E os servidores poderão ver de fato o descumprimento da palavra do governo, ficando com os bolsos a ver navios. E facas, faquinhas e facões.

Sugestões à Diretoria do Sinditest

Um comentário:


Pode parecer - a quem passe os olhos rapidamente por este blog - que, sendo de oposição à Diretoria "Para Todos" do Sinditest, somente lance críticas. Desfiamos as críticas e cobranças necessárias, mas também fazemos propostas, infelizmente em geral ignoradas ou repelidas pela direção sindical.



Neste momento, a FASUBRA e seus sindicatos defrontam-se com a derrubada do mecanismo do "step" constante na tabela salarial (um tremendo risco seja para o cumprimento completo do Acordo da Greve de 2007 e para futuros acordos) e com a ameaça do privatizante Projeto de Lei 92/2007 das Fundações de Direito Privado (FDP). Para enfrentar isso, a recente Plenária da FASUBRA, em 17-18/10, aprovou uma série de propostas de mobilização, inclusive anexando uma que foi apresentada na última assembléia do Sinditest (de 14/10).



Referimo-nos à marcação cerrada sobre cada deputado federal(*) que irá votar o PL 92/2007 no plenário do Congresso (pode ser votado ainda este ano). É importante que os deputados saibam que seu voto será acompanhado por cada técnico (futuro eleitor em 2010...) em cada Universidade Pública deste país.



Para baratear custos e facilitar o deslocamento do placar "gigante" com os nomes dos parlamentares (clique aqui para a lista completa da Câmara), sugerimos que ele seja feito na forma de banner de plástico com uma moldura de madeira, que possa ser pendurado ou então erguido sobre cavaletes desmontáveis. A proposta inicial era colocar o placar fixo diante do HC e ir interrogando, semana após semana, cada deputado sobre o que acha do PL 92 – contra, a favor, ou ainda indeciso. Mas um material de agitação desse tipo, fixo na frente do HC, pode ser depredado ou subtraído pela direção do hospital (como aconteceu aliás na Greve de 2007). Mais fácil é fazer uma concentração uma vez por semana com um placar móvel, que pode ir do HC para a Reitoria, depois para a praça Santos Andrade etc. Certamente, o material não deve ser pesado para transportar e seu custo não é alto.



Existe também – para esclarecer amplamente porque é nociva a proposta de adoção de FDPs no setor público – uma cartilha preparada pela FASUBRA, que pode ser baixada do seu site na internet (clique aqui) e reimpressa por cada sindicato de base. Propomos que se inclua no final da cartilha a lista de todos os deputados federais do Paraná, com respectivos telefones e e-mails, ao lado de uma tabela onde cada servidor possa assinalar como cada deputado se posiciona quanto ao Projeto 92 da FDP. Quando houver de fato a votação no Congresso, confere-se o voto de cada um, e guarda-se bem para – em 2010, ano de eleição de presidente e deputados – lembrar quem foi a favor do fortalecimento do Estado para prover as políticas públicas e quem foi a favor do chamado "Estado mínimo" proposto pela doutrina neoliberal.



Por fim, confiaremos e esperaremos que, desta vez, a Diretoria do Sinditest se empenhe em organizar e enviar mesmo uma grande caravana de manifestantes da UFPR para a Marcha a Brasília contra o PL 92/2007, a ocorrer no próximo dia 3 de dezembro. Os prédios dos ministérios (principalmente os do Planejamento e da Saúde) na Esplanada e o Congresso Nacional tem que ouvir bem alto o grito dos trabalhadores e trabalhadoras que não aceitam que as políticas de Educação e Saúde fiquem à mercê de interesses não-públicos.


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(*)Na lista ilustrada acima, ainda consta o nome do dep. Max Rosenmann, falecido no último sábado; seu substituto será André Zacharow.

sábado, 25 de outubro de 2008

Representantes

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Na Assembléia do Sinditest de 02/10, no HC, o sr. Dr. Antonio Neris de Souza disse que as oito servidoras representantes da categoria no Conselho Universitário (CoUn) eram "o mesmo que nada" e que sentia "vergonha" da atuação delas. Com essa agressão tentou ridicularizar sua colega de HC, Leomar, perante mais de 100 pessoas na assembléia.


Em tempo: o que as servidoras atuantes no CoUn pensam da qualidade de representação do sr. Dr. Antonio Neris como membro da C.I.S. e da diretoria do Sinditest?

Gula por mandato

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Vejam só: há 17 candidaturas inscritas para disputar as 10 vagas da Comissão de Carreira (CIS) no próximo dia 29. Dessas, quatro são de atuais diretores da gestão "Para Todos" do Sinditest: Antonio Neris, Antonio Carneiro, Márcia Messias e Ernani Borelli. O vice-presidente, Dr. Antonio Neris, tem mandato sindical até dezembro de 2009, assim como os outros três. Ele e Antonio Carneiro já são membros da CIS e concorrem à reeleição para mais três anos.

Haja gula por mandatos. Quase não sobra espaço para o surgimento de novos ativistas nesse movimento sindical.

Fundação de Direito Privado no HC: vem aí mais uma marcha de protesto até Brasília

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Amanhã se conclui de vez o processo eleitoral municipal, com a realização do 2o. turno em várias cidades do país. Além de ser importante entender o novo mapa político que se desenhará, isso também deve servir de alerta ao movimento sindical para outro aspecto: os deputados federais, que pararam a maior parte dos trabalhos no Congresso para fazer campanha, logo voltarão a Brasília e retomarão as votações.



Logo, o Projeto de Lei 92/2007 que institui as Fundações de Direito Privado (FDP) poderá ser colocado em pauta ainda este ano. Liso como já tramitou em duas Comissões do Congresso, aprovado praticamente sem grandes obstáculos, está na bica para ser referendado por boa parte da base aliada do governo e pelos oposicionistas.



A menos que haja o levante de um clamor significativo em contrário vindo das entidades do movimento sindical e social. Por isso, a recente Plenária da FASUBRA já convocou todos os seus sindicatos de base para uma Marcha a Brasília contra o PL 92, a ocorrer dia 3 de dezembro. É preciso fazer ressoar alto nas bases dos estados e em Brasília o repúdio a esse projeto-zumbi, cadáver gerencial inventado nos tempos de FHC e desenterrado pelo Ministério do Planejamento.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Plenária da FASUBRA decreta "estado de greve"

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O veto do governo federal ao "step" constante na tabela salarial dos técnicos em Educação provocou debates efervescentes na recente Plenária Nacional da FASUBRA ocorrida em 17-18 de outubro. Houve forte discussão entre as lideranças sindicais, em que se acusaram alguns membros mais ligados ao Governo federal (das correntes "Tribo" e CSD) de saberem previamente que ocorreria veto ao dispositivo do step constante e não terem avisado toda a FASUBRA. A CSC/CTB, à qual se liga este Núcleo "Avançar na Luta", também protestou duramente contra a atitude do governo de quebrar um dispositivo essencial da carreira nova dos técnicos e passa a exigir a demissão do ministro sem-palavra do Planejamento.


Uma minoria, parte do bloco radicalóide denominado "Vamos à Luta" (militantes do PSol, PSTU e outras tendências miúdas), que faz oposição a absolutamente tudo que parte do Governo Lula, queria começar imediatamente uma greve geral nacional em novembro, sem levar em conta a proximidade de fim de ano e as férias dos servidores. A Plenária, por maioria, mais responsavelmente preferiu aprovar o chamado "estado de greve", situação pela qual a FASUBRA pode orientar entrada em greve sem maiores delongas se necessário. Aprovou-se também fazer uma campanha (com outdoors inclusive) de denúncia da falta de palavra do Ministério do Planejamento, na qual se cobra de Lula a exoneração de seus auxiliares petistas do Planejamento, Paulo Bernardo e o secretário Duvanier Paiva.


Também foi aprovado que o próximo Congresso Nacional da FASUBRA ocorrerá em maio de 2009. Antes disso, uma nova Plenária nacional dos sindicatos de base acontecerá, para avaliar a postura do governo federal quanto ao step constante e suas atitudes sobre o serviço público em decorrência da crise financeira mundial, uma vez que Paulo Bernardo já acenou com a possibilidade de retardo dos reajustes acertados e cancelamento de novos concursos públicos.

Rita Kavulak na CIS

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O Plano de Carreira dos técnico-administrativos ainda é obra em construção. A lei de 2005 que o instituiu prevê que uma Comissão de servidores, em cada Universidade, faça a supervisão da implantação do Plano, ajude a corrigir distorções e sugerir aprimoramentos. Essa Comissão é a CIS, que tem eleição marcada para o próximo dia 29/10.

A servidora Rita de Cássia Kavulak, analista de sistemas (cargo de nível superior), hoje lotada no Curso de Engenharia de Produção no Centro Politécnico, é candidata a uma das dez vagas da CIS. Rita foi crítica ativa do começo da implantação do Plano de Carreira pelo fato de penalizar seriamente o pessoal de nível superior, distorção parcialmente corrigida pela Greve de 2007. Ajudou a criar o Forum do Pessoal de Nível Superior, que questionou a inoperância da gestão "Para Todos" do SINDITEST em discutir os problemas da carreira nova. Continua militando no movimento sindical para contribuir na resolução de impasses que ainda existem na Carreira dos TA e, inclusive por isso, foi recentemente eleita delegada de base à Plenária da FASUBRA ocorrida nos dias 17 e 18/10 em Brasília.


Rita participa do Núcleo "Avançar na Luta" e lança sua candidatura para a CIS se propondo a defender todas as classes da carreira dos técnicos, particularmente neste momento em que o Ministério do Planejamento acena com ameaças de quebrar sua palavra quanto a acordos firmados no final da greve de 2007. Sua candidatura merece o apoio de toda a categoria que quer ter alguém que saiba discutir o conteúdo dos problemas em vez de ficar fazendo estéreis discursos histéricos em assembléias.

Prolegômenos da gestão Zaki Akel

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Em sua campanha à Reitoria da UFPR, o candidato Zaki Akel primou pela generalidade em suas propostas. Uma solução esperta para sair de perguntas difíceis e para atrair variados apoios, de "gregos e troianos", com seu programa pouco claro. Justificava o candidato que não se poderia avançar além daquilo que escreveu em seus materiais de propaganda antes de poder estar em condição de fazer um diagnóstico mais preciso dos problemas. Coisas de "management".


Então, neste período que precede a posse de Zaki como reitor em cerimônia em Brasília (dentro de um mês, segundo fontes do MEC), ele vem convidando os membros da comunidade universitária a participarem de suas reuniões de "planejamento estratégico". Surgem convites para os técnicos, a partir de caciques ligados ao grupo da vereadora Roseli, apoiadora de primeira hora de Zaki. É também uma forma esperta de cooptar alguns daqueles que foram críticos do seu programa politicamente vago. Mas ele está em seu direito e quem quiser participar dando palpites deve fazê-lo. Deve saber entretanto que o clube dos que realmente darão as cartas na gestão 2008-2012 já está definido e fechado.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Eleição da CIS dia 29/10. CIS?

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CIS é a sigla de Comissão Interna de Supervisão. No caso, supervisão da implementação do Plano de Carreira dos servidores técnicos (PCCTAE). A CIS é um colegiado previsto na Lei que instituiu o novo Plano de Carreira a partir de 2005, um equivalente da extinta CPPTA.

Cabe à CIS verificar se em cada Universidade a implementação da nova carreira está se dando adequadamente, analisar os problemas enfrentados e sugerir aperfeiçoamentos. A CIS deve atuar em sintonia com uma Comissão Nacional de Supervisão, responsável por levar às autoridades do Governo central as dificuldades e as sugestões reportadas pela CIS de cada universidade federal.

No dia 29 um novo colegiado de 10 (dez) servidores será eleito diretamente por todos os servidores da UFPR, com base no voto em candidatos(as) individuais, que já se inscreveram até o último dia 17. Em breve divulgaremos o quadro dessa disputa e os(as) candidatos(as) que o Núcleo "Avançar na Luta" apóia para compor a nova CIS.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Salários do funcionalismo e novos concursos públicos: sempre na mira

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Está lá no site do Ministério do Planejamento para quem quiser ouvir. No programa "Bom dia, Ministro" de hoje (bom-dia?), o petista londrinense Paulo Bernardo avisa que, se a mega-crise financeira mundial provocar redução do ritmo de crescimento do Brasil em 2009 e anos seguintes, com queda de receitas para o Orçamento, os reajustes previstos para funcionários públicos poderão ser suspensos. Suspensos, retardados ou, "re-escalonados", segundo a gíria eufemística dos "cabeças-de-planilha" que pululam naquele enclave ministerial neoliberal enrustido no governo Lula.


E não apenas salários públicos podem vir a pagar o pato do rearranjo das contas, mas também a realização de novos concursos públicos estará ameaçada. Como de esperar, a social-democracia, tendência esposada pela maioria do PT, não tem coragem de afrontar o poder do capital e abaixa a cabeça para acatar "saídas" contra os trabalhadores.


Quem quiser conferir o áudio do programa, pode clicar aqui. A duração total é cerca de 50 minutos, mas a declaração sobre salários e concursos está logo no início.


"Cadê minha aposentadoria ?", esperneiam os norte-americanos

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Dois trilhões de dólares. É essa assombrosa quantia a perda dos Fundos de Previdência Privada em todo o mundo, por causa da mega-crise financeira detonada a partir dos EUA. Os trabalhadores norte-americanos, que, além de não terem nenhuma cobertura pública de saúde do tipo SUS, ainda dependem da previdência privada para se aposentarem, estão muito apreensivos.


E quando os Fundos privados para os quais eles contribuem apostam e perdem feio no cassino financeiro? Ferro! Ou continuam trabalhando mais anos para - quem sabe - aposentar-se com a pensão sonhada, ou aposentam-se já com umas merrecas. A situação também é parecida para aposentandos do Chile, por exemplo, onde os governos compraram a idéia neoliberal furada da previdência privada. Nessa hora, é bom ser brasileiro e ainda poder contar com nossa Previdência pública!

A medida da agilidade ou do empenho

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Passaram-se 48 horas desde que uma Assembléia geral dos técnico-administrativos da UFPR tomou uma série de decisões sobre a luta contra a Fundação de Direito Privado e o veto ao "step" constante, inclusive a de fazer uma paralisação da UFPR no próximo dia 22/10.


Até agora (tarde do dia 16), no website do Sinditest, não foi publicado um informe sequer sobre essas decisões e a programação de lutas da semana que vem. Essa que é a parte relativamente mais fácil da comunicação sindical, a atualização imediata na internet; nem estamos falando de cobrar boletins ou panfletos impressos a serem distribuídos nos setores.



É assim que a Diretoria do Sinditest pretende que servidores e servidoras da base se mobilizem por seus interesses? O problema é de agilidade na comunicação? Ou a Diretoria está mais empenhada em distribuir convites para o seu evento sócio-premiativo, o almoço do dia 24? Vamos lá, pessoal, mais preocupação com a luta!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A retomada das greves no Brasil

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O intenso noticiário sobre a crise mundial retirou das manchetes outro tema quente da atualidade: o da retomada das greves no país. Nos últimos dias, várias categorias paralisaram suas atividades para exigir aumento salarial e outros benefícios sociais. O Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas (Dieese) ainda não divulgou o seu balanço, mas tudo indica que é a maior onda grevista dos últimos anos. Acuados durante o triste reinado de FHC e tímidos no primeiro mandato de Lula, os trabalhadores voltam à ofensiva para reivindicar os seus direitos.


Leia a íntegra deste artigo de Altamiro Borges clicando aqui
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Mais sabonetismo ?

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Durante a assembléia do Sinditest de ontem, a servidora Rita Kavulak, membro do Núcleo "Avançar na Luta", fez a proposta de que o sindicato cobre do reitor eleito uma posição cristalina quanto ao Projeto de Lei 92/2007 que pode retirar o HC da esfera da UFPR ao transformá-lo em Fundação de Direito Privado.

A proposta foi aprovada por consenso na plenária e o presidente do Sinditest, Wilson Messias, comentou de passagem o seguinte: "Logo após vencer a disputa da Reitoria, o professor Zaki Akel, ao ser perguntado sobre o PL 92/2007, disse que havia muito falatório, muito boato, a respeito do assunto. Porém, em off, afirmou que lei tem que ser cumprida. Ora, só o Sinditest tem falado do PL 92/2007, logo..."


O fato é que, durante a campanha, tudo que o candidato Zaki Akel mencionou acerca do PL 92/2007 é que pretende fazer um "amplo debate" sobre o tema... como esse debate já não estivesse ocorrendo no movimento sindical... Vamos ver então qual sua real opinião, a partir do momento em que for empossado no comando da Administração Superior da UFPR. Ou se vai apelar para certa propriedade dos saponáceos.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Em clima de unidade, assembléia do Sinditest discute a luta atual do servidor

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As cerca de 50 pessoas que reuniram-se em Assembléia do Sinditest na tarde de hoje, 14/10, tiveram desta vez a chance de assistir a um debate mais democrático e respeitoso. A condução dada pela servidora Carla na mesa foi mais tranquila e as pessoas puderam expressar seus pontos de vista sobre os temas da pauta sem o risco de sofrerem constrangimentos.


A pauta da reunião incluiu o debate das formas possíveis de resistir à ameaça da implantação da Fundação de Direito Privado (PL 92/2007) no HC e em defesa da manutenção do 'step' constante na malha salarial do Plano de Carreira, bem como a eleição de representantes da base para a Plenária da FASUBRA dos próximos dias 17 e 18 em Brasília.


Após mais de dez falas, chegou-se a acordo em torno das seguintes orientações:



* Questionar junto aos demais sindicatos na Plenária da FASUBRA sobre a oportunidade e chance de sucesso de uma greve nacional do tipo longa que começasse ainda este ano;


* Chamar desde já PARALISAÇÃO de 1 DIA em 22/10 (quarta), com realização de Assembléia no período da manhã (local a confirmar);


* Propor nova Paralisação em Novembro, em dia a combinar com as demais entidades;


* Os eixos principais dessas mobilizações são a defesa do step constante e a luta contra o PL 92/2007;


* Consultar e cobrar dos deputados federais paranaenses que votarão o PL 92/2007 qual será sua posição quando o Projeto de Lei for ao Plenário do Congresso;


* Cobrar do reitor eleito Zaki Akel, assim que empossado, uma posição clara sobre o PL 92/2007;


* Cobrar de cada membro do Cons. Universitário (COUN) da UFPR sua posição sobre o PL 92/2007;


* Os posicionamentos dos deputados federais e dos membros do COUN serão acompanhados e tornados públicos através de um placar gigante a ser instalado diante do HC;


* Em 21/10 (terça-feira), pela manhã no Aeroporto Afonso Pena, ir em comitiva grande cobrar posição sobre o PL 92 de cada deputado que embarcar para Brasília;


* Intensificar junto à população usuária do HC a denúncia do caráter insidioso e de privatização disfarçada embutida no PL 92/2007.



Ao final da Assembléia, definiu-se enviar 2 delegados de base e 1 delegado da diretoria para a Plenária da FASUBRA. Lançaram-se 9 candidatos, tendo sido eleitos por maioria simples os colegas Rita Kavulak (Centro Politécnico), Carlos (Humanas) e Moacir Freitas ou Wilson Messias (titular e suplente, pela Diretoria).

domingo, 12 de outubro de 2008

Ou o Estado controla o sistema financeiro ou é o império da farra e da crise

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CRISE DOS EUA JÁ ATINGIU O BRASIL

"Vamos ter um Natal extraordinário", afimou Lula esta semana, num tom otimista característico de qualquer governante. Ao mesmo tempo em que adota medidas, embora tímidas, para conter os efeitos advindos da grave crise nos EUA, o Governo tenta acalmar o "deus-mercado". No extremo oposto, o irresponsável FHC, que desmontou o Estado nacional e degradou o trabalho, posa de Cassandra e aposta no quanto pior, melhor. Suas recentes declarações à imprensa, sempre em tom alarmista, revelam cinismo e rancor típicos de um presidente escorraçado nas urnas e detestado pelo povo.


Como lembra o sociólogo Emir Sader, "FHC, apóstolo do caos, aposta na crise, na recessão. Ele conhece bem isso. Afinal, nos seus oito anos de governo, quebrou o Brasil três vezes e teve de ir ao FMI três vezes para assinar novas cartas-compromisso. Escondeu a crise durante a campanha eleitoral de 1998 e fez de tudo – ajudado amplamente pela mesma imprensa privada que agora aposta no caos – para ganhar no primeiro turno, porque o país estava de novo quebrado e Pedro Malan negociava novo acordo de capitulação com o FMI. Não deu outra, veio a crise, os juros foram elevados para 49% [sic] e a economia entrou em prolongada recessão".


Rede Globo perde o sono
Tirando esta guerra retórica, a crise nos EUA já chegou ao Brasil. Não se sabe ainda o tamanho e a duração dos estragos, mas alguns sinais preocupantes já se manifestam. As unidades da General Motors de São José dos Campos e São Caetano anunciaram férias coletivas para os metalúrgicos, alegando retração dos investimentos da matriz nos EUA. Na Zona Franca de Manaus, a Moto Honda e a Elgin comunicaram ao sindicato da categoria que também darão férias coletivas. Ainda segundo a entidade, a Sony demitiu 100 trabalhadores. O clima nesta base operária já é de insegurança.


Empresas que especularam no cassino financeiro também mostram fragilidades. A Votorantim já perdeu R$ 2,2 bilhões no mercado de cambio; os acionistas da Sadia abrirão "processo contra os administradores desta empresa para ressarcimento das operações que levaram à perda de R$ 760 milhões"; e a Aracruz admitiu prejuízos de R$ 1,95 bilhão. A incerteza abala a Bolsa de Valores de São Paulo, que despencou espetacularmente nos últimos dias. Até a poderosa Rede Globo, que sempre defendeu a orgia financeira, está estressada. Ela acumula dívida de US$ 665 milhões e a disparada do dólar tira o sono da sua diretoria e de alguns astros globais, que temem por seus contratos milionários.


Qual o grau de vulnerabilidade?
Ninguém sabe qual será o impacto da crise no Brasil. Até críticos menos rancorosos do que FHC acham que a economia está mais blindada, com reservas em divisas, superávit comercial e dívida externa sob controle. Lembram que o mercado interno teve certo aquecimento, devido à elevação do salário mínimo e aos programas sociais do governo, que retiraram milhões de famílias da miséria absoluta e injetaram dinheiro na economia. Citam ainda a diversificação das relações comerciais do país, que hoje não depende tanto dos EUA como no período do "alinhamento automático" dos tucanos de FHC. Apesar destes avanços, há dúvidas sobre o verdadeiro grau de vulnerabilidade do Brasil.


Para Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a nova dinâmica do mercado interno ajudará a minimizar os efeitos destrutivos da crise vinda dos EUA. "Parte significativa da expansão da nossa economia depende do mercado interno e relativamente pouco do mercado externo. Isto nos ajuda a entender como o Brasil, frente à grave crise internacional, não foi afetado de forma tão decisiva". Ele também valoriza os avanços nas relações comerciais mais diversificadas. Mesmo assim, ele alerta: "Isto não significa que não seremos afetados pela crise internacional", que deverá ter um "efeito dominó" sobre a economia de todos os países.


"O pior ainda está por vir"
O Prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, também avalia que "o Brasil hoje está bem mais preparado que há alguns anos". Mas, para ele, "o pior ainda está por vir" e "ninguém está imune à crise. O Brasil, por mais preparado, também não". Ele ainda aponta um risco pouco citado por outros analistas, o da grave crise na agricultura. "Muitos investidores estrangeiros colocaram seu dinheiro nas commodities nos últimos meses, fugindo do dólar. Com a crise, o primeiro impacto é o fim dos créditos e as dívidas contraídas podem ser um problema no campo. Além disso, tudo indica que os preços das commodities vão cair. A bolha no Brasil pode estar no campo".


Mais pessimista, o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa, afirma convicto que a crise causará enormes estragos ao país. "O Brasil já foi atingido. A bolsa de valores caiu violentamente, o real se desvalorizou, a taxa de câmbio subiu e as empresas brasileiras que têm empréstimos no exterior estão com muitas dificuldades de renová-los. Assim, a reserva internacional começou a diminuir". Ele lembra que, apesar da retórica, o governo já reconheceu a gravidade da situação ao reduzir o depósito compulsório dos bancos e ao injetar dinheiro na economia. Mas o economista acha que estas medidas ainda são tímidas.


Medidas de defesa da economia

"O Brasil deveria adotar políticas de controle de câmbio e de regulação das exportações", sugere Lessa. Mesmo com nuances no diagnóstico, Pochmann também defende medidas mais incisivas para defender a economia. Ele lembra que a crise colocou em xeque a hegemonia dos EUA e os dogmas neoliberais, em especial a flexibilização financeira. "É necessário o Estado para garantir maior regulação e condição saudável para a existência da economia. Acredito que estamos diante de um novo movimento de pêndulo para a ampliação da regulação sobre a economia capitalista". Para ele, é urgente aumentar os mecanismos de controle sobre o sistema financeiro.

Até o ex-ministro Delfim Netto, tsar da economia durante a ditadura militar, propõe endurecer a relação com os bancos. Defensor da economia de mercado, ela avalia que a desregulamentação saiu de controle e defende maior intervenção estatal. "Diante de uma crise sistêmica, não adianta querer discutir. Não estamos tratanto de questões filosóficas, mas de problemas práticos". Para garantir liquidez, ele propõe que o Banco Central e o Ministério da Fazenda firmem um acordo com os bancos para enfrentar a crise. "Eles terão de cooptar os banqueiros. É dizer: olhem aqui, vocês podem até empoçar o dinheiro que têm, mas só que vocês vão pagar um preço caro".



Em síntese: a crise mundial, deflagrada nos EUA, é das mais graves da história do capitalismo. Ela foi piorada pela desregulamentação imposta pela dogmática neoliberal, sob hegemonia do capital financeiro. Nenhum país ficará imune aos seus efeitos destrutivos. No caso brasileiro, a vulneralibilidade conjuntural hoje é menor. Mesmo assim, o país já foi atingido. O Brasil ainda é muito dependente da liquidez externa e da exportação de produtos de baixo valor agregado, das commodities. Para evitar que a gripe vire uma pneumonia galopante, o governo precisará adotar medidas mais incisivas de controle do fluxo de capitais e de regulamentação do sistema financeiro, entre outras.

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Fonte: Portal Vermelho * 12/10/2008

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Sinditest chama Assembléia Geral para 14 de outubro

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A partir de hoje circula uma convocatória de Assembléia Geral do Sinditest, marcada para as 13h30 do dia 14/10 (3a.-feira), no Anfiteatro 100 do Edif. D. Pedro I. A pauta tem dois temas importantes para a categoria: a defesa do 'step' constante na malha salarial dos técnicos em Educação e a luta contra a implantação da Fundação de Direito Privado no HC (Projeto de Lei 92/2007).

A convocatória emitida pela Diretoria do Sinditest fala em "Indicativo de Greve" para se referir aos dois temas acima. Contudo, embora se fale até em nova greve (por tempo indeterminado), a discussão não se resume a fazer ou não fazer e essa não é a única forma de luta que se poderá empregar. Até podia ter sido testado 1 dia de paralisação na semana que vem (como sugerimos aqui em postagem anterior), não fosse a coordenação da última Assembléia (no dia 2/10) ter impedido debates e se perdido num rude ataque a adversárias políticas.

A nova Assembléia também é importante porque elegerá representantes da base para a Plenária Nacional da FASUBRA que acontece dias 17 e 18/10. Esperamos que a condução dos trabalhos seja democrática e assegure a pluralidade de idéias durante as discussões.

Solidariedade à greve dos bancários

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Nesta quinta feira, 9/10, em seu segundo dia, a greve dos bancários ampliou-se em todo o Paraná. Já são mais de 140 agências fechadas no interior e, na capital, são cerca de 155 agências mais 11 centros administrativos. Nas bases sindicais ligadas à FETEC-CUT/PR, são mais de 15 mil trabalhadores bancários de braços cruzados diante dos patrões públicos e privados.

A categoria bancária reivindica um aumento de 13,23% (inflação do período mais ganho real), mas os patrões representados pela FENABAN só oferecem 7,5% e não querem reabrir negociações. Outras reivindicações dos bancários incluem elevação dos pisos salariais, aumento no valor da cesta-alimentação, fim das metas produtivistas abusivas, combate ao assédio moral e melhores condições de saúde, segurança e trabalho.


Na condição de participantes do movimento sindical da UFPR, apoiamos fortemente a greve dos companheiros bancários, uma categoria que é super-explorada para fornecer lucros fabulosos aos maganos da esfera financeira. E mais ainda neste momento em particular, quando o mundo assiste às tentativas de governos e bancos centrais para salvar banqueiros que inventaram uma trilionária farra com papéis pintados sem lastro em riqueza real. Banqueiros correm desesperados pedindo dinheiro para solucionar as irresponsabilidades que cometeram, mas querem dar migalhas em vez de salários dignos aos trabalhadores que exploram.

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Fonte: com informações do Sindicato dos Bancários de Curitiba.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Pois é, mas e daí?

Um comentário:
Então, o governo federal acabou com o 'step' constante na tabela salarial do PCCTAE e tem uns imbecis que acham que isso é bom. A crise financeira nas bolsas de valores dos EUA se espalhou pra valer na Europa, forçando as autoridades monetárias a gastar dinheiro do povo pra salvar banqueiros irresponsáveis, e ainda não chegou aqui no Brasil com força (mas vai chegar, mesmo que demore um pouquinho). A eleição municipal de Curitiba recolocou na Prefeitura um representante bonitinho do neoliberalismo tucano com ampla margem de votação, com mais um monte de vereadores atrasados e fisiológicos no acompanhamento de cabresto. O projeto de Fundação de Direito Privado para gerir o HC está na bica pra ser votado no Congresso Nacional. E o SINDITEST faz uma Assembléia Geral onde seu esperto vice-presidente prefere passar o tempo ofendendo suas adversárias políticas, sem sequer abrir a palavra para o plenário. Vamos bem ou não vamos? Comemorem: tudo vai pelo melhor, no melhor dos mundos possíveis.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Oportunismo, futilidade, sem-vergonhice, nulidade

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"Pogréssio", cantava o grande Adoniran Barbosa num de seus divertidos sambinhas fazendo graça com suas palavras erradas. Mas o Adoniran cantava errado sabendo. Tem sindicalista dirigente do SINDITEST que acha que promove o progresso e fala errado do pior jeito - no conteúdo do que fala. E "progresso" é o que não se vê em assembléias do SINDITEST.

Isso foi o que cerca de 140 pessoas presenciaram, constrangidas, na Assembléia Geral do SINDITEST ocorrida na manhã de hoje, 2 de outubro, no HC. Citando o fato de que naquele momento da Assembléia o COPLAD da UFPR discutia o projeto da Avaliação de Desempenho, subitamente o vice-presidente do sindicato, Dr. Antonio Neris de Souza, bacharel em Direito pela PUC, que coordenava a Mesa da Assembléia, desandou a atacar com palavras rasteiras as servidoras que representam a categoria no Conselho Universitário, eleitas no ano passado.

Não sabia o sr. Dr. Antonio Neris de Souza, bacharel em Direito pela PUC, que estava presente a servidora Leomar, enfermeira do HC e representante suplente dos técnicos nos Conselhos Superiores. Desse eminente sindicalista da gestão "Sindicato Para Todos" acabou ouvindo que ela e suas outras 7 colegas seriam "oportunistas", que "elas e nada são a mesma coisa", que "causam vergonha ao Sindicato", que "somente votam a favor de propostas da Reitoria" e que só dariam informes considerados fúteis "sobre eventos culturais" nas reuniões do Conselho.

A colega enfermeira Leomar, eleita por todos nós para representar os técnicos no COPLAD, indignou-se, dirigiu-se até a Mesa, tomou o microfone das mãos do sr. Dr. Antonio Neris de Souza, bacharel em Direito pela PUC, e se defendeu do vil e injustificado ataque, sendo ao final muito aplaudida. Em seguida, retirou-se da Assembléia, por naturalmente não suportar uma reunião conduzida por um "colega" incapaz de respeitar seus adversários políticos.

Essa Assembléia VAGABUNDA foi só de informes, pois as pessoas da Plenária não tiveram direito para dar suas opiniões (à exceção da Leomar, por razão óbvia), não se abriram inscrições exceto para perguntas ao advogado. Uma reunião de mais de cem pessoas no HC, com pontos de pauta importantes, em que não existe debate!! Por isso, adjetivamos em alto e bom som : ASSEMBLÉIA VAGABUNDA !! E, pra piorar, com ataques que tipificam ASSÉDIO POLÍTICO-MORAL contra servidoras que mal se podem defender. O Núcleo Avançar na Luta está ao lado das servidoras xingadas em defesa de seu direito de resposta nos espaços do Sindicato. Se o espaço de defesa for negado, ficará mais evidente como os "Para Todos" são cada vez mais somente para os iluminados da Diretoria Nero-Messiânica, e também como esse lero de "campanha contra assédio moral" só vale para os outros, nunca para dirigentes sindicais que também praticam assédio!

Zaki Akel no topo da lista tríplice

5 comentários:
Num universo total de 62 votantes do Colégio Eleitoral da UFPR (Cons. Universitário reunido com o Cons. de Curadores), o prof. Zaki Akel foi confirmado dia 30/9 por 38 votos no topo da lista tríplice para reitor, a qual será enviada ao MEC para nomeação. Apenas para fazer figuração e completar a lista, inscreveram-se também os nomes dos professores João Carlos da Cunha (3 votos) e Almir Urbanes (2 votos), havendo ainda 2 votos em branco e 1 nulo.


Após homologação de seu nome pelo MEC, Zaki Akel será empossado em Brasília como novo reitor da UFPR para o período 2008-2012. A data da posse ainda não é sabida, mas, devido à ausência de reitor efetivo desde junho, é provável que ocorra antes do final deste ano.

A defesa do "step" constante mobilizará ?

4 comentários:
Já foi dito aqui antes que o "step" constante é um elemento essencial no Plano de Carreira (PCCTAE) instituído em 2005. Com um piso salarial de ao menos 3 SM e um step constante de 5%, as remunerações dos técnicos estariam num patamar mais digno, nas classes de A a E.



Porém, a Lei 11.784/2008 sancionada vetou o step constante (que hoje é de 3,6% para os técnicos da educação) e isso vem gerando crescente revolta nos meios sindicais. A FASUBRA realizará uma Plenária em 17-18/10 para discutir vários temas, sendo a defesa do step constante um destaque. Existem propostas de construção de uma nova greve geral.


As perguntas que todos nos devemos fazer é: como um todo, a categoria reconhece o step constante como uma bandeira importante, mobilizadora? E, uma vez compreendendo a importância dessa bandeira, conseguirá iniciar um movimento nacional ainda neste trimestre final?


Supomos que o entendimento da importância do step igual não seja ainda muito corrente na maior parte dos servidores TA. Ou, ao menos, não ao ponto de muitas centenas de pessoas, nas diversas universidades, se colocarem em movimento em sua defesa, o que significa ser necessário fazer ações de esclarecimento junto com as de mobilização. Inclusive aproveitando espaços na programação da Semana do Servidor que a Diretoria do Sinditest propõe para 20 a 24/10.


No entanto, em final de ano, com dezembro (e férias) a apenas 60 dias de começar, pode ser temerário apostar em um movimento do tipo "por tempo indeterminado". Pode ser mais prudente apontar para greves de protesto com duração definida, e agregando a um movimento assim outra bandeira, que trata da ameaça muito próxima da aprovação pelo Congresso do PL92/2007, instituidor das Fundações de Direito Privado (FDP). O HC pode virar uma FDP no ano que vem, se o PL 92 for aprovado pelos deputados.


Com base nessas considerações, o núcleo Avançar na Luta propõe para a Assembléia do Sinditest marcada para a manhã desta quinta-feira, 02/10, que - sem prejuízo do que vier a ser orientado na futura Plenária da FASUBRA - o Sinditest chame já uma Paralisação dos técnicos da UFPR, de um dia, em 15 de outubro, tendo por eixos:


- Em defesa do Termo de Compromisso da Greve/2007, exigimos o step constante;

- Contra a Fundação de Direito Privado na execução das políticas públicas de Saúde e Educação, pelo arquivamento do PL 92/2007.


Entendemos que a resistência contra a FDP assume grande importância neste momento, e particularmente os trabalhadores do HC devem estar na linha de frente dessa luta, apoiados por todos os demais da Universidade. O titular do Ministério do Planejamento, o petista Paulo Bernardo, que tanto é defensor ferrenho das FDPs como é inimigo do step constante, também merece ter sua cabeça cobrada pelo movimento, assim como a de seu pau-mandado sem-palavra, o Secretário de RH do Ministério, Duvanier Paiva.


Defendemos ainda que o Sinditest levante um "Placar" gigante defronte ao HC (e que se dane a chiadeira do Dr. Loddo), com os nomes de cada deputado federal paranaense, assinalando ali a posição de cada um quanto a ser a favor ou contra o PL 92/2007, placar a ser atualizado conforme cada parlamentar revele seu voto ao ser cobrado pelo Sinditest.


Com uma paralisação inicial no dia 15/10 poderemos começar a aferir a disposição de briga de toda a base para novos enfrentamentos contra aquelas autoridades que não mostrarem disposição de valorizar o trabalhador e o serviço público. Certamente a Plenária da FASUBRA apontará outras mobilizações e iniciativas, mas nada impede que comecemos desde já.

Presidência da República sanciona Lei que reestrutura carreiras e remunerações

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José de Alencar, presidente da República em exercício, sancionou a Lei 11.784/2008, que reestrutura carreiras e salários de mais de 700 mil servidores públicos civis. No entanto, dois vetos foram colocados pela Presidência, contra dois dispositivos colocados na proposta da Lei por parlamentares a partir da redação original da Medida Provisória 431. Um desses dispositivos implicaria em alterações nas tabelas remuneratórias propostas pelo Executivo e o outro modificaria os efeitos financeiros da avaliação de desempenho do servidor.


Segundo a argumentação jurídica da Presidência da República, ambos os dispositivos ferem a Constituição Federal em seus artigos 61 e 63. No caso do primeiro veto, pelo fato de que a CF estabelece ser da iniciativa privativa do Presidente da República propor leis que disponham sobre criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração. Quanto ao segundo, a CF não admite aumento da despesa prevista nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República.


Razões dos Vetos

Um dos vetos foi ao Artigo 14-A da Lei no 11.091/2005 (Lei do PCCTAE), inserido pelo artigo 15 do Projeto de Lei de Conversão da MP 431. Os motivos que levaram à decisão estão na mensagem 729 do Executivo, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 30/09.


O artigo tem o seguinte enunciado: "A diferença percentual entre um padrão de vencimento e o seguinte da tabela de vencimentos da carreira de que trata esta Lei é constante". O governo entende que a medida subseqüente a isso seria a obrigatoriedade da revisão das tabelas de remuneração, que não foram construídas de acordo com esta regra. "Ou seja, estaria sendo imposta ao Poder Executivo regra de reajuste de remuneração, que é de sua alçada privativa, e com aumento de despesa, portanto inconstitucional", explica a mensagem.


O outro artigo vetado foi o 175 do Projeto de Conversão, cujo enunciado é o seguinte: "A compensação dos efeitos financeiros gerados pelos resultados da primeira avaliação de desempenho das gratificações instituídas por esta Lei, caso haja diferenças pagas a maior a compensar, poderá ser dispensada mediante ato do Poder Executivo".


Para vetá-lo, o governo argumentou que, se acatada a proposta, o servidor que obtiver pontuação insuficiente no primeiro período de avaliação poderá receber a sua gratificação acima do condizente com o seu real desempenho, o que contraria o princípio constitucional da eficiência no serviço público, além de caracterizar forma inadequada de aplicação dos recursos públicos.
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Fonte: ASSUFRGS