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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Onde está o encaminhamento das recomendações da Auditoria do Sinditest de 2013?

Um comentário:
Auditoria foi feita nas contas do Sinditest dos exercícios de 2007 a 2011. O resultado da Auditoria saiu em outubro/2013.  A Assembleia chamada pela Diretoria do PSTU para expor esse resultado (a muito custo e cobrança) só saiu em março/2014, em assembleia da qual um trecho está no vídeo acima.

A auditoria achou irregularidades, entre outras, na venda da "chácara" de Piraquara ocorrida em 2009 sob a gestão Messias/Néris/Carla Cobalchini/Bernardo Pilotto/Zé Carlos Assis.  

A auditoria, em outubro/2013,  recomendou à Diretoria da Carla fazer perícia imobiliária no imóvel vendido de Piraquara, pois a suspeita é de foi vendido subfaturado, com dano para o patrimònio do Sinditest.

Na assembleia no vídeo, em março/2014, Carla recusa aplicar sanções disciplinares em seus ex-colegas de diretoria 2008-2009 Messias e Néris porque argumentava então (vejam no vídeo) que, para isso, era primeiro preciso fazer as tais perícias.

Onde está a perícia?  Não há dinheiro para pagá-la? Seria cara demais?

Ou será que, feita a perícia, isto reforçará a tese de dilapidação de patrimônio do Sinditest praticada por uma Diretoria 2008-2009 na qual Carla foi uma diretora bastante ativa e assinava documentos também para vendas de imóveis?

Contudo, na hora de meter a mão no bolso dos filiados para fundos e mais fundos de greve, dos quais não se presta contas, aí o gatilho é rápido.  Para abafar incômodos, o traseiro é grande para sentar em cima e fingir que nada tem a ver com nada.

CTB: Urge extirpar a corrupção do movimento sindical !

Nenhum comentário:
O escândalo que levou à intervenção da Justiça no Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, foco de uma reportagem da Rede Globo exibida no “Fantástico” do último domingo, merece uma reflexão mais atenta e profunda do movimento sindical. A transformação da entidade num negócio da família Mata Roma, que somente na última gestão promoveu um desvio estimado em mais de R$ 100 milhões, é inadmissível e deve ser repudiada com energia e indignação. 

Por Adilson Araújo(*), no Portal da CTB

Note-se que a base daquele sindicato compreende um universo de mais de 400 mil trabalhadores e trabalhadoras, ao passo que os sócios não chegavam a 800. Por absoluta carência de ação sindical o piso da categoria é inferior a R$ 1 mil. O desvio moral liderado por Otton da Costa Mata Roma, que, com o capital acumulado na ladroagem, comprou aviões e virou proprietário de duas empresas de transportes aéreo, desdobrou-se, como era de se esperar, em desvio político, autoritarismo e traição aberta aos interesses dos comerciários e da classe trabalhadora em geral.

Os sócios já não desfrutavam sequer do direito ao voto. Em 2014 a diretoria foi eleita em assembleias-fantasmas, forjadas por dirigentes da UGT, que depois coletavam ou falsificavam assinaturas para fechar as atas eleitorais e ainda se hospedavam em um flat mobiliado e ganhavam uns trocados pelo malfeito. As leis da conveniência talvez expliquem o fato de Mata Roma ter sido eleito secretário de Relações Internacionais da UGT e permanecer na função, agora como licenciado, mesmo depois da intervenção no sindicato.

A reportagem da TV Globo mostra só um lado da história e pode induzir a opinião pública à conclusão de que o conjunto do movimento sindical brasileiro está contaminado pelo vírus da corrupção. Isto simplesmente não é verdade e a classe trabalhadora não deve se enganar com as falsas generalizações a este respeito, que servem aos propósitos alienantes da propaganda burguesa. É necessário saber separar o joio do trigo. A história do movimento sindical (do 1º de Maio, assim como do 8 de março)revela a coragem e o heroísmo de muitas lideranças na luta em defesa dos direitos trabalhistas.

O papel dos sindicatos, para o qual originalmente foram criados, é a defesa intransigente dos interesses da classe trabalhadora e, para que seja cumprido, é preciso honestidade, compromisso com as lutas e respeito à democracia. Todavia, há sindicalistas corrompidos, degenerados que traíram a confiança e os interesses das bases, assim como centrais sindicais que fazem o jogo da direita e dos patrões. 

Mas existem também sindicalistas honestos, comprometidos com a classe trabalhadora e empenhados de corpo e alma na luta contra a exploração capitalista e em defesa dos assalariados. É esta igualmente a teoria, e também a prática, da CTB, que se orienta por uma concepção classista de sindicalismo (democrática, autônoma e anticapitalista) e não dá guarida a corruptos.

Não podemos ser negligentes com a corrupção, mesmo porque ela é uma das principais causas da crise de representatividade que abala as instituições no Brasil e subtrai capacidade de mobilização e conscientização dos sindicatos. Não se trata de um fenômeno isolado. A falta de democracia nas gestões e principalmente nas eleições sindicais é companheira dileta da corrupção. É recorrente ouvir em nosso meio a cínica sentença de que em eleição sindical até o voto vale. Não é de se estranhar a falta de credibilidade.

Os dirigentes das centrais não podem ignorar a realidade escandalosa em seu entorno (revelada parcialmente e com sensacionalismo no “Fantástico”) e fingir que tudo vai muito bem, obrigado. A CTB defende a elaboração de um código eleitoral, atrelado ao recebimento das contribuições sindicais, com regras democráticas que garantam o direito à associação, transparência e lisura nos pleitos, coibindo as fraudes, restringindo os mandatos a quatro anos com direito a uma única reeleição. Quem não assinar não deve ter acesso à Contribuição Sindical e procurar sobreviver, se conseguir, das mensalidades.

Defendemos a mais ampla transparência na gestão dos recursos das entidades, que pertencem em primeira e última instância à classe trabalhadora; consideramos um crime imperdoável desviá-los em benefício próprio, empregando-os no enriquecimento ilícito de falsos dirigentes e seus familiares. Os sindicatos foram criados, com o sangue e o suor operário, como instrumentos de luta da classe trabalhadora contra a exploração e opressão capitalistas. É intolerável que se transformem em balcões de negócios de alguns velhacos oportunistas e mafiosos.
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(*)Adilson Araújo é presidente nacional da CTB.
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Atualização às 13h30: 
Chapa da CTB sai vitoriosa no Sindicato dos Comerciários do RJ - O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro está de volta à categoria. Depois de décadas sob o domínio da família Mata Roma, uma intervenção judicial possibilitou o que os trabalhadores comerciários tanto ansiavam: um pleito democrático para eleger a diretoria do sindicato. Com a totalização das urnas apuradas, a Chapa 1 - A Hora da Mudança, apoiada pela CTB, está eleita para a direção do Sindicato. Os números finais foram: Chapa 1: 874 votos; Chapa 2: 44 votos e Chapa 3: 143.

domingo, 7 de junho de 2015

A Bíblia contra o macaco

Um comentário:
Começava, 90 anos atrás, o tribunal da intolerância, com Charles Darwin no banco de réus. A América mudou alguma coisa?

por Nirlando Beirão, em CartaCapital

Dayton, Tennessee, era, 90 anos atrás, um povoado de 1,8 mil almas fervorosamente assistidas por nove igrejas e um punhado de iracundos pregadores dispostos a irrigar seu rebanho com a crença de uma superioridade moral baseada na adesão incondicional à Palavra de Deus. 

Espreguiçando-se “num vale sorridente”, como anotou H. L. Mencken, Dayton trazia em si aquele charme rural, aprazível, que disfarçava uma estufa de superstições, preconceitos e hipocrisia capaz de explodir em ódio contra quem quer que rejeite a autoridade literal da Bíblia e de seus porta-vozes. Um vilarejo, observou Mencken, no qual não havia salão de dança ou de jogo e onde o esporte mais praticado era o rezar. “A oração tem o poder de realizar muita coisa”, ironizou Mencken. “Pode curar diabetes, encontrar carteiras perdidas e proteger as esposas das agressões dos maridos.”

O processo instaurado no dia 25 de maio de 1925 contra um professor de Ciência de 24 anos da Rhea County High School, que tendia perigosamente a desacreditar a narrativa do Gênesis e a contestar que a terra é plana e infestada de espíritos do mal, teria passado despercebido como um daqueles episódios típicos de uma América puritana, racista, ignorante, se não fosse pelo simbolismo que o julgamento ganhou e pela concentração decelebrities que Dayton, casta e pura, de repente acolheu.


Para pontificar na defesa de John T. Scopes, cujos óculos de aros acadêmicos prenunciavam um sinistro liberal, acorreu Clarence Darrow, o carismático criminalista identificado com as causas progressistas e humanitárias, que tinha no currículo a defesa de negros, sindicalistas e homossexuais – ou seja, na versão da caipirada local, o Belzebu em pessoa.

Para exacerbar a acusação, recrutou-se outro figurão de prestígio, William Jennings Bryan, que, após três frustradas tentativas de chegar à Presidência dos Estados Unidos por um Partido Democrata ainda muito distante do engajamento social de Franklin Delano Roosevelt, tinha se convertido ao mais descabelado fundamentalismo religioso, insuflando pelo país afora multidões de crédulos com o timbre catastrófico de profeta do Apocalipse. Para Bryan, seria um acerto de contas com Darrow – “aquele ateu e agnóstico” – que vivia ridicularizando seu fanatismo.

Uma enxurrada de jornalistas também inundou Dayton com seu elenco de estrelas, a começar por aquele H. L. Mencken, que botou a serviço do Baltimore Evening Sun a sua verve embebida em sarcasmo – mas que, ao final de 11 dias de suarenta batalha forense, num ambiente que lembrava apropriadamente a fornalha do Inferno, permitiu-se brindar Bryan não mais com o artifício do deboche, e sim com a santa indignação que quem testemunhou no acusador um desfile de “imbecilidades peculiares” e de “insensatez teológica”. “Chegou herói, saiu bufão”, apostrofou o jornalista.

Foi Mencken, aliás, quem batizou aquela “orgia religiosa” (palavras dele) de The Monkey Trial (O Julgamento do Macaco) – uma vez que ficou óbvio que ali não se tratava de julgar um iniciante professor do curso secundário e, sim, de condenar Charles Darwin in absentia, a Teoria da Evolução, a Origem das Espécies, 65 anos depois de sua publicação – na concepção primária e abjeta dos fundamentalistas, punir na figura de um mestre-escola, aquela ideia de que “o homem vem do macaco”, que não foi esculpido do barro, 6 mil anos atrás, pela mão de uma divindade barbuda e quase sempre vingativa...


domingo, 12 de abril de 2015

Discurso de ódio constrói alguma coisa? Constrói movimento sindical?

Um comentário:
Caros(as) leitores(as) deste modesto Blog, as cenas montadas no vídeo acima foram captadas na assembleia da Não-Prestação de Contas do último dia 31 de março.  A Oposição Sindical à atual diretoria estava representada por quatro pessoas (Dodô, Paraná, Guaracira, Rita de Cássia), que lá estavam para pedir alguns esclarecimentos sobre diversos itens obscuros das planilhas de gastos divulgadas em janeiro deste ano pela Diretoria.  Estas pessoas, apenas por irem lá exercer seu direito de analisar prestação de contas, foram atacadas e vilipendiadas em sua honra.

A Oposição sequer sabia que o Conselho Fiscal (desfalcado) não seria capaz de apresentar as contas e dar um parecer; somente o soube no curso da assembleia.  Seguiu-se uma série de falas de diretores do Sinditest, duras e agressivas, como se fosse culpa da Oposição eles não serem capazes de apresentar, no prazo estatutário, os demonstrativos de receitas e despesas.

Entristecedor ver duas lideranças do Sinditest, como sua presidente e seu vice, destilarem tanta raiva em seus discursos, como se constata pelo vídeo.  Tomados por uma estranha histeria eles não são mais sequer capazes de reconhecer o que seus antecessores já fizeram desde a fundação do Sinditest em 1992, as greves que ocorreram e que trouxeram conquistas à categoria desde o começo dos anos 2000.  Resvalando para o autoritarismo, o vice-presidente Márcio chega a ameaçar que um dia pretende expulsar oposicionistas de assembleias, como se fosse o dono do pedaço (isso está no vídeo).

Para os atuais diretores, só vale o tempo em que eles estão à frente do sindicato, desde 2012. Um lamentável excesso de presunção.  Quem acompanhou a recente greve fracassada de 2014, sob comando deles, sabe do que se está falando.  Um pouco de humildade não faria mal.  E a devida transparência total nas contas.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Sinditest: Diretoria do PSTU mente sem pudor!

Um comentário:
Todos sabem o quanto a Rede Globo - cria da falecida ditadura militar de 64 - distorce a informação, manipula e mente sem hesitação.  Triste é ver que a Diretoria do Sinditest parece estar com inveja desse método global e também se preste por vezes a manipular palavras para fugir de explicações de seus erros e insuficiências. 

Foi o caso dessa Assembleia da Não-Prestação de Contas em 31 de março último.  Primeiro vejam este recorte [clique na figura se for preciso ampliar] do Edital oficial de convocação de assembleia assinado pela presidente do Sinditest em 25 de março:


Agora comparem com este trecho da página 12 da mais recente edição (abril/2015) do "Jornal [da Diretoria] do Sinditest", que está circulando pelas bases:


É ou não é evidência da manipulação de palavras?  Isto parece uma filigrana, mas não é. O vídeo mais abaixo explicita o porquê.  No começo da assembleia da Não-Prestação de Contas, em 31/03, a OPOSIÇÃO SINDICAL pediu esclarecimentos sobre o caráter da assembleia por causa dos termos imprecisos do Edital.  O advogado do Sinditest, Dr. Avanilson, solicitado a esclarecer, não o fez e a própria Mesa acabou reconhecendo ter havido erros na convocação.  Porque "assembleia do Conselho Fiscal" (figura jurídica inexistente no Estatuto do Sinditest) é bem diferente de "Assembleia Geral ordinária do Sinditest" (exigida pelo Estatuto).

Outra interrogação que paira no ar é: se o contador Ewerton Teixeira supostamente "desapareceu há cerca de dois meses" (como diz o Jornal acima), como é que a Diretoria tinha dados para publicar, em janeiro/2015, tabelas da contabilidade de Janeiro/2014 a Nov/2014?  Esquisito.

O vídeo abaixo mostra o momento em que o editor deste Blog solicita esclarecimentos (a partir de 3min15s) ao advogado do Sinditest, sem obter resposta.


Além dos fiascos políticos, da farsa do suposto "Congresso" de novembro/2014, a gestão 2014-2015 traz também a marca da falsidade em suas promessas e compromissos.  Que f...!  Para coroar a pantomima, inventam teorias conspiratórias hilárias e ainda as publicam em seu jornal impresso.  Haja metoclopramida.

sábado, 28 de março de 2015

Falsidade nas promessas e compromissos da Diretoria do Sinditest

Um comentário:

Falsidade. Uma das marcas da atual gestão do Sinditest 2014-2015. Chamam assembleias, debate-se vota-se, toma-se decisões.  E o encaminhamento? Muitas vezes não acontece.

Especialmente se envolver questões sensíveis de irregularidades nas duas gestões 2008-2011, nas quais conviveram muito juntos os servidores Wilson Messias (presidente), Antonio Néris (vice) e Carla Cobalchini (diretora de imprensa, hoje presidente).

Irregularidades detectadas na Auditoria realizada entre julho e outubro de 2013.  No vídeo acima se vê mais uma promessa-'enrolation', não encaminhada pela Diretoria do Sinditest.  Acreditam fervorosamente que a categoria tenha memória curta e "não ligue lé com cré".

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Desfazendo mentira e manipulação no Sinditest

3 comentários:

Uma breve cronologia para entender o caso:

* Final de 2007: chapa de oposição liderada pelo pelego Wilson Messias vence a eleição do Sinditest para o período 2008-2009; a chapa é um mix de pelegos com alguns militantes de ultraesquerda.

* Janeiro/2008: Messias toma posse e em seu primeiro boletim sindical acusa a Diretoria anterior (2006-2007, de José Carlos Belotto) de malfeitos na administração e não ter feito a contabilidade de 2007; exigem do contador que abra até um livro-caixa novo, a partir do "zero".

* Desde os primeiros meses de 2008, ex-diretores do Sinditest, principalmente sua tesoureira Guaracira Flores, cobram do contador Ewerton que apresente documentos contábeis a ele entregues em 2007 e o livro-caixa desse ano, mas estranhamente nada é atendido.

* Ao longo dos mandatos que teve (2008/2009 e 2010/2011), Messias prossegue caluniando os ex-diretores alegando a ausência da dita contabilidade, chegando ao ponto da agressão moral à servidora em uma assembleia geral.  A diretora de imprensa da época, Carla Cobalchini, hoje presidente, auxilia Messias em sua empreitada difamatória (além de ajudar a reelegê-lo no final de 2009).

* Novembro/2014: Ewerton, contador do Sinditest que se demitiu em setembro/2014, se dispõe a dar um depoimento em vídeo à atual Oposição do Sinditest, esclarecendo alguns pontos obscuros, incluindo o relativo ao suposto "sumiço" da contabilidade de 2007. É do que se trata o vídeo, uma vez que finalmente reapareceu o balanço de 2007...

Imagine, caro leitor, que você não é nenhum "macaco velho" do sindicalismo: aguentaria calado e calmo ser enxovalhado em sua honra, sem merecer, por pessoas que tem alguns esqueletos no armário?

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Aparelho, doce aparelho!

2 comentários:
O sindicato, agora em nova fase gerencial SindiPSTU(bo)-QI, anuncia novos cursos para melhor preparar os fieis à ascensão ao paraíso sem picaretas. Confira:

1.Curso de Artes Marciais mistas Palmares e Plantares - porque o inimigo de crasse dá rasteiras, até mesmo assumindo a forma de aposentados enfermos.

2.”Parcialismo Básico” - Curso de Comunicação Sindical. Calúnia, injúria e difamação em 3 lições; Tópicos avançados de ofensa chula contra adversários nas redes sociais; como impedir o direito de resposta em impressos e em sites sindicais.

3.”Auditoria sindical com mistério e sem encaminhamento” – oficina com direito a certificado e habilitação para ocultação de relatórios e perícias imobiliárias fantasmas.

4.Curso de Assessoria Jurídica Flash – aprenda a montar o escritório jurídico de sua corrente, sem licitação, em outros sindicatos também aparelhados e por aparelhar.

5.”Democracia Obreira sem Pluralidade” - curso de ciência política de 40 horas apenas para ungidos que completarem os quatro itens acima. Inclui aulas práticas de direção em trator “Manobrillar” em ambiente de simulação de assembleias sindicais. Os aprovados recebem conceito especial para integrar futuras chapas sindicais e de órgãos colegiados universitários.

6.”Porque o problema é só falta de vontade política para fazer a Revolução” - seminário de aprofundamento teórico, em regime de internato fechado em Shangri-lá, tendo por leitura obrigatória prévia a obra “O Programa de Transição”, de Lev Davidovich.

Vamos nessa, entrar e surfar nesse tubo! Com estas e muitas outras iniciativas de educação político-ideológica RMRPC (Revolucionárias-Mas-Revolucionárias-Pra-Cacete), os trou-, digo, trabalhadores subirão a um novo patamar de organização em que certamente colherão frutos inimagináveis.

sábado, 10 de maio de 2014

Autoritarismo dá o tom na diretoria do Sinditest

Um comentário:
Um trabalhador filiado ao Sinditest foi expulso da assembleia dos servidores da FUNPAR nesta última sexta-feira (9), no HC, quando procurava meramente assistir aos debates.  A diretoria do Sinditest convenceu e induziu parcela dos presentes à assembleia a votar para que o servidor saísse do auditório pelo fato de ser do RJU, porque supostamente "calunia" a diretoria nas redes sociais e estaria ali para espionar "a serviço da Reitoria.

"Crimes" terríveis, não é mesmo? E todos supostos, imaginados, frutos de uma espécie de paranoia persecutória que acomete alguns diretores do Sinditest, que se acham "ungidos" por alguma divindade ultraesquerdista e os únicos a saberem a verdade luminosa para conduzir as massas "ignaras". Logo, discordar das opiniões dos principais dirigentes dessa Diretoria é cometer heresia, "crime" que, na Idade Média, era punido com o banimento, a execração, a fogueira.  

Não é a primeira vez que certos "Torquemadinhas" dessa Diretoria sindical aprontam.  Do mais truculento deles já partiu até um golpe no rosto de um aposentado doente, em frente ao RU.  Outro publicamente xingou com palavras de baixo calão, na rede social Facebook, uma servidora que dele divergiu politicamente. E agora o episódio da expulsão de um local público, em uma assembleia pública, de um filiado que também ajuda a sustentar a entidade que deveria ser de todos.

A "bíblia" que orienta politicamente os torquemadinhas tem trechos que apontam para esse tipo de rotulagem, perseguição e demonização de adversários políticos.  O autor dessa "bíblia", Leon Trotsky, tinha posicionamentos estranhos na opinião do grande chefe revolucionário russo Lenin. Trotsky, por exemplo, achava que todos os sindicatos deveriam ser militarizados e postos diretamente ao serviço, como correias de transmissão, do novo Estado revolucionário socialista, com isso perdendo seu caráter de entidades de massa, de todos os sindicalizados, para se tornarem meros apêndices do Estado ou de um partido.  Lenin se opôs a isso e muito escreveu para desmascarar posições arbitrárias de Trotsky.

Assim, o que acontece atualmente no Sinditest tem uma origem , uma fundamentação político-ideológica.  O problema é que, a persistir o abuso autoritário, o mandonismo, a truculência verbal e/ou física, o sindicato de fato pode deixar de ser de todos os filiados, para virar aparelho sob a chibata das vontades do partido político de seus diretores.  E aí, o movimento será apenas dos poucos "iluminados", os puros ungidos pela Quarta Internacional.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Greve do HC considerada ilegal pela Justiça, a pedido do MPF

3 comentários:
Ontem à tarde (17), a Reitoria da UFPR recebeu notificação da Justiça Federal, informando sobre a decretação de ilegalidade da greve dos servidores do HC e ordenando que a UFPR, através do responsável (reitor) faça cumprir o seguinte dentro de 48 horas (até a tarde de sábado, dia 19):

1]Desconto em folha dos dias parados dos servidores que fizeram greve;

2]Informação dos dias parados, setor onde ocorreram ou ainda ocorrerem paralisações, responsáveis por tais setores e nomes das pessoas que tiverem atendimento de saúde negado por causa da greve;

3]Instauração de sindicância administrativo-disciplinar individualizada (sobre cada servudor grevista) com base no Estatuto do Servidor Federal.

O não-cumprimento injustificado dos itens acima pode implicar multa diária de dez mil reais para a UFPR, e ainda possível responsabilização cível e criminal.

Uma audiência de conciliação entre as partes - Ministério Público Federal (polo ativo acusador), de um lado e, do outro, Sinditest e UFPR (polo passivo, réus) - foi convocada para a próxima quinta-feira, dia 24.

A íntegra da decisão do juiz federal Eduardo Appio pode ser lida aqui.  Como de hábito, ela baseia-se na importância crucial do Hospital de Clínicas no esquema do SUS do estado do Paraná e no cotejo entre os direitos constitucionais à greve e à saúde, com priorização deste último sobre o primeiro, arguindo o risco de lesão grave a vidas humanas ou mesmo morte(s), em função da vigência da greve.

Note-se, entretanto, que a Ordem judicial é endereçada ao reitor Zaki Akel e não diretamente ao Sinditest.  É a UFPR/Reitoria quem poderá arcar com multa diária e responsabilizações se não cumprir os itens estabelecidos pela determinação da Justiça descritos acima.  A greve dos servidores estatutários do HC faz parte de um movimento nacional da FASUBRA e sua instância local máxima de deliberação é a assembleia extraordinária geral de greve que só vai ocorrer na manhã do dia 22/04, 3a. feira.  A menos que diretores do Sinditest tomem antes a iniciativa de desmobilizarem por conta própria a greve dentro do HC, sem esperar a decisão da assembleia do dia 22.

Trecho da decisão judicial sobre a greve do HC

A situação crítica de judicialização da greve focada na paralisação do HC repete quadro similar ao da greve de 2007, quando a Diretoria do Sinditest, então presidida por José Carlos Belotto, foi também pressionada pela decretação de ilegalidade e risco de multas pesadas.  Só que, naquela ocasião, se soube de que certas lideranças do HC estavam ativamente instigando servidores do HC que não podiam fazer greve a entrar nela, com isso dando pretexto ao MP para atacar a paralisação. Bom lembrar daquela sacanagem feita contra a greve de 2007, movida por odiosos fins eleitoreiros de gente inescrupulosa, mas que não impediram que aquele movimento obtivesse os melhores resultados em acordo de greve dos últimos dez anos. 

terça-feira, 15 de abril de 2014

Avança o “aparelhamento” do Sinditest pelo PSTU

Um comentário:
“Aparelhamento” é um termo do jargão político-sindical que designa o aproveitamento indevido de bens e recursos de uma associação ou entidade por partido político que a comande, para beneficiar os interesses do partido.

No Sinditest, em particular na atual gestão dirigida por Carla Cobalchini, militante do PSTU desde 2012 (antes foi do PSOL), esse aparelhamento vai ficando mais escancarado.

Já não basta que jornal impresso e site de internet, ainda que pagos por todos os filiados, sejam veículos exclusivos do posicionamento político da diretoria, sem direito a resposta em tais órgãos, livremente usados pelos diretores do PSTU para achincalhar seus adversários na base. Outro exemplo: a FASUBRA não está filiada a nenhuma Central Sindical e debate igualmente com CUT, CTB e Conlutas (e no site da FASUBRA há links para as três); já no site do Sinditest só há link para a Conlutas, a minoritária “central” mantida à mão de ferro sob comando do PSTU.

Apenas no mês passado se soube que o antigo Escritório Jurídico do sindicato, o Trindade & Arzeno, contratado por licitação, foi mandado embora. Em seu lugar ficou o quê? Um esquema comandado pelo advogado dirigente do PSTU-Paraná, o Avanilson. Ao se entrar na página do Jurídico do site do Sinditest não se obtem maiores esclarecimentos de quem compõe esse “esquema” além de Avanilson. A dita lisura com o uso do processo licitatório para contratar escritório jurídico parece ter ido pro espaço.


E agora, inserido no rol de atividades da greve da UFPR, aparece uma palestra de dois ativistas dos EUA, promovida pelo PSTU-Curitiba. Como se vê no cartaz acima, atividade de um partido com o apoio do Sinditest... O sindicato apoiará atividades de outros partidos? Duvidamos! Independentemente do conteúdo progressista das falas desses visitantes norte-americanos (cujos vínculos políticos e sindicais desconhecemos), trata-se claramente de mais um caso de aparelhamento de recurso da entidade sindical para beneficiar iniciativa do partido que a domina.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

E a Rodoferroviária vai para a Suíça...

3 comentários:
A Estação Rodoferroviária clamava por uma reforma geral há mais de década.  Aí vem essa maldita Copa do Mundo no Brasil e obriga as autoridades municipais a entrarem muito rápido no Plano de obras infraestruturais do Governo Federal para reformar finalmente a Estação.  

Mas o pior não é essa reforma ter sido antecipada por causa da realização de jogos da Copa em Curitiba.  É que toda a Rodoferroviária - com os 34,5 milhões de reais de dinheiro público torrados nessa obra (figura abaixo; clique nela para ampliar) que de nada vai servir ao povão que usa ônibus – vai depois ser levada embora pela FIFA para sua sede na Suíça, gente! Não é mesmo um descalabro? 


Nossa “Rodozinha” sendo embarcada para a sede da FIFA na Suíça, pois, claro, como afirmam doutamente os patrióticos denunciadores antiCopa, nenhum legado da Copa ficará para os brasileiros, inclusive nós paranaenses! Até algumas vias de acesso à cidade que passam por obras de ampliação serão todas levadas embora pela FIFA!

Por isso, estão certos PSTU e PSol quando diziam antes “Não vai ter Copa” e, não sabemos bem por quê, agora mudaram para “Na Copa vai ter luta”, certíssimos, porque essa falta de legado da Copa (exceto uns trocados de turistas e investidores para alguns setores, coisa de uns poucos 300 bilhões de reais nos próximos 5 anos) não pode passar sem um repúdio total e veemente dos brasileiros, mesmo que eles não conheçam nada do Portal da Transparência do Governo.


Por isso, na Copa vai ter luta, companheirada, e no aniversário da pátria dos antenados protestadores em 4 de julho também vai ter luta! E no mês do cachorro louco também! E no 11 de setembro idem... E... até o Ano Novo vai ter luta, de preferência em greve, mesmo sem negociação de pauta nenhuma.

terça-feira, 8 de abril de 2014

A teologia no Sinditest, de Antonio a Márcio & Maurício

3 comentários:
Sabem o que é maniqueísmo? A luta entre o Bem e o Mal? Os bonzinhos e os malvados?  Todo aquele lero-lero que está na base das religiões em geral?

Pois bem, no Sinditest, durante largos anos esse tipo de argumentação foi usada pelo "pastor" Antonio Neris e seu grupinho para se justificar no comando da entidade. Ele era o portador da "verdade", suas sagradas "Escrituras" e tudo que saía da boca dele eram diretivas inquestionáveis.  Isso ficou muito patente por suas atitudes de 2003 em diante, quando esmagou opositores até mesmo dentro de sua própria Diretoria, e quando impôs a compra de um imóvel questionável numa assembleia antidemocrática nos primeiros anos deste novo milênio.

Passaram-se anos e o "pastor" inquestionável na sua "teologia" estritamente pessoal acabou sendo superado, com suas contradições sendo reveladas como balelas e ele mesmo apelegando-se descaradamente, assumindo cargo de confiança na gestão do atual reitor.

E o que lhe sucedeu? Uma gestão racional, democrática e pluralista? Não, o que lhe sucedeu foi outro tipo de seita, agora de ultraesquerda.  Se Néris queria se apresentar como um tipo de arauto de Deus, agora os novos teólogos do PSTU colocam Trotsky como divindade suprema divisora das águas (e como divide!). Se antes havia a questão da fé nas palavras do "pastor-líder" Antonio, agora se advoga a convicção nas palavras infalíveis da "vontade política" dos profetas Márcio Palmares e Maurício Souza, diretores do Sinditest. Um usava a Bíblia; os profetas da ultraesquerda usam o "Programa de Transição" de Leon Trotsky, pelo qual se aprende aquela tese esdrúxula infantil de que basta querer para poder, independente da realidade e da correlação de forças, tudo é uma questão de "vontade política" de revolucionar, e os que questionarem tal vontade são "traidores da causa".

Onde está a diferença entre o Antônio-pastor apoiando-se em fé e "Deus" e os profetas ultraesquerdistas apoiados na "vontade política" advogada por Trotsky?  A rigor, nenhuma.

É sob o reinado dos profetas Márcio & Maurício, das estrofes ultraesquerdistas dessa "dupla caipira", que hoje dança a categoria dos técnicos-administrativos, um bailado inconsequente em direção ao nada.

domingo, 23 de março de 2014

Opinião diferente é crime político

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Cena no Restaurante Universitário central da UFPR, na última quinta-feira (20/3). Estava para começar uma assembleia geral de greve do Sinditest-PR no refeitório do RU.  Alguns servidores conversavam numa rodinha na calçada em frente ao RU, entre eles o 1o. vice-presidente do sindicato, Giuliano, e o servidor da base Gessimiel "Paraná".

Irrompe sobre a rodinha o 2o. vice-presidente do Sinditest, Márcio Palmares, e grita a seu colega de diretoria uma advertência:

"- Não dê ouvidos a esse crápula!"

E - do alto de sua simpatia -, completa rosnando uma ameaça dirigida ao "Paraná":

"- Vou pedir sua expulsão na assembleia!!"

Por aí, pode-se ter ideia de como anda o respeito às diferenças por parte da Diretoria do Sinditest.  Já pensam até em expulsar quem não reza sua cartilha "super-revolucionária".  Enquanto isso, escondem certas verdades dolorosas e poupam os antigos aliados metidos em irregularidades detectadas pela auditoria.   

Então, essa é a "democracia operária" de que falou a presidente do sindicato em seu discurso de posse de janeiro?

sexta-feira, 21 de março de 2014

Não por falta de livro novo...

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Não será por falta de livro novo na UFPR que a Diretoria do Sinditest poderá alegar dificuldade de enfrentar e superar certos problemas... Nas ilustrações, as capas de títulos novinhos em folha chegando às prateleiras das bibliotecas da UFPR.

terça-feira, 18 de março de 2014

Tapetes do Sinditest 2014

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É muito fácil meter a boca em casos de corrupção pelo país afora (reais, ou inventados pela mídia monopolista).  Mas como é difícil manter imóvel no chão da própria entidade certos tapetes abaulados por uma incomoda presença fétida logo abaixo.  O velho caso do ditado da pimenta nos olhos dos outros ser refresco.

domingo, 16 de março de 2014

A covardia "revolucionária" da Diretoria do Sinditest

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O Nero-messianismo e o Ultraesquerdismo andam de mãos dadas quando se trata de empurrar com a barriga antigos rolos que envolvem a ambos.  Na hora de propor medidas duras, a falta de coragem (e também o acumpliciamento geral) entra em campo.  Finalizaram a assembleia  de 12/03 no HC sem medidas efetivas mas apenas um apontamento de novas "perícias".  O que precisa ser periciado é a sem-vergonhice que produz maracutaias com o dinheiro de todos os filiados.

terça-feira, 11 de março de 2014

Sejamos claros: a presidente do Sinditest está envolvida nas irregularidades

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Car@s leitor@s deste blog, deixemos nós também de rodeios acerca da novela do Relatório da Auditoria do Sinditest. Por que é tão difícil que uma diretoria da "esquerda revolucionária" (qualificativo autoimposto) revele o conteúdo integral do Relatório?

Simples: porque nas irregularidades estão envolvidos atuais diretores do Sinditest e um ex-diretor.  Em especial a presidente do sindicato, Carla Cobalchini.  Eles querem se eximir, mas suas presenças e assinaturas estão em documentos comprometedores.

Carla, colega nossa muito inteligente e com boa formação política de esquerda, ótimo quadro político oriundo do PT, depois do PSol e hoje no PSTU, infelizmente está enredada nas mutretas que a auditoria encontrou nas contas do sindicato.  Logo ela, a dirigente principal do sindicato e  de quem se espera que lidere uma greve de servidores a partir da semana que vem.

Não é por menos que a matéria do sindicato de 24/02 tenta impor sua vã esperança de que a assembleia da auditoria de amanhã (12/03) encerre o assunto das falcatruas ocorridas em gestões de que Carla participou assessorando, no departamento de imprensa, o presidente Wilson Messias e o vice Antonio Néris.  Não vai encerrar o assunto se não forem adotados os encaminhamentos necessários para responsabilizar quem for responsável por malversação das mensalidades pagas pelo coletivo sindicalizado.

Enquanto essa questão permanecer assombrando a categoria, não há como pensar em mobilizações "combativas, unidas, vitoriosas".  Sempre vai pairar a desconfiança.  Pior ainda se vierem propor fundo de greve!

Querem um exemplo, relativo ao assunto mais tenebroso nessa auditoria?  

O famigerado caso da venda da chácara de Piraquara: composto de 12 terrenos, uma assembleia em 04/03/2009 ratificou decisão anterior de vende-la POR INTEIRO (os 12 lotes).  A diretoria, presidida por Messias, achou um suposto comprador (preferimos considerar um laranjão), um vigilante (imaginem o salário de um vigilante) que teria obtido o prodígio de arranjar um financiamento na Caixa Econômica Federal  de 250 mil reais para comprar o imóvel.  Porém, a documentação da própria CEF comprova que esses 250 mil eram para comprar apenas os lotes 4 e 5 de uma chácara de 12 lotes.

Não obstante, o que divulgaram para a categoria burrinha (como eles sempre acharam) é que tinham vendido TODA a chácara de 12 lotes por 250 mil, e não somente os lotes 4 e 5.  Seja como for, o laranjão vigilante vendeu posteriormente os outros 10 lotes por valores que excedem 1 milhão de reais.  Estranho demais, não é?

Onde entram ex- e atuais diretores do Sinditest nesse rolo? Simples: eles assinaram documentos (oficiais, de cartório) e compactuaram com a "venda" maracutaiada.  Carla Cobalchini, José Carlos Assis e Bernardo Pilotto eram diretores do Sinditest ao lado de Wilson Messias quando tal rolo se deu. Carla assinou como jornalista o jornal do Sinditest  de 2009 que vendeu para a base a ilusão de que toda a chácara de Piraquara tinha sido alienada por 250 mil reais, assim como uma ata retificadora complementar (junho/2009) que facilitava o acima citado contrato de financiamento da CEF para o laranjão.

Ora, pois.  Temos um destacado quadro do PSTU e do seu sindicalismo envolvido numa trama que prejudicou a categoria.  Ela quer comandar uma greve mas tem esse "esqueleto no armário".  Ou assume, esclarece, se dispõe ao julgamento da base e possíveis desdobramentos, ou continua tentando esconder o rolo debaixo do tapete.

Sei de uma coisa.  Com essa liderança, mantida a falta de democracia  e de transparência, eu não vou a luta alguma, nem a greves.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Diretoria do Sinditest e a base-criança: o caso da Auditoria de contas

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“Isso não é assunto pra criança!!” Quantas vezes pais e tios não ralharam, dessa maneira, com pimpolhos que queriam saber mais sobre questões supostamente “espinhosas” ?

O liberalismo político clássico do século 19 também assim pensava sobre a maioria das pessoas, e abominava, por exemplo, a ideia de dar direito de voto a todos os homens. Que dirá deixar mulheres também votarem! Aqueles pensadores liberais burgueses achavam que somente os cidadãos devidamente esclarecidos e informados podiam opinar, votar e governar. Apenas os que tivessem tempo para se educar e pensar, ou seja, a elite minoritária e dona de muitos bens. Os demais indivíduos, mal instruídos, trabalhando no pesado 10-12 horas por dia e sem propriedades, eram como crianças, não seriam capazes jamais de votar para escolher rumos adequados para a sociedade.

E não é que vemos esse pensamento liberal burguês ser reeditado pela Diretoria do Sinditest em pleno século 21?

Vejam o que a diretoria escreveu em 24/02/2014 sobre a necessidade de “privacidade” do Relatório final da Auditoria concluída em outubro/2013:

“O que não podemos fazer (e não faremos) é espalhar o relatório aos quatro ventos, como se fosse um panfleto, pois se trata de um documento de cunho confidencial, destinado à administração da entidade (sua direção eleita). O relatório contém dados sobre pessoas que estiveram à frente do sindicato nas gestões de 2006 a 2011, e que poderiam recorrer judicialmente (alegando danos morais) se déssemos publicidade a tais informações de forma irresponsável.”

Ninguém pediu para transformar o Relatório da Auditoria em panfleto para farta distribuição, mas notem só: o relatório, pago por todos os filiados, é “confidencial” e se destina apenas à diretoria sindical... Com isto, encadeiam um raciocínio que de fato considera as pessoas da base como crianças, às quais não pode ser facilitado o acesso ao documento porque as informações do Relatório poderiam ser usadas de forma irresponsável! Ironicamente, foi o próprio diretor atual do Sinditest José Carlos Assis quem de viva voz, numa assembleia geral com 40 pessoas este ano, afirmou categoricamente que o Sinditest havia sido roubado e ainda nominou as pessoas responsáveis pelo delito.

Acabam também caindo numa contradição, pois de um lado dizem que o Relatório é “confidencial” e de outro dizem que o filiado interessado pode ir até a sede do sindicato para consultar o documento, embora seja proibido tirar cópias. Além do fato acima citado, da franqueza verbal do diretor José Carlos.

Por todos esses fatos, cada vez clareia-se mais que esse Relatório de Auditoria contém dados do mais alto interesse para TODA a categoria, e não apenas para alguns filiados mais "interessados”. Não se trata de questões atinentes a meia dúzia de dirigentes e ex-dirigentes sindicais diretamente envolvidos com irregularidade real ou suspeitada, uma vez que se refere a certo modo de condução financeiro-patrimonial de uma entidade sustentada por 6 mil filiados.

A Diretoria do Sinditest não pode mais prosseguir com rodeios e tergiversações. Tem que apresentar tudo às claras, tem que apontar responsabilidades e definir encaminhamentos. Tem que facilitar o acesso a esse documento – que é DE TODOS – colocando-o no site sindical para baixar (mesmo que seja para sindicalizados que se identifiquem com nome e email para poderem fazer o download).

Fundamental que um bom número de servidores compareça, enfim, à Assembleia Geral marcada para 12 de março (4a. Feira), às 09h30, no Hospital de Clínicas, no 7. andar do Anexo B, onde a Diretoria promete que será apresentado o Relatório final da auditoria, e inclusive que encaminhamentos serão adotados. Transparência total e já!