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terça-feira, 28 de abril de 2015

Beto Porrete Richa manda seus meganhas pra cima dos professores

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Vídeo acima, veiculado pelo Portal Banda B, mostra o ataque da polícia de Beto Porrete Richa aos professores desarmados na manhã de hoje.  Que governador valente e democrático, não?

Beto Porrete Richa reinaugura “democracia do cassetete” no Paraná

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O sujeito é trabalhador do serviço público e contribui para seu fundo de aposentadoria, o Paraná Previdência.  De repente, por incompetência administrativa e outros motivos ainda ocultos, o governador quebra financeiramente o estado e resolve cobrir o rombo com o dinheiro da aposentadoria juntado pelos servidores contribuintes.  O que você faria, se servidor estadual fosse? 

Ficaria puto! E iria à luta, como estão fazendo desde ontem principalmente os professores estaduais liderados pela APP, que tiveram de retomar a greve que havia sido suspensa em fins de fevereiro. 

Borrando-se nas cuecas de seda, o governador – que em fevereiro já fugira de qualquer negociação direta com os grevistas – resolveu se precaver por todos os lados. Com amiguinhos do Judiciário (representante da elite burguesa do Paraná, como o próprio Beto Porrete), conseguiu medidas tanto para garantir maciça repressão policial, como para criminalizar o movimento grevista, impondo multa pesada ao sindicato dos professores. 

O “valente” governador e seus cupinchas na Assembleia Legislativa chamaram um efetivo repressor de mais de mil policiais (inclusive do interior do estado), fartamente munidos de escudos, porretes, bombas, balas de borracha, sprays de pimenta, jatos d'água para cercar o prédio da ALEP e intimidar o movimento dos trabalhadores.


Ontem, o cerco policial para proteger bandidos fantasiados de deputados logrou manter longe do plenário da ALEP qualquer trabalhador manifestante.  Beto Porrete mais 31 traidores dos trabalhadores conseguiram aprovar seu projeto de gatunagem para tungar 125 milhões do fundo de aposentadoria pago pelos servidores.  21 deputados estaduais honraram compromissos com a classe trabalhadora e contra a improbidade administrativa votando contra a safadeza.  A relação de deputados e seus respectivos votos está ao fim desta matéria.

Não contentes com esta vitória parcial contra os servidores, o desgoverno Richa mandou sua polícia (composta também de servidores estaduais) avançar sobre ativistas sindicais no começo da madrugada de hoje no Centro “Cívico”, atacando-os  com spray de pimenta e agressões físicas, para guinchar dois caminhões de som do movimento.  Por volta de seis da manhã, nova agressão policial para retirar manifestantes acampados e expandir a área cercada com grades metálicas que protege a ex-Casa do Povo, hoje casa de meretrício parlamentar.  E pelas redes sociais acabamos de saber que, em torno de 11 da manhã, aconteceu novo ataque, com uso de bombas sobre os professores.


Até o conservador comentarista da rádio CBN-Curitiba, o Mazza, disse o seguinte: Nem na época da ditadura militar se mobilizou tantos policiais para a repressão como faz agora Beto Richa...” 

E outra comparação cabível, historicamente, é a do filho com o pai.  José Richa, governador de 1983 a 1986, ficou marcado pela postura democrática e de diálogo, um combatente que ajudou a enterrar a maldita ditadura militar.  O filho, Beto Porrete, entra para a história como o desgovernador do fechamento democrático, que traz de volta a dura repressão policial, a truculência, o fim do diálogo, além da incompetência (e inapetência) administrativa.

Mas, algo de bom o tucano Beto Porrete fez.  A classe dominante burguesa sempre busca, através de diversos recursos de hegemonia e de sua ideologia, dissimular a existência da luta de classes na sociedade capitalista.  A burguesia quer passar a impressão de uma sociedade harmoniosa entre patrões capitalistas e trabalhadores explorados.  Com os fatos destes dias, o favor que Beto Porrete faz é tirar o véu de toda a baboseira ideológica burguesa, pondo a nu a realidade de uma encarniçada luta de classes em curso no Brasil e no Paraná.

Parabéns, Beto Porrete do PSDB! Com suas medidas antidemocráticas e violentamente repressoras, você merece receber um prêmio de uma das grandes corporações golpistas do Brasil.  A golpista Rede Globo deve lhe conceder algum tipo de troféu porque você bateu o recorde repressivo do hoje senador Álvaro Dias (pela repressão de 1988 contra professores) e até mesmo da ditadura.  Você merece.  É um gênio da política nacional.

A batalha prossegue, porém.  Do interior continuam chegando caravanas de ônibus com professores e também da capital mais gente decente já vai se incorporando, inclusive também em gesto de solidariedade aos trabalhadores e de repúdio a Beto Porrete.   Hoje à tarde e amanhã ainda haverá votações relativas a esse tema da garfada no fundo de aposentadoria.  Convocamos leitores e leitoras deste Blog a ajudarem na luta  em curso no Centro “Cívico”, que deveria trocar para Centro Cínico.

Quanto aos ratos trajados em ternos de deputado que votaram a favor de Beto Porrete, sugerimos que os movimentos sociais planejem uma campanha sistemática e ininterrupta de desmascaramento, rotulando-os de inimigos dos trabalhadores.  Campanha ininterrupta, mês a mês, até 2018, em especial nas bases eleitorais de cada um, batalhando para impedir a reeleição de canalhas.  Abaixo a relação dos votos de cada parlamentar, ontem.  Os votos "SIM" laranjas são os dos traidores.

ADELINO RIBEIRO (PSL) Não
ADEMAR TRAIANO (PSDB) Absteve-se de votar, mas diz Sim ao Projeto
ADEMIR BIER (PMDB) Não
ALEXANDRE CURI (PMDB) Sim
ALEXANDRE GUIMARÃES (PSC) Sim
ANDRE BUENO (PDT) Sim
ANIBELLI NETO (PMDB) Não
ARTAGÃO JUNIOR (PMDB) Sim
BERNARDO RIBAS CARLI (PSDB) Sim
CANTORA MARA LIMA (PSDB) Sim
CHICO BRASILEIRO (PSD) Não
CLAUDIA PEREIRA (PSC) Sim
CLAUDIO PALOZI (PSC) Não
COBRA REPÓRTER (PSC) Sim
CRISTINA SILVESTRI (PPS) Sim
DR. BATISTA (PMN) Não Votou
ELIO RUSCH (DEM) Sim
EVANDRO ARAÚJO (PSC) Não
EVANDRO JUNIOR (PSDB) Sim
FELIPE FRANCISCHINI (SD) Sim
FERNANDO SCANAVACA (PDT) Sim
FRANCISCO BÜHRER (PSDB) Sim
GILBERTO RIBEIRO (PSB) Não
GILSON DE SOUZA (PSC) Não
GUTO SILVA (PSC) Sim
HUSSEIN BAKRI (PSC) Sim
JONAS GUIMARÃES (PMDB) Sim
LUIZ CARLOS MARTINS (PSD) Sim
LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PMDB) Sim
MÁRCIO NUNES (PSC) Sim
MÁRCIO PACHECO (PPL) Não
MÁRCIO PAULIKI (PDT) Não
MARIA VICTÓRIA (PP) Sim
MAURO MORAES (PSDB) Sim
Miss. RICARDO ARRUDA (PSC) Sim
NELSON JUSTUS (DEM) Sim
NELSON LUERSEN (PDT) Não
NEREU MOURA (PMDB) Não
NEY LEPREVOST (PSD) Não
PARANHOS (PSC) Não
PASTOR EDSON PRACZYK (PRB) Não
PAULO LITRO (PSDB) Sim
PEDRO LUPION (DEM) Sim
PÉRICLES DE MELLO (PT) Não
PLAUTO MIRÓ (DEM) Sim
PROFESSOR LEMOS (PT) Não
RASCA RODRIGUES (PV) Não
REQUIÃO FILHO (PMDB) Não
SCHIAVINATO (PP) Sim
TADEU VENERI (PT) Não
TERCÍLIO TURINI (PPS) Não
TIAGO AMARAL (PSB) Sim
TIÃO MEDEIROS (PTB) Sim

WILMAR REICHEMBACH (PSC) Sim
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Fonte da Lista: BondeNews
Fotos do aparato repressivo: Facebook do Tarso Violin

O sentido histórico do 1. de Maio e a luta contra a terceirização

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Neste primeiro de maio de 2015, motivos especiais realçam no Brasil o caráter combativo da data. A Câmara dos Deputados aprovou recentemente o projeto de lei 4330, que amplia a terceirização para todas as áreas das empresas. Em sete décadas esta é a mais séria ameaça contra os direitos trabalhistas.


Nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos, no final do século 18 e início do século 19, a jornada de trabalho chegava a alcançar 17 horas diárias.   Férias, descanso semanal remunerado e aposentadoria inexistiam. Homens, mulheres, adolescentes e inclusive crianças trabalhavam, literalmente, até morrer de exaustão, fome e doenças.

Famintos e oprimidos, os operários começaram a criar “caixas de auxílio mútuo”. Estes organismos de solidariedade classista, que depois deram origem aos sindicatos, foram também os embriões de diversos movimentos reivindicatórios.


No dia 1º de maio de 1886, a cidade de Chicago, então o principal centro industrial dos EUA, amanheceu tomada por uma greve geral, que tinha como principal exigência a redução da jornada de trabalho, de 13 para 8 horas diárias.

Manifestações e passeatas foram brutalmente reprimidas pela polícia que não hesitava em abrir fogo contra a multidão. Centenas de trabalhadores foram mortos.

Gangsters contratados pelos patrões invadiam residências de operários, que eram espancados e tinham suas casas destruídas. A ordem: voltar ao trabalho.

A imprensa burguesa chamava os grevistas de “cafajestes, preguiçosos e canalhas”.

A justiça, em um julgamento onde os réus já entraram condenados, sentenciou à forca os líderes operários Parsons, Engel, Fischer, Lingg e Spies. Fieldem e Schwab, foram condenados à prisão perpétua e Neeb a quinze anos de prisão.

No dia 11 de novembro, Spies, Engel, Fischer e Parsons foram levados para o pátio da prisão e executados. Lingg cometeu suicídio. Perante o tribunal que o condenou, entre outros motivos por “agitação socialista”, Parsons manteve uma postura heroica e suas palavras imortais até hoje emocionam e mostram que a repressão não quebranta a dignidade de um verdadeiro revolucionário.

"Arrebenta a tua necessidade e o teu medo de ser escravo, o pão é a liberdade, a liberdade é o pão. A propriedade das máquinas como privilégio de uns poucos é o que combatemos, o monopólio das mesmas, eis aquilo contra o que lutamos. Nós desejamos que todas as forças da natureza, que todas as forças sociais, que essa força gigantesca, produto do trabalho e da inteligência das gerações passadas, sejam postas à disposição do homem, submetidas ao homem para sempre. Este e não outro é o objetivo do socialismo". 

A coragem de Parsons vem de uma percepção lúcida da realidade. Como mostra seu discurso, quando o proletariado desperta para a batalha política enquanto classe, as lutas por conquistas específicas têm sentido histórico mais amplo, pois estão ligadas à peleja maior contra toda a forma de opressão tendo como norte o fim da exploração do homem pelo homem.


Três anos depois dos eventos de Chicago (1889) reuniu-se em Paris um congresso operário marxista, que marcou a fundação da Segunda Internacional Socialista. Neste encontro elaborou-se uma diretiva, iniciativa do belga Raymond Lavigne, de organizar uma grande manifestação internacional para o ano seguinte, ao mesmo tempo, com data fixa, 1º de maio, em todas os países e cidades, pela redução da jornada de trabalho para 8 horas.

No Congresso da Segunda Internacional em Bruxelas, em setembro de 1891, foi aprovada a resolução histórica: em homenagem aos mártires de Chicago, tornar o 1º de maio "um dia de festa dos trabalhadores de todos os países, durante o qual os trabalhadores devem manifestar os objetivos comuns de suas reivindicações, bem como sua solidariedade".

Hoje, na maior parte do mundo, a data é reconhecida como o dia internacional do trabalhador, menos nos EUA.

Resgatar a história do 1º de maio é valorizar o seu sentido principal: um evento classista que pugna sempre por mais justiça e democracia.

É também um momento de festa, mas a festa do dia do trabalhador deve ter constantemente um objetivo primordial: elevar a consciência política e de classe. 

Neste primeiro de maio de 2015 motivos especiais realçam no Brasil o caráter combativo da data. A Câmara dos Deputados aprovou recentemente o projeto de lei 4330, que amplia a terceirização para todas as áreas das empresas.

Em sete décadas esta é a mais séria ameaça contra os direitos trabalhistas. 


O projeto ainda vai ter que ser aprovado pelo Senado. Caso o Senado faça alguma modificação, e certamente fará, o projeto volta a ser discutido na Câmara, e só então irá para a sanção ou veto da presidenta Dilma Rousseff.

É importante que no dia 1º de Maio vibrantes e aguerridas manifestações por todo o Brasil digam não à terceirização e ao lado disso empunhem a bandeira da defesa da democracia contra os intentos golpistas da direita.

Um primeiro de maio de luta, unindo uma bandeira imediata (contra a terceirização) a uma bandeira estratégica (a defesa da democracia) faz justa homenagem aos heróis de Chicago e a todos os homens e mulheres, construtores e construtoras do rico patrimônio que forma a história do proletariado em sua incansável contenda contra a burguesia.

Além de Parsons, August Spies também falou no tribunal que o condenou à forca em 1886. Portou-se como um valoroso soldado da luta de classes, fenômeno social que existirá enquanto existir capitalismo e, portanto, exploração. 

Persistir na construção do dia do trabalhador de forma ampla, criativa, mas sem abrir mão do seu caráter fundamental, é seguir o caminho de manter acesa a chama mencionada por August Spies, diante dos seus verdugos burgueses.

"Se com o nosso enforcamento vocês pensam em destruir o movimento operário - este movimento de milhões de seres humilhados, que sofrem na pobreza e na miséria, se esperam a rendição – se esta é sua opinião, enforquem-nos. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes, as chamas crescerão. É um fogo subterrâneo e vocês não poderão apagá-lo!".
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Fonte: Portal Vermelho


    segunda-feira, 27 de abril de 2015

    Rede Globo é o principal agente da imbecilização da sociedade

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    A Rede Globo é o aparelho ideológico mais eficiente que as classes dominantes já construíram no Brasil desde o início do século XX. Substitui perfeitamente a Igreja Católica como instrumento de controle das mentes e do comportamento.

    Por Igor Fuser, no Diário da Liberdade(*)

    A Globo esteve ao lado de todos os governos de direita, desde o regime militar – no qual se transformou no gigante que é hoje – até Fernando Henrique Cardoso. Serviu caninamente à ditadura, demonizando as forças de esquerda e endossando o discurso ufanista do tipo "Brasil, Ame-o ou Deixe-o" e as versões sabidamente falsas sobre a morte de combatentes da resistência assassinados na tortura e apresentados como caídos em tiroteios. Mais tarde, após o fim da ditadura, alinhou-se no apoio à implantação do neoliberalismo, apresentado como a única forma possível de organizar a economia e a sociedade.

    No plano cultural, é impossível medir o imenso prejuízo causado pela Rede Globo, que opera como o principal agente da imbecilização da sociedade brasileira. Começando pelas novelas, seguindo pelos reality shows, pelos programas de auditório, o papel da Globo é sempre o de anestesiar as consciências, bloquear qualquer tipo de reflexão crítica.

    A Globo impôs um português brasileiro "standard", que anula o que as culturas regionais têm de mais importante – o sotaque local, a maneira específica de falar de cada região. Pratica ativamente o racismo, ao destinar aos personagens da raça negra papéis secundários e subalternos nas novelas em que os heróis e heroínas são sempre brancos. Os personagens brancos são os únicos que têm personalidade própria, psicologia complexa, os únicos capazes de despertar empatia dos telespectadores, enquanto os negros se limitam a funções de apoio. Aliás, são os únicos que aparecem em cena trabalhando, em qualquer novela, os únicos que se dedicam a labores manuais.

    A postura racista da Globo não poupa sequer as crianças, induzidas, há várias gerações, a valorizar a pele branca e os cabelos loiros como o padrão superior de beleza, a partir de programas como o da Xuxa.

    O jornalismo da Globo contraria os padrões básicos da ética, ao negar o direito ao contraditório. Só a versão ou ponto de vista do interesse da empresa é que é veiculado. Ocorre nos programas jornalísticos da Globo a manipulação constante dos fatos. As greves, por exemplo, são apresentadas sempre do ponto de vista dos patrões, ou seja, como transtorno ou bagunça, sem que os trabalhadores tenham direito à voz. Os movimentos sociais são caluniados e a violência policial raramente aparece. Ao contrário, procura-se sempre disseminar na sociedade um clima de medo, com uma abordagem exagerada e sensacionalista das questões de segurança pública, a fim de favorecer as falsas soluções de caráter violento e os atores políticos que as defendem.

    No plano da política, a Rede Globo tem adotado perante os governos petistas uma conduta de sabotagem permanente, omitindo todos os fatos que possam apresentar uma visão positiva da administração federal, ao mesmo tempo em que as notícias de corrupção são apresentadas, muitas vezes sem a sustentação em provas e evidências, de forma escandalosa, em uma postura de constante denuncismo.

    A Globo pratica o monopólio dos meios de comunicação, ao controlar simultaneamente as principais emissoras de TV e rádio em todos os Estados brasileiros juntamente com uma rede de jornais, revistas, emissoras de TV a cabo e portais na internet.

    Uma verdadeira democratização das comunicações no Brasil passa, necessariamente, pela adoção de medidas contra a Rede Globo, para que o monopólio seja desmontado e que a sua programação tenha de se submeter a critérios pautados pela ética jornalística, pelo respeito aos direitos humanos e pelo interesse público.
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    *Igor Fuser é jornalista e professor de Relações Internacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC). Via Portal Vermelho.

    Mais um Dia da Vergonha no desgoverno tucano de Beto Richa

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    Caminhando pela rua Luiz Leão (que passa ao lado do Colégio Estadual do Paraná), cerca de 06h45 da manhã de hoje, foi possível contar ao menos três camburões da Polícia Militar e umas 15 viaturas do BOPE, ROTAM e outras da PM, passando rápido em direção ao Centro Cívico.  A resposta do governo Richa às reivindicações dos professores e servidores é essa: nada menos que repressão policial e cerco de prédios públicos.

    Os professores estaduais começam hoje nova greve geral por sua pauta e contra o novo pacote que pretende garfar o dinheiro do Paraná Previdência, fundo de aposentadoria de todos os servidores do estado.  O projeto do desgovernador Richa foi reenviado para votação na Assembleia "Legisladina" e desta vez o tucano que quebrou as finanças do Paraná não quer ser surpreendido com derrota igual à de fevereiro passado.  

    Contudo, com sua atitude de mobilizar mais de mil policiais para manter os trabalhadores longe da praça e da ALEP, Richa já está politicamente derrotado.  Uma ampla frente, de forças políticas democráticas, progressistas, de esquerda, já expressou seu repúdio aos atos do desgovernador.  E isto não vai parar nem dar refresco ao filho que não honra Richa pai, até que ele um dia deixe o Palácio Iguaçu, onde finge trabalhar.

    Richa colocou seu cerco policial inclusive na Praça Nossa Senhora de Salete, onde esteve sediado por um mês o primeiro e numeroso acampamento de greve dos professores da APP.  Não quer o pelintra que o povo vigie de perto a incompetência e a farra com dinheiro público que parte do Palácio Iguaçu ali em frente.

    Farra com nosso dinheiro, o de todos os contribuintes do Paraná.  Afinal, quem está pagando o combustível das viaturas policiais, o armamento antipovo, o salário dessa guarda repressiva?  Dinheiro para bater em professores.  Mais um dia da vergonha!

    Apesar do czarismo de "Bate" Richa, a APP pretende instalar seu acampamento na Praça 19 de Dezembro a partir da manhã de hoje.  Toda solidariedade e apoio ativo às trabalhadoras e trabalhadores da educação do Estado! Oposição total e sem trégua ao desgoverno tucano!
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    Fotomontagem: Blog do Esmael

    quinta-feira, 23 de abril de 2015

    Nada de preces para Showtrick - Capítulo 8

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    - Ele descobriu o esquema, Showtrick - murmurou William Salvatore com o cenho franzido.
    - Como? - duvidou Nelly enquanto futucava o ouvido com a tampa de uma caneta Bic.
    - O Max Deutsch, eu não sei como, conseguiu a cópia do contrato fajuto de financiamento do Box Bank daquele buraco de Alafaya. Ali aparece que Niels Rifkin e esposa não comprovam renda para poder emprestar 200 mil dólares...
    - Mas, ora, Salvatore, contratos assim esse tipo de banco às vezes faz.
    - Mas dá na vista, né?
    - Não fique grilado, cara, ainda tem muita coisa que pode ser enrolada. Só um contrato de banco não basta pra denunciar nada.
    Salvatore grunhiu alguma coisa com sua voz de Pato Donald e resolveu concordar com Nelly Showtrick. Eles acreditavam no fundo que sempre se dariam bem.

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    Max precisava de mais documentos depois de ter obtido aquele curioso contrato do Box Bank. Foi até o cartório de Orlando onde costumeiramente a USCU registrava suas atas e encontrou mais um documento que atiçou sua curiosidade. Havia sido registrado ali, poucos dias antes da transação do imóvel de Alafaya, um “Termo de Retificação” assinado por Salvatore, Marla Menganini e outros diretores. Retificava o quê? Uma ata da assembleia de mais de 200 filiados que, meses antes, aprovava a venda do terreno, mas a retificação era para que o terreno pudesse ser desmembrado em seus doze componentes originais. Ué, mas qual a razão desse tipo de ação dos dirigentes da USCU? Tinha algo a ver com o esquema da venda, tinha que ter...

    Tendo em mãos o jornal enganador da USCU feito por Marla, a escritura do cartório de Saint Cloud, o contrato do Box Bank mostrando incapacidade de renda do casal comprador e mais o tal "termo de retificação", Max pensou: “Isto já dá um dossiê, sobre o qual a direção da USCU vai ter muito que se explicar.” 

    Alguns dias depois, tarde da noite, tiros atravessaram as janelas da casa de Max, que saiu da cama de rastros e foi até o canto da janela, de onde conseguiu ver um SUV preto arrancando da frente de sua casa. Não viu a placa, e é claro que ela estaria camuflada. Percebeu que o assunto estava ficando mais quente.  De manhã, retirou da frente de casa o pombo incauto estraçalhado por uma das balas.

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    A voz de Pato Donald de Salvatore ressoou de novo nos ouvidos cheios de cera de Showtrick: “Temos que mudar aquele preço de lote da escritura feita em Saint Cloud. Não vai encaixar no preço total declarado no nosso jornal, cara! Vamos lá em Saint Cloud arrumar isso, refazer a escritura pra não nos perturbarem!”

    Os dois dirigentes sindicais foram até Saint Cloud mas o cartorário, num acesso de postura ética, apesar da grana oferecida e com medo de desmoralizar seu negócio, recusou-se a mudar os valores dos lotes. 

    Pato Salvatore ficou indignado mas decidiu com seu ceruminoso comparsa Nelly Showtrick ir ao cartório de um velho conhecido em Orlando mesmo, onde refizeram a escritura de Saint Cloud atribuindo a cada lote vendido o valor subfaturado de 5 mil dólares (tinham sido comprados quatro anos antes por 16.500 dólares cada). Com isto, a soma dos valores encaixava com o valor total declarado como entrada no caixa da USCU (250 mil dólares, sendo 200 do financiamento do Box Bank e 50 mil por 10 lotes de 5 mil cada). “Aí, aquele chato do Max não terá mais por onde nos incomodar”, pensou o sindicalista mutreteiro.  Feito o negócio no cartório no fim da tarde, pegaram o carro da USCU e foram pra balada de Orlando.

    sábado, 18 de abril de 2015

    DCE da UFPR desocupado por tropa de choque da Polícia Federal

    2 comentários:
    Na tarde deste sábado (18), por volta de 14 horas, uma tropa de choque da Polícia Federal, com cerca de 20 soldados, perfilou-se na rua General Carneiro, diante da sede do DCE da UFPR, exigindo que ocupantes considerados indevidos deixassem o local.

    Isso derivou da intenção da Reitoria da UFPR de desocupar inteiramente o prédio de 5 andares que historicamente pertence aos estudantes desde sua construção no começo dos anos 1960, no sentido de realizar ali uma reforma estrutural.  Os estudantes questionam as intenções do reitor Zaki , supondo que ele queira na verdade desalojar a sede estudantil e abrigar estruturas da Administração (como já aconteceu na época da ditadura militar).

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    A reforma do prédio é necessária e o DCE com a Reitoria podem entrar em entendimento quanto a isso. No meio intervieram interesses da oposição à diretoria do DCE e de diversos coletivos que hoje ocupam, morando ali ou não, os andares do DCE.  Diante da resistência destes "coletivos" em liberar o prédio, a Reitoria usou o recurso extremo da reintegração de posse através do poder coercitivo da PF, uma vez que o prédio é federal.

    Depois de uma hora de negociação, os ocupantes se retiraram e a PF entrou para vistoriar as condições do edifício.  Felizmente, tudo transcorreu sem confrontos físicos.

    Abaixo está o depoimento do assessor da Reitoria dizendo que dentro de um mês o prédio já poderá voltar ao controle da Diretoria do DCE.  Questão de cobrar duramente do reitor!

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    sexta-feira, 17 de abril de 2015

    Sinditest: mais uma do Profetinha do Sectarismo, agora na rua, com gente normal olhando

    2 comentários:
    Lá de um paradisíaco domínio celeste, onde reina absoluto e inconteste um deus chamado Leon Trotsky, há muitos anos desceu à terra um de seus anjos redentores da revolução, assumindo a forma carnal de um profeta destinado a guiar o rebanho dos trabalhadores desamparados.  Martius Solaris, o profetinha do sectarismo.

    O profetinha assumiu a missão de levar a luz da revolução quartã trotsquista-morenista às ovelhas desorientadas e mal influenciadas no movimento sindical brasileiro, satanicamente iludidas pelas centrais pelegas CUT e CTB (as bem conhecidas Central Única das Trevas e Central dos Trabalhos de Belzebu, que juntas comandam metade dos sindicatos brasileiros).

    Assim foi ele, mesmo sem cajado, posto que sua afiada língua bondosa já bastaria para intimidar e derrotar os demônios da CUT e CTB no ato de protesto contra o PL 4330, em 15/04, na Boca Maldita.  Bem seguro estava ele de que CUT e CTB ali só encenavam defender os trabalhadores e somente a palavra divina do profetinha Martius poderia levar as ovelhas trabalhadoras de volta ao caminho da luz e da verdade.

    Subiu ao caminhão de som das centrais sindicais e fez seu discurso em nome da irmandade do Bem CSP-Conlutas (Central Sectária Pregadora-Confusão das Lutas), cuja essência era a conclamação por uma greve geral dos homens bons e mulheres boas para derrotar a demoníaca presidenta búlgara reeleita(*).  Como costuma acontecer desde bíblicos tempos com aqueles profetas que vêem séculos à sua frente, foi incompreendido e tomou uma grande vaia, sendo depois admoestado cruelmente por íncubos e súcubos da CUT e até da Força Sindical do Paraná (esta também outra congregação do mal no estado, como sempre adverte o profetinha sectário em pregações na UFPR).

    Não se abalou, contudo, o profetinha que sabe piamente estar com a única verdade revolucionária possível, sendo todos os demais pobres ignorantes uns e mal-intencionados outros.  E assim prosseguirá seu caminho missionário, bradando, clamando e ameaçando com o fogo e a destruição os inimigos da grande revolução morenista, que já se aproxima com o fim dos tempos.

    Felizmente, no Sinditest da UFPR/UTFPR, uma parte do rebanho já está devidamente esclarecida, salva e orientada no caminho do Bem, sob a direção da Bispa-Imperatriz Carla II, dirigente sindical do Prelado Socialost dos Timoneiros Ungidos (PSTU).
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    (*)Objetivo muito parecido com o pregado em 15/3 e 12/4 por organizações super-bem-intencionadas como Movimento Brasil Livre, Vem Pra Rua, Revoltados Online, SOS Forças Armadas e outros menos cotados.

    quinta-feira, 16 de abril de 2015

    Terceirização total: CUT, CTB e outras centrais comandam resistência contra o PL do atraso

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    Thiago Pinto, da CTB-Paraná, discursa no Ato de ontem na Boca

    Valeu a pena!  Ontem (15), em Curitiba, petroleiros, metalúrgicos, trabalhadores do setor de alimentação começaram a quarta-feira cedinho com mobilizações na refinaria de Araucária, diante de fábricas na cidade industrial e trancamento de rodovias.  Na hora do almoço, ativistas da CTB, da CUT, da NCST, da Força Sindical-Paraná, e até da UGT(*) e da Conlutas(**), encontraram-se na Praça Santos Andrade para prosseguir a denúncia contra o nefasto Projeto de Lei 4330, que pretende espalhar terceirizações por todos os cantos e com isto reduzir direitos e salários.

    Cerca de 500 manifestantes das Centrais Sindicais e também de alguns movimentos sociais agitaram suas bandeiras e ao microfone as lideranças buscaram expor à população passante o teor do PL 4330 e seus terríveis efeitos para a vida dos que vivem de salário, bem como as mesquinhas pretensões do empresariado de aumentar a exploração de empregados.  Isto poderá incluir, na prática, o sepultamento da CLT, legislação trabalhista que vem desde 1943.

    Passeata pela Marechal Deodoro

    Em Curitiba, na praça central e na posterior passeata pela Marechal Deodoro até a finalização do ato na Boca Maldita com mais discursos estiveram uns 500 ativistas que puderam ir às ruas do centro naquela hora de almoço.   O que não aparece é que já há milhares e milhares de trabalhadores mobilizados em fábricas e diversas empresas públicas e privadas, nas escolas e unidades de saúde, sabendo que imensa ameaça é o PL 433o se for aprovado mesmo pelo Congresso.  Ainda assim, terá que passar depois pelo crivo da Presidenta Dilma, que pode vetar a nova lei antitrabalhador.  E durante todo essa tramitação, a classe trabalhadora irá aumentando cada vez mais suas lutas.

    Mas, dissemos acima: valeu a pena! Por que?  Porque ontem à tarde, o grande picareta, o achacador-mor, o campeão do retrocesso civilizatório Eduardo Cunha balançou de verdade diante das manifestações da parte da manhã.  E, de tarde, borrando-se nas ceroulas de medo, recuou e adiou a votação final do PL.  Percebeu que muitos deputados que haviam aprovado o texto geral do PL, em 08/04, estavam com medo de serem definitivamente rotulados de "ladrões de direitos", inimigos dos trabalhadores do povo e dos trabalhadores e de serem hostilizados em suas bases eleitorais nos estados.

    Deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ)ressabiado e temeroso

    Então, o arrogante direitista neopentecostal Cunha temeu perder a maioria, pagar um grande mico, e ver a antiga maioria pró-PL da semana passada virar minoria ontem...  Cunha, o pulha, aliás um dos indiciados na Operação Lava Jato, preferiu cancelar a votação ontem e adiou tudo para 22/04, quarta-feira da semana que vem.  Mais detalhes estão nesta matéria da revista CartaCapital.

    Isso mostra que a luta, ainda em seu começo e ainda não suficientemente numerosa, rendeu resultado!! Prossigamos, companheiras e companheiros, pois podemos derrotar esse tenebroso projeto de lei.  Continuemos mobilizados nas ruas e nas redes!
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    Fotos: Blog NaLuta e CartaCapital
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    (*)Até semana passada, a Central UGT (União Geral dos Trabalhadores) estava a favor do PL4330, mas mudou de posição de para cá.
    (**)A "Central" Conlutas adora chamar as Centrais Sindicais CUT e CTB de "pelegas, governistas", e costuma não se juntar em atos unitários.  Desta vez, parece ter prevalecido um nível maior de consciência classista.  No ato de ontem na praça em Curitiba estavam presentes com uma dezena de militantes.

    quarta-feira, 15 de abril de 2015

    Sindicato do HC elege maioria de delegados para o Congresso da FASUBRA

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    Na manhã de hoje, no auditório do Setor de Saúde da UFPR, ocorreu a assembleia de escolha de representantes de base da UFPR para o XXII Confasubra.  Antes da votação, as lideranças do PSTU, que controlam a diretoria do Sinditest, sob o disfarce de "informes", desferiram pesados ataques e calúnias contra a Oposição Sindical e as pessoas e correntes políticas que a compõem.  

    A lista de presença assinalou 236 assinaturas, que, pelo Regimento do Confasubra, davam direito à eleição de 24 delegados.  Porém, na hora mesma da votação, só votaram 144 pessoas e 92 se volatizaram.

    Formaram-se duas chapas apenas, refletindo o embate plebiscitário entre situacionistas e oposicionistas no movimento do Sinditest. O consórcio situacionista da ultraesquerda entre PSTU e PSol (Coletivo "Frente Base" e "Vamos à Luta"), com maioria garantida pela presença do pessoal do HC que trabalha próximo ao auditório (onde se notava muita gente da Funpar), fez 121 votos e elegeu 20 delegados. A aliança de Oposição Sindical (CSD-CTB) fez 23 votos, tendo direito a 4 delegados.

    O XXII Confasubra vai de 4 a 8 de maio em Poços de Caldas (MG) e debaterá o Plano de Lutas para o próximo período, além de eleger nova Direção Nacional, responsável por conduzir lutas que possam obter conquistas reais, ao invés do blá-blá-blá politiqueiro da ultraesquerda como foi visto na greve fracassada de 2014.

    Repercussão ruim assusta Câmara Federal e pode brecar lei da terceirização

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    Reação na internet e protestos de rua acuaram líderes partidários. Diante de apelos, Eduardo Cunha adia conclusão da votação do PL 4330.

    Por André Barrocal, no site de CartaCapital

    Ondas surgidas na internet e nas ruas podem provocar uma reviravolta no futuro da Lei da Terceirização (PL 4330/04). Com receio da reação contrária à tentativa de relativar os direitos trabalhistas, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), suspendeu a sessão desta terça-feira 14, na qual estavam sendo votados pontos específicos do projeto. A deliberação será retomada nesta quarta-feira 15, mas, pelo clima em Brasília, nada garante que será concluída nem se pode antecipar qual seria o texto final resultante de eventual votação.

    Cunha decidiu adiar a sessão após apelos de líderes partidários. Da tribuna, alguns deles admitiram preocupação com a repercussão negativa da Lei cujo texto-base foi aprovado na quarta-feira 8. André Figueiredo (CE), do governista PDT, disse que seu partido é herdeiro do trabalhismo de Getúlio Vargas, o pai da CLT, e não quer ficar conhecido como “traidor”. Ele reclamou que em alguns aeroportos há sindicalistas da CUT e da CTB disseminando a ideia de “traição”.


    Domingos Neto (CE), do governista PROS, apontou a reação nas redes sociais como motivo para brecar a votação e queixou-se do PT, que, segundo ele, é responsável por uma campanha que estaria difamando os congressistas favoráveis à lei e que tiveram seus nomes amplamente difundidos. “O que recebemos nas redes sociais ficará na memória”, disse Neto, em tom de “vai ter troco”.

    Dos 28 partidos representados na Câmara, só três ficaram oficialmente contra o projeto na semana passada. O PT foi um deles, ao lado de PCdoB e PSOL. Um dos únicos seis, entre 61 peemedebistas, a votar contra o projeto, João Arruda (Paraná), que presidiu a comissão especial do Marco Civil da Internet, disse a CartaCapital que a onda antiterceirização começou a se formar no fim da semana passada.

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    Abaixo, para não esquecermos, os deputados federais do Paraná que votaram CONTRA os interesses dos trabalhadores:

    -Alex Canziani (PTB)
    -Alfredo Kaefer (PSDB)
    -Dilceu Sperafico (PP)
    -Evandro Rogerio Roman (PSD)
    -Giacobo (PR)
    -Leandre (PV)
    -Leopoldo Meyer (PSB)
    -Luciano Ducci (PSB)
    -Luiz Carlos Hauly (PSDB)
    -Luiz Nishimori (PR)
    -Osmar Bertoldi (DEM)
    -Osmar Serraglio (PMDB)
    -Ricardo Barros (PP)
    -Rossoni (PSDB)
    -Rubens Bueno (PPS)
    -Sandro Alex (PPS)
    -Sergio Souza (PMDB)
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    Fontes: texto de CartaCapital; imagens do Blog do Esmael

    terça-feira, 14 de abril de 2015

    Professor Fachin da UFPR indicado pela Presidenta Dilma ao STF

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    Um excelente anúncio para esta terça-feira a escolha, pela Presidenta Dilma, do nome do professor de Direito da UFPR Luiz Edson Fachin para o STF.  Especialista em Direito Constitucional, o professor Fachin reúne saber indiscutível para assumir a vaga na corte suprema do país e - diametralmente diferente do fanfarrão Joaquim Barbosa sempre ansioso pelos holofotes da mídia - tem postura ética e assume efetivamente a respeitabilidade do cargo de magistrado.

    Fachin foi candidato em 2001 ao cargo de reitor da UFPR, uma digna campanha da qual o editor deste Blog participou com muito empenho, infelizmente não se alcançando a vitória então.  Mas esta indicação para o STF significa agora justíssimo reconhecimento, pela República representada pela Presidenta, das capacidades intelectuais e pessoais do professor Fachin.

    O próximo passo é a sabatina no Senado e sua aceitação para a vaga, para ser definitivamente nomeado, com o que se fortalecerá o primado da letra da lei e do constitucionalismo no STF.  

    Na assembleia de 15/4 na UFPR, vote na chapa da Oposição Sindical!

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    A OPOSIÇÃO no SINDITEST convida os/as colegas TAEs a participar da assembléia de escolha de delegados da UFPR para o 22o. Congresso da FASUBRA, a se realizar em 15 de abril (4ª. Feira), a partir das 07h30 da manhã, no auditório do Setor de Saúde-Centro, com entradas pela rua Padre Camargo, 280 (atrás do HC) ou pelo corredor interno do próprio HC.

    A OPOSIÇÃO no SINDITEST almeja que o 22º. CONFASUBRA reconstitua a unidade de toda a categoria e defina lutas de seu real interesse, ao invés de se perder em disputas estéreis entre partidos e correntes políticas internas. Será preciso muita união para lutar por avanço salarial em meio à crise econômica que hoje amarra o crescimento do país, bem como para aprimorar nossa carreira, o PCCTAE, atualizando este plano que já completa 10 anos. 

    Prédio do Setor de Saúde (R. Padre Camargo, 280)

    A OPOSIÇÃO se compromete a trazer do CONFASUBRA Relatórios pessoais de cada delegado(a) seu, a serem publicados como forma de prestação de contas à base que os elegerá. Prática, aliás, que delegados ligados à atual Diretoria do Sinditest nunca realizaram de fato, esquecendo que são bancados com dinheiro de toda a categoria.

    Neste 22º. CONFASUBRA, a OPOSIÇÃO defenderá posições como:

    - Pela regulamentação imediata definitiva da Convenção 151 da OIT (direito à negociação coletiva e data-base);

    - Pela revisão/aprimoramento do Plano de Carreira (PCCTAE), restabelecendo-se a prática do Grupo de Trabalho (GT) das FASUBRA específico para estudar a carreira;

    - Pelo reajuste imediato de benefícios, como o Auxílio-Alimentação;

    - Por uma Campanha Salarial 2015 com conquistas concretas para toda a categoria, com a FASUBRA recuperando sua capacidade de combinar luta com negociação com o Governo Federal;

    - Pelo resgate do Projeto da FASUBRA “Universidade Cidadã para os Trabalhadores”;

    - Por uma FASUBRA unida, democrática, classista e de luta.

    segunda-feira, 13 de abril de 2015

    Trabalhadores contra a terceirização! Em 15/4 ato na Praça Santos Andrade

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    O mundo do trabalho está sob terrível ameaça. 324 picaretas e achacadores, trajados em terno de deputado federal, votaram na semana passada a favor do Projeto de Lei (PL) 4330.  O PL libera a terceirização para qualquer tipo de atividade, seja atividade-meio, seja atividade-fim.  O vídeo acima alerta para a precarização geral do trabalho que pode ocorrer.

    Algumas Centrais Sindicais, principalmente CUT e CTB, e numerosos movimentos sociais já se articularam para protestar e levantar uma onda contra o PL 4330, pressionando para que seja rejeitado no Senado e de modo algum efetivado na legislação trabalhista.  O primeiro momento de mobilização em todo o pais será nesta quarta-feira, 15 de abril.

    Em Curitiba, nesse dia 15, desde cedo as Centrais promoverão atividades de mobilização (paralisações, panfletagens, trancamento de rodovias etc) e depois se juntarão na Praça Santos Andrade ao meio-dia, para posterior passeata.  Conclamamos trabalhadores e trabalhadoras, indistintamente de seu tipo de vínculo empregatício, para reforçarem a mobilização do dia 15, porque o PL 4330 é um imenso retrocesso civilizatório.  

    Ao mesmo tempo, será ainda mais denunciado o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara Federal, defensor do PL e um dos indiciados por corrupção na Operação Lava Jato (que investiga o esquema de desvios na Petrobras).  Para corruptos, achacadores e inimigos da classe trabalhadora o destino tem de ser a perda de mandato e a cadeia!



    RU Central da UFPR fechado por problemas de contaminação da água

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    O Restaurante Universitário Central da UFPR foi fechado na sexta-feira passada (10) por problemas detectados no fornecimento de água ao local, que estaria contaminada devido a vazamentos. É o que diz matéria publicada na página da UFPR na mesma sexta-feira, na qual se promete que o RU "será reativado nos próximos dias, assim que o cano for consertado e laudo técnico encomendado pela confirmar que a água consumida pelo RU não está contaminada."

    A matéria publicada pela UFPR coloca a culpa do problema da tubulação de água nos "invasores" do prédio do DCE. Outra fonte deste Blog afirma que essas pessoas de fora da UFPR, que hoje ocupam a sede do DCE, teriam contaminado a caixa d'água do prédio e por conseguinte todas as instalações que dela se servem.  Por seu turno, estudantes alegam que foi alguém ligado à Reitoria quem teria praticado uma "auto-sabotagem" no encanamento, para justificar desocupação forçada do prédio do DCE e realizar ali uma reforma.

    O transtorno é grande, considerando o serviço de grande valia social que o RU presta ao servir refeições de baixo custo para seus usuários, particularmente os estudantes não-residentes em Curitiba e os mais carentes. Espera-se que a reitoria resolva o quanto antes essa dificuldade no RU, bem como se acerte em bom termo o problema dos ditos "ocupantes".

    Aberração da Câmara Municipal é chutado pra fora da manifestação da direita em Curitiba

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    O vereador tucano "professor" Galdino foi tirar uma onda na manifestação da direita contra Dilma ontem. Achou que estava em seu habitat de atraso político e todo faceiro foi subir no caminhão de som para tentar discursar.  Não apenas o impediram de falar como o despacharam de volta pra calçada, com uma comitiva de meganhas pra enxotar políticos de partidos, numa elegantíssima demonstração de civismo democrático própria de "coxinhas" analfabetos políticos.

    Galdino, vergonha do professorado, parece ter levado safanões e chutes de gente tão qualificada politicamente quanto ele, caiu, machucou-se e foi levado embora do ato no centro de Curitiba.  Deve ter descoberto que há algum grau de diferença entre ele, político atrasado de direita, e os manifestantes "coxinhas", ainda mais à direita e dotados de nenhum senso de convivência com a democracia.  Bem feito!
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    domingo, 12 de abril de 2015

    Petrobras e Dnit usam UFPR para driblar licitações

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    Contratada para atuar em obras e projetos, universidade terceirizou serviços para empresas privadas e profissionais externos.

    Por Felippe Anibal, na Gazeta do Povo

    A Petrobras e o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) vêm usando a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para driblar licitações, a partir de um mecanismo milionário. A universidade fecha convênios de forma direta para prestar serviços e fazer análises técnicas para esses órgãos, sobretudo em obras do PAC. Enquanto um núcleo restrito de professores recebe bolsas em dinheiro, mais da metade da verba dos projetos vai para as mãos de empresas e profissionais subcontratados em um processo pouco transparente. E não é pouco: 24 acordos analisados pelaGazeta do Povo movimentaram R$ 74 milhões, em sete anos.

    Os convênios com o Dnit passam dos R$ 58,8 milhões. São operacionalizados por um único núcleo: o Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura (ITTI), vinculado ao Departamento de Transportes da UFPR, e sediado em uma sala de aula do Centro Politécnico. A maioria dos serviços diz respeito a obras realizadas em estados distantes – como Mato Grosso do Sul, Bahia, Tocantins e Amazonas – onde a UFPR nem sequer tem estrutura.

    Já denunciada a órgãos de fiscalização, a parceria com a Petrobras mantém pelo menos 11 acordos, que somam R$ 15 milhões. Eles estão pulverizados em diferentes departamentos. Outro convênio, com a Companhia Paranaense de Energia (Copel) – orçado em R$ 2,2 milhões –, segue os mesmos moldes. Abaixo, tabela demonstra os recebimentos por parte de professores da UFPR participantes bolsistas desses projetos e valores recebidos [clique na figura para ampliar].




    Subcontratações
    Os projetos são executados financeiramente por intermédio de fundações de apoio – submetidas a dispositivos legais de controle mais elásticos do que a universidade. Os acordos com a UFPR são firmados com base na Lei de Licitações (8.666/93). A legislação dispensa concorrência no caso de contratos e convênios com instituições de ensino. Um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) e a Lei 8.958/94, porém, vedam “a subcontratação das parcelas mais relevantes” do objeto.

    Apesar disso, o índice de terceirizações nesses convênios tem ultrapassado os 50% do volume financeiro. É como se a UFPR tivesse atuado como uma agenciadora, repassando serviços a empresas e profissionais. Ao mesmo tempo, o grande índice de subcontratações torna difuso o benefício acadêmico na parceria.

    Por exemplo, a universidade recebeu R$ 1,8 milhão do DNIT para atuar no projeto conhecido como Passo do Jacaré, em Mato Grosso do Sul. Mais de 53% deste valor (R$ 983,9 mil) foi destinado a empresas. Uma única firma recebeu cerca de R$ 306 mil, o que corresponde a 17,4% do orçamento do projeto.

    Também é impactante o número de profissionais de fora da universidade contratados como pessoas físicas para trabalhar nos convênios. Em um projeto na Hidrovia do Rio Paraguai, os servidores externos e empresas abocanharam, juntos, R$ 5,1 milhões (53% do custo integral do serviço). No projeto da BR-487/PR, as terceirizações (profissionais e empresas) equivalem a 55% do valor total, passando de R$ 1,4 milhão.
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    COMENTÁRIO: não se compreende porque há poucos dias a Pró-Reitora Lúcia Montanhini perdeu as estribeiras de maneira estridente, na Proplan, ao ser questionada por um servidor sobre essas transações.  Stress do trabalho ou culpa no cartório?  Parente envolvido?

    Discurso de ódio constrói alguma coisa? Constrói movimento sindical?

    Um comentário:
    video
    Caros(as) leitores(as) deste modesto Blog, as cenas montadas no vídeo acima foram captadas na assembleia da Não-Prestação de Contas do último dia 31 de março.  A Oposição Sindical à atual diretoria estava representada por quatro pessoas (Dodô, Paraná, Guaracira, Rita de Cássia), que lá estavam para pedir alguns esclarecimentos sobre diversos itens obscuros das planilhas de gastos divulgadas em janeiro deste ano pela Diretoria.  Estas pessoas, apenas por irem lá exercer seu direito de analisar prestação de contas, foram atacadas e vilipendiadas em sua honra.

    A Oposição sequer sabia que o Conselho Fiscal (desfalcado) não seria capaz de apresentar as contas e dar um parecer; somente o soube no curso da assembleia.  Seguiu-se uma série de falas de diretores do Sinditest, duras e agressivas, como se fosse culpa da Oposição eles não serem capazes de apresentar, no prazo estatutário, os demonstrativos de receitas e despesas.

    Entristecedor ver duas lideranças do Sinditest, como sua presidente e seu vice, destilarem tanta raiva em seus discursos, como se constata pelo vídeo.  Tomados por uma estranha histeria eles não são mais sequer capazes de reconhecer o que seus antecessores já fizeram desde a fundação do Sinditest em 1992, as greves que ocorreram e que trouxeram conquistas à categoria desde o começo dos anos 2000.  Resvalando para o autoritarismo, o vice-presidente Márcio chega a ameaçar que um dia pretende expulsar oposicionistas de assembleias, como se fosse o dono do pedaço (isso está no vídeo).

    Para os atuais diretores, só vale o tempo em que eles estão à frente do sindicato, desde 2012. Um lamentável excesso de presunção.  Quem acompanhou a recente greve fracassada de 2014, sob comando deles, sabe do que se está falando.  Um pouco de humildade não faria mal.  E a devida transparência total nas contas.