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Luta sem trégua contra o governo usurpador

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Reitoria da UFPR: venceu (de novo) a candidatura do marketing eleitoreiro caro

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Apenas no começo da madrugada de 29/09 iniciou-se a apuração dos votos da nona eleição direta para reitor da UFPR, estendendo-se para além do meio-dia de ontem.  À tarde se conheceu o resultado de vitória da Chapa 2 do professor Ricardo Marcelo, pela estreitíssima margem de 1,7% dos votos válidos.

A Chapa 1 lavrou mais de 800 votos de vantagem sobre a Chapa 2 entre os servidores técnicos, mas perdeu entre alunos e docentes, como se pode ver na tabela acima (clique na figura para ampliar).

A pequena diferença no percentual ponderado dos votos evidencia o forte acirramento da disputa, o que poderá significar uma comunidade universitária mais atenta aos atos da futura gestão da reitoria, a ser empossada em dezembro.

Porém, antes disso, a sessão do Conselho Universitário marcada para 6 de outubro deve formalmente eleger a lista tríplice, com o professor Ricardo como primeiro, enviar ao MEC e esperar que o ministro golpista Mendonça Filho (do DEM-PE) confirme sua indicação.  Portanto, em se tratando do governo federal usurpador de Temer, toda a atenção necessária para que se impeçam manobras com a lista resultante do processo democrático.

Este Blog registra especial saudação aos e às integrantes da Comissão Paritária de Consulta (CPC), particularmente àqueles que incansavelmente trabalharam desde o início de tudo em maio, culminando na apuração dos sufrágios de ontem.  O Editor deste blog (que participou dos 2/3 iniciais dos trabalhos da CPC) sublinha com destaque os esforços dos servidores TAE Olivir de Freitas e Patrícia Pott, do professor Hermann Muller, e das estudantes Ana Bonamigo e Francieli Prata.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

UFPR elege reitor: entre a sinceridade objetiva de um e o marketing eleitoreiro de outro

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OK, gente, podemos dizer que tanto a Chapa 1 como a 2 situam-se num campo de ideias progressistas para a Universidade Pública. O que é um alívio em meio a uma conjuntura nacional em que se observa o ascenso do fascismo e uma caminhada rumo a um Estado de Exceção, no qual a Educação Pública está gravemente ameaçada pelo governo federal golpista.

As propostas das duas chapas à Reitoria não divergem significativamente sobre esforços de aperfeiçoamento da UFPR nas diversas áreas.

Ora, então o que possibilitou à comunidade da UFPR perceber diferenças significativas entre os dois concorrentes?

Penso que a postura de cada um frente à campanha e à comunidade eleitora mostra diferenças importantes.

Enquanto Sunye e Andrea chamaram pessoas talentosas da própria comunidade universitária para elaborar as formas de campanha, Ricardo Marcelo contratou caras agências de publicidade externas para montar seus materiais multicoloridos, esbanjando no condenável marketing eleitoreiro tão ao gosto do atual reitor Zaki, que com isso se elegeu despudoradamente em 2008 e 2012.

Enquanto Sunye e Andrea apostaram na contribuição financeira voluntária de amigos e na militância também voluntária de apoiadores, a chapa de Ricardo nunca expôs em público como fizeram sua arrecadação vultosa.  Vultosa ao ponto de ser evidente a supremacia de cartazes, banners e outros materiais de campanha sobre os da Chapa 1.  Por exemplo, no pátio da Reitoria, há 4 banners de Ricardo contra 2 de Sunye.

Enquanto Sunye e Andrea demonstraram transparência na prática, expondo na internet suas fichas funcionais e suas declarações de IR, Ricardo Marcelo sempre tergiversou e desviou o assunto. Somente no último debate, o da Reitoria, soube-se a razão desse reiterado escape: Ricardo foi apanhado num PAD da AGU (de onde é servidor público cedido à UFPR) e punido com pena de suspensão convertida em multa.  

O candidato da chapa de situação, apoiado pelo reitor Zaki, esperneou contra a denúncia, acusou os adversários de o caluniarem, mas sua reclamação não foi acolhida nem na CPC.  Ricardo continua punido por querer conciliar cargo público na AGU e advocacia privada.  Não parece recomendável eleger um reitor que oculta da comunidade ter sido punido num órgão público por razões plausíveis.  O que mais ocultaria no futuro?

De passagem citamos que a Chapa 2 de Ricardo é apoiada por conhecidos pelegos vigaristas do movimento sindical dos servidores técnicos, mas também por uma banda ultraesquerdista da diretoria atual do Sinditest que se recusa a encaminhar as recomendações de uma auditoria sobre o velho caso da "chácara" do sindicato. É com gente dessa laia do movimento sindical, vigaristas e autoritários, que Ricardo está metido.   

Elementos como esses demonstram, a nosso ver, que os candidatos Sunye e Andrea estão mais aptos a conduzir a UFPR nos próximos quatro anos, em época de intensa turbulência política e ataques à Educação Pública, quando não cabe vacilar nem trabalhar com formalismos jurídicos como guia para a ação.  Impõe-se coragem política e muita disposição de luta, que somente enxergamos na Chapa 1 – A UFPR Que Queremos!



sábado, 24 de setembro de 2016

Eleição à Reitoria da UFPR: guia para mesários deve ser bem compreendido!

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A Comissão Paritária de Consulta (CPC), organizadora da eleição direta 2016 da nova Reitoria da UFPR, preparou um vídeo para orientar todos aqueles que trabalharão como mesários nos dias 27 e 28 deste mês.  O vídeo pode ser visto clicando neste endereço.

Com apoio da assessoria de comunicação da APUFPR, os servidores TAE e membros da CPC Olivir e Patrícia, apresentam no vídeo as orientações fundamentais para que os trabalhos de coleta de votos corram satisfatoriamente.  Em casos omissos ou excepcionais, a CPC deve ser consultada sobre como proceder.


É recomendável que não apenas mesários (escalados pelos diversos Setores e unidades da UFPR) assistam ao vídeo, mas também fiscais credenciados e apoiadores das duas chapas, pois as orientações apresentadas lhes interessam, de modo a não haver reclamações inadequadas ou fora do regimento eleitoral.  E que façam isso o quanto antes, para terem bem claro cada passo do processo.

Espera-se que haja cooperação geral para que mais este processo democrático na UFPR se complete com sucesso.  Porque, em tempos de MEC golpista, processos como este tipo de consulta precisam assegurar sua plena legitimidade política e organizativa para não serem questionados pelas forças que tem repulsa à ampla democracia.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Mais nenhuma instituição protege o cidadão

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A TV Afiada "Moro e a Privataria da Educaçao - eles fazem o que querem" mereceu profético comentário do professor Wanderley Guilherme dos Santos:


"Totalmente de acordo, não existem mais canais eficazes de pressão popular.

Pior: não há mais canais legais de defesa da população.

É a tirania de quem grita primeiro.

Os outros mandões baixam a cabeça à espera de reciprocidade quando forem os primeiros a gritar. Hoje, a população sem padrinhos tem medo; eles, os mandões, precisam sentir esse gosto, bem de perto.

Mandões do executivo, legislativo, judiciário e empresariado.

Estão todos no mesmo time. não há mais divisão entre poderes nem separação entre o que é público e o que é privado."

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Craques da Universidade

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video

"Dentro da minha planejada arquitetura financeira, o lance é manter aquele vínculo público ali e também este outro vínculo público magnífico aqui, e também atividades profissionais particulares e... ah, sim, se der, também centro-avante do Barcelona sênior."

Situação funcional do candidato Ricardo Marcelo repercute na blogosfera

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Deu ontem no Blog do Zé Beto:

"Uma grave denúncia pode definir os rumos da eleição para reitor da Universidade Federal do Paraná. Durante um concorrido debate ocorrido na noite de segunda feira, na Reitoria, o candidato Marcos Sunyê perguntou ao adversário, Ricardo Marcelo, por que não publicou suas fichas financeira e funcional provando que é Ficha Limpa. 

Ricardo Marcelo é Procurador Federal cedido para a UFPR e não havia revelado que foi punido em um Processo Administrativo, junto à Advocacia Geral da União, por exercício de advocacia privada – proibido para Procuradores. As Universidades Federais recebem verbas públicas e os reitores que assumem a gestão destes valores têm que atuar com transparência. 

A UFPR, por exemplo, recebe a bagatela de R$ 1,3 bilhão por ano. Orçamento maior que 95% dos municípios paranaenses. Pena. A universidade deveria ser um exemplo a seguir."


O blogueiro paranaense ainda publicou o link da Chapa 1 que leva à explicação em detalhe do caso:



Trabalhador@s do Sistema de Bibliotecas se mobilizam contra PEC 241 e PLP 257

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Fachada da Biblioteca Central

Hoje, 22, é Dia Nacional de Mobilização contra as ameaças de retrocessos trabalhistas e sociais pretendidos pelo governo golpista de Temer.  Em numerosas cidades do Brasil, o movimento sindical e outros movimentos sociais realizam toda sorte de atividades para marcar posição contra tenebrosas iniciativas do Executivo e do Congresso, tais como a PEC 241 e o PLP 257.

Na UFPR, uma das unidades criou até movimento próprio: o Sistema de Bibliotecas (SIBI) organizou o #MobilizaSIBI, para estimular entre todos os servidores o conhecimento, o debate sobre os conteúdos nefastos desses projetos Temeristas.  Com isto, cria-se mais consciência em todos para fortalecer futuras mobilizações mais amplas que barrem a aprovação dos projetos no Congresso.  Nas figuras aqui, faixas colocadas hoje de manhã no prédio da Biblioteca Central marcam o repúdio a tais medidas.


À tarde, trabalhadores de toda a UFPR são chamados a um debate no auditório de videoconferências do campus Botânico, justamente para conhecer mais a fundo os projetos, como a PEC 241 ("teto de gastos públicos"), que poderá promover severos cortes orçamentários na Saúde e na Educação públicas a pretexto de "ajustar a economia" brasileira.

Em Curitiba, Centrais Sindicais convocam um Ato no final da tarde (18h00 em diante), na Praça Santos Andrade.

Depois de buscar Mantega no hospital, que falta a Lava Jato fazer no rol das monstruosidades?

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Que a Lava Jato é fundamentalmente injusta sabemos.  Que ele é um arma da plutocracia para destruir o PT e Lula sabemos.  Que ela faz uma parceria indecente com a mídia, sobretudo, a Globo, sabemos.  Que ela ajuda o Brasil a ser uma República das Bananas, sabemos.

Por Paulo Nogueira, no site DCM

Mas que ela é canalha, miseravelmente canalha, desumanamente canalha tivemos a prova nesta manhã de quinta no curso da Operação Arquivo X.

O nome, aliás, não poderia ser mais apropriado. Depois do power point que parecia feito por alienígenas sob o comando de Dallagnol, tinha mesmo que vir a Operação Arquivo X.

Prender Mantega no hospital, quando ele velava a mulher submetida a uma cirurgia, ultrapassa todos os limites da decência.

É coisa que a gente não consegue imaginar nem em ação policial nazista. Ou, para ficarmos no tema presente, nem nos tribunais alienígenas.

Descemos novos degraus no índice da civilização. Pense como a opinião pública britânica reagiria se tamanha brutalidade ocorresse lá. Todo o comando policial ligado a ela seria expelido devido à pressão da sociedade. Orwell cunhou a expressão “decência básica” para evitar tais monstruosidades.  Nem na Revolução dos Animais, Orwell concebeu uma baixeza de tal magnitude.

Mantega é um homem lhano, acusado de coisas que só no Planeta Lava Jato são cabíveis. Um dia, espero que não tão longe, saberemos quantas mentiras estavam e estão associadas às acusações da Lava Jato.

Tão repulsiva quanto a ação em si para prendê-lo foi ver a reação de débeis mentais manipulados pela mídia plutocrata.  Aplausos dementes, palmas ensandecidas: nem um miserável sinal de humanidade.

Eis no que a plutocracia nos transformou: num país selvagem, desprezível, oprimido por um grupo de poderosos que trata os brasileiros como gado.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Neste 22 de setembro, mobilizações nacionais em defesa dos direitos ameaçados pelo golpista Temer

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As Centrais Sindicais de trabalhadores promovem nesta quinta-feira (22) atos pelo Brasil em defesa do emprego e contra as reformas Trabalhista e da Previdência Social do presidente usurpador Michel Temer. Segundo os dirigentes, será um “esquenta” para uma verdadeira Greve Geral. 

As Centrais repudiam os ataques à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e às regras que ameaçam as aposentadorias. Temer defende a supremacia do "negociado" sobre o "legislado" (CLT), o que pode eliminar direitos como 13º salário e férias.  Na área do funcionalismo público, rechaça-se a intenção do presidente golpista de congelar salários indefinidamente, incentivar demissões por PDVs, parar quaisquer concursos públicos e atá acabar com a estabilidade de servidores.


A tática no dia 22 promoverá paralisações, atrasos no início do expediente, plenárias nas fábricas e demais locais de trabalho, marchas e variadas outras formas de luta nos diversos estados do país. 

Os atos são organizados em conjunto pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), , Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) e Intersindical.


Em Curitiba e na UFPR
Na capital paranaense há dois atos chamados para as 18 horas do dia 22, um com concentração inicial na Praça 19 de Dezembro (Praça do Casal Nu), seguindo-se passeata pelas ruas do centro; e outro, convocado para a Praça Santos Andrade, reforçado pela greve dos bancários e também por paralisações dos professores. 

Na UFPR, o Sinditest convocou concentração no pátio da Reitoria, a partir das 8 da manhã. Em seguida, a intenção é promover uma agitação antes que comece a sessão do Conselho Universitário, prevista para 09h00.  Às 13h15, uma palestra sobre a PEC 241 e o PLP 257 acontecerá na Sala de Videoconferência do Setor de Ciências Sociais Aplicadas, no campus Botânico.
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Fonte: com informações do Portal Vermelho e CTB

Busto do ex-reitor e ministro da ditadura militar - volta ou vai para depósito?

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O Conselho Universitário da UFPR decide nesta quinta-feira se vai ou não recolocar no pátio da Reitoria o busto de Flávio Suplicy de Lacerda. Retirado duas vezes do local por manifestações estudantis, o busto foi restaurado. Mas há quem diga que não deve ser recolocado no local de origem.

Por Rogério Galindo, no Blog Caixa Zero

Suplicy de Lacerda foi reitor da UFPR e também ministro da Educação na ditadura militar, durante o governo Castelo Branco. Sua gestão ficou marcada por um acordo entre o MEC e o Usaid, norte-americano, numa parceria que foi acusada de transformar o ensino brasileiro em algo tecnocrático.

Em 1968, a estátua foi arrancada da Reitoria por estudantes universitários rebelados contra a ditadura militar, no embalo dos protestos que marcaram a França e boa parte do Ocidente naquele ano. Mais tarde, o busto foi reposto.

Em 2014, durante o cinquentenário do golpe de 1964, o busto foi novamente retirado do local por estudantes. O gesto foi visto como uma homenagem à luta contra a ditadura militar dos alunos de 1968. Desde então, o local está vazio.

Em parecer encomendado pelo Conselho Universitário, três professores da área de Ciências Humanas da UFPR recomendam que o busto não seja recolocado no local e que seja posto num depósito. Na Reitoria, segundo eles, deveria ficar apenas o pedestal, com uma inscrição explicando a retirada da peça nas duas ocasiões e seu contexto.

O parecer afirma que a ausência do busto é, em si, uma espécie de monumento que deve ser preservada, assim como escombros de igrejas bombardeadas são também algo a ser preservado, por exemplo.

Esta Comissão entende que escombros – como se encontra hoje o pedestal que testemunha a retirada à força do busto pelo movimento estudantil em duas ocasiões – também são parte incontornável da história desta Universidade e da história política do Brasil”, diz o texto, assinado pela historiadora Renata Garraffoni, pelo cientista político Adriano Codato e pelo sociólogo Pedro Bodê.
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Fonte: texto e foto do Blog Caixa Zero/GP

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Acordos de cavalheiros x empoderamento das mulheres

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Um dos pontos altos no primeiro bloco do debate dos reitoráveis de ontem (19) foi a severa crítica que a candidata da chapa 1, Andrea Caldas, aplicou no discurso do candidato a reitor Ricardo Marcelo da chapa 2, por este reiterar o uso da expressão “acordo de cavalheiros”.

Transcrevemos literalmente as passagens em que o procurador-candidato Ricardo usou os termos criticados depois por Andrea:

Aos 27 minutos do vídeo registrado pela TV UFPR, Ricardo diz: “... que valorize este processo eleitoral agora, que é um grande acordo de cavalheiros e que esse acordo de cavalheiros prossiga como [de] cavalheiros até o seu final”. 

Aos 28min35seg, o candidato-procurador repete: “Acho que a gente deve prosseguir fazendo um acordo de cavalheiros nesta eleição”.

E aos 34min22seg, de novo Ricardo Marcelo retoma: “... e jogando esse jogo de cavalheiros é o que eu vou fazer até o último minuto”.

Depois de tanto “cavalheirismo” da chapa da meia-vida na UFPR, a candidata Andrea Caldas não se conteve e replicou a partir dos 39min54seg no vídeo:


Queria aproveitar aqui para pedir ao [outro] candidato que, em respeito às mulheres aqui, e inclusive em respeito à sua vice, que parasse de repetir que a sua gestão vai fazer ‘acordos de cavalheiros’. É essa velha política que nós queremos mudar, é o empoderamento das mulheres e a construção de processos que não passem por acordos...”

A esta altura brotaram vaias da claque pró-Ricardo na plateia. Andreia parou de falar e o moderador do debate pediu para que cessassem as vaias.

Andreia retoma e dispara: “Essa é que a chapa do ‘Mais Respeito’? Eu simplesmente volto a pedir aos que me vaiaram (...) que a gente valorize a participação das mulheres. ‘Acordo de cavalheiros’ é uma expressão sexista, machista e misógina”. Muitas palmas da plateia e certamente um bom grau de embaraço no candidato da chapa 1 pela puxada de orelha.

Pouco depois, Ricardo Marcelo tentou consertar o mau passo e piorou o soneto porque então disse que passaria a usar a expressão “acordo de damas”...

Cabe aqui comentar ainda que essa insistência em falar de “acordo de cavalheiros” nos embates da campanha eleitoral vinha sendo também um modo de o procurador-candidato se precaver contra as perguntas duras que viriam sobre sua real situação funcional entre AGU e UFPR, paralela à advocacia privada, que lhe rendeu um PAD com multa há alguns anos (penalidade até hoje não cumprida). Parecia esperto, mas não funcionou.

Bomba no último debate da Reitoria da UFPR!

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DEMONSTRADA A RAZÃO DE O CANDIDATO RICARDO DA CHAPA 2 NÃO MOSTRAR COM TRANSPARÊNCIA SUA FICHA FUNCIONAL

O debate de ontem à noite no teatro da Reitoria foi quente.  Logo de início, a Chapa 1 uma vez mais cobrou transparência efetiva do candidato Ricardo, que foge de exibir publicamente sua ficha funcional de modo similar ao já feito por Sunye e Andrea.  O procurador-candidato da Chapa 2 reiterou seu discurso de enrolação e tentou contra-atacar com outra pergunta, falaciosa: "Vocês estão dizendo que eu sou 'ficha-suja'?"

É claro que, para qualquer pessoa isenta, brotaria na cabeça a pergunta óbvia: "Se nada tem a temer quanto a seus dados funcionais, por que não mostra então?"

Em seguida, a Chapa 1 fez uma pergunta na qual está implícita a razão pela qual o candidato Ricardo, da chapa zakista de situação, não expõe seus dados de servidor.  E o candidato-procurador não conseguiu explicar porque foi punido através de um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) pela Procuradoria da União, com condenação em segunda instância.  A pena: 52 dias de suspensão, depois convertida em multa. Pena até hoje não cumprida, porque, misteriosamente, parece haver o dedo do reitor Zaki segurando esse cumprimento de pena.

Sendo questão não fácil de entender à primeira vista, a Chapa 1 trouxe à luz uma publicação que explica o caso.  A razão básica para a penalidade sobre Ricardo no PAD é ser um Procurador da União (governo federal), cedido há vários anos para a UFPR somente para ser diretor do Setor de Ciências Jurídicas (o que não é mais), mas que ao mesmo tempo trabalha na advocacia particular, onde cuida de numerosas ações, entre as quais podem existir várias que são CONTRA a União.  Ora, como pode alguém advogar ao mesmo tempo para as duas partes?  Ricardo recorreu do PAD, mas perdeu na 2a. instância e teria que cumprir a penalidade.

Leia o Jornal da Chapa 1 e entenda melhor o caso.  De todo modo, a revelação do motivo da não-transparência foi - está sendo - bombástica na comunidade universitária.  A UFPR vai eleger um reitor "cedido" por outro órgão que nem faz expediente integral de 40 horas?

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Reitoráveis da UFPR fazem hoje último debate na Reitoria, com promessa de chumbo quente

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Hoje, dentro de poucas horas, começa o último embate oficial entre as chapas concorrentes à reitoria da UFPR. Deve ser transmitido em tempo real pela TV-UFPR. O Blog NaLuta claramente perfila-se ao lado da Chapa 1 – “UFPR que queremos”, de oposição, e alinha aqui algumas diferenças dela com a Chapa 2 de situação.


De novo salta aos olhos, na campanha real, as disparidades de recursos materiais entre a chapa 1, modesta e apoiada em militância voluntária de docentes, alunos e TAE, em contraponto com a chapa 2, de situação, que fartamente recorre a caras agências de publicidade para produzir seu material coloridinho.

Todos falam e escrevem sobre transparência, mas quem, sem temer, colocou de modo público na internet suas fichas funcionais e declarações de IR? Marcos Sunye e Andrea Caldas, da chapa “A UFPR que queremos”. Em contraste, da parte da chapa Zakista, nada disso apareceu, exceto muitos discursos enrolatórios que nada explicam. Terá a chapa 2 algo a temer?

Outro aspecto a sublinhar: quando se instaurarem situações conflitivas dentro da comunidade universitária – como numa possível greve – quem terá atitude de legalista/formalista e quem dará tratamento político e de diálogo? 

Nunca é demais lembrar o episódio que envolveu o então diretor do Setor de C. Jurídicas, candidato Ricardo Marcelo, e a bibliotecária-chefe do mesmo Setor na greve de 2015 (agosto), cujo desfecho foi obrigar a chefe e os TAE (que estavam todos em greve) a reabrir para atender desejos de alunos e professores que sequer se importavam com o movimento. Veja na figura abaixo (clique nela para ampliar) o trecho final do Processo 23075.086988/2015-11, em que o diretor legalista baixa suas providências duras contra trabalhadores e alunos bolsistas. Clique aqui para saber mais deste processo de 2015.


E se uma nova greve da FASUBRA (ou de todos os SPF) vier por aí, e MEC/MPOG do golpista governo de Temer cobrar da reitoria que envie as listas de grevistas para cortar o ponto? Melhor ter uma reitoria que saiba tratar politicamente e com respeito os movimentos de trabalhadores por seus direitos ou uma que ficará pretextando o discurso da letra dura da lei?

Como cerejinha podre do bolo da campanha da chapa 2 tem-se a presença de perfis falsos de Facebook, os tais “Joãozinhos Sabe Tudo”, que covardemente se acoitam no anonimato para caluniar os professores Sunye e Andrea.

Teatro da Reitoria tomado por cartazes da chapa 2 antes de abrirem as portas

Mais uma prova da desfaçatez da chapa “UFPR Minha Vida pouco transparente” é que, muito antes de o teatro da Reitoria ser aberto, já se percebia, a partir de fora, ostensiva distribuição de cartazes e faixas de Ricardo Marcelo, como mostram as fotos abaixo tiradas no começo da tarde de hoje. Apoiadores da chapa zakista, com acesso às dependências internas do teatro, entupiram os espaços do local do debate de hoje, não deixando espaço equânime para o material da chapa 1. Essa “vida” não queremos no comando da reitoria da UFPR.

Reunião ampliada do funcionalismo público aponta calendário unificado rumo à greve geral

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Os trabalhadores técnico-administrativos da FASUBRA Sindical junto ao Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e centrais sindicais encerraram a Caravana Nacional com acampamento em Brasília-DF na manhã de quarta-feira, 14, em Reunião Ampliada. Cerca de mil trabalhadores lotaram a tenda localizada na Esplanada dos Ministérios. 

Representantes de diversas entidades apresentaram informes. A FASUBRA Sindical informou sobre a aprovação da categoria do Estado de Greve e a disposição para construir uma Greve Geral, começando com o funcionalismo público e a educação federal. 

Para a FASUBRA, o balanço das manifestações em Brasília foi vitorioso, reunindo aproximadamente 10 mil pessoas. 

As entidades sindicais aprovaram iniciativas para fortalecer a luta contra o Ajuste Fiscal rumo à Greve Geral, como a participação da Paralisação Geral chamada pelas Centrais Sindicais no dia 22 de setembro com Atos nos estados e a Paralisação Nacional no dia 29 de setembro convocada pelos sindicatos dos metalúrgicos. 

Também foi aprovado apontar para as centrais sindicais “um dia unificado de lutas e paralisações rumo à greve geral”, na segunda quinzena de outubro, evitando pulverização de datas. 
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Fonte: FASUBRA-ACS

sábado, 10 de setembro de 2016

CTB convoca servidores à luta contra o desmonte do serviço público

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Servidores públicos das três esferas de poder estão mobilizados contra uma série de projetos em tramitação no Congresso Nacional que promovem o desmonte do serviço público no Brasil e retiram direitos dos trabalhadores da área. O funcionalismo público vai entrar em crise se passarem as medidas colocadas em pauta pelo governo Michel Temer, que pretende pagar a conta da crise sacrificando o trabalhador.

Em defesa dos servidores públicos, a CTB apoia estas categorias e vem realizando atividades nos municípios, estados e Distrito Federal, com o objetivo de conscientizar e mobilizar a classe para combater projetos de lei que retiram direitos trabalhistas e sociais, penalizando os trabalhadores e os serviços prestados à população.

Outras centrais, entre elas a NCST, UGT, CUT, Força Sindical, CSB, somaram-se à luta e o movimento criou a Jornada Nacional de Lutas, com um calendário de mobilizações para denunciar os ataques ao serviço público, expressos por propostas nocivas como a PEC 241 (que congela gastos públicos por 20 anos e reduz recursos para servidores e as áreas de Saúde, Educação, entre outras), o PLP 257 (que ataca estruturalmente os trabalhadores e o serviço público, com redução, entre outras coisas, de despesas com pessoal) e o PLS 559 (que pode extinguir o serviço público no Brasil).

A CTB encabeçou a construção do Movimento Nacional em Defesa do Serviço Público, constituído por centrais sindicais e confederações, entre elas a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB). A Jornada Nacional de Lutas, ocorrerá de 12 a 15 de setembro, em Brasília, com o intuito de envolver trabalhadores públicos e privados do Brasil, bem como dialogar com a sociedade acerca das ameaças impostas pela agenda neoliberal do novo governo.

Em campanha no Congresso, a CTB obteve o apoio de parlamentares, entre eles, o senador Paulo Paim (PT-RS) e a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), para a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, que será lançada nesta terça-feira (13), às 14h, no Senado.

Realizamos diversos atos na Câmara, Senado, nos estados, numa campanha intensa contra o retrocesso de direitos promovidos por estas propostas em tramitação. A CTB atua incansavelmente para barrar esses projetos nefastos que visam acabar com o funcionalismo público no Brasil. Nossa central seguirá firme na luta em defesa da classe trabalhadora e do País”, declarou João Paulo Ribeiro (JP), Secretário de Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Joãozinho Sabe Tudo e Poliana

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Iam por uma trilha na selva de um morro de Quatro Barras o Joãozinho-Sabe-Tudo (JST) e sua colega da UFPR Poliana. A certa altura, deparam-se com uma encruzilhada, onde há uma placa: “Cuidado com as vespas”. 


- E agora, JST? Por onde ir? 

- Vamos por aqui, querida! Mas, é claro!

Andam umas dezenas de metros e são atacados por um enxame de vespas furiosas, que lhes metem dezenas de ferrões, obrigando a loucamente correr de volta para a encruzilhada. 

Pegam o outro caminho, andam e andam, amargando as dores das picadas, até que surge nova encruzilhada, com um tablete fincado no chão, onde se lê: “Cuidado, areia movediça mais adiante”. 

Poliana pergunta a JST: “E agora, por onde ir?” 

JST, sempre seguro, aponta o rumo: “Vamos por ali”. 

Depois de umas quantas passadas, subitamente começam a afundar no solo movediço, debatem-se, gritam por um socorro que não existe. Por sorte, JST está gordo o suficiente para sustar o afundamento, consegue se agarrar num galho de árvore e com isso se salva a si e a Poliana, que já estava só pelo pescoço.

Retornam ao caminho original, vão pela outra via, segura, caminham e caminham, até que se defrontam com outra encruzilhada, com uma plaqueta onde está inscrito: “Eleição para Reitor da UFPR”. 

Joãozinho-Sabe-Tudo pontifica:
- Pela direita, querida!! Com meu aplicativo zap-záki, a gente acha o rumo!

Poliana bota as mãos na cintura e rechaça na hora:
- Ah, JST, desta vez nem fodendo, cara!  Vou pelo outro lado, e já!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Joãozinho Dããã Tudo e ciberconfusões

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Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, garante que postagens de perfis falsos (“fakes”) em sua rede social facilmente permitem saber o número de IP da máquina de origem, se autoridades fiscalizadoras do ciberespaço lhe pedirem para revelar.

Como vocês sabem, o “Coletivo de Investigadores Joãozinho-Sabe-Tudo” (e seus heterônimos Lourenço, Murilo etc) é um perfil falso voltado a caluniar e criar intrigas contra membros da comunidade da UFPR, escondendo-se no anonimato. 

Joãozinho Onisciente, apoiador da chapa 2 de situação Zakista à reitoria, precisa ficar mais esperto e não postar suas doideiras anônimas a partir de computadores da UFPR. Ou...

Professor universitário celebra cegueira de estudante que participou de Ato pelo Fora Temer

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Professor da Unesp celebra a perda da visão da jovem Débora Fabri, de 19 anos: “Pode ficar cega, se for petista é uma boa notícia”. Após receber inúmeras críticas, inclusive dos próprios alunos, o docente bloqueou a postagem e o seu perfil. A universidade divulgou uma nota de repúdio.


O professor universitário Jairo José da Silva (foto acima) comemorou em seu perfil no Facebook o fato de uma garota ter ficado ferida durante os protestos contra o presidente Michel Temer (PMDB), em São Paulo – a jovem perdeu a visão do olho esquerdo.

De vez em quando tem notícia potencialmente boa. Uma garota ficou ferida na esbórnia pró-Dilma em São Paulo. Pode ficar cega. Se for petista é uma boa notícia, mas não vai fazer muita diferença, já que já são cegos como toupeiras”, escreveu.

Jairo José da Silva é professor aposentado de Matemática do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp de Rio Claro e aparece no site da Unicamp na relação de docentes do CLE (Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência). De acordo com seu currículo Lattes, ele possui graduação em Física pela Unesp, mestrado em Matemática pela USP, livre-docência em Lógica Matemática pela Unesp e doutorado em Filosofia pela Unicamp.

A postagem do docente gerou revolta nas redes sociais. Uma usuária do Facebook comentou e comparou o texto com os pensamentos de Hitler. “Não adianta de nada ser doutor e ter um caráter falho..”. Outros chamaram o docente de fascista, condenaram a atitude dele e pediram para que ele fosse denunciado.

O texto foi postado durante a madrugada, mas por volta das 13h da última sexta (02) ganhou repercussão. Cerca de 20 minutos depois de receber várias críticas, o professor bloqueou o acesso público à página e escondeu as publicações.

A manifestante Deborah Fabri, 19, foi atingida por uma bomba da PM (Polícia Militar) na última quarta-feira (31/08), no centro de São Paulo. Em uma rede social ela postou: “Oi pessoal estou saindo do hospital agora. Sofri uma lesão e perdi a visão do olho esquerdo mas estou bem. Obrigada pelas mensagens e apoio logo logo respondo todos!!!”.


ADUNESP
A Associação de Docentes da UNESP divulgou uma nota de repúdio:

A ADUNESP manifesta veementemente seu repúdio às declarações do Sr. Jairo José da Silva, servidor da UNESP Campus de Rio Claro, sobre a violência sofrida pela estudante da UFABC, na ação de brutalidade da força policial (Polícia Militar) do estado de São Paulo, a quem nos recusamos tratar por professor.

Consideramos que suas declarações aviltam os princípios desta atividade social, quais sejam: formar cidadãos críticos, tolerantes e que compreendam a necessidade de respeitar as diversidades e construir uma sociedade mais justa e com valores de solidariedade e bem comum.

As expressões “de vez em quando tem notícia potencialmente boa. Uma garota ficou ferida no ato pró-Dilma em São Paulo”, “pode ficar cega”, “toupeira” denotam a vileza de seu espírito.

Em primeiro momento nossa compreensão é que este tipo de vilania deveria ser ignorada, a dar notoriedade e luz a quem não às tem por formas virtuosas.

Por sua vez, o desrespeito, a intolerância, a ausência cognitiva acerca da importância da diversidade e das diferenças, de desconhecimento de seu papel social, exigem sua reprovação e repúdio, bem como dissociar tal comportamento do conjunto dos professores desta unidade universitária e associação sindical e, sobretudo, ratificar a importância da liberdade de ação política como princípio que impõe limites necessários ao abjeto, à desonra, ao desumano e à desconstrução de uma sociedade fraterna e socialmente justa.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Campus Palotina recebe debate histórico mas tem candidato a reitor que reclama

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Tem candidato a reitor da UFPR cuja ferramenta essencial de trabalho profissional é a palavra, mas anda reclamando de ter de usá-la "demasiadamente" na campanha e nos debates com seus contendores.

A direita conservadora do Congresso Nacional reduziu pela metade o tempo de campanha eleitoral deste ano dos candidatos a vereador e prefeito.  Espera com isto informar e esclarecer menos os eleitores em geral, e também favorecer os próprios candidatos conservadores e reacionários que tenham maior poder econômico.  Torcemos para que a maioria do eleitorado reprove em outubro os candidatos conservadores e do poder econômico em todo o Brasil.

Na contramão dessa visão de conservadorismo do Congresso repleto de golpistas, a CPC (Comissão Paritária de Consulta), organizadora da eleição direta da Reitoria da UFPR, estipulou que a campanha podia começar já no final de junho, depois da inscrição das candidaturas, e propôs sete debates oficiais, sendo três deles no interior e o restante em Curitiba.

Ora, por que um candidato que se autoproclama com perfil progressista à reitoria fica a prantear lamúrias contra o "excessivo" tempo de campanha e o "exagerado" número de debates?  Para quem se julga mestre na esgrima de palavras, esse candidato deveria ficar animado por poder chegar a todos os rincões onde a UFPR hoje funciona e também debater plenamente suas ideias sobre a Universidade que ele diz ser "sua vida".

Contudo, não.  O candidato que até agora recusa expor transparentemente sua ficha funcional e rendimentos na internet tem reclamado.  Foi assim no debate online no jornal Gazeta do Povo, de cujo vídeo extraiu trechos para difundir "pegadinha" contra o adversário.

A CPC realiza amanhã o quinto debate entre os reitoráveis, desta vez na distante Palotina. De novo, como nos casos da UFPR-Litoral e de Jandaia do Sul, o de Palotina também grava seu marco histórico.  Palotina fica longe, é claro, mas também É UFPR.  Se um candidato a reitor faz beicinho por ter de se deslocar até lá para um debate próprio de um processo democrático, quantas vezes ele pretende visitar o campus avançado caso eleito reitor?

Um verso de Milton Nascimento diz que "todo artista tem de ir aonde o povo está".  Todo verdadeiro democrata também tem de gastar sola de sapato para ir em qualquer canto onde o povo de uma comunidade de 50 mil almas está, espalhadas por Curitiba e pelo interior do estado.

Dilma sai da presidência muito maior do que entrou

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Parecia que a melhor hora de Dilma tinha sido seu discurso na véspera do julgamento final do Senado.  Mas não.  Em clareza, grandeza, Dilma se superou na entrevista que concedeu pouco depois de definido o golpe.

Por Paulo Nogueira, no DCM

Ela declarou guerra ao golpe.  Não guerra no sentido militar convencional. Ninguém está falando de pegar em armas ou coisa do gênero.

Trata-se de guerra política.

O primeiro e essencial passo é dar às coisas o nome que elas têm, sem lantejoulas e sem metáforas.  Uma amostra do que Dilma disse com a contundência indispensável:

1) É golpe. É golpe parlamentar, mas é golpe. Com exclamação.

2) Por trás do golpe estão as velhas forças conservadoras de sempre, os reacionários que conspiraram contra Getúlio, JK, Jango, Lula e, finalmente, a próprio Dilma.

3) Os golpistas tiveram uma contribuição milionária da “imprensa facciosa”. De novo, é uma repetição de golpes anteriores, em que a mídia foi invariavelmente protagonista na destruição da democracia.

4) Temer é um usurpador que levou ao núcleo do poder o que existe de mais corrupto e atrasado na política brasileira.


Ficou claro que, daqui por diante, as forças progressistas mostrarão o mar de lama da plutocracia nacional.

Isto tem o poder de mudar a história. A narrativa golpista, de Getúlio a Dilma, sempre se alicerçou no combate — farisaico, cínico, mentiroso — à corrupção.

As delações comprovaram que os principais tagarelas anticorrupção são exatamente os homens mais corruptos da vida pública nacional.

O caso mais simbólico é o de Aécio: jamais ele terá condições de falar em corrupção, como fez a carreira toda, sem provocar gargalhadas ao redor.

Aécio se tornou um ícone da corrupção plutocrata das mesmas dimensões de Eduardo Cunha.  Ele roubava, só que ninguém noticiava na mídia plutocrata.

Aécio parece ainda viver numa realidade paralela. Numa entrevista nesta quarta aos amigos da Globonews, citou o eminente senador Cássio Cunha Lima como um expoente do universo político brasileiro.

Ora, ora, ora.

Cunha Lima é um corrupto notório. Foi cassado como governador da Paraíba e só conseguiu concorrer a senador porque a lei da Ficha Limpa só passou a valer depois da eleição. Não bastasse isso, um homem de sua equipe teve que jogar dinheiro do alto de um prédio para evitar um flagrante de compra de votos. Pobres paraibanos ganhavam dinheiro de Cunha Lima para votarem nele. O episódio passou à história como o caso do Dinheiro Voador.

Esta é a probidade dos plutocratas.

Sabe-se agora quem são os reais corruptos, os parasitas que tomam dinheiro público para montar patrimônios bilionários e deixar o Brasil eternamente na condição de um inferno da desigualdade.

Dilma jogou luzes onde sempre houve sombras. Os ladrões são aqueles que todos nós conhecemos, e que se fazem de paladinos da moral para enganar a sociedade e assim poder roubar cada vez mais.

Para a democracia brasileira, a fala de Dilma como ex-presidente é algo que traz esperanças em doses colossais para que deixemos um dia de ser a republiqueta das bananas a que os plutocratas querem nos sujeitar pela eternidade.
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Fonte: texto do DCM; charge de Carlos Latuff.