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Luta sem trégua contra o governo usurpador

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Boulos e o guarda da esquina do AI-5

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Em dezembro de 1968, quando o Brasil ingressava na noite do AI-5, que abriu a fase de terror da ditadura militar, o vice-presidente da República Pedro Aleixo produziu uma frase insubstituível sobre a capacidade dos regimes de exceção transformarem a vida do país numa baderna institucional. 

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Justificando seu voto, o único contrário ao AI-5, Pedro Aleixo explicou com a elegância possível na hora que a partir daquele instante a vida política iria se transformar num vale-tudo de atos violentos, sem qualquer amparo constitucional:

- Não tenho nenhum receio em relação ao presidente. Tenho medo do guarda da esquina.

Trinta e nove anos depois, período em que o país enfrentou uma sequencia de barbaridades que não é preciso recordar, a profecia voltou a se materializar na manhã de hoje. Vestindo uniformes cinzentos da PM paulista, um guarda da esquina de 2017 - o termo não tem caráter ofensivo, apenas se refere a um grau na hierarquia das forças responsáveis pela segurança pública - deu ordem de prisão para Guilherme Boulos, líder do MTST, que tentava negociar a retirada de 700 famílias que ocupavam um terreno em São Matheus, na periferia de São Paulo. Então está combinado.

Num país onde a moradia popular é uma tragédia, agravada pela decisão do governo Michel Temer em esvaziar o "Minha Casa, Minha Vida", a única providência que ocorre às autoridades do governo Geraldo Alckmin, o estado com o maior PIB do país, é prender uma liderança que procurava uma saída negociada para o futuro de alguns milhares de pessoas sem casa e sem amparo. "Cometem a violência de despejar 700 famílias e eu é que sou preso por incitar a violência", reagiu Boulos, a caminho da delegacia.

A criminalização de movimentos populares é uma das primeiras estratégias para a construção de toda ditadura. Rebaixando o debate de assuntos obviamente políticos, procura-se retirar a legitimidade de de quem está submetido a uma situação de absoluta destituição de direitos, sem outro meio de negociação além da mobilização. No país de hoje, a prisão de Boulos é uma forma de intimidar e demonstrar força, semelhante a invasão exibicionista da Escola Florestan Fernandes, do MST.

Após pressão da comunidade científica, golpista repõe orçamento da área

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Após denúncias e críticas da comunidade científica, o governo ilegítimo de Michel Temer repôs as verbas retiradas da área científica. Portaria do Ministério do Planejamento recuperou R$ 1,1 bilhão para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), R$ 296 milhões para o Ministério da Ciência e Tecnologia e Comunicação (MCTIC) e R$ 317 milhões para as organizações sociais ligadas ao ministério. 

“A luta foi árdua. Ela não foi ganha, ela está garantida em um decreto, mas nós temos agora que ficar atentos para que não tenha um contingenciamento (desses recursos)”, disse à Agência Brasil a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader.

“Essa luta começou quando foi decidido que haveria a PEC 55 (que congela os gastos públicos por 20 anos), pois o MCTIC ficou no pior patamar dos últimos anos e isso foi usado para fotografar o setor. Conseguiu-se um pequeno aumento e, agora, voltar ao orçamento (anterior) significa um respeito. Não é o que o Brasil precisa se deseja ser uma nação forte e independente tecnologicamente, mas mantém a infraestrutura básica da ciência. Foi um motivo de alegria”, avaliou Nader.
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O "professor" da UFPR e "juiz" Moro é réu na ONU

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O Cafezinho foi parar na capa da Veja. Felizmente, não é para falar bem do blog. Se assim o fosse, seríamos suspeitos, aí sim, de sermos farsantes. Como é para falar mal, então estamos bem. Continuamos sendo um blog “sujo” e honesto.

Por Miguel do Rosário, no Blog O Cafezinho

A matéria da Veja é um post encomendado pelo consórcio de golpistas e corruptos que tomaram o poder, para blindar Sergio Moro, o heroi dos coxinhas e eleitores de Bolsonaro.

O autor tenta rebater post do Cafezinho que informa o óbvio: Sergio Moro está sendo investigado pela Organização das Nações Unidas. É réu, portanto.

A Veja diz que a aceitação da denúncia foi “mera formalidade”. Ora, pode-se dizer o mesmo acerca da aceitação de qualquer denúncia em qualquer instância.

Ser réu é isso mesmo: uma formalidade.

Réus não são culpados. O consórcio golpista é que incendiou o vocabulário jurídico, com vistas a dar peso às suas calúnias: daí, denunciado, réu, investigado se tornaram sinônimos de bandidos. Não são. Às vezes são inocentes.

Não é o caso de Sergio Moro, um dos mais perigosos delinquentes políticos da história brasileira.

Sergio Moro é réu na ONU, sim, e também é réu num tribunal muito mais severo, o da história.

Ministro Barroso do STF defende ensino pago na Universidade Pública

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Na virada do ano, um ministro do STF, Luís Roberto Barroso, defendeu um novo modelo para o ensino superior público brasileiro, baseado no financiamento privado. Barroso propôs isso num evento da Fundação Estudar, que pertence ao bilionário Jorge Paulo Lemann, dono da AmBev e tido como o homem mais rico do Brasil (fortuna de US$33 bilhões).

Segundo matéria do jornal Estado de S. Paulo, o juizão do STF golpista considera que "a universidade pública no Brasil custa muito caro e não dá um retorno proporcional para a sociedade. Ele defendeu um modelo parecido com o que existe nos Estados Unidos, onde as universidades precisam se autofinanciar, incluindo com doações."  Complementou o golpista: "Precisamos de um modelo que seja público nos propósitos e privado no financiamento."  Leia-se nas entrelinhas: com alunos também pagando para estudar.

Parece que rapidamente voltamos a 1968, quando a ditadura militar tentou implantar cobrança de mensalidades nas Universidades Públicas, mas enfrentou tenaz resistência do movimento estudantil, como no famoso episódio da tomada da Reitoria da UFPR (14 de maio de 1968).

E então, magnífico reitor da UFPR?  O que tem a comentar sobre seu colega de área jurídica?  Isso saiu da boca pra fora do juiz Barroso ou será para valer?  Nada a comentar?

Educadores aprovam greve geral

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O congresso nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) aprovou greve geral em todo o país. No Paraná, a APP-Sindicato convoca assembleia da categoria para o dia 11 de fevereiro.

Nacionalmente, os educadores vão paralisar as atividades dia 15 de março com as seguinte pauta de reivindicações: defesa da previdência, do piso salarial, da carreira e de recursos para a educação pública.

No âmbito local, a APP-Sindicato luta contra as maldades e os calotes do governador Beto Richa (PSDB) contra o magistério.

O ano letivo de 2017 pode não iniciar no estado em virtude do calote na data-base, não pagamento do piso nacional, perseguição de educadores e corrupção na educação (Operação Quadro Negro, do Gaeco).
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

ATENS atinge status de sindicato nacional na categoria técnico-administrativa das Universidades

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A Associação dos Técnicos de Nível Superior (ATENS) obteve sua Carta Sindical em dezembro  de 2016.  A notícia chegou ao I Congresso da ATENS–SN, realizado em Belo Horizonte de 14 a 17 de dezembro, levando euforia aos delegados e diretores sindicais presentes. Não por menos, afinal essa carta sindical era aguardada já havia três anos!

Por Guaracira Flores, pela ATENS da UFPR

O que significa isto?
Com a obtenção da carta sindical, o ATENS-SN passa a ser oficialmente o único representante dos Profissionais de Nível Superior das IFES – Instituições Federais de Ensino Superior. Desta forma, sempre que houver negociações com o governo federal, é o ATENS-SN que sentará à mesa de negociações representando e defendendo esses profissionais. Os antigos sindicatos aos quais os TNS estão filiados perdem a condição de representá-los. No entanto, caso seja da vontade de qualquer TNS manter-se filiado a seus antigos sindicatos, poderão fazê-lo, conscientes de que estes não os representarão mais. Poderão assim manter-se filiados aos dois sindicatos: o antigo e o ATENS-SN, só que estarão contribuindo financeiramente para um sindicato que já não o representará em nenhuma das negociações que surgirem.


A situação na UFPR
Existem modos diversos de filiação ao ATENS-SN:

1)Filiação Direta de cada profissional entrando em contato com o Sindicato Nacional, através do site: www.atens-sn.org.br.  Onde não houver ainda na IFES, pode ser formada localmente uma Coordenação.

2)Seção Sindical: ao atingir um número 'x' de filiados diretos, forma-se uma Seção Sindical, com CNPJ e todas as características pertinentes.

3)Formação de um Sindicato local conforme a evolução natural da Seção Sindical para  a condição de sindicato, requerendo, no entanto, o alcance de estruturas físicas e recursos humanos maiores.

A partir das alterações estatutárias realizadas no I Congresso do ATENS-SN, não é mais exigido um número mínimo de filiados para passar de Coordenação a Seção Sindical e desta para Sindicato.

Na UFPR, existe uma Coordenação Local, criada em 04/12/2014, cujo representante era o Técnico em Assuntos Educacionais Mario Setim.  Atualmente, ela está sob responsabilidade da farmacêutica Guaracira Flores da Silva.
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Guaracira participou como delegada da UFPR no Congresso do ATENS-SN em BH.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Os enrolados da diretoria do Sinditest

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Primeiro de tudo, tem a velha novela do rolo com a venda da "chácara" do Sinditest. No rolo tem Antonio Néris, Wilson Messias,  Carla Cobalchini, Zé Carlos e uma auditoria que nunca foi devidamente explicada para a base.  Um imóvel que supostamente foi vendido a um sujeito pobre (um vigilante) por 250 mil reais e que, um ano depois, renderam ao comprador, revendas que atingiram mais de um milhão de reais. Esquisito, né?

Agora, depois de se elegerem com base em mentiras e promessas vãs, a Diretoria do Sinditest se esquece de prestar contas e não esclarece suas mudanças de escritório de advogado. Nem as fartas verbas destinadas ao PSTU.

Rachada de fio a pavio, a tal diretoria sequer sabe o que apresentar de propostas para a base. Vários diretores estão se pelando de medo de serem atingidos por PADs da Reitoria pelo fato de terem feito merda em greves passadas e estão pedindo penico para o reitor Ricardo Marcelo para que não exonerem diretores responsáveis pelas merdas de 2015.  Lamentável situação dos "grandes revolucionários"...  Revolucionários de merda que são, de fato.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Transparência das contas: cadê aquela prometida pelo Sinditest?

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Quando a atual diretoria do Sinditest se elegeu, prometeu total transparência de suas contas e exposição trimestral de balanços contábeis no site do sindicato.  Na gestão passada, haviam inclusive contratado uma funcionária nova especificamente para ser administradora de toda a máquina sindical, para facilitar isso.

Não se viu nada disso durante 2016.  Nada, nem no site, nem em jornal impresso. Promessa caída no vazio.  Porque os iluminados acham que a base tem memória curta.


FUNDO DE GREVE
Por exemplo, na mais recente greve, iniciada em outubro/2016 contra a PEC 241-55/16 ("PEC da Morte", que congela investimentos públicos por 20 anos), foi aprovado depositar um Fundo de Greve (FG).  Discriminatoriamente, foi aprovado 1% adicional de desconto (total de 2% sobre o Vencimento Base) para o pessoal do RJU e 0,5% a mais para o pessoal da FUNPAR.  

Perto do fim do ano, surge aviso no site sindical de que houve desconto "inadvertido" a mais no FG para o pessoal FUNPAR, e que os interessados na restituição deveriam burocraticamente preencher um formulário para pegar a grana surrupiada no sindicato.  Aliás, um curioso formulário que pedia um monte de informações nada-a-ver com o assunto da restituição.

Mas também servidores do RJU tiveram desconto além dos 2% sobre o VB. O editor deste Blog teve 5 reais descontados além dos 2%, por exemplo, no contracheque de novembro.  Claro, muitos podem pensar: não vale a pena brigar por 5 reais.  Ocorre que, de 5 em 5 reais descontados de milhares de filiados, se consegue juntar um bom 'plus' para a arrecadação sindical.  A diretoria do Sinditest deve ter tido uma recaída dos tempos de Wilson Messias, quando o antigo presidente descontava o valor que bem entendia sobre o salário bruto dos filiados.


ESCRITÓRIO JURÍDICO
Quantos sabem que o Escritório de Advocacia do dr. Avanilson não serve mais ao Sinditest?  Que ele recebeu bilhete azul e outro escritório parece já ter sido até mesmo contratado?  Muito poucos.  Outra área em que sumiu a transparência.  Não se faz mais licitação para contratar advogado para o sindicato.  Vai do humor da maioria que estiver mandando na diretoria.  A qual deve, em especial seu coordenador jurídico Luiz Fenando Mendes, explicações para a base.

Em meados de 2016, houve um grande racha nacional dentro do PSTU, com a desfiliação de mais de 700 membros (em todo o país) desse partido de ultraesquerda que mandava no Sinditest.  Vários coordenadores do Sinditest também saíram do PSTU e isso desequilibrou a correlação de forças dentro da diretoria sindical, com isto provavelmente influindo para que Avanilson levasse uns metatarsos nos glúteos.  Mas isto é mantido oculto porque a base é considerada "criança" demais para saber dessas coisas...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Você sabe o que é Häagen Dazs ?

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Curtam o sambinha do sorvetão do vampiro traíra usurpador...
(Via Conversa Afiada)

Temer, o traíra usurpador, é unanimidade nos cemitérios de Curitiba

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O ilegítimo Michel Temer foi “prestigiado” na madrugada deste Ano Novo, em Curitiba, com sinistras pichações em muros de cemitérios da cidade: “Entra Temer [e Richa]”.

As inscrições que convidam o Tinhoso e o tucano para “ficarem” em paz foram percebidas nos cemitérios Abranches, Municipal, Protestante e Água Verde.

A autoria das pichações desejando ‘a paz dos cemitérios ao golpista’ foi reivindicada pelo grupo militante de esquerda “As Panteras Marxistas”.

Nota do Blog: as pichações convidando o usurpador a 'ficar' no cemitério estariam sendo vistas em outras cidades.
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Reitor da UFPR empossa nesta terça, 3, os novos pró-reitores

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Conforme notícia da Assessoria de Comunicação Social da UFPR, no fim de 2016, o reitor Ricardo Marcelo empossará amanhã (3) seus novos assessores diretos. A cerimônia ocorre a partir das 09h30, no gabinete do reitor. Os pró-reitores para a gestão 2017-2020 são:

Pró-Reitoria de Administração (PRA): Marco Antonio Ribas Cavalieri
Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE): Maria Rita de Assis César
Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC): Leandro Franklin Gosdorf
Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEPE): Douglas Ortiz Hamermuller
Pró-Reitoria de Graduação e Educação Profissional (PROGRAD): Eduardo Salles de Oliveira Barra
Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG): Francisco de Assis Mendonça
Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças (PROPLAN): Fernando Marinho Mezzadri
Superintendência de Infraestrutura: Sérgio Michelotto Braga
Chefia de Gabinete: Paulo Ricardo Opuszka.

No alvorecer de 2017, e diante das nuvens cada vez mais cinzentas e temerárias que ameaçam a Universidade Pública, este Blog deseja sucesso e firmeza para os titulares novos das pró-reitorias, bem como ao reitor Ricardo.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Joaozinho-Sabe-Nada fica sem cerveja na faixa da chapa do reitor eleito

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O perfil anônimo (fake) do Facebook chamado “Joãozinho Sabe Tudo” (JST), que é um coletivo de dois, já publicou reclamação logo depois da posse do reitor Ricardo Marcelo. Apesar de ter sido militante exacerbado da campanha do reitor Ricardo contra o candidato Marcos Sunye.

Finda a posse na sessão do CoUn, cerca de 11 da noite da segunda-feira (19/12), com queima de fogos para assustar a cachorrada da vizinhança, a galera naturalmente resolveu celebrar mais. Aí entrou a diferenciação.

Segundo Joãozinho ST, todos deveriam ir para o bar “Ponto Final” (bairro São Francisco) e muitos foram para lá, mas a dupla eleita Ricardo/Graciela não apareceu. Depois souberam que uma faixa selecionada de alguns docentes, técnicos e estudantes foram ao “Batel Grill”, um point mais seleto e livre dos puxa-sacos do “andar de baixo”, que querem cargo.

Relata o onisciente JST em sua postagem de ontem no Facebook:

“Aqueles que fizeram parte da campanha para a eleição de RM e GB foram convidados a festejar no Bar “Ponto Final”, com a cortesia da casa em não cobrar o couvert. (...) Muitos estudantes e técnicos. Quase nenhum professor. E os dois que eram a razão do evento para serem homenageados e abraçados não apareciam. Muitos professores, alguns estudantes e técnicos escolhidos a dedo estavam em outro local: “Batel Grill”. Onde foi servido um bom rega-bofe. Toda a nova equipe dirigente da UFPR lá se encontrava. O reitor e a vice-reitora também.”

Aí, o JST reclama, e até diz que houve uma discriminação do tipo “Casa Grande x Senzala”. Quer dizer, JST já se está achando na senzala? Logo ele, que tanto fez pela campanha de Ricardo, está agora desconsiderado... Morremos de pena do JST não poder curtir na faixa os filés e brejas do Batel Grill! Oh, dó!
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Prezados/as, necessária atualização. às 09h20, em face de comentários divergentes sobre a presença do reitor Ricardo nas comemorações, relatadas no Facebook, como estas:

Rafael Julião. Caro Sabetudo: melhor dar uma chamada geral nos investigadores do coletivo, que andam atrás de pistas erradas: 1) não houve nada no Batel Grill, e o RM não estava lá; 2) não houve comemoração "oficial" ou da casa grande, mas várias comemorações isoladas - de professores, técnicos e estudantes - às quais o RM buscou comparecer - a todas, aliás- para prestigiar os amigos e apoiadores; 3) o RM esteve no Ponto Final sim, e comemorou com toda a galera, conforme se pode constatar facilmente através de fotos da noite.
CurtirResponder12 h

Tuany Baron No mínimo é curiosa essa postagem. Sugiro mudar o nome para Coletivo de Investigadores Joãozinho SabeNADA. Ou então mudar de fontes e investigadores. Após a cerimônia oficial de posse, estive no bar Ponto Final. Lá realmente encontrei muitos técnicos e servidores, como também diversos professores e, para sua surpresa, o Reitor recém-empossado. O Reitor que, a despeito de todos os compromissos de uma agenda atribulada naquele dia e a despeito do próprio cansaço, fez questão de estar presente entre aqueles que formaram sua base de apoio. Não faltou sensibilidade ao Reitor, mas faltou informação para o Coletivo. E foi lá, no Ponto Final, que a "nova nata" e a tal "senzala" romperam as supostas barreiras e comemoram juntas o início de uma construção universitária plural. Para usar a obra de referência aqui, é bom lembrar que Freyre parte de uma visão senhorial de mundo, mas conhecendo o Professor Ricardo Marcelo Fonseca enquanto Professor e enquanto Diretor de Setor lhe garanto que fazer uma leitura senhorial da sua posição enquanto Reitor, como aqui se pretende, só fará com que sejam repetidos vergonhosos equívocos. Deixo abaixo a foto que tiramos naquela noite. Talvez eu nem precisasse dizer nada do que disse, já que a imagem fala por si.

Defesa de Lula diz que Lava Jato atingiu “grau de loucura” em mais recente denúncia

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A Lava Jato abriu um processo contra Lula por ele não ter recebido um terreno, que segundo a operação, seria destinado ao Instituto Lula. A Lava Jato reconhece, porque é impossível não reconhecer, que o terreno não é nem nunca foi do Instituto Lula ou de Lula. É o grau de loucura que a Lava Jato chegou na sua perseguição contra o ex-presidente.

Ao invés de investigar e apresentar denúncias sobre delitos reais, e após fechar acordos que tiraram da cadeia pessoas que receberam dezenas de milhões em desvios da Petrobras, persegue delitos que só existem na imaginação de Power Point de alguns promotores, e ficam atribuindo imóveis que não são de Lula para o ex-presidente. E o juiz Sérgio Moro aceita uma denúncia absurda dessas em poucos dias, porque o importante é gerar manchete de jornal e impedir Lula de ser candidato em 2018. Abaixo, nota enviada para a Folha de S. Paulo:

“Não comentamos supostas delações. Delações não são prova, quanto mais supostas delações. O ex-presidente não solicitou nenhuma vantagem indevida e sempre agiu dentro da lei. O terreno nunca foi do Instituto Lula e tampouco foi colocado à sua disposição. O imóvel pertence a empresa particular que lá constrói uma revenda de automóveis. Tem dono e uso conhecido. Ou seja, a Lava Jato acusa como se fosse vantagem particular de Lula um terreno que ele nunca recebeu, nem o Instituto — que não é propriedade de Lula, nem pode ser tratado como tal, porque o Instituto Lula tem uma personalidade jurídica própria. Todas as doações feitas ao Instituto Lula estão devidamente registradas e foram feitas dentro da lei.”
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Fonte: Site do Lula

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O zeitgeist de Daltro Filho e o ilusório de Ricardo Marcelo

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Em seu bom discurso de posse na Reitoria da UFPR, o professor Ricardo Marcelo a certa altura citou trechos da fala do militar Daltro Filho quando da fundação da Universidade em 19/12/1912, nos quais se expressava a repulsa daquele fundador às ideias de pluralidade e de miscigenação.  Era próprio da então elite paranaense do começo do século 20 ver com fortes objeções qualquer participação de mestiços, de negros, de mulheres e pobres em geral nas questões do "andar de cima" da sociedade.


Disse o novo reitor da gestão 2016-2020, na posse ocorrida em 19/12/2016, que aquele "zeitgeist" ("espírito da época") de 1912 não mais existiria na UFPR da atualidade.  Ledo engano do professor Ricardo, advogado e formado em História.  Quem, bem refletindo, crerá que a essência daquele abominável zeitgeist dos albores do século anterior está afastada?  No Brasil da atualidade, e por muitas vezes mesmo dentro da UFPR, veem-se manifestações de machismo, feminicídios, ódio racial, intolerância às pessoas LGBT, a pobres, às cotas sociais e étnicas.  Até a logomarca do governo federal usurpador do medíocre Michel Temer, em pleno século 21, voltou a ter o dístico positivista daquele passado de cem anos atrás!


Sabemos que o novo reitor da UFPR se opõe a tais preconceitos e intolerâncias, e que pode tomar medidas para combatê-las dentro e fora da UFPR. Para tentar ser uma importante parcela da direção cultural, intelectual e moral da sociedade que a sustenta materialmente, a Universidade Pública precisa fazer isso mesmo.  Ou o zeitgeist essencial dos tempos de Daltro Filho permanecerá. 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Novo reitor da UFPR pede unidade contra os cortes da "PEC da Morte"

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Estivemos presentes hoje na sessão do Conselho Universitário da UFPR em que se empossou o novo reitor Ricardo Marcelo. Ele foi submetido a um pleito direto perante a comunidade universitária, conduzido pela CPC, como se faz desde 1985, confirmado pelo Conselho Universitário e, à última hora, confirmado reitor pelo presidente usurpador Michel Temer.

Ao menos Temer não ousou confrontar a vontade da comunidade universitária, demorou mas nomeou. Não fazê-lo estabeleceria mais uma crise entre a UFPR e o ilegítimo governo do rapinante do PMDB. Mas o seu MEC golpista rendeu-se e acatou a vontade democrática da comunidade.  Menos mal.

O editor deste Blog, um tanto precário em sua saúde, conseguiu estar presente na metade final da sessão do COUN que empossou o Professor Ricardo Marcelo no Teatro da Reitoria na noite da segunda-feira, 19 de dezembro.


Tivemos a pachorra de ouvir o gosmento discurso do reitor que sai, aquele que em campanha dizia que o único problema da UFPR era falta de "boa gestão", e, como ele era professor de administração, seria uma excelente indicação para o cargo de reitor. Na base desse discursinho fuleiro de quem nunca teve projeto de Universidade e da alta marquetagem financiada com boa grana, o reitor que se despede conseguiu se eleger e reeleger, desde 2008 até agora.  No seu discurso de despedida (ufa!), limitou-se a enumerar suas obras e realizações, sem - de modo mal-agradecido - jamais mencionar que grande parte das obras que inaugurou deveram-se a políticas de expansão patrocinadas pelos governos de Lula e Dilma. Mal-agradecido  e cara de pau.

Mas o "Sobrinho" não se limitou a omitir isso: ainda ao final agradeceu aos ministros golpistas da Educação e da Saúde, responsáveis hoje por tremendas ameaças à educação pública e ao SUS. Eis o reitor camaleônico que tivemos por oito anos: adaptava-se ao PT quando este comandava o governo federal e agora se amizia com os golpistas. Podemos dizer, comunidade universitária: "Ufa, livramo-nos de Zaki, o camaleão!"

Na sequência ao discurso pastoso do reitor que sai, foi exibido um vídeo promocional do que a dupla Zaki-Mulinari fez em seus oito anos, fundamentalmente baseado em aspectos quantitativos. Vídeo assim qualquer empresinha promocional faz. Insuportável aguentar aquele amontoado autoapologético, com trechos risíveis do tipo o vice-reitor afirmando que passaram a acordar mais cedo para dar conta dos desafios... Contem outra!


Por fim, na sessão, após aquela cerimônia um tanto ridícula de o reitor velho passar ao novo um medalhão (serve para ir na balada "ostentar"?) e uma 'pellerine' (manto), o professor Ricardo, abstendo-se de abrir o discurso de posse, passou a palavra para a sua vice Graciela, que fez discurso curto e enaltecedor do papel das mulheres.  Discurso digno da nova vice-reitora.

Ao tomar a palavra, para encerrar a já longa sessão do COUN, Ricardo Marcelo fez um discurso muito centrado na importância do respeito à pluralidade e à diversidade de opiniões dentro da UFPR.  Pediu diálogo e que não se produzam contendas por razões menores que possam prejudicar a UFPR.  Teve seu momento político de referência à PEC 55 de Temer que congela investimentos em Educação e Saúde por 20 anos, ressaltando que será preciso unidade dentro da UFPR para enfrentar isso - a melhor parte de seu discurso. Pode-se talvez entender que, discursando como reitor recem-empossado pelo usurpador presidente Temer, ele não pudesse referir-se ao golpista em termos duros, mas ao menos comentou as ameaças á Universidade Pública por parte do governo do golpista.  

O novo reitor da UFPR fez frequentes alusões literárias e poéticas em sua fala.  Finalizou sua fala com um poema de Paulo Leminski (esse grande eterno bêbado louco dos botecos de Curitiba), dirigindo-o a seus futuros pró-reitores, que diz assim:

"Você pára a fim de ver
o que te espera

só uma nuvem
te separa
das estrelas"


Muito belo fecho de discurso de nosso novo reitor da UFPR. E - com total sinceridade - fazemos votos de que a gestão 2017-2020 seja realmente algo que almeje chegar "às estrelas", que defenda sua comunidade, mas também defenda os direitos de todo o povo trabalhador, ameaçados pelo golpismo vigente na Brasília de Temer (ou de algum outro golpista da elite burguesa). Haverá muitos servidores, técnicos e docentes, dispostos, a ajudar, e estudantes sem medo do bom combate.

Não queremos que, ao final do mandato do professor Ricardo, concluamos com outro poema do romântico e sarcástico incorrigível Leminski:

"Tudo dito.
Nada feito.
Fito e deito."
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Foto: do Face da amiga Jhenifer


Aniversariam a UFPR e a emancipação política do Paraná, quando assume novo reitor

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Dentro de alguns minutos se iniciará a sessão solene do Conselho Universitário da UFPR, em que se dará a transmissão de cargo de Zaki Akel Sobrinho para o novo reitor, Ricardo Marcelo Fonseca. Em que pese este Blog ter apoiado, na campanha da eleição direta da Reitoria, o candidato Marcos Sunye, sinceramente desejamos que o professor Ricardo possa fazer uma boa gestão, que defenda a Universidade Pública, seus alunos e servidores. Os tempos tornaram-se dificílimos, depois do golpe dado contra Dilma Rousseff e os interesses usurpadamente instalados no Palácio do Planalto conspiram contra a escola pública, contra sua qualidade, contra sua expansão, contra os direitos dos servidores e a assistência estudantil.

Por isso, o novo reitor precisa ser um verdadeiro aglutinador da comunidade universitária, sem lero-lero e sem marquetagem, mas com posições francas e firmes. Isto manterá acesa a chama da esperança contra o retrocesso e reforçará a respeitabilidade de sua gestão. De outro modo, em face do crescente esgarçamento de todas as instituições brasileiras e do descrédito que a cada dia vem recebendo do povo brasileiro, há grave risco de isso se refletir em vastos movimentos reivindicatórios sob um clima muito combustível dentro da UFPR.

19 de dezembro, além de data de fundação da UFPR há 104 anos, também o é da emancipação política da antiga província do Paraná em relação a São Paulo, em 1853. Na época do Império, entretanto, quem esteve a governar o novíssimo estado foi o baiano Zacarias de Goes e Vasconcelos. Ora, sem demérito de Goes e Vasconcelos, era um politico não do Paraná.  Hoje, apesar da emancipação formal, parecemos política e culturalmente continuar a ser apêndice de São Paulo: o Tucanistão do Sul, sendo São Paulo o do Norte, a matriz, onde se perpetuam, há mais de 20 anos, governos do PSDB, arautos do retrocesso neoliberal. Aqui também no Paraná repetem-se governos conservadores no estado (dois mandatos do carrasco Beto Richa) e na prefeitura da capital. Além disso, carregar na capital um rótulo reacionário de "República de Curitiba", onde um "professor" do curso de Direito da UFPR atua não como juiz mas como promotor e atropelador dos processos judiciais, sem ser punido por seus abusos e erros na operação "Farsa a Jato".

Uma grande Universidade, pública e gratuita, como a UFPR, tem o dever de questionar o que em inglês gostam de chamar de "big picture", o cenário geral. Queremos continuar sendo caudatários da odiosa política que sopra de São Paulo, da tucanada que rouba impunemente, reprime o povo paulista e implementa políticas a serviço do imperialismo? É hora de uma verdadeira emancipação e a Universidade Pública pode contribuir nisso. Oxalá o reitor Ricardo Marcelo trabalhe e atue nesse sentido, possa constituir-se em comandante político da aplicação de uma outra visão e outro PROJETO, progressista, para o Paraná e Curitiba.

sábado, 22 de outubro de 2016

União Brasileira de Mulheres repudia ação provocadora do MBL contra ocupações estudantis

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A direita de Curitiba, organizada em grupos protofascistas como o MBL e "Mamãe Falei", acusados de serem subvencionados com dinheiro público do golpista Temer, resolveu mostrar suas garras contra ocupações de escolas que lutam contra a MP 746/16 (da "Reforma" do Ensino Médio) e a PEC da Morte (PEC 241/16).  Os fascistoides foram ao maior colégio do estado infernizar a vida dos combativos jovens que comandam a ocupação de luta e o incidente mereceu Nota de Repúdio da União Brasileira de Mulheres (UBM), cuja íntegra segue abaixo.


UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES REPUDIA 
AÇÃO VIOLENTA E COVARDE  DO MBL-CURITIBA 
CONTRA ESTUDANTES DO COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ

"A União Brasileira de Mulheres (UBM) - entidade feminista de defesa dos direitos das mulheres - manifesta seu intenso repúdio à ação violenta e covarde do protofascista Movimento Brasil Livre (MBL) de Curitiba contra estudantes que ocupam o Colégio Estadual do Paraná (CEP). Na legítima e democrática ocupação do CEP, os estudantes resistem denodadamente contra as medidas antipopulares, antinacionais e antidemocráticas do presidente golpista Michel Temer e seu aliado no Paraná, o governador Beto Richa, destacadamente lutando contra a MP 746 (“Reforma” do ensino médio) e a PEC 241. 

Em 19 de outubro, secundaristas que ocupam o maior colégio do Paraná relatam que viveram momentos de assédio e terror, quando cinco homens, apresentando-se como integrantes do MBL, liderados por Eder Borges (candidato derrotado a vereador pelo partido de Bolsonaro), tentaram adentrar o Colégio. Os representantes do MBL abusivamente interrogavam os estudantes com perguntas descabidas, filmavam e ameaçavam, chegando ao ponto do assédio sexual físico contra uma aluna. 

Tais atitudes violentas contra estudantes constituem prática fascista, machista e covarde, merecedoras de reprovação da sociedade brasileira.

O repulsivo episódio tem da parte da União Brasileira de Mulheres veemente condenação, pois violam não só a Constituição Federal como também o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Diante da gravidade do caso, vergonha para Curitiba e para nosso Estado, demandamos rigor na apuração dos fatos e punição dos agressores do MBL. 

Saudamos todas as ocupações dos estudantes que lutam bravamente por seus legítimos interesses e entendemos que estão construindo, pela própria experiência, sua formação de cidadãos críticos, um exemplo para outros segmentos sociais que também prezam a democracia e a Educação Pública Gratuita de qualidade.

Viva a luta da juventude! Abaixo a MP 746 e a PEC 241!

Viva a luta do povo brasileiro!

Fora fascistas! Fora Temer Golpista! 

Curitiba, 21 de outubro de 2016."

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Ministro paranaense da Saúde comemora menos verbas para atender saúde dos brasileiros

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Ricardo Barros (PP-PR), o ministro golpista do usurpador Temer, aparece no flagrante acima comemorando a aprovação da PEC 241/16 ontem, que congelará investimentos em Saúde nos próximos 20 anos.  Barros é ministro da Saúde do velhote canalha Temer.  Como eles são neoliberais privatistas, querem que o SUS acabe e que só os que podem pagar planos privados de saúde tenham acesso ao que deve ser, e hoje é, um direito constitucional de todo brasileiro desde 1988.

Este oligarca do Paraná, que não entende nada de Saúde, é marido da atual vice-governadora de Beto Richa, Cida Borgheti, que pretende ser candidata a governadora em 2018 na sucessão do ultraqueimado governador massacrador de professores.  Também é pai da dondoquinha Maria Victoria, deputada estadual que se candidatou este ano a prefeita de Curitiba, mas se lascou.

Ricardo Barros ganhou notoriedade ao soltar seu barro por aí.  A última pérola do golpista foi dizer que homem trabalha mais que a mulher e por isso vai menos ao médico, no que levou bronca até da própria filha.

É dessa escória política e intelectual que o Brasil está servido com o governo quadrilheiro usurpador de Michel Temer.

366 picaretas aprovam a "PEC da morte" 241/16

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O que mais pesa nos gastos públicos? O extorsivo pagamento de juros, da ordem de 45% do total. Mas o golpista Temer e sua corja de parlamentares comprados no banquete da noite de domingo passado preferem cortas nos gastos ditos primários relativos a áreas fundamentais, como Saúde e Educação, nos serviços públicos que serão precarizados, se nada mudar, até 2037.  Nenhuma medida para o pagamento de juros, nada para fazer com que os ricos paguem o custo da crise.

O vídeo acima, curtinho, explica didaticamente em que consistem as maldades da PEC 241, e o gráfico abaixo mostra o peso cruel dos juros no orçamento.



Em 31 de agosto consumou-se a fase 1 do golpe contra a soberania nacional e os direitos do povo brasileiro, ao derrubarem, sem crime de responsabilidade comprovado, a presidenta legítima Dilma.

Ontem, 11/10, mais um momento da fase 2 do golpe, em que Executivo e Congresso, de costas para a nação, entregam nossas riquezas e dinamitam aos poucos as esperanças da população de uma vida melhor.

Confira aqui como votaram os parlamentares ontem em Brasília, classificados por partido. Somente PCdoB, PT, PSol, Rede e maioria do PDT votaram "Não" à PEC 241. E, abaixo, a lista apenas dos deputados federais do Paraná.  Repudiaram a PEC da Morte apenas Enio Verri (PT), Aliel Machado (Rede), Assis do Couto (PDT) e Marcelo Belinati (PP).

Todos do PMDB, PSDB, PSD, dentre os grandes, votaram a favor da PEC. Desses, os que tem base eleitoral em Curitiba - como Luciano Ducci, Francischini, João Arruda, Paulo Martins - merecem ser muito "bem recebidos" pelos trabalhadores da capital e também muito bem "DESvotados" se tentarem reeleição em 2018.




Moro vai acabar na fogueira

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O húngaro George Pólya, um matemático sensato, o que é uma raridade, nos sugere ataques alternativos quando um problema parece ser insolúvel.

Por Rogério Cezar Cerqueira Leite(*)

Um deles consiste em buscar exemplos semelhantes paralelos de problemas já resolvidos e usar suas soluções como primeira aproximação. Pois bem, a história tem muitos exemplos de justiceiros messiânicos como o juiz Sergio Moro e seus sequazes da Promotoria Pública.

Dentre os exemplos se destaca o dominicano Girolamo Savonarola, representante tardio do puritanismo medieval. É notável o fato de que Savonarola e Leonardo da Vinci tenham nascido no mesmo ano. Morria a Idade Média estrebuchando e nascia fulgurante o Renascimento.

Educado por seu avô, empedernido moralista, o jovem Savonarola agiganta-se contra a corrupção da aristocracia e da igreja. Para ele ter existido era absolutamente necessário o campo fértil da corrupção que permeou o início do Renascimento.

Imaginem só como Moro seria terrivelmente infeliz se não existisse corrupção para ser combatida. Todavia existe uma diferença essencial, apesar das muitas conformidades, entre o fanático dominicano e o juiz do Paraná  - não há indícios de parcialidade nos registros históricos da exuberante vida de Savonarola, como aliás aponta o jovem Maquiavel, o mais fecundo pensador do Renascimento italiano.

É preciso, portanto, adicionar um outro componente à constituição da personalidade de Moro - o sentimento aristocrático, isto é, a sensação, inconsciente por vezes, de que se é superior ao resto da humanidade e de que lhe é destinado um lugar de dominância sobre os demais, o que poderíamos chamar de "síndrome do escolhido".

Essa convicção tem como consequência inexorável o postulado de que o plebeu que chega a status sociais elevados é um usurpador. Lula é um usurpador e, portanto, precisa ser caçado. O PT no poder está usurpando o legítimo poder da aristocracia, ou melhor, do PSDB.

A corrupção é quase que apenas um pretexto. Moro não percebe, em seu esquema fanático, que a sua justiça não é muito mais que intolerância moralista. E que por isso mesmo não tem como sobreviver, pois seus apoiadores do DEM e do PSDB não o tolerarão após a neutralização da ameaça que representa o PT.

Savonarola, após ter abalado o poder dos Médici em Florença, é atraído ardilosamente a Roma pelo papa Alexandre 6º, o Borgia, corrupto e libertino, que se beneficiara com o enfraquecimento da ameaçadora Florença.

Em Roma, Savonarola foi queimado (figura que ilustra esta postagem). Cuidado, Moro, o destino dos moralistas fanáticos é a fogueira. Só vai vosmecê sobreviver enquanto Lula e o PT estiverem vivos e atuantes.

Ou seja, enquanto você e seus promotores forem úteis para a elite política brasileira, seja ela legitimamente aristocrática ou não.
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(*)Rogério Cezae de Cerqueira Leite, físico, é professor emérito da Unicamp e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia.  Artigo publicado na folha SP.