-->

Luta sem trégua contra o governo usurpador

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Que diacho de médico as Universidades Públicas estão formando?

Nenhum comentário:
O notável exemplo anti-solidário, desumano e de falta de ética de médicos formados em universidade pública (UFMS), movidos a ódio de classe e preconceitos.

Comparar Fachin a moro é um despautério

Nenhum comentário:
Se fosse só para massagear o enorme ego do pessoal da escola de Direito da UFPR, a declaração do reitor Ricardo Marcelo (sobre a indicação do professor Fachin como relator da Lava Jato no STF) bem poderia ficar intramuros, em vez de ir para a página pública da UFPR.

Mas, não. Lá está a matéria da Superintendência de Comunicação Social da UFPR, datada de ontem, em que o reitor elogia a indicação de Luiz Edson Fachin, mas comete a infeliz comparação com o suposto juiz sérgio moro (minúsculas sempre):

“O reitor Ricardo Marcelo Fonseca disse que ficou muito contente com a escolha de Fachin e afirmou que, agora, os professores  da UFPR acumulam as maiores responsabilidades da República, referindo-se ao fato de outro magistrado que ocupa posição-chave na Lava Jato, o juiz federal sérgio moro, também ter lecionado na Universidade, até dezembro de 2016.”


O professor Fachin, ex-candidato a reitor da UFPR em 2001, é pessoa merecedora de respeito por sua trajetória progressista dentro da UFPR, sua competência, ética e seriedade.  Dele esperamos uma atuação isenta e incisiva na relatoria do catatau que são os autos da Lava Jato, e que consiga suportar as pressões terríveis da Rede Globo golpista e de outros poderosos.

Bem diferente disso, o “juiz” (ele não se comporta como juiz, mas como justiceiro parcial) sérgio moro pauta sua atuação por um solene desprezo a um pilar do Direito, que é a presunção de inocência. Ele inverte isso: para moro, o sujeito é culpado, até que prove inocência! Que tipo de “professor” de Direito é alguém assim na UFPR? Ele submete denunciados a longos períodos de prisão preventiva e pressão psicológica para que, fragilizados, se submetam a fazer delações premiadas, mesmo que inventadas e sem provas – desde que incriminem Lula e o PT.  

Despreza delações numerosas já feitas que incriminam a tucanada, haja vista não haver qualquer tucano indiciado, que dirá preso.  O magistrado de meia-tigela é visto recebendo prêmios da Globo e se abraçando com Aécio Neves e outros tucanos de alta plumagem.  Vazou ilegalmente áudios de escutas telefônicas, inclusive uma conversa privada da agora morta mulher de Lula com seu filho, parte do stress que a levou ao AVC fatal.  O docente subversor do Direito é hoje réu em Tribunal da ONU por causa de tais condutas arbitrárias.

Tamanha a presunção do senhor moro (minúsculas sempre) que se arrogou a autoridade de expedir ontem uma “Nota” como se desse aval para Fachin poder ser o relator da Lava Jato! Petulância elevada ao cubo. Vejam o que o metido escreveu:

"Diante do sorteio do eminente Ministro Edson Fachin como Relator dos processos no Supremo Tribunal Federal da assim chamada Operação Lava Jato e diante de solicitações da imprensa para manifestação, tomo a liberdade, diante do contexto e com humildade, de expressar que o Ministro Edson Fachin é um jurista de elevada qualidade e, como magistrado, tem se destacado por sua atuação eficiente e independente. Curitiba, 02 de fevereiro de 2017. sérgio fernando moro, Juiz Federal [sic]”

"Toma a liberdade", carinha? Quem disse que o ministro Fachin precisa da sua “Nota” presunçosa? Enfie bem no meio do seu conduto auricular, senhor moro.


Portanto, uma vez mais lamentamos a disparatada comparação feita pelo reitor da UFPR entre um juiz de verdade e esse agente golpista que vive viajando aos EUA para receber suas ordens para desmonte do Brasil.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O assassinato de Dona Marisa

Nenhum comentário:
A morte de Dona Marisa Letícia não foi natural. Ela foi sendo assassinada aos poucos por um conluio, cujo pilar foi a mídia tradicional com destaque ultraespecial às Organizações Globo, à grande maioria do Judiciário envolvido nas investigações da Lava Jato e a uma classe política corrupta que se lambuzou em acusações sem provas contra ela e sua família.

Por Renato Rovai, em seu Blog

Dona Marisa Letícia sempre foi uma mulher simples, mas não simplória como alguns idiotas imaginavam.

Fui o primeiro jornalista a entrevistá-la com destaque para uma publicação, ainda em 1989, quando Lula disputava sua primeira eleição presidencial.

Naquele momento, Dona Marisa era motivo de chacota porque o também candidato Paulo Maluf havia dito algo como: o Lula não pode ganhar a eleição porque a Dona Marisa não vai conseguir lavar todas as janelas do Palácio do Planalto.

Na entrevista, evidentemente, toquei no assunto. Dona Marisa riu e respondeu: "não tem problema, se eu não der conta eu chamo a dona Sylvia [Maluf] para me ajudar". E riu de forma gostosa.

Dona Marisa sempre teve importância fundamental nas decisões que Lula tomava. Quando o bicho pegava, o baiano, como é conhecido no ABC, recorria a ela.

A vida dela nunca foi fácil, mas há gente mais informada para falar sobre isso. Mas nos últimos anos ela foi achincalhada e investigada, junto com Lula e os filhos, como poucos na história do Brasil.

E qual a conclusão das investigações até o momento? Que ela comprou dois pedalinhos para os netos, visitou um apartamento no Guarujá que decidiu não comprar e que ela também fala palavrões.

Aliás, só descobrimos os seus palavrões porque de forma canalha e ilegal, o juiz Sergio Moro permitiu vazamento de uma conversa privada entre ela e seu filho. E a imprensa inteira, com destaque para o Jornal Nacional, usou o áudio a exaustão para constrangê-la e humilhá-la.

Dona Marisa mandava os paneleiros enfiarem as panelas no cu. Aliás, sendo dona Marisa. Porque a galega era assim, direta e reta. Mas sem perder a ternura jamais.

Não fui seu amigo e nem divide intimidade com ela, mas tive a oportunidade de conviver um pouco mais com mais amiúde na campanha de Djalma Bom para prefeitura de São Bernardo do Campo, em 1992. A galega reunia mulheres, organizava caminhadas, discutia panfletos e criticava a campanha. Mas nunca se colocando como a esposa do Lula. Era só a dona Marisa.

Aliás, só a chamo ainda hoje de dona por saber que isso não a incomodava.

O fato é que o Brasil perde hoje uma figura decente, que nunca quis holofotes e que nunca pediu um carguinho em qualquer governo. Que não ficava badalando em colunas sociais, que não usava joias caras, que não fazia pose de intelectual. E que talvez também por tudo isso foi massacrada de forma vil por um bando de canalhas liderados pelas Organizações Globo. E por um juiz que será julgado pela história por ter divulgado um áudio de uma conversa privada desta mulher e que não tinha qualquer relação com o processo que investigava.

Eles podem dizer o que quiserem. Eles podem tentar uma cobertura midiática menos indecorosa. Mas eles não vão poder escapar do óbvio, Dona Marisa foi sendo aos poucos assassinada por essa turma.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Xadrez da delação e a dança dos mineirinhos

Nenhum comentário:
Por Luis Nassif, no Jornal GGN


Peça 1 – o assalto final ao país

Tem-se um presidente da República suspeito de corrupção. Seu preceptor maior – ex-deputado Eduardo Cunha – já está preso. Se receberem o mesmo tratamento dado a Cunha, seus dois lugares-tenentes – Ministro Eliseu Padilha e Secretário Moreira Franco – também irão para a prisão.

Nos últimos tempos, no entanto, esse grupo abaixo de qualquer suspeita, colocou em prática as seguintes medidas, tentando desesperadamente acumular poder para impedir a marcha dos processos:

1. Assumir o controle geral das definições de produtos de conteúdo nacional para as compras públicas, colocando de lado os técnicos do BNDES e Finep. Empresa que quiser ter seu produto enquadrado, terá que beijar as mãos do grupo.

2. Colocar sob seu controle as decisões de investimento do FAT (Fundo de Amparo do Trabalhador), afastando o conselho que define as políticas de investimento. Os dois grandes especialistas do grupo em FAT eram Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima.

3. Flexibilizar as datas de reajuste de medicamentos e submeter as propostas a um grupo restrito de ministros, deixando de lado os escalões técnicos.

4. A antecipação das licitações do pré-sal, sem uma explicação plausível.


Em relação aos chamados interesses nacionais, a cada dia que passa o jogo de desmonte se acelera mais:

1. A proibição de empresas nacionais nas licitações para a conclusão dos trabalhos da Comperj (https://goo.gl/yJkIII).

2. A decisão da Aeronáutica de contratar empresas norte-americanas para serviços de sensoriamento remoto por satélite, por ordem da Casa Civil, de Eliseu Padilha (https://goo.gl/W0kVxq).

3. A plataforma desenvolvida pelo Exército contra guerra cibernética. A plataforma serve Itaipu, Angra e outras áreas críticas. Se, no bojo da cooperação com autoridades norte-americanas, a senha do sistema for exposta, deixará vulnerável as principais áreas críticas do país.

4. Os riscos de paralisação do Prosub – o programa de construção de submarinos nucleares, essencial para a defesa do pré-sal.

5. O controle direto dos EUA sobre os trabalhos da Embraer, a pretexto de fiscalizar a implantação do sistema de compliance (https://goo.gl/0JYi7H).


Para ganhar tempo e consumar o saque, estão oferecendo em pagamento:

1. O desmonte do Estado.

2. Uma reforma da Previdência mais severa que a mais severa reforma em país europeu.

E aí esse símbolo máximo da liberalidade política brasileira, um Presidente suspeito até a tampa indicando o juiz que participará do seu julgamento.

A maior ameaça aos direitos trabalhistas da história recente

Nenhum comentário:
A Câmara dos Deputados vai reiniciar suas atividades legislativas neste dia 1º de fevereiro e, com elas, abre-se o período da votação dos atentados que o governo golpista de Michel Temer planeja contra o povo e os trabalhadores, como a reforma trabalhista e a previdenciária.

São ameaças graves contra os trabalhadores. A reforma trabalhista, que o grupo que assumiu o governo quer fazer tramitar a toque de caixa, representa uma mudança tão profunda na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que nem a ditadura de 1964 ousou cometer.

Contra a ameaça representada pela reforma trabalhista neoliberal que Temer quer impor aos trabalhadores, em meados de janeiro as centrais sindicais (CTB, CUT, CSB, Força Sindical, Nova Central e UGT) manifestaram-se para que não seja pedido urgência, por Michel Temer, para a tramitação do Projeto de Lei (PL) 6.787, que prevê aquela reforma. Para os sindicalistas, uma mudança de tamanha envergadura só pode ser feita depois de intenso debate com os trabalhadores e a sociedade, debate que requer tempo, prudência e paciência. As centrais cobram um "amplo e democrático processo de negociação" que envolva as entidades dos trabalhadores, o governo e o Congresso.

Além de representar um conjunto de atentados contra direitos trabalhistas duramente conquistados através dos anos, o projeto de reforma inviabiliza e destrói a CLT ao prever que o negociado prevalece sobre o legislado, e também ao flexibilizar a duração da jornada de trabalho.

A reforma pretendida pelo governo atende principalmente às demandas patronais, que não aceitam as limitações que a CLT coloca contra a ganância desmedida ao regulamentar o processo de trabalho. A proposta de Temer facilita e amplia, por exemplo, os períodos dos contratos temporários de trabalho, que passam dos atuais 90 dias para 120 dias, podendo ser prorrogados por outros 120 dias; faz o negociado sobrepor-se ao legislado em questões como duração da jornada e salário; amplia e facilita a terceirização; prevê a possibilidade da divisão dos prazos de férias de acordo com a conveniência patronal; legaliza os bancos de hora.

Desde que a pretendida e draconiana reforma trabalhista foi anunciada, a resistência contra ela tem crescido, unindo desde o Ministério Público do Trabalho, as centrais sindicais, incontáveis sindicatos e organizações populares e de trabalhadores. Entidades que, em 24 de janeiro, divulgaram estudo que demonstra, ao lado da barbárie que a reforma trabalhista representa, a inconstitucionalidade das mudanças propostas, sobretudo a pretensão de fazer com que o negociado prevaleça sobre o legislado. 

Fevereiro inicia-se com a previsão de muita luta dos trabalhadores. Luta necessária e justa para manter os ainda pequenos ganhos civilizatórios que a legislação brasileira garante nas relações de trabalho, e que enfrentam hoje a maior ameaça de sua história.
-------------
Fonte: Portal Vermelho

    terça-feira, 17 de janeiro de 2017

    Boulos e o guarda da esquina do AI-5

    Nenhum comentário:
    Em dezembro de 1968, quando o Brasil ingressava na noite do AI-5, que abriu a fase de terror da ditadura militar, o vice-presidente da República Pedro Aleixo produziu uma frase insubstituível sobre a capacidade dos regimes de exceção transformarem a vida do país numa baderna institucional. 

    Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

    Justificando seu voto, o único contrário ao AI-5, Pedro Aleixo explicou com a elegância possível na hora que a partir daquele instante a vida política iria se transformar num vale-tudo de atos violentos, sem qualquer amparo constitucional:

    - Não tenho nenhum receio em relação ao presidente. Tenho medo do guarda da esquina.

    Trinta e nove anos depois, período em que o país enfrentou uma sequencia de barbaridades que não é preciso recordar, a profecia voltou a se materializar na manhã de hoje. Vestindo uniformes cinzentos da PM paulista, um guarda da esquina de 2017 - o termo não tem caráter ofensivo, apenas se refere a um grau na hierarquia das forças responsáveis pela segurança pública - deu ordem de prisão para Guilherme Boulos, líder do MTST, que tentava negociar a retirada de 700 famílias que ocupavam um terreno em São Matheus, na periferia de São Paulo. Então está combinado.

    Num país onde a moradia popular é uma tragédia, agravada pela decisão do governo Michel Temer em esvaziar o "Minha Casa, Minha Vida", a única providência que ocorre às autoridades do governo Geraldo Alckmin, o estado com o maior PIB do país, é prender uma liderança que procurava uma saída negociada para o futuro de alguns milhares de pessoas sem casa e sem amparo. "Cometem a violência de despejar 700 famílias e eu é que sou preso por incitar a violência", reagiu Boulos, a caminho da delegacia.

    A criminalização de movimentos populares é uma das primeiras estratégias para a construção de toda ditadura. Rebaixando o debate de assuntos obviamente políticos, procura-se retirar a legitimidade de de quem está submetido a uma situação de absoluta destituição de direitos, sem outro meio de negociação além da mobilização. No país de hoje, a prisão de Boulos é uma forma de intimidar e demonstrar força, semelhante a invasão exibicionista da Escola Florestan Fernandes, do MST.

    Após pressão da comunidade científica, golpista repõe orçamento da área

    Nenhum comentário:
    Após denúncias e críticas da comunidade científica, o governo ilegítimo de Michel Temer repôs as verbas retiradas da área científica. Portaria do Ministério do Planejamento recuperou R$ 1,1 bilhão para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), R$ 296 milhões para o Ministério da Ciência e Tecnologia e Comunicação (MCTIC) e R$ 317 milhões para as organizações sociais ligadas ao ministério. 

    “A luta foi árdua. Ela não foi ganha, ela está garantida em um decreto, mas nós temos agora que ficar atentos para que não tenha um contingenciamento (desses recursos)”, disse à Agência Brasil a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader.

    “Essa luta começou quando foi decidido que haveria a PEC 55 (que congela os gastos públicos por 20 anos), pois o MCTIC ficou no pior patamar dos últimos anos e isso foi usado para fotografar o setor. Conseguiu-se um pequeno aumento e, agora, voltar ao orçamento (anterior) significa um respeito. Não é o que o Brasil precisa se deseja ser uma nação forte e independente tecnologicamente, mas mantém a infraestrutura básica da ciência. Foi um motivo de alegria”, avaliou Nader.
    ----------------------

    segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

    O "professor" da UFPR e "juiz" Moro é réu na ONU

    Nenhum comentário:
    O Cafezinho foi parar na capa da Veja. Felizmente, não é para falar bem do blog. Se assim o fosse, seríamos suspeitos, aí sim, de sermos farsantes. Como é para falar mal, então estamos bem. Continuamos sendo um blog “sujo” e honesto.

    Por Miguel do Rosário, no Blog O Cafezinho

    A matéria da Veja é um post encomendado pelo consórcio de golpistas e corruptos que tomaram o poder, para blindar Sergio Moro, o heroi dos coxinhas e eleitores de Bolsonaro.

    O autor tenta rebater post do Cafezinho que informa o óbvio: Sergio Moro está sendo investigado pela Organização das Nações Unidas. É réu, portanto.

    A Veja diz que a aceitação da denúncia foi “mera formalidade”. Ora, pode-se dizer o mesmo acerca da aceitação de qualquer denúncia em qualquer instância.

    Ser réu é isso mesmo: uma formalidade.

    Réus não são culpados. O consórcio golpista é que incendiou o vocabulário jurídico, com vistas a dar peso às suas calúnias: daí, denunciado, réu, investigado se tornaram sinônimos de bandidos. Não são. Às vezes são inocentes.

    Não é o caso de Sergio Moro, um dos mais perigosos delinquentes políticos da história brasileira.

    Sergio Moro é réu na ONU, sim, e também é réu num tribunal muito mais severo, o da história.

    Ministro Barroso do STF defende ensino pago na Universidade Pública

    Nenhum comentário:
    Na virada do ano, um ministro do STF, Luís Roberto Barroso, defendeu um novo modelo para o ensino superior público brasileiro, baseado no financiamento privado. Barroso propôs isso num evento da Fundação Estudar, que pertence ao bilionário Jorge Paulo Lemann, dono da AmBev e tido como o homem mais rico do Brasil (fortuna de US$33 bilhões).

    Segundo matéria do jornal Estado de S. Paulo, o juizão do STF golpista considera que "a universidade pública no Brasil custa muito caro e não dá um retorno proporcional para a sociedade. Ele defendeu um modelo parecido com o que existe nos Estados Unidos, onde as universidades precisam se autofinanciar, incluindo com doações."  Complementou o golpista: "Precisamos de um modelo que seja público nos propósitos e privado no financiamento."  Leia-se nas entrelinhas: com alunos também pagando para estudar.

    Parece que rapidamente voltamos a 1968, quando a ditadura militar tentou implantar cobrança de mensalidades nas Universidades Públicas, mas enfrentou tenaz resistência do movimento estudantil, como no famoso episódio da tomada da Reitoria da UFPR (14 de maio de 1968).

    E então, magnífico reitor da UFPR?  O que tem a comentar sobre seu colega de área jurídica?  Isso saiu da boca pra fora do juiz Barroso ou será para valer?  Nada a comentar?

    Educadores aprovam greve geral

    Nenhum comentário:
    O congresso nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) aprovou greve geral em todo o país. No Paraná, a APP-Sindicato convoca assembleia da categoria para o dia 11 de fevereiro.

    Nacionalmente, os educadores vão paralisar as atividades dia 15 de março com as seguinte pauta de reivindicações: defesa da previdência, do piso salarial, da carreira e de recursos para a educação pública.

    No âmbito local, a APP-Sindicato luta contra as maldades e os calotes do governador Beto Richa (PSDB) contra o magistério.

    O ano letivo de 2017 pode não iniciar no estado em virtude do calote na data-base, não pagamento do piso nacional, perseguição de educadores e corrupção na educação (Operação Quadro Negro, do Gaeco).
    --------------------

    quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

    ATENS atinge status de sindicato nacional na categoria técnico-administrativa das Universidades

    Nenhum comentário:
    A Associação dos Técnicos de Nível Superior (ATENS) obteve sua Carta Sindical em dezembro  de 2016.  A notícia chegou ao I Congresso da ATENS–SN, realizado em Belo Horizonte de 14 a 17 de dezembro, levando euforia aos delegados e diretores sindicais presentes. Não por menos, afinal essa carta sindical era aguardada já havia três anos!

    Por Guaracira Flores, pela ATENS da UFPR

    O que significa isto?
    Com a obtenção da carta sindical, o ATENS-SN passa a ser oficialmente o único representante dos Profissionais de Nível Superior das IFES – Instituições Federais de Ensino Superior. Desta forma, sempre que houver negociações com o governo federal, é o ATENS-SN que sentará à mesa de negociações representando e defendendo esses profissionais. Os antigos sindicatos aos quais os TNS estão filiados perdem a condição de representá-los. No entanto, caso seja da vontade de qualquer TNS manter-se filiado a seus antigos sindicatos, poderão fazê-lo, conscientes de que estes não os representarão mais. Poderão assim manter-se filiados aos dois sindicatos: o antigo e o ATENS-SN, só que estarão contribuindo financeiramente para um sindicato que já não o representará em nenhuma das negociações que surgirem.


    A situação na UFPR
    Existem modos diversos de filiação ao ATENS-SN:

    1)Filiação Direta de cada profissional entrando em contato com o Sindicato Nacional, através do site: www.atens-sn.org.br.  Onde não houver ainda na IFES, pode ser formada localmente uma Coordenação.

    2)Seção Sindical: ao atingir um número 'x' de filiados diretos, forma-se uma Seção Sindical, com CNPJ e todas as características pertinentes.

    3)Formação de um Sindicato local conforme a evolução natural da Seção Sindical para  a condição de sindicato, requerendo, no entanto, o alcance de estruturas físicas e recursos humanos maiores.

    A partir das alterações estatutárias realizadas no I Congresso do ATENS-SN, não é mais exigido um número mínimo de filiados para passar de Coordenação a Seção Sindical e desta para Sindicato.

    Na UFPR, existe uma Coordenação Local, criada em 04/12/2014, cujo representante era o Técnico em Assuntos Educacionais Mario Setim.  Atualmente, ela está sob responsabilidade da farmacêutica Guaracira Flores da Silva.
    --------------------------
    Guaracira participou como delegada da UFPR no Congresso do ATENS-SN em BH.

    sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

    Os enrolados da diretoria do Sinditest

    Nenhum comentário:
    Primeiro de tudo, tem a velha novela do rolo com a venda da "chácara" do Sinditest. No rolo tem Antonio Néris, Wilson Messias,  Carla Cobalchini, Zé Carlos e uma auditoria que nunca foi devidamente explicada para a base.  Um imóvel que supostamente foi vendido a um sujeito pobre (um vigilante) por 250 mil reais e que, um ano depois, renderam ao comprador, revendas que atingiram mais de um milhão de reais. Esquisito, né?

    Agora, depois de se elegerem com base em mentiras e promessas vãs, a Diretoria do Sinditest se esquece de prestar contas e não esclarece suas mudanças de escritório de advogado. Nem as fartas verbas destinadas ao PSTU.

    Rachada de fio a pavio, a tal diretoria sequer sabe o que apresentar de propostas para a base. Vários diretores estão se pelando de medo de serem atingidos por PADs da Reitoria pelo fato de terem feito merda em greves passadas e estão pedindo penico para o reitor Ricardo Marcelo para que não exonerem diretores responsáveis pelas merdas de 2015.  Lamentável situação dos "grandes revolucionários"...  Revolucionários de merda que são, de fato.

    quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

    Transparência das contas: cadê aquela prometida pelo Sinditest?

    Nenhum comentário:
    Quando a atual diretoria do Sinditest se elegeu, prometeu total transparência de suas contas e exposição trimestral de balanços contábeis no site do sindicato.  Na gestão passada, haviam inclusive contratado uma funcionária nova especificamente para ser administradora de toda a máquina sindical, para facilitar isso.

    Não se viu nada disso durante 2016.  Nada, nem no site, nem em jornal impresso. Promessa caída no vazio.  Porque os iluminados acham que a base tem memória curta.


    FUNDO DE GREVE
    Por exemplo, na mais recente greve, iniciada em outubro/2016 contra a PEC 241-55/16 ("PEC da Morte", que congela investimentos públicos por 20 anos), foi aprovado depositar um Fundo de Greve (FG).  Discriminatoriamente, foi aprovado 1% adicional de desconto (total de 2% sobre o Vencimento Base) para o pessoal do RJU e 0,5% a mais para o pessoal da FUNPAR.  

    Perto do fim do ano, surge aviso no site sindical de que houve desconto "inadvertido" a mais no FG para o pessoal FUNPAR, e que os interessados na restituição deveriam burocraticamente preencher um formulário para pegar a grana surrupiada no sindicato.  Aliás, um curioso formulário que pedia um monte de informações nada-a-ver com o assunto da restituição.

    Mas também servidores do RJU tiveram desconto além dos 2% sobre o VB. O editor deste Blog teve 5 reais descontados além dos 2%, por exemplo, no contracheque de novembro.  Claro, muitos podem pensar: não vale a pena brigar por 5 reais.  Ocorre que, de 5 em 5 reais descontados de milhares de filiados, se consegue juntar um bom 'plus' para a arrecadação sindical.  A diretoria do Sinditest deve ter tido uma recaída dos tempos de Wilson Messias, quando o antigo presidente descontava o valor que bem entendia sobre o salário bruto dos filiados.


    ESCRITÓRIO JURÍDICO
    Quantos sabem que o Escritório de Advocacia do dr. Avanilson não serve mais ao Sinditest?  Que ele recebeu bilhete azul e outro escritório parece já ter sido até mesmo contratado?  Muito poucos.  Outra área em que sumiu a transparência.  Não se faz mais licitação para contratar advogado para o sindicato.  Vai do humor da maioria que estiver mandando na diretoria.  A qual deve, em especial seu coordenador jurídico Luiz Fenando Mendes, explicações para a base.

    Em meados de 2016, houve um grande racha nacional dentro do PSTU, com a desfiliação de mais de 700 membros (em todo o país) desse partido de ultraesquerda que mandava no Sinditest.  Vários coordenadores do Sinditest também saíram do PSTU e isso desequilibrou a correlação de forças dentro da diretoria sindical, com isto provavelmente influindo para que Avanilson levasse uns metatarsos nos glúteos.  Mas isto é mantido oculto porque a base é considerada "criança" demais para saber dessas coisas...

    segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

    Você sabe o que é Häagen Dazs ?

    Nenhum comentário:
    Curtam o sambinha do sorvetão do vampiro traíra usurpador...
    (Via Conversa Afiada)

    Temer, o traíra usurpador, é unanimidade nos cemitérios de Curitiba

    Nenhum comentário:
    O ilegítimo Michel Temer foi “prestigiado” na madrugada deste Ano Novo, em Curitiba, com sinistras pichações em muros de cemitérios da cidade: “Entra Temer [e Richa]”.

    As inscrições que convidam o Tinhoso e o tucano para “ficarem” em paz foram percebidas nos cemitérios Abranches, Municipal, Protestante e Água Verde.

    A autoria das pichações desejando ‘a paz dos cemitérios ao golpista’ foi reivindicada pelo grupo militante de esquerda “As Panteras Marxistas”.

    Nota do Blog: as pichações convidando o usurpador a 'ficar' no cemitério estariam sendo vistas em outras cidades.
    ----------------

    Reitor da UFPR empossa nesta terça, 3, os novos pró-reitores

    Nenhum comentário:
    Conforme notícia da Assessoria de Comunicação Social da UFPR, no fim de 2016, o reitor Ricardo Marcelo empossará amanhã (3) seus novos assessores diretos. A cerimônia ocorre a partir das 09h30, no gabinete do reitor. Os pró-reitores para a gestão 2017-2020 são:

    Pró-Reitoria de Administração (PRA): Marco Antonio Ribas Cavalieri
    Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE): Maria Rita de Assis César
    Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC): Leandro Franklin Gosdorf
    Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEPE): Douglas Ortiz Hamermuller
    Pró-Reitoria de Graduação e Educação Profissional (PROGRAD): Eduardo Salles de Oliveira Barra
    Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG): Francisco de Assis Mendonça
    Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças (PROPLAN): Fernando Marinho Mezzadri
    Superintendência de Infraestrutura: Sérgio Michelotto Braga
    Chefia de Gabinete: Paulo Ricardo Opuszka.

    No alvorecer de 2017, e diante das nuvens cada vez mais cinzentas e temerárias que ameaçam a Universidade Pública, este Blog deseja sucesso e firmeza para os titulares novos das pró-reitorias, bem como ao reitor Ricardo.

    quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

    Joaozinho-Sabe-Nada fica sem cerveja na faixa da chapa do reitor eleito

    Nenhum comentário:
    O perfil anônimo (fake) do Facebook chamado “Joãozinho Sabe Tudo” (JST), que é um coletivo de dois, já publicou reclamação logo depois da posse do reitor Ricardo Marcelo. Apesar de ter sido militante exacerbado da campanha do reitor Ricardo contra o candidato Marcos Sunye.

    Finda a posse na sessão do CoUn, cerca de 11 da noite da segunda-feira (19/12), com queima de fogos para assustar a cachorrada da vizinhança, a galera naturalmente resolveu celebrar mais. Aí entrou a diferenciação.

    Segundo Joãozinho ST, todos deveriam ir para o bar “Ponto Final” (bairro São Francisco) e muitos foram para lá, mas a dupla eleita Ricardo/Graciela não apareceu. Depois souberam que uma faixa selecionada de alguns docentes, técnicos e estudantes foram ao “Batel Grill”, um point mais seleto e livre dos puxa-sacos do “andar de baixo”, que querem cargo.

    Relata o onisciente JST em sua postagem de ontem no Facebook:

    “Aqueles que fizeram parte da campanha para a eleição de RM e GB foram convidados a festejar no Bar “Ponto Final”, com a cortesia da casa em não cobrar o couvert. (...) Muitos estudantes e técnicos. Quase nenhum professor. E os dois que eram a razão do evento para serem homenageados e abraçados não apareciam. Muitos professores, alguns estudantes e técnicos escolhidos a dedo estavam em outro local: “Batel Grill”. Onde foi servido um bom rega-bofe. Toda a nova equipe dirigente da UFPR lá se encontrava. O reitor e a vice-reitora também.”

    Aí, o JST reclama, e até diz que houve uma discriminação do tipo “Casa Grande x Senzala”. Quer dizer, JST já se está achando na senzala? Logo ele, que tanto fez pela campanha de Ricardo, está agora desconsiderado... Morremos de pena do JST não poder curtir na faixa os filés e brejas do Batel Grill! Oh, dó!
    --------------
    Prezados/as, necessária atualização. às 09h20, em face de comentários divergentes sobre a presença do reitor Ricardo nas comemorações, relatadas no Facebook, como estas:

    Rafael Julião. Caro Sabetudo: melhor dar uma chamada geral nos investigadores do coletivo, que andam atrás de pistas erradas: 1) não houve nada no Batel Grill, e o RM não estava lá; 2) não houve comemoração "oficial" ou da casa grande, mas várias comemorações isoladas - de professores, técnicos e estudantes - às quais o RM buscou comparecer - a todas, aliás- para prestigiar os amigos e apoiadores; 3) o RM esteve no Ponto Final sim, e comemorou com toda a galera, conforme se pode constatar facilmente através de fotos da noite.
    CurtirResponder12 h

    Tuany Baron No mínimo é curiosa essa postagem. Sugiro mudar o nome para Coletivo de Investigadores Joãozinho SabeNADA. Ou então mudar de fontes e investigadores. Após a cerimônia oficial de posse, estive no bar Ponto Final. Lá realmente encontrei muitos técnicos e servidores, como também diversos professores e, para sua surpresa, o Reitor recém-empossado. O Reitor que, a despeito de todos os compromissos de uma agenda atribulada naquele dia e a despeito do próprio cansaço, fez questão de estar presente entre aqueles que formaram sua base de apoio. Não faltou sensibilidade ao Reitor, mas faltou informação para o Coletivo. E foi lá, no Ponto Final, que a "nova nata" e a tal "senzala" romperam as supostas barreiras e comemoram juntas o início de uma construção universitária plural. Para usar a obra de referência aqui, é bom lembrar que Freyre parte de uma visão senhorial de mundo, mas conhecendo o Professor Ricardo Marcelo Fonseca enquanto Professor e enquanto Diretor de Setor lhe garanto que fazer uma leitura senhorial da sua posição enquanto Reitor, como aqui se pretende, só fará com que sejam repetidos vergonhosos equívocos. Deixo abaixo a foto que tiramos naquela noite. Talvez eu nem precisasse dizer nada do que disse, já que a imagem fala por si.

    Defesa de Lula diz que Lava Jato atingiu “grau de loucura” em mais recente denúncia

    Nenhum comentário:
    A Lava Jato abriu um processo contra Lula por ele não ter recebido um terreno, que segundo a operação, seria destinado ao Instituto Lula. A Lava Jato reconhece, porque é impossível não reconhecer, que o terreno não é nem nunca foi do Instituto Lula ou de Lula. É o grau de loucura que a Lava Jato chegou na sua perseguição contra o ex-presidente.

    Ao invés de investigar e apresentar denúncias sobre delitos reais, e após fechar acordos que tiraram da cadeia pessoas que receberam dezenas de milhões em desvios da Petrobras, persegue delitos que só existem na imaginação de Power Point de alguns promotores, e ficam atribuindo imóveis que não são de Lula para o ex-presidente. E o juiz Sérgio Moro aceita uma denúncia absurda dessas em poucos dias, porque o importante é gerar manchete de jornal e impedir Lula de ser candidato em 2018. Abaixo, nota enviada para a Folha de S. Paulo:

    “Não comentamos supostas delações. Delações não são prova, quanto mais supostas delações. O ex-presidente não solicitou nenhuma vantagem indevida e sempre agiu dentro da lei. O terreno nunca foi do Instituto Lula e tampouco foi colocado à sua disposição. O imóvel pertence a empresa particular que lá constrói uma revenda de automóveis. Tem dono e uso conhecido. Ou seja, a Lava Jato acusa como se fosse vantagem particular de Lula um terreno que ele nunca recebeu, nem o Instituto — que não é propriedade de Lula, nem pode ser tratado como tal, porque o Instituto Lula tem uma personalidade jurídica própria. Todas as doações feitas ao Instituto Lula estão devidamente registradas e foram feitas dentro da lei.”
    --------------------
    Fonte: Site do Lula

    quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

    O zeitgeist de Daltro Filho e o ilusório de Ricardo Marcelo

    Nenhum comentário:
    Em seu bom discurso de posse na Reitoria da UFPR, o professor Ricardo Marcelo a certa altura citou trechos da fala do militar Daltro Filho quando da fundação da Universidade em 19/12/1912, nos quais se expressava a repulsa daquele fundador às ideias de pluralidade e de miscigenação.  Era próprio da então elite paranaense do começo do século 20 ver com fortes objeções qualquer participação de mestiços, de negros, de mulheres e pobres em geral nas questões do "andar de cima" da sociedade.


    Disse o novo reitor da gestão 2016-2020, na posse ocorrida em 19/12/2016, que aquele "zeitgeist" ("espírito da época") de 1912 não mais existiria na UFPR da atualidade.  Ledo engano do professor Ricardo, advogado e formado em História.  Quem, bem refletindo, crerá que a essência daquele abominável zeitgeist dos albores do século anterior está afastada?  No Brasil da atualidade, e por muitas vezes mesmo dentro da UFPR, veem-se manifestações de machismo, feminicídios, ódio racial, intolerância às pessoas LGBT, a pobres, às cotas sociais e étnicas.  Até a logomarca do governo federal usurpador do medíocre Michel Temer, em pleno século 21, voltou a ter o dístico positivista daquele passado de cem anos atrás!


    Sabemos que o novo reitor da UFPR se opõe a tais preconceitos e intolerâncias, e que pode tomar medidas para combatê-las dentro e fora da UFPR. Para tentar ser uma importante parcela da direção cultural, intelectual e moral da sociedade que a sustenta materialmente, a Universidade Pública precisa fazer isso mesmo.  Ou o zeitgeist essencial dos tempos de Daltro Filho permanecerá. 

    terça-feira, 20 de dezembro de 2016

    Novo reitor da UFPR pede unidade contra os cortes da "PEC da Morte"

    Nenhum comentário:

    Estivemos presentes hoje na sessão do Conselho Universitário da UFPR em que se empossou o novo reitor Ricardo Marcelo. Ele foi submetido a um pleito direto perante a comunidade universitária, conduzido pela CPC, como se faz desde 1985, confirmado pelo Conselho Universitário e, à última hora, confirmado reitor pelo presidente usurpador Michel Temer.

    Ao menos Temer não ousou confrontar a vontade da comunidade universitária, demorou mas nomeou. Não fazê-lo estabeleceria mais uma crise entre a UFPR e o ilegítimo governo do rapinante do PMDB. Mas o seu MEC golpista rendeu-se e acatou a vontade democrática da comunidade.  Menos mal.

    O editor deste Blog, um tanto precário em sua saúde, conseguiu estar presente na metade final da sessão do COUN que empossou o Professor Ricardo Marcelo no Teatro da Reitoria na noite da segunda-feira, 19 de dezembro.


    Tivemos a pachorra de ouvir o gosmento discurso do reitor que sai, aquele que em campanha dizia que o único problema da UFPR era falta de "boa gestão", e, como ele era professor de administração, seria uma excelente indicação para o cargo de reitor. Na base desse discursinho fuleiro de quem nunca teve projeto de Universidade e da alta marquetagem financiada com boa grana, o reitor que se despede conseguiu se eleger e reeleger, desde 2008 até agora.  No seu discurso de despedida (ufa!), limitou-se a enumerar suas obras e realizações, sem - de modo mal-agradecido - jamais mencionar que grande parte das obras que inaugurou deveram-se a políticas de expansão patrocinadas pelos governos de Lula e Dilma. Mal-agradecido  e cara de pau.

    Mas o "Sobrinho" não se limitou a omitir isso: ainda ao final agradeceu aos ministros golpistas da Educação e da Saúde, responsáveis hoje por tremendas ameaças à educação pública e ao SUS. Eis o reitor camaleônico que tivemos por oito anos: adaptava-se ao PT quando este comandava o governo federal e agora se amizia com os golpistas. Podemos dizer, comunidade universitária: "Ufa, livramo-nos de Zaki, o camaleão!"

    Na sequência ao discurso pastoso do reitor que sai, foi exibido um vídeo promocional do que a dupla Zaki-Mulinari fez em seus oito anos, fundamentalmente baseado em aspectos quantitativos. Vídeo assim qualquer empresinha promocional faz. Insuportável aguentar aquele amontoado autoapologético, com trechos risíveis do tipo o vice-reitor afirmando que passaram a acordar mais cedo para dar conta dos desafios... Contem outra!


    Por fim, na sessão, após aquela cerimônia um tanto ridícula de o reitor velho passar ao novo um medalhão (serve para ir na balada "ostentar"?) e uma 'pellerine' (manto), o professor Ricardo, abstendo-se de abrir o discurso de posse, passou a palavra para a sua vice Graciela, que fez discurso curto e enaltecedor do papel das mulheres.  Discurso digno da nova vice-reitora.

    Ao tomar a palavra, para encerrar a já longa sessão do COUN, Ricardo Marcelo fez um discurso muito centrado na importância do respeito à pluralidade e à diversidade de opiniões dentro da UFPR.  Pediu diálogo e que não se produzam contendas por razões menores que possam prejudicar a UFPR.  Teve seu momento político de referência à PEC 55 de Temer que congela investimentos em Educação e Saúde por 20 anos, ressaltando que será preciso unidade dentro da UFPR para enfrentar isso - a melhor parte de seu discurso. Pode-se talvez entender que, discursando como reitor recem-empossado pelo usurpador presidente Temer, ele não pudesse referir-se ao golpista em termos duros, mas ao menos comentou as ameaças á Universidade Pública por parte do governo do golpista.  

    O novo reitor da UFPR fez frequentes alusões literárias e poéticas em sua fala.  Finalizou sua fala com um poema de Paulo Leminski (esse grande eterno bêbado louco dos botecos de Curitiba), dirigindo-o a seus futuros pró-reitores, que diz assim:

    "Você pára a fim de ver
    o que te espera

    só uma nuvem
    te separa
    das estrelas"


    Muito belo fecho de discurso de nosso novo reitor da UFPR. E - com total sinceridade - fazemos votos de que a gestão 2017-2020 seja realmente algo que almeje chegar "às estrelas", que defenda sua comunidade, mas também defenda os direitos de todo o povo trabalhador, ameaçados pelo golpismo vigente na Brasília de Temer (ou de algum outro golpista da elite burguesa). Haverá muitos servidores, técnicos e docentes, dispostos, a ajudar, e estudantes sem medo do bom combate.

    Não queremos que, ao final do mandato do professor Ricardo, concluamos com outro poema do romântico e sarcástico incorrigível Leminski:

    "Tudo dito.
    Nada feito.
    Fito e deito."
    -----------------

    Foto: do Face da amiga Jhenifer