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Impeachment Sem Justificativa Plausível É Golpe!

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Representante do capital define ordem de candidatos a reitor na cédula

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No caso, uma representação do capital dinheiro: uma moeda de 1 real lançada ao ar durante a reunião da Comissão Paritária de Consulta (CPC).

A CPC reuniu-se pela 11a. vez na tarde de hoje, 22, tendo entre os itens de pauta o sorteio da ordem dos nomes dos candidatos na cédula da eleição direta do reitor da UFPR, marcada para 27 e 28 de setembro.

Esta também foi a primeira reunião com a presença dos representantes das duas chapas concorrentes: os professores Paulo, do Direito, pela chapa Ricardo/Graciela, e Marco Randi, da Biologia, pela chapa Sunye/Andrea.  Aceito por todos o método da moeda, partiu do professor Paulo a definição de "cara" para Sunye e de "coroa" para Ricardo.

O membro da CPC professor Afonso fez a moeda demonstrar o funcionamento da lei da gravidade, que caiu com o lado "cara" para cima, indicando que, na cédula, o candidato Sunye virá em primeiro e o candidato Ricardo em segundo.

O que não quer dizer nada. Foi apenas parte do procedimento previsto nas normais eleitorais. O que valerá mesmo é o diagnóstico dos problemas da UFPR e as propostas de cada candidatura a serem debatidos nos próximos meses, até o final de setembro.  E que a comunidade universitária acompanhe atentamente essa discussão sem se deixar levar pelo marquetismo eleitoral.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Temer golpista em Curitiba! Que seja "bem recebido"...

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O usurpador da presidência da República, conspirador golpista Michel Temer (PMDB-SP) virá mesmo testar sua popularidade em Curitiba?  Soube-se que o usurpador estará na capital paranaense na próxima 3a.-feira, 28/06, para uma atividade na recém-inaugurada Casa da Mulher Brasileira.

A Casa da Mulher é uma estrutura que integra num mesmo espaço "serviços especializados para os mais diversos tipos de violência contra as mulheres: acolhimento e triagem; apoio psicossocial; delegacia; Juizado; Ministério Público, Defensoria Pública; promoção de autonomia econômica; cuidado das crianças – brinquedoteca; alojamento de passagem e central de transportes" - segundo a definição da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), que o golpista Temer extinguiu ao assumir em maio.  Logo, é uma estrutura pensada no governo Dilma e executada com verbas federais.


A SPM foi desmanchada por Temer e, no lugar, seu sinistro da justiça, um skinhead que já foi advogado do PCC, ajambrou uma estrutura faz-de-conta, dando o comando a uma ex-deputada acusada de corrupção no Amapá, Fátima Pelaes, conservadora e de posições contrárias às bandeiras de luta dos movimentos de mulheres.  Essa figura deve estar junto com Temer na atividade na Casa da Mulher Brasileira.

Das frentes de luta da resistência democrática contra o golpe do impeachment, o movimento "CWB Contra Temer" desde ontem está chamando um evento via Facebook para fazer uma "calorosa" recepção aos golpistas Temer e Fátima.  O ato provavelmente será na frente da Casa da Mulher, situada na av. Paraná, 870, perto do Terminal do Cabral, como se vê no mapa abaixo.  Ainda não se sabe o horário exato.


Convidamos todos e todas a fortalecer esse protesto contra alguém que não apenas não tem legitimidade para presidir o Brasil como também está usando o cargo para implementar retrocessos nos direitos sociais e dos trabalhadores.  Todos lá dia 28!

segunda-feira, 20 de junho de 2016

HC deve receber os merecidos recursos da União enquanto reitor emplaca ministro golpista

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Na semana passada, o reitor da UFPR esteve em Brasília pedindo recursos para amenizar a crise do HC.  Sua assessoria informa ter-se conseguido dos ministros golpistas de Temer um montante da ordem de 11,5 milhões de reais para empregar em investimentos e custeio do hospital, para período de um ano.  

O HC tem um rombo mensal de uns 2 milhões; essa verba adicional poderá trazer um alívio.  A rigor, trata-se de dinheiro que já estava previamente destinado pela União, mas estava contingenciado (retido) por força do malfadado ajuste fiscal.

Zaki Akel foi à capital federal acompanhado do governador massacrador de docentes do Paraná e dos puxa-sacos golpistas deputados Abelardo Lupion (DEM), Osmar Serraglio (PMDB), Alex Canziani (PTB) e Sérgio de Souza (PMDB).  Todos trocaram abraços e risadas com os ministros ilegítimos da saúde e da educação, Ricardo Barros (e lamas) e Mendoncinha Filho, o da propina de 100 mil.

O encontro foi reportado pela ACS da reitoria, que veiculou a foto acima, em que o reitor entrega uma placa comemorativa ao sinistro Mendoncinha Filho, mas o texto não explica a que se refere a placa nem por que o ministro golpista de Temer a recebe.



O fascismo voltou às ruas, como tropa de choque da direita

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Fernando Brito repercute em seu blog Tijolaço artigo de Mauro Santayanna sobre o filme "Ele está de volta".  Santayana viu o "filme" original e alerta aqueles que não percebem a ação dos arautos da ordem sobre os direitos, da economia sobre o ser humano, de "liberdade” como forma de opressão social:

Ele está de volta

Mauro Santayna

O lançamento, na Europa, do filme “Ele está de volta”, uma 'comédia leve' sobre o que aconteceria se Adolf Hitler voltasse à Alemanha de nossos dias, com cenas de pessoas parando, na rua, para tirar selfies com o maior assassino da História; e o relançamento de sua obra-síntese, o “Mein Kampf” – “Minha Luta”, em vários países – uma edição portuguesa esgotou-se em poucas horas, esta semana, na Feira do Livro de Lisboa – mostram que, mais do que perder o medo de Hitler, o mundo está, para com ele, cada vez mais simpático, no rastro da entrega – quase sem concorrência – dos grandes meios de comunicação globais a meia dúzia de famílias e de milionários conservadores que, se não simpatizam abertamente com o nazismo, com ele comungam de um profundo, hipócrita, e tosco anticomunismo, fantasma a que sempre recorrem quando seus interesses estão em jogo, ou se sentem de alguma forma ameaçados.


Como também mostram o filme e o livro, e manifestações em vários lugares do planeta, defendendo a tortura, a ditadura, o racismo, o sexismo, a homofobia, o criacionismo, o fundamentalismo religioso, não é Hitler que está de volta.

É o Fascismo.

Um perigo sempre iminente, permanente, persistente, sagaz, que se esconde no esgoto da História, pronto a emergir, como a peste, com sua pregação e suas agressões contra os direitos individuais, a Liberdade e a Democracia, regime que não apenas odeia, como despreza, como um arranjo de fracos e de tolos, desprovidos de mão forte na defesa dos seus interesses.

Os interesses de uma elite “meritocrática” e egoísta, ou da elite sagrada, ungida por direito de sangue e de berço, na hora do nascimento.

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Agrego um comentário, a propósito deste alerta de Santayana e Brito.  Veja no vídeo abaixo. Na 6a.feira (17), assistiu-se com surpresa à invasão de uma área de convivência na Universidade de Brasília por uma horda de extrema-direita, portando bombas e armas de choque, e proferindo ameaças e xingamentos contra as pessoas no campus.  O linguajar do bando extremista de direita, onde se destacava uma certa Kelly Bolsonaro, atacava a comunidade LGBT, negros e os que lutam contra o golpe em curso.  Saíram de lá depois da baderna, sem serem contra-atacados, mas foram filmados e a UnB prometeu investigar o episódio.


Nada impede conjecturar que um "mini-pogrom" reacionário como esse possa ocorrer em outras Universidades Públicas, que os direitistas consideram "redutos" tomados pela esquerda e pelos movimentos antigolpe.  Portanto, não custa nada ficar alerta também na UFPR, pois em Curitiba é bem conhecida a existência de grupos neonazistas.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

GEAP ameaçado pelo golpista Temer

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Em 10/06, o governo usurpador Temer ingressou com ação ordinária para anular mudanças recentes no Estatuto da Geap, que democratizaram a gestão administrativa da operadora.  Sua intenção é assumir o comando da Geap Autogestão em Saúde, empresa privada que gerencia o principal plano de saúde dos servidores federais, com uma receita anual em torno de R$ 4 bilhões.

No Conselho de Administração da Geap (Conad) foi aprovada a permissão para que, por exemplo, um representante dos beneficiários possa ser presidente do colegiado, que é formado por seis representantes (três eleitos pelos beneficiários e três representantes dos órgãos governamentais).

A atualização do Estatuto era clamor antigo dos servidores públicos, que financiam mais de 70% do plano (o restante é a contrapartida da União relativa ao auxílio saúde a que os servidores têm direito). Com isso, os assistidos passaram a ter o voto de Minerva sobre as decisões do colegiado que valida, fiscaliza e monitora, em última instância, a carteira Geap.

A juíza federal Katia Ferreira, dra do DF, deferiu em 15/06 uma liminar favorável à ação do governo golpista. A magistrada destituiu o atual presidente do Conad/Geap, Irineu Messias de Araújo, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS), e nomeou em seu lugar Laércio Roberto Lemos de Souza, funcionário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A liminar revogou ainda resoluções aprovadas pelo Conad nos últimos meses e que representaram importantes conquistas para os beneficiários, entre elas a Resolução nº 129/2016, que deu início à revisão do reajuste dos planos da Geap.

Neste primeiro momento, mais de 100 mil pessoas foram contempladas com a redução do percentual de reajuste para 20%. Muitas delas estavam prestes a abrir mão do plano por não ter condições de arcar com o aumento de 37,55%.

O novo presidente do Conselho de Administração da Geap demitiu toda a diretoria executiva e assessores da empresa.

As entidades sindicais que representam os servidores públicos federais já começaram a se manifestar publicamente repudiando a situação, considerada autoritária.
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Com informações e foto do site Brasil 247

Candidatos a reitor da UFPR se inscrevem e inauguram campanhas

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Marcos Sunye e Andrea se inscrevem junto à CPC, na  sede da APUFPR

As candidaturas à reitoria da UFPR de Ricardo Marcelo e de Marcos Sunye inscreveram-se no mesmo dia junto à Comissão Paritária de Consulta (CPC), sediada na APUFPR. Ontem as chapas Ricardo/Graciela e Marcos/Andrea, acompanhados das respectivas comitivas, confirmaram sua participação na consulta direta marcada para o próximo semestre.

Ricardo Marcelo e Graciela finalizam inscrição na CPC, na APUFPR

Marcos Sunye, diretor do Setor de Ciências Exatas, e sua candidata a vice-reitora, Andrea Caldas, diretora do Setor de Educação, inauguraram ontem seu Comitê de Campanha na rua Prefeito Ângelo Lopes, 1050, Alto da XV, com muita música e grande comparecimento de membros da comunidade universitária.  Ainda não sabemos o endereço onde a campanha do professor Ricardo está sediada, mas sua campanha foi lançada em evento na Asufepar no último dia 9.

Evento de inauguração da campanha Ricardo/Graciela, em 09/06, na Asufepar

Hoje, 17, encerra-se o período de inscrição de chapas à eleição direta para a reitoria, na sede da APUFPR, no Jardim das Américas, até 18 horas.  Pode haver a surpresa da inscrição de uma terceira chapa, talvez uma encabeçada pelo diretor do Setor de Ciências Tecnológicas, professor Horácio.  A CPC reune-se após as 18 horas de hoje, analisando os pedidos de inscrição, e fica no aguardo de eventuais pedidos de impugnação de chapas. Após isso, ocorre a homologação dos concorrentes e, formalmente, fica liberado o início da campanha eleitoral, nos termos do Regimento publicado no site da CPC.

Festa de inauguração do Comitê Marcos/Andrea, em 16/06, no Alto da XV

Caso haja apenas duas chapas, a consulta direta será no final de setembro. Em caso de três ou mais chapas, haverá um 1. turno eleitoral mais cedo, no final de agosto, para permitir um 2. turno, no fim de setembro.  Depois disso, o Colégio Eleitoral (CoUn somado ao Conselho de Curadores) se reunirá em 6 de outubro para elaborar a lista tríplice a ser enviada ao MEC para nomeação.

Enquanto a corrupção assombra Temer, caem as máscaras dos movimentos pró-impeachment

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O impeachment da presidente do Brasil democraticamente eleita, Dilma Rousseff, foi inicialmente conduzido por grandes protestos de cidadãos que demandavam seu afastamento. Embora a mídia dominante do país glorificasse incessantemente (e incitasse) estes protestos de figurino verde-e-amarelo como um movimento orgânico de cidadania, surgiram, recentemente, evidências de que os líderes dos protestos foram secretamente pagos e financiados por partidos da oposição. 

Por Glenn Greenwald, no site Intercept

Ainda assim, não há dúvidas de que milhões de brasileiros participaram nas marchas que reivindicavam a saída de Dilma, afirmando que eram motivados pela indignação com a presidente e com a corrupção de seu partido.

Mas desde o início, havia inúmeras razões para duvidar desta história e perceber que estes manifestantes, na verdade, não eram (em sua maioria) opositores da corrupção, mas simplesmente dedicados a retirar do poder o partido de centro-esquerda que ganhou quatro eleições consecutivas. Como reportado pelos meios de mídia internacionais, pesquisas mostraram que os manifestantes não eram representativos da sociedade brasileira mas, ao invés disso, eram desproporcionalmente brancos e ricos: em outras palavras, as mesmas pessoas que sempre odiaram e votaram contra o PT. Como dito pelo The Guardian, sobre o maior protesto no Rio: “a multidão era predominantemente branca, de classe média e predisposta a apoiar a oposição”. Certamente, muitos dos antigos apoiadores do PT se viraram contra Dilma – com boas razões – e o próprio PT tem estado, de fato, cheio de corrupção. Mas os protestos eram majoritariamente compostos pelos mesmos grupos que sempre se opuseram ao PT.

É esse o motivo pelo qual uma foto – de uma família rica e branca num protesto anti-Dilma seguida por sua babá de fim de semana negra, vestida com o uniforme branco que muitos ricos no Brasil fazem seus empregados usarem – se tornou viral: porque ela captura o que foram estes protestos. E enquanto esses manifestantes corretamente denunciavam os escândalos de corrupção no interior do PT – e há muitos deles – ignoravam amplamente os políticos de direita que se afogavam em escândalos muitos piores que as acusações contra Dilma.

Claramente, essas marchas não eram contra a corrupção, mas contra a democracia: conduzidas por pessoas cujas visões políticas são minoritárias e cujos políticos preferidos perdem quando as eleições determinam quem comanda o Brasil. E, como pretendido, o novo governo tenta agora impor uma agenda de austeridade e privatização que jamais seria ratificado se a população tivesse sua voz ouvida (a própria Dilma impôs medidas de austeridade depois de sua reeleição em 2014, após ter concorrido contra eles).

Depois das enormes notícias de ontem sobre o Brasil, as evidências de que estes protestos foram uma farsa são agora irrefutáveis. Um executivo do petróleo e ex-senador do partido conservador de oposição, o PSDB, Sérgio Machado, declarou em seu acordo de delação premiada que Michel Temer – presidente interino do Brasil que conspirou para remover Dilma – exigiu R$1,5 milhões em propinas para a campanha do candidato de seu partido à prefeitura de São Paulo (Temer nega a informação). Isso vem se somar a vários outros escândalos de corrupção nos quais Temer está envolvido, bem como sua inelegibilidade se candidatar a qualquer cargo (incluindo o que por ora ocupa) por 8 anos, imposta pelo TRE por conta de violações da lei sobre os gastos de campanha.

E tudo isso independentemente de como dois dos novos ministros de Temer foram forçados a renunciar depois que gravações revelaram que eles estavam conspirando para barrar a investigação na qual eram alvos, incluindo o que era seu ministro anticorrupção e outro – Romero Jucá, um de seus aliados mais próximos em Brasília – que agora foi acusado por Machado de receber milhões em subornos. Em suma, a pessoa cujas elites brasileiras – em nome da “anticorrupção” – instalaram para substituir a presidente democraticamente eleita está sufocando entre diversos e esmagadores escândalos de corrupção.

Mas os efeitos da notícia bombástica de ontem foram muito além de Temer, envolvendo inúmeros outros políticos que estiveram liderando a luta pelo impeachment contra Dilma. Talvez o mais significante seja Aécio Neves, o candidato de centro-direita do PSDB derrotado por Dilma em 2014 e quem, como senador, é um dos líderes entre os defensores do impeachment. Machado alegou que Aécio – que também já havia estado envolvido em escândalos de corrupçãorecebeu e controlou R$ 1 milhão em doações ilegais de campanha. Descrever Aécio como figura central para a visão política dos manifestantes é subestimar sua importância. Por cerca de um ano, eles popularizaram a frase “Não é minha culpa: eu votei no Aécio”; chegaram a fazer camisetas e adesivos que orgulhosamente proclamavam isso.

Evidências de corrupção generalizada entre a classe política brasileira – não só no PT mas muito além dele – continuam a surgir, agora envolvendo aqueles que antidemocraticamente tomaram o poder em nome do combate a ela. Mas desde o impeachment de Dilma, o movimento de protestos desapareceu. Por alguma razão, o pessoal do “Vem Pra Rua” não está mais nas ruas exigindo o impeachment de Temer, ou a remoção de Aécio, ou a prisão de Jucá. Porque será? Para onde eles foram?

Podemos procurar, em vão, em seu website e sua página no Facebook por qualquer denúncia, ou ainda organização de protestos, voltados para a profunda e generalizada corrupção do governo “interino” ou qualquer dos inúmeros políticos que não sejam da esquerda. Eles ainda estão promovendo o que esperam que seja uma marcha massiva no dia 31 de julho, mas que é focada no impeachment de Dilma, e não no de Temer ou de qualquer líder da oposição cuja profunda corrupção já tenha sido provada. Sua suposta indignação com a corrupção parece começar – e terminar – com a Dilma e o PT.

Neste sentido, esse movimento é de fato representativo do próprio impeachment: usou a corrupção como pretexto para os fins antidemocráticos que logrou atingir. Para além de outras questões, qualquer processo que resulte no empoderamento de alguém como Michel Temer, Romero Jucá e Aécio Neves tem muitos objetivos: a luta contra a corrupção nunca foi um deles.

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No mês passado, o primeiro brasileiro ganhador do Prêmio Pulitzer, o fotojornalista Mauricio Lima, denunciou o impeachment como um “golpe” com a TV Globo em seu centro. Ontem à noite, como convidado no show de Chelsea Handler no Netflix, o ator popular Wagner Moura denunciou isso em termos similares, dizendo que a cobertura da mídia nacional foi “extremamente limitada” porque “pertence a cinco famílias”.

Atualização: Logo depois da publicação deste artigo, foi anunciado que o presidente interino Temer acaba de perder seu terceiro ministro para a corrupção menos de dois meses depois da tomada do poder: dessa vez, seu ministro do turismo Henrique Eduardo Alves, acusado na delação premiada de Machado de receber R$ 1,5 milhão em propinas de 2008 a 2014. Quando se toma o poder antidemocraticamente usando a “corrupção” como pretexto, em geral é uma má ideia encher sua equipe de criminosos (e ter o próprio novo presidente envolvido em múltiplos escândalos de corrupção).

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Temer e a planilha com sua propina

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Rubens Valente, autor do referencial livro "Operação Banqueiro", expõe em seu Twitter que a planilha do delator Sérgio Machado aponta pagamento de "vantagens ilícitas em doações oficiais" para Michel Temer/Chalita.

A respeito, comenta Paulo Henrique Amorim em seu site: "O mesmo processo político que vai 'pendurar no poste' Temer abreviará a carreira também sinistra do Gilmar Mendes."
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Figura: captura de tela do site Conversa Afiada

Dinossaurinho irritado no Jardim das Américas

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Um golpe contra a Ciência nacional

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A extinção do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI) não foi o maior dos golpes desfechados pelo governo Temer contra o desenvolvimento nacional. Mas é muito provável que seja o mais simbólico.

Por Luciano Rezende, no site FMG

Simboliza bem a política subalterna recém retomada, que reforça a idéia de um mundo dividido em aqueles países capazes de produzir ciência de ponta, situada na fronteira do conhecimento, e aqueles outros que no máximo conseguem copiar alguma coisa. E para os golpistas o nosso lugar é eternamente nesta segunda categoria.

Aliás, é esse o complexo de vira-latas predominante no tal “Ponte para o Futuro”. O pensamento expresso em tal documento faz os golpistas se perguntarem: para que investir na chamada ciência nacional se podemos comprar tecnologias prontas e acabadas dos países desenvolvidos?

A questão central, portanto, não se resume à discussão oca se um Estado é mais ou menos eficiente com 40, 30 ou 20 ministérios. Tampouco a diminuição da intervenção do Estado está condicionada à redução do número de ministérios. É perfeitamente possível ter um Estado forte com poucos ministérios, bem como um Estado mínimo com muitos.

O centro do debate é se a ciência nacional está presente em um dos eixos centrais do organograma institucional de um país. Independente se é uma secretaria, um departamento ou um ministério, o fundamental é saber qual a prioridade dada a essa pasta.

É a ciência nacional o motor do desenvolvimento de um país como bem lembra a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em nota de repúdio à extinção do MCTI. Subjugando o desenvolvimento científico autóctone, ficamos caudatários da ciência produzida no exterior.

STF decidirá até quando abono de permanência deve ser pago a servidor

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O momento de interrupção do pagamento do abono de permanência devido ao servidor público será analisado pelo Supremo Tribunal Federal. A dúvida está em se a suspensão deve ocorrer a partir do requerimento de aposentadoria ou se ao fim do processo de jubilação. O tema teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário Virtual da Corte e será discutido no Recurso Extraordinário 956.304.

Para o relator do recurso, ministro Dias Toffoli, a repercussão geral existe por causa do impacto nas contas públicas atuais e futuras. Toffoli disse ainda que a legitimidade do abono de permanência, introduzido no ordenamento jurídico pela Emenda Constitucional 41/2003, já foi reconhecida pelo STF, o que corrobora a relevância e a transcendência da matéria em julgamento neste caso.

A Constituição Federal determina que o servidor com condições para se aposentar voluntariamente por tempo de contribuição e que opta por manter-se trabalhando continuará contribuindo para o seu regime próprio de previdência, mas receberá o valor na forma de abono até a aposentadoria compulsória.

A norma constitucional busca incentivar a permanência na ativa e promover uma economia ao poder público, que posterga o pagamento simultâneo dos proventos do servidor aposentado e da remuneração de seu substituto. Diz ainda que a suspensão é indevida, porque o processo de jubilação demora tempo considerável, só sendo finalizado com a apreciação da aposentadoria pelo Tribunal de Contas.
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Fonte: Consultor Jurídico e STF-AI

GEAP: redução de reajuste para 20% a partir de junho

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Está confirmada a redução do reajuste das mensalidades da Geap Saúde de 37,55% para 20%, a partir dos próximos pagamentos. A medida está prevista em resolução assinada na última sexta-feira (3) pelo presidente do Conselho de Administração (Conad) da Geap Autogestão em Saúde.

No documento, o presidente do Conad diz que levou em consideração as manifestações da ANFIP, da Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e Seguridade Social (Anasps) e do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais da Saúde e Previdência Social do Estado de Pernambuco (Sindsprev/PE).

Araújo ainda alega que havia risco de “evasão de substancial parcela da carteira de beneficiários em razão da manutenção do índice de 37,55%”. De acordo com a Geap, desde novembro de 2015, quando o percentual maior foi anunciado, 23 mil pessoas saíram do plano.
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Fonte: ANFIP

A saída de Cunha será entregar o governo do interino que não conseguiu salvá-lo

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A farsa que se delineava nas reuniões do Conselho de Ética da Câmara que decidiam o destino de Eduardo Cunha teve uma reviravolta: Cunha levou a pior por 11 a 9.  O espetáculo dantesco da votação do impeachment se repetiu numa escala menor em quantidade, mas igualmente desprezível em qualidade. Cunha foi traído por seus paus mandados.

Por Kiko Nogueira, no DCM

Os argumentos a favor dele se limitaram a dar ao canalha o papel de herói do afastamento de Dilma. Os fins justificam os meios. Sabe-se que, na verdade, os vagabundos estão no bolso de Cunha e nas suas mãos de chantagista.

Tia Eron resolveu finalmente aparecer, deu seu show de pilantragem, se vitimizou, mas acabou votando contra o ex-presidente da Câmara e mentor. No meio de discursos sem sentido e auto referentes, abusou da palavra “ressignificar”.

Eronildes acabou, no entanto, sendo um fator que desequilibrou a sessão. Por causa dela, seu conterrâneo, o deputado baiano Wladimir Costa (SD-PA), resolveu também apunhalar seu proprietário nas costas após falar que o sujeito era honesto etc etc.

Enquanto os palhaços falavam, o dono do circo estava no Rio de Janeiro, sendo vaiado em sua visita ao parque olímpico na primeira vez em que põe sua falta de pescoço para fora.

Segundo Temer, ele não tem nada a ver com Eduardo Cunha. “Vocês sabem que, desde o primeiro momento, eu disse que precisamos reconstitucionalizar o país. Ou seja, precisamos acabar com essa história do Executivo se metendo nas coisas do Judiciário e do Legislativo”, disse numa coletiva.

Mentira. Temer moveu fundos e fundos para salvar EC. Eliseu Padilha capitaneou as negociações. Na semana passada, pressionou Tia Eron, através do presidente licenciado de seu partido, o ministro Marcos Pereira, no sentido de indultar Cunha. Nem isso deu certo.

Temer é um inepto e seu governo vai para a vala dos indigentes com o comparsa que o colocou na presidência. O Brasil aguarda, agora, que Cunha cumpra sua promessa e entregue o nome dos 150 parlamentares e do senador em sua delação premiada.

Um elemento podre pode ele mesmo representar a depuração do sistema. Delata, Cunha!

terça-feira, 14 de junho de 2016

"Eleição direta paritária à reitoria da UFPR é um absurdo"

3 comentários:
Segundo fontes do movimento docente, ontem um certo diretor de setor da UFPR declarou algo mais ou menos nos termos do título desta postagem.

Esse "democrático" diretor de setor considera que a escolha do novo reitor da UFPR deve se dar mesmo dentro do Colégio Eleitoral (Conselho Universitário somado ao Conselho de Curadores), onde (por lei) o peso dos docentes é de 70% e os demais 30% são repartidos entre alunos e TAE.  Entende o fâmulo da "igualdade" que é absurdo que técnicos e estudantes possam ter, via eleição direta, um peso de voto equivalente ao dos professores.

O indigitado diretor de setor - aliás, eleito numa consulta direta em 2014 - menospreza a eleição direta que está sendo organizada pelas entidades da comunidade universitária, representadas na CPC (Comissão Paritária de Consulta).  Com suas aristocráticas afirmações (próprias, aliás, de quem deve levar uma vida faustosa), esse professor da UFPR esquece uma história de 31 anos de sufrágios diretos para a reitoria, em que o primeiro mais votado sempre foi nomeado pelo ministério da educação.

Talvez ele aposte em mudanças da "nova era" do usurpador Temer e de seu sinistro da educação, deputado Mendonça Filho (DEM-PE), na qual democracia é valor de segunda categoria.  Será ele, incorporando o espírito do golpe Temerista, um candidato a reitor da UFPR à revelia da eleição direta?

Para deixar a comunidade curiosa, não declinaremos ainda o nome da excelsa figura autora de tais opiniões, mas fica a dica de que o setor é de campus distante do centro de Curitiba.

E não custa lembrar: a inscrição de candidaturas à reitoria, tanto na SOC como na secretaria da CPC, encerra-se em 17 de junho e, até as 18 horas de hoje (14), ninguém havia se inscrito ainda junto à CPC.


segunda-feira, 13 de junho de 2016

Joãozinho Onisciente e o incomodo do chapa-branquismo

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O editor deste Blog surpreendeu-se com o desconforto que uma ou outra  postagem daqui parece ter suscitado no misterioso personagem de Facebook "Joãozinho Sabe-Tudo" e seus heterônimos.  


O heterônimo de JST, "Lourenço Eduardo da Paixão", como se vê na figura acima [clique nela se quiser ampliar], publicou ontem, na rede facebookiana, uma postagem que tenta produzir questionamento no sentido de caracterizar, apoiado em fragilíssima argumentação, a pré-candidatura de Marcos Sunye como a verdadeiramente "chapa-branca".

Até as pedras do petit-pavé da Reitoria sabem que - não se tendo consolidado a candidatura do vice Mulinari - a maior parte do atual núcleo da Administração Central está em revoada para as bandas da chapa Ricardo/Graciela.

Joãozinho Onisciente, que hoje frequenta uma das vagas de representação TAE no CoUn, certamente sabe disso também. Não compreendemos bem por que se aflige.

Porém, com certeza, a eleição direta no segundo semestre terá também a conotação de um plebiscito sobre os feitos e defeitos da gestão Zaki Akel.  E aí pode não ser muito bom o carimbo de chapa-branca.

Faz uma Greve Geral com a gente, faz, por favor... o apelo pateta da Conlutas

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No site do PSTU, partido de boa parte da Diretoria do Sinditest, há um apelo risível da "central sindical" desse partido.  Os caciques do PSTU/Conlutas enviam uma "Carta aberta à CUT", com uma espécie de súplica, do tipo "venham por favor organizar uma greve geral com a gente contra as políticas do governo Temer".  Tadinhos, os Conlutistas não querem ficar jogadinhos num canto, ninguém prestando atenção neles por estarem fora do curso real da política.

O PSTU/Conlutas, com sua bandeira de "Fora Todos", tentou dividir o movimento social e dos trabalhadores na resistência democrática ao golpe midiático-judiciário que inventou do nada um impeachment para afastar Dilma e colocar o usurpador ultraneoliberal Temer.  (Intimamente, os trotsquistas do PSTU devem ter comemorado a saída de Dilma.)

Agora que fica claro - inclusive para bom número de 'coxinhas' envergonhados, otários úteis - que a entronização de Temer e seus sinistros no governo federal serve ao claro projeto de promover retrocessos a um neoliberalismo ortodoxo, entreguista de nossas riquezas, vem o hiper-revolucionário PSTU propor "unidade" com os setores que lutavam e lutam contra o impeachment.  

Inclusive o PSTU faz o reconhecimento de Temer como governo de fato, em vez de tomá-lo como interino, provisório, usurpador.

A mais efetiva maneira de derrotar o projeto Temer é politicamente reverter a votação do impeachment no Senado em agosto, permitir o retorno do mandato legítimo de Dilma e dela cobrar as pautas dos movimentos sociais que estão lutando contra o golpe. Além disso, em entrevista recente, Dilma acenou com a chamada de um plebiscito em que o povo será chamado a opinar se quer ou não a continuidade de seu mandato até 2018 ou a convocação antecipada de eleições presidenciais.  

Desconhecendo - como sempre - a correlação real de forças na sociedade brasileira (e no mundo), o PSTU e sua "central sindical" Conlutas propõem unidade para uma Greve Geral junto com setores (ligados a PT, PCdoB, PDT) que o próprio PSTU inclui no seu lote de  "Fora Todos".  Depois de bater e bater, sem pensar nas consequências, nesses setores, agora quer que eles se somem num esforço conjunto para uma greve geral contra Temer para derrotar sua " agenda de ataques aos trabalhadores e o povo".

Por aí já se vê o quanto tem de economicismo a tal "greve geral" do PSTU e da Conlutas.

A perspectiva de uma Greve Geral nacional, construída por CUT, CTB e setores de outras centrais, é real. Mas com o pé no chão e organizada com muita seriedade, antes que a votação final do impeachment aconteça no Senado, com o sentido de ajudar a derrotar o golpe.

Os "donos da verdade" do PSTU que vão construir sua "greve" lá pras bandas dele, com seus 2% do movimento sindical, ao lado de quintas-colunas do movimento como eles.  E não venham com apelos patéticos de unidade irreal.

domingo, 12 de junho de 2016

Temer completa um mês de "governo" golpista. Tudo em compasso de espera, exceto a mesquinharia

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O “choque de credibilidade” que o governo Temer traria ao país, ao que parece, era só “cosquinha”. Em um mês de usurpação, o que foi feito?

Por Fernando Brito, em seu blog Tijolaço

O “rombo” nas contas públicas, ao menos sob a ótica contábil, aumentou. Há um “exagero” quase que unanimemente reconhecido, alinhado à “máxima” de Henrique Meirelles de que deve-se prometer pouco para entregar mais.

Mas, de fato, com a onda de reajustes de diversas categorias – muitas delas as de mais elevados padrões salariais – é certo que os gastos públicos vão aumentar.

Os badalados cortes nos cargos comissionados têm efeito meramente pirotécnicos: não chegam a representar 0,1% da folha de pessoal.

Bolsa e dólar andaram “de lado” e a saída financeira de capital cresceu muito, chegando a US$ 11,43 bilhões no final do mês.

A inflação subiu e, francamente, alguém andou fumando algo estragado se enxerga alguma possibilidade de queda brusca nas suas taxas. O IGP-M, que de certa forma a antecipa por dar peso maior aos preços por atacado, teve o maior valor – 1,12% – para o mês de junho, na sua primeira prévia, da última década.

E, francamente, dizer que os números podem ficar “no azul” no último trimestre é uma mistificação, porque significa compará-los com os do desastre dos meses finais de 2015.

Também não ajudam as apreensões internacionais: queda recorde nas reservas cambiais da China, ameaça de saída do Reino Unido da Zona do Euro (o chamado Brexit) e os sinais de que, depois de meses de “ensaios”, o Federal Reserve norteamericano pode mesmo subir seus juros.

Menos ainda as críticas e o noticiário sobre golpe e corrupção no novo Governo cooperam para fechar os 70 ou 80 bilhões de dólares vindos do exterior que o Brasil precisa para fechar suas contas. O primeiro leilão de concessões, de portos, não teve interessados.

Um mês passado significa também, no mínimo, mais três ou quatro antes que se possa consumar o afastamento de Dilma, o que permitiria a adoção dos “pacotes de maldades” que ainda fazem o governo “bater cabeça” internamente. Porque é cada vez mais pressionado a fazê-lo logo, já e não é por outro motivo que os grandes jornais espalham editoriais exigindo a eliminação do “fator Cunha”.

Então além das declarações de otimismo e confiança, as medidas que este governo tomou para a “salvação nacional”, pode-se dizer, foram compostas principalmente as de cortar as viagens, a comida e agora até a hospedagem de Dilma Rousseff.

Ah, bom, agora sim a economia brasileira vai se recuperar!
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Fonte: texto e foto do blog Tijolaço

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Velho peleguismo sindical toma partido na eleição à Reitoria

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Acima, um registro do evento de lançamento da chapa Ricardo/Graciela à Reitoria da UFPR, realizado ontem na Asufepar.  Ao microfone, aparece o ex-presidente do Sinditest Wilson Messias, e, logo atrás, de terno preto, o também ex-presidente Antonio Néris.

Messias e Néris foram dirigentes do sindicato dos TAE há poucos anos (2008-2011), em época de forte questionamento da base sobre o modo como operaram a venda de uma chácara do Sinditest, objeto até de uma auditoria, em que os auditores apontaram irregularidades até hoje não devidamente explicadas.

Messias e Néris também podem ser lembrados pela forma cupulista como negociaram, a portas fechadas com o reitor, a imposição do ponto eletrônico aos servidores TAE, sem nunca chamar assembleia para saber se a categoria aceitaria a jornada das 30 horas com a contrapartida do ponto.

Depois de apoiarem Zaki Akel na reeleição à reitoria em 2012, ganharam do atual reitor cargos de chefia no HC, onde puderam exercitar seus respeitosos modos com os colegas  de trabalho menos cordatos.

Em meio aos "50 tons" de não se sabe qual cor ideológica, aparece no canto esquerdo dessa foto o servidor Luiz Fernando, atual diretor do Sinditest.  No sindicato ainda não se sabe o posicionamento dos demais diretores quanto às candidaturas à reitoria, mas eles podem pedir aconselhamento aos arquipelegos com quem já conviveram em gestões passadas do Sinditest.
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Foto: página de facebook da campanha "UFPR é nossa vida".

Hoje o Ato "Fora Temer" na praça Santos Andrade, 14 horas

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Na foto acima, militantes do MST paranaense protestam diante da sede do INSS, na rua XV, diante do prédio histórico da UFPR, na manhã de hoje (10).  Diversos movimentos que já fazem manifestações em Curitiba e Araucária desde bem cedo irão se encontrar, na praça Santos Andrade, para um ato político-cultural contra o governo golpista de Michel Temer.

Na rodovia do Xisto, diante da Refinaria de Araucária, desde 6 da manhã petroleiros e outros ativistas já iniciaram seus protestos.  O MST está acampado na rua Dr. Faivre, diante da sede do INCRA, exigindo atendimento às reivindicações de assentar 10 mil famílias, e parte desses militantes saíram em passeata pela av. Mariano Torres em direção ao INSS.  Também houve ocupação da sede da Petrobras na rua Comendador Araújo

O Ato "Fora Temer" deve ir das 14 às 20 horas na praça Santos Andrade, sendo organizado pela Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e coletivos CWB-ForaTemer e Cultura Resiste.


Dossiê sobre realidade da EBSERH no HC é lançado por quatro sindicatos

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Na manhã de hoje (10), no auditório do setor de Ciências da Saúde (atrás do HC), ocorre o lançamento de um dossiê avaliando como tem sido a atuação da EBSERH no hospital universitário da UFPR, desde que foi celebrado contrato entre essa empresa ligada ao MEC e a reitoria da UFPR.

Quatro sindicatos - Sinditest, APUFPR, SIMEPAR (médicos) e Sindipsi (psicólogos) - elaboraram o documento no último semestre, que denuncia graves insuficiências materiais no HC, bem como práticas de assédio moral contra os trabalhadores do hospital.

A crônica crise de recursos humanos e materiais do HC é profunda e a superação dela foi vendida pela atual gestão Akel como justificativa para assinar um "contrato de gestão compartilhada" com a EBSERH.  

A EBSERH foi um dos grandes temas em debate na última eleição de reitor da UFPR, em 2012, em cuja campanha o reitor Akel teve habilidade em esconder o que de fato viria a fazer dois anos depois.  Com certeza, o assunto continua em evidência e será cobrado dos candidatos à Reitoria sobre o que fazer com o abacaxi chamado EBSERH.