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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Copa: mídia de direita e ultraesquerda insana perderam

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O jornalista Luis Nassif publicou no site GGN matéria em que constata a derrota do discurso catastrofista praticado por todos os veículos da grande mídia monopolista sobre a Copa do Mundo no Brasil. E acrescentamos: discurso antiCopa gostosamente abraçado por partidos da ultraesquerda como PSTU e PSol. 

Diz Nassif:

“Já se tem o resultado parcial da Copa: reconhecimento geral - da imprensa nacional e internacional - que é uma Copa bem organizada, com estádios de futebol excepcionais, aeroportos eficientes, sistemas de segurança adequados, logística bem estruturada e a inigualável hospitalidade do povo brasileiro. Vários jornais (internacionais) já a reconhecem como a maior Copa da história.”

Até a diretoria PSTUista do Sinditest, em sua última assembleia, aquela que votou em 24/6 o final formal de uma greve já acabada, indiretamente reconheceu isso e também não poder mais usar a categoria como massa de manobra para atos antiCopa, quando marcou a próxima assembleia sindical somente para depois de terminada a Copa... 

E a candidata do PSol à Presidência da República, em entrevista ao Portal UOL, disse que não se devia mais chamar protestos durante a Copa, de modo artificial. Viva! Bem-vinda ela de volta à Terra.

Nassif explica uma parte do processo de sabotagem, pela mídia, dos preparativos da Copa do Mundo:

“Antes da hora, é fácil afirmar que um estádio não vai ficar pronto, que um aeroporto não dará conta do movimento, que epidemias de dengue (no inverno) atingirão a todos, que os turistas serão assaltados e mortos. Fácil porque são apostas, que não têm como ser conferidas antecipadamente.

Quando o senhor fato se apresenta, todos esses factoides viram pó.

A boa organização da Copa não é uma vitória individual do governo ou da presidente Dilma Rousseff. É de milhares de pessoas, técnicos federais, estaduais e municipais, consultores, membros dos diversos poderes, especialistas em segurança, trânsito, empresas de engenharia, companhias de turismo, hotelaria.

E tudo isso foi jogado no lixo por grupos de mídia, justamente os maiores beneficiários. Eram eles o foco principal de campanhas publicitárias bilionárias, sem terem investido um centavo nas obras. Pelo contrário, jogando diuturnamente contra o sucesso da competição e contra qualquer sentimento de autoestima nacional.”

O que registramos, com pesar, é ter visto ativistas do movimento sindical, como os dirigentes da fracassada greve nacional na UFPR, repetindo feito papagaios esse mesmo pensamento fabricado nos esgotos da grande mídia brasileira. Em panfletos, em faixas, em assembleias. Tomara que pessoas e militantes que embarcaram nessa insanidade, mas ainda mantem os pés no chão e a cabeça aberta, consigam fazer sua autocrítica e necessária correção de rumo. Uma das coisas que atesta a seriedade de um militante ou de um partido político é sua capacidade de reconhecer abertamente que errou, em vez de se encastelar na torre de marfim da autossuficiência arrogante.

Fim das 30 horas para todos na UFPR?

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Publicada hoje (27) no site da UFPR matéria sob o título “Retorno da jornada de 40 horas semanais”, onde se lê a determinação de que todos os servidores voltem a cumprir essa carga horária a partir de 25 de junho, com uma exceção. 

A exceção se refere aos trabalhadores de unidades que enviaram processos justificando suas respectivas reduções a 30 horas de jornada, cuja lista divulgada abrange as pró-reitorias PROGRAD, PRAE, PROEC, PROGEPE, a ACS, o DSG, a CenTran, o CCE e o Setor Palotina.

Estranhamente, o Sistema de Bibliotecas (SIBI) enviou seu processo justificando as jornadas reduzidas, mas não apareceu na lista divulgada. E nas bibliotecas todas existe atendimento a usuários externos que justificam o turno contínuo.

A Reitoria afirma que essa ordem decorre de “diversas recomendações e apontamentos dos órgãos de controle [CGU] relativos a inconsistências relacionadas com a flexibilização da jornada”.

Apesar de os servidores da lista acima poderem, por enquanto, manter sua jornada de 30 horas, eles ainda serão analisados caso a caso por uma Comissão designada por portaria do reitor em 28 de maio deste ano. Ou seja, alguns servidores das unidades da lista poderão também ter de voltar à jornada de 40 horas se a dita Comissão entender que não se enquadram na especificação do decreto federal que embasou a Resolução 56/11 do CoUn.

Isso é duro golpe na conquista de pauta local da greve de 2011 (a única daquela greve nacional também fracassada), quando o CoUn aprovou a Resolução 56/11 que estendeu a redução de jornada a todos os trabalhadores da UFPR. E sinaliza um endurecimento maior da postura do reitor Akel Sobrinho na relação com o Sinditest, fortemente deteriorada nesta última greve especialmente devido aos embates envolvendo o HC (ACT da Funpar e contrato com a Ebserh).

Segundo a direção do Sinditest informou na última assembleia (24/6, que encerrou a greve de 2014), o reitor declarou estarem rompidas as negociações com o sindicato dos técnicos e também com o DCE em torno de reivindicações de pauta local. 

Depois de sair de uma greve nacional e local fiasquenta, tem a direção do Sinditest como criar condições para enfrentar a ordem de fim das 30 horas na UFPR? A conferir. 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Assembleia para constatar o óbvio fim da greve nacional dos TAEs

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A direção do Sinditest chama para amanhã (24/6) assembleia geral no RU Central, a partir das 09h30, com a seguinte pauta:

"1) Informes; 
2) Avaliação de Conjuntura; 
3) FIM DA GREVE; 
4) Encaminhamentos."

Na prática a greve nacional da Fasubra já havia sido encerrada pelas próprias bases, tanto as que o Sinditest busca representar como as de outros sindicatos, a começar de entidades do Rio Grande do Sul, Bahia, Minas e Goiás, que terminaram suas paralisações na primeira quinzena de junho.   A diretoria sindical local, assim como o esvaziadíssimo Comando Nacional (CNG), somente constatam e definem o que já é uma realidade: a greve acabou, por falta de perspectivas concretas de conquistas este ano.  O IG n.5 de junho (Informativo de Greve) ainda tenta, em nome de poucos sindicatos presentes no CNG, esboçar uma longa e fastidiosa avaliação, feita para cair no vazio.  Na própria UFPR, o fato é que sobraram pouquíssimos bolsões de paralisação já no começo de junho.

Como o ponto final da assembleia de amanhã é de "encaminhamentos", que um destes seja o relativo à prestação de contas do Fundo de Greve (formado por uma mensalidade sindical a mais descontada no período da greve).  Que a Tesouraria do Sinditest retome a prática de publicar balancetes periódicos no site sindical e, especificamente sobre o FG, publique um balancete especial detalhado o quanto antes, marcando para dentro de poucas semanas uma assembleia exclusiva de prestação de contas desse Fundo.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Carta do poeta Augusto de Campos à Folha SP contra a vaia a Dilma

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O poeta concreto Augusto de Campos publicou a carta aberta, reproduzida abaixo, onde registra sua indignação pelo uso não autorizado de seu poema Viva Vaia pela Folha de S. Paulo em matéria sobre o comportamento mal educado de setores da elite contra Dilma Rousseff

Por José Carlos Ruy , no Portal Vermelho 



Uma versão plástico-visual do poema

Quando o ensaísta e poeta concreto Augusto de Campos compôs o poema Viva Vaia, em 1971, Caetano Veloso (a quem foi dedicado) estava no exilado em Londres, perseguido pela ditadura militar. Na época em que foi publicado, um ano depois, o alvo do poema foi interpretado por muita gente como a ditadura e os chefes militares responsáveis por ela. 

Nesta semana, o poema foi alvo de apupos contra outro tipo de autoritarismo - aquele que morre de saudades do regime dos generais. Foi usado pelo jornalão conservador Folha de S. Paulo, de forma indevida e não autorizada pelo autor, para referir-se ao grosseiro comportamento de parte da elite, contra a presidenta Dilma Rousseff, no jogo de abertura da Copa do Mundo de Futebol, em 12 de junho.

A resposta do poeta teve a dignidade - que o jornal conservador não repetiu - de recolocar as coisas em seus lugares e dirigir a vaia não contra a presidenta mas contra a elite endinheirada e mal-educada que usou palavrões de baixo calão para manifestar-se contra a presidenta. 

Augusto de Campos divulgou a carta aberta reproduzida abaixo, e deixou claro duas coisas: primeiro, sua indignação contra o uso indevido de sua obra; segundo, vaiou os vips anti-Dilma e externou, mais uma vez, seu apoio à presidenta.

Aos 83 anos de idade, Augusto de Campos nunca recuou da posição de vanguarda que há mais de 60 anos marca sua ação literária. A mesma posição de vanguarda que mantém, nestas décadas todas, no campo político e democrático. 

Salve, Augusto!

A carta que registou a indignação do poeta: 

“Prezados Senhores.

Esse jornal utilizou, em 14 de junho de 2014, com grande destaque, o poema VIVA VAIA, de minha autoria, como ilustração de matéria ambígua sobre os insultos recebidos pela presidente Dilma, na partida inicial da seleção.

Utilizou-o, sem minha autorização e sem pagar direitos autorais: sem me dar a mínima satisfação.

Poupo-me de comentar a insólita atitude da FOLHA, a quem eu poderia processar, se quisesse, pelo uso indevido de texto de minha autoria.

A matéria publicada, composta de três artigos e do meu poema, cercado de legendas sensacionalistas, deixa dúvidas sobre a validade dos xingamentos da torcida, ainda que majoritariamente os condene, e por tabela me envolve nessa forjada querela.

A brutalidade da conduta de alguns torcedores, que configura até crime de injúria, mereceria pronta e incisiva condenação e não dubitativa cobertura, abonada por um poema meu publicado fora de contexto.

Os xingamentos, procedentes da área vip, onde se situa gente abastada e conservadora, evidenciam apenas o boçalidade e a truculência que é o reverso da medalha do nosso futebol, assim como a inferioridade civilizatória do brasileiro em relação aos outros povos.

Escreveu, certa vez, Fernando Pessoa: “a estupidez achou sempre o que quis». Como se viu, até os candidatos de oposição tiveram a desfaçatez de se rejubilarem com os palavrões espúrios. Pois eu lhes digo. VIVA DILMA. VAIA AOS VIPS.”

Augusto de Campos

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Greve da Fasubra fracassada, com eventuais conquistas locais

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A greve nacional da Fasubra iniciada em 17 de março chega a seu melancólico crepúsculo, apressado ainda mais pela decisão do STJ de decretá-la abusiva.

Motivada por uma pauta incluindo tanto itens relativos ao plano de carreira como financeiros, a greve certamente começou legítima, tanto que foi aprovada pela unanimidade das correntes e lideranças dos sindicatos federados e da DN-Fasubra.

Entretanto, entre essas correntes e lideranças havia profundas diferenças na avaliação da conjuntura nacional e da correlação de forças no embate com o governo.  Para os grupos da ultraesquerda, basta ter uma pauta justa que isso já deve motivar uma luta sem tréguas ou concessões e a inevitável vitória no final, uma tolice infantiloide.

Outras correntes, como o caso da CTB, entendiam que essa greve começava, apesar da justeza da pauta, em conjuntura bem desfavorável.  Vejamos alguns elementos.

1.A economia do mundo permanece em crise crônica, piorada com a agudização de 2008 verificada nos maiores países (EUA e vários da Europa).  Anúncios recentes de recuperação são mais desejos dos jornais burgueses americanos e europeus do que fato real.  Obviamente que, numa economia globalizada, o Brasil também sentiria efeitos, ainda que menos duros, refletidos num crescimento baixo do PIB (todavia, em ambiente de pleno emprego). Isso limita a capacidade do Estado de investir mais em sua folha de pagamentos.

2.Por causa do item acima, uma pressão imensa da grande mídia monopolista do país sobre o governo brasileiro no sentido de cortar gastos (eles dizem “gastança”) com políticas públicas e com a folha de pagamento do funcionalismo, pressão que funciona muito eficazmente na área da Fazenda e do MPOG.  Disso derivou a intransigência do MPOG em negociar a parte financeira da pauta da Fasubra.

3.O Acordo Governo-Fasubra na greve de 2012, prevendo reajustes de 5% anuais escalonados de 2013 a 2015, permitindo ao governo o confortável argumento de que a Federação dos TAEs assinou tal acordo e tinha obrigação de cumpri-lo até o final, não cabendo reconsideração no meio do caminho, como nesta greve de 2014, mesmo que a inflação tenha corroído parte dos ganhos (foi o principal argumento brandido pelo MPOG).  Aqui caberia reavaliar se foi burrice a Fasubra ter assinado um acordo para tanto tempo (3 anos, em vez de 2 ou mesmo 1).

4.A acirrada e crescente disputa dentro da própria Federação entre correntes cutistas (CUT), cetebistas (CTB) e conlutistas (Conlutas), também por causa das diferentes avaliações em relação ao governo de Dilma Rousseff, na medida em que CUT e CTB lutavam pela pauta fasubrista e os setores ultraesquerdistas lutavam sobretudo para que a greve fosse mais um momento de desgaste político do governo federal, inclusive com o objetivo declarado da ultraesquerda de esticar a greve até a Copa para promover manifestações usando a categoria TAE como massa de seus atos.  Esta disputa é de dificílima conciliação, envolve ideologia e, a menos que se sobreponha um anseio maior de unidade no próximo Congresso da Fasubra, existe grande risco de divisão da Federação, a exemplo do que ocorreu entre os docentes (ANDES x Proifes).  Todos sabemos que o ANDES dos docentes não conquista mais nada há muitos anos, pelo enfraquecimento decorrente da divisão sindical de sua entidade nacional.

5.Por fim, dominado pelo ultraesquerdismo, o Comando Nacional de Greve (CNG) da Fasubra já não consegue mais fazer uma análise cabível da realidade, vive de discursos e bravatas, objetivamente já nada mais tem a propor para as bases, as quais, percebendo a anomia e incapacidade, foram aos poucos decretando saída de greve independentemente do CNG.  Um CNG incapaz está agora sendo salvo, ironicamente, pelo STJ, por este tribunal ter decretado ilegalidade da greve.  Com base nesta judicialização da greve, sem dúvida o ultraesquerdismo se apegará para defender-se e protestar que a greve só foi encerrada pela ação da justiça federal e pela “sabotagem” de CUT e CTB.  Como sempre, o ultraesquerdismo tenta sair da encalacrada que criou posando de santo.
  

Não obstante, pode ser que alguma coisa se tire dessa greve, na medida que algumas pautas locais podem ter-se afirmado perante reitorias e negociado no sentido do alcance de, por exemplo, jornadas de 30 horas.  Se alguns avanços locais ocorrerem em algumas IFES, será pelo menos algum saldo positivo a comemorar nesta fracassada greve de 2014.  Não deve ser, contudo, o caso da UFPR.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Greve e seu desfecho: STJ pode salvar a cara dos ultraesquerdistas da FASUBRA

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Já advertíamos aqui, desde uma postagem de 23 de maio : a greve nacional da Fasubra prosseguia só pela vontade de seu Comando Nacional, mas com desaparecimento de perspectivas de alguma conquista, logo, entrava em risco de morrer de inanição.  Algumas Universidades, com suas assembleias debatendo democraticamente e com sensatez, perceberam isso e prudentemente suspenderam suas greves.  Casos da UF do Rio Grande, da UFBA, da UFMG e UFG.  Só o Comando Nacional de Greve, tomado por delegados ligados ao PSTU, PSol e PSL (Pensamento Sindical Livre), resistia - e resiste - a querer debater o real das coisas.

Nesse meio tempo, a Advocacia Geral da União peticionou junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma análise da adequação da greve e seus desdobramentos.  E o ministro-relator do STJ, Napoleão Maia Filho, deu o seguinte parecer em caráter liminar sobre as greves da FASUBRA e do SINASEFE:

"(...)que as entidades promovidas se abstenham de realizar qualquer paralisação das atividades funcionais que afetem as Universidades, os Institutos e o Colégio Pedro II, ora requerentes, em todo o território nacional, devendo retomar imediatamente o desempenho dos seus deveres e obrigações funcionais (...) proíbo a realização de quaisquer bloqueios ou empecilhos à movimentação das pessoas, no desempenho de suas atividades normais e lícitas, considerando que o movimento ora sob análise acha-se eivado de clara abusividade do direito de reinvindicar (...)".

E o mesmo ministro do STJ ainda determinou multa pesada:

"O desatendimento (que não espero) dos deveres aqui impostos (itens 9 e 10) nesta Decisão sujeitará as entidades promovidas à sanção pecuniária diária de R$ 200.000,00 (...)".

Essa decisão é datada de 13/06 (6a.feira passada) e já deve ter sido notificada à FASUBRA, cujo CNG agora deve estar debatendo o que fazer.  Sabemos que a assembleia geral de greve de hoje de manhã do Sinditest sequer foi notificada dessa decisão de greve ilegalizada pelo STJ e seus dirigentes preferem manter o discurso do mundo-da-lua para engabelar a plateia.  

O que é curioso é que a decisão do STJ de considerar a greve ilegal vem muito a calhar para os ultraesquerdistas majoritários na FASUBRA e no CNG.  Eles, que não sabiam mais o que fazer além de proclamações retumbantes e bravatas de continuidade da greve, sem jamais apontar por onde ela poderia alcançar alguma conquista palpável, tem agora na decisão da justiça federal um escape para poder encerrar a greve sem nada nas mãos porque houve essa decisão autocrática do poder judiciário; e então eles não seriam mais responsáveis pelo fiasco de uma greve derrotada.  Isso será o discurso nas assembleias de fim de greve nos próximos dias, podem esperar.  Tosco e triste.

sábado, 14 de junho de 2014

Burrice e tergiversação dos antiCopa

Um comentário:
Eu devia perder essa mania, mais eis que lá vou eu ao site do Sinditest e a última matéria que vejo é uma reprodução de publicação do site da central-mosaico Conlutas, essa "central" à qual o Sinditest não é filiado mas cujas opiniões e atividades o sindicato financia à revelia da base dos TAE que jamais deliberou filiação a esse braço sindical do PSTU.

Então, numa matéria pessimamente escrita, cheia de erros de português, leio a declaração de um imbecil do Sergipe

"De acordo com Deyvis Barros, dirigente da CSP-Conlutas Sergipe, esses atos não são contra a copa. 'No Brasil inteiro convocamos manifestações contra as injustiças da copa. Somos contra os 25,5 bilhões de gastos com as obras, superior a copa da África do Sul e da Alemanha juntas. Pra ter uma ideia, com os R$ 8 bilhões gastos na construção dos novos estádios, o governo Dilma (PT) poderia ter investido na construção de 83 mil moradias populares', explica o sindicalista."

Primeiro que a besta sindical sergipana não sabe diferenciar "investimento" de "empréstimo".  Os 8 bilhões de reais dos novos estádios foram emprestados pela iniciativa privada junto ao BNDES, logo, sujeitos a serem devolvidos com juros ao banco estatal.  Empréstimo não é gasto nem investimento. Eu duvido que esse cara tenha alguma vez visitado o Portal da Transparência da Copa disponibilizado pelo governo federal.

O que efetivamente foi investido de dinheiro público, cerca de 22 bilhões de reais, destinou-se a obras mais do que necessárias de infraestrutura nas cidades, especialmente em mobilidade urbana, que tinham que ser feitas com Copa ou sem Copa, mas que foram agilizadas por causa do evento esportivo.  Caso notório, em Curitiba, da sua estação Rodoferroviária, cuja indispensável reforma - para o bem da população usuária de ônibus - custou em torno de 43 milhões de reais.  Na RMC outras obras ocorreram, ampliando o aeroporto, melhorando a Avenida das Torres, que liga Curitiba ao aeroporto, e outras menores pela capital.

Mas o administrador 'expert' da Conlutas acha que tinha que ser investido em outras coisas lá da cabeça vazia dele...  Ele quer porque quer não admitir que o investimento de 22 bilhões foi em obras necessárias e úteis para a população brasileira, porque o negócio dele, assim como dos partidos da oposição de direita, é dar cacete no governo federal, com o valoroso apoio difamatório e ludibriador da mídia monopolista.

Então, imbecil da Conlutas, você e seus acólitos país afora, protestem, critiquem e, se não forem hipócritas, jamais usem quaisquer dos benefícios construídos nas cidades com os investimentos da Copa que vocês dizem ter sido "jogados fora".  Você, babaca de Sergipe, se vier a Curitiba, não use o aeroporto nem a Rodoferroviária. Quem sabe você vem de jegue. 

Não há Copa no Brasil

Um comentário:

Não está havendo Copa no Brasil! Que bom! Os 22 bilhões de reais investidos pelo governo federal em obras de infraestrutura e mobilidade urbana resultaram em algo, mas os patrióticos movimentos antiCopa conseguiram impedir a realização desse evento que só traria ganhos para os magnatas e nenhum para os brasileiros, haja vista como é baixo o retorno para o país de somente o dobro do que foi investido.  Os empregos criados pelo evento Copa são nada! Importa que não está tendo Copa!

Os movimentos antiCopa - de organizações muito patrióticas e futebolísticas como PSTU, PSol, Black Blocs, Sinditest e outras - conseguiram evitar qualquer jogo e agora o governo brasileiro está tendo que iludir o povo com montagens editadas de jogos antigos para fazer de conta que tem Copa no Brasil.  Ou você acha que os jogos na TV são reais?  

E, melhor que tudo isso, ao mesmo tempo as organizações antiCopa e sua luta estão garantindo que toda a verba desperdiçada em investimentos de infraestrutura para facilitar a vida dos brasileiros irá agora para a Saúde e a Educação e logo depois de 13 de julho as pessoas desfrutarão de um padrão de vida jamais visto nem no paraíso. Não apenas isso, como também a greve dos TAEs conduzida pelo expert CNG trotsquista alcançará um reajuste de 15% ainda este ano, assim como conseguiram os metroviários dirigidos pelo PSTU.

Então, sonhem, bobocas, moralistas de araque, imbecis, a direita em geral.

A estupidez da oposição venezuelana chega ao Brasil

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A política de participação instituída no Brasil não tem nada de bolivariano, mas a aversão contra ela tem tudo da estupidez típica da oposição venezuelana.

Por Antonio Lassance, no site Carta Maior

A direita está possessa e em pé de guerra contra a Política Nacional de Participação Social.

Para não dar o braço a torcer, não a chama por esse nome. Chama pelo apelido burocrático de Decreto 8.243, tendo em vista que a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS) foram instituídos por este ato oficial, de 23 de maio de 2014.

A Política simplesmente determina que os órgãos públicos do Governo Federal tenham canais de participação para discutir e definir as políticas públicas; ouvir e responder críticas; manter o cidadão próximo da atividade governamental.

A política já existe faz tempo. O referido decreto só generaliza esses instrumentos que já estão à disposição.

A ideia de Estado democrático de Direito e de governo representativo é a de que os representantes são eleitos para fazerem o que os representados querem.

Para saber o que querem, é preciso que as pessoas sejam permanentemente consultadas, na medida do possível.

Toda a filosofia política democrática, desde os século XVIII (Rousseau) e XIX (Tocqueville, Stuart Mill) se assenta sobre essa ideia fundamental, tantas vezes considerada utópica e até ingênua.

Hoje em dia, com as novas tecnologias da informação e da comunicação, consultar é cada vez mais fácil, mais banal. Os governos, os parlamentos e o Judiciário só não o fazem se não quiserem.

Os governos já têm inúmeros conselhos, ouvidorias, conferências, audiências públicas.

A Câmara dos Deputados tem uma Comissão de Legislação Participativa. O Senado tem uma Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa.

O Congresso Nacional tem um Conselho de Comunicação Social com representantes da "sociedade civil".

Mas, nas mãos de uma direita que prefere as tripas aos corações, "sociedade civil" tornou-se palavrão.

Para essa direita engasgada com a derrota em sucessivas eleições, a sociedade civil que não é de direita é sociedade servil.

É preciso estar com a cabeça muito envenenada para achar que a PNPS e o SNPS têm algo de fantasmagórico.

É preciso até uma deliberada perversidade para ver perversidade em um decreto que regulamenta e torna regra preceitos que estão na Constituição, como a participação popular e o controle social.

O detalhe que faz toda a diferença é que o Decreto é assinado por Dilma Rousseff.

Mesmo presidenta, Dilma não teria o direito de baixar um decreto que diz aos órgãos do Governo Federal como eles devem funcionar.

Mesmo tendo sido eleita para chefiar o Poder Executivo, Dilma não pode fazer nada que não esteja na lista de supermercado do neoliberalismo.

Mesmo tendo o direito de concorrer à reeleição estando em pleno exercício do cargo, ela não pode se meter a governar.

Para a direita, o fato de Dilma ter sido eleita é apenas um detalhe, pois democracia é quando um presidente governa pedindo licença a uma minoria arrogante e autoritária.

Se Dilma baixar um decreto dizendo que rosas são vermelhas e violetas são azuis, será acusada de conclamar uma revolução, pela analogia floral à Revolução dos Cravos; de fazer apologia ao comunismo, por enaltecer o vermelho; e de mentir à população, pois violetas não são azuis - são, obviamente, roxas.

Para a direita, conselhos sociais e deliberativos são para quem pode, e não pra quem quer.

As grandes empresas têm conselhos, e são deliberativos. Já o Governo não pode chamar seu maior acionista: o povo.

Para alguns, os grandes acionistas de uma democracia são os financiadores de campanha.

A direita participa de conselhos governamentais pelo menos desde 1931, no Conselho Nacional do Café.

Os cafeicultores podiam aconselhar o Estado a financiar, com dinheiro público, o negócio dos próprios cafeicultores.

A direita não teve qualquer receio de participar do Conselho do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), responsável pela censura aos jornais, durante a ditadura do Estado Novo, mas acham um perigo ter conselhos em plena democracia.

Os direitistas amaldiçoam Hugo Chávez e Simón Bolívar, mas amam o defunto Carlos Lacerda, o corvo do golpismo.  Abominam o bolivarianismo, mas se inspiram no lacerdismo, essa obstinação em derrubar governos eleitos e em desmoralizar adversários tratando-os como párias.

A direita que segue tal "exemplo" deveria lavar a boca com sabão antes de pronunciar a palavra "democracia".  Quando fala em facismo, precisa se conter para não elevar o braço, involuntariamente, para a saudação romana. Os que se insurgem contra o decreto são tão cheios de razão que precisam usar de mentiras para criticá-lo. Precisam suplementar, com seu raciocínio, artigos que não existem.

A política de participação social, instituída no Brasil, não tem nada de bolivariana, mas a oposição contra ela tem tudo da estupidez típica da oposição venezuelana.

A direita brasileira conseguiu trazer da Venezuela justamente aquilo que lá existe de pior.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Saindo da greve nacional também Minas e Goiás

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Assembleia do SINTIFES-GO vota fim da greve em Goiás

Hoje soubemos de mais dois sindicatos da FASUBRA que se retiram da greve nacional: o Sintifes-Go e o Sindifes de BH.  Ou seja, duas grandes universidades federais, a UFG e a UFMG também desembarcam dessa canoa furada em que o ultraesquerdismo transformou a greve nacional da FASUBRA.


Trecho do informe do sindicato dos companheiros da UFMG diz:

"Durante as avaliações, os presentes ressaltaram novamente diversos equívocos do movimento, muitas deles inclusive que já haviam sido encaminhados ao Comando Nacional de Greve (CNG) em carta do Sindifes do último dia 28 de maio. O fato de o CNG não ter respondido aos questionamentos apontados no documento, e nem mesmo tê-lo divulgado em seus Informes de Greve, foi ressaltado em muitas das avaliações, e contribuiu para a decisão de encerramento da paralisação. A Assembleia também aprovou o envio de um novo documento ao CNG apontando os motivos da saída do Sindifes da Greve.  Concordando com a avaliação apresentada pelo Sindifes, outras bases da Fasubra também já apontam para o retorno ao trabalho nos próximos dias."



"A assembleia geral dos servidores técnico-administrativos em educação das instituições de ensino superior de Goiás, realizada na manhã de hoje (11) na Biblioteca Central da UFG, aprovou o retorno ao trabalho a partir do dia 16 (segunda-feira), com 116 votos a favor, 63 contra e seis abstenções. Para tomar a decisão, o CLG realizou uma avaliação do movimento nacional e local, bem como as perspectivas de conquista das pautas estabelecidas no início da greve, em março. Após o debate, o indicativo de retorno ao trabalho foi aprovado por 16 votos, contra 4 de continuidade da greve. Já a data de retorno para a próxima segunda teve 19 votos a favor, um contra e uma abstenção."

Essas notícias vem comprovar a avaliação que este Blog já fazia pouco depois da frustrante reunião do CNG-FASUBRA com o MPOG em 19/05, de que o Governo não estava mais disposto a negociações este ano e deixava tudo para 2015.  O ultraesquerdismo, hegemônico no CNG, achou que era possível prosseguir com a greve, mesmo sem identificar perspectivas de conquista.  A falta disso está sendo percebida nas bases, que sensatamente apontam a suspensão do movimento, para nova retomada no ano que vem.  Só malucos esquerdistas ainda acham que a greve deve continuar.

Registre-se mais um problema nesse melancólico curso de um movimento conduzido pelo ultraesquerdismo: no nível do CNG, em Brasília, está acontecendo censura prévia de informes de base para o IG (Informativo de Greve).  Os ultraesquerdistas estão filtrando os informes que chegam das bases, para que só seja publicado aquilo que corresponda ao desejo doido deles, o de fazer parecer que a greve está uma maravilha.  Isto foi constatado no caso da UFMG, que enviou seu informe anunciando saída da greve, vetado pelos censores do CNG,entre os quais parece estar pontificando o técnico Maurício Souza, da UFPR-Litoral... 

Quer dizer, se até um Comando Nacional de Greve, supostamente democrático, está censurando informes vindos das próprias bases, aí é porque a coisa faliu de vez.  O CNG faliu, a greve idem.
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Foto: Sintifes-GO