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Luta sem trégua contra o governo usurpador

terça-feira, 21 de março de 2017

Lava Jato sequestra blogueiro Eduardo Guimarães

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Eduardo Guimarães, do blog Cidadania, acaba de ser vítima de violência judicial, ou mais especificamente, de um sequestro judicial, que é o nome que damos a essa ilegalidade chamada condução coercitiva.

Por Miguel do Rosário, no site O Cafezinho

A notícia foi confirmada pelo advogado Pedro Serrano, que informou já ter enviado profissionais para a delegacia da Lapa, São Paulo.  Segundo conhecidos, o motivo seriam investigações sobre um vazamento de notícia sobre a condução coercitiva de Lula, que o blog Cidadania antecipou com exclusividade.

Não poderia haver nada mais ridículo: sequestro judicial de jornalista que divulgou vazamento de informação!

O Brasil vive um regime de exceção, isso já está mais do que claro.

A grande imprensa dá, todos os dias, vazamentos sobre a Lava Jato.  O juiz Sergio Moro vazou, ilegalmente, gravações íntimas e privadas do presidente Lula e da presidenta Dilma.

Mas eles, mídia e judiciário, protagonistas do golpe, podem cometer qualquer crime, inclusive o pior de todos, que foi avalizar o impeachment sem crime da presidenta Dilma, jogando no lixo mais de 54 milhões de votos.

Para mim, essa notícia revela um judiciário desmoralizado e uma Polícia Federal completamente ensandecida, um fio desencapado, sem controle.

E tudo isso enquanto temos um governo ilegítimo, fraco, refém do próprio Judiciário e, sobretudo, da grande mídia.

A Lava Jato está na rua hoje, fazendo mais uma de suas operações midiáticas, espalhafatosas, vazadas antecipadamente para a grande mídia, desviando atenções, com o fiasco que foi essa sub-lava jato da carne, da crise econômica e das votações antissociais em curso no congresso.

Enquanto a polícia federal toca o bumbo na rua, o congresso detona a previdência, as leis trabalhistas, os direitos sociais.

Já destruíram a economia e a democracia, e agora querem censurar quem os denuncia?

Joãozinho-Quer-Cargo prossegue sua saga desinteressada por...

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Já foram duas postagens recentes dos perfis fake de Joãozinho-Sabe-Tudo (o tal do "Lourenço" e o tal do "Murilo"), uma datada de 16/03, outra de ontem.  Ambas supostamente para, de modo "desinteressado", é claro, analisar as novas composições de pessoal de chefia nas pró-reitorias PROGEPE, PRA, PROGRAD e PRPPG da nova gestão 2017-2020  do professor Ricardo Marcelo.

JST parece inconformado ao constatar que não teria havido trocas em profundidade nas CDs e FGs dessas pró-reitorias.  Sabemos que, em 2016, JST fez ardorosa campanha pela vitória de Ricardo Marcelo à reitoria e até usou suas postagens fake para combater duramente a chapa oposicionista de Marcos Sunye, com especial predileção por ataques contra a candidata Andrea Caldas.


Então, de repente, não mais que de repente, não sobrou nenhuma recompensazinha para o pobre cruzado da moralidade administrativa?  Seja generoso, sr. reitor, não deixe o rapaz chupando dedo.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Plenária da FASUBRA aprova calendário de lutas contra as reformas de Temer

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No último fim de semana (18 e 19/03), ocorreu em Brasília mais uma plenária dos sindicatos de base da FASUBRA.  O Sinditest enviou sete delegados/as: Olivir Freitas e Patrícia Pott, da oposição sindical de base; também Mariane, Yousef, Priscila, Maria Aparecida e Michele (UTFPR), estes cinco últimos ligados à Diretoria do Sinditest.

No sábado (18), houve a apresentação de resoluções administrativas da Federação ao longo desta gestão, bem como estudos para a realização do próximo Congresso nacional da FASUBRA, que ocorrerá em novembro deste ano.

Delegados e delegadas debateram exaustivamente a conjuntura nacional, com foco particular nas contra-reformas do usurpador Michel Temer para acabar com a previdência social e com a CLT. O debate se estendeu à manhã de domingo, quando foram aprovados os encaminhamentos, o calendário de lutas e a campanha salarial.

Calendário de lutas
Em 20 e 21/03 a FASUBRA realizará ações no Congresso Nacional contra a terceirização, contra o fim da gratuidade na pós-graduação nas instituições federais de ensino e contra a regulamentação do direito de greve.

A PEC 395/14, referente ao fim da gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais de educação básica, e na educação superior para os cursos regulares de graduação, mestrado e doutorado, está na pauta para votação em segundo turno em 22 de março.

De acordo com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), o PL 4.302/98 em fase final de tramitação, já aprovado com modificações pelo Senado, amplia a terceirização geral para atividade-fim da empresa, entre outras alterações na CLT que irão prejudicar os assalariados nas relações de trabalho. Caso seja aprovado pela Câmara vai à sanção presidencial.

Na pauta congressual está ainda o requerimento de urgência para o PLS 710/11, do senador tucano Aloysio Nunes (PSDB-SP), que regulamenta o direito de greve no serviço público. O texto determina que a paralisação poderá ser decretada somente após negativa do poder público de atender às reivindicações e aprovação numa assembleia. O texto também obriga a manutenção de 50%, 60% ou 80% do efetivo, dependendo da importância da prestação dos serviços, segundo o DIAP.


A provável data de votação da PEC 287/16 (Reforma da Previdência), 28 de março, é o Dia Nacional de Luta Contra as Reforma da Previdência e Trabalhista, e em Defesa dos Serviços Públicos, com atividades nos Estados e paralisação onde for possível. Nos Estados, serão realizados atos unificados com todas as entidades do serviço público, centrais e demais movimentos sociais, com realização de vigílias nas Superintendências da Previdência Social nos Estados. Também será intensificada a pressão aos parlamentares nos aeroportos.

Proposta de Caravana a Brasília e Greve Geral
A FASUBRA vai levar a proposta de realização de uma caravana a Brasília para as centrais sindicais e o conjunto dos movimentos sociais visando à construção de uma frente única contra as reformas da previdência e trabalhista. A Federação também vai oficiar às centrais sindicais a proposta de convocar uma greve geral em todo o país.

Campanha Salarial
A Plenária Nacional Estatutária da FASUBRA aprovou a seguinte pauta para a campanha salarial específica dos TAEs:

*Inflação do período de 2015 a 2017, mais 2% de aumento real no piso da carreira.
*Reajuste dos benefícios com o mesmo índice, com diferencial para o Plano de Saúde no qual queremos um reajuste que acompanhe os reajustes da Agência Nacional de Saúde (ANS).
*Não ao corte de recursos no orçamento destinados à educação e recomposição das perdas do último período.
*Nenhuma interferência do governo e órgãos de controle em ações judiciais ganhas pelos trabalhadores.
* Nomeação imediata dos reitores eleitos pela comunidade universitária.
* Contra a Lei da Mordaça e a reforma do ensino médio.

Congresso da FASUBRA
Objeto de aguda polêmica na plenária da FASUBRA foi a data de seu próximo Congresso.  A maioria da Diretoria, composta pelas correntes ultraesquerdistas do movimento (VAL, BASE, PSL), tentava prorrogar ainda mais seu mandato até 2018.  As correntes ligadas à CUT e à CTB defenderam a realização do CONFASUBRA em novembro deste ano, tendo esta data vencido a votação pelos delegados com o seguinte placar: 89 votos a favor de 2017, 79 votos por 2018 e 10 abstenções.
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Com informações da FASUBRA Sindical

domingo, 19 de março de 2017

Invasão do Setor de Exatas: APUFPR publica nota crítica

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Conforme noticiou este Blog, o professor que entende muito de canos, hoje chefe da SuInfra, invadiu salas do Setor de Ciências Exatas no dia 6/3, trocando fechaduras e promovendo uma baita confusão.  A ação autoritária gerou críticas na UFPR, além das óbvias oriundas do próprio setor vilipendiado em suas instalações.

No último 14 de março, a Associação dos Professores da UFPR (APUFPR) emitiu Nota condenando a atitude do professor Sérgio Braga, endereçada em ofício ao reitor Ricardo Marcelo. Na Nota, assinada pela professora Maria Suely (foto), a APUFPR "espera que as condições sejam devolvidas à sua situação anterior ao ato promovido pela Superintendência de Infraestrutura".  

Além disso, considerando a atitude da SuInfra um "desvio autoritário", pede que o colegiado superior da UFPR paute com urgência a resolução do conflito.


Por ora, não se tem notícia de algum movimento mais concreto da Reitoria no sentido de dirimir esses atritos, mantendo a perplexidade no setor invadido.

Para ler a íntegra da Nota da APUFPR, clique aqui.

Carne Fraca: o xadrez para entender a doideira da PF

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A perda de controle sobre a PF e o MPF está promovendo a destruição de setores relevantes na geração de divisas, emprego e tributos.

Por Luís Nassif, no Jornal GGN

Peça 1 – o ambiente interno na Polícia Federal

O maior erro de Dilma Rousseff foi a indicação de José Eduardo Cardozo para Ministro da Justiça. Os dois erros seguintes foram consequência natural do primeiro erro: a indicação do Procurador Geral da República Rodrigo Janot e do Diretor Geral da Polícia Federal Leandro Daiello Coimbra.

Aliás, o erro maior foi quando, pressionado por Gilmar Mendes, Lula afastou o delegado Paulo Lacerda do governo.

A Polícia Federal é composta por vários grupos políticos, sob muita influência do PSDB. Lacerda era o único delegado com liderança que se sobrepunha aos grupos e mantinha a corporação sob controle...



Peça 2 – onde entra a Operação Carne Fraca

Há um jogo de interesses claros entre os delegados do Paraná, os procuradores e Daiello. Do lado da PF do Paraná, os principais operadores são o delegado Maurício Moscardi Grillo, o mesmo que tentou censurar jornalistas, e o delegado Igor Romário de Paula. Ambos criaram um poder paralelo dentro da PF.

A Operação Carne Fraca se insere nessas disputas internas da PF. Igor Romário abriu um inquérito contra Valeixo, para afasta-lo da disputa. Moscardi monta a operação para fortalecer Daiello.

Seu espaço político é garantido pela parceria com a mídia e pela promessa, nunca cumprida, de levar Lula à prisão...



Peça 3 – onde entra o Brasil

Foi uma luta árdua do país, para assumir um protagonismo no mercado mundial de alimentos e, especialmente, no comércio mundial de carnes.

Atualmente, só as exportações de carne bovina, suína e de frango rendem US$ 12 bilhões por ano, para um mercado diversificado, que inclui Arábia Saudita, China e Japão. 

Para a Europa, as exportações começaram em 2000. E apenas no ano passado, o país conseguiu aprovação para embarcar carne in natura para os Estados Unidos, cumprindo todas suas exigências...



Peça 4 – como impedir que PF e MPF destruam a economia

A perda de controle sobre a PF e o MPF está promovendo a destruição de setores relevantes na geração de divisas, emprego e tributos.

No entanto, há uma covardia generalizada tanto das lideranças empresariais como dos grupos de mídia, para estabelecer controles mínimos sobre os “jovens turcos”, impedir que o combate à corrupção não desmonte de vez a economia nacional.

A única ação sensata seria uma liderança que coibisse os abusos de delegados como Moscardi e Igor, de procuradores como Dallagnoll e Carlos Fernando, sem prejudicar o combate efetivo à corrupção.

O que esperar de Temer, um governo reconhecidamente corrupto, que loteou o Ministério entre o que de pior a política brasileira produziu? É Osmar Serraglio, o homem de Eduardo Cunha, que definirá a disciplina na PF? Evidente que não.

É esse o dilema em que se meteu o país e uma imprensa pusilânime, que se tornou refém dos monstros que ajudou a construir.

A boa novidade de março: ressurge aos poucos a unidade popular contra o golpismo

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"Aposentadoria fica, Temer sai!" - este foi o grito de mais de um milhão de brasileiros de norte a sul do país, no último 15 de março, nos mais variados movimentos contra a "reforma" de destruição da previdência social do governo golpista de Michel Temer.  E igualmente contra a reforma trabalhista, que simplesmente coloca para escanteio a CLT  e permite a farra dos patrões sobre os direitos dos trabalhadores.

Em Curitiba, uma megapasseata reuniu mais de 20 mil pessoas de diversas categorias, nucleada pelos trabalhadores da Educação, que haviam marcado greve nacional do setor. Pararam, para reagir às contra-reformas do golpismo ultraliberal, professores, técnicos, estudantes, motoristas e cobradores de ônibus, metalúrgicos, agentes penitenciários, policiais civis e outras categorias.  Beto Richa há de ter tremido nas bases, vendo seu palácio cercado por dezenas de milhares de manifestantes que o vem desmascarando desde 2015.


O que transcende de todo esse movimento - que começou a botar medo na quadrilha temerista de Brasília - é o ressurgimento paulatino da unidade popular, a junção de esforços de quase todas as centrais sindicais e de numerosas forças políticas, que andavam meio que cada um no seu quadrado.  Diante das terríveis ameaças de fim da aposentadoria e de desmanche da legislação trabalhista, a ficha caiu e o povo começou a se unir.

E é essa unidade que aterroriza deputados, senadores, juízes mal-intencionados e a gangue do Planalto.  Essa unidade, realizando mais e mais demonstrações de luta nas ruas, poderá impedir que se concretizem alguns dos planos da canalha que já começou a vender o país a preço de banana.

Isto precisa ser consolidado dia após dia, ampliando a presença do povo, dos trabalhadores nas ruas.  As diversas frentes e articulações antiTemer do Paraná já preparam novas ações e é preciso ficar antenado nessa agenda.

sábado, 11 de março de 2017

Setor de Exatas faz assembleia e demanda presença do reitor para resolver pendência com o déspota da SuInfra

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Depois da inusitada ação invasiva do Superintendente de Infraestrutura da UFPR, assenhoreando-se dos espaços ocupados pelo Setor de Ciências Exatas, este setor reuniu-se em assembleia geral (foto acima) na última quinta-feira (9), e tomou as seguintes deliberações:

* Convidar o reitor Ricardo Marcelo para uma reunião do Conselho Setorial, exigindo sua manifestação no cumprimento do cronograma previamente estabelecido para liberação dos espaços ocupados pelo Setor de tecnologia no Prédio do Departamento de Química.

* Manter a negociação no âmbito administrativo, levando a manifestação desse Setor ao COUN e, na forma de recurso, ao COPLAD. Na ausência de manifestação desses conselhos ou, na postergação da inclusão em pauta, iniciar a busca de solução com agentes externos, como PF e MP, cada qual com sua competência. Podendo ser definido um prazo para manifestação da Administração Central e/ou Conselhos. 

* Emitir nota oficial, do Setor, comprovando os fatos ocorridos incluindo imagens, vídeos e outros documentos. 

* Exigir da Reitoria, como instância superior e responsável pela SUINFRA, retratação perante o Conselho Setorial e, consequentemente, a saída do Superintendente pelo notável uso do cargo em benefício do setor de origem do servidor, em um claro conflito de interesse. 

* Exigir isonomia de tratamento e direito à defesa, liberando ao Setor de Exatas o mesmo espaço no sítio da UFPR e nos demais meios de comunicação utilizados pela SUINFRA para tratar do lamentável episódio de 06/03. 

* Agendar reunião conjunta entre os conselhos setoriais de ET e TC, com a presença do novo Reitor, para esclarecimentos a respeito dos fatos ocorridos e definição dos próximos procedimentos a serem adotados. 

* Exigir a melhoria dos espaços pertencentes ao Setor de Exatas, demonstrando que as falhas de gestão da SUINFRA para com os pedidos do Setor de Exatas também implicam na dificuldade de concretização da liberação dos espaços do 3º e 4º andares do prédio da administração, tais como no novo prédio, não-instalação de ramais, equipamentos de ar condicionado inoperantes, elevadores desregulados e/ou parados, ausência de efetiva mão-de-obra para mudança etc.

quinta-feira, 9 de março de 2017

O nojentismo de Temer no Dia da Mulher

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A minha timeline está em polvorosa com as declarações de Michel Temer ontem em um evento ligado ao Dia Internacional da Mulher em Brasília.

Por Nathali Macedo, no site DCM

“Tenho absoluta convicção, até por formação familiar e por estar ao lado da Marcela, do quanto a mulher faz pela casa, pelo lar. Do que faz pelos filhos. E, se a sociedade de alguma maneira vai bem e os filhos crescem, é porque tiveram uma adequada formação em suas casas e, seguramente, isso quem faz não é o homem, é a mulher.”

O espanto em torno de declarações tão tipicamente temerárias não faz sentido.

Estamos falando do presidente que discursou durante pouquíssimos segundos nas Olimpíadas por medo de vaias. Que evita sair às ruas por medo de vaias. Estamos falando do homem sem carisma (e sem escrúpulos) que chama a imprensa quando vai buscar o filho na escola na tentativa de ser um pouco mais amado. Estamos falando de alguém cuja formação familiar – inescrupulosa, decerto – de fato conduz a posicionamentos retrógrados, machistas e inapropriados.

É difícil tratar Michel Temer como alguém capaz qualquer declaração, mesmo pueril, de coerência ou coragem: uma vez decorativo, sempre decorativo.

Aliás, um país em que uma quadrilha toma o poder através de um golpe jurídico-parlamentar (seus inegáveis aspectos machistas não podem ser ignorados, ressalte-se), é publicizado na mídia nacional e internacional um áudio que denuncia todo o esquema e absolutamente nada acontece, é um país em que políticos de costas quentes podem fazer absolutamente qualquer coisa – um discurso machista, então, é bobagem.

O discurso retrógrado no Dia da Mulher, convenhamos, não é o pior do currículo macabro de Michel Temer. Antes de nos preocuparmos com o discurso – que, aliás, caracteriza perfeitamente o seu emissor -, nos preocupemos, por exemplo, com a reforma da Previdência Social, prejudicial a todos os trabalhadores, mas especialmente às mulheres.

O que esperar de um homem que se casa com uma mulher mais jovem e a transforma em sua bela, recatada e do lar? Que a enclausura na função retrógrada de “primeira-dama doce e professoral”? Querer que defenda o empoderamento feminino?

É muita ingenuidade, para dizer o mínimo.

As declarações de Michel Temer só confirmam o meu asco por sua figura, e me fazem pensar o quanto deve ser difícil a vida de alguém que acredita que todas as mulheres são belas, recatadas e do lar como Marcela – fora do machista país das maravilhas de Michel Temer, mulheres estão escolhendo não ter filhos e eventualmente chegando à presidência.

Fora do pensamento arcaico – que soa como piada – de Temer, mulheres não são apenas “capazes de indicar os desajustes de preços em supermercados”, mas de fazer qualquer coisa que queiram, e é exatamente isso que temem, com o perdão do trocadilho, homens covardes como o nosso digníssimo Presidente.

A ele, hoje, não cabe sequer a nossa revolta. Cabe apenas o que ele tem tido pelo país afora – na esquerda, na direita, no centro e em todos os cantos: desprezo.

terça-feira, 7 de março de 2017

UFPR convida sociólogo tucano para falar merda no teatro da Reitoria

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É, pessoal, a tal "pluralidade" de tratamento já começa a dar seus frutos neste começo de gestão da UFPR.  No dia 9, quinta, a UFPR convida o conhecido sociólogo tucano Bolívar Lamounier (foto ao lado) para fazer uma doutrinação, digo, palestra, aos incautos que forem ouvir sua preleção sobre como foi bom ter havido um golpe que derrubou uma presidenta honesta e gerou este lindo caos em que todos sofremos, inclusive a Universidade Pública.

Quem homizia e media a tal palestra do tucanão é nada menos que um dos pró-reitores da gestão Ricardo Marcelo, o professor Marcos Cavalieri.  E ainda chamaram um jornalista, um certo João Villaverde, que escreveu um livro explicando as supostas "pedaladas fiscais" de Dilma, motivo alegado de sua deposição do governo.

Este Blog, decididamente a favor da democracia e contra o golpe, repudia essa atividade no teatro da Reitoria.  Que os participantes se fodam bem.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Trombadinha da SuInfra invade Setor de Exatas da UFPR

2 comentários:
O invasor da SuInfra e o cartaz de "sala interditada" na porta

Não bastassem problemas de começo da gestão Ricardo Marcelo - como o escândalo das bolsas da PRPPG, o convênio com o DNIT - e o brilhante chefe da Superintendência de Infraestrutura (SuInfra) resolve dar sua contribuição à horta de abacaxis do reitor.  

Na manhã de hoje (6), o professor Sérgio Braga, superintendente da SuInfra, nada mais nada menos que arrombou salas do Setor de Ciências Exatas (3. andar do prédio da administração do Centro Politécnico), abancando-se por lá como dono do pedaço.  Vários locais invadidos ainda abrigam pertences pessoais, móveis, equipamentos e livros de técnicos e professores. A violência e a confusão geradas assustaram muitas pessoas que presenciaram a atitude autoritária do superintendente.


Já faz algum tempo que os setores de Ciências Exatas e de Ciências Tecnológicas tem buscado entendimentos para readequar os espaços.  O pessoal de Exatas estava providenciando sua mudança para o prédio de Química, assim que os espaços ali ficassem vagos.  No entanto, foram surpreendidos com a intempestiva violência de Sérgio Braga, sobre a qual o diretor do Setor de Exatas já solicitou abertura de processo administrativo (PAD).



Segundo Marcos Sunye, diretor do Setor de Exatas, "os departamentos do Setor de Exatas estão em constante expansão, tendo passado de menos de uma centena de professores no inicio dos anos 1980 para os atuais 240 professores. A pressão por mais espaço é permanente mas isso nunca antes levou administradores públicos a agirem com esse grau de insanidade."

Com a palavra, o magnífico reitor, que, em campanha, prometeu sempre agir com democracia, diálogo e transparência.

PMDB de Temer faz terrorismo com os pobres pela Reforma da Previdência

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O PMDB, partido de Michel Temer, divulgou nas redes sociais uma campanha em que adota o terrorismo como instrumento para buscar o apoio popular à sua proposta de tungada nas aposentadorias.

Por Leonardo Sakamoto, em seu Blog

''Se a reforma da Previdência não sair: Tchau, Bolsa Família; adeus, FIES; Sem Novas Estradas; Acabam os Programas Sociais'', diz uma imagem com a logomarca do partido. No fundo, a ilustração de uma cidade em ruínas.

A peça de propaganda vem em um momento em que até a base aliada do governo no Congresso Nacional afirma que a reforma, tal como está, não passa. Até porque esse pessoal pretende se reeleger. E no qual líderes de movimentos que foram às ruas pedir o impeachment de Dilma Rousseff também relatam que a proposta tem sido repudiada por quem não aguenta ver a esquerda nem pintada de amarelo.

Ou seja, a campanha é um sinal de preocupação, porque a classe média começou a sentir a água bater nos glúteos.

Estipular uma idade mínima de 65 anos para aposentadoria (em um país em que trabalhadores braçais de regiões pobres mal tem essa expectativa de vida), com ao menos 25 anos de contribuição (onde a informalidade é grande) e 49 anos para ter pensão integral (considerando que os pobres começam a trabalhar aos 10, 12 anos por necessidade) é reduzir pessoas a estatísticas. Isso sem contar propostas como subir para 65 anos a aposentadoria rural, com 25 anos de contribuição mínima, quando, hoje, basta a comprovação de trabalho no campo para obter a partir de 60 anos (homens) e 55 (mulheres). Ou seja, o sujeito se esfolou em canaviais a vida inteira sem carteira assinada e pode nem ter tempo para desfrutar um descanso.

Não é a primeira vez, contudo, que o PMDB ou Michel Temer usam a chantagem como política de governo.

Em junho do ano passado, Temer afirmou, em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, que ''ou a Previdência Social tem de ser reformulada ou então todos os pensionistas sofrerão.'' Uma declaração do tipo: ''ou liberam o que quero ou consigo um jeito de atrapalhar ainda mais a sua vida''. Temos mais opções para além do maniqueísmo e da dualidade rasos. Sempre. Mas querem nos fazer crer que não.

Vice-reitora será empossada em 8 de março

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Como mostra o convite acima, está definido para a manhã do Dia da Mulher o empossamento, pelo reitor Ricardo Marcelo, da vice-reitora Graciela Muniz.

Mesmo que convocada para prestar esclarecimentos no escândalo de R$ 7,3 milhões das bolsas da PRPPG - o que cria certos embaraços -,  Graciela foi devidamente eleita na chapa com o reitor Ricardo Marcelo e deve ser empossada.  As investigações seguem, tendo atá agora implicado três servidoras e um conjunto de "laranjas".


No 8 de Março, mulheres protestarão contra a reforma da previdência do golpista Temer

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Embora mundialmente os movimentos feministas e de mulheres proclamem a realização de uma grande greve, no Brasil o 8 de Março destacará, ao lado das tradicionais bandeiras desses movimentos, a luta contra o terrível ataque do usurpador Temer contra as aposentadorias e os direitos trabalhistas.

Neste 8 de Março, em Curitiba, os movimentos chamam as mulheres e demais ativistas para um ato a partir das 17h30, na Praça Santos Andrade, para rejeitar as contra-reformas da previdência social e trabalhista pretendidas pela quadrilha plutocrata de Michel Temer.

FASUBRA x Atens: em defesa da unidade dos trabalhadores e trabalhadoras do PCCTAE

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Depois da notícia de que o governo golpista de Temer concedeu, no final de 2016, a carta sindical à articulação de servidores chamada Atens (Associação de técnicos de nível superior), que lhe permite também representar os TAE da classe E, a Direção Nacional da FASUBRA emitiu nota condenando a divisão da categoria:

"A FASUBRA Sindical, entidade representativa dos Técnico-Administrativos em Educação (TAE) há 38 anos, vem a público convocar os trabalhadores das Instituições Federais de Ensino (IFE) a fortalecerem a unidade do conjunto da categoria, bem como resistir a qualquer tentativa de divisão promovida pelo Governo ou pela Atens, entidade que reivindica ser a 'única representante dos TAE da Classe E'. Não é a primeira vez que a FASUBRA alerta os TAE sobre atitudes divisionistas na categoria, cujas consequências desastrosas tão somente contribuirão para o enfraquecimento do movimento, especialmente num contexto de grandes ataques em curso contra direitos, salários e conquistas sociais. A FASUBRA, pelo protagonismo que cumpre na resistência ao avanço das reformas antissociais, é um obstáculo para o Governo, que precisa derrotá-la para, assim, derrotar os TAE das IFES.

Os TAE formam uma categoria multiprofissional, integrada por profissionais de áreas diversas, ocupantes de centenas de diferentes cargos. A força dos TAE e a sua identidade de trabalhadores educação, que potencializa nossas lutas, vêm da capacidade de unificar, num mesmo plano de carreira, tantas profissões com distintos níveis de escolaridade, todas contribuindo para a produção de ensino, pesquisa e extensão nas instituições, por meio de um macro-fazer único, inerente ao trabalho desenvolvido nas universidades, centros tecnológicos e institutos. São mais de 200 mil trabalhadores ativos e aposentados que atuam ou já atuaram nas IFES, em todo o país, e que, ao longo dos anos, vêm construindo lutas e movimentos reivindicatórios importantes, em defesa da carreira, salários, redução da jornada de trabalho, pela universidade e pela educação pública estatal, e por uma sociedade mais justa, inclusiva, solidária e igualitária.


Construção coletiva versus divisionismo: na contramão da história
Historicamente, a FASUBRA Sindical construiu sua trajetória na ação firme em várias vertentes. Sua intervenção vai desde a atuação junto ao parlamento, com a participação constante no espaço legislativo, inclusive apresentando emendas e projetos de lei, como também nos espaços institucionais e, principalmente na ação popular, nas ruas, junto aos movimentos sociais e populares. Assim, enquanto a FASUBRA e os sindicatos a ela filiados construíam várias lutas em defesa da categoria, a começar pela conquista de uma Carreira Nacional que possibilita e valoriza a formação e qualificação dos trabalhadores, a direção da Atens atuou em sentido contrário, incentivando a divisão e o antagonismo entre os TAE, tentando enfraquecer a luta comum a todos. Só para citar recentes exemplos, nos últimos 5 anos a FASUBRA e seus sindicatos filiados fizeram quatro greves por melhores salários, pelas redução da jornada e contra o ajuste. Qual foi a campanha, luta ou greve de iniciativa da Atens? Não há registro!

Diferentemente do que tem sido divulgado pela Atens de que a Classe E foi prejudicada pela FASUBRA, basta verificar a evolução salarial desses trabalhadores desde a criação do PCCTAE até os dias atuais para perceber a falácia argumentativa. Pelo contrário, a Classe E teve ganhos reais, acima do IPCA, nos últimos anos, fruto de lutas e greves dirigidas pela FASUBRA. Além do mais, num primeiro momento apenas esta classe teve direito aos percentuais de mestrado e doutorado, posteriormente ampliados para os demais TAE, de A a D com o acordo de greve de 2012.

Portanto, cabe aos TAE da Classe E, instados pelos divisionistas a aderir à Atens, dizer não à fragmentação e cerrar fileiras com a FASUBRA e seus sindicatos, pois o conflito interno e a pulverização das forças da categoria favorecerá tão somente aos atuais adversários da classe trabalhadora: o governo que, diuturnamente, atua no sentido de retirar direitos e brecar todas as possibilidades de novos avanços e conquistas sociais.

Aceitar a fragmentação de nossa categoria para apoiar uma entidade que não organizou lutas e não esteve presente em qualquer greve, mas que usufruiu dos ganhos dos movimentos enquanto tentava desqualificar a FASUBRA conscientemente, visando destruir o PCCTAE e a credibilidade da Federação, é jogar contra a própria categoria. Ainda, é importante entender o perfil dessa entidade que se contrapõe ao perfil histórico de enfrentamento e de luta da FASUBRA. A Atens, ao contrário, traz uma concepção sindical conciliadora com os interesses do patrão, tendo se filiado recentemente à Pública, uma central sindical corporativista, ligada aos tucanos (PSDB)."

Curitiba vai parar 100% no dia 15 de março contra o fim da aposentadoria

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Motoristas e cobradores decidiram em assembleia na madrugada desta segunda-feira (6) que vão paralisar totalmente no próximo dia 15 de março contra as reformas da previdência (fim da aposentadoria) e trabalhista (precarização da mão de obra).

Com a decisão unânime de 1,1 mil trabalhadores do Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana), a capital paranaense vai parar 100% no dia 15 de março.

Outras categorias, como os educadores, também definiram a data para deflagrar a greve geral da categoria contra o desmonte do Estado Social e os ataques à Educação desferidos pelo governador do Paraná Beto Richa (PSDB).

Ao longo desta semana, entidades do movimento social e partidos políticos irão realizar diversos debates em Curitiba — a exemplo da APP-Sindicato — visando mobilizar a sociedade contra o ilegítimo Michel Temer (PMDB) e o governo corrupto de Richa no estado.
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Que diacho de médico as Universidades Públicas estão formando?

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O notável exemplo anti-solidário, desumano e de falta de ética de médicos formados em universidade pública (UFMS), movidos a ódio de classe e preconceitos.

Comparar Fachin a moro é um despautério

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Se fosse só para massagear o enorme ego do pessoal da escola de Direito da UFPR, a declaração do reitor Ricardo Marcelo (sobre a indicação do professor Fachin como relator da Lava Jato no STF) bem poderia ficar intramuros, em vez de ir para a página pública da UFPR.

Mas, não. Lá está a matéria da Superintendência de Comunicação Social da UFPR, datada de ontem, em que o reitor elogia a indicação de Luiz Edson Fachin, mas comete a infeliz comparação com o suposto juiz sérgio moro (minúsculas sempre):

“O reitor Ricardo Marcelo Fonseca disse que ficou muito contente com a escolha de Fachin e afirmou que, agora, os professores  da UFPR acumulam as maiores responsabilidades da República, referindo-se ao fato de outro magistrado que ocupa posição-chave na Lava Jato, o juiz federal sérgio moro, também ter lecionado na Universidade, até dezembro de 2016.”


O professor Fachin, ex-candidato a reitor da UFPR em 2001, é pessoa merecedora de respeito por sua trajetória progressista dentro da UFPR, sua competência, ética e seriedade.  Dele esperamos uma atuação isenta e incisiva na relatoria do catatau que são os autos da Lava Jato, e que consiga suportar as pressões terríveis da Rede Globo golpista e de outros poderosos.

Bem diferente disso, o “juiz” (ele não se comporta como juiz, mas como justiceiro parcial) sérgio moro pauta sua atuação por um solene desprezo a um pilar do Direito, que é a presunção de inocência. Ele inverte isso: para moro, o sujeito é culpado, até que prove inocência! Que tipo de “professor” de Direito é alguém assim na UFPR? Ele submete denunciados a longos períodos de prisão preventiva e pressão psicológica para que, fragilizados, se submetam a fazer delações premiadas, mesmo que inventadas e sem provas – desde que incriminem Lula e o PT.  

Despreza delações numerosas já feitas que incriminam a tucanada, haja vista não haver qualquer tucano indiciado, que dirá preso.  O magistrado de meia-tigela é visto recebendo prêmios da Globo e se abraçando com Aécio Neves e outros tucanos de alta plumagem.  Vazou ilegalmente áudios de escutas telefônicas, inclusive uma conversa privada da agora morta mulher de Lula com seu filho, parte do stress que a levou ao AVC fatal.  O docente subversor do Direito é hoje réu em Tribunal da ONU por causa de tais condutas arbitrárias.

Tamanha a presunção do senhor moro (minúsculas sempre) que se arrogou a autoridade de expedir ontem uma “Nota” como se desse aval para Fachin poder ser o relator da Lava Jato! Petulância elevada ao cubo. Vejam o que o metido escreveu:

"Diante do sorteio do eminente Ministro Edson Fachin como Relator dos processos no Supremo Tribunal Federal da assim chamada Operação Lava Jato e diante de solicitações da imprensa para manifestação, tomo a liberdade, diante do contexto e com humildade, de expressar que o Ministro Edson Fachin é um jurista de elevada qualidade e, como magistrado, tem se destacado por sua atuação eficiente e independente. Curitiba, 02 de fevereiro de 2017. sérgio fernando moro, Juiz Federal [sic]”

"Toma a liberdade", carinha? Quem disse que o ministro Fachin precisa da sua “Nota” presunçosa? Enfie bem no meio do seu conduto auricular, senhor moro.


Portanto, uma vez mais lamentamos a disparatada comparação feita pelo reitor da UFPR entre um juiz de verdade e esse agente golpista que vive viajando aos EUA para receber suas ordens para desmonte do Brasil.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O assassinato de Dona Marisa

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A morte de Dona Marisa Letícia não foi natural. Ela foi sendo assassinada aos poucos por um conluio, cujo pilar foi a mídia tradicional com destaque ultraespecial às Organizações Globo, à grande maioria do Judiciário envolvido nas investigações da Lava Jato e a uma classe política corrupta que se lambuzou em acusações sem provas contra ela e sua família.

Por Renato Rovai, em seu Blog

Dona Marisa Letícia sempre foi uma mulher simples, mas não simplória como alguns idiotas imaginavam.

Fui o primeiro jornalista a entrevistá-la com destaque para uma publicação, ainda em 1989, quando Lula disputava sua primeira eleição presidencial.

Naquele momento, Dona Marisa era motivo de chacota porque o também candidato Paulo Maluf havia dito algo como: o Lula não pode ganhar a eleição porque a Dona Marisa não vai conseguir lavar todas as janelas do Palácio do Planalto.

Na entrevista, evidentemente, toquei no assunto. Dona Marisa riu e respondeu: "não tem problema, se eu não der conta eu chamo a dona Sylvia [Maluf] para me ajudar". E riu de forma gostosa.

Dona Marisa sempre teve importância fundamental nas decisões que Lula tomava. Quando o bicho pegava, o baiano, como é conhecido no ABC, recorria a ela.

A vida dela nunca foi fácil, mas há gente mais informada para falar sobre isso. Mas nos últimos anos ela foi achincalhada e investigada, junto com Lula e os filhos, como poucos na história do Brasil.

E qual a conclusão das investigações até o momento? Que ela comprou dois pedalinhos para os netos, visitou um apartamento no Guarujá que decidiu não comprar e que ela também fala palavrões.

Aliás, só descobrimos os seus palavrões porque de forma canalha e ilegal, o juiz Sergio Moro permitiu vazamento de uma conversa privada entre ela e seu filho. E a imprensa inteira, com destaque para o Jornal Nacional, usou o áudio a exaustão para constrangê-la e humilhá-la.

Dona Marisa mandava os paneleiros enfiarem as panelas no cu. Aliás, sendo dona Marisa. Porque a galega era assim, direta e reta. Mas sem perder a ternura jamais.

Não fui seu amigo e nem divide intimidade com ela, mas tive a oportunidade de conviver um pouco mais com mais amiúde na campanha de Djalma Bom para prefeitura de São Bernardo do Campo, em 1992. A galega reunia mulheres, organizava caminhadas, discutia panfletos e criticava a campanha. Mas nunca se colocando como a esposa do Lula. Era só a dona Marisa.

Aliás, só a chamo ainda hoje de dona por saber que isso não a incomodava.

O fato é que o Brasil perde hoje uma figura decente, que nunca quis holofotes e que nunca pediu um carguinho em qualquer governo. Que não ficava badalando em colunas sociais, que não usava joias caras, que não fazia pose de intelectual. E que talvez também por tudo isso foi massacrada de forma vil por um bando de canalhas liderados pelas Organizações Globo. E por um juiz que será julgado pela história por ter divulgado um áudio de uma conversa privada desta mulher e que não tinha qualquer relação com o processo que investigava.

Eles podem dizer o que quiserem. Eles podem tentar uma cobertura midiática menos indecorosa. Mas eles não vão poder escapar do óbvio, Dona Marisa foi sendo aos poucos assassinada por essa turma.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Xadrez da delação e a dança dos mineirinhos

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Por Luis Nassif, no Jornal GGN


Peça 1 – o assalto final ao país

Tem-se um presidente da República suspeito de corrupção. Seu preceptor maior – ex-deputado Eduardo Cunha – já está preso. Se receberem o mesmo tratamento dado a Cunha, seus dois lugares-tenentes – Ministro Eliseu Padilha e Secretário Moreira Franco – também irão para a prisão.

Nos últimos tempos, no entanto, esse grupo abaixo de qualquer suspeita, colocou em prática as seguintes medidas, tentando desesperadamente acumular poder para impedir a marcha dos processos:

1. Assumir o controle geral das definições de produtos de conteúdo nacional para as compras públicas, colocando de lado os técnicos do BNDES e Finep. Empresa que quiser ter seu produto enquadrado, terá que beijar as mãos do grupo.

2. Colocar sob seu controle as decisões de investimento do FAT (Fundo de Amparo do Trabalhador), afastando o conselho que define as políticas de investimento. Os dois grandes especialistas do grupo em FAT eram Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima.

3. Flexibilizar as datas de reajuste de medicamentos e submeter as propostas a um grupo restrito de ministros, deixando de lado os escalões técnicos.

4. A antecipação das licitações do pré-sal, sem uma explicação plausível.


Em relação aos chamados interesses nacionais, a cada dia que passa o jogo de desmonte se acelera mais:

1. A proibição de empresas nacionais nas licitações para a conclusão dos trabalhos da Comperj (https://goo.gl/yJkIII).

2. A decisão da Aeronáutica de contratar empresas norte-americanas para serviços de sensoriamento remoto por satélite, por ordem da Casa Civil, de Eliseu Padilha (https://goo.gl/W0kVxq).

3. A plataforma desenvolvida pelo Exército contra guerra cibernética. A plataforma serve Itaipu, Angra e outras áreas críticas. Se, no bojo da cooperação com autoridades norte-americanas, a senha do sistema for exposta, deixará vulnerável as principais áreas críticas do país.

4. Os riscos de paralisação do Prosub – o programa de construção de submarinos nucleares, essencial para a defesa do pré-sal.

5. O controle direto dos EUA sobre os trabalhos da Embraer, a pretexto de fiscalizar a implantação do sistema de compliance (https://goo.gl/0JYi7H).


Para ganhar tempo e consumar o saque, estão oferecendo em pagamento:

1. O desmonte do Estado.

2. Uma reforma da Previdência mais severa que a mais severa reforma em país europeu.

E aí esse símbolo máximo da liberalidade política brasileira, um Presidente suspeito até a tampa indicando o juiz que participará do seu julgamento.

A maior ameaça aos direitos trabalhistas da história recente

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A Câmara dos Deputados vai reiniciar suas atividades legislativas neste dia 1º de fevereiro e, com elas, abre-se o período da votação dos atentados que o governo golpista de Michel Temer planeja contra o povo e os trabalhadores, como a reforma trabalhista e a previdenciária.

São ameaças graves contra os trabalhadores. A reforma trabalhista, que o grupo que assumiu o governo quer fazer tramitar a toque de caixa, representa uma mudança tão profunda na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que nem a ditadura de 1964 ousou cometer.

Contra a ameaça representada pela reforma trabalhista neoliberal que Temer quer impor aos trabalhadores, em meados de janeiro as centrais sindicais (CTB, CUT, CSB, Força Sindical, Nova Central e UGT) manifestaram-se para que não seja pedido urgência, por Michel Temer, para a tramitação do Projeto de Lei (PL) 6.787, que prevê aquela reforma. Para os sindicalistas, uma mudança de tamanha envergadura só pode ser feita depois de intenso debate com os trabalhadores e a sociedade, debate que requer tempo, prudência e paciência. As centrais cobram um "amplo e democrático processo de negociação" que envolva as entidades dos trabalhadores, o governo e o Congresso.

Além de representar um conjunto de atentados contra direitos trabalhistas duramente conquistados através dos anos, o projeto de reforma inviabiliza e destrói a CLT ao prever que o negociado prevalece sobre o legislado, e também ao flexibilizar a duração da jornada de trabalho.

A reforma pretendida pelo governo atende principalmente às demandas patronais, que não aceitam as limitações que a CLT coloca contra a ganância desmedida ao regulamentar o processo de trabalho. A proposta de Temer facilita e amplia, por exemplo, os períodos dos contratos temporários de trabalho, que passam dos atuais 90 dias para 120 dias, podendo ser prorrogados por outros 120 dias; faz o negociado sobrepor-se ao legislado em questões como duração da jornada e salário; amplia e facilita a terceirização; prevê a possibilidade da divisão dos prazos de férias de acordo com a conveniência patronal; legaliza os bancos de hora.

Desde que a pretendida e draconiana reforma trabalhista foi anunciada, a resistência contra ela tem crescido, unindo desde o Ministério Público do Trabalho, as centrais sindicais, incontáveis sindicatos e organizações populares e de trabalhadores. Entidades que, em 24 de janeiro, divulgaram estudo que demonstra, ao lado da barbárie que a reforma trabalhista representa, a inconstitucionalidade das mudanças propostas, sobretudo a pretensão de fazer com que o negociado prevaleça sobre o legislado. 

Fevereiro inicia-se com a previsão de muita luta dos trabalhadores. Luta necessária e justa para manter os ainda pequenos ganhos civilizatórios que a legislação brasileira garante nas relações de trabalho, e que enfrentam hoje a maior ameaça de sua história.
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Fonte: Portal Vermelho