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Luta sem trégua contra o governo usurpador

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Eminentíssimo meritíssimo dá imediato novo direito de resposta ao grupo de Roseli

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A "rainha dos cavaletes" eleitorais de Curitiba (segundo expressão cunhada por um blogueiro da cidade) obteve com facilidade da "Justiça" mais uma decisão a seu favor, no que julga seu direito de responder a ataques ditos caluniosos de adversários da categoria dos técnico-administrativos da UFPR.  Roseli Isidoro e seu grupo - que apoia a reeleição do tucanoide Zaki Akel a reitor da UFPR, ao lado dos pelegos Dr. Antonio Néris e Wilson Messias -  entenderam como ofensivo o conteúdo do recente "Jornal do Sinditest". Acionaram sua assessoria jurídica e de pronto obtiveram o almejado, forçando a Diretoria do Sinditest a publicar um direito de resposta.

Chama atenção no texto do direito de resposta [clique aqui para ler toda a baboseira] um trecho que diz o seguinte: "Não podemos deixar de dizer a respeito daqueles senhores que doze anos atrás se utilizaram da entidade para nos atacar, que os perdoamos."  

Os "senhores" a que se refere o texto da rainha dos cavaletes Roseli Isidoro & Cia. são os 11 réus que pinçaram arbitrariamente da diretoria total de 25 membros da gestão 2000/2001. 

Ora, depois de auferir seus milhares de reais do Sinditest, a rainha dos cavaletes resolve "perdoar" seus supostos caluniadores. Não se poderia esperar outra coisa de quem agora está abraçada com quem a maltratou. Roseli está ombro-a-ombro com o Dr. Néris e com Wilson Messias, todos juntos para reeleger o tucanoide Zaki Akel, que lhes garantirá benesses. Patético! E obviamente pelego, e sem futuro.


Da parte do editor deste Blog, NÃO QUERO PERDÃO PORRA NENHUMA! Quem em erro não incorreu, não tem do que se desculpar, não tem por que pedir perdão, imbecis! ENFIEM O SEU PERDÃO! JÁ ESTÃO LOCUPLETADOS COM O DINHEIRO DOS FILIADOS, ENTÃO APROVEITEM! PEGUEM A GRANA E INSTALEM MAIS CAVALETES PARA A RAINHA DELES!! BANDO DE APROVEITADORES DA CATEGORIA DOS TÉCNICOS!! 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Findas as greves, UFPR se volta mais para a eleição direta da Reitoria

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Reproduzimos matéria publicada em 17/09 no site de campanha da Chapa 1 UFPR Pra Valer:

"A desvalorização de professores e técnicos administrativos, a falta de incentivo à pesquisa e os problemas decorrentes do Reuni fizeram a UFPR, assim como várias outras universidades do país, parar para pedir mais respeito com os profissionais.

Depois de quatro meses, a normalidade volta a reinar na Federal. O certo é que nada foi em vão. Embora as negociações com o governo e com a Reitoria não tenham evoluído como o esperado, a sociedade paranaense agora sabe que a UFPR precisa de muito mais.

Enquanto tudo isso acontecia, um grupo de estudantes, professores e técnicos administrativos – também em greve – construíam um novo caminho para UFPR.


Eleições
Em 2012, ano em que a Universidade completa 100 anos, além das eleições municipais, a comunidade da UFPR participa das eleições para reitor e vice no exercício 2012-2016. Embora o atual reitor tivesse falado que seria reitor de um mandato só, está novamente na disputa. Mas esta consulta da UFPR conta com a candidatura da oposição, a Chapa 1, Tarcisa e Bona. Alívio para muitos.

É com orgulho que apresentamos a você a candidatura UFPR Pra Valer! Encabeçada pela professora Maria Tarcisa Bega, diretora do Setor de Ciências Humanas Letras e Artes, e pelo candidato a vice, Amadeu Bona Filho, professor e ex-diretor do Setor de Ciências Agrárias e atual Coordenador do curso de Medicina Veterinária, a UFPR Pra Valer é Oposição de verdade à atual inércia vivida pela Universidade.

Por entendermos que o atual abandono da UFPR não condiz com a história da primeira universidade do País, decidimos unir forças. Deixar diferenças de lado econstruir um novo caminho para a UFPR. Um caminho que devolva a nossa Federal à vanguarda. Espaço em que o ensino, a pesquisa e a extensão, assim como antes, contagiem e contribuam para a sociedade paranaense.


Candidato ou reitor?
Talvez por não fazer praticamente nada do que prometeu, o reitor voltou atrás e é candidato mais uma vez. Deseja desesperadamente mais quatro anos à frente da UFPR. Falamos em desespero, mas a campanha do reitor não passa por nenhuma dificuldade material. A fama do reitor/candidato de querer aparecer mais do que a comunidade acadêmica ganhou força enquanto a greve pairava na Universidade. Os informativos, a listagem oficial com os endereços da comunidade acadêmica, o carro oficial os funcionários terceirizados, enfim. Inúmeras são as denúncias. O reitor/candidato tem deitado e rolado na condição de reitor para tentar emplacar o que ele chama de "Onda Azul".

É esse o panorama que o pessoal que faz a campanha da Oposição está enfrentado todos os dias. A democracia tem dado lugar ao uso da máquina. Sem nenhum pudor ou ressentimento, o candidato da situação tem se portado como um ser acima do bem e do mal. Desafia a inteligência de todos achando que pode chegar a mais um mandato na base da fantasia e do aparelhamento da UFPR. É esse o anorama que o pessoal que faz a campanha da Oposição está enfrentado todos os dias.


Escolha um lado
Por aí você já teve uma ideia do jogo duro que vamos enfrentar até os dias 8, 9 e 10 de outubro – datas da eleição. Se você também quer mudança, venha com a gente Construir uma UFPR Pra Valer.

Dê uma passada no nosso Comitê, entre na campanha e ajude a mudar a nossa história!
Comitê Tarcisa e Bona: Rua General Carneiro, nº 50. 
Telefone: 3015-0216"

A Oposição à reitoria marqueteira da UFPR tem sede: rua General Carneiro, 50

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Na oitava eleição direta da Reitoria, na história da UFPR, este Blog tem lado.  Está com a Oposição ao reitor Zaki Akel Sobrinho, representada pela Chapa 1 "UFPR Pra Valer", de Maria Tarcisa/Amadeu Bona Filho.  Com coerência, seguimos a posição crítica que já tínhamos sobre a proposta do professor Zaki quando ele se sagrou reitor em setembro/2008, e porque, acompanhando a trajetória nesses 4 anos de gestão, continuamos não gostando do que vimos.

Assim, eu, Paulo Adolfo (Dodô), como editor deste Blog - bem como numeros@s companheir@s e leitor@s que frequentemente se referenciam em nossas matérias - recomendamos o voto na professora Tarcisa, que virá a ser a primeira mulher eleita Reitora nos 100 Anos da UFPR.  

E mais: diante da desfaçatez com que o candirreitor Akel abusa da "máquina" da reitoria para sua campanha de privilégios, sem tomar a atitude decente de se licenciar/desincompatibilizar, nós recomendamos não só o voto, como também o ativo engajamento na campanha de Oposição de todos os que mantem consciência crítica sobre o que deva ser uma Universidade Pública.

E convidamos para que conheçam a nova sede de campanha da Chapa 1, na rua General Carneiro, 50, defronte ao Hospital de Clínicas (foto acima).  Ali funciona o QG de luta pela "Primavera do Centenário", que chegará em 9 e 10 de outubro na UFPR.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Cobrança de 107 mil de Roseli Isidoro contra o Sinditest: por uma assembleia geral já!

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Não se pode aceitar a situação criada com a cobrança judicial de 107 mil reais de Roseli Isidoro e seu grupo contra o Sinditest.  A judicialização de conflitos político-sindicais entre antigos adversários é inaceitável, nem a penalização de toda uma categoria por causa da briga de uns poucos, que, para acentuar ainda mais a sacanagem, ainda estão aos beijos e abraços nas botas do reitor-candidato.

Por isso, entendemos que somente a base deve decidir sobre uma situação como essa, e imediatamente deve ser convocada uma assembleia na qual se analise como proceder diante dessa cobrança.  Uma assembleia que, inclusive, revogue as decisões da assembléia-fantasma de 3 de outubro de 2008, quando Wilson Messias, Dr. Antonio Néris e mais um punhado de seus acólitos definiram que todas as ações judiciais movidas contra eles e outros dirigentes sindicais sempre seriam cobertas pelo Sinditest.  Uma assembleia em que se preste contas do uso dos recursos pagos por todos.  Uma assembleia que acabe com a sacanagem nas finanças do sindicato.  

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sinditest desconta mensalidade a mais, mas reconhece erro

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A direção do Sinditest atribuiu ao SIAPEnet um erro sobre o desconto em dobro da mensalidade além do período da greve.  Durante a greve, a categoria aprovou o desconto em dobro de 0,5% sobre o vencimento básico a título de fundo para as atividades de mobilização e representação no CNG de Brasília.  Espera-se, contudo, que a diretoria sindical convoque para breve uma assembleia em que sejam prestadas as contas dos recursos usados na greve, bem como se regularize de vez a decisão de uma assembleia, no começo da greve, que definiu que o desconto sindical deve se dar exclusivamente sobre o vencimento básico.

A íntegra do jornal que está obrigando os técnicos filiados ao Sinditest a pagar 107 mil reais a Roseli Isidoro e mais cinco servidores

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Publicamos aqui a íntegra do "Jornal do Sinditest" de janeiro do ano 2000, que motivou um processo por danos morais movido pela servidora licenciada Roseli Isidoro e mais cinco servidores, pelo qual a categoria está obrigada, através do Sinditest, a desembolsar 107 mil reais de indenização, custas e honorários advocatícios.  Republicamos por uma questão de memória sindical e por entender que a categoria deve saber a razão pela qual seu sindicato poderá ser financeiramente penalizado, uma vez que todo o processo está tramitado e julgado. Clique nas figuras e use o controle de zoom de seu navegador de internet para ampliá-las.





quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Eleição direta da Reitoria da UFPR será dias 9 e 10 de outubro

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A Comissão Paritária de Consulta (CPC), embora ainda sem plena certeza da data de encerramento da greve docente na UFPR, indicou os novos dias para a realização da eleição direta para a reitoria: 9 e 10 de outubro. A previsão anterior era final de agosto, inviabilizado pelo prolongamento das greves de técnicos e professores.  No campus de Palotina, a eleição ocorre antes, nos dias 8 e 9.

Debate de reitoráveis
Uma das oportunidades de a comunidade  assistir diretamente ao confronto de ideias entre a chapa de oposição Maria Tarcisa/Amadeu Bona e a de situação Zaki Akel/Rogério Mulinari será o debate marcado sob auspícios da CPC para  2 de outubro, às 19h00, no teatro da Reitoria.  Este é o único debate patrocinado pela CPC, infelizmente, mas isso não impede que as entidades da comunidade, unidades e setores da UFPR possam organizar outros, para que as chapas possam explicitar melhor suas grandes diferenças.

Devido ao esvaziamento natural da universidade, decorrente da greve, essa discussão ficou restrita a círculos pequenos da comunidade até agora, e é preciso que se amplie o mais possível no curto espaço até a eleição.

Professores da UFPR aprovam suspensão da greve nacional

Um comentário:
Há cerca de meia hora, a assembleia geral dos professores da UFPR votou por muito ampla maioria a suspensão da greve iniciada em 17 de maio.  Segundo informação da mesa dirigente da reunião, a suspensão da greve implica que ainda se manterão em funcionamento os Comandos Local e Nacional do movimento, agora basicamente com a função de acompanhar desdobramentos do PL 4368/12 (do reajuste salarial oferecido pelo MPOG e outros temas ligados à carreira). 

O retorno às aulas ocorre na próxima segunda-feira (17/09) e o Conselho de Ensino e Pesquisa (CEPE) da UFPR deverá aprovar novo calendário acadêmico para reposição das aulas.

MPF vai entrar com ação para volta imediata das aulas na UFPR

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O Ministério Público Federal do Paraná (MPF) pretende entrar nesta quarta-feira (12) com uma ação civil pública contra a Universidade Federal do Paraná, o Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes-SN) e a Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (Apufpr) para que as aulas dos dois últimos períodos de todos os cursos retornem imediatamente.

Com 119 dias de paralisação, a Apufpr agendou para esta quinta-feira (13) uma assembleia que discutirá a suspensão da greve. De acordo com o presidente do sindicato, Luis Allan Künzle, a decisão do MPF também entrará em discussão e poderá provocar o encerramento da paralisação. Nesse caso, o sindicato disse que continuará tentando reabrir as negociações com o governo. “Mesmo se for decidido o fim da greve, não vamos deixar de pressionar o governo para as reivindicações da categoria”, afirmou Künzle.

No entendimento do MPF, a paralisação total dos serviços educacionais da universidade é abusiva e a situação dos alunos dos últimos períodos é ainda mais grave, visto que os estudantes podem sofrer com prejuízos irreparáveis. O MPF ainda informou que, se a greve for mantida por mais alguns dias, não haverá tempo suficiente para que haja readequação nos calendários letivos.


Assembleias anteriores
No dia 5 de setembro, os professores da UFPR decidiram em assembleia manter a paralisação, em uma votação acirrada e tensa: foram 238 votos dos presentes contra e 225 a favor do retorno das aulas. Após a votação, os professores descontentes esvaziaram a assembleia e não quiseram discutir os outros pontos da pauta.

No fim do mês de agosto, o reitor da UFPR Zaki Akel Sobrinho afirmou que, se as aulas voltassem em setembro, o calendário letivo poderia se estender até o final de março de 2013. Com a permanência da paralisação, ainda não há previsão de novo calendário.
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Fonte: Gazeta do Povo-13/09/2012

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O jornal sindical que levou ao ganho da ação de 107 mil para Roseli Isidoro

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Gerou comemorações de uma parte e, de outro lado, indignação e curiosidade a notícia de que a ex-sindicalista Roseli Isidoro e mais cinco servidores da UFPR obtiveram ganho de causa numa ação judicial que obriga o Sinditest a lhes pagar mais de 107 mil reais.  A principal peça acusatória que motivou o processo é um "Jornal do Sinditest" datado de Janeiro/2000.  Trechos dele foram considerados causadores de danos morais à pessoa de Roseli e demais autores da ação.

Uma vez que está tramitado em julgado o processo, forçado o Sinditest a pagar o montante da indenização pecuniária e também já em distribuição na categoria 5 mil exemplares de um Boletim do sindicato que veicula o direito de resposta do grupo de Roseli, pensamos que a base tem direito à memória para saber o conteúdo do famigerado jornal de Janeiro/2000.  Encontramos, no fundo do baú, este jornal que, na seção de expediente, não menciona nenhum jornalista responsável, apenas cita que se trata do "Órgão de divulgação do Sinditest".

Não dispondo no momento de um scanner maior, teremos que publicar aos poucos somente os trechos em que aquele jornal fez comentários sobre a gestão sindical de Roseli (1996-1999), pondo de lado matérias sobre assuntos nacionais e outros.  Abaixo, para começar, estão o editorial da capa, intitulado "Nova gestão 'arruma a casa' e define plano de trabalho" e uma matéria da página 2.  Fica a critério d@s leitor@s avaliar onde estariam os trechos altamente ofensivos à honra dos acusadores. Clique sobre as figuras para ampliar.

Jornal do Sinditest-Janeiro/2000 - Editorial da capa

Jornal do Sinditest-Janeiro/2000 - Box na pág. 2

Em próximas postagens publicaremos trechos das páginas finais 3 e 4.

A tentativa de sufocar a blogosfera

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No mais recente atentado contra a liberdade de expressão no Brasil, o prefeito de Curitiba e candidato à reeleição Luciano Ducci processou o blogueiro Tarso Cabral Violin, apenas porque discordou de duas enquetes publicadas na página mantida pelo blogueiro. A Justiça Eleitoral, num gesto inexplicável, deu ganho de causa ao prefeito-censor e estipulou uma multa de R$ 106 mil, o que inviabiliza a continuidade do blog. No mesmo Paraná, o governador Beto Richa também persegue de forma implacável o blogueiro Esmael Morais, que já foi processado várias vezes e coleciona multas impagáveis.

Em outros cantos do país, a mesma tática, a da judicialização da censura, tem sido aplicada visando intimidar e inviabilizar financeiramente vários blogs. Alguns processos já são mais conhecidos, como os inúmeros que tentam calar os blogueiros Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif. No fim de 2010 e início de 2011, o diretor de jornalismo da poderosa TV Globo, Ali Kamel, também ingressou na Justiça contra seis blogueiros – o que prova a falsidade dos discursos dos grupos de mídia que se dizem defensores da liberdade expressão. Criticado pelos blogueiros, pelo seu papel manipulador nas eleições de 2006 e 2010, Kamel parece ter escolhido a via judicial para se vingar dos críticos.

Se os juízes de primeira instância parecem pressionados diante de autoridades e empresas de comunicação tão poderosas, é preciso garantir que os tribunais superiores mantenham-se atentos para garantir que a liberdade de expressão não se transforme num direito disponível apenas para meia dúzia de famílias que controlam jornais, TVs e rádios brasileiras.

Além da judicialização da censura, também está em curso no país uma ação ainda mais violenta contra os blogueiros – com ameaças de morte e até atentados. Em 2011, o blogueiro Ednaldo Filgueira, do município de Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, foi barbaramente assassinado após questionar a prestação de contas da prefeitura. Outro blogueiro também foi morto no Maranhão. Há várias denúncias de tentativas de intimidação com o uso da violência, principalmente em cidades do interior onde a blogosfera é o único contraponto aos poderosos de plantão.

Como se não bastassem os processos e as ameaças físicas, alguns setores retrógrados da sociedade também tentam impedir a viabilização financeira da blogosfera através de anúncios publicitários. Recentemente, o PSDB ingressou com ação na Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) questionando os poucos anúncios do governo federal em blogs e sítios de reconhecida visibilidade. A ação foi rejeitada, o que não significa que não cumpriu seu objetivo político de intimidar os anunciantes. Até o ministro Gilmar Mendes, do STF, tem atacado a publicidade nos blogs.

Diante desses atentados à liberdade de expressão, o Centro de Estudos Barão de Itararé manifesta a sua total solidariedade aos blogueiros perseguidos e censurados. É preciso denunciar amplamente os que tentam silenciar esta nova forma de comunicação.

É urgente acionar os poderes públicos – governo federal, Congresso Nacional e o próprio Supremo Tribunal Federal – em defesa da blogosfera. É o que faremos, em parceria com as demais entidades da sociedade civil, em especial com o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), requisitando audiências junto ao STF, STJ, TSE, Congresso Nacional e Ministério da Justiça.

Pedimos, ainda, a atenção da Secretaria Especial dos Direitos Humanos para o tema. Liberdade de expressão não é monopólio de meia dúzia de empresários. É um patrimônio do povo brasileiro, garantido na Constituição. A comunicação é um direito básico do ser humano, que precisa ser respeitado.
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Fonte: Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O joio e o trigo não podem se misturar

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Publicamos, a pedido, o artigo "O joio e o trigo não podem se misturar", de autoria do técnico-administrativo Luiz Fernando Mendes.

"Fui diretor do Sinditest na gestão 1998-1999 e discordei inteiramente da forma como agiu a diretoria do sindicato em 2000, então comandada por Antonio Néris, quando publicou um jornal cheio de calúnias e inverdades.

Entretanto, discordo igualmente de todos os outros dirigentes da minha gestão. Dinheiro da categoria é sagrado! Com o dinheiro da categoria não se brinca! Não é o dinheiro da categoria que vai limpar o meu nome na justiça nem lavar a minha alma.

O dinheiro da contribuição sindical de cada um dos filiados do Sinditest serve, sim, para desenvolver a luta dos trabalhadores, construir o movimento reivindicatório da categoria. Lisura com o patrimônio dos técnicos administrativos é uma questão de princípio.

Muito me admira que Roseli Isidoro, Arielto Conceição Alves, Paraná, Setim, Rosemeri Polezi e Norton Nohama, todos ex-dirigentes sindicais, não tenham esse tipo de princípio como norte. Por isso, não misture o joio com o trigo.


O joio e o trigo se misturam
Fico aqui a conversar com meus botões. Ora, o grupo da Roseli entrou na justiça contra o grupo do Néris. A determinação judicial foi jogar a dívida no colo do sindicato e o Sinditest, se conseguir, que cobre o valor dos dirigentes considerados réus.

Mas quando digo que o joio e o trigo se misturam é porque vejo os dois grupos (acusados e acusadores) de mãos dadas pra cima e pra baixo com o reitor, com a gestão. Gente, sindicato é dos trabalhadores. Patrão tem de ser colocado no seu devido lugar."
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Luiz Fernando Mendes, técnico-administrativo da UFPR desde 1980 e diretor do Sinditest na gestão 1998-1999.

Diretoria do Sinditest repudia dívida judicial a ser paga a Roseli Isidoro

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O Sinditest completa 20 anos de existência em novembro deste ano.  A iniciativa de fundá-lo partiu de todos os grupos e lideranças que já atuavam na categoria ao longo dos anos 80, quando existia apenas a Asufepar.  Moacir foi presidente provisório no período que precedeu a primeira eleição sindical, e Antonio Néris elegeu-se o primeiro presidente no mandato 1993-95.  Nessa época, o grupo que era praticamente um só brigou feio e rachou, surgindo a candidatura de Roseli Isidoro (então servidora do HC) a presidente, que ganhou a eleição contra Néris e fez dois mandatos, de 1996 a 1999.  Entretanto, desses antigos rachas brotaram ódios viscerais entre o grupo ligado a Roseli e o de Antonio Néris.

Néris reconquistou a presidência, derrotando o grupo de Roseli no final de 1999 e a briga não parou aí.  Logo no começo do ano 2000 Néris ordenou a publicação de um jornal com textos criticando a administração anterior de Roseli, trazendo insinuações sobre supostos desvios de recursos.  A autoria exata desses textos nunca foi revelada.  Roseli, sentindo-se vítima de danos morais pela publicação da gestão de Néris, iniciou processo judicial, exigindo indenização e direito de resposta.  Na mesma ação judicial também ingressaram Méri Polezi, Mário Setim, Norton Nohama, Gessimiel Germano ("Paraná") e Arielto Alves.  

A ação começou em meados de 2000 e faz poucos meses que a Justiça confirmou ganho de causa para Roseli, obrigando o Sinditest a pagar mais de cem mil reais.  Não conseguindo identificar a autoria pessoal (ou autorias) dos textos considerados ofensivos, o grupo de Roseli resolveu nomear réus todos os membros da diretoria executiva da gestão 2000-2001, um total de 16 pessoas.  Várias reuniões de diretorias passadas do Sinditest e até uma assembleia em 2008 (convocada de modo questionável) consideraram que, não sendo apontado o autor do texto e sendo o jornal um veículo de comunicação da entidade, a responsabilidade judicial deveria ser de toda a entidade, ou seja, de todos os filiados.

Foi preciso recuperar resumidamente esse histórico para contextualizar a cobrança de R$107 mil que o grupo de Roseli hoje faz sobre a atual diretoria do Sinditest.  Indignada com a cobrança e obrigada a publicar em larga tiragem um direito de resposta, a diretoria emitiu nota no site do Sinditest intitulada 
"Conflito entre Roseli Isidoro e Antônio Néris causa prejuízo de 107 mil reais para a categoria".  Inclusos nesse montante estão cerca de R$13.700 para cada um dos seis autores da ação e valores relativos a custas judiciais.

É péssimo quando grupos ou pessoas recorrem ao poder judiciário para tratar de problemas que são políticos, ao invés de tentar resolve-los nas instâncias internas do movimento sindical.  Por outro lado, à medida que foi passando o tempo nesta década, ficou claro como o método mandonista de certas lideranças, como o Dr. Néris e Wilson Messias, foi aos poucos sufocando a democracia sindical nesta entidade.  Basta rever diversas matérias publicadas ao longo de cinco anos neste Blog.  Situação lamentável nos 20 anos do Sinditest.

Prestação de contas da greve 2012: haverá assembleia do Sinditest?

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A greve deste ano, diversamente de 2011, alcançou certas conquistas.  Parabéns para a luta da categoria e direções do movimento.  Na UFPR, uma assembleia logo no início da greve, em junho, acertadamente aprovou o desconto de uma mensalidade a mais a título de fundo de greve, cobrado até o mais recente contracheque.  O fundo foi importante para garantir presença dos delegados de base em Brasília e para viabilizar as manifestações locais, que foram muitas, dando visibilidade ao movimento.

Agora é chegada a hora de a base saber com mais detalhe como foram empregados esses recursos, que, afinal, foram por essa mesma base assegurados.  Nas greves deste início de milênio, somente a gestão presidida por José Carlos Belotto (2006-2007) realizou uma assembleia específica para apresentar a contabilidade da greve de 2007.

Já a gestão dos arquipelegos Wilson Messias e Dr. Néris, na greve de 2011, depois que a paralisação se encerrou no final de setembro, não fez mais nenhuma assembleia geral para prestar contas de nada... que dirá do emprego de recursos gastos naquela fracassada greve!  Além das quantias desencontradas que disseram ter despendido naquela greve, os pelegos amigos do candidato-reitor Zaki Akel tinham mais coisas a esconder, por isso esquivaram-se de reunir a base, até que perderam a eleição sindical no final de 2011.

Na nova gestão do Sinditest, presidida pela colega Carla Cobalchini, entendemos que transparência plena é um dos elementos integrantes da plataforma com que se elegeu presidente, e esperamos que a diretoria sindical convoque para breve uma assembleia geral em que a categoria possa verificar o demonstrativo do uso dos recursos.  Além disso, resta uma pendência sobre o modo do desconto de 0,5% no contracheque relativo à mensalidade sindical, que uma diretoria transparente deve saber tratar com franqueza e seriedade, uma vez que já foi objeto de deliberação de uma assembleia na greve.  

Aumento de 22,7% no vale-alimentação dos técnicos

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Uma das conquistas da recente greve nacional da FASUBRA, embora também modesta como o reajuste trianual de 15,8%, é o aumento do valores do auxílio-alimentação e do auxílio-saúde suplementar per capita.  A merreca concedida para a alimentação passa dos atuais R$304 para R$373,00, um reajuste de 22,7%. Já o auxílio-saúde per capita, uma vitória remanescente da greve de 2007, será reajustado entre 15 e 30% conforme as faixas etárias dos beneficiários (os de maior idade recebem mais).  De fato, é pouco, e os TAE ainda estão entre as categorias de menores remunerações e valores de benefícios dos três poderes, mas, se nenhuma luta houvesse, não se obteria essas conquistas, ainda que modestas.

Greve docente prossegue mas já não empolga ampla maioria

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Por apenas 13 votos de diferença na assembleia realizada em 5 de agosto, foi mantida a greve dos professores da UFPR.  No auditório da administração do Centro Politécnico, onde reuniram-se cerca de 500 professores, foram 238 votos defendendo manutenção da greve e 225 por sua suspensão nacional.  Não está anunciada ainda uma nova assembleia no site da APUFPR.  Assembleia dos docentes da UTFPR também manteve a greve.

Em nível nacional também já não é ampla a maioria que propõe a continuidade da paralisação. O quadro do CNG-ANDES sobre a rodada de assembleias de base da semana que passou mostra que 17 IFES optaram pela manutenção da greve, mas 13 propuseram a suspensão (segundo comunicado do CNG de ontem).  Com este placar, o CNG-ANDES indica a continuação da greve e tentará intensificar contatos junto a parlamentares do Congresso Nacional para intervir sobre o conteúdo do PL 4368/12 e reabrir negociações com o MPOG.

Tarefas bastante difíceis, uma vez que o Governo se mostra inflexível em sua disposição de não mais negociar e de aprovar como está o PL 4368, além do que praticamente todos os parlamentares estão de olhos mais voltados para as eleições municipais do que com o que tramita no Congresso.
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Foto: APUFPR


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Assembleia dos professores da UFPR debate suspensão da greve na quarta-feira, 5

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O Comando Local de Greve dos professores da UFPR está convocando assembleia geral extraordinária nesta quarta-feira (5/9), para debater a continuidade ou não da greve, bem como o que o movimento docente fará em relação ao Projeto de Lei 4368/2012 (resultante do acordo de reajuste salarial assinado entre MPOG e PROIFES-Federação).

A assembleia será  no Auditório de Administração do Centro Politécnico, a partir das 14 horas.  A pauta inclui também avaliação do andamento da negociação em torno da pauta local.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

De pedais a pedalinhos

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Na ensolarada manhã de sábado que inaugurou setembro de 2012, o reitor-candidato foi convocado para mais uma mega-atividade de sua azuloide campanha reeleitoral. Uma pedalada do pátio da reitoria até o campus Botânico.  Eram tantos, tantas, mas tantas CDs ("Ciclistas Dedicados") que, por onde passaram, provocaram engarrafamentos monumentais com suas imponentes bikes.  O candidato-reitor olhava para trás e perdia a vista nas vastas multidões de abnegados apeladores, digo, pedaleiros...  Certamente, naquele glorioso sábado, ele deve ter almoçado muito satisfeito por esta singela campanha que espontaneamente aglutina legiões de FGs ("Fãs Gratos").   

Curiosamente, o notório bicicleteiro da UFPR Belotto não foi.

Indecisa, ANDES joga para as bases como resolver a greve dos professores

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Em um Comunicado Especial datado de ontem (2/9), o Comando Nacional de Greve da ANDES-SN não sugere nenhum indicativo sobre o que fazer com a greve dos professores iniciada em 17 de maio.  O CNG limita-se a dizer que, por enquanto, a greve continua, e que as associações docentes devem fazer assembleias nas quais, desta vez, fica "autorizado" fazer o debate sobre manter ou findar a greve, bem como de qual data seria a melhor para uma saída unificada. Na assembleia de greve da APUFPR da semana passada, a mesa impediu que a continuidade da greve fosse posta em discussão e voto.

Portanto, nesta semana mais curta, de 3 a  6 de setembro ocorrerão assembleias de base dos professores analisando se mantêm ou suspendem a greve. Durante o feriadão, o CNG-ANDES irá tabular o resultado dessas assembleias e, possivelmente, só a partir do próximo final de semana aponte uma interrupção de greve, a qual ainda terá de ser ratificada por nova rodada de assembleias de base na semana que vai de 10 a 14/09.  Até este momento, o site da APUFPR não informa quando será a assembleia dos professores da UFPR.

O Governo, via MPOG, já afirmou categoricamente que não negocia mais nada com o CNG-ANDES e encaminhou o Projeto de Lei 4368/12, que embute o acordo salarial firmado com a outra entidade nacional docente, o PROIFES-Federação.  Nem o MEC deu sinal de que receberia em audiência o CNG-ANDES.


Eleição da Reitoria da UFPR
Em meio ao quadro de incerteza sobre a data de volta dos professores ao trabalho, a Comissão Paritária de Consulta (CPC), organizadora da eleição direta para a Reitoria, ainda não tem como definir os dias para a consulta.  Fala-se em 26-27/09 para realizar a eleição, mas se o fim da greve ainda demorar, essa data poderá ser remarcada para 3 e 4 de outubro, de modo a dar minimamente algum tempo para que os alunos, voltando às aulas, possam se inteirar das propostas das candidaturas de Maria Tarcisa e de Zaki Akel.