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Luta sem trégua contra o governo usurpador

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Operação Lava Jato vai a júri popular nesta sexta-feira, 11 de agosto

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A Frente Brasil de Advogados pela Democracia no Paraná, acompanhada e apoiada por numerosos movimentos sociais, ativistas e intelectuais do estado, realizará nesta sexta-feira, 11 de agosto, o "Tribunal Popular da Lava Jato".  

Serão debatidos prós e contras acerca dessa polêmica Operação que, na origem, proclamava apenas investigar atos de corrupção na Petrobras, punindo TODOS os envolvidos, mas que, no curso de suas atividades, revelou-se como processo político que contribuiu para a realização de um golpe no país contra uma presidenta legitimamente eleita, e de criminalização apenas da esquerda.  Sem contar os diversos abusos e ilegalidades cometidos por seu personagem mais badalado, sérgio moro, que foi ao mesmo tempo "juiz" e promotor contra os acusados, notório apreciador da inversão do princípio jurídico basilar da presunção de inocência.

Com a presença de personalidades do mundo jurídico nacional, as atividades transcorrem durante toda a sexta-feira, a partir das 08h30, na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sintracon), na rua Trajano Reis, 538, próximo ao Cemitério Municipal de Curitiba.  O credenciamento dos interessados se inicia às 07h30.  O Tribunal propriamente dito deve ser aberto às 13 horas.

Veja neste link a programação completa e detalhada.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Cinema e a Revolução Russa

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Neste sábado, 12/08, a partir das 19 horas, a CTB-PR e a seção paranaense da Fundação Maurício Grabois, promovem debate sobre os avanços da cinematografia russa depois da grande Revolução de novembro de 1917 naquele país.


O convidado a palestrar é Jeosafá Fernandez, doutor em Letras pela Universidade de São Paulo e atual doutorando em Educação e Linguagem pela Faculdade de Educação da mesma Universidade; autor de obras didáticas de literatura e de língua portuguesa e redação (Editora do Brasil S.A.), de poesia, ficção e infantis.

O evento acontece no auditório da Livraria Vertov, na rua Visconde do Rio Branco, 835, sobreloja, com entrada franca a todos os interessados.

Temer libera R$ 13 bi para salvar a pele e corta verba de universidades e pesquisas científicas

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De um lado, o presidente da República, Michel Temer, liberou mais de R$ 13,4 bilhões em emendas parlamentares e outros benefícios para se livrar da denúncia de corrupção. Do outro, o mesmo governante cortou drasticamente investimentos nas bolsas de estudo para universidades e estudantes em geral.

Por Eduardo Reina, no site DCM

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI) cortou as bolsas de estudos para o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), para doutorado, mestrado, pós-doutorado, produção em pesquisas, entre outros estudos, além de diminuir muito o orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Cerca de 90 mil bolsistas e 20 mil pesquisadores poderão ser prejudicados pela interrupção dos pagamentos. O corte no investimento faz parte do plano de contingenciamento de verbas do governo Temer.

O orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia sofreu restrição de 44% no seu valor inicial para 2017. Tornou-se o menor orçamento em pelo menos 12 anos. A pasta recebeu para este ano verba de R$ 2,8 bilhões.

Foi um corte de R$ 2,2 bilhões nos cerca de R$ 5 bilhões de fundos que o governo federal havia prometido para a ciência brasileira.

De acordo com Leila Rodrigues da Silva, pró-reitora de pós-graduação e pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o programa de bolsas de iniciação científica e tecnológica é uma iniciativa única no mundo na formação de alunos de graduação, preparando gerações de pesquisadores e contribuindo para a soberania nacional.

Através do incentivo das bolsas de estudo, os estudantes beneficiários têm a oportunidade de obter treinamento avançado em laboratórios de pesquisa, preparo para carreiras inovadoras, e inserção na pós-graduação.

Toda a situação financeira para 2017 no setor ficou ainda pior com as alterações realizadas na Lei Orçamentária Anual (LOA), sancionada por Temer em dezembro do ano passado.

Isso porque antes a garantia de financiamento dos projetos científicos era dada pelo próprio Tesouro Nacional.

Com a mudança na LOA, os investimentos passaram a ser considerados “recursos condicionados”, sem garantia concreta de transferência. Assim, qualquer repasse suplementar depende de aprovação prévia do presidente.

O CNPq, agência do Ministério da Ciência e Tecnologia, aponta que sua missão é “fomentar a Ciência, Tecnologia e Inovação e atuar na formulação de suas políticas, contribuindo para o avanço das fronteiras do conhecimento, o desenvolvimento sustentável e a soberania nacional”. Imagine se não fosse.

E tem como objetivo “ser uma instituição de reconhecida excelência na promoção da Ciência, da Tecnologia e da Inovação como elementos centrais do pleno desenvolvimento da nação brasileira”.

Criado em 1951, o CNPq desempenha papel primordial na formulação e condução das políticas de ciência, tecnologia e inovação. Sua atuação contribui para o desenvolvimento nacional e o reconhecimento das instituições de pesquisa e pesquisadores brasileiros pela comunidade científica internacional.

O PIBIC é um programa do CNPq, que oferece hoje bolsas de estudo de R$ 400 por mês para estudantes desenvolverem pesquisas científicas nas mais diversas áreas.

Essas bolsas são concedidas diretamente às universidades, que fazem a seleção dos projetos dos pesquisadores interessados em participar do programa.

Esse programa existe desse os anos 1980, e agora sofre corte profundo, que praticamente suspende o início de novas pesquisas e dificulta as em andamento.

O PIBIC arca com milhares de estudos em várias universidades públicas e particulares em São Paulo. É responsável pela concessão de cerca de 50% das bolsas de iniciação científica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Avaliamos que há um projeto político em curso, que se concretiza em um ataque e desmonte da Ciência e da Universidade pública no Brasil, que acarretará prejuízos inestimáveis para toda a sociedade. Repudiamos os cortes anunciados no orçamento do CNPq, compreendendo que estes inviabilizam a existência da própria agência e o futuro do país”, afirma Leila Rodrigues da Silva, Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Leila informa que a instituição recebeu a informação de que a partir de setembro as verbas para todas as bolsas de estudos estarão suspensas. 

Entre 2001 e 2013, o PIBIC aumentou o número de bolsas de 14,5 mil para 24,3 mil.

Isso representou crescimento de 67%. Depois, anualmente a quantidade subiu bastante. Já o total de bolsas para todos os segmentos de estudos e pesquisas – doutorado, mestrado, pós-doutorado, produção em pesquisa científica, entre outras áreas – caiu vertiginosamente de 219 mil em 2014 para pouco mais de 80 mil nos sete primeiros meses de 2017.

Importante ressaltar que, em maio de 2016, o governo Temer havia anunciado o fim do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Mas depois foi realizada uma reorganização das pastas e o MCTI acabou unido ao Ministério das Comunicações.