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Luta sem trégua contra o governo usurpador

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Novo documento de órgão federal surge na novela da "chácara" do Sinditest

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Uma fonte deste Blog revelou que surgiu um novo documento de um órgão federal na (aparentemente) complicada história da venda da famigerada "chácara" do Sinditest, que vem desde 2009.  Naquele ano, a então diretoria do Sinditest, através dos diretores Wilson Messias, Dr. Antonio Néris, Jonas Pinto, Bernardo Pilotto e Carla Cobalchini, anunciou triunfalmente que tinha vendido o imóvel situado em Piraquara por R$250 mil.

A verificação de disparidades em valores noticiados, escrituras públicas, contratos e outros documentos levou um servidor da base da UFPR a prestar denúncia junto ao Ministério Público ainda no final de 2009. Com diligências encaminhadas pelo MP Federal, apareceu agora um documento que implica novas interrogações sobre o que foi afirmado pela diretoria do Sinditest e pelos compradores.  Dentro de alguns dias, mais detalhes.

Justiça inocenta Boris Casoy. Uma vergonha!

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Por Altamiro Borges, em seu blog:

A Justiça acaba de negar uma ação do trabalhador Gilson Silva Sousa exigindo indenização por dano moral contra o apresentador Boris Casoy, da TV Bandeirantes. O processo foi movido devido às declarações preconceituosas do âncora do Jornal da Band na noite de 31 de dezembro de 2009. Na ocasião, diante do vídeo de dois garis desejando feliz ano novo, Boris Casoy explicitou todo o seu elitismo sem perceber um vazamento de áudio: “Que merda... Dois lixeiros desejando felicidades... do alto de suas vassouras... Dois lixeiros... O mais baixo da escala do trabalho”.

Na noite seguinte, diante a reação dos telespectadores, o jornalista até pediu desculpas meio a contragosto: “Ontem durante o programa eu disse uma frase infeliz que ofendeu os garis. Eu peço profundas desculpas aos garis e a todos os telespectadores”. Numa entrevista à Folha, porém, Boris Casoy mostrou que não se arrependeu da frase e do seu pensamento elitista, mas sim do vazamento do áudio. “Foi um erro. Vazou, era intervalo e supostamente os microfones estavam desligados”.


"Expressões genéricas"?
Apesar da gravidade do episódio, o relator do caso, desembargador José Ricardo Porto, julgou que os argumentos apresentados na ação foram improcedentes. “Na verdade, o episódio provoca dissabor e não dano moral indenizável. O nome do autor jamais foi mencionado e as expressões enfatizadas são genéricas”, argumentou. Vale citar um bordão bem conhecido na tevê brasileira, que nem parece ser uma concessão pública: esta decisão da Justiça “é uma vergonha”!

Estudantes reorganizam entidade que foi presidida por Gleisi Hoffmann

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Anf. 100 do Ed. D. Pedro I da UFPR recebeu o Congresso de retomada da UMESC

Depois de 4 anos de inatividade, a União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Curitiba (UMESC) foi reorganizada no último final de semana em congresso realizado na reitoria da Universidade Federal do Paraná.  A entidade surgiu no final dos anos 70 e teve como presidente a atual ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, no início dos anos 80.  O novo presidente da UMESC é André Leonardo Zioli, estudante do Colégio Paulo Freire.

No passado, a UMESC jogou importante papel na mobilização dos estudantes curitibanos na campanha pelas Diretas Já, no impeachment de Collor, pelo passe escolar livre, contra a privatização da Copel, dentre outras lutas memoráveis.
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Fonte: Blog do Esmael; foto: UPES

Beto Richa e sua tese de que soldado bom é soldado sem diploma

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Em entrevista à rádio CBN Curitiba nesta quinta-feira (26), o governador Beto Richa (PSDB) criticou a exigência de diploma universitário para quem pretende ingressar na Polícia Militar do Paraná.  Para o tucano, quanto mais instruída é uma pessoa, mais ela é questionadora.

A outra questão é de insubordinação também. Uma pessoa com curso superior muitas vezes não aceita cumprir ordens de um oficial ou superior de uma patente maior”, disse.  “Isso demonstrou não ser uma boa iniciativa. Porque você desestimula os jovens que querem entrar na polícia. Principalmente os egressos do serviço militar, que saem com 18, 19 ou 20 anos e não tem curso superior ainda. Essas pessoas estão mais preparadas teoricamente do que as outras, que já passaram pelas forças armadas e podem dar grande contribuição ingressando na nossa Polícia Militar”, continuou o governador.

O presidente da associação de direitos aos policiais militares, Elizeu Furquim, disse que a mensagem governamental significa “diploma do atraso que o governo confere a si mesmo”.
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Fonte: com informações do Blog do Esmael

Cotas raciais: STF derrota a tese da guerra civil

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Por Luiz Carlos Azenha, no Viomundo:

Eu defendo as cotas raciais. Acredito que devam ser resultado de ações afirmativas adotadas no âmbito de cada instituição como, aliás, tem sido o caso no Brasil. Respeito todos aqueles que argumentam contra as cotas, mas algumas das “teses” defendidas por eles são claramente risíveis.

Uma delas é de que a implantação de cotas raciais no Brasil causaria uma guerra civil. Considerando o número de universidades que já adotaram as cotas, a essa altura a guerra civil já deveria ter estourado.

A ideia da explosão de uma guerra civil entre brancos e negros, por causa das cotas raciais, resulta da visão distorcida que alguns poucos intelectuais têm da convivência entre os “de baixo”. Desconhecem os laços de solidariedade social e presumem, de forma um tanto elitista, que os brancos pobres não são capazes de reconhecer as injustiças históricas cometidas contra os negros.

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Brasil já é o terceiro maior credor dos EUA

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Por Mauro Santayana, em seu blog:

Até agora, ninguém deu a notícia. Com 372 bilhões de dólares em reservas internacionais, o Brasil acaba de se converter, aplicando mais da metade delas em “treasuries”, no terceiro maior credor individual externo dos Estados Unidos, como pode ser visto na própria página oficial do tesouro norte-americano.. 

O acúmulo de reservas internacionais, cujo custo de carregamento tem caído em linha com a redução da taxa SELIC, serve para valorizar o dólar com relação ao real, favorecendo nossas exportações, e é, sobretudo, uma arma geopolítica, que mantêm em situação positiva a imagem do Brasil frente às agências internacionais de classificação de risco e em uma posição de força em organismos como o G-20, o Banco Mundial e o FMI.

Conheço empresários brasileiros de linha mais desenvolvimentista, no entanto, que pensam que a política de acúmulo de dólares poderia ser complementada com a emissão de moeda, no mercado interno, destinada a investimentos diretos do governo na área de infraestrutura, por exemplo. Tal medida, com uma pequena expansão administrável da inflação, derrubaria o valor do real frente ao dólar, favorecendo as exportações, injetaria dinheiro em todos os níveis da economia produtiva, e criaria milhões de empregos.

Dia mundial em memória das vítimas de acidentes e doenças do trabalho

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Daqui pra frente tudo vai ser diferente...

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“Daqui pra frente 
Tudo vai ser diferente 
Você vai aprender, Sinditest, 
Seu passado não vale nada, nada!” 

É a versão acima que a novíssima diretoria do Sinditest parece apreciar como trilha prática de suas recentes atuações.  “Tudo vai ser diferente”... Nada do que veio antes vale alguma coisa. A partir de janeiro deste ano é que o Sinditest existe e luta de verdade como sindicato...

Essa é uma mentalidade muito comum em movimento estudantil, no qual, quando uma chapa vence eleição de centro acadêmico ou de DCE, acredita que a história começa ali e os feitos de seus antecessores são lixo completo.  Em resumo, uma visão, além de arrogante, a-histórica.

Assim é que, fazendo várias críticas corretas à diretoria que sucedeu (mas da qual alguns importantes diretores fizeram parte por 4 anos), a nova gestão “Mudar o rumo dos ventos” no Sinditest quer passar borracha em 19 anos de história onde houve, sim, conquistas e lutas com algumas vitórias.

Os “deuses dos ventos” esquecem os primeiros dificílimos esforços da época da fundação do Sinditest, em 1992, quando a própria sede era ajambrada numa sala emprestada no prédio do DCE.  As divindades do “Olimpo da ultraesquerda” ignoram a duríssima resistência que foi preciso fazer em meados dos anos 90 contra o tufão neoliberal da Era FHC, a dificuldade de levantar greves contra o arrocho salarial e os PDVs.  Os novíssimos diretores “eólicos” parecem não medir a importância de conseguir incorporar uma gratificação (GAE) ao vencimento básico, conquistada numa greve das FASUBRA em duas etapas de 2000-2001 e aparentam menosprezar um patrimônio de quatro sedes sindicais acumulado em 19 anos dessa trajetória.

Recordamos isso aos jovens militantes – que, apesar desta crítica, acreditamos bem-intencionados – neste 2012 em que se completa 20 anos de existência do Sinditest, fundado e construído por TODOS.  Para que valorizem a história, da qual são também um resultado.  E anotem que Roberto e sua turma aí do vídeo, quando apareceram nos anos 60, também se chamavam de “jovem” guarda.

Eleição direta para Reitoria da UFPR corre riscos?

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A eleição direta para Reitoria da UFPR está indicada para meados de agosto.  Poderia essa conquista histórica da luta democrática da comunidade estar ameaçada de uma realização mal-sucedida?  Abaixo alguns elementos para refletir sobre isso.

1.O debate sobre as regras do jogo começou atrasado. Só em 4 de abril deste ano a Comissão Paritária de Consulta (CPC, formada por representantes eleitos por SINDITEST, DCE e APUFPR – 3 de cada, mais 3 suplentes) conseguiu se reunir para aprovar seu próprio regimento interno de funcionamento e não havia iniciado nenhum debate sobre novas ideias para regular a eleição propriamente dita (ideias como 2 turnos, alistamento eleitoral prévio etc).


2.Aponta-se no horizonte uma nova greve nacional dos técnicos, a começar em  meados de junho (a de 2011 começou em junho e acabou em setembro).  Os professores também podem fazer uma greve nacional.  Deve-se lembrar que numa passada eleição de reitor (2001), que teve de se realizar durante uma greve nacional de professores, houve muitos tumultos e tentativas de sabotagem em locais de votação.  Isso pode obrigar a alterações do calendário eleitoral, e dar margem ao Conselho Universitário querer afirmar a inviabilidade da consulta direta.


3.Pelo menos na área do Sinditest, não se tem notado grande empenho de sua diretoria em debater o regimento da eleição (isso sequer é pautado em assembléia desde fevereiro).  Um de seus principais diretores, por sinal, escreveu texto no site de seu partido (em 11/04), no qual clama pelo lançamento de uma candidatura à Reitoria que contemple as afinidades políticas dele, sem o que as eleições serviriam apenas para atender “benefícios individuais” de servidores interessados em abocanhar CDs e FGs. 

Além disso, diz esse diretor na mesma matéria: “Não é possível chegarmos a mais uma eleição para escolher entre o ‘ruim’ e o ‘menos pior’, subentendidos esses adjetivos como referindo-se ao atual reitor Akel e a candidatura de oposição da professora Maria Tarcisa Bega.  A candidatura alternativa dos sonhos desse diretor seria a da professora Astrid, a qual não fez nenhum sinal sólido de pretender entrar na disputa.  Ora, se um dos principais diretores atuais do Sinditest menospreza a eleição direta pela falta de candidatura que o agrade, terá o sindicato efetivo empenho para bem organizar o processo?  Ficamos na expectativa para ver se o Sinditest chama para logo uma assembleia geral cuja pauta única possa ser a eleição direta da Reitoria.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Positivo o esforço do Sinditest de transmitir via internet o debate sobre PCCTAE

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Como parte da programação do Dia Nacional de paralisação de advertência dos servidores federais, aconteceu à tarde, no Edifício D. Pedro I, um debate sobre o Plano de Carreira dos técnicos.  Saudamos o esforço da direção do Sinditest em transmitir o evento pela internet através do site/programa TwitCam, em que pese diversas dificuldades técnicas com imagens e áudio.  

Entendemos que um dos motivos para um aumento da participação dos servidores na greve de 2011 está ligado a um melhor uso da internet, através da inédita transmissão ao vivo de assembleias (que este Blog NaLuta batalhou para que ocorresse) e da criação de ao menos três novos blogs falando do movimento (um geral da greve e dois da UTFPR).  Logo, a experiência deve prosseguir e melhorar.

Desconhecemos as condições financeiras atuais exatas no Sinditest, mas um bom investimento na área da Comunicação Sindical é essencial para organizar/mobilizar a base, além de esclarecer a opinião pública externa às IFES.  A aquisição de uma assinatura de banda larga móvel realmente veloz (internet 3G) permitiria não ficar dependente das redes internas das próprias IFES, além de possibilitar documentar ao vivo manifestações nas ruas.  E igualmente a aquisição de equipamentos de boa qualidade, como laptops, câmeras de vídeo e bons microfones.

Sugerimos também que o Sinditest envie ao menos um participante ligado à area de comunicação sindical ao III Encontro Nacional de Blogueiros (25-27 de maio, em Salvador-BA, com inscrições até 11/05), pois os debates e a troca de informações práticas nesse tipo de encontro certamente ajudarão a aprimorar esse setor estratégico do sindicato. Especialmente quando todos os sinais nas conversas com o governo federal apontam para a chegada de mais uma greve nacional dos servidores.

Servidores contra o arrocho, uma luta justa e necessária

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Reproduzimos artigo de Wagner Gomes, metroviário paulista, presidente nacional da CTB.

Os servidores públicos federais realizam nesta quarta-feira, 25, um Dia Nacional de Luta, com paralisações em todo país. Os trabalhadores batalham contra o arrocho de seus rendimentos imposto pelo governo federal, que se nega a reajustar os salários da categoria em nome da austeridade fiscal. 

A CTB apoia e participa da manifestação, através das suas lideranças no setor. Trata-se de uma luta justa e necessária. Já faz dois anos que os servidores não têm reajuste, vendo seus rendimentos serem corroídos pela inflação, que reduz o poder aquisitivo e o valor real salários. 

O arrocho é inaceitável e a categoria reclama com razão a reposição inflacionária, para manter o valor real dos salários, reajuste dos benefícios e definição de data-base. Todavia, a negociação com o Ministério do Planejamento não avança. Esbarra na intransigência do governo, que insiste no congelamento dos salários e diz que não tem dinheiro para atender os servidores.

Conforme observam os líderes do movimento, o argumento não procede, pois o mesmo governo que diz não aos trabalhadores disponibilizou cerca de R$ 100 bilhões para o empresariado em renúncia fiscal e destinou quantia maior ao pagamento dos juros da dívida pública, ou seja, à remuneração do capital financeiro e rentistas.

O pano de fundo deste drama é a política econômica conservadora do Executivo. Os juros altos e o superávit fiscal primário são os obstáculos aparentemente intransponíveis às reivindicações dos sindicatos e movimentos sociais. A economia que o governo faz para pagar juros chegou a R$ 128,7 bilhões em 2011 e deve subir a cerca de R$ 140 bilhões neste ano.

Apesar de possuir uma dívida relativamente baixa como proporção do PIB (em torno de 50%), o Brasil é o vice-campeão mundial em gastos com juros, perdendo (e por pouco) apenas da arruinada Grécia, cujos débitos correspondem a mais de 160% do valor da produção. O serviço da dívida consome mais de 5% da produção brasileira. Já os EUA, cuja dívida governamental se eleva a mais de 90% do PIB, gasta 1,4% do que produz com juros. A taxa básica de juros (Selic), das mais altas do mundo em termos reais, faz a diferença.

Cedendo à pressão das forças conservadoras, o governo elevou a meta de superávit fiscal e cortou dezenas de bilhões em gastos públicos para realizá-la. Cortou na saúde, na educação, habitação, transporte e deixando de contemplar as demandas populares. O salário do funcionalismo também é sacrificado no altar desta política subordinada aos interesses da oligarquia financeira. 

A política fiscal tem um custo alto para a economia e o desenvolvimento nacional na medida em que resulta em forte desaceleração da produção, comprometendo a criação de novos postos de trabalho e o combate ao desemprego. Este efeito transparece nas últimas estatísticas divulgadas pelo Dieese, que indicam o aumento do nível de desemprego para 10,8% em maio nas principais regiões metropolitanas do país. Tudo isto indica a necessidade de intensificar a luta das centrais sindicais por mudanças na política econômica. 

A manifestação desta quarta tem um caráter de advertência e a categoria pode decretar greve por tempo indeterminado em maio se o governo persistir na intransigência. Os trabalhadores e trabalhadoras do setor público contam com total solidariedade e ativo apoio da CTB.
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Fonte: Portal da CTB

Dia Nacional de paralisação do serviço público federal

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Diante da reiterada ausência de respostas do governo federal (MPOG) às reivindicações dos servidores, nesta quarta-feira (25) realiza-se uma paralisação de advertência.  Ontem deu-se uma reunião entre membros do ministério e 30 entidades sindicais que representam o funcionalismo sem que qualquer avanço tenha acontecido, justificando ainda mais que aconteça essa paralisação.  No caso da UFPR, a programação deste 25 de abril, divulgada pelo Sinditest, é a seguinte:

09h00 – Concentração dos servidores no pátio da Reitoria da UFPR

10h00 – Ato público das entidades representativas dos servidores públicos federais, na Praça Santos Andrade

14h00 – Debate sobre o Plano de Carreira dos técnicos-administrativos em Educação (PCCTAE), no anfiteatro 100 do Edifício D. Pedro I (segundo o Sinditest, haverá transmissão via twitcam deste debate, no perfil @sinditestpr)

sábado, 21 de abril de 2012

"Romper com a CSP-Conlutas, central pró-imperialista aliada da Casa Branca..."

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Publicamos esse texto de uma das exóticas organizações da ultraesquerda só para os leitores terem uma vaga ideia de com o que é o que a direção do Sinditest anda se metendo e gastando nosso pobre dinheirinho...

O Congresso da CSP-Conlutas se realizará entre os dias 27 a 30 de abril. Nós, militantes da LBI e da TRS, que fomos os primeiros a chamar a ruptura com a CUT e a defender a fundação de uma coordenação nacional de lutas ainda em 2004, no encontro de Luiziânia, proposta mais tarde materializada com a criação da Conlutas, agora damos mais um passo em defesa da independência política dos trabalhadores e chamamos os setores classistas e revolucionários a não darem nenhum apoio à realização do Congresso da CSP-Conlutas e, muito menos, a participarem desse fórum arquiburocrático de uma central que “evoluiu” para posições abertamente pró-imperialistas, tornando-se aliada da Casa Branca na Líbia e na Síria.

Nossa posição está baseada em um critério de classe muito simples, porém caro para os revolucionários internacionalistas: a Conlutas hoje se coloca abertamente no campo do imperialismo e sua “reação democrática” na arena mundial. De nada adianta sua direção postar-se formalmente como “oposição de esquerda” ao governo Dilma, ainda que essa posição em nada signifique impulsionar a luta direta contra a gestão da frente popular, se a direção desta central, controlada pelo PSTU e seus satélites (LSR, MR, LER...), é entusiasta partidária dos agentes da OTAN na Líbia e na Síria.

Sinditest vai bancar viagem de observadores ao congresso da polêmica Conlutas

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No final deste mês acontece o congresso da CSP-Conlutas, uma organização que resulta da fusão entre militantes ligados aos partidos PSTU e PSol.  Não se pode dizer que ela seja uma central sindical, afinal podem nela participar até representantes de movimentos como os de bairros, o estudantil e o de luta contra a extinção das lagartixas.  O que define basicamente a CSP-Conlutas é uma coisa: assim como o PSDB e o DEM, eles são radicalmente anti-governo Dilma. De resto, é uma tremenda salada.

Pois bem, assim como já fizeram no começo do ano, a diretoria do Sinditest, sendo simpática à Conlutas, pretende usar o dinheiro pago por todos os filiados para custear a viagem de pelo menos três pessoas para o Congresso dessa "central-mosaico", que ocorre de 27 a 30 deste mês.  A FASUBRA não está filiada a nenhuma central sindical, tampouco o Sinditest, mas todos nós bancaremos a festa dessa turma em São Paulo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Assembleia Geral do Sinditest discutirá encaminhamentos do CONFASUBRA

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Na manhã desta quinta-feira, a partir de 09h30, no anfiteatro 100 do Edifício D. Pedro I, reúne-se uma assembleia geral do Sinditest, na qual a base ouvirá relatos sobre o recentemente terminado XXI Congresso da FASUBRA.  Os e as delegados/as poderão apresentar seus informes e comentários, entre eles o que julgaram sobre certos lamentáveis episódios de afronta à democracia sindical, como o "barraco" promovido pelo grupo VAL.

Estará em debate também a proposta de paralisação de um dia em 25 de abril, como um ensaio para possível greve nacional que se vislumbra no cenário para junho caso as conversações com o governo federal resultem infrutíferas.  Neste sentido, trata-se de uma assembleia que debaterá a sério essa possibilidade de retomada da greve por tempo indeterminado.

O que deveria ser a capa da revista

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Um reitor bárbaro

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Imaginem um lugar com cerca de 110 mil habitantes e quase 5 milhões de metros quadrados, todo cercado, com um administrador que toma decisões sem ouvir ninguém, que recorre à repressão policial e ao banimento de dissidentes e utiliza espiões para se manter informado da atividade dos adversários. Não, não se trata de nenhuma republiqueta de bananas, mas da maior universidade do País, a USP, sob a governança do reitor João Grandino Rodas, também conhecido no campus como “o rei”.

Desde que assumiu a direção da USP, em 2010, uma série de medidas polêmicas tem colocado na berlinda a gestão de Rodas, criticada como pouco democrática, para dizer o mínimo. Em janeiro deste ano, vieram à tona documentos que mostram que o reitor recebe de arapongas relatórios sobre o que se passa nas reuniões dos funcionários, professores e alunos. Confeccionados por certa “sala de crise”, os textos trazem todos os detalhes sobre as assembleias, narradas ponto a ponto, inclusive com os nomes e ligações partidárias dos envolvidos.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Você é um zumbizinho cabeça-feita pela Diretoria do Sinditest no Confasubra?

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"A pedido da 'grande maioria' da delegação paranaense, representantes de seis correntes sindicais apresentam suas lutas e bandeiras para a Fasubra e para o Serviço Público. Na foto, Rogério Marzola apresenta o ponto de vista da corrente VAL - Vamos à Luta" [Fonte: Facebook de Cristiane Andrade, delegada do Sinditest]

Heterogênea a delegação que saiu de Curitiba a Poços de Caldas representando a base do Sinditest. Nela havia uns demônios misturados a anjos e profetas protegendo tenras ovelhas inocentes eleitas em bases do interior do sindicato.  Cientes de seu dever de proteger as ovelhas da contaminação das ideias do "Mal", os profetas e anjos da diretoria do Sinditest na delegação trataram de fazer para elas uma sessão de evangelização.  

Para isso, chamaram representantes de seis congregações de anjos do céu ultraesquerdista para fazer preleções sobre suas excelsas propostas de levar os servidores técnico-administrativos ao paraíso na terra e ainda este ano, tomando naturalmente o cuidado de impedir que os demônios infiltrados da CTB, da CSD e da  Tribo profanassem o santo momento evangelizador.

De novo, devemos à irmã Cristiane Andrade imagens facebookianas desse santo momento em que os delegados do interior recebem a palavra excelsa dos arcanjos do VAL, do PSLivre, do MLC, do ASS, do fuck-ass e do que quer que seja-ass.  Com certeza as ovelhinhas nunca mais se perderão na senda do Mal que semeia a dúvida política na cabeça dos militantes de boa-fé no ultraesquerdismo.

O profeta Rolando Malvásio apresenta o esdrúxulo PSLivre ao "rebanho"

Explicação da Diretoria do Sinditest sobre não-prestação de contas

5 comentários:
Onde? Onde mesmo? Cadê? E a eleição do Conselho Fiscal novo? Quando? Publicaram nota explicativa do porquê de não prestarem contas até 31 de março como manda o Estatuto? Onde? Quando? Como? 
Ah, mas que nada, o que interessa mesmo é que vai ter o Congresso da CSP-Conlutas agora no final de abril...

Diretoria do Sinditest negligencia preparação da eleição direta de reitor da UFPR

4 comentários:
Várias pessoas tem chamado atenção para o problema, ele é real.  A diretoria atual do Sinditest não tem dado a devida importância para a construção de mais uma eleição direta de reitor.  Um processo que a duras penas foi conquistado ainda no final do regime militar, em 1984-1985, e que se mantém até hoje graças à atuação dos movimentos da comunidade, mas os novos diretores sindicais parecem menosprezar essa história.

O que se nota é que até os diretores que a gestão do Sinditest indicou para a CPC (Comissão Paritária de Consulta, junto com a APUFPR e o DCE) não estão nem aí para o debate do regimento da eleição, no qual há diversos pontos polêmicos.  Faltam a reuniões, já houve substituições de nomes, o desinteresse é patente.

Parece que uma causa desse escasso interesse é a falta de uma candidatura reitorável com perfil que agrade à ultraesquerda que hoje comanda o Sinditest.  Tem-se falado no nome da ex-presidente da APUFPR, a professora Astrid, da Educação Física, mas até o momento não se viu nenhum sinal concreto de que essa candidatura realmente se coloque.  Então, os ultraesquerdistas da diretoria do Sinditest ficam sem tesão para construir a eleição direta em que, por ora, só há como contendores o professor Zaki Akel, candidato à reeleição, e, pela oposição, a professora Maria Tarcisa, diretora do Setor de Ciências Humanas.  

Isso é péssimo, isso é demonstração de desprezo por uma conquista histórica de muito valor dos movimentos da comunidade da UFPR.  Mas parece que certos "jovens" preocupam-se pouco com a história que aconteceu antes deles.

Professores da UFPR chamados a paralisação de atividades em 19 de abril

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Por indicação do ANDES-Sindicato Nacional, está convocada uma paralisação de atividades dos professores das Instituições Federais de Ensino na quinta-feira, 19 de abril.  É um ensaio para uma possível greve nacional dos docentes em torno de uma pauta já protocolada junto ao Governo Federal.  Nessa data, a APUFPR realizará um Seminário no começo da tarde e em seguida uma assembleia geral para discutir o indicativo da greve nacional.

O seminário da APUFPR abordará um item de pauta local reivindicado da Reitoria no ano passado, o limite máximo de 12 horas em sala de aula.  Uma Comissão levantou dados sobre o tema e há uma proposta em análise nos conselhos superiores da UFPR.  

O seminário acontece no auditório da administração no Centro Politécnico às 13h30 e, a partir das 15h30, no mesmo local, reune-se a assembleia geral da APUFPR para avaliar o andamento de negociações da pauta nacional com o Governo Federal.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Delegados de base do Sinditest e atitude no "barraco" do CONFASUBRA

7 comentários:
Segundo informação do próprio site do Sinditest, os delegados que viajaram a Poços de Caldas representando as bases do sindicato no XXI CONFASUBRA foram os seguintes:

IFPR
Guilherme Basso (Campo Largo)
Mauricio Oberdiek (Curitiba)

UNILA (Foz do Iguaçu)
Rinaldo Brisola

UTFPR
Weslei T. Amâncio (Londrina)
Elton Moura Santos (Campo Mourão)
Jose Roberto Hank (Dois Vizinhos)
Fabiana Rechembach (Francisco Beltrão)
Walter Canuto Filho (Cornélio Procópio)
Vitor Schmeiber (Toledo)
Priscilla Souza (Apucarana)
Gliceu Camargo (Ponta Grossa)
Vilma Martin (Curitiba)
Marisa Ribas (Medianeira)

UFPR-Curitiba
Moacir Freitas, João Waltrich, Antonio Carneiro, Marcia Messias, Olivardo Acarini, Bernardo Pilotto, Marcio Palmares, Giuliano Monn, Cristiane Andrade, Ana Paula Coelho, Luiz Fernando Mendes e Daniela Kindlein 

UFPR-Interior
João Rafael Deron (Litoral/Museu)
Marcelo Parszuto (Fazenda Canguiri)
Ademir Heldt (Palotina)
Alaercio da Costa Freitas (CEM)

O CONFASUBRA terminou ontem e essa delegação já está de volta.  As bases que os/as elegeram tem agora o direito de saber de seus representantes como se conduziram durante os trabalhos do Congresso.  E, em especial, saber qual foi a atitude de cada um no lamentável episódio da detonação dos trabalhos do Grupo Temático sobre Carreira em 12/04, o "barraco" que foi aqui denunciado na postagem de sábado.  Queremos muito saber quem repudiou esse tipo de método autoritário de impor opiniões e quem o endossou (conscientemente ou não) ou ainda endossa.  Isso tem tudo a ver com a democracia sindical. 

Calendário imediato da campanha salarial aprovado no XXI CONFASUBRA

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A plenária final de delegados/as do XXI Congresso da FASUBRA aprovou um calendário unificado de lutas para o próximo período, e enquanto isso prosseguem as conversações com os interlocutores do MPOG.


Abril
25 - Dia Nacional de Lutas dos Trabalhadores do Serviço Público Federal. Os servidores TAE representados pela FASUBRA participam, estando indicada a paralisação de atividades nas IFES.


30 - Data-limite para o Governo Federal apresentar resposta à pauta geral dos SPFs.


Maio
1º - Dia internacional de luta dos Trabalhadores

9 e 10 - Paralisação de 48 horas em luta pela pauta específica da FASUBRA

17 - Caravana a Brasília

30 - Data-limite para o MPOG apresentar suas contrapropostas à pauta específica já protocolada pela FASUBRA.

Nova Direção Nacional da FASUBRA eleita no XXI Congresso

6 comentários:
A informação que repassamos abaixo tem como fontes algumas postagens de militantes fasubrinos no Facebook, razão pela qual nos isentamos de uma ou outra incorreção.  No último dia do Congresso disputaram, pelo sistema da proporcionalidade (tantos cargos conforme tantos porcento na votação), 4 chapas, identificadas pelas principais correntes nucleadoras, resultando o seguinte:

Chapa 1 (CSD)  = 124 votos
Chapa 2 (CTB) = 100 votos
Chapa 3 (Chapão de todos os grupos da Ultraesquerda*) = 479 
Chapa 4 (Tribo) = 312 
[Brancos: 4; Nulos: 17]

Pela votação obtida devem caber duas das três coordenações gerais (equivalente de presidência) a militantes da Chapa 3 da ultraesquerda, e, no total da Direção Nacional (DN), 11 dos 25 cargos.  Os demais 14 cargos estão assim distribuídos: 3 para a chapa da CSD, 3 para a da CTB e 8 para a da Tribo.  Os ditos "independentes" existem em todas as chapas.  O quadro final não é muito diferente da votação do CONFASUBRA de 2009, exceto pela ligeira vantagem (a confirmar) da ultraesquerda em assumir duas coordenações gerais (na DN anterior, eram 2 da Tribo e 1 da ultraesquerda).

A seguir estão os nomes da nova DN, jã empossados ontem mesmo, no encerramento do CONFASUBRA.  Registre-se aqui que uma das chefes do "MBA" ("Método do Barraco Autoritário"), que realizou a baderna que detonou a reunião do GT-Carreira no Congresso com seu protesto dito "antihomofóbico' (veja postagem anterior), será uma das coordenadoras gerais nessa DN.  Janine Teixeira, do grupo VAL (o mesmo da presidente do Sinditest), mostrou naquela invasão em 12/04 como ela respeita as opiniões diferentes e as instâncias de sua própria Federação...  Com exemplos como o dado por Janine & Cia., ficam autorizadas invasões de reuniões por grupos que divirjam de alguma coisa ou de alguém.  Inclusive uma reunião de diretoria do Sinditest corre o risco de ser invadida por grupos que queiram protestar contra o que for, se prevalecer o "MBA".

Nova Direção da FASUBRA
Coordenação Geral: Janine Teixeira (VAL), Paulo Henrique (TRIBO) e Gibran Ramos Jordão (CSP Conlutas);

Coordenação de Administração e Finanças: Cristina Del Papa (Independentes) e Rolando R. Malvásio Jr. (PS Livre);

Coordenação de Formação e Comunicação Sindical: Sandro Pimentel (BASE) e José Ronaldo (TRIBO);

Coordenação de Educação: Pedro Rosa (Unidos pra Lutar) e Rosangela Gomes (CSD);

Coordenação de Aposentados: Darci C. da Silva (TRIBO) e Paulo Cesar Vaz Santos (CTB);

Coordenação de Políticas Sociais e Gênero: Diego G. Rodrigues (TRIBO) e Rogerio Marzola (VAL);

Coordenação de Organização Sindical: Raimundo Uchôa (TRIBO) e João Paulo Ribeiro (CTB);

Coordenação Jurídica e de Relações de Trabalho: Francisco de Assis dos Santos (TRIBO) e Vanda do Carmo (PS Livre);

Coordenação das Estaduais e Municipais: Neuza S. Alves (CSD) e Angela M. Targino Silva (CTB);

Coordenação da Mulher Trabalhadora: Ivanilda de Oliveira (Unidos pra Lutar) e Maria Antonieta;

Coordenação de Raça e Etnia: Charles dos Santos Batista (TRIBO) e Tania Maria Flores (CSD);

Coordenação de Seguridade Social: Ligia Regina (Unidos pra Lutar) e Luiz Antônio A. Silva (VAL). 
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(*)Alguns dos grupos, partidos e correntes da ultraesquerda: VAL (Vamos À Luta), BASE, Unidos Pra Lutar, PSLivre, MLC, PSTU, PSol.

sábado, 14 de abril de 2012

“Barracos” da ultraesquerda ameaçam unidade e efetividade do CONFASUBRA

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"Barraquismo” militante foi o que se viu no terceiro dia do XXI Congresso Nacional da FASUBRA. Em um dos mais importantes Grupos Temáticos do CONFASUBRA, sobre necessárias revisões no Plano de Carreira dos TAE, aconteceu um tumulto que avacalhou a discussão do tema. O que rola pela rede social Facebook é que, numa das atividades do Congresso, um militante de um dos grupos da ultraesquerda teria hostilizado a coordenadora nacional da FASUBRA Leia, da corrente Tribo. Seu companheiro de corrente, Luizão, ao defende-la, teria dirigido ao militante uma expressão de suposto teor homofóbico. Em revide, esse militante teria tratado o servidor baiano Luizão, veterano da FASUBRA, com expressões como “negão safado” e “capataz”. Foi o que bastou para que, pateticamente, se formassem de um lado um grupamento “antihomofobia” e, de outro, um “antirracismo”, atacando-se mutuamente no Congresso e nas redes sociais. 

A foto acima [clique nela para ampliar], emprestada ao álbum de Facebook da colega Cristiane Andrade, do HC (diretora do Sinditest e delegada ao CONFASUBRA), mostra o achincalhe organizado da ultraesquerda contra a suposta homofobia do militante Luizão (de camisa azul escuro e boné, no centro da foto). Delegados fizeram cartazes com dizeres como “Homofobia é crime – Fora Luizão” e subiram à mesa para detonar o diretor da FASUBRA. Obviamente, isso inviabilizou o bom andamento do GT sobre Carreira. CLIQUE AQUI para ver um vídeo que gravava o debate da Carreira quando o auditório é invadido pelos manifestantes, obrigando à suspensão dos trabalhos (avance até os 48min35seg do vídeo, para ver o começo do tumulto).

Neste Blog, até por não termos mais elementos concretos para analisar quem disse o quê, se praticou homofobia, racismo ou nada disso, deixamos de lado esse debate. Chamamos a atenção para algo muito, mas muito mais grave: o risco de divisão na prática do movimento nacional dos técnicos organizado na FASUBRA. 

Ora, se pessoas e grupos acham mais importante realizar um protesto organizado contra um diretor da FASUBRA em torno do que julgaram ser conduta indevida desse diretor (membro de uma corrente diferente dos manifestantes), e isso inviabiliza o debate sobre um dos principais temas do Congresso, estamos diante do quê? Por que tais grupos não levaram seu protesto, justificado ou não, para outra ocasião e instância em vez de esculhambar o ambiente onde se dava o GT? Do outro lado, também não ajuda nada ficar chamando de "racistas" os acusadores de Luizão.

O “barraco” nesse GT da Carreira revela esgarçamento nas relações entre as lideranças e grupos, denota incapacidade de convivência respeitosa e de debate civilizado entre posições diferentes! É mais importante para certos grupos berrar contra seus adversários do que debater e achar os pontos comuns para fazer a luta. Interessa mais transformar um Congresso sindical em guerra de torcidas, em um FlaFLu ou um Atletiba, situação em que, evidentemente, qualquer debate sério já foi pras cucuias. Esse é, portanto, o grande risco no XXI CONFASUBRA – o de não chegar a consenso algum para puxar as próximas lutas, o de manter e talvez aprofundar a divisão que se revelou na derrotada greve de 2011. 

Ainda resta o dia de hoje (14) para ver se a sobriedade e maturidade foram restabelecidas, se as diversas correntes conseguirão convergir para aprovar um Plano de Lutas unitário para este ano e o próximo. A campanha salarial para o reajuste de 2013 tem que prosseguir, a FASUBRA deve continuar negociando com o governo federal sua pauta até uma data-limite (maio no máximo) e, se nada conseguir só na conversa, terá que propor às bases uma nova greve nacional (a partir de junho, possivelmente). Como fazer isso se não for recuperada a unidade perdida? 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

III Encontro Nacional da blogosfera progressista será em maio, em Salvador

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Confirmado: o III Encontro Nacional de Blogueir@s ("BlogProg") ocorrerá em Salvador, Bahia, nos dias 25, 26 e 27 de maio. A estrutura do evento, que deve reunir centenas de ativistas digitais de todo o país, já está quase toda montada. A comissão nacional organizadora do BlogProg realiza os últimos esforços para garantir alojamento e refeição a todos os participantes. A inscrição ao III BlogProg vai até 11 de maio. O valor é de R$ 60,00 para os ciberativistas e de R$ 30,00 para estudantes.

Existe uma meta de que o III BlogProg congregue cerca de 500 participantes de todo o país, sendo 300 só da Bahia. Para os demais estados foram apontadas cotas mínimas de participação, tendo o Paraná a cota de 10 participantes pelo menos.  Este Blog NaLuta participa do BlogProg desde seu primeiro Encontro (em agosto/2010, em São Paulo) e fará o possível para estar presente em Salvador.  

Veja abaixo a programação proposta pela Comissão Nacional.

25 de maio, sexta-feira
* 15 horas – Início do credenciamento

* 17 horas – Palestra inaugural: A luta de ideias no mundo contemporâneo
– Convidado: Michael Moore (diretor de cinema e escritor dos Estados Unidos)

* 19 horas – Ato político em defesa da blogosfera e da liberdade de expressão, na Praça Castro Alves
- Convidados: Artistas, lideranças políticas e dos movimentos sociais;

26 de maio, sábado
* 9 horas – Nas redes e nas ruas pela liberdade de expressão e pela regulação da mídia
Convidados:
- Franklin Martins (ex-secretário da Secretária de Comunicação da Presidência da República)
- Emiliano José (integrante da Frente Parlamentar pelo Direito à Comunicação e pela Liberdade de Expressão)
- Gilberto Gil (cantor e compositor, ex-ministro da Cultura)
- Barbara Lopes (do movimento blogueiras feministas)

* 11 horas – A força das redes sociais no mundo
Convidados:
- Ignácio Ramonet (criador do Le Monde Diplomatique e autor do livro “A explosão do jornalismo”)
- Amy Goodman (fundadora do movimento Democracy Now e ativista do Ocupe Wall Street)
- Osvaldo Leon (Diretor da Agência Latinoamericana de Informação-ALAI)

*  15 horas – Oficinas autogestionadas
(Os temas e conferencistas deverão ser propostos até 4 de maio; a organização das oficinas caberá exclusivamente aos seus proponentes)

* 17 horas – Apresentação e debate da proposta sobre a Associação de Apoio Jurídico à Blogosfera, com  Rodrigo Vianna e Rodrigo Sérvulo da Cunha

* 19 horas – Lançamento oficial do Blogoosfero, Plataforma Livre e Segura para blogosfera e redes sociais
Responsáveis: Fundação Blogoosfero, Colivre, TIE-Brasil e Paraná Blogs

27 de maio, domingo
* 9 horas – Reuniões em grupo: balanço, troca de experiências e próximos passos da blogosfera

* 12 horas – Plenária final: aprovação da Carta de Salvador, definição da sede do IV BlogProg e eleição da nova comissão nacional.

Inscrição
Os interessados em participar devem entrar neste link, indo ao final da página e preenchendo um formulário breve de identificação.  As inscrições custam R$ 60,00 e estudantes pagam R$ 30,00. Os estudantes devem enviar comprovante de escolaridade para o e-mail contato@baraodeitarare.org.br ou para o fax 11-3054-1848 A/C Danielle Penha.
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Fonte: com informações do Centro Barão de Itararé

O poço de calda azeda e o poço das contas do Sinditest

2 comentários:
Enquanto a diretoria do Sinditest e alguns de seus aliados eventuais ouvem e proferem discursos tonitruantes no XXI CONFASUBRA na queijosa e dulciláctea Poços de Caldas, enquanto lá os 364 grupos da ultraesquerda planejam o início de sua revolução internacional "permanente" (de quarta)  a partir de uma greve ainda este ano... aqui, na base do sindicato, ninguém viu, leu, ouviu ou cheirou qualquer esforcinho para dar mínimas satisfações aos contribuintes (todos os filiados) do porquê da perda do prazo estatutário para fazer prestação de contas. 



Participe do lançamento do Forum Paranaense pelo Resgate da Memória, da Verdade e da Justiça

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O auditório da Reitoria da UFPR acolherá nesta quinta-feira (12), a partir das 19h30, o lançamento do   Fórum Paranaense pelo Resgate da Memória, da Verdade e da Justiça, com a participação de significativo número de entidades dos movimentos sociais e de partidos políticos. 

O objetivo deste Fórum é apoiar no Paraná os trabalhos da Comissão da Verdade, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidente Dilma Rousseff em fins de 2011.  A Comissão tem por finalidade  desvendar fatos relativos a crimes cometidos pela ditadura militar do período 1964-1985, as torturas, desaparecimentos e assassinatos de militantes políticos.

Temerosos de que suas participações diretas ou indiretas nas barbaridades da ditadura apareçam à luz do dia, um punhado de militares da reservas vem reagindo ao funcionamento da Comissão da Verdade, e chegaram a realizar a provocação de comemorar os  48 anos do golpe militar de 1. de abril no Rio de Janeiro.

O lançamento do Forum é evento aberto a todos os interessados.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sinditest faz seminário sobre 30 horas

3 comentários:
A diretoria do Sinditest chama um seminário para debater a implementação das 30 horas na UFPR, na tarde do dia 11/04, no anfiteatro 100 do Edifício D. Pedro I.  É o tipo de discussão que deveria ter ocorrido desde o final da greve de 2011, quando essa "concessão" foi estendida pela "mão amiga" do reitor Zaki Akel aos pelegos Messias e Dr. Néris, visando colateralmente implantar o controle biométrico eletrônico do ponto.

Debates que deveriam ter ocorrido desde o final da greve, em outubro do ano passado, mas foram vetados porque os ex-dirigentes do Sinditest não queriam saber de prestar contas à sua base, nem os antigos nem os atuais, ficando cara a cara numa assembleia geral.  Assim, as 30 horas foram negociadas entre quatro paredes, e hoje se vê o quanto a base apresenta de interrogações e dúvidas sobre o processo.

Lamentavelmente, também, a atual direção sindical parece ter dificuldade em conviver com outros pontos de vista, tanto que em seu seminário, descontadas a presença meramente técnica da assessoria jurídica e a de não-se-sabe-quem pela Comissão das 30 Horas do COUN, os demais palestrantes são todos da mesma linha política da diretoria, a repetir variações ligeiras sobre o assunto.

Reitoria convoca Comissão Pró-Estatuinte

Um comentário:
A gestão Zaki Akel tomou uma medida avançada. Isso é raro, mas tomou.  Compôs uma comissão com membros de seu staff e representantes da comunidade universitária da UFPR para debater como poderá se dar o processo de reformulação de seu Estatuto e Regimento.  Isto era bandeira levantada no imediato pós-final da ditadura militar, quando da primeira eleição direta de reitor da UFPR, em 1985.

Recordando aquela época (1986), formou-se então um grupo de professores, designado pela reitoria, para propor regras à convocação de uma assembleia estatuinte.  A coisa não andou porque o segmento docente insistia em ser maioria absoluta, encontrando resistência de técnicos e discentes, e a ideia da "Estatuinte" foi posta a dormir.

Desta vez, segundo reporta uma matéria publicada ontem no site da UFPR, a Comissão formada pretende "coordenar as ações de reflexão sobre a Universidade, através de seminários, palestras, oficinas e pesquisas. Em outubro, a comissão deve apresentar proposta ao Conselho Universitário para a organização do Congresso Estatuinte, que será realizado em 2013."

A Comissão está composta pelos seguintes membros: Maria Amélia Sabbag Zainko, pró-reitora de graduação e presidente da comissão [foto]; Eva Cristina Rodrigues Avelar Dalmolin e Marcos Antônio Marino, decanos dos conselhos da universidade; Luiz Allan Künzle, (APUFPR), Maurício de Souza (Sinditest), Rafael Luis Takahashi (DCE) e Marlei Fernandes de Carvalho (APP).  O colega Maurício, da UFPR-Litoral, foi indicado pela diretoria do Sinditest.

Como está em curso a discussão das regras para a eleição direta da Reitoria, e as categorias realizarão suas assembleias de base para avaliar novas propostas para essa eleição, a questão dessa Estatuinte pode também já ser inicialmente abordado, uma vez que o tema da paridade na gestão colegiada da Universidade sempre está em pauta.