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Luta sem trégua contra o governo usurpador

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Alice Portugal tenta impedir projeto que ameaça gratuidade nas universidades

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A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) apelou pela retirada de pauta no Plenário da Câmara da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite a cobrança nos cursos de especialização e no mestrado profissional nas universidades públicas. Esta é a segunda tentativa de deputada de evitar que o projeto seja votado na Casa, por entender que abrirá precedente para o fim da gratuidade do ensino público superior. 

Na semana passada, após articulação com parlamentares, Alice Portugal conseguiu impedir a votação e garantiu a realização de uma audiência pública, realizada nesta quarta-feira (21), na Comissão de Educação, para discutir o projeto com representantes das entidades ligadas à educação superior.

Ela apelou ao autor da proposta, deputado Alex Canziani (PTB-PR), para que retirasse o projeto da pauta, dando oportunidade para mais debate sobre o assunto, alertando que as entidades presentes à audiência já adiantaram ser contrárias ao projeto. Outras entidades também disseram que não tinham conhecimento da proposta e não puderam debater o assunto com seus representados. 

A parlamentar anunciou que, caso não seja permitido mais debate com as entidades envolvidas na questão, ela votará contra a proposta, que pode ser analisada no plenário ainda nesta quarta-feira. Para Alice, a PEC representa um retrocesso e uma desestruturação do Sistema Nacional de Pós-Graduação.

A deputada repercutiu a opinião de vários reitores e pró-reitores de universidade brasileiras, citando nominalmente o pró-reitor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) , contrário ao projeto, que representa uma ameaça à matriz mais cara da construção da educação pública que é a gratuidade.

Sem adiamento, vou votar contra a PEC porque não vou macular anos de luta pela gratuidade da universidade”, anunciou a deputada, ao final do seu discurso na audiência, insistindo que “deveríamos suspender votação, ouvir entidades em sua plenitude, que já adiantou posição contrária, contra o fim do princípio da gratuidade do ensino público superior.”
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Comentário: na UFPR, há muito tempo existe cobrança dos cursos de especialização (pós-graduação lato senso), sendo uma luta intermitente dentro do CoUn o esforço para impedir a cobrança nesses cursos.  O argumento das diversas gestões passadas e presente da Reitoria é que os recursos arrecadados com tais cursos vão constituir um Fundo (FDA), que depois reverte em benefícios para a UFPR na compra de equipamentos e livros... mas em geral não se diz que também revertem em boas suplementações de renda para os docentes (frequentemente uma "panelinha" privilegiada) que ministram as atividades desses cursos.

O grande problema da PEC acima mencionada é que ela constitucionaliza a cobrança nas especializações e mestrados profissionais, ou seja, torna-se lei obrigatória para todas as Universidades Públicas, um evidente retrocesso, e que abre brechas a se argumentar: por que não cobrar mensalidades em todos os cursos públicos, incluindo a graduação?
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Continuísmo é Chapa 1 no Sinditest. Quem aguenta mais 3 anos desse sindicato?

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Quem já viu a carta-programa "lindinha" da Chapa 1 do Sinditest há de ter notado.  Papel de alta qualidade, muita cor, coisa fina.  Mas o conteúdo do texto...

Como já dissemos em postagem anterior, a parcela (cada vez menor) da base que quiser mais do mesmo, que vote na Chapa 1, controlada pelo PSTU e agora com umas franjas do PSol (da parte do PSol que apoia o golpismo país afora).  Uma turma que será a permanência da "Gestão 3F" de 2014-2015: Fiasco, Farsa e Falsidade.

Quem tiver o saco de ler a última página dessa propaganda, verá 7 vezes repetida a palavra "continuar" e 5 vezes as palavras "manter" ou "manutenção".  Está gostando? Leve pra casa e continue pagando o dízimo do aparelho sindical.  "Nem governo, nem reitor", dizem eles - sindicato é pro partido aparelhador?

Posse de nova Diretoria da Asufepar será em 28 de outubro

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Nova diretoria eleita da Asufepar

Na próxima semana, no Dia do Servidor, 28 de outubro, tomará possa a nova Diretoria da Asufepar. A Chapa 1 "Unir e Crescer", encabeçada por José Carlos Belotto, venceu a eleição do último dia 15/09, na qual concorreram outras duas chapas.

A posse ocorrerá em assembleia ordinária, marcada para as 11h00 de 28/10, na sede da rua Carlos Pradi, 18 (Jardim das Américas).  

Antes disso, foi chamada pela Asufepar uma assembleia extraordinária para discutir reforma do estatuto, a partir das 09h00,no mesmo local.

Deputados da “bancada do camburão” querem instituir a mordaça nos professores do Paraná

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Um projeto de lei assinado por 13 deputados estaduais, da conhecida “bancada do camburão”, quer instituir a mordaça nas escolas proibindo os professores do Paraná de falarem sobre política, religião ou sexualidade nas salas de aula.

Por Esmael Morais, em seu Blog

Sob a bandeira de uma pretensa neutralidade, o Projeto de Lei 477/2015, proíbe os educadores de emitirem opiniões, agredindo de forma absurda o princípio da liberdade intelectual conferido aos professores no exercício de sua profissão.

Os professores que descumprirem o que determina o PL estarão sujeitos a punições previstas no estatuto dos servidores.

Projetos semelhantes vem surgindo em diversos estados, sempre por influência de setores mais conservadores da direita e das bancadas evangélicas nos parlamentos.

É uma reação covarde ao livre debate de ideias e à aceitação da diversidade. Há também a expressa proibição ao que as bancadas evangélicas rotulam de “ideologia de gênero”.

Deve-se levar em conta também que os deputados da “bancada do camburão” vêm sofrendo forte rejeição por onde passam após o “papelão” que eles protagonizaram no massacre dos professores e servidores em 29 de abril, no confisco da Previdência e na negativa do reajuste da data-base dos servidores.

Muito dessa rejeição que os deputados sofrem é atribuída à atuação dos professores que não se calaram frente ao desmonte do Estado e da educação pública promovido pelo governador Beto Richa (PSDB) e seus deputados amestrados.

A esse projeto, soma-se a nova lei de eleição dos diretores de escola, que destruiu a democracia na gestão escolar. Com os professores amordaçados, não haverá mais resistência, raciocina(!) a bancada governista.

O PL da “mordaça dos professores” deve ser analisado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da ALEP na semana que vem. Assinam o projeto 13 deputados do PSC do Secretário de Desenvolvimento Urbano Ratinho Jr., além de um deputado do PRB, DEM, PMDB, PTB, PSDB e PP.

Veja a lista de todos que assinam o projeto: Deputado Gilson de Souza (PSC), Hussein Bakri (PSC), Pastor Edson Praczyk (PRB), Missionário Ricardo Arruda (PSC), Claudio Palozi (PSC), Paranhos (PSC), Artagão Junior (PMDB), Cantora Mara Lima (PSDB), Elio Rusch (DEM), Cobra Repórter (PSC), Tião Medeiros (PTB), Wilmar Reichembach (PSC) e Schiavinato(PP).

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Não é só o Porsche no nome de Jesus: Cunha loteou Cristo na internet

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Cunha sendo diplomado pela Assembleia de Deus

E então Eduardo Cunha tem três carros, um deles um Porsche Cayenne, no nome de Jesus.com. De acordo com o procurador Eugênio José Guilherme Aragão, o Porsche “é conduzido pela esposa de Eduardo Cunha, Cláudia Cordeiro Cruz”.

Por Kiko Nogueira, no DCM

Alguém que não o conhecesse poderia se surpreender com a heresia — ou a cara de pau –, mas isso está longe de ser um fato isolado. Cunha loteou JC na internet.

O site Pastebin, especializado em vazamentos de informações digitais, publicou a lista de domínios de internet do deputado federal Eduardo Cunha. São 288 endereços, sendo que apenas um deles é ativo — portaleduardocunha.com.br, atualizado com suas atividades parlamentares. A relação completa está aqui.

Um domínio é um investimento. Você pode vender depois. A manutenção custa entre 25 e 30 reais. Cunha, portanto, gasta de 7 mil a 8 mil reais por ano com a coisa. Dificilmente isso não é pago com dinheiro público. Dificilmente.

Outra razão é segurança. Ao adquirir os direitos sobre, suponhamos, deputadoeduardocunha.com.br, ele se protege de algum adversário que queira publicar absurdos em seu nome (como se precisasse, mas essa é outra questão). A cantora Taylor Swift, por exemplo, é dona de taylorswift.porn e taylorswift.adult, para impedir que internautas lucrem com sua marca.

Cunha cercou todas as variações possíveis com “deputado”, “federal”, “eleicao”. Mas, além disso, registrou absolutamente tudo relativo a “jesus”. Veja só: youtubejesus.com.br, facebookjesus.com.br, gmailjesus.com.br, radiofeemjesus.net.br, terrajesus.com.br, tvfeemjesus.net.br, uoljesus.net.br.

Se alguém quiser ganhar dinheiro na net com Cristo, terá de falar com Eduardo Cunha. Ele é proprietário, igualmente, de chegouasuabencao.net.br, compraabencoada.net.br, compracrente.net.br e crentecompra.com.br. Tem também o nossopovomerecerespeito.com.br.

Não o acuse de contraditório. Evangélico, o presidente da Câmara é fiel da Sara Nossa Terra e da Assembleia de Deus de Madureira, onde ele teria lavado 250 mil reais.

A lista de domínios significa que Eduardo Cunha não é apenas um homem de fé, mas de visão. Quando Jesus Cristo voltar, terá de negociar com o deputado se quiser montar um blog. Sabendo de quem se trata, não há dúvida de quem vai se dar bem na jogada. Deus é pai — do Cunha.

O purismo seletivo do PSTU

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Zé Maria, ombro a ombro com o corrupto Paulinho da Força (2013)

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) tem realizado importantes lutas por moradia no estado de São Paulo, inclusive cobrando mais agilidade e abrangência do Programa “Minha Casa Minha Vida” do Governo Dilma. A sua mais conhecida liderança, Guilherme Boulos, compareceu ao recentemente realizado Congresso da CUT, numa atitude de saudação e respeito pluralista a essa Central Sindical.

Ora, pois não é que o guru partidário da diretoria do Sinditest, o presidente nacional do PSTU, Zé Maria de Almeida, inventou de descer o pau em Guilherme Boulos por ter meramente comparecido ao evento da CUT?

Em resposta à “pureza revolucionária” do PSTU, Guilherme Boulos publicou o seguinte:

“PURISMO SELETIVO

Me mostraram hoje uma postagem de Zé Maria de Almeida, o eterno presidente do PSTU, chamando-me de ‘triste figura’ por ter ido à abertura do Congresso da CUT representando o MTST. Seria mais um comentário dos puristas de facebook, cada um mais revolucionário do que o outro, mas nenhum com disposição de enfrentar as necessidades da luta real. Mas não, neste caso é de um purista seletivo: são conhecidas as fotos de Zé Maria ao lado de Paulinho(**), em ‘unidade de ação’ com a Força Sindical. Ou sua iniciativa de construir - agora sim! - um novo campo de lutas junto com os burocratas da CGTB(*). A lógica parece ser a de que ele pode, porque afinal é um revolucionário... Já os outros, são pelegos e traidores. A figura de Zé Maria, triste ou alegre, demonstra que moral seletiva não é exclusividade da direita brasileira".

Por aí vocês percebem como funciona a mentalidade sectária e exclusivista dos dirigentes do PSTU. A mesma que orienta seus militantes do Sinditest e da Chapa 1 de situação...

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(*)CGTB: a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil nem é central reconhecida oficialmente no Min. Trabalho, por não preencher critérios mínimos para isso, e funciona como um tipo de ONG. Tem na sua direção um antigo burocrata sindical do extinto MR-8 de São Paulo (hoje Partido Pátria Livre, o PPL). Não consta que funcione no Paraná.
Não confundir com a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil), central reconhecida oficialmente e atuante em todo o país em defesa dos direitos dos trabalhadores e na oposição ao ajuste fiscal do governo federal.

(**)Paulo Pereira da Silva, o “Paulinho da Força”, é deputado federal do partido Solidariedade, sendo alvo de numerosas denúncias de receber dinheiro de corrupção. Paulinho, ao lado de FHC, Aécio, Serra e a turma do DEM são ativos organizadores da tentativa de golpe para derrubar Dilma.
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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Sinditest tem três chapas concorrentes - veja os componentes

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O quadro acima [clique na figura para ampliar] foi feito com base no edital da Comissão Eleitoral do Sinditest, reunida em 10/10, que homologou as três chapas para o pleito de novembro. Nesse Edital não constavam as respectivas lotações dos/das candidatos/as. 

Os nomes das chapas são:

*Chapa 1: "Sindicato é Pra Lutar" (de situação, ligada à atual diretoria da entidade);

*Chapa 2: "Todos Juntos Somos Fortes" (de oposição);

*Chapa 3: "Independentes com Força Total" (de oposição).

O embuste vai atacar direto

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domingo, 11 de outubro de 2015

Sinditest em disputa por três chapas

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Em novembro haverá eleições para a Diretoria do Sinditest. Numa primeira apreciação genérica das três chapas que a disputarão, podemos dizer o que se segue.

Para quem estiver contente com o atual rumo do sindicato e suas práticas, a chapa 1 é aquela que pretende fazer mais do mesmo. A vitória desta chapa dará 11 anos de presença ininterrupta, na diretoria, de pessoas como o casal Carla Cobalchini/Zé Carlos. Perante a Reitoria de Zaki Akel, a postura é de oposição sistemática, estreita abertura ao diálogo, somente o confronto sem quartel. Politicamente, uma chapa de ultra-esquerda, de posicionamentos fortemente radicalizados contra o governo Dilma, ao ponto de pregar sua derrubada, em paralelo ao discurso da direita golpista.

A chapa 3, embora se diga de oposição hoje, é comandada por quem já controlou o sindicato também por muitos anos, desde sua fundação nos anos 90 – os grupos de Antonio Néris e Wilson Messias, secundados pelo grupo de Djalma Pedro. Em relação à Reitoria da UFPR, provavelmente essa chapa será demasiado amistosa, haja vista em seu comando de bastidores haver dois membros de chefias comissionadas do reitor (Néris e Messias). Politicamente, uma chapa de centro, que não está preocupada em se posicionar em relação à conjuntura nacional.

O que, por sua composição, pode-se dizer representar alguma renovação é a chapa 2, também de oposição ao grupo de Carla Cobalchini. O grupo que capitaneia a chapa nunca esteve na diretoria do Sinditest e tem sua base na atual bancada de representação dos técnicos nos Conselhos Superiores. Na relação com a Reitoria de Zaki Akel, a independência deverá presidir o relacionamento institucional entre sindicato e administração, nem oposição sistemática nem adesismo. Politicamente, uma chapa de esquerda, crítica a diversas medidas recentes do governo Dilma mas sem embarcar na onda de golpismo inconstitucional apregoado pela direita e pela ultra-esquerda.

sábado, 10 de outubro de 2015

PSTU no Sinditest: 2 anos, 2 greves, 2 fracassos

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O bravateiro Zé Carlos, do PSTU, quer se reeleger. Base vai deixar?

A greve dos técnicos-administrativos das IFES acabou já faz algumas semanas. Foi esticada até agora em função de burocracias e formalidades em Brasília. E na UFPR esticada ainda com uma "ameaça" da Diretoria do Sinditest de prosseguimento pela pauta local, nomeadamente o imbroglio das 30 horas e o ponto eletrônico pretendido pela reitoria. Balela.

O próprio profetinha sectário da Diretoria foi forçado a reconhecer na assembleia passada que o gás da mobilização acabou.  Se é que esse gás foi de alguma monta de fato durante a greve, ou esta foi mais uma "greve de assembleias".  Porque se viu muitas pessoas que estavam com pique no começo do movimento, até empolgadas com os discursos dos diretores ligados ao PSTU, paulatinamente irem voltando ao trabalho em agosto, setembro, sem esperar decisões de assembleia.  Pois chega uma hora em que o excesso de discurso sem correspondência com a realidade enche o saco.

O retorno oficial ao trabalho então ocorre na próxima terça-feira, 13/10. Sem nenhum ganho no reajuste pretendido, que ficou no mesmo patamar com que o governo acenara no início da greve: 5,5% em 2016 e 5,0% em 2017.  Quando muito se pode falar no ganho minúsculo do aumento do step do PCCTAE em 0,1%, e só vigindo a partir de 2017.

Mas os bravos apóstolos da igrejinha do PSTU - que funciona a todo vapor na rua Agostinho Leão, 177, Alto da "Glória" - fazem malabarismos verbais tentando engrupir a categoria com a balela de que a "greve foi vitoriosa".  Teve-se "ganhos políticos importantes", ruge a bispa Carla da igrejinha.  E toca a botar a culpa de todos os problemas nas "correntes governistas"... 

Os PSTUístas do Sinditest são bravateiros, histriônicos.  Arrotavam vantagem de que tudo ia ser uma maravilha porque agora na FASUBRA "as correntes combativas" são maioria mas... quando em seus delírios deram com os burros n'água, a culpa fica sendo só dos "outros", pois autocrítica não é com eles.

Claro, querem se reeleger para a direção sindical nas eleições de novembro.  Mais anos de fiascos administrativos e políticos. Quem na base aguenta mais 3 anos disso?

E, não custa nada alertar, fiquem de olho nos descontos de seus contracheques...

O fim de Eduardo Cunha

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Eduardo Cunha foi-se.

Por Fernando Brito, no Tijolaço


Não há mais cumplicidade do PSDB, não há mais pedido de impeachment, não há nada mais que possa salvar Eduardo Cunha.  Ele sempre foi uma abjeção, mas agora é só um molambo.

Vai ter sua vida familiar, com seus gastos pagos com cartões suíços, esquadrinhada e execrada nas manchetes.  Os detalhes sórdidos se sucederão, um pior que o outro.  Infelizmente, os dele, só os dele.

Porque Eduardo Cunha não chegou aonde chegou sozinho. Comprou apoios e os revendeu a muita e variada gente.  É o escroque profissional, do tipo que pulula em Brasília.  Do tipo que todo mundo sabe que é mas não tem jeito de se livrar numa política movida a dinheiro, que ele insiste em eternizar, enfiando até na Constituição o financiamento empresarial.

Cunha era o ponta-de-lança do impeachment e só por isso ganhava o “benefício da dúvida” do tucanato.

Agora, nem este mais.


Eduardo Cunha não tem condições de fazer acordo com quer que seja.  Tornou-se um zumbi. Só o que pode fazer é contaminar.  Brasília inteiro sabe disso e não foi outra a razão que levou a maioria do PMDB a desembarcar de sua canoa.

Antes do PSDB, que comprou as “ações do Cunha” na alta e vai ter de vende-las na baixa.

Faro pior, só mesmo o de "Veja", que dá capa para a “queda” da Presidenta.  Deveria, por jornalístico, ter dado para a queda, sem aspas, do presidente da Câmara.  Que não chega vivo politicamente ao final da semana.

O Governo volta a ter maioria na Câmara, se não fizer besteira.  Deixe Cunha afundar sozinho e jogue bóias para os náufragos do seu barco.

Quem vai ganhar o abraço do afogado de Cunha é o PSDB, que o mimava.

A derrota de Cunha é a derrota de Moro, da Lava Jato e da mídia

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O grande azar de Cunha foi ter ficado ao alcance de quem não está sob seu domínio nem de seus amigos e aliados: a Suíça.  Foi o mesmo azar de José Maria Marin.

Por Paulo Nogueira, no DCM

No Brasil, Cunha permaneceria impune como sempre aconteceu nestes anos todos de uma carreira obscura e cheia de acusações de delinquência.  Nem Moro e nem a Polícia Federal têm alguma ação sobre tipos como Cunha.  Isso mostra a face real do combate à corrupção que se trava no Brasil da Lava Jato.

Quem acredita nos propósitos redentores dessa cruzada demagógica acredita em tudo.

O alvo é um, e ele não inclui figuras como Cunha ou Marin.

Isso significa que, passado o circo da Lava Jato, nada de efetivo terá mudado – a não ser que se alterem profundamente a estrutura de fiscalização a roubalheiras no Brasil de forma que fiquem desprotegidos os plutocratas e amigos seus como Cunha.

O episódio deixa também exposta a imprensa.  O que ela fez para investigar Cunha nestes anos todos, e sobretudo nos últimos meses quando ele acumulou um poder extraordinário no Congresso graças a seu gangsterismo?

Nada. Nada. Mais uma vez: nada.

Não por inépcia, ou não por inépcia apenas. Mas por má fé, por desonestidade.  Cunha era aliado, porque significava um ataque permanente ao governo Dilma.

E aos aliados a imprensa não cobra nada. Veja como Aécio tem sido tratado. Como ele escapou de ser sequer citado como amigo de Perrela no caso (abafado por jornais e revistas) do helicóptero de meia tonelada de pasta de cocaína.

A derrota de Cunha frente às autoridades suíças é, também, a derrota de Moro, da Lava Jato e da imprensa, não necessariamente nesta ordem.

Tanto estardalhaço nas prisões dos suspeitos de sempre, e tanta permissividade em relação a tipos como Eduardo Cunha.

É preciso destacar também o papel patético, nesta história criminosa, do PSDB.  Já eram cabais as evidências contra Cunha e seus líderes, num universo paralelo, diziam que era preciso dar a ele o benefício da dúvida.

Este benefício jamais foi dado a ninguém fora do círculo de interesses do PSDB.

É uma demonstração incontestável de que a lengalenga anticorrupção do PSDB é a continuação da mesma estratégia golpistas que matou Getúlio e derrubou Jango.  É a velha UDN de Lacerda ressuscitada nos tucanos.

Na condição de morto vivo, ou morto morto, Eduardo Cunha cala sobre o que deveria ser dito – a questão das contas – e tagarela sobre o que é ridículo dizer.  Ele está se fazendo de vítima. Diz que está sendo perseguido pelo governo e pelo PT.  Não foi ele que roubou, não foi ele que barbarizou, não foi ele que criou contas secretas expostas pelas autoridades suíças: é o PT que está perseguindo.

A isso se dá o nome de doença.

É preciso louvar, por último, o papel de Janot.  Fosse nos tempos de FHC com seu engavetador geral, sabemos onde ia dar o dossiê dos suíços.

Na gaveta.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Plenário da Câmara pode votar ataque histórico aos direitos dos trabalhadores

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A Comissão Mista que tratou da MP 680, relativa ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), aprovou emenda ao texto prevendo a prevalência do negociado sobre o legislado, ou seja, só vale o que estiver na CLT se um acordo ou convenção coletiva não dispuser em sentido diferente. A emenda, acatada pelo relator, deputado Daniel Vilela (PMDB-GO), e aprovada no colegiado, é do deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS). 

Por Antônio Augusto de Queiroz, no Portal Vermelho

O texto será votado pelo plenário da Câmara e, se aprovado pelo plenário do Senado, representará o maior retrocesso já havido nas relações de trabalho, porque flexibiliza e cria condições para precarizar os direitos dos trabalhadores, especialmente em momento de retração da atividade econômica.

A emenda incorporada ao Projeto de Lei de Conversão da MP 680 tem conteúdo equivalente ao do PL 5.483/01, da Era FHC, que foi aprovado na Câmara por 264 votos a favor, 213 contrários e duas abstenções. Esse projeto chegou a tramitar no Senado, PLC 134/01, mas foi arquivado em face da aprovação da Mensagem 78/03, enviada ao Congresso pelo presidente Lula, que pedia a retirada de tramitação desse projeto de iniciativa do Poder Executivo.

O projeto de flexibilização da CLT, elaborado na gestão do ministro do Trabalho Francisco Dornelles (PP-RJ), durante o governo FHC, teve como relator na Câmara o ex-deputado e atual ministro do TCU, José Múcio Monteiro (PTB-PE). O então deputado e atual senador Paulo Paim (PT-RS), que lutou com todas as forças contra o projeto na Câmara, foi candidato ao Senado com o propósito de barrar a tramitação da matéria lá na Câmara Alta.

Passados 14 anos, por iniciativa de deputados vinculados à bancada empresarial, o pesadelo da flexibilização da CLT volta à cena, e desta vez numa manobra escandalosa. A emenda que institui, em caráter permanente, a prevalência do negociado sobre o legislado, se dá numa medida provisória que trata de um programa temporário de combate ao desemprego, com prazo máximo de duração de dois anos.

Quanto à emenda, registre-se que todas as Centrais Sindicais foram contrárias à sua aprovação e que também houve manifestação contrária da então Secretaria-Geral da Presidência da República, embora o Ministério do Trabalho e Emprego tenha sido completamente omisso nesse processo. Apesar disto, o texto foi aprovado por 12 votos a oito, conforme segue.

Quadro de Votação de quais deputados foram a favor dos trabalhadores 
(contra a emenda precarizante) e quais contra (a favor da emenda)



domingo, 4 de outubro de 2015

A morte das revistas semanais brasileiras

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É a morte do jornalismo semanal. E uma morte infame, desonrosa, suja.  Tantas revelações em torno de Eduardo Cunha com suas contas na Suíça, e nenhuma revista semanal o deu na capa.
Por Paulo Nogueira, no site DCM

Que ele precisaria fazer para ir para a capa da Veja, da Época e da IstoÉ?

A mídia fala tanto em corrupção, e, quando aparece um caso espetacular destes, finge que não viu.

É uma amostra do que a imprensa sempre faz quando se trata de político amigo: joga a corrupção para baixo no tapete.

Isto se chama manipulação.

O brasileiro ingênuo é, simplesmente, ludibriado. Depois, corre para as redes sociais para vomitar as besteiras que leu na imprensa.

Durante a semana a mesma coisa ocorrera com os jornais. Eles esconderam o caso Cunha.

Fernando Morais comentou as capas logo na manhã de sábado. Notou, com razão, que parte disso é culpa do próprio PT por ter enchido de dinheiro público empresas de mídia que desinformam e não hesitam em sabotar a democracia quando sentem que seus inumeráveis privilégios correm risco.

As capas das revistas semanais e as primeiras páginas dos jornais nestes dias demonstram que, na prática, existe um monopólio na mídia brasileira.

São quatro ou cinco famílias, e na verdade uma só voz.

Não fosse a mão invisível do mercado, para usar a grande expressão de Adam Smith, e o poder das grandes corporações jornalísticas seria um obstáculo formidável ao avanço social brasileiro.

Mas a mão invisível trouxe a internet, e com ela um jornalismo que se contrapõe ao gangsterismo editorial das grandes corporações.

Fazer jornais e revistas de papel é coisa para grandes empresas, pelo tamanho dos investimentos necessários.

Mas montar um site é barato. Você não tem que imprimir sua publicação em gráficas, pagar uma distribuidora, comprar papel em fábricas finlandesas e coisas do gênero.

Seu custo é infinitamente mais baixo.

Paralelamente, a voz única das grandes corporações abre um espaço enorme para visões de mundo diferentes.

Foi assim que surgiu e floresceu, na internet, um jornalismo dissidente vital para a democracia nacional.

Considere: sob Getúlio e Jango, vítimas da imprensa, não houve contraponto à narrativa golpista da imprensa.

(Getúlio, um homem de visão, tentou resistir aos barões da imprensa com a criação de um jornal, a "Última Hora", mas era quase nada diante da avalanche dos grandes jornais.)

Avalie como seriam as coisas sem o contraponto dos sites independentes.

O caso Eduardo Cunha mostra muitas coisas, e não apenas sobre a mídia. Estampa a parcialidade da Justiça e da Polícia Federal, também.

Cunha tinha que estar dedicando todo o seu tempo a se defender das acusações terríveis que pairam sobre ele.

Em vez disso, trama a derrubada de Dilma como se não tivesse nada além do impeachment em sua agenda.

Ele só faz isso porque sabe que goza de ampla proteção.

Essa proteção ficou grotescamente evidente neste final de semana, nas bancas brasileiras, com as capas das revistas semanais.

sábado, 3 de outubro de 2015

Filiado do Sinditest será cobrado em dobro em outubro. Sorria!

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A Diretoria do Sinditest joga o pepino pra cima do MPOG. O MPOG diz que o erro foi do Sinditest, que falhou na documentação para recredenciamento da entidade, razão pela qual o sindicato dirigido pelos lírios do PSTU ficaram sem arrecadação em julho.

Fato é que agora em outubro, você filiado será tungado no dobro (2 x 1,5% do vencimento básico) do que era descontado: dois meses num pau só, incluindo mensalidade normal e a contribuição extra ao Fundo de Greve dessa greve que não deu em nada.  Sorria.

Enquanto você por quatro meses ficou sem RU, a diretoria fez muito discurso, passeou em Brasília e tomou caju. Com direito a vale-creche.  E agora ainda querem ficar mais três anos às suas custas, porque tem eleição em novembro.  Sorria!

Democracia do PSTU no Sinditest apronta mais uma: agora censuram filmagens de assembleias abertas da base

2 comentários:
Com efeito, o partido ultra-revolucionário que se apossou do Sinditest desde 2012 está se esmerando em aperfeiçoar sua "democracia" sindical.  Depois da assembleia-fantasma dentro de UTI do HC, depois da assembleia-churrascão para aprovar estatuto novo e depois de proibir transmissão online ao vivo das assembleias de greve, agora a moda dos iluminados diretores é censurar a filmagem de assembleias.  

Mesmo que elas se deem a céu aberto, como foi o caso da reunião ocorrida na semana passada, no pátio da Reitoria, como se vê no vídeo acima, em que a presidente-bispa da igrejinha PSTUísta Carla Cobalchini faz sua exposição (aliás, vídeo integral, sem cortes nem edições).

O vídeo acima foi o último que o Editor deste Blog pôde fazer antes de o profetinha sectário da Diretoria, apóstolo Martius Solaris, vice-presidente da igrejinha, encaminhar ao plenário daquela assembleia uma determinação para que cessasse a filmagem.  Note-se que um outro servidor, na primeira fila da assembleia, também filma a assembleia com seu celular, sem ser incomodado.

Antes que fosse covardemente tolhido por uma antidemocrática determinação da mesa da assembleia, este Editor apresentou sua própria questão-de-ordem ao plenário, lamentando profundamente a censura, aliás, inédita no movimento sindical.  Reafirmamos que todas as filmagens já feitas constituem importante acervo de memória do movimento sindical da UFPR e cópias delas sempre estiveram à disposição de quaisquer diretorias sindicais mediante solicitação.  Em seguida, retiramo-nos desse "superdemocrático" evento.

A tal ponto chegou a paranoia do PSTU, que se julga acima do bem e do mal, supremo dono das verdades.  E dono das mensalidades, que virão cobradas em dobro em outubro, por sinal.  Isto numa Universidade Pública, que deveria primar pela democracia.