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Luta sem trégua contra o governo usurpador

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Contramão: ultraesquerda não apoia lei de democratização da mídia

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Enquanto deputados do PT, PCdoB, PDT, PSB buscam convergências que os unem na defesa do projeto, o PSOL só fica nas críticas aos governos Lula/Dilma e na prática se soma aos conservadores

A audiência pública sobre o projeto de iniciativa popular da Lei da Mídia Democrática, realizada na terça passada (12/11), na Câmara, acabou se transformando em uma discussão política e ideológica sobre as diferentes visões da esquerda sobre a comunicação. E demonstrou a voracidade com que se dará, nas eleições 2014, o debate no campo progressista sobre as reformas estruturantes necessárias à consolidação da democracia brasileira.

Enquanto os deputados do PT, PCdoB, PDT, PSB buscaram as convergências que os unem na defesa do projeto, o PSOL fez duras críticas aos governos Lula/Dilma e explicitou diferenças ideológicas que dividem os principais partidos de esquerda que estão na situação e na oposição.

O evento, organizado em conjunto pelas comissões de Educação, Cultura e Ciência e Tecnologia, convidou a representante do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé, Sônia Corrêa, e a presidente do Fórum Nacional de Democratização da Mídia (FNDC), Rosane Bertotti, que apresentaram o projeto da Lei da Mídia Democrática aos deputados e representantes da sociedade civil. E lotou o plenário da casa com parlamentares, militantes da causa e estudantes, muitos deles os mesmos que ganharam as ruas, em junho, para protestar, entre outras coisas, contra a mídia.

Presidente da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão, a deputada Luíza Erundina (PSB-SP) lembrou que o projeto aborda os principais pontos construídos na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), ocorrida há quatro anos, que deixou um grande legado sobre o tema. Para ela, o projeto tem o mérito de estar fundamentado em um amplo processo de construção coletiva, a Confecom, além de ser encaminhado ao congresso via iniciativa popular. A deputada ressaltou o fato de que, apesar de haver consenso na sociedade sobre a importância de se regulamentar a comunicação, o parlamento não responde a esta reivindicação histórica da população.

O deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) recordou a luta travada pela principal liderança do seu partido, Leonol Brizola, contra os abusos da mídia e reafirmou o apoio do seu partido à proposta. Ele cobrou uma presença mais efetiva do das centrais sindicais nas mobilizações, considerando que elas também são vítimas privilegiadas do oligopólio da mídia, assim como os movimentos populares e a política no seu sentido mais amplo. “É essencial uma reforma democrática e democratizante que transfira poder à sociedade”, ressaltou.

A deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) acrescentou que a luta pela democratização da comunicação precisa sair da seara das entidades que debatem o assunto e virar uma bandeira de toda a população. Segundo ela, uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, que será lançada na semana que vem, revela que 71% da população é favorável a algum tipo de regulação da mídia. Todos os países regulam a mídia, todas as outras concessões públicas do Brasil tem algum tipo de regulação”, argumentou.

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Fonte: Carta Maior

Zaki Akel vai rever decisão sobre EBSERH?

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Como sabemos, o Conselho Universitário da UFPR tomou decisão sobre repassar o Hospital de Clínicas ao controle da EBSERH, recusando o contrato com a nova empresa pública de direito privado criada para gerir os hospitais universitários.  Candidato à reeleição em 2012, o reitor Zaki Akel declarou ser, naquela ocasião, contrário à EBSERH (apesar da versão original do PDI feito sob orientação de seu vice-reitor alguns meses antes).

No entanto, a cada dia torna-se mais exasperante a crise do HC, onde há carência crescente até de itens básicos de limpeza, sem falar na insuficiência de servidores, cujo quadro vai minguando sem reposição.  A intenção é mesmo criar uma situação insustentável que force a Universidade a se atirar nos braços da EBSERH como única saída.  Até o jornal Gazeta do Povo aparenta estar empenhado nesse sentido.

Ontem (21/11), pela manhã, uma assembleia de servidores técnico-administrativos realizada no pátio da Reitoria, acompanhada também por alguns docentes e alunos, debateu esse caos e indicou a intensificação de mobilizações em defesa do HC, contra a EBSERH, que pode chegar ao ponto da convocação de uma greve.  Receia-se que o reitor paute o tema HC/EBSERH na sessão do Conselho Universitário marcada para 28/11, e então proponha a revisão da decisão de recusa da empresa.

Na avaliação de Astrid D'Ávila, ex-presidente da APUFPR, ouvida ontem por este blogueiro, não haveria condições políticas para o reitor arriscar-se a propor a reconsideração do decidido no CoUn sobre a EBSERH.  Além disso, diz ela, tem pipocado denúncias de mau uso de recursos públicos por gestores da EBSERH em HU's de Universidades que aderiram à empresa, o que desmontaria o argumento de gestão mais eficiente e correta.

As entidades reunidas ontem pretendem fazer mobilizações internas e de sensibilização do povo de Curitiba e do estado sobre esse grave problema.  Querem conclamar para que todos se unam em torno da proposta de que a saída para a crise do HC está no que se defende há tempos: abertura de concurso público para repor pessoal via RJU e destinação de mais recursos públicos ao hospital a serem geridos no âmbito da UFPR e não de qualquer estrutura externa.

Mais de uma vez, e desde a tomada de conhecimento da versão original do PDI, alertamos que o sentimento íntimo de dirigentes com visão administrativista/gerencialista, como os que comandam hoje a UFPR, aponta na direção da EBSERH.  Se o reitor ousará confrontar as entidades da comunidade para mudar a rota do HC, veremos nas próximas semanas ou meses.  

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Salve o Dia da Consciência Negra

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Prestamos homenagem ao Dia da Consciência Negra, nesta quarta-feira, 20/11, através da figura de um negro brasileiro, lutador em todos os sentidos, Osvaldão, que tombou em defesa da liberdade, por uma pátria soberana e democrática, nas selvas do Araguaia.

Osvaldo Orlando da Costa, cidadão negro de quase dois metros de altura e pesando uns 100 kg, nasceu em Passa Quatro (MG).  Foi morar no Rio de Janeiro, onde foi campeão de boxe pelo Botafogo e chegou a ser tenente do Exército. Engenheiro formado em Praga, na antiga Checoslováquia, era inteligente, gostava de dançar e tinha um bom humor inconfundível. 

No filme "Araguaya, a conspiração do silêncio", de Ronaldo Duque, um pouco do bem-humorado e combativo Osvaldão pode ser visto através da interpretação do ator Northon Nascimento.

Em meados dos anos 60, sua aguçada sensibilidade social levou-o ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Com a instalação da ditadura militar em 1964, e a repressão comendo solta nas cidades, o PCdoB deslocou um contingente de militantes para o sul do Pará, em torno do rio Araguaia, a partir de 1967. Osvaldão logo se ofereceu à duríssima empreitada de construir uma área de resistência política e armada no Araguaia.  Ali atuou como garimpeiro e mariscador, para não levantar suspeitas, ao mesmo tempo que organizava camponeses para a luta contra o latifúndio e treinava a atividade guerrilheira nas matas.

Sua disciplina e coragem levaram-no a ser comandante do Destacamento B da guerrilha – posto que exerceu até o fim da luta (terminada exatamente com seu assassinato, em janeiro de 1975). Osvaldão foi o último guerrilheiro a cair. Faminto, sem armas e sem munição, doente e nu, foi surpreendido numa roça de milho por um grupo de soldados. Quem atirou, porém, foi um mateiro de nome Arlindo Piauí, contratado pelo Exército por ser conhecedor da área. Morto com uma bala de espingarda no coração, o gigante negro foi amarrado a um helicóptero, pelos pés, e exibido como um troféu à população pobre, que o apoiava. Depois, teve a cabeça cortada. Seus restos mortais nunca foram encontrados. Ele tinha 34 anos. 

Assassinado – assassinado sim, porque estava desarmado no momento do encontro fatal – Osvaldão não teve tempo de esboçar reação ou dizer uma última palavra. O corpo tombou na direção de um remanso e o sangue tingiu o rio. Apesar das inúmeras tentativas de apagar o nome de Osvaldão da história brasileira, ele figura ao lado de Zumbi, Solano Trindade, Patrice Lumumba, Martin Luther King e de tantos outros heróis negros que dedicaram suas vidas a uma causa coletiva e nobre.  

Quem vai fiscalizar a Diretoria sindical fiscalizada pelo PSTU?

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Quem se habilita? Desde 14/11, até a próxima sexta-feira (22/11) estão abertas inscrições de chapas para a eleição do Conselho Fiscal do Sinditest. O Conselho é formado por seis integrantes, três titulares e três suplentes.  

No papel (segundo o Estatuto), o Conselho detem certos poderes para cobrar várias coisas da Diretoria do sindicato.  Pode até, diz o estatuto, por conta própria e justificativa plausível, chamar Assembleia Geral no âmbito de suas atribuições fiscalizatórias, coisa que jamais aconteceu, principalmente no recente reinado dos pequenos "imperadores" Messias e Antonio Néris (2008-2011), responsabilizados por irregularidades contábeis conforme sugere o relatório da auditoria da firma Concept.

O poder da Diretoria, entretanto, é imenso, e permite simplesmente aplastrar boas intenções de um Conselho Fiscal que almeje de fato trabalhar pela justeza e transparência máxima da administração sindical.  Uma definição mais clara e delimitação de poderes para o Conselho Fiscal pode vir com uma mudança democratizante radical no Estatuto do Sinditest. Isso se a Diretoria reeleita não quebrar mais uma vez sua promessa de campanha de reformar o Estatuto...

A eleição é conduzida pelo servidor Valter Maier, presidente da Comissão Eleitoral já nomeada, e vai acontecer em 5 de dezembro, uma quinta-feira.  Para mais informações, veja o Edital aqui.

Privataria, reeleição e o cínico FHC

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O ex-presidente FHC, um dos mais detestados e rejeitados da história do Brasil, está eufórico com as prisões arbitrárias dos condenados no julgamento midiático do “mensalão”. Nesta segunda-feira (18), durante seminário do combalido PSDB em Poços de Caldas (MG), ele festejou a postura macabra do presidente do STF, Joaquim Barbosa. “Hoje vejo que a Justiça começa a se fazer... Aqueles que hoje exercem o papel maior da República não souberam honrar a confiança que o povo depositou, transformaram-se em negocistas e em nome de transformar o Brasil, transformam suas próprias vidas”.

A declaração é de um cinismo deplorável. Quem é FHC para esbravejar que “a Justiça começa a se fazer”? O seu falso moralismo não resiste aos fatos – ele apenas se sustenta devido à ação seletiva e à cumplicidade da mídia golpista. Basta lembrar que o tal “mensalão” teve início oito anos antes do esquema de caixa-2 do PT, pelas mãos de um ex-governador tucano, Eduardo Azeredo (PSDB-MG) – que nunca foi apurado e corre o risco de arquivamento no mesmo STF.

Basta lembrar que no triste reinado de FHC surgiram graves casos de corrupção. Entre os mais famosos, está o da compra de votos para garantir sua reeleição – como prova o livro “O príncipe da privataria”, do jornalista Palmério Dória. Também se encontram as privatizações criminosas das estatais – documentadas no livro “A privataria tucana”, de Amaury Ribeiro. Isto sem citar os escândalos do Proer, da “pasta rosa” e tantos outros.

Desesperado com as dificuldades de Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano, FHC tenta vender a imagem de um PSDB “ético”. Isto quando surgem denúncias sobre o esquema milionário do propinoduto em São Paulo, que envolve multinacionais do setor do transporte e vários governantes do PSDB, ou sobre a máfia dos fiscais na capital paulista, que envolve um dos aspones do ex-prefeito José Serra.

A declaração de FHC em Poços de Caldas devia ser registrada em cartório – afinal, ele gosta de negar o que escreve e fala. Ela serve para mostrar que as elites são implacáveis no seu ódio de classe, o que alguns pragmáticos insistem em relativizar. O falso moralismo é usado como instrumento sujo da luta pelo poder – a história udenista é rica neste sentido. Não dá mais para conciliar com esta gente cínica, hipócrita e vingativa. A conciliação deseduca e desarma a militância para os momentos mais difíceis!
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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Vamos ajudar o Fluminense?

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O time do Fluminense foi campeão do Brasileirão Série A em 2012. Este ano está penando para não cair para a segunda divisão.

O Sinditest está convocando assembleia geral para as 13h30 desta 3a.-feira, dia 19/11, no Anexo B do HC.  Na pauta, o que fazer diante da intenção da empresa Unimed de reajustar o escorchamento mensal do Plano de Saúde Flex.

Nos meios futebolísticos correu a notícia de que a Unimed nacional injetou, em 2012, algo da ordem de 100 milhões de reais (R$ 100.000.000,00 - sim...) como patrocínio para o time do chefe da Unimed - o Fluminense.  E continua injetando uma grana alta no clube "pó-de-arroz" do Rio.  Ao mesmo tempo, a Unimed faz o que pode para negar custeio para diversos tipos de tratamento, como em muitos casos de câncer de seus associados.

Então, quem toparia aliviar a barra dos torcedores do Flu que dirigem a Unimed e serem condescendentes com o aumento da mensalidade do Plano de Saúde?  Ou, opostamente, dar cartão vermelho definitivo para as máfias empresariais travestidas de operadoras de planos de saúde e lutar pra valer pelo fortalecimento e aperfeiçoamento do SUS? 

A trajetória das Centrais Sindicais

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Agora que as centrais sindicais tomaram gosto pela estratégia de unidade na ação e colhem os frutos de suas vitórias é preciso rememorar o caminho percorrido. 

Por João Guilherme Vargas Netto

As centrais, sem exceção, nasceram como agregações de algumas grandes e influentes entidades, quaisquer que tenham sido as motivações ideológicas e as oportunidades de suas criações. Essas características, ao mesmo que delimitavam o campo de atuação das centrais e marcavam suas “especialidades”, as afastavam na luta pela conquista de um lugar ao sol. 

Com a resistência sindical ao neoliberalismo e seus ataques ao sindicalismo e aos direitos e conquistas dos trabalhadores e com a mudança para melhor da conjuntura econômica os fantasmas divisionistas foram sendo espancados ao mesmo tempo em que emergiam pautas unificadas, lutas unificadoras e avanços consideráveis. O pelotão sindical se reagrupou.

Exemplos poderosos deste processo foram as marchas à Brasília, os contatos com os poderes da República (sem cooptação ou subserviência) e a grande vitória do estabelecimento de uma política permanente de reajuste, com ganho real, do salário mínimo. Acrescente-se o reconhecimento do papel das centrais e a obtenção de recursos dos trabalhadores que pagam a contribuição sindical, com emprego que se formaliza.

Hoje, uma vez convencida da dinâmica unitária positiva, cada uma das centrais comporta-se como uma verdadeira entidade nacional – não apenas como somatório de suas entidades sindicais – e procura desenvolver políticas próprias de crescimento orgânico, de qualificação de seus dirigentes, de concentração em áreas de rápido desenvolvimento econômico ( o “arco” que percorre o nordeste, o norte e o centro-oeste brasileiros) com aplicação nacionalizada e racionalizada de seus recursos, geridos por suas direções nacionais. 

O papel integrador nacional das direções das centrais é concomitante à unidade de ação entre elas, com uma plataforma comum avançada capaz de reforçar o que precisa de reforço e de se apoiar na dinâmica de luta de grandes categorias nacionais (como, por exemplo, os trabalhadores da construção pesada e os portuários).
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Dia 12/11 Centrais Sindicais se unem em Ato contra o Fator Previdenciário

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Pressão adia votação do projeto antigreve no serviço público

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Sentados, Vacarezza e Jucá: traíras

Foi cancelada, por falta de quórum, a sessão da Comissão de Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos da Constituição Federal, que analisaria, na quinta-feira (7), o relatório do senador Romero Jucá (PMDB/RR) sobre o projeto que trata da regulamentação do direito de greve dos servidores públicos. A Comissão do Senado volta a se reunir no dia 20, às 15h.

Inspirada no Projeto de Lei (PLS) 710/2011, do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), a proposta proíbe greve nas Forças Armadas, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar, exigindo que os demais profissionais de segurança pública atuem com 80% do contingente.

Além disso, de acordo com o texto, outras 22 categorias de serviços essenciais, como a atividade de arrecadação e fiscalização de tributos e contribuições sociais, assistência médico-hospitalar e ambulatorial, transporte público e defensoria pública, devem manter no mínimo 60% dos servidores trabalhando.

Desde sua criação, o texto tem sido alvo de constantes críticas da CTB e das demais centrais sindicais, pois, para as entidades, do jeito que está, o projeto não regulamenta o direito de greve, mas inviabiliza qualquer movimento paredista, já que exige quase totalidade do número de servidores trabalhando.

Outra crítica da CTB é que, até agora, as centrais sindicais não foram chamadas para apresentar sua posição sobre a proposta.

Para o secretário de Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB, João Paulo Ribeiro, que esteve presente na sessão de quarta (6/11), o momento agora é de pressionar os parlamentares contra o projeto antigreve. Os trabalhadores devem acompanhar a sessão do dia 20, em Brasília, para pressionar e cobrar compromissos dos senadores e deputados”, disse o dirigente.

João Paulo também ressalta a importância do trabalho parlamentar nos estados. “Devemos cobrar, principalmente, do senador Romero Jucá, que é relator da proposta, e do presidente da comissão, deputado Cândido Vacarezza  (PT-SP). É preciso sensibilizá-los sobre os prejuízos dessa proposta que representa retrocesso”, enfatizou o diretor da CTB.

Após o anúncio de que a reunião seria suspensa, o relator da proposta foi vaiado pelos presentes ao afirmar que não recebeu nenhuma sugestão nem foi procurado pelas centrais sindicais até o momento. “Continuo aberto para tratar todos esses temas. Estamos aguardando para que os sindicatos e as centrais sindicais possam encaminhar o trabalho para que a gente possa melhorar o texto”, disse Romero Jucá.
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Fonte: Portal CTB 


sábado, 9 de novembro de 2013

Adesão do HC da UFPR à EBSERH: prossegue campanha na Gazeta do Povo

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A edição deste sábado (9) do jornalão burguês de Curitiba traz entrevista com o superintendente do Hospital Universitário de Brasília (HUB), enaltecendo as vantagens da adesão da UnB à EBSERH e descartando problemas.  A matéria "Adesão à EBSERH só nos trouxe benefícios" na Gazeta abre com o seguinte trecho:

"A perda de autonomia administrativa foi a principal razão alegada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) para não aderir à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). O órgão criado pelo governo federal em 2011 visa resolver a falta de pessoal nos hospitais universitários, um problema crônico no Hospital de Clínicas da UFPR.  Em janeiro próximo, o Hospital Universitário de Brasília (HUB) completa um ano de adesão à Ebserh. Ao avaliar os últimos dez meses, o superintendente do HUB, Hervaldo Sampaio Carvalho [foto], é taxativo: não houve perda de autonomia. Segundo ele, as decisões referentes às atividades de ensino, pesquisa e extensão continuam a ser conduzidas pela Universidade de Brasília (UnB). 'A autonomia universitária está mais garantida com a Ebserh porque não existe autonomia universitária sem autonomia financeira', afirmou, em entrevista à Gazeta do Povo."

O tempo passa e devagar vai-se dando o estrangulamento de recursos financeiros e de pessoal do HC, criando o cenário para que a UFPR seja forçada a entregar o hospital à gestão da EBSERH.  Lembramos matéria deste Blog de 06/agosto/2012 ("EBSERH: o plano da Reitoria da UFPR"), que advertia sobre o PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional), feito por equipe sob comando do vice-reitor Mulinari.  Na versão inicial do PDI, a criação daquela empresa pública dentro do MEC já era vista como oportunidade a ser agarrada, como mostra a figura abaixo, copiada do PDI.  Apesar de o então reitor-candidato negar tudo de pés juntos e dos alertas da candidatura de oposição na eleição da Reitoria de 2012. Logo, não haverá muita surpresa se o COUN for chamado - em condições oportunas e especiais - para reconsiderar suas decisões acerca da EBSERH.
Foto de trecho do PDI-Anexo sobre o HC

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Guinada à direita

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A direita vai bem, tem espaço na mídia e só conhece a linguagem do ódio. É tão desprovida de humor que nem percebe quando estão rindo dela.

Por Nirlando Beirão - CartaCapital

Raymundo Faoro costumava alertar Mino Carta: “Não abuse da ironia, que as pessoas não vão entender”.

Antonio Prata, colunista da Folha e (antes que alguma alma azeda venha me cobrar transparência) meu querido enteado, produziu uma obra-prima de ironia em sua crônica de domingo (“Guinada à direita”).

Correu o risco citado pelo perspicaz Faoro.

Aquele escritor que a ombudsman rotulou de “delicado”, na ansiosa tentativa de livrar a cara do patrão e estabelecer um contrapeso (junto com Jânio de Freitas, notório bolchevique, e Vladimir Safatle, que corrompe a juventude com sua lábia marxista-leninista), com os colunistas brucutus que a Folha acaba de recrutar... Bem, o “delicado” Antonio de repente saiu atirando contra “a gentalha”, “o crioléu”, as cotas raciais, “os privilégios das minorias”, os índios, “as bichas”, “as feministas rançosas”, “os velhos intelectuais da USP”, a "rubra súcia” que domina todas as instancias da nação. “Como todos sabem, vivemos num totalitarismo de esquerda”, escreveu o cronista.

Houve gente, muita gente, que leu ao pé da letra o que poderia ser a transcrição literal de um discurso de Mussolini ou de uma reunião de pauta da revista Veja.

Mas aí está o delicioso maquiavelismo do cronista. Ele armou bem armada a arapuca para aqueles que pensam assim – e que têm maior ou menor pejo de alardear sua opinião. Aquilo que um redondo articulista de um jornalão uma vez me disse: “A gente não escreve, mas é o que a gente pensa”.

Antonio Prata fez sair da toca, estrepitosamente (reparem a coluna de cartas da Folha, chequem o Facebook), aquilo que Reich chamava de “o fascismo ordinário”, o gérmem truculento e preconceituoso de nossa gente – pessoalzinho que, pelo visto, é leitor da Folha e, que me perdoe a ombudsman, não por acaso.

Convocados pelas artimanhas da ironia, os brutamontes caíram na armadilha. Foi delicioso assistir ao espetáculo.

A crônica de Antonio Prata também baliza a fronteira que o governador Eduardo Campos e a Marina Silva, por exemplo, simulam desconhecer. É blablablá essa história de que caíram os muros da ideologia. No Brasil, a direita vai bem, muito bem, tem espaço bem pago na mídia, e a única linguagem que ela conhece é a linguagem do ódio.

É tão desprovida de humor que nem percebe quando estão rindo dela.

Chapa dirigida pelo PSTU vence eleição do Sinditest

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A ultraesquerda ligada ao PSTU, representada na Chapa 1, venceu a direita (Chapa 2) na eleição sindical ocorrida em 6-7 de novembro.  A máquina da Reitoria, que deu sua mãozinha para a chapa 2 dos veteranos pelegos, foi derrotada pela máquina sindical-partidária aparelhada pelo PSTU.  Os números totais finais apurados na madrugada de hoje foram:

* Chapa 1 - Sindicato é pra lutar: 1375 votos (64% dos válidos);

* Chapa 2 - Sindicato para todos: 773 (34% dos válidos).

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Eleição da vergonha

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Com a divulgação, ainda que envergonhada e parcial, de um "relatório" da auditoria, por mais que interpretado pela pena de algum diretor do Sinditest, ficou confirmado o que muitos já sabiam ou suspeitavam.  O período recente das gestões do sindicato - das quais participaram candidata e candidato a presidência do Sinditest nesta eleição - foi eivado de transações muito suspeitas, quando não claramente irregulares.

A atual Diretoria, "Mudando o rumo dos ventos", não mudou vento nenhum. No fundamental, não mudou porra nenhuma, basta perguntar qual foi a conquista concreta econômica do período 2012-13.  Mudou um pouco o discurso, mas o fundo é o mesmo - encobrir os atos suspeitos de que sua presidente e outros diretores participaram.  Tivessem honradez e honestidade, buscariam averiguar tudo, por as coisas todas da entidade em pratos limpos perante assembleia da categoria, soberana para decidir sobre a sujeira, e só depois se marcaria eleição para ver quem tomaria conta da entidade.

Não fazem isso. Claro, abrir mão de um sindicato tão rico...  Disputam seu comando como se disputassem um frango assado, o bife do almoço...

Por isso, esta é a eleição da vergonha.  Onde direita e ultraesquerda se abraçam para encenar uma suposta democracia.  Participar desse circo não é para quem preze a honestidade. Quem quer que ganhe, e leve, e faça uma (indi)gestão, está coberto de sujeira, hipocrisia, dissimulação.  Assim, todo filiado com vergonha na cara não deveria participar desse espetáculo de malandragem.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Quem estava no fato, tinha domínio do fato e agora quer tirar o seu da reta

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Lista de Presença da "Assembleia-Fantasma" de 10/2008

Clique na figura acima para ampliá-la.  São perfeitamente visíveis as assinaturas dos atuais dirigentes do Sinditest Carla Cobalchini e José Carlos Assis na lista de presença de uma assembleia geral realizada em 3 de outubro de 2008.  Na época, ambos já eram diretores do sindicato, na gestão presidida por Wilson Messias.

E daí?  Que há de especial nisso e nessa assembleia?  Algumas coisinhas.

Uma assembleia espúria, às escondidas
A diretoria do Sinditest da época não queria ser incomodada pela base ao decidir sobre dois assuntos, digamos, “espinhosos”.  Por isso, não fez convocação na UFPR (só numa nota de rodapé de jornal da cidade que ninguém lê, para dar ares de legalidade) e realizou a assembleia na sede do sindicato, onde nunca se faz esse tipo de reunião, ou seja, às ocultas.  Além do mais, a data era uma sexta-feira, véspera das eleições municipais de outubro/2008...  Por isso, só a diretoria e mais alguns amigos estiveram presentes.


Venda de patrimônio a preço de banana
A qualquer custo, a diretoria da época (gestão 2008-2009) queria vender a subsede da rua Comendador Macedo, esquina com rua Dr. Faivre.  Torrou o patrimônio por 195 mil reais em janeiro/2010.  Uma avaliação perita da imobiliária Apolar, na mesma época, estimou que o preço daquele imóvel alcançaria até 300 mil reais.


Auditoria Concept confirma
A firma Concept analisou a transação da subsede Comendador e, segundo a própria matéria recente do Sinditest (28/10/13), atesta que:

“O imóvel foi vendido em janeiro de 2010 pelo valor de R$ 195.000,00.

Do ponto de vista contábil, houve falha grave. O valor da alienação foi registrado a título de “outras receitas operacionais”. Na ocasião da venda, o valor do custo deveria ter sido devidamente reconhecido, e posteriormente registrado o ganho na alienação do imóvel.

Dois anos antes da venda dessa sede, havia uma avaliação da imobiliária Apolar atribuindo ao imóvel o valor de R$ 300.000,00.

Os auditores recomendam à administração do Sindicato contratar perito para avaliar o valor aproximado do imóvel à época, e se for o caso, discutir na justiça a reintegração do bem ao sindicato, caso seja constatado dano ao patrimônio.”


Todos juntos e conscientes na mesma canoa
Será compreensível agora como soa hipócrita, coisa de santo-do-pau-oco, que alguns diretores atuais do Sinditest, em campanha furiosa para se reeleger, tentem passar na categoria a conversa mole de que não sabiam de nada?  Se invocarmos a famosa “teoria do domínio do fato”, usada no STF no julgamento do “mensalão”, pode-se dizer que TODOS os diretores atuantes daquela época (2008-2011), naquela "assembleia-fantasma" de outubro/2008, conheciam bem O FATO, tinham o DOMÍNIO DO FATO, e até por isso fizeram uma reunião às escondidas da base.

Eis alguns fatos.  Submersos pelo lero-lero e pelo blá-blá-blá de duas chapas em campanha para poder comandar a receita mensal de mais de 120 mil reais dos filiados contribuintes...   

Vigília contra a violência sobre mulheres e meninas em Curitiba

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O movimento feminista e de mulheres de Curitiba organiza para a 3ª.feira (5/11) uma Vigília contra as agressões e assassinatos de meninas e mulheres.  O objetivo é manter em cena a denúncia deste grave problema, do qual o Paraná e sua capital ostentam números bastante elevados.  

Neste último domingo (3), fez cinco anos do hediondo assassinato da menina Rachel Genofre, até hoje sem resolução pelas autoridades policiais.  Lamentavelmente, muitos outros casos de agressões e mortes continuaram acontecendo desde então, e o caso da menina Tayná em Colombo destacou-se este ano, também sem que se encontre até agora o criminoso.

É preciso chamar mais fortemente a atenção contra tais crimes, contra o silêncio, contra a impunidade. Não se pode falar em civilização e humanidade quando tamanha ferida social permanece aberta, inundando a cidade de horror e tristeza.

A atividade começa às 17h00 do dia 5/11 (3ª.feira), na Boca Maldita, em Curitiba e tem a seguinte programação:

17h - Concentração na Boca Maldita
17h30 - Manifestação das Entidades e de familiares de meninas e mulheres assassinadas
18h - Apresentação de performance do grupo “Batalha histérica de levante”
19h às 21h - Vigília pelo ­fim da violência contra meninas e mulheres, com velas e manifestações
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Fonte: UBM

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O medo e a malícia de não dar nomes aos bois, vacas, bezerros e patos

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Voltamos à matéria do site do Sinditest que resume – segundo a visão da atual Diretoria sindical, que tenta se reeleger – o “relatório preliminar” da Auditoria da firma Concept, publicada em 28/10.

Já destacamos em postagem anterior que a Diretoria busca salvar a cara de diretores de gestões anteriores onde houve irregularidades – da atual presidente Carla, em especial – que tentam manter-se nos cargos sindicais na eleição (ainda) marcada para semana que vem.  Diz o redator da matéria de 28/10 que somente “Presidente, Vice, Tesoureiro Geral, 1º e 2º Tesoureiros” das diretorias anteriores a 2012 podem ser responsabilizados por ações impróprias investigadas.  De passagem, notamos que toda diretoria de Sinditest desde 1994 tem dois vices, não só um.

Por que não dão nome, sobrenome e RG de quem ocupou esses cargos nas gestões idas?  Medo? Cagaço de processo judicial?  Como, se existirem provas documentais? Ou seria uma tácita cumplicidade pré-eleitoral, de caso pensado – tipo “não te denuncio e você me poupa” ?


Já um outro tipo de omissão de nome, nessa matéria da diretoria do Sinditest de 28/10, é deliberadamente por malícia.  Deixar de reconhecer mérito a quem suspeitou de irregularidades, principalmente das recentes transações imobiliárias, e resolveu fazer valer seus direitos estatutários de filiado, exigindo transparência, esclarecimentos, apuração, punição.  Quem foi, na cara e na coragem, incomodar os poderosos do Sinditest para que explicassem as coisas e os números que não batiam.

A que me refiro? Vejam, por exemplo, neste outro trecho da mesma matéria do Sinditest, que fala da suspeitíssima venda da “chácara” de Piraquara, na qual a auditoria Concept confirmou haver irregularidades:

“3.1. A ‘CHÁCARA’ DE PIRAQUARA

A operação de alienação do referido imóvel foi questionada por parte dos associados, que levantaram vários questionamentos, entre eles:

1) Alienação de imóveis para pessoas sem comprovação de renda;
2) Alienação por valor inferior ao adquirido;
3) Retificação dos valores de venda;
4) Contabilização errada dos valores;
5) Falta de transparência no processo.”

Quem são os “associados que levantaram vários questionamentos” ?  Este blogueiro é um deles.  Mas o principal - o que correu atrás de cartórios desde o final de 2009, montou volumoso dossiê de documentos, análises e petições, aturou má vontade de procuradores de justiça, enfrentou todo o escritório jurídico do Sinditest da época, gastou dinheiro do próprio bolso em busca da verdade, denunciou e argumentou em assembleias sindicais sendo ofendido como maluco, encrenqueiro, mentiroso -, esse associado tem nome, sobrenome e apelido: Gessimiel Germano, vulgo “Paraná”.

Esse mérito os “eméritos” e “impolutos” diretores do Sinditest não querem reconhecer, por isso usam o termo do anonimato - “os associados”.  Não querem que os filiados da base saibam que um modesto porteiro do RU Central teve a capacidade de analisar e argumentar sobre os rolos dos poderosos do Sinditest.  Por aí também se vê o caráter de cada um. 


Acautelem-se todos na hora de votar na semana que vem.  Se é que acham que devem votar.