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Luta sem trégua contra o governo usurpador

quinta-feira, 31 de março de 2016

Globo perdeu a batalha da comunicação: é golpe!

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Campanha de manipulação preparada pela Globo para tentar provar que "impeachment não é golpe por estar previsto na Constituição" fracassou; na noite de ontem, Jornal Nacional teve de exibir uma fala contundente da presidente Dilma Rousseff em que ela demonstra que um impeachment sem crime de responsabilidade não merece outro nome, a não ser golpe – o que também foi dito pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal.

O grupo Globo de comunicação tinha um plano traçado: manipular a sociedade para que ela se convencesse de que o golpe jurídico-midiático de 2016, consubstanciado na palavra impeachment, não constitui um golpe de Estado travestido de legalidade porque o instrumento jurídico do impeachment está previsto na Constituição Federal.

Para isso, a Globo escalou seus editorialistas e repórteres para que buscassem fontes dispostas a repetir essa obviedade: se está na Constituição, não é golpe (leia mais aqui). A Globo só não disse que a mesma Constituição Federal impõe como pressuposto essencial de um processo de impeachment a existência se um crime de responsabilidade que possa ser atribuído à presidência da República no curso do seu mandato – o que no caso da presidente Dilma Rousseff inexiste.

No entanto, a Globo caiu na sua própria armadilha. Como seus argumentos são frágeis, foram desmontados na noite de ontem, em pleno Jornal Nacional, pela presidente Dilma. “Para o impeachment estar correto a Constituição exige que se caracterize crime de responsabilidade. É isto. Impeachment sem crime de responsabilidade é o que? É golpe. É essa a questão. Não adianta fingir que nós estamos discutindo em tese o impeachment. Nós estamos discutindo um impeachment muito concreto, sem crime de responsabilidade. Não adianta, não adianta discutir se o impeachment está ou não previsto na Constituição. Está sim. O que não está previsto é que sem crime de responsabilidade ele é passível de legalidade, de legitimidade. Não é. E aí o nome é golpe”, disse ela (assista aqui à reportagem).

O que foi dito pela presidente também confirmado por ninguém menos que o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal. "Acertada a premissa, ela tem toda razão. Se não houver fato jurídico que respalde o processo de impedimento, esse processo não se enquadra em figurino legal e transparece como golpe", afirmou. Mello disse ainda que um impeachment ilegal e ilegítimo, sem crime de responsabilidade, poderá até ser questionado por Dilma no próprio STF (leia mais aqui).

Como a estratégia de manipulação não vingou, a Globo se viu forçada a debater o mérito da questão. Por isso mesmo, a manchete do jornal O Globo desta quinta-feira é dedicada à tese da advogada Janaina Paschoal, convertida em "jurista" pelos Marinho, de que "pedaladas fiscais" que ainda nem foram apreciadas pelo Congresso Nacional são motivos suficientes para afastar um presidente.


Motivo fútil
O fato, porém, é que nesse debate, a Globo também será derrotada. O motivo principal: as contas da presidente Dilma Rousseff nem foram apreciadas pelo Congresso Nacional, que é quem tem o poder de julgá-las. Portanto, se o Congresso não deliberou sobre o tema, como pode uma comissão da Câmara, num processo de impeachment conduzido por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), condená-la? Evidentemente, seria passar o carro na frente dos bois. Além disso, as tais "pedaladas" são práticas comuns a todos os governos estaduais.

Não custa lembrar que, no ano passado, o governador paulista Geraldo Alckmin, do PSDB, chegou a afirmar que se Dilma caísse por um motivo fútil como as pedaladas, todos os governantes estariam ameaçados (leia mais aqui).
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Fonte: Site 247

quarta-feira, 30 de março de 2016

Professores de Sociologia da UFPR criticam golpismo em curso no país

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Um Manifesto assinado por docentes de Sociologia da UFPR foi publicado hoje no perfil da rede Facebook da professora Maria Tarcisa Bega, ex-vice-reitora da mais antiga universidade brasileira, com tom de "repúdio à estratégia de certos atores para subjugar instituições públicas aos seus interesses partidários e econômicos, sustentados por argumentos parciais e distorcidos, quando não de inspiração fascista."

Tomadas de posição similares estão acontecendo em todas as Universidades Públicas do país, por parte de professores, alunos e servidores técnicos, refletindo a consciência crescente sobre a ameaça golpista em curso no Brasil sob o disfarce de "impeachment constitucional".

O mundo acadêmico e político toma conhecimento de que uma derrubada de Dilma e da esquerda do Executivo Federal, com a ascensão de Michel Temer e Eduardo Cunha do PMDB, pode redundar na aplicação de políticas tais como as enunciadas no documento "Ponte para o Futuro" (do PMDB, divulgado em outubro passado).

Este documento foi analisado em detalhe pelo senador Roberto Requião, que, entre outros, faz o seguinte alerta:

"[O documento 'Ponte para o Futuro' propõe] Novo regime orçamentário, com o fim de todas as vinculações de receitas. Dito dessa forma, parece uma medida burocrática. Mas é simplesmente o fim de todo o modelo de financiamento da Educação e da Saúde Pública brasileira."

Em razão disso e do risco de golpe, também os servidores técnicos e os estudantes se mexem para criar Comitês pela Democracia, para lutar contra o retrocesso.  A reunião dos técnico-adminstrativos está marcada para 01/04, a partir das 09h00, na sede social do Sinditest e a reunião dos estudantes, comandada pela UPE, será no mesmo dia, às 19h00, na sala 405 do Edifício D. Pedro I-Reitoria.  Todos estão convidados para esta luta.


Confira abaixo a íntegra do Manifesto da UFPR e os docentes subscritores:

"MANIFESTO DOS DOCENTES DA SOCIOLOGIA DA UFPR

Os abaixo-assinados, docentes do Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Paraná, manifestam repúdio à estratégia de certos atores para subjugar instituições públicas aos seus interesses partidários e econômicos, sustentados por argumentos parciais e distorcidos, quando não de inspiração fascista. Somos favoráveis à investigação de todas as formas de corrupção, pois disso depende o aperfeiçoamento e consolidação do processo democrático no Brasil. Mas somos veementemente contrários à instrumentalização arbitrária de recursos jurídicos, políticos e midiáticos com o objetivo de fragilizar e afastar a Presidenta da República, desrespeitando resultados das eleições presidenciais e ameaçando conquistas sociais recentes.

Manifestamos nosso apoio ao Estado democrático de direito!

Curitiba, 29 de março de 2016."

Rodrigo Czajka; Alexandro Dantas Trindade; Maria Tarcisa Silva Bega; Alfio Brandenburg; 
Pedro Rodolfo Bodê de Moraes; Ana Luisa Fayet Sallas; Maria Aparecida da Cruz Bridi; Ricardo Costa de Oliveira; José Luiz Fernandes Cerveira Filho; Miriam Adelman; Osvaldo Heller Silva; Simone Meucci; Angelo José da Silva; José Miguel Rasia.

terça-feira, 29 de março de 2016

Golpe? Nunca mais!

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Assista ao vídeo. Informe-se de todos os lados, não jamais unicamente pela mídia grande, que apoia em peso um golpe de direita.


E compareça às manifestações de 31 de março nas cidades brasileiras.
Em Curitiba, na Praça Santos Andrade, a partir das 17 horas.


Ah, sim! Renuncia, Temer hipócrita!!

Comitê de trabalhadores técnicos pela Democracia se reunirá no Sinditest

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Sede do Sinditest (R. Mal. Deodoro, 1899), local da reunião

Conforme informamos em postagem de ontem, vários servidores técnicos da UFPR se movimentam para engrossar a resistência democrática contra o golpe que a direita quer aplicar na presidenta da República legitimamente eleita, sobre quem não pairam quaisquer indiciamentos por crimes, e que sequer é investigada na Operação Lava Jato.

Acompanhando iniciativas que pipocam em todos os cantos do país - a formação de Comitês pela Democracia, contra o golpe - também na UFPR vai acontecer uma reunião para constituir uma estrutura com muita amplitude política.  Ela deve atuar no sentido da informação e do esclarecimento sobre a atual situação política (para desfazer a lavagem cerebral da grande mídia burguesa), bem como na mobilização dos servidores para participar de manifestações que gritem bem alto a palavra de ordem "Não vai ter golpe!".

O encontro dos servidores TAE da UFPR (os da UTFPR também convidados) está previsto para a próxima sexta-feira, dia 01/04, a partir das 09h00, e deve acontecer na sede social do SINDITEST (Rua Marechal Deodoro, 1899, no Alto da XV).

Vamos mostrar para toda a UFPR e para Curitiba que 2016 não pode e não vai repetir março de 1964!  Todos os democratas na reunião de formação do Comitê!

O telefonema de Bonner para Gilmar Mendes

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“Vou dar um exemplo que me chocou. Fui a uma reunião de pauta do Jornal Nacional, e o William Bonner liga para o Gilmar Mendes, no celular, e pergunta. ‘Vai decidir alguma coisa de importante hoje? Mando ou não mando o repórter?’. ‘Depende. Se você mandar o repórter, eu decido alguma coisa importante.’”


Por Paulo Nogueira, no DCM

É um trecho de um livro de um professor da USP, Clóvis de Barros Filho. O nome é Devaneios sobre a atualidade do Capital.


Barros fez parte de um grupo de acadêmicos convidados a presenciar, uns anos atrás, uma reunião de pauta do JN. A parte do livro em que ele descreve o diálogo jornalística e juridicamente criminoso narra o que, segundo ele, são as relações espúrias entre braços diversos da plutocracia nacional para a manutenção de mamatas e privilégios de uns poucos.

Candidamente, Barros Filho se declara “chocado”.


O tipo de "jornalismo" da Globo


O que mais me chama a atenção é que Bonner não tenha se dado conta da monstruosidade que estava cometendo na frente de testemunhas.

É uma demonstração do tipo de jornalista que a Globo criou ao longo dos anos.

O pior pecado depois do pecado é a publicação do pecado, escreveu Machado. Bonner cometeu o pecado e o publicou sem pudor.

Note que a missão do JN estabelece que se deve publicar o que de mais relevante aconteceu no dia, no Brasil e no mundo, com isenção.

Isenção, nos Planetas Bonner e Globo, é telefonar para um juiz visceralmente comprometido politicamente e combinar o que será ou não será notícia para milhões de desavisados que, em sua ingenuidade obtusa, acreditam que o Jornal Nacional publica verdades.

Penso em Bonner e lembro de Johnson, presidente americano que não hesitava em chamar subordinados para despachar quando estava na privada. Agia como se estivesse no Salão Oval, ou coisa parecida.

Figurativamente, Bonner estava na privada quando, diante de acadêmicos, ligou para Gilmar para combinar o que seria, ou não, assunto para o Jornal Nacional.

Se o despudor e a falta de noção de Bonner podem surpreender, de Gilmar não se espera nada de decente.

É um juiz vergonhoso. É uma infâmia vestida de toga. É um homem sem caráter que não hesita em levar sua militância política para a corte mais alta do Brasil.

Na linguagem do futebol, Gilmar seria aquele juiz tão canalha que, numa partida, não se contentaria somente em apitar para o seu time. Vibraria, também, a cada gol marcado.

O futebol se livrou de juízes como Gilmar.

Quando o Brasil se livrará, em suas cortes, de militantes políticos que desmoralizam a Justiça e colocam em risco o próprio sentido da democracia e do Estado de Direito?

Gilmar, nestes dias, foi conspirar abertamente pelo golpe em Portugal, junto com seu miquinho amestrado Toffoli.

Ninguém fala nada?

Colegas seus do STF, sabe-se, manifestaram seu agrado. Mas aos sussurros, e não aos berros, como o episódio demandava.

O que bons juízes como Teori e Barroso parecem não perceber é que se omitir diante de Gilmar é dar-lhe força e contribuir para a tenebrosa imagem da Justiça brasileira.

Há muitos anos Gilmar, cria de FHC, deveria ter sofrido impeachment. Que, ainda que com formidável atraso, isso ocorra no futuro próximo, ou teremos a mais boliviana das Justiças do mundo.

O Titanic do PMDB

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O bravo comandante Michel Temer e seus peemedebistas favoritos estão preparando, nos melhores alfaiates, as indumentárias mais vistosas, reservando os melhores perfumes para embarcarem, excitadíssimos, na viagem do impeachment sem desconfiarem que a sua aventura tende a ser tão desastrosa quanto a do Titanic.

Por Alex Solnik, no site 247

Desastrosa não só para eles, mas para todos os brasileiros que os saúdam e aplaudem – e também os que os vaiam - enquanto eles gloriosamente sobem ao convés.

Pobre Temer, pobres peemedebistas!

O impeachment que sempre foi e sempre será um golpe civil, na medida em que sua finalidade é depor um presidente (ou vice ou ambos) eleito é um processo tão tortuoso e danoso ao país que jamais aconteceu entre nós, ao contrário do que afirmam editoriais tendenciosos e deputados mal informados.

“Mas tivemos o impeachment do Collor! E ele não foi danoso! Não fez mal algum ao país, só fez bem! E ninguém chamou de golpe”!

Ledo (e Ivo) engano!

O impeachment compõe-se de três etapas. Na primeira, os deputados federais votam se o processo deve ser aberto – é o que acontece nos dias que correm. Se 342 deles optarem pelo sim passa-se à segunda etapa, que é quando os senadores, também por maioria absoluta, devem confirmar a decisão da Câmara dos Deputados para o processo seguir adiante.

Nessa etapa Collor renunciou, impedindo que a terceira etapa acontecesse.

E é na terceira etapa que mora o perigo.

Se os senadores aprovarem a abertura do impeachment (até aí vota-se apenas a abertura e não o mérito), o presidente ou, no caso, a presidente é afastada provisoriamente por 180 dias.

E o vice assume, também provisoriamente, por 180 dias.

Nesse período ocorre, enfim, o julgamento do impeachment, realizado no Senado, mas sob o comando do presidente do STF. É quando o processo político veste o figurino jurídico.

Jamais um impeachment chegou a essa etapa no Brasil.

Essa grande festa para a qual o PMDB ansiosamente se embeleza e distribui convites tem, portanto, duração limitada.

Se o Senado decidir que a presidente não cometeu crime de responsabilidade – que é o mais provável, pois crime não há - ela volta ao poder e o governo provisório do vice afunda no iceberg da sua estupidez e irresponsabilidade.

Mas não é só.

Durante esses seis meses as denúncias que Temer acumula na Lava Jato estarão sob a lupa do STF e poderão transformá-lo em réu.

Em último caso, seu mandato poderá ser cassado (motivos não faltam) pelo STF e ele então terá de ser substituído por seu sucessor imediato, que é o presidente da Câmara, que já é réu.

Assumindo, e seu processo estando em andamento, o sucessor poderá vir a ser condenado (faltam motivos?) e, em consequência, também cair. E seu sucessor imediato é o presidente do Senado, que também é freguês da Lava Jato.

Se este também for impedido, assumirá o presidente do STF, que convocará novas eleições.

Nessa altura do campeonato já poderemos estar nos aproximando de 2018 para quando as próximas eleições estão, de fato, programadas.

Resumo da estupidez número 1: o país vai perder esse tempo todo para chegar ao mesmo ponto a que chegaria naturalmente, sem que tudo isso fosse necessário e com consequências imprevisíveis para a já frágil economia, que se encontra em recessão.

Resumo da estupidez número 2: o impeachment terá ferido, mas não assassinado, a única autoridade – a presidente Dilma - que não é investigada pela Lava Jato para abrir espaço a sucessores atolados em seus particulares mares de lama.

É preciso alertar aos brasileiros que, ao contrário do que pregam os arautos do golpe, o impeachment – se consumado - não vai tirar o Brasil da crise econômica e sim aprofundá-la, pois a instabilidade de um governo provisório, ameaçado não só pelo fantasma da volta da presidente como pela mão pesada da Lava Jato e do STF não vai proporcionar clima favorável a investimentos e sim – aí sim – à paralisia da atividade econômica.

Se os peemedebistas pretendem embarcar no Titanic, tenham bom proveito.

Mas levar com eles uma nação inteira não é apenas estupidez. É crime de lesa-pátria.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Técnicos da UFPR reúnem-se para formar Comitê pela Democracia contra o golpe

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Na categoria técnico-administrativa da UFPR ainda existem alguns que tenham vivenciado as desgraças do tacão da ditadura militar de 1964 e também os que, mais novos, conheceram e estudaram História do Brasil o suficiente para saberem todos como é danoso um golpe de Estado na trajetória de um país cuja democracia ainda está em precoce desenvolvimento.

Há também uns poucos que, por sua prática, dão pouco valor às palavras “democracia”, “liberdade de expressão”, “estado democrático de direito”, e se contentam em apenas reclamar, sem nada propor ou então propondo fórmulas lunáticas para fazer uma revolução sem povo.

Estamos com os que entendem que a conjuntura nacional atual é de grave ameaça à democracia e ao respeito à Constituição. Estamos com os que entendem que - acima das divergências políticas, partidárias, sindicais, ou quais forem - , existe um golpe de direita, fascistizante, evoluindo na pátria brasileira, pondo em risco sua soberania, os direitos sociais e um conjunto de políticas públicas necessárias para a parcela mais pobre da população.

Por isso, está sendo convocada uma reunião ampla de todos os servidores TAE da UFPR para organizarem ações de esclarecimento e de resistência ao golpe de direita.  A intenção é formar um amplo Comitê pela Democracia, contra o golpe, a exemplo do que aconteceu no movimento das Diretas-Já de 1984.  Para isto estão convidados todos os que se opõem a tal golpe, quer sejam apoiadores do governo Dilma, quer sejam opositores de seu governo, mas que entendam que não é com golpes que se resolvem crises de políticas governamentais, pois da quebra da constitucionalidade pode advir coisa muitíssimo pior.

A reunião será na sexta-feira, dia 01/04, às 10h00, em local ainda a ser informado em um campus central da UFPR. Aguarde próximas informações.

Contra o golpe, povo de Curitiba volta às ruas em 31 de março

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Impeachment pode ser dispositivo constitucional legal.  Mas, sem crime de responsabilidade claramente caracterizado, é GOLPE. Como querem as forças de direita agora fazer contra Dilma. Um golpe de quem não conseguiu ganhar na urna em 2014 e busca o tapetão.

Por isto, cresce, devagar mas cresce, na consciência da população o entendimento de que a tal “onda do impeachment” não se destina a erradicar a corrupção coisa nenhuma, mas sim a reintroduzir no comando da República velhos pilantras do PSDB e do PMDB, cujo interesse é reativar, a todo o vapor, a fórmula neoliberal dos anos 90 de FHC, de privatização sem freios, redução dos direitos sociais, entrega das riquezas do pré-sal a petrolíferas estrangeiras.

A mídia burguesa, sob a batuta da Central do Golpe (Rede Globo), tenta infundir na cabeça dos brasileiros que a corrupção da Lava Jato é culpa da Dilma. Justo Dilma, que é quem mais se empenha em estimular a apuração de casos de corrupção, crônica em todos os governos da República. 

Até hoje não há qualquer acusação sobre Dilma na Lava Jato, mas abundam denúncias contra caciques tucanos, que são poupados pelo juiz de fala fina que se julga semideus em Curitiba. E a lista de políticos entregue pela construtora Odebrecht – quase todos da oposição golpista – é desconsiderada por esse mesmo juiz, porque atinge seus amigos do PSDB, do DEM, do PPS, do SDD...  Isto revela com clareza a parcialidade dos procuradores que hoje conduzem a Lava Jato, pois só investigam elementos que possam conduzir a supostos malfeitos de Lula e Dilma.  No entanto, nada acham e se desesperam com o fracasso de sua sanha persecutória.

O que o povo brasileiro quer é que se apure onde estão os atos corruptos, seus praticantes, os corruptores, que haja punição e ressarcimento aos cofres públicos – independentemente de partidos.  O que os chefões atuais da Lava Jato e a Globo querem é apenas botar a culpa inteira num único partido, num ex-presidente e numa presidenta honesta, para derrubá-la e em seguida abafar a continuação das investigações.

Só que o script dos golpistas saiu dos trilhos, e a ficha está caindo na cabeça dos brasileiros. Impeachment é golpe! Impeachment de Dilma é conversa fiada para fazer de conta que tudo mudou, para que tudo fique como está.  A Odebrecht ainda não contou tudo que tem para contar, e os golpistas querem calar isso, receiam inquéritos e por isso correm para derrubar Dilma logo.

Mas não derrubam! Até a conservadora Curitiba, vítima da tentativa dos golpistas de sérgio moro de transformá-la numa república do fascismo, mostrou que grande parte de seu povo não é burro nem se deixa transformar em zumbi acéfalo teleguiado da Globo e do resto da mídia venal.  Nesta capital, vinte mil foram às ruas em 18/03 (sem nenhuma chamada diária pela mídia grande nem facilidades de deslocamento) e voltarão a ir em 31/03, na Praça Santos Andrade, para dizer “Não vai ter golpe!”, “Pela democracia, pelo império das leis e contra o reinado da arbitrariedade de sergio moro!” “Pelo funcionamento da Lava Jato com imparcialidade, dentro da lei, até achar e punir todos os corruptos sem distinção de cor política!” “Fora Cunha!” “Em defesa da Petrobras!”, “O povo não é bobo, fora Rede Globo, central do golpe fascista!”.

Os tempos que correm parecem-se com os da véspera do golpe fascista de março de 1964, que derrubou um presidente constitucional e instituiu uma ditadura que durou 21 anos.  Não são parecidos, são bem piores.

Por isto, chamamos todos para se manifestarem novamente em praça pública pela democracia, desmascarando a farsa do golpe, pressionando para que os deputados federais votem NÃO ao sórdido pedido de impeachment baseado num elemento que nem crime é.  Conclamamos os democratas, patriotas, forças progressistas, de esquerda, ao ato público na Praça Santos Andrade, no próximo 31 de março, a partir da 17 horas, para dizer um SIM à afirmação da democracia no Brasil, para a retomada ordeira do desenvolvimento econômico que tirará o país da crise.

quinta-feira, 24 de março de 2016

PSTU com a direita quer derrubar Dilma usando o dinheiro do Sinditest

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A categoria dos técnico-administrativos, perplexa diante da grave conjuntura nacional, é feita de boba pela parcela PSTU da atual Diretoria do Sinditest.  Como se sabe, a posição desse partido é servir de linha auxiliar à direita que, através de um golpe, pretende derrubar uma Presidenta da República sobre quem não pesa nenhuma acusação.

Mas o PSTU quer derrubar Dilma, e acha que também consegue derrubar todos os demais políticos que diz condenar: Temer, Renan, Cunha, Aécio etc.  Muito bem.  Como a direita golpista corrupta já acha ter engatilhada a queda de Dilma através de um impeachment sem prova de crime, o PSTU acha que já seria meio caminho andado.  Porque depois o PSTU fará uma colossal greve geral para derrubar o resto... vai nessa!

Por isto, o PSTU tenta arrastar os servidores da UFPR e UTFPR para uma posição de indiferentismo ao golpe em curso.

Diz uma diretora do Sinditest: Nós não queremos que haja um golpe de direita, mas também não queremos que o governo do PT continue atacando a classe trabalhadora.  Nós não devemos ir nem nos atos verde-amarelos nem nos atos vermelhos convocados pelo governo."

Se essa diretora do sindicato estivesse em março de 1964, ela diria, analogamente: "O Governo João Goulart é ruim, mas também não queremos que haja golpe dos militares. Mas não devemos nem ir apoiar Goulart no comício da Central do Brasil [em que Jango defendeu reformas progressistas, em 13/03/1964] nem na "Marcha da Família com Deus pela Liberdade" [marcha da direita, em 19/03/1964]."  E convocaria os trabalhadores para ficarem apenas assistindo aos militares direitistas daquela época dando o golpe que levaria á ditadura militar, sem nada fazer, exceto reclamar.

E ficar parado só reclamando equivale a que, hoje?  A ficar na arquibancada assistindo ao golpe da direita de Aécio, Moro, FHC, Agripino, Bolsonaro - Rede Globo no comando de toda a conspiração - prosseguir sem freios e derrubar a presidenta legitimamente eleita.  Se o PSTU acha que se pode rasgar leis e direitos dessa maneira, e que depois ficará mais fácil para ele, PSTU, fazer sua pregação ultraesquerdista num pós-golpe, está redondamente enganado.  O golpe servirá para retomar para valer a agenda neoliberal hardcore dos tempos de FHC, retirar direitos dos trabalhadores com gula e celeridade, vender as riquezas do pais a preço vil a particulares e estrangeiros, e tolher ainda mais a democracia.

Então, essa diretoria sindical pretende levar os trabalhadores a um ato na rua em 01/04 para gritar "Fora Todos!", quando não tem força nem para assegurar a derrubada do ponto eletrônico da UFPR ou alcançar conquistas palpáveis numa greve da Fasubra.  Quem for atrás desses lunáticos estará quebrando a cara, servindo de massa de manobra para quinta-colunistas que, no fim de contas, só ajudarão a direita golpista.
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Foto: ACS do Sinditest

"Juiz" sergio moro ridicularizado na sátira da banda Hétera

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"Moro
Num país tropical
Ele acha que é deus
Ser tratado de sua alteza..."

O fim do glamour do "Fora Dilma"

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O tempo, senhor da razão, cuidou de ir mostrando cada vez com mais nitidez quais as reais intenções daqueles que lideram a campanha pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff. E quanto mais eles foram revelando os dentes caninos, mais gente foi se posicionando do outro lado.

Por Renato Rovai, no site da Revista Forum 

A resistência a favor da democracia e contra o golpe hoje já permite dizer que é possível virar o jogo e impedir que o Brasil volte a se tornar uma republiqueta de bananas.

O dia 18 foi a chave da virada.

Naquele dia aconteceram manifestações em todas as capitais do Brasil. E em todas, praticamente sem exceção, houve mais participação do que o previsto por todos os lados da política.

E como quem foi naqueles eventos não estava atendendo a um chamado da Globo, que tem paralisado sua programação para convocar o golpe, o resultado é que se produziram no embalo deles centenas de outros que estão acontecendo aos poucos e reunindo milhares.

Quase todas as universidades federais fizeram atos ou manifestações nos últimos dias. E a maior parte desses eventos acabou tendo que ser ampliado para telões instalados fora dos teatros.

Ao mesmo tempo, estudantes da PUC-SP reagiram a uma manifestação de provocadores, apanharam da PM do Alckmin, que tem agido com absoluta parcialidade nesses conflitos, e no dia seguinte realizaram um ato que vai ficar na história da PUC de novo.

Ontem foram os estudantes do Mackenzie, que querem livrar a instituição do que parecia ser o seu destino, apoiar movimentos de direita. Teve conflito de novo na rua Maria Antônia, mas dessa vez eram mackenzistas que estavam lá para gritar não vai ter golpe.

Os atos de cultura estão cada vez mais repletos de artistas se posicionando.

O teatro e o cinema do rio fizeram dois encontros fantásticos na Lapa. E ontem, pra celebrar esse posicionamento, a diretora Ana Muylaert, ao receber um prêmio da Globo, disse que Jéssica, a personagem do Que Horas Ela Volta, existe, e é filha de Lula e Dilma.

Tom Zé lançou um manifesto contra o golpe e artistas como Tico Santa Cruz, Maeda Jinkings, Fernando Anitelli, Zé de Abreu, Mônica Iozzi, Letícia Sabatella, Elza Soares, Wagner Moura e tantos com suas falas tiram o verniz de que estar na moda é gritar “fora Dilma”.

Ao mesmo tempo em que a OAB nacional vai para o lado de lá, juristas e advogados de todo o Brasil fazem atos e questionam a ação golpista.

Jornalistas em todas as redações já começam a questionar a linha editorial de seus veículos e a audiência da mídia não alinhada não para de crescer.

O Brasil começa a se mexer de um jeito que não estava nas contas da Globo, a verdadeira central do golpe.

Mesmo assim eles mantêm a marcha.

Da mesma forma que transformaram os imensos atos do dia 18 em algo menor, iludindo até jornalistas experientes, agora vão apressar a ação de impeachment porque sentem o bafo das ruas na nuca.

Essa reação do “não vai ter golpe” terá de ser ainda mais consistente, mais forte.

Eles sabem que estão perdendo a exclusividade das ruas, que foi o que lhes deu legitimidade para chegar ao ponto atual. E é isso que explica, por exemplo, o juiz Sérgio Moro ter colocado em sigilo a lista da Odebrecht que cita 312 políticos. E a Globo não tê-la divulgado no JN.

Eles sabem que listas como essa embaralham o jogo porque demonstram que o sistema político brasileiro é controlado pelas grandes corporações. E que não é punição seletiva que vai acabar com isso.

Ao contrário, quanto menos democracia, menos combate à corrupção. Sempre foi assim, sempre será. É a possibilidade de contraditório que faz com que os podres de todos os lados sejam combatidos e revelados.

Os dias que virão serão duríssimos.

Os que agitam os batedores de panelas acelerando o passo para não perder o timing. E os contra o golpe resistindo quase sem comando em todas as partes do país.

O golpe acontece em broadcasting e a resistência é quase toda distribuída em redes.

Não é uma parada fácil, mas cada vez mais parece possível derrotar o que parecia impossível.

O “não vai ter golpe” pode ser a chave de um novo país que virá se o impeachment for derrotado. Ele não aceita mais ser massa de manobra da Globo e ao mesmo tempo vai cobrar a fatura do PT e dos seus líderes, que, por tantos erros cometidos, estão colocando quase tudo a perder.

segunda-feira, 21 de março de 2016

UFPR sedia ato contra o golpe da Rede Globo/Sergio Moro nesta 3a.-feira, 22/03

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Renomados juristas de todo o país desembarcarão nesta terça-feira (22), em Curitiba, “a capital da Lava Jato e da grampolândia”, para um Ato Nacional em Defesa da Democracia e denúncia do golpe engendrado pela parceria entre Rede Globo e juiz federal Sérgio Moro — materializado no vazamento de escutas telefônicas ilegais.

O evento será transmitido ao vivo pelo Blog do Esmael para o Brasil e o mundo, em parceria com a TV 15, a partir das 19 horas, desde o salão nobre da Faculdade de Direito da UFPR.  O evento deve contar com Marcelo Lavenére, ex-presidente nacional da OAB.

É bom frisar que Moro é professor(*) de Processo Penal na UFPR, e por isso o comício de amanhã ganha relevância nacional.

Não é só a academia e os meios jurídicos que começam a acordar para o golpismo em marcha. Na última sexta-feira (18), cerca de 30 mil pessoas foram às ruas da capital paranaense em defesa da democracia. Em todo o país milhões despertam contra o autoritarismo.

Também está no “bico do corvo” a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que assumiu a bandeira do golpe contra o estado democrático de direito.

Possivelmente, operadores do Direito iniciem discussão sobre “Uma Nova Ordem”, ou seja, acerca da criação de uma nova autarquia que represente todos os advogados brasileiros.

CONTINUE LENDO para ver a lista de juristas que apoiam e convidam para este ato.
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(*)Há controvérsias.

Andifes demonstra preocupação com cenário político das instituições e com a democracia

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O Conselho Pleno da ANDIFES, reunido no dia 17 de março de 2016, manifesta preocupação com o agravamento da crise política e econômica no país e suas ameaças à ordem constitucional e aos direitos civis, políticos e sociais do povo brasileiro.

Os reitores e as reitoras das Universidades Federais repudiam argumentos pseudo-jurídicos utilizados para encobrir interesses político-partidários, com a divulgação seletiva de elementos processuais antes da conclusão dos processos, ignorando o princípio da presunção de inocência.

Igualmente, reprovam o uso de interpretações políticas parciais em substituição aos preceitos constitucionais que, necessariamente, devem fundamentar qualquer processo de impedimento de mandato legitimamente conquistado.

As universidades, pautadas pelo rigor científico, a criatividade acadêmica, a liberdade de pensamento e a pluralidade de ideias, estão comprometidas com o fortalecimento das instituições públicas em defesa da democracia, da justiça social e da paz.

A ANDIFES expressa sua expectativa de rigorosa apuração de todas as denúncias de corrupção e defende, intransigentemente, os princípios republicanos presentes na Constituição Federal.

Brasília, 17 de março de 2016.

Os princípios do ministro nazista Goebbels, que norteiam o golpismo no Brasil

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Conhece Joseph Goebbels, o violento ministro de propaganda de Hitler? Estes são os 11 princípios a ele atribuídos, que contribuíram para levar a maioria do povo alemão, nos anos 1930-40, a apoiar um louco em sua guerra contra a Humanidade:

1.Princípio da Simplificação e do inimigo único
Simplifique, não diversifique. Escolha um inimigo por vez. Ignore o que os outros fazem e concentre-se somente em um até acabar com ele.

2.Princípio do Contágio
Divulgue a capacidade de contágio que este inimigo tem. Colocar um "antes" perfeito em contraponto a um "hoje" e um futuro que estão sendo contaminados por este inimigo.

3.Princípio da Transposição
Transladar todos os males sociais a este inimigo.

4.Princípio da Exageração e Desfiguração
Exagerar as más noticias até desfigurá-las transformando um delito em mil delitos, criando assim um clima de profunda insegurança e temor: “O que nos acontecerá?”

5.Princípio da Vulgarização
Transformar tudo numa coisa torpe e de má índole. As ações do inimigo são vulgares, ordinárias, fáceis de descobrir.

6.Princípio da Orquestração
Fazer ressoar os boatos até se transformarem em notícias para serem replicadas pela “imprensa oficial’.

7.Princípio da Renovação
Sempre há que bombardear com novas notícias (sobre o inimigo escolhido) para que o receptor não tenha tempo de pensar, pois está sufocado por elas.

8.Princípio do Verossímil
Discutir a informação com diversas interpretações de especialistas, mas todas contra o inimigo escolhido. O objetivo deste debate é que o receptor não perceba que o assunto interpretado não é verdadeiro.

9.Princípio do Silêncio
Ocultar toda a informação que não seja conveniente.

10.Princípio da Transferência
Potencializar um fato presente com um fato passado. Sempre que se noticia um fato se acresce com um fato que tenha acontecido antes.

11.Princípio de Unanimidade
Buscar convergência em assuntos de interesse geral apoderando-se do sentimento produzido por estes e colocá-los contra o inimigo escolhido.


Agora, cotejem tais diretivas do velho nazista com o modus operandi da maior parte dos veículos da mídia grande no Brasil - em especial a Rede Globo - e verifiquem se todos eles não estão sendo postos em prática 24 horas por dia, 7 dias por semana, há um bom tempo.
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Fonte: com informações publicadas na Carta Maior e Jornal GGN

O sequestro das palavras

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Muito bom e divertido o texto do ator e comediante carioca Gregório Duvivier, conhecido pelas performances do "Porta dos Fundos" no Youtube, espantosamente publicado na Folha de S. Paulo, que é um dos veículos do golpismo em curso no país.

Vamos supor que toda palavra tenha uma vocação primeira. A palavra mudança, por exemplo, nasceu filha da transformação e da troca, e desde pequena servia para descrever o processo de mutação de uma coisa em outra coisa que não deixou de ser, na essência, a mesma coisa –quando a coisa é trocada por outra coisa, não é mudança, é substituição. A palavra justiça, por exemplo, brotou do casamento dos direitos com a igualdade (sim, foi um ménage): servia para tornar igual aquilo que tinha o direito de ser igual mas não estava sendo tratado como tal.

No entanto as palavras cresceram. E, assim como as pessoas, foram sendo contaminadas pelo mundo à sua volta. As palavras, coitadas, não sabem escolher amizade, não sabem dizer não. A liberdade, por exemplo, é dessas palavras que só dizem sim. Não nasceu de ninguém. Nasceu contra tudo: a prisão, a dependência, o poder, o dinheiro –mas não se espante se você vir a liberdade vendendo absorvente, desodorante, cartão de crédito, empréstimo de banco. A publicidade vive disso: dobrar as melhores palavras sem pagar direito de imagem. Assim, você verá as palavras ecologia e esporte juntarem-se numa só para criar o EcoSport – existe algo menos ecológico ou esportivo que um carro? Pobres palavras. Não tem advogados. Não precisam assinar termos de autorização de imagem. Estão aí, na praça, gratuitas.


Nem todos aceitam que as palavras sejam sequestradas ao bel prazer do usuário. A política é o campo de guerra onde se disputa a posse das palavras. A "ética", filha do caráter com a moral, transita de um lado para o outro dos conflitos, assim como a Alsácia-Lorena, e não sem guerras sanguinárias. Com um revólver na cabeça, é obrigada a endossar os seres mais amorais e sem caráter. A palavra mudança, que sempre andou com as esquerdas, foi sequestrada pelos setores mais conservadores da sociedade –que fingem querer mudar, quando o que querem é trocar (para que não se mude mais). A Justiça, coitada, foi cooptada por quem atropela direitos e desconhece a igualdade, confundindo-a o tempo todo com seu primo, o justiçamento, filho do preconceito com o ódio.

Já a palavra impeachment, recém-nascida, filha da democracia com a mudança, está escondida num porão: emprestaram suas roupas à palavra golpe, que desfila por aí usando seu nome e seus documentos. Enquanto isso, a palavra jornalismo, coitada, agoniza na UTI. As palavras não lutam sozinhas. É preciso lutar por elas.

O país em sobressalto

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Pessoas se reúnem diante do prédio onde vive Lula desde as 4 horas da manhã [de hoje, 21]. Será que podem ser chamados de loucos por pretenderem protestar contra uma eventual prisão do líder político mais importante do país?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço

Ou quem merece ser chamado assim é quem não hesita em praticar um ato destes contra alguém que até agora não teve contra si um crime concreto que tenha cometido no exercício do Governo e cuja nomeação como Ministro está sendo obstaculizada por uma mera suposição que tal prisão vá acontecer?

O Brasil está sendo governado, de fato, por um obscuro juiz de província, que não tem votos – talvez os pretenda ter – e que não obedece a nenhum controle legal ou administrativo.

E este governante ilegítimo, Sérgio Moro, mantém o país em sobressalto.

As pessoas estão amedrontadas ou agressivas.

Nem mesmo um espetáculo musical, como o de Belo Horizonte, pode-se dizer que vá correr em tranquilidade.

Luís Frenando Veríssimo, ontem, prevê que “ainda falta o morto” e já ninguém duvida que haverá, com as coisas seguindo assim.

A pequena parcela da mídia que não se engajou no processo enlouquecido de criminalização da esquerda, quase que restrita aos blogs, pouco descansa e dorme, como quem também tem o dever de permanecer em vigília.

Voltamos a viver o regime do medo, quando não se sabia se amanheceria com um camburão à porta para levar alguém por razões políticas, mal disfarçadas sob a alegação de alguma suspeita.

Ou se será agredido na rua, no restaurante, num bar, numa calçada qualquer por alguém espumando de ódio.

O Governo da República está impedido de funcionar, pelas mais insólitas razões.

Há um processo de impeachment em curso sob o comando de um homem sobre o qual abundam as provas de corrupção e posse de recursos ilegais no exterior.

O ministro da Justiça é atacado porque diz, numa entrevista, que fará cumprir a lei e afastar policiais que a violam, fazendo vazamentos ilegais e criminoso.

A presidente da república não pode nomear um coordenador político que, goste-se ou não dele, tem mais que reconhecida capacidade para essa função.

Nada de paz, apenas a paralisia do medo.

Por conta de um monomaníaco descontrolado, a quem a mídia coroou como "rei do Brasil" e único homem honesto sobre a face da Terra.

Estamos assim e o Supremo, ainda o único poder capaz de dar equilíbrio e deter um espasmo ditatorial que faz do Judiciário sua arma de assalto ao poder, vai emendar o feriadão?

Eleição dos TAE ao CoUn da UFPR tem impugnação solicitada pela Chapa 5

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Embora anunciada uma maioria de votos conquistada pela Chapa 2 (atrelada à Diretoria do Sinditest) no recente pleito de representantes TAE no CoUn, foi solicitada a impugnação total da eleição junto à Comissão Eleitoral, presidida pelo servidor Mário Setim.

Em ofício datada de 17/03, a Chapa 5 ("Representação Efetiva - Todos Juntos Somos Fortes") enumera diversas falhas ou irregularidades que justificam a anulação da disputa.  Entre elas:

1-Impossibilidade de indicar problemas antes do dia da eleição.

2-Na Chapa 6 existia um candidato fora do efetivo exercício como TAE ativo da UFPR, o que contraria o regimento da própria Comissão Eleitoral.

3-Erro de apresentação das chapas na cédula de votação dos ativos.

4-Falta de listagens de eleitores em diversas unidades, impedindo muitos deles de votar ao se dirigirem às urnas, caso do Setor SACOD, do campus Botânico/Saúde, do Setor de Tecnologia/Exatas, de bolsistas sênior, e outros.

5-Feitura de listagem paralela no HC sem qualquer identificação, numa simples folha de papel, ou seja, totalmente passível de fraude, além de problemas com falta de mesários.


A Chapa 5 protocolou sua reclamação em tempo hábil e cabe agora à Comissão Eleitoral dar seu parecer, podendo anular a eleição e convocar uma nova.  Fato é que o apontamento de falhas na eleição é extenso e compromete mesmo a lisura do pleito.

terça-feira, 15 de março de 2016

Fome pelas vagas no Conselho Universitário da UFPR

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Amanhã, 16/03, haverá eleição para a representação dos TAE no Conselho Universitário da UFPR.  A cédula de votação dos servidores ativos é tal como mostrada acima. Este Blog não tem qualquer embaraço de já demonstrar qual a chapa de sua preferência, recomendando o voto na Chapa 5, "Representação Efetiva".

Inscreveram-se sete grupos, sendo cinco chapas para as vagas de ativos (3 no COPLAD e 1 no CEPE) e duas chapas para a vaga única de aposentado no COPLAD.

Tanta disputa assim pelas vagas no CoUn tem a ver com alguns fatores.  Por um lado, mostra que a bancada atual de representantes, ligada à chapa 5, teve um desempenho digno de nota, atuou bem nos Conselhos, interveio nos debates mais importantes, como o das 30 horas e do ponto eletrônico, formulou algumas propostas para debate e também buscou se comunicar com a base (apesar do boicote sistemático da Diretoria do Sinditest) através de um blog.  São razões que nos levam a indicar a Chapa 5 para o voto dos servidores.  Conheça melhor os integrantes e posições da Chapa 5 clicando aqui.

Outros dois aspectos que aguçam o apetite de outros grupos referem-se a um tema de interesse imediato, a jornada de 30 horas e a regulamentação do controle de frequência, e a disputa da Reitoria no segundo semestre, pois o plenário do CoUn é uma das arenas na sucessão de Zaki Akel.

E que se pode dizer en passant das demais chapas que correm atrás dos votos da parcela dos ativos?

A Chapa 1 - "Conquistas históricas..." é puxada pelo ex-presidente do Sinditest Wilson Messias, um dos responsáveis desde 2011 pelo rolo do ponto eletrônico, até hoje não resolvido porque ele não quis chamar a base para debater na época os termos da Resolução 56/11.  Além disso, Messias foi inculpado pela Auditoria do Sinditest (2013) de cometer irregularidades na gestão de imóveis do Sinditest, situação até hoje não resolvida pela Diretoria do sindicato. A Chapa 1 ainda traz o ex-pró-reitor Kachel e um médico do HC que é professor (Niasy), tem duplo vínculo, bem conhecido por suas posições políticas conservadoras.

"Unidos pelos servidores", a Chapa 2, podia se chamar "Unidos pela ajuda do caixa do Sinditest", pois seu profuso material de campanha - folders em papel de qualidade, bem feitos, faixas, camisetas - indica que falta de dinheiro para campanha não é o problema.  Trata-se mesmo da chapa montada pela parte PSTU da atual diretoria do sindicato, com a ex-presidente Carla no comando e os fieis apóstolos Luiz Fernando e Valter na procissão junto com o ultraesquerdismo mais porralouca que já se viu na UFPR em termos sindicais.  É a turma que sempre fala em greve, mas nunca conquista nada significativo desde 2011 nas greves nacionais. Por sinal, já faz um tempinho que o sindicato, sob o comando deles, não tem mais prestado contas no site público.  Nem a parte PSol da diretoria topou apoiar tal chapa de furiosos. Fuja dessa chapa!

Não reunimos elementos suficientes para caracterizar melhor a Chapa 4 - "8 de março", exceto constatar que se compõe de integrantes sem tradição de participação no movimento dos TAE, todas mulheres.

Em seguida na ordem da cédula eleitoral, vem a Chapa 5, da qual falamos acima, e que reclama de estar sendo descadaramente copiada em suas propostas pelas Chapas 2 e 6.

A Chapa 6, dita "independente", é tudo menos isso, constituindo-se de membros com funções remuneradas CD4 e FG1 ligados à reitoria.

Por fim, há duas chapas para o voto dos aposentados, uma já integrada organicamente à Chapa 6.  E a Chapa 3 - "Aposentados em Ação", das colegas Neide Brun e Glaci Schluga, atuantes de longa data no movimento dos TAE da UFPR.

Por dentro dos bastidores da Globo: o que dizem os jornalistas "dissidentes"

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Esdras Paiva, da Globo, inventor da "mortífera" bolinha de papel

Tem acontecido uma coisa interessante: chegam a mim mensagens de jornalistas da Globo revoltados com o que estão vendo na empresa. Os indignados estão lotados sobretudo em Brasília e no Rio. Todos, naturalmente, pedem anonimato.

Por Paulo Nogueira, no site DCM


Me disse um deles, que tratarei como X: “Desculpa o número de mensagens, mas estou revoltado. Não sou petista. Meu primeiro voto no PT foi na Dilma….. mas estou dentro dos acontecimentos e é muito clara a estratégia.”

A estratégia é destruir Lula, Dilma, o PT e, se possível, qualquer resquício de pensamento de esquerda que exista no Brasil.

X chama a atenção para postagens no Facebook do coordenador de jornalismo da Globo em Brasília, Esdras Paiva.

Seguem dentro da linha do Erick Bretas, não? Peço mais uma vez que não mencione meu nome, para que eu não corra riscos profissionais.”

Eis as postagens de Esdras destacadas por X.

Seis milhões de brasileiros nas ruas num protesto sem bandeiras de partidos. E os petistas repetem o mantra do golpe criado pelo João Santana. Alguém tem que avisar para eles que esse papo de golpe não colou. E que o Santana tá vendo o sol nascer quadrado.  Maior manifestação da história do Brasil. Somos um país de coxinhas. Coxinhas golpistas.

Pergunto a X quem é Esdras. Não o conheço. X me situa.

No episódio da bolinha de papel do Serra o Esdras Paiva era editor-chefe do Jornal Nacional em Brasília. O caso foi um fiasco dentro da redação. Muita gente envergonhada e constrangida comentava a cobertura em flagrante desaprovação”, ele conta.

E continua: “Esdras ficou furioso com as críticas, defendeu que a matéria do dia seguinte seria uma aula de jornalismo. E o dia seguinte veio para desespero de todos… era o perito que afirmou que o que parecia uma bolinha de papel era, na verdade, um rolo de fita adesiva letal e descontrolado. “Poderia ter matado.” A matéria não convenceu de novo e Esdras fez questão de entregar à direção de Brasília os nomes dos rebeldes. A diretora naquela época era Sílvia Faria.”

Não a conheço também. Quem é Sílvia Faria?

X me esclarece:

Ex-diretora da Globo Brasilia. Atual diretora de jornalismo e braço direito do Kamel. Amiga que promove amigos apenas. Segura dezenas de informantes nas redações, como Esdras Paiva e Cleber Praxedes em Brasília. Foi a responsável por aquela orientação que vazou no ano passado e que determinava que qualquer menção a FHC em denúncias deveria ser omitida dos noticiários. Vazou em um domingo.”

X prossegue:

Ela é violenta e odeia Erick Bretas, não por questões ideológicas (são farinhas do mesmo saco). O ódio deve-se a questões de ego. Há quem aposte que o envio de Erick do jornalismo para “mídias” deveu-se à subida dela na hierarquia.”

Bretas, sabemos, é aquele diretor da Globo que se fantasia de Moro no Facebook, mediante um avatar, para pregar o golpe e a prisão de Lula. O DCM vai processá-lo pela calúnia de dizer que somos financiados pelo PT.

De X passemos a Y. Y narra outro bastidor do Planeta Globo.

Todo mundo sabe que O Globo tem lado (errado), mas vocês sabiam que o editor de política do jornal em Brasília, Paulo Celso Pereira, é primo em primeiro grau do Aécio Neves? Aécio foi seu padrinho de casamento e eles se falam diariamente. Ou seja, desde a campanha eleitoral, tudo o que os repórteres apuram junto ao PT é repassado diretamente, sem escalas, para o Aécio.”

Y pede que não a identifiquemos. “Peço que não publiquem o meu email para não sofrer retaliações. Vocês sabem como eles jogam pesado.”

Sim, sabemos.

Ouçamos agora Z, do Rio de Janeiro. Z é da GloboNews.

A gente odeia isso aqui”, escreve ele. “Apesar do perfil sempre conservador, havia espaço para ideias divergentes. Mas a equipe que fundou o canal foi toda afastada, nos últimos quatro anos? Coincidência? Duvido muito.

Z prossegue.

Os responsáveis: Kamel, Latgê e Eugênia Moreira. Mulheres foram afastadas após voltarem de licenças-maternidade. Profissionais sérios como Guto Abranches, Sidney Rezende ou André Trigueiro foram demitidos ou postos na geladeira.”

Algo mais?

Sim. “Filha do Merval editora-chefe do Jornal das Dez.

Z conta que ela não usa o sobrenome paterno. Assina Joana Studart como jornalista. Aqui entra em cena W. “Todo mundo a odeia exatamente por ser filha do Merval”, conta W. “Uma vez, em Brasília, ela demitiu um cara aos gritos. O Ali Kamel estava lá, e teve que chamar a Joana num canto e pedir para ela se controlar porque as coisas não eram assim. Todo mundo que estava ali se lembra disso.”

Algo mais?

Sim. Z me manda um link. “Para você ter uma ideia de como a coisa anda por lá.” Abro o link. Ali está a informação de que a GloboNews contratou uma “faxineira espiritual” para espantar a “uruca” da redação.

É real. Aconteceu”, diz Y. Ele conta ainda que um professor da UFRJ, Francisco Carlos Teixeira, habitual comentarista da GloboNews, desistiu do canal por causa de sua radicalização. “Ele largou o estúdio no intervalo de um programa e nunca mais voltou.”

Em X, Y e Z você pode ter uma ideia de como está a vida, na Globo, para quem deseja ser mais que reprodutor dos interesses da família Marinho.

E finalmente: você só está lendo isso no DCM graças à internet, que arrebentou com o monopólio de informações da Globo e demais companhias jornalísticas.