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Luta sem trégua contra o governo usurpador

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz ano novo de lutas às trabalhadoras e trabalhadores de todo o mundo!

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O velho ano de 2011 dentro de poucas horas cede lugar ao ano-criança 2012.  É mesmo hora de superar o que é velho, ultrapassado, obsoleto, em todas as áreas. E se, porventura, diante de novas dificuldades e desafios soçobrar a esperança, reanime-se o menino que joga futebol com bola de meia lá dentro das pessoas.  Feliz 2012 de muitas lutas para todos!

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor

Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão


["Bola de meia, bola de gude", de Milton Nascimento]

Cobertura de Planos de Saúde ganha 60 novos itens a partir de janeiro

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Passa a vigorar amanhã (1/1/2012) a resolução normativa da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que atualiza e amplia a listagem de procedimentos que devem ser oferecidos por planos de saúde.  A atualização é feita a cada dois anos. Nesse caso, foram incluídos mais de 60 procedimentos. Vale para planos contratados a partir de 1º de janeiro de 1999 e para os anteriores, mas já adaptados.

Entre as novidades estão 41 cirurgias feitas por vídeo - incluída a redução de estômago-, o aumento no número de consultas pagas para nutricionistas e a inclusão da tomografia computadorizada para avaliação da obstrução das artérias coronárias. Clique aqui para detalhes sobre a lista nova.

Operadoras que não cumprirem o novo rol de procedimentos ficam sujeitas a multa de R$ 80 mil, diz a agência. Casos de descumprimento podem ser denunciados à ANS pelos usuários dos planos.

A agência não descarta eventual impacto financeiro nas mensalidades. Informa que o custo da atualização será avaliado durante 2012 e, se necessário, incluído no reajuste dos planos para 2013.
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Fonte: Folha SP e ANS

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Estatuto da EBSERH publicado ontem no Diário Oficial da União

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Na edição de ontem (29) do Diário Oficial da União foi publicado o Estatuto da nova empresa pública criada para gerir os hospitais universitários, a EBSERH. Clique aqui para acessar o estatuto.  Sediada em Brasília, a EBSERH terá capital social inicial de R$ 5 milhões, providos pela União.  A partir de agora, cabe aos Conselhos Universitários das IFES decidirem quanto a entregar ou não seus hospitais-escola para a administração sob a EBSERH, inclusive cedendo a ela servidores do quadro do RJU (estatutários), além dos terceirizados celetistas das Fundações.

Previdência complementar do servidor é prioridade do Governo Federal em 2012

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Assim que os parlamentares voltarem ao trabalho em 2 de fevereiro, o governo tentará retomar a votação de um dos seus projetos prioritários em 2011: a criação do fundo de previdência complementar dos servidores públicos. O governo pretendia ver a proposta aprovada pelos deputados neste ano, mas dificuldades na base aliada, adiaram a votação.

As bancadas do PCdoB, PDT e até do PT, que possuem vínculos com sindicatos do funcionalismo, ainda resistem ao projeto. Interessado na aprovação do texto, o governo cedeu em alguns pontos da proposta. O Executivo aceitou criar três fundos de previdência, um para cada Poder, em vez de fundo único, que era considerado ponto central da proposta original.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), chegou a anunciar a disposição governista de elevar de 7,5% para 8% o percentual da contribuição do Estado no fundo de previdência complementar. O governo chegou ainda a sinalizar que poderia aceitar o percentual de 8,5% de contribuição, como é exigido por parlamentares aliados.

A elevação do porcentual do empregador governamental é tida como necessária para cobrir as despesas adicionais com os grupos que terão benefícios especiais, como professores, mulheres e trabalhadores em profissões de risco. O Executivo também cedeu à reivindicação de incluir os trabalhadores na direção da Fundação de Previdência Complementar do Serviço Público Federal (Funpresp). O texto original previa a terceirização da gestão por empresas privadas, como bancos.

O projeto limita a aposentadoria dos servidores ao teto do Regime Geral de Previdência - hoje em R$ 3.691,74. Aqueles que desejarem benefício superior terão de contribuir para o fundo.

No curto prazo, como estima o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, a transição deverá acarretar um aumento pequeno na despesa da União. Mas a previsão é de que, em meados da década de 2040, a União começará a ter um ganho.
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Presidência da República sancionou lei que cria a EBSERH para HUs

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A lei que cria a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) tornou-se realidade a partir do final da semana passada, com a sanção pela presidenta Dilma Rousseff e posterior publicação no Diário Oficial da União de 16/12/2011 (figura acima).  Agora, a bola está com cada universidade federal que possui hospital universitário.  Cada Conselho Universitário terá que discutir e aprovar ou não a cedência da gestão de seu hospital-escola à nova empresa.  Conforme já noticiamos neste blog, o reitor da UFPR declarou-se favorável a que a EBSERH assuma o comando do Hospital de Clínicas.  O que acha a comunidade universitária?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A Privataria Tucana - "o filme"

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Você ainda não ouviu falar do livro "A Privataria Tucana"? O livro do qual a grande imprensa não quer falar?  O livro que a oposição política toda do país (a de direita e a "de esquerda") não comenta porque desmascara o queridinho da mídia Zé Bolinha-de-Papel?  O livro que vendeu mais de 30 mil exemplares em menos de uma semana nas livrarias? Bom, então curta o vídeo acima que dá uma ideia do que se trata...

Parabéns, querida UFPR!

5 comentários:
Na data de hoje, que assinala 99 anos da fundação da Universidade Federal do Paraná, reproduzimos trecho do livro "Universidade do Mate"(*), do historiador e professor da UFPR Ruy Wachowicz (já falecido), destacando o valor do feito dos paranaenses que fundaram a maior instituição de ensino do Paraná e das maiores do Brasil.

Quando a Universidade era ainda uma ideia existente somente no papel, muitos achavam a empreitada inexequível e sorriu-se de tolice(**).  Quando ela passou para a fase de concretização, essa mesma gente irritou-se.  Não se sorriu mais.  Criticava-se acremente tudo que era feito: a organização da instituição era má, o corpo docente teria sido formado por incompetentes e nulos, a obra toda estava destinada à completa desmoralização.

"Vociferava-se até, nas esquinas, contra o grupo de cavalheiros que se achavam à testa do empreendimento e, como à frente desse grupo, o mais denodado era o meu distinto amigo Nilo Cairo, passou-se a chamar a Universidade do Paraná de 'Universidade do Nilo' " [Jornal Commercio do Paraná, 1914].

Repetiam frequentemente o sovado argumento de que o nosso meio não comporta.  Tentaram derrubar a Universidade pelo ridículo.  A campanha foi cruel.

O articulista do [jornal] Commercio do Paraná, que se assinava sob o pseudônimo de Valcastro, fazendo blague concluía que o jovem grupo de estudiosos que se achava comprometido com a Universidade fazia ouvidos moucos, mesmo porque Nilo Cairo era surdo e naquela época andava surdo como uma porta.

O comentarista Valcastro continuava transbordando seu inconformismo com relação às críticas à Universidade:

"Falou-se na edificação do prédio da Universidade.  Riram-se.  E o dinheiro?  Pois se constatava que a Universidade não tinha mais dinheiro e estava quebrada.  (...)  Passaram a espalhar o boato que a instituição não tinha capitais e que seria perigoso a um construtor tomar a si a construção do prédio (...).  Lançou-se a pedra fundamental.  Qual, não passaria da pedra fundamental.  As paredes ergueram-se, os pagamentos aos empreiteiros foram pontualmente feitos até hoje.
Mas o diabo dos andaimes, para maior segurança dos pedreiros, estavam meio inclinados para as paredes, o que dava a aparência de um desarranjo destas últimas.  Muita gente passou a dizer então que as paredes da Universidade estavam fora do prumo e não podiam durar muito sem cair.
Pois, senhores, inauguraram-se lá as primeiras aulas e houve quem dissesse que o peso das paredes é tão grande que o edifício breve desabará. (...)
Não havia mais nada a criticar. Minto.  Diziam que ninguém mais se matricularia em 1914.  O vaticínio foi burlado; a Universidade do Paraná tem hoje 200 alunos, dos quais alguns vindos de Santa Catarina e outros transferidos de outras escolas." [Jornal Commercio do Paraná, 1914]

Finalmente, a 19 de dezembro de 1912 teve lugar a fundação e instalação da Universidade.

Às 13 horas, no salão de sessões do Congresso Legislativo, reuniu-se a Assembleia Geral dos lentes.  Vitor Ferreira do Amaral convidou Nilo Cairo e Daltro Filho para que secretariassem a sessão.  Na qualidade de presidente da Comissão organizadora, Vitor Ferreira do Amaral teve a honra de dirigir a palavra aos presentes.  Entre outras coisas, afirmou que já há muito sentia-se a necessidade da fundação de cursos superiores no Paraná.  O sonho de Rocha Pombo do final do século era uma realidade.  A utopia do final do século XIX era um fato consumado no primeiro quartel do século XX.

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Serviço: o Conselho Universitário da UFPR realiza hoje, às 19h00, na Praça Santos Andrade, sessão solene para marcar o 99. aniversário e abrir oficialmente o calendário de eventos do centenário de 2012.
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(*)WACHOWICZ, Ruy. Universidade do mate. Curitiba. Ed. UFPR, 2006. 2a. ed. pp. 53-54.
(**)Trechos em itálico grafados como tal pelo autor e retirados de edições do jornal Commercio do Paraná de 1912 a 1914.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Obrigado, governador Beto Richa!

10 comentários:
Obrigado, senhor governador, pelos "presentes" de fim de ano que tão carinhosamente entrega ao povo paranaense!  Especialmente quem lhe deu o voto em 2010 deve estar muito agradecido.
Obrigado pelo tarifaço do DETRAN !
Obrigado por ser um pai afetuoso das concessionárias de pedágio, permitindo aumentos deliciosos das taxas, entre as quais os R$27,80 para uma ida e volta de Curitiba ao litoral !!
Obrigado pela terceirização privatizante de serviços públicos - em particular os da Área da Saúde - através das OS (Organizações Sociais) !!!
Obrigado por fazer tanto pela família paranaense (a sua)...

CTB reforça posição contrária ao projeto da previdência complementar do funcionalismo

2 comentários:
Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 1.992/07, do Poder Executivo, já aprovado na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara Federal, causando grande polêmica, principalmente com as entidades representativas dos servidores públicos.

O projeto cria a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) para oferecer planos de benefícios na forma de contribuição definida. O governo negocia com a base aliada ajustes no texto, como a criação de um fundo especial para servidores que exerçam profissões de risco (policiais federais, rodoviários federais e médicos que trabalham em regiões de fronteira, por exemplo).

A comissão geral da Câmara dos Deputados discute nesta semana o fundo de previdência complementar para os servidores da União. O valor máximo de aposentadoria será o teto da Previdência Social (atualmente em R$ 3.689,66) para aqueles que ingressarem depois do início de funcionamento do fundo. Deputados da base também defendem o aumento da alíquota máxima de contribuição da União ao fundo, de 7,5% para 8,5%.

A criação de fundos de pensões para os servidores públicos federais foi alvo de críticas de entidades ligadas ao funcionalismo público. Em audiência pública na Câmara dos Deputados, representantes de federações e associações disseram que a proposta prejudica os trabalhadores e pediram o adiamento da votação do projeto.

João Paulo Ribeiro, da FASUBRA e da Secretaria do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB, declarou: “Um dos pontos conflitantes é o engodo desse projeto, que são os fundos de pensão privativos, e não tem garantia de liquidez por parte do governo federal”.

O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), Álvaro Sólon de França, disse que fixar uma alíquota de 7,5% de contribuição, antes da definição do valor dos benefícios, pode resultar em prejuízo para os trabalhadores. Ele pediu que o valor das aposentadorias e pensões seja definido com antecedência.

A previdência complementar [do funcionalismo público federal], do jeito que está, cria uma poupança financeira de péssima qualidade”, criticou o presidente da Anfip. Ele defendeu que a pensão por morte e o auxílio por invalidez ou acidente sejam calculados de forma diferenciada.

Quanto ao propalado rombo da previdência, João Paulo da CTB declara: “O governo não deposita a sua própria parte, causando um rombo na contas da previdência, além da maioria das grandes empresas multinacionais não recolher o valor devido da previdência.”
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Fonte: Portal CTB

domingo, 11 de dezembro de 2011

Surpresa sacode o julgamento do processo Sindisney

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O processo dos acionistas-filiados da empresa artístico-imobiliária Wassalt SinDisney a respeito da indenização paga ao vice-presidente Sidônio Lero-Leris foi agitado hoje pelo depoimento de uma testemunha inesperada, interrogada pelo advogado do ministério público.


ADVOGADO: A testemunha tenha a bondade de declarar o seu nome.
TESTEMUNHA: Mickey Mouse.

A: Por favor, diga para a corte qual o seu trabalho.
T: Roedor animado.

A: Você tinha relações de amizade com Winston Marshalis?
T: Não diria de amizade... fomos jantar juntos algumas vezes em churrascarias daquela avenida... como é mesmo o nome... Torres, algo assim. Numa delas, ele e sua esposa levaram Minnie e a mim para sua casa.

A: Você conversava sobre negócios com ele?
T: Estive presente num café da manhã com o senhor Marshalis, Zachary Axel-Rose, Pluto e Pateta.

A: Onde ocorreu esse café da manhã?
T: No Hotel Mabu.

A: Houve mais alguma testemunha?
T: O cara que fez a “Era do Gelo” passou em nossa mesa para dar um alô... ah, e o Patolino.

A: Você conhece o Patolino?
T: Patolino e eu nos conhecemos na casa do advogado Maurice Galopant, alguns meses atrás, e ficamos amigos.

A: Suponho que o senhor Marshalis não tenha aprovado seu relacionamento com o Patolino, não é verdade?
T: Discutimos várias vezes por causa disso.

A: E o que aconteceu no final?
T: Parei de me encontrar com o Patolino quando ele aderiu à cientologia e à ala vermelha do PSTU.

A: Vamos voltar ao café da manhã.  Lembra o que foi discutido ali?
T: O senhor Marshalis disse que planejava trazer o senhor Sidônio Lero-Leris, agente da firma de artistas criativos Blurckendorfins.

A: Como você reagiu a isso?
T: Fiquei surpreso, mas Pluto teve uma reação mais forte.  Pareceu desalentado.

A: Por que desalentado?
T: Estava preocupado porque o senhor Lero-Leris tinha um relacionamento muito estreito com o Pateta, e Pluto achou que o seu tempo em cena poderia ficar mais reduzido.

A: Portanto, você tem conhecimento de um “relacionamento especial” entre o senhor Lero-Leris e o Pateta?
T: Eu sei que, quando o senhor Lero-Leris agenciava, havia cortejado o Pateta e, se não estou enganado, os dois dividiam uma casa em Shangri-la.

A: E veio um momento em que os dois ficaram mais ligados?
T: O senhor Lero-Leris defendeu o Pateta quando ele foi em cana em Ipanema.

A: É verdade que o Pateta tinha um problema com drogas?
T: Era viciado em Doril e música sertaneja.

A: Quanto tempo isso durou?
T: Pateta começou a tomar analgésicos depois de um tombo que levou num desenho animado. Caiu do alto do Hotel Bristol com um guarda-chuva aberto, que serviu de paraquedas, e machucou as costas.

A: E depois?
T: O senhor Lero-Leris foi o responsável por levar o Pateta ao hospital Pinel.

A: Alguma vez você comentou com o senhor Marshalis a sua apreensão sobre os planos dele de contratar o senhor Lero-Leris?
T: Minnie e eu conversamos sobre isso.  Sabíamos que os dois iam entrar em choque.

A: Você levantou a questão com mais alguém, além de sua esposa?
T: Dumbo, Bambi... na verdade não consigo lembrar. Ah, sim, Grilo Falante, um dia, na casa de Ivete Sangalo.  Ela deu uma festa para o Grilo quando ele comprou um sitio em Piraquara.

A: E chegou-se a alguma conclusão?
T: Dumbo achava que o Pato Donald devia falar com o senhor Marshalis sobre as nossas preocupações, porque o senhor Marshalis sempre pareceu dar atenção ao que Donald dizia.  Nas palavras dele, Donald era “um dos patos mais inteligentes que já conheci”.  Os dois ficavam um bocado de tempo juntos, no laguinho do Donald.

A: E essa atitude era recíproca?
T: Ah, sim.  Donald morou na casa do senhor Marshalis durante seis meses, quando ele e a Margarida se separaram.  Donald teve um caso com a Petúnia, a porquinha namorada do Gaguinho.  Na empresa Sindisney, era mais do que proibido ter relações sociais com criaturas de empresas concorrentes, mas, no caso de Donald, o senhor Marshalis preferiu fazer vistas grossas, o que irritou muitos sócios acionistas.

A: Foi esse o caso a que você se referiu no seu depoimento?
T: Sim.  Minha memória é nebulosa quanto a isso, mas creio que Donald foi apresentado a Petúnia na casa de Paul V. Vidal.

A: Você estava presente?
T: Sim.  Eu, Tom Cruise, Rodrigo Santoro, Wagner Moura.  Acho que Selton Melo, o Coiote, o Papa-Léguas...

A: Tom e Jerry?
T: Não, naquele fim de semana eles estavam em Itapoá.

A: Seis meses depois, o senhor Vidal e o senhor Marshalis envolveram-se num processo judicial.  Você se lembra dos detalhes?
T: Tinha a ver com ofensas do senhor Marshalis ao Pernalonga.

A: E o Pernalonga ?
T: Pernalonga se defendeu por conta própria.  Mas, naquela época, ele queria tirar um ou dois anos de férias para escrever um romance.

A: Vamos voltar à festa: lembra-se do que aconteceu depois?
T: Sim.  O Pato Donald ficou bêbado e tentou dar uma cantada na Nicole Kidman.  Foi extremamente embaraçoso, porque aconteceu numa época em que  ela e Tom Cruise ainda estavam casados.  Donald foi muito hostil com Tom, e achou que Tom estava recebendo todos os papéis que ele queria.  Lembro que o senhor Marshalis, nessa festa, levou o Pato Donald para fora a fim de acalmá-lo.

A: Lembra o que aconteceu depois?
T: No gramado da casa do senhor Vidal, Donald encontrou Petúnia, a porquinha.  Achou-a linda e muito sensual, e eu sei que os dois gostavam das mesmas duplas sertanejas.  Donald sempre teve dificuldade em lidar com a raiva.  Ficou tomando Prozac durante anos porque estava convencido de que sua carreira estava parada e em pouco tempo ele ia acabar como figurante no cardápio de um restaurante chinês.  Apesar do conselho do senhor Marshalis, Donald começou a encontrar a namorada do Gaguinho às escondidas.

A: Até onde o senhor sabe, quanto tempo o caso durou?
T: Um ano, mais ou menos.  Petúnia disse para o Pato Donald que não podia continuar a encontrá-lo porque tinha se apaixonado profundamente por Rodrigo Santoro e ele por ela.  Você deve lembrar, Rodrigo levou-a ao Festival de Gramado.

A: Houve um momento em que a Margarida pôs o Pato Donald para fora de casa?
T: Sim, e o senhor Marshalis o acolheu e deixou que morasse na casa dele, até que Donald e Margarida finalmente concordaram em morar juntos outra vez, mas passaram a ter um relacionamento sexualmente aberto.

A: Portanto, até onde o senhor se lembra, alguém alguma vez disse ao senhor Marshalis que talvez não fosse uma boa idéia contratar o senhor Lero-Leris?
T: No dia da entrega dos brindes do almoço de fim de ano, eu levantei a questão com o professor Pardal, mas ele não quis se envolver.

A: Portanto o senhor está dizendo que nem o professor Pardal nem ninguém mais preveniu o senhor Marshalis de que ele e o senhor Lero-Leris talvez fossem uma dupla incompatível.
T: Até onde eu sei, isso é correto.

A: E quando a parceria não deu certo, levantou-se a questão da indenização do senhor Lero-Leris, pela sua demissão, no valor de 400 mil reais? O senhor Lero-Leris alguma vez achou que era uma quantia excessiva?
T: Só sei que o Grilo Falante vivia pendurado no ombro do senhor Lero-Leris e sempre o aconselhava a deixar que sua consciência o guiasse.

A: E depois?
T: O resto é história.

A: A testemunha é sua.
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Créditos deste texto em 99% para Allan S. Konigsberg

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Livro-bomba: para entender o que é "roubo de gente grande"

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Via revista CartaCapital

Não, não era uma invenção ou uma desculpa esfarrapada. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. realmente preparava um livro sobre as falcatruas das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. Neste fim de semana chega às livrarias “A Privataria Tucana”, resultado de 12 anos de trabalho do premiado repórter que durante a campanha eleitoral do ano passado foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos. Ribeiro Jr. acabou indiciado pela Polícia Federal e tornou-se involuntariamente personagem da disputa presidencial [entre Serra e Dilma].

Na edição que chega às bancas nesta sexta-feira 9, CartaCapital traz um relato exclusivo e minucioso do conteúdo do livro de 343 páginas, publicado pela Geração Editorial e uma entrevista com o autor (reproduzida abaixo). A obra apresenta documentos inéditos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre elas os arquivos da CPI do Banestado. José Serra é o personagem central dessa história. Amigos e parentes do ex-governador paulista operaram um complexo sistema de maracutaias financeiras que prosperou no auge do processo de privatização.

Ribeiro Jr. elenca uma série de personagens envolvidas com a “privataria” dos anos 1990, todos ligados a Serra, aí incluídos a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado. Mas quem brilha mesmo é o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira. Ex-tesoureiro de Serra e FHC, Oliveira, ou Mister Big, é o cérebro por trás da complexa engenharia de contas, doleiros e offshores [empresas fora do país] criadas em paraísos fiscais para esconder os recursos desviados da privatização.

O livro traz, por exemplo, documentos nunca antes revelados que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na conta de uma companhia de Oliveira nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que Preciado movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Oliveira. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.

A Decidir.com, sociedade de Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, também se valeu do esquema. Outra revelação: a filha do ex-governador acabou indiciada pela Polícia Federal por causa da quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros. Por meio de um contrato da Decidir com o Banco do Brasil, cuja existência foi revelada por CartaCapital em 2010, Verônica teve acesso de forma ilegal a cadastros bancários e fiscais em poder da instituição financeira.

Na entrevista a seguir, Ribeiro Jr. explica como reuniu os documentos para produzir o livro, refaz o caminho das disputas no PSDB e no PT que o colocaram no centro da campanha eleitoral de 2010 e afirma: “Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro”.

CLIQUE AQUI para ler a entrevista no site de CartaCapital

PS: a grande mídia comercial - que em geral foi e é cúmplice do PSDB e do processo de privatização dos anos 90 - está noticiando pouco ou nada sobre o assunto.  Saiba mais acessando sites e blogs como: 


Blog do Miro (Altamiro Borges)
Viomundo (Luiz Carlos Azenha)
Blog da Cidadania (Eduardo Guimaraes)
Centro Barão de Itararé
Blog O Escrevinhador (Rodrigo Vianna)

"Sem demagogia", presidente do Sinditest vai direto ao ponto (eletrônico)

13 comentários:
Acaba de ser publicada (há 1 hora atrás) no site do Sinditest uma nota sobre o badalado tema da implantação do ponto eletrônico associado à jornada flexibilizada para 30 horas semanais.  No final não há uma assinatura, mas no corpo do texto se percebe a autoria de Wilson Messias, presidente do Sinditest da gestão que finda em janeiro/2012.

De modo mais ou menos explícito, Messias critica matérias publicadas pela nova diretoria 2012-2013 (Chapa 2) como carregadas de má fé e demagogia sobre o tema do ponto eletrônico.  E adianta sua posição quando a proposta for votada no COUN: "Dificultar qualquer negociação é pura demagogia. Como vamos justificar para a sociedade que trabalharemos 30 horas por semana sem qualquer controle do tempo da nossa jornada de trabalho? Percebam que nós, servidores públicos, já temos uma imagem negativa perante a sociedade."  Mais adiante ele confirma sua crença na aprovação da proposta pelo Conselho: "A jornada de 30 horas está logo ali, falta muito pouco para que todos possam usufruí-la."

Deve-se reconhecer um mérito na nota recém-publicada do presidente do Sinditest, agora também membro eleito do COUN.  Ele foi franco e deixa claro seu voto, a favor da adoção da jornada de 30 horas aceitando como contrapartida a implantação do controle eletrônico do ponto em toda a UFPR.  

Não vamos discutir aqui esse posicionamento.  Porém, ainda questionamos a notória falta  de diálogo dessa diretoria do Sinditest com sua base em forum apropriado (uma assembleia geral), em se tratando de uma negociação importante.  Desde o final da greve, em 26/09, mais nenhuma assembleia foi convocada para debater democraticamente o tema 30 horas + Ponto eletrônico.  Isso era muito custoso?  A adoção do ponto eletrônico poderia ser tranquilamente debatida, e possivelmente aceita pela maioria numa assembleia desse tipo, dessa maneira respaldando a liderança que negociava com a Reitoria.  Preferiram de novo a via da falta de transparência e da democracia sindical.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

COUN pode votar hoje a jornada de 30 horas com ponto eletrônico para servidores técnicos

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A sessão desta manhã (8) do Conselho Universitário (COUN) vai analisar a proposta de jornada de trabalho de 30 horas, acompanhada da adoção de controle eletrônico de ponto apenas para servidores técnicos.  A relatora da proposta, professora Andrea Caldas, emitiu parecer favorável e provavelmente ele tende a ser aprovada pelos membros do COUN, inclusive dos representantes dos técnicos.

A professora Andrea incluiu alguns artigos para a futura resolução, entre eles um que estabelece um prazo de seis meses para a implantação da jornada flexível: "Art.12 – A reitoria da UFPR constituirá comissão com representantes da administração central e dos segmentos da comunidade universitária para acompanhar a implantação da jornada de trabalho de 30 horas semanais nos próximos 180 dias."

A diretoria eleita do Sinditest (a ser empossada só em janeiro) emitiu opiniões contraditórias sobre o ponto eletrônico.  Em seu ainda ativo site de campanha eleitoral, publicaram matéria em que dizem ser contrários à implantação do ponto eletrônico, apesar de a nova presidente eleita ter participado das reuniões da Comissão das 30 horas onde se negociou a questão da jornada reduzida acompanhada do ponto eletrônico.  E no final dessa matéria afirmam:


"Torcemos, entretanto, mesmo contra todas as evidências, para que a resolução que será aprovada no COUN nesta quinta-feira, 08/12, traga as melhorias que a parcela da comunidade universitária favorável ao ponto eletrônico deseja."


Afinal, a nova diretoria do Sinditest torce pela resolução que implanta o ponto eletrônico ou é contra?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Onde foi parar aquela prestação de contas dos gastos da greve de 2011?

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video
Em 30 de agosto deste ano, caminhava já a greve para seu melancólico e mal-sucedido desfecho sem conquistas, devido às intransigências tanto do governo federal como do comando nacional de greve.  Eis que o tesoureiro-geral do Sinditest, Jonas Pinto, desacatando ordem dos "coronéis" da diretoria, resolve apresentar uma prestação de contas dos gastos da greve.  Até hoje não se sabe quanto o Sinditest despendeu nessa greve (uns falam em 100 mil, outros, 150 mil reais).  Como Jonas não tinha levado nenhuma nota fiscal para comprovar as contas parciais que ia apresentar, não ocorreu a tal prestação naquela data.

Publicamos este trecho da assembleia para lembrar à categoria algumas coisas:

- a assembleia geral de 06/10, onde seria apresentada a prestação completa dos gastos da greve, nunca aconteceu porque Wilson Messias e diretoria não quiseram convocá-la, embora tivesse sido a última decisão da assembleia final de greve quando setembro se encerrava;

- nessa mesma data (06/10) deveria ser regularizada a definição do percentual de cobrança da mensalidade sindical de 0,5% sobre o vencimento  básico, ao invés da cobrança a mais que vem sendo praticada pela diretoria "Sindicato Para Todos";

- apesar de Jonas declarar no vídeo acima que o "sistema [da Tesouraria] é muito aberto", todo pedido da base para esclarecer aspectos da contabilidade do Sinditest nessa gestão que veio desde 2008 até os dias de hoje sempre foi rejeitado e os diretores fugiram de explicações, até serem pressionados por determinações judiciais;

- nem a Diretoria "Sindicato Para Todos" nem o Conselho Fiscal cumpriram seu dever de fazer a prestação de contas do exercício de 2010 do Sinditest, como manda o Estatuto sindical (até o fim de março de cada ano), o que obriga a nova gestão "Mudando o rumo dos ventos" a sanar essa irregularidade logo que assumir a gestão sindical em 2012.

Uma hora o Plano de Saúde privado ia cobrar a fatura

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Pelo site do Sinditest, ultimamente tão desatualizado, a categoria descobre que o custo do Plano de Saúde da bondosa UNIMED aumentou: "O reajuste no valor do plano de saúde foi de 17% e continuamos negociando com a UNIMED na tentativa de conseguir uma mensalidade menor (...)", afirma a diretoria "Sindicato Para Todos".

Pois é, quando se trata de empresa privada e atenção à saúde, no começo do contrato tudo são flores e sorrisos para obter a adesão do servidor.  O tempo passa, o tempo voa, e uma hora vem a fatura salgada para que o lucro da empresa continue numa boa.  

Comovente mensagem de uma chocada professora sobre as 30 horas

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Ontem era para ter sessão do Conselho Universitário (COUN) para debater a proposta das 30 horas com ponto eletrônico. O sensível reitor preferiu adiar o debate porque seus amigos recém-eleitos para vagas no COPLAD, Wilson "Pinóquio" Messias e V. Kachel não se fizeram presentes... Ora, que pena...

Mas o assunto das 30 horas não esfria por causa dessas ausências.  Eis que chega ao conhecimento da maldita editoria deste Blog, esta fonte de maledicência e intrigas, como gosta de dizer o diretor sindical Bernardo Pilotto, uma sequência de emails trocados entre professores sobre o injusto pleito dos técnicos de redução da jornada semanal.  Vamos comentar aqui apenas alguns trechos escritos pela professora a quem chamaremos Ceres, em alusão a uma deusa latina ligada à terra, mas que no caso diz coisas chãs.

Escreveu Ceres num email a seus pares que "desde que cheguei a UFPR, nestes quase 3 anos de casa, tenho ficado sempre chocada com a falta de profissionalismo e eficiência dos servidores de nossa Instituição. Obviamente há várias excessões [sic], e quando encontramos representantes desta espécie rara, podemos incorrer no erro de tornar-nos excessivamente agradecidos(...)." 

Vejam só - fora o fato de não saber grafar corretamente a palavra "exceções" - como esta ilustre docente, há apenas três anos na Universidade, já tem um completo juízo de valor sobre a competência do corpo técnico-administrativo, ao ponto de dizer que são muito raros os servidores eficientes.

Mas, dona Ceres vai adiante em sua avaliação sobre os técnicos: "Lamentavelmente a maioria de nossos funcionários são tremendamente desmotivados e não compreendem que fazem parte fundamental de um corpo que deveria funcionar organicamente. Os professores são massacrados por pressões internas e externas no atual caráter produtivista de nossas universidades, e ficamos muito desprotegidos se a Instituição continuar a afagar a malemolência de funcionários descomprometidos.

Vamos lá, colegas técnicos tremendamente desmotivados, vocês gostaram desse termo muito carioca sobre a "malemolência", não gostaram?  Depois do resultado da última greve, estamos tremendamente motivados e nada malemolentes...

Ceres não se dá por achada e prossegue na crítica aos técnicos: "Ineficientes embora empoderados, essa classe parece ávida por aplicar um dos motes favoritos na UFPR: complicar e dizer não sempre que possível, embromando projetos que poderiam impulsionar a UFPR para estágios bem além das fronteiras provincianas que nos encerram." 

Viram só, companheiros e companheiras, o lance é parar de complicar, parar de embromar e botar mãos à obra nos projetos para impulsionar a UFPR! Projetos? Que projetos? Qual o projeto da UFPR? Que grande projeto tem a UFPR para ser fator impulsionador do desenvolvimento do estado do Paraná e deste país?  NÃO TEM!! NÃO TEM PROJETO NESTA UNIVERSIDADE!!!  Então, a senhorinha docente vem cobrar dos servidores técnicos que tenham engajamento... mas no quê?  Esta Universidade não se pensa e não pensa o Paraná nem o Brasil!  

Você, dona Ceres, quer o ponto eletrônico? Pois bem, ponha-se. Para haver o registro eletrônico da frequência de servidores.  E ponto.  Eletrônico.  


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Vice-presidente eleito do Sinditest acusa Messias de favorecer ponto eletrônico

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O vice-presidente eleito do Sinditest, Márcio Palmares, servidor do Setor de Educação, lançou ontem por email grave acusação ao atual presidente do sindicato.  Ele diz que Wilson Messias e o Dr. Néris acumpliciam-se com o reitor da UFPR para implementar o ponto eletrônico na esteira da adoção da jornada reduzida de 30 horas. 

Segundo o email, disparado na noite de ontem, "aproveitando a desmobilização que ocorreu após o término da greve, e contando com a conivência e o apoio da atual direção do Sinditest (Néris/Messias), a Reitoria da UFPR conseguiu, através de uma manobra burocrática, impor ao relatório da Comissão a instalação do ponto eletrônico na Universidade, como condição para a jornada de 30h." 

O vice-presidente eleito do Sinditest parece esquecer que a nova presidente do sindicato, Carla Cobalchini, participou da Comissão que estudou a implantação das 30 horas, e portanto já sabia da contrapartida demandada pela Reitoria de implantação do ponto eletrônico, mas, inexplicavelmente, não comunicou o fato nem tentou mobilizar uma assembleia geral para discutir o assunto antes que qualquer negociação fosse fechada.  Agora, o grupo "Mudando o rumo dos ventos" dá a impressão de querer tirar o corpo fora do acordo para o qual não convidaram a base a opinar.

Amanhã de manhã ocorre a sessão do COUN e a chapa eleita ao Sinditest está convocando um protesto no pátio da Reitoria contra a introdução do ponto eletrônico. Belo modo de desviar a atenção, depois de ter falhado em avisar a base, de que não teria nada a ver com a implantação do ponto.  Convidamos também os servidores técnicos a estarem presentes, mas é bom estarem com os dois pés atrás com os grupos que comandam e comandarão o sindicato.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Mudanças no projeto 1992 da previdência complementar do servidor público

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Para garantir a aprovação do plano de previdência do servidor público federal, a equipe da presidente Dilma Rousseff cedeu a uma série de reivindicações da categoria. Depois de reuniões entre os líderes da base aliada do governo e representantes do Palácio do Planalto, ela aceitará arcar com custos das aposentadorias por invalidez, para mulheres, para servidores que desempenham atividades de risco e das especiais, aquelas concedidas com menos tempo de contribuição para professores e policiais, por exemplo.

Além disso, o governo criará dentro do fundo um subfundo de longevidade para garantir o pagamento do benefício até o fim da vida dos segurados.

"O projeto inicial não garantia isso. Se o servidor vivesse acima do tempo estabelecido na hora de definir a contribuição para o fundo de previdência complementar, ficaria apenas com o teto de quem se aposenta pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)", explicou o deputado Maurício Quintella Malta Lessa (PR-AL), relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) do Projeto de Lei 1.992/07, que estabelece o novo sistema para aposentadoria do funcionalismo.

Pela proposta, para garantir o teto do INSS, atualmente em R$ 3.691,74, o servidor terá de contribuir com uma parte de seu salário - pelo projeto inicial, essa parcela foi definida em 7,5% da remuneração - e a União fará uma contrapartida no mesmo valor. Para ter uma aposentadoria acima disso, o trabalhador fará aportes adicionais no fundo.

Com as concessões que o governo fez, o percentual sobre o salário poderá subir para 8,5%, tanto para os cofres públicos quanto para o funcionalismo. "Para a União, isso é um grande negócio. Hoje, ela contribui com 22% e ainda paga o deficit", afirmou o relator. Atualmente, o rombo da previdência do setor público supera os R$ 52 bilhões por ano.

O governo ainda está detalhando as mudanças. Apenas depois de analisar os novos custos do sistema, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deverá bater o martelo sobre as alterações. Mas todo o esforço é para que a votação da proposta seja concluída em até 15 dias no Congresso.

Se for aprovada, a nova regra só valerá para os servidores que entrarem nos órgãos após as mudanças. No caso da aposentadoria das mulheres, o aumento bancará a diferença de cinco anos de contribuição que elas têm em relação aos homens. Servidores que exercem atividades que ameacem sua integridade física - como policiais federais e rodoviários federais - poderão se aposentar mais cedo que outras categorias.



Recuo estratégico

O Palácio do Planalto já havia feito outras duas concessões. Primeiro, desistiu de criar um único fundo de previdência para os Três Poderes - agora, cada um poderá ter o seu. Depois, recuou da proposta de tornar obrigatória a terceirização da gestão dos fundos.

"Com as mudanças, isso será facultativo. Eles poderão ser terceirizados ou geridos pelos próprios poderes", disse o deputado Maurício Quintella Malta Lessa (PR-AL), relator da proposta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC). 


Mudanças no projeto:
» O fundo complementar deverá prever o pagamento da aposentadoria a quem pedir o benefício por invalidez como se tivesse contribuído durante todo o prazo estipulado inicialmente.

» Mesmo com a diferença de cinco anos de contribuição, as mulheres terão garantida a aposentadoria como se houvessem trabalhado pelo mesmo prazo que os homens. Nesse caso e também no de professores e policiais, deverá haver contribuição adicional do próprio servidor e da União.

» Funcionários que exercem funções de risco poderão parar de trabalhar mais cedo que integrantes de outras categorias.

» O governo criará um fundo de longevidade para garantir o pagamento do benefício até o fim da vida dos segurados.

» No lugar de um fundo de previdência único, cada um dos Três Poderes terá o seu.

» Os fundos poderão ser terceirizados ou geridos pelos próprios poderes.

» É prevista a portabilidade: um servidor do Executivo que migrar para o Judiciário, por exemplo, terá considerado o tempo anterior de contribuição.

» O sistema deverá prever também a pensão por morte.
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Fonte: DIAP

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

FASUBRA, em plenária sem presença do Sinditest, altera seu Estatuto

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Em 25 e 26 de novembro, a FASUBRA realizou mais uma Plenária com os delegados de suas bases sindicais. O Sinditest, agora dominado apenas pelos caciques Wilson "Pinóquio" Messias e Dr. Néris, não fez assembleia e não enviou delegados de base.

Na sexta-feira (25), foram aprovadas pelos 130 delegados de base presentes, eleitos por 36 sindicatos de base, as propostas consensuais sobre o Estatuto. Para o segundo dia, 26, ficaram as polêmicas.

Uma delas foi a que alterou o Artigo 57, cuja nova redação estabelecerá mandato de dois anos para a Diretoria Nacional, garantida uma recondução, e com validade a partir do próximo Congresso da Federação. 

Os delegados aprovaram também a redução da cláusula de barreira para articipação em plenárias e em congressos futuros da Federação com percentual de 10% de delegados eleitos nas assembléias realizadas pelos sindicatos de base. No estatuto em vigor o número equivale a 20%.  Ou seja, se, numa assembleia de base, uma chapa de candidatos a delegado obtiver pelo menos 10% dos votos, pode vir a indicar um de seus membros para representação.

Foram alterados artigos que modificam critérios de participação de delegados de direção de entidades de base nas plenárias; a criação de regimento e autoconvocação do Conselho Fiscal da FASUBRA Sindical, além de incluído um capítulo inteiro para disciplinar a atuação do Comando Nacional de Greve.

A próxima Plenária da FASUBRA ocorrerá dias 09, 10 e 11 de dezembro, e tem como objetivo efetuar o balanço da greve, tratar da convocação para o XXI CONFASUBRA e avaliar/aprovar o Regimento Interno do mesmo. O próximo Congresso da FASUBRA Sindical está previsto para o período de 8 a 13 de abril de 2012.
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Fonte: com informações da FASUBRA

"Coronel" do Sinditest ainda não aceitou derrota e tenta impugnar urnas

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Apego pessoal ao poder é triste. Pelo site da Chapa 2 que venceu a eleição do Sinditest em 9/11, sabemos que o comandante da derrotada Chapa 1 "Sindicato Para Todos", o famigerado Dr. Néris, ainda não reconhece a derrota.  Ele entrou com pedidos de impugnação, junto à Comissão Eleitoral, contra as urnas volantes 17 (Fazenda Canguiri) e 19 (UFPR-Litoral), não se sabendo sobre quais argumentos.  Porém, a Comissão Eleitoral já divulgou sua ata definitiva, oficializando a vitória da chapa 2 de Carla Cobalchini.

Para aqueles que se apegam a cargos, à burocracia sindical e suas benesses (como certas comilanças que este Blog já denunciou e otras cositas más), é realmente muito duro perder uma eleição, largar os privilégios e ter que voltar à base.  Mas está na hora de cada servidor, que participa do movimento sindical, entender que cargo de dirigente sindical não é prebenda nem privilégio, é tarefa dada pela base, a quem se deve respeito. Encerrada a tarefa e o mandato, volta-se à base e ao trabalho na lotação de origem!

Chapa oposicionista "Nós Vamos Invadir Sua Praia" leva a eleição do DCE-UFPR

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A disputa da Diretoria Gestão 2012 do DCE-UFPR, em eleição transcorrida em 30/11 e 1/12, foi vencida pela Chapa de oposição chamada "Nós vamos invadir sua praia", derrotando a Chapa de situação "Tecendo a Manhã".  O resultado ainda é extra-oficial, segundo informações obtidas da rede social Facebook, pois ainda haveria votos em trânsito a computar, mas que não alteram o resultado, pelo qual a oposição leva vantagem de mais de 2 mil votos sobre a concorrente.

"Tecendo a Manhã" compõe-se de setores politicamente afinados com a Chapa 2 que venceu a eleição do Sinditest e seus integrantes comandaram a greve de alunos de cerca de 1 mês em agosto deste ano, que obteve algumas conquistas parciais concedidas pela demagogia do reitor Akel. Isso não bastou para que o eleitorado estudantil referendasse a chapa de situação, duramente acusada de aparelhar o DCE-UFPR em favor do partido político de seus militantes.

A chapa vitoriosa de oposição criticou na campanha esse aparelhamento político-partidário e parece ter convencido a maioria dos estudantes, a ponto de livrar vantagem tão expressiva.  Por informações chegadas ao Blog, trata-se de um conjunto de estudantes com orientações políticas diversas, independentes e setores de esquerda, que se propõe a retornar o DCE para demandas reais do segmento discente.  A conferir.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

30 Horas com ponto eletrônico: negociação pelas costas da base

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A adoção da jornada de 30 horas, acompanhada da implantação do controle eletrônico de ponto em toda a UFPR, é a proposta colocada para debate e votação na sessão do Conselho Universitário (COUN) do dia 6/12.  Ela é resultado do trabalho de uma Comissão integrada por representantes da Reitoria e dos técnicos, formada ao final da greve deste ano, a qual entregou seu relatório por volta de 9/11 ao reitor Zaki Akel, e este agora encaminha a proposta de jornada/ponto ao COUN.

Nessa Comissão os TA foram representados pelo presidente do Sinditest, Wilson Messias, e pela ex-diretora de imprensa do sindicato, Carla Cobalchini, hoje presidente eleita do Sinditest, ainda não empossada.

Atentem, leitores, para a cronologia dos fatos.  A greve dos TA foi encerrada em 26/09, e nas assembleias finais de greve, em meados de setembro, a proposta das 30 horas foi aprovada pela categoria, e também nomes de quase 10 servidores para integrar a Comissão para discutir essa proposta com a Reitoria.  A Comissão paritária com a Reitoria foi instalada em 10/10, com presença apenas de Messias e Carla, tendo 30 dias para entregar seu relatório ao reitor, ou seja, por volta de 10/11.

Isto quer dizer que, pelo menos desde 10/11, há cerca de 3 semanas, tanto o presidente atual como a presidente eleita pela Chapa 2 já tinham conhecimento de que a proposta de 30 horas vinha acompanhada de implantação do ponto eletrônico.

Pergunta-se, caros leitores: desde 10/11 a diretoria atual do Sinditest chamou alguma assembleia geral para discutir essa proposta que irá a votação no COUN na próxima semana?  Saiu algum mínimo informe no site do Sinditest?  O grupo da Chapa 2 usou pelo menos seu site de campanha eleitoral para informar a base que lhe deu vitória para informar qual seria a proposta no COUN?  Não, não e não.

Apenas ontem (29), à noite, é que o site da Chapa 2, em matéria assinada pelo (ex?)diretor do Sinditest Bernardo Pilotto, confirma qual a proposta que irá a debate no COUN de 6/12, e ali conclama a uma "mobilização" dos servidores para protestar contra o "oportunismo" da Reitoria em associar o ponto eletrônico à redução da jornada.  Se assim é, por que a Chapa 2 não informou/alertou toda a base e procurou mobilizá-la DESDE 10/11 ?  Se Messias e a Chapa 2 já sabiam há 3 semanas de qual seria a proposta, por que se calaram até agora?  

Da parte de quem possuía informações, houve sonegação de levá-la até a categoria. Medo?  Há aí uma mistura de hipocrisia, desprezo pela democracia e falta de transparência.  Mais uma vez.  Uma negociação com a Reitoria feita pelas costas da base.  

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Então, naquele sindicato, depois da posse da nova diretoria...

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Fonte: adaptado de Adão Iturrusgarai - Folha de SP - 29/11/2011

Intenções privatizantes do governador Beto Richa enfrentam resistência

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Manifestação de ontem (28) no Hospital do Trabalhador

O tom dos debates na Assembleia Legislativa sobre o projeto de lei que autoriza o Executivo a repassar a Organizações Sociais (OSs) alguns serviços sob responsabilidade do Estado é indício de que a aprovação desta lei enfrentará resistências. Na sessão plenária de ontem, o assunto dominou discussões acirradas entre oposição e liderança do governo. Antes, na reunião extraordinária da Co­­missão de Constituição e Justiça (CCJ), o relator, deputado Hermas Brandão Junior (PSB), pediu mais tempo para apresentar o parecer. A bancada governista pressiona para votar a proposta em plenário ainda nesta semana. No entanto, alguns deputados do PMDB, recentemente convertidos à base aliada, posicionaram-se contra o projeto.

Pela proposta, o governo pode entregar a OSs a gestão de todos os serviços públicos, com exceção do ensino regular – ensinos fundamental, médio e superior – e da segurança pública. Segundo a mensagem do Executivo, eventuais convênios com as OSs só serão feitos em casos pontuais, para dar mais agilidade a serviços em que o poder público não tem tido “a eficiência esperada”

Para o líder da oposição, deputado Enio Verri (PT) o projeto é um “retrocesso, a terceirização da função do Estado com outras roupas”. Seu colega de bancada, deputado Tadeu Veneri (PT) cobrou do governador Beto Richa (PSDB) um posicionamento formal sobre o projeto. “Não se pode transformar o Estado em empresa privada disfarçada. Se o governador tem a intenção de privatizar o Estado que diga isso com todas as letras, disse.

Para Veneri o projeto é contestável, pois abre a possibilidade de o governo entregar a OSs setores altamente rentáveis da estrutura pública. Ele também citou que toda a regulamentação da escolha das OSs será definida por decreto pelo governador. “É um talão de cheques em branco para o governador”, disse Veneri. Entidades do movimento social e sindical estiveram ontem na Assembleia e apresentaram um “calendário de lutas” contra a aprovação desta lei.

Encarregado de defender a proposta no plenário, o líder do governo, deputado Ademar Traiano (PSDB), negou que o governo irá promover privatizações e afirma que a lei dará agilidade para fazer contratações, principalmente no setor da saúde. “O Hospital Sarah Kubitschek, que é referência nacional, é uma OS”, lembrou.

Abraço simbólico
Um grupo de funcionários do Hospital do Trabalhador, em Curitiba, fez na tarde de ontem uma manifestação contra declarações do secretário da Casa Civil do Paraná, Durval Amaral (DEM), de que o hospital estaria “subutilizado”. A frase foi publicada pela Gazeta do Povo no dia 24, em matéria que descrevia o projeto que transfere serviços do Estado para organizações sociais. Amaral citou o hospital como local subutilizado. Apesar de uma nota também publicada pela Gazeta do Povo no dia 25 de novembro em que o governo do Paraná diz que o secretário teria se equivocado ao citar o hospital, os funcionários decidiram realizar um abraço simbólico e mostrar dados sobre a instituição.

Traiano também citou a possibilidade de criação de OSs para gerir a área da cultura. Como exemplo, usou os músicos da Orquestra Sinfônica do Paraná, que hoje estão contratados em cargos em comissão, o que estaria sendo questionado pelo Tribunal de Contas. De acordo com Traiano, o governo hoje não pode mais fazer contratação de servidores por concurso público porque os gastos com pessoal limitados pala Lei de Respon­­sabilidade Fiscal.
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sinditest nada informa sobre as 30 horas e o ponto eletrônico

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Quem pensar que encontra informações sobre a adoção da jornada de 30 horas no site do Sinditest, vai se frustrar.  Não apenas não há nenhuma notícia recente sobre o tema por ali, como também nada sobre implantação de ponto eletrônico.  Uma filiada pediu uma assembleia geral ao presidente do Sinditest, mas também de nada se sabe. Sabe-se que a posse da nova diretoria sindical só se dará em janeiro/2012.

Infelizmente, também no site de campanha da Chapa 2 - "Mudando o rumo dos ventos" - que venceu a eleição do sindicato, não há qualquer pista. A futura presidente Carla, assim como o atual Messias, fizeram parte da Comissão que elaborou com representantes da Reitoria uma proposta de 30 horas que virá a ser votada no Conselho Universitário. Logo, ambos detem essa informação e poderiam pelo menos torná-la pública, de preferência levando ao debate em assembleia da categoria.  

No site da Chapa 2, numa mensagem de "agradecimento" pela vitória eleitoral de 9/11, o que muito se lê são ataques contra as chapas derrotadas, anunciando algo como a chegada do "paraíso da luta dos trabalhadores", uma visão arrogante e a-histórica que pretende negar todas as conquistas da trajetória do Sinditest desde 1992.  Menos, companheiros, menos. Vamos tentar a partir de agora produzir unidade para resolver vários problemas e puxar novas lutas, em vez da repetição de clichês ideológico-partidários e rotulagens contra colegas, as quais só desagregam.  Além de produzir informação útil para toda a base. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

HC, de novo, dá vitória à chapa de velhos caciques na eleição do COPLAD/CEPE

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Pouco antes da meia-noite de ontem (23), terminou a apuração dos votos da eleição dos dez representantes da categoria técnica-administrativa para os Conselhos Superiores da UFPR.  Até o escrutínio da última urna - a do HC - a Chapa 1 levava dianteira de mais de 140 votos sobre a Chapa 2 e de 44 votos sobre a Chapa 3. [Clique na imagem da tabela acima se quiser ampliar.]

Aberta a urna hospitalar, comprovou-se que um dos senhores feudais do HC, que ainda ali detem uma certa "gleba" sob seu controle político exclusivo, reverteu a desvantagem, ganhando com 100 votos de diferença sobre a Chapa 1.  Mais de 2/3 dos votos obtidos pela chapa vitoriosa vieram exclusivamente do HC, como se vê na tabela acima.  

A chapa de Wilson Messias, acolitada pelo cacique da Asufepar V. Kachel, não obteve maioria absoluta dos votos válidos, representa 39 % do eleitorado. Contudo, como a eleição no COUN é majoritária, sua Chapa 2 leva todas as dez vagas. E, assim, as opiniões dos demais 60% vão para o lixo.

Doravante, pelos próximos dois anos, todos os servidores serão representados no órgão máximo da UFPR  por um grupo quase exclusivamente do HC, o que é uma distorção da pluralidade democrática.  Contudo, assim está ainda a democracia sob a gestão da atual Reitoria.  Resta acompanhar o desempenho dos novos conselheiros e fiscalizar como votarão temas importantes próximos, como a regulamentação das 30 horas e a adoção da EBSERH para gerir o HC.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

EBSERH: Senado aprovou hoje criação da nova empresa pública para gerir HUs

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A criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) para administrar os hospitais universitários foi aprovada pelo Plenário do Senado nesta quarta-feira (23). O Projeto de Lei da Câmara 79/2011 repete proposta que constava da MP 520/2010, que perdeu a vigência por decurso de prazo em junho, e é uma tentativa do governo de dar mais agilidade à gestão dos hospitais universitários, ao mesmo tempo em que regulariza a situação de cerca de 25 mil funcionários dessas instituições.

O projeto foi aprovado com 42 votos a favor e 18 contrários. Os senadores de partidos de oposição (DEM, PSOL e PSDB) fecharam contra a criação da nova estatal. Também o senador Cristovam Buarque (DF), do PDT, um dos partidos da base, anunciou voto contrário. Ele criticou a idéia de excluir do âmbito das universidades a gestão desses hospitais, tirando deles o caráter de formação.

Na proposta, o Executivo apresentou duas justificativas para criação da nova empresa. A primeira é de estabelecer um modelo jurídico-institucional mais ágil e eficiente para os 46 hospitais hoje vinculados a universidades federais. Essas instituições são responsáveis, por ano, por cerca de 40 milhões de procedimentos de média e alta complexidade realizados no Sistema Único de Saúde (SUS). Mas, como não têm personalidade jurídica própria, acabam por sofrer com a limitada autonomia administrativa e financeira.

A segunda justificativa é solucionar, de forma definitiva, irregularidades na contratação de pessoal nos hospitais universitários. Essas instituições contam com mais de um terço de seus 70 mil funcionários contratados por intermédio de fundações de apoio às universidades, na forma de terceirizações. A modalidade, no entanto, já foi condenada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

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Fonte: Agência Senado

Filiada de base pede ao Sinditest assembleia geral sobre adoção de 30 Horas com ponto

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Circulou ontem um email, de autoria da técnica filiada ao Sinditest Lúcia Alves do Santos, em que ela pede ao presidente do Sinditest a convocação imediata de uma assembleia geral para a categoria saber em que pé está a questão da adoção da jornada de 30 horas com ou sem ponto eletrônico.  A preocupação de Lúcia é que essa jornada estaria para ser votada no Conselho Universitário (COUN) em sessão no dia  06/12/2011 e os servidores não sabem de nada dos detalhes da proposta.

Segundo o email datado de ontem, "a votação das 30 horas será no dia 06 de dezembro de 2011, nós Técnicos-Administrativos da UFPR devemos deliberar em Assembléia essa questão, pois o que foi aprovado na Assembléia da Greve foi 30 horas, em nenhum momento discutiu-se o PONTO ELETRÔNICO."

A apreensão da servidora tem razão de ser. Em 10/10, a matéria 
"Ponto eletrônico biométrico será implantado, garante reitor Akel na Band-FM" foi publicada neste Blog, em que o reitor afirmava à sua entrevistadora que considerava isso "a contrapartida natural da adoção da jornada semanal de 30 horas, principal ponto negociado na pauta local da greve dos técnicos. A medida é para toda a UFPR, incluindo o HC."

Wilson Messias é o (ainda) presidente do Sinditest.  Carla Cobalchini é a nova presidente eleita do sindicato, mas ainda não assumiu o cargo.  Ambos foram os únicos técnicos que estiveram na Comissão que discutiu a proposta da implantação da jornada de 30 horas junto a representantes da Reitoria durante outubro.

Para além da formalidade de colocar seu pedido de uma assembleia geral do Sinditest num ofício bem escritinho assim-assado (pois até nisso a diretoria do sindicato é capaz de implicar), a intenção de Lúcia terá que contar com um enorme bom humor do cacique sindical Messias para atendê-la.  Humor que pode estar bem estragado se for derrotada a Chapa 2 pela qual Messias concorre a uma vaga do COUN na eleição que ocorre hoje, ao lado do outro cacique asufepariano V. Kachel.

Sem essa boa vontade do excelso presidente do Sinditest para chamar assembleia, a servidora Lúcia terá de esperar que a nova presidente Carla assuma, o que não se sabe se ocorrerá antes de 06/12.  Ou então ela pode tentar o duro e incerto caminho indicado pela letra "d" do Art. 11 do Estatuto do Sinditest: conseguir que 10% da base filiada (algo entre 500 e 600 servidores, todos quites com a tesouraria sindical) assine um pedido de assembleia, enviar este pedido ao presidente do sindicato, esperar que este convoque a assembleia em 5 dias e, na assembleia, garantir que mais da metade dos 500 a 600 assinantes se faça presente, sob pena de nulidade das decisões.  

Ah, sim, ainda que cumpridas essas exigências, caso o presidente Wilson Messias não queira atender o pedido dos mais de 500 filiados de base, a bola passa ao vice, o "coronel" Dr. Néris, para decidir sobre chamar a assembleia, e ainda tendo Messias o direito de presidi-la!  Duro, não é mesmo?  Por essas coisas se entende como é urgente reformar o Estatuto, e o Artigo 18 do mesmo parece dar uma brecha para isso.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Eleição de técnicos aos Conselhos da UFPR dia 23 - locais de votação

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Nesta quarta-feira, dia 23/11, os servidores técnicos ativos e aposentados, independentemente de sindicalização, elegem seus representantes para 10 vagas (5 titulares, 5 suplentes) nos Conselhos Superiores da UFPR.  Concorrem 3 chapas.  O horário vai das 08h00 às 18h00 para quase todas as urnas, com exceção para as urnas do HC (07h00 às 20h00) e as urnas volantes de unidades do Litoral e Fazenda.  Não está previsto voto em trânsito. Em caso de dúvida sobre onde votar, ligue para os ramais da SOC (5023 e 5024).

Urna - Local
1 - Saguão da Reitoria
2 - Praça Santos Andrade (prédio histórico)
3 - Setor de Ciências da Saúde/Centro
4 - Saguão do Hospital de Clínicas
5 - Setor de Ciências Agrárias
6 - Imprensa Universitária
7 - Setor de Ciências Biológicas
8 - Centro Politécnico (Setores de Ciências Tecnológicas, Exatas, da Terra)
9 - Almoxarifado Central
10 - Setor de Ciências da Saúde/Campus Botânico
11 -  Setor de Ciências Agrárias/Campus Botânico
12 - Campus Palotina
13 - Urna volante: CEM (9 às 10h00); Paranaguá/Museu (11 às 12h00)
14 - UFPR Litoral/Matinhos (das 8 às 18h00)
15 - Urna volante: Fazenda Cangüiri (das 11 às 13h00)
16 - Setor de Ciências Sociais Aplicadas/Campus Botânico
17 - Setor de Educação Profissional e Tecnológica (ex-Escola Técnica)
18 - Setores de Educação e de Ciências Humanas (ed. D. Pedro I)

Candidatos técnicos da Chapa 1 aos Conselhos da UFPR - Parte 4

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PATRÍCIA BIANCHI KUSSABA
CANDIDATA AO COPLAD

Patrícia é graduada em Psicologia e Administração de Empresas, tendo especialização em Psicologia Organizacional e do Trabalho, com ênfase em Qualidade de Vida no Trabalho.  Iniciou suas atividades na UFPR em 2008 na UCAP (Unidade de Capacitação e Aperfeiçoamento de Pessoas) da PROGEPE e está atualmente na GPD (Gerência de Procedimentos Disciplinares) da mesma pró-reitoria. De 2008 a 2011 atuou também como tutora do Curso de Gestão Pública da turma do Setor de Ciências Agrárias.  


BRUNO CASTRO GOMES NETO
APOSENTADO - CANDIDATO AO COPLAD

Bruno ingressou no Hospital de Clínicas em 1976 como assistente em administração, inicialmente no setor de Contabilidade, depois no de Materiais e em seguida no Serviço de Radiologia, por onde se aposentou após cumprir 33 anos de serviços prestados ao hospital.  

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Néris perdeu a eleição. Derosso largou o osso. Agora falta Messias largar!

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E não é que o todo-poderoso presidente da Câmara Municipal de Curitiba largou o osso? Temporariamente, é certo, mas largou.  A reportagem da Gazeta do Povo de hoje informa que Derosso pediu afastamento do cargo por 90 dias.  Aguentou 4 meses de denúncias comprovadas e de pressões, e finalmente se afastou do cargo, saindo politicamente derrotado. Foram 15 anos agarrado no osso da presidência da Câmara de Vereadores.



Já o "coronel" Dr. Néris acumula 12 anos em posições de poder na Diretoria do Sinditest (como presidente ou como vice), mas agora levou um chega-pra-lá na recente eleição.  Falta Wilson Messias também largar o osso, tanto passando logo a presidência do Sinditest para a ex-comandada Carla Cobalchini como tendo sua chapa 2 aos Conselhos Superiores rejeitada na eleição desta quarta-feira, dia 23/11.


domingo, 20 de novembro de 2011

Candidatos técnicos da Chapa 1 aos Conselhos da UFPR - Parte 3

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CLENICE STROPARO
CANDIDATA AO COPLAD

Clenice ingressou na UFPR em abril de 1979, onde graduou-se em Processamento de Dados. Como servidora técnica, sempre esteve lotada  como Analista de Tecnologia da  Informação no Centro de Computação Eletrônica (CCE).  Cursou MBA em Gestão de Pessoas pela Pós-Graduação da Faculdade Bagozzi.  Foi diretora do Sinditest na gestão 2002-2003.  Participou em duas gestões (2000-2004) como membro titular da Comissão Permanente de Pessoal Técnico-Administrativo (CPPTA, hoje sob a designação de CIS).


RONALDO RAIZER
CANDIDATO AO COPLAD


Ronaldo é servidor da UFPR desde 2004, tendo ocupado o cargo de Assistente em Administração até 2009, quando foi aprovado em novo concurso para o cargo de Técnico em Assuntos Educacionais. Graduado em Matemática pela UFPR e Especialista em Gestão Pública pela mesma instituição. Possuí experiência na área de orçamento e finanças e atualmente trabalha na Coordenação de Educação à Distância da PROGRAD.

Quando a posse do Sinditest para mudar mesmo o rumo desse sindicato imobiliário?

4 comentários:
Assembleia/almoço de posse do Sinditest, em 19/12/2009

Já se passam dez dias da apuração do resultado da eleição do Sinditest que deu vitória à Chapa 2 - "Mudando o rumo dos ventos" - e até agora a base ainda não sabe quando a gestão Sindicato Para Todos dos "coronéis"  Wilson Messias e Dr. Néris largará o osso, passando o bastão em assembleia geral aos novos dirigentes sindicais.  

A foto acima é da assembleia de posse dos "coronéis" em dezembro/2009.  Reeleitos numa eleição dominada pelo poder econômico em 19/11, eles tomaram posse apenas 30 dias depois, num regabofe pago com o dinheiro de todos os filiados, prestigiado por reitor e vice-reitor, com direito às puxações de saco recíprocas.

Já alertamos a colega Carla e os novos diretores eleitos do Sinditest para que fiquem de olho vivo quanto ao que rola dentro da sede sindical ainda sob o controle dos NeroMessianicos pois, para citar exemplo, na troca da gestão Moacir/Dr. Néris de 2004-2005, eles aproveitaram para raspar o cofre da entidade comprando uma "chácara"-mico sem autorização da categoria para prejudicar a gestão Belotto que iria iniciar em 2006.
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Foto: arquivo da ACS-UFPR

Negociação coletiva no serviço público (convenção 151 da OIT): a luta continua

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A assessoria parlamentar do DIAP coloca disponível mais um serviço para orientação das entidades de servidores públicos, nos três níveis de governo: federal, estaduais e municipais. Trata-se de informações sobre a regulamentação da Convenção 151, da OIT, que dispõe sobre a negociação coletiva no serviço público.

Na parte de cima da página do DIAP, na aba "Regulamentação da Convenção 151", as entidades encontrarão informações sobre os anteprojetos regulamentadores formulados pelos ministérios do Planejamento, e do Trabalho acerca do tema e ainda um quadro comparativo entre as propostas em discussão.

Há também artigo do diretor de Documentação do DIAP, Antônio Augusto de Queiroz, sobre o fato de o governo brasileiro ainda não ter adequado a legislação aos princípios da convenção.

Transcorrido "um ano e cinco meses do depósito do registro da ratificação da convenção perante a OIT, ocorrido em junho de 2010, o governo brasileiro ainda não adequou a sua legislação aos princípios da Convenção, entre outras razões, por disputa entre dois ministérios (...)", explicita a controvérsia.
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Fonte:DIAP