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Luta sem trégua contra o governo usurpador

sábado, 30 de agosto de 2014

E viva o cabide!

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Perguntada sobre o contador-picareta, a Diretoria do Sinditest, através de seu vice-presidente, informou que ele continua lá, recebendo seus honorários, forte, firme e fagueiro.  Não importa que uma assembleia - soberana? Hahahahaha, conta outra piada! - em meados de março no HC tenha indicado sua demissão.  Pras favas as assembleias!, pensa a onisciente e onipotente Diretoria de membros filiados ao PSTU.

E agora se soube que o cabidão de emprego do Sinditest tem mais um freguês.  Foi contratada uma administradora para gerenciar o sindicato, xerifando todos os demais funcionários da entidade.  Mas, então, pelo visto, a bagunça nessa administração burocrática estava grande, não?  Será que ela recebe o salário-mínimo do DIEESE?

E as prestações de contas? São duas que estão pendentes.  A prestação ordinária, do exercício 2013, que deveria ter acontecido até 31 de março deste ano mas ninguém chamou assembleia.  E a prestação de contas específica do Fundo de Greve, que, por 3 meses, arrecadou uma mensalidade a mais de cada filiado.  Nem sinal de assembleia para apresentar as contas da fracassada greve do primeiro semestre.

E porventura o Conselho Fiscal, com a presença dessa administradora nova, vai ter de se reportar a ela ou à Tesouraria eleita pelo voto direto?  Só o que faltava: colocarem um anteparo para impedir os fiscais do Conselho eleito de analisarem os documentos da contabilidade...

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Luta contra a EBSERH: bombas e... bombas

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Bombas da PF não detonadas (efeito moral e pimenta) na entrada da Reitoria

Durante a repressão da Polícia Federal aos manifestantes antiEBSERH ontem, perto do meio-dia, bombas de efeito moral e de gás de pimenta foram lançadas pela janela do andar térreo da Reitoria  sobre a manifestação aglomerada contra a porta principal do prédio. Ouviu-se ruído de ao menos duas explosões com intensidade moderada e alguma "fumaça".  Os ativistas saíram correndo da frente da entrada para escapar do efeito irritante do gás de pimenta.

No entanto, ouviu-se também barulho de explosão bem mais forte, na mesma ocasião, percebido até a longa distância.

Duas bombas, uma de efeito moral e uma de gás de pimenta (foto acima), não detonaram e ficaram diante da porta da Reitoria, até serem desativadas por uma equipe especial antibombas ainda ontem, depois do almoço.



Baixada a poeira da agitação de ontem, pode-se ver o saldo de estragos, mas um deles desperta curiosidade.  Vejam o estado da porta lateral da Reitoria, nas fotos ao lado.  Quase todos os vidros estão quebrados. Há na parte de baixo da porta uma mancha escura denotativa de ação de fonte de calor forte.  E também uma mancha correspondente no chão em frente da mancha da porta.  A impressão que isso passa é a da explosão de um artefato que produziu muito calor e deslocamento de ar, tanto que alguns vidros do 1º. andar do Ed. D. Pedro II se estilhaçaram também.

A pergunta óbvia: de onde partiu esse artefato explosivo?  Teria sido também da equipe da PF que estava dentro do saguão da Reitoria, diante da porta da frente?  A PF reconhecidamente lançou bombas do tipo das retratadas acima (efeito moral e gás pimenta, que fazem barulho e soltam o gás irritante e pó de talco ou fumaça).  Poderia alguém infiltrado no movimento antiEBSERH ter confeccionado bomba caseira e lançado na hora da debandada? 

Esta hipótese seria lamentável, pois, desde o começo da greve nacional em março fizemos apelos contra o uso de táticas violentas do tipo usado pelos black-blocs, incabíveis dentro de uma Universidade. Não podemos admitir nos igualarmos aos procedimentos repressivos violentos que usualmente a polícia adota.

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Atualização às 19h00: ótimo vídeo produzido pela APUFPR sobre os acontecimentos de ontem mostra o momento em que um policial quebra - de dentro para fora - um dos vidros da porta lateral da Reitoria e joga próximo à porta uma bomba que detona com grande estrondo, compatível com as marcas de explosão que se vê no chão e na porta.  Ou seja, não satisfeitos em repelir os manifestantes da porta da frente com bombas e gás de pimenta, ainda explodiram mais esse artefato na lateral do prédio.  Clique aqui para ver o vídeo da APUFPR (a explosão na lateral está em 3m17s do vídeo). 

Respostas Marina Silva tem para tudo

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Seus problemas acabaram. Depois da aparição deste novo produto das organizações Tab..., digo, da coligação PZB-Rodo, eleitores e eleitoras podem tirar suas dúvidas quanto ao Programa para o Brasil da candidata Blabari..., digo, Marina Silva.  Pode perguntar ao Marineitor, que ela tem respostas para todos os problemas da nação.  Clique em http://www.zueracard.com.br/marineitor/ e pergunte à vontade.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

EBSERH aprovada no COUN da UFPR

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Piquete na frente do Teatro da Reitoria

Por 31 votos contra 9, foi aprovado o contrato entre UFPR e EBSERH para gerir o HC nos próximos 10 anos.  A votação teria-se dado por volta de 11h00, mas vários conselheiros permaneceram do lado de fora da Reitoria.  A Gazeta do Povo relata as circunstâncias de excepcionalidade em que se procedeu a essa votação:

"Segundo a assessoria da instituição, a votação teve que ser realizada por videoconferência e ligações viva-voz por telefones celulares. Isto ocorreu porque manifestantes impediram o acesso de conselheiros ao local da reunião, na Reitoria da universidade, e uma parte deles precisou se reunir no HC.


A sessão do COUN foi retomada por volta das 10h50, após uma primeira convocação sem quórum suficiente, esta feita por volta das 10 horas. O reitor Zaki Akel Sobrinho fez nova contagem para verificação e confirmou os conselheiros presentes - parte deles na Sala dos Conselhos e, o restante no Hospital de Clínicas (HC) para participar da reunião por videoconferência. No entanto, pouco depois, houve uma interrupção no fornecimento de energia elétrica da Reitoria e a votação teve que ser feita com auxílio de telefones celulares."


Manifestantes se concentram todos na entrada principal da Reitoria

Quando se delineava que o contrato da EBSERH estava em curso de votação, as dezenas de manifestantes que trancavam as diversas entradas do prédio da Reitoria dirigiram-se todos para a porta da frente, sinalizando possível intenção de invadir a sessão do COUN.  Do lado de dentro, no  saguão, postavam-se alguns soldados da tropa de choque da Polícia Federal.

Alguns soldados da PM postaram-se entre a Reitoria e o edifício D. Pedro I, enquanto a multidão de ativistas, gritando palavras de ordem, passou a fazer mais pressão sobre a porta frontal da Reitoria.  A certa altura, um soldado da PF abriu uma das janelas basculantes frontais com um spray de pimenta na mão.  Junto com os jatos de pimenta foram atiradas 2 a 3 bombas de efeito moral, provocando correria dos manifestantes na direção da Rua XV, alguns deles acusando nos rostos congestos o efeito do aparato químico repressívo.  Era cerca de 11h20 da manhã.

Manifestantes correm do gás e bombas lançadas de dentro da Reitoria 

O espaço diante da porta ficou livre depois dessa ação policial.  Os manifestantes se dirigiram então para a frente do pátio da Reitoria, trancando o trânsito da Rua Amintas de Barros, gritando slogans contra a EBSERH e taxando o reitor de "fascista".

Rua Amintas de Barros bloqueada na hora do almoço

Com a colocação do caminhão de som no meio dessa multidão, prosseguiu o protesto, mas, em função de alguns oradores e de um tipo de discurso que passaram a fazer, a manifestação sindical foi aos poucos se metamorfoseando em ato politico do PSTU.  Em seguida, decidiu-se fazer uma passeata por algumas ruas movimentadas das proximidades da UFPR para expressar o protesto diante do acontecido.  De volta ao pátio da Reitoria, a direção do movimento passou a se ocupar também do que fazer quanto ao estudante que havia sido preso pela PF na hora mais aguda da repressão.

Tensão em torno da Reitoria da UFPR

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Desde cedo na manhã de hoje pelo menos 300 pessoas, entre servidores TAE, estudantes e professores cercam todas as entradas do prédio da Reitoria da UFPR, protestando contra a EBSERH e impedindo o ingresso de membros de COUN ao interior do prédio. São 10h15 agora, mas ali não começou a sessão que pretende deliberar sobre o contrato entre a empresa estatal e a universidade para a gestão do HC.

Há diversos camburões da RONE e soldados da PF na rua XV e proximidades da quadra da Reitoria, mas nenhuma ação de força foi realizada até agora.  

No pátio da Reitoria, foram instaladas algumas TVs de tela plana grande mostrando o interior da Sala dos Conselhos, neste momento vazia. Informes de dentro da Reitoria, porém, dão conta de que já haveria 20 ou 21 conselheiros já dentro do prédio. O quorum para deliberação é de 32 membros (total é 63).

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Reitor da UFPR aciona Justiça para garantir sessão do COUN sobre EBSERH

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Liminar estabelece multa se conselheiros forem impedidos de entrar na UFPR.  O Conselho Universitário decide nesta quinta (28) o contrato de cogestão do HC e da Maternidade Victor Ferreira do Amaral com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh)

Diego Antonelli, na Gazeta do Povo

A Justiça Federal expediu uma liminar que determina a aplicação de multa de R$ 10 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba (Sinditest) por conselheiro da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que for impedido de ingressar no prédio da Reitoria para participar da reunião de quinta-feira (28) que irá definir o futuro do Hospital de Clínicas (HC). A sessão deliberativa do Conselho Universitário acontece às 9 horas e irá definir a aprovação ou não do contrato de cogestão do HC e da Maternidade Victor Ferreira do Amaral com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Ao todo, 63 membros integram o Conselho.

A liminar, assinada pelo juiz da 11.ª Vara Federal, Flavio Antônio da Cruz, estipula ainda uma multa de R$ 100 mil caso, por responsabilidade dos manifestantes, a realização da reunião do conselho seja impedida. “Obviamente, a cobrança da referida multa será indevida, caso os conselheiros se atrasem por motivos não imputáveis aos manifestantes. Caberá à UFPR demonstrar, todavia, mediante os meios probatórios pertinentes (testemunhas, vídeos etc.), a responsabilidade dos manifestantes quanto ao eventual atraso, inibição da reunião do conselho”, diz o juiz na liminar.

Cruz também requisitou força policial a fim de assegurar a plena realização da reunião.

A decisão do Poder Judiciário foi acatada após o reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho, solicitar um interdito proibitório para garantir a realização da sessão. A medida foi tomada após manifestantes impedirem o acesso dos membros do Conselho em outras duas oportunidades [4 e 9 de junho]. O quórum necessário para a realização da sessão é de 33 membros do Conselho.

Akel ressalta ainda que não será proibida nenhuma ação contrária ao contrato com a Ebserh. “O livre direito de manifestação está garantido. O pátio da Reitoria estará livre. A única preocupação é que os conselheiros possam adentrar no prédio”, afirma. Será montada uma tenda com transmissão ao vivo do Conselho no pátio da universidade e também será transmitido em tempo real através da TV UFPR e da internet.


Plebiscito
No último dia 21, uma assembleia realizada pelo Sinditest levou à Reitoria proposta para que fosse realizado um plebiscito estadual, com a justificativa de que o hospital atende pacientes oriundos de todas as regiões do Paraná, para definir a adesão ou não à estatal.

Segundo o reitor, não há necessidade de um plebiscito porque o Conselho Universitário é a instituição suprema dentro da UFPR. “O Conselho é democrático, tem representações de todos os segmentos da universidade que foram eleitos pela comunidade universitária. O Conselho é a maior instância da UFPR com capacidade de até destituir o reitor”, explica.

Contrato UFPR/EBSERH dá 24 meses de 'estabilidade' a servidores FUNPAR

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Chegou a este Blog a minuta do "Contrato de Gestão Compartilhada" entre UFPR e EBSERH, defendido pela reitoria.  Em sua cláusula sexta, o contrato refere-se a um período de transição de 24 meses durante os quais a UFPR, não a EBSERH, responderia pelas condições dos funparianos, até que seus ditos "vínculos precários" de emprego sejam todos extintos.

Diz o caput da Cláusula 6a.:

"A CONTRATANTE [UFPR] manterá as atividades, os contratos e os vínculos existentes no Hospital, sob sua responsabilidade, bem como realizará as contratações de bens e serviços necessários para o funcionamento adequado da unidade hospitalar até a assunção plena da gestão pela CONTRATADA [EBSERH]..."

Adiante, o parágrafo 6o. explicita o que é o "período de transição":

"A gestão compartilhada plena do Hospital pela CONTRATADA se efetivará somente decorrido o período de transição, caracterizado com (...) com a substituição de eventuais vínculos precarizados existentes no hospital por empregados concursados."

O parágrafo 7o. da mesma cláusula informa que esse período transitório está limitado a 24 meses a partir da data da assinatura do contrato entre UFPR e EBSERH.  Em caso de aprovação do contrato no COUN de amanhã, tal período se estenderia mais ou menos até setembro/outubro de 2016.

Assim, depreende-se que a UFPR continua respondendo pelos funparianos e haveria um prazo de 2 anos de "estabilidade" desses trabalhadores dentro do HC, sendo que os interessados em prosseguir atuando no hospital teriam que disputar os concursos públicos que a EBSERH chamar nesse intervalo até 2016.

Não fica claro, entretanto, segundo alerta o conselheiro TAE do COUN Daniel Mittelbach, de que maneira a UFPR responderá pela remuneração, encargos e outros aspectos relativos aos trabalhadores FUNPAR, pois a EBSERH, pelo contrato, claramente se desobriga de tratar deles.

Amanhã (28), desde o começo da manhã, manifestantes contrários à EBSERH se aglutinarão no pátio da Reitoria da UFPR para acompanhar o que vai se dar na sessão do COUN destinada a votar o contrato.

Tânia Baggio vence consulta direta para Direção do Sistema de Bibliotecas da UFPR

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A bibliotecária Tânia de Barros Baggio (à esquerda, na foto), atual chefe do Departamento Técnico da Biblioteca Central da UFPR, foi a mais votada na consulta direta para indicar a nova direção do Sistema de Bibliotecas (SIBI). 

A chapa 1, encabeçada por Tânia e tendo a atual diretora do SIBI, Lígia Setenareski, como vice, obteve 58% dos votos válidos, contra 42% conferidos à chapa 2, de Josefina Guedes (C. Biológicas) e Mariluci Zanela (C. Humanas). Cento e noventa servidores TAE participaram da consulta, que registrou apenas sete votos brancos e nulos.  

Esse tipo de consulta direta com voto em urna é realizado há cerca de duas décadas na UFPR, para fornecer uma indicação de nome à Direção do SIBI.  Agora, cabe ao reitor Zaki Akel avaliar e aceitar o nome indicado para nomeação posterior.


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Marina e a UDN, 60 anos depois

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A UDN – que levou Vargas ao suicídio, que derrubou Jango em 64 e que há 12 anos tenta encurralar Lula e o PT – é capaz de embarcar em qualquer aventura. A pergunta é: a democracia brasileira, pela terceira vez, fará esse mergulho no desconhecido em 2014?

Por Rodrigo Vianna, na Revista Forum

A velha UDN tinha uma estranha fixação por militares. Os candidatos presidenciais udenistas - derrotados por Dutra (1945), Vargas (1950) e Juscelino (1955) – eram sujeitos que vestiam farda: Juarez Távora e Brigadeiro Eduardo Gomes.

Com um discurso moralista, os udenistas (civis ou fardados) colhiam a insatisfação das classes médias urbanas que detestavam as políticas sociais do trabalhismo. Algo parecido com o discurso do atual bloco demo-tucano (que chama Bolsa-Família de “bolsa-esmola”).

A UDN era ruim de voto. Mas boa na agitação golpista: no dia 24 de agosto de 1954, há exatos 60 anos, Carlos Lacerda (principal agitador udenista) e seus aliados militares encurralaram o trabalhismo – levando Vargas ao suicídio.

A UDN seguiu perdendo eleição até que, em 1960, resolveu buscar um candidato “de fora”. Janio Quadros - líder hstriônico, que passava a imagem de não se render aos “conchavos” políticos - finalmente levou a UDN ao poder. ”O jeito é Janio”: foi o slogan de campanha. Mas Janio não era um autêntico udenista. O governo dele foi uma crise só. Janio renunciou antes de completar um ano no poder.

Em 1989, para impedir a vitória do monstro “Brizula” (Brizola e Lula eram favoritos, diante da crise do governo Sarney), a Globo fez o papel de UDN e escolheu Collor. Caçador de marajás, inimigo de “tudo que está aí”, Collor ganhou. Mas caiu 3 anos depois. 

Em 2014, os conservadores parecem dispostos a embarcar em nova aventura. Depois de 3 derrotas consecutivas, o bloco demo-tucano está dividido. Os setores mais orgânicos insistem com Aécio Neves. Mas parte da mídia, dos bancos e da classe média aceita qualquer nome que seja capaz de derrotar o PT.

Está claro que os “neo-udenistas” legítimos (FHC, Serra, Aécio) não conseguirão derrotar o lulismo no voto. O destino apresentou à UDN um nome “de fora”. Marina Silva, certamente, não é Janio. Não é Collor. Tem uma trajetória respeitável. Mas sua candidatura já foi capturada pelos setores conservadores: economistas neoliberais e a banqueira Neca Setúbal comandam a tropa.

Aliada ao PSDB e ao DEM, a velha mídia resiste em embarcar no marinismo. Mas em uma ou duas semanas, o jogo estará jogado. Se Aécio minguar para 15%, e Marina passar dos 25%, a velha UDN dará mais um salto no desconhecido.

Por enquanto, as revistas semanais trazem o nome de Marina Silva associado a um ponto de interrogação. Nos bastidores, inicia-se um balé de cobranças e concessões. Marina precisa mostrar-se confiável para o mercadismo (que desconfia da “estatista” Dilma). Em duas semanas, o ponto de interrogação pode virar exclamação: Marina é o jeito, contra “tudo que está aí”!

Sem partido, avessa aos “conchavos”, Marina Silva é uma política profissional que finge detestar a política. Igualzinho a Janio e Collor - ilusionistas do voto.

Pesquisas internas mostram que Aécio se esfacela. O mineiro tenta reagir: conta com os aliados midiáticos, para desconstruir Marina. Dossiês e denúncias saem das gavetas. Mas Abril e Globo talvez não queiram queimar Marina - único Plano B, para derrotar Dilma.

Marina tem uma avenida livre pela frente: PSDB em crise, Aécio perdido entre um discurso oposicionista e as promessas de manter o Bolsa Família (uai, a turma que vota nos tucanos não diz que aquilo é ”bolsa esmola”?), mídia desesperada por derrotar o lulismo..

Se eu pudesse arriscar um palpite, diria que a máquina midiática aliada do tucanato não vai ajudar o candidato do PSDB. Aécio vai minguar, e pode perder até o governo de Minas para o PT.

Misto de líder messiânica da “nova política” e parceira confiável dos bancos, Marina vira favorita. Só Lula será capaz de barrá-la. E talvez nem ele.

Lula talvez precise se guardar para construir alternativas mais à frente. Um eventual governo Marina, não tenho dúvidas, terá o mesmo padrão de instabilidade que marcou Janio e Collor.

A UDN - que levou Vargas ao suicídio, que derrubou Jango em 64 e que há 12 anos tenta encurralar Lula e o PT – é capaz de embarcar em qualquer aventura. Isso já sabemos. Mas a pergunta é: a democracia brasileira, pela terceira vez, fará esse mergulho no desconhecido em 2014?

28 de agosto pode ser dia de decisão sobre a EBSERH na UFPR

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Na próxima quinta-feira, 28, pela manhã, o Conselho Universitário da UFPR está convocado para uma sessão deliberativa sobre assinar ou não um contrato com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) para gerir o HC.

O Sinditest articulou uma frente de entidades de dentro e de fora da UFPR para manter a resistência à entrada da EBSERH no HC.  Um ato público está convocado para o pátio da Reitoria no dia 28, a partir das 8 da manhã.

Previsão óbvia de tempo muito quente.  Fica a interrogação se os ativistas farão ações no sentido de impedir, por todas as formas, que os conselheiros tenham acesso ao local de reunião e condições de dizer sim ou não à EBSERH.
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Fonte: figura extraída do Boletim da Frente de Luta pelo HC

sábado, 23 de agosto de 2014

Roberto Requião e Dilma recebem apoio da CTB-Paraná e diversos sindicatos

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O candidato peemedebista ao Governo do Paraná, Roberto Requião, foi efusivamente recebido por mais de uma centena de ativistas sindicais e políticos na sede do Sintrafucarb, em Curitiba, na noite desta sexta-feira (22). Dilma Rousseff e Requião são apoiados pela CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), como enfaticamente declarou Agnaldo Pereira, presidente do Sintrafucarb e da CTB-PR.


O auditório do Sindicato que representa a base operária das empresas alimentícias Mendeléz ficou superlotado para ouvir o discurso de Requião.  Ainda que breve, por estar com a agenda de campanha apertada, Requião delimitou muito bem os campos entre as candidaturas dele e de Gleisi Hoffmann em relação ao neoliberalismo de Beto Richa.  Igualmente deixou claro para os trabalhadores presentes que a melhor opção de voto na disputa da Presidência da República é Dilma Rousseff, pois as candidaturas de oposição situam-se no terreno do retrocesso econômico e social do país.


Não obstante, Requião comentou um aspecto do recente debate ocorrido na FIEP entre candidatos ao governo estadual, quando apenas ele se comprometeu a decidir soberanamente como governador em defesa da contínua elevação do salário mínimo regional, sem interferência do empresariado.  Os dois outros principais candidatos na disputa, perante os empresários da FIEP, afirmaram que se disporiam a “negociar” o salário mínimo regional, sinalizando para a possibilidade de ele não receber aumentos.

Com sua postura combativa e decidida contra Beto Richa e o neoliberalismo do Paraná, Requião tem crescentemente canalizado apoios do movimento sindical de todas as centrais, bem como de outros movimentos sociais.  O páreo será duro para o tucano Richa e o primeiro debate televisivo na TV Bandeirantes (28 de agosto, 22h00) irá delinear melhor as potencialidades de cada candidatura ao governo.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Transparência picareta ou picaretagem transparente

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Mesmo com o indicativo da assembleia geral de março deste ano, sobre o Relatório da Auditoria, de demitir o contador do Sinditest, ele continua lá.  A afirmação é do vice-presidente do sindicato, Márcio Palmares, feita em assembleia no Anf. 100 na semana passada.

A razão do desacato da Diretoria do Sinditest a uma deliberação de assembleia? E por mais de 5 meses decorridos daquela assembleia da Auditoria?  Segundo o mesmo Márcio, seria necessário manter o "experto" contador junto à entidade porque ele ainda teria papel a cumprir relativamente a processos antigos de dívidas deixadas pelas gestões Messias/Néris e não seria adequado demitir agora.

Bom... a seguir esse raciocínio, então o escritório de advocacia Wagner & Associados ainda deveria permanecer contratado, pois existem ainda processos judiciais irresolvidos da época deles (anteriores a 2007).

Quer dizer: tem decisão de assembleia - supostamente soberana - que a Diretoria cumpre e outras que não cumpre.  A Diretoria faz o que bem entende. E não presta contas. Aliás, literalmente não presta contas mesmo.

Não realizou a assembleia ordinária estatutária de prestação geral de contas em 31 de março de 2014.  Nem marcou qualquer assembleia para apresentar - e aprovar ou não - o demonstrativo das receitas e despesas do Fundo de Greve do movimento fracassado deste ano.  Que base pode confiar numa direção assim com tanta transparência?

E o competente, eficiente, resiliente contador da Assist continua lá. Contando histórias pra boi dormir...  Bravo, bravíssimo, PSTU!

Chega de intermediárias: Neca Setúbal para Presidente!

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A entrevista de Maria Alice Setúbal, a herdeira do Itaú, que, manda a tradição aristocrática brasileira, prefere ser tratada em público como Neca, apelido familiar, é um assombro.  Educadora, por profissão, Neca é, também, bilionária por herança. É uma conversa sem rodeios nem inibições. Desde a confirmação da candidatura Marina, a herdeira do Itaú foi confirmada como coordenadora do programa de governo.

Por Paulo Moreira Leite, em seu site

Na década de 1960, quando o embaixador norte-americano Lincoln Gordon dava seguidas e constrangedoras demonstrações de poder junto aos generais que tentavam dar a impressão de mandar no Brasil após o golpe militar, o jornalista Paulo Francis cunhou uma frase que ficou famosa: “chega de intermediários. Lincoln Gordon para presidente.”

Sessenta anos se passaram e o Brasil mudou bastante desde então. Morto em 1997, o próprio Paulo Francis tornou-se um barítono da direita brasileira, servindo de mestre para um conservadorismo que não conseguia renovar-se por si próprio.

O país se democratizou, os brasileiros fizeram uma constituição democrática e, dentro de poucas semanas, irão votar para presidente pela sétima vez consecutiva, em ambiente de paz e plena liberdade de expressão — isso nunca aconteceu na república brasileira, em período algum.

Com um histórico de desigualdade e exclusão, na última década o país conseguiu avanços memoráveis na luta contra a pobreza, por uma melhor distribuição de renda. É inegável.  Mas nem tudo se modificou, como mostra Fernando Rodrigues, na Folha de hoje.

A entrevista de Maria Alice Setúbal, a herdeira do Itaú, que, manda a tradição aristocrática brasileira, prefere ser tratada em público como Neca, apelido familiar, é um assombro.

Educadora, por profissão, Neca é, também, bilionária por herança. É uma conversa sem rodeios nem inibições. Desde a confirmação da candidatura Marina, a herdeira do Itaú foi confirmada como coordenadora do programa de governo. Lembra de Antonio Palocci, que teve um papel essencial na estruturação do governo Lula, depois da vitória de 2002, inclusive com a Carta ao Povo Brasileiro? Seu lugar no organograma era o mesmo. Imagine o poder de Neca.

Maria Alice fala do ponto mais importante: autonomia do Banco Central, medida que, nós sabemos, concentra o ponto fundamental da campanha de 2014 — permitir ao sistema financeiro recuperar o controle absoluto da política econômica, definindo a taxa de juros conforme análises e projeções de instituições privadas que atuam no mercado.

Nós sabemos que, hoje, o governo Dilma procura manter a inflação sob controle e tem obtido vitórias importantes — há quatro meses os preços estão em tendência de queda e as projeções indicam um movimento semelhante no próximo levantamento. Apesar disso, o governo não abre mão de proteger os salários e de tomar toda medida a seu alcance para manter o emprego (taxa de desemprego no país está em seu mais baixo nível na história). Isso só é possível porque, mesmo sem dar ordens ao Banco Central, a presidência da República tem o poder de indicar e demitir seu presidente.


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Fonte do texto e figura: Site Paulo M. Leite

A guerrilha das mídias alternativas

Um comentário:
Já há consenso nas esquerdas políticas e sociais brasileiras de que a mídia privada, controlada por meia dúzia de famílias, manipula informações e deforma valores. Ela atua como “aparelho privado de hegemonia do capital”, conforme a clássica definição de Antonio Gramsci. 

Por Altamiro Borges, em seu Blog

Ainda segundo o intelectual italiano, ela cumpre o papel de autêntico partido das forças da direita. Esta postura, que atenta contra a democracia, hoje é ainda mais agressiva. Como confessou recentemente Judith Brito, ex-presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e executiva do Grupo Folha, a velha mídia adota a “posição oposicionista” diante do governo Dilma, já que a “oposição está fragilizada”. Não é para menos ela também passou a ser rotulada de “PIG – Partido da Imprensa Golpista”, a partir de uma ironia difundida pelo irreverente blogueiro Paulo Henrique Amorim.

Diante desse poder ditatorial, inúmeros atores sociais já perceberam que têm dois desafios simultâneos e titânicos pela frente. O primeiro é o de quebrar a força deste exército regular das classes dominantes. Daí a urgência da luta pelo novo marco regulatório do setor, que hoje se expressa na campanha liderada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) de coleta de 1,4 milhão de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) da mídia democrática. O segundo é o de multiplicar e fortalecer os veículos próprios de comunicação das forças populares, construindo uma mídia contra-hegemônica que se contraponha às manipulações do poderoso PIG. Estes instrumentos atuam como uma guerrilha no enfrentamento ao exército regular dos impérios midiáticos, numa prolongada operação de cerco e fustigamento.

A história do Brasil está repleta de ricas experiências de construção desta “imprensa alternativa” – desde os anarquistas, no início do século XX, passando pelos comunistas durante várias décadas, até chegar à heroica fase do jornalismo de resistência à ditadura militar. Na fase recente, estas iniciativas se multiplicaram, conectaram-se com as novas tecnologias e adquiriram novo impulso. Elas ainda não conseguiram se constituir em fortes veículos nacionais contra-hegemônicos, como já ocorre em outros países da rebelde América Latina. Mesmo dispersos, porém, estes veículos promovem a guerrilha informativa e incomodam os barões da mídia. O texto a seguir trata de quatro destas experiências, que não são as únicas: a imprensa sindical, a TV dos Trabalhadores, o movimento dos “blogueiros progressistas” e os novos coletivos de ativistas digitais.

Sessão do CoUn sobre EBSERH no pátio da Reitoria da UFPR - por que não?

3 comentários:
Este Blog tem acompanhado o processo de delegação do HC a outro modelo de gestão pública, que começou com a proposta de Fundação de Direito Privado e hoje se configura como Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).  O Blog mantém sua posição contrária à adesão da UFPR a um contrato de cessão do HC à EBSERH, seja o tipo que for de contrato, gestão "compartilhada" ou outro.

Mas uma coisa é posicionamento e vontade, que nem sempre se encontram pacificamente com a realidade. No caso da EBSERH, há que ser realista.  Há sinais suficientes de que o contrato com a empresa pública de direito privado tende a ser mesmo aprovado no CoUn.

Pressionado por entidades da comunidade da UFPR, a Reitoria desistiu do processo sumário pelo qual pretendia votar o contrato EBSERHiano em maio-junho e optou por encetar uma rodada de debates abertos sobre a proposta para o HC.  Realizaram-se dois debates  em julho e agosto e, ontem, uma sessão do CoUn, não-deliberativa.


Agora, está marcada a votação para o próximo dia 28/08 (quinta-feira), em sessão do CoUn, na Sala dos Conselhos do prédio da Reitoria.  Perguntamos: sendo o CoUn a instância máxima de decisão da UFPR e nada tendo a esconder, por que os conselheiros todos não poderiam reunir-se até mesmo a céu aberto, em pleno pátio da Reitoria, sob ampla cobertura de imprensa e acompanhamento da comunidade?

Os conselheiros já hão de em maioria ter formado suas opiniões, contra e a favor da EBSERH.  Resta decidir.  Ou militantes anti-EBSERH tentariam inviabilizar com emprego de intimidações e força o democrático exercício do direito de voto de cada conselheiro regularmente eleito pela própria comunidade.


Nessas horas, um tipo de democrata de ocasião costumar arguir que o CoUn não é democrático, não representa a comunidade universitária que o elegeu por voto direto em urna.  Se assim fosse mesmo, se se pudesse manobrar com a noção de representação democrática ao sabor das ocasiões, então os que consideram o CoUn inepto e sem direito a decidir pelo rumo da UFPR, então tais pessoas deveriam abir mão de suas representações no próprio CoUn, em vez de ficarem disputando as eleições do mesmo.

Os conselheiros e conselheiras, à moda de uma Ágora ateniense, desde que não chova, bem podem juntar-se em círculo no pátio da Reitoria da UFPR, sem medo de emitir opinião e de votar.  Nessa hora ficará mais fácil ver quem defende a liberdade de expressão e o exercício da democracia universitária.