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Luta sem trégua contra o governo usurpador

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Copa: mídia de direita e ultraesquerda insana perderam

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O jornalista Luis Nassif publicou no site GGN matéria em que constata a derrota do discurso catastrofista praticado por todos os veículos da grande mídia monopolista sobre a Copa do Mundo no Brasil. E acrescentamos: discurso antiCopa gostosamente abraçado por partidos da ultraesquerda como PSTU e PSol. 

Diz Nassif:

“Já se tem o resultado parcial da Copa: reconhecimento geral - da imprensa nacional e internacional - que é uma Copa bem organizada, com estádios de futebol excepcionais, aeroportos eficientes, sistemas de segurança adequados, logística bem estruturada e a inigualável hospitalidade do povo brasileiro. Vários jornais (internacionais) já a reconhecem como a maior Copa da história.”

Até a diretoria PSTUista do Sinditest, em sua última assembleia, aquela que votou em 24/6 o final formal de uma greve já acabada, indiretamente reconheceu isso e também não poder mais usar a categoria como massa de manobra para atos antiCopa, quando marcou a próxima assembleia sindical somente para depois de terminada a Copa... 

E a candidata do PSol à Presidência da República, em entrevista ao Portal UOL, disse que não se devia mais chamar protestos durante a Copa, de modo artificial. Viva! Bem-vinda ela de volta à Terra.

Nassif explica uma parte do processo de sabotagem, pela mídia, dos preparativos da Copa do Mundo:

“Antes da hora, é fácil afirmar que um estádio não vai ficar pronto, que um aeroporto não dará conta do movimento, que epidemias de dengue (no inverno) atingirão a todos, que os turistas serão assaltados e mortos. Fácil porque são apostas, que não têm como ser conferidas antecipadamente.

Quando o senhor fato se apresenta, todos esses factoides viram pó.

A boa organização da Copa não é uma vitória individual do governo ou da presidente Dilma Rousseff. É de milhares de pessoas, técnicos federais, estaduais e municipais, consultores, membros dos diversos poderes, especialistas em segurança, trânsito, empresas de engenharia, companhias de turismo, hotelaria.

E tudo isso foi jogado no lixo por grupos de mídia, justamente os maiores beneficiários. Eram eles o foco principal de campanhas publicitárias bilionárias, sem terem investido um centavo nas obras. Pelo contrário, jogando diuturnamente contra o sucesso da competição e contra qualquer sentimento de autoestima nacional.”

O que registramos, com pesar, é ter visto ativistas do movimento sindical, como os dirigentes da fracassada greve nacional na UFPR, repetindo feito papagaios esse mesmo pensamento fabricado nos esgotos da grande mídia brasileira. Em panfletos, em faixas, em assembleias. Tomara que pessoas e militantes que embarcaram nessa insanidade, mas ainda mantem os pés no chão e a cabeça aberta, consigam fazer sua autocrítica e necessária correção de rumo. Uma das coisas que atesta a seriedade de um militante ou de um partido político é sua capacidade de reconhecer abertamente que errou, em vez de se encastelar na torre de marfim da autossuficiência arrogante.

Fim das 30 horas para todos na UFPR?

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Publicada hoje (27) no site da UFPR matéria sob o título “Retorno da jornada de 40 horas semanais”, onde se lê a determinação de que todos os servidores voltem a cumprir essa carga horária a partir de 25 de junho, com uma exceção. 

A exceção se refere aos trabalhadores de unidades que enviaram processos justificando suas respectivas reduções a 30 horas de jornada, cuja lista divulgada abrange as pró-reitorias PROGRAD, PRAE, PROEC, PROGEPE, a ACS, o DSG, a CenTran, o CCE e o Setor Palotina.

Estranhamente, o Sistema de Bibliotecas (SIBI) enviou seu processo justificando as jornadas reduzidas, mas não apareceu na lista divulgada. E nas bibliotecas todas existe atendimento a usuários externos que justificam o turno contínuo.

A Reitoria afirma que essa ordem decorre de “diversas recomendações e apontamentos dos órgãos de controle [CGU] relativos a inconsistências relacionadas com a flexibilização da jornada”.

Apesar de os servidores da lista acima poderem, por enquanto, manter sua jornada de 30 horas, eles ainda serão analisados caso a caso por uma Comissão designada por portaria do reitor em 28 de maio deste ano. Ou seja, alguns servidores das unidades da lista poderão também ter de voltar à jornada de 40 horas se a dita Comissão entender que não se enquadram na especificação do decreto federal que embasou a Resolução 56/11 do CoUn.

Isso é duro golpe na conquista de pauta local da greve de 2011 (a única daquela greve nacional também fracassada), quando o CoUn aprovou a Resolução 56/11 que estendeu a redução de jornada a todos os trabalhadores da UFPR. E sinaliza um endurecimento maior da postura do reitor Akel Sobrinho na relação com o Sinditest, fortemente deteriorada nesta última greve especialmente devido aos embates envolvendo o HC (ACT da Funpar e contrato com a Ebserh).

Segundo a direção do Sinditest informou na última assembleia (24/6, que encerrou a greve de 2014), o reitor declarou estarem rompidas as negociações com o sindicato dos técnicos e também com o DCE em torno de reivindicações de pauta local. 

Depois de sair de uma greve nacional e local fiasquenta, tem a direção do Sinditest como criar condições para enfrentar a ordem de fim das 30 horas na UFPR? A conferir. 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Assembleia para constatar o óbvio fim da greve nacional dos TAEs

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A direção do Sinditest chama para amanhã (24/6) assembleia geral no RU Central, a partir das 09h30, com a seguinte pauta:

"1) Informes; 
2) Avaliação de Conjuntura; 
3) FIM DA GREVE; 
4) Encaminhamentos."

Na prática a greve nacional da Fasubra já havia sido encerrada pelas próprias bases, tanto as que o Sinditest busca representar como as de outros sindicatos, a começar de entidades do Rio Grande do Sul, Bahia, Minas e Goiás, que terminaram suas paralisações na primeira quinzena de junho.   A diretoria sindical local, assim como o esvaziadíssimo Comando Nacional (CNG), somente constatam e definem o que já é uma realidade: a greve acabou, por falta de perspectivas concretas de conquistas este ano.  O IG n.5 de junho (Informativo de Greve) ainda tenta, em nome de poucos sindicatos presentes no CNG, esboçar uma longa e fastidiosa avaliação, feita para cair no vazio.  Na própria UFPR, o fato é que sobraram pouquíssimos bolsões de paralisação já no começo de junho.

Como o ponto final da assembleia de amanhã é de "encaminhamentos", que um destes seja o relativo à prestação de contas do Fundo de Greve (formado por uma mensalidade sindical a mais descontada no período da greve).  Que a Tesouraria do Sinditest retome a prática de publicar balancetes periódicos no site sindical e, especificamente sobre o FG, publique um balancete especial detalhado o quanto antes, marcando para dentro de poucas semanas uma assembleia exclusiva de prestação de contas desse Fundo.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Carta do poeta Augusto de Campos à Folha SP contra a vaia a Dilma

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O poeta concreto Augusto de Campos publicou a carta aberta, reproduzida abaixo, onde registra sua indignação pelo uso não autorizado de seu poema Viva Vaia pela Folha de S. Paulo em matéria sobre o comportamento mal educado de setores da elite contra Dilma Rousseff

Por José Carlos Ruy , no Portal Vermelho 



Uma versão plástico-visual do poema

Quando o ensaísta e poeta concreto Augusto de Campos compôs o poema Viva Vaia, em 1971, Caetano Veloso (a quem foi dedicado) estava no exilado em Londres, perseguido pela ditadura militar. Na época em que foi publicado, um ano depois, o alvo do poema foi interpretado por muita gente como a ditadura e os chefes militares responsáveis por ela. 

Nesta semana, o poema foi alvo de apupos contra outro tipo de autoritarismo - aquele que morre de saudades do regime dos generais. Foi usado pelo jornalão conservador Folha de S. Paulo, de forma indevida e não autorizada pelo autor, para referir-se ao grosseiro comportamento de parte da elite, contra a presidenta Dilma Rousseff, no jogo de abertura da Copa do Mundo de Futebol, em 12 de junho.

A resposta do poeta teve a dignidade - que o jornal conservador não repetiu - de recolocar as coisas em seus lugares e dirigir a vaia não contra a presidenta mas contra a elite endinheirada e mal-educada que usou palavrões de baixo calão para manifestar-se contra a presidenta. 

Augusto de Campos divulgou a carta aberta reproduzida abaixo, e deixou claro duas coisas: primeiro, sua indignação contra o uso indevido de sua obra; segundo, vaiou os vips anti-Dilma e externou, mais uma vez, seu apoio à presidenta.

Aos 83 anos de idade, Augusto de Campos nunca recuou da posição de vanguarda que há mais de 60 anos marca sua ação literária. A mesma posição de vanguarda que mantém, nestas décadas todas, no campo político e democrático. 

Salve, Augusto!

A carta que registou a indignação do poeta: 

“Prezados Senhores.

Esse jornal utilizou, em 14 de junho de 2014, com grande destaque, o poema VIVA VAIA, de minha autoria, como ilustração de matéria ambígua sobre os insultos recebidos pela presidente Dilma, na partida inicial da seleção.

Utilizou-o, sem minha autorização e sem pagar direitos autorais: sem me dar a mínima satisfação.

Poupo-me de comentar a insólita atitude da FOLHA, a quem eu poderia processar, se quisesse, pelo uso indevido de texto de minha autoria.

A matéria publicada, composta de três artigos e do meu poema, cercado de legendas sensacionalistas, deixa dúvidas sobre a validade dos xingamentos da torcida, ainda que majoritariamente os condene, e por tabela me envolve nessa forjada querela.

A brutalidade da conduta de alguns torcedores, que configura até crime de injúria, mereceria pronta e incisiva condenação e não dubitativa cobertura, abonada por um poema meu publicado fora de contexto.

Os xingamentos, procedentes da área vip, onde se situa gente abastada e conservadora, evidenciam apenas o boçalidade e a truculência que é o reverso da medalha do nosso futebol, assim como a inferioridade civilizatória do brasileiro em relação aos outros povos.

Escreveu, certa vez, Fernando Pessoa: “a estupidez achou sempre o que quis». Como se viu, até os candidatos de oposição tiveram a desfaçatez de se rejubilarem com os palavrões espúrios. Pois eu lhes digo. VIVA DILMA. VAIA AOS VIPS.”

Augusto de Campos

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Greve da Fasubra fracassada, com eventuais conquistas locais

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A greve nacional da Fasubra iniciada em 17 de março chega a seu melancólico crepúsculo, apressado ainda mais pela decisão do STJ de decretá-la abusiva.

Motivada por uma pauta incluindo tanto itens relativos ao plano de carreira como financeiros, a greve certamente começou legítima, tanto que foi aprovada pela unanimidade das correntes e lideranças dos sindicatos federados e da DN-Fasubra.

Entretanto, entre essas correntes e lideranças havia profundas diferenças na avaliação da conjuntura nacional e da correlação de forças no embate com o governo.  Para os grupos da ultraesquerda, basta ter uma pauta justa que isso já deve motivar uma luta sem tréguas ou concessões e a inevitável vitória no final, uma tolice infantiloide.

Outras correntes, como o caso da CTB, entendiam que essa greve começava, apesar da justeza da pauta, em conjuntura bem desfavorável.  Vejamos alguns elementos.

1.A economia do mundo permanece em crise crônica, piorada com a agudização de 2008 verificada nos maiores países (EUA e vários da Europa).  Anúncios recentes de recuperação são mais desejos dos jornais burgueses americanos e europeus do que fato real.  Obviamente que, numa economia globalizada, o Brasil também sentiria efeitos, ainda que menos duros, refletidos num crescimento baixo do PIB (todavia, em ambiente de pleno emprego). Isso limita a capacidade do Estado de investir mais em sua folha de pagamentos.

2.Por causa do item acima, uma pressão imensa da grande mídia monopolista do país sobre o governo brasileiro no sentido de cortar gastos (eles dizem “gastança”) com políticas públicas e com a folha de pagamento do funcionalismo, pressão que funciona muito eficazmente na área da Fazenda e do MPOG.  Disso derivou a intransigência do MPOG em negociar a parte financeira da pauta da Fasubra.

3.O Acordo Governo-Fasubra na greve de 2012, prevendo reajustes de 5% anuais escalonados de 2013 a 2015, permitindo ao governo o confortável argumento de que a Federação dos TAEs assinou tal acordo e tinha obrigação de cumpri-lo até o final, não cabendo reconsideração no meio do caminho, como nesta greve de 2014, mesmo que a inflação tenha corroído parte dos ganhos (foi o principal argumento brandido pelo MPOG).  Aqui caberia reavaliar se foi burrice a Fasubra ter assinado um acordo para tanto tempo (3 anos, em vez de 2 ou mesmo 1).

4.A acirrada e crescente disputa dentro da própria Federação entre correntes cutistas (CUT), cetebistas (CTB) e conlutistas (Conlutas), também por causa das diferentes avaliações em relação ao governo de Dilma Rousseff, na medida em que CUT e CTB lutavam pela pauta fasubrista e os setores ultraesquerdistas lutavam sobretudo para que a greve fosse mais um momento de desgaste político do governo federal, inclusive com o objetivo declarado da ultraesquerda de esticar a greve até a Copa para promover manifestações usando a categoria TAE como massa de seus atos.  Esta disputa é de dificílima conciliação, envolve ideologia e, a menos que se sobreponha um anseio maior de unidade no próximo Congresso da Fasubra, existe grande risco de divisão da Federação, a exemplo do que ocorreu entre os docentes (ANDES x Proifes).  Todos sabemos que o ANDES dos docentes não conquista mais nada há muitos anos, pelo enfraquecimento decorrente da divisão sindical de sua entidade nacional.

5.Por fim, dominado pelo ultraesquerdismo, o Comando Nacional de Greve (CNG) da Fasubra já não consegue mais fazer uma análise cabível da realidade, vive de discursos e bravatas, objetivamente já nada mais tem a propor para as bases, as quais, percebendo a anomia e incapacidade, foram aos poucos decretando saída de greve independentemente do CNG.  Um CNG incapaz está agora sendo salvo, ironicamente, pelo STJ, por este tribunal ter decretado ilegalidade da greve.  Com base nesta judicialização da greve, sem dúvida o ultraesquerdismo se apegará para defender-se e protestar que a greve só foi encerrada pela ação da justiça federal e pela “sabotagem” de CUT e CTB.  Como sempre, o ultraesquerdismo tenta sair da encalacrada que criou posando de santo.
  

Não obstante, pode ser que alguma coisa se tire dessa greve, na medida que algumas pautas locais podem ter-se afirmado perante reitorias e negociado no sentido do alcance de, por exemplo, jornadas de 30 horas.  Se alguns avanços locais ocorrerem em algumas IFES, será pelo menos algum saldo positivo a comemorar nesta fracassada greve de 2014.  Não deve ser, contudo, o caso da UFPR.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Greve e seu desfecho: STJ pode salvar a cara dos ultraesquerdistas da FASUBRA

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Já advertíamos aqui, desde uma postagem de 23 de maio : a greve nacional da Fasubra prosseguia só pela vontade de seu Comando Nacional, mas com desaparecimento de perspectivas de alguma conquista, logo, entrava em risco de morrer de inanição.  Algumas Universidades, com suas assembleias debatendo democraticamente e com sensatez, perceberam isso e prudentemente suspenderam suas greves.  Casos da UF do Rio Grande, da UFBA, da UFMG e UFG.  Só o Comando Nacional de Greve, tomado por delegados ligados ao PSTU, PSol e PSL (Pensamento Sindical Livre), resistia - e resiste - a querer debater o real das coisas.

Nesse meio tempo, a Advocacia Geral da União peticionou junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma análise da adequação da greve e seus desdobramentos.  E o ministro-relator do STJ, Napoleão Maia Filho, deu o seguinte parecer em caráter liminar sobre as greves da FASUBRA e do SINASEFE:

"(...)que as entidades promovidas se abstenham de realizar qualquer paralisação das atividades funcionais que afetem as Universidades, os Institutos e o Colégio Pedro II, ora requerentes, em todo o território nacional, devendo retomar imediatamente o desempenho dos seus deveres e obrigações funcionais (...) proíbo a realização de quaisquer bloqueios ou empecilhos à movimentação das pessoas, no desempenho de suas atividades normais e lícitas, considerando que o movimento ora sob análise acha-se eivado de clara abusividade do direito de reinvindicar (...)".

E o mesmo ministro do STJ ainda determinou multa pesada:

"O desatendimento (que não espero) dos deveres aqui impostos (itens 9 e 10) nesta Decisão sujeitará as entidades promovidas à sanção pecuniária diária de R$ 200.000,00 (...)".

Essa decisão é datada de 13/06 (6a.feira passada) e já deve ter sido notificada à FASUBRA, cujo CNG agora deve estar debatendo o que fazer.  Sabemos que a assembleia geral de greve de hoje de manhã do Sinditest sequer foi notificada dessa decisão de greve ilegalizada pelo STJ e seus dirigentes preferem manter o discurso do mundo-da-lua para engabelar a plateia.  

O que é curioso é que a decisão do STJ de considerar a greve ilegal vem muito a calhar para os ultraesquerdistas majoritários na FASUBRA e no CNG.  Eles, que não sabiam mais o que fazer além de proclamações retumbantes e bravatas de continuidade da greve, sem jamais apontar por onde ela poderia alcançar alguma conquista palpável, tem agora na decisão da justiça federal um escape para poder encerrar a greve sem nada nas mãos porque houve essa decisão autocrática do poder judiciário; e então eles não seriam mais responsáveis pelo fiasco de uma greve derrotada.  Isso será o discurso nas assembleias de fim de greve nos próximos dias, podem esperar.  Tosco e triste.

sábado, 14 de junho de 2014

Burrice e tergiversação dos antiCopa

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Eu devia perder essa mania, mais eis que lá vou eu ao site do Sinditest e a última matéria que vejo é uma reprodução de publicação do site da central-mosaico Conlutas, essa "central" à qual o Sinditest não é filiado mas cujas opiniões e atividades o sindicato financia à revelia da base dos TAE que jamais deliberou filiação a esse braço sindical do PSTU.

Então, numa matéria pessimamente escrita, cheia de erros de português, leio a declaração de um imbecil do Sergipe

"De acordo com Deyvis Barros, dirigente da CSP-Conlutas Sergipe, esses atos não são contra a copa. 'No Brasil inteiro convocamos manifestações contra as injustiças da copa. Somos contra os 25,5 bilhões de gastos com as obras, superior a copa da África do Sul e da Alemanha juntas. Pra ter uma ideia, com os R$ 8 bilhões gastos na construção dos novos estádios, o governo Dilma (PT) poderia ter investido na construção de 83 mil moradias populares', explica o sindicalista."

Primeiro que a besta sindical sergipana não sabe diferenciar "investimento" de "empréstimo".  Os 8 bilhões de reais dos novos estádios foram emprestados pela iniciativa privada junto ao BNDES, logo, sujeitos a serem devolvidos com juros ao banco estatal.  Empréstimo não é gasto nem investimento. Eu duvido que esse cara tenha alguma vez visitado o Portal da Transparência da Copa disponibilizado pelo governo federal.

O que efetivamente foi investido de dinheiro público, cerca de 22 bilhões de reais, destinou-se a obras mais do que necessárias de infraestrutura nas cidades, especialmente em mobilidade urbana, que tinham que ser feitas com Copa ou sem Copa, mas que foram agilizadas por causa do evento esportivo.  Caso notório, em Curitiba, da sua estação Rodoferroviária, cuja indispensável reforma - para o bem da população usuária de ônibus - custou em torno de 43 milhões de reais.  Na RMC outras obras ocorreram, ampliando o aeroporto, melhorando a Avenida das Torres, que liga Curitiba ao aeroporto, e outras menores pela capital.

Mas o administrador 'expert' da Conlutas acha que tinha que ser investido em outras coisas lá da cabeça vazia dele...  Ele quer porque quer não admitir que o investimento de 22 bilhões foi em obras necessárias e úteis para a população brasileira, porque o negócio dele, assim como dos partidos da oposição de direita, é dar cacete no governo federal, com o valoroso apoio difamatório e ludibriador da mídia monopolista.

Então, imbecil da Conlutas, você e seus acólitos país afora, protestem, critiquem e, se não forem hipócritas, jamais usem quaisquer dos benefícios construídos nas cidades com os investimentos da Copa que vocês dizem ter sido "jogados fora".  Você, babaca de Sergipe, se vier a Curitiba, não use o aeroporto nem a Rodoferroviária. Quem sabe você vem de jegue. 

Não há Copa no Brasil

Um comentário:

Não está havendo Copa no Brasil! Que bom! Os 22 bilhões de reais investidos pelo governo federal em obras de infraestrutura e mobilidade urbana resultaram em algo, mas os patrióticos movimentos antiCopa conseguiram impedir a realização desse evento que só traria ganhos para os magnatas e nenhum para os brasileiros, haja vista como é baixo o retorno para o país de somente o dobro do que foi investido.  Os empregos criados pelo evento Copa são nada! Importa que não está tendo Copa!

Os movimentos antiCopa - de organizações muito patrióticas e futebolísticas como PSTU, PSol, Black Blocs, Sinditest e outras - conseguiram evitar qualquer jogo e agora o governo brasileiro está tendo que iludir o povo com montagens editadas de jogos antigos para fazer de conta que tem Copa no Brasil.  Ou você acha que os jogos na TV são reais?  

E, melhor que tudo isso, ao mesmo tempo as organizações antiCopa e sua luta estão garantindo que toda a verba desperdiçada em investimentos de infraestrutura para facilitar a vida dos brasileiros irá agora para a Saúde e a Educação e logo depois de 13 de julho as pessoas desfrutarão de um padrão de vida jamais visto nem no paraíso. Não apenas isso, como também a greve dos TAEs conduzida pelo expert CNG trotsquista alcançará um reajuste de 15% ainda este ano, assim como conseguiram os metroviários dirigidos pelo PSTU.

Então, sonhem, bobocas, moralistas de araque, imbecis, a direita em geral.

A estupidez da oposição venezuelana chega ao Brasil

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A política de participação instituída no Brasil não tem nada de bolivariano, mas a aversão contra ela tem tudo da estupidez típica da oposição venezuelana.

Por Antonio Lassance, no site Carta Maior

A direita está possessa e em pé de guerra contra a Política Nacional de Participação Social.

Para não dar o braço a torcer, não a chama por esse nome. Chama pelo apelido burocrático de Decreto 8.243, tendo em vista que a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS) foram instituídos por este ato oficial, de 23 de maio de 2014.

A Política simplesmente determina que os órgãos públicos do Governo Federal tenham canais de participação para discutir e definir as políticas públicas; ouvir e responder críticas; manter o cidadão próximo da atividade governamental.

A política já existe faz tempo. O referido decreto só generaliza esses instrumentos que já estão à disposição.

A ideia de Estado democrático de Direito e de governo representativo é a de que os representantes são eleitos para fazerem o que os representados querem.

Para saber o que querem, é preciso que as pessoas sejam permanentemente consultadas, na medida do possível.

Toda a filosofia política democrática, desde os século XVIII (Rousseau) e XIX (Tocqueville, Stuart Mill) se assenta sobre essa ideia fundamental, tantas vezes considerada utópica e até ingênua.

Hoje em dia, com as novas tecnologias da informação e da comunicação, consultar é cada vez mais fácil, mais banal. Os governos, os parlamentos e o Judiciário só não o fazem se não quiserem.

Os governos já têm inúmeros conselhos, ouvidorias, conferências, audiências públicas.

A Câmara dos Deputados tem uma Comissão de Legislação Participativa. O Senado tem uma Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa.

O Congresso Nacional tem um Conselho de Comunicação Social com representantes da "sociedade civil".

Mas, nas mãos de uma direita que prefere as tripas aos corações, "sociedade civil" tornou-se palavrão.

Para essa direita engasgada com a derrota em sucessivas eleições, a sociedade civil que não é de direita é sociedade servil.

É preciso estar com a cabeça muito envenenada para achar que a PNPS e o SNPS têm algo de fantasmagórico.

É preciso até uma deliberada perversidade para ver perversidade em um decreto que regulamenta e torna regra preceitos que estão na Constituição, como a participação popular e o controle social.

O detalhe que faz toda a diferença é que o Decreto é assinado por Dilma Rousseff.

Mesmo presidenta, Dilma não teria o direito de baixar um decreto que diz aos órgãos do Governo Federal como eles devem funcionar.

Mesmo tendo sido eleita para chefiar o Poder Executivo, Dilma não pode fazer nada que não esteja na lista de supermercado do neoliberalismo.

Mesmo tendo o direito de concorrer à reeleição estando em pleno exercício do cargo, ela não pode se meter a governar.

Para a direita, o fato de Dilma ter sido eleita é apenas um detalhe, pois democracia é quando um presidente governa pedindo licença a uma minoria arrogante e autoritária.

Se Dilma baixar um decreto dizendo que rosas são vermelhas e violetas são azuis, será acusada de conclamar uma revolução, pela analogia floral à Revolução dos Cravos; de fazer apologia ao comunismo, por enaltecer o vermelho; e de mentir à população, pois violetas não são azuis - são, obviamente, roxas.

Para a direita, conselhos sociais e deliberativos são para quem pode, e não pra quem quer.

As grandes empresas têm conselhos, e são deliberativos. Já o Governo não pode chamar seu maior acionista: o povo.

Para alguns, os grandes acionistas de uma democracia são os financiadores de campanha.

A direita participa de conselhos governamentais pelo menos desde 1931, no Conselho Nacional do Café.

Os cafeicultores podiam aconselhar o Estado a financiar, com dinheiro público, o negócio dos próprios cafeicultores.

A direita não teve qualquer receio de participar do Conselho do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), responsável pela censura aos jornais, durante a ditadura do Estado Novo, mas acham um perigo ter conselhos em plena democracia.

Os direitistas amaldiçoam Hugo Chávez e Simón Bolívar, mas amam o defunto Carlos Lacerda, o corvo do golpismo.  Abominam o bolivarianismo, mas se inspiram no lacerdismo, essa obstinação em derrubar governos eleitos e em desmoralizar adversários tratando-os como párias.

A direita que segue tal "exemplo" deveria lavar a boca com sabão antes de pronunciar a palavra "democracia".  Quando fala em facismo, precisa se conter para não elevar o braço, involuntariamente, para a saudação romana. Os que se insurgem contra o decreto são tão cheios de razão que precisam usar de mentiras para criticá-lo. Precisam suplementar, com seu raciocínio, artigos que não existem.

A política de participação social, instituída no Brasil, não tem nada de bolivariana, mas a oposição contra ela tem tudo da estupidez típica da oposição venezuelana.

A direita brasileira conseguiu trazer da Venezuela justamente aquilo que lá existe de pior.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Saindo da greve nacional também Minas e Goiás

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Assembleia do SINTIFES-GO vota fim da greve em Goiás

Hoje soubemos de mais dois sindicatos da FASUBRA que se retiram da greve nacional: o Sintifes-Go e o Sindifes de BH.  Ou seja, duas grandes universidades federais, a UFG e a UFMG também desembarcam dessa canoa furada em que o ultraesquerdismo transformou a greve nacional da FASUBRA.


Trecho do informe do sindicato dos companheiros da UFMG diz:

"Durante as avaliações, os presentes ressaltaram novamente diversos equívocos do movimento, muitas deles inclusive que já haviam sido encaminhados ao Comando Nacional de Greve (CNG) em carta do Sindifes do último dia 28 de maio. O fato de o CNG não ter respondido aos questionamentos apontados no documento, e nem mesmo tê-lo divulgado em seus Informes de Greve, foi ressaltado em muitas das avaliações, e contribuiu para a decisão de encerramento da paralisação. A Assembleia também aprovou o envio de um novo documento ao CNG apontando os motivos da saída do Sindifes da Greve.  Concordando com a avaliação apresentada pelo Sindifes, outras bases da Fasubra também já apontam para o retorno ao trabalho nos próximos dias."



"A assembleia geral dos servidores técnico-administrativos em educação das instituições de ensino superior de Goiás, realizada na manhã de hoje (11) na Biblioteca Central da UFG, aprovou o retorno ao trabalho a partir do dia 16 (segunda-feira), com 116 votos a favor, 63 contra e seis abstenções. Para tomar a decisão, o CLG realizou uma avaliação do movimento nacional e local, bem como as perspectivas de conquista das pautas estabelecidas no início da greve, em março. Após o debate, o indicativo de retorno ao trabalho foi aprovado por 16 votos, contra 4 de continuidade da greve. Já a data de retorno para a próxima segunda teve 19 votos a favor, um contra e uma abstenção."

Essas notícias vem comprovar a avaliação que este Blog já fazia pouco depois da frustrante reunião do CNG-FASUBRA com o MPOG em 19/05, de que o Governo não estava mais disposto a negociações este ano e deixava tudo para 2015.  O ultraesquerdismo, hegemônico no CNG, achou que era possível prosseguir com a greve, mesmo sem identificar perspectivas de conquista.  A falta disso está sendo percebida nas bases, que sensatamente apontam a suspensão do movimento, para nova retomada no ano que vem.  Só malucos esquerdistas ainda acham que a greve deve continuar.

Registre-se mais um problema nesse melancólico curso de um movimento conduzido pelo ultraesquerdismo: no nível do CNG, em Brasília, está acontecendo censura prévia de informes de base para o IG (Informativo de Greve).  Os ultraesquerdistas estão filtrando os informes que chegam das bases, para que só seja publicado aquilo que corresponda ao desejo doido deles, o de fazer parecer que a greve está uma maravilha.  Isto foi constatado no caso da UFMG, que enviou seu informe anunciando saída da greve, vetado pelos censores do CNG,entre os quais parece estar pontificando o técnico Maurício Souza, da UFPR-Litoral... 

Quer dizer, se até um Comando Nacional de Greve, supostamente democrático, está censurando informes vindos das próprias bases, aí é porque a coisa faliu de vez.  O CNG faliu, a greve idem.
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Foto: Sintifes-GO

Decisão sobre a implantação da Ebserh no Hospital de Clínicas fica para agosto

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Vai ser somente em agosto, a decisão se o Hospital de Clínicas vai aderir a Empresa Brasileira de Recursos Hospitalares, conhecida como Ebserh. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (11) pelo reitor da Universidade Federal do Paraná, Zaki Akel Sobrinho.


O reitor também disse que a reunião que vai decidir sobre a implantação vai ser realizada no prédio da Reitoria da UFPR e vai ser transmitida ao vivo pela internet. A votação já foi adiada várias vezes por causa de manifestações do sindicato dos funcionários da UFPR. Eles são contrários a Ebserh por considerar que a implantação é uma forma de privatização dos serviços do Estado. Eles também reclamavam que a votação seria feita de portas fechadas. Segundo o reitor da UFPR dessa vez ninguém vai ser proibido de entrar na reunião.

O reitor também confirmou que há uma cláusula no contrato que prevê que os 916 funcionários da Funpar continuem no HC por pelo menos cinco anos. Segundo a UFPR os atuais funcionários vão poder participar do concurso público que vai definir a contratação dos novos funcionários. Segundo o diretor do HC, Flávio Tomasich, caso a Ebserh não seja aprovada, a capacidade do hospital vai ser reduzida para apenas 163 leitos e também não haverá garantia de manutenção dos funcionários da Funpar.

A divida atual do Hospital de Clínicas é de 18 milhões de reais, relacionada a folha de funcionários da Funpar. Atualmente o HC tem 2900 funcionários e 139 dos 550 leitos estão desativados. Se a Ebserh for aprovada devem ser reabertos os leitos e 110 vagas novas devem ser criadas. O Tribunal Regional do Trabalho tinha determinado que a decisão sobre a implantação da Ebserh deveria ser feita até o dia 19 de junho. Mas a UFPR considerou que com o decreto de abusividade da greve dos empregados da Funpar as decisões do dissídio coletivo perderam efeito.

Ato do PSTU financiado por trouxas do Sinditest

3 comentários:
Os trouxas são os filiados todos, compulsoriamente cobrados em seu contracheque todo mês na contribuição sindical. E a ampla maioria dos filiados não sabe que seus reais estão financiando os interesses de um partido político superminoritário na sociedade, mas amplamente dominante na diretoria do Sinditest, o PSTU.

Pois o PSTU está contra a Copa. Esse partido e seu braço sindical, a CSP-Conlutas, resolveram organizar um ato contra a Copa pelo fato de serem sistematicamente contra o governo de Dilma Rousseff, ao lado do PSDB e do DEM, esses partidos da direita que só fodem o Brasil.  O ato está marcado para o dia da abertura da Copa, amanhã, em São Paulo.

E o que fizeram os dirigentes do PSTU na UFPR? Manipularam uma assembleia esvaziada da greve da UFPR no RU ontem (10) e conseguiram aprovar participação nesse ato de malucos antiCopa em Sampa. Estão a coletar inscrição de incautos e de seus próprios filiados para a viagem de ônibus, todos bancados com o dinheiro dos filiados do Sinditest.  Nenhuma surpresa se encherem o veículo de estudantes filiados do PSTU.


Aqui fica claro o interesse político no pior sentido, sectário, partidarizante.  Desconfiávamos que, em algum momento, a diretoria do Sinditest ia revelar seu real intento ao manter esta greve: usar a categoria como massa de manobra para fazer protestos antiCopa, ainda que não tenha sido por isso que as pessoas entraram em greve.  Ao fazer isso, essa diretoria sindical se desmoraliza mais e perde apoio na medida em que revela nada mais ser que uma cambada de pessoas a serviço de seu partido político, não da base.

Caravaneiros do PSTU em SP rindo da cara dos filiados trouxas do Sinditest

Apesar desses babacas da ultraesquerda, o Brasil e a amplíssima maioria dos brasileiros se prepara para a Copa, para receber bem os visitantes estrangeiros e para torcer nos jogos pela Seleção nacional.  Nada disso embota a capacidade dos brasileiros de sempre lutar por um país melhor, com mais avanços sociais, passando por cima de reacionários e de provocadores de extrema-esquerda que nada constroem.
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Atualização em 12/06: vejam trecho de relato do pessoal do sindicato que foi a esse ato inútil em São Paulo, via Facebook:

"Começou há meia hora [~13h00] a dispersão do Ato Na Copa vai ter Luta. Aproveitando a ação de agentes infiltrados e as provocações do Black Bloc, a PM interveio com bombas e com o choque e acabou com a manifestação. Por pouco os provocadores não causaram a invasão da sede do sindicato pela polícia. Quem ganhou com isso foi o PSDB."

Quer dizer: foi pra isso que os filiados do Sinditest empataram seu dinheiro? Para nada?

segunda-feira, 9 de junho de 2014

EBSERH e Reitor da UFPR sofrem segunda derrota em menos de uma semana

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A sessão extraordinária do Conselho Universitário (CoUn) da UFPR de hoje - convocada de modo igualmente "extra" para tentar votar a adesão da Universidade a um contrato com a EBSERH para gerir o HC - foi novamente suspensa.  Desta vez, por força de uma liminar assentada no questionamento da convocação irregular do próprio CoUn.  Um oficial de justiça notificou o reitor, em meio à sessão do CoUn, na tarde de hoje, obrigando-o a suspender a reunião.

A coisa já começou estranha, pelo fato de o reitor anunciar, desde a semana passada, que faria uma nova sessão do CoUn no dia 9/6, às 14h00, mas sem especificar o local.  Por esta incógnita, o movimento sindical conduzido pelo Sinditest marcou uma concentração de alerta para a manhã desta 2a.-feira no pátio da Reitoria. Enquanto se aguardava o informe sobre o local do CoUn, os cerca de 200 manifestantes aproveitaram para fazer uma mini-passeata por ruas próximas à UFPR.

Somente perto das 13h00 chegou o informe de que a sessão do CoUn havia sido convocada para a sede da Empresa de Correios (ECT) da rua João Negrão. Em quatro ônibus, os manifestantes se dirigiram até lá e começaram o bloqueio da rua.  O caminhão de som foi atravessado na rua diante do Costelão Iguaçu e começaram a ser organizados piquetes para as diversas entradas (cinco ao todo). 

Na entrada principal da sede da ECT, havia um aparato policial composto por alguns membros da tropa GPI da Polícia Federal e policiais militares.


Essa sede da ECT possui uma entrada pelos fundos, onde passa a rua Conselheiro Laurindo, na qual fora montada uma barricada com pneus em chamas, como pode se ver neste vídeo.  Com isso, toda a quadra em que se situa a ECT ficou bloqueada, sem nenhuma circulação de veículos.

Na porta dos fundos uma das conselheiras do CoUn tentou entrar mas foi dissuadida pelos participantes do piquete, sem maiores entreveros.  Assim aconteceu com outros membros do CoUn, que desistiram de entrar devido aos piquetes, até que, por volta de 15h00, um comboio formado por dois camburões e um micro-ônibus da PM rompeu à força a entrada dos fundos e introduziu no prédio uma dúzia de membros do Conselho protegidos por policiais.

Esse transporte escoltado de conselheiros para dentro da reunião, em que pese o vergonhoso da situação, sinalizava para o fato de que, com isso, o quorum deliberativo devia ter sido atingido e era questão de tempo até o tema da EBSERH ser posto em votação, cujo resultado provavelmente seria o da aprovação da adesão.

O que o reitor e seus acólitos não esperavam é que conseguisse chegar a tempo na sala da reunião um oficial de justiça portando uma liminar que considerava irregular a convocação do Conselho e determinava sua imediata suspensão, ordem que o reitor teve a contragosto de cumprir.  

Conhecido o desfecho de mais esta frustra tentativa da reitoria, toda a mobilização do lado de fora das grades comemorou muito, e a presidente do Sinditest fez o discurso celebrando mais esta vitória parcial, do qual trechos podem ser conferidos aqui e aqui.

A mobilização de hoje contou com apoiamento de vários segmentos, inclusive alguns trabalhadores da própria ECT. Diversas correntes do movimento dos técnicos estavam representadas, como a CTB (companheira Ângela, da UFPB, diretora da FASUBRA), a Tribo (Diego, da UFMS), a Ressignificar (Francisca Maria, da UFCE), além do PSTU, que comandou o ato a partir do caminhão de som e também tinha seu representante da DN-FASUBRA, Gibran Jordão.  

Aqui, registre-se, uma nota crítica exatamente pela falta de amplitude política de dirigentes sindicais do PSTU, que em momento algum chamaram as demais correntes apoiadoras a fazer uso da palavra, arrogando-se em uma posição de exclusivismo, a qual, em vez de ajudar na ampliação da frente pelo HC, mantem-na estreita aos limites dos "amigos da diretoria".

A guerra não acabou.  É previsível que o reitor faça nova tentativa de votação, mas desta vez, ao que parece, a sessão do CoUn será realizada dentro da UFPR mesmo, na Sala dos Conselhos.  O movimento mantem-se alerta.

COUN da EBSERH em local ainda incerto, movimento sindical sai em passeata

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Desde as 9 da manhã de hoje, uma concentração de manifestantes do movimento sindical no pátio da Reitoria aguarda para saber onde se dará a sessão do Conselho Universitário que votará a adesão à EBSERH. Há menos ativistas do que visto na 4a.feira da semana passada (4), cerca de 200 pessoas.  Aqui um vídeo de trecho da passeata.

Para não ficar somente no agito de palavras-de-ordem confinadas à quadra da Reitoria, a direção do movimento resolveu sair em passeata por algumas ruas centrais próximo à UFPR, como a XV, Marechal Deodoro e Amintas de Barros.  Neste exato momento (11h40), a passeata acaba de retornar ao pátio da Reitoria.  Nenhuma notícia até agora do local da reunião do CoUn.

domingo, 8 de junho de 2014

FUNPAR: negociação volta ao ponto zero no HC

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O decreto de abusividade da greve dos empregados da Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar) que atuam no Hospital de Clínicas, em Curitiba, fez com que todas as negociações realizadas perante o Poder Judiciário no dissídio coletivo perdessem o efeito. 

Por Diego Antonelli, na Gazeta do Povo de 07/06/14

Ou seja, as tentativas de acordo voltaram à estaca zero e o destino dos trabalhadores será definido por julgamento nas próximas semanas. A decisão é da desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) Ana Carolina Zaina. As partes têm um prazo de dez dias para entrar com recurso.

Dessa forma, não há mais garantia de que os 916 funcionários da Funpar possam continuar no HC caso ocorra a adesão à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Mesmo porque a desembargadora também determinou a retomada do trâmite da Ação Civil Pública de iniciativa do Ministério Público do Trabalho que determina a imediata demissão desses trabalhadores.

Ficaram, assim, sem efeito os prazos concedidos à Universidade Federal do Paraná (UFPR) e à Ebserh para se manifestarem quanto a uma solução negociada para preservação dos contratos da Funpar. Outra consequência foi o fim do prazo para que a UFPR se manifestasse em relação à adesão ou não à empresa estatal até o dia 19 deste mês.


Adesão à Ebserh
No entanto, o reitor Zaki Akel Sobrinho afirma que a sessão para deliberar o contrato com a Ebserh está mantida para segunda-feira, às 14 horas. O local ainda não foi definido. “Lamento o que ocorreu. Havia um acordo sendo encaminhado e uma greve no meio do dissídio provocou esse retrocesso”, afirma Akel. O reitor estava tentando manter, em contrato e também em acordo coletivo, os 916 funcionários da Funpar no Hospital de Clínicas por pelo menos cinco anos caso ocorresse a adesão do hospital à Ebserh – tempo para que cerca 60% do quadro se aposentasse. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba (Sinditest) alega que essa medida seria uma demissão escalonada dos funcionários.

A advogada do Sinditest, Josi Paixão, afirma que a categoria entrará com recurso. “Vamos lutar para que os trabalhadores da Fundação continuem no Hospital até a aposentadoria”, afirma. Segundo ela, o objetivo principal é garantir perante o juízo a formalização de que estará garantida a manutenção desses trabalhadores.

Para isso pedimos a suspensão da ação civil pública por sete anos e que a UFPR considere uma cláusula de aposentadoria que impeça, após os sete anos, que funcionários prestes a se aposentar sejam demitidos”, destaca Josi. Ela ainda afirma que para isso não é necessário que o tema ‘Ebserh’ seja discutido no TRT. “Não podemos atrelar a Ebserh aos funcionários da Funpar. Juridicamente a Ebserh não teria compromisso em garantir o emprego dessas pessoas”, afirma.

HC e EBSERH: reitor quer virar jogo no segundo tempo

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Em ritmo de Copa do Mundo, dá pra dizer que, no primeiro tempo da partida pelo "troféu HC", o time do movimento sindical meteu 1 a 0 na Reitoria da UFPR.  A mobilização de cerca de 500 manifestantes, da UFPR como de fora dela, preocupados com o destino público do HC, impediu a realização em condições normais de temperatura e pressão, da sessão do CoUn que votaria a entrega do HC à EBSERH, na última 4a.-feira (4/6).

O primeiro tempo do embate teve variados lances e, agora, no intervalo, comentários de um lado e de outro fazendo críticas duras sobre ambos os "times".

O site da UFPR publicou, pela ACS, sua versão sobre a suspensão do CoUn, em que o reitor Zaki Akel afirma:

"Nós repudiamos de forma veemente a ação dos manifestantes, que agiram de forma violenta e autoritária, impedindo o acesso de vários conselheiros e depois se retirando da reunião. Eles não respeitaram o espaço democrático que a UFPR e a Procuradoria da República abriram para debater a nova proposta, embora tenhamos feito oito audiências para discutir o assunto, mediadas pela Justiça, com as presenças dos seus próprios representantes."

Logo em seguida (6/6) a Reitoria veicula uma Nota de Repúdio ao que teria sido a "agressão cometida na tarde de quarta-feira (4/5) ao conselheiro Tibiriçá Krüger Moreira por manifestantes liderados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba (Sinditest), Diretório Central dos Estudantes (DCE) e Associação dos Professores das Universidade Federal do Paraná (APUFPR)", acrescida do link do youtube com a filmagem da ocorrência.

Por fim, a ACS reitera a versão da Reitoria em mais uma matéria em 6/6 e arremata o dia com uma crítica descabida à presença de pessoas de fora da comunidade da UFPR participando da manifestação sindical; para isto, publicaram foto em que aparece uma pessoa portando flâmula do MST no pátio e, em outra, uma faixa do SINTUFSC contra a EBSERH colada na janela da reitoria.  Tal crítica não cabe, revela postura política atrasada, conservadora; afinal um hospital como o HC interessa a toda a população brasileira.

Manifestantes bloqueiam entrada do Min. Público na tarde de 4/6

A réplica do Sinditest veio na matéria datada de 5/6, em que se esclarece a causa da segunda suspensão de sessão do CoUn na tarde do dia anterior: "a retirada de 17 conselheiros - três docentes, cinco técnicos administrativos e nove estudantes – foi o real motivo para a não realização da sessão do Conselho Universitário (COUN) da UFPR (...) no prédio da Procuradoria Federal do Ministério Público.  A saída desses integrantes da comunidade universitária inviabilizou a sessão, já que não houve quórum mínimo necessário, mesmo com a presença de 45 conselheiros, que já haviam entrado no prédio antes do início do protesto da comunidade universitária."

A Associação dos Professores da UFPR (Apufpr), que enviou alguns dirigentes para o ato anti-EBSERH, também produziu um vídeosobre os acontecimentos de 4/6.

O segundo tempo
A Reitoria convocou novamente o CoUn para apreciar o tema do contrato da UFPR com a EBSERH para amanhã, 2a.-feira (9), a partir das 14h00.  Porém, ainda não divulgou o local.  Pode-se naturalmente supor que a reunião dos conselheiros seja realizada em local que permita total controle de entrada e saída de pessoas, e operação eficiente de aparato policial que certamente estará presente em maior número e com planejamento para impedir invasões.

Diante da incógnita do local, o Sinditest convoca manifestação de estado de alerta para a manhã desta 2a.feira, a partir das 9 horas, no pátio da Reitoria, como se vê pelo banner no cabeçalho desta postagem.

Antes de o juiz apitar o começo oficial da Copa do Mundo em 12/6, os lances da partida de amanhã pelo HC, em que o reitor tudo fará para virar o jogo, prometem ser interessantes.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

TRT declara abusiva a greve dos funcionários da Funpar

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Com a decisão, os funcionários do HC devem retornar ao trabalho ainda nesta sexta-feira (6), assim que o sindicato da categoria (Sinditest) for notificado

Por Fernanda Leitoles, no site da Gazeta do Povo

A greve dos funcionários do Hospital de Clínicas (HC) contratados por meio da Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar) foi declarada abusiva pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na madrugada desta sexta-feira (6). A decisão é da desembargadora Ana Carolina Zaina.

Com a decisão, os funcionários do HC devem retornar ao trabalho ainda nesta sexta-feira (6), assim que o sindicato da categoria (Sinditest) for notificado. Isso pode ocorrer a qualquer momento, a partir das 6 horas. Em caso de descumprimento, a entidade será multada em R$ 100 mil por dia. Nesta quinta-feira (5), vários serviços foram afetados no HC por causa da paralisação.

Na decisão, a desembargadora afirma que a greve foi deflagrada após o acordo coletivo ter sido firmado, o que é vedado pela lei 7.783/89. Ela informou também que as negociações conciliatórias decorridas até então perderam o efeito.

Com isso, volta a tramitar a ação civil pública do Ministério Público do Trabalho que recomendou a demissão dos 900 funcionários da Funpar.

Segundo o TRT, por causa dos prazos processuais para a manifestação das partes, o julgamento do dissídio coletivo deve ocorrer em julho.


Greve

A categoria entrou em greve na última quarta-feira (4) porque é contra a adesão do HC à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Segundo um comunicado divulgado no site do sindicato da categoria - Sinditest-PR -, os trabalhadores entendem que a adesão é prejudicial tanto para a população como para os funcionários do HC. “Caso a Ebserh seja aprovada pelo Coun [...], a empresa fará as demissões de todos os trabalhadores fundacionais de maneira escalonada, conforme declaração do próprio Reitor Zaki Akel Sobrinho à imprensa”, afirma a nota.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Greve nacional já perde duas bases, uma no sul e outra na Bahia

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Assembleia da Bahia aprova indicativo de suspensão da greve para 11/06

A falta de qualquer elemento auspicioso na presente conjuntura da greve nacional dos TAEs e a ausência de diretivas sólidas do Comando Nacional de Greve da FASUBRA (CNG hegemonizado pelas correntes da ultraesquerda) vão produzindo suas inescapáveis consequências.  As bases sindicais da Universidade do Rio Grande (FURG) e da UFBA já estão se retirando da greve.  

Nesta 5a.-feira (5), os gaúchos representados pela APTAFURG já retornaram ao trabalho, cansados de esperar pelo que nunca veio até agora.  E também hoje uma assembleia dos servidores da UFBA aprovou o apontamento de uma saída organizada e unificada para a próxima 4a.-feira (11/06), quando realizarão nova assembleia geral ratificando a decisão.

Segundo texto publicado no site da ASSUFBA, a intenção é "encaminhar a saída da greve como recuo estratégico visando o acúmulo de forças para uma nova greve, mais robusta num próximo período."  Posição sensata, que não significa de modo algum fugir de lutar, mas sim preservar o movimento para recobrar energias com vistas à retomada em momento mais favorável adiante.

Na UFPR, o movimento passa por momento ascendente em função da luta contra a adesão à EBSERH, a qual terá novo round na 2a-feira que vem (9/6), quando se realiza nova sessão do CoUn da UFPR.  Isto é necessário, o reforço da luta pela questão local envolvendo o HC, mas não significa resolver o problema do impasse da greve nacional com seus eixos reivindicatórios.  Assim, a assembleia de greve do Sinditest na 3a-feira próxima (10/6) precisa fazer um debate realista sobre o que fazer com o movimento, em vez de discursos retumbantes.
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Foto: ASSUFBA

Câmara aprova 10% do PIB para Educação

Um comentário:
Uma importante vitória foi conquistada pelos estudantes brasileiros nesta semana: a aprovação, na Câmara dos Deputados, do Plano Nacional de Educação, que prevê um novo aporte financeiro gradativo para a educação até que se atinja o equivalente a 10% do PIB em 2024. O percentual é quase o dobro do que é destinado atualmente para a área (5,3%). O texto agora segue para a sanção presidencial.

Talvez muita gente não tenha a dimensão do que isso signifique, mas, em linhas gerais, finalmente teremos uma política de Estado para educação onde o setor público se sobressai sobre o privado. Conquistamos 10% do PIB para educação, que serão investidos para enfrentar o problema do analfabetismo no Brasil, da qualidade da educação básica, da valorização do professor e na expansão da rede superior de ensino. Temos muito que comemorar! Parabéns a todos que participaram desta importante vitória!”, ressaltou a presidenta da UNE, Vic Barros.

Nossa geração, que fez movimento estudantil ainda na ditadura, jamais vislumbrou que pudéssemos chegar a 10% do PIB e 75% dos royalties do petróleo para a educação brasileira”, disse a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).

Já o deputado Gustavo Petta (PCdoB), ex-presidente da UNE, declarou: “Para um projeto nacional de desenvolvimento que seja realmente efetivo, a educação é fundamental. Agora, a briga daqueles que lutam pela educação é fazer com que o plano realmente seja cumprido pelos próximos dez anos”.

Nas redes sociais, Madalena Guasco, coordenadora-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), comemorou: “O movimento social, que sempre lutou pela criação e fortalecimento de um sistema público de educação – tarefa republicana ainda não efetivada no Brasil – conseguiu vitórias importantes neste processo de aprovação da lei”.

Segundo Madalena, no entanto, ainda há muito que se conquistar: “Agora é lutar para regulamentar o Sistema Nacional de Educação que regulamente a educação pública e privada e que garantirá que, em regime de colaboração, as metas do PNE possam ser implementadas nos municípios e estados”.

O PNE estabelece 20 metas a serem cumpridas nos próximos dez anos. Entre as diretrizes, estão a erradicação do analfabetismo; o aumento de vagas em creches, no ensino médio, no ensino profissionalizante e nas universidades públicas; a universalização do atendimento escolar para crianças de 4 a 5 anos; e a oferta de ensino em tempo integral para, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica.

Após votar o texto-base com quatro anos de atraso, a votação dos destaques foi o primeiro item na pauta do chamado esforço concentrado que os deputados anunciaram para esta semana.

Pelo texto aprovado, os recursos previstos no PNE também poderão ser utilizados no Programa Universidade para Todos (ProUni), que dá isenção fiscal a escolas e faculdades privadas que concedem bolsas de estudo, bem como no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e no Ciência Sem Fronteiras.
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quarta-feira, 4 de junho de 2014

EBSERH na UFPR: hoje mais uma batalha da guerra pelo HC

4 comentários:
Na manhã de hoje o Conselho Universitário da UFPR reune-se extraordinariamente para rever sua posição sobre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e o HC.  O movimento sindical dos técnicos e alguns aliados convocaram simultaneamente um ato público no pátio da Reitoria para protestar e resistir à entrega do HC para ser gerido pela EBSERH.  E também os trabalhadores da Funpar, os mais imediatamente ameaçados de perderem empregos, foram chamados a realizar uma greve exatamente a partir de hoje.

Os setores contrários à EBSERH defrontam-se com uma aliança bastante forte a favor da empresa ligada ao MEC, que inclui o maior grupo de mídia comercial do Paraná, a RPC, retransmissora da rede Globo (argghh!!) e dona da Gazeta do Povo (argghh também!!).  Tanto que o editorial da Gazeta do Povo de hoje defende a adesão à EBSERH e a "nova" posição do reitor Akel a favor da empresa como "única saída" para a crise do HC.

O editorial do jornalão burguês da capital começa dizendo:

"Para os paranaenses que vêm assistindo à agonia do Hospital de Clínicas nos últimos anos, hoje é um momento decisivo. Nesta manhã, o Conselho Universitário da Universidade Federal do Paraná (UFPR) se reúne para decidir sobre o contrato de cogestão do HC com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH)".

Qual o exato teor desse contrato de cogestão?  Só vendo sua íntegra.  Supõe-se que cada conselheiro, dos 63 que compõem o COUN, está agora mesmo tendo acesso a uma cópia dele para votar com conhecimento de causa.  Esperemos que ele seja publicizado logo.

Sobre esse contrato, o que se tem é a declaração do reitor, também reverberada no mesmo editorial da Gazeta:

"(...) um contrato capaz de garantir o funcionamento do HC sem colocar em risco sua autonomia. Na nova proposta de cogestão, o diretor-geral do hospital será indicado pela Reitoria da UFPR. Já os cargos de gerentes de assistência, ensino e pesquisa e administração serão indicados pela Reitoria e avalizados pela Ebserh. (...)a solução negociada por Zaki parece a melhor alternativa, mesmo para os atuais funcionários da Funpar, que terão permanência garantida no HC por pelo menos cinco anos."

Entretanto, o tal contrato de cogestão é aspecto secundário, o problema de fundo é uma estrutura pública, e ainda da área da Saúde, passar às mãos de uma empresa que se rege pela lógica do direito privado, onde inexiste a condição de estabilidade do servidor público de carreira assegurada pelo RJU.

O quadro de conflagração está criado para mais esta batalha em torno do HC/EBSERH.  Pode ser a final ou pode haver outras conforme se desenrole o script da sessão de hoje do COUN.  A cara fechada ou um sorriso largo do vice-reitor será um indicativo de como se terá processado o embate.
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Atualização às 11h30: o reitor da UFPR suspendeu temporariamente a sessão do CoUn desta manhã, transferindo-a para o período da tarde; alegação da Reitoria seria a inviabilização, por parte dos manifestantes anti-EBSERH, da entrada de membros do CoUn no prédio da reitoria.  O movimento anti-EBSERH reuniu cerca de meio milhar de pessoas no pátio e, diante da suspensão da sessão, resolveram sair em passeata pelas ruas centrais de Curitiba.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Caçando blogueiros

Um comentário:
Quem impede o debate sobre a democratização dos meios de comunicação força o jogo na sombra de verbas públicas

Por Paulo Moreira Leita, no site da IstoÉ

Vamos falar da substância das coisas. A caçada a blogueiros simpáticos às conquistas criadas no país depois da posse de Lula, em 2003, iniciada com a investigação sobre um suposto “bunker” do PT na prefeitura de Guarulhos, deve ser visto como aquilo que é.

Uma tentativa autoritária de silenciar vozes que divergem do monopólio político da mídia.

Sei que essa frase parece panfleto esquerdista mas não é.

Num país onde 141 milhões de eleitores foram transformados em reserva de mercado de uma midia monopolizada pelo pensamento conservador, a internet tornou-se um espaço de resistência de uma sociedade contraditória e diversificada. Todo mundo – direita, esquerda, centro, nada, tudo, xixi, cocô – está ali. 

Vamos combinar. Hipocrisia demais não funciona. Truculência também não. 

Até para ter um pouco de credibilidade, sem traços claros de ação eleitoral, a denúncia contra bloqueiros deveria ser acompanhada pela exposição pública da contabilidade dos grupos de mídia que loteiam cada minuto de sua programação e cada centímetro quadrado de suas páginas com milionárias verbas de publicidade federal, estatual, municipal – sem falar em empresas estatais.

Estamos falando de serviços de mendicância publicitária, de caráter milionário.

Seguido o método empregado em Guarulhos, seria didático exibir cada cifrão ao lado de cada pacotão de texto e fotos, concorda? Teriamos bom circo por meses e meses. 

Tentar criminalizar blogueiros pela denuncia de gastos públicos – uns caraminguás, pelos padrões de mercado -- é um esforço que apenas trái uma visão contrária à liberdade de imprensa, típica de quem não aceita diversidade nem contraponto, mas apenas elogios e submissão. É o pensamento único em método linha dura e capa de falso moralismo. Apesar do escândalo, é uma denuncia verbal-investigativa. Nada se provou de ilegal. 

Nós sabemos qual é a questão de fundo.

Enquanto não se aceitar o debate sobre democratização dos meios de comunicação, que poderia permitir uma discussão pública, às claras, expondo imensos interesses econômico e politicos em conflito, como se fez em vários países avançados do capitalismo, o jogo nas sombras será inevitável. Isso porque as pessoas precisam receber informações, falar, conversar, dar opiniões. Elas concordam, discordam, rejeitam e querem mais.

Não adianta adiar a chegada de um novo grau de democracia e civilização. Ela transborda. Na agonia do regime de 1964, quando a imprensa amiga dos generais chegava a proteger a ditadura por todos os meios -- inclusive derrotas eleitorais eram transformadas em vitória -- os governadores de oposição financiavam nova publicações, sem ranço e sem compromentimento. Enquanto isso, até jornais alternativos, de faturamento menor do que a quitanda da esquina, eram alvo de uma devassa permanente por parte da ditadura. Empresários privados eram pressionados a saber quem ajudar -- e a quem negar ajuda. 

Aparelhismo? 

Os últimos anos mostraram – e os blogueiros expressam isso -- que o país não cabe nos limites mentais, políticos, culturais, do ideário conservador. Quer mais, quer diferente e por três vezes disse isso nas urnas. A internet e os blogueiros expressam isso. Têm este direito. 

Alguma dúvida?   Este é o debate.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Greve nacional da FASUBRA atinge impasse

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O Boletim oficial da greve nacional da FASUBRA é o chamado IG (Informe de Greve). O que se lê no IG mais recente (30/maio)? Uma avaliação do CNG que aponta, entre outras coisas, o que segue:

"(...)- A importância do documento enviado ao MEC reafirmando a necessidade de abertura de negociação com o ministério a que pertencemos; 

- A inquietação que começa surgir nos Comandos Locais de Greve, em função do tempo em que nos encontramos em greve, sem que o governo se disponha a abrir negociação; 

- A aproximação da copa do mundo, e o possível esvaziamento das atividades nesse período (...)"

O documento enviado ao MEC há alguns dias é mais um apelo para que esse ministério abra alguma negociação, mas já não se sabe concretamente o que o CNG se dispõe a negociar, haja vista a reunião infrutífera de 19/05 com o MPOG.  Então, a greve se agarra a esse novo ofício, mas ninguém sabe se será atendido.  Se for atendido, o MEC não pode suprir nenhuma demanda financeira (como a antecipação de 5%).

Outra questão é finalmente ser citado num IG que já surge "inquietação" nos Comandos Locais de Greve... mas é claro, depois de mais de 2 meses de greve sem se obter nada!  A inquietação e a dúvida não aparecem apenas em Comandos Locais, elas estão na base que apostou na greve e agora já tem dificuldade de enxergar alguma saída.

E também só agora os iluminados dirigentes da ultraesquerda, que são presença majoritária na Direção da FASUBRA, descobrem que o período da Copa do Mundo pode (e vai) esvaziar uma greve longa como esta... Que falta de cair a ficha...  No entanto, fazer autocrítica de sua arrogância bravateira, esqueçam, ultraesquerda nunca faz autocrítica e ainda acha adequado "vender" à base versões fantasiosas do porquê de a luta não atingir o objetivo alardeado.

Como sempre, os Comandos Locais ficarão no aguardo da posição do CNG para saber o que fazer. É raro que um CLG tome posição unilateral de encerrar uma greve que se mostra sem perspectiva.  Mais pé-no-chão seria constatar quão desfavorável foi (e continua sendo) a correlação de forças com o Governo Federal este ano e propor a suspensão da greve nacional, para que possa ser retomada no começo de 2015 em melhores condições.  No entanto, como ultraesquerdistas também desconhecem o que seja análise concreta da situação concreta e a correlação de forças dessa situação, após um desfecho infeliz de uma greve eles preferirão abrir fogo apenas contra seus adversários "governistas" dentro da FASUBRA para eximirem-se de toda responsabilidade por certas posturas "porra-loucas". Melancólico.
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Atualizado em 03/06

Decisão da UFPR sobre EBSERH antecipada para 4a.feira

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A princípio a data marcada para a votação era quinta-feira. A antecipação foi uma decisão do reitor da UFPPR, Zaki Akel Sobrinho. Sinditest classificou medida como um golpe

Por Diego Antonelli, na Gazeta do Povo

O Conselho Universitário da Universidade Federal do Paraná (UFPR) irá deliberar sobre a adesão à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) nesta quarta-feira (04), às 9 horas. A princípio a data marcada para a votação era quinta-feira. A antecipação foi uma decisão do reitor da UFPPR, Zaki Akel Sobrinho.

“Resolvemos antecipar e já aconteceu a convocação dos conselheiros”, afirma. Segundo ele, serão convidados a participar da reunião do Conselho integrantes do Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Justiça do Trabalho, Diretório Central dos Estudantes (DCE) e Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba (Sinditest-PR). A previsão é de que até o meio-dia de quarta-feira já tenha o resultado da votação. O Conselho é formado por 63 membros.

Akel reitera que o contrato proposto com a Ebserh é de cogestão. O Tribunal Regional do Trabalho havia estipulado uma decisão sobre a adesão à empresa estatal até o dia 19. Caso a medida seja descumprida, a universidade terá que pagar uma multa de R$ 100 mil por dia.