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Luta sem trégua contra o governo usurpador

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Acampamento estudantil na Reitoria... da UNIFESP

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Estudantes da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) estão acampados em frente à reitoria desde às 12h da terça-feira (26/8). O movimento iniciou com a renúncia do reitor da instituição, Ulysses Fagundes Neto, na segunda (25). Os assessores diretos do reitor também renunciaram na quarta (27), durante reunião do Conselho Universitário, que indicou o nome do psiquiatra Marcos Ferraz para ocupar a posição de reitor pro tempore da instituição.



O reitor Fagundes Neto, renunciou ao cargo após o Tribunal de Contas da União (TCU) ter apontado irregularidades em suas prestações de contas de 13 viagens internacionais como representante oficial da instituição.

O TCU constatou que Fagundes Neto usou indevidamente recursos do Estado para pagamento de itens de consumo de luxo, cometeu desvio de finalidade, burlou o regime de dedicação exclusiva, e realizou viagens não autorizadas ou com prazo superior ao estritamente necessário. Os fiscais propõem a devolução de R$ 229.550,06 aos cofres públicos.

A renúncia na Unifesp é a segunda baixa entre reitores flagrados usando irregularmente cartões de crédito corporativos. A primeira abateu o reitor da UnB (Universidade de Brasília), Timothy Mulholand, no dia 14 de abril.


Uma assembléia dos estudantes ocorre nesta quinta, para exigir do Conselho Universitário maior transparência nos gastos da universidade e reivindicar eleição direta paritária para reitor. De acordo com o DCE0 UNIFESP, a decisão do acampamento na Reitoria aproveitou a oportunidade da renúncia do reitor e para discutir como será feita a sucessão, qual modelo deve ser adotado e como os estudantes podem se inserir mais ativamente nesse processo.



Irregularidades
A equipe de inspeção do TCU foi designada em 16 de abril de 2008, depois da publicação de denúncias de que o reitor da Unifesp usara o cartão corporativo para fazer compras de mais de R$ 12 mil em artigos eletrônicos, cerâmicas e malas.

O reitor também comprou um barbeador de marfim Demidoff, luxo do design italiano, e uma escova de cabelo, por R$ 306. Consumiu conhaque Courvoisier, o tradicional conhaque de Napoleão, no Hotel Waldorf Hilton, de Londres. Adquiriu equipamentos eletrônicos, entre os quais um laptop Toshiba S4284 T2050 (R$ 2.095,88) na loja CompUSA, em viagem a Orlando, nos Estados Unidos. No caminho para Pequim, o reitor resolveu dar um tempo em Paris. Normalmente, o período de espera entre o vôo que chega de São Paulo e o que parte para Pequim é de 5 a 7 horas, dispensando pernoite em Paris, mas o então reitor Fagundes Neto resolveu aproveitar a noite parisiense. Hospedou-se no hotel Sofitel Le Faubourg, perto dos Champs-Élysées. Aproveitou para ir ao restaurante Le Petit Zinc, jóia da arquitetura art nouveau, e ao Café Le Bonaparte, ambos na chamada Rive Gauche, cartão postal da cidade. Apesar de oficialmente a viagem ser individual, o reitor hospedou-se com outra pessoa, e o cartão de crédito corporativo pagou a dupla estadia (R$ 1.684,15).

Das 13 viagens feitas pelo reitor no período analisado, 11 tiveram relação direta com sua especialidade clínica, e não com a função de reitor da UNIFESP. Fagundes Neto é pediatra gastroenterologista e membro do quadro diretivo da Federação das Sociedades Internacionais de Gastroenterologia Pediátrica e Nutrição.
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Fonte: com informações do Portal Vermelho

O chicote democrático

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A supostamente comunitária Assembléia do dia 26/8 reuniu apenas 40 pessoas e não contou com a presença de sequer um diretor da Associação dos Professores (APUFPR). Também não havia nenhum professor no Anf. 600, só técnicos e alunos. Foi muito mais uma reunião de informes sobre aquilo que faz e pensa a Comissão de Consulta da eleição de reitor formada por diretores do DCE, Sinditest e APUFPR.

Contudo, na ocasião pôde-se ouvir algumas preciosidades elaboradas pelo pólo mais avançado do pensamento democrático da UFPR. Por exemplo, quando o servidor técnico Luiz Fernando, sestroso apoiador da candidatura Zaki, afirmou que aquela fraquíssima assembléia demonstrava o estado de despolitização e desmobilização da UFPR neste processo eleitoral da Reitoria, que a luta parece se dar somente pelo poder, recebeu a seguinte resposta do vice-presidente do Sinditest e capitão da Comissão de Consulta:


“ - A Universidade passa um momento... é... concordo que tem despolitização. Não sei se o problema é a despolitização ou a destruição do momento que a sociedade vive. A gente constrói a democracia e às vezes apanha com o chicote que a gente mesmo construiu. Temos que ver aonde queremos chegar com a democracia na Universidade. Quando interessa, as pessoas usam a democracia, e quando não, elas usam o chicote. Quem destruiu e despolitizou tudo foi a esquerda que está no poder no país, foi o PT, e também na universidade.”

O autor da frase acima pertence à Diretoria que justifica em jornal do Sinditest (no. 4/Julho-2008) que reunião de diretoria é mais democrática que uma assembléia geral. Então, tá... sabemos aonde ele quer chegar com a democracia na Universidade e o que pode fazer com o tal chicote.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Mais um mês com o mico na mão

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Comemoremos todos, colegas filiados, o aniversário de 9 meses com o mico da chácara-canil ainda em nossas mãos! Ops, digo, pesando em nossos bolsos de filiados contribuintes, mas com a responsabilidade de vender aquele imóvel de Piraquara nas mãos da Diretoria "Para-Todos".

Até hoje, passados 9 meses da decisão de venda imediata aprovada pela Assembléia Geral de 27/11/2007, a categoria não tem notícias de que a tal chácara comprada por 225 mil reais em 2005 tenha sido vendida.

O que será em 27 de setembro de 2008 ?

Assembléia "Comunitária" no Pátio da Reitoria... Onde?

5 comentários:

Dez e meia de terça-feira, 26 de agosto. Fazia sol e soprava um vento fresco no pátio da Reitoria.
Para onde foi a assembléia "comunitária" chamada pelo nero-messianismo? Anfiteatro 600 do edifício D. Pedro I ?


Certo, certo... Estaria forte demais o vento ou tanto careciam de substância as palavras dos dirigentes que poderiam facilmente ser carregadas por qualquer brisa ? Como as bolhas de sabonete fabricadas por certa candidatura azulada. Neste último caso, era melhor mesmo se refugiar num anfiteatro e lá fazer a pregação para a multidão de 4 dezenas de pessoas, a maioria delas formada por devotos dos pregadores. Espetaculinho que nem a direção da APUFPR quis prestigiar e sumiu do picadeiro.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Diretorias das entidades cedem ao adiamento proposto pelo COUN

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Na reunião da manhã de hoje do Conselho Universitário (COUN), as diretorias de APUFPR, DCE e SINDITEST cederam em sua intransigência, recuaram do seu radicalismo artificializado. Concordaram em reabrir inscrições de novas candidaturas no período de 1 a 5 de setembro, conforme proposto na sessão do COUN de sexta-feira passada, e também adiar a consulta direta antes marcada para 27/08. Cederam, e com isso o conflito se abranda. Isso foi positivo, afastando impasses desnecessários na UFPR.


A nova data da eleição direta, imposta por essas diretorias de entidades, será 10 de setembro. O Colégio Eleitoral para fazer a lista tríplice exigida por lei se reúne em 30 de setembro.


Constata-se, porém, que - embora haja 4 semanas livres até a reunião do Colégio Eleitoral - a data da consulta direta em 10/9 praticamente inviabiliza o lançamento de nova(s) candidatura(s) para concorrer com as que já fazem campanha há várias semanas, em evidente vantagem. Algo como começar a correr os 100 metros rasos 5 segundos depois que os outros dois corredores já largaram.

COREN do Paraná em novas mãos a partir de outubro

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Ainda aguardamos a homologação final da ata de apuração da eleição do COREN-PR, ocorrida em junho último, para fornecer em detalhe o resultado. O que se pode antecipar é que deram em nada os tumultos, recursos judiciais e confusões produzidos por pessoas adversárias da vencedora Chapa 1 - "Moralização".


Mesmo o absurdo processo eleitoral de Curitiba, marcado por filas imensas para votar, onde quase ocorreu pancadaria da grossa, não impediram que os votos fossem apurados, dando respaldo por ampla maioria à Chapa "Moralização", que faz oposição à atual direção do COREN-PR.


Uma vez homologada a ata apuratória, a posse da nova diretoria do COREN-PR ocorre em outubro deste ano.

domingo, 24 de agosto de 2008

Fogueira das vaidades ?

Um comentário:
A Diretoria do DCE é aquela que, por diferenças políticas internas, não teve embaraço algum em recentemente cassar mandatos de 7 diretores eleitos em 2007 pelo voto direto da base estudantil (clique aqui para ler a reação dos expulsos).


A Diretoria da APUFPR, esfrangalhada após várias defecções, tem na presidência alguém que nomeia a seu bel-prazer os amigos de suas posições políticas para integrarem a Comissão Paritária de Consulta (CPC) e publica Nota desmoralizando seu colega de categoria, prof. Emmanuel Appel, alijando-o da CPC.



A Diretoria do SINDITEST é aquela que faz assembléia-relâmpago, na surdina, dentro do HC, apenas para referendar o prato-feito da CPC elaborado por ela própria sem debates amplos com a base. E cujo vice-presidente foi o condutor da compra escusa em 2005 da "chácara-canil", que depois tentou aprovar na marra em assembléia de triste memória.

Tais os dirigentes sindicais que querem representar as opiniões de toda a comunidade acadêmica.

Membros dessas diretorias, e alguns prepostos por elas indicados para integrar a Comissão organizadora da eleição direta de reitor, parecem no momento guiar-se menos por apreço à efetiva democracia do que por caprichosos objetivos de grupo, tais como:



1.Afirmar-se contra seus opositores nas respectivas categorias. No caso da APUFPR, devido ao ódio devotado ao chamado Forum PROIFES, articulação concorrente da esvaziada ANDES. Quanto ao SINDITEST, interessa à Diretoria "Para-Todos" combater a oposição única representada pelo Núcleo "Avançar na Luta".



2.Confrontar e derrotar totalmente a máxima instância decisória do ente público UFPR (o CoUn), pretextando que sua composição é antidemocrática.

Para isso, desprezam acenos pelo entendimento e querem forçar a realização de uma eleição direta que a ampla maioria da comunidade universitária continua sem entender direito, e que negará quorum significativo caso abram urnas de qualquer jeito no dia 27/08.



O CoUn propôs rediscutir tudo e reabrir prazos de inscrição de candidaturas, realizando a eleição no final de setembro. Resta ver se os candidatos Cid e Zaki - que tem até agora coonestado o processo ditado pela maioria truculenta da CPC - darão ouvidos ao que indica o CoUn que pretendem no futuro presidir (se um deles torna-se reitor), ou se curvar-se-ão completamente às vaidades políticas dos atuais diretores dos entes jurídicos de direito privado que são as três entidades.



sábado, 23 de agosto de 2008

Sessão do CoUn propõe recomeçar processo eleitoral da reitoria

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O Conselho Universitário (Coun) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) suspendeu ontem a Resolução 83/08, que estabelecia o dia 28 de agosto como data máxima para a discussão acerca das chapas nas eleições da instituição, atendendo a solicitação do Ministério Público Federal (MPF).

O MPF recomendou que a resolução que deve valer a partir de agora é a anterior, a 79/08, que estipula que as eleições na UFPR sejam feitas apenas para o cargo de reitor. A recomendação foi aceita ontem durante uma reunião no Coun, que durou sete horas. Na mesma reunião, os conselheiros decidiram que os candidatos já inscritos retirem suas candidaturas e as façam novamente entre os dias 1.º e 5 de setembro.


No entanto, uma nova reunião do Coun está marcada para a próxima segunda-feira, e não há garantias de que estas decisões não se modifiquem. Dentre os motivos está o fato de que os candidatos Cid Aimbiré e Zaki Akel Sobrinho, que se inscreveram para as eleições para reitor com vice na Comissão Paritária de Consulta, não estavam na reunião do Coun. Já aqueles que se inscreveram apenas no Coun, só para a vaga de reitor - Paulo Bracarense Costa e Amadeu Bona Filho - concordaram com as novas datas.


Propostas
Por conta do conturbado processo, durante a reunião duas propostas para amenizar a situação foram levantadas: a primeira, que não venceu, seria convocar uma reunião do Coun no dia 29 de agosto, na qual se referendaria os nomes escolhidos na consulta popular.

A segunda proposta, que venceu com diferença de sete votos, foi a de suspender todas as inscrições de candidatos - tanto aqueles que se inscreveram só para reitor como também as chapas - e abrir novas inscrições dos dias 1.º a 5 de setembro, sendo o referendo do Coun no dia 30 do próximo mês. As decisões também podem ser modificadas por um outro impasse: a Comissão Paritária de Consulta mantém a posição de realizar a votação no dia 27 de agosto e, durante a reunião de ontem, solicitou ao Coun a lista de votantes e outros documentos para que pudesse prosseguir com o processo. Como não havia mais conselheiros o suficiente para abrir a votação, teve de ser agendada a nova reunião para a semana que vem.

Entenda o processo
As eleições da UFPR acontecem da seguinte forma: uma comissão paritária de consulta, formada por professores, servidores e estudantes, tem autonomia para realizar o processo e levar o resultado ao Conselho Universitário (Coun).

O Coun, que é o órgão máximo da UFPR, presidido pela reitora em exercício Márcia Helena Mendonça, tem o poder de definir datas e referendar três nomes enviados pela comissão. Estes nomes, que integram a chamada lista tríplice, são enviados ao Ministério da Educação (MEC), que escolhe um dos três para o cargo. O problema este ano é que o antigo reitor da UFPR, Carlos Moreira Júnior, deixou o cargo para se candidatar à Prefeitura de Curitiba, ficando sua vice-reitora, Márcia Helena, à frente da Reitoria.

Desde então, o processo eleitoral virou um impasse: a eleição seria feita apenas para o cargo de reitor ou também para reitor e vice-reitor (chapas). Outro impasse é que até ontem a Comissão Paritária não se entendia com o Coun e insistia em fazer a consulta no dia 27 de agosto. A questão das chapas, defendida pela comissão, fez com que o Ministério Público Federal (MPF) interferisse no impasse. O MPF questionou o porquê da realização das eleições para reitor e vice, sendo que a única vaga em aberto era a de reitor.
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Fonte: jornal "Estado do Paraná" - 23/08/2008 * Repórter Mara Andrich

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Declaração do Presidente da Comissão Paritária de Consulta direta da Reitoria

Um comentário:
Publicamos abaixo o documento redigido pelo professor Emmanuel Appel, conhecido e respeitado docente do curso de Filosofia da UFPR, eleito em assembléia geral da APUFPR para a Comissão Paritária da Consulta da eleição da Reitoria e tornado Presidente dessa Comissão.


Por absurdas e oportunistas injunções políticas, pela ação golpista de membros da maioria circunstancial dessa CPC, o prof. Emmanuel passou a ser desconsiderado por aqueles membros, que se reúnem sem aviso prévio para tomar decisões à revelia. Em face disso, o prof. Emmanuel publicou Nota com seus esclarecimentos acerca da confusão imperante sobre a eleição da Reitoria da UFPR. Embora extenso, optamos por reproduzi-lo no todo, haja vista que à comunidade acadêmica importa conhecê-lo.

DECLARAÇÃO PÚBLICA
SOBRE O PROCESSO ELEITORAL NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ.
DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE DA COMISSÃO PARITÁRIA DE CONSULTA (COMISSÃO ELEITORAL PARA CONSULTA JUNTO À COMUNIDADE)
À PRESIDÊNCIA DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO E VICE-REITORA NO EXERCÍCIO DA REITORIA,
AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL/PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO ESTADO DO PARANÁ,
À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA
E À SOCIEDADE PARANAENSE E BRASILEIRA COMO UM TODO.

VENHO POR ESTE MEIO EXPOR O QUE SEGUE ABAIXO E SOLICITAR POR SUA GRAVIDADE AS DEVIDAS E URGENTES PROVIDÊNCIAS LEGAIS CABÍVEIS:

1) Ofícios dirigidos a diretores de setor e de instâncias suplementares, datados após o dia 5 de agosto (quando ocorreu, no período da tarde, a última reunião da Comissão) em nome da Comissão Paritária de Consulta por mim presidida, redigidos sem o meu conhecimento e/ou autorização, trazem assinatura de preposto, sem minha delegação, sobre o meu nome. Têm esses ofícios o intuito de induzir os destinatários a acreditar que o presidente da Comissão Paritária, eleito para integrá-la em assembléia especificamente convocada, concorda que a consulta à comunidade seja feita já no próximo dia 27 de agosto (tais ofícios solicitam que os destinatários designem "mesários e infra-estrutura - mesas, cadeiras, espaços, etc. - necessários para atender ao processo de consulta para Reitor e Vice-Reitor da UFPR a realizar-se no dia 27 de agosto de 2008"). Ora, sabemos todos que desde a reunião do COUN do dia 5 de agosto não há nenhuma data acordada para a escolha da nova Reitoria, não há nenhuma consulta marcada para o dia 27 de agosto. Para que não reste nenhuma dúvida acerca do encaminhamento que foi lido (por seu autor, o conselheiro professor Mauro Lacerda Santos Filho, também presidente da Comissão de Interlocução do COUN junto à Comissão Paritária de Consulta), discutido e aprovado por unanimidade naquela reunião, reproduzo-o ipsis literis:

*´´À luz dos novos fatos, considerar um reinício das discussões sobre o entendimento da morfologia da eleição a ser realizada, uma vez que o anseio das comunidades apresenta-se distinto do preconizado na letra da lei e na delegação do próprio conselho;

* Enviar a cada representação da comunidade o entendimento do conselho e buscar nas discussões destas entidades as diretrizes para garantir um novo posicionamento do conselho, inclusive quanto ao tipo de eleições, capilarizando de forma mais densa as regras, condicionando-as ao entendimento mais democrático possível;

* Desconsiderar a Resolução 79/08 pelo aparecimento deste novo entendimento (a eleição por chapa) que surgiu na comissão de consulta, buscando consolidá-lo a partir de um envolvimento mais aguerrido de toda a comunidade, buscando subsídios para a confecção de novas peças legais que realmente representem o desejo de todo o tecido social da UFPR, em todas as instâncias, consolidando o amadurecimento do processo democrático arduamente conquistado nos fastos históricos;

* Desconsiderar o cronograma apresentado inicialmente, por ser um calendário açodado por regras que impossibilitam discussões mais acirradas e profundas sobre o significado das eleições e as melhores ações para a sua realização;

* Com as atas das assembléias das comunidades envolvidas, escrever nova resolução com novo calendário que regulamente a eleição consoante o modelo almejado pela comunidade universitária de forma cordial e completa, amadurecendo cada item no senso de estabelecer as raízes duradouras de todo procedimento democrático;

* Comunicar ao senhor Ministro da Educação que o processo de escolha de novo reitor da UFPR encontra-se em uma rica fase de evolução democrática, demandando assim um período maior do que o preconizado nos ditames legais, rogando a Sua Excelência que conceda um prazo mais extenso para que esta discussão seja feita de forma ponderada e que o resultado seja uma realidade marcante de amadurecimento político deste respeitado educandário``.

2) Em ofício datado de 12 de agosto, dirigido à reitora em exercício, com signatários que se autodenominam como da Comissão Paritária, sem o meu nome e minha assinatura (e tampouco o nome e a assinatura do professor Ricardo Costa de Oliveira, também membro da Comissão eleito em assembléia especificamente convocada), informam que esta Comissão "que teve seu mandato referendado pela Res. 83/08 – COUN, no exercício pleno deste mandato, por unanimidade dos integrantes presentes na reunião ordinária de 11 de agosto de 2008" (sic!), decidiu pela manutenção plena das normas publicadas no dia 31 de julho de 2008! Ora, como essas normas são as mesmas que levaram o Conselho Universitário, na reunião do dia 5 de agosto, a suspender a vigência da Resolução 79/08 e estabelecer, pela Resolução 83/08, o dia 28 de agosto como prazo final (portanto após mais de três semanas, contadas desde cinco de agosto, de procedimentos democráticos, claramente estabelecidos pelo encaminhamento do professor Mauro Lacerda Santos Filho, lido, discutido e aprovado por unanimidade pelo COUN naquela reunião) carecem da legitimidade, pois não foram "condicionadas ao entendimento mais democrático possível, não foram "capilarizadas de forma mais densa" nem "consolidadas a partir de um envolvimento mais aguerrido de toda a comunidade". O ofício, com signatários também ilegítimos, pois nenhum deles foi escolhido em assembléias, apenas indicados pelas diretorias de suas entidades, configura assim claro confisco do direito inalienável da comunidade da universidade pública se pronunciar sobre o processo eleitoral. Mais ainda: pela Resolução 83/08 as normas devidamente subsidiadas pelo "desejo de todo o tecido social da UFPR, em todas as suas instâncias, consolidando o amadurecimento do processo democrático arduamente conquistado nos fastos históricos", devem ser apresentadas no dia 28 de agosto. Como as normas foram mantidas pelo ofício dirigido a reitora em exercício, datado de mais de duas semanas antes, constitui-se em prova evidente da não implementação dos procedimentos democráticos. A intenção do ofício revela-se com toda a sua clareza: impedir que as normas, após a implementação dos procedimentos democráticos, incluam necessariamente as novas datas de todo o processo eleitoral, aí incluída a nova data da consulta à comunidade.
Observe-se ainda que, caso esta Comissão tivesse o seu mandato referendado pela Resolução 83/08 do COUN, estaria submetida à Lei n 9.192, de 21/12/1995, em especial ao seu artigo 16, inciso III, que diz com toda a clareza: "em caso de consulta prévia à comunidade universitária, nos termos estabelecidos pelo colegiado máximo da instituição, prevalecerão a vontade uninominal e o peso de setenta por cento para a manifestação do pessoal docente em relação à das demais categorias".

3) Duas notas que se intitulam de esclarecimento, publicadas hoje nos sites da Apufpr-SSind e do Sinditest-Pr, mas que na verdade são de obscurecimento, constituem parte de toda esta operação. Senão vejamos: a primeira, da presidência da Apufpr, quando diz em seu terceiro parágrafo "em virtude da renúncia de dois membros indicados pela nossa Assembléia, a diretoria da APUFPR no intuito de manter a continuidade do processo em curso, enviou à comissão paritária de consulta o nome de dois docentes para exercerem a função nas vagas remanescentes", deixa de anotar que a primeira renúncia, a do Prof. Carlos José de Mesquita Siqueira, ocorreu em 10 de julho, logo no início dos trabalhos da Comissão Paritária (tendo sido o Prof. Siqueira primeiramente substituído pelo professor Wilson de Alcântara Soares e, em seguida, com a renúncia do Prof. Soares uma semana após ter assumido, pela própria presidenta da Apufpr, professora Arislete Dantas de Aquino, ambos necessariamente ad referendum de uma nova assembléia a ser convocada já na primeira semana do reinício das aulas) e que a segunda renúncia, a do Prof. Carlos Alberto de Ávila ocorrida em fins de julho, foi formalizada em 1º de agosto. Se também se pode ler, no último parágrafo desta mesma nota, que "a posição da entidade é a de manter e primar pela isenção e neutralidade a todos os candidatos, atuando nos objetivos comuns de toda a comunidade (docentes, servidores técnico-administrativos e discentes), quais sejam o de assegurar um pleito justo, correto e isento, garantindo a todos o direito da sua livre expressão e vontade na escolha de forma democrática e legítima dos dirigentes da UFPR para os próximos 4 anos", esta proclamação de neutralidade e isenção não dispensaria, antes exigiria a convocação da assembléia (e não só para referendar o nome da Profa. Arislete e eleger o substituto do Prof. Ávila, também para assegurar que todos os professores membros da Comissão, presentes na reunião de 31 de julho que aprovou as normas, votaram conforme o decidido em assembléia e, sobretudo, para dar início ao encaminhamento do Prof. Mauro Lacerda Santos Filho, aprovado por unanimidade pelo COUN em sua reunião de 5 de agosto). Quanto ao lamento, no quarto parágrafo, pela atitude do Senhor Presidente da Comissão Paritária de Consulta "de abandonar as atividades e reuniões da comissão, sem qualquer atenção, respeito e justificativa aos seus pares que o conduziram a esta posição", haverá quem na universidade, atento aos acontecimentos, o credite como verdadeiro? Quem não saiba do assalto praticado contra a comissão? Haverá hoje quem na universidade ainda imagine possível "assegurar um pleito justo, correto e isento" sem a recomposição da Comissão Paritária?
Então a comunidade universitária não sabe que o sentido da assembléia especificamente convocada, sua exigência, sua razão de ser, é exatamente a de se contrapor à representação, às diretorias eleitas? O recurso à assembléia, instância de controle sobre a marcha das decisões e garantia de uma maior participação ideológica (na universidade há quem duvide que a pluralidade ideológica lhe seja inerente?), sempre teve como pressuposto considerá-la o único lugar do verdadeiro poder de decisão. Não há quem não saiba que a assembléia está acima das diretorias das entidades eleitas. Não nos encontramos mais na calada das férias. Desde 28 de julho, quando se deu o reinício das aulas, não há mais desculpas para não se encaminhar a recomposição da Comissão podendo-se com este objetivo inclusive optar pela convocação de uma assembléia comunitária.

Pelas razões acima a nota no site do Sinditest não tem qualquer validade. Se tivesse, seria possível contestá-la em cada um de seus pontos, inclusive o último, pois a dita reunião com os membros da Comissão de Interlocução do COUN, realizada ontem, 14 de agosto, no final da tarde, não passou de uma conversa informal - tendo sido esta informalidade obrigatoriamente aprovada pelos presentes, entre os quais representantes de candidatos a reitor e vice-reitor, de candidato a reitor, de presidente de entidade que não é mais membro da Comissão, de novos membros da Comissão indicados por quem de membro da Comissão passou a presidente de entidade, de vice-presidente que até então se apresentava como da Comissão, de membro da Comissão de Interlocução designado por portaria da UFPR que também assina como membro da Comissão Paritária, dentre outros – convocada também informalmente pela Secretaria de Órgãos Colegiados para se tentar buscar um entendimento que não houve e que não ocorrerá sem que se empreste legitimidade à Comissão e, consequentemente, às decisões e encaminhamentos do processo eleitoral.

Curitiba, 15 de agosto de 2008

Emmanuel José Appel
Presidente da Comissão Paritária de Consulta
Professor do Departamento de Filosofia da UFPR

Sinditest zakiando

4 comentários:

Formigóides nero-messiânicos acolhem o tucano reitorável. O amor é mesmo lindo nesse grande acordo Zaki/Dr. Neris/Messias/Roseli/Kachel/PSol.

Eletrizantes cenas de campanha

6 comentários:

Um antigo militante da esquerda petista ouve desolado a peroração insípida do candidato tucanófilo à Reitoria, durante um esvaziado "Café dos Aposentados", patrocinado em consórcio com a diretoria sindical simpática ao reitorável.



Pois é, pessoal, tempo houve em que certa esquerda pensava um projeto novo para o país. Agora não pensa mais sequer projeto para a Universidade Pública e se contenta com as soluções gerenciais do miraculoso "planejamento estratégico".

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Direção do SINDITEST apóia Zaki

13 comentários:

Ainda não tinha entendido? Alguma dúvida? Tanto empenho por apressar a consulta direta sobre a Reitoria? Pois aí está o vice-presidente da Comissão Paritária de Consulta no maior chamego com o candidato que pinta como favorito...

A foto acima esclarece tudo. O presidente de fato do Sinditest - porque o outro faz mais figuração, praticamente não tem mais voto no HC e abaixa a cabeça - está aí de peito aberto e terninho fechado, fechadíssimo com o reitorável campeão de cursos pagos da UFPR.

Agora entendemos.

O bacharel não conseguiu ainda o aval da OAB mas espera uma boa sinecura do carequinha.

domingo, 17 de agosto de 2008

Dirigente da CTB na Comissão de Supervisão da carreira dos técnico-administrativos

Um comentário:
A companheira Fátima dos Reis ("Fatinha"), dirigente nacional da FAsUBRA e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-CTB, foi designada por portaria ministerial para integrar a CNS (Comissão Nacional de Supervisão da carreira dos trabalhadores em Educação). Fatinha é servidora de cargo de nível superior da Univ. Federal de Goiás, tem estudado a melhor forma de otimizar o novo Plano de Carreira dos TA e como resolver problemas que sua implantação criou, destacadamente o que se refere ao pessoal NS que teve salários congelados pelo VBC. Com certeza, ela será uma voz dentro da CNS para defender com base em princípios os interesses de toda a categoria técnico-administrativa.

Veja abaixo a Portaria:


GABINETE DO MINISTRO

PORTARIA DE 28 DE JULHO DE 2008

O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições e considerando o disposto no art. 22 da Lei 11.091, de 12 de janeiro de 2005 e o estabelecido na Portaria/MEC nº 655, de 1º de março de 2005, resolve:

Art. 1º Designar para compor a Comissão Nacional de Supervisão da Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, os seguintes membros:

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - MEC
Titulares:
Maria Ieda Costa Diniz
Marcos Aurélio Souza Brito
Gleisson Cardoso Rubin
Dulce Maria Tristão
Suplente:
Maria Beatriz Araújo Brito Galarraga


ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS DIRIGENTES DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO SUPERIOR - ANDIFES
Titulares:
Ricardo Motta Miranda
Flávio Antônio dos Santos
Suplente:
Marco Aurélio Leite Nunes


CONSELHO DE DIRIGENTES DOS CENTROS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA - CONCEFET
Titular:
Silvana Maria Ribeiro Pereira
Suplente:
João Pacheco de Souza


CONSELHO DAS ESCOLAS AGROTÉCNICAS FEDERAIS - CONEAF
Titular:
Fábio Franzon
Suplente:
Eric Fabiano Esteves


FEDERAÇÃO DE SINDICATOS DE TRABALHADORES DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS - FASUBRA
Titulares:
Paulo Henrique Rodrigues dos Santos
Vânia Helena Gonçalves
Fátima dos Reis
Loiva Isabel Marques Chansis
Marcelo Rosa Pereira
Suplentes:
Cenira Soares da Matta
Tônia Cunha Duarte da Silva
Agnaldo Fernandes


SINDICATO NACIONAL DOS SERVIDORES FEDERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA E PROFISSIONAL - SINASEFE
Titulares:
Ivelise Socorro de Oliveira
Hélio Eugênio de Almeida
Márcio Luis Bastos da Silva
Suplentes:
Josemar Clemente de Almeida
Willian do Nascimento Carvalho


Art. 2º - Esta portaria entra em vigor a partir de sua publicação, ficando revogada a Portaria no 1.172, de 19 de junho de 2006, publicada no Diário Oficial da União de 20 de junho de 2006, Seção 2, pág. 14.

FERNANDO HADDAD

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A casa-da-mae-joana no controle da UFPR

9 comentários:
A sucessão na Reitoria da UFPR este ano é deveras diferente de todas as anteriores. Transcorre numa situação excepcional, após um reitor desordenadamente abandonar seu mandato a meio do caminho, e quase na entrada das férias de julho.

Forma-se a tradicional Comissão Paritária de Consulta (CPC), em princípios de julho. Mas, já de cara, a maioria de seus membros carecem de maior legitimidade democrática, pois não foram tirados no forum plural de uma assembléia amplamente convocada, exceção feita aos professores. Os técnicos e alunos, indicados por instâncias restritas, não representam a pluralidade de opiniões de suas respectivas categorias.

Ao mesmo tempo, o Conselho Universitário (COUN) principia sua ação com um equívoco, que só vai corrrigir 1 mês depois: acha que pode ditar prazos e regras para as entidades que tradicionalmente organizam a eleição direta.

Desses elementos forma-se um ambiente no qual brota uma profusão de desentendimentos e confusões. De um lado, a CPC pedia mais prazo para os debates e a eleição, do outro o COUN inicialmente não quer conceder. Enquanto o COUN definia a eleição apenas para reitor, a CPC exigia para reitor e vice.

Até que a CPC, em 31/7, publicou suas normas com um cronograma, determinando eleição por chapa completa no dia 27/8. O COUN, percebendo corretamente haver necessidade de maiores entendimentos, decide em 5/8 propor um adiamento de todo o processo. Com isso, a data mais propícia para a eleição poderia ser achada e muito mais debates poderiam ocorrer, esclarecendo melhor a comunidade universitária.

As diretorias das entidades reagem ao adiamento já no dia 6/8 e levam a maioria dos membros da CPC a afirmar que a consulta direta marcada para 27/8 será feita de qualquer maneira, jogando no lixo o aceno do COUN por mais entendimentos. O presidente da CPC, prof. Emmanuel Appel, entende o adiamento proposto pelo COUN como interessante para uma realização plenamente democrática da consulta, mas, a partir daí, é isolado pelos membros técnicos e alunos da CPC, que, em maioria, começam a tomar decisões a seu bel-prazer, sem sequer consultar o prof. Appel.

Membros dos técnicos são trocados conforme o arbítrio único da Diretoria do Sinditest. Os alunos indicados pela Direção do DCE revezam-se, como se ninguém fosse membro fixo da CPC e sequer indicados por assembléias. A Direção da APUFPR também resolve nomear professores para a CPC conforme sua conveniência política, igualmente sem o crivo de uma assembléia plural. Nesse rodízio de membros, as decisões são tomadas sem maior cuidado com procedimentos democráticos. Por exemplo, a CPC afirmava ser o prazo finalíssimo para inscrição de chapas o dia 6/8, mas um subgrupo da CPC, excluindo o seu presidente Emmanuel Appel, envia um ofício em 8/8 aos professores Bracarense e Bona, estendendo - somente para eles - o prazo para que inscrevam suas chapas até o dia 11/8! Um outro ofício, supostamente da lavra dessa "CPC" rotatória, usando sem consentimento o nome do prof. Appel e exibindo apenas uma rubrica ilegível, solicita materiais da imprensa universitária, como se tudo estivesse na maior normalidade e isso não cheirasse a falsidade ideológica.

Para dar uma aura de legitimidade democrática aos diretores do Sinditest indicados para a CPC, a diretoria dessa entidade convoca às escondidas uma assembléia geral e somente divulga a convocatória na internet menos de duas horas antes do começo da própria. Um servidor que se prestou a capacho da manobrista diretoria do Sinditest propõe meramente referendar, sem discusssão ou apresentação de outros nomes, os diretores sinditestianos já presentes na CPC e todas as suas decisões, consumando a pantomima de "democracia".

E assim a CPC foi aos poucos tomando ares de casa-da-mãe-joana, com atitudes e elementos aliás que fazem lembrar a origem histórica dessa gíria... E é essa Comissão de coroneizinhos estudantis e sindicais que se arroga organizar uma consulta direta séria numa comunidade acadêmica de três dezenas de milhares, pretendendo que daí surja o novo reitor da UFPR, num processo a ser engolido com ou sem farinha pelo Conselho Universitário.

Aos membros do COUN, a começar da vacilante reitora, está colocado o repto de mostrar o grau de ética, dignidade e compromisso realmente democrático de cada um, quando a joanina maioria da CPC a eles se dirigir com o resultado apurado no simulacro eleitoral do dia 27.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

A reunião do amém

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Diretoria do SINDITEST faz assembléia sem avisar, cerceia o debate amplo e impõe posicionamento de confronto total que piora o impasse na eleição da Reitoria.

Oito e trinta da manhã de terça-feira, 12/08, o Sinditest anuncia em sua página de internet e por email – pela primeira vez num veículo público - que dali a 1,5 hora começaria uma Assembléia Geral, no HC. Na pauta um tópico importante com estranha redação: “Eleição de reitor e a tentativa de golpe”.

Aí ficou evidente: uma “assembléia” chamada na surdina, descumprindo o Estatuto sindical (artigo 8, clique aqui para conferir), avisada com antecedência só para os amigos do presidente do sindicato e seu vice-pastor Dr. Neris. Só para inglês ver, imprimiram um panfleto de última hora e botaram o aviso na internet... Devidamente “preparada” para aprovar um prato-feito ao gosto da arrogância da Diretoria. Visando a calar o justo reclamo da Oposição Sindical por consulta à base, por democracia efetiva no preparo da eleição da Reitoria. Mas não calarão a Oposição com essa patética encenação! Encenação à qual apelidaremos de “acembléia”, pelo seu vício de origem.

Na discussão do tópico sobre a eleição de reitor, nessa Acembléia, foi possível ver como vários servidores presentes não estavam a par das várias polêmicas, a exemplo do colega Raimundo, que defendeu que somente se votasse para reitor e não para vice. Algumas outras falas questionaram que aquela era a primeira ocasião em que a base tomava ciência do que se passava e portanto merecia debates mais aprofundados. Uma das falas de membros da Oposição Avançar na Luta foi na defesa da busca do entendimento entre CoUn e Comissão de Entidades, pois a recusa de diálogo entre as duas instâncias, a intransigência somente aprofunda o confronto e trará uma crise.

Indiferentes a qualquer apelo por mais diálogo, mais debate e mais democracia, os diretores do Sinditest e os apoiadores do candidato Zaki Akel ali presentes, discursaram suas bravatas no sentido de que ignoram qualquer adiamento proposto pelo CoUn e farão sua consulta direta em 27/8 custe o que custar, exigindo que a seguir o CoUn aceite o resultado na marra.

Coube aliás a um soldado Zakista de primeira hora, o servidor Valter Maier, defender a proposta de que a plenária apenas referendasse os diretores do Sinditest indicados (desde começo de julho) para a Comissão de Consulta e inclusive todas as normas eleitorais que esses redigiram até agora. Era a hora do amém. A proposta alternativa ao fechamento total do debate - formulada pela Oposição Sindical Avançar na Luta - era prosseguir a discussão em nova assembléia, na semana vindoura.

Num total de 22 votantes, dezessete votos - dados por diretores sindicais “Para Todos” e por Zakistas - rechaçaram a continuação do debate e a busca do entendimento entre entidades e COUN. Por ora, prevalece a aposta irresponsável no confronto e na crise. Às 12:20 encerrou-se a Acembléia do Amém, com o presidente Wilson Messias propondo um voto de louvor aos candidatos Zaki e Cid por suas inscrições terem significado, politicamente, o desprezo pela atitude do conjunto dos conselheiros do COUN.

A Acembleia do Amém ao Nero-messianismo foi útil por revelar ainda mais quem é quem, quem lambe botas da situação e quem é Oposição de verdade no Sinditest.

Esta Oposição, não calarão.

sábado, 9 de agosto de 2008

Esclarecimento da Direção do Setor de Ciências Biológicas sobre a eleição da Reitoria

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A nota a seguir foi redigida pelos diretores do Setor de Ciências Biológicas da UFPR e veiculada por email à comunidade daquele setor. Com o consentimento dos autores, reproduzimos seu conteúdo que ajuda a esclarecer a UFPR sobre o impasse em que se encontra o processo de escolha da Reitoria, neste momento porque as autoritárias Diretorias do SINDITEST e da APUFPR preferem ignorar a abertura de prazo para diálogo proposta pelo COUN e imaginam poder realizar uma eleição direta a ferro e fogo.
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NOTA DE ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE DO SETOR DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

À comunidade Setorial

Em razão das desinformações que vêm sendo divulgadas por listas de e-mail e imprensa externa referentes a processo de consulta a Comunidade para escolha de Reitor e como membro do COUN, gostaria de esclarecer o seguinte:

1. O COUN aprovou, por ampla maioria, a Resolução 79/08 que continha as normas gerais do processo de escolha para o cargo de Reitor. Os termos desta resolução foram acordados entre Comissão do COUN e as entidades APUFPR, SINDITEST e DCE;

2. Esta resolução regulou, entre outros aspectos, a delegação para uma Comissão Paritária do detalhamento dos procedimentos da consulta para Reitor no dia 20/8;

3. A Comissão foi formada por representantes das três categorias, indicados da seguinte forma: APUFPR, por assembléia; SINDITEST, indicados pela diretoria; e DCE, por indicação do conselho de entidades de base. No caso da APUFPR, a posição dos docentes foi discutida e aprovada em assembléia, por unanimidade;

4. Em reunião posterior, a Comissão Paritária solicitou prorrogação dos prazos de inscrição tendo em vista dificuldades na organização e/ou definição das normas detalhadas do processo. A divulgação destas normas foi no 31/7 p.p.;

5. A Comissão do COUN de acompanhamento do processo de consulta, solicitou ao Conselho Pleno a suspensão da Res. 79/08 e do processo, tendo em vista a total divergência entre as normas divulgadas pela comissão paritária (que previa a eleição para Reitor e Vice-Reitor) e a resolução do COUN. Em reunião com a presença de esmagadora maioria dos 54 membros do COUN, Conselheiros representantes das três categorias, além de representantes da comissão paritária e das entidades, inclusive sendo franqueada a palavra, foi aprovada por UNANIMIDADE a suspensão do processo para que fosse possibilitada a revisão da resolução buscando claramente um consenso.

6. Surpreendentemente fomos todos despertados na quarta-feira com um grave retrocesso nesta busca de consenso, com a deliberação de parte da comissão paritária de manutenção do cronograma do processo, inclusive com a acusação leviana ao COUN de virada de mesa, o que é inconcebível para uma decisão por UNANIMIDADE.

7. Procuraremos manter a Comunidade Setorial informada dos desdobramentos deste processo e para isso nos colocamos a disposição.

Certo de que a serenidade ainda deverá sobrepujar.

Atenciosamente,

Prof. Marcelo Aranha e Prof. Luiz Claudio
Conselheiros do COUN



quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O descaso com a democracia na Universidade

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"Temos coisas mais importantes no Sindicato para fazer do que organizar a eleição da Reitoria".

Mais ou menos nesses termos pronunciou-se o vice-presidente do Sinditest, o Dr. Antonio Neris, igualmente vice-presidente da Comissão Paritária de Consulta, organizadora da eleição direta da reitoria da UFPR, em reunião realizada na tarde de ontem.

Esse é o representante dos servidores técnico-administrativos, manifestando-se sobre o processo democrático de escolha de dirigentes da UFPR. Representante indicado pela "egrégia" Diretoria do Sinditest.

Esse é o nível de respeito que tal pessoa revela por uma conquista democrática arrancada contra a ditadura militar nos anos 80 do século XX.

Palmas para ele e para suas prioridades político-sindicais...

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Assembléia no terreiro do Sinditest não!!

4 comentários:
Pude assistir à parte final da sessão do CoUn que propôs o adiamento do processo eleitoral da Reitoria. A sessão não era restrita aos membros do Conselho e havia professores e técnicos não-membros do CoUn presentes. Entre eles o presidente do Sinditest.


Quando a questão do adiamento já estava praticamente aprovada, a conselheira Maria Tarcisa, diretora do Setor de Ciências Humanas, propôs que as categorias da comunidade universitária discutissem a fundo as novas datas e as regras através de assembléias.



Bastou soar a palavrinha "assembléia" para o presidente do Sinditest pular ao microfone para corrigir a professora Tarcisa e a reitora Márcia forçando a que excluíssem do texto da decisão do CoUn o termo que parece ultimamente provocar alergias na diretoria do sindicato, a qual prefere decidir tudo sozinha. Com essa patética intervenção numa sessão do CoUn, a base dos servidores recebe mais uma demonstração do tipo de "democracia" sindical praticada pela gestão "Sindicato Para-Todos".


Para Todos? Para Todos ?? Para Todos ???


Mesmo assim, ao final, os conselheiros Paulo Bracarense (professor) e Ligia Setenareski (servidora técnica) falaram no sentido de que o CoUn recomenda que cada entidade promova a forma mais democrática possível de debate com suas bases. Calaram Wilson Messias e sua trupe para-todista, que se obrigaram a ficar resmungando num canto da Sala dos Conselhos.

CoUn propõe adiamento da eleição da Reitoria

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Por unanimidade, o Conselho Universitário da UFPR deliberou na sessão de hoje suspender sua Resolução acerca da sucessão na Reitoria e recomendar à Comissão Paritária de Consulta das entidades (CPC) que também reconsidere algumas decisões, como as relativas ao calendário da eleição direta. O não entendimento entre CoUn e CPC sobre as datas e algumas normas do Regimento publicado pela CPC, que poderiam levar as duas instâncias a um desnecessário confronto, fez com que os conselheiros optassem por essa decisão prudente.

Desse modo, a discussão nas entidades deve ser reaberta, bem como as conversações entre a CPC e a Comissão de interlocução do CoUn. Disto poderá partir um entendimento que seja reapresentado ao CoUn na sessão plenária marcada para 28 de agosto. Enquanto isso, a Reitoria se encarregará de esclarecer o MEC e solicitar que aguarde o desfecho do processo para receber a lista tríplice.

O CoUn recomendou às direções do DCE, APUFPR e SINDITEST que aproveitem a dilatação de prazos para promover o debate com suas bases da forma mais democrática possível, inclusive por assembléias gerais, pois agora a comunidade dispõe de 3 semanas para fazer isso.
Na tarde de hoje ainda, a CPC realiza reunião para avaliar o resultado da sessão matinal do CoUn e tirar orientações para as categorias.

Tucanismo na UFPR não!

2 comentários:

Já falamos aqui de sabonetes. Para aludir a quem quer disputar a Reitoria da UFPR, mas sequer publica em forma impressa ou na internet o que pensa sobre a universidade, prometendo agradar a todos com discursinho simpático para esconder seu viés politicamente conservador e desafinado com mudanças progressistas para a Universidade Pública e Gratuita. Quem compôs a banda de direita na heterogênea gestão Moreira 2002-2006.


Aqui, desde já, manifestamos nossa opinião frontalmente contrária a que também a UFPR seja conquistada pela onda tucano-conservadora que já domina a Prefeitura de Curitiba há algumas gestões. O Movimento Avançar na Luta quer que a UFPR assuma seu papel acadêmico, intelectual, político e social como fator institucional indispensável para contribuir no desenvolvimento do Paraná e do Brasil num rumo superador do esquema neoliberal. A favor da preservação desse paralisante esquema estão tucanos, sabonetes similares e até alguns oportunistas ainda filiados ao PT. Nós queremos outra opção no comando da Reitoria.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Fundação de Direito Privado no HC continua avançando no Congresso

2 comentários:
Enquanto o SINDITEST se contenta em fazer na quarta-feira, 6/8, um protesto intramuros junto com alguns centro acadêmicos da área da saúde, o Projeto de Lei 92/07 - instituidor das Fundações de Direito Privado, inclusive para hospitais universitários - avança em sua aprovação nas instâncias da Câmara de Deputados.

O PL 92/07 está na pauta da reunião de terça, 5/8, da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal-CCJ (clique aqui para ver toda a pauta). Seu relator é o dep. Tadeu Filippelli (PMDB-DF), que já escreveu seu parecer favorável ao Projeto.


Mantém-se a resistência de alguns parlamentares da esquerda, com destaque para a dep. Alice Portugal (PCdoB-Bahia), que apresentou reclamação à Mesa da Câmara dos Deputados para demonstrar que a Comissão de Trabalho da Casa (CTASP) usurpou de suas atribuições em relação à matéria ao incluir no texto a possibilidade de criar as Fundações na área de educação e pesquisa (caso do HC). Mesmo com esse protesto, se a CCJ aprovar o parecer do dep. Fillipelli, o PL 92/07 deve em seguida rumar para a votação final de todos os deputados federais no Plenário da Câmara, onde é muito grande a chance de ser aprovado.


Por isto, voltamos a insistir: somente se pode ter esperança de rechaçar a entrada da Fundação de Direito Privado com uma amplíssima frente de lideranças e entidades da sociedade civil contrária à privatização camuflada dos hospitais universitários e se os sindicatos souberem cercar, cobrar e pressionar cada deputado federal em seu estado natal.


Infelizmente, não é esse tipo de movimentação que o SINDITEST está fazendo nem esboça querer fazer. Mais parece que seus atuais diretores, embora se esmerem em discursinhos radicais, na prática real aceitam conformados a transformação do HC em uma instituição desvinculada da UFPR, sob comando não-público e com a estabilidade funcional de seus servidores amplamente ameaçada.

CoUn examina as normas da eleição de reitor feitas pela Comissão de entidades

Um comentário:
Os conselheiros da máxima instância decisória da UFPR foram novamente chamados pela reitora em exercício Márcia Mendonça para analisarem o processo sucessório da Reitoria, depois que, semana passada, a Comissão Paritária das entidades (CPC) publicou o seu Regimento Eleitoral. A sessão do CoUn ocorrerá na manhã de terça-feira, 5/8.


Um ponto polêmico desse Regimento feito pelas entidades, como se sabe, é a exigência de que pretendentes ao comando da gestão 2008-2012 da UFPR inscrevam-se em chapa completa (reitor e vice) para poderem participar da eleição direta marcada para 27 de agosto. As entidades esclarecem que a eleição agora de um vice não vai no sentido de questionar o tempo de mandato da vice-reitora Márcia, pois esta tem direito a completar o seu mandato de vice até abril de 2010, e somente depois disso o vice eleito este ano poderia assumir. Mesmo assim, há resistências de professores sobre esse ponto definido pelas entidades.


Em resumo, a situação mantém um bom grau de confusão, de incertezas... Quem já se apresentou como candidato, ainda não sabe se realmente terá de providenciar um vice, e também se o calendário eleitoral se mantém diante dessas dúvidas. Isto talvez leve ao surgimento da proposta de dar-se mais tempo para que CoUn e entidades acertem seus entendimentos, um adiamento de todo o processo para que a própria comunidade acadêmica consiga engajar-se ativamente para votar e para conhecer mais de perto os programas político-administrativos das candidaturas. Com efeito, um adiamento de algumas semanas seria benéfico para a democracia dentro da UFPR. Enquanto isso, o MEC pode esperar para receber a lista tríplice.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Publicadas as normas da eleição direta da Reitoria. E agora, CoUn?

Um comentário:
Ontem, 31/7, conforme anunciado, a Comissão Paritária de Consulta (CPC), formada por DCE, APUFPR e SINDITEST, tornou pública a redação final do Regimento que regula a eleição direta para a nova administração central da UFPR. O documento pode ser copiado dos sites do SINDITEST (clique aqui), da APUFPR e do DCE.


Já se conhecia de antemão, mas isso confirmou que a CPC somente aceitará que se inscrevam para disputar o sufrágio de toda a comunidade acadêmica candidaturas em chapa de reitor com seu vice. O disposto por uma resolução de julho do Conselho Universitário (CoUn), de que a eleição fosse apenas para reitor, fica assim ignorado.


E agora, como procederá o CoUn? Sabe-se que uma sessão do Conselho será marcada para segunda ou terça-feira da semana vindoura, para debater a situação. Esperamos que a maioria dos conselheiros mantenham o bom senso e não abram um conflito com a disposição das entidades organizadoras do pleito democrático. E que os candidatos hoje ainda "solteiros" providenciem seus candidatos a vice, sem o que não poderão submeter-se ao voto direto e secreto da comunidade.