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Luta sem trégua contra o governo usurpador

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Joaozinho-Sabe-Nada fica sem cerveja na faixa da chapa do reitor eleito

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O perfil anônimo (fake) do Facebook chamado “Joãozinho Sabe Tudo” (JST), que é um coletivo de dois, já publicou reclamação logo depois da posse do reitor Ricardo Marcelo. Apesar de ter sido militante exacerbado da campanha do reitor Ricardo contra o candidato Marcos Sunye.

Finda a posse na sessão do CoUn, cerca de 11 da noite da segunda-feira (19/12), com queima de fogos para assustar a cachorrada da vizinhança, a galera naturalmente resolveu celebrar mais. Aí entrou a diferenciação.

Segundo Joãozinho ST, todos deveriam ir para o bar “Ponto Final” (bairro São Francisco) e muitos foram para lá, mas a dupla eleita Ricardo/Graciela não apareceu. Depois souberam que uma faixa selecionada de alguns docentes, técnicos e estudantes foram ao “Batel Grill”, um point mais seleto e livre dos puxa-sacos do “andar de baixo”, que querem cargo.

Relata o onisciente JST em sua postagem de ontem no Facebook:

“Aqueles que fizeram parte da campanha para a eleição de RM e GB foram convidados a festejar no Bar “Ponto Final”, com a cortesia da casa em não cobrar o couvert. (...) Muitos estudantes e técnicos. Quase nenhum professor. E os dois que eram a razão do evento para serem homenageados e abraçados não apareciam. Muitos professores, alguns estudantes e técnicos escolhidos a dedo estavam em outro local: “Batel Grill”. Onde foi servido um bom rega-bofe. Toda a nova equipe dirigente da UFPR lá se encontrava. O reitor e a vice-reitora também.”

Aí, o JST reclama, e até diz que houve uma discriminação do tipo “Casa Grande x Senzala”. Quer dizer, JST já se está achando na senzala? Logo ele, que tanto fez pela campanha de Ricardo, está agora desconsiderado... Morremos de pena do JST não poder curtir na faixa os filés e brejas do Batel Grill! Oh, dó!
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Prezados/as, necessária atualização. às 09h20, em face de comentários divergentes sobre a presença do reitor Ricardo nas comemorações, relatadas no Facebook, como estas:

Rafael Julião. Caro Sabetudo: melhor dar uma chamada geral nos investigadores do coletivo, que andam atrás de pistas erradas: 1) não houve nada no Batel Grill, e o RM não estava lá; 2) não houve comemoração "oficial" ou da casa grande, mas várias comemorações isoladas - de professores, técnicos e estudantes - às quais o RM buscou comparecer - a todas, aliás- para prestigiar os amigos e apoiadores; 3) o RM esteve no Ponto Final sim, e comemorou com toda a galera, conforme se pode constatar facilmente através de fotos da noite.
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Tuany Baron No mínimo é curiosa essa postagem. Sugiro mudar o nome para Coletivo de Investigadores Joãozinho SabeNADA. Ou então mudar de fontes e investigadores. Após a cerimônia oficial de posse, estive no bar Ponto Final. Lá realmente encontrei muitos técnicos e servidores, como também diversos professores e, para sua surpresa, o Reitor recém-empossado. O Reitor que, a despeito de todos os compromissos de uma agenda atribulada naquele dia e a despeito do próprio cansaço, fez questão de estar presente entre aqueles que formaram sua base de apoio. Não faltou sensibilidade ao Reitor, mas faltou informação para o Coletivo. E foi lá, no Ponto Final, que a "nova nata" e a tal "senzala" romperam as supostas barreiras e comemoram juntas o início de uma construção universitária plural. Para usar a obra de referência aqui, é bom lembrar que Freyre parte de uma visão senhorial de mundo, mas conhecendo o Professor Ricardo Marcelo Fonseca enquanto Professor e enquanto Diretor de Setor lhe garanto que fazer uma leitura senhorial da sua posição enquanto Reitor, como aqui se pretende, só fará com que sejam repetidos vergonhosos equívocos. Deixo abaixo a foto que tiramos naquela noite. Talvez eu nem precisasse dizer nada do que disse, já que a imagem fala por si.

Defesa de Lula diz que Lava Jato atingiu “grau de loucura” em mais recente denúncia

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A Lava Jato abriu um processo contra Lula por ele não ter recebido um terreno, que segundo a operação, seria destinado ao Instituto Lula. A Lava Jato reconhece, porque é impossível não reconhecer, que o terreno não é nem nunca foi do Instituto Lula ou de Lula. É o grau de loucura que a Lava Jato chegou na sua perseguição contra o ex-presidente.

Ao invés de investigar e apresentar denúncias sobre delitos reais, e após fechar acordos que tiraram da cadeia pessoas que receberam dezenas de milhões em desvios da Petrobras, persegue delitos que só existem na imaginação de Power Point de alguns promotores, e ficam atribuindo imóveis que não são de Lula para o ex-presidente. E o juiz Sérgio Moro aceita uma denúncia absurda dessas em poucos dias, porque o importante é gerar manchete de jornal e impedir Lula de ser candidato em 2018. Abaixo, nota enviada para a Folha de S. Paulo:

“Não comentamos supostas delações. Delações não são prova, quanto mais supostas delações. O ex-presidente não solicitou nenhuma vantagem indevida e sempre agiu dentro da lei. O terreno nunca foi do Instituto Lula e tampouco foi colocado à sua disposição. O imóvel pertence a empresa particular que lá constrói uma revenda de automóveis. Tem dono e uso conhecido. Ou seja, a Lava Jato acusa como se fosse vantagem particular de Lula um terreno que ele nunca recebeu, nem o Instituto — que não é propriedade de Lula, nem pode ser tratado como tal, porque o Instituto Lula tem uma personalidade jurídica própria. Todas as doações feitas ao Instituto Lula estão devidamente registradas e foram feitas dentro da lei.”
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Fonte: Site do Lula

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O zeitgeist de Daltro Filho e o ilusório de Ricardo Marcelo

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Em seu bom discurso de posse na Reitoria da UFPR, o professor Ricardo Marcelo a certa altura citou trechos da fala do militar Daltro Filho quando da fundação da Universidade em 19/12/1912, nos quais se expressava a repulsa daquele fundador às ideias de pluralidade e de miscigenação.  Era próprio da então elite paranaense do começo do século 20 ver com fortes objeções qualquer participação de mestiços, de negros, de mulheres e pobres em geral nas questões do "andar de cima" da sociedade.


Disse o novo reitor da gestão 2016-2020, na posse ocorrida em 19/12/2016, que aquele "zeitgeist" ("espírito da época") de 1912 não mais existiria na UFPR da atualidade.  Ledo engano do professor Ricardo, advogado e formado em História.  Quem, bem refletindo, crerá que a essência daquele abominável zeitgeist dos albores do século anterior está afastada?  No Brasil da atualidade, e por muitas vezes mesmo dentro da UFPR, veem-se manifestações de machismo, feminicídios, ódio racial, intolerância às pessoas LGBT, a pobres, às cotas sociais e étnicas.  Até a logomarca do governo federal usurpador do medíocre Michel Temer, em pleno século 21, voltou a ter o dístico positivista daquele passado de cem anos atrás!


Sabemos que o novo reitor da UFPR se opõe a tais preconceitos e intolerâncias, e que pode tomar medidas para combatê-las dentro e fora da UFPR. Para tentar ser uma importante parcela da direção cultural, intelectual e moral da sociedade que a sustenta materialmente, a Universidade Pública precisa fazer isso mesmo.  Ou o zeitgeist essencial dos tempos de Daltro Filho permanecerá. 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Novo reitor da UFPR pede unidade contra os cortes da "PEC da Morte"

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Estivemos presentes hoje na sessão do Conselho Universitário da UFPR em que se empossou o novo reitor Ricardo Marcelo. Ele foi submetido a um pleito direto perante a comunidade universitária, conduzido pela CPC, como se faz desde 1985, confirmado pelo Conselho Universitário e, à última hora, confirmado reitor pelo presidente usurpador Michel Temer.

Ao menos Temer não ousou confrontar a vontade da comunidade universitária, demorou mas nomeou. Não fazê-lo estabeleceria mais uma crise entre a UFPR e o ilegítimo governo do rapinante do PMDB. Mas o seu MEC golpista rendeu-se e acatou a vontade democrática da comunidade.  Menos mal.

O editor deste Blog, um tanto precário em sua saúde, conseguiu estar presente na metade final da sessão do COUN que empossou o Professor Ricardo Marcelo no Teatro da Reitoria na noite da segunda-feira, 19 de dezembro.


Tivemos a pachorra de ouvir o gosmento discurso do reitor que sai, aquele que em campanha dizia que o único problema da UFPR era falta de "boa gestão", e, como ele era professor de administração, seria uma excelente indicação para o cargo de reitor. Na base desse discursinho fuleiro de quem nunca teve projeto de Universidade e da alta marquetagem financiada com boa grana, o reitor que se despede conseguiu se eleger e reeleger, desde 2008 até agora.  No seu discurso de despedida (ufa!), limitou-se a enumerar suas obras e realizações, sem - de modo mal-agradecido - jamais mencionar que grande parte das obras que inaugurou deveram-se a políticas de expansão patrocinadas pelos governos de Lula e Dilma. Mal-agradecido  e cara de pau.

Mas o "Sobrinho" não se limitou a omitir isso: ainda ao final agradeceu aos ministros golpistas da Educação e da Saúde, responsáveis hoje por tremendas ameaças à educação pública e ao SUS. Eis o reitor camaleônico que tivemos por oito anos: adaptava-se ao PT quando este comandava o governo federal e agora se amizia com os golpistas. Podemos dizer, comunidade universitária: "Ufa, livramo-nos de Zaki, o camaleão!"

Na sequência ao discurso pastoso do reitor que sai, foi exibido um vídeo promocional do que a dupla Zaki-Mulinari fez em seus oito anos, fundamentalmente baseado em aspectos quantitativos. Vídeo assim qualquer empresinha promocional faz. Insuportável aguentar aquele amontoado autoapologético, com trechos risíveis do tipo o vice-reitor afirmando que passaram a acordar mais cedo para dar conta dos desafios... Contem outra!


Por fim, na sessão, após aquela cerimônia um tanto ridícula de o reitor velho passar ao novo um medalhão (serve para ir na balada "ostentar"?) e uma 'pellerine' (manto), o professor Ricardo, abstendo-se de abrir o discurso de posse, passou a palavra para a sua vice Graciela, que fez discurso curto e enaltecedor do papel das mulheres.  Discurso digno da nova vice-reitora.

Ao tomar a palavra, para encerrar a já longa sessão do COUN, Ricardo Marcelo fez um discurso muito centrado na importância do respeito à pluralidade e à diversidade de opiniões dentro da UFPR.  Pediu diálogo e que não se produzam contendas por razões menores que possam prejudicar a UFPR.  Teve seu momento político de referência à PEC 55 de Temer que congela investimentos em Educação e Saúde por 20 anos, ressaltando que será preciso unidade dentro da UFPR para enfrentar isso - a melhor parte de seu discurso. Pode-se talvez entender que, discursando como reitor recem-empossado pelo usurpador presidente Temer, ele não pudesse referir-se ao golpista em termos duros, mas ao menos comentou as ameaças á Universidade Pública por parte do governo do golpista.  

O novo reitor da UFPR fez frequentes alusões literárias e poéticas em sua fala.  Finalizou sua fala com um poema de Paulo Leminski (esse grande eterno bêbado louco dos botecos de Curitiba), dirigindo-o a seus futuros pró-reitores, que diz assim:

"Você pára a fim de ver
o que te espera

só uma nuvem
te separa
das estrelas"


Muito belo fecho de discurso de nosso novo reitor da UFPR. E - com total sinceridade - fazemos votos de que a gestão 2017-2020 seja realmente algo que almeje chegar "às estrelas", que defenda sua comunidade, mas também defenda os direitos de todo o povo trabalhador, ameaçados pelo golpismo vigente na Brasília de Temer (ou de algum outro golpista da elite burguesa). Haverá muitos servidores, técnicos e docentes, dispostos, a ajudar, e estudantes sem medo do bom combate.

Não queremos que, ao final do mandato do professor Ricardo, concluamos com outro poema do romântico e sarcástico incorrigível Leminski:

"Tudo dito.
Nada feito.
Fito e deito."
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Foto: do Face da amiga Jhenifer


Aniversariam a UFPR e a emancipação política do Paraná, quando assume novo reitor

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Dentro de alguns minutos se iniciará a sessão solene do Conselho Universitário da UFPR, em que se dará a transmissão de cargo de Zaki Akel Sobrinho para o novo reitor, Ricardo Marcelo Fonseca. Em que pese este Blog ter apoiado, na campanha da eleição direta da Reitoria, o candidato Marcos Sunye, sinceramente desejamos que o professor Ricardo possa fazer uma boa gestão, que defenda a Universidade Pública, seus alunos e servidores. Os tempos tornaram-se dificílimos, depois do golpe dado contra Dilma Rousseff e os interesses usurpadamente instalados no Palácio do Planalto conspiram contra a escola pública, contra sua qualidade, contra sua expansão, contra os direitos dos servidores e a assistência estudantil.

Por isso, o novo reitor precisa ser um verdadeiro aglutinador da comunidade universitária, sem lero-lero e sem marquetagem, mas com posições francas e firmes. Isto manterá acesa a chama da esperança contra o retrocesso e reforçará a respeitabilidade de sua gestão. De outro modo, em face do crescente esgarçamento de todas as instituições brasileiras e do descrédito que a cada dia vem recebendo do povo brasileiro, há grave risco de isso se refletir em vastos movimentos reivindicatórios sob um clima muito combustível dentro da UFPR.

19 de dezembro, além de data de fundação da UFPR há 104 anos, também o é da emancipação política da antiga província do Paraná em relação a São Paulo, em 1853. Na época do Império, entretanto, quem esteve a governar o novíssimo estado foi o baiano Zacarias de Goes e Vasconcelos. Ora, sem demérito de Goes e Vasconcelos, era um politico não do Paraná.  Hoje, apesar da emancipação formal, parecemos política e culturalmente continuar a ser apêndice de São Paulo: o Tucanistão do Sul, sendo São Paulo o do Norte, a matriz, onde se perpetuam, há mais de 20 anos, governos do PSDB, arautos do retrocesso neoliberal. Aqui também no Paraná repetem-se governos conservadores no estado (dois mandatos do carrasco Beto Richa) e na prefeitura da capital. Além disso, carregar na capital um rótulo reacionário de "República de Curitiba", onde um "professor" do curso de Direito da UFPR atua não como juiz mas como promotor e atropelador dos processos judiciais, sem ser punido por seus abusos e erros na operação "Farsa a Jato".

Uma grande Universidade, pública e gratuita, como a UFPR, tem o dever de questionar o que em inglês gostam de chamar de "big picture", o cenário geral. Queremos continuar sendo caudatários da odiosa política que sopra de São Paulo, da tucanada que rouba impunemente, reprime o povo paulista e implementa políticas a serviço do imperialismo? É hora de uma verdadeira emancipação e a Universidade Pública pode contribuir nisso. Oxalá o reitor Ricardo Marcelo trabalhe e atue nesse sentido, possa constituir-se em comandante político da aplicação de uma outra visão e outro PROJETO, progressista, para o Paraná e Curitiba.