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Luta sem trégua contra o governo usurpador

terça-feira, 31 de maio de 2011

FASUBRA pode decidir início de greve em 6 de junho mas UFPR continua mal mobilizada

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O Sinditest - sob a atual gestão "Sindicato Para Todos" de MessiAKEL, do notabilíssimo Dr. NeriZAKI, da imperatriz Carla I e do Bernardo-envergonhado - realmente se fraturou.  A maioria desses diretores, sendo egressa do HC e tendo que jogar para a torcida do HC, transformou na prática o sindicato em uma AFHC-2 (Associação dos Funcionários do HC), pois quase toda a atenção está voltada ao HC, que, afinal de contas, é seu reduto eleitoral, que lhes garante reeleição.

Decorrente dessa visão discriminada da categoria, a direção do sindicato objetivamente não cuida do restante da base da UFPR.  No curso desta Campanha Salarial, excetuando uma ocasião no comecinho de 2011, não fez mais nenhuma assembleia geral que fosse fora dos limites do hospital para debater como construir uma greve nacional da FASUBRA.  Foi fazer assembleia no RU, em final de março, como se a greve fosse uma realidade já dada, sem informar nem mobilizar previamente ninguém da UFPR excetuando a sua base eleitoral do HC e apenas em função da luta contra a MP 520.  Logo aquela aventura greveira do Sinditest de final de março revelou-se artificial, e tiveram que parar o movimento em menos de 4 dias, desgastando o instrumento da greve.

Mas a FASUBRA prosseguiu o curso da Campanha Salarial, participando de reuniões de negociação com o Governo, desde meados de abril, reuniões que até agora não renderam resultado concreto.  Nesse meio tempo, enquanto ocorriam reuniões em Brasília, o que fez o Sinditest para mobilizar a sua base?  Nada.  Limitou-se a fazer assembleias do Acordo Coletivo do pessoal da FUNPAR no HC.  Até para eleger os delegados de base para a Plenária da FASUBRA do dia 1/6, a qual pode decidir a deflagração da greve a partir de 6/6, fizeram assembleia dentro do HC e, conforme relatos, com quorum reduzidíssimo depois que dezenas de trabalhadores da FUNPAR esvaziaram o recinto porque o presidente do Sinditest lhes negou vaga de delegado para a FASUBRA!

O próprio site do Sinditest reconhece que não se tomou posição específica da base da UFPR sobre o indicativo de começar a greve em 6/6, embora eles relatem ali as posições favoráveis de grande número de outras universidades.

O que essa Diretoria pelega do Sinditest pretende fazer depois da decisão da Plenária da FASUBRA reunida nesta quarta-feira?  Chegar na próxima segunda-feira, dia 6, colocando faixas de "Estamos em Greve" nos campi (como fizeram em 28/03, sem decisão prévia da base) sem fazer antes uma assembleia geral para apoiar ou não o indicativo da FASUBRA?

O fato notório é que cada vez menos existe confiança da base da UFPR nessa direção do Sinditest, cujos principais dirigentes não tem nenhum histórico de comandantes de greves vitoriosas do RJU.  Eles não passam de gerentes de sedes, não sabem nem querem dirigir um movimento amplo de reivindicação do RJU. E, por informes vindos do HC, até a base da FUNPAR está cada vez mais descrente das promessas e discurseiras estéreis dos senhores Messias e Dr.Neris.  Mau futuro nos aguarda nessa Campanha Salarial 2011, ganho nenhum, só blá-blá-blá do sindicato pelego.

domingo, 29 de maio de 2011

Sindicalismo e blogosfera

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Reproduzimos artigo do consultor sindical João Guilherme Vargas Neto, chamando atenção dos sindicatos no sentido de valorizar o papel da blogosfera para a comunicação e mobilização sindicais.

Os dirigentes sindicais e os responsáveis pela forte imprensa dos trabalhadores devem começar a prestar atenção ao que anda acontecendo na “blogosfera”, ou seja, nas comunicações eletrônicas por celulares e computadores, em rede ou individuais.

Já estamos vendo acontecer as revoltas nos países árabes, as gigantescas manifestações de jovens rebelados em Portugal e na Espanha, o churrascão da Higienópolis – todas manifestações tramadas e potencializadas pela rede de computadores e telefones.

Mas, mesmo entre nós, no movimento sindical, não podemos esquecer o papel desempenhado pelos celulares na convocação e mobilização dos trabalhadores nas grandes obras de construção civil.

Para aproximar o mundo sindical, especialmente o mundo sindical da comunicação, com a “blogosfera” existe desde maio de 2010 o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, presidido por Altamiro Borges, do qual faço parte no Conselho Consultivo.

O Barão de Itararé – que não brinca em serviço e cuja biografia feita por Mouzar Benedito merece ser lida e gargalhada – pode apresentar já o ativo de iniciativas cobertas de êxitos em seu programa em defesa da democratização dos meios de comunicação e no esforço de ajudar a organização deste mundo de comunicadores. Realizou em agosto do ano passado o I Encontro dos Blogueiros Progressistas e tem difundido, com o apoio de inúmeras entidades sindicais, o gibi em defesa da banda larga.

Proponho publicamente que o DIAP e o Barão de Itararé, em conjunto, organizem o primeiro inventário dos meios eletrônicos à disposição das entidades sindicais e publiquem (eletronicamente e em papel impresso) o catálogo dos recursos eletrônicos que o movimento sindical já possui.

E, desde já, convoco todos os ativistas sindicais de comunicação a participarem do II Encontro dos Blogueiros Progressistas, em Brasília, nos dias 17, 18 e 19 de junho (informações sobre o Encontro e inscrição, clique aqui).

Disputas políticas sindicais e recurso à Justiça comum - impropriedade ou necessidade?

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Em recentes processos judiciais envolvendo servidores da base e diretores do Sinditest, uma argumentação recorrente da parte dos advogados destes últimos é tentar caracterizar que tudo não passa de mero conflito político entre diferentes facções do movimento sindical da UFPR.  Conflito que não deveria, segundo a atual direção do Sinditest, sair dos limites do movimento sindical, não deveria virar disputa no terreno judicial.

Façamos uma breve recuperação histórica de quando isso principiou.  Até onde sabemos, começou no ano 2000, quando a ex-presidente do Sinditest Roseli Isidoro (período 1996-1999) resolveu acionar, por danos morais, a gestão 2000-2001 presidida por Antonio Neris.  O objeto da queixa de Roseli e mais cinco servidores era o teor considerado difamatório veiculado no primeiro jornal publicado pela gestão de Neris, no começo do ano 2000.  O processo estendeu-se até os dias de hoje, mas já tem uma sentença decidida em 2a. instância a favor de Roseli, condenando a gestão de Neris (dela falaremos futuramente).

Em seguida, durante a gestão 2004-2005, presidida por Moacir Freitas, a diretora Rosângela Ferreira e mais alguns diretores questionaram a lisura e transparência das contas do Sinditest, mas fizeram isso no âmbito interno da diretoria do sindicato.  Somente por querer total transparência e esclarecimentos sobre essas contas, e por dizerem que nelas havia "nebulosidades", Rosângela e colegas, além de praticamente expulsos da diretoria sindical, foram processados na Justiça comum por Antonio Néris por "danos morais".  Ela teve suas atribulações por ter de contratar advogado para se defender, mas no final  ganhou o processo contra Antonio Néris, que podia ser sujeitado a pagar uma indenização pecuniária, o que não acabou não ocorrendo.

Em outubro de 2008, para se blindar contra ações judiciais, a Diretoria do Sinditest 2008-2009, presidida por Wilson Messias, convocou mais alguns amigos na sede do sindicato, chamando a essa reunião de "assembleia geral" (que este Blog caracteriza como "assembleia-fantasma", só poucos escolhidos souberam dela).  Nessa reunião oculta na sede do Sinditest eles decidiram que quaisquer processos movidos contra diretores atuais e ex-diretores seriam cobertos com a assessoria jurídica e com recursos do sindicato, ou seja, de toda a base filiada.

Numa assembleia extra-estatutária em setembro de 2009, no HC, o presidente do Sinditest Messias acusou a servidora Guaracira Flores de "chantagista", a qual sequer teve direito de réplica naquela assembleia.  Indignada pela acusação sem provas proferida diante de dezenas de colegas do HC, e não encontrando canal dentro do movimento por onde responder à altura à agressão, a servidora recorreu ao Tribunal de Pequenas Causas numa ação de danos morais contra a pessoa de Wilson Messias (não contra o sindicato).  O juiz do TPC reconheceu justa a queixa da servidora de base e condenou Messias por danos morais, obrigando-o ao pagamento de uma indenização pecuniária.

O caso de maior volume e notoriedade, entretanto, é a denúncia impetrada pelo servidor do RU-Central da UFPR Gessimiel Germano, o "Paraná", acerca da venda da "chácara" do sindicato em Piraquara em 2009.  Boa quantidade de informação sobre o assunto pode ser encontrada neste Blog e não vamos repetir aqui.  Apenas informamos que, no momento, o Procurador do Min. Público do Trabalho ainda examina relato da Caixa Econômica sobre o estranho contrato de financiamento daquela venda, celebrado em agência de Pinhais, bem como o testemunho do tabelião do cartório de Campina Grande do Sul, o qual se recusou a reescrever a escritura de venda rebaixando o preço do lote de 18 mil para 5 mil reais.

Feito esse sumário resgate de episódios envolvento sindicato, justiça e servidores da base, o que nos perguntamos, com franqueza, é o porquê disso.  Com certeza é preferível tratar e resolver as diferenças e dúvidas dentro dos marcos do próprio movimento sindical, com respeito, com alto nível de debate, com democracia, com transparência.  Justamente estes elementos os que faltam na prática do movimento conduzido pela gestâo "Sindicato Para Todos".  O canal democrático está severamente obstruído.

O resultado mais recente tem sido assembleias que vão apenas ouvir e referendar decisões já tomadas pela Diretoria sindical.  Nesse ambiente, não existe espaço e chance para que as pessoas exponham seus pontos de vista com tranquilidade e possam dialogar francamente com seus colegas.  Ilustrativamente, recordamos aqui um momento da assembleia de 18/09/2009, quando, ao final dela, o servidor da base  Dodô dirigiu-se ao microfone para ler uma declaração de voto: mal ele começou, um diretor do Sinditest desligou o som, obrigando-o a ler seu documento de viva voz para a plateia...

É desse entupimento dos canais democráticos do movimento que decorre essencialmente o fato de as pessoas acabarem recorrendo à Justiça comum.  Sem espaço decente no movimento, vão ao juiz para defender seus direitos e resgatar sua honra agredida, ou então para forçar, sob requisição judicial, que o sindicato apresente documentos e explicações sobre suas contas, como se deu no caso da "chácara", diante da total falta de transparência.

A prosseguir assim, está mal o movimento sindical da UFPR. Bem valia convocar um Congresso representativo e democrático da categoria, para "desentupir esses canos", para discutir politicamente e com seriedade os rumos da entidade, agora que ela caminha para completar 20 anos de vida em 2012.

Salário de trabalhador com nível superior é 225% maior, mostra IBGE

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Uma das características do PCCTAE é a intenção de estimular o aumento do nível da instrução formal e da qualificação do trabalhador do setor público, em conexão com um dispositivo regulamentando a ascensão funcional.  Reportagem do jornal "Valor Econômico" comprova a influência direta da formação sobre os níveis salariais.

Em pesquisa do IBGE, relata o jornal, um assalariado com nível superior completo recebe até 225% a mais do que trabalhadores sem faculdade. Na comparação por sexo, a diferença é de 24,1% - em favor dos homens.  De acordo com a pesquisa, dos 40,2 milhões de assalariados, 58,1% são homens. Eles são maioria em 15 das 20 atividades econômicas da pesquisa.

No recorte por escolaridade, 83,5% não têm faculdade.  As grandes empresas empregam 57,7% dos assalariados com nível superior e um em cada cinco desses trabalha na indústria de transformação.  Santa Catarina foi o estado com maior participação de mulheres (39,6%) no pessoal assalariado e o Distrito Federal tinha a maior proporção de profissionais com diploma universitário (13,2%).
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Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Aprovação da MP 520 dos HUs ontem provocou bate-boca via twitter

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Na figura acima (clique nela para ampliar) está uma colagem do bate-boca, ou "bate-tuíte", entre, de um lado, a ex-presidente do Sinditest Roseli Isidoro, atualmente no comando do PT-Curitiba, e, de outro, membro(s) da Diretoria do DCE-UFPR.

O motivo: a MP 520, que foi aprovada ontem à noite na Câmara dos Deputados, com todas as emendas rejeitadas, inclusive a da senadora do PT-PR, Gleisi Hoffmann, que pretendia certa salvaguarda para os atuais empregados da FUNPAR-HC. O PCdoB e o PSOL votaram contra a MP 520. A Medida foi agora convertida no PLV 14, a ser apreciado no Senado, última chance de alguma modificação de cenário.

Para esconder tanto, uma burquinha basta?

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Cursos da UFPR sob investigação por cobrança indevida de mensalidades

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Reproduzimos reportagem do jornal Gazeta do Povo sobre cobrança indevida de mensalidades em mestrados e doutorados, que está sendo investigada pelo Ministério Público, Tribunal de Contas e Polícia Federal.

A suspeita de cobrança indevida de mensalidades em programas de pós-graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que têm parceria com outras instituições desencadeou investigações do Ministério Público Federal (MPF), Tribunal de Contas da União (TCU) e Polícia Federal (PF). No interior do estado, por exemplo, a UFPR oferece mestrados e doutorados interinstitucionais (Min­ter e Dinter), com cursos temporários ofertados em outras instituições e que acabam gerando custos aos alunos.

O Minter em Educação Física oferecido pela UFPR na Universi­dade Paranaense (Unipar), em Umuarama, é um dos casos que envolvem cobranças consideradas indevidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O mestrado ofertado em 2008 na Unipar previa que até 25 estudantes pagariam R$ 27 mil por dois anos de aulas. Com isso, a instituição teria arrecadado cerca de R$ 570 mil por um curso de uma universidade pública. Entretanto, outras parcerias da UFPR também estão sendo averiguadas.

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Fonte: Gazeta do Povo-26/05/2011

Câmara Federal aprovou ontem a MP 520 que cria Empresa Pública para Hospitais Universitários

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O Plenário da Câmara de Deputados aprovou, nesta quarta-feira (25), a Medida Provisória 520/10, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para administrar hospitais universitários federais e regularizar a contratação de pessoal desses órgãos, atualmente feita pelas fundações de apoio das universidades em bases legais frágeis. A matéria, aprovada na forma do projeto de lei de conversão (PLV 14) do relator, deputado Danilo Forte (PMDB-CE), será analisada ainda pelo Senado.
Respeitado o princípio da autonomia universitária, a Ebserh poderá administrar os hospitais universitários federais. A nova empresa será vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e controlada totalmente pela União. Seguirá as normas de direito privado e manterá escritórios nos estados e subsidiárias regionais.
Segundo o governo, as fundações de apoio deveriam atuar de forma complementar e alinhadas com as diretrizes governamentais e das instituições, mas isso não ocorre, provocando perda de capacidade de planejamento e de contratação de serviços.
A solução adotada pelo governo é baseada nas experiências com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre e o Grupo Hospitalar Conceição, administrados por empresas pública e de economia mista, respectivamente.

Pessoal
Os 53,5 mil servidores públicos que trabalham nos hospitais universitários federais poderão ser cedidos à nova empresa, assegurados os direitos e vantagens que recebem no órgão de origem.
No caso dos demais 26,5 mil, recrutados pelas fundações de apoio das universidades, o relator aumentou de dois para cinco anos o tempo máximo de contratação temporária desses funcionários sob o regime celetista.
Essas contratações deverão ocorrer nos primeiros 180 dias da constituição da empresa e serão feitas por meio de análise de currículo em processo seletivo simplificado.
Até o final desses cinco anos, todo o quadro de pessoal deverá ser contratado por concurso público de provas e títulos. Para valorizar o conhecimento acumulado do pessoal atualmente empregado, a MP autoriza a contagem como título do tempo de exercício em atividades correlatas ao respectivo emprego pretendido.

Opcional x Compulsório
Segundo o relator, a Ebserh assumirá a gestão dos hospitais apenas se as universidades quiserem assinar com ela contratos nos quais devem constar metas de desempenho, indicadores e sistemática de acompanhamento e avaliação.
Entretanto, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) alertou que, se os reitores das universidades não assinarem os contratos com a Ebserh, o Tribunal de Contas da União (TCU) poderá processá-los pelas irregularidades de contratação de pessoal. “Na prática, essa adesão será compulsória. O que falta são recursos para os hospitais, porque enquanto o hospital de Porto Alegre recebe cerca de R$ 600 milhões ao ano, outros recebem R$ 60 milhões ou R$ 70 milhões”, afirmou.
Em 2008, o TCU elaborou um relatório de 187 páginas cobrando uma série de medidas gerenciais como a substituição dos mais de 26 mil funcionários terceirizados e a criação de indicadores de avaliação de gestão, atenção à saúde, ensino e pesquisa.

Resultados
Danilo Forte especificou em seu parecer que a avaliação de resultados prevista no contrato deverá servir para aprimorar as estratégias de atuação junto à comunidade atendida com o objetivo de aproveitar melhor os recursos destinados à empresa.
Os contratos serão assinados com dispensa de licitação e estabelecerão as obrigações dos signatários, as metas de desempenho e a sistemática de acompanhamento e avaliação.
Os serviços de assistência médico-hospitalar, ambulatorial e de apoio diagnóstico e terapêutico à comunidade continuarão gratuitos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Entretanto, o relator incluiu dispositivo que prevê o ressarcimento das despesas com o atendimento daqueles que têm planos de saúde privados.
Para as universidades, os hospitais continuarão a servir de apoio à pesquisa, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde.
Durante a vigência do contrato entre a Ebserh e as universidades, elas poderão ceder à empresa seus bens e direitos necessários à execução dos serviços, que deverão ser devolvidos ao término do contrato.

Outras receitas
De acordo com a MP, as receitas da nova empresa virão de dotação orçamentária da União, da venda de bens e direitos, das aplicações financeiras que realizar, dos direitos patrimoniais (aluguéis e foros, por exemplo), e dos acordos e convênios que firmar.
A empresa será administrada por um conselho de administração, com funções deliberativas, e por uma diretoria executiva. Haverá ainda um conselho fiscal.
O texto aprovado prevê que o conselho de administração terá como membros natos representantes dos ministérios da Saúde e da Educação e da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e da Federação dos Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra).
Outra novidade introduzida pelo relator é o Conselho Consultivo, que terá representantes do Conselho Nacional de Saúde, do Conselho Federal de Medicina e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além da Andifes e da Fasubra.
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Fonte: Agência Câmara

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sob suspeitas, Kachel renomeado pelo reitor da UFPR para a Central de Transportes?

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Na figura acima (clique nela para ampliar), o fac-símile de mais um email enviado ontem pelo autointitulado "Grupo 28 de outubro" relatando as peripécias de Vilson Kachel e outras personagens da UFPR.  Segundo a mensagem, o imperador da Asufepar foi demitido da UNILA em 16/5 por algum tipo de conflito em sua pró-reitoria que teria irritado os alunos de Foz do Iguaçu.

O que entretanto surpreende nesse email é a informação de que o reitor da UFPR estaria não só acolhendo Kachel de volta à UFPR, mas dando-lhe de novo a chefia da Central de Transportes (CENTRAN), foco de denúncias anteriores contra ele próprio.  Em tempos de ministro-chefe da Casa Civil alvo de denúncias por suspeita de crescimento patrimonial súbito (Palocci), caso confirmada essa nomeação de Kachel para a CENTRAN, não parece um pouco temerário da parte do Magnífico dirigente máximo da UFPR?

A outra supresa é a afirmação final de que o presidente do Sinditest, Messias, e seu querido vice-presidente, Dr. Néris, teriam feito lobby para induzir o professor Akel a entregar o comando da CENTRAN para o defenestrado dirigente da UNILA.  Será mesmo ou se trata de intriga?  Segundo um ponto de vista que leva em conta as relações entre todas essas personagens - reitor, Kachel, Messias e Dr. Néris - no 2o. semestre de 2008, quando atuaram cooperativamente para garantir Kachel na presidência da Asufepar, para a vitória do prof. Akel na eleição da Reitoria e para, no ano seguinte, assegurar a reeleição de Wilson Messias no Sinditest, não haveria muito por que se surpreender...

Quem gostia de ingnorãça é intelequituau burgueis

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A compra e distribuição, pelo Ministério da Educação, do livro “Por uma vida melhor”, de autoria de Heloísa Ramos, deu motivo para analistas e comentaristas conservadores e reacionários hostilizarem o governo. A indignação causada pela adoção no ensino público de uma obra que buscar validar erros gramaticais crassos foi utilizada para atacar o MEC e até o ex-presidente Lula, por sua falta de escolaridade. 

Houve quem, preocupado em defender o governo da sanha direitista, golpeou a mídia pelas suas também constantes agressões à língua pátria e acabou dando aval à cartilha. “Por uma vida melhor” ensina, com todas as letras: “Você pode estar se perguntando: ‘Mas eu posso falar ‘os livro?’.’ Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico.” Ora, não cabe a um livro destinado ao ensino do uso correto da língua dizer que o aluno pode falar errado. Pode não! Ele será entendido, se assim falar, mas estará falando errado – e está na aula de Português para aprender a ler, escrever e falar corretamente. Se alguém o corrigir, não estará sendo preconceituoso, mas auxiliando-o a sair do erro.

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Fonte: Carlos Pompe, Portal Vermelho

terça-feira, 24 de maio de 2011

Na falta de ideias, "meu reino sindical por umas alcatras e maminhas"

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Assessoria Jurídica do Sinditest responde a pedidos de esclarecimentos sobre ação do vale-alimentação

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Com satisfação reconhecemos aqui que o escritório jurídico Cavalcante, Vieira & Wagner Associados respondeu ao pedido deste Blog e de muitos servidores por mais esclarecimentos acerca da ação do vale-alimentação não pago em férias e licenças-prêmio.  

Está publicado na área jurídica do site do Sinditest um texto complementar com uma série de perguntas e respostas no sentido de sanar dúvidas.  Não sabemos desde quando lá estão, mas assinalamos a publicação desses esclarecimentos, atendendo ao que se espera de uma assessoria jurídica para uma base de milhares de filiados da UFPR e UTFPR.  Entretanto, se os esclarecimentos mais prestados vão satisfazer ou convencer os filiados, aí são outros 500...  Por exemplo, a cobrança dos 30 reais per capita para o cálculo do valor devido não está sendo nada bem recebida.

"Mandamentos" políticos da blogosfera progressista

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Na síntese do blogueiro Altamiro Borges, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, os três "mandamentos" políticos da blogosfera progressista, que tanto incomoda os poderosos e os inimigos da transparência, são:

1) Lutar pela democratização da comunicação, contra a ditadura da mídia;

2) Lutar pela liberdade de expressão, que não é a liberdade de imprensa do PiG (Partido da imprensa Golpista);

3) Lutar pela democracia e a justiça social.

A esses, somam-se outros três mandamentos de chamada à luta prática agora e já:

1) Lutar por um marco regulatório dos meios de comunicação, ou - como diz Paulo Henrique Amorim - lutar por uma Ley de Medios, como a baixada pela presidenta argentina Cristina Kirchner;

2) Lutar por uma banda larga universal, barata, não discriminatória, em regime público, como um direito do cidadão, equivalente ao direito à água e à luz elétrica.

3) Fortalecer os blogs, criar os mecanismos para que floresçam como mil flores.

Em torno destas ideias vem sendo realizados em todo o país numerosos Encontros Estaduais de Blogueiros Progressistas, preparando e fortalecendo o II Encontro Nacional, programado para 17 a 19 de junho, em Brasília, ao qual pretende comparecer este modesto Blog NaLuta.
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Fonte: com informações do Conversa Afiada-PHA

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Na Gestão "Para Todos", comilança para poucos

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Aparentemente para patrocinar o almoço de 19/05 dos participantes de um Encontro Regional das CIS (Comissão Interna de Supervisão da carreira de técnico), o presidente do Sinditest e um punhado de diretores também se fartaram numa churrascaria pras bandas do Jardim das Américas. 

Como se vê na nota fiscal abaixo, a despesa de 32 refeições custou aos bolsos da categoria técnico-administrativa da UFPR/UTFPR a bagatela de 661 reais. Por essas e outras é que você entende, caro leitor, porque algumas pessoas se agarram tanto a seus cargos sindicais e não querem largar o osso (e o churrasco) de jeito nenhum. 

Outro detalhe interessante: o referido Encontro da CIS foi sediado no campus da UTFPR-Curitiba no centro, mas esse banquetinho do último dia do evento transcorreu num restaurante pra lá do WalMart, na Avenida das Torres.



domingo, 22 de maio de 2011

Reitor da UNILA exonera Vilson Kachel de Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários

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Estamos meramente repassando notícia veiculada no próprio sítio de internet da UNILA, datada de 17/05, cujo texto não esclarece o motivo da exoneração e apenas informa o seguinte:

"O senhor Vilson Kachel foi exonerado das funções de Secretário de Assuntos Estudantis e Comunitários da UNILA de acordo com a portaria 136/2011, de 16 de maio de 2011. O reitor pro tempore da UNILA, Hélgio Trindade, por meio da Portaria 140/2011, de 17 de maio de 2011, designou o professor José RenatoVieira Martins para assumir interinamente o cargo de Secretário de Assuntos Estudantis e Comunitários da UNILA."

Kachel foi empossado pró-reitor da UNILA, junto com outros pró-reitores, em cerimônia realizada em 30 de março deste ano, em Foz do Iguaçu. Portanto, ficou 47 dias no cargo.  O que terá acontecido?  Saudades insuperáveis de Curitiba?  Nâo se adaptou ao "clima" geral de Foz do Iguaçu e da UNILA?  

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Novas denúncias contra Kachel circulam por correio eletrônico na UFPR

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Desde o começo da semana está circulando pelas contas de correio eletrônico da UFPR uma mensagem, em nome de um grupo que se autointitula "28 de outubro", com pesados ataques contra Vilson Kachel em sua gestão à frente da Asufepar.  No entanto, nenhum nome individual é informado na mensagem como autor das denúncias, apenas que o grupo incluiria muitos aposentados.

Diz a mensagem que o próprio Kachel já pertenceu ao grupo mas que ele teria se desviado "dos rumos do grupo e resolveu fazer tudo aquilo que mais combatemos, ou seja, usar a Asufepar e a UFPR como trampolim polí­tico. (...) e tem tratado a nossa Associação como se fosse sua propriedade".  Fala-se de uma alta dívida da ordem de 400 mil reais da Asufepar junto à ASPP..
O grupo denuncia que não existe democracia na Asufepar e que "tudo é decidido por uma camarilha". Reclama que a sede da Asufepar era para o para uso dos servidores da UFPR mas que hoje "virou um clube para os moradores do Jardim das Américas", o que caracaterizaria um desvio de finalidade segundo o contrato de cessão do terreno assinado entre Asufepar e UFPR.
Pior que isso, na mensagem volta-se a falar de um escândalo chamado "CENTRANgate", cuja investigaçao (se é que existe) ainda não estaria concluída, uma das alegadas razões para Kachel ter sido removido da UFPR para a UNILA, em Foz do Iguaçu, embora agraciado com um cargo de direção, o que denota o prestígio que goza junto à atual administração da UFPR.  
A mensagem conclui com um alerta aos associados para a proximidade de duas eleições: a da própria Asufepar no meio deste ano, e a da Reitoria no 2o. semestre de 2012, afirmando que o reitor da UFPR vai em breve repatriar Kachel da UNILA para ajudá-lo a se reeleger reitor no ano que vem.
Onde há fumaça em geral há algum fogo, ou muito. Seria bom para a saúde democrática da Asufepar que os diretores atuais, os conselheiros e todos aqueles que conhecem mais a fundo as coisas da Associação viessem a público, sem medo, dizer as verdades que com certeza a base associada quer saber, junto com evidências e provas.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Greve geral a partir de 6 de junho

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Diante da falta de propostas do Governo Federal nas negociações até agora realizadas, a Plenária da FASUBRA indica início de greve geral nacional por tempo indeterminado a partir de 6 de junho.  Veja o relatório da Plenária abaixo.

A FASUBRA Sindical, mesmo com leitura diferenciada da conjuntura entre seus coletivos, vem investindo na mobilização, orientando suas bases na organização de marchas e atos públicos nacionais, estaduais, paralisações, além da atuação da Direção Nacional de forma permanente em Brasília e nos estados, cumprindo as resoluções de suas instâncias, dentre outras atividades igualmente importantes, com vistas a garantir recursos orçamentários para atender às necessidades da categoria.

A atuação da FASUBRA e do conjunto dos federais forçaram o governo Dilma, por meio da Ministra Mirian Belchior, a estabelecer uma agenda de negociações gerais e setoriais, que se iniciou no dia 04 de maio de 2011 e teve continuidade noutra reunião que durou o dia inteiro na última terça-feira (11.05).

Há consenso por parte do conjunto da direção que, nas reuniões de negociação na mesa especifica, as proposições apresentadas pelo governo não avançaram no sentido de atender a pauta protocolada. E também não foram apresentadas nas reuniões que estão em curso com o conjunto do funcionalismo público federal quaisquer proposições que contemplem o conjunto da categoria dos técnico-administrativos em educação das Instituições Federais de Ensino Superior – IFES.

Diante do exposto, a Direção da FASUBRA propõe a construção do indicativo de deflagração de greve a partir de 06 de junho 2011, caso a reunião agendada para o dia 24 de maio 2011 com o Governo não apresente contrapropostas que contemplem os itens da pauta protocolada no MPOG, atendendo aos anseios da categoria.

Este indicativo será avaliado na plenária nacional no dia 31 de maio, a partir das seguintes premissas:

- Apresentação de recursos orçamentários para serem alocados no piso da Tabela Salarial para 2011 ou 2012;

- Propostas que resolvam a questão do VBC e reposicionamento de aposentados, com ampliação de direitos para 2011;

- Avanços nas propostas que possibilitem resolução sobre a racionalização de cargos, conforme deliberação de plenária da Federação, ainda em 2011;

- Resolução do Anexo IV, com ampliação de percentual horizontal para todas as classes e reajuste dos benefícios, a partir de 2011.

A Direção Nacional entende, ainda, que a postergação da reunião marcada para o dia 24 de maio, bem como a criação de nova agenda, sem apresentação de propostas concretas e objetivas, será encaminhada a imediata deflagração da greve para o dia 06 de junho.

domingo, 15 de maio de 2011

FASUBRA indicará greve em junho se Governo Federal mantiver indefinições

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Ainda estamos no aguardo de relatos mais completos da Plenária Nacional da FASUBRA que começou na sexta-feira e se prolonga pelo dia de hoje, em Brasília.  Mas sabemos que as reuniões com o secretário Duvanier Paiva, negociador designado pelo Ministério do Planejamento (MPOG) para os servidores federais, não avançaram em praticamente nada de concreto, especialmente a última, ocorrida em 11 de maio.

Foram tratados diversos temas da pauta da FASUBRA: racionalização dos cargos no PCCTAE, percentuais de incentivo à qualificação (Anexo IV do PCCTAE), re-enquadramento dos aposentados e o VBC. Em nada disso, o MPOG deu sinal de qualquer concessão.  E o reajuste salarial propriamente dito pode ficar para uma mesa de negociação envolvendo todas as categorias de SPF do Executivo, mais adiante, cuja previsão não é animadora face ao espírito contencionista do Governo por causa da ameaça inflacionária.

Com isto, a predisposição da FASUBRA terá de ser a de ir ao enfrentamento, chamando uma greve nacional por tempo indeterminado para começar na primeira quinzena de junho.  Assim, as bases dos sindicatos devem aumentar sua mobilização, e participar ativamente das assembleias gerais que devem em breve ser convocadas.  

MP 520/10 está na pauta de terça-feira, 17, da Câmara

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Uma consulta ao site da Câmara dos Deputados mostra que a Medida Provisória 520/10, que cria a empresa pública EBSERH para gerenciar os HUs, está agendada na pauta desta semana, a partir de terça-feira (17). O informe no site da Câmara é:

"A pauta está trancada por 12 MPs, com destaque para a 517/10, que reduz a zero o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos de títulos privados, se o comprador residir no exterior; a 520/10, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para apoiar os hospitais universitários federais; e a 521/10, que traz emenda criando um regime especial para a licitação das obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016."

Enquanto isso, o movimento sindical, entidades da saúde e de outras áreas, fazem pressão sobre os parlamentares para mostrar os riscos ao caráter público dos HUs embutidos na MP 520. Ainda não existe nenhuma previsão concreta do desfecho do trâmite da Medida.

sábado, 14 de maio de 2011

Greve "santa" da Diretoria do Sinditest completa 48 dias

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No universo paralelo dos caciques sindicais MessiAkel, Dr. NeriZaki, Imperatriz Carla I e Hibernado, hoje estaríamos no 48o. dia da greve mais aventureira de que se tem notícia na história do Sinditest.  Em 28 de março, uma assembleia no RU Central, composta em mais da metade por trabalhadores do HC preocupados com as consequencias da MP 520/10, foi induzida a aprovar uma greve isolada sem levar em conta a realidade.  Sem levar em conta que a maior parte da base da UFPR não estava mobilizada e que os outros sindicatos da FASUBRA tinham adiado a data de entrada em greve.

Mas a gestão "Sindicato Para Todos" quis dar uma de valente.  Dali a dois dias do início da greve, já estavam com o rabo entre as pernas e chamando o encerramento do movimento.  Imagine se essa turma conseguiria tocar um movimento prolongado até hoje...  afinal, na greve dos 100 dias de 2007 eles não ajudaram em nada nas atividades, bem o contrário.

O que se quer ver agora é se ainda estão dispostos a construir o movimento que pode assumir mesmo a forma de greve nacional por tempo indeterminado, unitariamente, ao lado de todos os sindicatos, uma vez que o Governo tem mostrado pouca ou nenhuma disposição de fazer concessões à pauta da FASUBRA.  Ou os diretores do Sinditest vão ficar amuadinhos e dizer "não brinco mais!" ?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ação do vale-alimentação não pago em férias: ainda faltam explicações

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Há mais de três semanas o Blog lançou questionamentos sobre a ação do vale-alimentação não pago nas férias, noticiada pelo site do Sinditest. Vimos que se tratava de ação iniciada pelo Escritório Jurídico do sindicato (C, V & W) já em 2001 e estranhamos por que agora se está pedindo para que o servidor assine uma nova procuração e um novo contrato de honorários advocatícios, além de descontar 30 reais per capita para o serviço à parte de um contador.

Qual a razão de refazer o que já foi feito muitos anos atrás de uma ação que não mais se soube no que deu, e só agora isso reaparece?  Um representante do Escritório C, V & W Associados chegou a enviar um texto na forma de comentário a este blog, dias atrás, mas não esclareceu muita coisa.  

Assim como o servidor que forneceu cópia de seu protocolo referente a essa ação (figura acima; clique nela para ampliar), ainda esperamos mais esclarecimentos.  O protocolo reproduzido acima é de abril/2005, foi expedido pela secretaria do Sinditest, na gestão 2004-2005 presidida por Moacir Freitas (tendo Dr. Neris de vice, é claro...) e mostra o carimbo do escritório jurídico.

Então, senhores advogados e diretores do "Sindicato Para Todos", o que tem a dizer para todos nós?

Os blogueiros progressistas e a "judicialização da censura"

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No I Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, realizado em agosto de 2010, o blogueiro Lúcio Flávio Pinto, do Jornal Pessoal, de Belém (PA), enviou uma carta a São Paulo, onde ocorreu o Encontro. Lida por seu filho, a carta denunciava que o jornalista enfrentava pelo menos 19 processos por parte da família Maiorana, dona do grupo do jornal O Liberal, chegando a ser espancado por um deles, Ronaldo Maiorana. 

Já tentaram me desqualificar, já me ameaçaram de morte, já saíram para o debate público e não me abateram nem interromperam a trajetória do meu jornal. Porque em todos os momentos provei a verdade do que escrevi. Todos sabem que só publico o que posso provar. Com documentos, de preferência oficiais ou corporativos”, dizia.

Lúcio Flávio não é o único a sofrer processos e ameaças por conta de suas postagens. A lista, infelizmente, é imensa: o blog A perereca da vizinha; o blog Falha de S. Paulo; e recentemente o Blog do Esmael, fora do ar há quase um mês e alvo de ação por danos morais por conta de postagens que fez denunciando o uso de caixa-2 pelo tucano Beto Richa nas eleições de 2008, em Curitiba, entre outros.

É a judicialização da censura”, definiu o jornalista e blogueiro Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada, no Encontro dos Blogueiros Progressistas do Rio de Janeiro, no último fim de semana. Ele responde a 28 ações judiciais, sendo que 12 são de Daniel Dantas. Na lista dos que o processam estão Naji Nahas, Ali Kamel, Gilmar Mendes, Heráclito Fortes, Carlos Jereissati e Diogo Mainardi.

Nossos adversários tentam criar uma jurisprudência para nos punir e nos calar pelo bolso”, afirmou Paulo Henrique, que questiona quantos blogueiros têm condição financeira para contratar um advogado para se defender. 

Todos esses processos estão relacionados, segundo Paulo Henrique Amorim, ao debate da nova realidade das comunicações, com a internet e o crescimento do número de blogs e outros formas de ativismo. Para o blogueiro Rodrigo Vianna, do blog Escrevinhador, muitos leitores do jornais impressos migraram para blogs. Apesar de reconhecer vitórias com o aumento da pluralidade informativa, Vianna acredita que é preciso superar o desafio de os blogueiros irem além dos comentários dos conteúdos dos outros. "Nós continuamos fazendo 'metajornalismo'", comparou.
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Fonte: Adriana Delorenzo, revista Forum 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Plenária da FASUBRA em 13/05 avaliará se negociação com Governo traz resultados

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Para demonstrar boa vontade diante da disposição anunciada pelo Ministério do Planejamento (MPOG) de eficazmente negociar a pauta reivindicatória dos técnicos-administrativos, a FASUBRA suspendeu seu indicativo de greve geral nacional e está participando das reuniões agendadas, mas mantendo o estado de mobilização.  O primeiro encontro, porém, realizado em 4/5, resultou frustrante.

Os assuntos da reunião de 4/5 com o MPOG eram o problema do VBC (Vencimento Básico Complementar, artifício que na prática congelou parte do salário de segmentos da categoria) e a racionalização dos cargos da carreira.  O negociador do MPOG, secretário Duvanier Paiva, alegou que não havia preparado em tempo material específico para aquele debate e não poderia avançar em nada de concreto.  Ou seja: resultado zero dessa reunião, e os assuntos ficaram para outra conversa amanhã (10/5), que também deverá abordar outros dois: o reenquadramento dos aposentados no PCCTAE e o Anexo IV do Plano (percentuais adicionais ao salário de estímulo à qualificação).

Embora sem nada ser decidido sobre o VBC, o que o MPOG adiantou na reunião de 4/5 foi que não há como ele ser ressarcido apenas por medida administrativa e será necessária uma lei específica para resolver o problema, que se estende há anos desde a implantação do PCCTAE.

Esse processo negocial e o estágio de acompanhamento/mobilização da categoria sobre os itens da Campanha Salarial, assim como a luta contra a MP520/10 (que cria nova Empresa para os HU's), serão objeto dos debates na próxima Plenária Nacional de sindicatos de base da FASUBRA.  A Plenária ocorrerá na Universidade de Brasília em 13 de maio (6a-feira).

A base representada pelo Sinditest-PR está chamada a eleger seus 5 delegados em Assembleia Geral convocada para esta quarta-feira, 11 de maio, a partir das 9 da manhã, no anfiteatro do 7o. andar do Anexo B do HC.  Os interessados em participar como delegados de base à Plenária devem concorrer nessa Assembleia montando chapa, pois não há mais candidaturas individuais.

domingo, 8 de maio de 2011

Sem mães não há humanidade

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Com a frase acima, queremos não apenas dizer o óbvio, de que é pela função social da maternidade que a espécie humana continua a existir sobre o planeta. Mas também que amor, sacrifício e devoção da mãe por seu filho estão na base da solidariedade humanista, uma das esperanças de salvar homens e mulheres da barbárie produzida pelas injustiças do mundo capitalista.

Por isso, em homenagem a este 8 de maio, achamos adequada a imagem da Pietá, escultura de Michelangelo, e a letra da música Angélica, de Chico Buarque, que falam por  si mesmas desses elevados sentimentos humanos.



Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?

Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse lamento?

Só queria lembrar o tormento
Que fez o meu filho suspirar

Quem é essa mulher
Que canta sempre o mesmo arranjo?

Só queria agasalhar meu anjo
E deixar seu corpo descansar

Quem é essa mulher
Que canta como dobra um sino?

Queria cantar por meu menino
Que ele já não pode mais cantar

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?

Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar

sábado, 7 de maio de 2011

Inflação em alta: conversa fiada ou ameaça real?

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O jornal Gazeta do Povo publicou em sua edição de hoje (7/5) matéria que mostra ser Curitiba a capital com maior subida da taxa inflacionária nestes primeiros meses do ano.  O quadro acima pertence a essa reportagem (clique nele para ampliar).  Entendemos que o assunto é relevante não só porque domina grande parte do noticiário econômico.  É importante porque a subida da inflação não só no Brasil como também, ao que parece, tendencialmente no mundo, serve de motivação para autoridades governamentais justificarem medidas restritivas do desenvolvimento nacional, como ainda maior alta de juros. E tão ruim quanto isso: também para refrear reivindicações de reajuste salarial do servidores públicos para 2011.

No Brasil do começo dos anos 1990, a inflação estava desenfreada, rapidamente corroía os salários em poucos dias.  Os aplicadores do Plano Real no Governo Itamar Franco (1994) sempre trouxeram para si o mérito de terem acabado com a hiperinflação e mantido sua taxa em baixos níveis.  FHC e seus economistas neoliberais, que se dizem "pais do Plano Real", somente omitem o fato de que, naquela época (meados dos anos 90 em diante), havia uma tendência mundial de queda da inflação, mesmo que os governos centrais não tomassem nenhuma medida.  A inflação caiu a patamares baixos desde 1995 e esteve bem controlada até pouco tempo atrás.

Entretanto, muitos artigos em jornais de direita, de centro ou de esquerda comentam cada vez mais que se vem constatando uma tendência global de subida dos números inflacionários.  E nem adianta o nosso Banco Central continuar aumentando a taxa de juros para conter o consumo da população... 

Achamos que os trabalhadores e seu movimento sindical devem também analisar o tema, estudá-lo e simultaneamente se preparar para que não caia sobre seus ombros o ônus maior de enfrentar o tal  "dragão".  Saibamos porém que essa ameaça será alardeada pelos governos para recusar-se a atender reivindicações salariais, ainda que ocorram greves mais ou menos fortes.
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Ilustração: Gazeta do Povo, 7/5/2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Big Boss da Asufepar

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Houve uns alvoroços em reuniões de Diretoria da Asufepar em meados de 2010...  Atas gravadas em áudio,  com reclamações e denúncias, promessa de revelações e até de "novos tempos" na gestão da associação dos servidores da UFPR.  Depois, a poeira assentou, um sepulcral silêncio se instalou. E se soube da ocupação de um cargo de direção na novíssima UNILA (Universidade da Integração Latinoamericana), em Foz do Iguaçu, pelo senhor presidente da Asufepar, (ex)servidor da UFPR, Vilson Kachel.

Trabalhando (sic) na UNILA, lá na tríplice fronteira, o dito servidor passou a pertencer, na prática, à categoria de técnicos de outra Instituição de Ensino Superior, certo?  Certo.  Assim, deveria no mínimo se licenciar do cargo de presidente de uma entidade dos técnicos aqui da UFPR, certo?  Errado, ele continua firme, forte, inquestionado e monocrata sobre os apáticos demais diretores, estes mesmos (parte deles) que ameaçaram fazer tanto estardalhaço no ano passado. The Big Boss, como se poderia dizer em Chicago.

Gestão ou indigestão ?

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Este Blog recebeu denúncia de que a PROGEPE da UFPR vem sendo impiedosa com servidores que recebem Adicional de Insalubridade (AI) e precisam se licenciar para tratamento de saúde. Pouco depois de entrar em licença, o AI é cortado do contracheque.

Não é a primeira vez que a Pró-Reitoria responsável pela gestão de RH discrimina servidores. Tendo entre seus dirigentes pessoas que mostram rejeição gratuita ao Plano GEAP (e morrem de amores pelas Unimeds da vida), desde princípios do ano passado deixaram de pagar o auxílio-saúde per capita integral dos Geapeanos. Foi preciso fazer denúncia ao Ministério Público e reclamar diretamente ao Reitor para que a situação se normalizasse, com o pagamento do devido valor só em dezembro/2010.

Agora, soube-se que autoritariamente a direção da PROGEPE está suspendendo o AI quando o servidor doente sai em licença médica. O servidor afasta-se para se tratar e é pego de surpresa quando vê o “tratamento cirúrgico” da Pró-Reitoria sobre seu Adicional. Mesmo quando se afasta do ambiente laboral insalubre, o trabalhador continua sofrendo uma ação nociva de médio-longo prazo dos fatores de insalubridade.

Vale aqui prestar uma informação a esses servidores duplamente penalizados, recomendando que, em defesa de seus direitos, conheçam o que está informado no site do SIAPEnet, na seção chamada “Tira-Dúvidas”, onde se pode ler, por exemplo:

Portal SIASS – Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor.
TIRA-DÚVIDAS

LEGISLAÇÃO E PROCEDIMENTOS EM SAÚDE, PREVIDÊNCIA E BENEFÍCIOS DO SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL


21. Quais afastamentos dão direito ao servidor perceber o Adicional Ocupacional [A.I.]?
Férias, casamento, luto, licença para tratamento da própria saúde, licença à gestante ou em decorrência de acidente em serviço.


Após terem cassado por meses seu adicional de insalubridade, quando retornam da licença esses servidores tem que abrir novo processo solicitando o retorno do pagamento do AI, mas muitos não estão devidamente a par disso e até deixam de montar o processo com o pedido.

Também se deve perguntar aos que se dizem paladinos defensores da categoria dos técnicos – essa diretoria do Sinditest que se proclama “Para Todos” – se, caso saibam da situação, o que estão fazendo para corrigi-la? Na verdade, de muitos foi cortado injustamente o AI e o Sinditest não incomoda o amigaço reitor por causa disso, nem a queridinha pró-reitora.

Quanto ao ilustre comando da Pró-Reitoria, até quando persistirá essa (indi)Gestão Funcional?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Tudo pela banda larga

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Uma das prioridades do governo Dilma, banda larga será ampliada com um arsenal de medidas que inclui o uso de obras de infra-estrutura com rede de cabos em paralelo, a chegada de TV por assinatura a novos municípios e investimentos complementares do setor privado. Mas o pilar do plano continua sendo o aproveitamento da rediviva Telebrás, como previa o Plano Nacional de Banda Larga do governo Lula.

Espalhar o serviço de internet de alta velocidade pelo país, e a um preço mais baixo, é uma das três prioridades, na área de comunicações, do governo Dilma. O ponto de partida é o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), concebido na gestão Lula tendo como pilar o uso da rede de cabos federais já existente, sob o controle de uma Telebrás reativada, que venderia serviços mais baratos do que as empresas privadas. Mas o governo Dilma prepara novas medidas para ampliar a rede de cabos no Brasil, diante da falta de recursos públicos que dê conta dessa necessidade.

Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o governo vai obrigar o construtor de obras como a linha do Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará São Paulo ao Rio, a montar, em paralelo, uma rede física de transmissão de dados. O mesmo vale para obras da Copa do Mundo de 2014. Também vai apoiar a aprovação, no Senado, de projeto que já passou pela Câmara e reabre o fornecimento de TV por assinatura no país. Só 238 cidades têm TV fechada hoje. A criação de novos fornecedores e canais poderá levar junto a oferta de internet banda larga.

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Fonte: André Barrocal, do site Carta Maior