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Luta sem trégua contra o governo usurpador

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Blog NaLuta suspende atividades

8 comentários:
Car@s leitor@s e amig@s, após cinco anos de atividade ininterrupta, mais de 1.500 postagens e quase cinco mil comentários, anunciamos que o Blog NaLuta suspenderá sua atividade, sem data definida para retorno.  O domínio www.naluta.net e o endereço original avancarnaluta2007.blogspot.com.br prosseguem ativos, uma vez que são testemunhas da história mais recente envolvendo a UFPR e o Sinditest, permitindo consulta às postagens antigas desde 2007.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Contraponto online aos donos da mídia

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Em iniciativa que pretende ser um contraponto à Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), a campanha Para Expressar a Liberdade, em parceria com a posTV, a Carta Maior, Revista Fórum, Brasil de Fato e Caros Amigos, vai promover nesta segunda-feira (15) uma contraconferência online para discutir liberdade de expressão na América Latina.

A SIP tem sido, nos últimos anos, a principal porta voz dos donos da mídia no continente, mas suas ações não se limitam à defesa de interesses empresariais. Não por acaso, os momentos em que ela esteve mais em evidência tiveram relação com a busca de desestabilizar governos progressistas da região.

O debate já tem confirmada a participação de pesquisadores e ativistas da Argentina, Equador, Peru, Uruguai e Brasil, e vai acontecer num formato de programa de debate online, transmitido diretamente da Casa Fora do Eixo, em São Paulo, pela posTV.

Às 17h30, o diretor de planejamento da AFSCA (órgão regulador para comunicação da Argentina), Luis Lazzaro, vai falar sobre a expectativa de adequação do grupo Clarín à lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, aprovada em 2009. Entre os brasileiros confirmados estão o escritor Fernando Morais, o professor Emir Sader e os pesquisadores do campo das políticas de comunicação César Bolaño, Dênis de Moraes, Lalo Leal, Marcos Dantas, Murilo Ramos, Suzy dos Santos e Venício Lima. A programação completa, com horários, segue abaixo.

A campanha Para Expressar a Liberdade tem a participação de dezenas de entidades da sociedade civil. A ação da contraconferência é promovida pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e pela Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão.
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Fonte: João Brant/Blog do Miro

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Sinditest e a reeleição de Zaki Akel

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De acordo com matéria veiculada no site do Sinditest em 07/10/2012, a diretoria pensa o seguinte sobre o reitor da UFPR, reeleito anteontem para um mandato que só acabará em dezembro de 2016:


"Zaki Akel, por outro lado, é um tradicional político de direita, ligado ao empresariado. Nos últimos dois anos, devido à pressão exercida por duas greves gerais, Zaki exibiu o comportamento de um 'negociador', procurando minimizar danos e ceder o mínimo possível."


A Diretoria 2012/2013 do sindicato enfatiza ainda:

"De uma coisa estamos absolutamente certos: a reeleição de Zaki Akel trará prejuízos graves para os trabalhadores e trabalhadoras da UFPR e do HC. Será uma repetição do descaso que temos visto com a questão da insalubridade, do mandado de injunção para aposentadoria especial, entre vários outros problemas."

Os ex-sindicalistas da foto acima, como se vê, acham por outro lado que "vários outros problemas" não há e está tudo azul.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A "máquina" da reitoria e o hipermarketing eleitoral venceram o pleito da UFPR

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Na eleição direta para a Reitoria da UFPR, realizada entre os dias 8 e 10 de outubro, votaram 2.156 professores, 3.585 técnicos e 9.177 alunos. Com a falta de 823 votos de alunos, não foi atingido o quorum mínimo de 10 mil que proveria o mecanismo da paridade qualificada para ponderar a votação da categoria discente (embora isso não alterasse o resultado final apurado).

Segundo proclamou a Comissão Paritária de Consulta, por volta de seis horas da manhã de hoje (11), no teatro da reitoria, a distribuição de votos válidos ficou assim:

Chapa 1 “UFPR Pra Valer” (Maria Tarcisa e Amadeu Bona) = 38,94% dos votos
*709 votos dos professores
*1.249 dos técnicos
*4.123 dos estudantes

Chapa 2 “Compromisso e Respeito” (Zaki e Rogério) = 61,06%
*1.436 votos dos professores
*2.030 dos técnicos
*4.747 dos estudantes

Reeleitos, Zaki Akel Sobrinho e Rogério Mulinari serão renomeados pelo MEC, conforme a lei, e sua gestão se estenderá até 18 de dezembro de 2016.  A comunidade da UFPR terá todo esse período para avaliar o resultado e as futuras escolhas que os mesmos gestores farão.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Tarcisa propõe eleição da Direção Geral do HC e reitor/candidato rejeita

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Na manhã de hoje, houve o último debate entre as duas chapas concorrentes à eleição direta da Reitoria da UFPR. Patrocinado pelo Sinditest, ele ocorreu no 7. andar do Anexo B do HC, reunindo cerca de 250 pessoas. O vídeo acima mostra as respostas do candidato de situação da Chapa 2, Zaki Akel, e da candidata de oposição da Chapa 1, Maria Tarcisa, à pergunta de um servidor sobre a eleição direta dos titulares de cargos na direção do Hospital de Clínicas.  

Zaki repudia a proposta de escolha direta da Direção do HC. Para escapar pela tangente, pateticamente resolveu atacar o diretor da UFPR-Litoral, taxando-o de praticante de "assédio moral" e "caudilhismo".  Opostamente, Tarcisa não vê dificuldade em preencher esses cargos de direção hospitalar por sufrágio direto.  Confira no vídeo.


Saia justa para sindicalistas apoiadores de Zaki Akel
O reitor/candidato tem o apoio dos dois tradicionais caciques pelegos do HC, Wilson Messias e Dr. Néris.  Ambos foram os principais dirigentes do Sinditest de Jan/2008  a Jan/2011.  Zaki Akel se elegeu em fins de 2008 e, em Fev/2009, indicou na canetada a Dra. Heda para ser diretora geral do HC, descartando qualquer escolha direta pela comunidade do hospital. Na ocasião, os dois caciques sindicais (v. foto abaixo) foram à posse da Dra. Heda para timidamente fazer um protesto pela não-realização da eleição - reveja a matéria de Fev/2009 neste Blog "Quer eleição direta? Vá à luta!".  Em uma passagem dessa postagem, relatava-se:

Wilson Messias e Dr. Néris "protestam" em Fev/2009 na posse do HC


"'Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...'. Recitando esse verso do poeta Fernando Pessoa, o vice-reitor Mulinari tentou imitar o final poético da Dra. Heda, mas acabou ficando cômico; afinal, a imprensa nos últimos dias tem denunciado o escândalo do suntuoso castelo não declarado à Receita do rico deputado DEMo de Minas, Edmar Moreira... Durante seu discurso, os acanhados diretores do Sinditest esticaram uma faixa, acerca do pessoal da FUNPAR, e depois outra, perguntando onde foi parar a suposta promessa de campanha do reitor sobre eleição direta no HC. Contudo, como que envergonhados com seu próprio 'protesto', em menos de 30 segundos tornaram a enrolar a faixa e mete-la sob o sovaco."

A eleição direta para direção geral do HC tem sido uma bandeira de luta dos trabalhadores.  Na atualidade, Zaki mantem sua posição: não vai fazer, vai indicar, se quiser, uma nova direção, ou manter a mesma.  Wilson Messias, Dr. Néris e outros sindicalistas que ostentam o botton da marola azul no peito vão bater palminhas para este tão democrata candidato à reeleição?  Arriaram de vez a bandeira da democracia interna no HC?

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Servidora do RU de Agrárias morre por falta de atendimento decente

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Este Blog recebeu hoje a  angustiada comunicação de uma servidora do Hospital Veterinário sobre a morte de uma colega que trabalhava no RU do Setor de Ciências Agrárias. Há indícios de imperícia ou de negligência no atendimento prestado à servidora, e também a conhecida situação do hospital que não atende este ou aquele convênio médico.

Pelo que nos foi informado, a servidora Tereza Mochelin sentiu-se mal no trabalho no RU ontem e colegas chamaram o serviço de emergências médicas Santé (3342-2525), contratado para atender toda a UFPR. Não temos detalhes se foi realizado algum procedimento pela equipe da Santé ao abordar a paciente, apenas sabemos que a ambulância a levou até a Unidade Municipal de 24 Horas do bairro Boa Vista, onde foi deixada.

Também não temos informações do atendimento na Unidade Boa Vista, se e como foi feito.  O fato é que a servidora deslocou-se dali do Boa Vista até um hospital que supunha ligado ao convênio médico privado dela e, lá chegando, constatou que o convênio não era atendido ali.  Voltou então ao RU de Agrárias, onde, ainda passando mal, teve como último gesto pedir água, morrendo em seguida. A mais provável causa da morte seria um infarto de miocárdio.

Relatamos este triste episódio abatendo uma colega de trabalho, tanto em atenção solidária à infelicidade dos amigos próximos da servidora, inconformados com a estúpida morte, como por ser necessário denunciar a incúria no atendimento de emergência dos serviços de saúde.  Perguntamo-nos se a equipe da Santé, que faz o primeiro contato com o doente, tem competência para e efetivamente realiza algum esforço de diagnóstico provisório e de tratamento imediato.  

Deve-se indagar se a servidora foi de fato atendida no posto do Boa Vista, e como foi.  Ela foi despachada pelo pessoal do posto ou por conta própria resolveu procurar um hospital?  Não temos esses dados, mas ao menos em uma unidade de atenção primária do município deveria haver profissional médico capaz de identificar uma emergência com potencial risco à vida do paciente, tratando, deixando sob observação atenta, jamais liberando. Faltava muito pouco para Tereza se aposentar.  A incompetência e negligência  de autoridades públicas responsáveis pela saúde chegaram antes, com suas consequências irreversiveis.

Debate de reitoráveis da UFPR no HC nesta sexta, 5/10, às 09h30

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Paridade qualificada na eleição direta para a Reitoria da UFPR - um marco

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Nos próximos dias 8, 9 e 10 de outubro, a UFPR viverá sua oitava eleição direta para a sucessão na Reitoria.  Desta vez, entre algumas modificações introduzidas no regimento, a mais importante é a chamada paridade qualificada quanto ao peso efetivo do voto dos estudantes.  Em todas as eleições anteriores, desde 1985, cada categoria eleitora da comunidade teve peso de voto equivalente a 1/3 (paridade), mas é evidentemente muito mais difícil mobilizar dezenas de milhares de estudantes para o sufrágio (para preencher o seu 1/3 o mais completamente possível) do que mobilizar os pouco mais de 2500 docentes e 6 mil técnicos.  Pela fórmula simplificada anterior, o peso efetivo do voto de um docente equivalia ao de 12 estudantes.

Porém, para que o "terço cheio" do voto estudantil possa ser considerado (paridade qualificada), um patamar mínimo de 10 mil alunos (num total de 32 mil, aproximadamente) deve comparecer às urnas. Se isto não ocorrer, mantem-se a fórmula simplificada antiga.  É um desafio difícil para ser superado, pois a média de comparecimento de alunos em eleições da reitoria gira em torno de 7 a 8 mil votantes. Mas, esperamos que o quorum estudantil acima de 10 mil possa ser obtido, o que será um marco na história das eleições da reitoria.

O Blog agradece às duas companheiras do movimento estudantil que posaram para a foto acima, trajando as camisetas especialmente confeccionadas para mobilizar para a participação nas eleições.

Teoria e prática do iluminismo zakirrogeriano

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Mais um breve, mas muito ilustrativo trecho do debate entre as chapas concorrentes à eleição direta para Reitoria da UFPR, realizado em 02/10/2012.  O atual vice-reitor, candidato à reeleição pela Chapa 2, demonstra seu iluminado cabedal didático-pedagógico sobre o que entende como aprendizado prático nos cursos das Ciências Naturais e nos das Ciências Humanas. Um marco do pensamento pedagógico azuloide.

Todas as bermudas são iguais perante a lei

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"Eu sou um ser humano..."

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O vídeo acima mostra a fala do professor Amadeu Bona Filho, médico veterinário, candidato a vice-reitor pela Chapa 1 de Oposição à Reitoria da UFPR, durante debate entre as duas chapas concorrentes, na última terça-feira (2).  Bona criticava as péssimas condições de trabalho dos servidores do Hospital de Clínicas, dizendo que até no Hospital-escola Veterinário da UFPR as condições estariam melhores.  

Nessa ocasião, para mostrar serviço ao chefe-reitor/candidato, o arquipelego Dr. Antonio Néris (ex-vice-presidente do Sinditest) berra da plateia: "Eu sou um ser humano!", tentando perturbar a fala do professor Bona.  Dr. Néris foi depois advertido pela mesa de que novas manifestações como essa obrigariam a pedir a retirada do perturbador para fora do auditório.  É disso que o vídeo faz sua zoação...

Você não foi jogar conversa fora neste papo-cabeça?

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Cem cabeças pensam m... elhor que...

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Sinditest debate suas contas da greve e eleição de reitor em assembleia dia 4

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A Diretoria do Sinditest convoca assembleia para a próxima quinta-feira, 4/10, no anfiteatro 100 do Ed. D. Pedro I, a partir das 09h30.  A pauta tem muitos temas, nos informes e na seção deliberativa oficial. Deve render uma discussão acalorada, devido às tensões exacerbadas dentro da categoria também por causa das eleições do momento (municipais e da reitoria).  Veja os itens da pauta:

1. INFORMES
a. Insalubridade
b. Reajuste convênio Unimed
c. Processos judiciais contra o sindicato
d. Outros

2. PRESTAÇÃO DE CONTAS
a. Prestação de contas trimestral
b. Fundo de greve

3. CONSELHO FISCAL

4. ELEIÇÕES PARA REITOR


Nesta terça-feira, 2/10, debate entre reitoráveis

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O único grande debate entre as candidaturas à Reitoria da UFPR, patrocinado pela Comissão de Consulta (CPC), acontecerá amanhã (2), às 19h00, no teatro da reitoria.  A grande discussão de propostas ficou parcialmente prejudicada pelo relativo esvaziamento provocado pelas greves recentes.  Assim, o debate do dia 2 será momento importante para a comunidade buscar avaliar as diferenças entre as chapas de oposição da professora Maria Tarcisa e a de situação do reitor-candidato Zaki Akel.

Existe outro debate, convocado pelos Centros Acadêmicos do Setor de Tecnologia, que vai se dar em 3/10 (4a.feira) no auditório da administração do Centro Politécnico.  O horário deste debate, porém, está espremido no período do almoço, entre 12h00 e 13h30.

Há pouco soubemos que o Sinditest também deve chamar um debate dentro do HC, que será na sexta-feira (5),  a partir de 09h30, no anfiteatro do 7. andar do Anexo B.

A eleição direta para a Reitoria, mandato 2012-2016, será na próxima semana, dias 8 e 9/10 no campus Palotina e nos dias 9 e 10/10 nos demais campi da UFPR.

Mais informações e notícias, os estudantes, técnicos e professores (ativos e aposentados) podem obter nos informativos impressos das duas campanhas, assim como consultando os sites das chapas:

CHAPA 1 - UFPR PRA VALER - OPOSIÇÃO
Reitora Maria Tarcisa Bega / Vice-Reitor Amadeu Bona Filho
Site: www.ufprpravaler.com.br
Página no Facebook: http://www.facebook.com/UfprPraValer?fref=ts

CHAPA 2 - SITUAÇÃO
Reitor Zaki Akel / Vice-Reitor Rogério Mulinari
Site: www.zakireitor.com.br

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Eminentíssimo meritíssimo dá imediato novo direito de resposta ao grupo de Roseli

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A "rainha dos cavaletes" eleitorais de Curitiba (segundo expressão cunhada por um blogueiro da cidade) obteve com facilidade da "Justiça" mais uma decisão a seu favor, no que julga seu direito de responder a ataques ditos caluniosos de adversários da categoria dos técnico-administrativos da UFPR.  Roseli Isidoro e seu grupo - que apoia a reeleição do tucanoide Zaki Akel a reitor da UFPR, ao lado dos pelegos Dr. Antonio Néris e Wilson Messias -  entenderam como ofensivo o conteúdo do recente "Jornal do Sinditest". Acionaram sua assessoria jurídica e de pronto obtiveram o almejado, forçando a Diretoria do Sinditest a publicar um direito de resposta.

Chama atenção no texto do direito de resposta [clique aqui para ler toda a baboseira] um trecho que diz o seguinte: "Não podemos deixar de dizer a respeito daqueles senhores que doze anos atrás se utilizaram da entidade para nos atacar, que os perdoamos."  

Os "senhores" a que se refere o texto da rainha dos cavaletes Roseli Isidoro & Cia. são os 11 réus que pinçaram arbitrariamente da diretoria total de 25 membros da gestão 2000/2001. 

Ora, depois de auferir seus milhares de reais do Sinditest, a rainha dos cavaletes resolve "perdoar" seus supostos caluniadores. Não se poderia esperar outra coisa de quem agora está abraçada com quem a maltratou. Roseli está ombro-a-ombro com o Dr. Néris e com Wilson Messias, todos juntos para reeleger o tucanoide Zaki Akel, que lhes garantirá benesses. Patético! E obviamente pelego, e sem futuro.


Da parte do editor deste Blog, NÃO QUERO PERDÃO PORRA NENHUMA! Quem em erro não incorreu, não tem do que se desculpar, não tem por que pedir perdão, imbecis! ENFIEM O SEU PERDÃO! JÁ ESTÃO LOCUPLETADOS COM O DINHEIRO DOS FILIADOS, ENTÃO APROVEITEM! PEGUEM A GRANA E INSTALEM MAIS CAVALETES PARA A RAINHA DELES!! BANDO DE APROVEITADORES DA CATEGORIA DOS TÉCNICOS!! 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Findas as greves, UFPR se volta mais para a eleição direta da Reitoria

2 comentários:
Reproduzimos matéria publicada em 17/09 no site de campanha da Chapa 1 UFPR Pra Valer:

"A desvalorização de professores e técnicos administrativos, a falta de incentivo à pesquisa e os problemas decorrentes do Reuni fizeram a UFPR, assim como várias outras universidades do país, parar para pedir mais respeito com os profissionais.

Depois de quatro meses, a normalidade volta a reinar na Federal. O certo é que nada foi em vão. Embora as negociações com o governo e com a Reitoria não tenham evoluído como o esperado, a sociedade paranaense agora sabe que a UFPR precisa de muito mais.

Enquanto tudo isso acontecia, um grupo de estudantes, professores e técnicos administrativos – também em greve – construíam um novo caminho para UFPR.


Eleições
Em 2012, ano em que a Universidade completa 100 anos, além das eleições municipais, a comunidade da UFPR participa das eleições para reitor e vice no exercício 2012-2016. Embora o atual reitor tivesse falado que seria reitor de um mandato só, está novamente na disputa. Mas esta consulta da UFPR conta com a candidatura da oposição, a Chapa 1, Tarcisa e Bona. Alívio para muitos.

É com orgulho que apresentamos a você a candidatura UFPR Pra Valer! Encabeçada pela professora Maria Tarcisa Bega, diretora do Setor de Ciências Humanas Letras e Artes, e pelo candidato a vice, Amadeu Bona Filho, professor e ex-diretor do Setor de Ciências Agrárias e atual Coordenador do curso de Medicina Veterinária, a UFPR Pra Valer é Oposição de verdade à atual inércia vivida pela Universidade.

Por entendermos que o atual abandono da UFPR não condiz com a história da primeira universidade do País, decidimos unir forças. Deixar diferenças de lado econstruir um novo caminho para a UFPR. Um caminho que devolva a nossa Federal à vanguarda. Espaço em que o ensino, a pesquisa e a extensão, assim como antes, contagiem e contribuam para a sociedade paranaense.


Candidato ou reitor?
Talvez por não fazer praticamente nada do que prometeu, o reitor voltou atrás e é candidato mais uma vez. Deseja desesperadamente mais quatro anos à frente da UFPR. Falamos em desespero, mas a campanha do reitor não passa por nenhuma dificuldade material. A fama do reitor/candidato de querer aparecer mais do que a comunidade acadêmica ganhou força enquanto a greve pairava na Universidade. Os informativos, a listagem oficial com os endereços da comunidade acadêmica, o carro oficial os funcionários terceirizados, enfim. Inúmeras são as denúncias. O reitor/candidato tem deitado e rolado na condição de reitor para tentar emplacar o que ele chama de "Onda Azul".

É esse o panorama que o pessoal que faz a campanha da Oposição está enfrentado todos os dias. A democracia tem dado lugar ao uso da máquina. Sem nenhum pudor ou ressentimento, o candidato da situação tem se portado como um ser acima do bem e do mal. Desafia a inteligência de todos achando que pode chegar a mais um mandato na base da fantasia e do aparelhamento da UFPR. É esse o anorama que o pessoal que faz a campanha da Oposição está enfrentado todos os dias.


Escolha um lado
Por aí você já teve uma ideia do jogo duro que vamos enfrentar até os dias 8, 9 e 10 de outubro – datas da eleição. Se você também quer mudança, venha com a gente Construir uma UFPR Pra Valer.

Dê uma passada no nosso Comitê, entre na campanha e ajude a mudar a nossa história!
Comitê Tarcisa e Bona: Rua General Carneiro, nº 50. 
Telefone: 3015-0216"

A Oposição à reitoria marqueteira da UFPR tem sede: rua General Carneiro, 50

2 comentários:
Na oitava eleição direta da Reitoria, na história da UFPR, este Blog tem lado.  Está com a Oposição ao reitor Zaki Akel Sobrinho, representada pela Chapa 1 "UFPR Pra Valer", de Maria Tarcisa/Amadeu Bona Filho.  Com coerência, seguimos a posição crítica que já tínhamos sobre a proposta do professor Zaki quando ele se sagrou reitor em setembro/2008, e porque, acompanhando a trajetória nesses 4 anos de gestão, continuamos não gostando do que vimos.

Assim, eu, Paulo Adolfo (Dodô), como editor deste Blog - bem como numeros@s companheir@s e leitor@s que frequentemente se referenciam em nossas matérias - recomendamos o voto na professora Tarcisa, que virá a ser a primeira mulher eleita Reitora nos 100 Anos da UFPR.  

E mais: diante da desfaçatez com que o candirreitor Akel abusa da "máquina" da reitoria para sua campanha de privilégios, sem tomar a atitude decente de se licenciar/desincompatibilizar, nós recomendamos não só o voto, como também o ativo engajamento na campanha de Oposição de todos os que mantem consciência crítica sobre o que deva ser uma Universidade Pública.

E convidamos para que conheçam a nova sede de campanha da Chapa 1, na rua General Carneiro, 50, defronte ao Hospital de Clínicas (foto acima).  Ali funciona o QG de luta pela "Primavera do Centenário", que chegará em 9 e 10 de outubro na UFPR.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Cobrança de 107 mil de Roseli Isidoro contra o Sinditest: por uma assembleia geral já!

6 comentários:

Não se pode aceitar a situação criada com a cobrança judicial de 107 mil reais de Roseli Isidoro e seu grupo contra o Sinditest.  A judicialização de conflitos político-sindicais entre antigos adversários é inaceitável, nem a penalização de toda uma categoria por causa da briga de uns poucos, que, para acentuar ainda mais a sacanagem, ainda estão aos beijos e abraços nas botas do reitor-candidato.

Por isso, entendemos que somente a base deve decidir sobre uma situação como essa, e imediatamente deve ser convocada uma assembleia na qual se analise como proceder diante dessa cobrança.  Uma assembleia que, inclusive, revogue as decisões da assembléia-fantasma de 3 de outubro de 2008, quando Wilson Messias, Dr. Antonio Néris e mais um punhado de seus acólitos definiram que todas as ações judiciais movidas contra eles e outros dirigentes sindicais sempre seriam cobertas pelo Sinditest.  Uma assembleia em que se preste contas do uso dos recursos pagos por todos.  Uma assembleia que acabe com a sacanagem nas finanças do sindicato.  

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sinditest desconta mensalidade a mais, mas reconhece erro

7 comentários:
A direção do Sinditest atribuiu ao SIAPEnet um erro sobre o desconto em dobro da mensalidade além do período da greve.  Durante a greve, a categoria aprovou o desconto em dobro de 0,5% sobre o vencimento básico a título de fundo para as atividades de mobilização e representação no CNG de Brasília.  Espera-se, contudo, que a diretoria sindical convoque para breve uma assembleia em que sejam prestadas as contas dos recursos usados na greve, bem como se regularize de vez a decisão de uma assembleia, no começo da greve, que definiu que o desconto sindical deve se dar exclusivamente sobre o vencimento básico.

A íntegra do jornal que está obrigando os técnicos filiados ao Sinditest a pagar 107 mil reais a Roseli Isidoro e mais cinco servidores

2 comentários:
Publicamos aqui a íntegra do "Jornal do Sinditest" de janeiro do ano 2000, que motivou um processo por danos morais movido pela servidora licenciada Roseli Isidoro e mais cinco servidores, pelo qual a categoria está obrigada, através do Sinditest, a desembolsar 107 mil reais de indenização, custas e honorários advocatícios.  Republicamos por uma questão de memória sindical e por entender que a categoria deve saber a razão pela qual seu sindicato poderá ser financeiramente penalizado, uma vez que todo o processo está tramitado e julgado. Clique nas figuras e use o controle de zoom de seu navegador de internet para ampliá-las.





quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Eleição direta da Reitoria da UFPR será dias 9 e 10 de outubro

2 comentários:
A Comissão Paritária de Consulta (CPC), embora ainda sem plena certeza da data de encerramento da greve docente na UFPR, indicou os novos dias para a realização da eleição direta para a reitoria: 9 e 10 de outubro. A previsão anterior era final de agosto, inviabilizado pelo prolongamento das greves de técnicos e professores.  No campus de Palotina, a eleição ocorre antes, nos dias 8 e 9.

Debate de reitoráveis
Uma das oportunidades de a comunidade  assistir diretamente ao confronto de ideias entre a chapa de oposição Maria Tarcisa/Amadeu Bona e a de situação Zaki Akel/Rogério Mulinari será o debate marcado sob auspícios da CPC para  2 de outubro, às 19h00, no teatro da Reitoria.  Este é o único debate patrocinado pela CPC, infelizmente, mas isso não impede que as entidades da comunidade, unidades e setores da UFPR possam organizar outros, para que as chapas possam explicitar melhor suas grandes diferenças.

Devido ao esvaziamento natural da universidade, decorrente da greve, essa discussão ficou restrita a círculos pequenos da comunidade até agora, e é preciso que se amplie o mais possível no curto espaço até a eleição.

Professores da UFPR aprovam suspensão da greve nacional

Um comentário:
Há cerca de meia hora, a assembleia geral dos professores da UFPR votou por muito ampla maioria a suspensão da greve iniciada em 17 de maio.  Segundo informação da mesa dirigente da reunião, a suspensão da greve implica que ainda se manterão em funcionamento os Comandos Local e Nacional do movimento, agora basicamente com a função de acompanhar desdobramentos do PL 4368/12 (do reajuste salarial oferecido pelo MPOG e outros temas ligados à carreira). 

O retorno às aulas ocorre na próxima segunda-feira (17/09) e o Conselho de Ensino e Pesquisa (CEPE) da UFPR deverá aprovar novo calendário acadêmico para reposição das aulas.

MPF vai entrar com ação para volta imediata das aulas na UFPR

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O Ministério Público Federal do Paraná (MPF) pretende entrar nesta quarta-feira (12) com uma ação civil pública contra a Universidade Federal do Paraná, o Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes-SN) e a Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (Apufpr) para que as aulas dos dois últimos períodos de todos os cursos retornem imediatamente.

Com 119 dias de paralisação, a Apufpr agendou para esta quinta-feira (13) uma assembleia que discutirá a suspensão da greve. De acordo com o presidente do sindicato, Luis Allan Künzle, a decisão do MPF também entrará em discussão e poderá provocar o encerramento da paralisação. Nesse caso, o sindicato disse que continuará tentando reabrir as negociações com o governo. “Mesmo se for decidido o fim da greve, não vamos deixar de pressionar o governo para as reivindicações da categoria”, afirmou Künzle.

No entendimento do MPF, a paralisação total dos serviços educacionais da universidade é abusiva e a situação dos alunos dos últimos períodos é ainda mais grave, visto que os estudantes podem sofrer com prejuízos irreparáveis. O MPF ainda informou que, se a greve for mantida por mais alguns dias, não haverá tempo suficiente para que haja readequação nos calendários letivos.


Assembleias anteriores
No dia 5 de setembro, os professores da UFPR decidiram em assembleia manter a paralisação, em uma votação acirrada e tensa: foram 238 votos dos presentes contra e 225 a favor do retorno das aulas. Após a votação, os professores descontentes esvaziaram a assembleia e não quiseram discutir os outros pontos da pauta.

No fim do mês de agosto, o reitor da UFPR Zaki Akel Sobrinho afirmou que, se as aulas voltassem em setembro, o calendário letivo poderia se estender até o final de março de 2013. Com a permanência da paralisação, ainda não há previsão de novo calendário.
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Fonte: Gazeta do Povo-13/09/2012

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O jornal sindical que levou ao ganho da ação de 107 mil para Roseli Isidoro

8 comentários:
Gerou comemorações de uma parte e, de outro lado, indignação e curiosidade a notícia de que a ex-sindicalista Roseli Isidoro e mais cinco servidores da UFPR obtiveram ganho de causa numa ação judicial que obriga o Sinditest a lhes pagar mais de 107 mil reais.  A principal peça acusatória que motivou o processo é um "Jornal do Sinditest" datado de Janeiro/2000.  Trechos dele foram considerados causadores de danos morais à pessoa de Roseli e demais autores da ação.

Uma vez que está tramitado em julgado o processo, forçado o Sinditest a pagar o montante da indenização pecuniária e também já em distribuição na categoria 5 mil exemplares de um Boletim do sindicato que veicula o direito de resposta do grupo de Roseli, pensamos que a base tem direito à memória para saber o conteúdo do famigerado jornal de Janeiro/2000.  Encontramos, no fundo do baú, este jornal que, na seção de expediente, não menciona nenhum jornalista responsável, apenas cita que se trata do "Órgão de divulgação do Sinditest".

Não dispondo no momento de um scanner maior, teremos que publicar aos poucos somente os trechos em que aquele jornal fez comentários sobre a gestão sindical de Roseli (1996-1999), pondo de lado matérias sobre assuntos nacionais e outros.  Abaixo, para começar, estão o editorial da capa, intitulado "Nova gestão 'arruma a casa' e define plano de trabalho" e uma matéria da página 2.  Fica a critério d@s leitor@s avaliar onde estariam os trechos altamente ofensivos à honra dos acusadores. Clique sobre as figuras para ampliar.

Jornal do Sinditest-Janeiro/2000 - Editorial da capa

Jornal do Sinditest-Janeiro/2000 - Box na pág. 2

Em próximas postagens publicaremos trechos das páginas finais 3 e 4.

A tentativa de sufocar a blogosfera

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No mais recente atentado contra a liberdade de expressão no Brasil, o prefeito de Curitiba e candidato à reeleição Luciano Ducci processou o blogueiro Tarso Cabral Violin, apenas porque discordou de duas enquetes publicadas na página mantida pelo blogueiro. A Justiça Eleitoral, num gesto inexplicável, deu ganho de causa ao prefeito-censor e estipulou uma multa de R$ 106 mil, o que inviabiliza a continuidade do blog. No mesmo Paraná, o governador Beto Richa também persegue de forma implacável o blogueiro Esmael Morais, que já foi processado várias vezes e coleciona multas impagáveis.

Em outros cantos do país, a mesma tática, a da judicialização da censura, tem sido aplicada visando intimidar e inviabilizar financeiramente vários blogs. Alguns processos já são mais conhecidos, como os inúmeros que tentam calar os blogueiros Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif. No fim de 2010 e início de 2011, o diretor de jornalismo da poderosa TV Globo, Ali Kamel, também ingressou na Justiça contra seis blogueiros – o que prova a falsidade dos discursos dos grupos de mídia que se dizem defensores da liberdade expressão. Criticado pelos blogueiros, pelo seu papel manipulador nas eleições de 2006 e 2010, Kamel parece ter escolhido a via judicial para se vingar dos críticos.

Se os juízes de primeira instância parecem pressionados diante de autoridades e empresas de comunicação tão poderosas, é preciso garantir que os tribunais superiores mantenham-se atentos para garantir que a liberdade de expressão não se transforme num direito disponível apenas para meia dúzia de famílias que controlam jornais, TVs e rádios brasileiras.

Além da judicialização da censura, também está em curso no país uma ação ainda mais violenta contra os blogueiros – com ameaças de morte e até atentados. Em 2011, o blogueiro Ednaldo Filgueira, do município de Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, foi barbaramente assassinado após questionar a prestação de contas da prefeitura. Outro blogueiro também foi morto no Maranhão. Há várias denúncias de tentativas de intimidação com o uso da violência, principalmente em cidades do interior onde a blogosfera é o único contraponto aos poderosos de plantão.

Como se não bastassem os processos e as ameaças físicas, alguns setores retrógrados da sociedade também tentam impedir a viabilização financeira da blogosfera através de anúncios publicitários. Recentemente, o PSDB ingressou com ação na Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) questionando os poucos anúncios do governo federal em blogs e sítios de reconhecida visibilidade. A ação foi rejeitada, o que não significa que não cumpriu seu objetivo político de intimidar os anunciantes. Até o ministro Gilmar Mendes, do STF, tem atacado a publicidade nos blogs.

Diante desses atentados à liberdade de expressão, o Centro de Estudos Barão de Itararé manifesta a sua total solidariedade aos blogueiros perseguidos e censurados. É preciso denunciar amplamente os que tentam silenciar esta nova forma de comunicação.

É urgente acionar os poderes públicos – governo federal, Congresso Nacional e o próprio Supremo Tribunal Federal – em defesa da blogosfera. É o que faremos, em parceria com as demais entidades da sociedade civil, em especial com o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), requisitando audiências junto ao STF, STJ, TSE, Congresso Nacional e Ministério da Justiça.

Pedimos, ainda, a atenção da Secretaria Especial dos Direitos Humanos para o tema. Liberdade de expressão não é monopólio de meia dúzia de empresários. É um patrimônio do povo brasileiro, garantido na Constituição. A comunicação é um direito básico do ser humano, que precisa ser respeitado.
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Fonte: Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O joio e o trigo não podem se misturar

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Publicamos, a pedido, o artigo "O joio e o trigo não podem se misturar", de autoria do técnico-administrativo Luiz Fernando Mendes.

"Fui diretor do Sinditest na gestão 1998-1999 e discordei inteiramente da forma como agiu a diretoria do sindicato em 2000, então comandada por Antonio Néris, quando publicou um jornal cheio de calúnias e inverdades.

Entretanto, discordo igualmente de todos os outros dirigentes da minha gestão. Dinheiro da categoria é sagrado! Com o dinheiro da categoria não se brinca! Não é o dinheiro da categoria que vai limpar o meu nome na justiça nem lavar a minha alma.

O dinheiro da contribuição sindical de cada um dos filiados do Sinditest serve, sim, para desenvolver a luta dos trabalhadores, construir o movimento reivindicatório da categoria. Lisura com o patrimônio dos técnicos administrativos é uma questão de princípio.

Muito me admira que Roseli Isidoro, Arielto Conceição Alves, Paraná, Setim, Rosemeri Polezi e Norton Nohama, todos ex-dirigentes sindicais, não tenham esse tipo de princípio como norte. Por isso, não misture o joio com o trigo.


O joio e o trigo se misturam
Fico aqui a conversar com meus botões. Ora, o grupo da Roseli entrou na justiça contra o grupo do Néris. A determinação judicial foi jogar a dívida no colo do sindicato e o Sinditest, se conseguir, que cobre o valor dos dirigentes considerados réus.

Mas quando digo que o joio e o trigo se misturam é porque vejo os dois grupos (acusados e acusadores) de mãos dadas pra cima e pra baixo com o reitor, com a gestão. Gente, sindicato é dos trabalhadores. Patrão tem de ser colocado no seu devido lugar."
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Luiz Fernando Mendes, técnico-administrativo da UFPR desde 1980 e diretor do Sinditest na gestão 1998-1999.

Diretoria do Sinditest repudia dívida judicial a ser paga a Roseli Isidoro

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O Sinditest completa 20 anos de existência em novembro deste ano.  A iniciativa de fundá-lo partiu de todos os grupos e lideranças que já atuavam na categoria ao longo dos anos 80, quando existia apenas a Asufepar.  Moacir foi presidente provisório no período que precedeu a primeira eleição sindical, e Antonio Néris elegeu-se o primeiro presidente no mandato 1993-95.  Nessa época, o grupo que era praticamente um só brigou feio e rachou, surgindo a candidatura de Roseli Isidoro (então servidora do HC) a presidente, que ganhou a eleição contra Néris e fez dois mandatos, de 1996 a 1999.  Entretanto, desses antigos rachas brotaram ódios viscerais entre o grupo ligado a Roseli e o de Antonio Néris.

Néris reconquistou a presidência, derrotando o grupo de Roseli no final de 1999 e a briga não parou aí.  Logo no começo do ano 2000 Néris ordenou a publicação de um jornal com textos criticando a administração anterior de Roseli, trazendo insinuações sobre supostos desvios de recursos.  A autoria exata desses textos nunca foi revelada.  Roseli, sentindo-se vítima de danos morais pela publicação da gestão de Néris, iniciou processo judicial, exigindo indenização e direito de resposta.  Na mesma ação judicial também ingressaram Méri Polezi, Mário Setim, Norton Nohama, Gessimiel Germano ("Paraná") e Arielto Alves.  

A ação começou em meados de 2000 e faz poucos meses que a Justiça confirmou ganho de causa para Roseli, obrigando o Sinditest a pagar mais de cem mil reais.  Não conseguindo identificar a autoria pessoal (ou autorias) dos textos considerados ofensivos, o grupo de Roseli resolveu nomear réus todos os membros da diretoria executiva da gestão 2000-2001, um total de 16 pessoas.  Várias reuniões de diretorias passadas do Sinditest e até uma assembleia em 2008 (convocada de modo questionável) consideraram que, não sendo apontado o autor do texto e sendo o jornal um veículo de comunicação da entidade, a responsabilidade judicial deveria ser de toda a entidade, ou seja, de todos os filiados.

Foi preciso recuperar resumidamente esse histórico para contextualizar a cobrança de R$107 mil que o grupo de Roseli hoje faz sobre a atual diretoria do Sinditest.  Indignada com a cobrança e obrigada a publicar em larga tiragem um direito de resposta, a diretoria emitiu nota no site do Sinditest intitulada 
"Conflito entre Roseli Isidoro e Antônio Néris causa prejuízo de 107 mil reais para a categoria".  Inclusos nesse montante estão cerca de R$13.700 para cada um dos seis autores da ação e valores relativos a custas judiciais.

É péssimo quando grupos ou pessoas recorrem ao poder judiciário para tratar de problemas que são políticos, ao invés de tentar resolve-los nas instâncias internas do movimento sindical.  Por outro lado, à medida que foi passando o tempo nesta década, ficou claro como o método mandonista de certas lideranças, como o Dr. Néris e Wilson Messias, foi aos poucos sufocando a democracia sindical nesta entidade.  Basta rever diversas matérias publicadas ao longo de cinco anos neste Blog.  Situação lamentável nos 20 anos do Sinditest.

Prestação de contas da greve 2012: haverá assembleia do Sinditest?

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A greve deste ano, diversamente de 2011, alcançou certas conquistas.  Parabéns para a luta da categoria e direções do movimento.  Na UFPR, uma assembleia logo no início da greve, em junho, acertadamente aprovou o desconto de uma mensalidade a mais a título de fundo de greve, cobrado até o mais recente contracheque.  O fundo foi importante para garantir presença dos delegados de base em Brasília e para viabilizar as manifestações locais, que foram muitas, dando visibilidade ao movimento.

Agora é chegada a hora de a base saber com mais detalhe como foram empregados esses recursos, que, afinal, foram por essa mesma base assegurados.  Nas greves deste início de milênio, somente a gestão presidida por José Carlos Belotto (2006-2007) realizou uma assembleia específica para apresentar a contabilidade da greve de 2007.

Já a gestão dos arquipelegos Wilson Messias e Dr. Néris, na greve de 2011, depois que a paralisação se encerrou no final de setembro, não fez mais nenhuma assembleia geral para prestar contas de nada... que dirá do emprego de recursos gastos naquela fracassada greve!  Além das quantias desencontradas que disseram ter despendido naquela greve, os pelegos amigos do candidato-reitor Zaki Akel tinham mais coisas a esconder, por isso esquivaram-se de reunir a base, até que perderam a eleição sindical no final de 2011.

Na nova gestão do Sinditest, presidida pela colega Carla Cobalchini, entendemos que transparência plena é um dos elementos integrantes da plataforma com que se elegeu presidente, e esperamos que a diretoria sindical convoque para breve uma assembleia geral em que a categoria possa verificar o demonstrativo do uso dos recursos.  Além disso, resta uma pendência sobre o modo do desconto de 0,5% no contracheque relativo à mensalidade sindical, que uma diretoria transparente deve saber tratar com franqueza e seriedade, uma vez que já foi objeto de deliberação de uma assembleia na greve.  

Aumento de 22,7% no vale-alimentação dos técnicos

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Uma das conquistas da recente greve nacional da FASUBRA, embora também modesta como o reajuste trianual de 15,8%, é o aumento do valores do auxílio-alimentação e do auxílio-saúde suplementar per capita.  A merreca concedida para a alimentação passa dos atuais R$304 para R$373,00, um reajuste de 22,7%. Já o auxílio-saúde per capita, uma vitória remanescente da greve de 2007, será reajustado entre 15 e 30% conforme as faixas etárias dos beneficiários (os de maior idade recebem mais).  De fato, é pouco, e os TAE ainda estão entre as categorias de menores remunerações e valores de benefícios dos três poderes, mas, se nenhuma luta houvesse, não se obteria essas conquistas, ainda que modestas.

Greve docente prossegue mas já não empolga ampla maioria

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Por apenas 13 votos de diferença na assembleia realizada em 5 de agosto, foi mantida a greve dos professores da UFPR.  No auditório da administração do Centro Politécnico, onde reuniram-se cerca de 500 professores, foram 238 votos defendendo manutenção da greve e 225 por sua suspensão nacional.  Não está anunciada ainda uma nova assembleia no site da APUFPR.  Assembleia dos docentes da UTFPR também manteve a greve.

Em nível nacional também já não é ampla a maioria que propõe a continuidade da paralisação. O quadro do CNG-ANDES sobre a rodada de assembleias de base da semana que passou mostra que 17 IFES optaram pela manutenção da greve, mas 13 propuseram a suspensão (segundo comunicado do CNG de ontem).  Com este placar, o CNG-ANDES indica a continuação da greve e tentará intensificar contatos junto a parlamentares do Congresso Nacional para intervir sobre o conteúdo do PL 4368/12 e reabrir negociações com o MPOG.

Tarefas bastante difíceis, uma vez que o Governo se mostra inflexível em sua disposição de não mais negociar e de aprovar como está o PL 4368, além do que praticamente todos os parlamentares estão de olhos mais voltados para as eleições municipais do que com o que tramita no Congresso.
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Foto: APUFPR


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Assembleia dos professores da UFPR debate suspensão da greve na quarta-feira, 5

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O Comando Local de Greve dos professores da UFPR está convocando assembleia geral extraordinária nesta quarta-feira (5/9), para debater a continuidade ou não da greve, bem como o que o movimento docente fará em relação ao Projeto de Lei 4368/2012 (resultante do acordo de reajuste salarial assinado entre MPOG e PROIFES-Federação).

A assembleia será  no Auditório de Administração do Centro Politécnico, a partir das 14 horas.  A pauta inclui também avaliação do andamento da negociação em torno da pauta local.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

De pedais a pedalinhos

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Na ensolarada manhã de sábado que inaugurou setembro de 2012, o reitor-candidato foi convocado para mais uma mega-atividade de sua azuloide campanha reeleitoral. Uma pedalada do pátio da reitoria até o campus Botânico.  Eram tantos, tantas, mas tantas CDs ("Ciclistas Dedicados") que, por onde passaram, provocaram engarrafamentos monumentais com suas imponentes bikes.  O candidato-reitor olhava para trás e perdia a vista nas vastas multidões de abnegados apeladores, digo, pedaleiros...  Certamente, naquele glorioso sábado, ele deve ter almoçado muito satisfeito por esta singela campanha que espontaneamente aglutina legiões de FGs ("Fãs Gratos").   

Curiosamente, o notório bicicleteiro da UFPR Belotto não foi.

Indecisa, ANDES joga para as bases como resolver a greve dos professores

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Em um Comunicado Especial datado de ontem (2/9), o Comando Nacional de Greve da ANDES-SN não sugere nenhum indicativo sobre o que fazer com a greve dos professores iniciada em 17 de maio.  O CNG limita-se a dizer que, por enquanto, a greve continua, e que as associações docentes devem fazer assembleias nas quais, desta vez, fica "autorizado" fazer o debate sobre manter ou findar a greve, bem como de qual data seria a melhor para uma saída unificada. Na assembleia de greve da APUFPR da semana passada, a mesa impediu que a continuidade da greve fosse posta em discussão e voto.

Portanto, nesta semana mais curta, de 3 a  6 de setembro ocorrerão assembleias de base dos professores analisando se mantêm ou suspendem a greve. Durante o feriadão, o CNG-ANDES irá tabular o resultado dessas assembleias e, possivelmente, só a partir do próximo final de semana aponte uma interrupção de greve, a qual ainda terá de ser ratificada por nova rodada de assembleias de base na semana que vai de 10 a 14/09.  Até este momento, o site da APUFPR não informa quando será a assembleia dos professores da UFPR.

O Governo, via MPOG, já afirmou categoricamente que não negocia mais nada com o CNG-ANDES e encaminhou o Projeto de Lei 4368/12, que embute o acordo salarial firmado com a outra entidade nacional docente, o PROIFES-Federação.  Nem o MEC deu sinal de que receberia em audiência o CNG-ANDES.


Eleição da Reitoria da UFPR
Em meio ao quadro de incerteza sobre a data de volta dos professores ao trabalho, a Comissão Paritária de Consulta (CPC), organizadora da eleição direta para a Reitoria, ainda não tem como definir os dias para a consulta.  Fala-se em 26-27/09 para realizar a eleição, mas se o fim da greve ainda demorar, essa data poderá ser remarcada para 3 e 4 de outubro, de modo a dar minimamente algum tempo para que os alunos, voltando às aulas, possam se inteirar das propostas das candidaturas de Maria Tarcisa e de Zaki Akel.      

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Professores da UFPR mantem greve

Um comentário:

Os professores da Universidade Federal do Paraná decidiram permanecer em greve na assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (30). A maioria dos cerca de 350 docentes presentes optou por não colocar o fim da greve em pauta nesta assembleia, mas só na próxima semana, quando o Andes-SN, maior sindicato nacional da categoria, deverá fazer o mesmo.

Na assembleia, o plenário também decidiu colocar em pauta para votação na próxima sessão a possibilidade dos professores da UFPR tomarem posição sobre a greve com autonomia, independentemente das indicações do Andes sobre o assunto. Na sessão, que foi bastante tumultuada, muitos professores se manifestaram publicamente a favor de que o fim da greve fosse votado já nesta quinta e que a Apufpr, sindicato dos docentes da instituição, respeitasse com prioridade o desejo dos professores e não as diretrizes da Andes.

O sindicato que reúne os docentes da UFPR, Apufpr, alega que, ao contrário do que diz o governo, a proposta oferecida não valoriza os professores com maior titulação, já que os aumentos salariais não priorizam os docentes nessas condições. O reajuste oferecido – 25% a 40%, até 2015 – também foi criticado por não garantir que serão repostas as perdas inflacionárias nos próximos três anos. Como não existe data-base para os servidores federais, caso a inflação do período seja maior, o sindicato teme não poder negociar até 2016.

A presidente do Andes-SN, Marinalva de Oliveira, protocolou no dia 23 de agosto, no Ministério do Planejamento, uma contraproposta dos professores à pasta. Mesmo assim, o governo reafirmou ter encerrado as negociações com a categoria. O sindicato tenta agora parceria com senadores e deputados para tentar convencer o governo a voltar a conversar com os docentes.
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Fonte: Gazeta do Povo



Sessão do COUN recusou hoje adesão à EBSERH (por enquanto)

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Por unanimidade, a sessão do Conselho Universitário da UFPR, reunida na manhã de hoje (30), rejeitou repassar o controle do HC à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Servidores técnicos mobilizados pelo Sinditest acompanharam de perto a sessão do COUN, repetindo a pressão contra a EBSERH que todo o movimento nacional  dos TAE realizou durante a greve recém-encerrada.

O texto da resolução, previamente preparado sob ciência da Reitoria, tem quatro páginas, cheias de "considerandos".  Mas, embora essa resolução recuse neste momento a contratualização da UFPR com a EBSERH, o parágrafo final deixa uma ponta de dúvida sobre o caráter terminativo dessa recusa.  Ali se lê:

"O Conselho Universitário, após ampla discussão, por unanimidade de votos, resolve tornar pública posição contrária a eventual proposta de adesão integral ou parcial do Hospital de Clínicas à EBSERH, reservando ao Conselho Universitário a prerrogativa de decisão sobre esta matéria. Qualquer deliberação sobre este tema será precedida de ampla discussão com a comunidade."

Ora, num tema relevante como esse, é óbvio que a instância máxima da UFPR é que deve se posicionar; para que repetir a prerrogativa?  E, ao findar colocando que "qualquer deliberação sobre este tema será precedida de ampla discussão...", isto quer dizer que o assunto não está definitivamente encerrado, que poderá ser recolocado e reconsiderado mais adiante.

A resistência dos movimentos da comunidade à parceria UFPR-EBSERH tem sido grande.  Ser reitor e estar candidato à reeleição produz certas atitudes que, acima de tudo, levam em conta o cálculo eleitoral.  Faz lembrar um recuo de posição, no começo deste ano, na intenção do reitor-candidato de celebrar parceria da UFPR com o megabanco privado espanhol Santander, depois que boa parte da comunidade (eleitora) se insurgiu contra a terceirização dos crachás funcionais e carteirinhas estudantis.

COREN-PR emite nota esclarecendo denúncia de diretor do Sinditest sobre HC

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Recebemos nota de esclarecimento do COREN-PR acerca de denúncia feita numa assembleia de greve do Sinditest envolvendo profissionais de Enfermagem em exercício irregular dentro do HC.  Em seus parágrafos principais, a nota, assinada pelo presidente do COREN-PR, informa o que segue.

“Ao ser solicitado no cumprimento da Resolução 302/2005-COFEN, que trata do responsável técnico nos estabelecimentos de saúde público e privado, [o COREN] realizou fiscalização no Hospital de Clínicas da UFPR, de acordo com o cronograma aprovado pelo Coordenador de Fiscalização em Fevereiro do presente ano com os critérios discutidos no encontro administrativo e de fiscalização do COREN-PR em dezembro de 2011, onde encontrou 79 possíveis profissionais em exercício ilegal. 

Informamos que profissional ilegal significa a pessoa que não tem a inscrição definitiva ou provisória válida para exercer a profissão, e que deve ser afastada imediatamente conforme a lei.

Com relação às questões de anuidades, o Conselho possui departamento jurídico encarregado de regularizar a situação individual de cada inscrito que se encontra inadimplente, não impedindo o seu exercício profissional. 

Portanto, as informações contidas no documento apresentado, referem-se exclusivamente aos 79 profissionais que possivelmente encontram-se na ilegalidade e não aos inadimplentes.”

No email que encaminhou a nota acima, consta a informação adicional atualizada de que o número exato de profissionais em situação de ilegalidade baixou de 79 para 30.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A EBSERH no HC da UFPR e o PDI do Reitor Zaki Akel

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Tema de grande polêmica, muito diz-que-diz-que, é a possível adesão do HC ao gerenciamento pela nova empresa de direito privado criada para controlar os Hospitais Universitários, a EBSERH.  Mais importante que se fiar em lero-lero de candidato, em "Informe Servidor" eleitoreiro ou em panfleto de campanha, é analisar fatos, documentos, a prática concreta.

A enrolação do reitor Zaki, nas palavras da presidente do Sinditest

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Durante a greve deste ano, a pauta local de reivindicações dos técnicos da UFPR foi acrescida de mais alguns itens e levada para negociação com o reitor-candidato Zaki Akel.  Na assembleia geral de greve de ontem (23/08), houve um debate para examinar o teor das respostas que a Reitoria enviou à Comissão Local de negociação dos trabalhadores.

Como analisa a presidente do Sinditest no vídeo acima, a maior parte das respostas do reitor não passa de enrolação, sempre postergando posicionamentos claros ou jogando tudo para a "Estatuinte", que a base ainda sequer sabe se será de comer ou de beber.

Em resumo, o bom e velho estilo saponáceo do candidato-reitor, que vem desde 2008, ainda mais neste período em que ele é muito mais candidato que reitor, e não quer desagradar ninguém, ensaboando para todos os lados...

Fim da greve aprovado na assembleia de 23/08, com retorno ao trabalho em 27/08

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video
O vídeo acima mostra o final da assembleia geral dos técnicos da UFPR em greve, quando a mesa encaminhou a principal votação.  Depois da informação,.pela mesa, do resultado da rodada de assembleias de todo o país que, por maioria, aprovaram a aceitação da proposta negociada entre MPOG e CNG-FASUBRA, o vice-presidente do sindicato propôs que se votasse o encerramento da greve, com volta ao trabalho no dia 27, próxima segunda-feira. 

Devido ao fato de que a sessão do Conselho Universitário marcada para 30/08 (quinta-feira) poderá votar posição formal da UFPR sobre adesão do HC à EBSERH, surgiu a proposta da plenária de que a greve poderia ser estendida até esse dia 30, facilitando a presença de trabalhadores em especial do HC na mobilização já definida para o pátio da Reitoria.

Votadas as duas propostas, a maioria da plenária optou pelo fim da greve com retorno à normalidade na segunda-feira (27) e chamada de uma paralisação de 24 horas no dia 30/08 para acompanhar a sessão do COUN.

Amanhã (24), ocorrerá uma Assembleia Comunitária no RU Central, às 10h00, para uma avaliação conjunta dos movimentos das três categorias na UFPR.  Ao mesmo tempo, em Brasília, o CNG-FASUBRA e o MPOG estarão assinando o Acordo de fim de greve contendo os termos negociados nos últimos dias (ver postagem anterior).

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Aprovada a proposta em negociação pela assembleia de greve dos técnicos

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A assembleia de greve dos técnicos transcorrida na tarde de hoje (21) debateu a proposta negociada entre CNG-FASUBRA e MPOG. A foto acima mostra o RU Central lotado, com mais de 250 pessoas, incluindo alguns servidores da UTFPR e IFPR.   A reunião foi transmitida ao vivo por twitcam com equipamento do Sinditest, mas aparentemente não ficou salva no site.

Na foto abaixo está o momento da votação sobre o aceite ou não da proposta em negociação em Brasília. A amplíssima maioria acatou os argumentos do CNG e aprovou a proposta, ainda que com ressalvas e muitas críticas ao tímido reajuste linear trianual de 15,76%. Após o término da rodada de assembleias  dos técnicos pelo Brasil até amanhã, o CNG-FASUBRA  contabilizará prós e contras, voltando a se reunir com o MPOG para apresentar a decisão final das bases, cujo resultado define se haverá ou não acordo para findar a greve.
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Segundo levantamento publicado num dos principais grupos de discussão dos TA na rede social Facebook, até as 18h15 de hoje o placar nacional era o seguinte:

Aceitaram a proposta - 29 IFES:
UFMS, UFMG, UFVJM, UFG, UFPI, UFU, FURG, UFRB, CEFET-MG, UFPEL, UFRRJ, UFSM, UNB, UFPB, UFBA, UFPA, UFES, UFABC, UFRJ, UFPR, UFCG, UFMA, UNIFESP, UNIFAL, UFS, UNIPAMPA, IFMG, UFERSA, UFAC.

Recusaram a proposta - 15 IFES:
UNILA, UTFPR, UFJF, UFGD, UFTM, UFLA, UFPE, UFAL, UFSC, UNIRIO, UNIVASF, UFOP, UFSJ, UFT, UFF

Abstenção: UFV.

Apesar de um número até significativo de rejeições da proposta, até amanhã deve estar confirmada a prevalência da aceitação dela.  O acordo poderá estar assinado entre trabalhadores e governo até sexta-feira, podendo o retorno à normalidade ser definido para a próxima semana .  Uma nova assembleia dos técnicos da UFPR vai ser reunida na manhã da quinta-feira, 23/08, também no RU, para saber o desfecho do processo e votar formalmente o final desta greve de conquistas parciais mais ligadas à melhoria da carreira.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Desfecho da greve dos técnicos em debate na assembleia de 21/08

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No final da semana passada, o Governo apresentou algumas concessões a mais na pauta reivindicada pelo CNG-FASUBRA, no que toca aos anexos III e IV do Plano de Carreira, e também um aumento sequenciado (escalonado) do step da tabela salarial. Porém, não melhorou sua oferta de reajuste global linear de 15,76% a ser pago de 2013 a 2015, em março.  Acima está um quadro resumindo a proposta do MPOG para o reajuste do salário e do step.  Step é o degrau de aumento do vencimento básico quando o servidor sobe de um padrão de vencimento para o seguinte (atualmente o step é 3,6% e a FASUBRA sempre reivindicou 5%).

Clique aqui para ver um documento no site do Sinditest, elaborado por dirigentes do CNG-FASUBRA, que demonstra os impactos de aumento para as diferentes classes da carreira de 2013 a 2015.

A título de ilustração sobre o ganho nos percentuais de incentivo à qualificação (Anexo IV do PCCTAE), decalcamos abaixo o quadro referente à classe D da carreira (clique na imagem para ampliar). No link do Sinditest acima informado você vê as simulações completas para todas as classes de A a E.


Para examinar essa proposta, acontece na tarde desta terça-feira, 21 de agosto, mais uma assembleia geral de greve, no RU Central a partir das 14 horas.  É fundamental que haja grande comparecimento dos técnicos, pois, embora a nova oferta do Governo continue bem modesta, existem pequenas conquistas após mais de 2 meses de greve.

Sabendo analisar a conjuntura política e a correlação de forças entre movimento grevista e governo federal, é preciso ter em mente limitações do movimento e a hipótese de o MPOG retirar de cena sua proposta sem colocar mais nada no lugar. Fontes de Brasília repassaram ao Blog a informação de que, para a maioria das lideranças e correntes políticas internas do movimento dos técnicos, a tendência é aceitar a proposta e indicar o encerramento da greve para logo.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Reitor da UFPR recebe advertência por uso eleitoreiro da "máquina"

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A Comissão Paritária de Consulta (CPC), que regulamenta o processo eleitoral para a Reitoria da UFPR, julgou procedente a denúncia de uso indevido da estrutura da Universidade em benefício do atual reitor, e também candidato da situação, Zaki Akel. O processo foi encaminhado à CPC pela representação da chapa UFPR pra VALER – Oposição.

A denúncia foi feita com base no conteúdo de um informativo dirigido aos servidores da UFPR. O Informe Servidor do mês de julho é, na verdade, um balanço do mandato do candidato/reitor. Ao todo, são doze fotos do reitor e do vice, os dois candidatos à reeleição. O título da primeira página ainda faz uma clara alusão ao slogan utilizado pela campanha do candidato da situação e as cores do informativo são as mesmas da campanha de Zaki.

Com a advertência, está dado o cartão amarelo para o candidato da situação. De uma segunda denúncia a ser julgada pela CPC na próxima semana poderá vir o segundo.  Cabe à comunidade acadêmica dar o cartão vermelho a uma candidatura que se utiliza de tais práticas.
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Fonte: Site UFPR Pra Valer

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

PROGEPE do Zaki acerta com COREN confisco de inadimplentes

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O servidor da enfermagem do HC, e diretor do Sinditest, José Carlos Assis, fez na assembleia geral de greve desta manhã uma denúncia sobre um acordo absurdo envolvendo PROGEPE e Conselho Regional de Enfermagem (COREN).  Conforme a fala dele na assembleia [no instantâneo de twitcam ao lado], embasada num documento que leu, "a PROGEPE dará falta após o COREN comunicar os servidores que não estão em dia com o COREN que terão salários descontados até colocar em dia..."

Sabemos que alguns dirigentes do COREN-Paraná estão apoiando a candidatura tucanoide situacionista de Zaki Akel à Reitoria. Não se sabia que o acerto eleitoral iria redundar num tipo de punição desse nível, injustificável.  Parece que a diretoria nova que assumiu o COREN há poucos anos, removendo uma antiga direção notoriamente corrupta, perdeu-se em suas intenções e agora faz acordos espúrios. Triste.  E inaceitável.  Mais uma vez fica patente a natureza anti-servidor dessa gestão que pretende continuar por mais 4 anos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Reitor-candidato culpa a greve da comunidade por atrapalhar o centenário da UFPR

Um comentário:
É bem revelador da visão politicamente canular do chefe da administração central da UFPR.  Matéria da Gazeta do Povo, que parece sob encomenda da Reitoria, praticamente joga a "culpa" de limitações na comemoração dos 100 anos da Universidade sobre os movimentos de greve de docentes, alunos e técnicos.      O reitor, aliás, elegeu-se no segundo semestre de 2008 falando desde então sobre ele ser "o reitor dos 100 anos", mas parece que só agora começou a pensar nas comemorações...


Vejam na matéria da Gazeta "Greve atrapalha planos do centenário da UFPR" o que diz o candidato-reitor: "Em função da greve e de todo esse tumulto, optamos por lançar o movimento em setembro. Não estamos com clima para isso, infelizmente. Temos tido manifestações praticamente diárias. O centenário, de certa forma, foi afetado”, afirma Akel Sobrinho. O reitor conta que o momento eleitoral – a UFPR terá eleição para a Reitoria em 4 de setembro – também influenciou a decisão de minimizar o plano de reforma do prédio histórico."

Como se vê, a culpa da água no chope dos 100 anos é da greve e dos grevistas.  E o reitor-candidato vê a comemoração em termos de obras.  Parece que esqueceu o discurso de campanha de 2008 em que colocava em destaque o valor das pessoas que constroem cotidianamente a UFPR, inclusive quando fazem uma greve crítica sobre os problemas estruturais da Universidade.  Mas esse papo era campanha eleitoral, não era pra valer.  O candidato-reitor não abre mão é de se autopromover com suas obrinhas, como - talvez - ele erga sse bustinho aí para que a comunidade não esqueça seu sorriso cândido de candidato.

Policarpo escapa da CPI do Cachoeira e o lixo Veja respira

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O requerimento de convocação de Policarpo Júnior, editor-chefe da revista Veja, nem sequer foi votado na reunião da CPI do Cachoeira na manhã de ontem (14). Ele ficou para ser analisado na próxima semana e garantiu mais alguns dias de tranquilidade para a famiglia Civita, acusada de envolvimento com o crime organizado. A proposta de convocação foi apresentada pelo líder do PT na Câmara Federal, deputado Jilmar Tatto.

O parlamentar acusou Policarpo de ser "um pseudo-jornalista, que envergonha a profissão". Apesar de não ter sido votada, o deputado ainda não desistiu da convocação. "Espero que isso aconteça no tempo certo". O senador Fernando Collor de Mello também não desistiu da iniciativa. Ele declarou aos integrantes da CPI que considera Policarpo "um bandido" e lamentou que o requerimento não tenha sido aprovado de imediato.


Fortes indícios e pressão crescente
A proposta de convocação do editor-chefe da Veja ganhou impulso com a edição da revista CartaCapital desta semana. A reportagem de Leandro Fortes comprova as relações íntimas entre Policarpo e Cachoeira, com a publicação de várias escutas telefônicas. Numa delas, o "jornalista" pede ao mafioso que grampeie ilegalmente um parlamentar de Goiás. Noutra, Cachoeira festeja o arquivamento de uma matéria na Veja. As gravações explicitam as relações da Veja com o crime organizado por motivos políticos e econômicos.

Apesar das inúmeras evidências, muitos parlamentares ainda temem enfrentar a "poderosa" publicação. Eles querem garantir algum espaço na revista e ficam apavorados com os seus "jagunços de reputações". Alguns utilizam o falso argumento da "liberdade de expressão", que confundem com liberdade do monopólio, para aliviar a barra da famiglia Civita - nem mesmo Rupert Murdoch, o chefão do maior império midiático do planeta, foi salvo por esta desculpa esfarrapada.

Com o desenvolvimento das investigações da CPI do Cachoeira, porém, torna-se quase inevitável a convocação de Policarpo e o seu chefão, Bob Civita.
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Fonte: Blog do Miro

Não calarão

Um comentário:
Em função da postura crítica que este Blog NaLuta sempre teve sobre a candidatura Zaki Akel desde 2008, ano de sua eleição, já recebemos ataques, críticas e ameaças anônimas. Não apenas pela crítica ao atual reitor, mas também sobre certas lideranças sindicais que tratam o Sinditest como seu quintal privado. Já tivemos nosso URL (endereço eletrônico) bloqueado, o Blog não podia ser acessado em computadores da UFPR.  Já fomos intimidados até de levar tiro por pessoa que hoje perfila ao lado do candidato-reitor.  E recebemos, vez ou outra, comentários críticos a nós sem qualquer identificação.

Avisamos que este Blog é suficientemente democrático para publicar comentários que lhe sejam críticos, mas que venham identificados.  Enquanto as matérias que publicamos são todas de responsabilidade do editor Dodô, os comentaristas que postarem devem também assumir a crítica que fazem, e nessa medida estarão liberados.  Não temos medo de cara feia, nem de crítica dura. Mas o Blog não calarão.


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Por que não se autodecreta reitor perene?

5 comentários:
A cara-de-pau da atual (indi)gestão da Reitoria da UFPR extravasa os limites da paciência.  Quando os alunos ocupam a Reitoria, o rei-sol da administração ameaça com medidas disciplinares e judiciais.  Desde o ano passado, o luís-14 da reitoria usa e abusa de "informes" azulados repletos de fotos da cara gordinha sorridente de sua majestade. E já se percebe que torce na surdina para que a consulta direta para escolha da reitoria padeça de problemas que a desmoralizem, 25 anos depois de ter sido iniciada na luta contra a ditadura, pois crê que seus pares no CoUn o referendem para novo reinado.

Sequer condições de competir a administração do reizinho concede à chapa de oposição. O tiranete azul manda seus comunicados à larga para os membros da comunidade universitária, via correios e e-mail. A oposição, representada pela chapa Maria Tarcisa/Amadeu Bona, há meses tem seu direito negado de acesso às listas com nomes e endereços dos docentes, alunos e técnicos, sempre retidas à custa de justificativas abstrusas.

A chapa Tarcisa/Bona está perto dos 60 dias de espera para obter essa listagem. Na quarta-feira, 8/8, houve a promessa de que em 10/8 as listas iriam para a Comissão Paritária de Consulta (CPC), e até agora o magnífico manda-chuva candidato não autorizou nada. Sabemos do que o reitor-candidato não abre mão: do osso. Mas, assim como no caso Derosso da Câmara Municipal, uma hora o povo tira e ele ficará chupando o dedo.