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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Lutemos hoje, 13 de agosto (e depois), contra a privatização da Educação Pública Gratuita! Fora "Future-se"!

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Nesta terça-feira, 13 de agosto, as entidades estudantis (UNE, UBES, UEEs, DCEs), todas as Centrais Sindicais e outros movimentos sociais do campo antineoliberal realizam mais uma manifestação em defesa da Educação Pública Gratuita, ameaçada pelo desgoverno Boçalnaro ultraliberal.  Atos políticos se darão em todo o país, incluindo a resistência contra a "reforma" do Boçal que praticamente acaba com a aposentadoria e atinge os mais pobres.

Morrendo de medo da potência das manifestações, o ex-juiz ministrinho desmoralizado da "Justissa", o marreco de Maringá que cometeu ilegalidades quando comandava a LavaJato, convocou até a Força Nacional para reprimir os protestos em Brasília.

Em Curitiba, o ato público está convocado a partir das 18 horas, na praça Santos Andrade.  Antes, no Auditório da Reitoria, o SINDITEST, a APUFPR e o DCE chamam os membros da comunidade universitária para uma Assembleia Comunitária das 15 horas em diante.  Depois dos debates na Reitoria, os presentes serão convocados a ir até o Ato geral na praça Santos Andrade ao fim da tarde.

O nefasto projeto privatizante do MEC, chamado "Future-se", foi objeto de debates já num evento realizado pela Reitoria da UFPR, no Centro Politécnico, em 1. de agosto, sendo fortemente rejeitadas as proposições do "ministro" esquisitão da (falta de) Educação.  O "Future-se" assemelha-se a uma terceirização total das Universidades Públicas.  Quem estiver interessado em todas as intervenções daquele debate podem conferir o vídeo publicado pela TV da UFPR.  Veja na figura abaixo (clique nela para ampliar) alguns dos problemas desse tenebroso projeto bolsonárico.


Já no caso da nefanda contra-reforma da Previdência, ela foi aprovada em dois turnos por 370 deputados federais nas últimas semanas, mas só depois que esses picaretas tiveram do antipresidente Boçal a promessa de polpudos milhões subtraídos justamente do lote de verbas da Educação (cerca de 1 bilhão de reais foram desviados para saciar a fome de dinheiro dos deputados fisológicos - e essa é a "Nova Política" do antipresidente que só fala merda).  Agora a contra-reforma da Previdência vai para votação no Senado, em setembro.  Se completamente aprovada e sancionada, até o fim deste ano os trabalhadores e trabalhadoras vão saber quantos anos mais terão de suar no batente para (talvez) se aposentarem (os que sobreviverem).

Conclamamos todos e todas aos embates. Não há saída, não há alternativa fora da luta sem trégua contra um desgoverno que mantem o país em recessão, alto desemprego, com mutilação da democracia e da soberania nacional, e promovendo perdas generalizadas de direitos sociais.  Por isso, vamos à luta na praça neste dia 13 de agosto!! 

terça-feira, 12 de março de 2019

MP 873: Nota das Centrais Sindicais contra esse ataque aos sindicatos

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A edição da MP 873 pelo presidente Bolsonaro é um grave ataque contra o princípio da liberdade e autonomia sindical e o direito de organização dos trabalhadores, dificultando o financiamento das entidades de classe no momento em que cresce, no seio da classe trabalhadora e do conjunto da sociedade, a resistência ao corte de direitos de aposentadoria e previdenciários em marcha, com a apresentação da proposta de Reforma da Previdência que já tramita no Congresso Nacional.

As centrais sindicais, os sindicatos, federações e confederações de trabalhadores tomarão todas as medidas de caráter legal e iniciativas junto ao Congresso Nacional e às bancadas dos partidos políticos, além de mobilizar para derrotar a MP 873 e os ataques contra o movimento sindical, que também são ataques contra a democracia brasileira duramente conquistada.

Reunidas em São Paulo nesta data, as centrais sindicais orientam que:

- a MP 873 não altera o desconto em folha de pagamento das mensalidades associativas e outras contribuições constantes nas Convenções e Acordos Coletivos aprovados em assembleias;

- os empregadores que não efetivarem os referidos descontos, além da ilegalidade, incorrerão em práticas antissindicais e sofrerão as consequências jurídicas e políticas dos seus atos;

- as centrais sindicais denunciarão o governo brasileiro na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e demais organismos internacionais por práticas antissindicais;

- 0 coletivo jurídico das centrais sindicais construirá estratégias unitárias para orientar seus filiados e recomenda que nenhuma medida jurídica relativa à MP 873 seja tomada individualmente.

É oportuno reforçar que as centrais e o conjunto do movimento sindical já convocaram, para 22 de março próximo, o Dia Nacional de Lutas contra o fim das aposentadorias e por uma Previdência Social Pública, quando serão realizados atos públicos, greves, paralisações e mobilizações contra o projeto da reforma da Previdência do presidente Bolsonaro, em um processo de mobilização crescente dos trabalhadores e da sociedade civil em defesa dos seus direitos sociais, econômicos, de aposentadoria e previdenciários.

São Paulo, 7 de março de 2019.

Vagner Freitas - Presidente da CUT

Miguel Torres - Presidente da Força Sindical

Adilson Araújo - Presidente da CTB

Ricardo Patah - Presidente da UGT

José Calixto Ramos - Presidente da NCST

Antonio Neto - Presidente da CSB

Ubiraci Dantas de Oliveira - Presidente da CGTB

Atnágoras Lopes - Executiva Nacional da CSP-Conlutas

Edson Carneiro índio - Secretário-geral da Intersindical
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Fonte: Portal da CTB

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Trabalhador@s do Sistema de Bibliotecas se mobilizam contra PEC 241 e PLP 257

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Fachada da Biblioteca Central

Hoje, 22, é Dia Nacional de Mobilização contra as ameaças de retrocessos trabalhistas e sociais pretendidos pelo governo golpista de Temer.  Em numerosas cidades do Brasil, o movimento sindical e outros movimentos sociais realizam toda sorte de atividades para marcar posição contra tenebrosas iniciativas do Executivo e do Congresso, tais como a PEC 241 e o PLP 257.

Na UFPR, uma das unidades criou até movimento próprio: o Sistema de Bibliotecas (SIBI) organizou o #MobilizaSIBI, para estimular entre todos os servidores o conhecimento, o debate sobre os conteúdos nefastos desses projetos Temeristas.  Com isto, cria-se mais consciência em todos para fortalecer futuras mobilizações mais amplas que barrem a aprovação dos projetos no Congresso.  Nas figuras aqui, faixas colocadas hoje de manhã no prédio da Biblioteca Central marcam o repúdio a tais medidas.


À tarde, trabalhadores de toda a UFPR são chamados a um debate no auditório de videoconferências do campus Botânico, justamente para conhecer mais a fundo os projetos, como a PEC 241 ("teto de gastos públicos"), que poderá promover severos cortes orçamentários na Saúde e na Educação públicas a pretexto de "ajustar a economia" brasileira.

Em Curitiba, Centrais Sindicais convocam um Ato no final da tarde (18h00 em diante), na Praça Santos Andrade.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Neste 22 de setembro, mobilizações nacionais em defesa dos direitos ameaçados pelo golpista Temer

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As Centrais Sindicais de trabalhadores promovem nesta quinta-feira (22) atos pelo Brasil em defesa do emprego e contra as reformas Trabalhista e da Previdência Social do presidente usurpador Michel Temer. Segundo os dirigentes, será um “esquenta” para uma verdadeira Greve Geral. 

As Centrais repudiam os ataques à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e às regras que ameaçam as aposentadorias. Temer defende a supremacia do "negociado" sobre o "legislado" (CLT), o que pode eliminar direitos como 13º salário e férias.  Na área do funcionalismo público, rechaça-se a intenção do presidente golpista de congelar salários indefinidamente, incentivar demissões por PDVs, parar quaisquer concursos públicos e atá acabar com a estabilidade de servidores.


A tática no dia 22 promoverá paralisações, atrasos no início do expediente, plenárias nas fábricas e demais locais de trabalho, marchas e variadas outras formas de luta nos diversos estados do país. 

Os atos são organizados em conjunto pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), , Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) e Intersindical.


Em Curitiba e na UFPR
Na capital paranaense há dois atos chamados para as 18 horas do dia 22, um com concentração inicial na Praça 19 de Dezembro (Praça do Casal Nu), seguindo-se passeata pelas ruas do centro; e outro, convocado para a Praça Santos Andrade, reforçado pela greve dos bancários e também por paralisações dos professores. 

Na UFPR, o Sinditest convocou concentração no pátio da Reitoria, a partir das 8 da manhã. Em seguida, a intenção é promover uma agitação antes que comece a sessão do Conselho Universitário, prevista para 09h00.  Às 13h15, uma palestra sobre a PEC 241 e o PLP 257 acontecerá na Sala de Videoconferência do Setor de Ciências Sociais Aplicadas, no campus Botânico.
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Fonte: com informações do Portal Vermelho e CTB

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Centrais sindicais defendem empregos contra uso político da Lava Jato

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As centrais sindicais se reuniram nesta terça-feira (3) com o ministro do Trabalho e Previdência, Miguel Rossetto. O encontro faz parte da agenda do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e Previdência Social, criado pelo governo com o objetivo de discutir propostas de melhorias das políticas públicas.

Inicialmente, a pauta da reunião trataria da Previdência Social, mas os representantes dos trabalhadores enfatizaram que o atual momento exige que a prioridade seja a recuperação da economia. Eles defenderam a mudança da pauta e que as discussões da reforma da Previdência fiquem em segundo plano, neste momento.

Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), defendeu que um dos principais pontos para garantir a retomada do crescimento é a garantia dos empregos, a começar pelas empresas que atuam no setor da Petrobras. O sindicalista destaca que a paralisação das obras por conta das investigações da Operação Lava Jato tem gerado demissões em massa no setor, afetando toda a cadeia produtiva.

Temos total interesse em dialogar, inclusive com empresários. Precisamos desatar os nós na Petrobras, na indústria, construção civil. A gente sabe que o ambiente hoje não é favorável a acordos, mas precisamos construir caminhos”, afirmou Adilson.

E completa: "O uso político da Lava Jato não pode paralisar a economia do país. É preciso manter as obras da construção, da Petrobras, do pré-sal”.

Números do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) confirmam a denúncia dos sindicalistas. De acordo com o Instituto, a crise do emprego começa com a desorganização da cadeia de petróleo e gás, que tem impacto muito importante sobre a construção civil. Isso porque a maior parte dos negócios está paralisada por conta da falta de acesso ao crédito e às licitações, resultado das investigações da Lava Jato.

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Fonte: Portal Vermelho e CTB

terça-feira, 20 de outubro de 2015

O purismo seletivo do PSTU

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Zé Maria, ombro a ombro com o corrupto Paulinho da Força (2013)

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) tem realizado importantes lutas por moradia no estado de São Paulo, inclusive cobrando mais agilidade e abrangência do Programa “Minha Casa Minha Vida” do Governo Dilma. A sua mais conhecida liderança, Guilherme Boulos, compareceu ao recentemente realizado Congresso da CUT, numa atitude de saudação e respeito pluralista a essa Central Sindical.

Ora, pois não é que o guru partidário da diretoria do Sinditest, o presidente nacional do PSTU, Zé Maria de Almeida, inventou de descer o pau em Guilherme Boulos por ter meramente comparecido ao evento da CUT?

Em resposta à “pureza revolucionária” do PSTU, Guilherme Boulos publicou o seguinte:

“PURISMO SELETIVO

Me mostraram hoje uma postagem de Zé Maria de Almeida, o eterno presidente do PSTU, chamando-me de ‘triste figura’ por ter ido à abertura do Congresso da CUT representando o MTST. Seria mais um comentário dos puristas de facebook, cada um mais revolucionário do que o outro, mas nenhum com disposição de enfrentar as necessidades da luta real. Mas não, neste caso é de um purista seletivo: são conhecidas as fotos de Zé Maria ao lado de Paulinho(**), em ‘unidade de ação’ com a Força Sindical. Ou sua iniciativa de construir - agora sim! - um novo campo de lutas junto com os burocratas da CGTB(*). A lógica parece ser a de que ele pode, porque afinal é um revolucionário... Já os outros, são pelegos e traidores. A figura de Zé Maria, triste ou alegre, demonstra que moral seletiva não é exclusividade da direita brasileira".

Por aí vocês percebem como funciona a mentalidade sectária e exclusivista dos dirigentes do PSTU. A mesma que orienta seus militantes do Sinditest e da Chapa 1 de situação...

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(*)CGTB: a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil nem é central reconhecida oficialmente no Min. Trabalho, por não preencher critérios mínimos para isso, e funciona como um tipo de ONG. Tem na sua direção um antigo burocrata sindical do extinto MR-8 de São Paulo (hoje Partido Pátria Livre, o PPL). Não consta que funcione no Paraná.
Não confundir com a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil), central reconhecida oficialmente e atuante em todo o país em defesa dos direitos dos trabalhadores e na oposição ao ajuste fiscal do governo federal.

(**)Paulo Pereira da Silva, o “Paulinho da Força”, é deputado federal do partido Solidariedade, sendo alvo de numerosas denúncias de receber dinheiro de corrupção. Paulinho, ao lado de FHC, Aécio, Serra e a turma do DEM são ativos organizadores da tentativa de golpe para derrubar Dilma.
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quinta-feira, 18 de junho de 2015

O "liberou geral" do Projeto de Terceirização (PLC 30/15, ex- PL 4330) em debate no Plenário da ALEP

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Uma das mais graves ameaças de retrocesso na legislação trabalhista materializou-se na aprovação, pela maioria do plenário da Câmara de Deputados, do PL 4330, que libera a possibilidade de terceirizações também nas atividades-fim.  A implementação dessa desgraça, se acontecer (o que não esperamos), pode constituir, no serviço público, simplesmente o fim de carreiras e a precarização da mesma natureza que já ocorre em outros setores açambarcados pela prática rapinante terceirizadora.

O PL 4330, em primeira votação, foi aprovado na Câmara e agora está no Senado, sob o código PLC 30/2015.  A Comissão do Senado que o examina está fazendo audiências públicas e, amanhã, sexta-feira (19), vai ocorrer esse debate no plenário da Assembleia Legislativa do Paraná, a partir das 10h00.  A maioria das Centrais Sindicais, como CTB e CUT, estarão presentes para bradar em alto e bom som "Não" a mais esse retrocesso da "Era Eduardo Cunha" no parlamento.  O evento é aberto a todos os interessados.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Terceirização total: CUT, CTB e outras centrais comandam resistência contra o PL do atraso

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Thiago Pinto, da CTB-Paraná, discursa no Ato de ontem na Boca

Valeu a pena!  Ontem (15), em Curitiba, petroleiros, metalúrgicos, trabalhadores do setor de alimentação começaram a quarta-feira cedinho com mobilizações na refinaria de Araucária, diante de fábricas na cidade industrial e trancamento de rodovias.  Na hora do almoço, ativistas da CTB, da CUT, da NCST, da Força Sindical-Paraná, e até da UGT(*) e da Conlutas(**), encontraram-se na Praça Santos Andrade para prosseguir a denúncia contra o nefasto Projeto de Lei 4330, que pretende espalhar terceirizações por todos os cantos e com isto reduzir direitos e salários.

Cerca de 500 manifestantes das Centrais Sindicais e também de alguns movimentos sociais agitaram suas bandeiras e ao microfone as lideranças buscaram expor à população passante o teor do PL 4330 e seus terríveis efeitos para a vida dos que vivem de salário, bem como as mesquinhas pretensões do empresariado de aumentar a exploração de empregados.  Isto poderá incluir, na prática, o sepultamento da CLT, legislação trabalhista que vem desde 1943.

Passeata pela Marechal Deodoro

Em Curitiba, na praça central e na posterior passeata pela Marechal Deodoro até a finalização do ato na Boca Maldita com mais discursos estiveram uns 500 ativistas que puderam ir às ruas do centro naquela hora de almoço.   O que não aparece é que já há milhares e milhares de trabalhadores mobilizados em fábricas e diversas empresas públicas e privadas, nas escolas e unidades de saúde, sabendo que imensa ameaça é o PL 433o se for aprovado mesmo pelo Congresso.  Ainda assim, terá que passar depois pelo crivo da Presidenta Dilma, que pode vetar a nova lei antitrabalhador.  E durante todo essa tramitação, a classe trabalhadora irá aumentando cada vez mais suas lutas.

Mas, dissemos acima: valeu a pena! Por que?  Porque ontem à tarde, o grande picareta, o achacador-mor, o campeão do retrocesso civilizatório Eduardo Cunha balançou de verdade diante das manifestações da parte da manhã.  E, de tarde, borrando-se nas ceroulas de medo, recuou e adiou a votação final do PL.  Percebeu que muitos deputados que haviam aprovado o texto geral do PL, em 08/04, estavam com medo de serem definitivamente rotulados de "ladrões de direitos", inimigos dos trabalhadores do povo e dos trabalhadores e de serem hostilizados em suas bases eleitorais nos estados.

Deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ)ressabiado e temeroso

Então, o arrogante direitista neopentecostal Cunha temeu perder a maioria, pagar um grande mico, e ver a antiga maioria pró-PL da semana passada virar minoria ontem...  Cunha, o pulha, aliás um dos indiciados na Operação Lava Jato, preferiu cancelar a votação ontem e adiou tudo para 22/04, quarta-feira da semana que vem.  Mais detalhes estão nesta matéria da revista CartaCapital.

Isso mostra que a luta, ainda em seu começo e ainda não suficientemente numerosa, rendeu resultado!! Prossigamos, companheiras e companheiros, pois podemos derrotar esse tenebroso projeto de lei.  Continuemos mobilizados nas ruas e nas redes!
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Fotos: Blog NaLuta e CartaCapital
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(*)Até semana passada, a Central UGT (União Geral dos Trabalhadores) estava a favor do PL4330, mas mudou de posição de para cá.
(**)A "Central" Conlutas adora chamar as Centrais Sindicais CUT e CTB de "pelegas, governistas", e costuma não se juntar em atos unitários.  Desta vez, parece ter prevalecido um nível maior de consciência classista.  No ato de ontem na praça em Curitiba estavam presentes com uma dezena de militantes.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Repercussão ruim assusta Câmara Federal e pode brecar lei da terceirização

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Reação na internet e protestos de rua acuaram líderes partidários. Diante de apelos, Eduardo Cunha adia conclusão da votação do PL 4330.

Por André Barrocal, no site de CartaCapital

Ondas surgidas na internet e nas ruas podem provocar uma reviravolta no futuro da Lei da Terceirização (PL 4330/04). Com receio da reação contrária à tentativa de relativar os direitos trabalhistas, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), suspendeu a sessão desta terça-feira 14, na qual estavam sendo votados pontos específicos do projeto. A deliberação será retomada nesta quarta-feira 15, mas, pelo clima em Brasília, nada garante que será concluída nem se pode antecipar qual seria o texto final resultante de eventual votação.

Cunha decidiu adiar a sessão após apelos de líderes partidários. Da tribuna, alguns deles admitiram preocupação com a repercussão negativa da Lei cujo texto-base foi aprovado na quarta-feira 8. André Figueiredo (CE), do governista PDT, disse que seu partido é herdeiro do trabalhismo de Getúlio Vargas, o pai da CLT, e não quer ficar conhecido como “traidor”. Ele reclamou que em alguns aeroportos há sindicalistas da CUT e da CTB disseminando a ideia de “traição”.


Domingos Neto (CE), do governista PROS, apontou a reação nas redes sociais como motivo para brecar a votação e queixou-se do PT, que, segundo ele, é responsável por uma campanha que estaria difamando os congressistas favoráveis à lei e que tiveram seus nomes amplamente difundidos. “O que recebemos nas redes sociais ficará na memória”, disse Neto, em tom de “vai ter troco”.

Dos 28 partidos representados na Câmara, só três ficaram oficialmente contra o projeto na semana passada. O PT foi um deles, ao lado de PCdoB e PSOL. Um dos únicos seis, entre 61 peemedebistas, a votar contra o projeto, João Arruda (Paraná), que presidiu a comissão especial do Marco Civil da Internet, disse a CartaCapital que a onda antiterceirização começou a se formar no fim da semana passada.

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Abaixo, para não esquecermos, os deputados federais do Paraná que votaram CONTRA os interesses dos trabalhadores:

-Alex Canziani (PTB)
-Alfredo Kaefer (PSDB)
-Dilceu Sperafico (PP)
-Evandro Rogerio Roman (PSD)
-Giacobo (PR)
-Leandre (PV)
-Leopoldo Meyer (PSB)
-Luciano Ducci (PSB)
-Luiz Carlos Hauly (PSDB)
-Luiz Nishimori (PR)
-Osmar Bertoldi (DEM)
-Osmar Serraglio (PMDB)
-Ricardo Barros (PP)
-Rossoni (PSDB)
-Rubens Bueno (PPS)
-Sandro Alex (PPS)
-Sergio Souza (PMDB)
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Fontes: texto de CartaCapital; imagens do Blog do Esmael

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Trabalhadores contra a terceirização! Em 15/4 ato na Praça Santos Andrade

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O mundo do trabalho está sob terrível ameaça. 324 picaretas e achacadores, trajados em terno de deputado federal, votaram na semana passada a favor do Projeto de Lei (PL) 4330.  O PL libera a terceirização para qualquer tipo de atividade, seja atividade-meio, seja atividade-fim.  O vídeo acima alerta para a precarização geral do trabalho que pode ocorrer.

Algumas Centrais Sindicais, principalmente CUT e CTB, e numerosos movimentos sociais já se articularam para protestar e levantar uma onda contra o PL 4330, pressionando para que seja rejeitado no Senado e de modo algum efetivado na legislação trabalhista.  O primeiro momento de mobilização em todo o pais será nesta quarta-feira, 15 de abril.

Em Curitiba, nesse dia 15, desde cedo as Centrais promoverão atividades de mobilização (paralisações, panfletagens, trancamento de rodovias etc) e depois se juntarão na Praça Santos Andrade ao meio-dia, para posterior passeata.  Conclamamos trabalhadores e trabalhadoras, indistintamente de seu tipo de vínculo empregatício, para reforçarem a mobilização do dia 15, porque o PL 4330 é um imenso retrocesso civilizatório.  

Ao mesmo tempo, será ainda mais denunciado o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara Federal, defensor do PL e um dos indiciados por corrupção na Operação Lava Jato (que investiga o esquema de desvios na Petrobras).  Para corruptos, achacadores e inimigos da classe trabalhadora o destino tem de ser a perda de mandato e a cadeia!



sexta-feira, 20 de março de 2015

Centrais Sindicais e movimentos definem agenda conjunta em defesa da democracia e direitos trabalhistas

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O Brasil vive um momento de intensa mobilização e embate político. No contexto da atual onda de manifestações, seja da sociedade civil organizada em defesa da democracia ou da direita golpista, a luta de classes ressurge de forma literalmente indiscutível. Mais do que apenas os trabalhadores e trabalhadoras, é dever de todos os movimentos progressistas dar uma mensagem alta e clara em defesa da ordem democrática.

Persiste o dilema imposto entre a continuidade de um projeto mudancista, apoiado na valorização do trabalho e dos direitos sociais, e a manutenção de uma base política cada vez mais avessa à pauta desenvolvimentista. É dever de todos os brasileiros comprometidos com o crescimento com justiça social, manifestar apoio aberto e irrestrito à soberania dos resultados eleitorais de 2014.

Evidentemente, isso não significa dar apoio aos ajustes impostos pelo Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que em poucos meses de ministério causou danos condenáveis aos direitos dos trabalhadores. Não há contradição entre apoiar a legitimidade de um governo eleito comprometido com mudanças progressistas e protestar contra medidas que ele possa tomar que ameacem direitos, como é o caso das MPs 664 e 665. O mesmo se aplica ao PL 4.330/04, que pretende escancarar as terceirizações.


Agenda de lutas
Diante dessa conjuntura, os diversos movimentos sindicais e sociais estabeleceram uma nova agenda de lutas unificada. Diversos representantes da CTB, da CUT, da UNE, do MST, do MTST e outros grupos da sociedade civil organizada se reuniram para debater as repercussões do último domingo (15/3), em que uma marcha golpista aconteceu pelo país.

Três datas foram marcadas de forma unitária para promover eventos em defesa de temas caros à população, como a defesa da ordem democrática, a promoção da Reforma Política para combater a corrupção, a defesa dos direitos dos trabalhadores e a condição pública da Petrobras. São elas:

No dia 1º de abril, aniversário do golpe militar de 1964, os movimentos se comprometeram a promover plenárias para discutir os impactos da ditadura e denunciar a nova onda golpista que tenta se instalar no país após as eleições de 2014;

O dia 7 de abril será o próximo Dia Nacional de Lutas, em que os movimentos pretendem ocupar a Câmara dos Deputados em protesto às Medidas Provisórias 664 e 665, que reduzem direitos trabalhistas e previdenciários, e o Projeto de Lei 4.330/04, que abre caminho para a terceirização de todas as atividades-fim;

O 1º de Maio, Dia Mundial dos Trabalhadores, será palco da maior das três manifestações. Os movimentos sociais escolheram concentrar seus maiores atos nesta data.

Todos os eventos terão alcance nacional, dispersos por todos os estados, inclusive o do dia 7 de abril.
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Fonte: com informações do Portal CTB

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Riso feliz da hiena que não tosse

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Começou mal o segundo mandato da presidenta Dilma. As medidas que ela recentemente endossou na área econômica e duas Medidas Provisórias (MPs 664 e 665*) irritaram profundamente os trabalhadores.  Por isso as Centrais Sindicais CTB, CUT, Força Sindical, UGT, CSB e UGT realizaram hoje (28) um primeiro "Dia Nacional de Lutas" em defesa dos direitos da classe trabalhadora.  Em Curitiba, o ato de protesto ocorreu na Praça Santos Andrade, das 10 às 12 horas, reunindo cerca de 300 manifestantes.  Os discursos foram duros contra a presidenta.

Foi muito divulgada entre os trabalhadores, na campanha presidencial de 2014, uma afirmação de Dilma, de que não se mexeria em direitos dos trabalhadores "nem que a vaca tussa".  Tossindo ou não tossindo, medidas que alteram os modos de acesso a alguns direitos trabalhistas foram tomadas no fim do ano.  Não por causa de bovinos, mas por causa da Hiena que se chama mercado capitalista, onde prevalece a vontade do grande capital financeiro.


Essa hiena maldita, ao longo dos mandatos Lula e Dilma, esteve ululando para garantir seus privilégios de classe dominante e abastada. Através do seu principal braço político - a mídia hegemônica - não passa um dia sem exigir que se mude a rota do país e se penalize os trabalhadores para enfrentar a dita "crise" econômica.  Pois a hiena capitalista, neste momento, demonstra ter dobrado em parte a presidenta Dilma, inclusive impondo um soldado das hostes financeiras: o novo ministro da Fazenda Joaquim Levy.

Grande burguesia financeira, cheia de privilégios, mama nas tetas da vaca Brasil

O ato das Centrais de hoje foi um primeiro alerta à presidenta e um primeiro ensaio, para esquentar os motores, para novas mobilizações.  A próxima manifestação será uma Marcha programada para 26 de fevereiro.  Essas demonstrações de combate da classe trabalhadora se propõem a constituir forte resistência para impedir que o ministro Levy imponha uma agenda de austeridade e arrocho no país, que só trará recessão e reverterá avanços obtidos até aqui no campo dos salários e do emprego.  Porque a luta é para que os ricos deixem de ser poupados pelos governos e passem a contribuir com parte de suas imensas fortunas para o esforço de superar as dificuldades econômicas atuais. 
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(*)As MPs 664 e 665 alteram (dificultando acesso) as formas de conceder alguns benefícios trabalhistas, como o seguro-desemprego, o abono salarial, o auxílio-doença e a pensão por morte.

domingo, 9 de março de 2014

É urgente que o Sinditest se filie a uma Central sindical?

Um comentário:
Desde sua fundação, em 1992, o Sinditest nunca se filiou a nenhuma Central sindical. Esteve perto de se filiar à CUT no começo do ano 2000, mas o processo não andou.  Sempre manteve relações com as centrais mais atuantes no movimento dos técnicos, a CUT, a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e a "central"(*) Conlutas (hoje rebatizada de CSP-Conlutas - Central Sindical e Popular-Coordenação Nacional de Lutas).

Em sua posse de janeiro, a presidente reeleita Carla mencionou a intenção dela e alguns diretores de filiarem o Sinditest na "central" CSP-Conlutas, com a qual tem afinidades sindicais e político-partidárias.

No entanto, cabe a pergunta: é realmente imperativo agora o Sinditest filiar-se a alguma central sindical?  Através de qual processo? De debates democráticos aprofundados ou no atropelo?  

A FASUBRA esteve filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT) por muitos anos, até desfiliar-se em 2008, numa apertada votação do Confasubra.  E por que se deu aquela desfiliação?  Basicamente porque, ao longo da década passada, políticas e métodos da CUT já não conseguiam aceitação de cerca da metade do movimento dos técnicos em nível nacional. Metade acatava a linha da CUT e a outra metade do movimento fasubrino tinha objeções ou tinha, em certos casos, rejeição total.  Isso era um tanto paralisante.  Por isso se deu a desfiliação e hoje a FASUBRA, democraticamente, mantém relações com as 3 organizações CUT, CTB e CSP-Conlutas, o que reduz em parte alguns atritos antigos.

No caso do Sinditest, tudo indica, a filiação a qualquer central seria objeto de renhidas polêmicas e disputas.  Isto é, filiar-se a A, B ou C dificilmente seria uma decisão tomada por ampla maioria, um quase consenso, que fortaleceria a unidade da categoria, mas que poderia, ao invés, ser gerador de contínuos atritos e desunião.

Além disso, há o aspecto financeiro: por exemplo, em caso de filiação à CSP-Conlutas, 5% da arrecadação mensal bruta do Sinditest iria direto para o cofre da "central" (como consta no Estatuto dela). A um sindicato que ultimamente enfrentou problemas de caixa e se vê às voltas com denúncias graves sobre irregularidades achadas na recente Auditoria das contas, provavelmente essa drenagem de 5% viesse a fazer falta.

Por outro lado, a entrada em uma luta nacionalmente conduzida, através de uma Central sindical, pode propiciar mais debate político na base, ao mesmo tempo que a entidade sindical de base fortalece grandes batalhas gerais do interesse dos trabalhadores (a exemplo de bandeiras como a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário, a negociação coletiva/data-base dos servidores e outras).

Entretanto, esse processo precisa ser de fato democrático, e não enviesado, manipulado e atropelado.  Não há que ter pressa com esse debate, ele tem que ser amplo, generalizado na base da categoria. Quantos servidores, por exemplo, conhecem os estatutos, carta de princípios, planos de lutas de cada uma das 3 centrais citadas?  Uma ínfima minoria.  Idealmente, esse debate deveria se dar no curso de um Congresso do Sinditest, envolvendo para valer toda a base, no qual se discuta a reforma do Estatuto obsoleto do sindicato e junto a possível filiação a alguma Central sindical.  

Na greve, prevista para começar possivelmente já na segunda quinzena deste mês, esse debate pode ser iniciado, chamando-se representantes das 3 centrais, mas seu aprofundamento e conclusão merece acontecer num Congresso de todo o Sinditest, coisa que não ocorre desde 1994. E o primeiro semestre de 2015, passado o agito das eleições presidenciais deste ano, seria o momento adequado para tal Congresso.
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(*)Usamos aspas na palavra "Central" ao referir a CSP-Conlutas, porque esta articulação não é, na devida acepção do termo, uma Central Sindical, uma vez que se propõe a englobar os mais variados tipos de movimentos e não apenas os sindicatos, federações e confederações sindicais de trabalhadores.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A trajetória das Centrais Sindicais

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Agora que as centrais sindicais tomaram gosto pela estratégia de unidade na ação e colhem os frutos de suas vitórias é preciso rememorar o caminho percorrido. 

Por João Guilherme Vargas Netto

As centrais, sem exceção, nasceram como agregações de algumas grandes e influentes entidades, quaisquer que tenham sido as motivações ideológicas e as oportunidades de suas criações. Essas características, ao mesmo que delimitavam o campo de atuação das centrais e marcavam suas “especialidades”, as afastavam na luta pela conquista de um lugar ao sol. 

Com a resistência sindical ao neoliberalismo e seus ataques ao sindicalismo e aos direitos e conquistas dos trabalhadores e com a mudança para melhor da conjuntura econômica os fantasmas divisionistas foram sendo espancados ao mesmo tempo em que emergiam pautas unificadas, lutas unificadoras e avanços consideráveis. O pelotão sindical se reagrupou.

Exemplos poderosos deste processo foram as marchas à Brasília, os contatos com os poderes da República (sem cooptação ou subserviência) e a grande vitória do estabelecimento de uma política permanente de reajuste, com ganho real, do salário mínimo. Acrescente-se o reconhecimento do papel das centrais e a obtenção de recursos dos trabalhadores que pagam a contribuição sindical, com emprego que se formaliza.

Hoje, uma vez convencida da dinâmica unitária positiva, cada uma das centrais comporta-se como uma verdadeira entidade nacional – não apenas como somatório de suas entidades sindicais – e procura desenvolver políticas próprias de crescimento orgânico, de qualificação de seus dirigentes, de concentração em áreas de rápido desenvolvimento econômico ( o “arco” que percorre o nordeste, o norte e o centro-oeste brasileiros) com aplicação nacionalizada e racionalizada de seus recursos, geridos por suas direções nacionais. 

O papel integrador nacional das direções das centrais é concomitante à unidade de ação entre elas, com uma plataforma comum avançada capaz de reforçar o que precisa de reforço e de se apoiar na dinâmica de luta de grandes categorias nacionais (como, por exemplo, os trabalhadores da construção pesada e os portuários).
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Aposentados: hora de decisão sobre o odioso fator previdenciário

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Em 12 de novembro as Centrais Sindicais realizarão um protesto unitário em São Paulo pelo imediato fim do fator previdenciário – medida imposta pelo ex-presidente FHC que penaliza milhões de aposentados e pensionistas no país.

Por Altamiro Borges - Blog do Miro

O governo Dilma Rousseff havia se comprometido a dar uma resposta até final de outubro à demanda trabalhista, mas até hoje não tomou nenhuma atitude. Diante desta enrolação, CUT, CTB, Força Sindical, UGT e Nova Central decidiram organizar a ação conjunta, que prevê paralisações parciais e manifestações de rua na capital paulista.

Em reunião realizada em 21 de agosto, os ministros Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, Manoel Dias, do Trabalho e Emprego, e Garibaldi Alves Filho, da Previdência Social, prometeram enviar uma proposta alternativa ao fator previdenciário no prazo de 60 dias. Como nada foi feito, as centrais decidiram intensificar a pressão, mas continuam abertas à negociação. “Estamos apostando que até o dia 12 o governo apresentará uma proposta alternativa para ser apreciada, porque esse foi o compromisso e estamos abertos para discussões”, afirma o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

O fator previdenciário é uma das piores heranças malditas do reinado neoliberal de FHC. Ele reduz o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contribuição antes de atingir 65 anos, no caso dos homens, e 60 anos, no caso das mulheres. “Hoje em dia, muita gente prorroga a sua aposentadoria, porque os trabalhadores sabem que perderão muito com isso”, explica Adilson Araújo, presidente da CTB. “O que temos como consenso no movimento sindical é não discutir idade mínima, não aceitamos isso”, afirma o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical, Carlos Ortiz.

Além do protesto de 12 de novembro em São Paulo, as centrais sindicais também organizam outra atividade unitária para 26 de novembro, em Brasília. O objetivo é cobrar do governo federal o cumprimento da “agenda da classe trabalhadora”, aprovada em julho de 2010 na 2ª Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), no Pacaembu, em São Paulo. Entre outros pontos, o sindicalismo exigirá o fim do fator previdenciário, reajuste das aposentadorias, valorização do trabalho com igualdade e inclusão social, redução da jornada de trabalho sem redução dos salários e combate à terceirização.