Você sabe o que é
spam? É o termo que denomina aquela mensagem de correio eletrônico (email) enviada para grande número de destinatários
que não a solicitaram, em geral fazendo propaganda comercial. Em outras palavras, aquele insuportável lixo eletrônico que entope nossas caixas de email quase todos os dias.
Isso também é feito já há mais tempo pelo correio normal, com propagandas impressas de produtos ou serviços não solicitados pelo cidadão. E, via telefone, também ocorre a mesma coisa. Chamemos a tudo isso de "spam".
Pois bem, a surpresa é que parece que muitos servidores da UFPR estão sendo bombardeados por insistentes telefonemas de vendedores do Plano de Saúde Privado AMIL, pelo menos desde ontem. Tomo o exemplo da Biblioteca Central (BC), onde trabalho.
Numerosos telefonemas de uma vendedora da AMIL vem chamando, no ramal da respectiva seção da BC, pelo nome do servidor ou servidora lotado/a
naquela seção. Ou seja, essa vendedora sabe exatamente
quem trabalha onde e qual o respectivo ramal. Como "boa vendedora", ela é insistente, mas ninguém solicitou esse tipo de "spam telefônico" e a coisa torna-se incomoda.
Na seção de Aquisição da BC, uma servidora que vinha sendo assediada desde ontem pelos telefonemas respondeu categoricamente que todos ali já tinham seu plano de saúde e não iriam mudar. Mas aproveitou para perguntar à vendedora de onde ela tinha conseguido informações tão precisas sobre quem trabalha naquela seção. A resposta foi evasiva e inconvincente: "achei no Google...". Ora, pelo Google não se consegue esse grau de precisão de informação sobre os servidores e seus ramais exatos.
Portanto, perguntamos: Quem forneceu essas informações?
Desde há muito sabemos do enoooooorme
esforço cooperativo entre Diretoria do Sinditest e PROGEPE para instigar os servidores a aderirem aos Planos privados da UNIMED e da AMIL. Ao mesmo tempo, trabalham para desmerecer o Plano do GEAP e levar os Geapeanos a filiarem-se àqueles planos privados. Consta que a própria Pró-Reitora é filiada da AMIL.
Ora, pois, somente a PROGEPE e o Sinditest dispõem dessas informações sobre os servidores. Retornamos à pergunta:
quem forneceu (de graça??) informações tão precisas para a AMIL abordar, na base do spam telefônico, servidores da UFPR que não pediram nada disso? Isso é abuso.