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sábado, 10 de outubro de 2015

PSTU no Sinditest: 2 anos, 2 greves, 2 fracassos

2 comentários:
O bravateiro Zé Carlos, do PSTU, quer se reeleger. Base vai deixar?

A greve dos técnicos-administrativos das IFES acabou já faz algumas semanas. Foi esticada até agora em função de burocracias e formalidades em Brasília. E na UFPR esticada ainda com uma "ameaça" da Diretoria do Sinditest de prosseguimento pela pauta local, nomeadamente o imbroglio das 30 horas e o ponto eletrônico pretendido pela reitoria. Balela.

O próprio profetinha sectário da Diretoria foi forçado a reconhecer na assembleia passada que o gás da mobilização acabou.  Se é que esse gás foi de alguma monta de fato durante a greve, ou esta foi mais uma "greve de assembleias".  Porque se viu muitas pessoas que estavam com pique no começo do movimento, até empolgadas com os discursos dos diretores ligados ao PSTU, paulatinamente irem voltando ao trabalho em agosto, setembro, sem esperar decisões de assembleia.  Pois chega uma hora em que o excesso de discurso sem correspondência com a realidade enche o saco.

O retorno oficial ao trabalho então ocorre na próxima terça-feira, 13/10. Sem nenhum ganho no reajuste pretendido, que ficou no mesmo patamar com que o governo acenara no início da greve: 5,5% em 2016 e 5,0% em 2017.  Quando muito se pode falar no ganho minúsculo do aumento do step do PCCTAE em 0,1%, e só vigindo a partir de 2017.

Mas os bravos apóstolos da igrejinha do PSTU - que funciona a todo vapor na rua Agostinho Leão, 177, Alto da "Glória" - fazem malabarismos verbais tentando engrupir a categoria com a balela de que a "greve foi vitoriosa".  Teve-se "ganhos políticos importantes", ruge a bispa Carla da igrejinha.  E toca a botar a culpa de todos os problemas nas "correntes governistas"... 

Os PSTUístas do Sinditest são bravateiros, histriônicos.  Arrotavam vantagem de que tudo ia ser uma maravilha porque agora na FASUBRA "as correntes combativas" são maioria mas... quando em seus delírios deram com os burros n'água, a culpa fica sendo só dos "outros", pois autocrítica não é com eles.

Claro, querem se reeleger para a direção sindical nas eleições de novembro.  Mais anos de fiascos administrativos e políticos. Quem na base aguenta mais 3 anos disso?

E, não custa nada alertar, fiquem de olho nos descontos de seus contracheques...

sábado, 3 de outubro de 2015

Filiado do Sinditest será cobrado em dobro em outubro. Sorria!

4 comentários:
A Diretoria do Sinditest joga o pepino pra cima do MPOG. O MPOG diz que o erro foi do Sinditest, que falhou na documentação para recredenciamento da entidade, razão pela qual o sindicato dirigido pelos lírios do PSTU ficaram sem arrecadação em julho.

Fato é que agora em outubro, você filiado será tungado no dobro (2 x 1,5% do vencimento básico) do que era descontado: dois meses num pau só, incluindo mensalidade normal e a contribuição extra ao Fundo de Greve dessa greve que não deu em nada.  Sorria.

Enquanto você por quatro meses ficou sem RU, a diretoria fez muito discurso, passeou em Brasília e tomou caju. Com direito a vale-creche.  E agora ainda querem ficar mais três anos às suas custas, porque tem eleição em novembro.  Sorria!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Greve da FASUBRA acaba sem vitória. Restam abobrinhas formais

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Foram 4 meses de greve. A certa altura, os dirigentes do Comando Nacional de Greve da FASUBRA (CNG) deveriam ter percebido a impossibilidade de prosseguir a greve num cenário que jamais apontaria qualquer chance de conquistas, suspendendo a greve nacional, mandando o governo federal tomar naquele conhecido lugar e se preparando para levantar outra greve em 2016.  Sem acordos manietadores de 2 anos.

Mas, não. O CNG, de maioria das ditas correntes ultraesquerdistas de PSol e PSTU, decidiu assinar um acordo por um reajuste pífio com o MPOG. Serão 10,5% dados em dois anos, 5,5% em janeiro/2016 e 5,0% em 2017.  O step do Plano de Carreira aumentará escasso 0,1% em 2017.  Um acordo para dois anos. Ou seja, uma nova campanha salarial somente para o final de 2017.  Isto ainda está por ser assinado.

Mas já foi aceite por 40 sindicatos da base da FASUBRA, enquanto 23 sindicatos rejeitaram essa diretiva.  Por maioria das assembleias de base, a Federação deverá assinar o acordo com o governo assim que os trâmites de papeis ficarem prontos no MPOG.  Parece ser só essa a razão de a greve ainda se estender por mais alguns dias outubro adentro.

Na UFPR, uma assembleia de greve, conduzida pelo PSTU, mandou a base engolir esse acordo de pífio reajuste, na semana passada.  A maioria votou a favor porque a diretoria da Bispa Carla Cobalchini, controladora dos diáconos, mandou suas ovelhas e carneiros votarem nesse tipo de acordo rebaixado. 

Este Blog propugnou semanas atrás que a categoria dos TAE, tão vilipendiada, não deveria se curvar no aceite a um reajuste tão pífio, num processo que caracteriza uma DERROTA DA GREVE.  Que deveríamos recusar assinar esse tipo de acordo, suspender temporariamente a greve e preparar, com mais força, uma greve em 2016.  Para sair de cabeça erguida da greve, mesmo sem conquistas, mas sem se curvar à assinatura de um acordo assim.

Mas os fiasquentos diretores PSTUistas do Sinditest levaram a assembleia a eles subjugada a votar a favor de assinar o acordo. OK, umas 150 pessoas votaram a favor dessa droga? A maioria os criticará e repudiará. MAIS UMA GREVE FRACASSADA da Diretoria PSTUista da Bispa Carla, em 2014 e neste ano.  Chega!

Patuscos, como Carlos Pegurski, da UTFPR, querendo dar uma de Lenin usando bonezinho, lá por meados de maio, proclamava todo animadinho discursos tipo "Ah, gente, agora nossa greve será vitoriosa, porque agora nós (PSol e PSTU) conquistamos maioria na Diretoria da FASUBRA e garantiremos condução combativa contra os 'governistas' etc e tal". Qua, qua, qua.  De novo: QUA, QUA, QUA!! 

Que nos diz agora o sr. Pegurski, iludido e iludidor da categoria, depois deste desfecho SEM VITÓRIA apesar de sua corrente maluca e seus aliados malucos serem maioria na Direção da FASUBRA e no Comando Nacional de Greve?  Não diz nada, seu boné deve estar meio caído de lado, porque ele nada tem a explicar à base sobre o fracasso da Diretoria da FASUBRA e do CNG sob maioria dos ultraesquerdistas, que aceitam um acordo rebaixado com o Governo Federal.  

Que o senhor Pegurski bravateiro, o profeta sectário Márcio Palmares, a Bispa Carla Cobalchini da igrejinha do PSTU do Sinditest talvez agora entendam que o desfecho mais ou menos favorável da luta entre trabalhadores e patrões não depende só de direções supostamente "mais combativas", mas da correlação de forças em todo o cenário em questão, que sequer é só do Brasil, mas mundial.

Agora, o fim formal da greve depende de abobrinhas burocráticas entre FASUBRA e MPOG. Mas a greve, objetivamente, acabou. Sem vitória. Sem conquista. Fracassada. E não adianta tentar prolongá-la artificialmente sob pretexto de lutar por pauta local. A ampla maioria da base não entra mais nessa dos ultraesquerdistas inconsequentes.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Reitoria da UFPR desocupada nesta manhã pelos estudantes, depois de acordo na Justiça

Um comentário:
Neste momento, 10h30 da manhã de quinta-feira (17), o prédio da reitoria da UFPR já foi desocupado, pacificamente, pelos grupos estudantis que o tomaram na tarde de 31 de agosto.  As dependências do edifício estão sendo vistoriadas por uma comissão que inclui oficiais de justiça e representantes da reitoria, dos alunos, da Apufpr e do Sinditest.

Todos esses segmentos estiveram ontem em audiência na Justiça Federal durante a tarde, quando, ao longo de cerca de três horas de negociações, chegou-se a um acordo pela desocupação, que inclui retomada das conversas entre reitoria e comando do estudantes (incluindo o DCE) acerca da pauta reivindicada por estes últimos.


Nos sites da UFPR e da imprensa local ainda não há mais detalhes sobre os termos do acordo, nem há menção sobre a ocupação do RU Central praticada pela Diretoria do Sinditest, o qual também estava incluído no pedido de reintegração de posse solicitado pela reitoria.

Restabelecida a normalidade de uso do prédio da reitoria, aguarda-se também que se desembaracem com presteza os problemas relativos a pagamentos dos terceirizados e das bolsas estudantis, bem como cumprimento de compromissos com os fornecedores e as empresas responsáveis por prestadores de serviço, como funcionários do Restaurante Universitário, da vigilância, da limpeza e da manutenção.
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Fonte: com informações da ACS-UFPR e Gazeta do Povo; 
segunda foto da Gazeta do Povo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Greve dos professores da UFPR foi encerrada e aulas retornam em 16/09

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Uma maioria esmagadora de 374 votos decidiu pelo fim da greve dos professores da UFPR, em assembleia realizada na tarde de sexta-feira (11/09) no Centro Politécnico.  Pela continuidade do movimento votaram 171 docentes e houve algumas abstenções.

A breve greve docente começou em 12/08.  Agora, as aulas devem retornar na próxima quarta-feira, 16/09, nos campi de Curitiba.  A volta dos professores grevistas às salas de aula será prova de fogo para a continuidade da paralisação estudantil, pois esta somente veio a ser deflagrada de fato depois que os docentes cruzaram os braços.

Há ainda um maior tensionamento entre reitoria e Comando de Greve da APUFPR, porque este é acusado de participar ativamente da ocupação do prédio da administração central da UFPR, protagonizada pelos estudantes, os quais ainda se mantém no edifício.  Argumentando esta razão, a reitoria suspendeu negociações também da pauta da APUFPR, como já havia feito antes com o movimento estudantil ocupante.  

O Sinditest recebeu a mesma notificação da reitoria de interrupção de negociações.  Isto mantém a incerteza sobre a questão das 30 horas e a implementação de ponto eletrônico exigida pelo reitor (escusamente negociado em 2011 pelas costas da base dos TAE entre reitoria e a gestão sindical Messias/Néris/Carla Cobalchini).

Em Brasília, as negociações nacionais vão de mal a pior, uma vez que o governo federal pretende cortar ainda mais fundo nos investimentos e gastos, o que pode sinalizar para um final definitivo de qualquer atendimento de demandas do movimento de servidores federais.
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Foto: Gazeta do Povo

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Reitoria da UFPR acaba de ser ocupada pelos estudantes

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Por volta de 16 horas de hoje (31), pressionando as negociações entre comando estudantil e Reitoria da UFPR, cerca de 150 estudantes ocuparam o prédio central da administração.   O reitor Akel não estaria presente no local, mas o vice Mulinari sim.

Os ocupantes estão agora se organizando internamente para passar a noite, criando comissões para cuidar de aspectos como limpeza, segurança etc nesta nova situação.

Da pauta de numerosas reivindicações, apenas quatro haviam recebido concordância da parte dos negociadores da reitoria. Com a ocupação ficando caracterizada, é provável que a Reitoria suspenda o processo negocial.
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Atualização em 01/09, 12h00:



Intervindo com uma fala na assembleia de greve dos técnicos na manhã de 01/09, a estudante Bruna, participante da ocupação da Reitoria, afirmou que a principalidade, agora, das reivindicações desse movimento gira em torno dos itens de assistência estudantil e da não-criminalização dos manifestantes que estão dentro do prédio da administração central. Hoje deve ocorrer uma assembleia estudantil dentro da reitoria.  A ocupação recebeu moção de apoio da assembleia dos técnicos.

Amanhã (02/09), a partir das 09h00, está programada uma Assembleia Comunitária (APUFPR, SINDITEST, DCE) no pátio da Reitoria.

Paralisação estudantil da UFPR aguarda nova negociação com Reitoria

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Na esteira dos movimentos grevistas nacionais de técnicos e professores, uma assembleia geral de estudantes da UFPR, realizada em 19/08, aprovou também o início de paralisação desta categoria. Desde as 11 da manhã de hoje (31) começou uma concentração de estudantes no pátio da Reitoria da UFPR, com batucadas e palavras-de-ordem em torno da pauta de reivindicações.

Perto do meio-dia começou uma segunda assembleia dos alunos, avaliando o estágio atual das primeiras conversas com os representantes do reitor Zaki Akel.  Dessa inicial negociação, obtida à custa de pressão, segundo lideranças do movimento, teria já sido acordado o seguinte: (1)Bolsas do PIBID não serão suspensas; (2)Bolsas de monitorias asseguradas até o fim do semestre; (3)Preço das refeições nos RUs não será alterado; (4)Contas da UFPR serão apresentadas detalhadamente até meados de setembro.


Tendo a segunda rodada de negociações da pauta estudantil, com a PRAE, sido agendada para as 14 horas de hoje, a assembleia foi chamada também para exercer uma pressão e acompanhar esse processo desde o pátio.

O sol forte sobre o pátio obrigou quase todos os cerca de 150 estudantes presentes a se abrigarem nas poucas sombras e no hall do edifício D. Pedro I, onde foram servidos sanduíches aos participantes, para que não houvesse dispersão em horário de almoço.


Aparentemente, a paralisação estudantil restringe-se aos cursos da UFPR onde também já preexistia greve dos professores.  Não temos informações se há paralisação de alunos em cursos onde os docentes não aderiram à greve chamada pela APUFPR.  Além disso, alguns cursos, como Medicina, fizeram assembleias específicas onde foi rejeitado o recurso à paralisação estudantil como forma de luta.

sábado, 29 de agosto de 2015

Greve Federal: mais do mesmo pouco é proposta final do Governo

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Na preparação da atual greve nacional da FASUBRA, em conversa com colegas da UFPR (principalmente na Biblioteca Central), debatíamos sobre as perspectivas de vitória de um movimento assim este ano.  Todas as greves são difíceis, mas, a depender da força e habilidade do movimento, por um lado, e da conjuntura geral do país, por outro, pode haver conquistas significativas.

Pois já conversávamos então que a conjuntura mundial e nacional é um mar que não está para nós peixes do serviço público federal.  A crise mundial começada em 2008 continua (pobres gregos...) e ela bateu com força no Brasil também, desde 2014.  O Governo Dilma-2 optou pelo pior caminho, o retorno de uma política ortodoxa neoliberal, com fortes contenções de gastos públicos, que acaba de jogar o país em estado oficial de recessão ("crescimento" negativo do PIB).

Sem dúvida, como em toda crise capitalista, trabalhadores pagam o pato.  Na esfera privada, o pato é diminuição da renda salarial, redução de direitos, demissões.  Na esfera dos trabalhadores federais, em especial os pior remunerados, como os TAEs, não se poderia nutrir altas esperanças.

Pois, assim, depois de certas enrolações em três ou quatro reuniões, o negociador do MPOG, secretário Sérgio Mendonça (foto acima), limitou-se a reapresentar a proposta original no último 26/08, que consiste, para os TAEs, em:

1. O acordo terá vigência por quatro anos: 2016, 2017, 2018 e 2019.

2. As tabelas serão reestruturadas considerando uma expansão de 21,3%, nos seguintes percentuais: 5,5% em 2016; 5,0% em 2017; 4,75% em 2018; e 4,5% em 2019.

3. Reajuste dos benefícios: o auxílio-alimentação passa de R$ 373 para R$ 458; na assistência à saúde, o valor per capita médio passa de R$ 117,78 para R$ 145; na assistência pré-escolar (auxílio-creche) o valor per capita médio passa de R$ 73,07 para R$ 321; e

4. Nos ofícios às entidades sindicais dos diversos setores serão indicados pontos específicos que atenderão, em alguns casos, a pauta das categorias. 


Que fazer?
Agora cabe ao Comando Nacional de Greve da FASUBRA, assim como às assembleias de base, decidir o que fazer com essa oferta de "mais do mesmo" (miserê).  Depreende-se que o governo federal vá incluir na lei orçamentária os valores acima e nada mais, não se sabe se independente de cada categoria fechar ou não um acordo formal de fim de greve.

Já foi dito pelos sindicatos federais que não aceitam acordo para mais que dois anos e que os valores de reajuste são pífios, perdem de longe para a corrosão inflacionária. 

Entre aceitar um acordo com valores muito rebaixados, ainda ficando preso nele por quatro anos, parece ser a opção mais digna recusar esse tipo de proposta, caminhando ordenadamente para uma suspensão do movimento este ano e entrando de cabeça erguida para novo movimento de pressão em 2016.

Porém, desde já, também é necessário criticar e combater a política econômica federal, as medidas recessionistas do ajuste fiscal, as seguidas altas de juros, exigindo mudança de rota imediatamente. Isto só se pode fazer com ampla unidade dentro do movimento sindical, sem exclusivismos e aventureirismos isolacionistas, realizando ações fortes de resistência dos trabalhadores, para retomar o desenvolvimento e a valorização do trabalho em vez do  grande capital financeiro.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Reajuste de 10,5% para TAE é a posição atual do Governo Federal

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A mais recente rodada de negociações envolvendo o Comando de Greve da FASUBRA, o MEC e o MPOG aconteceu no último dia 7.  Os representantes do governo Dilma, já cientes de que a proposta de reajustes ao longo de 4 anos é de todo rejeitada pelos servidores, dispuseram-se então a propor um acordo para 2 anos.  Porém, os índices de reajuste se manteriam os mesmos da oferta original: 5,5% em 2016 e 5,0% em 2017, perfazendo 10,5%.

O governo está conversando com cada setor dos servidores federais em greve, e esse giro vai até 14 de agosto. Só depois disso seus representantes acreditam reunir mais informações para voltar a negociar com a FASUBRA, que teria uma greve nacional considerada “forte” pelo governo.  Em negociação específica com a FASUBRA, um possível reajuste além dos 10,5 oferecidos “no geral” estaria vinculado a avanços nos valores de piso da carreira e do step.  Espera-se nova reunião entre governo e FASUBRA para entre os dias 17 e 19 de agosto.

Outros pontos da pauta específica da FASUBRA foram debatidos, como democratização nas IFES, plano de capacitação, redefinição do Art. 18 do PCCTAE, aposentados, EBSERH e jornada de 30 horas.  Sobre este último tema, uma reunião em 12/08 poderá fechar o texto de uma Portaria capaz de pacificar a questão para todas as IFES.

Por fim, no que toca a ameaças de corte de ponto, o secretário do MEC Jesualdo Farias reafirmou que o ministério vai interceder para evitar processos de retaliação ou de criminalização da luta dos trabalhadores: "O MEC é radicalmente contra todo e qualquer tipo de perseguição e discriminação dentro das instituições federais”.
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Fonte: com informações da FASUBRA

Bibliotecas da UFPR 100% fechadas na greve nacional

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A semana iniciada hoje (10) amanhece com as portas das bibliotecas da UFPR 100% cerradas.  A sede central (BC) do Sistema de Bibliotecas (SIBI) e as setoriais já haviam aderido, em grau variável, à greve nacional dos TAEs iniciada em 29 de maio.  Um entrechoque ocorrido na Biblioteca de Ciências Jurídicas, no final de julho, motivou uma reação generalizada das bibliotecas, em solidariedade à chefia e funcionários daquela unidade do SIBI.

O Centro Acadêmico e professores do curso de Direito pressionaram o diretor do Setor de Ciências Jurídicas no sentido de que a biblioteca fosse reaberta, ao menos por algum período.  Em ofício endereçado à bibliotecária Paula Carina, chefe da unidade, o professor Ricardo Marcelo, diretor do setor, demandou que - mesmo sem funcionários, apenas com os alunos bolsistas -, a biblioteca fosse aberta por um turno do dia.  Argumentou a direção do setor que outras bibliotecas da UFPR estavam em greve, mas que manteriam plantões de abertura ao público em um turno do dia ou em um ou mais dias da semana.  

A pressão do ofício da direção do setor (datado de 28/07), que até punha um prazo de 48 horas para a reabertura "espontânea" da biblioteca sem necessidade de "confltividade administrativa", gerou tensão, mas a bibliotecária Paula, em ofício de 29/07, respondeu que não poderia usar os alunos bolsistas nem pedir, em período de greve, que os demais servidores voltassem ao trabalho.

Comunicado na porta da BC esclarece fechamento total

O assunto foi levado a uma assembleia dos servidores em greve, que emprestou apoio total aos trabalhadores da biblioteca do Setor de Ciências Jurídicas. Em complemento, uma reunião das chefias das bibliotecas setoriais, realizada em 6/8, decidiu que - na semana de 10 a 15/8 -, todas as unidades do SIBI estarão 100% fechadas para os usuários.

Toda greve que preze o nome pressupõe conflitividade entre as partes envolvidas, em grau maior ou menor.  Os professores e alunos do curso de Direito podem argumentar que - em sua área de conhecimento - os recursos físicos de uma biblioteca são fundamentais para seu tipo de atividade acadêmica.  É verdade, mas também é que os trabalhadores devem ter direito pleno à greve, que pode ser total em não se tratando de atividade configurada como essencial pela própria lei.  Quem não gostar, que vá se queixar ao bispo. Ou ao "justiceiro" juiz Sérgio Moro, que aliás é também professor de Direito da UFPR.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Assembleia do Sinditest começa debate para afunilar greve em direção a negociação definitiva

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A assembleia da manhã de hoje do Sinditest, reunindo cerca de 150 pessoas no RU Central da UFPR, fez o início do debate necessário para propor estratégias que conduzam a greve a algum desfecho nas próximas negociações com o governo federal.  Foi avaliado o resultado da última reunião envolvendo CNG-FASUBRA, MPOG e MEC, na semana passada.

Não houve deliberações, pois também se aguarda o acúmulo de discussão dentro do Comando Nacional de Greve (CNG), que só será conhecido hoje ou amanhã. Por isto, foi marcada nova assembleia geral para as 10 horas da manhã da próxima quinta-feira, dia 30, também no RU.  Esta assembleia de quinta-feira terá papel de deliberar sobre propostas para a próxima negociação nacional.

Constata-se que, no campo das negociações envolvendo a pauta específica dos TAE, como no caso do aprimoramento do PCCTAE, há maiores chances de alguma conquista, embora sem impactos financeiros (ou mínimos).  Pretende-se modificar o artigo 18 da lei da carreira, de modo a, com isso, introduzir mudanças na carreira que superem seus atuais limites e defasagens.

Já no terreno financeiro, do reajuste salarial, a coisa fica bem difícil.  O governo federal ainda sustenta oficialmente sua proposta de reajustes escalonados ao longo de 4 anos (2016 a 2019) perfazendo um índice total de 21,3%. Isto já foi totalmente recusado pelo CNG, que aponta possivelmente para negociar apenas o reajuste de 2016, idealmente junto com a cessão da regulamentação da negociação coletiva/data-base efetiva já para 2016.  

Em sua proposta inicial plurianual (4 anos), o índice oferecido para 2016 pelo MPOG era de 5,5%.  Porém, esta cifra é pífia, praticamente a metade da inflação prevista para 2015.

O impasse é grande.  Dificilmente o governo cederá algo que incida em maior impacto financeiro sobre suas contas do que já ofereceu, mas a greve buscará insistir nas próximas semanas. Aproxima-se também o prazo para que o governo feche sua lei orçamentária anual, que é no mês de agosto.

Pra pressionar o governo federal, está prevista uma nova caravana a Brasília para os dias 5 e 6 de agosto, na semana próxima, em que provavelmente ocorrerá nova rodada de negociações, na qual talvez se vislumbre com maior nitidez as opções de desfecho desta greve, que completou hoje seu 60. dia.

Na parte final da assembleia, foram eleitos novos delegados de base para irem compor o CNG em Brasília e definido um calendário de próximas atividades:

29/07 - Manifestações de descomemoração do aniversário de 50 anos do (des)governador Beto Richa e de marco dos 3 meses do massacre do Centro Cívico sobre os professores da APP; na Boca Maldita, 14h30.

30/07 - Assembleia geral de greve, às 10h00, no RU Central.

05-06/08 - Caravana a Brasília.

06/08 - Debate sobre a Resolução das 30 horas/Ponto eletrônico dentro do CoUn da UFPR e Ato no pátio da Reitoria, pela manhã.

11/08 - Palestra de Maria Lúcia Fatorelli, ex-auditora da Receita Federal, sobre o esquema corruptor da Dívida Pública, 19h00, na Faculdade de Direito da UFPR.


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Negociação de greve em tempos bicudos

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O que disse de concreto e seguro o Governo ao Comando de Greve da FASUBRA na última conversa (23/7)?  Nada.

Rolou muito papo, cheio de “quem sabe”, “talvez”, "vamos ver", sobre o qual os dirigentes do movimento tiveram que fazer esforços interpretativos, tentando achar razões para manter a esperança de que esta greve 2015 algo possa conquistar.

No campo salarial, em nível satisfatório? Não.

Estando o Governo Federal em fase de contingenciamentos e cortes, o representante do MPOG disse que não poderá atender reivindicações que tenham o chamado “impacto financeiro”, além do montante traduzido no índice que eles já ofereceram, ou seja, algo em torno de 5,75% de “reajuste”, a ser pago no começo de 2016.  Isto é, abaixo até da inflação prevista para 2015 (na casa dos 9%). Que dirá recompor perdas passadas...

O CNG-FASUBRA já disse que não topa ficar amarrado em acordo plurianual, como o governo queria (4 anos). Se for para fazer acordo em torno de algum reajuste, seria somente para 2016. E, neste caso, os já anunciados 5,75%.  A não ser que o Governo seja bonzinho e se disponha a dar um índice um pouquinho melhor para os TAEs, primos pobres do Executivo, e menos para as demais categorias de SPFs.

Fora isto, que é do plano de negociação direta com o MPOG, poderia haver algumas conquistas modestas – com impacto financeiro zero ou minimíssimo – em termos de plano de carreira (art. 18), da regulamentação das 30 horas e de eleições diretas para reitor.  Que, no caso da UFPR, provavelmente vai refrescar muito pouco, ou nada.


Em resumo: as conversas entre FASUBRA e Governo até agora permitem um otimismo com temperatura de calota polar.  Nova reunião deve ocorrer dentro de uma a duas semanas em Brasília.  A greve se estende até meados de agosto.  Cruzem os dedos, torçam, rezem, façam macumba, mas fiquem frios. Pode não vir nada.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Greve da FASUBRA sem luz no fim do túnel

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O relato postado ontem no sítio de internet da FASUBRA, acerca da reunião do MPOG com o Fórum dos Servidores Federais, não é animador. Veja abaixo.


Os Servidores Públicos Federais se reuniram na tarde de ontem (20) com o secretário de Relações de Trabalho, Sérgio Mendonça, em continuidade às negociações. O evento realizado no edifício do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) durou cerca de duas horas. O Comando Nacional de Greve da FASUBRA Sindical permaneceu em vigília em frente ao prédio.

Foram apresentadas propostas de apenas dois itens da pauta de negociação: reajuste salarial e benefícios. Seis itens ficaram sem resposta, entre eles, a negociação coletiva (Convenção nº 151, da Organização Internacional do Trabalho). Mendonça sustentou a contraproposta de 21,3% de reajuste parcelado em 4 anos. A novidade é o mesmo percentual de reajuste de 22,8% para o Auxílio-saúde e Auxílio-alimentação. No caso do Auxílio-saúde, os valores atuais são diferenciados por idade e faixa salarial. Esse reajuste beneficiaria 1 milhão e 289 mil servidores. O reajuste do Auxílio-alimentação beneficiará 592 mil servidores ativos, deixando de fora aposentados. 

No caso da Assistência Pré-Escolar será considerada a inflação desde abril de 1995 a 2015. O valor ficaria em R$ 396,00. Esse reajuste beneficiará mais ou menos 74 mil servidores ativos. O impacto de reajuste dos três benefícios será de 1 bilhão e 250 milhões.


Ano
Auxílio-Alimentação
Assistência Pré-Escolar
2015
R$ 373,00
R$ 70,00
2016
R$ 458,00
R$ 396,00

Os servidores solicitaram uma nova análise por parte do governo do reajuste. A próxima reunião acontece em 10 dias. O secretário propôs a inclusão de cláusula de revisão do reajuste, caso a inflação prevista no índice do acordo supere em 10%. Os representantes do Fórum afirmaram que a inflexibilidade no valor do índice de reajuste e a plurianualidade [4 anos] complicam o processo negocial.
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Fonte: FASUBRA

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Trabalhadores pagos sem trabalhar, RU semideserto sem atender usuários que precisam: bonito!

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A foto acima retrata a realidade da maior parte do tempo no RU Central da UFPR, durante cada semana desde que começou a greve nacional. Semidesértico, sem uso.  Os trabalhadores terceirizados, obrigados por contrato a comparecer ao local de trabalho, tentando achar com o que passar o tempo, sem trabalhar. Porém, o mesmo contrato obriga a UFPR a honrar o pagamento dos salários desses trabalhadores forçados ao ócio.  Ao mesmo tempo, usuários mais carentes de alimentação barata ficam privados do benefício ou obrigados a tomar o ônibus Intercampus para frequentar o restaurante do Centro Politécnico.

Essa situação foi produzida pela direção PSTUísta do Sinditest e por pequena parcela de servidores grevistas que a apoiaram, ocupando o RU Central desde o começo de junho.

O custo desse "aluguel" do salão do RU para apenas uma assembleia semanal e mais umas poucas atividades paralelas?  A bagatela de R$ 498 mil, em valor atualizado.  Esse "aluguel", pela ocupação grevista, corresponde ao custo dos trabalhadores terceirizados impedidos de trabalhar produzindo refeições, desde princípios de junho.  Quem paga o "aluguel" é a UFPR. Quem sub-utiliza é o PSTU, controlador do Comando Local de Greve.  Uma relação custo/benefício muito ruim, não? Eita "aluguel" caro só pra fazer assembleias!!


A Pró-Reitoria de Administração (PRA) tem enviado repetidamente "Notificações Extrajudiciais" ao Sinditest, tal como a de número 6, que se vê acima, no valor de 395 mil reais [clique para ampliar].  Aliás, pouco tempo após ter recebido a Notificação no. 6, o diretor do Sinditest José Carlos Assis, possuído de estranha amnésia para números, declarou perante a assembleia de greve que o valor dela era apenas 65 mil e não 395 mil reais...

Todas essas "Notificações" da PRA tem sido olimpicamente ignoradas pelo comando do PSTU, que acredita que tais valores não irão redundar em futuras multas ou indenizações contra o sindicato.  No entanto, se porventura uma ação judicial acontecer e implicar em obrigação de ressarcimento à UFPR, os valores poderão ser bem pesados.

O mesmo aconteceu na greve fracassada de 2014.  Os diversos RUs da UFPR foram então fechados pela greve (mesmo com os terceirizados não estando em greve) e o montante dos serviços pagos não efetuados atingiu a cifra de quase 1 milhão de reais.

A categoria dos TAE representada pelo Sinditest tem que rezar e torcer para que o pior não aconteça: a entidade ter que ressarcir todo esse montante, o que ameaçaria duramente o patrimônio sindical, conquistado com sacrifício ao longo de mais de 20 anos de existência do sindicato.  Por aí se mede o tamanho da responsabilidade de certos grupos políticos.


Além dessas quantias, não há como calcular os valores que vem sendo desembolsados pelos usuários do RU, tanto alunos quanto TAEs, que se obrigam a fazer refeições nos buffets do entorno da Reitoria, a preços de 10 reais ou mais.  Sem falar na perda do ponto de encontro das pessoas, que era propiciado pelo horário regular das refeições no RU.  Nada disso importa para o PSTU e o diktat de seus comandantes donos-da-verdade na UFPR.

Figa, figa, figa... E dois pés atrás

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O governo federal, desde o começo do ano, adota um ajuste fiscal e medidas que tem feito aumentar o desemprego e aproximar uma recessão na economia.  Um forte contingenciamento de recursos (suspensão temporária de repasses) foi adotado sobre todos os ministérios de Dilma, só no MEC sustendo 9 bilhões de reais e provocando situações críticas nas IFES de todo o país.  

Há uma severa crise política em curso no Brasil, com o Governo Dilma açoitado diariamente pelos direitistas que comandam o Congresso Nacional e pela grande mídia burguesa monopolista.  Segmentos fascistoides promovem na internet um contínuo enxovalhamento de Dilma ( chegando ao ponto da agressão machista) e da esquerda no governo.  A direita insufla o clima de impeachment e de incertezas quanto ao futuro imediato.  A Operação Lava Jato, com o justiceiro fora-da-lei Moro à frente, detona a Petrobras e empresas de engenharia nacional, levando com isso já milhares de trabalhadores desse ramo ao olho da rua.

No entanto, a avaliação do Comando Local de Greve do Sinditest é cor-de-rosa.  Abrimos o site do sindicato na internet e lá vemos uma matéria plena de "wishful-thinking".  

Nessa matéria - que relata com fortes tintas de otimismo o que teria sido o debate na assembleia de greve de ontem (14/7), no RU Central da UFPR -, a abertura já diz: "Há chances reais de se obter compromissos inéditos do governo federal, que no momento encontra-se acuado por uma crise política."

Adiante, surge a declaração do colega de irregularidades imobiliárias da gestão Wilson Messias (2008-2011), o ex-diretor Bernardo Pilotto: "Nas últimas greves, o governo havia demorado pelo menos 60 dias só para nos receber (...) Agora, com 45 dias de paralisação, o governo não só já fez uma proposta, como aceitou discuti-la e melhorá-la.”  

Se há "chances reais", o debate da assembleia de ontem deveria apontar mais concretamente quais.  Se ali se avalia que o governo está acuado (pela direita), e de fato em grande parte está, isso tanto permite avaliar que seria bom como que é ruim para a greve. Governos acuados nada decidem, pois ficam paralisados e deixam a coisa correr.

Na declaração do ex-diretor Bernardo, co-subscritor de documentos sindicais para transações imobiliárias irregulares em 2009, há um erro, talvez involuntário. Na fracassada greve do ano passado, que começou em março, já no começo de abril/2014 o governo enviara contraproposta oficial à pauta da FASUBRA.  Só que o Comando de Greve daquela época, já hegemonizado por PSol e PSTU, simplesmente jogou no lixo a contraproposta. Em assembleia geral de greve do Sinditest, então, a contraproposta sequer foi lida para debate, foi rejeitada pelo CLG sem que a base soubesse que existia.  Dois meses depois, o CNG-FASUBRA suplicava que o governo recolocasse a proposta rejeitada a priori, mas aí era tarde demais.  A greve de 2014 acabou sem nenhuma conquista.

Outra demonstração de "wishful thinking": quem disse ou quem garante que, na proposta original feita, o governo "aceitou discuti-la e melhorá-la" ?  O CNG recusou (corretamente) a proposta de acordo amarrado para 4 anos e o índice ridículo total de 21,3%.  Porém, em meio a uma política de ajustes restritivos do gasto/investimento público, quantos podem apostar suas fichas que, numa nova reunião, o governo federal virá com um índice muito melhor que esse?  O MPOG bem pode vir e propor, em vez de 21% ao longo de 4 anos, 11% ao longo de 2 anos... e só.

Para não sermos, contudo, demasiado céticos e pessimistas, mantenhamos a esperança em ao menos uma coisa que pode ser mais concreta, com a qual, de fato, o MPOG acenou: regulamentar de vez a Convenção 151 (negociação coletiva/data-base).  Se o fizer, o governo pode, por seu turno, ganhar um tempo, até os primeiros meses de 2016, sem nada prometer quanto a reajustes.  Pelo lado do movimento sindical, a conquista da data-base seria bem importante.  Quiçá acompanhada de uma "benevolência" do tipo reajustar algum benefício (como o vale-alimentação) e umas melhorias no PCCTAE.  E justificaria um bom encerramento de greve.

Quem sabe, quem sabe.  Um pouco de dedos cruzados de torcida, claro, não faz mal. Mas com os dois pés atrás.

MEC assume uns poucos compromissos com grevistas da FASUBRA

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No quadragésimo-segundo dia da greve nacional dos TAE comandada pela FASUBRA, houve reunião entre o Comando de Greve e o MEC, este representado pelo secretário de Educação Superior (SESu). Na quinta-feira da semana passada (9), segundo relato no site da FASUBRA, os representantes da greve receberam do secretário da SESu, Jesualdo Farias, alguns compromissos.

Não é lá muito, mas, em tempos áridos, parece que qualquer coisa anima a maioria ultraesquerdista que hoje comanda a FASUBRA:

Plano Nacional de Capacitação
O sistema será aberto no segundo semestre para cadastrar as instituições para 2016 e haveria 5.000 vagas garantidas.

Aprimoramento da Carreira
Segundo o CNG relata, o MEC não tem objeções quanto a reabrir o debate sobre o já obsoleto PCCTAE.  Ora, quanta deferência! O MEC proporá um cronograma para esta discussão, convidando também os anti-PCCTAE do MPOG.

Racionalização de Cargos
Uma questão pendente desde instituição do PCCTAE, que tem a ver com seu Artigo 18. Igualmente, o MEC vai chamar aquela turma que "ama de paixão" o PCCTAE no MPOG para debater conjuntamente.  Mais uma ocasião para muitos cafezinhos nos gabinetes.

Perseguição de Reitorias a Grevistas
UNIFAP, UFES e UFVJM são IFES onde os reitores estão tocando o terror sobre a greve, a quem o MEC prometeu puxar os pavilhões auriculares.

Democratização nas IFES
Jesualdo, o secretário, diz concordar com eleição (direta) de reitor e que não haja mais listas tríplices.  Cada IFES deve ter autonomia para definir a forma de votação, afirma a SESu. Nada se diz sobre a influência do poder econômico de candidaturas a reitor em eleições diretas, como se vem dando ultimamente nas eleições da UFPR.

Afastamento para qualificação e capacitação
Portaria que trata do assunto (aprovada na Comissão Nacional de Supervisão de Carreira) foi encaminhada à assessoria jurídica do MEC para assinatura do ministro da Educação;

Jornada flexibilizada de 30 horas
O governo é contra a jornada generalizada para todos os TAE e concorda apenas com os casos que se enquadram na legislação correspondente.  Ou seja, a mesma posição da CGU, a qual pretende fiscalizar como se dão as diversas jornadas de 30 horas no caso da UFPR através do "novo" sistema de ponto eletrônico que o vice-presidente da ANDIFES, Zaki Akel, pretende implementar.
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Com informações da FASUBRA Sindical



quarta-feira, 24 de junho de 2015

Greve da FASUBRA: novidade concreta de Brasília ?

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Pode ser que dê em nada.  Ou pode ser que alguma contraproposta digna de avaliação pelos trabalhadores venha do governo federal.  A figura acima (clique nela para ampliar) mostra trecho do ofício do Ministério do Planejamento convidando sindicatos dos servidores federais para uma conversa amanhã (25), à tarde, em Brasília.  A linha de assunto fala em "contraproposta".  

Lembramos que o próprio Supremo Tribunal de Justiça (STJ), em 9 de junho, enviou despacho ao MPOG e ao MEC instando-os a receberem em negociação a FASUBRA em greve e dando até um prazo: 10 dias. O prazo acabou na semana passada e até então, nada.  Porém, agora tem-se a reunião nesta quinta-feira.  Torçamos para ser algo concreto nesta negociação ainda emperrada.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Greve nacional da FASUBRA - um resumo da semana

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Conforme o mais recente Informe nacional da Greve (IG de 14/06), o movimento cresceu bem mais desde a deflagração, agora atingindo 65 IFES em todo o país, em todas as regiões.

Os representantes do MEC e MPOG, desde a última conversa em 22/05, não agendaram mais nenhuma reunião para negociar, até agora. No entanto, em 09/06, como mostra a figura acima (clique nela para ampliar), o STJ despachou a esses ministérios uma determinação tanto considerando a greve legal como para que se estabeleçam negociações de fato.

O despacho suscitou reações de ânimo no movimento, mas é preciso relativizar isso, uma vez que ele apenas insta o governo federal a agendar uma conversa e disso necessariamente não resultarão contrapropostas concretas dos ministérios.  Estes ainda estão esperando o fim dos cálculos para a nova lei orçamentária, para ver se algo sobra que contemple alguma demanda da greve dos TAEs.  Logo, é preciso prosseguir fazendo atividades de pressão.

Outro dado positivo é a aprovação, pelo Conselho Universitário da UFPR, em 11/06, de Moção de Apoio às reivindicações dos TAEs e também ao movimento paredista, o que ajuda a guarnecer os servidores em luta contra possíveis retaliações de chefias pouco tolerantes dentro da universidade.


Notícia estimulante vem de Foz do Iguaçu, onde os servidores da UNILA abriram um Blog da Greve 2015, que pode ser acessado em: http://greveunila2015.blogspot.com.br.  Isso permite contemplar conteúdos específicos da UNILA, ajuda a organizar localmente o movimento, inclusive para que ele prossiga por outras demandas depois que se encerrar a greve nacional.  Vale sugerir que outros campi do interior sigam o exemplo da UNILA, abram (ou reabram) blogs da greve, e usem esse instrumento como referência informativa e organizadora.

O Comando Nacional de Greve (CNG) marcou para a próxima quarta-feira (17/06) um Dia Nacional de Luta em defesa dos Hospitais Universitários, protestando contra a EBSERH e os resultados concretos de sua gestão nos HUs onde se estabeleceu.


Para a base do Sinditest-PR, ocorre na manhã de hoje a assembleia de greve desta semana, novamente no RU Central da UFPR, a partir das 9 horas.  Não se sabe se alguém pretenderá retomar nela o tema inoportuno do Fundo de Greve.  A FASUBRA cobra 15%, em uma parcela só (única), a título de Fundo nacional de Greve, para suprir as atividades do CNG em Brasília, mas no Sinditest há reserva de caixa suficiente para isso.

Abaixo o resumo do calendário nacional da greve até princípios de julho:

*17 de junho: Dia Nacional de Luta Hospitais Universitários, contra EBSERH e Terceirização 
*19 de junho: Reunião do CNG para Avaliação da Conjuntura Nacional e da Greve
*25 de junho: Dia Nacional de Mobilização conjunta dos trabalhadores do serviço público federal nos estados 
*3 de julho: Encontro dos advogados da FASUBRA com os advogados da base
*5, 6 e 7 de julho: Caravana a Brasília

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Greve dos trabalhadores técnicos em educação – em que pé estamos

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A greve foi oficialmente deflagrada no final de maio, dia 29, inclusive na base do Sinditest, que realizou naquele dia uma assembleia com participação de centenas de trabalhadores; pena é que o debate dessa assembleia foi abstrusamente interrompido pelo enfiamento da votação atropelada de um novo estatuto do Sinditest pela vontade da Diretoria do PSTU.

O movimento paredista começou bastante forte: já se tem 56 Universidades Federais em greve, em todas as regiões do país. O Comando Nacional de Greve (CNG) já foi instalado, funcionando dentro do SintFUB, na Universidade de Brasília.

Não há nenhum informe de nova reunião agendada com o governo para negociações concretas. Apenas a FASUBRA emitiu uma Nota, em 2/6, lamentando a postura do Ministro Renato Janine, titular do MEC, porque ele, em 28/05, postou no Portal do Ministério o seguinte: “o Poder Público atende tanto quanto pode, segundo realidades conjunturais, recursos disponíveis, agendas e acordos consagrados, sempre tendo em vista o superior fim que é a educação inclusiva de qualidade (...) este é um problema que o Poder Público enfrenta há algum tempo – e não apenas neste momento –, contudo, houve uma decisão pela greve sem que seja precedida por um amplo diálogo”. A Nota da FASUBRA explica que há muitos meses já vem contactando o MEC, mas não se avança para qualquer negociação efetiva das demandas apresentadas, e cobra que isso aconteça o quanto antes. Em resumo, nada de novo no front de Brasília.


NO  SINDITEST
Na base do Sinditest, o Comando Local de Greve (CLG) e uma assembleia realizada em 2 de junho no pátio da Reitoria da UFPR definiram que vai ser fechado apenas o RU Central (para uso como QG da greve), liberando-se os outros. No RU ocorrerá nesta terça-feira (9/6), como de praxe, a assembleia geral de greve, marcada para começar às 9 da manhã.

Naquela mesma assembleia de 2/6 foi distribuído um impresso do Sinditest denominado “Demonstrativos do Fundo de Greve”. Nele consta um rol de tópicos de despesas efetuadas na fracassada greve de 2014, que vão desde março daquele ano até março de 2015. Recordemos que o Fundo de Greve foi constituído com a cobrança duplicada da mensalidade sindical nos meses em que durou a greve (abril, maio e junho/2014). O saldo final alegado é de R$ 112.378,95. Frise-se que distribuir um panfleto com esse demonstrativo geral, não detalhado, de despesas, não constitui uma verdadeira Prestação de Contas dos gastos desse Fundo, pois a Prestação pressupõe espaço para pedidos de esclarecimentos pela base sobre os itens de despesas, o debate e a aprovação de tais contas. Isto até hoje, desde Junho/2014, nunca foi feito.

Um Relatório da primeira reunião do Comando Local de Greve, realizada em 01/06, traz o seguinte trecho: 

“3)FUNDO DE GREVE
Informado o saldo remanescente do Fundo de Greve de 2014. Aprovada proposta de informar à Assembleia que será usado o saldo remanescente. Na Assembleia de 9 de junho será debatido o percentual de contribuição para o momento em que acabar o saldo remanescente, que poderia ser de apenas 0,5% do vencimento básico (a discutir).”

Ora, que pitoresco da parte da Diretoria PSTUísta do Sinditest... Até hoje não realizaram uma verdadeira prestação de contas do FG de 2014. Aliás, nem a prestação de contas dos exercícios passados de 2013 e 2014 (mas jogaram toda a culpa no contador!). 

Agora, depois de em abril terem dobrado a cobrança da mensalidade sindical de cada filiado, praticamente dobrando também a arrecadação mensal do Sinditest (que subiu a algo da ordem de 230 mil reais/mês), pretendem ainda aplicar mais uma garfada no bolso de cada trabalhador, cobrando MAIS 0,5% a título de Fundo de Greve de 2015? Beto Richa também gosta desse tipo de metida da “mão grande” no bolso do mais fraco.