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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Trabalhadores pagos sem trabalhar, RU semideserto sem atender usuários que precisam: bonito!

A foto acima retrata a realidade da maior parte do tempo no RU Central da UFPR, durante cada semana desde que começou a greve nacional. Semidesértico, sem uso.  Os trabalhadores terceirizados, obrigados por contrato a comparecer ao local de trabalho, tentando achar com o que passar o tempo, sem trabalhar. Porém, o mesmo contrato obriga a UFPR a honrar o pagamento dos salários desses trabalhadores forçados ao ócio.  Ao mesmo tempo, usuários mais carentes de alimentação barata ficam privados do benefício ou obrigados a tomar o ônibus Intercampus para frequentar o restaurante do Centro Politécnico.

Essa situação foi produzida pela direção PSTUísta do Sinditest e por pequena parcela de servidores grevistas que a apoiaram, ocupando o RU Central desde o começo de junho.

O custo desse "aluguel" do salão do RU para apenas uma assembleia semanal e mais umas poucas atividades paralelas?  A bagatela de R$ 498 mil, em valor atualizado.  Esse "aluguel", pela ocupação grevista, corresponde ao custo dos trabalhadores terceirizados impedidos de trabalhar produzindo refeições, desde princípios de junho.  Quem paga o "aluguel" é a UFPR. Quem sub-utiliza é o PSTU, controlador do Comando Local de Greve.  Uma relação custo/benefício muito ruim, não? Eita "aluguel" caro só pra fazer assembleias!!


A Pró-Reitoria de Administração (PRA) tem enviado repetidamente "Notificações Extrajudiciais" ao Sinditest, tal como a de número 6, que se vê acima, no valor de 395 mil reais [clique para ampliar].  Aliás, pouco tempo após ter recebido a Notificação no. 6, o diretor do Sinditest José Carlos Assis, possuído de estranha amnésia para números, declarou perante a assembleia de greve que o valor dela era apenas 65 mil e não 395 mil reais...

Todas essas "Notificações" da PRA tem sido olimpicamente ignoradas pelo comando do PSTU, que acredita que tais valores não irão redundar em futuras multas ou indenizações contra o sindicato.  No entanto, se porventura uma ação judicial acontecer e implicar em obrigação de ressarcimento à UFPR, os valores poderão ser bem pesados.

O mesmo aconteceu na greve fracassada de 2014.  Os diversos RUs da UFPR foram então fechados pela greve (mesmo com os terceirizados não estando em greve) e o montante dos serviços pagos não efetuados atingiu a cifra de quase 1 milhão de reais.

A categoria dos TAE representada pelo Sinditest tem que rezar e torcer para que o pior não aconteça: a entidade ter que ressarcir todo esse montante, o que ameaçaria duramente o patrimônio sindical, conquistado com sacrifício ao longo de mais de 20 anos de existência do sindicato.  Por aí se mede o tamanho da responsabilidade de certos grupos políticos.


Além dessas quantias, não há como calcular os valores que vem sendo desembolsados pelos usuários do RU, tanto alunos quanto TAEs, que se obrigam a fazer refeições nos buffets do entorno da Reitoria, a preços de 10 reais ou mais.  Sem falar na perda do ponto de encontro das pessoas, que era propiciado pelo horário regular das refeições no RU.  Nada disso importa para o PSTU e o diktat de seus comandantes donos-da-verdade na UFPR.

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