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sábado, 11 de julho de 2026

Ultraesquerdismo, idealismo filosófico e metafísico às mancheias

5 comentários:

Ontem, pela manhã, o Sinditest realizou, no pátio da Reitoria da UFPR e também online, mais uma assembleia geral híbrida, de uma longa série da greve nacional da FASUBRA, que já se estende por mais de 120 dias. Na pauta constavam os itens de debate sobre uma Ata de reunião entre Governo Federal e Comando Nacional de Greve (CNG) e de deliberação sobre a saída unificada da greve, indicada para o meio da semana que vem.

Pelas imagens, pode-se notar que a reunião da categoria TAE estava relativamente esvaziada, mesmo que contando com assembleias concomitantes em alguns campi do interior, que recebiam via online a transmissão do encontro na Reitoria.

Uma vez mais, o que se viu foi uma refrega entre Diretoria do sindicato (por extensão, Chapa 1 da recente eleição) e setores da oposição sindical (por extensão, várias pessoas da Chapa 3 derrotada nessa eleição), esta nitidamente em maioria na plenária e com oradores primando por discursos marcadamente ultraesquerdistas e antigoverno Lula.

A dita Ata foi lida pela Mesa e, aberto o debate, foi alvo de saraivada de críticas e rejeições, particularmente por esse documento, ainda que aprovado pelo CNG-FASUBRA, não ter a configuração de um autêntico Termo de Acordo de final de Greve. Mas não só. Diversas falas, na prática, acabaram jogando água no moinho da extrema-direita que disputa, ainda que em pré-campanha, a Presidência da República nas eleições gerais de outubro através do traidor da pátria senador Flávio Rachadinha Bolsonaro.



Apenas um orador fez fala assinalando a brutal diferença entre o que é o Governo Lula – que promoveu diversos avanços em políticas públicas, defendeu a democracia contra golpistas e concedeu reposições salariais parciais ao longo de 3 anos ao serviço público (cujos salários estiveram congelados por 6 anos sob os mandatos de Temer e Bolsonaro), além de abrir espaço ao diálogo com os movimentos sociais – e o que foi a antidemocrática e corrupta gestão de Jair Bolsonaro (2019-2022), totalmente fechada ao diálogo com os trabalhadores. Mas esse militante da base TAE foi essencialmente ignorado.

Na assembleia de ontem, a política do fígado esquerdista prevaleceu e o que interessava era desprezar por completo quaisquer avanços nas negociações de greve e no alcance de um Decreto regulamentando o RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências). O governo Lula foi tachado de autoritário, enrolador e neoliberal, em algumas falas isso dito em altos raivosos brados. Entre muitos ali presentes, parece que se perdeu a memória das imensas dificuldades do movimento sindical sob gestões presidenciais como as de Collor, FHC, Temer e Bolsonaro, sem falar dos tempos ainda da ditadura militar.

Um diretor do Sinditest procurou chamar a atenção de todos para um elemento de análise indispensável sempre que ocorrem entrechoques entre classes sociais, e entre patrão e trabalhador: a maldita correlação de forças entre cada lado, conforme cada época e cada contexto. Aliás, elemento fundamental a levar em conta para se escolher a melhor tática de enfrentamento, como já ensinava o velho revolucionário Vladimir Lenin, na busca sempre de conquistas parciais ou maiores para o movimento.

No sentido oposto a esse apelo ao bom senso político, um dos oradores, histérico, resolveu acariciar os tímpanos dos presentes e, em altos berros, proferiu seus impropérios contra o governo federal e a diretoria sindical, tendo ainda produzido a seguinte pérola, inspirada no mais puro idealismo filosófico metafísico: “A correlação de forças somos NÓS, trabalhadores, que fazemos!!” OK, se tudo depende unicamente da vontade de nós, trabalhadores, façamos já tudo que resolve os problemas criados pelo capitalismo, façamos já a Revolução Socialista! Em uma passagem do clássico filme italiano sobre movimento operário ("A classe operária vai ao paraíso"), um militante trotsquista explica sua singela tática/estratégia de luta: “Queremos tudo, e queremos já!”.

Entretanto, ao comentar isso, não queremos de modo algum dizer que os trabalhadores devem se conformar a alguma espécie de “ditadura da correlação de forças”. Não, é claro que não, caso contrário ficaríamos parados, inertes, esperando que a Divina Providência faça cair dos céus uma melhor correlação de forças sem ir à luta, aos movimentos, às greves e às insurreições. Pois é no terreno da luta de classes, da oposição de dois polos em contenda, dialeticamente, que se criam novas correlações entre as forças políticas e sociais.

Como era de se esperar, o encerramento unificado da greve nacional, proposto pelo CNG para ser em 15/07, próxima quarta-feira, foi rejeitado pela maioria da assembleia de ontem. Essa mesma maioria propõe ao CNG-FASUBRA que se obtenha do Governo Federal um “Termo de Acordo de Greve” para a semana que vem, e, só a partir do teor dele, a categoria dos TAE da base do Sinditest voltará a se reunir em assembleia para debate-lo e também a eventual saída da greve. Resta ver como ficam as bases do sindicato do Paraná diante de uma saída em massa das demais IFES do resto do país.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Saberes e Competências dos Servidores Técnico-Administrativos - quem reconhece?

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A Greve nacional puxada pela FASUBRA no primeiro semestre de 2025 tinha como carro-chefe a reivindicação salarial, por algum percentual de reajuste, em que pese um Acordo fechado entre SPF e MGI (Ministério da Gestão) do Lula haver estabelecido que reposições salariais ocorreriam apenas em 2023, 2024 e 2026, mas não em 2025.

Ainda assim, a greve manteve o pleito do reajuste em 2025, já que os percentuais propostos no Acordo acima citado não zeravam as perdas ocorridas nos anos passados, e principalmente o congelamento imposto nas (indi)gestões Temer e Bolsonaro.  Como é sabido, o Governo Federal não atendeu a essa reivindicação, mas, como "consolo", ampliou para mil reais o montante do vale-alimentação dos TAE.

Outra reivindicação destacada naquela greve foi o chamado RSC - Reconhecimento de Saberes e Competências.  Isto é, a regulamentação de um processo pelo qual Universidades e União fazem a identificação de habilidades e conhecimentos que os servidores e as servidoras, ao longo de seu trabalho de muitos anos, hajam adquirido, por experiência prática e reflexão, trazendo aperfeiçoamentos nas rotinas laborais do Serviço Público. 

Ao fim da greve, Governo e FASUBRA acertaram que o período seguinte em 2025 seria dedicado à análise e propostas sobre como normatizar esse processo para implementação do RSC, com impacto em um futuro adicional de salário sobre o vencimento básico.

No entanto, nesse processo de debate e negociação do ano passado, o resultado até agora não foi considerado satisfatório pelo movimento sindical, pela FASUBRA.  Isso foi avaliado na mais recente Plenária Nacional de Sindicatos de Base da FASUBRA, feita no final do ano passado.

Foi expedido pelo Executivo o Projeto de Lei 6.170/2025 em 03/12/2025, que trata do RSC (e de outros assuntos), mas, diz o Governo, ele estaria ainda sujeito a sugestões e alterações a partir de contribuições das entidades sindicais.  Está agendada para 19 de janeiro deste ano uma reunião entre FASUBRA e a ministra Esther do MGI.  Conforme o que sair dessa conversação, pode até ser proposta uma nova greve nacional.

Por isso, o SINDITEST está chamando uma Assembleia Geral presencial, a partir das 09h00 do dia 19/01/2026, que ocorrerá na Sala 1 do Anexo B do HC, cuja pauta inclui os seguintes itens:

1. Informes Gerais;

2. Indicativo de Greve: Avaliação de propostas;

3. Eleição de Delegados e Delegadas para a Plenária Nacional da FASUBRA, que ocorre nos dias 24 e 25 de fevereiro.

Lembramos à base de TAE representada pelo SINDITEST que, seguindo o Acordo feito em 2023, uma reposição salarial da ordem de 3,5% deve ser concedida pelo Executivo em abril deste ano.

sexta-feira, 22 de março de 2024

Greve da FASUBRA: a assembleia de 21 de março

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Na manhã de quinta-feira, 21, no pátio da Reitoria, transcorreu mais uma assembleia geral da greve da FASUBRA que rola na UFPR. Cerca de 300 servidores se aglutinaram embaixo da tenda que está ali montada para as reuniões.

Nacionalmente, ainda está sendo montado o Comando Nacional de Greve (CNG), sediado em Brasília, que é responsável pelas negociações diretas com os representantes do governo federal, mas que também orienta diretrizes de mobilização para os mais de 60 Comandos Locais de Greve (CLGs), como os formados na UFPR, UTFPR, UNILA e IFPR.

Não poderia deixar de ser, um dos assuntos da assembleia de ontem foi a bem-sucedida mobilização dos e das ativistas da greve que se deslocaram até o Palácio Iguaçu numa quentíssima tarde, para se encontrar com o ministro da Educação Camilo Santana. O ministro veio até Curitiba para lançar o Programa Pé de Meia, ao lado do governador Ratinho Jr., nas dependências do palácio. O CLG viu aí uma boa oportunidade para (re)entregar ao ministro a pauta de reivindicações da greve da FASUBRA e deixar bem marcadas nossas posições e disposição de luta, nesta greve que é por tempo indeterminado.

O vídeo acima mostra o informe prestado na assembleia por Ivandenir Pereira, membro do CLG, que se encontrou pessoalmente com o ministro e lhe entregou os documentos do movimento paredista.

Este blog registrou em vídeo quase todos os trechos da assembleia da manhã de quinta-feira, cujos links de youtube estão na relação abaixo. 

Ao final da assembleia, os grevistas se dirigiram até o pró-reitor da PROGEPE para dele cobrar quais as intenções que teve ao fazer circular um memorando acerca da greve, que, politicamente, se apoia nos termos da IN 49/2023, uma instrução normativa que abre brechas para que grevistas sejam intimidados por chefias  em seus locais de trabalho em caso de adesão ao movimento.

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Assembleia do Sinditest em 23/08, na Saúde

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Mais de três meses após o início das negociações, poucos pontos da pauta local avançaram na UFPR. Apesar da insistência do Sindicato e das comissões de negociação designadas pela base, a falta de vontade política da Reitoria tem sido um empecilho para que as reivindicações da categoria sejam, de fato, atendidas.

Diante desta situação, o Sinditest-PR convoca as técnicas e os técnicos da instituição para debater o assunto coletivamente na próxima assembleia da categoria, marcada para terça-feira, dia 23, a partir das 13h30, no Auditório do Setor de Ciências da Saúde.
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Fonte: Sinditest-PR

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Primeira assembleia virtual do Sinditest: trapalhadas técnicas, muito a melhorar, mas…

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Na tarde de ontem, em função da excepcionalíssima situação em que se encontra o Brasil sob a pandemia da COVID-19, aconteceu pela primeira vez, na história dos quase 28 anos do Sinditest-PR, uma reunião deliberativa da base da UFPR através de plataforma da Internet. 

O objetivo principal da assembleia virtual foi o de eleger representantes da categoria para integrar a Comissão Paritária de Consulta (CPC), ao lado de estudantes e professores, para organizar a eleição direta à Reitoria, como acontece desde 1985. 

A rigor, essa não foi a primeira vez que se usou a Internet para transmitir eventos da categoria dos TAEs na UFPR. A primeira experiência, por iniciativa do editor deste Blog, deu-se em fevereiro de 2011, em que se fez a transmissão online ao vivo de uma assembleia sindical realizada no anfiteatro do 7. Andar do Anexo B do HC. Usava-se um aplicativo ainda primário da rede social Twitter, o equipamento era modesto, havia dificuldades de áudio, mas fez-se a transmissão.

Depois isso se expandiu para muitas outras assembleias do sindicato, em especial as de período de greve, realizadas no RU e usando uma extensão de conexão a cabo emprestada da Biblioteca Central. Com isto, os membros da base dos campi do interior do Paraná e dos mais afastados de Curitiba podiam acompanhar os debates e até postar comentários. 

Até que aquela experiência pioneira usando Twitter/Twitcam foi interrompida pela mentalidade paranoica de certos diretores sindicais de ultraesquerda, que entendiam que transmitir abertamente assembleias da base serviria para “os patrões” espionarem o que “os trabaiadô” decidiam sobre suas lutas. Passou a ser proibido transmitir online eventos do Sinditest.


Tal como nas primeiras iniciativas, a de ontem também manquitolou por dificuldades técnicas não vistas de antemão. Marcada em 1a. chamada para as 14h30 e 2a. para as 15h00, a AG virtual só foi funcionar bem, com imagem e som perceptíveis aos participantes, por volta de 15h45, um grande atraso. A essa altura muitos servidores interessados já deviam ter desistido. A transmissão teve de saltar da plataforma da página de Facebook do Sinditest para a do Youtube e, finalmente, para o Google-Meet. Fica o apelo ao pessoal de assessoria técnica da direção sindical que faça as devidas testagens bem antes de chamar novas AG’s virtuais. 

Participaram do evento cerca de uma centena de TAEs, mas com uma ressalva: só eram admitidas pessoas filiadas ao Sinditest, coisa que em assembleias presenciais com esse tipo de pauta jamais foi cobrado; filiados e não-filiados podiam falar, votar e ser votados. Não ficou bem explicado o porquê da restrição. O registro de presença foi feito pela via de um formulário eletrônico baseado no Google, bem como depois a votação nas chapas que se inscreveram disputando a representação na CPC. 

Doze servidores(as) se inscreveram para fazer falas acerca do novo processo também virtual pelo qual se deve dar a consulta à Reitoria, definido por reunião do Conselho Universitário a princípio para 10/09. Essa é a data para eleição dentro do Colégio Eleitoral do CoUn, e, assim, a consulta propriamente dita a toda a comunidade deve ocorrer alguns dias antes dessa data. Será preciso esperar as deliberações da CPC para se saber o calendário completo de período de inscrição de candidaturas, datas de debates pela internet e a própria votação, em especial qual o sistema para coletar e apurar os votos. 

Por ampla maioria é aceito que se faça a consulta direta à comunidade da UFPR pelo método virtual, seja pelas restrições de contato pessoal presencial impostas pelo combate ao coronavírus, seja para se atender os devidos prazos legais para envio de lista tríplice para o MEC e não dar sopa para o azar diante de um governo federal fascista, autoritário e propenso a dar golpes na democracia universitária (como se viu na indi-gestão do fugitivo ex-ministro Weintraub). 


No entanto, surgiram dois questionamentos. Um no sentido de que seria possível dilatar um pouco os prazos, de modo a permitir mais debates virtuais entre candidaturas e também para melhor informar e mobilizar os mais de 50 mil membros da comunidade da UFPR. Uma questão a ser tratada pela CPC das entidades com a Comissão já escolhida no CoUn (em 18/06) para acompanhar todo o processo. E a outra preocupação é que, diferentemente de todos as nove consultas desde 1985/6 (ver abaixo relação dos reitores eleitos diretamente a partir de 1985, com o fim da ditadura), em que o processo sempre foi organizado e coordenado pelas entidades da comunidade, desta vez parece afigurar-se que é o CoUn quem tomou a dianteira e define datas. 

De toda forma, à CPC das entidades, assim que terminada sua composição com as indicações de estudantes pelo DCE, cabe co-supervisionar o processo sem ir a reboque da Comissão do CoUn, sempre informando a comunidade da UFPR (se possível abrindo site próprio, como se fez em 2016). 

Inscreveram-se para integrar a CPC 3 chapas de 4 servidores/as (2 titulares e 2 suplentes). O total de representantes por categoria é de 3 titulares, mas uma vaga é reservada a indicação estritamente no âmbito da Diretoria do Sinditest. O voto de cada participante da AG virtual foi dado num link de formulário Google, em que cada um declinava sua identificação pessoal, e-mail e telefone, sendo pois, voto aberto e não secreto. Unilateralmente, a Mesa da AG virtual, coordenada pela diretora Mariane Siqueira, decidiu que o sistema de indicação seria majoritário, ou seja, a chapa mais votada ficaria com as 2 vagas titulares e as 2 suplentes (não é o mais democrático, pois impede expressão de opinião de um ou mais segmentos de menor votação circunstancial da categoria). 


Também nessa votação houve alguma confusão, pois, após votar no formulário eletrônico, pedia-se confirmação do voto através de um número de WhatsApp, que passou batido por grande número de votantes. Assim, os votos foram declinados para confirmação pelas pessoas diretamente na coluna de bate-papo (chat textual) que acompanha a plataforma Google-Meet. 

Por maioria foi eleita a Chapa 2, integrada por Luiz Fernando Mendes, Paulo, Priscila e Jean, que agora se juntarão aos representantes já eleitos em AG virtual da APUFPR e às indicações de estudantes pelo DCE-UFPR, devendo o quanto antes iniciar trabalhos. 

Fica a dica para todos os e as colegas TAEs da UFPR (também da UTFPR e UNILA) de que se inteirem melhor dos processos informáticos para atuar nessas novas plataformas eletrônicas de encontros virtuais, pois novos momentos decisórios virão pela frente (por exemplo, temas polêmicos não-consensuais surgidos dentro da CPC geral). 
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Rememorando as Gestões de Reitoria eleitas diretamente 
(depois do fim da ditadura militar), de 1985 até hoje: 

1985/6 – Riad Salamuni/Dante Romanó Jr. 

1990 – Carlos Faraco/Mário Pederneiras 

1994 – José Faria/Maria Amélia Zainko 

1998 – Carlos Antunes/Romolo Sandrini 

2002 – Carlos Moreira Jr./Maria Tarcisa 

2006 – Carlos Moreira Jr./Márcia 

2008(*) – Zaki Akel/Rogério Mulinari 

2012 – Zaki Akel/Rogério Mulinari 

2016 – Ricardo Marcelo/Graciela Bolzon 
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(*)em meados de 2008, o reitor reeleito Moreira renunciou ao meio de seu mandato para se candidatar à prefeitura de Curitiba, e se fez nova eleição à Reitoria.

quinta-feira, 5 de março de 2020

“Parasitas” aprovam paralisação da UFPR em 18 de março

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O ilustre filho da Pátria, desministro da Kunomia Paulo Guedes, chamou TODOS os servidores públicos do país de “parasitas”, porque, segundo ele, o funcionalismo ganha bem, trabalha mal e todo ano quer reajuste automático.  Esse desministro deve ser amado pelos servidores públicos concursados do ministério onde trabalha.  E ainda se orgulha de seu PIBinho/2019 de "fantásticos" 1,1%.

Em face desse mimo econômico-retórico, servidores estão realizando reuniões e assembleias em todo o país para preparar uma grande homenagem a Paulo Guedes no dia 18 de março: uma grande paralisação nacional de 24 horas.  À qual estão aderindo também estudantes, trabalhadores e trabalhadoras de outras categorias, e diversos movimentos sociais.


ASSEMBLEIA DO SINDITEST
Ontem pela manhã, no auditório do Setor de Ciências da Saúde da UFPR, foi aprovado fazer paralisação em 18/03.  Acompanhando as atividades do Comitê Geral Unificado de entidades e movimentos, que prevê duas concentrações na Praça Santos Andrade, uma pela manhã (das 08h00 às 12h00) e outra à tarde (16h00 em diante), para desta se sair na tradicional passeata que percorre a rua Marechal Deodoro até a Boca ou até a Praça Rui Barbosa.

No intervalo entre as duas atividades gerais, os servidores da UFPR, e possivelmente servidores públicos “parasitas” de outras instituições, farão sua atividade conjunta (possivelmente no pátio da Reitoria da UFPR), e em seguida rumam para a Praça S. Andrade.


“ESTADO DE GREVE” DOS SERVIDORES
Faz mais de 4 anos que não há qualquer correção nos salários do funcionalismo (desde o golpe que derrubou Dilma e entronizou o vampiro Temes e o nazista Boçalnaro), nem em benefícios.  Por isso, as entidades de servidores, como a FASUBRA dos técnicos, programam uma greve. 

Mas até lá é preciso acumular forças e debater muito, pois um movimento desse porte não será fácil realizar e manter sob um governo nazista, que não vacilará em tentar punir os grevistas.  Ainda que considerando isso, por unanimidade, como no tópico acima, foi aprovado o “estado de greve”, fase inicial da possível greve por tempo indeterminado.  Essa posição será levada pelos delegados/as de base do Sinditest à plenária nacional da FASUBRA, que ocorre de 13 a 15 de março, em Brasília.

Como de hábito, o servidor Maurício, da UFPR-Litoral, verbalizando o ponto de vista do PSTU, chegou a propor que o Sinditest deveria levar a posição de se começar uma greve por tempo indeterminado já a partir de 16/03, mas sua ideia foi reprovada pela ampla maioria da Assembleia.


A UNIDADE, A “UNIDADE” E A ELEIÇÃO DE DELEGADOS DE BASE PARA A PLENÁRIA DA FASUBRA
Vale assinalar que os debates sobre conjuntura nacional, bem como os que levaram à aprovação quase unânime da paralisação de 18/3 e do “estado de greve” aconteceram em clima de saudável amistosidade e unidade, considerando que na Assembleia estavam presentes servidores de pelo menos quatro correntes internas do movimento sindical dos TAE.  Unidade para enfrentar Bolsonaro e o fascismo que tenta se impor atropelando tudo.  Corretíssimo.

Infelizmente, a maior parte desse “clima” derreteu na hora de eleição de quem irá representar a base sindical da UFPR no encontro da FASUBRA.  O Sinditest, pelo tamanho de sua base sindical, e pelas regras do Estatuto da FASUBRA, tem direito a indicar seis delegados de base, mas ali houve ativistas que defendiam a eleição de sete, tentando abiscoitar o direito da Diretoria de indicar o sétimo delegado. A mesa, conduzida pelos diretores do Sinditest Daniel, Marisa e Aline, foi firme nesse aspecto, de que ali se elegeriam seis delegados, como prescreve a FASUBRA.

No entrechoque  típico de questões de ordem e encaminhamento, houve forte troca de farpas entre diretoria e oposição sindical, em que, em dados momentos, a mesa excedeu-se na dureza e encaminhou a reunião da maneira como julgou melhor, sem colocar em votação qualquer daquelas questões, o que lhe rendeu xingamentos (o provocador Werner, da UNILA, chegou a usar o termo “Bolsonaro do Sinditest” para se referir ao presidente da Mesa).  O também tradicional provocador Valter Maier propôs a destituição da Mesa e a troca por outras pessoas, no caso, da base, o que foi desconsiderado até pelos setores de oposição presentes.

Abertas as inscrições de chapas de delegados/as (não há inscrições individuais avulsas), apresentaram-se três agrupamentos: a Chapa 1, de oposição à atual diretoria, hegemonizada pela linha política do PSol, e defendida pela servidora Marianne; a Chapa 2, afinada com a linha do PSTU, defendida pelo servidor Maurício; e a Chapa 3, ligada à diretoria e hegemonizada pela orientação da corrente cutista CSD/Ressignificar, defendia pelo servidor Olivir.

Feita a votação por levantamento de braço, o resultado foi:

- Chapa 1: 24 votos, 4 delegados de base a indicar;
- Chapa 2: 02 votos, nenhum delegado;
- Chapa 3: 10 votos, 2 delegados de base a indicar;
- Abstenções: 04 votos (incluindo a do editor deste Blog).

A esses seis soma-se mais um delegado indicado pela Diretoria do Sinditest, cujo nome, entretanto, não foi informado previamente à Assembleia.

Acabado esse tópico, houve repasse de alguns informes das atividades do dia 8 de março (Dia da Mulher) e do 14 de março (2 anos da morte de Marielle) e a Assembleia se encerrou bem além do meio-dia.


RELATÓRIO E PRESTAÇÃO DE CONTAS
O editor deste Blog, pouco antes de ocorrer a votação das chapas de delegados/as, lançou a elas uma solicitação: o de que cada delegado/a a ser eleito/a traga de Brasília seu relatório individual de como viu, como atuou, que impressões tirou da Plenária da FASUBRA.  Isso para efeito de registro histórico nos arquivos sindicais e forma de prestar contas imediatas à base pela qual foi eleito/a. Assim também, que cada um apresente uma prestação de contas sobre como gastou suas diárias (pagas por toda a base contribuinte do sindicato).

Enquanto defendia essas propostas, a liderança da oposição, servidora Marianne dava risadas no meio da plateia, atitude desrespeitosa para com seu colega, que somente pretendia ali propor mudança de uma cultura de muitos anos, segundo a qual um servidor vai a Brasília, com todas as despesas pagas pela entidade, e depois não presta contas de como atuou no evento.  Vejamos quantos e quais representantes atenderão ao apelo na semana pós-Plenária.

terça-feira, 3 de março de 2020

Assembleia dos "PARASITAS" Técnicos neste 4 de março, na UFPR

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Atenção, você que é um bom e escarrapachado "parasita" servidor público, que ganha muito bem e trabalha mal, participe da Assembleia do Sinditest amanhã, quarta-feira, 4 de março. Será a partir de 09h30, no Auditório do Setor de Ciências da Saúde da UFPR (atrás do HC), na r. Padre Camargo, 280, 1o. andar.


Como tranquilos e relaxados "parasitas", nós, servidores públicos federais, aceitamos de boa ficar mais de 4 anos sem reajustes salariais, topamos pagar maiores alíquotas da Previdência Social (aprovado na Reforma da dita cuja) e não fazemos questão dessas otimíssimas condições de trabalho no serviço.


Assim, ao ilustre, honesto e inteligentíssimo ministro da ikunomia Paulo Guedes - que tão bem caracterizou, cerca de um mês atrás, TODOS os servidores públicos (federais, estaduais, municipais), como "parasitas" - nesta Assembleia faremos a devida homenagem a Sua Excelência.  

Que terá seu ápice em 18/03, com uma Greve Geral Nacional, para cantarmos e bradarmos palavras-de-ordem ao banqueiro ministro e talvez também à sua ascendência, que pariu esse notável filho da Pátria.

Participem, meus caros e minhas caras "parasitas".

Pauta:
- Análise de Conjuntura
- Paralisação de 18 de Março
- Aprovação de Estado de Greve dos Servidores
- Eleição de delegados/as para a Plenária nacional da FASUBRA (que ocorrerá em Brasília, de 13 a 15/03)


quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Assembleia Geral do Sinditest na sexta-feira, 9 de agosto

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Amanhã, sexta-feira, 9 de agosto, haverá mais uma Assembleia Geral extraordinária do Sinditest.  Está chamada para as 14h30, no Anfiteatro 500 do Edifício D. Pedro I (bloco da Reitoria da UFPR)


Estão na pauta os seguintes tópicos: a contratação de uma auditoria externa sobre as contas do sindicato no período recente, as eleições para a Comissão Interna de Supervisão do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação da UFPR (CIS/PCCTAE), e a proposta de regulamentação do teletrabalho na UFPR, de acordo com a Instrução Normativa 1/2018.

Em Assembleia realizada na terça-feira, dia 6, já foi aprovado o repúdio total ao projeto privatizante da Universidade Pública Gratuita, o tenebroso "Future-se', apresentado pelo esquisitíssimo "ministro" da Educação, Abraham Weintraub (aquele que faz contas matemáticas com chocolatinhos...).  

Essa mesma reunião aprovou a chamada de uma paralisação em todas as bases do Sinditest (UFPR, UTFPR e UNILA) para protestar contra os brutais cortes de verbas e contra o "Future-se" no dia 13 de agosto (terça-feira que vem).  E igualmente para repudiar a Contra-reforma da Previdência do desgoverno Boçal.  

As mobilizações do dia 13/08 ocorrerão em todos os estados brasileiros.  Em Curitiba, o Ato público geral será às 18h00 na Praça Santos Andrade.  Participem!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Direção do Sinditest quer mesmo fazer greve por causa do ponto eletrônico?

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Quando se reúne uma assembleia e se enche o tempo dela com uma porção de discursos inflamados contra fulano e beltrano, a tendência em geral é que a plateia aplauda entusiasticamente e até aprove as propostas de mobilização as mais combativas.

A UFPR está em fase de implantação de um novo sistema de controle de frequência, eletrônico, alvo de diversas polêmicas, como as levantadas aqui em matéria de ontem.

A Assembleia do Sinditest de algumas semanas atrás, no Anf. 100, aprovou indicativo de greve dos TAE a partir de março se a Reitoria não transigir sobre sua intenção de implantar o ponto eletrônico a partir de 1. de março.  E anuncia então a diretoria que, em 24 de fevereiro, quer fazer um dia de paralisação, como ensaio para a greve...

Agora me digam, colegas: onde estão os comandos da diretoria passando dia e noite, todos os dias, nos setores?  Onde a panfletagem? Onde um caminhão de som azucrinando com a chamada para a tal greve em todos os cantos da UFPR?

Não, nada, não tem nada que sequer rescenda a mobilização na UFPR. E aí, no dia 24/02 ou em março, diante de uma fraca mobilização, a supercombativa Diretoria do PSTU/PSol vai  suspirar e dizer: "Ah, viu só, chamamos a greve e o povo aí nem tchuns..."  Em seguida, voltam ao seu cafezinho na sede sindical e aos papinhos sobre a eleição de vereadores.

Do jeito que propõe mobilização, essa diretoria não fará nunca nada além de suas paralisações setorizadas do seu curral eleitoral no HC, onde, aliás, eles já assimilarem sem maiores problemas o controle de ponto.



terça-feira, 9 de junho de 2015

Sem novidades de Brasília, assembleia de greve polemiza sobre transmissões ao vivo pela internet

2 comentários:
O informe dado pelo editor deste Blog, exibido no vídeo acima, gerou involuntariamente uma polêmica no final da assembleia de greve do Sinditest, na manhã de hoje.  É até meio hilário.

De fato, nenhum informe relevante novo veio de Brasília.  Houve alguns informes locais sobre o andamento da greve, insuficientes para se ter um quadro preciso do status da paralisação na UFPR e UTFPR até agora.  No ponto de análise política de conjuntura, muito poucas falas se ativeram ao assunto e vários oradores, no fim de contas, discursaram mais sobre ideias de organização de greve, de atividades locais, e conclamações à participação intensa que todos deveriam ter no movimento.

Na parte final da assembleia, de encaminhamentos, quando já passava de 11h30, a Mesa diretora dos trabalhos apresentou ao plenário um rol de propostas vindas dos que usaram a palavra.  Entre elas, a de retomar a prática de transmitir ao vivo, pela internet, as futuras assembleias de greve, que foi no entanto apenas objeto de uma alusão do servidor Dodô quando deu seu informe no início.

Este editor precisou sair da assembleia antes do final, mas recebeu o relato que segue acerca desse assunto.

O diretor do Sinditest Luiz Fernando Mendes assumiu a defesa da proposta de fazer transmissão das assembleias em tempo real, pela internet (streaming), por entender que isso ajuda a divulgar e propagandear a greve, repassa informes mais rapidamente aos campi afastados e do interior, além de servior de memória audiovisual da história do sindicato.

Contra isso, insurgiu-se outro diretor do Sinditest, o vice-presidente Márcio Palmares, cuja linha de argumentação parece se inspirar em teorias conspiratórias paranoicas.  Isso já havia sido arguído por ele em ocasiões anteriores, de que transmitir pela internet (aberta a todo ser vivente do planeta) os debates da nossa greve "entregaria o jogo para o inimigo", para o patrão Reitoria...  Ele sugeriu apenas que as assembleias fossem filmadas e só depois transmitidas (no intervalo, claro que a filmagem poderia ser cortada, editada).  Uma tolice a paranoia do vice-presidente. Se o Reitor quiser saber, quase simultaneamente, o que rola numa assembleia do sindicato, ele pode enviar pessoas para assisti-la e depois repassar as informações ao patrão.

Na hora da votação, o plenário se dividiu e foi preciso contar os votos.  Parece ter havido mau encaminhamento/esclarecimento da Mesa sobre o teor de cada proposta e consta que gente que apoiava a transmissão ao vivo acabou votando na proposta censuradora da transmissão.  Resultado: 50 votos contra as transmissões e 44 a favor.  Com isto, unidades do interior e de campi afastados do centro ficam privados de acompanhar os debates das assembleias quando não puderem se deslocar até o RU Central.  Venceu a paranoia censora do diretor Márcio Palmares. Viva a "transparência translúcida" e a "democracia operária"!

Interessante também é recordar que, na greve de 2011, a atual presidente Carla foi ardente defensora das transmissões online ao vivo, pois argumentava que a diretoria sindical (na época comandada por Wilson Messias e Antonio Néris) não deveria ter nada a temer em ser filmada e transmitida.  Hoje não sabemos qual a posição que ela tomou na votação.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Sindicato do HC elege maioria de delegados para o Congresso da FASUBRA

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Na manhã de hoje, no auditório do Setor de Saúde da UFPR, ocorreu a assembleia de escolha de representantes de base da UFPR para o XXII Confasubra.  Antes da votação, as lideranças do PSTU, que controlam a diretoria do Sinditest, sob o disfarce de "informes", desferiram pesados ataques e calúnias contra a Oposição Sindical e as pessoas e correntes políticas que a compõem.  

A lista de presença assinalou 236 assinaturas, que, pelo Regimento do Confasubra, davam direito à eleição de 24 delegados.  Porém, na hora mesma da votação, só votaram 144 pessoas e 92 se volatizaram.

Formaram-se duas chapas apenas, refletindo o embate plebiscitário entre situacionistas e oposicionistas no movimento do Sinditest. O consórcio situacionista da ultraesquerda entre PSTU e PSol (Coletivo "Frente Base" e "Vamos à Luta"), com maioria garantida pela presença do pessoal do HC que trabalha próximo ao auditório (onde se notava muita gente da Funpar), fez 121 votos e elegeu 20 delegados. A aliança de Oposição Sindical (CSD-CTB) fez 23 votos, tendo direito a 4 delegados.

O XXII Confasubra vai de 4 a 8 de maio em Poços de Caldas (MG) e debaterá o Plano de Lutas para o próximo período, além de eleger nova Direção Nacional, responsável por conduzir lutas que possam obter conquistas reais, ao invés do blá-blá-blá politiqueiro da ultraesquerda como foi visto na greve fracassada de 2014.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Assembleia do Sinditest aprova indicativo de greve para segunda quinzena de março

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Apoiar um indicativo de início de greve nacional na segunda quinzena de março foi unanimidade na assembleia geral dos técnicos reunida na manhã de hoje (30) no anfiteatro 100 do Edifício D. Pedro I. Esta posição foi definida após um debate sobre a conjuntura nacional, em que é consensual que os ganhos salariais da última greve da FASUBRA (de 2012) já estão praticamente corroídos pela inflação do período recente. Na falta de regulamentação da Convenção 151 da OIT (que estabelece negociação coletiva e data-base), os servidores federais são obrigados a recorrer ao instrumento da greve para pressionar o patrão federal a abrir negociações. 

Aliás, a implementação da data-base para o serviço público é uma das reivindicações da greve dos SPF, assim como da FASUBRA. De modo imediato, como forma de alcance de recomposição salarial ainda em 2014, cobra-se do governo a antecipação da parcela de aumento de 5% aos técnicos das IFES para este ano, ao invés de somente no começo de 2015 como previsto no acordo da greve de 2012.


Na parte final da assembleia, foram eleitos os delegados da base do Sinditest para a Plenária Nacional da FASUBRA que ocorrerá em Brasília em 8 e 9 de fevereiro, a qual analisará os próximos passos da Campanha Salarial. Pelo sistema proporcional de chapas, apresentaram-se duas, uma da diretoria do Sinditest e outra da plenária da assembleia. Tendo um total de 59 assinaturas a lista de presença da assembleia, isso deu direito à eleição de 6 delegados do Sinditest para a Plenária Nacional da FASUBRA.

Na hora da votação, estavam presentes 38 pessoas no anfiteatro 100, das quais 29 votaram na chapa da Diretoria do sindicato e 9 na chapa da plenária. Disto resultou que 5 vagas de delegado caberão à indicação da chapa dos diretores do Sinditest e uma vaga foi obtida pela base na pessoa do servidor do RU Central Gessimiel Germano (“Paraná”).

A assembleia também votou que, se confirmado o início da greve para o final de março, o Congresso Eleitoral da FASUBRA (Confasubra, que normalmente deve se realizar neste semestre) precisará ser adiado para depois do desfecho da paralisação nacional. Também foi aprovada, por ampla maioria, que os delegados do Sinditest defenderão, para inclusão na pauta de luta da greve, a necessidade de se proibir terminantemente o financiamento privado (por pessoas jurídicas, empresas) das campanhas eleitorais de candidatos aos executivos e legislativos, um item relevante da imprescindível Reforma Política, fator responsável pelas graves distorções da democracia representativa de nosso país.