Dia 14 de outubro de 2026. A data ficará para a história do Brasil. Milhões de brasileiros são beneficiados pela redução da jornada para 40 horas semanais e uma escala de cinco dias de trabalho com dois de descanso, sem redução de salário.
Considerada a maior conquista dos trabalhadores desde a Constituição de 1988, o Senado aprovou, em primeiro e segundo turnos, por 75 votos favoráveis e apenas um contra, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a anticivilizatória escala 6×1.
Os senadores também aprovaram o requerimento de calendário especial, que quebrou o interstício (intervalos e prazos) para votar o segundo turno da PEC.
Desse modo, o Senado deu um salto de civilização e os 75 senadores escreveram seus nomes na história, assim como os 472 deputados que já haviam aprovado a emenda.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi personagem central por fazer dessa bandeira uma das mais importantes do governo e de sua trajetória política, parte dela como trabalhador de chão de fábrica e sindicalista.
Lula não deixou de alertar para o oportunismo eleitoral dos adversários da direita e extrema-direita, que sempre foram contra o fim da escala 6×1, mas de última hora apoiaram a emenda, por recear impopularidade e perda de votos para seu chefe de quadrilha Tariflávio BolsoMaster.
“Mas essa gente não tardará, se algum dia acontecer de eles ganharem no Brasil, porque eles preferem o sistema do Milei de 12 horas por dia de trabalho”, lembra Lula, aludindo ao presidente antipovo da Argentina, referência para a campanha bolsonarista.
“À primeira vista, pode parecer uma mudança sutil. Mas, para quem acorda cedo, pega ônibus lotado, cumpre sua jornada e volta para casa no fim do dia, essa mudança é gigante”, disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que cumpriu acordo com Lula para votar a proposta.
A emoção tomou conta do plenário no discurso de Paulo Paim, que chorou na tribuna: “Eu tenho certeza de que, neste momento, milhões e milhões de brasileiros estão acompanhando essa votação aqui no Senado. Tenho certeza de que, em cada canto do Brasil, o nosso povo está cantando, está dançando, está chorando de emoção por ver que, depois de 40 anos, nós estamos dando a liberdade a eles de não terem que trabalhar de segunda a sábado”.

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