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quarta-feira, 24 de julho de 2024

Votar Mezzadri à Reitoria é a opção racional de futuro para a UFPR

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Não só racional, mas também democrática, progressista e politicamente ampla. O professor Fernando Mezzadri, oriundo do curso de Educação Física, tem estado há vários anos no comando da Pró-Reitoria de Planejamento (PROPLAN) da UFPR, em especial nos tenebrosos anos do desgoverno de Jair Bolsonaro.

O presidente genocida da pandemia de COVID-19 está hoje tornado inelegível até 2030 por conta de seus abusos de autoridade na ânsia de reeleger-se em 2022, o que felizmente não se deu. Mas, no período em que esteve aboletado na cadeira de presidente da república, escolheu como um de seus alvos preferidos de ataque a Universidade Pública, e uma de suas ações contra este valioso bem da Nação foi estrangular suas verbas de custeio de modo imperial. Ao lado disso, congelou qualquer reajuste salarial dos servidores de Universidades e Institutos Federais. Também pisou na democracia interna de muitas instituições que fizeram eleições diretas de seus dirigentes ao nomear reitores que não tinham sido os mais votados na consulta direta à comunidade.

Nesse meio tempo, página bolsonarista infeliz de nossa história (parafraseando a música do Chico Buarque “Vai passar”), o professor Mezzadri precisou ter tirocínio político e administrativo no posto de comando da PROPLAN para gerenciar o “cobertor de pobre” imposto pelo presidente genocida, ladrão de jóias e relógios caros. Em meio a dificuldades e necessidades várias da UFPR por causa da asfixia bolsonárica de recursos financeiros (e também humanos, dada a ausência de concursos públicos de então), como timoneiro nessa braba maré, teve que fazer escolhas, definir prioridades. Apesar da terrível tormenta, o navio da Universidade não afundou.

Em seus anos como pró-reitor, certamente o professor Mezzadri adquiriu vasto conhecimento desta enorme UFPR, do campus da capital e dos diversos campi do interior do Paraná, de suas carências, vicissitudes e demandas daqui e dali. Por isto também, colocamos a assertiva da característica de racionalidade da candidatura de Mezzadri à Reitoria da UFPR. Em contraste, não se pode conduzir uma instituição imensa como esta à base de concepções e motivações de fluidos hepatobiliares ideológicos nem sempre devidamente ancorados na realidade objetiva do Brasil do III Milênio.

Somente isto não basta, contudo. Uma nova gestão de reitoria tem que ter a política no comando. Neste sentido, entendo haver dois pontos a merecer reflexões profundas e correspondentes iniciativas.

Um desses pontos é o aperfeiçoamento de processos internos de real democracia universitária. Este aspecto foi pouco trabalhado no último mandato. Na primeira gestão, o professor Ricardo teve a grande iniciativa de convocar uma Assembleia Universitária para desmascarar o projeto privatizante “Future-se” feito pelo MEC bolsonarista (época do semianalfabeto ministro Weintraub), recusado in totum.  Mas depois faltaram mais iniciativas nesse sentido. Na Constituição Federal constam mecanismos para maior participação da população para opinar sobre temas eventualmente polêmicos – como referendos, plebiscitos, por exemplo. Na Universidade Pública, espaço do dissenso por excelência, não se pode lançar mão de mecanismos inovadores de democracia participativa ampla e direta? Eis um desafio para uma futura gestão Mezzadri à frente da administração superior.

O outro ponto é mais complexo. Diz respeito a como a Universidade Pública pode – e deve – ser importante agente político-social em um mergulho fundo para enfrentar os grandes gargalos de nosso país, estruturais, de modo a que o Brasil possa superar a atual etapa de insolúvel crise crônica do capitalismo em fase neoliberal. Estamos falando na presença forte e co-formuladora (com outros segmentos progressistas da sociedade brasileira) de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, projeto que não se basta a medidas paliativas e pontuais que não mexem em estruturas. Não discorreremos aqui sobre os possíveis conteúdos de tal Projeto, mas o entendemos como o caminho para saltar a novo patamar civilizatório e que a Universidade tem que atuar nesse sentido. Não é desafio para uma gestão de reitoria, mas para várias.

Por fim, há que se falar do “jeito” do candidato Mezzadri. Uma pessoa tranquila, cordata, aberta ao diálogo e à busca, sempre que possível, de soluções de consenso com todos os segmentos da comunidade da UFPR, bem como fora dela. Uma pessoa que assegura amplitude política para dialogar com todos os setores sociais que possam ajudar a UFPR sem lhe ferir a autonomia.


Por isto e pelo exposto mais acima, convidamos todas, todos e todes de espírito democrático, progressista e mudancista a participarem do Lançamento oficial da chapa Mezzadri/Cristina nesta sexta-feira, 26 de julho(*), a partir das 19 horas, na sede da ASUFEPAR (R. Carlos Pradi, 18 – Jardim das Américas, perto do Centro Politécnico).

Até a  vitória em setembro!
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(*)26/07/1953O 26 de julho marca o 70º aniversário da invasão do Quartel Moncada. A data é considerada o início da Revolução Cubana, que culminaria seis anos depois com a queda da ditadura de Fulgencio Batista em 1º de janeiro de 1959.

segunda-feira, 22 de julho de 2024

PCCTAE: nova tabela remuneratória

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Compartilham-se aqui dois formatos de tabela do PCCTAE demonstrando os efeitos na evolução salarial a partir da assinatura do Termo de Acordo nº 11/2024, que contempla o primeiro reajuste do vencimento básico em Janeiro de 2025 e o segundo reajuste em Abril de 2026. [A figura acima é meramente ilustrativa e as tabelas devem ser vistas no Informativo da Direção da FASUBRA - link abaixo]

O primeiro formato contempla um nível de classificação do PCCTAE em cada página com duas tabelas, demonstrando o valor do vencimento básico a partir do reajuste de Janeiro de 2025 e os valores levando em consideração cada nível do incentivo à qualificação. A segunda tabela mostra os mesmos dados levando em consideração o reajuste a partir de Abril de 2026.

O segundo formato é uma tabela compilada que contempla a evolução salarial de 2023 até 2026, permitindo uma visão processual a respeito do resultado de nossa luta realizada desde 2023 a partir do momento em que superamos a fase negacionista e neofascista do desgoverno Bolsonaro (2019 a 2022), que impôs um congelamento salarial em nossa carreira, acompanhado por um colossal e criminoso desfinanciamento do orçamento das Universidades Federais.

Para ver as tabelas no Informativo da Direção Nacional da FASUBRA de 4/7/2024, acesse este link.

CNSC/FASUBRA trabalha para efetivação do Termo de Greve de 2024

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Nos dias 16 e 17 de julho, aconteceu mais uma reunião da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC), com a presença de representantes da FASUBRA, do SINASEFE e do MEC. O objetivo principal foi debater os temas que ficaram sob sua responsabilidade e propor as alterações da Lei 11.091/2005 que garantam cumprimento do Termo de Acordo de Greve de 2024.

Na quinta-feira, 18/07, os representantes da CNSC/FASUBRA reuniram-se na sede da Federação para a finalização do relatório.

Para a continuidade dos trabalhos, foi definido que a CNSC/MEC se reunirá a cada 30 dias, presencialmente. Nesse intervalo, os grupos de trabalho (GT RSC, GT Desenvolvimento e GT Cargos), que abordarão todos os pontos do termo de acordo, funcionarão de maneira remota para discussões técnicas. A próxima reunião da CNSC/MEC já está agendada para os dias 23 e 24 de agosto. A CNSC/FASUBRA destaca que todos os pontos já definidos abrangem igualmente os servidores e servidoras ativos, aposentados e pensionistas. Os demais pontos serão tratados nas mesas setoriais ou no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
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Fonte:FASUBRA

terça-feira, 25 de junho de 2024

Julian Assange - Livre!

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Julian Assange, o jornalista australiano e fundador do WikiLeaks, foi liberado da prisão de segurança máxima em Londres nesta segunda-feira (24/6). Ele estava detido há mais de cinco anos na capital do Reino Unido. Após a liberação, ele embarcou rumo à Austrália, seu país natal.

De acordo com a agência de notícias AFP, Assange concordou em se declarar culpado em um tribunal dos Estados Unidos por revelar segredos militares. Este acordo foi feito em troca de sua liberdade, encerrando assim um longo drama legal.

A agência de notícias informa que o jornalista comparecerá a um tribunal nas Ilhas Marianas do Norte, um território dos Estados Unidos no Pacífico. Segundo o acordo, ele se declarará culpado de conspiração para obter e disseminar informações de defesa nacional.


COMUNICADO DO WIKILEAKS
"Julian Assange está livre. Ele deixou a prisão de segurança máxima de Belmarsh na manhã de 24 de junho, depois de ter passado 1.901 dias lá. Ele recebeu fiança do Supremo Tribunal de Londres e foi libertado no aeroporto de Stanstead durante a tarde, onde embarcou em um avião e partiu do Reino Unido.

Este é o resultado de uma campanha global que abrangeu organizadores de base, defensores da liberdade de imprensa, legisladores e líderes de todo o espectro político, até às Nações Unidas. Isto criou espaço para um longo período de negociações com o Departamento de Justiça dos EUA, conduzindo a um acordo que ainda não foi formalmente finalizado. Forneceremos mais informações o mais breve possível.

Depois de mais de cinco anos numa cela de 2×3 metros, isolado 23 horas por dia, ele em breve se reunirá com sua esposa Stella Assange e seus filhos, que só conheceram o pai atrás das grades.

O WikiLeaks publicou histórias inovadoras sobre corrupção governamental e violações dos direitos humanos, responsabilizando os poderosos pelas suas ações. Como editor-chefe, Julian pagou caro por esses princípios e pelo direito do povo de saber.

Ao regressar à Austrália, agradecemos a todos os que estiveram ao nosso lado, lutaram por nós e permaneceram totalmente empenhados na luta pela sua liberdade."
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Fonte: Diário  do Centro do Mundo - 24/06/2024









Pela Educação Pública, mais verbas para as Universidades e salários dignos - Ato em 26/06

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Servidores e servidoras técnico-administrativos/as estão em greve há mais de 100 dias, reivindicando uma pauta geral e uma específica, esta em torno da recomposição salarial de cerca de 35% (resultado dos 7 anos sem quaisquer reajustes sob Temer e Bolsonaro) e a reestruturação da carreira (PCCTAE)
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Contudo, na maltratada esfera da Educação Pública, defendê-la não se resume a melhores salários e benefícios para seus trabalhadores e suas trabalhadoras.  A dotação de recursos orçamentários da União para o custeio das IFES caiu brutalmente a níveis de mais de dez anos atrás, atingindo o fundo do poço, é claro, durante os anos Bolsonaro.  Mesmo agora, sob Lula, ainda não se conseguiu retornar ao mais alto índice de verbas, que foi em 2015, sob Dilma (estamos em menos da metade dos recursos daquele ano).

Assim, é também fundamental que tanto TAEs, como docentes e estudantes, prossigam a luta para que, na feitura do orçamento para 2025, haja substancial aporte de mais recursos para as IFES, em custeio e capital. Que é o oposto do que exigem os banqueiros e especuladores do grande capital financeiro, que cobram cortes de verbas da Educação e da Saúde, para "honrar" o pagamento dos escorchantes juros da dívida pública para aqueles que ficam à toa em suas mansões só vivendo de rendimentos, sem produzir nada.

Por  isto, o Comando Estadual de Greve dos TAEs do Paraná convoca um Ato Público para a manhã de 26/6, 4a.feira, a partir das 08h30, na Praça Santos Andrade.  Participemos todos. Não larguemos a bandeira da defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade!

quinta-feira, 20 de junho de 2024

Ato contra o PL do estuprador em 21 de junho

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Os vilões da Câmara Federal deputados  Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Arthur Lira (PP-AL) serão devidamente "homenageados" em Ato público amanhã, 21/06, chamado pelos movimentos sociais (principalmente os de mulheres) e partidos de esquerda.  O primeiro por ser autor do absurdíssimo Projeto de Lei 1904/24, apelidado de "PL do estuprador", e o segundo por ser presidente da Câmara e tendo determinado regime de urgência para votar o infausto PL direto no plenário.

Muitos já conhecem o teor maléfico, misógino do PL 1904, que obriga meninas e mulheres estupradas a manterem a gestação, mesmo nas situações de aborto legalmente autorizado (estupro; risco de morte da gestante; feto anencéfalo). Ainda, equivalendoo o aborto a homicídio, pretende punir com rigor de prisão a vítima e o médico que realizarem o procedimento abortivo. 

Essa escabrosidade teve ampla repercussão negativa na maioria da sociedade e muitas mobilizações contrárias Brasil afora na semana passada.  Ao ponto de Arthur Lira ter de suspender tramitação e adiá-la para o segundo semestre. Bom é que acabou aparecendo como maior vilão da história esse canalha chantageador de Lula que é o senhor Lira. Ele teve que depois ficar  se desculpando pelo que fez.  Aliás, o atual presidente da Câmara Federal tem sido acusado pela ex-mulher de violência doméstica contra ela.

Já houve um Ato em Curitiba e amanhã haverá outro, que se inicia às 16h30 diante da Câmara Municipal (R. Barão do Rio Branco, 720).  Depois deve ocorrer uma passeata por ruas do centro da cidade.  Mulheres e homens que lutam contra a violência sobre mulheres e meninas, e contra o obscurantismo civilizatório, estão convocadas e convocados para a manifestação de amanhã.  Fora, Sóstenes misógino e Fora, Lira, chantagista canalha!

Professores da UFPR aprovam final da greve

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Em assembleia geral multicampi realizada na manhã de hoje, professores/as aprovaram, por 240 votos contra 130, o final de sua greve, com retorno previsto para 24/06, próxima segunda-feira.

A categoria, por maioria de 180 a 160 votos, também decidiu que se deve assinar as propostas apresentadas pelo governo federal, embora consideradas insuficientes. 

A greve dos servidores técnico-administrativos prossegue, mas o Comando Nacional de Greve da FASUBRA estuda e debate modos e ocasião para dar um desfecho apropriado e unitário para o movimento paredista, de forma a não desgastar o instrumento legítimo da greve para utilização em futuro momento.



quarta-feira, 19 de junho de 2024

Viva Chico Buarque - 80 anos!

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Francisco Buarque de Holanda completa hoje 80 anos de uma vida artístico-cultural das mais prolíficas da história brasileira, que dispensa comentários aqui sobre suas qualidades como compositor, escritor, teatrólogo.

Na foto, ele faz o "L" de Lula, a quem sempre apoiou, de quem é muito amigo, inclusive nas peladas do time dele, o Polytheama.

Por falar em peladas, recordo das muitas que joguei com os amigos num campinho da praça Brigadeiro Eppinghaus, no Juvevê, seguidas da visita ao barzinho próximo.  Marcante foi no começo de 1985, quando a ditadura militar fascista estava acabando, e, no barzinho, batucamos "Vai Passar", do Chico, samba que comemorava justamente isso - o fim do arbítrio militar.

E o hino "Vai Passar", dos anos 80, também deve ser cantada por todos os socialistas e democratas em luta contra o obscurantismo fascista atual do Brasil e do mundo.  A extrema-direita com seu fascismo execrável também vai passar. Mas com muita luta!

Assembleia da APUFPR na manhã de 20/06 avalia a greve docente

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Neste 20 de junho, quinta-feira, os professores da UFPR realizam Assembleia Geral presencial a partir das 08h30, no Auditório da Administração, no Centro Politécnico.  Ao mesmo tempo ocorrem também assembleias em outros campi. 

A pauta é a que segue:
  1. Informes;
  2. Análise de Conjuntura e Avaliação de Greve;
  3. Questões levantadas pelo Comando Nacional de Greve (CNG) para as Assembleias Gerais: Documentação disponível aqui: https://tinyurl.com/andes84cng
  4. Avaliação da Pauta Local;
  5. Prestação de contas do Fundo de Greve;
  6. Eleição de delegados para o Comando Nacional de Greve.
Há informações de que assembleias de professores da UFMG, da UFSC e da UFRB (Recôncavo Baiano) teriam já votado pelo fim da greve docente.

PL do Estuprador, senadora Soraya e a 'atriz' babaca do senador Girão

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A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) criticou nesta terça-feira (18) o debate realizado no plenário do Senado sobre o aborto. A parlamentar desafiou a contadora de histórias, que encenou um feto na segunda-feira (17), a também encenar uma mulher sendo estuprada.

Eu queria até o telefone, o contato daquela senhora que esteve aqui ontem, encenando aquilo que nós vimos. Sabe por quê? Porque eu quero ver ela encenando a filha, a neta, a mãe, a avó, a esposa de um parlamentar sendo estuprada”, disse a senadora.

Eu quero que ela faça a encenação do estupro agora. Por que não? Se encenaram um homicídio aqui ontem, que encenem o estupro”, completou.

Thronicke afirmou que é contra o aborto, defendendo que a vida começa na concepção, mas destacou que o Estado é laico e que o aborto é legal no Brasil em três situações: em caso de estupro, de anencefalia fetal ou de risco de morte à gestante.
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Fonte: DCM

Construir proposta adequada e unitária para o desfecho da Greve dos TAE

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Estamos com mais de cem dias de vigência do movimento paredista dos servidores técnico-administrativos das IFES (início geral em 11/03), comandado pela FASUBRA/CNG. Ao longo desse período ocorreram várias mesas de negociação entre servidores grevistas e governo federal (MGI e MEC). Até agora, o governo se fixa na proposta de reajuste (recomposição) salarial zero este ano, 9% em 2025 e 5% em 2026, além de elevação dos valores de alguns benefícios, como o aumento para mil reais do vale-alimentação (benefícios que não alcançam os aposentados).

Embora prossiga forte a greve dos TAE em todo o país, constata-se que se chegou no limite da possibilidade de alguma conquista financeira direta para a categoria este ano. Numerosas assembleias de base em todo o país debatem esse quadro e indagam-se quanto a COMO e QUANDO definir um final da greve (ou a sua suspensão, para possível retomada em 2025).

Está claro que essa situação decorre do fato de o governo federal ser alvo de pressão muito forte do segmento da burguesia que ainda dá as cartas no Brasil e o explora e suga – a burguesia do grande capital financeiro, especulativo, parasitário, que nada produz e vive dos rendimentos providos pelos altos juros do BC “independente”. Esta parcela da burguesia “brasileira”, ajudada por boa parte da mídia corporativa canalha, força o governo e o ministro Haddad, da Fazenda, a produzir o chamado arcabouço fiscal para que haja superávit primário alto, de forma a “honrar” o pagamento de juros extorsivos. Assim, sobra dinheiro para banqueiros e especuladores, e falta aos trabalhadores. E no momento conjuntural (nacional e mundial), ainda falta força política para derrubar essa caterva parasita da Avenida Faria Lima (rua de SP que virou “símbolo” dessa turma).

Voltando à greve, temos, pois, que este ano não haverá mesmo reajuste de salários, só dos benefícios, mesmo que uma greve dos TAE se estendesse por mais 100 dias. No entanto, a pauta de greve da FASUBRA não se limita a isso. E corre entre várias lideranças do movimento a ideia de que outros pontos da pauta, sem impacto financeiro imediato e direto, poderiam ser colocados na mesa de negociação com a finalidade de serem incluídos num Termo de Acordo formal, oficial, assinado por ambas as partes. A partir da confecção desse Termo de Acordo, novas assembleias de base seriam chamadas para avaliar e definir um desfecho da greve.

Entre esses pontos outros são citados o compromisso do governo de admitir a concessão do regime de 30 horas (sem redução salarial) para TODOS, o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e um reposicionamento de aposentados. Isto poderia ser incluso no Termo de Acordo com PRAZOS claro para o governo atender ao Termo de Acordo, depois da greve.

Sublinhe-se que é fundamental que um final de greve seja antes objeto de consenso entre as diversas correntes do movimento da FASUBRA (UNIR, CTB, Travessia, Combate, Base etc.) e não desta ou daquela corrente político-sindical, pois isso mantém a unidade e a respeitabilidade da Federação dos TAE. Deste modo, também, evita-se que a greve possa acabar por “inanição”, esvaziando-se espontaneamente aos poucos pela perda de esperança nas perspectivas deste ano. E não se pode deixar uma greve morrer de morte morrida, sob pena de ficar difícil retomar o movimento em futuro próximo.

quarta-feira, 24 de abril de 2024

O novo esporte da extrema-direita: atirar nos generais

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O pastor picareta, o genocida inelegível e a santa do pau oco

Moisés Mendes, em seu Blog, via DCM 

Ficou escondida, quase camuflada no meio de textos sobre a aglomeração fracassada de Copacabana, a informação sobre a artilharia disparada por Silas Malafaia contra os generais da ativa.

Malafaia sente-se com o poder de quem tem tropas civis para dizer o que disse. Que os comandantes militares que honram a farda devem renunciar aos postos que ocupam, até que haja uma investigação profunda do Senado.

Que investigação? Por que do Senado? Porque Malafaia e Bolsonaro, que ouvia tudo, acham que Rodrigo Pacheco deveria ser forçado a abrir o processo de impeachment de Alexandre de Moraes. Pacheco, segundo Malafaia, é frouxo, covarde e omisso. E os militares calados são cúmplices do Senado.

Os generais das três armas deveriam ir pra casa e ninguém poderia assumir seus lugares, até que tudo fosse esclarecido. Tudo seriam as decisões de Moraes, que o pastor chama de ditador da toga?

Malafaia cumpria ordens do tenente Bolsonaro e sabe que os militares não vão renunciar. Mas fez a sua parte. Avisar aos generais em geral, e não só aos que estão no poder, que a extrema direita se sente abandonada por eles e agora tenta humilhá-los.

Parece um recado irrelevante, mas não é. O fascismo sucumbiu à realidade. Braga Netto subiu no trio elétrico antes da chegada de Bolsonaro, para acenar para o povo, e foi embora, porque membros da mesma facção investigada não podem se encontrar. Hoje, Braga Netto não derruba mais o ajudante do síndico do prédio em que mora.

Generais que estiveram com ele, como Augusto Heleno, e oficiais subalternos golpistas não conseguiriam golpear hoje o chefe da torcida do time de peteca do Clube Militar.

O que sobra para Malafaia e Bolsonaro é fazer beicinho e esnobar os oficiais da ativa que assumiram postos de comando no governo. São esses os generais com tropas, que batem continência para Lula, mesmo que comandos sejam sempre instáveis e aderentes ao mais forte do momento.

Malafaia e Bolsonaro não tiveram a coragem de chamar os atuais e os ex-chefes militares de covardes, como o senador Jorge Seif definiu o ex-comandante do Planalto, general Gustavo Henrique Dutra.

Em setembro, em intervenção na CPI mista do Golpe, Seif chorou ao afirmar o seguinte, diante do general:

“Eu quero repetir para o senhor que o senhor é um covarde e o senhor presta continência para comunista. O senhor hoje serve um ladrão e o senhor traiu o seu povo”.

Na semana passada, ao depor na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, na Câmara, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, ouviu ataques ao mesmo Dutra, desta vez desferidos pelos deputados bolsonaristas Ricardo Salles e Marcel van Hattem.

Dutra foi o militar que autorizou a entrada da polícia no entorno do QG do Exército em Brasília, no dia 9 de janeiro, para que fossem presos manés e terroristas ali acampados. Salles e Van Hattem disseram ter vergonha do general.

Tomás respondeu que Dutra era um grande militar e que ele e os deputados têm conceitos diferentes do que possa ser vergonhoso. E o que ficou do embate foi a amplificação da gritaria contra quem a extrema direita considera traidor fardado.

Em Copacabana, Silas Malafaia citou por três vezes, com estocadas depreciativas, o general Freire Gomes, o ex-comandante do Exército que Braga Netto classificou como cagão por não ter aderido ao plano do golpe.

Alguns podem dizer: ah, mas Bolsonaro ficou quieto ao lado do pastor. Ora, diria a baleia que ouviu o comício em Copacabana, foi Bolsonaro quem mandou Malafaia atirar nos generais. Ele mesmo não atirou por covardia.

O comício flopado no Rio deu sequência aos ataques aos militares, para que Bolsonaro e Malafaia deixem claro que agora a tropa prioritária é outra.

É o rebanho evangélico de Malafaia, com o apoio de Edir Macedo e do reacionarismo católico, que precisa lutar, segundo Bolsonaro, “ou iremos para o matadouro como cordeirinhos”.

Malafaia e Bolsonaro desistem dos militares, porque no momento não há o que fazer, e se agarram ao poder da militância civil, dentro e fora das igrejas, que dá suporte ao bolsonarismo. No Rio, não funcionou. Nikolas Ferreira diria que eles apostam na fé e na testosterona.

Orientações às bases sindicais no prosseguimento da Greve

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Segundo indica o CNG-FASUBRA, a greve dos TAE, que já dura mais de 40 dias, deve buscar implementar as seguintes orientações:

1. Continuidade da greve dos TAE por tempo indeterminado; 

2. Reafirmar a proposta de reestruturação de carreira aprovada em plenária e protocolada no MGI, rejeitando a proposta do governo apresentada na mesa de negociação de 19 de abril manifestando a concordância com os pontos acatados pelo governo. Apresentar contraproposta do índice de recomposição salarial trazendo, da mesa geral para a específica, o índice construído pelo FONASEFE e calculado pelo DIEESE, de 34%, dividido em 2024, 2025 e 2026 (10,34% a cada ano) como orientado pelo relatório da CNSC; 

3. Participação na campanha: "Lula, Haddad, Esther e Tebet, recebam os Trabalhadores da Educação", organizada pelo CNG. E nas sextas-feiras subir a Hashtag #LulaRecebaOsTae no X e no Instagram; 

4. Realizar atividades com políticos, preferencialmente em contato com lideranças de bancadas, regionalizadas, em busca de apoio e de resolutividade da nossa greve;

5. Organizar atividades nos ministérios da Fazenda, Desenvolvimento, Planejamento, Gestão e Inovação e principalmente no Congresso; 

6. Atividades nas Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas em todas as cidades onde houver unidades e/ou campi avançados das universidades e institutos, além de protocolar moção e solicitar a realização de audiências em apoio a nossa greve; 

7. Reafirmar a proposta de carreira apresentada pela FASUBRA em outubro do ano passado, analisada no Relatório do GT Reestruturação, incluindo a aglutinação dos níveis A/B (com 40% da remuneração do nível E) e C/D (com 60% da remuneração do nível E), o estabelecimento do RSC e todos os demais pontos; 

8. Propor ao ANDES, SINASEFE, FONASEFE, como também ao movimento estudantil, a realização de fortes atos unificados no 1° de maio que incorporem o apoio à greve da educação e das pautas dos servidores federais junto às demais pautas da classe trabalhadora; 

9. Indicativo de Caravana na segunda quinzena de maio; 

10.Realizar atividade de impacto na base com atos em frente às reitorias, e no MEC, em 9 de maio, como dia nacional de luta pela destituição dos interventores, por eleições no mínimo paritárias, pela paridade nos órgãos de decisão, pelo fim da lista tríplice, pela defesa de que os TAE possam ser reitores das instituições, pela democracia interna das instituições federais de ensino; 

11.Propor ao ANDES, ao SINASEFE e às entidades estudantis, a construção de calendário unificado de atividades.

Proposta do governo federal na última mesa de negociação e rejeição pela Greve

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Na mais recente rodada de negociação entre governo federal (MGI, MEC) e Comandos da Greve da Educação (19/04), foi apresentado o seguinte:

RECOMPOSIÇÃO SALARIAL

Enquanto o Comando Nacional de Greve da FASUBRA CNG), com base em cálculos do DIEESE de uma defasagem salarial de 34%, defende uma recomposição de 10,34% em 2024, 2025 e 2026, o governo federal oferece 0% em 2024, 9% em 2025 e 3,5% em 2026.  O CNG (integrado por delegados das entidades de base das 66 IFES em greve) rejeitou essa oferta, a começar do fato do inaceitável reajuste zero este ano, enquanto outras categorias dos SPF, como auditores da Receita, PF e PRF já receberam reajustes e em percentuais altos.


BENEFÍCIOS

A proposta do Governo é a que segue:

* Auxílio-alimentação, com reajuste de 52% em 2024, indo a mil reais (aproxima-se do de outros Poderes);
* Auxílio-creche, com reajuste de 51,1% em 2024 (neste caso, significando recomposição real de 2017 a 2023);
* Auxílio à Saúde Suplementar, com reajuste de 51,1% em 2024 (significando recomposição real de 2017 a 2023).

O CNG aceita esses reajustes nos Benefícios para implementação ainda neste semestre, mas sem vinculação com a negociação salarial. Já o governo condiciona a concessão dos benefícios reajustados se a Greve aceitar o plano salarial do MGI para os próximos três anos.

No caso do aprimoramento da carreira (PCCTAE), prosseguem as tratativas, ainda sem maiores entendimentos.

Para conhecer uma análise bem detalhada sobre essa pauta específica da Greve dos TAE, indicamos consultar o Informe de Greve no. 4 (22-23/04), no site da FASUBRA, acessível aqui. 


Assembleia Comunitária de greve em 24/04

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As três categorias que compõem a comunidade da UFPR conjuntamente reúnem-se em assembleia nesta quarta-feira para debater análises da situação política nacional e da Educação Pública, bem como rumos para a atual mobilização grevista.

Esse tipo de instrumento de luta e fortalecimento da unidade de TAE, docentes e estudantes já foi muitas vezes utilizado na história dos movimentos e da UFPR, desde a redemocratização.  Uma curiosidade: em 11 de setembro de 2001, transcorria uma assembleia comunitária no auditório da Reitoria quando, perto da hora do almoço, chegou a notícia da explosão das duas torres do World Trade Center, em New York, derrubadas por dois aviões de passageiros sequestrados supostamente por terroristas a mando de Osama Bin Laden.  Foi um rebuliço danado dentro daquele auditório!

Na chamada para mais esta assembleia comunitária de quarta-feira, 24/04, no site da APUFPR, assinala-se que:

"A greve atual e a mobilização para a construção das lutas unificadas são expressões da solidariedade entre essas categorias, que juntas enfrentam desafios e buscam aprimorar as condições de trabalho, estudo e produção científica. A qualidade da educação e da pesquisa na UFPR depende diretamente das condições oferecidas a todos que fazem parte da instituição."

Além disso, aproxima-se a eleição direta para reitor(a) da UFPR, que se dará no segundo semestre deste ano e às três categorias caberá indicar membros para a Comissão Paritária de Consulta, a qual organiza o pleito, como já é da tradição da universidade desde 1985.   Mas a eleição desses membros é feita em assembleia de cada categoria, a serem convocadas nos próximos meses.  Até o momento, estão postas três pré-candidaturas à Reitoria, a do professor Fernando Mezzadri (atual pró-reitor de planejamento), a da professora Graciela Bolzon (atual vice-reitora) e a do professor Marcos Sunye (Setor de Exatas).

SERVIÇO:
Assembleia Comunitária da UFPR
Data: 24/04, quarta-feira
Hora: 09h00
Local: Pátio da Reitoria da UFPR

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Aprovada greve dos professores e professoras da UFPR, com início em 15 de abril

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O auditório do prédio da administração do Centro Politécnico estava superlotado na tarde de ontem para voltar a discutir a entrada de professores/as da UFPR na greve nacional, cuja pauta também destaca a luta salarial e por questões da carreira docente.

Por divergências secundárias em torno da metodologia de reunião, a greve não tinha podido já ser aprovada na assembleia anterior (que foi híbrida). Mas, desta vez, com mais de 400 pessoas entupindo o abafado auditório (e também acompanhada por alguns estudantes e TAE), foi feito o devido debate em diversos blocos de cinco falas e as votações pertinentes. Simultaneamente a essa assembleia em Curitiba, outros quatro campi – Litoral, Palotina, Toledo e Jandaia do Sul – também participaram online, sendo as votações dessas assembleias remotas computadas na totalização com Curitiba.

Ainda que houvesse docentes discordando da adoção da greve como método de luta, essa posição não se manifestou explicitamente em nenhuma fala. A divergência principal foi quanto ao timing da entrada efetiva em greve. Enquanto a direção da APUFPR e outros setores defenderam o começo da parada em 15/04, um segmento minoritário defendia que a categoria ficasse ainda em “estado de greve”, sem data prévia definida para começo da efetiva paralisação, acreditando que era preciso mostrar, digamos, boa vontade para o prosseguimento das negociações com o MGI/MEC.

O resultado final das votações redundou nos seguintes números: na assembleia de Curitiba, foram 245 votos a favor da greve e 122 contra, sendo uma totalização, contando os demais campi sincronizados, de 322 votos pela greve, 175 contra e três abstenções. Curiosamente, a assembleia docente em Jandaia do Sul apontou zero votos a favor da greve e 23 contra. A segunda votação definiu o momento da entrada em greve e uma maioria de 250 docentes se posicionou para que ela comece já em 15/04, a próxima 2a.feira.

O Comando Local de Greve dos TAEs esteve presente nessa assembleia de Curitiba, apresentou os informes da parada dos técnicos, prestou solidariedade ao movimento dos professores e das professoras, ressaltando que o movimento ficará mais forte, como “Greve da Educação”, com as duas categorias ombro a ombro na UFPR e nas ruas. Também se manifestaram  uma estudante de Ciências Sociais da UFPR e um representante do CLG dos TAE do Instituto Federal (IF-PR).

Ao final, a assembleia passou a discutir se o CLG da APUFPR seria formado já ali ou depois. Deve estar em perspectiva próxima a realização de uma assembleia comunitária da UFPR envolvendo as três categorias.
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PS: este Blog fez tomadas de vídeo da assembleia docente de ontem, mas, por problemas temporários de internet, ainda não foi possível incluir nesta postagem. Para breve.
Foto: APUFPR.

Caravana de Greve a Brasília em 17/04

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A principal discussão na Assembleia geral de greve na manhã de ontem, no pátio da Reitoria da UFPR, foi a organização de caravana dos grevistas para uma Marcha nacional em Brasília em 17 de abril (4a.feira).  

Aprovada pelo plenário da assembleia a participação do Sinditest nessa importante atividade de pressão sobre o governo federal na capital da república, a caravana deverá partir de Curitiba em 16/04 (detalhes, verificar junto ao CLG), chegar em 17 em Brasília, e de lá no mesmo dia encetar o retorno, para estar de volta a Curitiba no dia 18.  É um "bate-volta", que cobra ânimo e algum esforço dos participantes devido à longa viagem, mas certamente ajudará na Greve nacional.

Nesta 5a.feira, 11, ocorrerá nova Assembleia no pátio da Reitoria, desta vez em formato híbrido, isto é, com concomitante transmissão online do evento para quem não pode estar presencialmente.  Um informe relevante será a entrada em greve dos professores da UFPR a partir de 15/04, aprovada na assembleia da APUFPR realizada ontem à tarde no Centro Politécnico.

O mais recente IG (Informe de Greve) da FASUBRA mostra um mapa de adesão à greve praticamente total das bases sindicais, de norte a sul. Na região sul, com exceção da Universidade do Pampa, da qual não se tem informes, as IFES dos três estados estão em greve dos TAES.  No calendário próximo, no dia de hoje, na sede do MGI (Ministério da Gestão), haverá Mesa Nacional de negociação (para todos os SPFs em greve) e no dia seguinte uma mesa setorial da área da Educação.

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Mesa de negociação da greve em 10/04

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A CIS da UFPR informa que na próxima quarta-feira, 10 de abril, haverá nova rodada da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), conforme a figura acima.  O Comando  Nacional de Greve coloca para o governo federal (MGI) que ele desde logo assegure o aumento do valor dos benefícios (como o vale-alimentação, que subiria para mil reais), independentemente das demais negociações em torno da recomposição salarial e do aprimoramento do PCCTAE.

No entanto, o Governo é reticente em assinar já a medida que determina a elevação de valor dos benefícios sem que se fechem acordos sobre os demais pontos, no caso, em particular, o que se refere a que o movimento aceite novas recomposições salariais apenas em 2025 e 2026 (4,5% em cada ano, perfazendo mais 9%), mas sem nada para este ano.  

As assembleias locais de greve nas diversas IFES ficarão de olho no desenrolar dessas novas conversações de quarta-feira, para se ver  o que fazer, exceto, é claro, a óbvia necessidade de prosseguir em greve coesa e com mais atividades de pressão.

Em 08/04 (terça), a APUFPR realizará assembleia geral presencial no auditório do prédio de administração no Centro Politécnico, a partir de 14h00.  Será retomado o debate sobre a entrada em greve dos docentes, que, se aprovada, começaria em 15/04.

Abaixo, reproduzimos informação da CIS-UFPR sobre o caráter das mesas que debatem reivindicações da greve nacional da FASUBRA (e de outros SPFs).

1. Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP): Esta mesa é responsável pela negociação geral de TODOS os servidores federais, incluindo o índice geral de reajuste dos funcionários públicos federais e a gestão de benefícios.

2. Mesa Específica dos Técnicos Administrativos em Educação: Esta mesa é responsável pela reestruturação da carreira dos Técnicos Administrativos em Educação (TAEs). Importante frisar que essa reestruturação tem impacto orçamentário. Essa é a que definirá nosso aumento salarial.

3. Mesa no MEC sobre a Carreira dos Técnicos da Educação: Esta mesa é responsável pela estrutura da carreira dos Técnicos da Educação, essa não tem um impacto orçamentário. Cuida apenas de estrutura de carreira etc.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Bactérias dos intestinos fragmentam o colesterol

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Pesquisadores identificaram bactérias intestinais que podem transformar o colesterol que pode causar obstruções arteriais em uma forma química menos danosa. Em trabalho anterior, os autores demonstraram que uma enzima bacteriana chamada ismA pode metabolizar o colesterol, mudando para o coprostanol, um lipídio que é excretado nas fezes em vez de absorvido pelo corpo como o seria o colesterol.

Agora eles identificaram bactérias do intestino, incluindo várias espécies de Oscillibacter, que se correlacionam com níveis menores de colesterol nas pessoas. Estas espécies também podem metabolizar o colesterol em experimentos de laboratório. Se estas bactérias podem diretamente influir no nível de colesterol sanguíneo de seres humanos é questão que ainda precisa ser confirmada, mas, se elas (as bactérias) puderem ser colocadas no lugar certo dentro do intestino, isso abriria a condição de conduzir a novos tratamentos com esses probióticos.

CONTINUE LENDO O ARTIGO ORIGINAL INTEIRO AQUI (em inglês).
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Fonte: revista Nature/Cell paper - 02/04/2024

sexta-feira, 22 de março de 2024

Grevistas da UFPR cobram a PROGEPE

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Durante a assembleia de greve de 21/03, foi motivo de muito debate e crítica um Memorando Circular emitido pelo pró-reitor da PROGEPE Douglas Hamermuller, que continha disposições e instruções a todas as chefias na UFPR sobre como proceder em relação a servidores/as em greve.

O memorando se apoia administrativamente (mas, por extensão, politicamente), na Instrução Normativa 49/2023, que inclui elementos que permitem a chefes cercearem o exercício do direito de greve.  Na assembleia, relatou-se que chefias estavam cobrando, por exemplo, que o/a servidor/a em greve deveria diariamento enviar um email atestando sua condição de "em greve".  E outras brechas no memorando que de fato criavam algum tipo de intimidação a quem quisesse participar do movimento, em especial no CHC.

Diante dessa ameaça objetiva, da maneira como diversas chefias vinham interpretando o memorando e procedendo, os grevistas na assembleia resolveram pressionar diretamente o pró-reitor, que, na ocasião, estava em reunião no prédio da administração central. 

Assim, grande quantidade de TAE entrou no prédio e foi ao gabinete do reitor (vídeo no topo da matéria). O pró-reitor Douglas, ladeado pela chefe de gabinete Marinês, atendeu os grevistas, respondeu a perguntas e indicou que refaria o conteúdo do memorando de modo a contemplar as preocupações manifestadas pela greve, como se vê no vídeo (parcial) aqui anexado logo acima.

Na tarde do dia 21 estava marcada a primeira reunião entre Reitoria (representada pela vice Graciela, dada a viagem do professor Ricardo) e CLG, para melhorar o diálogo e entendimento entre administração central e grevistas.

No final do dia, a PROGEPE publicou novo memorando, com o teor que segue abaixo:

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

Memorando-Circular nº 2/2024/UFPR/R/PROGEPE/UAAG


Aos(às) Senhores(as)
Pró-Reitores, Superintendentes, Diretores e Responsáveis pelas Unidades Equivalentes

Assunto: Orientações para as chefias sobre a greve dos servidores técnicos administrativos

Considerando:

* Que, com a deflagração da greve dos servidores técnicos administrativos, aprovada em assembleia, o SINDITEST deliberou pelo início do movimento grevista da respectiva categoria (ofício em anexo).

* As orientações da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério da Gestão e da Inovação e Serviços Públicos (MGI), antigo Ministério da Economia (ME), exaradas na Instrução Normativa SGP/SEDGG/ME nº 54, de 20 de maio de 2021, e na Instrução Normativa SRT/MGI nº 49, de 20 de dezembro de 2023.

* A Lei nº 7.783, de 28 de junho de 1989, que estabelece sobre o direito o exercício de greve, define as atividades essenciais, regula o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, e dá outras providências.

Informamos que:

1. O gestor/homologador de frequência deverá selecionar no Sistema Eletrônico de Controle de Frequência os dias em que o servidor aderiu à greve, e acionar a opção “Reprocessar Selecionadas como Greve”.

2. No caso de servidores lotados no Complexo Hospital de Clínicas, deverá ser lançado o código de greve.

3. O Termo de Acordo para compensação das horas não trabalhadas, segundo a Instrução Normativa n.º 49 SRT/MGI de 20 de dezembro de 2023, será firmado entre UFPR e os representantes do SINDITEST, com a devida anuência do MEC e do órgão central do SIPEC.

4. Durante o período de greve, devem ser atendidos os termos dos artigos 9º e 10 da Lei nº 7.783/89 e a Decisão do STF (RE 693456), a fim de assegurar os serviços ou atividades consideradas essenciais cuja quebra de continuidade represente riscos de graves prejuízos institucionais, a exemplo dos serviços de atendimento de saúde.

5. Torna-se sem efeito o Memorando-Circular nº 1/2024/UFPR/R/PROGEPE/UAAG (doc.
SEI nº 6526413), de 20 de março de 2024.

Em tempo, reiteramos o repúdio a qualquer forma de assédio ou coação que vise inibir ou constranger aqueles que aderirem ao movimento paredista.

DOUGLAS ORTIZ HAMERMULLER
PRÒ-REITOR(A) DE GESTÃO DE PESSOAS,
em 21/03/2024, às 18:01