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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Fim das 30 horas para todos na UFPR?

Publicada hoje (27) no site da UFPR matéria sob o título “Retorno da jornada de 40 horas semanais”, onde se lê a determinação de que todos os servidores voltem a cumprir essa carga horária a partir de 25 de junho, com uma exceção. 

A exceção se refere aos trabalhadores de unidades que enviaram processos justificando suas respectivas reduções a 30 horas de jornada, cuja lista divulgada abrange as pró-reitorias PROGRAD, PRAE, PROEC, PROGEPE, a ACS, o DSG, a CenTran, o CCE e o Setor Palotina.

Estranhamente, o Sistema de Bibliotecas (SIBI) enviou seu processo justificando as jornadas reduzidas, mas não apareceu na lista divulgada. E nas bibliotecas todas existe atendimento a usuários externos que justificam o turno contínuo.

A Reitoria afirma que essa ordem decorre de “diversas recomendações e apontamentos dos órgãos de controle [CGU] relativos a inconsistências relacionadas com a flexibilização da jornada”.

Apesar de os servidores da lista acima poderem, por enquanto, manter sua jornada de 30 horas, eles ainda serão analisados caso a caso por uma Comissão designada por portaria do reitor em 28 de maio deste ano. Ou seja, alguns servidores das unidades da lista poderão também ter de voltar à jornada de 40 horas se a dita Comissão entender que não se enquadram na especificação do decreto federal que embasou a Resolução 56/11 do CoUn.

Isso é duro golpe na conquista de pauta local da greve de 2011 (a única daquela greve nacional também fracassada), quando o CoUn aprovou a Resolução 56/11 que estendeu a redução de jornada a todos os trabalhadores da UFPR. E sinaliza um endurecimento maior da postura do reitor Akel Sobrinho na relação com o Sinditest, fortemente deteriorada nesta última greve especialmente devido aos embates envolvendo o HC (ACT da Funpar e contrato com a Ebserh).

Segundo a direção do Sinditest informou na última assembleia (24/6, que encerrou a greve de 2014), o reitor declarou estarem rompidas as negociações com o sindicato dos técnicos e também com o DCE em torno de reivindicações de pauta local. 

Depois de sair de uma greve nacional e local fiasquenta, tem a direção do Sinditest como criar condições para enfrentar a ordem de fim das 30 horas na UFPR? A conferir. 

5 comentários:

Douglas Fróis disse...

O decreto 4836/03, que autoriza a flexibilização da jornada, fala apenas em atendimento ao público, sem especificar se este seria público interno ou externo. Com base nisso, seria possível manter a jornada de 30h nos setores da UFPR que fazem atendimento ao público interno (por exemplo, estudantes). http://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/98346/decreto-4836-03

Rita de Cassia disse...

A guerra entre sindicato e reitoria não é boa pra ninguém. Cada um tentando mostrar que é mais forte e os servidores só perdendo. Tanto os Funpar como os UFPR nestes últimos dias só tem tido derrotas.

LUIS OTÁVIO disse...

Mais um serviço do Sinditest pros seus filiados.

Observador Político disse...

Aos desavisado o reitor e nem o conselho tem poder para deliberar carga horária, pelo amor de Deus leem um pouco mais sobre leis, pois é nelas que esta a legalidade que regem as normas trabalhistas. O que impera na categoria é a ansiedade pelas trinta horas sem redução de salário, isto é ilegal segundo a lei especifica, fora isto é apenas politicagem.
Portanto senhores a questão das trinta horas, só é valida para quem é amparado por lei especifica ao cargo, pois são profissionais que estão expostos a contaminantes ou perigos constantes em suas atividades, fora isto é só politicagem e o uso da ingenuidade dos desavisados e desatentos as leis que regem este assunto.
Para as pessoas que escrevem e leem as postagem neste Blog, o reitor só faz esta política para os desavisados e desatentos as leis, na maioria das vezes as entidades representativas das categorias também tentam se valer dessas possibilidades.
Obs. Resoluções não sobrepõem a leis fiquem atentos a isto, saudações a todos os blogueiros.

Anônimo disse...

Observador político. A lei 8112 estabelece a jornada mínima de 6 horas diárias, ninguém está inventando nada ou burlando a lei...
Lei que eu saiba é aprovada pelo legislativo. As medidas tomadas pelo governo não leva-se em conta manutenção da produtividade com a redução da jornada e a melhoria na qualidade de vida. Governo sempre será uma máquina da elite que não quer concorrência e menos ainda gente com tempo para cobrá-los.