-->
Mostrando postagens com marcador CGU. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CGU. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Debaixo do tapete do Jair

Nenhum comentário:
E a transparência, seu Jair ?

O que há oculto sob o tapete podre do covarde fujão?  Por que esconder do conhecimento público por até 100 anos informações sobre uma série de assuntos que tem a ver com o tempo em que o neofascista esteve desmandando no governo da República?

Um dos primeiros atos assinados por Lula após tomar posse na tarde de 1. de janeiro deste ano foi o que permite levantar o sigilo de 100 anos imposto por Bolsonaro sobre numerosas questões.

Por exemplo, qual a razão de esconder do povo os elementos do processo disciplinar militar sobre o incompetentíssimo general Pazuello, ex-ministro burro e preguiçoso da Saúde?  E a agenda de visitas ao Palácio do Planalto dos dois pastores propineiros ligados à gestão do também corrupto ex-ministro do MEC Milton Ribeiro?

O despresidente fujão, ao saber da instrução dada por Lula à CGU para cuidar do assunto (separar o sigilo que seria sobre algo estritamente pessoal do que é de interesse público), desesperou-se.  Diz que vai processar Lula e recorrer ao STF. Porém, curiosamente, o tema que ele pega, sob sigilo, é sobre sua caderneta pessoal de vacinação para COVID-19.

Ora, bolas, tanto medo de que fique revelado que ele, de fato, vacinou-se contra a COVID-19 enquanto fazia propaganda aberta contra a vacina para a população! Isso é de menos. É desmoralizante, mas seria coisa de foro íntimo. “Ninguém sabe, acho que nem os filhos dele, mas em Brasília os comentários é que ele tomou [a vacina]”, diz um senador do PL, partido de Bolsonaro.

Interessa, bem mais que isso, saber os dados reais sobre coisas cabeludas e praticadas no âmbito do exercício do cargo de presidente, isto sim.

Apenas no final de janeiro será apresentado um relatório sobre quais temas foram colocados sigilos de forma irregular, uma vez que o decreto de Lula prevê que haverá uma avaliação de 30 dias pelos órgãos responsáveis.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

PF investiga médicos do HC que recebem salário de até R$ 20 mil sem trabalhar

2 comentários:
A Polícia Federal deflagrou, nesta manhã (21), a Operação São Lucas, que investiga médicos do Hospital de Clínicas da UFPR por receberem, há anos e sem exercer suas funções, vencimentos do Governo Federal que variam de R$ 4 mil a R$ 20 mil mensais.


A ação, em parceria com a Controladoria Geral da União, tem como objetivo cumprir mandado de busca e apreensão no hospital, expedido pela Justiça Federal de Curitiba, bem como interrogar 17 servidores para prestarem esclarecimentos na sede da Superintendência da Polícia Federal no Paraná.

Os envolvidos serão indiciados pelos crimes de estelionato qualificado, falsidade ideológica, prevaricação e abandono da função pública.

A operação contou com a participação de 50 policiais federais e 3 servidores da Controladoria Geral da União.

Haverá coletiva no auditório da Superintendência da PF no Paraná às 14h00. Até o momento, a PF não divulgou os nomes dos médicos investigados.

ATUALIZAÇÃO do Portal Banda B às 16h13:
A Operação São Lucas da Polícia Federal (PF) investiga inicialmente dez médicos concursados que, em média, tinham menos de 7% de comparecimento e recebiam até R$ 20 mil em salários. Entre os investigados estão professores ligados ao Setor de Saúde da UFPR e até mesmo o dono de um grande hospital da capital.

De acordo com o delegado Maurício Todeschini, o esquema partiu da Controladoria Geral da União (CGU) e outras pessoas podem estar envolvidas no esquema que consistia na falsificação dos cartões ponto. “A CGU selecionou os dez casos mais graves de inassiduidade do HC e verificou que há muitos anos eles recebiam os vencimentos praticamente sem trabalhar. A partir de dados cruzados, foi verificado realmente as faltas”, explicou.

Os médicos investigados atuavam na ultrassonografia, radioterapia, clínica médica, transplante de medula, nefrologia, cirurgia toráxica e cardiológica, serviços de reprodução humana, radiologia e ginecologia. Os nomes dos médicos envolvidos não foram divulgados pela Polícia Federal.

Para se chegar ao esquema, a CGU separou o hospital da universidade e percebeu que a produtividade estava muito abaixo do esperado. “Decidimos individualizar comportamentos, já que a CGU sempre olha para a gestão e encontramos esses dez casos mais graves de não comparecimento mesmo recebendo os salários”, disse o chefe da CGU Regional Paraná, Moacir Rodrigues de Oliveira.

Segundo Todeschini, todos os dez médicos são de renome na cidade e outros profissionais podem estar envolvidos. “Continuaremos aprofundando a investigação já que a ausência atrasava muito os atendimentos. O parecer da CGU mostra que pacientes ficavam meses na fila e outros médicos acabavam ficando sobrecarregados, principalmente os residentes”, comentou.

Os envolvidos serão indiciados pelos crimes de estelionato qualificado, falsidade ideológica, prevaricação e abandono da função pública. A operação contou com a participação de 50 policiais federais e 3 servidores da Controladoria Geral da União. O nome da Operação faz referência ao santo padroeiro dos médicos.

A Banda B entrou em contato com a assessoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que informou que o reitor Zaki Akel Sobrinho deve se reunir ainda nesta quinta com a direção do Hospital de Clínicas e deve se pronunciar oficialmente sobre o caso nos próximos dias.
----------------------
Fonte: Portal Banda B

quarta-feira, 14 de maio de 2014

CGU e UFPR cobram 800 mil do Sinditest por restaurantes fechados

12 comentários:
RU Central, tradicional QG de greve da FASUBRA

847 mil reais – essa a quantia que CGU (Controladoria Geral da União) e Reitoria da UFPR estão exigindo do Sinditest desde ontem, quando foi entregue ao sindicato a “Notificação” abaixo estampada [clique na figura para ampliar]. A notícia foi publicada hoje no site da UFPR, com links para esse documento e um outro, da CGU, que explica os motivos da pesadíssima cobrança.


Como dissemos em postagem anterior, já na assembleia de greve de ontem, o servidor do RU Central Gessimiel “Paraná”, informado por seu chefe imediato Lineu, deu conhecimento a todos os presentes do problema gerado a partir da inspeção da CGU nos restaurantes.

O motivo da cobrança é justamente o tipo de entendimento que a CGU formou sobre a ocupação dos RU's pelo movimento grevista, que impediria o trabalho normal dos terceirizados, cujo contrato e pagamento de salários precisam ser honrados pela UFPR. Os terceirizados – que hoje poderiam tocar sozinhos as atividades usuais dos RU's – continuam recebendo os salários mas sem trabalhar, embora não estejam em greve. Isto a CGU caracterizou como danos sociais e financeiros, por considerar que o RU presta uma atividade de assistência em especial aos estudantes carentes.

Em 20 de março começou a greve da FASUBRA, tomando imediatamente o RU Central para ser QG da greve, como era usual em greves anteriores; dias depois foram fechados os demais RUs (Agrárias, Botânico, Politécnico).

A Reitoria propôs então, à Diretoria do Sinditest, um acordo para continuar atendendo usuários mais carentes, pelo qual o movimento poderia manter o RU Central como sede, mas deixaria abertos os demais. A proposta do acordo foi ignorada pelo Sinditest.

Em abril, contudo, a UFPR conseguiu reabrir os RUs dos Setores de Agrárias e Jardim Botânico. Simultaneamente, fiscais da CGU já estavam observando o quadro criado com o fato de pessoal terceirizado não poder trabalhar nos RUs mas ter que ser pago pela exigência contratual entre UFPR e empresa terceirizadora. Mais uma auditoria específica sobre o caso foi aberta sobre a UFPR pela CGU. O resultado disto é que a CGU instou a UFPR a tomar providências imediatas sobre os ditos custos financeiros e sociais.


Um dado novo deve ser considerado: atualmente o pessoal estatutário nos RU's é bastante reduzido, enquanto o quadro de terceirizados já consegue realizar, sozinho, praticamente todas as tarefas típicas nessas unidades. Estando o espaço de trabalho fechado ou ocupado devido à greve, os terceirizados não podem desempenhar suas tarefas, mas, não estando em greve (eles filiam-se a outro sindicato), tem direito a continuar recebendo os salários por força de contrato. A não-oferta dos benefícios aos carentes da UFPR é considerada pela CGU um dano social, cuja conta ela quer que o Sinditest pague. E é salgadíssima, se não houver por onde o sindicato fugir dessa cobrança. Não deve ser o caso de esgrimir bravatas para enfrentar a situação.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Parecer de auditoria da CGU orienta ao reitor da UFPR dar fim à jornada de 30 horas

2 comentários:
A Controladoria Geral da União é um órgão ligado ao poder executivo federal que atua com a finalidade de fiscalizar os atos de todos os entes públicos da esfera federal, como as IFES.  Este ano veio a público um Relatório da CGU acerca de auditoria que realizaram sobre o exercício 2012 da UFPR.  O documento é longo (mais de 300 páginas, em linguagem técnica), mas alguns trechos mostram o que esse órgão fiscalizador constatou e o que recomenda ao gestor da UFPR (o reitor).  A CGU também envia seu relatório ao TCU (Tribunal de Contas da União) e a ministros de Estado para que tomem providências.

Quase no final desse Relatório da CGU, por exemplo, podem ser lidas as seguintes recomendações a serem cumpridas pelo reitor Zaki Akel:

"5. Assim, recomendou-se ao gestor instituir/aprimorar os controles internos na área de pessoal, principalmente para realizar o reenquadramento dos servidores no nível de padrão de vencimento, em posição compatível com o tempo efetivo de serviço público federal, bem como avaliar a regularidade da concessão de direitos, promovendo a respectiva reposição ao erário quando necessária; implantar rotinas administrativas com a finalidade de realizar revisões periódicas das rubricas de pagamento; implementar sistemática para identificação e correção de irregularidades detectadas na concessão de Parecer de Dirigente do Controle Interno direitos na área de pessoal e respectivos pagamentos; implementar mecanismos efetivos e eficazes de controle de frequência; implementar mecanismos de controle da regularidade da situação funcional dos servidores cedidos; promover a apuração de responsabilidades e consequente reposição ao erário dos valores pagos indevidamente aos servidores que atuaram na entidade sindical [Sinditest], assim como adotar o controle de assiduidade/pontualidade e das compensações de horário para os servidores que se ausentam do expediente para atuarem em entidades sindicais; implementar rotinas para que o pagamento aos servidores cedidos sejam realizados mediante a comprovação do respectivo reembolso por parte do órgão cessionário; solicitar o retorno imediato dos servidores cujos órgãos cessionários encontram-se inadimplentes; retornar à jornada de trabalho regulamentar até que seja verificada a necessidade de implementação da jornada de trabalho reduzida; promover imediatamente as providências necessárias para o funcionamento do ponto eletrônico e exigir dos servidores a sua utilização; e não autorizar a prestação de hora extra por parte dos servidores com jornada reduzida." 

O parecer no Relatório, datado de julho deste ano, é assinado pelo auditor José Lopes Roriz. Como se vê, o mar está turbulento, os peixinhos que se cuidem.