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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Protesto contra aumento da tarifa do ônibus reune 500 pessoas no centro de Curitiba

Passeata trancou por vários minutos esquina da Westphalen com Praça Rui Barbosa

A partir das 6 da tarde de ontem (2/2) começou uma concentração de manifestantes na Boca Maldita, todos repudiando o prometido aumento da tarifa do transporte coletivo de Curitiba.  A imprensa local informou que o prefeito Fruet anunciaria o novo valor da passagem hoje, em valor oscilando entre R$3,05 e R$3,15.

Com uma quase totalidade de jovens participando, a "Frente de Luta pelo Transporte" de Curitiba - uma aglutinação de diversos coletivos e entidades - partiu com pelo menos meio milhar de pessoas em passeata desde a Boca até a Praça Rui Barbosa pela rua Des. Westphalen, portando faixas e megafones.  A reivindicação exata do movimento não parecia estar bem unificada entre esses coletivos.  Uns defendiam o congelamento da atual tarifa (R$ 2,85), outros que se deveria voltar ao valor antes do último aumento (R$ 2,70). E ainda uma terceira liderança lembrou ao megafone que o Tribunal de Contas do estado tinha calculado que o valor correto da tarifa seria R$ 2,22.

Independentemente disto, foi muito válido o protesto contra a ganância lucrista da máfia dos empresários do transporte coletivo, que nunca é diretamente questionada nem por prefeitura e muito menos pelo governador tucano Richa.  O empresariado choraminga que seu retorno é baixo e clama por mais subsídios dos governos, para manter seus gordos lucros.

A passeata transcorreu pacífica (ao menos até o ponto acompanhado por este editor), seguida por várias viaturas e soldados da PM.  Segundo informação adicional do Portal BandNews, em função da passeata, "o trânsito ficou complicado na Visconde de Guarapuava, Sete de Setembro e na região do Terminal do Guadalupe. Os manifestantes chegaram até a Rodoferroviária, onde o fluxo foi bloqueado na Afonso Camargo."  Nota positiva é que, embora houvesse uns poucos mascarados na manifestação, eles não promoveram confrontos desnecessários nem atos de vandalismo como se deu em 2013.

Aguarda-se agora a reação do prefeito e sua intenção de anunciar novo preço do ônibus. Além disso, este mês ainda há a negociação salarial dos motoristas e cobradores, que pressiona no sentido de maior aumento da tarifa.  Enquanto isso, a qualidade do transporte continua ruim para a grande maioria da população curitibana.

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