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quinta-feira, 7 de junho de 2012

O Governo Dilma diante das greves

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Reproduzimos artigo de Maurício Caleiro, do Blog Cinema & Outras Artes:

Vive-se um momento contraditório no país: ao mesmo tempo em que o governo mantém altos índices de popularidade e a estabilidade econômica alcançada em meio à mais grave crise do capitalismo desde 1929, graves problemas na Educação e na Saúde vêm a público, no bojo da insatisfação de médicos e professores. A greve destes atinge 20 dias, tem número de adesões crescente (já são 51 instituições paradas) e permanece sem perspectiva de solução. Concomitantemente, ocorrem dezenas de greves de professores estaduais e municipais.

Agora a situação se deteriora ainda mais: desde ontem, quando o ministro Aloizio Mercadante (Educação) chamou os representantes docentes à mesa de negociação mas, invocando as incertezas do cenário econômico internacional, não apresentou proposta, servidores públicos de 31 categorias profissionais, que protocolaram sua pauta de reivindicações no longínquo janeiro, decidiram aderir à paralisação até o próximo dia 18, como forma de protesto, após uma dezena de reuniões infrutíferas com o governo. 

Não obstante a gravidade da situação, tal cenário quase não tem atraído as atenções da mídia corporativa, cuja orientação neoliberal inclui, naturalmente, um desprezo acentuado pelo funcionalismo público. Só abre eventuais exceções quando – como ontem, no MEC - há quebra-quebra e a possibilidade sempre excitante de incriminar os movimentos sociais. Para muito além desses interesses de fundo, porém, tal comportamento se insere em um contexto histórico e político específico que ora já pode ser entendido como demarcador de um capítulo da história da imprensa: o seu relacionamento com os governos federais petistas.


terça-feira, 5 de junho de 2012

MP 568, EBSERH e terceirizações tomam duras pancadas da deputada Alice Portugal

Um comentário:


Alice Portugal, farmacêutica baiana que já foi servidora no hospital universitário da UFBA e ex-dirigente da FASUBRA, é deputada federal do PCdoB-Bahia.  Na audiência pública de hoje no Congresso Nacional para debater a Medida Provisória 568/12, Alice foi dura nas críticas às graves distorções dessa MP.   Mas também sobrou para a EBSERH e para uma concepção de Estado liberal que lamentavelmente ainda subsiste dentro de setores do governo Dilma.

Saiba pelo que estão lutando os técnicos em Educação na greve nacional

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A pauta unitária de reivindicações da FASUBRA, na greve que começa em 11 de junho em cerca de 40 Universidades, tem dois eixos:

I-Eixo Específico:
- Reajuste Salarial: Recursos para elevar o piso salarial do Plano de Carreira a 3 Salários Mínimos e Step de 5%;
- Racionalização dos Cargos;
- Reposicionamento dos Aposentados;
- Mudança do Anexo IV (Incentivo à Qualificação);
- Devolução do Vencimento Básico Complementar absorvido (Mudança na Lei da Carreira - 11.091/05);
- Isonomia Salarial e de Benefícios entre os Três Poderes.

II- Eixo Geral: 
-Luta contra a EBSERH; 
-Luta contra a Terceirização, por concurso Público já!; 
-Lutar por 10% do PIB para Educação; 
-Implantação da jornada ininterrupta de trabalho de 30h sem redução de salário; 
-Contra a MP 568/12 nos artigos referentes à redução salarial dos médicos e médicos veterinários e às mudanças nos adicionais de insalubridade e periculosidade; 
-Em defesa da Negociação coletiva, Data-base e definição da política salarial; 
-Ascensão Funcional (em defesa da PEC 257/95).

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Greve nacional dos técnicos (re)começa mesmo em 11 de junho

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No encerramento da reunião plenária da FASUBRA, foi aprovada, com apenas duas abstenções, a deflagração da greve para o dia 11 de junho. Ao todo participaram 37 entidades e 173 delegados de todo país.

Os discursos e proposições giraram em torno da unidade e do êxito do movimento. “Com certeza faremos a maior greve da história da educação. A palavra de ordem é a unidade”, afirmaram os representantes da Federação. As reitorias serão devidamente avisadas atendendo os prazos previstos em Lei.

Governo não quis negociar
Depois de várias tentativas de negociação com o governo, todas sem sucesso, os servidores chegaram ao limite. “Nosso caminho preferencial é sempre o da negociação, a greve é a última medida. Infelizmente o Governo Federal preferiu não negociar e não nos deu outra opção”, informou a FASUBRA.

Calendário da Greve
Dia 11/06 – Deflagração da Greve
Dia 12/06 – Atos e Mobilizações de Rua
Dia 14/06 – Atos e Mobilizações nos Hospitais Universitários
Dia 15/06 – Instalação do Comando Nacional de Greve (CNG)
Dia 18/06 – Atos nas Reitorias

Assembleia do Sinditest
O site do sindicato informa que a próxima assembleia geral, instalando a greve, ocorrerá no dia 11/6, a partir das 9 da manhã, no RU Central da UFPR
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Fonte: FASUBRA

Tico de humildade e canja de galinha

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A seleção dos "manos" jovens do sindicalismo da UFPR podia tirar umas lições depois das duas tequiladas que os jovens da seleção do Mano levaram ontem do México, né não?


Ah, sim, e o Sinditest parece que desmente a contratação de Ronaldinho Gaúcho pra animar futuros pagodes na sede social da Marechal Deodoro. Pra jogar na Copa Fasubra é que não ia ser!

Jornada de 30 horas é ilegal, diz Ministério do Planejamento

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Ninguém imaginou que implantar uma redução de jornada sem redução de salário fosse coisa fácil, apesar de existir legislação que dá certo poder a reitores e da autonomia universitária (Art. 207 da CF).  Em recente manifestação da secretaria de gestão pública do Ministério do Planejamento (MPOG), acerca da jornada flexível implantada na UnB para os técnicos, ela foi considerada ilegal.

Segundo informa a assessoria de comunicação do MEC, a posição do MPOG apóia-se no Art. 1 do Decreto 1590, de 1995, quando afirma que, conforme a lei, os servidores técnicos em Educação “devem cumprir jornada de trabalho de 40 horas semanais, referentes a uma carga horária diária de oito horas.” Afirma a secretaria do MPOG que a UnB “distorceu o artigo terceiro daquele decreto, que flexibiliza a jornada, mas que somente deve ser aplicado em caso de exceção.”

Na UnB, o Conselho de Administração aprovou uma carga horária entre seis e oito horas diárias, resultando jornada entre 30 e 40 horas semanais (além de instituir o sistema de banco de horas para os servidores), baseando-se no argumento do funcionamento da universidade em três turnos. O MPOG orientou o MEC a encaminhar essa análise legal para a Controladoria Geral da União (CGU).

Divulgamos essa informação no sentido de mostrar o conflito de visões entre algumas universidades e o MPOG sobre o tema. Sem falar nos meandros práticos da implementação da jornada reduzida, como se nota na UFPR, ainda complicada com o acompanhamento do ponto eletrônico biométrico. 
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Fonte: com informações da Assessoria de Com. Social do MEC

domingo, 3 de junho de 2012

70 mil cargos públicos criados para a Educação

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UFPR, uma universidade sempre em construção

Nos mandatos presidenciais de Lula, através de programas como o REUNI (Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), foram criadas 14 novas universidades públicas e numerosos cursos/vagas nas IFES já existentes. A maioria do povo agradece, pois abriram-se mais chances para obter graduação superior.  Porém isso se deu mantendo-se um enorme deficit de pessoal docente e técnico, uma das principais ressalvas que sempre se fez quanto ao REUNI, pois é fator que coloca em risco a qualidade do ensino.

Agora, com bastante atraso, o Congresso Nacional aprovou no dia 30/5  projeto de lei autorizando o MEC a abrir mais de 70 mil cargos e funções, a serem preenchidos até 2014. Falta apenas a presidenta Dilma sancionar o projeto para que se reabram novos concursos.  Segundo o governo, as vagas serão usadas no  REUNI e no PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego).

Pelo projeto de lei, serão criados na categoria técnico-administrativa 27.714 cargos.  Para professores, serão 43.875 vagas, sendo 19.569 na carreira de magistério superior e 24.306 no magistério do ensino básico, técnico e tecnológico. Para custeio de funções gratificadas, serão mais 1.608 CDs e 3.981 FGs. Há que verificar quanto disso será reservado para UFPR, UTFPR, UNILA e Institutos.

O número ainda não deve dar conta de todo o déficit de pessoal em antigas e novas universidades, mas é melhor que nada.  Mesmo assim, certamente a grande mídia plutocrática (Globo, Veja, Época, Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo) vai bater nisso que consideram "gastança" de dinheiro público para "inchar" a máquina de Estado, pois a medida vai na contramão da cartilha neoliberal da qual essa mídia-partido é guardiã devota.
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Fonte: com informações da Agência Brasil; foto da ACS-UFPR

sábado, 2 de junho de 2012

Em tempos de crise, cortar gastos públicos é "tiro no pé" do país

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Reproduzimos artigo do servidor técnico e dirigente da CTB Igor Pereira:

A novidade da última reunião do Fórum de Servidores Públicos Federais (SPFs) com o Ministério do Planejamento, realizada no dia 01º de junho, é a de que o governo anunciou postura cautelosa frente a crise econômica. Sérgio Mendonça, encarregado pelo governo a negociar com os servidores, disse que o país está em uma situação complicada, pois a crise econômica tem se agravado e vai arrastar os países emergentes, que a situação está se deteriorando muito rapidamente e o Brasil não vai fugir deste quadro. “Isto complica nossa discussão”, anunciou ele, argumentando que “em menos de um mês tem uma deterioração muito pesada que afeta as despesas com pessoal, por isto agora a palavra não é crescimento, é cautela”.

A CTB combate veementemente a concepção insinuada pelo governo de cortar ou contingenciar gastos públicos em tempos de crise. Sem redução substancial do superávit primário e a alocação dos recursos hoje destinados ao pagamento dos juros da dívida pública para investimentos públicos, e sem atendimento das demandas sociais, a redução de juros é insuficiente. É um verdadeiro “tiro no pé” do Brasil cortar ou contingenciar gastos públicos em tempos de crise econômica. Não podemos seguir a receita neoliberal que levou a Grécia a falência.


Para sair da crise, precisamos aquecer a economia, e para isto uma política de ampliação de vagas no serviço público, especialmente nas áreas da educação e da saúde, associada a valorização salarial dos trabalhadores do serviço público, é essencial. Com ampliação do quadro funcional e com dinheiro no bolso, trabalhadores da Universidade consumirão mais, com isso incentivando a indústria e o setor produtivo em geral. É disto que o país precisa. Para além disso, servidores valorizados permanecerão com motivação em seus cargos. Com mão de obra em número suficiente e motivados, manteremos e ampliaremos a qualidade do ensino desenvolvido nas Universidades do País, que vivem num momento de ampliação com políticas como o REUNI.

O País precisa crescer, e não andar pra trás. Nós Trabalhadores das Universidades queremos dar a nossa contribuição para atender a demanda social por mais vagas no ensino público superior. Mas para isso, como disse João Paulo Ribeiro da CTB ao governo, “precisamos valorizar e fortalecer o Serviço Público”. Não basta o governo dizer que educação é importante e pagar o menor salário do serviço público federal ao trabalhador da Universidade. É preciso milhares de concursos públicos, aliado a uma política salarial satisfatória. Tentamos de todas as formas negociar esses pontos e continuaremos tentando. Só que agora em greve. Vamos à construção de uma greve forte que comece pela educação e se alastre por todo o serviço público federal para dizer bem alto para o governo que o país precisa enfrentar a crise aumentando investimento (e não gasto) com direitos sociais, e por conseguinte, com o trabalhador do serviço público.
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Plenária da FASUBRA deve ratificar 11/6 como início da greve

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Neste domingo e segunda-feira (3 e 4/6), transcorre em Brasília mais uma Plenária da FASUBRA, tabulando os resultados das assembleias de base feitas nos últimos dias sobre a retomada de uma greve nacional.  Na UFPR e UTFPR, como já era esperado, a data indicativa de 11/6 foi confirmada pelas respectivas assembleias.  O Governo não acena com nenhuma resposta à pauta, e a Plenária da Federação dos técnicos-administrativos deve mesmo confirmar o 11/6 para começo da greve nacional por tempo indeterminado.

Mais uma Marcha de servidores vai ocorrer em Brasília em 5 de junho, e no mesmo dia acontece uma plenária de várias entidades do funcionalismo na capital federal.  No caso do Sinditest, a próxima assembleia geral vai ser no RU Central, a partir das 9 da manhã do dia 11 de junho.

Greve de médicos do HC acaba, mas prossegue luta contra MP 568

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A Medida Provisória 568/2012, como se sabe, entre vários dispositivos, determina o aumento em 100% da jornada dos médicos que ingressarem no serviço público, sem aumento de salário; em outras palavras, equivale a cortar pela metade o salário de novos médicos.  Outro elemento grave da MP é a transformação do adicional de insalubridade em valor fixo, não mais percentual do vencimento-base.  

Assim, compreende-se porque quase todos os 329 médicos lotados no HC da UFPR não hesitaram muito em deflagrar uma greve, que durou 4 dias e somente acabou na última quinta-feira (31). Estudantes de Medicina também reforçaram a paralisação dos médicos, decretando uma greve estudantil.  Segundo o HC, mais de quatro mil consultas foram canceladas no período de paralisação.

O Sindicato dos Médicos do Paraná (SIMEPAR) acompanhou o movimento e seu presidente, Dr. Mário Ferrari, informou aos profissionais de Saúde que já foram feitos contatos com o dep. Osmar Serraglio (PMDB-PR), revisor da MP 568 na Câmara Federal, para corrigir suas distorções.  Como forma de vigilância e pressão sobre parlamentares do Congresso, mantem-se o "estado de greve" mesmo na volta ao trabalho.  Nova assembleia dos médicos ocorre em 6/6 para avaliar a mobilização e também debater a greve nacional (Campanha Salarial da FASUBRA) indicada para começar dia 11/6.  

terça-feira, 29 de maio de 2012

Greve da campanha salarial: assembleia em 31/05 definirá posição.

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A assembleia geral do Sinditest que decidirá posição sobre a deflagração de nova greve nacional vai acontecer no anfiteatro do 7. andar do Anexo B do HC, em 31 de maio, a partir das 09h30..  A decisão final nacional, considerando as decisões desta assembleia e as das outras IFES, será consolidada na Plenária da FASUBRA que volta a se reunir no próximo final de semana, razão pela qual esta assembleia no HC também elegerá delegados de base para o encontro da Federação.

Uma vez que, até agora, nenhum sinal positivo partiu dos representantes do Governo Federal no Ministério do Planejamento, não resta alternativa a não ser construir nova paralisação que, espera-se, desta vez possa conduzir a conquistas concretas.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Malucos na FASUBRA querem quebrar calendário

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Um bando de irresponsáveis, que não respeitam calendários definidos unitariamente em Congresso e Plenária da FASUBRA, resolveram propor a antecipação da data de deflagração da greve dos técnicos.  A data, construída em consenso entre todas as correntes e lideranças, para início de uma nova greve, caso o Governo se mantenha irresponsivo à pauta, é 11 de junho.  Aí aparecem uns doidos querendo trazer a data de início da greve para 1 de junho ou coisa parecida.  Devem ser mensageiros do movimento docente, que precisa do gás dos técnicos para se manter.  Ridículo.

28 de maio, dia internacional de ação pela saúde das mulheres

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Nós, funcionários/as públicos/as, muito temos a reclamar da política salarial do Governo Federal e de várias dificuldades no trato do setor da Saúde, mas temos que reconhecer que, nesta década, por esforços governamentais, houve importantes avanços quanto aos cuidados com a saúde da mulher e do recém-nato, redundando em melhoras significativas dos índices de mortalidade infantil e materna.  Vamos avançar mais.

Greve dos técnicos programada para 11 de junho

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Sem nenhuma resposta concreta sobre sua pauta de reivindicações, a FASUBRA indica início de uma nova greve nacional a partir de 11 de junho. Essa data é um consenso construído no movimento nacional, tanto no recente Congresso da FASUBRA como em sua última Plenária.  Há setores minoritários do movimento querendo antecipar o início da greve dos técnicos, mas não há razão para isso, exceto aqueles que querem subordinar os técnicos ao movimento grevista dos professores já em curso.  Os técnicos não dependem dos docentes!

Na UFPR, está prevista uma assembleia comunitária para 30 de maio e, no dia seguinte, uma assembleia apenas dos técnicos, para debater a construção da nova greve e eleger delegados para uma Plenária da FASUBRA no fim de semana seguinte.  O SINDITEST ainda não divulgou os locais e horários dessas assembleias.

Com apoio da Constituição, mobiliza-se a blogosfera progressista

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O segundo dia (26) do III Encontro de Blogueiros Progressistas começou com um debate empolgante em defesa da blogosfera e da liberdade de expressão.  Na mesa, Paulo Henrique Amorim, Eduardo Guimarães, Esmael Morais e Emílio Gusmão falaram do uso de ações judiciais como forma de intimidação e tentativa de censura de suas páginas. A mesma experiência foi relatada via telefone por Lúcio Flávio e por outros blogueiros de diversas partes do Brasil durante o debate que se seguiu à exposição dos palestrantes. Cansados de só reclamar, eles defenderam o início de uma grande mobilização nacional pelo cumprimento da Constituição Federal, que garante a liberdade de expressão aos brasileiros

A ideia lançada na noite de ontem pelo jornalista e ex-ministro das Comunicações Franklin Martins foi encampada pelos participantes do encontro, que vão propor uma ampla campanha de mobilização nacional em defesa da regulamentação dos artigos da Constituição que tratam da comunicação. “Nada além da Constituição” seria o lema do movimento, que teria o seu auge no dia 5 de outubro, data em que se completa 24 anos de promulgação da Constituição de 1988, com uma grande ação em defesa da Carta Magna brasileira. “Vou pressionar o Miro (Altamiro Borges) para que a Barão de Itararé faça uma grande celebração neste dia”, afirmou Paulo Henrique Amorim, um dos principais defensores da ideia.

O autor do blog "Conversa Afiada" tem motivos de sobra para defender a campanha, já que responde atualmente a dezenas de processos referentes a conteúdos veiculados em sua página, 24 deles proposto apenas pelo banqueiro Daniel Dantas. Foi ele quem aconselhou os blogueiros presentes a enfrentar o uso da Justiça como forma de censura e não cumprir a decisões judiciais para a retirada de posts do ar, levando o caso para decisão no Supremo Tribunal Federal. “A Justiça não tem o poder de censura. Só tirem os posts do ar após a decisão do Supremo, porque nenhum juiz tem poder de censura no Brasil”, conclamou.

Amorim defendeu ainda que os blogueiros transcendam a batalha de judicialização da censura. “Nós fomos responsáveis por um processo político irreversível no Brasil. Antes de nós, o José Serra e o Fernando Henrique Cardoso davam três telefonemas e calavam o Brasil. Hoje isso não é mais possível”, afirmou, acrescentando que é preciso botar mais gente para participar das discussões sobre a blogosfera. “Temos que multiplicar o número de participantes dos debates por mil. O nosso debate não é de blogueiros políticos, é muito mais que isso, é o da democracia”, conclui o jornalista. 


Enfrentamento
O enfrentamento também foi a solução sugerida pelo presidente do Movimento dos Sem Mídia, Eduardo Guimarães, em sua exposição. “Eu resolvi ir para o combate com esta gente há algum tempo. Em 2007, eu resolvi pegar um megafone e sair para protestar contra a situação e recebi o apoio de muita gente. Desde então, criamos uma ONG e fomos para o enfrentamento, entrando inclusive com ações contra o PIG”, informou, citando como exemplo do péssimo serviço da grande mídia o clima de medo gerado em torno da vacinação contra a febre amarela em 2008, em que mais pessoas morreram por vacinação indevida do que pela doença.

Guimarães ressaltou também a mudança de posicionamento da grande mídia e de parte da sociedade em relação aos blogueiros. “Está havendo uma reação. Eles estão nos xingando e buscando formas de nos intimidar. Antes eles nos ignoravam, mas agora estão reagindo com a judicialização e a ameaças de agressão. As ações não existiam antes porque éramos ignorados. Hoje estamos incomodando e ninguém teria o trabalho de tentar nos intimidar se não estivéssemos incomodando. Por isso, precisamos avançar nesta proposta de uma associação de defesa dos blogueiros em todo o país. Precisamos avançar nisso, pois diante destas ameaças e judicialização, os que têm recursos reduzidos não poderão continuar o seu trabalho”, declarou. 

O Encontro transcorreu do dia 25 até domingo (ontem), com amplo debate sobre vários temas ligados à defesa da blogosfera, dos blogueiros e da liberdade de expressão.
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Fonte: Portal Vermelho

MP 568 leva médicos e estudantes do HC à paralisação

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As consultas eletivas (sem urgência) foram suspensas no Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) na manhã desta segunda-feira (28) e deixaram centenas de pessoas sem atendimento. O motivo é uma greve iniciada por médicos contra a MP 568, editada em 11 de maio, que reestrutura as carreiras de servidores federais e muda a forma de remuneração. O hospital, porém, não tinha um balanço de quantas consultas deixaram de ser realizadas e quantas pessoas foram prejudicadas. O protesto se estende até a próxima quinta-feira (31).

A assessoria de imprensa do HC informou que a diretora-geral do HC, Heda Amarante, dará uma coletiva à imprensa as 13h30 para tratar da paralisação. Apesar de não estarem atendendo o público, os médicos estavam reunidos no auditório do hospital desde as 9 horas desta segunda para discutir a greve.

A previsão inicial é de que 300 médicos (91%) de um total de 329 deixariam de trabalhar entre até a quinta-feira. Porém, até as 9h45 não foi possível confirmar a quantidade de profissionais que não realizaram as consultas previstas para esta segunda.

De acordo com o texto da MP, o médico em início de carreira no serviço público federal poderia ganhar, a partir de agora, a metade do que ganha outro profissional contratado anteriormente, apesar de a jornada de trabalho ser a mesma, com 20 ou 40 horas semanais. E quem já atua passaria a ter um salário-base 50% menor, acrescido de uma vantagem, correspondente aos 50% restantes, que não sofreria reajustes. Adicionais de periculosidade e insalubridade teriam um valor absoluto fixo, em vez de corresponderem a até 20% do salário.

Na última quinta-feira (24), os estudantes do curso de Medicina da UFPR iniciaram uma paralisação por tempo indeterminado. Além de apoiar as reivindicações feitas por professores do curso e médicos do Hospital de Clínicas (HC), a greve tem como objetivo protestar contra a falta de estrutura no curso e a baixa qualidade dos equipamentos das aulas práticas.
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Fonte: Gazeta do Povo

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Greve da APUFPR retoma prática de transmissão online ao vivo de atividades

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Este Blog NaLuta foi pioneiro no uso do recurso da TwitCam para transmitir pela internet uma assembleia ao vivo.  Isso foi no começo do ano passado, numa assembleia do Sinditest no HC, em que pela primeira vez ocorreu um debate sobre a EBSERH.   Apesar de apuros de última hora com o microfone (sempre o som!), a experiência-piloto foi bem sucedida.

Em seguida, quando se instalou a greve nacional da FASUBRA de 2011, logo nas primeiras semanas conseguimos criar condições para usar o mesmo recurso nas assembleias de greve no RU da UFPR, permitindo que companheiros/as de outros campi e cidades pudessem acompanhar os debates (e também conhecer melhor as "personagens" da diretoria sindical...).

Neste exato momento, transcorre uma assembleia de greve dos professores, no Setor de Ciências Sociais Aplicadas (campus Botânico), que está sendo transmitida ao vivo pela TwitCam do twitter da APUFPR. A figura acima é  um instantâneo dessa transmissão da APUFPR, que pode ser acompanhada por quem quiser neste link: http://twitcam.com/a4oll.

Com uma greve nacional dos técnicos novamente batendo às portas no mês de junho, devido à falta de respostas do Governo Dilma na negociação da pauta, esperamos que o Sinditest consiga garantir as melhores condições técnicas de áudio, vídeo e banda larga para repetir a experiência com maior  qualidade.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Prejudicado debate de novas regras da eleição de reitor da UFPR

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Principalmente dois temas polarizaram os debates na assembleia do Sinditest ocorrida no Anf. 100 no dia de hoje (23): eleição em dois turnos e mudança da fórmula de cálculo da paridade. Ficou patente, inclusive, como esta assembleia de pauta exclusiva sobre a eleição direta da Reitoria acontece muito tardiamente, a menos de 3 meses antes do previsto para a eleição (agosto).  Em parte, isso se deve ao pouco caso da Diretoria do Sinditest em discutir esses temas.

No vídeo acima, o professor Rodrigo, da UFPR-Litoral, um dos membros da Comissão Paritária de Consulta (CPC), procura explicar a proposta "nova"(*) da chamada "paridade qualificada".  Na fórmula atual de cálculo do peso da votação de cada categoria em cada candidato, leva-se em conta o número de votantes dividido pelo número total de membros de cada categoria.  A crítica, justa, do movimento estudantil é que essa fórmula objetivamente reduz bastante o peso do voto dos estudantes, visto serem 30 mil, ao lado de cerca de 7 mil técnicos e pouco mais de 3 mil docentes. Mudando a fórmula, para saber a votação ponderada de cada candidato, vai se dividir o número de votos de cada categoria dados ao candidato pelo número total de pessoas da categoria que efetivamente compareceram às urnas (não mais pelo total de membros da categoria).

Pelo que se viu, a CPC assumiu a tese da paridade qualificada, e nesta assembleia não houve rejeição identificável à ideia de mudar a fórmula da paridade.  Contudo, para valer de fato a aplicação dessa proposta, cada categoria precisa levar pelo menos 25% do total de seus membros a votarem na eleição direta de agosto.

Produziu maior discussão mesmo a proposta de 2 turnos eleitorais, também defendida pelos membros da CPC presentes na assembleia.  Isso mexe com cálculos e interesses políticos das pré-candidaturas reitoráveis e de eventuais outras candidaturas que ainda não se apresentaram, por isso a polêmica.  Servidores cuja afinidade pela pré-candidatura reeleitoral de Zaki Akel é conhecida, por exemplo, posicionaram-se contra os 2 turnos.

Pouco mais de 50 servidores compareceram à assembleia

A assembleia nada decidiu sobre essas polêmicas e haverá nova ocasião para retomar o debate e deliberar em definitivo. Professores e estudantes estão fazendo os mesmos debates em suas assembleias esta semana e o saldo disso será analisado nas próximas reuniões da CPC para consolidar o regimento eleitoral final. 

O que ficou patente mesmo é que as três categorias, por responsabilidade de suas direções passadas e atuais, negligenciaram esse debate, que foi começado tarde demais para se poder mudar o Regimento eleitoral.  Lamentável.
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Atualização às 21h39: por email recebido há pouco, soubemos que a assembleia de professores em greve da UFPR, que se reuniu na tarde desta quarta-feira, deliberou por ampla maioria a favor de eleição em 2 turnos (e com dois dias de votação)  e contra a mudança da fórmula de cálculo da paridade (contra a "paridade qualificada").
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(*)A proposta de "paridade qualificada" não é nova porque, desde eleições diretas à reitoria nos anos 1990, ela é colocada pelo movimento estudantil da UFPR, costumeiramente enfrentando resistência do segmento docente.  Desde 1985 há eleição direta paritária do reitor da UFPR, num total de sete até agora, todas com a mesma fórmula de cálculo do peso do voto de cada categoria.

726 servidores, por abaixo-assinado, cobram imediata contratação da auditoria do Sinditest

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O servidor Gessimiel "Paraná" Germano aproveitou o início da assembleia do Sinditest nesta quarta-feira (23) para formalmente entregar em mãos à diretoria do Sinditest uma petição com 726 assinaturas de servidores da base.  O abaixo-assinado exige a imediata contratação da auditoria nas contas do Sinditest, cumprindo decisão da assembleia de janeiro deste ano. Além disso, "Paraná" também fez menção a um recente documento da Caixa Econômica Federal, cedido a ele pelo Ministério Público, que contesta versões da diretoria sindical anterior sobre a venda da famigerada "chácara" de Piraquara.

O volumoso abaixo-assinado foi recebido pelo vice-presidente sindical, Márcio Palmares, que presidia a mesa.  Márcio disse que a diretoria mantem seu compromisso de realizar a auditoria.  Não ficou bem explicado porque já se passaram quase 4 meses sem nada ter acontecido.

A diretora Cristiane reiterou a intenção de se fazer a auditoria, mas colocou que isso não pode "engessar" o sindicato.  Também não ficou muito claro o que ela quis dizer com a palavra "ortopédica", nem quem é que decide o que engessa e o que não engessa.  Consulta-se um "ortopedista"? 

terça-feira, 22 de maio de 2012

Pimenta nos olhos dos outros...

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A Diretoria superhiperultracombativa do Sinditest publicou uma proposta de "Carta-Compromisso" com itens a cobrar de candidatos/as à Reitoria da UFPR.  Espera que uma assembleia geral aprove essa "Carta", talvez a  própria assembleia de amanhã de manhã, embora nem haja ainda candidaturas inscritas para a eleição direta. O conteúdo proposto nessa "Carta" é essencialmente corporativo, quase nada fala dos diversos aspectos de uma Universidade Pública.

Um desses itens propostos na "Carta" da superhiperultracombativa Diretoria do Sinditest é a realização de Auditoria nos Programas REUNI e REHUF. O REUNI é o Programa do Governo Federal que nos últimos 4 anos promoveu uma expansão jamais vista de vagas e cursos nas Universidades públicas brasileiras (embora com alguns problemas, incluindo a falta de docentes e técnicos suficientes).  O REHUF é um programa que se propõe fazer uma reestruturação de vários aspectos dos Hospitais Universitários, em particular na área de recursos humanos (tipo dar uma "geral" nos HUs para a chegada da EBSERH).

Ora, tudo bem se pedir uma Auditoria em ações de governo.  E existem já portais de transparência do Governo Federal e recentemente a Presidenta Dilma publicou  uma lei de acesso amplo a informações sobre o governo e o serviço público.

O estranho é que a superhiperultracombativa Diretoria "Mudando o Rumo..." quer auditoria no terreiro dos outros mas não encaminha a contratação da Auditoria aprovada em assembleia geral sobre as próprias contas do sindicato do período 2008-2011... O velho ditado da piperácea nos oculares dos outros é refrigério!  

Essa Auditoria nas contas do Sinditest foi aprovada por unanimidade na assembleia realizada no Anf. 100 em 31 de janeiro deste ano, como este Blog relatou na matéria "Ex-presidente afirma ter feito 'cagadas'. Ex-tesoureiro confessa ter deixado 'herança maldita'. Assembleia do Sinditest aprova auditoria nas contas" (matéria com vídeo; clique no título para acessá-la).

Uma das razões para fazer essa Auditoria independente está exposta em matérias como esta: "Sinditest e mágicas imobiliárias" (clique no título para ler). Por que a superhiperultracombativa Diretoria do Sinditest não encaminha uma decisão soberana da base tomada há quase 4 meses atrás???