A onda sem fim de denúncias que encurrala o Legislativo tem servido para muita coisa, mas principalmente para provar que o Brasil ainda está longe - bota longe nisso! - de ser um país onde a informação pública de fato e de direito circula livremente.
No Senado foi aprovado nesta quarta-feira um projeto que tenta mudar - com atraso, diga-se de passagem - essa história. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) ratificou uma proposta que autoriza alguns órgãos públicos a divulgarem mensalmente, pela internet, os gastos realizados por seu corpo funcional no exercício da função. Isso inclui Câmara, Senado, Presidência da República, Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público.
Enquanto isso, nos arraiais do Sinditest, a transparência é artigo raro. Embora fosse um dos 3 motes da campanha eleitoral da atual Diretoria (os outros eram "independência" e "competência", lembram-se?), ficou no papel dos panfletos propagandísticos a promessa de transparência quanto ao uso dos recursos de filiados. Na assembléia do Sinditest de 4/3/2009 foi proposto divulgar no jornal sindical e na internet todos os dados relativos à venda da "chácara"-canil da dupla Dr. Neris/Moacir e à compra da nova sede perto do HC, mas nada. Já fizeram a escritura do imóvel novo e marcaram inauguração festiva da nova sede para 30/04, e nada de deixar transparente quem comprou, quem vendeu, quanto se pagou e quanto ficará de dívida mensal para os filiados pagarem. O vidro do sindicato está bem embaçado, precisando passar um bom detergente para limpar tanta opacidade enrolatória.
Fonte: com informações do Blog do Servidor-22/04