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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Greve Nacional dos TAE em fevereiro?

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Passado o carnaval deste ano, a partir de 23/02 pode começar uma greve nacional dos servidores técnico-administrativos das Universidades Federais, a depender de debates e votações de uma Plenária da FASUBRA que acontece em Brasília, em 24-25/01 de 2026.

Chamada a base do Sinditest a debater o assunto, a direção sindical convocou uma assembleia geral presencial, que ocorreu na manhã de hoje, 19/01, na Sala 1 do Anexo B do HC. As 42 pessoas presentes não chegaram a debater mais a fundo os motes da proposta de ida à Greve Nacional: no geral o cumprimento pleno do Acordo da greve passada, com destaque para a implementação do processo de RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências) conforme os debates feitos entre CNSC (Comissão Nacional de Supervisão de Carreira) e MIG (Ministério da Gestão e Inovação) ao longo de 2025.

FASUBRA e entidades de base entendem que o debate acumulado com representantes do Governo Federal não foi contemplado no PL 6170/2025 (de dezembro/2025), razão principal pela qual se está propondo a deflagração agora em fins de fevereiro de uma Greve Nacional dos  TAE.

Na Assembleia do Sinditest de hoje, a ampla maioria votou endossando a ideia de uma entrada em greve nacional a partir de 23/02, carreada por esses dois pontos principais da pauta geral de reivindicações: pela implementação do RSC (inclusive podendo abranger aposentados) e contra a reforma administrativa, esta uma proposta do Centrão e extrema-direita do Congresso Nacional para enfraquecer o Serviço Público.

Ao final da Assembleia de hoje, foi eleita uma chapa única de delegados/as afinada com a diretoria do Sinditest, que representarão as bases da UFPR, UTFPR e UNILA na próxima Plenária Nacional da FASUBRA, a qual poderá confirmar a deflagração da greve em fevereiro. Também foi avisado que, depois da reunião que está acontecendo hoje entre FASUBRA e MGI, em Brasília, o Sinditest publicará um vídeo explicando o que saiu dessa reunião (a conferir no site do Sinditest).

sábado, 17 de janeiro de 2026

Moro joga parado enquanto Requião Filho parte para o ataque; Ratinho inerte

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O senador Sergio Moro (partido União Brasil) joga parado enquanto o deputado estadual Requião Filho (PDT) parte para o ataque e antecipa o tom da disputa pelo governo do Paraná em 2026. A sucessão escancarou fissuras no grupo do governador Ratinho Júnior (PSD), abriu flancos para ofensivas adversárias e empurrou o Palácio Iguaçu para uma posição defensiva antes mesmo do início formal do calendário eleitoral.

Blog do Esmael - 17/01/2026

Publicamente, o senador Sergio Moro mantém uma cautela calculada. Evita embates diretos com o Palácio Iguaçu e se apresenta como pré-candidato sustentado por um discurso antipetista e crítico ao presidente Lula (PT), preservando pontes com o eleitor conservador. Debaixo dos lençóis, porém, o movimento é outro. Moro tem procurado interlocutores do governo e pedido, de forma direta, apoio do governador Ratinho Júnior para viabilizar sua entrada na disputa pelo governo do Paraná.

O cálculo político é simples. Sem o aval do atual mandatário, Moro sabe que entra fragilizado numa disputa que tende a ser dura e antecipada. Jogar parado virou estratégia de sobrevivência, mas também um risco. O silêncio preserva, mas não constrói.

Há ainda um fator partidário que pesa contra o senador Sergio Moro. Ele enfrenta dificuldades reais dentro da federação União Progressista, marcada por disputas internas, resistências regionais e pouca disposição em bancar um projeto majoritário no Paraná sob sua liderança. Esse quadro fragiliza sua posição negocial, reduz a margem de manobra e alimenta, nos corredores de Brasília e de Curitiba, a hipótese de uma saída forçada para uma agremiação menor, apenas para garantir elegibilidade. O movimento, se confirmado, aprofundaria a dependência de Moro em relação ao apoio do Palácio Iguaçu e reforçaria a leitura de que sua candidatura só se sustenta com aval externo, não por força orgânica própria, embora, circunstancialmente, o ex-juiz lidere as pesquisas de intenção de voto.

Do lado oposto, o deputado estadual Requião Filho parte de uma base partidária mais organizada. Ele conta com o respaldo da Federação Brasil da Esperança, eixo que reúne PT, PCdoB e PV, e trabalha para ampliar esse arco de alianças. Há conversas em curso para atrair também a federação PSOL-Rede e o PSB, o que pode lhe garantir musculatura política, tempo de TV e capilaridade social suficientes para sustentar uma candidatura competitiva. Esse desenho reforça a diferença estratégica em relação a Moro. Enquanto o senador busca abrigo partidário, Requião Filho tenta construir um campo progressista ampliado desde a largada.

Além da robustez partidária, o deputado estadual Requião Filho fez a escolha oposta à de Moro. Abandonou qualquer zona de conforto e passou a atacar frontalmente o governo Ratinho. O alvo é o modelo de gestão, as decisões administrativas e o entorno político do Palácio.

A ofensiva de Requião Filho não surge no vácuo. Dialoga com temas já explorados pelo Blog do Esmael nos últimos anos, como saneamento, concessões, privatizações e negócios cercados de baixa transparência. A aposta é na erosão contínua da imagem de eficiência vendida pelo governo.

Enquanto Moro pede abrigo em silêncio e Requião avança em voz alta, o grupo governista segue confuso. O núcleo político de Ratinho Júnior ainda patina entre três potenciais nomes para a sucessão. Nenhum foi anunciado. Nenhum conseguiu se impor. Todos competem entre si.

No entorno do governador Ratinho Júnior (PSD), a disputa virou uma verdadeira guerra umbilical. Alexandre Curi (PSD), Guto Silva (PSD-PR) e Rafael Greca (PSD) travam uma competição de bastidores, silenciosa, porém corrosiva, pelo posto de herdeiro do Palácio Iguaçu. A ausência de uma definição clara do governador estimulou vazamentos, desconfiança mútua e fogo amigo, expondo fragilidades que até então estavam contidas dentro do governo. O resultado foi previsível. Com o grupo dividido e olhando para dentro, adversários ganharam espaço para atacar, ressuscitar denúncias, explorar contradições administrativas e ampliar o desgaste do entorno palaciano, transformando a indefinição governista em combustível político para a oposição.

A tentativa do governador de manter todos no jogo, adiando a decisão, produziu efeito contrário. A indefinição alimentou desconfiança interna e transmitiu insegurança para fora. Na política, vácuo não existe.

Esse espaço foi rapidamente ocupado por adversários. Denúncias reapareceram, casos antigos ganharam nova roupagem e esqueletos guardados no armário começaram a circular com mais intensidade. Problemas cabeludos envolvendo aliados, operadores e contratos passaram a integrar o debate pré-eleitoral.

O Palácio Iguaçu percebeu tarde que neutralidade não é estratégia. Quando o poder hesita, vira alvo. A pré-campanha se transformou em campo minado, e cada passo em falso custa capital político.

Há ainda um pano de fundo nacional. Moro tenta preservar relevância depois de uma sequência de desgastes. Ratinho Júnior busca manter musculatura política para projetos mais amplos, mas corre o risco de sair da sucessão estadual como fiador de uma derrota. Requião Filho aposta no confronto direto para se consolidar como alternativa de ruptura.

O retrato do momento é incomodo para o governo. Um senador que pede apoio nos bastidores, um deputado que ataca sem rodeios e um grupo no poder que ainda não decidiu quem será seu rosto em 2026. Se nada mudar, a eleição pode ser decidida antes mesmo de começar oficialmente.

A pré-temporada eleitoral deixou claro que a disputa no Paraná não será protocolar. A confusão interna do grupo governista encurta o tempo de reação e amplia o espaço para ataques. Quem errar agora pode não ter segunda chance quando o jogo valer de verdade.

Enquanto isso, naquela luxuosa e enooorme cela do Presídio da Papudinha

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Saberes e Competências dos Servidores Técnico-Administrativos - quem reconhece?

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A Greve nacional puxada pela FASUBRA no primeiro semestre de 2025 tinha como carro-chefe a reivindicação salarial, por algum percentual de reajuste, em que pese um Acordo fechado entre SPF e MGI (Ministério da Gestão) do Lula haver estabelecido que reposições salariais ocorreriam apenas em 2023, 2024 e 2026, mas não em 2025.

Ainda assim, a greve manteve o pleito do reajuste em 2025, já que os percentuais propostos no Acordo acima citado não zeravam as perdas ocorridas nos anos passados, e principalmente o congelamento imposto nas (indi)gestões Temer e Bolsonaro.  Como é sabido, o Governo Federal não atendeu a essa reivindicação, mas, como "consolo", ampliou para mil reais o montante do vale-alimentação dos TAE.

Outra reivindicação destacada naquela greve foi o chamado RSC - Reconhecimento de Saberes e Competências.  Isto é, a regulamentação de um processo pelo qual Universidades e União fazem a identificação de habilidades e conhecimentos que os servidores e as servidoras, ao longo de seu trabalho de muitos anos, hajam adquirido, por experiência prática e reflexão, trazendo aperfeiçoamentos nas rotinas laborais do Serviço Público. 

Ao fim da greve, Governo e FASUBRA acertaram que o período seguinte em 2025 seria dedicado à análise e propostas sobre como normatizar esse processo para implementação do RSC, com impacto em um futuro adicional de salário sobre o vencimento básico.

No entanto, nesse processo de debate e negociação do ano passado, o resultado até agora não foi considerado satisfatório pelo movimento sindical, pela FASUBRA.  Isso foi avaliado na mais recente Plenária Nacional de Sindicatos de Base da FASUBRA, feita no final do ano passado.

Foi expedido pelo Executivo o Projeto de Lei 6.170/2025 em 03/12/2025, que trata do RSC (e de outros assuntos), mas, diz o Governo, ele estaria ainda sujeito a sugestões e alterações a partir de contribuições das entidades sindicais.  Está agendada para 19 de janeiro deste ano uma reunião entre FASUBRA e a ministra Esther do MGI.  Conforme o que sair dessa conversação, pode até ser proposta uma nova greve nacional.

Por isso, o SINDITEST está chamando uma Assembleia Geral presencial, a partir das 09h00 do dia 19/01/2026, que ocorrerá na Sala 1 do Anexo B do HC, cuja pauta inclui os seguintes itens:

1. Informes Gerais;

2. Indicativo de Greve: Avaliação de propostas;

3. Eleição de Delegados e Delegadas para a Plenária Nacional da FASUBRA, que ocorre nos dias 24 e 25 de fevereiro.

Lembramos à base de TAE representada pelo SINDITEST que, seguindo o Acordo feito em 2023, uma reposição salarial da ordem de 3,5% deve ser concedida pelo Executivo em abril deste ano.

domingo, 11 de janeiro de 2026

A frágil chama da democracia e da soberania nacional

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"A democracia e a soberania nacional podem ser frágeis chamas entrelaçadas, que correm risco de se apagar se atingidas por fortes ventanias reacionárias e golpistas.  Cabe ao povo, em última instância, protegê-las de tais sombrios ventos e defendê-las".

O 8 de Janeiro, data símbolo da luta em defesa democracia e do combate ao golpismo, teve como ponto alto um ato cívico no Palácio do Planalto, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, expressando uma exigência da maioria da nação, vetou, integralmente, o projeto de lei da dosimetria , aprovado pela maioria de direita nas duas Casas do Congresso Nacional.

Tal projeto é um retrocesso, pois abranda as penas de Jair Bolsonaro, de generais e demais golpistas, definidas em julgamento legítimo pelo STF em 2025. São criminosos que tentaram sepultar o regime democrático e impor um regime autoritário, ditatorial. São penas de prisão, com durações variáveis, das quais os condenados reclamam muito, mas é bom lembrar que há países, como a Alemanha, que aplicam pena de morte em casos de tentativa de Golpe de Estado!

David Alcolumbre e Hugo Motta, presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, respectivamente, não compareceram ao ato do dia 8/1/2026, mas estiveram presentes parlamentares do campo democrático, popular e patriótico.

Além do ato no Palácio do Planalto, houve uma solenidade no Supremo Tribunal Federal (STF), que cumpriu em 2025 papel determinante para a punição inédita dos golpistas, apesar do conluio da extrema-direita brasileira e do governo estadunidense de Donald Trump, que resultou no tarifaço e nas agressões ao STF.

Na praça dos Três Poderes, em Brasília, e em várias outras cidades do país, as centrais sindicais, as entidades estudantis, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo, os partidos da esquerda – como PCdoB, PT e PSOL – realizaram manifestações de rua. Em Curitiba, o Ato ocorreu na Praça Santos Andrade, diante do prédio histórico da UFPR, ao final da tarde do dia 8, ficando todos firmes apesar do forte aguaceiro que caiu.  Além do apoio ao veto do presidente Lula, ecoou forte o rechaço aos brutais atos de guerra dos Estados Unidos contra a Venezuela e a defesa da soberania nacional dos países da América Latina e do Caribe, pela paz na região.

Foto do Ato Público contra a Anistia aos golpistas de 8/1 na Praça Santos Andrade

O presidente Lula, na solenidade do ato, disse que se tratou de uma vitória “contra os traidores da pátria”. Salientou que o 8 de janeiro está marcado na história “como o dia da vitória da nossa democracia”. Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, sobre os que sempre defenderam a tortura e a ditadura; sobre os que planejaram o assassinato do presidente, do vice e do então presidente do Superior Tribunal Eleitoral. Vitória sobre “os que exigem cada vez mais privilégios para os super-ricos e menos direitos para quem constrói a riqueza do Brasil com o suor de seu trabalho”. Vitória “sobre os traidores da pátria, que conspiraram contra o Brasil para causar o caos na economia e o desemprego de milhões de brasileiros”. “Eles foram derrotados. O Brasil e o povo brasileiro venceram”.

Já o vice-presidente, Geraldo Alckmin, numa nítida alusão ao que se passa na América do Sul, disse que o Brasil não quer hegemonia, mas “uma rede de países livres, com prosperidade compartilhada”. E fez um importante, destaque: a soberania nacional é condição essencial para a democracia, pois “sem ela o regime democrático se transforma em um simulacro”.

Vale comparar: de modo antagônico, a data de 6 de janeiro [2021], na passagem do 5º ano da invasão do Capitólio, sede do parlamento dos EUA, por uma turba a mando do então candidato derrotado Donald Trump.  A Casa Branca, hoje comandada pelo pré-demente ditador neonazista Trump, criou um site no qual falseia os fatos e homenageia os golpistas trumpistas, que foram indultados por ele.

As importantes manifestações que aconteceram neste 8 de janeiro devem se desdobrar numa agenda crescente para pressionar o Congresso Nacional a manter o veto do presidente Lula. Embora difícil, devido à hegemonia do consórcio da direita e da extrema-direita no parlamento, não é impossível. Da votação ocorrida em dezembro, no Senado Federal, a direita obteve apenas sete votos além dos 41 necessários, enquanto na Câmara foram 34 além dos 257 votos indispensáveis, isto é, a maioria absoluta das duas Casas. (A maioria do número total de membros de cada uma das Casas Legislativas, e não o número de membros presentes em uma sessão.)

As bandeiras da soberania nacional e da democracia, nas circunstâncias atuais, confluíram. A ofensiva imperialista de Trump sobre a América Latina e o Caribe, escancaradamente em curso contra a Venezuela, já incide com ímpeto, em especial nas eleições presidenciais da Colômbia (maio) e no Brasil (outubro).

Além da condução política acertada do Brasil, de rechaço aos atos de pressão e guerra de Trump, de defesa da paz e da soberania, impõe-se que a campanha de reeleição do presidente Lula apresente um programa avançado, que abra caminho para o desenvolvimento soberano do país, sem o qual a democracia é fragilizada e os direitos do povo e dos trabalhadores ficam num patamar muito aquém do necessário.

Seu cachorro pode estar ouvindo atento a sua conversa

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Um novo estudo revela que alguns cães inteligentes podem aprender palavras apenas de ficar ouvindo conversas entre seres humanos

Jackie Flynn Mogensen – Scientific American * 8/1/2026

A maior parte dos proprietários de cães sabem que seu bichinho é suficientemente esperto para conhecer certas frases – “saidinha”, por exemplo, ou, talvez mais provavelmente, “hora da comida”. Alguns caninos particularmente inteligentes podem mesmo saber distinguir mais de 100 palavras. E, incrivelmente, alguns poucos cãezinhos “gênios” podem ser capazes de aprender palavras não porque lhes foram ensinadas, mas puramente porque ficaram ouvindo com atenção as conversas entre humanos.

Em um novo estudo publicado na revista “Science” [periódico da AAAS, equivalente da SBPC brasileira], na quinta-feira passada, pesquisadores da Universidade Eötvös Loránd, da Hungria, descobriram que um pequeno grupo de cachorros “superdotados” podem aprender os nomes de brinquedos novos apenas de ouvirem seus donos conversando sobre esses itens. Comparando com o ser humano, é como se fosse a mesma habilidade de aprender a linguagem própria de uma criança com 18 meses de idade.

Os pesquisadores pediram aos donos de cachorros para conversarem com outra pessoa dentro de casa e falar os nomes de dois novos brinquedos na frente de seus animais de estimação, mas sem se dirigir diretamente aos animais. Em seguida, os donos colocaram o par de brinquedos em uma sala separada junto com uma porção de outros brinquedos e disseram para seus cães para pegarem um dos novos objetos de brincadeira. Os cães foram capazes de selecionar os novos brinquedos depois de ouvir seus donos exatamente como se lhes fossem mostrados esses brinquedos (antes) e depois solicitados a achar os objetos.

"Com alguns dos cães, é como se eles não tivessem nenhuma dúvida sobre o que eles deveriam fazer”, diz Shany Dror, hoje uma pesquisadora de pós-doutorado do Laboratório do Cão Esperto, na Universidade de Medicina Veterinária, em Viena, Áustria, e co-autora desse estudo. “Os cães, logo que entravam na sala, iam direto para o brinquedo que eles sabiam que era o novo brinquedo e então o traziam imediatamente”.

O fato de que eles podem ouvir, e atentamente, as pessoas passando entre si um objeto e o nomeando – e então o cão distingue aquela palavra – significa de que eles estão mesmo acompanhando essa conversa. Eles são capazes de analisar o nome do rótulo do objeto e ligá-lo corretamente a esse objeto”, afirma Heidi Lyn, uma psicóloga comparativa e professora associada da Universidade do Sul do Alabama (EUA), que não esteve envolvida com esse estudo. “Trata-se de um salto bastante sofisticado cognitivo e de atenção que os animais realizam”.

Habilidades similares podem ser vistas em outros animais, como macacos e papagaios. A nova pesquisa oferece provas de que alguns cães podem aprender algumas palavras mesmo quando eles não são diretamente chamados por seus donos, comenta Nameera Akhtar, professora de Psicologia da Universidade da Califórnia, campus de Santa Cruz, que também não participou do referido estudo. No entanto, adverte ela, os cães participantes desse estudo eram particularmente inteligentes, e assim, talvez, nem todos os pets sejam assim astutos.

Não está claro como, exatamente, tais cães “superdotados” aprendem ou o porquê de alguns cães parecerem ser tão mais capazes de distinguir palavras e frases novas do que outros.

Shany Dror, que recentemente perdeu seu cachorro de 15 anos de idade, da raça schipperke, chamado Mitos, diz ter esperança de que o novo estudo ajudará donos de cães a apreciar melhor a habilidade de suas companhias caninas de entender os sinais sociais. “Penso que devemos todos dar mais atenção à maneira como interagimos perto de nossos cães e com nossos cães”, indica ela, “o modo como nos comportamos, o modo como olhamos para eles, o jeito como dizemos nossas palavras”.
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Comentário deste Blog: com certeza esses cães "espertos" (smart dogs) tem mais inteligência que muito bolsonarista fascista fanático por aí... 

sábado, 10 de janeiro de 2026

Enquanto isso, naquela mansão do PL em Brasília

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Diante da UFPR, Ato em 8/1 marca 3 anos da derrota do golpe fascista

Um comentário:


Assim como em outras capitais e cidades do Brasil, o 8 de janeiro em Curitiba também marcou a passagem de três anos do fiasco da tentativa de golpe de Estado da extrema-direita 'brasileira' bolsonarista.  

A manifestação, que não chegou a levar muita gente para diante das escadarias do prédio histórico da UFPR, na Praça Santos Andrade (cerca de mil pessoas), teve o mérito de registrar a luta popular contra o golpismo de 2022-2023, e da continuidade desse fenômeno político que persiste assombrando nossa conjuntura política. Mesmo que quase todos os comandantes daquele movimento inconstitucional, a começar do mimizento Bolsonaro, estejam presos, assim como ainda algumas centenas de seus soldadinhos otários detidos no presídio da Papuda.

Em nítido contraste, uma "minifestação" de fanáticos bolsonaristas em defesa do golpe de 2023 e da anistia para Jair Mimizento não reuniu mais que 18 pessoas na Boca Maldita, na manhã do mesmo dia 8.  Que cena patética e até digna de pena por se ver concidadãos cegados pela pregação hiper-enganosa do bolsonarismo.

No entanto, apesar de a democracia e o respeito à institucionalidade estarem preservados, o cenário mundial - com as recentes ações agressivas do ditador demente dos EUA, Donald Trump chegando ao ponto de sequestrar ilegalmente um presidente legítimo da Venezuela no último dia 3/1 - e o permanente bulício da extrema-direita nativa tentando aprovar anistias para bandidos, esses elementos devem suscitar nos partidos de esquerda e progressistas, e movimento sociais, um constante estado de vigilância. 

Lembrando que 2026 é ano de eleição presidencial, e Trump e a extrema-direita no Brasil estão louquinhos para reconquistar o Governo Federal e a maioria do Congresso Nacional para fazer nosso país retroceder décadas.

Incontáveis Atos populares em defesa da Democracia e contra a anistia aos bandidos golpistas ainda terão de ocorrer ao longo do ano.  Até porque, no mesmo dia 8, o Presidente Lula vetou integralmente o Projeto de Lei da dita "Dosimetria" (que preferimos chamar de "GolpeMetria", PL que quer diminuir o tempo de cadeia dos golpistas), aprovado recentemente no Congresso. A articulação de parlamentares de direita, fisiológicos e corruptos, designada "Centrão" (capitaneada por Artur Lira e Hugo Motta), e a extrema-direita prometem derrubar o veto de Lula. 

Será preciso continuar mobilizando o povo, nas ruas reais e nas redes virtuais, para denunciar esses deputados e senadores picaretas no meio da grande massa como co-autores de uma bandidagem inconstitucional, e nisso também trabalhar para que não sejam reeleitos em outubro  de 2026.