Na semana que vem (27 ou 28/5), o Congresso Nacional deve examinar e votar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que acaba com a escala de trabalho 6x1 (6 dias de trabalho na semana e apenas 1 de descanso - 44 horas) e institui a escala 5x2 e 40 horas semanais de jornada de trabalho sem redução de salário.
Essa é uma proposta humanitária e civilizatória, para amenizar a dureza da escravidão assalariada, permitir melhor qualidade de vida a trabalhadoras e trabalhadores, com mais tempo de descanso e junto à família. É parte de uma longa luta quem produz as riquezas de uma sociedade - a redução da jornada de trabalho -, que vem desde que o sistema capitalista se tornou o modo de produção predominante, nos princípios do século 19, na Europa, e depois se espraiou pelo mundo todo.
Para pressionar os parlamentares a aprovarem a PEC extinguindo a escala 6x1 para desde já, entidades sindicais e populares, partidos de esquerda e do campo progressista, convocam um ATO PÚBLICO para este Domingo, 24 de Maio, a partir das 10 horas, na praça João Cândido (Largo da Ordem). Conclamamos trabalhadores e trabalhadoras, e povo curitibano em geral, a fortalecer essa luta, que, segundo diversas pesquisas de opinião, é apoiada pela maioria da população brasileira.
No entanto, a serviço dos patrões do selvagem capitalismo, e contra os trabalhadores, há uma gangue de parlamentares patifes e calhordas que se posiciona contra o fim da escala 6x1. São bolsonaristas, a extrema-direita e setores da direita, que, temendo ser abertamente contra a PEC, fizeram emendas que propõe adiar a vigência da escala 5x2 somente para daqui a 10 anos, para 2036. Dizem que acabar já com a escala 6x1 poderia quebrar a economia brasileira.
Esses calhordas do parlamento levantam o mesmíssimo argumento dos senhores de escravos do tempo do Brasil Império, fins do século 19, o de que abolir a escravidão iria "quebrar a economia do país". A Princesa assinou a Lei Áurea em 13/05/1888, libertando de imediato todos os escravos. A economia de então quebrou? Não.
Ainda faz pior a gangue dos parlamentares bolsonaristas e afins, além de propor uma "transição" de 10 anos: querem aumento da carga horária semanal de trabalho para 52 horas e corte do FGTS à metade, de 8 para 4%.
Por isto, a necessidade de ir às ruas para pressionar o parlamento pela aprovação da PEC do fim da escala 6x1 para já, e sem criação de "bolsa-patrão" (compensações pecuniárias a empresários, proposta pelo mandrião deputado Nikolas Ferreira, uma megafascista de Minas).
São cerca de 176 deputados e deputadas da extrema-direita (sobretudo ligados ao bolsonarismo) que assinam essa emenda indecente da transição de 10 anos. Do Paraná, 15 pulhas apoiam a dita emenda inimiga dos trabalhadores, eles que supostamente trabalham numa escala 3x4 (3 dias de "trabalho" em Brasília e 4 dias de folga, fora várias licenças que tiram em seus mandatos de gordos salários). Abaixo, mostramos a lista desses 15 canalhas, todos ligados a partidos de direita e extrema-direita, em especial PP e PL. Guardem bem seus nomes, para que NÃO SEJAM REELEITOS este ano!


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