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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

14 de setembro - Dia nacional de paralisação nas Universidades contra ataques de Temer

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A FASUBRA conclama toda a sua base de servidores TAE a somar forças à paralisação nacional no dia 14 de setembro, articulando com outros sindicatos, e em especial no âmbito da educação, com a UNE, ANDES e SINASEFE, e suas representações locais em cada instituição, buscando ações que deem ampla visibilidade e coloquem na ordem do dia a resistência aos ataques de Temer e a exigência de estabelecimento de negociação, como centrais nessa data. 

Desde o primeiro momento, denunciamos que a intenção das elites dominantes, com o golpe que levou Temer à presidência, era intensificar em grau inédito o processo de rapinagem sobre o Estado. Todo o preço da crise seria jogado nas costas de nossa classe, com a destruição dos serviços públicos e a retirada de todos os direitos trabalhistas.

Assim, os processos que resultaram na EC 95/16 (PEC 55 – congelamento dos gastos com os serviços); o brutal corte orçamentário sobre a Educação, que está inviabilizando o funcionamento das IFES e provocando centenas de demissões em muitas universidades e institutos; a reforma trabalhista que desconfigurou a CLT e colocou o “negociado” acima do legislado; a nova legislação que libera a terceirização; e a reforma da previdência que tramita no Congresso Nacional são projetos estratégicos para ampliar historicamente o nível de exploração dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.

(...)

A agenda de votações no congresso é retomada, as privatizações (Eletrobrás, aeroportos, rodovias, Casa da Moeda, pré-sal na mira) são aceleradas, e a redução do Estado anda a passos largos. O Governo Federal trabalha com 5 medidas que atingem duramente os servidores públicos:

1 - A primeira, pautada no PDV, na redução da jornada com redução salarial, e no incentivo ao afastamento de servidores.

2 - A segunda, alicerçada no descumprimento de acordos firmados em 2015, no cancelamento de reajustes, no corte/bloqueio de concursos, e na extinção de 60 mil vagas e de cargos, trabalhando a perspectiva de terceirizar parcela ampla de nossa categoria.

3 - A terceira, que efetivamente reduz salários, ao aumentar o desconto previdenciário dos servidores de 11% para 14%, ao mesmo tempo que estuda a redução dos valores dos benefícios (alimentação, pré-escolar e saúde).

4 - A quarta, que objetiva ampliar as condições para a ocorrência de demissões de servidores públicos (coerente com o projeto de terceirização e com o processo de criminalização de dirigentes das lutas), através de projetos de lei que tramitam no congresso, como o PLS 116/2017.

5 - A quinta medida, que trabalha a destruição das carreiras no serviço público, incluindo as carreiras ditas estratégicas e de Estado, num processo de reforma do Estado muito mais grave do que vivenciamos em 98 com FHC e Bresser.


Embora a medida provisória específica que trata do fim da estrutura do PCCTAE ainda não tenha sido encaminhada, em diversas conversas com dirigentes de instituições de ensino que temos desenvolvido, fica nítida a intenção do governo de nos incluir no rol de criação de carreiras com vencimentos mais baixos, maior dificuldade para progressão por mérito, e a desconstrução dos incentivos que valorizam a qualificação e capacitação dos trabalhadores. Isso é ferir de morte a carreira que durante anos e muitas greves fomos construindo, e refletirá no processo de terceirização e de desmonte da Educação superior pública, gratuita e de qualidade. Não por acaso, o Governo acelera as audiências públicas para instituir a cobrança de mensalidades nas IFES.

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Fonte: FASUBRA Sindical

quinta-feira, 18 de junho de 2015

O "liberou geral" do Projeto de Terceirização (PLC 30/15, ex- PL 4330) em debate no Plenário da ALEP

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Uma das mais graves ameaças de retrocesso na legislação trabalhista materializou-se na aprovação, pela maioria do plenário da Câmara de Deputados, do PL 4330, que libera a possibilidade de terceirizações também nas atividades-fim.  A implementação dessa desgraça, se acontecer (o que não esperamos), pode constituir, no serviço público, simplesmente o fim de carreiras e a precarização da mesma natureza que já ocorre em outros setores açambarcados pela prática rapinante terceirizadora.

O PL 4330, em primeira votação, foi aprovado na Câmara e agora está no Senado, sob o código PLC 30/2015.  A Comissão do Senado que o examina está fazendo audiências públicas e, amanhã, sexta-feira (19), vai ocorrer esse debate no plenário da Assembleia Legislativa do Paraná, a partir das 10h00.  A maioria das Centrais Sindicais, como CTB e CUT, estarão presentes para bradar em alto e bom som "Não" a mais esse retrocesso da "Era Eduardo Cunha" no parlamento.  O evento é aberto a todos os interessados.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Paralisações hoje contra o PL da terceirização e o ajuste fiscal, com ato no Centro Cívico

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Hoje é mais um dia de protesto nacional contra medidas do ajuste fiscal que só recaem sobre os trabalhadores e especialmente contra o PL das terceirizações generalizadas (antes PL 4330, hoje PLC 30/2015 tramitando no Senado).  As Centrais Sindicais convocam uma concentração geral na Praça 19 de Dezembro em Curitiba a partir das 9 horas desta manhã.

29 de maio assinala também o "aniversário" de um mês do grande massacre do (des)governador Beto Porrete Richa sobre os professores grevistas da APP-Sindicato, que estarão em peso neste Ato na "Praça do Casal Nu".  Os professores da rede estadual, que reivindicam apenas a reposição da inflação (8,17% de reajuste salarial), foram brindados esta semana com mais uma proposta indecorosa do (des)governo Richa: 3,45% de reajuste em setembro, e ainda parcelado em 3 vezes!  Pelos cálculos da APP, essa vergonhosa oferta do tucanato faria com que, em pouco tempo, um professor perdesse metade de seu atual poder aquisitivo.

Outra notícia que impressiona, segundo informa o "Pravda" burguês paranaense (Gazeta do Povo), é o custo da operação policial de massacre do dia 29 de abril: 


"A operação policial que cercou a Assembleia Legislativa e ocasionou 'a batalha do Centro Cívico', há exatamente um mês, custou R$ 948,3 mil aos cofres públicos. A conta leva em consideração as quantias gastas com munição não-letal e diárias dos policiais militares que participaram da operação. Ao todo, os 2.516 policiais designados para a ação dispunham de 2.323 balas de borracha e 1.413 bombas de fumaça, gás lacrimogêneo e de efeito moral, além de 25 garrafas de spray de pimenta (...).  A munição era suficiente para disparar 20 balas de borracha por minuto. Também era possível arremessar 11 bombas no mesmo tempo."

As Centrais Sindicais CUT, CTB, Força Sindical, NCST, UGT, Conlutas convocam os paranaenses para essa mobilização na Praça 19, simultânea com muitas outras pelo Brasil afora, pois o Congresso Nacional precisa ouvir o clamor das ruas contra o imenso retrocesso trabalhista que poderá ser a aprovação do PLC 30/2015.  Lamentável que o Sinditest tenha marcado sua assembleia local de início da greve da FASUBRA justamente na mesma hora da luta mais importante que se dará no centro da cidade contra o governante tucano.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Terceirizados da UFPR podem parar por falta de pagamento?

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Contingenciamentos e cortes de verbas para as Universidades Federais, determinados pelo ministro da Fazenda, já vem acarretando sérios problemas de continuidade de serviços em instituições como UFRJ e UFF, por atrasos no pagamento dos trabalhadores terceirizados.  Na UFRJ as aulas foram interrompidas.

Certamente, a situação não é muito diferente no caso da UFPR, cujos malabarismos da administração central (ou, até agora, algum grau de tolerância das terceirizadoras) desconhecemos para manter empresas como Progresso, Habitual, Poliservice e outras ainda com seus empregados em atividade nas áreas de alimentação, transporte, segurança, limpeza.  

No entanto, isso pode estourar a qualquer momento na UFPR e os trabalhadores que atuam nesse ramo precarizado do mercado estarão no pleno direito de cruzar os braços se ficarem sem pagamento.  Neste caso, evidentemente, RUs deixarão de funcionar, acarretando sérias dificuldades para a alimentação da comunidade universitária mais carente.

Situações como essa demonstram a necessidade de protestar fortemente contra o ajuste fiscal do governo Dilma, feito em cima da população trabalhadora, ao invés de se tomarem medidas para taxar grandes heranças e fortunas, de se onerar o grande capital financeiro.  O Governo federal, nessa toada, só trará recessão e precisa urgentemente mudar de rumos na economia.

terça-feira, 28 de abril de 2015

O sentido histórico do 1. de Maio e a luta contra a terceirização

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Neste primeiro de maio de 2015, motivos especiais realçam no Brasil o caráter combativo da data. A Câmara dos Deputados aprovou recentemente o projeto de lei 4330, que amplia a terceirização para todas as áreas das empresas. Em sete décadas esta é a mais séria ameaça contra os direitos trabalhistas.


Nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos, no final do século 18 e início do século 19, a jornada de trabalho chegava a alcançar 17 horas diárias.   Férias, descanso semanal remunerado e aposentadoria inexistiam. Homens, mulheres, adolescentes e inclusive crianças trabalhavam, literalmente, até morrer de exaustão, fome e doenças.

Famintos e oprimidos, os operários começaram a criar “caixas de auxílio mútuo”. Estes organismos de solidariedade classista, que depois deram origem aos sindicatos, foram também os embriões de diversos movimentos reivindicatórios.


No dia 1º de maio de 1886, a cidade de Chicago, então o principal centro industrial dos EUA, amanheceu tomada por uma greve geral, que tinha como principal exigência a redução da jornada de trabalho, de 13 para 8 horas diárias.

Manifestações e passeatas foram brutalmente reprimidas pela polícia que não hesitava em abrir fogo contra a multidão. Centenas de trabalhadores foram mortos.

Gangsters contratados pelos patrões invadiam residências de operários, que eram espancados e tinham suas casas destruídas. A ordem: voltar ao trabalho.

A imprensa burguesa chamava os grevistas de “cafajestes, preguiçosos e canalhas”.

A justiça, em um julgamento onde os réus já entraram condenados, sentenciou à forca os líderes operários Parsons, Engel, Fischer, Lingg e Spies. Fieldem e Schwab, foram condenados à prisão perpétua e Neeb a quinze anos de prisão.

No dia 11 de novembro, Spies, Engel, Fischer e Parsons foram levados para o pátio da prisão e executados. Lingg cometeu suicídio. Perante o tribunal que o condenou, entre outros motivos por “agitação socialista”, Parsons manteve uma postura heroica e suas palavras imortais até hoje emocionam e mostram que a repressão não quebranta a dignidade de um verdadeiro revolucionário.

"Arrebenta a tua necessidade e o teu medo de ser escravo, o pão é a liberdade, a liberdade é o pão. A propriedade das máquinas como privilégio de uns poucos é o que combatemos, o monopólio das mesmas, eis aquilo contra o que lutamos. Nós desejamos que todas as forças da natureza, que todas as forças sociais, que essa força gigantesca, produto do trabalho e da inteligência das gerações passadas, sejam postas à disposição do homem, submetidas ao homem para sempre. Este e não outro é o objetivo do socialismo". 

A coragem de Parsons vem de uma percepção lúcida da realidade. Como mostra seu discurso, quando o proletariado desperta para a batalha política enquanto classe, as lutas por conquistas específicas têm sentido histórico mais amplo, pois estão ligadas à peleja maior contra toda a forma de opressão tendo como norte o fim da exploração do homem pelo homem.


Três anos depois dos eventos de Chicago (1889) reuniu-se em Paris um congresso operário marxista, que marcou a fundação da Segunda Internacional Socialista. Neste encontro elaborou-se uma diretiva, iniciativa do belga Raymond Lavigne, de organizar uma grande manifestação internacional para o ano seguinte, ao mesmo tempo, com data fixa, 1º de maio, em todas os países e cidades, pela redução da jornada de trabalho para 8 horas.

No Congresso da Segunda Internacional em Bruxelas, em setembro de 1891, foi aprovada a resolução histórica: em homenagem aos mártires de Chicago, tornar o 1º de maio "um dia de festa dos trabalhadores de todos os países, durante o qual os trabalhadores devem manifestar os objetivos comuns de suas reivindicações, bem como sua solidariedade".

Hoje, na maior parte do mundo, a data é reconhecida como o dia internacional do trabalhador, menos nos EUA.

Resgatar a história do 1º de maio é valorizar o seu sentido principal: um evento classista que pugna sempre por mais justiça e democracia.

É também um momento de festa, mas a festa do dia do trabalhador deve ter constantemente um objetivo primordial: elevar a consciência política e de classe. 

Neste primeiro de maio de 2015 motivos especiais realçam no Brasil o caráter combativo da data. A Câmara dos Deputados aprovou recentemente o projeto de lei 4330, que amplia a terceirização para todas as áreas das empresas.

Em sete décadas esta é a mais séria ameaça contra os direitos trabalhistas. 


O projeto ainda vai ter que ser aprovado pelo Senado. Caso o Senado faça alguma modificação, e certamente fará, o projeto volta a ser discutido na Câmara, e só então irá para a sanção ou veto da presidenta Dilma Rousseff.

É importante que no dia 1º de Maio vibrantes e aguerridas manifestações por todo o Brasil digam não à terceirização e ao lado disso empunhem a bandeira da defesa da democracia contra os intentos golpistas da direita.

Um primeiro de maio de luta, unindo uma bandeira imediata (contra a terceirização) a uma bandeira estratégica (a defesa da democracia) faz justa homenagem aos heróis de Chicago e a todos os homens e mulheres, construtores e construtoras do rico patrimônio que forma a história do proletariado em sua incansável contenda contra a burguesia.

Além de Parsons, August Spies também falou no tribunal que o condenou à forca em 1886. Portou-se como um valoroso soldado da luta de classes, fenômeno social que existirá enquanto existir capitalismo e, portanto, exploração. 

Persistir na construção do dia do trabalhador de forma ampla, criativa, mas sem abrir mão do seu caráter fundamental, é seguir o caminho de manter acesa a chama mencionada por August Spies, diante dos seus verdugos burgueses.

"Se com o nosso enforcamento vocês pensam em destruir o movimento operário - este movimento de milhões de seres humilhados, que sofrem na pobreza e na miséria, se esperam a rendição – se esta é sua opinião, enforquem-nos. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes, as chamas crescerão. É um fogo subterrâneo e vocês não poderão apagá-lo!".
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Fonte: Portal Vermelho


    quinta-feira, 16 de abril de 2015

    Terceirização total: CUT, CTB e outras centrais comandam resistência contra o PL do atraso

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    Thiago Pinto, da CTB-Paraná, discursa no Ato de ontem na Boca

    Valeu a pena!  Ontem (15), em Curitiba, petroleiros, metalúrgicos, trabalhadores do setor de alimentação começaram a quarta-feira cedinho com mobilizações na refinaria de Araucária, diante de fábricas na cidade industrial e trancamento de rodovias.  Na hora do almoço, ativistas da CTB, da CUT, da NCST, da Força Sindical-Paraná, e até da UGT(*) e da Conlutas(**), encontraram-se na Praça Santos Andrade para prosseguir a denúncia contra o nefasto Projeto de Lei 4330, que pretende espalhar terceirizações por todos os cantos e com isto reduzir direitos e salários.

    Cerca de 500 manifestantes das Centrais Sindicais e também de alguns movimentos sociais agitaram suas bandeiras e ao microfone as lideranças buscaram expor à população passante o teor do PL 4330 e seus terríveis efeitos para a vida dos que vivem de salário, bem como as mesquinhas pretensões do empresariado de aumentar a exploração de empregados.  Isto poderá incluir, na prática, o sepultamento da CLT, legislação trabalhista que vem desde 1943.

    Passeata pela Marechal Deodoro

    Em Curitiba, na praça central e na posterior passeata pela Marechal Deodoro até a finalização do ato na Boca Maldita com mais discursos estiveram uns 500 ativistas que puderam ir às ruas do centro naquela hora de almoço.   O que não aparece é que já há milhares e milhares de trabalhadores mobilizados em fábricas e diversas empresas públicas e privadas, nas escolas e unidades de saúde, sabendo que imensa ameaça é o PL 433o se for aprovado mesmo pelo Congresso.  Ainda assim, terá que passar depois pelo crivo da Presidenta Dilma, que pode vetar a nova lei antitrabalhador.  E durante todo essa tramitação, a classe trabalhadora irá aumentando cada vez mais suas lutas.

    Mas, dissemos acima: valeu a pena! Por que?  Porque ontem à tarde, o grande picareta, o achacador-mor, o campeão do retrocesso civilizatório Eduardo Cunha balançou de verdade diante das manifestações da parte da manhã.  E, de tarde, borrando-se nas ceroulas de medo, recuou e adiou a votação final do PL.  Percebeu que muitos deputados que haviam aprovado o texto geral do PL, em 08/04, estavam com medo de serem definitivamente rotulados de "ladrões de direitos", inimigos dos trabalhadores do povo e dos trabalhadores e de serem hostilizados em suas bases eleitorais nos estados.

    Deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ)ressabiado e temeroso

    Então, o arrogante direitista neopentecostal Cunha temeu perder a maioria, pagar um grande mico, e ver a antiga maioria pró-PL da semana passada virar minoria ontem...  Cunha, o pulha, aliás um dos indiciados na Operação Lava Jato, preferiu cancelar a votação ontem e adiou tudo para 22/04, quarta-feira da semana que vem.  Mais detalhes estão nesta matéria da revista CartaCapital.

    Isso mostra que a luta, ainda em seu começo e ainda não suficientemente numerosa, rendeu resultado!! Prossigamos, companheiras e companheiros, pois podemos derrotar esse tenebroso projeto de lei.  Continuemos mobilizados nas ruas e nas redes!
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    Fotos: Blog NaLuta e CartaCapital
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    (*)Até semana passada, a Central UGT (União Geral dos Trabalhadores) estava a favor do PL4330, mas mudou de posição de para cá.
    (**)A "Central" Conlutas adora chamar as Centrais Sindicais CUT e CTB de "pelegas, governistas", e costuma não se juntar em atos unitários.  Desta vez, parece ter prevalecido um nível maior de consciência classista.  No ato de ontem na praça em Curitiba estavam presentes com uma dezena de militantes.

    quarta-feira, 15 de abril de 2015

    Repercussão ruim assusta Câmara Federal e pode brecar lei da terceirização

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    Reação na internet e protestos de rua acuaram líderes partidários. Diante de apelos, Eduardo Cunha adia conclusão da votação do PL 4330.

    Por André Barrocal, no site de CartaCapital

    Ondas surgidas na internet e nas ruas podem provocar uma reviravolta no futuro da Lei da Terceirização (PL 4330/04). Com receio da reação contrária à tentativa de relativar os direitos trabalhistas, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), suspendeu a sessão desta terça-feira 14, na qual estavam sendo votados pontos específicos do projeto. A deliberação será retomada nesta quarta-feira 15, mas, pelo clima em Brasília, nada garante que será concluída nem se pode antecipar qual seria o texto final resultante de eventual votação.

    Cunha decidiu adiar a sessão após apelos de líderes partidários. Da tribuna, alguns deles admitiram preocupação com a repercussão negativa da Lei cujo texto-base foi aprovado na quarta-feira 8. André Figueiredo (CE), do governista PDT, disse que seu partido é herdeiro do trabalhismo de Getúlio Vargas, o pai da CLT, e não quer ficar conhecido como “traidor”. Ele reclamou que em alguns aeroportos há sindicalistas da CUT e da CTB disseminando a ideia de “traição”.


    Domingos Neto (CE), do governista PROS, apontou a reação nas redes sociais como motivo para brecar a votação e queixou-se do PT, que, segundo ele, é responsável por uma campanha que estaria difamando os congressistas favoráveis à lei e que tiveram seus nomes amplamente difundidos. “O que recebemos nas redes sociais ficará na memória”, disse Neto, em tom de “vai ter troco”.

    Dos 28 partidos representados na Câmara, só três ficaram oficialmente contra o projeto na semana passada. O PT foi um deles, ao lado de PCdoB e PSOL. Um dos únicos seis, entre 61 peemedebistas, a votar contra o projeto, João Arruda (Paraná), que presidiu a comissão especial do Marco Civil da Internet, disse a CartaCapital que a onda antiterceirização começou a se formar no fim da semana passada.

    **********
    Abaixo, para não esquecermos, os deputados federais do Paraná que votaram CONTRA os interesses dos trabalhadores:

    -Alex Canziani (PTB)
    -Alfredo Kaefer (PSDB)
    -Dilceu Sperafico (PP)
    -Evandro Rogerio Roman (PSD)
    -Giacobo (PR)
    -Leandre (PV)
    -Leopoldo Meyer (PSB)
    -Luciano Ducci (PSB)
    -Luiz Carlos Hauly (PSDB)
    -Luiz Nishimori (PR)
    -Osmar Bertoldi (DEM)
    -Osmar Serraglio (PMDB)
    -Ricardo Barros (PP)
    -Rossoni (PSDB)
    -Rubens Bueno (PPS)
    -Sandro Alex (PPS)
    -Sergio Souza (PMDB)
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    Fontes: texto de CartaCapital; imagens do Blog do Esmael

    segunda-feira, 13 de abril de 2015

    Trabalhadores contra a terceirização! Em 15/4 ato na Praça Santos Andrade

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    O mundo do trabalho está sob terrível ameaça. 324 picaretas e achacadores, trajados em terno de deputado federal, votaram na semana passada a favor do Projeto de Lei (PL) 4330.  O PL libera a terceirização para qualquer tipo de atividade, seja atividade-meio, seja atividade-fim.  O vídeo acima alerta para a precarização geral do trabalho que pode ocorrer.

    Algumas Centrais Sindicais, principalmente CUT e CTB, e numerosos movimentos sociais já se articularam para protestar e levantar uma onda contra o PL 4330, pressionando para que seja rejeitado no Senado e de modo algum efetivado na legislação trabalhista.  O primeiro momento de mobilização em todo o pais será nesta quarta-feira, 15 de abril.

    Em Curitiba, nesse dia 15, desde cedo as Centrais promoverão atividades de mobilização (paralisações, panfletagens, trancamento de rodovias etc) e depois se juntarão na Praça Santos Andrade ao meio-dia, para posterior passeata.  Conclamamos trabalhadores e trabalhadoras, indistintamente de seu tipo de vínculo empregatício, para reforçarem a mobilização do dia 15, porque o PL 4330 é um imenso retrocesso civilizatório.  

    Ao mesmo tempo, será ainda mais denunciado o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara Federal, defensor do PL e um dos indiciados por corrupção na Operação Lava Jato (que investiga o esquema de desvios na Petrobras).  Para corruptos, achacadores e inimigos da classe trabalhadora o destino tem de ser a perda de mandato e a cadeia!



    domingo, 12 de abril de 2015

    Apoio ao Projeto da terceirização generalizada desmoralizou a direita e a falsa esquerda

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    Representantes da oposição na sociedade civil ficaram doidinhos com a repercussão negativa da aprovação do Projeto de Lei 4430 na Câmara Federal.

    Por Fernando Brito, no Blog Tijolaço

    O PL amplia a terceirização e põe em risco o emprego, a estabilidade e a renda de milhões de trabalhadores.

    Marcelo Tas, por exemplo, que já deu palestras para a Juventude do DEM, botou a culpa na Dilma. Foi imediatamente rechaçado por seus próprios leitores, incluindo os antipetistas. Eles tiveram que retificar o “humorista”: não, Tas, a gente não gosta do PT, mas desta vez a culpa não foi dele, foi do PSDB, que votou em peso a favor do PL.

    Um leitor me manda um email aflito, dizendo que conhecidos seus, antipetistas, também estão botando a culpa, pela aprovação do PL, no PT.

    Evidentemente, isso é ridículo.

    A culpa pela terceirização é da direita, hoje nucleada pelo PSDB, e da esquerda traíra, ou falsa esquerda, como o PSB e o PDT, que também votaram majoritariamente em favor da precarização do mercado de trabalho.

    A ironia da história é que o PL 4430 atinge em cheio a classe média e seus sonhos de seguir uma carreira profissional dentro das grandes empresas públicas e privadas.

    Vai ser difícil para esses partidos explicarem, em próximos debates eleitorais, que votaram contra os trabalhadores.

    Foi, portanto, uma vitória de Pirro.

    E que, a depender da mobilização projetada para o dia 15 de abril, pode se reverter numa vergonhosa derrota política da oposição, porque o Senado pode rever a decisão.

    quinta-feira, 9 de abril de 2015

    O retrocesso civilizatório da terceirização: como votou ontem cada deputado

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    A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira 8, por 324 votos a favor, 137 contra e duas abstenções, o texto principal do projeto de lei que trata da regulamentação do trabalho terceirizado no Brasil. Os destaques e sugestões de alterações serão discutidos na próxima semana.

    Apenas três partidos – PT, PCdoB e Psol – orientaram seus parlamentares a votarem contra o projeto. O Pros e o bloco formado por PRB, PTN, PMN, PRP, PSDC, PRTB, PTC, PSL e PTdoB liberaram as bancadas.

    PSDB, PSD, PR, PSB, DEM, PDT, Solidariedade, PPS, PV e o bloco composto por PMDB, PP, PTB, PSC, PHS e PEN determinaram voto a favor da terceirização.

    Veja neste link como votou cada deputado por partido e descubra quem são os bandoleiros que querem extinguir a CLT na prática.
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    Fonte: CartaCapital

    quarta-feira, 8 de abril de 2015

    Terceirização geral do PL 4330: vamos voltar ao século 19?

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    Na melhor das hipóteses, projeto 4330 quer reduzir trabalhador brasileiro a escravo de ganho - aquele que, antes da Abolição, vendia mercadorias na rua e voltava para casa com uns trocados no bolso

    Por Paulo Moreira Leite, em seu site

    Marcada para hoje, na Câmara de Deputados, a votação do projeto de lei 4330, que permite a terceirização sem limites dos contratos de trabalho, representa um encontro dos brasileiros com sua história. Ao contrário de outros momentos da evolução de um país, porém, desta vez o encontro representa uma tentativa do obrigar o Brasil e os brasileiros a andar para trás.

    Na prática a eventual aprovação do 4330 é muito mais do que uma tentativa de abolir uma legislação que assegura um padrão mínimo de direitos a quem, biblicamente, paga o próprio sustento com o suor do rosto. Considerando a importância essencial do trabalho na vida das pessoas e na segurança das famílias, o projeto representa um retrocesso civilizatório

    Nem a ditadura militar de 1964, articulada e promovida pelos adversários históricos da Consolidação das Leis do Trabalho, e que assegurava suas vontades com fuzis e canhões, ousou promover um ataque dessa natureza. Como novidade legal, o regime militar aboliu a estabilidade no emprego, que impedia demissões de quem completava dez anos na empresa. 

    Mas a ditadura criou o FGTS, que permitiu a cada assalariado fazer suas economias e, em caso de demissão, sacar um dinheiro para enfrentar uma maré previsível de dificuldades e até pagar a casa própria. Meio século depois, até a sobrevivência do FGTS está em risco, num jogo de esconde-esconde que envolve as responsabilidades das empresas que irão responder pela contratação dos trabalhadores.

    Em 1988, quando o país formulou a Constituição em vigor, o debate envolvia a ampliação de direitos. Ocorreram melhorias parciais mas o processo de criação de outras melhorias foi bloqueado por uma aliança conservadora que se impôs na ultima fase de votação. 

    Agora, quer-se abolir conquistas que contribuíram, decisivamente, para que o país se tornasse uma nação de renda média, com serviços públicos que deixam muito a desejar mas apresentam vantagens reconhecidas em comparação com economias semelhantes. As leis trabalhistas brasileiras tem um elemento insuportável para uma parcela da elite brasileira porque suas leis e benefícios permitem uma espécie de distribuição de renda permanente e institucionalizada, à margem da luta selvagem dos mercados.

    Como bem demonstrou o professor Wanderley Guilherme dos Santos, o combate à CLT é a única questão relevante que unificou nossa classe dominante nos últimos 70 anos.

    Em 2015, não há exagero em dizer que o principal argumento a favor da terceirização retoma a retórica que permitiu aos escravocratas do século XIX fazer do Brasil o penúltimo país do continente a abolir o cativeiro. Pode ser uma tese deselegante. A lembrança de que fomos um país que por mais de três séculos sobreviveu com a exploração de negros acorrentados nunca será agradável — mas é indispensável para se entender a cultura do trabalho que permanece no país, e que estará em jogo na votação da 4330.

    Dizia-se, nas vésperas d0 13 de maio de 1888, que o fim da escravidão iria gerar custos imensos e traumas de diversa natureza na economia, trazendo gastos impagáveis para quem seria obrigado a honrar essa novidade imensa e subversiva que era o salário. O máximo que se admitia, até então, eram os escravos de ganho, uma espécie de terceirizado do século XIX brasileiro. 

    No contexto escravocrata, era um pequeno avanço, vamos combinar. Com cestas e sacos no ombro, eles saíam pelas ruas das cidades para vender produtos do trabalho dos escravos de casa e da fazenda. Como estímulo, tinham direito a embolsar uma pequena parcela daquilo que entregavam na Casa Grande. Numa visão miserável sobre a evolução das sociedades, não se enxergava o progresso permitido apenas a sociedades de homens livres — seja na economia, na política, na cultura.

    O que se diz, agora, é que os custos do emprego formal se tornaram incompatíveis com os investimentos e o crescimento. Sem muitos retoques, o que se quer é o retorno do escravo de ganho. Vamos receber por cocada vendida, por roupa costurada?

    Na década de 1990, quando a elite brasileira importou as propostas da contra-revolução conservadora de Margaret Thatcher e Ronald Reagan, os célebres analistas de recursos humanos diziam que o trabalho de vendedor ambulante, desses que vende guarda-chuva numa barraquinha, podia ser mais conveniente e promissor do que de um operário registrado na industria de automóveis, com férias e décimo-terceiro. Isso era dito em palestras, reproduzido em jornais e revistas. Era uma forma de sustentar a tese que empregos ruins, mal remunerados, podiam beneficiar um número maior de pessoas, enquanto empregos bons, com benefícios pouco mais do que elementares, estimulavam a preguiça e o comodismo.

    A dificuldade, nessa teoria, é que ela é desmentida em todos seus aspectos por fatos ao alcance de todos. Fica difícil sustentar que as leis trabalhistas prejudicam a maioria dos brasileiros quando se verifica que, entre 2003 e 2014, o número de empregos formais passou de 29,5 milhões para 47,5 milhões, conforme dados da RAIS. No mesmo período o desemprego caiu de 12,3% para 5,3% em 2013, o patamar mais baixo já registrado, diz o IBGE.

    O aspecto escandaloso do 4330 encontra-se aí. O país sabe, por experiência própria, que não representa nenhum benefício real para a maioria dos brasileiros. A década de 1990, das privatizações e da desregulamentação, também foi o apogeu dessa forma selvagem de terceirização que é a informalidade. A taxa de desemprego aberto saltou de 8,4% em 1995, primeiro ano do governo Fernando Henrique Cardoso, para mais de 12%, um crescimento superior 50%. Embora tenha anunciado o fim da Era Vargas no discurso de posse, FHC enfrentou uma resistência que não permitiu um ataque frontal a CLT, obrigando a um ataque pelas bordas. A economia transformou-se numa máquina de destruição de empregos formais: foram menos 129.339 em 1995, menos 582.000 em 1998, menos 98.000 em 1999, informa o Caged. A participação dos salários no PIB caiu três pontos do PIB.

    O projeto 4330 não será debatido e quem sabe aprovado por nenhuma causa nobre, nenhuma razão benéfica. Não passa de uma utopia negativa e retardatária, que tem sido criticada e abandonada, sistematicamente, pelos países onde a informalidade se tornou a regra. Na conjuntura brasileira, é acima de tudo uma oportunidade econômica, um negócio de ocasião.

    Depois de arrematar, na campanha de 2014, a formação do mais conservador Congresso desde a democratização do país, patrocinando candidaturas de acordo com seu feitio e interesse, as grandes empresas instaladas no país estão cobrando a conta. Este ambiente de liquidação explica o esforço para colocar em votação uma proposta vergonhosa.

    Do ponto de vista político, nada tão atual para demonstrar a urgência de uma reforma política. Do ponto de vista social, poucas vezes os interesses de pobres e ricos, de trabalhadores e empresários, ficaram tão evidentes. Sem o imenso caixa financeiro do setor privado, autorizado a alugar a democracia a seu prazer e gosto — e corromper sempre que possível — o PL 4330 nunca teria sido mais do que um dos muitos projetos folclóricos que circulam pelo Congresso e ninguém tem coragem de colocar em votação pela certeza do ridículo.

    terça-feira, 7 de abril de 2015

    Hoje é dia de luta para derrubar o Projeto de Lei 4330 da terceirização generalizada

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    Para o relator do PL 4330 da terceirização, Arthur Maia, deputado federal pela Bahia, e para Paulinho da Força, deputado federal por São Paulo (ambos do partido Solidariedade), que defendem a aprovação do projeto, é preciso acabar com as distinções entre atividade-meio e atividade-fim nas contratações de empresas terceirizadas. Na prática, isso significa a generalização da terceirização de forma irrefreável atingindo todas as áreas indistintamente.

    A sua aprovação constitui um atentado aos direitos laborais. Se prevalecer o entendimento do relator, corre-se o sério risco de uma derrota na Câmara dos Deputados, diante da sua composição conservadora e de sua agenda extremamente restritiva. No entendimento da CTB e de outras centrais sindicais, o PL 4330 pressupõe o fim do direito constitucional do trabalho, a extinção da CLT e a desregulamentação por inteiro dos direitos sociais e trabalhistas.

    Sem contar que se terá, com o fim da categoria profissional, uma nova categoria de trabalhadores: "os prestadores de serviços". Estes, desprovidos de direitos, terão remuneração em média 40% menor e serão as maiores vítimas da elevada incidência de doenças ocupacionais e de óbitos, como já se constata na atividade terceirizada.

    Para Adilson Araújo (foto ao lado), presidente nacional da CTB, "é lamentável que deputados e algumas centrais sindicais apoiem um projeto tão nocivo às relações do trabalho, sobretudo pelo que implica o projeto, que nada mais é do que o atestado da precarização e flexibilização dos direitos trabalhistas”. Araújo afirma: “O apoio ao PL significa um ato de traição à classe trabalhadora. Vamos denunciar junto às bases uma lista de todos aqueles que votarem e apoiarem o nefasto projeto”.

    Por isto, todos os sindicatos de base do país foram conclamados a uma caravana massiva a Brasília no dia de hoje (7), para pressionar os parlamentares no Congresso Nacional a rejeitar o PL 4330, eliminando mais essa ameaça sobre os direitos da classe trabalhadora.  Neste momento, há milhares de ativistas sindicais no eixo monumental da capital federal, prontos para manifestar em alto e bom som que não pode ser admitido nenhum retrocesso nas leis trabalhistas.



    ATUALIZAÇÃO às 17h30: Houve confronto entre manifestantes de CUT, CTB, MST e UNE com a PM de Brasília, que usou bombas e spray de pimenta, ferindo vários manifestantes, inclusive o deputado Vicentinho (PT-SP). Estaria havendo uma negociação sobre o teor do PL 4330 no sentido de preservar encargos trabalhistas, mas sem mexer no fulcro do projeto: estender a terceirização para qualquer tipo de atividade, o que, no caso do serviço público, significa abrir portas para perda do caráter público de muitos serviços. A bancada empresarial no atual Congresso aumentou em relação à legislatura anterior, enquanto a dos sindicalistas diminuiu, razão pela qual é o alto o risco de esse lesivo projeto ser aprovado.
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    Fotos: UOL e Portal CTB

    terça-feira, 7 de janeiro de 2014

    TCU comprova falta de funcionários em hospitais

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    Auditoria confirma déficit de funcionários em hospitais do Paraná. Governo tenta reverter situação com criação de Fundação, mas sindicatos são contra a proposta.

    Por Maria Gizele da Silva, na Gazeta do Povo

    Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) analisou quatro grandes hospitais do Paraná e confirmou o que os gestores das unidades já sabiam: o número de funcionários é insuficiente. O governo do estado tenta resolver o problema da pouca oferta de leitos e de serviços com a criação da Fundação Estadual de Atenção à Saúde do Paraná (Funeas), que poderia contratar profissionais desvinculados das contas do governo e em regime celetista. A discussão encontra resistência da classe médica e dos sindicatos.

    Há cerca de quatro mil servidores nos hospitais ligados à Secretaria Estadual de Saúde, segundo o SindSaúde, que representa a categoria. Nem o TCU nem a secretaria apresentam uma estimativa do déficit atual.

    O Hospital Universitário Regional, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, opera com 60% de sua capacidade em razão, principalmente, da falta de profissionais, segundo o diretor geral da unidade, Everson Augusto Krum. O hospital tem uma fundação de apoio ligada à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

    “Quando abrimos a UTI adulto não havia médico aprovado em concurso porque não houve candidato para essa área. Se não fosse a contratação pela Fundação, não teríamos como abrir a UTI adulto”, comenta Krum. O problema se estende ao Hospital Universitário de Maringá, no Norte. A superintendente Magda Oliveira comenta que alguns serviços foram ampliados em 2010 e que, por isso, os 988 funcionários têm que fazer horas extras.

    A secretária-geral do SindSaúde, Elaine Rodella, observa que o acúmulo de horas-extras é prejudicial para o caixa do governo. “Se não pode contratar, o que o hospital pode fazer? Não dá para deixar uma cirurgia de emergência para fazer amanhã porque não tem funcionário”, comenta. Segundo ela, o governo estadual não cumpre a obrigação constitucional de investir 12% do orçamento em saúde.

    A secretaria estadual de Saúde não comentou a proposta da Fundação e o déficit apurado pelo TCU. Já o líder de governo na Assembleia Legislativa, Ademar Traiano (PSDB), retirou de votação no último dia 16 de dezembro o projeto de lei do Executivo que cria a Fundação. O projeto será reapresentado em fevereiro.

    Ele preferiu não comentar os pontos polêmicos do projeto. “A Fundação cria alternativas legais para contratação de funcionários, mas cada parlamentar tem uma visão”, citou. “Nós do SindSaúde e de mais 40 entidades entendemos que o que está em jogo é quanto vai custar o contrato de gestão”, afirma Elaine.

    O presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM) no Paraná, Maurício Marcondes Ribas, lembra que a classe médica é desfavorável à proposta da Fundação porque os médicos pleiteiam a realização de concursos públicos com a oferta de planos de carreira para os profissionais.


    HC precisa de mais 600 funcionários
    A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) foi feita em julho de 2013 e apresentada no início de dezembro. Ela abrangeu o Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Curitiba e os hospitais universitários de Ponta Grossa, Cascavel e Maringá.

    O HC, que é ligado ao governo federal, também enfrenta a carência de recursos humanos. Faltam pelo menos 600 profissionais, conforme a direção do HC. Hoje, o hospital tem 2.930 funcionários. Até 1996, foram contratados servidores em regime celetista por uma fundação de apoio do hospital, mas a modalidade foi suspensa pelo TCU por irregularidades. As demais contratações se restringiram ao Ministério da Educação (MEC) por meio de concurso público.

    Uma decisão da Justiça do Trabalho, em vigor desde outubro do ano passado, ajustou as escalas de trabalho. A saída encontrada pela direção do HC foi desativar 94 leitos, porém, 44 deles foram reabertos gradualmente após um novo remanejamento de profissionais. Atualmente, 50 leitos ainda estão bloqueados. A direção da instituição informa que são discutidos acordos para reativar os leitos.

    Conclusões
    Após vistoria em quatro hospitais públicos do Paraná, o Tribunal de Contas da União concluiu que:

    • Os hospitais não têm capacidade para atender as demandas da população. A falta de profissionais agrava a situação;

    • O déficit de funcionários não pode ser resolvido pelos gestores dos hospitais nem pelas universidades a que estão vinculados. A situação demanda a atuação dos governantes e dos parlamentares e, nesse sentido, o relatório do TCU contribui com a exposição do problema;

    • Devido às limitações, a regulação de leitos torna-se mais relevante e, por isso, é preciso uma estrutura eficiente de pessoal e de recursos de informática;

    • É preciso mais clareza no processo de credenciamento de hospitais particulares como prestadores de serviços ao SUS para que não se corra o risco de privilegiar alguns estabelecimentos.
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    terça-feira, 3 de dezembro de 2013

    Empresa avaliará necessidade de pessoal para o HC da UFPR

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    O Hospital de Clínicas (HC) solicitou ontem que a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), mantida pelo gover­no federal, realize um es­tudo sobre a necessidade de re­cursos humanos para o fun­cionamento de todos os 560 leitos da instituição. Es­sa medida cumpre uma determinação do Ministério Público Federal (MPF).

    Isso não significa, de modo algum, que o HC está aderindo à Ebserh. É apenas uma determinação do MPF que estamos cumprindo. A empresa fará uma análise de quantos funcionários nós precisamos para estar com todos os leitos abertos”, explica o reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Zaki Akel Sobrinho. Se a determinação não fosse cumprida, o reitor poderia ser responsabilizado civil e criminalmente.

    No início de outubro deste ano, 94 leitos do HC foram fechados por causa da falta de pessoal. Ao todo, o hospital possui cerca de 180 vagas desativadas. A média mensal de atendimentos realizados pelo HC é de 62 mil pessoas, com 1,9 mil internações, além de 896 cirurgias, 210 partos e 90 mil exames complementares.

    Ebserh
    A Ebserh assumiu em 2011 a gestão centralizada de hospitais universitários federais. Isso a tornou responsável pela contratação de pessoal e pela compra de materiais nestes hospitais. Apesar disso, cada instituição tem o poder de decidir pela adesão ou não à Ebserh. Em agosto do ano passado, o Conselho Universitário da UFPR decidiu não aderir à empresa.
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    terça-feira, 5 de junho de 2012

    MP 568, EBSERH e terceirizações tomam duras pancadas da deputada Alice Portugal

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    Alice Portugal, farmacêutica baiana que já foi servidora no hospital universitário da UFBA e ex-dirigente da FASUBRA, é deputada federal do PCdoB-Bahia.  Na audiência pública de hoje no Congresso Nacional para debater a Medida Provisória 568/12, Alice foi dura nas críticas às graves distorções dessa MP.   Mas também sobrou para a EBSERH e para uma concepção de Estado liberal que lamentavelmente ainda subsiste dentro de setores do governo Dilma.

    segunda-feira, 12 de março de 2012

    A maior ameaça aos direitos trabalhistas desde a criação da CLT

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    Está em andamento, de forma quase silenciosa, o maior ataque aos direitos trabalhistas no Brasil desde que foi promulgada a Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, em 1943.  A avaliação é da diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ana Tércia Sanches (foto). Trata-se do projeto de lei 4330, de autoria do deputado Sandro Mabel, do PMDB-GO, que regulamenta a terceirização em quase todos os setores da economia brasileira.

    É o que os sindicalistas chamam de reforma trabalhista às avessas.  Desde os anos 90 é vontade das elites, dos empresários promover uma reforma não para ampliar, mas para retirar direitos”, diz Ana Tércia.

    Hoje existem na Câmara dos Deputados 26 projetos que tratam do tema. Por conta disso, foi criada uma comissão especial que propôs um substitutivo ao projeto de Sandro Mabel. O PL do deputado federal goiano está para ser analisado em caráter terminativo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ou seja, se passar pela comissão vai direto para análise do Senado.

    A terceirização é tolerada nos dias de hoje, a partir de enunciados do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em áreas como a limpeza e a segurança. Ainda assim, segundo Ana Tércia, são setores muito sujeitos às fraudes.

    As empresas tomadoras contratam as de terceirização através de leilões de menor preço, aumentando a pressão para que estas descumpram normas básicas previstas na legislação trabalhista. Para garantir seu lucro, as terceirizadas muitas vezes deixam de depositar o Fundo de Garantia pelo Tempo de Serviço (FGTS) ou o INSS de seus trabalhadores, atrasam ou deixam de pagar salários.

    Em outras palavras, a bomba estoura no colo dos trabalhadores, esmagados entre o patrão e o sub.  Muitas vezes a empresa fecha, evapora do mapa. Reabre com outro CNPJ. Quem fica na mão são os trabalhadores”, diz Ana Tércia.

    Ela prevê que a regulamentação da terceirização para outros setores da economia apenas ampliaria o problema. “Esta é uma tendência que vem dos anos 90. A Nike, por exemplo, só faz a gestão da marca, a propaganda e o desenvolvimento do produto. Os bancos e outros setores da economia querem se livrar do trabalho. Colocar entre eles e os trabalhadores outra empresa, que também visa lucro”, afirma a sindicalista.

    Ana Tércia dá um exemplo com o setor bancário. Nos anos 90 existiam no Brasil 700 mil bancários. De lá para cá, a economia cresceu enormemente, o setor financeiro e de crédito também mas o número de sindicalizados caiu para 430 mil trabalhadores.  “Onde está a diferença? Nos terceirizados, que ganham 60% menos que os bancários”, afirma.  O processo, segundo ela, rompe “processos civilizatórios que foram fruto da luta dos movimentos sociais”.

    Para tentar barrar o avanço do projeto, os trabalhadores decidiram ampliar a coalizão formada por sindicatos e centrais sindicais, para incluir acadêmicos, jornalistas e juízes do trabalho.   De acordo com Ana Tércia, para evitar as acusações de que os sindicatos estão agindo de forma corporativa e pensando apenas no imposto sindical. O objetivo, portanto, é demonstrar que a terceirização tem um custo social alto e contribui com a concentração de renda, já que transfere renda dos trabalhadores para os empresários.
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    Fonte: Viomundo - Luiz Carlos Azenha

    quinta-feira, 14 de julho de 2011

    Terceirização da UFPR-TV garante 850 mil anuais para empresa

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    Da pauta de reivindicações locais da greve da UFPR consta o pedido de que sejam implantados conselhos paritários deliberativos que definam as políticas de comunicação da Universidade, incluindo as da UFPR-TV.  Parece que nos quadros de servidores não constam jornalistas editores, técnicos em edição de imagens, operadores de câmeras, diretores de estúdio e repórteres, pois a Reitoria prefere contratar uma empresa terceirizada para ter o serviço prestado por esses profissionais.

    Pelo custo anual de R$849.207,10 a UFPR paga à empresa Moro Comunicação Ltda. para que esta realize serviços técnicos de produção audiovisual, nas áreas de direção, produção e pós-produção para a UFPR-TV, através do Contrato 281/2009.  A empresa contratada recruta os profissionais para o serviço mas toda a infraestrutura necessária é da própria UFPR.

    Questiona-se por que a Reitoria - que coloca à disposição todos os materiais de consumo (fitas, baterias, lâmpadas etc), equipamentos, estúdios, salas de edição de vídeo e redação - não pode usar seus próprios quadros concursados para produzir os programas da UFPR-TV, inclusive chamando a comunidade universitária para colaborar.  O marqueteiro reitor prefere gastar quase 1 milhão anuais com essa terceirização e, talvez, com isso, facilite manter todo o controle político sobre os conteúdos veiculados pela UFPR-TV, cuja audiência não passa de um traço na audiência da TV a cabo do estado.

    segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

    Limites à terceirização no setor público

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    A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou na última quarta-feira (2), em decisão terminativa, proposta que proíbe a contratação da prestação de serviços que estejam incluídos entre as atribuições regulares de servidores ou que representem necessidade finalística, essencial ou permanente dos órgãos da administração pública.


    De acordo com o substitutivo do senador Osmar Dias (PDT/PR) ao Projeto PLS 223/09 do senador Marcelo Crivella (PRB/RJ), há apenas duas exceções admitidas na contratação. A primeira é para a realização de tarefas executivas, como as de limpeza, operação de elevadores, conservação, vigilância e manutenção de prédios, equipamentos e instalações. A segunda permissão para a terceirização refere-se a atividades que atendam as necessidades das empresas públicas e sociedades de economia mista, relativas à pesquisa e inovação tecnológica e de serviços de tecnologia de informação, não disponíveis no quadro técnico efetivo.


    Na apresentação do projeto, Crivella afirma que a proliferação dos contratos de terceirização de mão de obra tem causado "inúmeros efeitos danosos no âmbito da administração pública". Entre esses efeitos, cita a fixação da responsabilidade solidária do órgão público quanto às obrigações trabalhistas não cumpridas pela empresa privada contratada e "a terceirização de serviços inseridos entre as atribuições regulares de ocupantes de cargos de provimento efetivo, a representar burla repudiável aos princípios do concurso público, da moralidade administrativa, da impessoalidade e da eficiência, constitucionalmente consagrados".


    Para Crivella, a terceirização desmedida é "duplamente perniciosa". Primeiro, porque fere o inciso II do artigo 37 da Constituição, que exige concurso público para a posse em cargo ou emprego público, exceto no caso de cargo em comissão. Segundo, porque, "se no setor privado ela eleva o ganho com a redução do custo, mas submete-se à lei do mercado que se baseia na concorrência, na administração pública é corriqueira a contratação da intermediação por valor faustoso, enquanto ao trabalhador é pago um salário de morte".


    O senador acrescenta que, muitas vezes, há a conivência de agentes públicos, "alguns dos quais são os verdadeiros donos das empresas contratadas e que enriquecem sem causa justa à custa do sagrado trabalho alheio".


    São subordinados ao regime da lei que o projeto pretende alterar (Lei 8.666/93), além dos órgãos da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, estados, Distrito Federal e municípios.
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    Fonte: Agência Senado

    terça-feira, 29 de setembro de 2009

    Na moita a terceirização do CCE da UFPR

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    Na campanha para a Reitoria da UFPR, no 2o. semestre de 2008, um dos candidatos denunciou fortemente o intento do então pró-reitor de administração de terceirizar o CCE (Centro de Computação Eletrônica). Isso causou alvoroço, pois o CCE é um ponto estratégico no funcionamento da UFPR. Na época, a licitação para contratar uma empresa terceirizada foi suspensa.


    No entanto, persistia a pressão para que a contratação via FUNPAR de funcionários para o CCE fosse de uma vez encerrada. Isto se consumou agora, sem alarde, sob a batuta do reitor Zaki Akel. Não há mais no CCE nenhum funcionário diretamente ligado à UFPR nem à FUNPAR. Foi contratada uma empresa, comandada pelo ex-funcionário da FUNPAR no CCE Artur, cujos empregados são basicamente os mesmos que já lá estavam antes. Aparentemente, pouca coisa muda.


    Porém, as redes e sistemas mantidos pelo CCE da UFPR estão agora nas mãos de empresa privada. Perguntamo-nos se as entidades da comunidade universitária vão tomar alguma atitude diante de mais esse avanço da terceirização em tão importante setor da Universidade Pública.

    terça-feira, 9 de setembro de 2008

    Candidato denuncia terceirização ostensiva do CCE da UFPR

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    Através de email no dia de ontem, o candidato à Reitoria Cid Aimbiré lançou uma denúncia acerca da gestão do Centro de Computação Eletrônica da UFPR (CCE). Segundo a mensagem do professor Cid, a Reitoria marcou de modo extemporâneo a Concorrência 25/2008 para o próximo 17/09, com a finalidade de contratar "empresa especializada em gestão, administração e operação de redes e sistemas, para prestação de serviços especializados de informática e comunicação de dados”.




    O candidato entende que celebrar esse contrato de terceirização com uma empresa privada para o CCE é impróprio, ainda mais neste momento em que transcorre a escolha de novo reitor. Afirma que essa terceirização no CCE não interessa à UFPR e critica nos seguintes termos: "Isso não é nada menos do que transferir, no mínimo parcialmente, o controle do acesso, do gerenciamento e do fluxo de informações do âmbito institucional – hoje realizado pelo CCE – para a esfera empresarial.(...) Sabe-se que o acesso a informações institucionais e o controle do seu fluxo é um instrumento de poder. A quem interessa a instalação de um poder paralelo dentro da UFPR?"




    Com esse ponto de vista, a mensagem do candidato pede que a Reitoria suspenda o Edital da Concorrência e que a comunidade universitária possa ser chamada a opinar sobre o tema.