terça-feira, 30 de junho de 2009
Você, filiado do RJU, subvenciona ganhos do Acordo Coletivo da FUNPAR
Presidente do Sinditest já deflagrou campanha para sua reeleição
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Senador do PMDB quer que Lula suspenda reajuste
Jornal Folha de S. Paulo ataca reajuste do funcionalismo e quer adiamento
A "Folha" - jornal cujos donos já serviram a interesses da ditadura militar nos anos 70 e hoje faz profissão de fé para eleger o governador paulista José Serra presidente da república - expõe pela enésima vez a cantilena liberal de que o governo precisa conter os ditos "gastos" públicos, especialmente com folha salarial. Neste momento em que o Presidente Lula parece sinalizar a seus ministros que paguem o reajuste devido em julho, a grande imprensa verbaliza a contrariedade do sistema financeiro.
O jornal reclama que o governo federal reduziu a "reserva de caixa para banqueiro", o chamado superávit primário, já no primeiro parágrafo da mesma matéria, onde se lê:
Portanto, mesmo com notícia recente reproduzida aqui mesmo, que diz que Lula não quer adiar o reajuste, todos devemos saber que a pressão dos ricos e poderosos do sistema financeiro é muito forte. E é mais: é diária, nos jornais, TVs e rádios. O movimento sindical precisa estar sempre pronto para levantar sua voz para fazer o contraponto às investidas da classe dominante brasileira.
sábado, 27 de junho de 2009
Altas granas rolaram no apoio ao Beto Richa. E na compra da nova sede sindical?
Reitor vai conceder ressarcimento do Auxílio-Saúde Complementar a todos. Mesmo?
Naturalmente, é bem-vindo o anúncio constante no site do Sinditest de que o reitor Zaki Akel facilitará que o recurso destinado ao Auxílio-Saúde possa ser repassado a cada servidor (esperamos para ver), atendendo ao que se reivindicava desde 2007. E, obviamente, tanto reitoria quanto diretoria sindical procurarão demonstrar a todos que foi a boa vontade de um e a luta de outro que obteve a mudança, o que não corresponde objetivamente à verdade, mas essencialmente à conveniência política.
Lula diz garantir reajuste de julho
Lula se impressionou com os dados do Tesouro Nacional sobre a queda na arrecadação. Demonstrou preocupação também com cenários de curto prazo traçados pela área técnica. O presidente insistiu, no entanto, que as contas públicas não podem ser uma espada que aponte o tempo todo para sua cabeça. Por isso, o compromisso assumido por ele junto a uma base política tão importante como é o servidor deve e será respeitado.
O presidente da República assumiu de vez o papel de avalista dos aumentos programados para julho. E essa postura ficará mais clara à medida em que as pressões para adiar o cronograma dos aumentos, vindas do mercado ou de setores do governo, se acentuem.
Bernardo ouviu tudo atentamente. O ministro do Planejamento, ao contrário do colega da Fazenda, prevê estragos e desgastes desnecessários à imagem de Lula, caso os acordos com as categorias sejam rasgados. Por via das dúvidas, PB jogou sobre a mesa a proposta de manter o calendário de reajuste de 2009 e "flexibilizar" o de 2010. Lula não gosta nem desgosta da idéia. Disse simplesmente que o melhor é aguardar.
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Fonte: Blog do Servidor/Correio Braziliense-26/06/09
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Jornal do Sinditest vira mural para demagogia do presidente Wilson Messias
O ganho real de 2% acima da inflação do período deve ser saudado no ACT, sem dúvida. Mas o quadro fica empanado quando lemos a declaração do Presidente sobre a questão da reversão salarial, porque ali fica patente o posicionamento demagógico. Messias diz que a soma das mensalidades pagas pelos filiados da FUNPAR não cobre os custos da assessoria jurídica do Sindicato, sempre necessária num processo de ACT. No entanto, afirma ser contra que os trabalhadores contribuam para o sustento da ação do sindicato através da taxa de reversão salarial e o fato de os trabalhadores da FUNPAR poderem recusar o pagamento da reversão é chamado por ele de "transparência". Demagogia e discurso politicamente atrasado.
Ué, está faltando um dicionário Aurélio no Sinditest? Transparência é a entidade divulgar TUDO, absolutamente TUDO, de suas transações políticas e financeiras para a base que a sustenta. O fato de trabalhadores da FUNPAR irem até o Sinditest para recusar pagar a taxa de reversão salarial não é isso. Se a Diretoria do Sinditest, seguindo a posição que o presidente Wilson Messias diz ser sua, é contra a taxa de reversão salarial, simplesmente faça uma assembléia do pessoal da FUNPAR e decida que não vai mais ser cobrada de ninguém, ou que promova a devolução da mesma taxa para TODOS os trabalhadores da FUNPAR. Com isso, pare de fazer demagogia.
Na verdade, a gestão "Para Todos" está mesmo é desgostosa porque muito mais servidores da FUNPAR passaram a saber que têm direito a negar a cobrança de um dia de trabalho (taxa de reversão salarial) por parte do sindicato, e se dirigiram até a sede bacaninha nova do Sinditest para registrar isso. Isso faz cair a receita do sindicato gastador. Então, eles resolvem compensar com esse lero-lero de "transparência".
Queremos ver transparência, sim, para que expliquem como fizeram uma assembléia-fantasma na véspera da eleição municipal de 2008 somente para autorizar a venda da subsede da rua Comendador Macedo. Transparência para explicar porque a "chácara-canil" ainda não foi vendida e, se o for, se será por valor corrigido monetariamente em relação a 2005. Queremos transparência sobre os termos da compra da nova sede da rua Agostinho Leão Jr., cuja comissão de base de acompanhamento foi claramente desprezada pela diretoria do Sinditest. Queremos transparência sobre as contas do sindicato que não foram prestadas na Assembléia Ordinária estatutária que tinha que ocorrer até o dia 31 de março deste ano e não ocorreu. Será pedir demais? Talvez sim, considerando que temos uma diretoria pelega e que inclui membros suspeitos como o Dr. Neris e sua turma.
"Chácara-canil": continua o mico
Muito bem, todos aplaudimos esse anúncio, afinal a categoria teria de volta uma boa soma torrada inutilmente pelos dilapidadores no passado recente. Mas, estamos perto do fim de junho, passados quase 4 meses desde aquela informação do sr. Messias, e nada de consumar-se a venda. E nenhum esclarecimento é publicado em jornal impresso ou no site do Sinditest. É o que se chama transparência, a total falta dela.
A base quer saber: por que não se vendeu a "Chácara-canil" até agora? O que falta? O Dr. Néris, promotor da nefasta operação imobiliária, se opõe a que o negócio seja desfeito, em nome da "honra" dele? Quanto dos recursos dos filiados continua sendo gasto para pagar caseiro que cuida do imóvel? O Sinditest está nadando em grana para comprar sede nova, manter subsedes no centro e ainda cuidar daquele canil que chamam de chácara?
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Polêmica na eleição de técnico para suplência de chefia de Departamento
"Art. 40. A chefia e suplência caberão a ocupantes de cargos da carreira de magistério em exercício, eleitos, em eleições diretas e secretas, por professores, estudantes e funcionários, nos termos de resolução própria do Conselho Universitário, para um período de dois anos..."
Em processo eleitoral recente, inscreveu-se uma única chapa para comandar o Dep. de Engenharia Elétrica, tendo um professor para a chefia e, na suplência, o servidor técnico Fernando Augusto Lopes Correia, que atua no departamento e tem graduação e especialização na área. A chapa única eleita foi homologada pela Direção do Setor de Tecnologia.
O fato provocou celeuma entre alguns docentes do departamento, que são opositores políticos do professor eleito, alegando que o cargo de suplente da chefia também é privativo de professores. Por isso, eles reivindicaram uma nova eleição. Em reunião do Conselho Setorial, que vai ocorrer com caráter aberto no auditório do prédio da Administração do Centro Politécnico, na quarta-feira, 24/06, às 14h00, será examinada a situação.
As atribuições da chefia de um departamento são quase que exclusivamente administrativas e portanto plenamente passíveis de serem executadas por um servidor técnico. Além disso, o referido servidor tem conhecimento da área de atuação do departamento onde trabalha, mesmo não dando aulas ali. Assim, o que tem de "legalista" essa reação dos professores também tem de corporativista e de briga pessoal entre docentes do departamento. Se predominar a competência sobre a tradição e a fogueira das vaidades, certamente o servidor poderá exercer o cargo.
Equipe econômica vai definir pagamento do reajuste até final da semana
Corrupção na eleição de prefeito merece repúdio do movimento sindical
Muita gente já sabe, outros ainda estão aos poucos tomando conhecimento do escândalo que coloca enormes dúvidas sobre a lisura e a ética das eleições municipais de 2008, na qual o prefeito Beto Richa (PSDB) se reelegeu com grande número de votos. Uma gravação em vídeo feito no "Comitê da Lealdade" (eta nome sugestivo!), formado por membros do PRTB, mostra a grana rolando solta para que acontecesse o apoio ao candidato dos tucanos.
Nesse rolo estão envolvidas pessoas que já foram de movimento sindical (da banda tradicionalmente pelega, é verdade) e que, depois de bem fornidas com o capital do Caixa-2 da campanha tucana, se tornaram assessores importantes da prefeitura, inclusive da Secretaria que trata de assuntos do Trabalho. Por isso, e também por envolver o poder público, todo o movimento sindical deve expressar seu veemente repúdio a tamanha falcatrua e exigir da Justiça Eleitoral que apure até o fim um caso que enlameia a imagem da capital dos paranaenses.
Clique aqui para ver a reportagem de ontem do Programa "Fantástico", onde o prefeito Beto Richa aparece agradecendo o apoio da turma do Caixa-2 do PRTB. O jornal matinal da TV Paranaense também fez matéria hoje sobre o PRTBetoGate, que pode ser vista clicando aqui. E visitando o Blog do Esmael pode-se encontrar notícias de última hora sobre o escândalo.
sábado, 20 de junho de 2009
Faríamos greve se o governo descumprir o Acordo e adiar o reajuste de julho?
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Nuvens escuras sobre o reajuste de julho
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Senado aumenta vagas e servidora da UFPR voltará a ser vereadora
Queda maior na arrecadação da União e reajuste do funcionalismo
Hoje Marcha da FASUBRA em Brasília
terça-feira, 16 de junho de 2009
Mídia grande na defesa do Fator Previdenciário criado na Era FHC
A MÍDIA E O FATOR PREVIDENCIÁRIO
Do blog "Outro Lado da Notícia"
Por dever de ofício, tenho de ler, ver e ouvir o que sai do lixo midiático brasileiro. Foi assim que tive um desses desprazeres ao ouvir Carlos Alberto Sardenberg no Jornal da Globo mentindo sobre a aposentadoria. Ele manipula dados, inventa números e forja conceitos — escorado pelo sistema de âncora dos apresentadores (entre eles o mal-afamado William Waack) — para mentir sobre os sistema previdenciários brasileiro (leia especial sobre o sistema de aposentadoria clicando aqui).
A mídia pôs na rua uma campanha orquestrada contra a aposentadoria para impedir o fim do fator previdenciário. Os ataques ao Senado podem ser um componente dessa campanha. Deve haver abusos de alguns senadores? Claro que deve! Mas a intenção certamente não é a “moralidade” — a mídia não tem moral nenhuma para falar dos “políticos”. É bom sempre prestar muita atenção no que está por trás desse pau-de-galinheiro brasileiro quando ele se move. Principalmente quando ataca os “políticos”.
Ouvi também Carlos Alberto Sardenberg dizer na Rádio CBN que a China é o único país dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) que não é “democrático”. Segundo ele, os dirigentes chineses dizem que “democracia atrapalha”. É uma mentira torpe, vil, canalha. Ele pode não concordar com a democracia socialista chinesa — um direito e uma profissão de fé dos totalitários liberais. Mas inventar que a China diz que “democracia atrapalha” é uma dessas atitudes que se enquadram na categoria rodriguiana do “Idiota da Objetividade”.
Tudo que é contra o regime norte-americano para essa gente não é democrático, não respeita os “direitos humanos” e a “liberdade de imprensa”. É a mídia domada e cevada pela doutrina ditatorial do liberalismo.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Greve no INSS pode começar amanhã
O MPS conseguiu na Justiça (STJ) uma liminar dificultando a entrada em greve dos trabalhadores do INSS, na medida em que o seu descumprimento implicará em multa diária de 100 mil reais para a FENASPS (a Federação dos sindicatos dos previdenciários). Entretanto, a FENASPS espera derrubar a liminar ainda hoje, abrindo espaço para que comece uma paralisação nacional por tempo indeterminado.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Marcha do Sinditest dia 17/6
Já a outra marcha, de importância bem menor, é claro, será a caravana da FASUBRA a Brasília, no dia 17, para exigir o cumprimento do Acordo de Greve (reajuste a ser pago em julho) e protestar contra o PLP 92/07 diretamente sobre o Congresso Nacional, onde se votará em breve o Projeto das Fundações de Direito Privado.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Presidente Serra derrota foco guerrilheiro na Universidade de São Paulo
Leia mais o perturbador relato sobre essa eletrizante operação em prol da segurança nacional do pré-presidente José Serra (PSDB), no blog do professor Hariovaldo Prado, docente da USP, clicando aqui. Ah, sim, e é claro, leia muito mais os jornalões de São Paulo para votar bem no governador paulista na eleição presidencial de 2010.
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Fonte: texto inicial e foto do Blog Hariovaldo Prado
ANDES recupera seu registro sindical, mas só representa as públicas
O que é interessante neste episódio é a posição volúvel da ANDES sobre unicidade sindical x pluralismo. A ANDES reclama, com razão, de que foi fundada uma outra entidade sindical na sua mesma base - o PROIFES - embora este se restrinja a representar só os docentes das Federais. É um caso de pluralidade de representação na mesma base sindical; isso com certeza divide e atrapalha o movimento. Nessa disputa, a ANDES defende na prática a unicidade sindical, apesar de toda (ou a maioria de sua Diretoria) declarar-se contra o instituto da unicidade a pretexto da "plena liberdade de organização sindical". Se fosse para valer, a ANDES não deveria espernear tanto contra a liberdade dos docentes do PROIFES de fazerem sua própria organização sindical.
A ANDES pretendeu abocanhar a base dos docentes de ensino privado, que há muito tempo são representados pela CONTEE. Nessa hora, vale para a ANDES o pluralismo sindical. A decisão do MTE, publicada no DOU de 5/6, ratificou a luta da CONTEE, que sempre afirmou sua legitimidade e anterioridade de representação dos Sindicatos de professores do ensino privado, garantindo o princípio de unicidade sindical presente na Constituição Federal.
Brasil está "tecnicamente" em recessão. Isso afeta o reajuste de junho?
Recessão produz queda de receitas para o governo, situação da qual fala a Lei que oficializou o Acordo da Greve de 2007 da FASUBRA - isto é, se as receitas da União caem, a Lei autoriza que o governo adie o repasse do segundo reajuste, previsto para ser pago no contracheque do começo de julho.
No entanto, a queda do PIB não é igual em todos os setores, alguns sofrem recessão econômica e outros nem tanto. Os setores de serviços e o consumo não sofreram a mesma queda, graças a diversas medidas que o governo federal adotou desde 2008 para enfrentar a crise e que fortaleceram o mercado interno.
Até um dos jornais conservadores da burguesia paulista, a Folha de São Paulo, admite isso em artigo de hoje: "... a massa salarial - que leva em conta o volume de emprego e os rendimentos - do primeiro trimestre ainda foi 5,2% maior que a de um ano antes. E o consumo das famílias, depois de encolher 1,8% na derrocada geral do final de 2008, subiu 0,7% na comparação com o trimestre anterior. Boa parte da explicação está em medidas que o governo tomou muito antes do agravamento da crise global, caso do pacote generalizado de reajustes salariais para o funcionalismo, do aumento real do salário mínimo e da ampliação dos benefícios do Bolsa Família."
Portanto, nesta linha de raciocínio, não será lógico que o Ministério do Planejamento deixe de cumprir sua parte no Acordo de Greve agora em junho, pois o fortalecimento dos salários dos cidadãos do serviço público faz parte da resistência à recessão provocada pela crise mundial.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Sinditest amplia vertente assistencialista
Agora lemos no site de internet do Sinditest que foi contratada uma psicóloga para atender os associados. Ora, que beleza. Por que não contratam também médico, dentista, psicoterapeuta, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, massagista etc? Não se compreende como uma entidade sindical fundada para fazer a luta envereda pela postura assistencialista, ao melhor estilo do peleguíssimo Sindicato dos Motoristas de Curitiba (SINDIMOC), cujo presidente é hoje vereador com carteira cassada.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
A mobilização de praxe
Foi preciso visitar o site do Forum Popular de Saude (FOPS), que parece ser essencialmente um agregado de direções sindicais que fazem oposição sistemática ao governo Lula, na linha do PSol, para saber que a tal reunião no Sinditest deliberou fazer um ato de protesto contra o PLP 92 no dia 9/6, de manhã, na Praça Santos Andrade. Informação publicada em matéria assinada por Bernardo Pilotto, diretor do Sinditest, que publica no site do FOPS mas não no do Sinditest (pelo menos não com a mesma presteza).
terça-feira, 2 de junho de 2009
A brutal perda de poder aquisitivo dos aposentados
Os aposentados e pensionistas pretendem reunir um milhão de ações na Justiça contra o fator previdenciário e pela criação de uma política nacional de recuperação do poder de compra do benefício. O movimento, encabeçado pelo Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical, diz que as primeiras dez mil ações devem ser ajuizadas em meados de junho, em São Paulo.
De acordo com o presidente do Sindicato, João Batista Inocentini, dos 26,5 milhões de aposentados brasileiros, sete milhões foram prejudicados pelo fator previdenciário - regra criada em 1999 para inibir aposentadorias precoces. Quem se aposenta antes da idade mínima (60 anos para mulher e 65 anos para homens) tem redução média de 40% no valor do benefício. Os aposentados entendem que a regra é inconstitucional.
Outros 16,5 milhões sofrem com a defasagem do benefício. Desses, 8,5 milhões ainda recebem mais que um salário mínimo e oito milhões recebiam acima do piso quando se aposentaram e hoje recebem um salário mínimo. A diferença acontece porque a correção do piso salarial do país é sempre maior do que a da aposentadoria. Este ano, o mínimo subiu 12,04% e a aposentadoria, 5,92%.
Inocentini afirma que a ideia não é vincular a correção do benefício ao mínimo, e sim criar um indicador próprio para reajustar as aposentadorias. "Se o índice for o mesmo, só vai corrigir daqui para frente, não vai recompor as perdas que já tivemos", explica. Esse índice deve ser baseado nos custos de vida do aposentado. De acordo com Inocentini, foi elaborada uma lista com cem itens que vão desde os gastos com a casa (luz, água, telefone, gás) até itens de saúde (plano de saúde, medicamento de uso contínuo, óculos, dentista). "Não tem como o aposentado fugir desses gastos. E todos eles sobem mais que o INPC", diz.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) é normalmente usado para basear os reajustes dos benefícios. A campanha do Sindicato já foi lançada em outras cidades, principalmente as do Sul e Sudeste, regiões que concentram 85% dos aposentados e pensionistas que recebem mais que um salário mínimo.
A ideia é que os aposentados procurem os sindicatos da categoria em cada cidade para ajuizar ações individuais, mas que serão encaminhadas coletivamente à Justiça. "Um milhão de processos até dezembro é uma forma de pressionar o governo a negociar", afirma.
Para o ministro da Previdência, José Pimentel, o fator previdenciário é constitucional e, por enquanto, não deve acabar. Estranha posição de alguém que pertence ao PT, partido cujo programa pretendia defender todos os trabalhadores, ativos ou aposentados.