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quarta-feira, 3 de junho de 2026

SINDITEST: unidade ampla de ação. E por que não na Direção?

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Há cerca de 15 dias, encerrou-se o prazo de inscrição de chapas para eleição da Diretoria Executiva e Conselho Fiscal. Em seguida, a Comissão Eleitoral sindical sorteou a numeração das três chapas homologadas, que ficou assim definida:

Diretoria:
🔹 Chapa 1 – Seguindo em Frente
🔹 Chapa 2 – Participação e Resistência
🔹 Chapa 3 – Novos Horizontes

Conselho Fiscal:
🔸 Chapa 1 – Conselho Fiscal: Seguindo em Frente
🔸 Chapa 3 – Conselho Fiscal: Passar o Sinditest a Limpo.


No entendimento político-sindical deste editor, as três chapas incluem servidores/as que já deram muitas contribuições à entidade nestes quase 34 anos de existência do sindicato, desde sua função em novembro/1992. Alguns são veteranos de movimento sindical e há uma maioria de candidatos de novas gerações de ativistas, muitos vindos das lutas e greves realizadas nas três décadas. Muitos problemas, erros e incorreções também se deram nesse percurso, motivando numeras polêmicas no meio da categoria dos TAEs. No entanto, apesar de reformas trabalhistas e ataques à organização sindical e suas lideranças, desde os mandatos de FHC, Michel Temer e, principalmente, do neofascista Jair Bolsonaro, o Sinditest conseguiu trilhar (e superar) por muitos escolhos e pedras do duro caminho.

Não obstante, as ameaças contra direitos sociais e dos trabalhadores ainda persistem como nuvens cinzentas bem pesadas sobre nossas cabeças, e também contra a democracia e soberania brasileiras, haja vista os mais recentes ataques do demente imperador dos EUA, Donald Trump, com a cumplicidade de seus lambe-botas entreguistas da família Bolsonaro e demais serviçais da extrema-direita.

Com isto, quero argumentar que, apesar de diversos avanços políticos, sociais e econômicos dos mandatos de Lula, o Brasil não está livre de ver retornar ao Governo Federal uma escumalha fascistoide absolutamente inimiga da classe trabalhadora, e as modestas conquistas escoarem de novo pelo ralo, o que levará à, na prática, a conversão de nosso país soberano numa mera neocolônia do decadente EUA.

Assim, em face de novos possíveis cataclismos político-eleitorais este ano - bem nutridos com o megapoder econômico de vários bilionários nativos e das Big Techs, quase todas norteamericanas (as ditas “7 Fabulosas” com suas enganosas IA’s – Google, Microsoft, Amazon, Palantir etc) – eu mantenho minha pregação da imensa importância de uma poderosa unidade dos trabalhadores, ao lado de ativistas de outros movimentos sociais representantes de explorados e oprimidos.

E, retomando uma defesa que já fiz no último Congresso do Sinditest, não apenas unidade para a ação prática concreta, e também na Direção do Sinditest. Naquela ocasião uns 10 anos atrás), defendi – e prossigo – a implantação experiência da chamada Diretoria proporcional, de modo assemelhado ao que se faz para indicar os diretores da FASUBRA e da UNE, no nosso campo da Educação. Pelo método, elegem-se tantos diretores/as sindicais proporcionalmente ao percentual de votos que cada chapa obtiver nas urnas, além de se buscar uma convivência de lideranças em patamar político superior, que coloque em segundo plano as divergências de concepção, partidárias, de método de trabalho, e possa existir respeito recíproco entre todos e todas.

Sei das argumentações que afirmam que o sistema é impossível de funcionar em entidades de base, e tende a levar a futuros “rachas”, que só serve para entidades nacionais, como as supracitadas. Por isto mesmo, naquele mesmo Congresso, sendo de 3 anos o tempo de mandato de uma Diretoria como a do Sinditest, no meio do mandato seria feita uma consulta às bases da categoria para se avaliar se estaria funcionando ou dando tudo errado, podendo ser mantido, ou mudado para o atual sistema majoritária (em que a chapa que faz mais votos, fica com todos os cargos de Direção).

Por isto, logo na introdução desta matéria, assinalei que em todas as 3 chapas inscritas há pessoas capazes e com compromisso com a entidade. Assim é minha posição essencial nesta disputa eleitoral a ocorrer nos dias 10 e 11 de junho.