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Remover o bolsonarismo para salvar o Brasil

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Morte no Largo da Ordem: Justiça por Mateus Noga!

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Na noite de sábado, 11/09, a truculência da Guarda Municipal do prefeito Rafael Greca extinguiu violentamente a vida do jovem Mateus Noga, de 22 anos, que com amigos comemorava no Largo da Ordem a obtenção da sua CNH. Duas mulheres também tiveram ferimentos.

A incapacidade e métodos violentos das polícias - usuais contra a população negra e periférica de Curitiba - resultaram em mais este assassinato.. Os excessos são constantes no Largo da Ordem. As pessoas que frequentam esse local de lazer estão sempre a correr riscos desse tipo de violência de Estado, logo, não se trata de uma questão pontual ou episódica.

Movimentos indignados com esta brutalidade se juntaram para organizar um Ato de Protesto, por justiça, pela punição dos culpados, apontando um rol de demandas:

1- divulgação das imagens das câmeras de segurança para apurar a ocorrência;

2- responsabilização dos culpados, inclusive dos mandantes da operação;

3- explicações urgentes do prefeito Rafael Greca sobre o ocorrido;

4- providências da Prefeitura e da Guarda Municipal para que nunca mais aconteçam casos como esse, nem no histórico Largo nem em qualquer local de Curitiba;

5- retificação do boletim de ocorrência no qual a Guarda Municipal colocou Mateus como autor do crime e o Estado como vítima(!).

O Ato por Mateus está marcado para sábado, 18/09, a partir das 19h00, no próprio Largo da Ordem. Todos devem ir com suas máscaras e guardar distanciamento prudente uns dos outros, em prevenção à transmissão do coronavírus, mesmo quem já está vacinado.

Participe desse ato em memória da vida do Mateus e de tantos outros jovens também vítimas. Para evitar outras vítimas.  Há que mudar essa realidade e ir para cima das autoridades que respondem pela segurança da cidade. 

Queiroga, o Pazuello de jaleco

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Depois da declaração de ontem, estapafúrdia, repudiada pelos especialistas em Epidemiologia, vacinação, Infectologia, o ministro  (sic) da Saúde (?) está sendo apelidado de "Pazuello de jaleco".  Queiroga - que droga - mandou que não acontecesse vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos. Provocou tanto risadas como indignação. 

E desobediência franca - e correta - de governadores de muitos estados brasileiros, que prosseguem a vacinação.  Por sinal, também a ANVISA defende essa vacinação com a Pfizer para os jovens de 12 a 17 anos.

Pazuello, até agora, foi o ministro de saúde mais nitidamente pateta e incompetente, afinal é um general que não sabe picirica nenhuma da área de saúde. E nem de logística sabe, como se viu quando esse generaleco mandou vacinas do Amazonas para o Amapá e vice-versa, entre outras demonstrações de incompetência.

Queiroga, tanto querendo agradar ao patrão presidente-capitão - que foi de onde partiu a ordem de impedir a vacina nessa faixa etária - passa a competir com Pazuello em burrice e incompetência. Por isso, temos aí o "Pazuello de jaleco" (pois tem diploma de medicina).

Queiroga é cardiologista. Sem coração. E, pelo visto, sem cérebro. Quem entra no desgoverno do despresidente genocida começa a emburrecer, para ficar igual ao resto do ministério incapaz e corrupto.  Aprendeu e pratica agora claramente o lambebotismo, um capacho que abre a boca e lambe mesmo a bota do chefe.

Do mato onde não sai cachorro e os cachorros que saíram do mato

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A caminho do final, a CPI da Pandemia prestou extraordinário serviço aos brasileiros, tanto por demonstrar que o charlatanismo presidencial – e, por sua ordem, governamental – atrasou o combate e a vacinação contra a Covid-19 quanto por revelar a teia de interesses espúrios que se montou dentro e em torno do Ministério da Saúde, envolvendo picaretas de calibre o mais variado que se possa imaginar.

Por Fernando Brito – Blog Tijolaço

Dito isto, é melhor esperar sentado que se produzam, no curto e no médio prazo, as consequências jurídicas e políticas dos crimes que nela se estão apontando, sejam os do Presidente da República, sejam os do staff militar que ele instalou no Ministério.

Enquanto Bolsonaro detiver o controle total sobre o presidente da Câmara e, portanto, sobre o curso de todo e qualquer pedido de impeachment ou apontamento por crimes de responsabilidade, nada caminhará e ninguém terá de responder, de fato, pelas barbaridades que aqui se cometeu.

Tambem não se depositem muitas esperanças de que as denúncias internacionais, junto à ONU e à Corte de Haia vão produzir resultado pela violação de direitos universalmente consagrados: os organismos mundiais são pachorrentos sempre e dez vezes mais quando se trata de um país grande, como o Brasil, sobretudo se estiver ligado aos – vejam a expressão – “interesses ocidentais”. Leia-se, dos capitais.

Nada disso tira a relevância do que se fez ali.

Viu-se que tipo de gente foi posta a comandar o setor mais importante do governo brasileiro durante os longos meses de pandemia, viu-se uma parte das lacraias escondidas sob os cascalhos da administração pública e de que patentes militares garantem que sejam impolutos os que as ostentam.

Reaprendeu-se a respeitar parlamentares corajosos, que enfrentam as situações em público, que confrontam e não se entregam a conchavos e as suas diferenças com os Rolandos Leros governistas, de um padrão tão deplorável que custa a crer que sejam senadores da República.

Num país que espera nada de seus parlamentares, foi um alívio e um sopro de credibilidade nas instituições ver que uma Comissão Parlamentar de Inquérito não tem de caminhar, necessariamente, para uma pizza mesmo que haja quem, depois da CPI, cuide de colocar suas conclusões no freezer.

O cavalo de Troia pretendido pelo MEC para fracionar institutos federais

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Governo Federal pretende indicar dez novos reitores sem aumentar o número de campi e de estudantes atendidos pela rede

Gaudêncio Frigotto e Tiago Fávero no jornal Brasil de Fato

Em matéria publicada no jornal Brasil de Fato, assinada pelos professores Gaudêncio Frigotto (UFF) e Tiago Fávero (IF-sudeste de MG), faz-se forte denúncia e avaliação de mais uma das medidas do MEC bolsonarista para prejudicar ainda mais os Institutos Federais e tentar impor controle rígido sobre a democracia interna dessas instituições.

A medida, na verdade, vem do anterior governo golpista do “mordomo de filme de terror” Michel Temer, não aprovada então, mas agora o desministro pastor Milton Ribeiro quer implementá-la, apresentando-a como suposta expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica (EPT).

Narra a matéria do jornal Brasil de Fato que dez reitores de IFs foram chamados ao MEC para discutir a tal medida. Os dirigentes, ao verem os termos da proposta indecente, entenderam-na como verdadeiro “cavalo de Tróia”, pois: “ao invés de visualizarem investimentos para a ampliação de campi, construção de novos institutos e aumento do número de estudantes atendidos, a proposta do governo federal é a fragmentação de unidades já existentes”.

O que a indigestão bolsonarista no MEC de fato almeja é somente criar dez novas reitorias, o que permitirá indicar politicamente dez novos reitores, isto é, dez prepostos de Bolsonaro/Milton. Ou seja, mais dez “boquinhas” para amigos do rei genocida e outras tantas em assessorias. Além de ampliar o controle do desgoverno federal sobre as instituições públicas. Como candidaturas pró-Bolsonaro em geral perdem as eleições diretas para reitorias (a exemplo da UFPR em 2020), o lance é tentar um jeitinho para enfiar dirigentes “biônicos”, indicados e não eleitos.

Não se cria uma única nova vaga, laboratório, biblioteca, mas se joga ao público a fancaria de que foram “criados” dez novos Institutos. E sem aumentar em um centavo sequer o orçamento dessas instituições públicas, aliás, pelo contrário, em 2021 o que se viu foi corte criminoso corte de verbas e de bolsas.

Analisam ainda os autores da matéria: “Com os cortes financeiros atuais e o acréscimo de gastos burocráticos de mais dez reitorias, decreta-se a exclusão forçada dos que entraram nos IFs mediante políticas de inclusão: quilombolas, indígenas, filhas e filhos de pequenos agricultores, ribeirinhos e alunos de escolas públicas (…) uma tentativa de reforçar a dualidade educacional brasileira, dentro da qual estudantes pobres aprendem profissões técnicas e de baixa remuneração e estudantes das classes altas acessam o ensino superior.”

Há outros aspectos de avaliação sobre mais essa tenebrosa intenção do bom pastor ministro, que assumiu o MEC recomendando meter o tapa, chinelo ou cinta para controlar crianças ditas “desobedientes”.

Sugerimos ler a íntegra da matéria do BdeF neste link.
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Fonte e foto: Brasil de Fato

domingo, 5 de setembro de 2021

Viagra do Bozo

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Já repararam? Toda vez que a aprovação do presidente começa a, digamos, perder potência, ele convoca uma motociata. Tivemos uma quarta (ou quinta?), no ano que corre – o que indica que a força do homem que desgoverna o país anda bastante ameaçada. Nessas horas, nada como ter uma máquina possante entre as pernas.

Maria Rita Kehl - Site A Terra é Redonda, via Blog do Miro

Afinal, o que é uma motociata? Um monte de homens que, montados em objetos barulhentos, tentam intimidar seus opositores e ostentar a própria potência. Verdade que o sólido “corpo” da motocicleta tem que ficar firme entra as pernas de quem as pilota. Compreendo a ilusão de potência causada, mesmo entre mulheres, por essa inocente conjunção. Além disso, motos fazem barulho, a depender do uso do acelerador de quem pilota. 

Mas, ora essa: a potência das motocicletas não necessariamente se transfere a quem está em cima delas. As motociatas do presidente são um recurso que lembra a birra da criança contrariada: esperneia e berra o quanto pode, mas não consegue convencer o adulto a fazer o que ela quer.

No caso, os supostos “adultos” disponíveis não são lá muito confiáveis. A oposição, num congresso liderado por Lira e Pacheco, lembra a mãe que dá logo o doce à criança para não ter que enfrentar a tal birra. Cabe a nós, os 64% de brasileiros que desaprovam o presidente, o papel dos adultos na sala. Não sei se estamos preparados para tanto. 

Ainda nos vemos atônitos, tentando entender como isso foi acontecer e como devemos agir. Intimidar o birrento é inoperante. Não somos capazes de imaginar maldades e ameaças à altura das que ele e de seus seguidores já praticam há quase dois anos.

Como foi mesmo que ele foi parar no posto para o qual não estava preparado? Ah, claro: a corrupção. Quem leu "Brasil, uma Biografia", de Heloisa Starling e Lilian Schwarz, sabe que a corrupção está incrustada no Estado brasileiro desde a monarquia. Foi o pretexto (não a causa justa) para prender Luís Inácio e tentar desmoralizar o Partido dos Trabalhadores. Então me expliquem por que agora, com dezenas de indícios na família Bolsonaro, ninguém mais se importa com a corrupção? Gente hipócrita.

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Charge: Aroeira

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Sede do STF por ser invadida por pelotão bolsonarista em 7/9

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O vídeo acima mostra comentários e cenas da invasão do Capitólio dos EUA (sede do Congresso nacional), por parte de hordas de loucos supremacistas brancos, vários ligados a grupos neonazistas, em 6 de janeiro do ano passado.  O político de extrema-direita Donald Trump - ídolo de Bolsonaro - não conseguiu se reeleger, passou a denunciar fraude eleitoral(*) e concretamente conclamou seus apoiadores a impedirem a posse do legitimamente eleito Joe Biden.

Juízes, as Forças Armadas e outras forças de segurança, os congressistas e a ampla maioria do povo dos EUA rejeitaram o golpismo de Trump e essa invasão tresloucada, a qual teve saldo de cinco mortos. E parte dos imbecis invasores neste momento está puxando cana. Trump foi banido das redes sociais.

No Brasil, o despresidente miliciano, genocida e corrupto, estoura a paciência de todos com sua repetitiva arenga de que age e quer agir "dentro das quatro linhas da Constituição".  

Ao mesmo tempo em que mente dessa forma, declara coisas no sentido contrário e toma atitudes idem.  Sua  convocação ativa - e ainda se valendo de recursos públicos para uma manifestação política só do interesse dele e de seus seguidores no feriado de 7 de setembro - tem nítido sentido de ameaça de ruptura da institucionalidade.

Objetivamente, e só um completo tolo negaria, Bolsonaro busca a desordem e o caos social, torcendo para que setores das Forças Armadas realizem algum tipo de intervenção "em nome da lei e de ordem" (desrespeitadas por ele) que permita decretar um estado de sítio ou coisa similar, e disto para a suspensão da eleição de 2022, que ele sabe que vai perder. 

E, uma vez perdendo e deixando de ser 'presidente', possa logo em seguida ser preso pela imensa lista de crimes que vem praticando desde janeiro de 2019. Tanto ele quanto seus filhinhos corruptos queridos estão sob alto risco de verem o sol nascer quadrado de 2023, se já não prenderem por esses dias o próprio vereador Carlos Bolsonaro, cujo rolo com "rachadinhas (crime de peculato) está bem caracterizado.

Politicamente cada vez mais isolado, desesperado e cheio de ódio, o miliciano da despresidência incita sua turba de zumbis descerebrados a partirem para cima do poder legislativo federal e, em especial, do STF e TSE.  Já em 2020, uma doida bolsonarista chamada Sara Winter organizou um "pelotão" chamado de os "300 do Brasil", que foi para a frente do Congresso e depois, à noite, diante da sede do Supremo Tribunal Federal (STF) atirou uma saraivada de fogos de artifício.

Logo, com todos esses ingredientes explosivos, não é "Hellmann's Trip"(**) supor que, do meio da zumbizada bolsotária radicalizada, surja um pelotão organizado que, planejadamente, invada a sede do STF em Brasília e lá se entrincheire, exigindo que o Senado remova os juízes Alexandre de Moraes e Luís Barroso. E sabe-se lá mais o quê.

O que é isso?  Crime. Com determinação de detenção para todos os envolvidos no acinte antidemocrático.  Idealmente, a começar do próprio despresidente.

A conferir em 7 de setembro.  Lutemos em defesa da democracia contra o putsch (sublevação, golpe de força) neonazista brasileiro. E para por fim, de vez por todas, o quanto antes se possível, ao desgoverno bolsonarista, o pior de toda a história da República.

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(*)A eleição nos EUA, acusada de fraudada por Trump, é com voto de papel.

(**)Uma anglogíria para outra gíria: "viagem na maionese".

Olha a cabeleira do Bozó, será que ele ó, será que ele ó?

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Este Blog é francamente defensor dos direitos da comunidade LGBTQIA+ e combate os preconceitos e as violências que vitimam tantas pessoas que assumem, com total legitimidade cidadã, diversificadas orientações sexuais para além da dita "heteronormativa". 

Mas o que é detestável, execrável, é o sujeito hipócrita que é gay e posa de machão. Pior, além do fingimento (que deve render um grande sofrimento psíquico interno), para reforçar sua máscara (essa ele usa sempre), estimula posturas homofóbicas e mesmo violências físicas contra seres humanos homoafetivos.

Haja vista o crescimento de agressões e assassinatos de pessoas do segmento LGBTQIA+ no Brasil no período do mandato do desgoverno do miliciano corrupto.

Neste link do Portal Metrópoles, o deputado federal Rodrigo Maia diz o que acha do Bozó e da sua "máscara".

E recordem o que foi dito na postagem imediatamente anterior sobre o espadachim fuzileiro miliciano... 

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Moléstia moral e símbolos fálicos

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Há pessoas com doentia obsessão por conquistar o poder. Ou de manter o poder a qualquer custo e por quaisquer meios.  Sofrem de um mal moral na sua obsessão por dominar, por ter outras pessoas sob constante controle.  

Sobre esses seres ignobeis, o filósofo francês Jean-Marie Arouet, vulgo Voltaire, disse no século 18: "De todas as doenças do espírito humano, a fúria de dominar é a mais terrível."

Há alguns meses, o despresidente miliciano matador de multidões disse que era "imbroxável".  Está certo: quem carece de certos atributos, não pode sequer alcançar a condição funcional operacional para depois broxar. Não pode broxar quem sequer "broxável" é.  Por isso, frequentemente recorre em seus vomitórios orais a referências genitais e símbolos fálicos.

Diante do cercadinho da sua minguante plateia de zumbis adoradores, disse que era para todos comprarem fuzil. E que não enchessem o saco falando em ser mais importante - e urgente - comprar feijão.


Ontem, mais uma vez convocando seus zumbis verde-amargosos (que nada tem a ver com patriotismo) para os atos de provocação golpista em 7 de setembro, o negacionista da ciência e da vida disse que, desta vez, o destino do Brasil não vai ser alterado “levantando uma espada para cima e proclamando algumas palavras”.  Deve-se então supor que ele queira levantar a espada, não para proclamar palavras, mas para baixá-las sobre as cabeças dos inimigos. Literalmente.

Fuzil, espada... o pênis que ele não tem mais, nem factual nem moral.

A questão é que, se o despresidente da inflação galopante tentar alguma ação - ou induzir apoiadores a fazer - fora da institucionalidade, afrontado a democracia, tem que ser preso. Ponto.

Nova direção do Sistema de Bibliotecas da UFPR é empossada

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Em cerimônia virtual, transmitida pelo Youtube a partir da Sala dos Conselhos da UFPR, foi nesta tarde empossado o bibliotecário Denis Uezu como novo Diretor do Sistema de Bibliotecas, com mandato até 2025. Do evento participaram o reitor, a vice-reitora, diversos membros da Administração Central, chefias das bibliotecas setoriais e muitos servidores técnicos atuantes no sistema.

Denis venceu uma consulta direta virtual realizada nos dias 29 e 30 de junho entre todos os servidores do SIBI, obtendo 85 votos contra seus contendores Elias Barbosa e Josefina Guedes, que alcançaram 44 votos cada um.

Depois de empossado, Denis discursou salientando que toda a sua trajetória escolar e acadêmica foi feita em escolas públicas, bem como as primeiras atividades laborais. Vindo de São Paulo, Denis ingressou na UFPR trabalhando inicialmente na biblioteca setorial de Ciências da Floresta. Dali saiu para assumir a chefia da Seção de Aquisição da Biblioteca Central do SIBI e, após alguns anos nesse posto, passou a integrar a equipe da Unidade de Apoio às Publicações Científicas Periódicas, no âmbito da PRPPG (pelo novo Regimento do SIBI, esta Unidade foi transferida para o âmbito do SIBI).

O novo Diretor do SIBI enfatizou sua disposição de continuar fortalecendo os esforços que a ampla comunidade da UFPR realiza em defesa da Educação Pública Gratuita, da Ciência e do Serviço Público, não poupando energia para constantemente aperfeiçoar essa unidade tão estratégica para o bom desempenho de uma Universidade.

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Fotos:: capturas de tela do youtube do Cerimonial da UFPR

domingo, 11 de julho de 2021

Bemvindo, Felipe e o brigadeiro golpinho de leite condensado

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Depois da Nota assinada pelo sinistro da Defesa, Braga Neto, e pelos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, com tom de ameaça golpista e dirigida contra o senador Omar Aziz, presidente da CPI do Genocídio, eis que o chefe dos aviõezinhos da FAB reitera veladamente a ameaça.  

Frente a isso, o youtuber que tem dezenas de milhões de seguidores Felipe Neto indignou-se contra a aleivosia do brigadeiro Batista Jr. e o mandou para aquele conhecido lugar.

Neste vídeo curtinho, o ator e humorista Bemvindo Sequeira comenta o caso e passa o pano (sujinho) nos fatos e no brigadeiro que toma leite condensado com o genocida despresidente.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Militares sinalizam que Bolsonaro sai do poder apenas se quiser

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A divulgação da nota de repúdio das Forças Armadas contra o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), entrará para a história como o momento em que o novo autoritarismo atravessou o Rubicão dos pudores políticos para golpear de vez a democracia.

Por Vinicius Rodrigues Vieira(*) - Portal UOL - 08/07/2021

Que os fardados já tinham se tornado os senhores da República sob o atual governo era evidente. No entanto, apenas nesta quarta-feira (8) ficou claro que os comandantes militares estão dispostos a tudo para manter Jair Bolsonaro na presidência.

Isso porque a CPI já demonstrou ter arsenal suficiente para atingir o coração do Planalto. Ao intimidar Aziz e distorcer suas críticas pontuais a maus militares, os comandantes não apenas sinalizam que se pretendem intocáveis, imunes a investigações e, portanto, ao império da lei. Eles indicam que o próprio governo Bolsonaro é intocável. Qualquer acusação de corrupção contra a atual administração seria golpismo, coisa de comunista.

Você não leu errado, caro leitor, cara leitora. Depois de 30 anos da dissolução da União Soviética, nossos militares ainda operam com a mentalidade da Guerra Fria. Causa espécie ler no Correio Braziliense reportagem que relata o temor de militares ao verem imagens dos protestos contra Bolsonaro [do dia 3/7, como no vídeo abaixo], associando-os a um suposto perigo comunista. Cuba e Coreia do Norte não fazem sequer cócegas em nós. A China dita comunista não representa tal doutrina senão um exemplo bem-sucedido de Capitalismo de Estado sob estrito autoritarismo.


Portanto, se há um espectro autoritário rondando o Brasil há anos, não é um fantasma de esquerda. Trata-se, sem dúvida, do espírito de porco do fascismo, encarnado no desrespeito a minorias e na deferência a um Estado-forte a serviço de corporações como militares e juízes, nos subsídios a grupos econômicos escolhidos a dedo em troca de apoio político.

O brasileiro médio é demasiadamente conservador para aceitar uma suposta ditadura comunista, mas suficientemente estatista para acolher um regime autoritário com traços de extrema-direita. Foi assim com o Estado Novo e com a Ditadura Militar.

Será assim com o bolsonarismo? Tudo indica que sim, pois, se os comandantes militares ousam intimidar um representante do povo e ficam impunes, o que não farão no dia em que Bolsonaro agarrar-se-á à cadeira presidencial sob o argumento de que as eleições de 2022 terão sido fraudadas? Na prática, as Forças Armadas não estão divididas, mas convergem para um autoritarismo de direita - como já argumentei neste espaço, um bolsochavismo.

Até ontem, eu acreditava que os militares atuariam apenas como fiadores de qualquer um que possa ser eleito em 2022 - Lula inclusive. Este, assim como qualquer eventual inquilino do Planalto nos anos vindouros, terá de se sujeitar à tutela dos fardados ou encarar uma constante instabilidade institucional. Depois da nota de quarta-feira, tenho certeza de que não apenas os militares, mas seu consórcio com o bolsonarismo, vieram para ficar com muito leite condensado, picanha e pensões para a prole.

Por falar em prole, melhor eu parar por aqui porque tenho família. Não ambiciono ser alvo de um inquérito por ofender a honra das Forças Armadas - se bem que não há honra a ser ofendida quando já se está despido dela.
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(*) Vinícius Rodrigues Vieira é doutor em Relações Internacionais por Oxford e professor na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e na FGV.

Quando será o golpe?

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Passeata pelo #ForaBolsonaro no centro de Curitiba, em 3/7/2021 
(vídeo longo: 13m40s)

O golpe que Jair Bolsonaro vem armando é tão evidente que uma parte dos democratas brasileiros já começou a sentir inveja da normalidade alheia.

Por André Petry, na revista Piauí

No segundo fim de semana de junho, o sentimento ficou mais nítido para quem viu a foto dos líderes do G7, grupo das sete democracias mais ricas do mundo. Sob um céu plúmbeo, à beira do mar sereno de uma baía da Cornualha, os líderes se cumprimentaram com os cotovelos, subiram no estrado montado na areia da praia e posaram para fotógrafos. Depois, reuniram-se em torno de uma grande mesa redonda e discutiram os problemas do mundo – o aquecimento global, o coronavírus, a onda autoritária, a China.

Foi a primeira vez, desde o início da pandemia, que se sentaram frente a frente, enterrando a diplomacia via Zoom. Debateram e divergiram, e sem a presença desagregadora de Donald Trump deram um show de civilidade. Em seus países, no mesmo fim de semana, a Eurocopa retomou o espetáculo de jogar em estádios com a presença de torcida. A promessa de retorno à vida civilizada ganhou força com a ausência de Trump e a vacinação contra o coronavírus.

Os líderes dos países do G7 no litoral da Inglaterra

E nós, aqui, lidando com o pesadelo: o golpe virá antes, durante ou depois da eleição presidencial de 2022? Naquele mesmo fim de semana, para sublinhar nossa anormalidade, um surto de Covid-19 atingia atletas e delegações da Copa América, arranjada às pressas num país derrotado pela pandemia. Enquanto os líderes do G7 anunciavam a doação aos países pobres de 1 bilhão de doses de vacina, Bolsonaro regia em São Paulo, onde o governador priorizou a vacinação, um coro de motoqueiros que gritava: “Ei, Doria, vai tomar no cu.”

E o golpe é para quando?

Na fábula do escritor russo Ivan Krylov (1769-1844), um homem encontra um amigo depois de passar três horas no museu de história natural. O amigo lhe pergunta como foi a visita:

– Vi tudo que havia para ver, examinei tudo cuidadosamente – responde ele, ainda fascinado pela experiência. É tudo tão espantoso que, honestamente, não tenho palavras para descrever nem a metade. A natureza é maravilhosa na sua imensa diversidade.

Depois de ouvir o homem contar que viu insetos diminutos, menores que a cabeça de um alfinete, que examinou pássaros, borboletas, besouros, alguns verdes como esmeraldas, outros vermelhos como coral, o amigo indaga...

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Bolsonaro reduzido a 15% de apoios. Derreteu.

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Até o fim deste ano, projetam institutos de pesquisa, o presidente Jair Bolsonaro terá menos aprovação do que a presidenta Dilma Rousseff em seu pior momento do processo de impeachment (2015-16).

Por Esmael Morais, em seu Blog

A cada pesquisa, os índices despencam. A avaliação de especialistas é que o núcleo compacto de Bolsonaro é de 15% do eleitorado. Sua última queda reduziu-o a 24%. Para se ter uma ideia, a presidente Dilma Rousseff, no auge de sua derrocada, contava com 20% de popularidade”, escreve nesta quarta-feira Rosângela Bittar, colunista do Estadão.

Sim, o núcleo duro de Bolsonaro já é menor que o de Dilma em seu pior momento.

Essa fissura entre popularidade e o presidente da República está se refletindo na Congresso Nacional. O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (SP), por exemplo, disse que o partido poderá apoiar o impeachment de Bolsonaro – se o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), aceitar um dos 125 pedidos de abertura de processo.

Arthur Lira, do Centrão, começou a sentir na nuca o bafo quente das ruas e das redes sociais. O parlamentar ligado ao Centrão é chamado de “cúmplice” do genocídio de Bolsonaro, pois, segundo a Constituição, é o presidente da Câmara quem tem a prerrogativa de iniciar o impeachment do presidente da República.

Até quanto Lira vai prevaricar? Ou seja, até quando vai continuar cúmplice de Bolsonaro?
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Fonte: texto e figura do Blog do Esmael Morais

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Avalanche de denúncias, torrentes de Atos pelo Fora Bolsonaro Corrupto

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Neste sábado, 3 de julho, nova série de Atos Públicos vai rolar, em todo o país, lutando para que acabe de uma vez por todas o desgoverno genocida da Familícia Bolsonaro. Mais de 200 cidades do Brasil devem registrar manifestações.

Depois de ficar claro que a defesa de medicamentos ineficazes do "tratamento precoce" (e de efeitos colaterais com risco de vida) e as reiteradas recusas a comprar em tempo as vacinas não era mero "negacionismo ideológico", mas sim uma deliberada atitude de atrasar a compra de vacinas para poder negociar propinas às escondidas, o desgoverno genocida está bastante emparedado, acuado. Perde popularidade todos os dias. Muitos de seus antigos eleitores de 2018 se declaram arrependidos.  Pesquisas mostram um cenário eleitoral para 2022 em que Lula poderia vencer a disputa presidencial já no 1. turno.

Por isto, pela crescente indignação e conscientização do povo sobre o caráter criminoso e corrupto da (indi)gestão Bolsonaro, a cada novo ciclo de Atos do #ForaBolsonaro as ruas mais se entopem de ativistas que cobram a saída do miliciano genocida da presidência, pela forma que for.

PARTICIPE! Em Curitiba, novamente, o Ato Público começará na Praça Santos Andrade, às 15h00, e desta vez não vai chover.  Este é um Ato unitário de entidades de diversos movimentos sociais, mas destacando bandeiras educacionais (inclusive por causa de brutais cortes de verbas das Universidades Públicas). 

Leve seu cartaz, bandeira, faixa, camiseta, apito para fazer valer o clamor pelo fim do desgoverno federal.  Mas também vá de máscara, leve álcool em gel e guarde prudente distanciamento social - pois, se não damos mais moleza ao Bolsovírus, também não vacilemos com a capacidade de contágio do SARS-CoV-2 (nome técnico do novo coronavírus). 



Guarda Costinha flagra Bolsonaro

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"Afinal, o que é que é uma mijada..."

Bolsonaro banana

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Do “Quem manda sou eu!” ao mimimi de “Não tenho como saber o que se passa nos ministérios!”

Ruy Castro – Portal UOL * 30/06/2021

Você se esbaldou com a notícia na semana passada. O bombado deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) ao ver a PF às suas portas para prendê-lo por várias e grandes lambanças, tentou fugir pulando o muro de sua casa em Petrópolis. Mas, ao completar o salto, descobriu que os homens já o esperavam do outro lado do muro. Com agilidade quase circense, pulou-o de volta, sendo afinal abotoado. Uma sequência digna de comédia do cinema mudo, só faltando Sua Excelência ter voltado por um buraco no muro e passado por entre as pernas do policial.

A ideia de um deputado federal pulando muros como um ladrão de galinha deixa mal o Congresso e pior ainda o Governo que ele defende – não por acaso, o de Jair Bolsonaro. Mas é perfeita para descrever o próprio Governo, repetente em pular muros e pulá-los de volta diante das suspeitas, acusações e provas de suas sujeiras. Inúmeros pilantras que o compõem já tiveram oportunidade de fazer isso, dizendo e desdizendo-se ao se verem flagrados. O pulo de volta, nesses casos, é alegar um engano, atribuindo-o a um bagrinho escalado para o sacrifício.

O grande muro, no entanto, acaba de ser pulado de volta por Bolsonaro, e resta ver o que dirão seus seguidores. Eles devem se lembrar de duas de muitas falas iguais de seu imbrochável herói: “Quem manda sou eu! Vou deixar bem claro! Eu dou liberdade para os ministros todos, mas quem manda sou eu! Quando vão nomear alguém, falam comigo! Eu tenho poder de veto, ou vou ser um presidente banana?” (Agosto/2019).

Há dias, quando o indisfarçável cheiro de rato numa compra de vacinas por R$ 1,6 bilhão pelo Ministério da Saúde, Bolsonaro apelou para um covarde mimimi: “Não tenho como saber o que acontece nos ministérios!”

Ao pular o muro de volta, denunciou-se. É um presidente banana.
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Fonte: UOL; figuras modificadas: da Internet.

Sistema de Bibliotecas da UFPR realizou consulta para nova Direção

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Fachada da Biblioteca Central da UFPR

Conforme está agora inscrito no novo Regimento do Sistema de Bibliotecas da UFPR (SiBi-UFPR), no mês de junho transcorreu o processo de consulta direta para a nova direção do sistema. A consulta eletrônica, usando o software Helios, aconteceu nos dias 29 e 30/6, dela participando 174 servidores/as do quadro do SiBi.

Concorreram três candidaturas, todos bibliotecários: (1)Elias Barbosa, servidor da biblioteca de Ciência & Tecnologia; (2)Josefina Guedes,  atual diretora do SiBi; e (3)Denis Uezu, da Seção de Apoio às Publicações Científicas (antigamente situada no âmbito da PRPPG, pelo novo Regimento inserida na estrutura do SiBi).

O resultado, rapidamente apurado pelo programa Helios no final da tarde de 30/06, apontou os seguintes números:

* Elias Barbosa - 44 votos

* Josefina Guedes - 44 votos

* Denis Uezu - 85 votos

* Branco/Nulo - 1 voto

Está assim, pela consulta direta interpares, indicado o servidor Denis Uezu para a direção do Sistema.  Nos próximos dias, deve dar-se sua nomeação (pela Reitoria) e posse no cargo.

Ao eleito, este Blog envia congratulações e faz votos de profícua e democrática gestão de todas as bibliotecas e pessoal do SiBi.

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Foto: Paulo Adolfo Nitsche


terça-feira, 29 de junho de 2021

Semelhanças entre Bolsonaro e Benito Mussolini

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O professor da UFMA, Fábio Palácio, faz mais um vídeo da série Cultura e Movimento. Circulou bastante pela internet uma montagem comparando Bolsonaro em seu passeio de motocicleta e a imagem de Mussolini, que também reuniu apoiadores em passeios motociclísticos pela Itália, em 1933.  O professor explica o simbolismo por trás das ações de Bolsonaro e em como elas se assemelham ao fascismo italiano.
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Fonte: TV Grabois

sábado, 19 de junho de 2021

O grande ator de volta ao palco

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O grande ator, o decisivo protagonista começa, afinal, a dar o ar da sua graça, e retorna ao palco da política nacional. 

Luiz Manfredini(*) - Portal Vermelho

O primeiro passo ocorreu em 29 de maio. Algo em torno de 400 mil pessoas nas ruas de 20 capitais retomaram a era das grandes mobilizações populares, a despeito da pandemia que nos massacra.

O segundo passo, no próximo sábado, 19/06, acena com algo mais possante. Mais gente nas ruas, um grito mais estrondoso contra o governo do sociopata fascista.

Do povo na rua sempre veio a força do movimento democrático. Mas a pandemia e suas restritivas evitou manifestações públicas de massa. Assim a luta política cingiu-se às notas oficiais de representações da sociedade civil, às vozes minoritárias de um congresso sob hegemonia bolsonarista (através do Centrão) e, em menor medida, às conhecidas flutuações do STF. Um ano e pouco de ruas desertas de protesto, salvo as manifestações de torcidas de futebol, que ocorreram entre o final de maio e o início de junho de 2020. Do povo forçado ao recuo, Bolsonaro valeu-se o quanto pode, livre para festas e aglomerações. Isso, no entanto, está mudando.


A força do povo
O povo na rua impacta fortemente o cenário político. Impacta o parlamento, sempre atento aos humores do eleitorado e às perspectivas eleitorais dos seus membros. E o próprio judiciário vê-se tangido a observar a temperatura das ruas. A mobilização da sociedade certamente estimula a CPI da COVID-19 que, ao examinar a questão da pandemia, já vem devassando as entranhas de um governo negacionista e genocida A mídia, particularmente a Rede Globo, a quem Bolsonaro combate desde o início do governo, trata de repercutir – e bem – as investigações da CPI, vocalizando a posição de certos segmentos das elites insatisfeitos com o governo que apoiaram e espalhando denúncias para milhões de brasileiros. Um novo cenário se avizinha, com provável alteração na correlação de forças.

À CPI, obviamente, não cabe, por injunção legal, encaminhar o impedimento de Bolsonaro, ou qualquer outro tipo de interdição. Mas sua avalanche de dados e as conclusões a que vai chegando, todas condenatórias do governo negacionista, ao menos corrói sua imagem, reduz sua popularidade e prepara sua derrota em 2022.

A isso o sociopata fascista responde com sua metralhadora giratória, que radicaliza ainda mais o cenário político, e com as “motociatas” que reúnem militares, policiais militares, milicianos e os chamados “bolsonaristas de raiz”, aquelas hordas descerebradas em que o bolsonarismo se instalou à margem da razão, e que o seguem incondicionalmente. Fazem barulho, espalham fake news, agridem opositores, balizados pela influência do seu líder, um militante da extrema-direita, que mistura fascismo, sociopatia e uso despudorado do poder da Presidência da República.

A julgar pelos acontecimentos atuais, espera-se uma crescente radicalização do quadro político nacional. Afinal, há muito a extrema-direita brasileira não arreganhava os dentes com tal estridência. Collor, em 1992, foi objeto de oposição ferrenha que desembocou no impeachment. Mas ele não tinha base de apoio popular. Bolsonaro tem. Míngua sua base, é verdade, mas ao cabo ainda restará incólume o segmento que lhe é e sempre será mais fiel, ruidoso e truculento como de hábito.

Diante dessa perspectiva, Bolsonaro já faz constantes ameaças de colocar as Forças Armadas numa aventura golpista. Se os militares acatarão isso é outra história. Penso que não. Mas certamente segmentos das polícias militares e das milícias aceitarão a convocatória bolsonarista para quebrar as regras constitucionais, o que poderá ocorrer caso ele seja derrotado nas eleições de 2022, ou mesmo antes. Só mesmo o povo na rua, organizado e consciente, poderá cortar as pernas do fascismo. E isso começa a ganhar força. Aguardemos o desenrolar do dia 19.
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(*)Luiz Manfredini é jornalista e escritor paranaense, autor, entre outros livros, de "As moças de Minas" e "A pulsão da escrita".

É hoje! 19/06: FORA BOLSONARO! Manifestações maciças no planeta

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500 mil mortes de brasileiras e brasileiros, provocadas essencialmente pelo consórcio Bolsonaro/Coronavírus! Marca trágica, e que ainda poderá elevar-se muito, pois o ritmo de vacinação continua lento, com menos de 12% da população brasileira plenamente imunizada com duas doses das diversas vacinas em aplicação. 

Contra esse genocídio deliberado provocado pelo desgoverno Bolsonaro, por ele, sua familícia corrupta e seus sinistros de Estado, o Brasil vai se erguer em gigantescos atos de protesto em mais de 450 cidades, além de outros programados nas capitais da Europa. Será mais um passo na construção de uma amplíssima Frente antifascista, que possibilitará retirar (como for) o despresidente miliciano de seu "trono".

O Ato pelo #ForaBolsonaro em Curitiba está convocado, neste sábado, 19/06, para a Praça Santos Andrade, a partir das 15h00.  Compareçam todos/as com seus cartazes, bandeiras e faixas, portando suas apropriadas máscaras, levando álcool em gel e sempre buscando guardar prudente distância uns dos outros (1,5 m ou mais).  O distanciamento, por sinal, aumenta a extensão do cordão humano que lotará a praça aos milhares e depois a passeata pelo centro da capital.


São muitas as canções brasileiras falando de luta e esperança, mas variaremos um pouco publicando uma tradução livre (bem livre! Excuse me, Chris, Lindsey) de uma música de sucesso da banda Fleetwood Mac, que já foi até usada em campanha presidencial do partido democrata dos EUA e inspira todos a manterem as esperanças no amanhã. [Clique no título traduzido para ver o vídeo da canção.]


“NÃO PARE (DE PENSAR NO AMANHÃ)”
["Don't Stop (thinking about tomorrow)"-
Christine McVie & Lindsey Buckingham]

Se você levanta e não consegue sorrir
Mas tomará só pouquinho de tempo
Para abrir os olhos e enxergar o dia
Você verá as coisas de um jeito diferente

Não pare de pensar no amanhã
Não pare, logo ele chegará aqui
Vai ficar melhor do que hoje
O ontem foi embora, o ontem irá embora

Por que não pensar em novos tempos por vir?
E não sobre as coisas que até agora aconteceram?
Se a vida é má com você e com tantos
Apenas imagine o que o amanhã poderá fazer

Não pare de pensar no amanhã
Não pare, logo ele chegará aqui
Vai ficar melhor do que hoje
O ontem foi embora, o ontem irá embora

Tudo que quero é ver o povo sorrindo
Vamos tirar um pouquinho de tempo
Sei, hoje está difícil crer que pode virar verdade
Mas nunca mais ver este povo sofrendo

Não pare de pensar no amanhã
Não pare, logo ele chegará aqui
Vai ficar melhor do que hoje
O ontem foi embora, o ontem irá embora

Não vamos olhar para trás!
Não vamos olhar para trás!
DON'T YOU LOOK BACK !

[Fleetwood Mac: Mick Fleetwood, Christine McVie, Stevie Nicks, Lindsey Buckingham, John McVie)