-->

sábado, 29 de agosto de 2026

Lula enquadra a Globo e cobra mea-culpa por cobertura da Lava Jato

Nenhum comentário:

Ao vivo, o Presidente Lula desmascarou a hipocrisia de uma emissora que posa de magistrada da moralidade pública, mas se recusa a fazer a devida autocrítica pelo consórcio firmado com o lavajatismo parcial e criminoso de sérgio moro & gangue.

Na tentativa de emparedar o presidente Lula com perguntas sobre suspeitas, investigações e escândalos, a TV Globo acabou enquadrada pelo próprio entrevistado. Foi durante a sabatina desta quinta-feira (27/8), conduzida por César Tralli e Renata Vasconcellos no padrão de um jornalismo de emboscada, que tentava reservar ao presidente o papel de suspeito. O contra-ataque de Lula trouxe de volta os abusos da Operação Lava Jato e o papel desempenhado pela grande mídia na legitimação dos abusos de moro/dallagnol.

Sempre que as perguntas voltavam às acusações contra seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, ou a pessoas próximas ao governo, o presidente evocava sua própria experiência. Por diversas vezes, ele pôs os jornalistas diante de uma cobrança que a imprensa reluta em enfrentar: quem responderá pela cobertura que ajudou a transformar em heróis nacionais o hoje ex-juiz sérgio moro e deltan dallagnol, as figuras-chave da Lava Jato? Como juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, moro era responsável pelos processos da operação em primeira instância. Já dallagnol coordenava a força-tarefa do Ministério Público Federal.

Em 2018, no curso da operação, Lula foi preso e impedido de disputar a eleição presidencial, na qual era favorito. Mais tarde, o STF reconheceu a parcialidade de moro no julgamento do caso do apartamento triplex e anulou as condenações de Lula, em decisões que desmontaram juridicamente a narrativa construída pela Lava Jato. Também vieram à tona, a partir de 2019, conversas divulgadas pelo The Intercept Brasil que revelaram a promiscuidade da relação entre moro e os procuradores da força-tarefa de Curitiba, especialmente dallagnol. Os diálogos demoliram a imagem de uma operação imparcial e responsável.

A mesma dinâmica de acusações infundadas que vitimou o presidente agora se repete contra seu filho. Por isso, na Globo, o alvo de Lula era também a imprensa que, segundo ele, ajudou a construir e a disseminar a narrativa da Lava Jato. “Tralli, você é jornalista e você conhece isso melhor do que ninguém. Eu fui vítima disso na Lava Jato, da maior mentira montada neste país para evitar que eu fosse presidente da República”, afirmou.

Lula lembrou que prestou mais de 20 depoimentos e passou 580 dias preso. Ele poderia ter adotado outros caminhos, mas decidiu enfrentar o processo porque estava “convencido” de que a verdade apareceria. “Eu queria provar que a imprensa estava divulgando coisa mentirosa, que o Moro tinha mentido para a imprensa, que o Dallagnol tinha mentido para a imprensa.”

A referência vinha no contexto das investigações contra seu filho. Lula afirmou que Fábio deverá responder por qualquer eventual ilícito que tenha cometido, sem proteção decorrente do parentesco. Mas rechaçou a ideia de que acusações, vazamentos e ilações possam ser automaticamente convertidos em culpa.

Em outro momento, o presidente voltou ao tema com mais contundência: “Eu sei o que é isso porque eu já passei por isso. Eu fui vítima da maior mentira montada nesse país, que tinha como objetivo não me deixar ser candidato em 2018”. Lula disse que poderia ter deixado o Brasil, mas decidiu se entregar e cumprir a ordem de prisão para provar “que o Moro é mentiroso”, o Dallagnol é mentiroso”.

Quero provar que a imprensa, um dia, vai pedir desculpa, porque a imprensa brasileira comprou uma mentira, vendeu a mentira e nunca reconheceu que comprou a mentira”, disparou Lula. Foi Renata Vasconcellos que tentou conter o avanço da provocação e defender a atuação da emissora, afirmando que “o jornalismo da Globo cumpriu a sua obrigação de noticiar os fatos durante essa cobertura”.

O presidente não deixou barato. “É difícil pedir desculpa”, respondeu Lula. “A imprensa brasileira sabe que ela produziu um monstro mentiroso chamado Moro, (um monstro) chamado Dallagnol. Eu não esqueço do PowerPoint mentiroso contra mim.” A referência remetia à célebre apresentação de dallagnol, em 2016, quando o então procurador colocou Lula no centro de um diagrama que pretendia apresentá-lo como comandante de uma organização criminosa. A cena, reproduzida à exaustão pela mídia, foi um dos símbolos da Lava Jato.

Nesse ponto, Tralli interveio, numa evidente tentativa de encerrar o desconforto, para dizer que a Globo havia feito uma “devida retratação” sobre a questão do PowerPoint. A observação, porém, se referia não à apresentação de dallagnol – mas ao episódio mais recente do gráfico exibido pela GloboNews sobre o Banco Master e retratado por Andréia Sadi no Estúdio i. O presidente falava da Lava Jato; Tralli respondeu sobre outro caso e mudou de assunto em seguida.

Ao vivo, Lula desmascarou a hipocrisia de uma emissora que posa de magistrada da moralidade pública, mas se recusa a fazer a devida autocrítica pelo consórcio firmado com o lavajatismo. Os erros da grande mídia no caso da Lava Jato vão muito além de um PowerPoint. Lula cobrou o mea-culpa sobre um período inteiro, que transformou procuradores e magistrados em celebridades, espetacularizou processos e ajudou a legitimar a narrativa fraudulenta da força-tarefa. As violações da Lava Jato, reveladas posteriormente, jamais receberam tratamento equivalente.

Quem cobra a imprensa quando a imprensa erra? A Lava Jato produziu manchetes, capas, lives e personagens elevados à condição de salvadores da República. Anos depois, boa parte de seus mecanismos foi desmoralizada, condenações foram anuladas e a parcialidade de Sergio Moro no processo do triplex foi reconhecida pelo Supremo.

Para Lula, falta ainda o reconhecimento de responsabilidade daqueles que ajudaram a vender ao país uma versão que não resistiu ao tempo. Diante das câmeras da própria Globo, o presidente partiu para o ataque e transformou o interrogatório num tribunal reverso contra os abusos do lavajatismo: o réu ali era a própria imprensa. Os verdadeiros protagonistas do espetáculo midiático ainda têm contas a prestar.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

A busca pela cura da ressaca

Nenhum comentário:

Os cientistas ainda não têm certeza sobre o que nos faz sentir tão mal depois de beber — mas isso não impediu as empresas de divulgar novos remédios supostamente científicos.

Shayla Love — The New Yorker * 26/08/2026

Há alguns meses, enquanto assistia a stories no Instagram, deparei-me com um anúncio provocador. Um homem de cabelos castanhos desgrenhados dizia: “E se eu lhe dissesse que o álcool, na verdade, não faz mal para você?”. Ele explicou que nosso fígado converte o álcool em acetaldeído, uma molécula tóxica que, segundo ele, seria uma das principais causas da ressaca. Sua breve aula de química, que usava copos de Becquer de vidro cheios de líquidos coloridos como adereços, vinha acompanhada de um link para um produto: um suplemento que prometia neutralizar o acetaldeído mais rapidamente do que meu corpo conseguiria fazer sozinho. Eliminar o acetaldeído, afirmava o anúncio, ajudaria a acabar com a ressaca. Uma pessoa que avaliou o suplemento disse que havia bebido mais de cinco taças de vinho e se sentira bem no dia seguinte.

Normalmente, tenho uma forte aversão à aparência “científica” do marketing de suplementos, mas continuei assistindo ao anúncio até o fim. Gosto de beber; aprendi sobre vinhos finos enquanto trabalhava em restaurantes e ainda gosto de combinar uma garrafa cuidadosamente escolhida com o jantar. Meu coquetel favorito, o Perfect Manhattan, é basicamente só álcool: uísque de centeio, vermute doce e vermute seco, além de bitter e uma cereja em conserva no conhaque. Mas, quando entrei na casa dos trinta, as ressacas ficaram mais ameaçadoras — comecei a limitar meus drinques e a beber água em momentos estratégicos — e passei a me preocupar com os efeitos do álcool sobre a saúde. De alguma forma, eu nunca tinha ouvido falar em acetaldeído.

Depois que assisti ao anúncio, mais supostos remédios para ressaca começaram a inundar meu feed do Instagram. Eu os percorria com curiosidade distante, ocasionalmente clicando em algum link, e isso, é claro, fazia aparecer ainda mais anúncios. Havia muitos produtos diferentes, com ingredientes variados, mas todos pareciam contar a mesma história: poderiam acabar com a ressaca neutralizando o acetaldeído. Alguns, com nomes animados como Cheers, Drinking Buddies e No Days Wasted, destacavam a di-hidromiricetina, mais conhecida como DHM, um flavonoide derivado de plantas do Leste Asiático que havia sido testado em camundongos. Uma empresa, a ZBiotics, promove uma bactéria geneticamente modificada para produzir uma enzima que degrada o acetaldeído. Outra comercializava um aminoácido que também supostamente processaria o acetaldeído. Os anúncios faziam parecer que acabara de ser descoberta uma espécie de pílula do dia seguinte para quem bebe. Será que poderia ser realmente tão simples? [Continua...]

Artigo completo aqui (em inglês).

TariFlávio BolsoMaster, "o melhor patriota"

Nenhum comentário:


Antes de contratar alguém para um trabalho, é recomendável analisar o currículo do candidato para saber se ele está preparado! Por isso, sem dúvida é importante divulgar o currículo do Flávio Rachadinha para todo mundo conhecer.

Vamos compartilhar e garantir que todo mundo posso conhecer o candidato.

Acessem opiordosbolsonaros.com.br e saibam mais.

A III Guerra Mundial estaria próxima?

Nenhum comentário:

 


O mundo caminha para um confronto entre grandes potências?

Em 2026, a geopolítica global se encontra em estado de ebulição. A guerra entre EUA, Israel e Irã expôs as fragilidades da hegemonia norte-americana. O conflito na Ucrânia completa quatro anos em meio a impasses e a disputa entre as grandes potências se intensifica em múltiplas frentes. A pergunta central que orienta este debate é: estamos caminhando para um confronto direto entre as potências ou o cenário é de disputas regionais que, embora violentas, não escalam para uma guerra generalizada?

Para analisar essa questão, o Blog Opera Mundi, comandado por Breno Altman, recebe o Comandante Robinson Farinazzo, capitão-de-fragata da reserva da Marinha do Brasil, especialista em tecnologia aeronáutica e uma das vozes mais ouvidas quando o assunto é geopolítica, defesa nacional e a correlação de forças no mundo contemporâneo. Farinazzo mantém um Blog próprio também, chamado "Arte da Guerra".

Apoiem, acompanhem, e se tornem assinantes do ótimo Blog Opera Mundi (que já tem mais de 500 mil assinantes).

Começou hoje o horário eleitoral de rádio e TV

Nenhum comentário:


A partir de hoje, 28/08, começou nas radiodifusoras e TVs de todo o país o horário de propaganda eleitoral gratuita das candidaturas ao pleito de outubro de 2026.  O tempo usado por cada partido ou federação partidária deriva do número de deputados/as eleitos/as em 2022, e por isso se verá, por exemplo, que o Partido da Ladroagem (PL), que elegeu grande número de parlamentares naquele ano, terá direito a mais minutos que os demais.

Esse tempo deverá ser distribuído entre candidatos/as a cargos proporcionais (deputados/as federais e estaduais) em um dia e os/as para cargos majoritários (presidente da República, governadores e senadores/as) no outro dia.

Este Blog de opinião tem posição clara contra quaisquer retrocessos político-sociais, defendidos pelos partidos de extrema-direita (principalmente o PL dos Bolsonaros), direita e centro-direita e, por isso, perfilamos ao lado da reeleição do Presidente Lula.  

No Paraná, estamos batalhando para derrotar o nazista mentiroso e corrupto sérgio moro (seu nome sempre em minúsculas, pois é um ser minúsculo, que o Paraná não merece), que disputa o governo do estado, e apoiamos a candidatura de Requião Filho (PDT-12) para governador. Para o Senado, estamos ao lado de Gleisi Hoffmann (PT) e Dr. Rosinha (PT). 

Quanto à Câmara Federal, nossa candidata é a Professora Amábile Marchi (PCdoB-PR, de número 6565), e, para a Assembleia Legislativa estadual, o candidato do PCdoB-PR Thiago Bagatin (sob número de urna 65123).  Isto está resumido na "colinha" de urna acima mostrada. 

Para melhor conhecer essa professora de inglês da Rede Pública estadual, visitem o site da Amábile em https://amabilemarchi.com.br/.

Escala 6x1: Ato contra a desumana jornada de trabalho ocorre neste domingo, 30, em todo o Brasil

Nenhum comentário:
Neste domingo, 30 de agosto, Curitiba se soma ao Dia Nacional de Mobilização pelo Fim da Escala 6x1.

A classe trabalhadora precisa de mais tempo para viver, cuidar da família, estudar, descansar e participar da sociedade. Reduzir a jornada de trabalho é avançar na conquista de mais qualidade de vida — sem redução de salários e sem retirada de direitos!

📍 Largo da Ordem – Curitiba

📅 Domingo, 30 de agosto

⏰ 10h

É hora de ocupar as ruas e pressionar o Senado: redução da jornada, sem redução salarial, já!  A CTB-Paraná estará presente nessa luta ao lado das trabalhadoras, dos trabalhadores e das centrais sindicais.

Quem trabalha merece tempo para viver!  Compareçam!!

terça-feira, 21 de julho de 2026

Biotecnologia: o risco de uma nova eugenia

Nenhum comentário:
Convergência entre biotecnologia, nanotecnologia e ciências cognitivas impulsiona perigosa corrida tecnológica. Edição genética ultrapassa laboratórios de saúde e entra na mira das potências globais: será esta técnica utilizada para aumentar o abismo social?

Reinaldo Guimarães - Outras Palavras * 21/07/2026

Nos tempos atuais, visões de futuro são escravas de grande indeterminação e, por vezes, há tentativas de olhar o que poderá vir a ser a partir do resgate de conceitos e práticas que se pensava já estarem superadas, se não extintas. Este texto pretende explorar um terreno onde essa assertiva tem lugar. As práticas eugênicas completamente ultrapassadas, muitas vezes sancionadas por políticas nacionais, voltam à cena. O desenvolvimento da biotecnologia, em particular as tecnologias de edição genética mediante ferramentas cada vez mais precisas, oferece as possibilidades técnicas para a criação, em laboratório, de “humanos melhores”. Como veremos adiante, esse resgate vem embalado como uma “neoeugenia”.

A biotecnologia é um vasto campo de saberes e práticas com grande transversalidade. Seus braços vão desde a saúde humana até o clima, a agricultura, o meio ambiente, a indústria e a defesa, entre outros. No terreno da saúde humana, as contribuições biotecnológicas, como a edição genética já mencionada, destinam-se a prolongar e salvar vidas. Entretanto, e essa é também uma marca dos tempos correntes, esse campo está imerso em uma dimensão muito presente nas tecnociências, que é o das tecnologias duais.

A face mais conhecida das tecnologias duais no campo biotecnológico diz respeito à guerra microbiológica e ao bioterrorismo, capazes de criar microrganismos patogênicos, aumentar sua virulência, fazer com que se tornem mais resistentes a medicamentos e vacinas, aumentar sua transmissibilidade etc. Mas há outra vertente dessa dualidade, mais atual e ainda muito aberta a desenvolvimentos, que diz respeito à edição genômica em humanos, que busca aumentar suas capacidades físicas e mentais, sua resistência a traumas psíquicos ou torná-los mais inteligentes.

Essa vertente, que tem como objetivo um denominado “aprimoramento humano”, está na raiz da neoeugenia e engendra consequências muito afastadas dos laboratórios de pesquisa biotecnológica. Por exemplo, de ordem bioética: qual a sua moralidade – haverá distinções sociais e econômicas entre os “aprimorados” e os “não-aprimorados”? Há também debates político-ideológicos – uma eugenia regulada pelo Estado ou pelas famílias – uma eugenia liberal?

Para matéria completa clique aqui

domingo, 12 de julho de 2026

Término unificado da Greve Nacional da FASUBRA indicado para a próxima semana

Nenhum comentário:
Reunião do Comando Nacional de Greve da FASUBRA

O Comando Nacional de Greve da FASUBRA (CNG), composto por representantes de todos os sindicatos de base em greve, reuniu-se nesta sexta-feira (10/07), em Brasília. Nessa ocasião, foi dado a conhecer o quadro de respostas das assembleias desses sindicatos para a consulta chamada pelo CNG acerca de uma validação da Ata da reunião entre o MEC e a Direção Nacional da FASUBRA. Nessa ata, Governo Federal solicita o final da greve unificadamente até 13/07 (2a.feira).

O quadro da consulta assinala 24 entidades de base aprovando o final da greve e outras 13 optando por sua continuidade. Com isto, a FASUBRA oficiará ao MEC a solicitação de que a assinatura do Termo de Acordo, baseado na citada Ata, seja no dia 15/07. Assim, a Direção Nacional da Federação orienta que a categoria dos TAE retorne ao trabalho até 15/07 (4a.feira).

O CNG ainda informa que, conforme previsto no Termo de Acordo de 2024, "a compensação do trabalho em decorrência da participação no movimento grevista observará aspectos qualitativos, com a reposição das atividades represadas, conforme plano de trabalho a ser pactuado entre as entidades de base e as reitorias."
------------
Com informações e foto da FASUBRA.

sábado, 11 de julho de 2026

Ultraesquerdismo, idealismo filosófico e metafísico às mancheias

5 comentários:

Ontem, pela manhã, o Sinditest realizou, no pátio da Reitoria da UFPR e também online, mais uma assembleia geral híbrida, de uma longa série da greve nacional da FASUBRA, que já se estende por mais de 120 dias. Na pauta constavam os itens de debate sobre uma Ata de reunião entre Governo Federal e Comando Nacional de Greve (CNG) e de deliberação sobre a saída unificada da greve, indicada para o meio da semana que vem.

Pelas imagens, pode-se notar que a reunião da categoria TAE estava relativamente esvaziada, mesmo que contando com assembleias concomitantes em alguns campi do interior, que recebiam via online a transmissão do encontro na Reitoria.

Uma vez mais, o que se viu foi uma refrega entre Diretoria do sindicato (por extensão, Chapa 1 da recente eleição) e setores da oposição sindical (por extensão, várias pessoas da Chapa 3 derrotada nessa eleição), esta nitidamente em maioria na plenária e com oradores primando por discursos marcadamente ultraesquerdistas e antigoverno Lula.

A dita Ata foi lida pela Mesa e, aberto o debate, foi alvo de saraivada de críticas e rejeições, particularmente por esse documento, ainda que aprovado pelo CNG-FASUBRA, não ter a configuração de um autêntico Termo de Acordo de final de Greve. Mas não só. Diversas falas, na prática, acabaram jogando água no moinho da extrema-direita que disputa, ainda que em pré-campanha, a Presidência da República nas eleições gerais de outubro através do traidor da pátria senador Flávio Rachadinha Bolsonaro.



Apenas um orador fez fala assinalando a brutal diferença entre o que é o Governo Lula – que promoveu diversos avanços em políticas públicas, defendeu a democracia contra golpistas e concedeu reposições salariais parciais ao longo de 3 anos ao serviço público (cujos salários estiveram congelados por 6 anos sob os mandatos de Temer e Bolsonaro), além de abrir espaço ao diálogo com os movimentos sociais – e o que foi a antidemocrática e corrupta gestão de Jair Bolsonaro (2019-2022), totalmente fechada ao diálogo com os trabalhadores. Mas esse militante da base TAE foi essencialmente ignorado.

Na assembleia de ontem, a política do fígado esquerdista prevaleceu e o que interessava era desprezar por completo quaisquer avanços nas negociações de greve e no alcance de um Decreto regulamentando o RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências). O governo Lula foi tachado de autoritário, enrolador e neoliberal, em algumas falas isso dito em altos raivosos brados. Entre muitos ali presentes, parece que se perdeu a memória das imensas dificuldades do movimento sindical sob gestões presidenciais como as de Collor, FHC, Temer e Bolsonaro, sem falar dos tempos ainda da ditadura militar.

Um diretor do Sinditest procurou chamar a atenção de todos para um elemento de análise indispensável sempre que ocorrem entrechoques entre classes sociais, e entre patrão e trabalhador: a maldita correlação de forças entre cada lado, conforme cada época e cada contexto. Aliás, elemento fundamental a levar em conta para se escolher a melhor tática de enfrentamento, como já ensinava o velho revolucionário Vladimir Lenin, na busca sempre de conquistas parciais ou maiores para o movimento.

No sentido oposto a esse apelo ao bom senso político, um dos oradores, histérico, resolveu acariciar os tímpanos dos presentes e, em altos berros, proferiu seus impropérios contra o governo federal e a diretoria sindical, tendo ainda produzido a seguinte pérola, inspirada no mais puro idealismo filosófico metafísico: “A correlação de forças somos NÓS, trabalhadores, que fazemos!!” OK, se tudo depende unicamente da vontade de nós, trabalhadores, façamos já tudo que resolve os problemas criados pelo capitalismo, façamos já a Revolução Socialista! Em uma passagem do clássico filme italiano sobre movimento operário ("A classe operária vai ao paraíso"), um militante trotsquista explica sua singela tática/estratégia de luta: “Queremos tudo, e queremos já!”.

Entretanto, ao comentar isso, não queremos de modo algum dizer que os trabalhadores devem se conformar a alguma espécie de “ditadura da correlação de forças”. Não, é claro que não, caso contrário ficaríamos parados, inertes, esperando que a Divina Providência faça cair dos céus uma melhor correlação de forças sem ir à luta, aos movimentos, às greves e às insurreições. Pois é no terreno da luta de classes, da oposição de dois polos em contenda, dialeticamente, que se criam novas correlações entre as forças políticas e sociais.

Como era de se esperar, o encerramento unificado da greve nacional, proposto pelo CNG para ser em 15/07, próxima quarta-feira, foi rejeitado pela maioria da assembleia de ontem. Essa mesma maioria propõe ao CNG-FASUBRA que se obtenha do Governo Federal um “Termo de Acordo de Greve” para a semana que vem, e, só a partir do teor dele, a categoria dos TAE da base do Sinditest voltará a se reunir em assembleia para debate-lo e também a eventual saída da greve. Resta ver como ficam as bases do sindicato do Paraná diante de uma saída em massa das demais IFES do resto do país.

domingo, 21 de junho de 2026

Impérios também assinam rendição

Nenhum comentário:

Por que o cessar-fogo assinado em 17/06 põe em dúvida o poder militar dos EUA e a hegemonia do Ocidente? Como a guerra desnudou a ultradireita e seu projeto de supremacismo. O que a América Latina, agora alvo de Washington, pode aprender.

Antonio Martins - Site Outras Palavras * 18/06/2026

Em julho de 2025, o analista político chinês Victor Hao olhou para o projeto de Donald Trump e traçou um paralelo histórico que provocou surpresa. O esforço do presidente dos EUA para superar, por meio de um choque, o prolongado declínio de seu país poderia ricochetear de forma tão dramática — previu ele — como o de Mikhail Gorbachev para reformar o combalido sistema soviético. Trump seria, na profecia de Hao, o coveiro do império americano e da hegemonia do Ocidente. Onze meses depois, em 17 de junho de 2026, o presidente dos EUA assinou no Palácio de Versalhes, sob o olhar impávido de Emmanuel Macron, um acordo de cessar-fogo com o Irã. Negociações mais extensas, envolvendo as capacidades nucleares de Teerã e as indenizações a serem pagas por Washington, começarão em 19/6, na Suíça. Tudo ainda é provisório, frágil e sujeito a abalos (em especial, de sabotagens de Israel). Mas tornou-se impossível não lembrar de Hao, por três motivos complementares.

I.

No plano imediato, os compromissos assumidos por Trump em Versalhes expressam o fracasso completo da aventura lançada contra o Irã pelos EUA e Israel, em 28 de fevereiro. O Irã não concedeu nada importante. O programa de mísseis que abalou a supremacia bélica de Washington e Telaviv no Oriente Médio prosseguirá, já que sequer é mencionado no compromisso. Teerã também não precisará, por enquanto, recuar sequer um passo em seu programa atômico. O objetivo de derrubar o regime iraniano, inclusive por meio do assassinato de seu líder supremo, fracassou espetacularmente. O aiatolá Ali Khamenei foi alvejado e pereceu aos 86 anos. O sistema de poder liderado por ele sobrevive, superou uma crise de impopularidade e sai da guerra fortalecido.

O Estreito de Ormuz será reaberto — ou seja, voltará à posição de antes da guerra. Após 60 dias, o Irã poderá cobrar pela passagem de navios pelo local. Em contrapartida, os EUA encerrarão o bloqueio dos portos iranianos e — muito mais importante — o Irã poderá exportar livremente seu petróleo desde já. A crise econômica provocada pelo ataque norte-americano (e, antes dele, por anos de sanções) poderá ser vencida, com consequências políticas muito favoráveis ao regime de Teerã…

Adicionalmente, a depender das negociações, os ativos iranianos congelados no exterior poderão ser recuperados — e os EUA financiarão, com US$ 300 bilhões, um programa de reconstrução do país.



II.

Por que Washington, cuja força bélica é incomparavelmente superior à de Teerã, foi obrigada a recuar tanto? A resposta mais imediata remete à configuração militar surpreendente do conflito e a seu desdobramento econômico. Desenvolvimentos tecnológicos recentes, aponta Paul Krugman, reduziram de modo dramático a vantagem do imenso arsenal de guerra dos EUA. As consequências, potencialmente transformadoras, requerem análise mais profunda. Sabe-se que drones Shahed de 20 mil dólares, que o Irã consegue produzir em grandes quantidades, equiparam-se agora a mísseis Patriot de US$ 1 milhão.

O regime iraniano serviu-se deles para alcançar dois objetivos estratégicos, que estabeleceu com enorme sagacidade. Primeiro, anular a ideia de que as defesas de Israel e das monarquias do Golfo Pérsico aliadas a Washington eram inexpugnáveis. Segundo — e muito mais importante — fechar o Estreito de Ormuz e provocar uma crise de abastecimento de combustíveis e fertilizantes que ameaçou abalar as economias ocidentais e devastou a popularidade de Trump nos EUA.

Uma série de matérias da revista britânica The Economist mostrou, nas últimas semanas, que as reservas estratégicas de petróleo dos EUA e seus aliados estavam próximas de se esgotar. Ao falar em Versalhes, Trump reconheceu que o prolongamento da guerra — e em especial do bloqueio da passagem crucial — produziria em poucos dias uma crise de desabastecimento, que poderia contaminar mercados financeiros. É evidente que Teerã aproveitou-se disso para tensionar ao máximo as negociações e alcançar vantagens que em outros cenários seriam inconcebíveis.


III.

Mas as mutações políticas — e as lições teóricas que é possível tirar delas — são ainda mais profundas. A derrota de Trump revela os limites de uma das ideias centrais à onda de ultradireita que percorre as Américas e a Europa. Está em xeque o supremacismo, expresso na fórmula Make America Great Again (MAGA); na destruição, por Trump, da ordem internacional que os EUA ergueram após a II Guerra Mundial; na crença de que o Ocidente poderia restaurar sua supremacia trocando a construção de consensos pela aplicação da força bruta.

O impasse que resulta pode ter grande relevância política e abrir avenidas para a ação — porque o avanço da ultradireita tem causas claras. A desigualdade cresceu de forma incontrolável nas décadas do neoliberalismo e segue avançando, como mostram as fortunas agora trilionárias das big techs e seus barões. Incapazes de frear este movimento, as formas atuais de democracia passaram a ser desacreditadas pelas maiorias. Emergiu entre estas a crença no individualismo, no salve-se quem puder e nos “homens fortes”. Que possibilidades serão abertas caso ela fracasse? A esquerda saberá finalmente aproveitá-las?


IV.

O fracasso de Trump no Oriente Médio terá consequências especiais para a América Latina. Na nova Doutrina de Segurança Nacional dos EUA (a chamada “Doutrina Donroe”), a região é vista pela potência decadente como seu território de caça — o espaço do mundo cujas riquezas naturais e relações socioeconômicas pode rapinar à sua vontade. É provável que, humilhada, a Casa Branca volte-se com ainda mais voracidade para onde se sente segura. Seu peso não é desprezível, como mostram as vitórias eleitorais da direita e da ultradireita pró-EUA na maior parte dos países do continente.

Junto com a Europa, a América Latina é uma das partes do mundo onde o futuro parece mais sombrio. As esperanças do “desenvolvimento” foram sufocadas há 40 anos. A condição periférica é reforçada pelo surgimento e avanço de novas tecnologias, em que a região é subalterna. O horizonte político estreita-se. Boa parte dos movimentos sociais e dos ativistas parece limitar suas ambições — e seu desejo político — à torcida para que a ultradireita não seja capaz de formar maioria nas eleições seguintes.

No Irã, Trump e seu “novo” projeto de dominação eurocêntrica acabam de sofrer uma derrota histórica. Em que medida ela poderá estimular a esquerda e os movimentos da região a recompor seus projetos, suas articulações, suas lutas? A questão pede respostas.

sábado, 20 de junho de 2026

Jürgen Habermas defendeu a razão em uma era que se obscurece

Nenhum comentário:

O notável filósofo alemão, que morreu em março, compreendia o quanto dependia de uma esfera pública guiada por princípios.

Alex Ross - The New Yorker * 20/06/2026

Você acorda e se prepara para a enxurrada de besteiras tóxicas que constitui a esfera pública moderna. Seu e-mail está tomado por spam, golpes e pornografia. Há mensagens de voz de ninguém sobre o nada. Uma olhada nas notícias revela que o presidente Trump continua a despejar mentiras e obscenidades; que um trilionário está promovendo propaganda supremacista branca em uma plataforma de mídia social que possui; que um artista musical no topo das paradas está elogiando Hitler, ou pedindo desculpas por tê-lo elogiado, ou elogiando Hitler mais uma vez. Publicações, do Times para baixo, usam manchetes caça-cliques que o tratam como um rato faminto em um experimento pavloviano. Sistemas de IA simulam a experiência de conversar com um garoto arrogante de dez anos que sabe muito menos do que pensa saber. Quando pressionados, os chatbots admitem que não conseguem “compreender naturalmente a moralidade humana, a dignidade, a cultura ou o significado”. Tudo isso se soma a um zumbido discursivo contínuo — um ruído de conversa aleatória, falsa, estúpida e sinistra que ninguém quer e que ninguém consegue interromper.

A pessoa que deveria ter sido mais capaz de explicar como chegamos até aqui era o grande filósofo alemão Jürgen Habermas, que iluminou como uma esfera pública combativa e guiada por princípios é parte integrante da democracia. Mas Habermas morreu em março, aos noventa e seis anos, e, embora tenha permanecido ativo até seus últimos meses, comentando sobre Ucrânia, Gaza e eurobônus, ele teve dificuldade em compreender o rumo que a história havia tomado.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Deputada Federal? Apoiamos a Professora Amábile Marchi, a voz da inclusão!

Nenhum comentário:
Este Blog, sendo ligado à CTB e ao PCdoB, indica decididamente para leitores e leitoras, para militantes, amigas e amigos, o nome da professora Amábile Marchi, dirigente desse Partido, que agora se lança pré-candidata a uma cadeira na Câmara Federal.

Amábile é professora da rede estadual, mãe de dois filhos autistas (TEA – Transtorno do Espectro Autista*) e preside a entidade União de Pais Pelo Autismo (UPPA), sendo reconhecida como uma das referências em Curitiba e no Paraná quanto aos esforços para que haja o devido reconhecimento das deficiências dessas pessoas neurodivergentes e a desejável inclusão no âmbito da sociedade, e particularmente nas escolas.

O Blog NaLuta apoia Amábile Marchi para reforçar a bancada progressista e de esquerda na Câmara Federal, para mudar para melhor, a partir de 2027, o cenário desse parlamento hoje tomado majoritariamente por inimigos dos trabalhadores e do povo em geral, da democracia e da soberania nacional – deputados traidores da pátria vinculados à extrema-direita, cuja proposta essencial é entregar este país às vontades do presidente demente Donald Trump.

Assim, convidamos estudantes e trabalhadores da UFPR, da UTFPR, da UNILA, a fortalecer a pré-candidatura da professora Amábile, bem como as demais pré-candidaturas do campo progressista e de esquerda do Paraná.

Também convidamos, agora, ao evento de lançamento da pré-candidatura de Amábile, que ocorrerá amanhã, sábado, 13 de junho, a partir das 15h30, no Espaço Cultural 7 (Av. Visconde de Nácar, 637). Para quem quiser permanecer no barzinho, depois do lançamento, assistiremos juntos à estreia da seleção brasileira contra a seleção do Marrocos na Copa do Mundo, jogo que será às 19 horas.

Fica a chamada! Participe, engaje-se e fortaleça uma candidatura verdadeiramente defensora dos interesses atuais e históricos dos trabalhadores e trabalhadoras!

----------------------

(*)O TEA é um transtorno neurológico que afeta a forma como a pessoa percebe e interage com o mundo, incluindo processamento sensorial, comunicação verbal e não verbal, e comportamento social.  O termo “espectro” indica que os sintomas podem variar de leves a graves, e cada indivíduo apresenta um conjunto único de características.  O diagnóstico geralmente ocorre na infância, por volta dos 4 ou 5 anos, mas pode ser identificado na adolescência ou idade adulta.

Eleição do Sinditest - Chapa 1 sagra-se vitoriosa

Um comentário:


Nesta passagem de quinta para sexta-feira, transcorreu a apuração dos votos da eleição do Sinditest, para o mandato 2026-2029 da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal. A Chapa 1 "Seguindo em Frente" venceu com 475 votos.  De informe de primeira mão, segue o resultado geral:
  • Chapa 1: 475 votos
  • Chapa 2: 146 votos
  • Chapa 3: 436 votos
  • Brancos: 34 votos
  • Nulos:      9 votos
  • TOTAL: 1.100 votantes
Não dispomos ainda da votação para o Conselho Fiscal, ao qual duas chapas disputavam (a 1 e a 3).

Desses números, depreende-se que a vitória da Chapa 1 foi relativamente apertada sobre a Chapa 3. Ainda que seja um momento importante da democracia sindical, registre-se também um baixo quorum de participação da base no processo.

Para a nova Diretoria que assumirá, isso deve apontar no sentido de muito mais ações junto às bases, em defesa dos interesses maiores dos trabalhadores/as técnico-administrativos/as.  Com plena democracia sindical, esforços pela unidade de ações, transparência na gestão política e administrativo-financeira, e uma orientação de sentido  progressista na UFPR e na sociedade, assim se poderá de fato seguir em frente.

ATUALIZAÇÃO ÀS 09h30: a votação para o Conselho Fiscal deu vitória à Chapa 3, conforme o quadro abaixo:
  • Chapa 1: 462 votos
  • Chapa 3: 505 votos
  • Brancos: 125 votos
  • Nulos:        8 votos
  • TOTAL:  1.100 votantes.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Derretimento de Bolsonaro, desespero entre bolsonaristas, e Lula em alta

Nenhum comentário:

A mais recente pesquisa Quaest demonstra o avanço do presidente Lula nas pesquisas e a queda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), levando o campo bolsonarista às raias do desespero.

Nessa pesquisa, divulgada ontem, Lula está com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra TarifFlávio Rachadinha, que soma 38%.

Debate eleitoral já inclui o Caso BolsoMaster
Quase que obviamente, a queda de Bolsonarinho nas pesquisas deve-se ao desgaste causado pelas revelações acerca da relação da família Bolsonaro com o bandidaço do mercado financeiro Daniel Vorcaro, dono do falido Banco Master.

Os bolsonaristas estão atônitos e batendo cabeça para tentar explicar o inexplicável: o escândalo do BolsoMaster.  Já na pré-campanha de Lula, o astral é crescente, mas sem "salto alto", e ela organiza agora o esquema chamado "Porta-Vozes do Lula", pelo qual a militância da Frente pela Reeleição de Lula e todos os apoiadores são conclamados a atuarem nas redes e nas ruas em torno sempre de uma mensagem única a cada dia, em uníssono, para o país inteiro ouvir e ler.

Segundo reportagem do Intercept Brasil (9/6), documentos e recibos comprovaram repasses de US$ 10,6 milhões feitos pelo ex-banqueiro Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse" (que aqui traduzimos como "Pangaré Sombrio"), uma suposta biografia de Jair Bolsonaro (PL) que não passa de mentira cinematográfica.  O ex-presidente genocida golpista cumpre prisão domiciliar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por ter tentado o golpe.

Daniel Vorcaro é investigado pela Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que apura um esquema de fraudes financeiras que pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões.

Advogado de Eduardo Bolsonaro no rolo da grana do Banco Master
Amplia-se o desgaste do bolsonarismo com o lance de um Fundo, administrado pelo advogado de Eduardo Bananinha,  o Havengate Development, que engoliu parte dos R$ 61 milhões enviados pelo Master em 2025.

Quem manda nesse Fundo é Paulo Calixto, advogado do Bananinha hoje cassado. O "small rotten banana" (bananinha podre) fugiu e agora mora no bem-bom em mansão nos EUA, onde tenta articular apoios da extrema-direita gringa para agredir o  Brasil.

Em 16 de junho, o STF vai julgar o Bananinha Podre traidor quanto a ele ter exercido coação sobre a Justiça brasileira. O ex-deputado é acusado de usar suas articulações nos EUA para interferir na investigação do golpe de Jair Bolsonaro & Cia.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Eleição do Sinditest começa hoje

Nenhum comentário:


Hoje e amanhã transcorrem as eleições para renovar a Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal do Sinditest. Concorrem 3 chapas à Diretoria e 2 ao Conselho Fiscal. É muito importante que a categoria aflua em peso às urnas nos diversos pontos de votação, cuja localização pode ser vista neste endereço virtual do site do sindicato.

Uma significativa presença de eleitores/as da base do Sinditest também ajuda a fortalecer a entidade, e, afinal de contas, é relevante momento de exercício da democracia sindical e um direito de cada filiado em dia com suas contribuições. 

PDI da UFPR 2027-2031: entidades da comunidade universitária devem acompanhar sua formulação

Nenhum comentário:


A Administração Central da UFPR desencadeou neste primeiro semestre de 2026 um processo de debates no sentido da elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) para o quinquênio 2027-2031.  

Explicita o Pró-reitor de Planejamento, Luis de Bona, que o PDI “reforça uma visão mais integrada da universidade, em que ensino, pesquisa, extensão, cultura e inovação não aparecem como dimensões separadas, mas como partes de um mesmo projeto institucional, voltado à produção de conhecimento e à sua responsabilidade perante a sociedade”. 

Na próxima semana está agendada uma rodada de audiências públicas sobre cinco objetivos pensados para o PDI, que, a nosso ver, devem ser frequentadas e acompanhadas pelas entidades Sinditest, Apufpr e DCE, pois trata-se de temas inteiramente da preocupação da comunidade universitária (e também a externa).  

O calendário dessas audiências, respectivos horários, locais e temas, é o que segue:

17/6 às 14h (Anfiteatro 400, Dom Pedro I, Reitoria)
Objetivos estratégicos

1 – Criar e fortalecer programas de suporte integral que assegurem a permanência estudantil e a atenção aos servidores

2 – Promover uma gestão resolutiva e transparente, fundamentada no conhecimento institucional para a simplificação da vida acadêmica e administrativa

3 – Fortalecer a governança participativa e a transparência em todos os níveis decisórios

18/6 às 9h30 (Anfiteatro 400, Dom Pedro I, Reitoria)
Objetivos estratégicos

4 – Consolidar a universidade como polo de desenvolvimento científico tecnológico, integrando ensino, pesquisa, extensão, cultura e inovação e os diversos setores da sociedade

18/6 às 14h (Anfiteatro 400, Dom Pedro I, Reitoria)
Objetivos estratégicos

5 – Fortalecer o compromisso social da UFPR, integrando o conhecimento acadêmico às demandas da sociedade para a promoção do desenvolvimento humano e da justiça social.

Há possibilidade de acompanhar as atividades através de link do app Teams.

domingo, 7 de junho de 2026

Trump vai interferir na eleição do Brasil?

Nenhum comentário:

 


A hegemonia americana está no fim — e o Pix ajuda a explicar por quê. Cientista político vê sinais de declínio da influência norte-americana, e afirma que o sistema de pagamentos brasileiro desafia estruturas do poder financeiro.

Jornal GGN - 06/06/2026

As recentes tensões entre Estados Unidos e Brasil, a disputa tecnológica e financeira em escala global e o avanço de novas potências econômicas são, para o cientista político Leonardo Avritzer, sinais de uma mudança profunda na ordem internacional.

Em entrevista ao Jornal GGN, reproduzida no vídeo acima, o pesquisador afirma que o mundo vive um processo de transição no qual a hegemonia exercida pelos Estados Unidos desde o pós-guerra dá sinais claros de esgotamento.

Segundo Avritzer, as dificuldades enfrentadas por Washington para impor sua agenda em diferentes regiões do planeta, somadas ao fortalecimento econômico da China e ao surgimento de mecanismos alternativos de integração financeira, revelam um cenário cada vez mais multipolar.

Nesse contexto, o Brasil passa a ocupar uma posição estratégica, especialmente por iniciativas que ampliam sua autonomia tecnológica e financeira – e é nesse ponto que entra o Pix que, na visão do cientista político, representa mais do que uma inovação bancária bem-sucedida.

De acordo com Avritzer, o PIX simboliza a capacidade de países emergentes de desenvolverem soluções próprias, reduzindo a dependência de estruturas financeiras historicamente vinculadas aos interesses norte-americanos (como o sistema SWIFT).

O Pix incomoda os Estados Unidos”, afirma o cientista político. Na avaliação dele, a ferramenta se insere em um movimento global de busca por alternativas aos sistemas tradicionais de pagamentos e transferências internacionais, em um momento em que diferentes países procuram ampliar sua soberania econômica.

sábado, 6 de junho de 2026

CTB e Blog NaLuta apoiam Chapa 1 ao Sinditest

Nenhum comentário:

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), uma das maiores Centrais Sindicais do país, foi fundada em 2007, em Belo Horizonte, a partir da iniciativa de numerosos ativistas sindicais e entidades que estavam descontentes com os rumos e métodos da CUT. O Blog NaLuta também surgiu em fins de 2007, sendo veículo do Núcleo de CTB que se formara na UFPR.

Hoje, a principal referência sindicalista da CTB na base do Sinditest é o companheiro Otávio Augusto Costa, servidor da UNILA em Foz do Iguaçu, ao lado de vários/as companheiros/as da capital e do interior do Paraná. Coube a ele estar bastante presente na atual Greve da FASUBRA e também, no período recente, debatendo alianças político-eleitorais no âmbito do Sinditest, do que resultou sua candidatura na Chapa 1 – “Seguindo em Frente” à Coordenação de Comunicação e Imprensa da Diretoria Executiva da entidade.

Ainda na época da fundação do Blog NaLuta, já havia um Núcleo de CTB, que atuava no movimento e nos fóruns do sindicato, sendo frequentemente bastante crítico sobre rumos da entidade, porém sem quebrar a necessária unidade de ação prática, que é fundamental para que os trabalhadores tenham força em suas lutas. Ao longo do tempo, os integrantes do Núcleo foram para outros centros de interesse ou se aposentaram, e aquele agregado praticamente se dispersou, restando o editor deste Blog e mais alguns ativistas.

Hoje, porém, com o afluxo de novos servidores/as, a exemplo do próprio Otávio, as energias se renovam para um inédito ciclo de desafios e batalhas. Além do que, entre altos e baixos, o próprio Blog NL mantém-se vivo, buscando acompanhar o que vai pela política geral do país, pela esfera da Educação Pública, da UFPR, UTFPR e UNILA, da própria entidade e outras questões afins ao movimento sindical. E até de temas estritamente científicos, os quais o Editor aprecia, como a matéria sobre os “vermes maconheiros” de anos passados; ou a postagem sobre a aranha chinesa que captura vaga-lume macho em sua teia, converte-o na prática em “fêmea” para atrair mais machos para devorá-los!

Assim, acompanhando a liderança do companheiro Otávio Costa, o Blog NaLuta da CTB chama o voto da categoria na Chapa 1 – “Seguindo em Frente” nas eleições de 10 e 11 de junho. Como dizia aquele antigo famoso líder soviético em seus livros e discursos, “Prossigamos!”.

PATRIOTARISMO: TariFlávio Bolsonaro e o 'patriotismo' que ele exige dos brasileiros

Nenhum comentário:

Tariflávio Bolsonaro, o pré-candidato idiota, foi aos EUA dias atrás prestar vassalagem ao demente pedófilo Donald Trump e pedir (mais) medidas dos EUA que atacam o Brasil e seu povo. 

E Trump atendeu: quer acabar com o PIX do Brasil e está impondo novo tarifaço de 25% aos produtos brasileiros que são exportados para os EUA, tarifa que pode ainda ser acrescida de mais 12,5% (estes são por causa do PIX, porque os gringos desmatadores acham mentirosamente que por aqui se desmata demais e porque os produtos daqui seriam feitos com trabalho escravo).

Vendo, porém, as numerosíssimas reações contrárias nas redes sociais deste seu mais novo tiro no pé por conta de seu patriotismo às avessas, TariFlávio Rachadinha voltou à mídia para dizer que só ele, se eleger-se presidente da república este ano, será capaz de negociar bem com os EUA... E que o Lula é um mau negociador, seria arrogante e teria levado o Brasil ao isolamento internacional... Vê se pode!

Esse esquema do TariFlávio para sua 'diplomacia' é a velha conhecida política CARACU: os EUA entram com a cara e o Brasil entra com o... Os Bolsonaros querem os brasileiros ajoelhados e idolatrando loucos como Trump. Os Bolsonaros e seus suínos (perdão, porcos de verdade) aliados da extrema-direita querem o Brasil transformado em neocolônia dos decadentes Estados Unidos, como ilustra a figura acima. Os verdadeiros patriotas aqui no Brasil não deixarão e vão lhe impor uma surra eleitoral em outubro de 2026.

Fora traidores do Brasil! Toda a força em defesa da nossa soberania!
--------------------
Fonte da figura: revista The New Yorker.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Greve nacional da FASUBRA - o pé da coisa

Nenhum comentário:

A expectativa do Comando Nacional de Greve da FASUBRA, renovado em fins de maio, está voltada para a reunião da terça-feira (2/6), quando os representantes da Federação darão continuidade às discussões sobre os rumos da mobilização e acompanharão os desdobramentos das negociações com o governo federal.

Outro ponto que concentra a atenção da categoria é a resposta ao ofício encaminhado pela FASUBRA-Sindical ao Ministério da Educação (MEC) no último dia 26 de maio. No documento, a Federação comunicou a aceitação das propostas apresentadas pelo MEC, mas destacou a necessidade de avanços em questões consideradas fundamentais para a categoria.

Entre os principais condicionantes apresentados pela entidade estão a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), pauta histórica dos técnico-administrativos em educação, além da definição de um cronograma para o funcionamento dos Grupos de Trabalho (GTs) responsáveis por aprofundar temas estratégicos relacionados à carreira e às condições de trabalho.

A expectativa da Federação é que o ministério apresente em breve um posicionamento sobre os pontos levantados, contribuindo para o avanço das negociações e para a construção de uma solução que contemple as demandas da categoria e com isso apontando o final do movimento paredista.
-----------
Fonte: FASUBRA-Sindical, de 2/6/2026