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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Greve Nacional dos TAE em fevereiro?

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Passado o carnaval deste ano, a partir de 23/02 pode começar uma greve nacional dos servidores técnico-administrativos das Universidades Federais, a depender de debates e votações de uma Plenária da FASUBRA que acontece em Brasília, em 24-25/01 de 2026.

Chamada a base do Sinditest a debater o assunto, a direção sindical convocou uma assembleia geral presencial, que ocorreu na manhã de hoje, 19/01, na Sala 1 do Anexo B do HC. As 42 pessoas presentes não chegaram a debater mais a fundo os motes da proposta de ida à Greve Nacional: no geral o cumprimento pleno do Acordo da greve passada, com destaque para a implementação do processo de RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências) conforme os debates feitos entre CNSC (Comissão Nacional de Supervisão de Carreira) e MIG (Ministério da Gestão e Inovação) ao longo de 2025.

FASUBRA e entidades de base entendem que o debate acumulado com representantes do Governo Federal não foi contemplado no PL 6170/2025 (de dezembro/2025), razão principal pela qual se está propondo a deflagração agora em fins de fevereiro de uma Greve Nacional dos  TAE.

Na Assembleia do Sinditest de hoje, a ampla maioria votou endossando a ideia de uma entrada em greve nacional a partir de 23/02, carreada por esses dois pontos principais da pauta geral de reivindicações: pela implementação do RSC (inclusive podendo abranger aposentados) e contra a reforma administrativa, esta uma proposta do Centrão e extrema-direita do Congresso Nacional para enfraquecer o Serviço Público.

Ao final da Assembleia de hoje, foi eleita uma chapa única de delegados/as afinada com a diretoria do Sinditest, que representarão as bases da UFPR, UTFPR e UNILA na próxima Plenária Nacional da FASUBRA, a qual poderá confirmar a deflagração da greve em fevereiro. Também foi avisado que, depois da reunião que está acontecendo hoje entre FASUBRA e MGI, em Brasília, o Sinditest publicará um vídeo explicando o que saiu dessa reunião (a conferir no site do Sinditest).

sábado, 17 de janeiro de 2026

Moro joga parado enquanto Requião Filho parte para o ataque; Ratinho inerte

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O senador Sergio Moro (partido União Brasil) joga parado enquanto o deputado estadual Requião Filho (PDT) parte para o ataque e antecipa o tom da disputa pelo governo do Paraná em 2026. A sucessão escancarou fissuras no grupo do governador Ratinho Júnior (PSD), abriu flancos para ofensivas adversárias e empurrou o Palácio Iguaçu para uma posição defensiva antes mesmo do início formal do calendário eleitoral.

Blog do Esmael - 17/01/2026

Publicamente, o senador Sergio Moro mantém uma cautela calculada. Evita embates diretos com o Palácio Iguaçu e se apresenta como pré-candidato sustentado por um discurso antipetista e crítico ao presidente Lula (PT), preservando pontes com o eleitor conservador. Debaixo dos lençóis, porém, o movimento é outro. Moro tem procurado interlocutores do governo e pedido, de forma direta, apoio do governador Ratinho Júnior para viabilizar sua entrada na disputa pelo governo do Paraná.

O cálculo político é simples. Sem o aval do atual mandatário, Moro sabe que entra fragilizado numa disputa que tende a ser dura e antecipada. Jogar parado virou estratégia de sobrevivência, mas também um risco. O silêncio preserva, mas não constrói.

Há ainda um fator partidário que pesa contra o senador Sergio Moro. Ele enfrenta dificuldades reais dentro da federação União Progressista, marcada por disputas internas, resistências regionais e pouca disposição em bancar um projeto majoritário no Paraná sob sua liderança. Esse quadro fragiliza sua posição negocial, reduz a margem de manobra e alimenta, nos corredores de Brasília e de Curitiba, a hipótese de uma saída forçada para uma agremiação menor, apenas para garantir elegibilidade. O movimento, se confirmado, aprofundaria a dependência de Moro em relação ao apoio do Palácio Iguaçu e reforçaria a leitura de que sua candidatura só se sustenta com aval externo, não por força orgânica própria, embora, circunstancialmente, o ex-juiz lidere as pesquisas de intenção de voto.

Do lado oposto, o deputado estadual Requião Filho parte de uma base partidária mais organizada. Ele conta com o respaldo da Federação Brasil da Esperança, eixo que reúne PT, PCdoB e PV, e trabalha para ampliar esse arco de alianças. Há conversas em curso para atrair também a federação PSOL-Rede e o PSB, o que pode lhe garantir musculatura política, tempo de TV e capilaridade social suficientes para sustentar uma candidatura competitiva. Esse desenho reforça a diferença estratégica em relação a Moro. Enquanto o senador busca abrigo partidário, Requião Filho tenta construir um campo progressista ampliado desde a largada.

Além da robustez partidária, o deputado estadual Requião Filho fez a escolha oposta à de Moro. Abandonou qualquer zona de conforto e passou a atacar frontalmente o governo Ratinho. O alvo é o modelo de gestão, as decisões administrativas e o entorno político do Palácio.

A ofensiva de Requião Filho não surge no vácuo. Dialoga com temas já explorados pelo Blog do Esmael nos últimos anos, como saneamento, concessões, privatizações e negócios cercados de baixa transparência. A aposta é na erosão contínua da imagem de eficiência vendida pelo governo.

Enquanto Moro pede abrigo em silêncio e Requião avança em voz alta, o grupo governista segue confuso. O núcleo político de Ratinho Júnior ainda patina entre três potenciais nomes para a sucessão. Nenhum foi anunciado. Nenhum conseguiu se impor. Todos competem entre si.

No entorno do governador Ratinho Júnior (PSD), a disputa virou uma verdadeira guerra umbilical. Alexandre Curi (PSD), Guto Silva (PSD-PR) e Rafael Greca (PSD) travam uma competição de bastidores, silenciosa, porém corrosiva, pelo posto de herdeiro do Palácio Iguaçu. A ausência de uma definição clara do governador estimulou vazamentos, desconfiança mútua e fogo amigo, expondo fragilidades que até então estavam contidas dentro do governo. O resultado foi previsível. Com o grupo dividido e olhando para dentro, adversários ganharam espaço para atacar, ressuscitar denúncias, explorar contradições administrativas e ampliar o desgaste do entorno palaciano, transformando a indefinição governista em combustível político para a oposição.

A tentativa do governador de manter todos no jogo, adiando a decisão, produziu efeito contrário. A indefinição alimentou desconfiança interna e transmitiu insegurança para fora. Na política, vácuo não existe.

Esse espaço foi rapidamente ocupado por adversários. Denúncias reapareceram, casos antigos ganharam nova roupagem e esqueletos guardados no armário começaram a circular com mais intensidade. Problemas cabeludos envolvendo aliados, operadores e contratos passaram a integrar o debate pré-eleitoral.

O Palácio Iguaçu percebeu tarde que neutralidade não é estratégia. Quando o poder hesita, vira alvo. A pré-campanha se transformou em campo minado, e cada passo em falso custa capital político.

Há ainda um pano de fundo nacional. Moro tenta preservar relevância depois de uma sequência de desgastes. Ratinho Júnior busca manter musculatura política para projetos mais amplos, mas corre o risco de sair da sucessão estadual como fiador de uma derrota. Requião Filho aposta no confronto direto para se consolidar como alternativa de ruptura.

O retrato do momento é incomodo para o governo. Um senador que pede apoio nos bastidores, um deputado que ataca sem rodeios e um grupo no poder que ainda não decidiu quem será seu rosto em 2026. Se nada mudar, a eleição pode ser decidida antes mesmo de começar oficialmente.

A pré-temporada eleitoral deixou claro que a disputa no Paraná não será protocolar. A confusão interna do grupo governista encurta o tempo de reação e amplia o espaço para ataques. Quem errar agora pode não ter segunda chance quando o jogo valer de verdade.

Enquanto isso, naquela luxuosa e enooorme cela do Presídio da Papudinha

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Saberes e Competências dos Servidores Técnico-Administrativos - quem reconhece?

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A Greve nacional puxada pela FASUBRA no primeiro semestre de 2025 tinha como carro-chefe a reivindicação salarial, por algum percentual de reajuste, em que pese um Acordo fechado entre SPF e MGI (Ministério da Gestão) do Lula haver estabelecido que reposições salariais ocorreriam apenas em 2023, 2024 e 2026, mas não em 2025.

Ainda assim, a greve manteve o pleito do reajuste em 2025, já que os percentuais propostos no Acordo acima citado não zeravam as perdas ocorridas nos anos passados, e principalmente o congelamento imposto nas (indi)gestões Temer e Bolsonaro.  Como é sabido, o Governo Federal não atendeu a essa reivindicação, mas, como "consolo", ampliou para mil reais o montante do vale-alimentação dos TAE.

Outra reivindicação destacada naquela greve foi o chamado RSC - Reconhecimento de Saberes e Competências.  Isto é, a regulamentação de um processo pelo qual Universidades e União fazem a identificação de habilidades e conhecimentos que os servidores e as servidoras, ao longo de seu trabalho de muitos anos, hajam adquirido, por experiência prática e reflexão, trazendo aperfeiçoamentos nas rotinas laborais do Serviço Público. 

Ao fim da greve, Governo e FASUBRA acertaram que o período seguinte em 2025 seria dedicado à análise e propostas sobre como normatizar esse processo para implementação do RSC, com impacto em um futuro adicional de salário sobre o vencimento básico.

No entanto, nesse processo de debate e negociação do ano passado, o resultado até agora não foi considerado satisfatório pelo movimento sindical, pela FASUBRA.  Isso foi avaliado na mais recente Plenária Nacional de Sindicatos de Base da FASUBRA, feita no final do ano passado.

Foi expedido pelo Executivo o Projeto de Lei 6.170/2025 em 03/12/2025, que trata do RSC (e de outros assuntos), mas, diz o Governo, ele estaria ainda sujeito a sugestões e alterações a partir de contribuições das entidades sindicais.  Está agendada para 19 de janeiro deste ano uma reunião entre FASUBRA e a ministra Esther do MGI.  Conforme o que sair dessa conversação, pode até ser proposta uma nova greve nacional.

Por isso, o SINDITEST está chamando uma Assembleia Geral presencial, a partir das 09h00 do dia 19/01/2026, que ocorrerá na Sala 1 do Anexo B do HC, cuja pauta inclui os seguintes itens:

1. Informes Gerais;

2. Indicativo de Greve: Avaliação de propostas;

3. Eleição de Delegados e Delegadas para a Plenária Nacional da FASUBRA, que ocorre nos dias 24 e 25 de fevereiro.

Lembramos à base de TAE representada pelo SINDITEST que, seguindo o Acordo feito em 2023, uma reposição salarial da ordem de 3,5% deve ser concedida pelo Executivo em abril deste ano.

domingo, 11 de janeiro de 2026

A frágil chama da democracia e da soberania nacional

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"A democracia e a soberania nacional podem ser frágeis chamas entrelaçadas, que correm risco de se apagar se atingidas por fortes ventanias reacionárias e golpistas.  Cabe ao povo, em última instância, protegê-las de tais sombrios ventos e defendê-las".

O 8 de Janeiro, data símbolo da luta em defesa democracia e do combate ao golpismo, teve como ponto alto um ato cívico no Palácio do Planalto, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, expressando uma exigência da maioria da nação, vetou, integralmente, o projeto de lei da dosimetria , aprovado pela maioria de direita nas duas Casas do Congresso Nacional.

Tal projeto é um retrocesso, pois abranda as penas de Jair Bolsonaro, de generais e demais golpistas, definidas em julgamento legítimo pelo STF em 2025. São criminosos que tentaram sepultar o regime democrático e impor um regime autoritário, ditatorial. São penas de prisão, com durações variáveis, das quais os condenados reclamam muito, mas é bom lembrar que há países, como a Alemanha, que aplicam pena de morte em casos de tentativa de Golpe de Estado!

David Alcolumbre e Hugo Motta, presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, respectivamente, não compareceram ao ato do dia 8/1/2026, mas estiveram presentes parlamentares do campo democrático, popular e patriótico.

Além do ato no Palácio do Planalto, houve uma solenidade no Supremo Tribunal Federal (STF), que cumpriu em 2025 papel determinante para a punição inédita dos golpistas, apesar do conluio da extrema-direita brasileira e do governo estadunidense de Donald Trump, que resultou no tarifaço e nas agressões ao STF.

Na praça dos Três Poderes, em Brasília, e em várias outras cidades do país, as centrais sindicais, as entidades estudantis, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo, os partidos da esquerda – como PCdoB, PT e PSOL – realizaram manifestações de rua. Em Curitiba, o Ato ocorreu na Praça Santos Andrade, diante do prédio histórico da UFPR, ao final da tarde do dia 8, ficando todos firmes apesar do forte aguaceiro que caiu.  Além do apoio ao veto do presidente Lula, ecoou forte o rechaço aos brutais atos de guerra dos Estados Unidos contra a Venezuela e a defesa da soberania nacional dos países da América Latina e do Caribe, pela paz na região.

Foto do Ato Público contra a Anistia aos golpistas de 8/1 na Praça Santos Andrade

O presidente Lula, na solenidade do ato, disse que se tratou de uma vitória “contra os traidores da pátria”. Salientou que o 8 de janeiro está marcado na história “como o dia da vitória da nossa democracia”. Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, sobre os que sempre defenderam a tortura e a ditadura; sobre os que planejaram o assassinato do presidente, do vice e do então presidente do Superior Tribunal Eleitoral. Vitória sobre “os que exigem cada vez mais privilégios para os super-ricos e menos direitos para quem constrói a riqueza do Brasil com o suor de seu trabalho”. Vitória “sobre os traidores da pátria, que conspiraram contra o Brasil para causar o caos na economia e o desemprego de milhões de brasileiros”. “Eles foram derrotados. O Brasil e o povo brasileiro venceram”.

Já o vice-presidente, Geraldo Alckmin, numa nítida alusão ao que se passa na América do Sul, disse que o Brasil não quer hegemonia, mas “uma rede de países livres, com prosperidade compartilhada”. E fez um importante, destaque: a soberania nacional é condição essencial para a democracia, pois “sem ela o regime democrático se transforma em um simulacro”.

Vale comparar: de modo antagônico, a data de 6 de janeiro [2021], na passagem do 5º ano da invasão do Capitólio, sede do parlamento dos EUA, por uma turba a mando do então candidato derrotado Donald Trump.  A Casa Branca, hoje comandada pelo pré-demente ditador neonazista Trump, criou um site no qual falseia os fatos e homenageia os golpistas trumpistas, que foram indultados por ele.

As importantes manifestações que aconteceram neste 8 de janeiro devem se desdobrar numa agenda crescente para pressionar o Congresso Nacional a manter o veto do presidente Lula. Embora difícil, devido à hegemonia do consórcio da direita e da extrema-direita no parlamento, não é impossível. Da votação ocorrida em dezembro, no Senado Federal, a direita obteve apenas sete votos além dos 41 necessários, enquanto na Câmara foram 34 além dos 257 votos indispensáveis, isto é, a maioria absoluta das duas Casas. (A maioria do número total de membros de cada uma das Casas Legislativas, e não o número de membros presentes em uma sessão.)

As bandeiras da soberania nacional e da democracia, nas circunstâncias atuais, confluíram. A ofensiva imperialista de Trump sobre a América Latina e o Caribe, escancaradamente em curso contra a Venezuela, já incide com ímpeto, em especial nas eleições presidenciais da Colômbia (maio) e no Brasil (outubro).

Além da condução política acertada do Brasil, de rechaço aos atos de pressão e guerra de Trump, de defesa da paz e da soberania, impõe-se que a campanha de reeleição do presidente Lula apresente um programa avançado, que abra caminho para o desenvolvimento soberano do país, sem o qual a democracia é fragilizada e os direitos do povo e dos trabalhadores ficam num patamar muito aquém do necessário.

Seu cachorro pode estar ouvindo atento a sua conversa

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Um novo estudo revela que alguns cães inteligentes podem aprender palavras apenas de ficar ouvindo conversas entre seres humanos

Jackie Flynn Mogensen – Scientific American * 8/1/2026

A maior parte dos proprietários de cães sabem que seu bichinho é suficientemente esperto para conhecer certas frases – “saidinha”, por exemplo, ou, talvez mais provavelmente, “hora da comida”. Alguns caninos particularmente inteligentes podem mesmo saber distinguir mais de 100 palavras. E, incrivelmente, alguns poucos cãezinhos “gênios” podem ser capazes de aprender palavras não porque lhes foram ensinadas, mas puramente porque ficaram ouvindo com atenção as conversas entre humanos.

Em um novo estudo publicado na revista “Science” [periódico da AAAS, equivalente da SBPC brasileira], na quinta-feira passada, pesquisadores da Universidade Eötvös Loránd, da Hungria, descobriram que um pequeno grupo de cachorros “superdotados” podem aprender os nomes de brinquedos novos apenas de ouvirem seus donos conversando sobre esses itens. Comparando com o ser humano, é como se fosse a mesma habilidade de aprender a linguagem própria de uma criança com 18 meses de idade.

Os pesquisadores pediram aos donos de cachorros para conversarem com outra pessoa dentro de casa e falar os nomes de dois novos brinquedos na frente de seus animais de estimação, mas sem se dirigir diretamente aos animais. Em seguida, os donos colocaram o par de brinquedos em uma sala separada junto com uma porção de outros brinquedos e disseram para seus cães para pegarem um dos novos objetos de brincadeira. Os cães foram capazes de selecionar os novos brinquedos depois de ouvir seus donos exatamente como se lhes fossem mostrados esses brinquedos (antes) e depois solicitados a achar os objetos.

"Com alguns dos cães, é como se eles não tivessem nenhuma dúvida sobre o que eles deveriam fazer”, diz Shany Dror, hoje uma pesquisadora de pós-doutorado do Laboratório do Cão Esperto, na Universidade de Medicina Veterinária, em Viena, Áustria, e co-autora desse estudo. “Os cães, logo que entravam na sala, iam direto para o brinquedo que eles sabiam que era o novo brinquedo e então o traziam imediatamente”.

O fato de que eles podem ouvir, e atentamente, as pessoas passando entre si um objeto e o nomeando – e então o cão distingue aquela palavra – significa de que eles estão mesmo acompanhando essa conversa. Eles são capazes de analisar o nome do rótulo do objeto e ligá-lo corretamente a esse objeto”, afirma Heidi Lyn, uma psicóloga comparativa e professora associada da Universidade do Sul do Alabama (EUA), que não esteve envolvida com esse estudo. “Trata-se de um salto bastante sofisticado cognitivo e de atenção que os animais realizam”.

Habilidades similares podem ser vistas em outros animais, como macacos e papagaios. A nova pesquisa oferece provas de que alguns cães podem aprender algumas palavras mesmo quando eles não são diretamente chamados por seus donos, comenta Nameera Akhtar, professora de Psicologia da Universidade da Califórnia, campus de Santa Cruz, que também não participou do referido estudo. No entanto, adverte ela, os cães participantes desse estudo eram particularmente inteligentes, e assim, talvez, nem todos os pets sejam assim astutos.

Não está claro como, exatamente, tais cães “superdotados” aprendem ou o porquê de alguns cães parecerem ser tão mais capazes de distinguir palavras e frases novas do que outros.

Shany Dror, que recentemente perdeu seu cachorro de 15 anos de idade, da raça schipperke, chamado Mitos, diz ter esperança de que o novo estudo ajudará donos de cães a apreciar melhor a habilidade de suas companhias caninas de entender os sinais sociais. “Penso que devemos todos dar mais atenção à maneira como interagimos perto de nossos cães e com nossos cães”, indica ela, “o modo como nos comportamos, o modo como olhamos para eles, o jeito como dizemos nossas palavras”.
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Comentário deste Blog: com certeza esses cães "espertos" (smart dogs) tem mais inteligência que muito bolsonarista fascista fanático por aí... 

sábado, 10 de janeiro de 2026

Enquanto isso, naquela mansão do PL em Brasília

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Diante da UFPR, Ato em 8/1 marca 3 anos da derrota do golpe fascista

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Assim como em outras capitais e cidades do Brasil, o 8 de janeiro em Curitiba também marcou a passagem de três anos do fiasco da tentativa de golpe de Estado da extrema-direita 'brasileira' bolsonarista.  

A manifestação, que não chegou a levar muita gente para diante das escadarias do prédio histórico da UFPR, na Praça Santos Andrade (cerca de mil pessoas), teve o mérito de registrar a luta popular contra o golpismo de 2022-2023, e da continuidade desse fenômeno político que persiste assombrando nossa conjuntura política. Mesmo que quase todos os comandantes daquele movimento inconstitucional, a começar do mimizento Bolsonaro, estejam presos, assim como ainda algumas centenas de seus soldadinhos otários detidos no presídio da Papuda.

Em nítido contraste, uma "minifestação" de fanáticos bolsonaristas em defesa do golpe de 2023 e da anistia para Jair Mimizento não reuniu mais que 18 pessoas na Boca Maldita, na manhã do mesmo dia 8.  Que cena patética e até digna de pena por se ver concidadãos cegados pela pregação hiper-enganosa do bolsonarismo.

No entanto, apesar de a democracia e o respeito à institucionalidade estarem preservados, o cenário mundial - com as recentes ações agressivas do ditador demente dos EUA, Donald Trump chegando ao ponto de sequestrar ilegalmente um presidente legítimo da Venezuela no último dia 3/1 - e o permanente bulício da extrema-direita nativa tentando aprovar anistias para bandidos, esses elementos devem suscitar nos partidos de esquerda e progressistas, e movimento sociais, um constante estado de vigilância. 

Lembrando que 2026 é ano de eleição presidencial, e Trump e a extrema-direita no Brasil estão louquinhos para reconquistar o Governo Federal e a maioria do Congresso Nacional para fazer nosso país retroceder décadas.

Incontáveis Atos populares em defesa da Democracia e contra a anistia aos bandidos golpistas ainda terão de ocorrer ao longo do ano.  Até porque, no mesmo dia 8, o Presidente Lula vetou integralmente o Projeto de Lei da dita "Dosimetria" (que preferimos chamar de "GolpeMetria", PL que quer diminuir o tempo de cadeia dos golpistas), aprovado recentemente no Congresso. A articulação de parlamentares de direita, fisiológicos e corruptos, designada "Centrão" (capitaneada por Artur Lira e Hugo Motta), e a extrema-direita prometem derrubar o veto de Lula. 

Será preciso continuar mobilizando o povo, nas ruas reais e nas redes virtuais, para denunciar esses deputados e senadores picaretas no meio da grande massa como co-autores de uma bandidagem inconstitucional, e nisso também trabalhar para que não sejam reeleitos em outubro  de 2026.

sábado, 11 de outubro de 2025

Ajustes em enzima estendem a vida de ratos-toupeira pelados

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Quatro pequenos ajustes em uma enzima poderiam ser o fator que ajuda ratos-toupeira pelados (Heterocephalus glaber, um tipo de roedor sem pelos que vive em túneis, e prevalente no leste da África) a viverem até cerca de 30 anos – um tempo de vida excepcionalmente longo para um animal de tamanho minúsculo. 

Pesquisadores descobriram que uma enzima chamada cGAS nesses animais difere da versão da mesma enzima existente em humanos no tocante a apenas quatro aminoácidos (enzimas são proteínas, e proteínas são como um rosário cujas contas na cadeia são as dezenas ou centenas de aminoácidos interligados).

Estas mudanças evitam que a enzima no rato se desnature (se decomponha) tão rapidamente como acontece em seres humanos, o que aumenta a habilidade dos animaizinhos de reparar danos em seu material genético, que é o que leva ao envelhecimento.
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Fonte: revista Nature de 10/10/2025
Artigo completo (em inglês) aqui.

Levar em conta os cientistas de Gaza para dirigir a reconstrução

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Na medida em que a primeira fase do cessar-fogo em Gaza se efetiva, os pesquisadores que estudam a reconstrução pós-guerra dizem que os esforços para isso não podem excluir a expertise Palestina.

Acadêmicos de instituições científicas “possuem conhecimento local sem paralelos e profunda compreensão sobre sua terra”, diz Amani Al-Mqadma, chefe de relações internacionais da Universidade Islâmica de Gaza, e co-autor de um relatório de avaliação das necessidades de educação superior no território.

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Fonte: revista Nature, de 10/10/2025, em livre tradução.
Artigo completo (em inglês) aqui:

Eduardo Leite, o pangaré da direita, não sai das pesquisas.

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Uma das perguntas que ninguém se dispõe a responder: por que Eduardo Leite ainda aparece nas pesquisas eleitorais para a eleição presidencial em 2026?


Por que Leite é citado, se pertence ao PSD e o candidato preferencial do PSD, e que aparece melhor nas pesquisas, é Ratinho Júnior?

Que poder tem Eduardo Leite junto aos donos dos institutos de pesquisa para incluir seu nome, se ele é sempre o pior colocado entre todos os candidatos que poderiam enfrentar Lula?

O que Leite faz nas pesquisas? Na última amostragem Genial Quaest, dessa semana, o G1 fez esse resumo da distância alcançada por Lula, que se afasta de todos os adversários:

• Lula está nove pontos à frente de Ciro Gomes (PDT);

• 10 pontos à frente de Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível;

• 12 pontos à frente de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Michelle Bolsonaro (PL);

• 13 pontos à frente de Ratinho Júnior (PSD);

• 15 pontos à frente de Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União) e Eduardo Bolsonaro (PL);

• e 23 pontos à frente de Eduardo Leite (PSD).

Em todo os cenários, Lula tem, no segundo turno, entre 40% e 47% e seus adversários, de Tarcísio a Caiado, ficam ao redor dos 30%. Menos Eduardo Leite.

Contra Leite, Lula obtém 45% e o governador fica com 22%. É uma performance de pangaré, que não justifica sua inclusão na pesquisa. Mas o Datafolha também tem citado o ex-tucano gaúcho.

O que Leite ganha com isso? Ganha muita exposição, para o que de fato irá disputar, uma das duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Sul.

Por algum vínculo com os donos dos institutos, Leite consegue o que Sergio Moro, por exemplo, não conseguiu nunca mais. Moro já foi abandonado como nome capaz de enfrentar Lula.

Mas Leite está lá. E a performance dele vem piorando a cada levantamento. Poderiam tirar o moço das pesquisas e colocar Magno Malta [em certas ocasiões conhecido como Magno 'Malte' 12 anos]. Dá na mesma, ou talvez Malta consiga números melhores.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Flopadíssimo ato bolsonarista pela anistia para bandidos

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As lideranças fascistoides do bolsonarismo - pastor picareta Malafaia, a ex-primeira-Demo Micheque, o senador da rachadinha Flávio Bolsonaro, o deputado federal "chupetinha" Nikole Ferreira (o mentiroso do Pix), entre outros - fizeram mais uma desesperada tentativa de mobilizar gente para apoiar a proposta da "anistia" para os bandidos golpistas.  Isso foi ontem à tarde, em Brasília, através de uma caminhada.

Os bovinos seguidores do genocida inelegível Jair Bolsonaro que se dispuseram a pagar o mico protagonizaram mais um fiasco político; não somavam mil pessoas.  Isso reforça uma posição captada por pesquisas recentes, de que a ampla maioria da população brasileira rejeita a ideia de salvar da cadeia os criminosos da tentativa de golpe de Estado de 08/01/2023.

Parte da direita, junto com setores de mídia grande, reuniram três mortos-vivos do cenário político - o "maizenólatra" Aecio Neves , o vampiro  golpista de 2016 Michel Temer e o pelego Paulinho da Força - para elaborar um Projeto de Lei alternativo à "anistia ampla, geral e irrestrita" sonhada por Bolsonaro para se livrar inteiramente das grades.  Essa manobra jurídica foi chamada de "PL da Dosimetria", com o fim de pelo menos reduzir as penas atribuídas pelo STF aos grandões do esquema golpista de 2022-2023.


Contudo, esse PL da Dosimetria, que está em discussão no Congresso Nacional, frustra as expectativas de aliados de Bolsonaro (ainda filiado ao Partido Liberal). A proposta, que inicialmente prometia reduções significativas nas sentenças, enfrenta resistências e deve resultar em mudanças bem mais modestas do que o esperado pelos apoiadores do antigo mandatário.

Assim, direita e extrema-direita quebram o pau entre si por causa de um grupelho  de bandidos que atentaram contra o Estado Democrático e de Direito. Enquanto isso, Lula nada de braçada, aprovando a isenção de IR para os trabalhadores que recebem menos de 5 mil reais/mês e outras medidas populares.

Ao mesmo tempo, Lula acerta negociações com Donald Trump para tentar resolver o problema do tarifaço que os EUA aplicaram às exportações do Brasil, medida que prejudica alguns setores da economia brasileira, mas também a vida dos americanos, acostumados a tomar o café e o suco de laranja exportados daqui para lá. 

E isto faz com o que o filhinho do Jair, "deputado" Eduardo Bananinha Bolsonaro, fugitivo nos EUA há meses, arranque de raiva os últimos fios de cabelo de sua calva. Já seu pai criminoso, dodoizinho em prisão domiciliar há dois meses e ornamentado com tornozeleira eletrônica, bota os bofes para fora em meio a crises de soluços e vômitos.  Arghhh.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Extremistas ameaçam “massacrar” negros, LGBTs e feministas da UFSM

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A Reitoria anunciou medidas de segurança para garantir o funcionamento da universidade e a circulação dos estudantes

Revista Forum – 06/10/2025

A Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) revelou, por meio de um comunicado, que vários setores da instituição receberam e-mails com ameaças de ataque contra estudantes.

De acordo com informações da deputada Fernanda Melchionna (PSol-RS), extremistas enviaram mensagens ameaçando “massacrar” estudantes negros, LGBTs e feministas.  Hoje pela manhã, diversos setores da UFSM receberam e-mails intimidatórios, com ameaças de massacre contra estudantes LGBTQIA+, negros e negras e feministas. Isso é um absurdo completo e não pode ser tratado com normalidade”, declarou a deputada.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT), que foi estudante da instituição, também repercutiu as ameaças e afirmou que se colocou à disposição para ajudar.  Não vamos aceitar qualquer tipo de intimidação de grupos da extrema direita, grupos violentos que acham que vão nos intimidar com discurso de ódio e intolerância”, disse Paulo Pimenta.

A Reitoria informou que acionou a Brigada Militar, a Polícia Civil e a Polícia Federal, além de reforçar as rondas de segurança nas áreas dos campi da instituição.

Abaixo a nota da Reitoria da UFSM:

"Nota sobre ameaça à comunidade

Ontem (05), vários setores da UFSM receberam e-mail com ameaças à comunidade da UFSM. Tão logo recebeu e-mail, a Universidade Federal de Santa Maria acionou a Brigada Militar, a Polícia Civil e a Polícia Federal, além de informar a equipe de vigilância da instituição, que reforçou as rondas nas áreas dos campi.

O Gabinete segue atento às respostas das autoridades competentes.

As atividades na UFSM estão mantidas e pede-se cuidado com fake news geradas a partir dessa pauta: a comunicação oficial da UFSM é feita pelo site e redes sociais do Gabinete do Reitor e da UFSM.

Gabinete do Reitor
08h30 – 06/10/2025"
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COMENTÁRIO deste Blog: no site Intercept Brasil, um de seus jornalistas publicou recentemente matéria alertando sobre o surgimento de predisposição belicista de certos grupos fanáticos vinculados à extrema-direita, que estariam a fim de executar ações concretas violentas. Poucos dias depois, ocorre o episódio da agressão verbal e de cusparada contra a professora Diretora do Setor de Ciências Jurídicas da UFPR, Melina Fachin, em plena Praça Santos Andrade. Agora este caso das ameaças contra a UFSM.

Há que ligar os pontos. E aumentar o estado de vigilância e resistência a quem não sabe conviver na democracia, por falta total de ideias e propostas para o Brasil, ou por verem seus argumentos facilmente postos abaixo no debate franco e democrático. Isto vale tanto para toda a comunidade da UFPR, da UTFPR e da UNILA, como para as autoridades dirigentes dessas instituições, que devem cogitar em reforços nos esquemas de segurança interna nos campi.

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Burro ou bandido... ou bandido burro

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Comenta Caetano, na charge de Aroeira: quem apoia a PEC da "Bandidagem" (aprovada na Câmara Federal em 16/09, por 353 votos, inclusive com alguns votos de deputados do PT, PSB, PDT e PV) ou é muito burro ou é muito bandido. Somente as bancadas de PCdoB, PSol e Rede votaram na totalidade contra essa vergonhosa PEC (Proposta de Emenda Constitucional).

Pode ser um terceiro caso: é um bandido burro.

Lembramos a todas e a todos lutadores do campo de esquerda, democrático e progressista que, neste domingo, 21/09, véspera de entrada da primavera, a partir das 14h00, na Boca Maldita, haverá ATO PÚBLICO contra essa escandalosa PEC da Bandidagem e contra projeto de lei de "Anistia" para bandidos golpistas condenados pelo STF.  

Ao mesmo tempo, levantamos as bandeiras do Plebiscito Nacional organizado pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo: fim da escala 6x1 (redução da jornada de trabalho sem redução de salário), isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais mensais e taxação dos super-ricos, os que ganham no mês mais de 50 mil reais.

Participem!  Sem povo mobilizado nas ruas (haverá Atos assim em todo o Brasil), picaretas, aproveitadores e meliantes no Congresso Nacional continuarão fazendo a festa particular deles com recursos públicos, o suado dinheiro pago pelos contribuintes.



Cachorros espertos tem uma habilidade de tipo humana para nomear novos objetos

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Alguns cães são aquilo que os psicólogos de animais chamam de “aprendizes de palavras dotados”, com notável capacidade de distinguir nomes de pessoas, de outros cães e de objetos. Estes animais são tão qualificados, de fato, que ajudaram a revelar uma habilidade anteriormente desconhecida dos caninos: eles podem aplicar o nome de uma categoria de brinquedo para um novo brinquedo que partilha a mesma finalidade, mesmo que eles nunca tenham ouvido antes o nome usado para aquele novo brinquedo. É o equivalente canino de uma criança de idade pré-escolar que usa a palavra “copo” tanto para aquele seu favorito com canudinho como para um copo de chá que veem pela primeira vez.


Os pesquisadores revelaram esta habilidade recrutando 10 cachorros aprendizes-de-palavras dotados em todo o mundo, cujos donos filmaram sessões de brincadeiras experimentais com oito brinquedos novos para cães. Primeiramente, os brinquedos foram espalhados aleatoriamente entre dois grupos – “Puxar (Arrastar) ” e “Buscar” – com a aparência dos brinquedos não dando pistas sobre como o broinquedo deveria ser usado. Ao longo de quatro semanas, os donos nomearam os brinquedos ou como “Puxar” ou como “Buscar” enquanto brincavam com os cães, dependendo se o brinquedo era usado como cabo-de-guerra ou para busca. Quando os cães demonstraram que eles podiam aprender as denominações “Puxar” e “Buscar”, o experimento seguiu para uma nova fase: novos brinquedos foram aleatoriamente assinalados para um dos dois tipos de jogos, mas, desta vez, os donos não podiam falar “Puxar” ou “Buscar”. Os cachorros tinham que fazer a associação por si mesmos.

Quando os cães eram então chamados a trazer um brinquedo de “Puxar” ou de “Buscar”, eles escolheram o correto em dois terços do tempo, a despeito de nunca terem ouvido os nomes dos dois jogos aplicados àqueles novos brinquedos. Os resultados sugerem que os animais usam seus rótulos de objetos de uma maneira surpreendentemente humana, diz a co-autora do estudo Claudia Fugazza. “Esses sons parecem carregar um significado”, comenta ela, “que pode ser expandido para outros itens que tem aspectos completamente diferentes, mas possuem a mesma função”.
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Tradução livre do resumo do artigo em ScienceAdviser, boletim da revista Science, de 19/09/2025

sábado, 6 de setembro de 2025

Às vésperas da condenação, Bolsonaro é abandonado por líderes evangélicos

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A disposição de pastores que apoiaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante seu governo e candidatura pela reeleição agora é limitada para apenas defendê-lo publicamente em seu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Silas Malafaia segue como principal voz do evangelicalismo bolsonarista, mas, nos bastidores, líderes religiosos admitem certo cansaço com o processo e veem uma possível condenação como inevitável, o que esfriou os ânimos.

Segundo a Folha de S.Paulo, o grupo “Aliança” no WhatsApp, que reúne líderes influentes como Malafaia, Renê Terra Nova, Abner Ferreira e Estevam Hernandes, o conteúdo circulante resume-se majoritariamente a vídeos enviados por Malafaia. As manifestações são geralmente diluídas em defesa de uma genérica “liberdade de expressão e religiosa”, com contestações mais diretas ao julgamento partindo principalmente do pastor carioca.

Um pastor que preferiu permanecer anônimo comparou a situação atual à passagem bíblica em que discípulos de Jesus, em meio a uma tempestade, questionam se o barco resistirá. A metáfora ilustra o dilema de pastores que apoiaram Bolsonaro: alguns remam ao seu lado, enquanto outros aguardam para ver se o casco aguenta ou se precisarão abandonar a embarcação.

A Igreja Universal do Reino de Deus, importante ator na ascensão evangélica na política, mantém silêncio sobre o caso. Interlocutores avaliam essa postura como pragmática e prudente, considerando o futuro político incerto do ex-presidente.

Quando questionados, muitos líderes optam por não se manifestar, enquanto outros afirmam considerar o julgamento injusto. “O tempo é o senhor da história”, declarou o bispo Robson Rodovalho, da seita Sara Nossa Terra.

O apóstolo César Augusto, da Fonte da Vida, expressou preocupação com o “clima muito, muito ruim” da “guerra ideológica” no Brasil. “Espero que possamos ter bom senso e não acender o fósforo no barril de pólvora”, disse, acrescentando que a direita possui bons quadros para substituir Bolsonaro em 2026, se necessário, sem descartar Malafaia como possível candidato.


A apreensão do passaporte, celular e caderno de anotações de Malafaia pela Polícia Federal no mês passado gerou mais alvoroço entre a liderança evangélica do que o próprio julgamento de Bolsonaro. O pastor chegou a pedir manifestações públicas de apoio a colegas. O Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), fundado pelo próprio Malafaia, emitiu nota crítica à sua inclusão no rol de investigados.

O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, reconhecido por sua autoridade teológica, manifestou solidariedade a Malafaia apesar de suas divergências públicas. Em vídeo para seus 1,4 milhão de seguidores no Instagram, criticou o “assédio contra um líder religioso”, afirmando que “ser parado, ter passaporte e celular tomados, e áudios vazados não pode se tornar ‘normal’, pois não existe crime de opinião”.

Enquanto a figura de Malafaia causa divisões, o entusiasmo em torno de Bolsonaro já não mobiliza grandes rebanhos como antes. Passeatas bolsonaristas não atraem tantos participantes, e os círculos de oração se tornaram menos frequentes. Pesquisas indicam que a base evangélica de Bolsonaro permanece sólida, mas menos disposta a se engajar ativamente em sua defesa, refletindo uma certa fadiga discursiva.

Para Vinicius do Valle, cientista político e pesquisador do campo religioso, é difícil prever os movimentos da cúpula evangélica bolsonarista. “Um ou outro pastor ainda se coloca de forma mais explícita a favor do ex-presidente, mas boa parte da liderança está ali quietinha, vendo o que vai acontecer para saber onde pular e a hora de pular, em qual barco for”, observou.

Valle também nota um descompasso entre a militância digital dos líderes e o cotidiano dos fiéis, apontando que o assunto ainda não se tornou prioridade nas comunidades, mas que isso pode mudar em breve.
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Fonte: Diário do Centro do Mundo, em 06/09/2025.

Anistiar golpistas seria novo ataque à democracia

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Impõe-se mobilizar o povo e as forças democráticas para barrar o projeto de anistia a Bolsonaro. Ao contrário de pacificação, é incentivo a novas tentativas de golpe.

Diante da iminente condenação de Jair Bolsonaro e comparsas integrantes da cúpula da organização criminosa que tramou a tentativa de golpe de Estado, o consórcio da direita e da extrema-direita, com o protagonismo do governador paulista Tarcísio de Freitas, deu tração, na Câmara dos Deputados, a um projeto para anistiá-los. É uma ação que faz parte da investida contra o Brasil pelo governo Donald Trump com o tarifaço e a pressão direta sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar livrar Jair Bolsonaro da cadeia.

Na primeira semana do julgamento, que ocorre na Primeira Turma do STF, a Procuradoria Geral da República (PGR) reiterou uma acusação com provas robustas, com farta comprovação dos crimes atribuídos aos acusados. O ministro-relator, Alexandre de Moraes, apresentou um relatório – as preliminares – no qual fica patente que o devido processo legal e o amplo direito de defesa foram respeitados.

Pela materialidade e a força das provas, os advogados de defesa não tiveram como questionar os vários fatos e episódios que constituem a trama e a ação golpista, se limitando ao esforço – de resto impossível – de desvincular seus clientes do papel de protagonistas dos graves crimes arrolados contra a democracia brasileira.

Os questionamentos dos advogados não se sustentam. A começar pela alegação de que não tiveram tempo para examinar o vasto conteúdo do processo. Tiveram, sim, o prazo determinado pela lei. Alegaram também que a delação do tenente-coronel Mauro Cid seria imprestável à acusação e se viram frustrados na tentativa de anulá-la. Ademais, a acusação da PGR se alicerça em provas que vão muito além do que indicou o réu delator Cid.

Disseram ainda que não teria sido demonstrado o vínculo do réu Jair Bolsonaro com a investida golpista de 8 de janeiro de 2023. A peça acusatória documenta o itinerário de fatos e atos capitaneados pelo ex-presidente que resultaram no que foi denominado como “Dia da Infâmia”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, vacila sobre pautar ou não o projeto da “anistia ampla, geral e irrestrita” – leia-se, assegurar impunidade ao golpista-mor Bolsonaro. Chegou a admitir que pautaria e, agora, afirma que a questão está “indefinida”. Quando cogitou aceitar o projeto, apoiou-se no argumento de que ele é patrocinado por um número expressivo de parlamentares. Ou, dito de outra forma, o pretenso rolo compressor da direita e da extrema-direita, que tem como costas-quentes o semidemenciado Trump, quer votar o projeto a qualquer custo, mesmo que seja ao preço de uma crise institucional.

Data venia, neste caso não é assim que se conta a história. A aritmética é outra. Primeiro. trata-se, como sustentam renovados juristas, de uma excrescência. A Constituição Federal não concebe e não permite dar perdão a quem intenta destruí-la. Ela é cidadã, não é suicida. O projeto, portanto, uma aberração jurídica.

Segundo. Anistiar os golpistas, longe de contribuir com a pacificação do país, como propagandeiam os arautos do golpismo, seria, muito ao contrário, incentivar com a impunidade novas tentativas de golpe de Estado. Além do risco da crise institucional, que pode ser paralisante para o país. Haveria um confronto entre os poderes Legislativo e Judiciário, posto que muito provavelmente uma eventual aprovação seria declarada inconstitucional pelo plenário do STF, instaurando um impasse que, somado à ingerência do imperialismo estadunidense, resultaria em consequências graves.

Daí que acertou o presidente Lula ao afirmar que a jornada contra a aprovação dessa anistia precisa contar com o protagonismo do povo. Eleva-se, portanto, a importância dos atos de rua programados para acontecer em todo país, na simbólica data do 7 de setembro, organizados pelos movimentos sociais, centrais sindicais, com apoio dos partidos progressistas. A extrema-direita, os neofascistas, nesta mesma data também irão as ruas. No dia da Independência, nas principais cidades do país ficará estampado, portanto, o contraste e a polarização entre os verdadeiros patriotas e os traidores do Brasil.

Os verdadeiros patriotas sairão às ruas na grande data nacional do 7 de setembro com a palavra de ordem “Quem manda no Brasil é o povo brasileiro”. A plataforma das manifestações está centrada em quatro pontos: defesa da soberania nacional, taxação dos super-ricos e isenção de IR para quem ganha até 5 mil reais mensais, redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1. E a total rejeição à impunidade para os golpistas.

Os atos de 7 de setembro devem ser a largada para novas mobilizações, posto que o acirramento da luta de classes e os confrontos tendem a se elevar na semana final do julgamento (a próxima, de 8 a 12/09) e após o anúncio das sentenças. As forças democráticas, patrióticas, populares, todo aquele que preza a democracia e o Brasil, devem estar em ação em defesa da soberania nacional e da democracia que, neste momento histórico, se concentra na exigência de punição rigorosa a Bolsonaro e demais golpistas.

O gloriosamente esquisito peixe com dentes na testa para fazer sexo

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Pesquisadores finalmente traçaram a origem dos bizarros dentes na testa do peixe-rato pintado, que são usados para o acasalamento


O peixe-rato pintado é um peixe com cerca de 60 cm de comprimento, dotado de uma cabeça grande e uma longa cauda fina que vive no nordeste do Oceano Pacífico. Ele pertence a um grupo de peixes chamados de quimeras, próximos dos tubarões (quimeras às vezes são chamadas de tubarões-fantasmas). Como a maior parte dos vertebrados, ele tem dentes na boca. Porém, diversamente dos demais vertebrados, ele também possui dentes em outra localização do corpo: sua testa. E usa estes dentes na testa para fazer sexo.

Os pesquisadores, por muito tempo, ficaram se indagando de onde vieram esses dentes na testa do peixe-rato. Mas uma nova pesquisa, publicada em 4/9 na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences USA” (Anais da Academia Nacional de Ciências dos EUA), conseguiu traçar sua origem.

A linha de dentes extras do peixe-rato está colocada num apêndice cartilaginoso chamado tenáculo, que nos machos pode ter ereções e ser usado para agarrar a fêmea durante o acasalamento. Muitos peixes possuem apêndices de agarramento perto da pélvis, que usam para manter as fêmeas bem próximas durante o ato. No entanto, além dos apreendedores pélvicos, os peixes-rato tem adicionalmente o tenáculo da testa.


Os cientistas já conheciam o tenáculo dentário do peixe-rato. Mas não tinham certeza exata sobre como se originaram os dentes ou como eles acabaram nessa estranha localização na testa, fora da boca. Muitos dos parentes próximos do peixe-rato – tubarões, arraias – tem estruturas parecidas com dentes na pele, chamadas dentículos, que são feitos do mesmo material dos dentes, mas não são dentes verdadeiros. Seriam os dentes da testa do peixe-rato nada mais que dentículos modificados, ou compartilhariam sua estrutura e origem com os dentes propriamente ditos da boca?

Para sanar a dúvida, Karly Cohen, da Universidade de Washington, e colegas rastrearam o desenvolvimento do tenáculo do peixe-rato usando escaneamento com micro-CT (microtomografia computadorizada) e amostras de tecido, e compararam o peixe atual com ancestrais fósseis. Os pesquisadores determinaram que os dentes da testa do peixe-rato são dentes verdadeiros – eles se desenvolvem a partir de uma estrutura chamada lâmina dentária que está presente na mandíbula mas não nos dentículos dérmicos. A lâmina dentária nunca tinha sido antes encontrada fora da boca até agora.

Esta característica doida, absolutamente espetacular, do peixe-rato dá uma virada no entendimento que havia por muito tempo na biologia evolucionária de que dentes são estruturas estritamente orais”, disse Cohen em um comunicado à imprensa. Qual será a próxima reviravolta?
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Comentário deste Blog: imaginem os leitores, só imaginem, se os machos da espécie humana também tivessem tenáculos com dentes, pendentes no meio da testa? Fora a aparência bizarra e as eventuais confusões com “chifres”, como isso tornaria a escovagem dos dentes mais demoradas. E deixo para as elocubrações dos leitores as implicações sexuais em caso de uso do tal tenáculo...

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Quanto mais Eduardo Bananinha fala, mais enterra o pai e a sonhada anistia

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O (ainda) deputado federal eleito por São Paulo e que nada faz pelo estado que o elegeu, Eduardo "Small Banana" Bolsonaro, cada vez mais enterra o ideal pelo qual luta: a anistia para todos os bandidos da tentativa de golpe de 2022-2023, a começar do seu pai inelegível.

Devia abrir a boca só para comer aquele sorvete de chocolate do qual tanto gosta e não para virar metralhadora de asneiras, bravatas e ameaças.

Vejam o vídeo acima, e entenderão.