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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Mulheres com Lula

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Mulheres conscientes, progressistas e de luta de Curitiba, venham todas à praça Santos Andrade, neste sábado (17/10), defronte ao prédio histórico da @UFPR, mostrar sua garra, sua fibra em defesa de seus direitos!

Sempre na luta contra toda a opressão, a violência e o feminicídio.  Nestas batalhas, só podemos contar, no Palácio do Planalto, com um estadista: Lula. Ele é garantia de que os direitos não serão vilipendiados e apagados das leis e da Constituição por aqueles da extrema-direita que são misóginos e no fundo odeiam o protagonismo da mulher brasileira nos espaços públicos.

Quantas de vocês ainda se recordam o quanto o pai, hoje presidiário, do atual  candidato Flávio do PL, espezinhava e ridicularizava as mulheres em público, em especial as jornalistas ("Olha ali a fulana, ela quer dar o furo..."). Desse tipo de lixo humano nos livramos no final de 2022 e, por seu golpismo, ele foi devidamente enjaulado pelo STF.  Assim, não queremos que sua cópia, seu filhinho mentiroso enganador, possa assumir autoridade governamental no Brasil.

Homens amigos queridos também estão convidados!  A União Brasileira de Mulheres (UBM) e várias outras entidades de mulheres e feministas convocam!! Bora lá, vamos mostrar nosso grito e nossa força na Praça, e reeleger LULA 13 em 25 de outubro!

Atos pró-Lula neste sábado, 17, e domingo, 18/10

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Curitiba terá novas mobilizações em defesa da democracia e em apoio à reeleição de Lula. As manifestações estão marcadas para este final de semana e acontecem no sábado (17), na Praça Santos Andrade, e no domingo (18), na Praça 19 de Dezembro.

No sábado (17), o ato começa às 13 horas, na Praça Santos Andrade, onde milhares de pessoas já se reuniram em 08/10 e faz parte da mobilização nacional de mulheres com Lula. A mobilização foca na valorização da vida, contra a violência sobre mulheres e meninas, contra o feminicídio e na defesa dos direitos das mulheres.

A “Caminhada por um Brasil soberano” acontece no domingo (18), com concentração inicial às 13h00 na Praça 19 de dezembro. Os setores antifascistas das torcidas dos times da capital pretendem, às 12h30, se juntar no Paço da Liberdade, para em seguida se unirem à Caminhada. A passeata parte da praça 19 e vai reunir estudantes, sindicatos, movimentos populares, partidos e apoiadores que se colocam contra a extrema-direita, os quais em seguida rumarão na direção do Palácio Iguaçu, no Centro Cívico de Curitiba.

META, não se meta na eleição do Brasil !

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 A META é o conglomerado empresarial norte-americano que engloba as redes sociais Facebook, WhatsApp e Instagram. Seu bilionário dono é Mark Zuckerberg.  Ela é uma das chamadas "7 Fabs" (abreviação de 7 'Fabulosas'), também designadas como BigTechs, elas todas baseadas nos EUA.

Todas as BigTechs apoiam o (des)governo antipovo e fascista de Donald Trump nos EUA.  O projeto geopolítico desse tirano pedófilo racista é mandar em toda a América do Sul (além de querer se adonar do Canadá e da Groenlândia, esta pertencente à Dinamarca). Para isto se completar, ainda falta dominar o Brasil e o Uruguai, pois todos os demais países já estão sob controle Trumpista. 

O agente desse projeto no Brasil é o candidato da extrema-direita Tariflávio BolsoMaster, do PL, que conta com a indecente ajuda dos três ministros do STF Kássio Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux, contando com a interferência ativa das BigTechs dos EUA e apoio de boa parte da grande mídia burguesa brasileira.

No caso da META, está havendo uma grita geral país afora, porque as três redes coordenadas pela META estão descaradamente boicotando publicações feitas pelos apoiadores da reeleição de Lula, cancelando ou suspendendo contas das pessoas usuárias e deixando à solta postagens com mentiras e invencionices provenientes da campanha do miliciano fascista Flávio Bolsonaro.

Por causa disso, o TSE está recebendo grande número de denúncias que demonstram o parcialismo da META e das BigTechs, que fazem cara de paisagem e em geral não fazem nada a respeito.  E, se depender do juiz da suruba, o presidente do TSE Kássio, pouco se pode esperar de justo quanto a essas barbaridades.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Em 25/10 o dia da vitória do povo com Lula

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Tudo claro

Ainda não era o dia 25
Era apenas o raio
Das multidões despertas!

[Adaptado de Leminski]

Fim da escala 6x1: vitória dos trabalhadores e de Lula

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Dia 14 de outubro de 2026. A data ficará para a história do Brasil. Milhões de brasileiros são beneficiados pela redução da jornada para 40 horas semanais e uma escala de cinco dias de trabalho com dois de descanso, sem redução de salário.

Considerada a maior conquista dos trabalhadores desde a Constituição de 1988, o Senado aprovou, em primeiro e segundo turnos, por 75 votos favoráveis e apenas um contra, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a anticivilizatória escala 6×1.

Os senadores também aprovaram o requerimento de calendário especial, que quebrou o interstício (intervalos e prazos) para votar o segundo turno da PEC.

Desse modo, o Senado deu um salto de civilização e os 75 senadores escreveram seus nomes na história, assim como os 472 deputados que já haviam aprovado a emenda.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi personagem central por fazer dessa bandeira uma das mais importantes do governo e de sua trajetória política, parte dela como trabalhador de chão de fábrica e sindicalista.

Lula não deixou de alertar para o oportunismo eleitoral dos adversários da direita e extrema-direita, que sempre foram contra o fim da escala 6×1, mas de última hora apoiaram a emenda, por recear impopularidade e perda de votos para seu chefe de quadrilha Tariflávio BolsoMaster.

“Mas essa gente não tardará, se algum dia acontecer de eles ganharem no Brasil, porque eles preferem o sistema do Milei de 12 horas por dia de trabalho”, lembra Lula, aludindo ao presidente antipovo da Argentina, referência para a campanha bolsonarista.

“À primeira vista, pode parecer uma mudança sutil. Mas, para quem acorda cedo, pega ônibus lotado, cumpre sua jornada e volta para casa no fim do dia, essa mudança é gigante”, disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que cumpriu acordo com Lula para votar a proposta.

A emoção tomou conta do plenário no discurso de Paulo Paim, que chorou na tribuna: “Eu tenho certeza de que, neste momento, milhões e milhões de brasileiros estão acompanhando essa votação aqui no Senado. Tenho certeza de que, em cada canto do Brasil, o nosso povo está cantando, está dançando, está chorando de emoção por ver que, depois de 40 anos, nós estamos dando a liberdade a eles de não terem que trabalhar de segunda a sábado”.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Escravas sexuais traficadas por Vorcaro tem 'aula de Direito' do juiz Kássio do TSE

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Deu até no Canal UOL.  Informações obtidas pela PF em celular(es) do banqueiro bandido do falido Banco Master, Daniel Vorcaro, revelam que ele encaminhou cinco mulheres traficadas desde a Ucrânia para comparecerem a quarto de hotel de luxo onde estava o juiz Kássio Nunes Marques, atual presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). 

Um dos amigos do banqueiro preso Vorcaro refere-se a essas desesperadas mulheres como "escravinhas" [sexuais] e "quengas".  No caso das meninas de pouca idade, falam em "creche". A Ucrânia, em guerra, está aos pedaços e as mulheres de lá aflitas para saírem de seu país e toparem qualquer negócio, mesmo humilhando-se.

Ora, é claro que o "probo" e "imparcialíssmo" juiz Kássio, no quarto de hotel, só deve ter passado o tempo com as cinco mulheres dando-lhes singelas "aulas de Direito". Esse é o cara que o genocida presidiário Jair Bolsonaro indicou para compor o STF (Superior Tribunal Federal), que hoje pratica censura contra a campanha presidencial de Lula e favorece descaradamente o miliciano da rachadinha Flávio BolsoMaster.

Senado vota fim da escala 6x1

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Bomba! Logo hoje, 14/10, dia da votação no Senado do FIM da Escala 6x1, querem calar a voz do Povo brasileiro.

Qual a orientação para vencer a sabotagem da extrema-direita: repostar, compartilhar, colocar no status do WhatsApp todos os conteúudos sobre o fim da Escala 6x1.

Subir a Tag #LULAPELOFIMDA6X1 nas redes e mostrar que a voz do povo não será silenciada. E encaminhar esta mensagem em todos os grupos de redes.

🔗 https://www.instagram.com/p/DeevUlvN6ej/

O Bem e o Mal segundo o filósofo Espinosa no século 17

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"DEFINIÇÕES:

"1. Por BEM entenderei aquilo que sabemos certamente nos ser útil.

2. Por MAL, porém, aquilo que sabemos certamente impedir que sejamos possuidores de um bem qualquer."

[ESPINOSA, Baruch. "Ética - Parte IV". 1677]
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Vejam só, amigos/as leitores/as, um filósofo luso-holandês do século 17, o notável Benedictus Espinosa, já aludia a aspectos que, em 2026, tem tudo  a ver com a disputa presidencial entre um cara miliciano (filho do genocida presidiário) que quer impedir o BEM para o povo brasileiro, e, de outro lado, um antigo operário que quer esclarecer que todos saibam o que pode ser o BEM, o útil para o povo...

-FORA, MILICIANO FASCISTA BOLSOMASTER!

- BORA, LULA 13 NO DIA 25/10!!


Militância e apoiadores de Lula agigantam campanha nas redes e ruas

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Juventude promove, com adesão do povo, “uma enchente amazônica” nas avenidas; milhões engajam-se nas redes, cresce a pressão pelo fim da escala 6×1, e a campanha entra na etapa decisiva.

As grandes mobilizações da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (11/10) atestam o espírito de luta que tomou conta da militância e de parcelas significativas do povo, com a juventude estudantil na linha de frente, para virar o jogo e derrotar a extrema direita e seu candidato, Flávio Bolsonaro. Na principal delas, a Avenida Paulista ficou totalmente lotada, numa mobilização extraordinária, num ato chamado de Marcha pela Democracia.

Essa mobilização de robusto impacto político-eleitoral demonstra a importância da militância e dos apoiadores de Lula nas redes sociais, capazes de ampliar o alcance do debate político, multiplicar a circulação de informações e responder à atuação da extrema direita e de seus robôs. A mobilização surpreendeu pela dimensão e eficácia, dando sentido concreto à ideia de articulação entre redes e ruas.

Lula convocou a militância e seus apoiadores a procurar os eleitores que não compareceram ao primeiro turno e a ampliar o diálogo para a votação de 25 de outubro. Ao abordar a abstenção, que atingiu aproximadamente 33,4 milhões de eleitores, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dirigiu um apelo especial às pessoas com mais de 70 anos, cujo voto é facultativo. “Se a pessoa não quer votar por ela, tem que ir pelo filho, neto, bisneto e pela pátria”, afirmou. O presidente também convocou os jovens a assumir responsabilidades na vida pública. “Ou vocês participam da vida política ou ela não tem conserto”, enfatizou.

De acordo com a presidente em exercício do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Nádia Campeão, a primeira semana do segundo turno mostrou a força das mobilizações de rua, puxadas principalmente pela juventude, com adesão de outros segmentos sociais. Segundo ela, a campanha também ganhou intensidade nas redes sociais, envolvendo milhões de pessoas, enquanto a tentativa de retirar do ar o canal Exército do Lula foi derrotada. Nádia convocou a militância para se empenhar na mobilização digital e no trabalho de convencimento dos eleitores ainda indecisos. “Com garra e combatividade é possível reeleger o presidente Lula”, afirmou.

É nesse contexto que ganha relevo o papel organizador e de liderança da União Nacional dos Estudantes (UNE). Reunida no dia 6 de outubro, sua diretoria decidiu lançar a campanha Estudantes com Lula, com um calendário nacional de assembleias, plenárias, panfletagens e manifestações até a véspera do segundo turno, definindo tarefas concretas de mobilização, conectando o movimento estudantil à campanha eleitoral e ao debate sobre o futuro da educação pública, da ciência e dos direitos sociais. A presidente da UNE, Bianca Borges, sintetizou o sentido dessa convocação: “A partir de agora é estado permanente de mobilização. Os estudantes serão decisivos para reeleger Lula. Não sairemos das ruas!”

A União da Juventude Socialista (UJS) e a Juventude Pátria Livre (JPL), forças destacadas dos estudantes, cumprem papel decisivo nesta jornada vitoriosa da UNE.

A dimensão das manifestações foi omitida pela mídia hegemônica, com a evidente intenção de reduzir o seu papel no clima de virada que toma conta do país. Com isso, ela assume uma linha pró-Flávio Bolsonaro e, como fez no primeiro turno, procura interditar o debate programático, uma tentativa de bloquear o acesso do eleitorado aos temas que são decisivos para a sua tomada de decisão na hora do voto. A legislação eleitoral proíbe o favorecimento indevido de candidaturas e estabelece regras para impedir o uso dos meios de comunicação como instrumento de desequilíbrio.

A campanha de Lula levou à Justiça Eleitoral uma denúncia contra a Meta – controladora do Instagram, Facebook e WhatsApp –, denunciando a empresa de restringir seletivamente o alcance de publicações favoráveis ao presidente. O caso ganhou dimensão judicial quando foi determinada a prestação de esclarecimentos sobre possíveis reduções de alcance, limitações nas recomendações de conteúdo, queda nas visualizações e desativação da conta de anúncios da campanha.

A denúncia revela o papel das plataformas digitais no cerceamento de informações sobre a campanha e mostra a interferência das big techs no processo eleitoral. Vem à tona a ingerência dos Estados Unidos para favorecer Flávio Bolsonaro, diante do total alinhamento desses monopólios com o governo Trump.

A campanha entra na segunda semana com a exigência de intensificação das mobilizações, sobretudo porque está pautada pelo Senado a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 para quarta-feira (14/10). Para a campanha de Lula, essa PEC tem grande importância porque ela é um dos principais demarcadores dos campos que estão na disputa pela sucessão presidencial.

O candidato da extrema direita classificou a proposta como oportunista e apresentou uma alternativa formulada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN): contratação por hora e negociação entre patrões e trabalhadores, em vez de uma redução geral da carga horária, com salários e benefícios proporcionais às horas trabalhadas, sem garantia universal de dois dias de descanso remunerado.

Lula chamou a ideia de “acordo leonino”, no qual o trabalhador não dispõe de força suficiente para defender seus interesses. “Nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, declarou. A campanha do presidente associou a manutenção da escala aos prejuízos para a convivência familiar, especialmente para mães que têm pouco tempo para acompanhar os filhos.

A semana começa com esse grande desafio: aumentar a pressão sobre Senado Federal pelo fim da escala 6×1. Desmascarar Flávio Bolsonaro que move céus e terra para que tenha continuidade a jornada escravizante.

O setor jurídico da campanha do presidente Lula, juristas e advogados progressistas, o campo democrático como um todo, aumentam a vigilância e a pressão sobre decisões do TSE, notadamente do presidente da corte, Kassio Nunes Marques, e do vice, André Mendonça, nitidamente para favorecer a candidatura da extrema direita. Tal como está patente no episódio de tentar censurar o canal “Exército do Lula”, batalha ainda pendente de veredicto definitivo.

Nesta etapa decisiva, é preciso conversar, persuadir os/as eleitores/as. Cuidar, também, de outras frentes de trabalho, a exemplo da ampliação dos apoios, dar concretude a movimentos de frente ampla, nacionalmente e nos estados, no sentido de atrair eleitores/as que relutam em votar no presidente, mas que precisam ser persuadidos/as de que o país não pode retroagir ao passado de destruição do bolsonarismo.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Pour Messias

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Que se deixassem passar os dias. E os primeiros clamores e tristezas. Passamos nós, pois. E choramos nossas perdas.

Sim, briguei muito com ele. Lealmente.   Jamais queria que meu velho "camarada" tivesse esse fim trágico.  Messias, um construtor do Sindicato dos Servidores Tècnicos da UFPR, UTFPR e UNILA.  


Nosso Sindicato é resultado das decisões dos trabalhadores e das trabalhadoras, e da ação de dirigentes como foi Wilson Messias.
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(*)A expressão 'pour Messias' vem do francês e significa tanto 'por Messias' como 'a favor de Messias'.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

É um pássaro? É um avião? A IA não tem certeza

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A inteligência artificial (IA) já deu contribuições impressionantes em áreas que vão da matemática à geração de imagens. Mas em que área ela ainda fica para trás? No reconhecimento de objetos, de acordo com um novo estudo.

Os seres humanos identificam objetos com base em diversas características, que vão da textura à silhueta, muitas vezes fazendo inferências para preencher as lacunas quando algo é um pouco diferente do habitual. Quando os modelos de IA são treinados com enormes quantidades de imagens, eles também aprendem a reconhecer padrões que indicam a identidade de diferentes objetos.

Para testar esses modelos, os pesquisadores alteraram imagens de objetos animados e inanimados — incluindo gatos, carros e espigas de milho — modificando suas formas, silhuetas ou texturas. Em seguida, apresentaram 240 imagens modificadas a 60 participantes humanos e a vários modelos de IA.

Eles descobriram que os modelos de IA tiveram desempenho consistentemente inferior ao dos seres humanos no reconhecimento de objetos, especialmente quando a forma havia sido modificada.

“Esses resultados mostram que os atuais modelos de visão computacional ainda não estão totalmente alinhados com a percepção humana, apesar de terem sido treinados com um número enorme de imagens produzidas por seres humanos”, afirmou o autor Biyu He em um comunicado. “A capacidade dos seres humanos de utilizar a forma global como um indício para o reconhecimento visual de objetos continua incomparável.”
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Fonte: revista 'Science' - 21/09/2026

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Lula faz Comício em Curitiba em 12/09

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Neste sábado, 12 de setembro, a partir das 9 da manhã, o Presidente Lula, candidato à reeleição, estará na histórica Boca Maldita de Curitiba para grande comício.
 Lula deve discursar por volta de 10h00.

Assim como o 12 de janeiro de 1984 foi um marco na história política do Brasil, reunindo cerca de 50 mil pessoas na mesma Boca Maldita, dando a largada para a memorável Campanha das Diretas-Já, que contribuiria decisivamente para que, no começo de 1985, a sanguinária e odiosa ditadura militar fosse posta abaixo, também neste sábado de inverno pode-se pavimentar em definitivo a derrota dos golpistas da extrema-direita de Tariflávio Bolsonaro. 

E assim manter o país erguendo alto as bandeiras da soberania nacional, da democracia, da justiça social e desenvolvimento econômico pleno.  Sem interferências dos EUA e de seu tirânico presidente pedófilo Donald Trump.

O Brasil é do povo brasileiro e não pode virar neocolônia dos Estados Unidos.  As imensas riquezas deste país devem servir às necessidades do Brasil e de seu povo trabalhador!

Convidamos e convocamos todas e todos a reforçar essa luta em defesa do Brasil soberano e democrático, para que 2027 inaugure novo tempo de real prosperidade.  

VAMOS AO COMÍCIO NA BOCA!!

VIVA A FORÇA DO POVO COM LULA !!

FORA, GOLPISTAS !!

Can East Germany’s Cold War History Explain the Rise of the AfD?

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After winning a state election this past weekend, the German far right is closer to power than it has been in decades.

Isaac Chotiner(*) – The New Yorker - September 8, 2026

On Sunday, the right-wing Alternative for Germany party, known as the AfD, won nearly forty-four per cent of the vote in the eastern German state of Saxony-Anhalt. The AfD beat the second-place finisher, the center-right Christian Democratic Union, by more than twenty-five points, and gave itself the chance to govern a state for the first time since it was founded, in 2013. The AfD has been gaining in the polls across Germany, and especially in the former German Democratic Republic, which was absorbed by West Germany after the fall of the Berlin Wall. It remains unclear whether the other parties can negotiate with one another to block the AfD from coming to power in Saxony-Anhalt. (Those negotiations could last weeks.) But the fact that a German extremist party—the AfD is classified as such by the German federal government—could take power in a German state has caused alarm and consternation across much of Europe.

After the election, I spoke by phone with Katja Hoyer, a German-British historian and the author of “Weimar: Life on the Edge of Catastrophe.” During our conversation, which has been edited for length and clarity, we discussed the roots of the AfD’s success, whether the establishment parties have been making strategic errors in trying to block the AfD, and what the history of East Germany can tell us about the rise of the far right today.

The AfD has been rising in Germany for more than a decade. Has that rise been continuous, or has something changed more recently to allow them to do as well as they did on Sunday?

They have had a pretty continuous rise since around 2017. They have risen more prominently in the East, but across Germany as well. So it’s been a pretty steady trajectory, but the difference now is that they’ve reached a point where they likely can’t be kept out of power anymore by the so-called firewall that the other parties have created against them. They’ve basically reached a point now where treating them as a kind of extremist fringe party that can be kept away from the government by sheer force is not going to work anymore. So I think that’s the difference now—just the sheer numbers that they’ve reached.


How do you understand this continuous rise, particularly in the East?

When I say that nothing has particularly changed recently, I really mean that the fundamental factors haven’t changed. People still feel that things have gotten worse economically. The German economy has not come out of its malaise, and a lot of jobs have been lost, particularly in the industrial sectors. So we’re seeing that plenty of working-class voters in particular are flocking to the AfD, and that’s an important thing to understand, especially because there is a higher percentage of those voters in the East, where Saxony-Anhalt is. I think you can compare what was formerly East Germany to the Rust Belt states in the United States, or some more rural parts of other European countries, or the North of England, which are all areas where we’ve seen similar voting patterns.

I’ve heard the Rust Belt comparison before, but what seems different to me is that, before Donald Trump, the Rust Belt was generally swing states, or leaned toward Democrats, and then they went to Trump. But all kinds of other areas of the United States were already voting for Republicans, and they voted at way higher rates for Trump than the Rust Belt did, including almost all of the South. That’s not true in Germany at all.

Well, the voters in the East have shown in the past that they are less tied to the traditional parties. Previously, they would often go to the far left. That’s a tradition that possibly stems from them having formerly been East Germany, and having a constituency that wants a stronger state, a bigger welfare state, and a socialist tinge to policy. But many of those voters have also shifted over now to the right. And I think the other thing is that within Germany you’ve always got a sense of—and I’m from the East myself—that the establishment, or the urban élites, are trying to prescribe a specific culture to all of the country, and that’s particularly resented in the East.


A lot of people have criticized the firewall strategy you mentioned earlier, either in Germany or in other countries dealing with the far right. Do you think there was or is an alternative?

I think the biggest issue is that the concerns of AfD voters weren’t taken seriously for a long time. There’s migration, for example, which is a huge issue, of course, in Germany since 2015 with the refugee crisis. And there was the fact that the [decision to take in more than a million refugees and asylum seekers] was made by Angela Merkel, who was supposed to be a center-right politician. And so, effectively, when she said, look, this is not only what needs to happen but it’s a good thing, there was no room for people to say, actually, We don’t really like this; it’s going too far. There was no room for any kind of democratic vehicle for people to say that they didn’t like it to the establishment. For a long time, the Conservatives weren’t taking these concerns seriously. And then when Merkel left, in 2021, I think there was a real chance for the center right to change that, and it didn’t change. The Conservatives put a continuity candidate forward, he lost, and there were three years of a center-left government, and now, under Friedrich Merz, who’s supposed to be a staunch conservative, there doesn’t appear to be enough change or a consideration there that these concerns matter. I think a bigger issue than what to do about the AfD is what to do about the voters and their concerns.


Immigration tends to be thought of as a cultural issue more than an economic issue. And the question of whether you’re going to meet the voters on their economic concerns or their cultural concerns is obviously a live one. Are you suggesting that the way to do it is to meet them on their cultural concerns?

I think there was a sense that the government had lost control over immigration. So people, especially in Saxony-Anhalt, where there’s a constant shortage of workers, can understand that you need immigrant labor, but what they want is that the state controls who comes in and out of the country, and that people who’ve committed very serious crimes, like murder and rape, will be deported, or at the very least detained. I think the key issue has been that the government has kind of said, “Well, we can’t control the borders, what can we do?” And, since 2015, that kind of lack of control from the state has been acutely felt in areas, and also rural areas for the first time.




I was under the impression that the German center right had moved to the right on immigration policies. Is that not true?




It is true, and migration numbers have gone down massively all across Europe, but you still have people coming in every year, and the government is still not really entirely in control over who’s coming in and who’s not. People are telling me that what they want is control over this. They have absolutely no problem with a worker coming in from Turkey or wherever. But nearly half of all people who receive social welfare in Germany are non-citizens as well.


You yourself said earlier that you thought Germany needs these people for economic reasons, no?

It does, but it needs people who actually have qualifications. This is exactly the difference that people want to see, I think. The government needs to separate asylum migration from labor migration, and this is something that, I think, for too long, the parties haven’t done. And the AfD takes an extreme stance on this, which I’m not entirely convinced that all of its voters share. Some do, but I think there’s an increase recently that you can’t explain just through sheer extremism.


Do you think it is accurate to say that the AfD is further to the right than other right-wing European movements?

That’s definitely accurate. They have a very strong and large wing of people who define Germanness on ethnic grounds, and they say that the German people are dying out. That’s the kind of language that you get from them, and the way they push for this more homogeneous society is something that’s, I think, quite different from other European parties. They want to restore Germanness through “remigration,” as they call it. And you can also see this in the way that, for instance, the French far right have actually stopped collaborating with them and have distanced themselves from the AfD, because they’re too extreme for them.


When the French far right won’t collaborate with the German far right, you know the German far right has gone too far. But I want to understand what else you think the mainstream parties should be doing in terms of coalitional politics. Separate from trying to meet more voter concerns, do you think they should be working with the far right?

I haven’t got an easy answer for that, I’m afraid. I don’t think people calling this election an earthquake are wrong, or that these descriptions are overblown. The AfD has grown so large that any attempts to control them or try to get them to be moderate are tricky now because the establishment parties can’t really dictate terms. The center right got less than half of what the AfD did on Sunday. I think the only thing that I can see that counters this trend is in England, where I live, and where we’ve seen quite an interesting shift now, with Andy Burnham coming in as a new center-left Prime Minister. He is much more popular than Keir Starmer. And that’s immediately had an effect on the working-class vote, with some of that shifting back to the center left.

Yes, although it seems mostly like Burnham is getting that support from the Greens and parties to the left of Labour, rather than from Reform and the right. If you add up the Reform and Conservative vote in the polls in the U.K., it seems like right-wing support has remained pretty constant, both before and after Burnham.

Yes, that’s true. But the point is that once you get credible leadership back into the centrist parties it can make a real difference, in the sense that people might feel that they can actually get the change that they crave from the mainstream parties. In Germany, that would be quite a painful shift for both the S.P.D. and the Conservatives, because they would effectively have to admit that what they’ve done in the last few years, possibly even ten years or so, hasn’t really worked, and that they’d really have to come up with quite a radical shift. Sweden is a good example as well, or Denmark, where the center left has managed to reclaim some ground with new leadership and new messaging.


Germany does have a couple of far-left parties, and a particular far-left party, called the B.S.W., which has gone to the right on immigration. If this issue is the motivating factor, why haven’t they done better?

Yes, the B.S.W. kind of split off from the other far-left party, which also still exists. I think their problem was always that they have one leader, a very charismatic woman called Sahra Wagenknecht, whose ideas entirely dominate the Party, and that’s why they’ve come up with this really idiosyncratic mix of being socially conservative, as you say, tougher on immigration, but also being left-wing on economic issues, and being extremely pro-Russian. And I think that combination appeals only to quite a small section of voters, because it is very distinct to the woman who set up that Party, which they’re named for Wagenknecht as well. And that’s why I think they kind of failed a little bit as a political project.


I first became aware of your work when you wrote a book called “Beyond the Wall,” about East Germany. It was somewhat controversial, because some people thought you were too positive about East Germany. Without getting into that, I did want to ask about whether now, when you see some form of neo-fascist politics rising in East Germany much more than in what was formerly West Germany, has this changed anything about the way you think about East Germany, and the values it instilled in its citizens?

I think that’s a bit of a red herring, to be honest. If you zoom out just a little bit and look at places like Austria or France, you’ll find that the far right also does well or is rising. In Austria, they’re at something like thirty-eight per cent in polls at the moment. West Germany is the anomaly with that, in that it has had, I think, very positive experiences with both of the mainstream parties, and are very willing to stick with them a little bit longer.


Having said that, West Germany used to have roughly ten per cent support for the AfD in 2017, East Germany was at about twenty-two per cent, and now West Germany is at about twenty per cent and East Germany’s level of support has also almost doubled to forty-odd per cent.

So I think what we’re seeing here is that the East is a bit of a canary in the coal mine, in that it’s just got more working-class voters, it’s more rural, it has more small towns, it feels more left behind, it’s more disgruntled, and as a result of that you find that they’re just more likely to go to the AfD. Even in the 2024 European elections, the AfD already had, like, thirty-something per cent of the working-class vote.

The one thing that is distinct to the East is this pro-Russian sentiment that the AfD are also playing to. That’s very, very different than in the West. And that’s the main distinctive factor where you can look into that history and find causes for the East’s support of the AfD. East Germany had a much, much closer relationship, of course, with the Soviet Union, more cultural exchanges. I still learned Russian at school, even though I was born in the mid-eighties. The AfD says things like, “Why should we support Ukraine when that money could go into our schools or our infrastructure instead?” And that works with people.

You said the outlier in support for mainstream parties was West Germany, rather than East Germany, but you could argue that West Germany is the outlier, in part because of Germany’s experience of the Second World War and the rise of Hitler. But my understanding is that West Germany, for whatever the flaws of the country after 1945, inculcated a real sense of responsibility for the rise of the Nazis, whereas the German Democratic Republic tended to say that the rise of Nazism was also the fault of West Germany, and didn’t take responsibility in the same way.




That’s a very common way of explaining that. What I would say is that it’s mostly West German commentators and historians who argue that. Most East Germans, I think, will say that they had a very, very strong propaganda narrative in East Germany of being the anti-fascist state, and taking that very seriously. So when you look at Buchenwald concentration camp, which is just outside of Weimar, in the former East, that was made into the national memorial of the G.D.R. It was a national museum where schoolchildren had to go and see the horrors of Nazism.

There was an East German Holocaust film called “Sterne” (“Stars”). It came out in 1959 to wide acclaim and was released in dozens of countries, including the U.S., and won a prize at Cannes. It’s regarded as the first German film to address German responsibility for the Holocaust. That’s not to say memory culture didn’t differ between East and West, but to say East Germany did no reckoning of that past just isn’t true. And most people who you ask in the East today, they don’t see the AfD as a threat to democracy. That’s an important thing, I think, to understand, is that they’re not voting against democracy, or they think they’re not. What they’re saying is that they haven’t had political choice over the years, so they see their vote as a democratic expression. Support for the AfD in the East is not saying no to democracy, and I think that’s worth understanding, because, if all that people do is warn of the AfD as a threat to democracy without making a positive case for the other parties, then that’s not a compelling argument, and East German voters are far more transactional when it comes to political voting than people in the West are. You know, the mainstream parties in the West have had this long trajectory going back to Konrad Adenauer and the Christian Democratic Union being the party of the economic miracle of the fifties and sixties, and then you had the S.P.D. as the modernizer in the seventies, and that’s both positive. So you have entire families that have voted either S.P.D. or C.D.U. for generations, and they’re far more tied to those parties than people in the East who’ve only known the C.D.U. as the party that, during reunification, promised that there’d be no unemployment, and then there was twenty-per-cent unemployment after reunification.

I may have read more West German historians than historians from the East, but my understanding was that in terms of paying reparations for the Holocaust, in terms of apologizing for the Holocaust formally, the East Germans put that off as long as they could, and more simply just blamed capitalism for the rise of the Nazis, rather than the German people.

It did do all that. There were very different memory cultures; that’s absolutely right. But the Soviet Union actually took reparations from East Germany. So I think it’s far more complicated than just saying that East German voters are happy to return to fascism, because they don’t see it that way. They want a different economic policy; they want a different migration policy. The AfD is currently saying, for instance, that they want to rebuild the nuclear sector in Germany, and that would help with energy prices. They’re also promising to return to Russian gas and oil, and that would obviously also bring relief, as problematic as I find it. But most people in East Germany don’t. ♦
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(*)Isaac Chotiner is a staff writer at The New Yorker, where he is the principal contributor to Q. & A., a series of interviews with public figures in politics, media, books, business, technology, and more.

sábado, 29 de agosto de 2026

Lula enquadra a Globo e cobra mea-culpa por cobertura da Lava Jato

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Ao vivo, o Presidente Lula desmascarou a hipocrisia de uma emissora que posa de magistrada da moralidade pública, mas se recusa a fazer a devida autocrítica pelo consórcio firmado com o lavajatismo parcial e criminoso de sérgio moro & gangue.

Na tentativa de emparedar o presidente Lula com perguntas sobre suspeitas, investigações e escândalos, a TV Globo acabou enquadrada pelo próprio entrevistado. Foi durante a sabatina desta quinta-feira (27/8), conduzida por César Tralli e Renata Vasconcellos no padrão de um jornalismo de emboscada, que tentava reservar ao presidente o papel de suspeito. O contra-ataque de Lula trouxe de volta os abusos da Operação Lava Jato e o papel desempenhado pela grande mídia na legitimação dos abusos de moro/dallagnol.

Sempre que as perguntas voltavam às acusações contra seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, ou a pessoas próximas ao governo, o presidente evocava sua própria experiência. Por diversas vezes, ele pôs os jornalistas diante de uma cobrança que a imprensa reluta em enfrentar: quem responderá pela cobertura que ajudou a transformar em heróis nacionais o hoje ex-juiz sérgio moro e deltan dallagnol, as figuras-chave da Lava Jato? Como juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, moro era responsável pelos processos da operação em primeira instância. Já dallagnol coordenava a força-tarefa do Ministério Público Federal.

Em 2018, no curso da operação, Lula foi preso e impedido de disputar a eleição presidencial, na qual era favorito. Mais tarde, o STF reconheceu a parcialidade de moro no julgamento do caso do apartamento triplex e anulou as condenações de Lula, em decisões que desmontaram juridicamente a narrativa construída pela Lava Jato. Também vieram à tona, a partir de 2019, conversas divulgadas pelo The Intercept Brasil que revelaram a promiscuidade da relação entre moro e os procuradores da força-tarefa de Curitiba, especialmente dallagnol. Os diálogos demoliram a imagem de uma operação imparcial e responsável.

A mesma dinâmica de acusações infundadas que vitimou o presidente agora se repete contra seu filho. Por isso, na Globo, o alvo de Lula era também a imprensa que, segundo ele, ajudou a construir e a disseminar a narrativa da Lava Jato. “Tralli, você é jornalista e você conhece isso melhor do que ninguém. Eu fui vítima disso na Lava Jato, da maior mentira montada neste país para evitar que eu fosse presidente da República”, afirmou.

Lula lembrou que prestou mais de 20 depoimentos e passou 580 dias preso. Ele poderia ter adotado outros caminhos, mas decidiu enfrentar o processo porque estava “convencido” de que a verdade apareceria. “Eu queria provar que a imprensa estava divulgando coisa mentirosa, que o Moro tinha mentido para a imprensa, que o Dallagnol tinha mentido para a imprensa.”

A referência vinha no contexto das investigações contra seu filho. Lula afirmou que Fábio deverá responder por qualquer eventual ilícito que tenha cometido, sem proteção decorrente do parentesco. Mas rechaçou a ideia de que acusações, vazamentos e ilações possam ser automaticamente convertidos em culpa.

Em outro momento, o presidente voltou ao tema com mais contundência: “Eu sei o que é isso porque eu já passei por isso. Eu fui vítima da maior mentira montada nesse país, que tinha como objetivo não me deixar ser candidato em 2018”. Lula disse que poderia ter deixado o Brasil, mas decidiu se entregar e cumprir a ordem de prisão para provar “que o Moro é mentiroso”, o Dallagnol é mentiroso”.

“Quero provar que a imprensa, um dia, vai pedir desculpa, porque a imprensa brasileira comprou uma mentira, vendeu a mentira e nunca reconheceu que comprou a mentira”, disparou Lula. Foi Renata Vasconcellos que tentou conter o avanço da provocação e defender a atuação da emissora, afirmando que “o jornalismo da Globo cumpriu a sua obrigação de noticiar os fatos durante essa cobertura”.

O presidente não deixou barato. “É difícil pedir desculpa”, respondeu Lula. “A imprensa brasileira sabe que ela produziu um monstro mentiroso chamado Moro, (um monstro) chamado Dallagnol. Eu não esqueço do PowerPoint mentiroso contra mim.” A referência remetia à célebre apresentação de dallagnol, em 2016, quando o então procurador colocou Lula no centro de um diagrama que pretendia apresentá-lo como comandante de uma organização criminosa. A cena, reproduzida à exaustão pela mídia, foi um dos símbolos da Lava Jato.

Nesse ponto, Tralli interveio, numa evidente tentativa de encerrar o desconforto, para dizer que a Globo havia feito uma “devida retratação” sobre a questão do PowerPoint. A observação, porém, se referia não à apresentação de dallagnol – mas ao episódio mais recente do gráfico exibido pela GloboNews sobre o Banco Master e retratado por Andréia Sadi no Estúdio i. O presidente falava da Lava Jato; Tralli respondeu sobre outro caso e mudou de assunto em seguida.

Ao vivo, Lula desmascarou a hipocrisia de uma emissora que posa de magistrada da moralidade pública, mas se recusa a fazer a devida autocrítica pelo consórcio firmado com o lavajatismo. Os erros da grande mídia no caso da Lava Jato vão muito além de um PowerPoint. Lula cobrou o mea-culpa sobre um período inteiro, que transformou procuradores e magistrados em celebridades, espetacularizou processos e ajudou a legitimar a narrativa fraudulenta da força-tarefa. As violações da Lava Jato, reveladas posteriormente, jamais receberam tratamento equivalente.

Quem cobra a imprensa quando a imprensa erra? A Lava Jato produziu manchetes, capas, lives e personagens elevados à condição de salvadores da República. Anos depois, boa parte de seus mecanismos foi desmoralizada, condenações foram anuladas e a parcialidade de Sergio Moro no processo do triplex foi reconhecida pelo Supremo.

Para Lula, falta ainda o reconhecimento de responsabilidade daqueles que ajudaram a vender ao país uma versão que não resistiu ao tempo. Diante das câmeras da própria Globo, o presidente partiu para o ataque e transformou o interrogatório num tribunal reverso contra os abusos do lavajatismo: o réu ali era a própria imprensa. Os verdadeiros protagonistas do espetáculo midiático ainda têm contas a prestar.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

A busca pela cura da ressaca

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Os cientistas ainda não têm certeza sobre o que nos faz sentir tão mal depois de beber — mas isso não impediu as empresas de divulgar novos remédios supostamente científicos.

Shayla Love — The New Yorker * 26/08/2026

Há alguns meses, enquanto assistia a stories no Instagram, deparei-me com um anúncio provocador. Um homem de cabelos castanhos desgrenhados dizia: “E se eu lhe dissesse que o álcool, na verdade, não faz mal para você?”. Ele explicou que nosso fígado converte o álcool em acetaldeído, uma molécula tóxica que, segundo ele, seria uma das principais causas da ressaca. Sua breve aula de química, que usava copos de Becquer de vidro cheios de líquidos coloridos como adereços, vinha acompanhada de um link para um produto: um suplemento que prometia neutralizar o acetaldeído mais rapidamente do que meu corpo conseguiria fazer sozinho. Eliminar o acetaldeído, afirmava o anúncio, ajudaria a acabar com a ressaca. Uma pessoa que avaliou o suplemento disse que havia bebido mais de cinco taças de vinho e se sentira bem no dia seguinte.

Normalmente, tenho uma forte aversão à aparência “científica” do marketing de suplementos, mas continuei assistindo ao anúncio até o fim. Gosto de beber; aprendi sobre vinhos finos enquanto trabalhava em restaurantes e ainda gosto de combinar uma garrafa cuidadosamente escolhida com o jantar. Meu coquetel favorito, o Perfect Manhattan, é basicamente só álcool: uísque de centeio, vermute doce e vermute seco, além de bitter e uma cereja em conserva no conhaque. Mas, quando entrei na casa dos trinta, as ressacas ficaram mais ameaçadoras — comecei a limitar meus drinques e a beber água em momentos estratégicos — e passei a me preocupar com os efeitos do álcool sobre a saúde. De alguma forma, eu nunca tinha ouvido falar em acetaldeído.

Depois que assisti ao anúncio, mais supostos remédios para ressaca começaram a inundar meu feed do Instagram. Eu os percorria com curiosidade distante, ocasionalmente clicando em algum link, e isso, é claro, fazia aparecer ainda mais anúncios. Havia muitos produtos diferentes, com ingredientes variados, mas todos pareciam contar a mesma história: poderiam acabar com a ressaca neutralizando o acetaldeído. Alguns, com nomes animados como Cheers, Drinking Buddies e No Days Wasted, destacavam a di-hidromiricetina, mais conhecida como DHM, um flavonoide derivado de plantas do Leste Asiático que havia sido testado em camundongos. Uma empresa, a ZBiotics, promove uma bactéria geneticamente modificada para produzir uma enzima que degrada o acetaldeído. Outra comercializava um aminoácido que também supostamente processaria o acetaldeído. Os anúncios faziam parecer que acabara de ser descoberta uma espécie de pílula do dia seguinte para quem bebe. Será que poderia ser realmente tão simples? [Continua...]

Artigo completo aqui (em inglês).

TariFlávio BolsoMaster, "o melhor patriota"

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Antes de contratar alguém para um trabalho, é recomendável analisar o currículo do candidato para saber se ele está preparado! Por isso, sem dúvida é importante divulgar o currículo do Flávio Rachadinha para todo mundo conhecer.

Vamos compartilhar e garantir que todo mundo posso conhecer o candidato.

Acessem opiordosbolsonaros.com.br e saibam mais.

A III Guerra Mundial estaria próxima?

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O mundo caminha para um confronto entre grandes potências?

Em 2026, a geopolítica global se encontra em estado de ebulição. A guerra entre EUA, Israel e Irã expôs as fragilidades da hegemonia norte-americana. O conflito na Ucrânia completa quatro anos em meio a impasses e a disputa entre as grandes potências se intensifica em múltiplas frentes. A pergunta central que orienta este debate é: estamos caminhando para um confronto direto entre as potências ou o cenário é de disputas regionais que, embora violentas, não escalam para uma guerra generalizada?

Para analisar essa questão, o Blog Opera Mundi, comandado por Breno Altman, recebe o Comandante Robinson Farinazzo, capitão-de-fragata da reserva da Marinha do Brasil, especialista em tecnologia aeronáutica e uma das vozes mais ouvidas quando o assunto é geopolítica, defesa nacional e a correlação de forças no mundo contemporâneo. Farinazzo mantém um Blog próprio também, chamado "Arte da Guerra".

Apoiem, acompanhem, e se tornem assinantes do ótimo Blog Opera Mundi (que já tem mais de 500 mil assinantes).

Começou hoje o horário eleitoral de rádio e TV

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A partir de hoje, 28/08, começou nas radiodifusoras e TVs de todo o país o horário de propaganda eleitoral gratuita das candidaturas ao pleito de outubro de 2026.  O tempo usado por cada partido ou federação partidária deriva do número de deputados/as eleitos/as em 2022, e por isso se verá, por exemplo, que o Partido da Ladroagem (PL), que elegeu grande número de parlamentares naquele ano, terá direito a mais minutos que os demais.

Esse tempo deverá ser distribuído entre candidatos/as a cargos proporcionais (deputados/as federais e estaduais) em um dia e os/as para cargos majoritários (presidente da República, governadores e senadores/as) no outro dia.

Este Blog de opinião tem posição clara contra quaisquer retrocessos político-sociais, defendidos pelos partidos de extrema-direita (principalmente o PL dos Bolsonaros), direita e centro-direita e, por isso, perfilamos ao lado da reeleição do Presidente Lula.  

No Paraná, estamos batalhando para derrotar o nazista mentiroso e corrupto sérgio moro (seu nome sempre em minúsculas, pois é um ser minúsculo, que o Paraná não merece), que disputa o governo do estado, e apoiamos a candidatura de Requião Filho (PDT-12) para governador. Para o Senado, estamos ao lado de Gleisi Hoffmann (PT) e Dr. Rosinha (PT). 

Quanto à Câmara Federal, nossa candidata é a Professora Amábile Marchi (PCdoB-PR, de número 6565), e, para a Assembleia Legislativa estadual, o candidato do PCdoB-PR Thiago Bagatin (sob número de urna 65123).  Isto está resumido na "colinha" de urna acima mostrada. 

Para melhor conhecer essa professora de inglês da Rede Pública estadual, visitem o site da Amábile em https://amabilemarchi.com.br/.

Escala 6x1: Ato contra a desumana jornada de trabalho ocorre neste domingo, 30, em todo o Brasil

Um comentário:
Neste domingo, 30 de agosto, Curitiba se soma ao Dia Nacional de Mobilização pelo Fim da Escala 6x1.

A classe trabalhadora precisa de mais tempo para viver, cuidar da família, estudar, descansar e participar da sociedade. Reduzir a jornada de trabalho é avançar na conquista de mais qualidade de vida — sem redução de salários e sem retirada de direitos!

📍 Largo da Ordem – Curitiba

📅 Domingo, 30 de agosto

⏰ 10h

É hora de ocupar as ruas e pressionar o Senado: redução da jornada, sem redução salarial, já!  A CTB-Paraná estará presente nessa luta ao lado das trabalhadoras, dos trabalhadores e das centrais sindicais.

Quem trabalha merece tempo para viver!  Compareçam!!

terça-feira, 21 de julho de 2026

Biotecnologia: o risco de uma nova eugenia

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Convergência entre biotecnologia, nanotecnologia e ciências cognitivas impulsiona perigosa corrida tecnológica. Edição genética ultrapassa laboratórios de saúde e entra na mira das potências globais: será esta técnica utilizada para aumentar o abismo social?

Reinaldo Guimarães - Outras Palavras * 21/07/2026

Nos tempos atuais, visões de futuro são escravas de grande indeterminação e, por vezes, há tentativas de olhar o que poderá vir a ser a partir do resgate de conceitos e práticas que se pensava já estarem superadas, se não extintas. Este texto pretende explorar um terreno onde essa assertiva tem lugar. As práticas eugênicas completamente ultrapassadas, muitas vezes sancionadas por políticas nacionais, voltam à cena. O desenvolvimento da biotecnologia, em particular as tecnologias de edição genética mediante ferramentas cada vez mais precisas, oferece as possibilidades técnicas para a criação, em laboratório, de “humanos melhores”. Como veremos adiante, esse resgate vem embalado como uma “neoeugenia”.

A biotecnologia é um vasto campo de saberes e práticas com grande transversalidade. Seus braços vão desde a saúde humana até o clima, a agricultura, o meio ambiente, a indústria e a defesa, entre outros. No terreno da saúde humana, as contribuições biotecnológicas, como a edição genética já mencionada, destinam-se a prolongar e salvar vidas. Entretanto, e essa é também uma marca dos tempos correntes, esse campo está imerso em uma dimensão muito presente nas tecnociências, que é o das tecnologias duais.

A face mais conhecida das tecnologias duais no campo biotecnológico diz respeito à guerra microbiológica e ao bioterrorismo, capazes de criar microrganismos patogênicos, aumentar sua virulência, fazer com que se tornem mais resistentes a medicamentos e vacinas, aumentar sua transmissibilidade etc. Mas há outra vertente dessa dualidade, mais atual e ainda muito aberta a desenvolvimentos, que diz respeito à edição genômica em humanos, que busca aumentar suas capacidades físicas e mentais, sua resistência a traumas psíquicos ou torná-los mais inteligentes.

Essa vertente, que tem como objetivo um denominado “aprimoramento humano”, está na raiz da neoeugenia e engendra consequências muito afastadas dos laboratórios de pesquisa biotecnológica. Por exemplo, de ordem bioética: qual a sua moralidade – haverá distinções sociais e econômicas entre os “aprimorados” e os “não-aprimorados”? Há também debates político-ideológicos – uma eugenia regulada pelo Estado ou pelas famílias – uma eugenia liberal?

Para matéria completa clique aqui