-->

Remover o bolsonarismo para salvar o Brasil

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Alfa, Delta e Omicron vencem "corrida do vírus"

Nenhum comentário:


Pessoas infectadas com as variantes Alfa, Delta e Omicron do SARS-CoV-2 (novo coronavírus) exalam maiores quantidades de vírus do que aquelas contaminadas com outras variantes, segundo um estudo que pediu que participantes infectados cantassem e gritassem dentro de um aparato em formato de cone - entremeado de inevitáveis tosses e espirros - ao longo de 30 minutos.

"A pesquisa mostrou que essas três variantes venceram a corrida do vírus", relata o engenheiro em saúde pública John Volckens. Os pesquisadores ainda verificaram que pessoas que contraem COVID-19 depois de vacinadas, mesmo com a dose de reforço, ainda disseminam o vírus pelo ar.
----------------
Fonte: Briefing da revista 'Nature' de 17/08/2022
Tradução: Paulo Adolfo

Assembleia do Sinditest em 23/08, na Saúde

Nenhum comentário:

 

Mais de três meses após o início das negociações, poucos pontos da pauta local avançaram na UFPR. Apesar da insistência do Sindicato e das comissões de negociação designadas pela base, a falta de vontade política da Reitoria tem sido um empecilho para que as reivindicações da categoria sejam, de fato, atendidas.

Diante desta situação, o Sinditest-PR convoca as técnicas e os técnicos da instituição para debater o assunto coletivamente na próxima assembleia da categoria, marcada para terça-feira, dia 23, a partir das 13h30, no Auditório do Setor de Ciências da Saúde.
---------------
Fonte: Sinditest-PR

General ou Marajal ?

Nenhum comentário:

Do jeito que a coisa vai, o último posto da carreira militar mudará de nome: de general, passará a marajal.

Por Fernando Brito, no Blog Tijolaço

A reportagem do Estadão informando que 1.559 oficiais das três Armas tiveram, em algum mês deste ano, pagamentos acima de R$ 100 mil líquidos (isto é, após todos os descontos) é demolidora para a imagem da instituição militar, por mais que se alegue que o desembolso seja legal.

Na média, considerando que os pagamentos àqueles soldados custaram aos cofres públicos R$ 262,5 milhões, os pagamentos representariam mais de R$ 168 mil por cabeça.

Há, com certeza, algo de errado quando um oficial recebe, de uma tacada só, até 120 mil dólares. O maior pagamento foi de R$ 603 mil, a um coronel, quase o mesmo que a remuneração anual de um análogo do Exército dos EUA.

Aliás, o pagamento do general Braga Netto, candidato a vice de Bolsonaro, só não foi maior que esse porque foi dividido em dois meses.

Ninguém quer que a carreira militar não seja remunerada dignamente, mas está evidente que coisas assim erodem a imagem de nossas Forças Armadas e, pior, acabam por ser interpretadas como razão do alinhamento político a que têm sido levadas pelo governo Bolsonaro.

Nem no regime militar a remuneração dos oficiais chegava a estes escândalos.

Com pagamentos assim, o desfile militar desejado por Jair Bolsonaro não deveria ser na orla de Copacabana, mas na Avenida Vieira Souto, o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro.
------------------
Comentário deste Blog: enquanto os marajás fardados comprados por Bolsonaro a peso de ouro para apoiar suas aventuras ganham essas injustificadas fortunas, "falta" dinheiro para comprar mais vacinas antiCOVID para crianças pequenas de 3 a 5 anos e a entrega de absorventes íntimos para meninas e mulheres pobres (medida aprovada faz tempo no Congresso) não foi ainda implementada, sem que autoridades federais expliquem o porquê desse atraso.  Também se entende bem porque os milicos agarrados no desgoverno Bolsonaro não querem perder as "boquinhas" e defendem seu patrão a todo custo, ameaçando a democracia.

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Como se espalha a monkeypox (varíola “dos macacos”*)?

Nenhum comentário:

Diversas partículas virais de monkeypox (vermelhas) infectam uma célula (azul)

O contato prolongado, especialmente com as lesões de pele de uma pessoa, desponta como a principal rota de transmissão

Por Max Kozlov, na "Nature" de 11/08/2022

Enquanto os casos de monkeypox continuam a subir no mundo, os pesquisadores buscam aprender mais sobre como a doença se espalha. Previsões primeiras de que o vírus transmite-se primariamente através de repetido contato de pele com pele entre pessoas tem largamente se confirmado, conforme uma parcela de novos estudos.

“Quando você coloca junto todos esses estudos, vemos que a apresentação clínica é similar – mas também surpreendente”, diz Oriol MItjà, pesquisador de doenças infecciosas do Germans Trias i Pujol University Hospital, em Barcelona, Espanha, que é co-autor de um dos recentes estudos publicados na revista "The Lancet". Isso porque os sintomas e o padrão de disseminação não se parecem com o que os pesquisadores observaram na África Ocidental e Central, onde o vírus da monkeypox tem causado surtos isolados e persistentes por décadas.

Desde o começo de maio, a monkeypox espalhou-se para mais de 90 países, causando mais de 32 mil infecções, com quase 1/3 dos casos sendo relatados nos EUA. A rápida disseminação do vírus levou a OMS a emitir um alerta de alto grau [de risco] para a saúde pública em 23/07: o presidente Joe Biden seguiu o alerta em 04/8 declarando uma emergência de saúde pública para os EUA.

Apesar de algumas mulheres e crianças terem se infectado desde maio, a maioria ampla dos casos até aqui ocorreram em homens que fazem sexo com homens (MSM, na sigla em inglês), principalmente naqueles que tem múltiplos parceiros ou que fazem sexo anônimo. O vírus tem provavelmente obtido vantagem das densas redes sexuais da comunidade MSM para se expandir com eficiência, diz Mitjà. Quanto mais o vírus se espalha, tanto mais oportunidades terá de infectar outras populações, inclusive animais selvagens – sobre os quais os cientistas tem advertido que podem estabelecer reservatórios virais que poderiam infectar seres humanos repetidamente.


“Repletos de vírus”

Quando uma pessoa contrai monkeypox, ela pode desenvolver sintomas parecidos com os da gripe, aumento de linfonodos e diferenciadas lesões cutâneas contendo fluidos. Embora alguns pesquisadores tenham sugerido que o vírus poderia se espalhar através de perdigotos respiratórios ou partículas em suspensão no ar, como acontece com o coronavírus, Mitjà e seus colegas contam que amostras retiradas de lesões de pele, coletadas no momento do diagnóstico, contêm muito mais DNA viral do que aquelas de garganta. As lesões, comparativamente, parecem estar “lotadas de vírus”, diz Boghuma Titanji, médico de doenças infecciosas da Emory University, em Atlanta, na Georgia, que não participou do estudo.

Diversos estudos, incluindo o de Mitjà, mostram que poucas pessoas contraem a doença de um morador infectado da mesma casa com quem não tiveram contato sexual. Este achado, pareado com os dados de carga viral, sugere que gotículas respiratórias e partículas em suspensão no ar provavelmente não são a via de transmissão primária, afirma Titanji. Se isso for corroborado por novas pesquisas, isso colocaria em questão se as pessoas deveriam ficar em isolamento pelo período inteiro da infecção, o que pode ser difícil pois a enfermidade parece levar até um mês para haver a cura, acresce a pesquisadora.

Ainda faltam dados detalhados sobre como a carga viral de uma pessoa muda ao longo do tempo, diz Jessica Justman, uma médica de doenças infecciosas da Columbia University, em New York. Embora Mitjà e seus colegas não tenham detectado muito DNA viral em amostras que coletaram das gargantas de pessoas em início de infecção, é possível que, se houvessem coletado mais tarde – mesmo um pouco antes – os níveis virais poderiam estar mais altos. Tais dados, que a equipe agora está colhendo em um estudo de seguimento (follow-up), autorizaria diretores de saúde pública a oferecer melhores isolamento e orientação terapêutica para pessoas infectadas.


Falando de sexo

Se a monkeypox é sexualmente transmitida em termos absolutos – passada de uma pessoa a outra através de sangue, esperma ou outros fluidos corporais durante a atividade sexual – não é ainda uma questão clara. Porém, vários estudos constataram que o DNA do vírus da monkeypox está presente no sêmen de uma pessoa por semanas depois de ela se infectar. Um dos estudos também isolou o vírus do sêmen de um único indivíduo seis dias depois do aparecimento de sintomas.

Mesmo que o virus possa ser sexualmente transmitido, ainda não está claro qual a grandeza da dimensão deste modo de transmissão, comparativamente com simplesmente alguém estar em contato próximo, pele com pele com outra pessoa ou inalando suas partículas respiratórias – o que também ocorre durante o sexo. Se outros estudos acharem o vírus no sêmen, compreender por quanto tempo ele pode persistir nesse fluido corporal será importante. Vírus como o Ebola podem persistir no sêmen por meses, quando não anos, depois da infecção, o que sempre complicou os esforços para prevenir surtos. Até que os pesquisadores façam mais descobertas, a Agência de Seguridade do Reino Unido recomenda que se continue a usar condoms por oito semanas depois da infecção.
------------------------
Fonte: revista ‘Nature’ de 11/08/2022

(*)A expressão “dos macacos” está entre aspas porque a doença não se transmite do macaco para o homem, apenas ela existe também nesse animal. É um absurdo que, mesmo no Brasil, pessoas estejam matando símios por achar que eles estão veiculando o vírus, que só se transmite pelo contato direto entre humanos.

Artigo completo em:

doi: https://doi.org/10.1038/d41586-022-02178-w









segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Requião entrevistado pelo Barão na segunda, 15/8

Nenhum comentário:


 

Inaugurando uma série de entrevistas de jornalistas da mídia alternativa brasileira com candidatos progressistas ao governo dos estados, o Canal do Barão recebe, na segunda-feira (15), às 19h, Roberto Requião. Pré-candidato ao governo do Paraná, Requião falará sobre a situação do de seu estado e do Brasil às vésperas de um processo eleitoral que terá caráter plebiscitário entre civilização e barbárie.

Além de abordar os desafios urgentes do combate à fome, à pobreza e ao desemprego, o bate-papo também é uma oportunidade de a mídia alternativa sabatinar os candidatos sobre políticas para campos como o da comunicação e da cultura.

Advogado, jornalista, urbanista e político brasileiro, Requião foi filiado ao Movimento Democrático Brasileiro por mais de 40 anos. Atualmente é filiado ao PT. Durante sua trajetória na política, foi deputado estadual (1983-1985), prefeito de Curitiba (1986-1989), Secretário do Desenvolvimento Urbano do Estado do Paraná (1989-1990), governador do Paraná (1991-1995 e 2003-2007) e senador da República (também por duas vezes).

Assista, participe em tempo real e inscreva-se no canal!
----------------
Fonte: Centro de Estudos da Mídia Alternativa "Barão de Itararé"

Golpe do corrupto Boçalnaro: o que você vai fazer?

Nenhum comentário:


Você está esperando o 7 de setembro deste ano ou mesmo o 2 de outubro, dia das eleições gerais, para ver se o despresidente miliciano encetará o golpe?  Ora, não precisa. O golpe de JMB já começou em 2019, primeiro ano da indigestão bolsonárica.  

Além das milhares de falações estapafúrdias, ameaçadoras e autoritárias desde o começo de seu desgoverno, agora em ano eleitoral o sujeito está aguçando e intensificando o que já antes declarava. Por mais que aumentem no mundo todo as apreensões, e mesmo advertências, com uma atitude do miliciano de simplesmente ignorar o resultado das urnas eletrônicas, ou até mesmo de tentar impedir a eleição.

O que você fará quando as trevas claramente - perdão pelo paradoxo - se abaterem (ou tentarem se abater)  sobre toda a nação?

A iniciativa de numerosíssimos setores sociais de lançar dois documentos em defesa do Estado democrático de direito, fazendo-lhes a leitura em atos públicos Brasil afora (incluindo Curitiba obviamente) é importante, é claro. Vem tarde (pois devia começar a resposta a JMB já em 2019), mas antes tarde do que mais tarde. Um marco histórico em 2022 como o foi a Carta de 1977 contra a ditadura militar de então.  Os documentos reuniram os mais variados setores da sociedade, isolando o desgovernante genocida, ajudaram a selar uma unidade contra a loucura golpista. E ganharam a ampla maioria do resto do mundo.

Acusando o golpe, o miliciano corrupto do Alvorada tentou minimizar e ironizar os documentos, chamando-os de "cartinhas" e dizendo que a mísera redução do preço do diesel (4%, contra um aumento de 60% no ano) era fato "muito mais importante".  Nada. A unidade democrática e popular mobilizada em 11 de agosto asssustou JMB. E é nesse caminho de unidade de forças pela democracia que se deve persistir, para defrontar o discurso de ódio e a violência por ele estimulada.


 

“Centaurus” poderá ser a próxima variante global do coronavírus?

Nenhum comentário:

A variante BA.2.75 está crescendo na ìndia, mas taxas de hospitalização até agora estão baixas

Por Ewen Callaway, em “Nature”, de 10/08/2022

Enquanto os países esperam o fim dos surtos de COVID-19 causados pela variante BA.5, os pesquisadores estão na vigia pelo que poderá vir em seguida.

Uma subvariante da variante Omicron, chamada BA.2.75 – apelidada “Centaurus” por alguns nas mídias sociais – está crescendo rapidamente na Índia. Alguns cientistas estão soando o alarme, enquanto outros dizem que ainda é muito cedo para dizer se a variante se disseminará amplamente. Na Índia, ela ainda não parece estar fazendo se elevarem as taxas de hospitalizações e óbitos.

A BA.2.75 foi detectada em mais de 20 países pelo mundo e os pesquisadores ainda estão no aguardo para ver se ela irá substancialmente elevar o número de casos, depois da onda de infecções com a variante BA.5.

Um pântano de estudos sugere que as duas variantes tem mais ou menos capacidades similares de evitar a imunidade conferida pela infecção e pela vacinação. Isto indicaria que a “Centaurus” pode não impulsionar elevação de casos fora da Índia – pelo menos não enquanto a imunidade da população está alta e antes que a variante melhore muitas mutações extras.


Em alerta
A vigilância sobre as variantes do SARS-CoV-2 está se reduzindo em muitos países, mas a Índia parece ser o epicentro da disseminação da BA.2.75. Esta linhagem cheia de mutações evoluiu da subvariante BA.2 da Omicron, que se espalhou largamente no começo de 2022 (ver abaixo a figura “Progressão do Patógeno” - clique na figura para ampliar).


--------------
Fonte: trecho da revista "Nature", de 10/08/2022.
Artigo completo (ingles): 
doi: https://doi.org/10.1038/d41586-022-02154-4

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Morte no Largo da Ordem: Justiça por Mateus Noga!

Nenhum comentário:


Na noite de sábado, 11/09, a truculência da Guarda Municipal do prefeito Rafael Greca extinguiu violentamente a vida do jovem Mateus Noga, de 22 anos, que com amigos comemorava no Largo da Ordem a obtenção da sua CNH. Duas mulheres também tiveram ferimentos.

A incapacidade e métodos violentos das polícias - usuais contra a população negra e periférica de Curitiba - resultaram em mais este assassinato.. Os excessos são constantes no Largo da Ordem. As pessoas que frequentam esse local de lazer estão sempre a correr riscos desse tipo de violência de Estado, logo, não se trata de uma questão pontual ou episódica.

Movimentos indignados com esta brutalidade se juntaram para organizar um Ato de Protesto, por justiça, pela punição dos culpados, apontando um rol de demandas:

1- divulgação das imagens das câmeras de segurança para apurar a ocorrência;

2- responsabilização dos culpados, inclusive dos mandantes da operação;

3- explicações urgentes do prefeito Rafael Greca sobre o ocorrido;

4- providências da Prefeitura e da Guarda Municipal para que nunca mais aconteçam casos como esse, nem no histórico Largo nem em qualquer local de Curitiba;

5- retificação do boletim de ocorrência no qual a Guarda Municipal colocou Mateus como autor do crime e o Estado como vítima(!).

O Ato por Mateus está marcado para sábado, 18/09, a partir das 19h00, no próprio Largo da Ordem. Todos devem ir com suas máscaras e guardar distanciamento prudente uns dos outros, em prevenção à transmissão do coronavírus, mesmo quem já está vacinado.

Participe desse ato em memória da vida do Mateus e de tantos outros jovens também vítimas. Para evitar outras vítimas.  Há que mudar essa realidade e ir para cima das autoridades que respondem pela segurança da cidade. 

Queiroga, o Pazuello de jaleco

Nenhum comentário:


Depois da declaração de ontem, estapafúrdia, repudiada pelos especialistas em Epidemiologia, vacinação, Infectologia, o ministro  (sic) da Saúde (?) está sendo apelidado de "Pazuello de jaleco".  Queiroga - que droga - mandou que não acontecesse vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos. Provocou tanto risadas como indignação. 

E desobediência franca - e correta - de governadores de muitos estados brasileiros, que prosseguem a vacinação.  Por sinal, também a ANVISA defende essa vacinação com a Pfizer para os jovens de 12 a 17 anos.

Pazuello, até agora, foi o ministro de saúde mais nitidamente pateta e incompetente, afinal é um general que não sabe picirica nenhuma da área de saúde. E nem de logística sabe, como se viu quando esse generaleco mandou vacinas do Amazonas para o Amapá e vice-versa, entre outras demonstrações de incompetência.

Queiroga, tanto querendo agradar ao patrão presidente-capitão - que foi de onde partiu a ordem de impedir a vacina nessa faixa etária - passa a competir com Pazuello em burrice e incompetência. Por isso, temos aí o "Pazuello de jaleco" (pois tem diploma de medicina).

Queiroga é cardiologista. Sem coração. E, pelo visto, sem cérebro. Quem entra no desgoverno do despresidente genocida começa a emburrecer, para ficar igual ao resto do ministério incapaz e corrupto.  Aprendeu e pratica agora claramente o lambebotismo, um capacho que abre a boca e lambe mesmo a bota do chefe.

Do mato onde não sai cachorro e os cachorros que saíram do mato

Nenhum comentário:
A caminho do final, a CPI da Pandemia prestou extraordinário serviço aos brasileiros, tanto por demonstrar que o charlatanismo presidencial – e, por sua ordem, governamental – atrasou o combate e a vacinação contra a Covid-19 quanto por revelar a teia de interesses espúrios que se montou dentro e em torno do Ministério da Saúde, envolvendo picaretas de calibre o mais variado que se possa imaginar.

Por Fernando Brito – Blog Tijolaço

Dito isto, é melhor esperar sentado que se produzam, no curto e no médio prazo, as consequências jurídicas e políticas dos crimes que nela se estão apontando, sejam os do Presidente da República, sejam os do staff militar que ele instalou no Ministério.

Enquanto Bolsonaro detiver o controle total sobre o presidente da Câmara e, portanto, sobre o curso de todo e qualquer pedido de impeachment ou apontamento por crimes de responsabilidade, nada caminhará e ninguém terá de responder, de fato, pelas barbaridades que aqui se cometeu.

Tambem não se depositem muitas esperanças de que as denúncias internacionais, junto à ONU e à Corte de Haia vão produzir resultado pela violação de direitos universalmente consagrados: os organismos mundiais são pachorrentos sempre e dez vezes mais quando se trata de um país grande, como o Brasil, sobretudo se estiver ligado aos – vejam a expressão – “interesses ocidentais”. Leia-se, dos capitais.

Nada disso tira a relevância do que se fez ali.

Viu-se que tipo de gente foi posta a comandar o setor mais importante do governo brasileiro durante os longos meses de pandemia, viu-se uma parte das lacraias escondidas sob os cascalhos da administração pública e de que patentes militares garantem que sejam impolutos os que as ostentam.

Reaprendeu-se a respeitar parlamentares corajosos, que enfrentam as situações em público, que confrontam e não se entregam a conchavos e as suas diferenças com os Rolandos Leros governistas, de um padrão tão deplorável que custa a crer que sejam senadores da República.

Num país que espera nada de seus parlamentares, foi um alívio e um sopro de credibilidade nas instituições ver que uma Comissão Parlamentar de Inquérito não tem de caminhar, necessariamente, para uma pizza mesmo que haja quem, depois da CPI, cuide de colocar suas conclusões no freezer.

O cavalo de Troia pretendido pelo MEC para fracionar institutos federais

Nenhum comentário:

Governo Federal pretende indicar dez novos reitores sem aumentar o número de campi e de estudantes atendidos pela rede

Gaudêncio Frigotto e Tiago Fávero no jornal Brasil de Fato

Em matéria publicada no jornal Brasil de Fato, assinada pelos professores Gaudêncio Frigotto (UFF) e Tiago Fávero (IF-sudeste de MG), faz-se forte denúncia e avaliação de mais uma das medidas do MEC bolsonarista para prejudicar ainda mais os Institutos Federais e tentar impor controle rígido sobre a democracia interna dessas instituições.

A medida, na verdade, vem do anterior governo golpista do “mordomo de filme de terror” Michel Temer, não aprovada então, mas agora o desministro pastor Milton Ribeiro quer implementá-la, apresentando-a como suposta expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica (EPT).

Narra a matéria do jornal Brasil de Fato que dez reitores de IFs foram chamados ao MEC para discutir a tal medida. Os dirigentes, ao verem os termos da proposta indecente, entenderam-na como verdadeiro “cavalo de Tróia”, pois: “ao invés de visualizarem investimentos para a ampliação de campi, construção de novos institutos e aumento do número de estudantes atendidos, a proposta do governo federal é a fragmentação de unidades já existentes”.

O que a indigestão bolsonarista no MEC de fato almeja é somente criar dez novas reitorias, o que permitirá indicar politicamente dez novos reitores, isto é, dez prepostos de Bolsonaro/Milton. Ou seja, mais dez “boquinhas” para amigos do rei genocida e outras tantas em assessorias. Além de ampliar o controle do desgoverno federal sobre as instituições públicas. Como candidaturas pró-Bolsonaro em geral perdem as eleições diretas para reitorias (a exemplo da UFPR em 2020), o lance é tentar um jeitinho para enfiar dirigentes “biônicos”, indicados e não eleitos.

Não se cria uma única nova vaga, laboratório, biblioteca, mas se joga ao público a fancaria de que foram “criados” dez novos Institutos. E sem aumentar em um centavo sequer o orçamento dessas instituições públicas, aliás, pelo contrário, em 2021 o que se viu foi corte criminoso corte de verbas e de bolsas.

Analisam ainda os autores da matéria: “Com os cortes financeiros atuais e o acréscimo de gastos burocráticos de mais dez reitorias, decreta-se a exclusão forçada dos que entraram nos IFs mediante políticas de inclusão: quilombolas, indígenas, filhas e filhos de pequenos agricultores, ribeirinhos e alunos de escolas públicas (…) uma tentativa de reforçar a dualidade educacional brasileira, dentro da qual estudantes pobres aprendem profissões técnicas e de baixa remuneração e estudantes das classes altas acessam o ensino superior.”

Há outros aspectos de avaliação sobre mais essa tenebrosa intenção do bom pastor ministro, que assumiu o MEC recomendando meter o tapa, chinelo ou cinta para controlar crianças ditas “desobedientes”.

Sugerimos ler a íntegra da matéria do BdeF neste link.
-----------------------
Fonte e foto: Brasil de Fato

domingo, 5 de setembro de 2021

Viagra do Bozo

Nenhum comentário:

Já repararam? Toda vez que a aprovação do presidente começa a, digamos, perder potência, ele convoca uma motociata. Tivemos uma quarta (ou quinta?), no ano que corre – o que indica que a força do homem que desgoverna o país anda bastante ameaçada. Nessas horas, nada como ter uma máquina possante entre as pernas.

Maria Rita Kehl - Site A Terra é Redonda, via Blog do Miro

Afinal, o que é uma motociata? Um monte de homens que, montados em objetos barulhentos, tentam intimidar seus opositores e ostentar a própria potência. Verdade que o sólido “corpo” da motocicleta tem que ficar firme entra as pernas de quem as pilota. Compreendo a ilusão de potência causada, mesmo entre mulheres, por essa inocente conjunção. Além disso, motos fazem barulho, a depender do uso do acelerador de quem pilota. 

Mas, ora essa: a potência das motocicletas não necessariamente se transfere a quem está em cima delas. As motociatas do presidente são um recurso que lembra a birra da criança contrariada: esperneia e berra o quanto pode, mas não consegue convencer o adulto a fazer o que ela quer.

No caso, os supostos “adultos” disponíveis não são lá muito confiáveis. A oposição, num congresso liderado por Lira e Pacheco, lembra a mãe que dá logo o doce à criança para não ter que enfrentar a tal birra. Cabe a nós, os 64% de brasileiros que desaprovam o presidente, o papel dos adultos na sala. Não sei se estamos preparados para tanto. 

Ainda nos vemos atônitos, tentando entender como isso foi acontecer e como devemos agir. Intimidar o birrento é inoperante. Não somos capazes de imaginar maldades e ameaças à altura das que ele e de seus seguidores já praticam há quase dois anos.

Como foi mesmo que ele foi parar no posto para o qual não estava preparado? Ah, claro: a corrupção. Quem leu "Brasil, uma Biografia", de Heloisa Starling e Lilian Schwarz, sabe que a corrupção está incrustada no Estado brasileiro desde a monarquia. Foi o pretexto (não a causa justa) para prender Luís Inácio e tentar desmoralizar o Partido dos Trabalhadores. Então me expliquem por que agora, com dezenas de indícios na família Bolsonaro, ninguém mais se importa com a corrupção? Gente hipócrita.

-----------------
Charge: Aroeira

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Sede do STF por ser invadida por pelotão bolsonarista em 7/9

Nenhum comentário:

O vídeo acima mostra comentários e cenas da invasão do Capitólio dos EUA (sede do Congresso nacional), por parte de hordas de loucos supremacistas brancos, vários ligados a grupos neonazistas, em 6 de janeiro do ano passado.  O político de extrema-direita Donald Trump - ídolo de Bolsonaro - não conseguiu se reeleger, passou a denunciar fraude eleitoral(*) e concretamente conclamou seus apoiadores a impedirem a posse do legitimamente eleito Joe Biden.

Juízes, as Forças Armadas e outras forças de segurança, os congressistas e a ampla maioria do povo dos EUA rejeitaram o golpismo de Trump e essa invasão tresloucada, a qual teve saldo de cinco mortos. E parte dos imbecis invasores neste momento está puxando cana. Trump foi banido das redes sociais.

No Brasil, o despresidente miliciano, genocida e corrupto, estoura a paciência de todos com sua repetitiva arenga de que age e quer agir "dentro das quatro linhas da Constituição".  

Ao mesmo tempo em que mente dessa forma, declara coisas no sentido contrário e toma atitudes idem.  Sua  convocação ativa - e ainda se valendo de recursos públicos para uma manifestação política só do interesse dele e de seus seguidores no feriado de 7 de setembro - tem nítido sentido de ameaça de ruptura da institucionalidade.

Objetivamente, e só um completo tolo negaria, Bolsonaro busca a desordem e o caos social, torcendo para que setores das Forças Armadas realizem algum tipo de intervenção "em nome da lei e de ordem" (desrespeitadas por ele) que permita decretar um estado de sítio ou coisa similar, e disto para a suspensão da eleição de 2022, que ele sabe que vai perder. 

E, uma vez perdendo e deixando de ser 'presidente', possa logo em seguida ser preso pela imensa lista de crimes que vem praticando desde janeiro de 2019. Tanto ele quanto seus filhinhos corruptos queridos estão sob alto risco de verem o sol nascer quadrado de 2023, se já não prenderem por esses dias o próprio vereador Carlos Bolsonaro, cujo rolo com "rachadinhas (crime de peculato) está bem caracterizado.

Politicamente cada vez mais isolado, desesperado e cheio de ódio, o miliciano da despresidência incita sua turba de zumbis descerebrados a partirem para cima do poder legislativo federal e, em especial, do STF e TSE.  Já em 2020, uma doida bolsonarista chamada Sara Winter organizou um "pelotão" chamado de os "300 do Brasil", que foi para a frente do Congresso e depois, à noite, diante da sede do Supremo Tribunal Federal (STF) atirou uma saraivada de fogos de artifício.

Logo, com todos esses ingredientes explosivos, não é "Hellmann's Trip"(**) supor que, do meio da zumbizada bolsotária radicalizada, surja um pelotão organizado que, planejadamente, invada a sede do STF em Brasília e lá se entrincheire, exigindo que o Senado remova os juízes Alexandre de Moraes e Luís Barroso. E sabe-se lá mais o quê.

O que é isso?  Crime. Com determinação de detenção para todos os envolvidos no acinte antidemocrático.  Idealmente, a começar do próprio despresidente.

A conferir em 7 de setembro.  Lutemos em defesa da democracia contra o putsch (sublevação, golpe de força) neonazista brasileiro. E para por fim, de vez por todas, o quanto antes se possível, ao desgoverno bolsonarista, o pior de toda a história da República.

---------------------------

(*)A eleição nos EUA, acusada de fraudada por Trump, é com voto de papel.

(**)Uma anglogíria para outra gíria: "viagem na maionese".

Olha a cabeleira do Bozó, será que ele ó, será que ele ó?

Nenhum comentário:


Este Blog é francamente defensor dos direitos da comunidade LGBTQIA+ e combate os preconceitos e as violências que vitimam tantas pessoas que assumem, com total legitimidade cidadã, diversificadas orientações sexuais para além da dita "heteronormativa". 

Mas o que é detestável, execrável, é o sujeito hipócrita que é gay e posa de machão. Pior, além do fingimento (que deve render um grande sofrimento psíquico interno), para reforçar sua máscara (essa ele usa sempre), estimula posturas homofóbicas e mesmo violências físicas contra seres humanos homoafetivos.

Haja vista o crescimento de agressões e assassinatos de pessoas do segmento LGBTQIA+ no Brasil no período do mandato do desgoverno do miliciano corrupto.

Neste link do Portal Metrópoles, o deputado federal Rodrigo Maia diz o que acha do Bozó e da sua "máscara".

E recordem o que foi dito na postagem imediatamente anterior sobre o espadachim fuzileiro miliciano... 

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Moléstia moral e símbolos fálicos

Nenhum comentário:

Há pessoas com doentia obsessão por conquistar o poder. Ou de manter o poder a qualquer custo e por quaisquer meios.  Sofrem de um mal moral na sua obsessão por dominar, por ter outras pessoas sob constante controle.  

Sobre esses seres ignobeis, o filósofo francês Jean-Marie Arouet, vulgo Voltaire, disse no século 18: "De todas as doenças do espírito humano, a fúria de dominar é a mais terrível."

Há alguns meses, o despresidente miliciano matador de multidões disse que era "imbroxável".  Está certo: quem carece de certos atributos, não pode sequer alcançar a condição funcional operacional para depois broxar. Não pode broxar quem sequer "broxável" é.  Por isso, frequentemente recorre em seus vomitórios orais a referências genitais e símbolos fálicos.

Diante do cercadinho da sua minguante plateia de zumbis adoradores, disse que era para todos comprarem fuzil. E que não enchessem o saco falando em ser mais importante - e urgente - comprar feijão.


Ontem, mais uma vez convocando seus zumbis verde-amargosos (que nada tem a ver com patriotismo) para os atos de provocação golpista em 7 de setembro, o negacionista da ciência e da vida disse que, desta vez, o destino do Brasil não vai ser alterado “levantando uma espada para cima e proclamando algumas palavras”.  Deve-se então supor que ele queira levantar a espada, não para proclamar palavras, mas para baixá-las sobre as cabeças dos inimigos. Literalmente.

Fuzil, espada... o pênis que ele não tem mais, nem factual nem moral.

A questão é que, se o despresidente da inflação galopante tentar alguma ação - ou induzir apoiadores a fazer - fora da institucionalidade, afrontado a democracia, tem que ser preso. Ponto.

Nova direção do Sistema de Bibliotecas da UFPR é empossada

Nenhum comentário:


Em cerimônia virtual, transmitida pelo Youtube a partir da Sala dos Conselhos da UFPR, foi nesta tarde empossado o bibliotecário Denis Uezu como novo Diretor do Sistema de Bibliotecas, com mandato até 2025. Do evento participaram o reitor, a vice-reitora, diversos membros da Administração Central, chefias das bibliotecas setoriais e muitos servidores técnicos atuantes no sistema.

Denis venceu uma consulta direta virtual realizada nos dias 29 e 30 de junho entre todos os servidores do SIBI, obtendo 85 votos contra seus contendores Elias Barbosa e Josefina Guedes, que alcançaram 44 votos cada um.

Depois de empossado, Denis discursou salientando que toda a sua trajetória escolar e acadêmica foi feita em escolas públicas, bem como as primeiras atividades laborais. Vindo de São Paulo, Denis ingressou na UFPR trabalhando inicialmente na biblioteca setorial de Ciências da Floresta. Dali saiu para assumir a chefia da Seção de Aquisição da Biblioteca Central do SIBI e, após alguns anos nesse posto, passou a integrar a equipe da Unidade de Apoio às Publicações Científicas Periódicas, no âmbito da PRPPG (pelo novo Regimento do SIBI, esta Unidade foi transferida para o âmbito do SIBI).

O novo Diretor do SIBI enfatizou sua disposição de continuar fortalecendo os esforços que a ampla comunidade da UFPR realiza em defesa da Educação Pública Gratuita, da Ciência e do Serviço Público, não poupando energia para constantemente aperfeiçoar essa unidade tão estratégica para o bom desempenho de uma Universidade.

------------------

Fotos:: capturas de tela do youtube do Cerimonial da UFPR

domingo, 11 de julho de 2021

Bemvindo, Felipe e o brigadeiro golpinho de leite condensado

Nenhum comentário:

 
Depois da Nota assinada pelo sinistro da Defesa, Braga Neto, e pelos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, com tom de ameaça golpista e dirigida contra o senador Omar Aziz, presidente da CPI do Genocídio, eis que o chefe dos aviõezinhos da FAB reitera veladamente a ameaça.  

Frente a isso, o youtuber que tem dezenas de milhões de seguidores Felipe Neto indignou-se contra a aleivosia do brigadeiro Batista Jr. e o mandou para aquele conhecido lugar.

Neste vídeo curtinho, o ator e humorista Bemvindo Sequeira comenta o caso e passa o pano (sujinho) nos fatos e no brigadeiro que toma leite condensado com o genocida despresidente.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Militares sinalizam que Bolsonaro sai do poder apenas se quiser

Nenhum comentário:

A divulgação da nota de repúdio das Forças Armadas contra o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), entrará para a história como o momento em que o novo autoritarismo atravessou o Rubicão dos pudores políticos para golpear de vez a democracia.

Por Vinicius Rodrigues Vieira(*) - Portal UOL - 08/07/2021

Que os fardados já tinham se tornado os senhores da República sob o atual governo era evidente. No entanto, apenas nesta quarta-feira (8) ficou claro que os comandantes militares estão dispostos a tudo para manter Jair Bolsonaro na presidência.

Isso porque a CPI já demonstrou ter arsenal suficiente para atingir o coração do Planalto. Ao intimidar Aziz e distorcer suas críticas pontuais a maus militares, os comandantes não apenas sinalizam que se pretendem intocáveis, imunes a investigações e, portanto, ao império da lei. Eles indicam que o próprio governo Bolsonaro é intocável. Qualquer acusação de corrupção contra a atual administração seria golpismo, coisa de comunista.

Você não leu errado, caro leitor, cara leitora. Depois de 30 anos da dissolução da União Soviética, nossos militares ainda operam com a mentalidade da Guerra Fria. Causa espécie ler no Correio Braziliense reportagem que relata o temor de militares ao verem imagens dos protestos contra Bolsonaro [do dia 3/7, como no vídeo abaixo], associando-os a um suposto perigo comunista. Cuba e Coreia do Norte não fazem sequer cócegas em nós. A China dita comunista não representa tal doutrina senão um exemplo bem-sucedido de Capitalismo de Estado sob estrito autoritarismo.


Portanto, se há um espectro autoritário rondando o Brasil há anos, não é um fantasma de esquerda. Trata-se, sem dúvida, do espírito de porco do fascismo, encarnado no desrespeito a minorias e na deferência a um Estado-forte a serviço de corporações como militares e juízes, nos subsídios a grupos econômicos escolhidos a dedo em troca de apoio político.

O brasileiro médio é demasiadamente conservador para aceitar uma suposta ditadura comunista, mas suficientemente estatista para acolher um regime autoritário com traços de extrema-direita. Foi assim com o Estado Novo e com a Ditadura Militar.

Será assim com o bolsonarismo? Tudo indica que sim, pois, se os comandantes militares ousam intimidar um representante do povo e ficam impunes, o que não farão no dia em que Bolsonaro agarrar-se-á à cadeira presidencial sob o argumento de que as eleições de 2022 terão sido fraudadas? Na prática, as Forças Armadas não estão divididas, mas convergem para um autoritarismo de direita - como já argumentei neste espaço, um bolsochavismo.

Até ontem, eu acreditava que os militares atuariam apenas como fiadores de qualquer um que possa ser eleito em 2022 - Lula inclusive. Este, assim como qualquer eventual inquilino do Planalto nos anos vindouros, terá de se sujeitar à tutela dos fardados ou encarar uma constante instabilidade institucional. Depois da nota de quarta-feira, tenho certeza de que não apenas os militares, mas seu consórcio com o bolsonarismo, vieram para ficar com muito leite condensado, picanha e pensões para a prole.

Por falar em prole, melhor eu parar por aqui porque tenho família. Não ambiciono ser alvo de um inquérito por ofender a honra das Forças Armadas - se bem que não há honra a ser ofendida quando já se está despido dela.
---------------------------------
(*) Vinícius Rodrigues Vieira é doutor em Relações Internacionais por Oxford e professor na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e na FGV.

Quando será o golpe?

Nenhum comentário:
Passeata pelo #ForaBolsonaro no centro de Curitiba, em 3/7/2021 
(vídeo longo: 13m40s)

O golpe que Jair Bolsonaro vem armando é tão evidente que uma parte dos democratas brasileiros já começou a sentir inveja da normalidade alheia.

Por André Petry, na revista Piauí

No segundo fim de semana de junho, o sentimento ficou mais nítido para quem viu a foto dos líderes do G7, grupo das sete democracias mais ricas do mundo. Sob um céu plúmbeo, à beira do mar sereno de uma baía da Cornualha, os líderes se cumprimentaram com os cotovelos, subiram no estrado montado na areia da praia e posaram para fotógrafos. Depois, reuniram-se em torno de uma grande mesa redonda e discutiram os problemas do mundo – o aquecimento global, o coronavírus, a onda autoritária, a China.

Foi a primeira vez, desde o início da pandemia, que se sentaram frente a frente, enterrando a diplomacia via Zoom. Debateram e divergiram, e sem a presença desagregadora de Donald Trump deram um show de civilidade. Em seus países, no mesmo fim de semana, a Eurocopa retomou o espetáculo de jogar em estádios com a presença de torcida. A promessa de retorno à vida civilizada ganhou força com a ausência de Trump e a vacinação contra o coronavírus.

Os líderes dos países do G7 no litoral da Inglaterra

E nós, aqui, lidando com o pesadelo: o golpe virá antes, durante ou depois da eleição presidencial de 2022? Naquele mesmo fim de semana, para sublinhar nossa anormalidade, um surto de Covid-19 atingia atletas e delegações da Copa América, arranjada às pressas num país derrotado pela pandemia. Enquanto os líderes do G7 anunciavam a doação aos países pobres de 1 bilhão de doses de vacina, Bolsonaro regia em São Paulo, onde o governador priorizou a vacinação, um coro de motoqueiros que gritava: “Ei, Doria, vai tomar no cu.”

E o golpe é para quando?

Na fábula do escritor russo Ivan Krylov (1769-1844), um homem encontra um amigo depois de passar três horas no museu de história natural. O amigo lhe pergunta como foi a visita:

– Vi tudo que havia para ver, examinei tudo cuidadosamente – responde ele, ainda fascinado pela experiência. É tudo tão espantoso que, honestamente, não tenho palavras para descrever nem a metade. A natureza é maravilhosa na sua imensa diversidade.

Depois de ouvir o homem contar que viu insetos diminutos, menores que a cabeça de um alfinete, que examinou pássaros, borboletas, besouros, alguns verdes como esmeraldas, outros vermelhos como coral, o amigo indaga...

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Bolsonaro reduzido a 15% de apoios. Derreteu.

Nenhum comentário:

Até o fim deste ano, projetam institutos de pesquisa, o presidente Jair Bolsonaro terá menos aprovação do que a presidenta Dilma Rousseff em seu pior momento do processo de impeachment (2015-16).

Por Esmael Morais, em seu Blog

A cada pesquisa, os índices despencam. A avaliação de especialistas é que o núcleo compacto de Bolsonaro é de 15% do eleitorado. Sua última queda reduziu-o a 24%. Para se ter uma ideia, a presidente Dilma Rousseff, no auge de sua derrocada, contava com 20% de popularidade”, escreve nesta quarta-feira Rosângela Bittar, colunista do Estadão.

Sim, o núcleo duro de Bolsonaro já é menor que o de Dilma em seu pior momento.

Essa fissura entre popularidade e o presidente da República está se refletindo na Congresso Nacional. O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (SP), por exemplo, disse que o partido poderá apoiar o impeachment de Bolsonaro – se o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), aceitar um dos 125 pedidos de abertura de processo.

Arthur Lira, do Centrão, começou a sentir na nuca o bafo quente das ruas e das redes sociais. O parlamentar ligado ao Centrão é chamado de “cúmplice” do genocídio de Bolsonaro, pois, segundo a Constituição, é o presidente da Câmara quem tem a prerrogativa de iniciar o impeachment do presidente da República.

Até quanto Lira vai prevaricar? Ou seja, até quando vai continuar cúmplice de Bolsonaro?
---------------
Fonte: texto e figura do Blog do Esmael Morais