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sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Azeda quinta-feira de agosto para Bolsonaro

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Quinta-feira foi um dia mal azado, azedo mesmo, para o irascível despresidente corrupto Boçalnaro.  Nas manhãs, ele costuma falar alegre e despudoradamente uma montoeira de bestagens para seu "gado" fanático no chamado "cercadinho do Alvorada".  Mas não contava que ontem um blogueiro de direita, meio sem noção, chamado Wilker Leão (provável bolsonarista arrependido), militar da reserva, fosse cobrar coisas dele, em especial a aliança do miliciano JMB com os políticos fisiológicos do Centrão comandado pelo alagoano Artur Lira.

O vídeo mostra Leão chamando Boçalnaro de safado, covarde, vagabundo e "tchutchuca do Centrão", expressão que ontem atingiu por algumas horas da tarde o primeiro lugar na "parada de sucessos" (Trending Topics) do Twitter. O blogueiro foi empurrado e caiu ao chão, em seguida o despresidente lhe agarra a camisa e tenta roubar o celular, numa cena quase de comédia pastelão, até que os ânimos arrefecem.

De tarde, Boçalnaro foi a um evento em São José dos Campos, irritou-se com pergunta de um jornalista sobre os empresários bolsonaristas que pregam golpe em caso de vitória de Lula e ainda deu uma descompostura em um assessor que o tocou no ombro.  "Não toque em mim!", esbravejou o pilhado candidato.

Para arrematar a quinta dos infernos, saiu a pesquisa DataFolha, mostrando que, apesar de pífio crescimento percentual do miliciano, a distância dele para Lula em tranquila dianteira de 47% de intenção de voto está mantida.

Em 26 de agosto começa a propaganda eleitoral gratuita de rádio e TV. Não é provável que isso melhore o humor do genocida, ao contrário.  E, na UFPR, o Comitê Lula intensifica o trabalho para conquistar mais e mais votos para ajudar o Brasil a se livrar desse "encosto" fascista do PL.  Quem quiser ajudar na campanha de Lula dentro da Universidade está chamado a participar do Comitê.

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Os "democráticos" empresários bolsonaristas

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É verdade que eles já não são muitos dentre o empresariado do país.  Mas fazem barulho e tem muita grana. Inclusive para financiar atos antidemocráticos pró-Bolsonaro e mandarem instalar outdoors gigantes com fake news contra a oposição ao despresidente corrupto do PL.

O site Metrópoles publicou reportagem informando que existe um grupo de whatsapp, chamado "Empresários e Política", composto por empresários que explicitamente advogam que Bolsonaro não aceite resultado das eleições livres de 02/10 e dê um golpe de Estado, com isto necessariamente inaugurando um regime ditatorial, contra o Estado de Direito.

Segundo a matéria do Metrópoles, dentre esses empresários antidemocráticos estão o famigerado "Véio da Havan, Luciano Hang; Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu (restaurantes); Marco Aurélio "Morongo" Raymundo, da Mormaii (vestuário); José Koury, do Barra World Shopping (RJ); José Peres, da administradora de shoppings Multiplan; Ivan Wroble, da W3 Engenharia. Deve haver outros peixes menores.

Vejam o que escreveu, no grupo de WA, o piedoso médico "Morongo", dono da Mormaii [se preciso, clique na figura para ampliar]:


Nem é preciso dizer que, diante dessas declarações antidemocráticas, tais empresas merecem o mais firme e duro boicote.

Procurados por jornalistas, esses heroicos e corajosos empresários tentaram desconversar, enrolar, sair pela tangente, até porque pregar golpe de Estado é crime constitucional e eles também devem temer que o que pensam afaste fregueses racionais de seus empreendimentos.

A "Coalizão em defesa do sistema eleitoral" (mais de 200 entidades) protocolou no STF uma notícia-crime contra esses empresários "superdemocratas". Essa turma merece uma boa investigação, pois, sendo gente da alta bufunfa, bem podem ser os financiadores de diversas ações em favorecimento ilegal da campanha da extrema-direita.
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Fonte: com informações do Portal UOL. 


sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Do mato onde não sai cachorro e os cachorros que saíram do mato

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A caminho do final, a CPI da Pandemia prestou extraordinário serviço aos brasileiros, tanto por demonstrar que o charlatanismo presidencial – e, por sua ordem, governamental – atrasou o combate e a vacinação contra a Covid-19 quanto por revelar a teia de interesses espúrios que se montou dentro e em torno do Ministério da Saúde, envolvendo picaretas de calibre o mais variado que se possa imaginar.

Por Fernando Brito – Blog Tijolaço

Dito isto, é melhor esperar sentado que se produzam, no curto e no médio prazo, as consequências jurídicas e políticas dos crimes que nela se estão apontando, sejam os do Presidente da República, sejam os do staff militar que ele instalou no Ministério.

Enquanto Bolsonaro detiver o controle total sobre o presidente da Câmara e, portanto, sobre o curso de todo e qualquer pedido de impeachment ou apontamento por crimes de responsabilidade, nada caminhará e ninguém terá de responder, de fato, pelas barbaridades que aqui se cometeu.

Tambem não se depositem muitas esperanças de que as denúncias internacionais, junto à ONU e à Corte de Haia vão produzir resultado pela violação de direitos universalmente consagrados: os organismos mundiais são pachorrentos sempre e dez vezes mais quando se trata de um país grande, como o Brasil, sobretudo se estiver ligado aos – vejam a expressão – “interesses ocidentais”. Leia-se, dos capitais.

Nada disso tira a relevância do que se fez ali.

Viu-se que tipo de gente foi posta a comandar o setor mais importante do governo brasileiro durante os longos meses de pandemia, viu-se uma parte das lacraias escondidas sob os cascalhos da administração pública e de que patentes militares garantem que sejam impolutos os que as ostentam.

Reaprendeu-se a respeitar parlamentares corajosos, que enfrentam as situações em público, que confrontam e não se entregam a conchavos e as suas diferenças com os Rolandos Leros governistas, de um padrão tão deplorável que custa a crer que sejam senadores da República.

Num país que espera nada de seus parlamentares, foi um alívio e um sopro de credibilidade nas instituições ver que uma Comissão Parlamentar de Inquérito não tem de caminhar, necessariamente, para uma pizza mesmo que haja quem, depois da CPI, cuide de colocar suas conclusões no freezer.

domingo, 5 de setembro de 2021

Viagra do Bozo

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Já repararam? Toda vez que a aprovação do presidente começa a, digamos, perder potência, ele convoca uma motociata. Tivemos uma quarta (ou quinta?), no ano que corre – o que indica que a força do homem que desgoverna o país anda bastante ameaçada. Nessas horas, nada como ter uma máquina possante entre as pernas.

Maria Rita Kehl - Site A Terra é Redonda, via Blog do Miro

Afinal, o que é uma motociata? Um monte de homens que, montados em objetos barulhentos, tentam intimidar seus opositores e ostentar a própria potência. Verdade que o sólido “corpo” da motocicleta tem que ficar firme entra as pernas de quem as pilota. Compreendo a ilusão de potência causada, mesmo entre mulheres, por essa inocente conjunção. Além disso, motos fazem barulho, a depender do uso do acelerador de quem pilota. 

Mas, ora essa: a potência das motocicletas não necessariamente se transfere a quem está em cima delas. As motociatas do presidente são um recurso que lembra a birra da criança contrariada: esperneia e berra o quanto pode, mas não consegue convencer o adulto a fazer o que ela quer.

No caso, os supostos “adultos” disponíveis não são lá muito confiáveis. A oposição, num congresso liderado por Lira e Pacheco, lembra a mãe que dá logo o doce à criança para não ter que enfrentar a tal birra. Cabe a nós, os 64% de brasileiros que desaprovam o presidente, o papel dos adultos na sala. Não sei se estamos preparados para tanto. 

Ainda nos vemos atônitos, tentando entender como isso foi acontecer e como devemos agir. Intimidar o birrento é inoperante. Não somos capazes de imaginar maldades e ameaças à altura das que ele e de seus seguidores já praticam há quase dois anos.

Como foi mesmo que ele foi parar no posto para o qual não estava preparado? Ah, claro: a corrupção. Quem leu "Brasil, uma Biografia", de Heloisa Starling e Lilian Schwarz, sabe que a corrupção está incrustada no Estado brasileiro desde a monarquia. Foi o pretexto (não a causa justa) para prender Luís Inácio e tentar desmoralizar o Partido dos Trabalhadores. Então me expliquem por que agora, com dezenas de indícios na família Bolsonaro, ninguém mais se importa com a corrupção? Gente hipócrita.

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Charge: Aroeira

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Sede do STF por ser invadida por pelotão bolsonarista em 7/9

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O vídeo acima mostra comentários e cenas da invasão do Capitólio dos EUA (sede do Congresso nacional), por parte de hordas de loucos supremacistas brancos, vários ligados a grupos neonazistas, em 6 de janeiro do ano passado.  O político de extrema-direita Donald Trump - ídolo de Bolsonaro - não conseguiu se reeleger, passou a denunciar fraude eleitoral(*) e concretamente conclamou seus apoiadores a impedirem a posse do legitimamente eleito Joe Biden.

Juízes, as Forças Armadas e outras forças de segurança, os congressistas e a ampla maioria do povo dos EUA rejeitaram o golpismo de Trump e essa invasão tresloucada, a qual teve saldo de cinco mortos. E parte dos imbecis invasores neste momento está puxando cana. Trump foi banido das redes sociais.

No Brasil, o despresidente miliciano, genocida e corrupto, estoura a paciência de todos com sua repetitiva arenga de que age e quer agir "dentro das quatro linhas da Constituição".  

Ao mesmo tempo em que mente dessa forma, declara coisas no sentido contrário e toma atitudes idem.  Sua  convocação ativa - e ainda se valendo de recursos públicos para uma manifestação política só do interesse dele e de seus seguidores no feriado de 7 de setembro - tem nítido sentido de ameaça de ruptura da institucionalidade.

Objetivamente, e só um completo tolo negaria, Bolsonaro busca a desordem e o caos social, torcendo para que setores das Forças Armadas realizem algum tipo de intervenção "em nome da lei e de ordem" (desrespeitadas por ele) que permita decretar um estado de sítio ou coisa similar, e disto para a suspensão da eleição de 2022, que ele sabe que vai perder. 

E, uma vez perdendo e deixando de ser 'presidente', possa logo em seguida ser preso pela imensa lista de crimes que vem praticando desde janeiro de 2019. Tanto ele quanto seus filhinhos corruptos queridos estão sob alto risco de verem o sol nascer quadrado de 2023, se já não prenderem por esses dias o próprio vereador Carlos Bolsonaro, cujo rolo com "rachadinhas (crime de peculato) está bem caracterizado.

Politicamente cada vez mais isolado, desesperado e cheio de ódio, o miliciano da despresidência incita sua turba de zumbis descerebrados a partirem para cima do poder legislativo federal e, em especial, do STF e TSE.  Já em 2020, uma doida bolsonarista chamada Sara Winter organizou um "pelotão" chamado de os "300 do Brasil", que foi para a frente do Congresso e depois, à noite, diante da sede do Supremo Tribunal Federal (STF) atirou uma saraivada de fogos de artifício.

Logo, com todos esses ingredientes explosivos, não é "Hellmann's Trip"(**) supor que, do meio da zumbizada bolsotária radicalizada, surja um pelotão organizado que, planejadamente, invada a sede do STF em Brasília e lá se entrincheire, exigindo que o Senado remova os juízes Alexandre de Moraes e Luís Barroso. E sabe-se lá mais o quê.

O que é isso?  Crime. Com determinação de detenção para todos os envolvidos no acinte antidemocrático.  Idealmente, a começar do próprio despresidente.

A conferir em 7 de setembro.  Lutemos em defesa da democracia contra o putsch (sublevação, golpe de força) neonazista brasileiro. E para por fim, de vez por todas, o quanto antes se possível, ao desgoverno bolsonarista, o pior de toda a história da República.

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(*)A eleição nos EUA, acusada de fraudada por Trump, é com voto de papel.

(**)Uma anglogíria para outra gíria: "viagem na maionese".

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Moléstia moral e símbolos fálicos

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Há pessoas com doentia obsessão por conquistar o poder. Ou de manter o poder a qualquer custo e por quaisquer meios.  Sofrem de um mal moral na sua obsessão por dominar, por ter outras pessoas sob constante controle.  

Sobre esses seres ignobeis, o filósofo francês Jean-Marie Arouet, vulgo Voltaire, disse no século 18: "De todas as doenças do espírito humano, a fúria de dominar é a mais terrível."

Há alguns meses, o despresidente miliciano matador de multidões disse que era "imbroxável".  Está certo: quem carece de certos atributos, não pode sequer alcançar a condição funcional operacional para depois broxar. Não pode broxar quem sequer "broxável" é.  Por isso, frequentemente recorre em seus vomitórios orais a referências genitais e símbolos fálicos.

Diante do cercadinho da sua minguante plateia de zumbis adoradores, disse que era para todos comprarem fuzil. E que não enchessem o saco falando em ser mais importante - e urgente - comprar feijão.


Ontem, mais uma vez convocando seus zumbis verde-amargosos (que nada tem a ver com patriotismo) para os atos de provocação golpista em 7 de setembro, o negacionista da ciência e da vida disse que, desta vez, o destino do Brasil não vai ser alterado “levantando uma espada para cima e proclamando algumas palavras”.  Deve-se então supor que ele queira levantar a espada, não para proclamar palavras, mas para baixá-las sobre as cabeças dos inimigos. Literalmente.

Fuzil, espada... o pênis que ele não tem mais, nem factual nem moral.

A questão é que, se o despresidente da inflação galopante tentar alguma ação - ou induzir apoiadores a fazer - fora da institucionalidade, afrontado a democracia, tem que ser preso. Ponto.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Militares sinalizam que Bolsonaro sai do poder apenas se quiser

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A divulgação da nota de repúdio das Forças Armadas contra o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), entrará para a história como o momento em que o novo autoritarismo atravessou o Rubicão dos pudores políticos para golpear de vez a democracia.

Por Vinicius Rodrigues Vieira(*) - Portal UOL - 08/07/2021

Que os fardados já tinham se tornado os senhores da República sob o atual governo era evidente. No entanto, apenas nesta quarta-feira (8) ficou claro que os comandantes militares estão dispostos a tudo para manter Jair Bolsonaro na presidência.

Isso porque a CPI já demonstrou ter arsenal suficiente para atingir o coração do Planalto. Ao intimidar Aziz e distorcer suas críticas pontuais a maus militares, os comandantes não apenas sinalizam que se pretendem intocáveis, imunes a investigações e, portanto, ao império da lei. Eles indicam que o próprio governo Bolsonaro é intocável. Qualquer acusação de corrupção contra a atual administração seria golpismo, coisa de comunista.

Você não leu errado, caro leitor, cara leitora. Depois de 30 anos da dissolução da União Soviética, nossos militares ainda operam com a mentalidade da Guerra Fria. Causa espécie ler no Correio Braziliense reportagem que relata o temor de militares ao verem imagens dos protestos contra Bolsonaro [do dia 3/7, como no vídeo abaixo], associando-os a um suposto perigo comunista. Cuba e Coreia do Norte não fazem sequer cócegas em nós. A China dita comunista não representa tal doutrina senão um exemplo bem-sucedido de Capitalismo de Estado sob estrito autoritarismo.


Portanto, se há um espectro autoritário rondando o Brasil há anos, não é um fantasma de esquerda. Trata-se, sem dúvida, do espírito de porco do fascismo, encarnado no desrespeito a minorias e na deferência a um Estado-forte a serviço de corporações como militares e juízes, nos subsídios a grupos econômicos escolhidos a dedo em troca de apoio político.

O brasileiro médio é demasiadamente conservador para aceitar uma suposta ditadura comunista, mas suficientemente estatista para acolher um regime autoritário com traços de extrema-direita. Foi assim com o Estado Novo e com a Ditadura Militar.

Será assim com o bolsonarismo? Tudo indica que sim, pois, se os comandantes militares ousam intimidar um representante do povo e ficam impunes, o que não farão no dia em que Bolsonaro agarrar-se-á à cadeira presidencial sob o argumento de que as eleições de 2022 terão sido fraudadas? Na prática, as Forças Armadas não estão divididas, mas convergem para um autoritarismo de direita - como já argumentei neste espaço, um bolsochavismo.

Até ontem, eu acreditava que os militares atuariam apenas como fiadores de qualquer um que possa ser eleito em 2022 - Lula inclusive. Este, assim como qualquer eventual inquilino do Planalto nos anos vindouros, terá de se sujeitar à tutela dos fardados ou encarar uma constante instabilidade institucional. Depois da nota de quarta-feira, tenho certeza de que não apenas os militares, mas seu consórcio com o bolsonarismo, vieram para ficar com muito leite condensado, picanha e pensões para a prole.

Por falar em prole, melhor eu parar por aqui porque tenho família. Não ambiciono ser alvo de um inquérito por ofender a honra das Forças Armadas - se bem que não há honra a ser ofendida quando já se está despido dela.
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(*) Vinícius Rodrigues Vieira é doutor em Relações Internacionais por Oxford e professor na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e na FGV.

Quando será o golpe?

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Passeata pelo #ForaBolsonaro no centro de Curitiba, em 3/7/2021 
(vídeo longo: 13m40s)

O golpe que Jair Bolsonaro vem armando é tão evidente que uma parte dos democratas brasileiros já começou a sentir inveja da normalidade alheia.

Por André Petry, na revista Piauí

No segundo fim de semana de junho, o sentimento ficou mais nítido para quem viu a foto dos líderes do G7, grupo das sete democracias mais ricas do mundo. Sob um céu plúmbeo, à beira do mar sereno de uma baía da Cornualha, os líderes se cumprimentaram com os cotovelos, subiram no estrado montado na areia da praia e posaram para fotógrafos. Depois, reuniram-se em torno de uma grande mesa redonda e discutiram os problemas do mundo – o aquecimento global, o coronavírus, a onda autoritária, a China.

Foi a primeira vez, desde o início da pandemia, que se sentaram frente a frente, enterrando a diplomacia via Zoom. Debateram e divergiram, e sem a presença desagregadora de Donald Trump deram um show de civilidade. Em seus países, no mesmo fim de semana, a Eurocopa retomou o espetáculo de jogar em estádios com a presença de torcida. A promessa de retorno à vida civilizada ganhou força com a ausência de Trump e a vacinação contra o coronavírus.

Os líderes dos países do G7 no litoral da Inglaterra

E nós, aqui, lidando com o pesadelo: o golpe virá antes, durante ou depois da eleição presidencial de 2022? Naquele mesmo fim de semana, para sublinhar nossa anormalidade, um surto de Covid-19 atingia atletas e delegações da Copa América, arranjada às pressas num país derrotado pela pandemia. Enquanto os líderes do G7 anunciavam a doação aos países pobres de 1 bilhão de doses de vacina, Bolsonaro regia em São Paulo, onde o governador priorizou a vacinação, um coro de motoqueiros que gritava: “Ei, Doria, vai tomar no cu.”

E o golpe é para quando?

Na fábula do escritor russo Ivan Krylov (1769-1844), um homem encontra um amigo depois de passar três horas no museu de história natural. O amigo lhe pergunta como foi a visita:

– Vi tudo que havia para ver, examinei tudo cuidadosamente – responde ele, ainda fascinado pela experiência. É tudo tão espantoso que, honestamente, não tenho palavras para descrever nem a metade. A natureza é maravilhosa na sua imensa diversidade.

Depois de ouvir o homem contar que viu insetos diminutos, menores que a cabeça de um alfinete, que examinou pássaros, borboletas, besouros, alguns verdes como esmeraldas, outros vermelhos como coral, o amigo indaga...

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Bolsonaro reduzido a 15% de apoios. Derreteu.

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Até o fim deste ano, projetam institutos de pesquisa, o presidente Jair Bolsonaro terá menos aprovação do que a presidenta Dilma Rousseff em seu pior momento do processo de impeachment (2015-16).

Por Esmael Morais, em seu Blog

A cada pesquisa, os índices despencam. A avaliação de especialistas é que o núcleo compacto de Bolsonaro é de 15% do eleitorado. Sua última queda reduziu-o a 24%. Para se ter uma ideia, a presidente Dilma Rousseff, no auge de sua derrocada, contava com 20% de popularidade”, escreve nesta quarta-feira Rosângela Bittar, colunista do Estadão.

Sim, o núcleo duro de Bolsonaro já é menor que o de Dilma em seu pior momento.

Essa fissura entre popularidade e o presidente da República está se refletindo na Congresso Nacional. O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (SP), por exemplo, disse que o partido poderá apoiar o impeachment de Bolsonaro – se o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), aceitar um dos 125 pedidos de abertura de processo.

Arthur Lira, do Centrão, começou a sentir na nuca o bafo quente das ruas e das redes sociais. O parlamentar ligado ao Centrão é chamado de “cúmplice” do genocídio de Bolsonaro, pois, segundo a Constituição, é o presidente da Câmara quem tem a prerrogativa de iniciar o impeachment do presidente da República.

Até quanto Lira vai prevaricar? Ou seja, até quando vai continuar cúmplice de Bolsonaro?
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Fonte: texto e figura do Blog do Esmael Morais

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Avalanche de denúncias, torrentes de Atos pelo Fora Bolsonaro Corrupto

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Neste sábado, 3 de julho, nova série de Atos Públicos vai rolar, em todo o país, lutando para que acabe de uma vez por todas o desgoverno genocida da Familícia Bolsonaro. Mais de 200 cidades do Brasil devem registrar manifestações.

Depois de ficar claro que a defesa de medicamentos ineficazes do "tratamento precoce" (e de efeitos colaterais com risco de vida) e as reiteradas recusas a comprar em tempo as vacinas não era mero "negacionismo ideológico", mas sim uma deliberada atitude de atrasar a compra de vacinas para poder negociar propinas às escondidas, o desgoverno genocida está bastante emparedado, acuado. Perde popularidade todos os dias. Muitos de seus antigos eleitores de 2018 se declaram arrependidos.  Pesquisas mostram um cenário eleitoral para 2022 em que Lula poderia vencer a disputa presidencial já no 1. turno.

Por isto, pela crescente indignação e conscientização do povo sobre o caráter criminoso e corrupto da (indi)gestão Bolsonaro, a cada novo ciclo de Atos do #ForaBolsonaro as ruas mais se entopem de ativistas que cobram a saída do miliciano genocida da presidência, pela forma que for.

PARTICIPE! Em Curitiba, novamente, o Ato Público começará na Praça Santos Andrade, às 15h00, e desta vez não vai chover.  Este é um Ato unitário de entidades de diversos movimentos sociais, mas destacando bandeiras educacionais (inclusive por causa de brutais cortes de verbas das Universidades Públicas). 

Leve seu cartaz, bandeira, faixa, camiseta, apito para fazer valer o clamor pelo fim do desgoverno federal.  Mas também vá de máscara, leve álcool em gel e guarde prudente distanciamento social - pois, se não damos mais moleza ao Bolsovírus, também não vacilemos com a capacidade de contágio do SARS-CoV-2 (nome técnico do novo coronavírus). 



Guarda Costinha flagra Bolsonaro

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"Afinal, o que é que é uma mijada..."

Bolsonaro banana

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Do “Quem manda sou eu!” ao mimimi de “Não tenho como saber o que se passa nos ministérios!”

Ruy Castro – Portal UOL * 30/06/2021

Você se esbaldou com a notícia na semana passada. O bombado deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) ao ver a PF às suas portas para prendê-lo por várias e grandes lambanças, tentou fugir pulando o muro de sua casa em Petrópolis. Mas, ao completar o salto, descobriu que os homens já o esperavam do outro lado do muro. Com agilidade quase circense, pulou-o de volta, sendo afinal abotoado. Uma sequência digna de comédia do cinema mudo, só faltando Sua Excelência ter voltado por um buraco no muro e passado por entre as pernas do policial.

A ideia de um deputado federal pulando muros como um ladrão de galinha deixa mal o Congresso e pior ainda o Governo que ele defende – não por acaso, o de Jair Bolsonaro. Mas é perfeita para descrever o próprio Governo, repetente em pular muros e pulá-los de volta diante das suspeitas, acusações e provas de suas sujeiras. Inúmeros pilantras que o compõem já tiveram oportunidade de fazer isso, dizendo e desdizendo-se ao se verem flagrados. O pulo de volta, nesses casos, é alegar um engano, atribuindo-o a um bagrinho escalado para o sacrifício.

O grande muro, no entanto, acaba de ser pulado de volta por Bolsonaro, e resta ver o que dirão seus seguidores. Eles devem se lembrar de duas de muitas falas iguais de seu imbrochável herói: “Quem manda sou eu! Vou deixar bem claro! Eu dou liberdade para os ministros todos, mas quem manda sou eu! Quando vão nomear alguém, falam comigo! Eu tenho poder de veto, ou vou ser um presidente banana?” (Agosto/2019).

Há dias, quando o indisfarçável cheiro de rato numa compra de vacinas por R$ 1,6 bilhão pelo Ministério da Saúde, Bolsonaro apelou para um covarde mimimi: “Não tenho como saber o que acontece nos ministérios!”

Ao pular o muro de volta, denunciou-se. É um presidente banana.
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Fonte: UOL; figuras modificadas: da Internet.

sábado, 19 de junho de 2021

O grande ator de volta ao palco

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O grande ator, o decisivo protagonista começa, afinal, a dar o ar da sua graça, e retorna ao palco da política nacional. 

Luiz Manfredini(*) - Portal Vermelho

O primeiro passo ocorreu em 29 de maio. Algo em torno de 400 mil pessoas nas ruas de 20 capitais retomaram a era das grandes mobilizações populares, a despeito da pandemia que nos massacra.

O segundo passo, no próximo sábado, 19/06, acena com algo mais possante. Mais gente nas ruas, um grito mais estrondoso contra o governo do sociopata fascista.

Do povo na rua sempre veio a força do movimento democrático. Mas a pandemia e suas restritivas evitou manifestações públicas de massa. Assim a luta política cingiu-se às notas oficiais de representações da sociedade civil, às vozes minoritárias de um congresso sob hegemonia bolsonarista (através do Centrão) e, em menor medida, às conhecidas flutuações do STF. Um ano e pouco de ruas desertas de protesto, salvo as manifestações de torcidas de futebol, que ocorreram entre o final de maio e o início de junho de 2020. Do povo forçado ao recuo, Bolsonaro valeu-se o quanto pode, livre para festas e aglomerações. Isso, no entanto, está mudando.


A força do povo
O povo na rua impacta fortemente o cenário político. Impacta o parlamento, sempre atento aos humores do eleitorado e às perspectivas eleitorais dos seus membros. E o próprio judiciário vê-se tangido a observar a temperatura das ruas. A mobilização da sociedade certamente estimula a CPI da COVID-19 que, ao examinar a questão da pandemia, já vem devassando as entranhas de um governo negacionista e genocida A mídia, particularmente a Rede Globo, a quem Bolsonaro combate desde o início do governo, trata de repercutir – e bem – as investigações da CPI, vocalizando a posição de certos segmentos das elites insatisfeitos com o governo que apoiaram e espalhando denúncias para milhões de brasileiros. Um novo cenário se avizinha, com provável alteração na correlação de forças.

À CPI, obviamente, não cabe, por injunção legal, encaminhar o impedimento de Bolsonaro, ou qualquer outro tipo de interdição. Mas sua avalanche de dados e as conclusões a que vai chegando, todas condenatórias do governo negacionista, ao menos corrói sua imagem, reduz sua popularidade e prepara sua derrota em 2022.

A isso o sociopata fascista responde com sua metralhadora giratória, que radicaliza ainda mais o cenário político, e com as “motociatas” que reúnem militares, policiais militares, milicianos e os chamados “bolsonaristas de raiz”, aquelas hordas descerebradas em que o bolsonarismo se instalou à margem da razão, e que o seguem incondicionalmente. Fazem barulho, espalham fake news, agridem opositores, balizados pela influência do seu líder, um militante da extrema-direita, que mistura fascismo, sociopatia e uso despudorado do poder da Presidência da República.

A julgar pelos acontecimentos atuais, espera-se uma crescente radicalização do quadro político nacional. Afinal, há muito a extrema-direita brasileira não arreganhava os dentes com tal estridência. Collor, em 1992, foi objeto de oposição ferrenha que desembocou no impeachment. Mas ele não tinha base de apoio popular. Bolsonaro tem. Míngua sua base, é verdade, mas ao cabo ainda restará incólume o segmento que lhe é e sempre será mais fiel, ruidoso e truculento como de hábito.

Diante dessa perspectiva, Bolsonaro já faz constantes ameaças de colocar as Forças Armadas numa aventura golpista. Se os militares acatarão isso é outra história. Penso que não. Mas certamente segmentos das polícias militares e das milícias aceitarão a convocatória bolsonarista para quebrar as regras constitucionais, o que poderá ocorrer caso ele seja derrotado nas eleições de 2022, ou mesmo antes. Só mesmo o povo na rua, organizado e consciente, poderá cortar as pernas do fascismo. E isso começa a ganhar força. Aguardemos o desenrolar do dia 19.
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(*)Luiz Manfredini é jornalista e escritor paranaense, autor, entre outros livros, de "As moças de Minas" e "A pulsão da escrita".

É hoje! 19/06: FORA BOLSONARO! Manifestações maciças no planeta

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500 mil mortes de brasileiras e brasileiros, provocadas essencialmente pelo consórcio Bolsonaro/Coronavírus! Marca trágica, e que ainda poderá elevar-se muito, pois o ritmo de vacinação continua lento, com menos de 12% da população brasileira plenamente imunizada com duas doses das diversas vacinas em aplicação. 

Contra esse genocídio deliberado provocado pelo desgoverno Bolsonaro, por ele, sua familícia corrupta e seus sinistros de Estado, o Brasil vai se erguer em gigantescos atos de protesto em mais de 450 cidades, além de outros programados nas capitais da Europa. Será mais um passo na construção de uma amplíssima Frente antifascista, que possibilitará retirar (como for) o despresidente miliciano de seu "trono".

O Ato pelo #ForaBolsonaro em Curitiba está convocado, neste sábado, 19/06, para a Praça Santos Andrade, a partir das 15h00.  Compareçam todos/as com seus cartazes, bandeiras e faixas, portando suas apropriadas máscaras, levando álcool em gel e sempre buscando guardar prudente distância uns dos outros (1,5 m ou mais).  O distanciamento, por sinal, aumenta a extensão do cordão humano que lotará a praça aos milhares e depois a passeata pelo centro da capital.


São muitas as canções brasileiras falando de luta e esperança, mas variaremos um pouco publicando uma tradução livre (bem livre! Excuse me, Chris, Lindsey) de uma música de sucesso da banda Fleetwood Mac, que já foi até usada em campanha presidencial do partido democrata dos EUA e inspira todos a manterem as esperanças no amanhã. [Clique no título traduzido para ver o vídeo da canção.]


“NÃO PARE (DE PENSAR NO AMANHÃ)”
["Don't Stop (thinking about tomorrow)"-
Christine McVie & Lindsey Buckingham]

Se você levanta e não consegue sorrir
Mas tomará só pouquinho de tempo
Para abrir os olhos e enxergar o dia
Você verá as coisas de um jeito diferente

Não pare de pensar no amanhã
Não pare, logo ele chegará aqui
Vai ficar melhor do que hoje
O ontem foi embora, o ontem irá embora

Por que não pensar em novos tempos por vir?
E não sobre as coisas que até agora aconteceram?
Se a vida é má com você e com tantos
Apenas imagine o que o amanhã poderá fazer

Não pare de pensar no amanhã
Não pare, logo ele chegará aqui
Vai ficar melhor do que hoje
O ontem foi embora, o ontem irá embora

Tudo que quero é ver o povo sorrindo
Vamos tirar um pouquinho de tempo
Sei, hoje está difícil crer que pode virar verdade
Mas nunca mais ver este povo sofrendo

Não pare de pensar no amanhã
Não pare, logo ele chegará aqui
Vai ficar melhor do que hoje
O ontem foi embora, o ontem irá embora

Não vamos olhar para trás!
Não vamos olhar para trás!
DON'T YOU LOOK BACK !

[Fleetwood Mac: Mick Fleetwood, Christine McVie, Stevie Nicks, Lindsey Buckingham, John McVie)



sábado, 5 de junho de 2021

Neofascismo: o que é e onde surgiu?

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No vídeo aqui colocado, o professor Fábio Palácio, da Fundação Maurício Grabois, discute a corrente de extrema-direita chamada Fascismo, suas origens e suas manifestações na atualidade como "Neofascismo", particularmente quando o Brasil sofre debaixo de um desgoverno extremista como o de Bolsonaro. É ele a nova cara do fascismo tupiniquim neste começo de século XXI?  Assista. 

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Tropas à vontade no Exército

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Depois da livrada de cara do inepto-inútil tonel de leite condensado general Eduardo Pazuello por parte do Alto Comando do Exército, as tropas estão se sentindo à vontade para fazer o que quiserem, pois, se pode para o general, pode para toda a hierarquia abaixo e também para o soldado raso!

A seguir, possível diálogo no quartel...

CORONEL:
- Praça, ô, praça, que é isso? Panfleteando Ato contra o presidente da república no meio das tropas? Você não pode, não pode, é quebra da hierarquia, da disciplina das Forças Armadas!!

RECRUTA
- Ôxe, coronel, mas o Comandante do Exército não perdoou a atividade política do general Pazuello, que foi naquela voltinha de moto com presidente Bolsonaro e até subiu no palanque pra dar discurso? E não só não sofreu punição nenhuma como ainda ganhou de presente um belo cargo de 17 mil na Secretaria de Assuntos Estratégicos!!

CORONEL:
- Sim, mas, mas… mas ele é general, você é um soldadinho!

RECRUTA:
- Soldadinho, é? Ah, coronel, se abriu a exceção, criou “jurisprudência”, se o general pode fazer política, eu também posso, e no sentido político que for do meu agrado. Entonces, dá licença, coronel, que ainda falta gente pra eu convocar ao Ato do dia 19, falou? E VSF!

General Pazuello: sem punição e ainda agraciado com cargo decorativo "come-dorme" de 17 mil

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General inepto e inútil passou apertos na CPI da COVID

O Exército decidiu não punir o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por participar de ato pró-Bolsonaro no Rio de Janeiro. O Comando Militar acolheu o argumento do general da ativa segundo o qual não se tratava de ato político. Ele participou de um passeio de moto com o presidente, subiu no trio elétrico e discursou para apoiadores.

De acordo com o Regimento Disciplinar do Exército, é proibido a participação de militares da ativa em ato político. “O Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general”, diz um trecho do comunicado.

Parlamentares de diferentes partidos reagiram com indignação sobre a decisão. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que chegou a hora de a Câmara discutir a proposta de emenda à Constituição (PEC), de autoria da deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que veda aos militares da ativa a ocupação de cargo de natureza civil na administração pública. “Já assinei meu apoiamento”, disse Maia.

Para a deputada Perpétua, trata-se de uma situação grave. “A sensação de que não se sabe mais onde termina o governo e começa o Exército, é o que pode acontecer de pior para esta Instituição e as demais Forças Armadas. ‘Quando a política entra por uma porta do quartel, a disciplina e a hierarquia saem pelas outras’, já dizia Vilas Boas”, escreveu no twitter a parlamentar.

Lamentável! Exército acaba de encerrar processo contra Pazuello por transgressão pela participação em ato político. Força aceitou o argumento de que a manifestação com presidente Bolsonaro era apenas uma voltinha de moto!”, lamentou Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Na avaliação da deputada federal Professora Marcivânia (PCdoB-AP), a decisão é grave por vários motivos: “Abre as portas da indisciplina, demonstra submissão de uma fundamental instituição do Estado brasileiro a um movimento irracional e rasteiro da política nacional. O Brasil regride mais alguns passos.”

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Fonte: Portal Vermelho
[Título dado por este Blog]

quarta-feira, 21 de abril de 2021

A CPI do Genocídio e a solidão de Bolsonaro com sua "milagrosa" cloroquina

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Embora o governo Bolsonaro trate como uma vitória o adiamento para a próxima terça-feira, 27, da instalação da CPI da Covid-19, politicamente ela já está funcionando

Por Fernando Brito - Blog Tijolaço

As notícias dos jornais – especialmente as da Folha SP, informando as ações sobre o Exército para liberar recursos às pressas para a produção de montanhas de comprimidos de hidroxicloroquina e a ordem dada por ofício à Fundação Oswaldo Cruz para que estimulasse, entre os médicos, a orientação para prescrevê-la, além de também produzir quantidades extras – mostram que a apuração dos absurdos praticados pelo governo brasileiro está em pleno processo de apuração e, mais ainda, de comprovação formal de sua autoria.

E acontece que, nesta questão do “tratamento precoce” todos estão desesperados para dizer que “não fui eu” quem indicou a cloroquina, embora muitos tenham sido omissos ou cúmplices deste charlatanismo, do qual não se afastou até agora. Trump, pelo menos, escafedeu-se do assunto e de outras bobagens que falou, investindo maciçamente na compra de vacinas.

O “Mito” fez o inverso e por isso não terá solidariedade de ninguém, a não ser de seus alucinados falangistas.

Do Exército, não é preciso dizer mais do que a forma com que trata Eduardo Pazuello, uma “batata quente” que querem em qualquer lugar, menos junto da corporação cuja imagem ele “ferrou”, para usar a expressão do ex-comandante, general Edson Pujol, relatada hoje por Ancelmo Gois, em O Globo.

O Conselho Federal de Medicina, praticamente a única entidade médica a ser tolerante com o medicamento, está sob pressão de grande parte da corporação e do próprio Ministério Público, ao qual vem protelando a entrega das atas das reuniões nas quais decidiram que receitá-la fazia parte da “liberdade médica”.

Também não vai adiantar aludir às referências internacionais: o médico francês Didier Raoult, que lançou a irresponsabilidade, voltou atrás e admitiu que a cloroquina não produz benefícios. A Índia, onde o primeiro-ministro Narendra Modi foi parceiro de Bolsonaro na indicação da droga, está mergulhada numa explosão de casos da doença – 300 mil ao dia – , o que, de quebra, vai arruinar o cronograma de entrega das 42 milhões de doses do Consórcio Covax Facility, da OMS, que esperávamos ansiosamente aqui, porque estão suspensas todas as exportações dos laboratórios indianos.

Nesta questão, o horizonte é de completa solidão para o charlatão Bolsonaro, porque não terá nem a companhia de seu ministro da Saúde, que não pode responder com um simples “sim” à pergunta direta sobre se receitaria hidroxicloroquina a um paciente de Covid-19.

Ninguém o apoiará nisso. Como já vimos, nem as emas do Alvorada.
Texto e foto do Tijolaço
Título da postagem dado por este Blog NaLuta

sábado, 10 de abril de 2021

Mantenha os nazistas por perto

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Porque o bolsonarismo não respira sem eles.

Leandro Demori - Site The Intercept Brasil (TIB) 

Quem mora no Rio de Janeiro já deve ter visto a imagem acima pichada em algum muro, pilastra ou viaduto. Não é de hoje que ela se espalha pela cidade. O que aconteceu no STF esta semana me fez lembrar dela. A briga por manter igrejas abertas durante a pandemia tem muito a ver com isso, talvez de modo mais preocupante do que vocês estejam pensando.

"Bíblia SIM

Constituição NÃO"

O que se viu: Bolsonaro usando seu nanoministro Kássio Nunes Marques – e também os obedientes advogado-geral da União, André Mendonça, e o procurador-geral da República, Augusto Aras – para agradar a católicos & evangélicos. Mesmo que tenha perdido a votação ("Por 9 a 2, STF decide que estados e municípios podem restringir cultos e missas na pandemia"), o bolsonarismo enfrentou a questão em praça pública em nome de fiéis e dizimistas. Uma vitória na derrota. Mas essa briga tinha também outra plateia.

Não são os felicianos ou malafaias – clássicos adesistas das tetas do governo de turno – que mais importam aqui. É de gente bem pior que estou falando. Gente que lá atrás, muito antes de Bolsonaro pensar em disputar a Presidência, já era parte de sua base fiel por ver ali, naquele deputado, alguém capaz de defender a história indefensável. O circo no STF serviu para manter pessoas perigosas coladas no bolsonarismo.

O pedido foi feito pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos, um grupo comandado por calvinistas que está tomando o governo por dentro e sem alarde. A diferença principal dos evangélicos calvinistas para os demais é sua compreensão de que o cristianismo deve reivindicar a hegemonia cultural. Um cristianismo supremacista, implacável contra o “esquerdismo”, o “liberalismo teológico” e o “comunismo". 

Fazendo buscas no site da Anajure, me deparei com um post descuidado. A entidade defendeu publicamente um grupo de pessoas fazendo um gesto imortalizado pelos nazistas. O detalhe é que ninguém sequer falou em Anajure no post em que se denunciou o ato. Ninguém chamou a Anajure para essa conversa. Qual o objetivo de atravessar a rua e escorregar em uma casca de banana que não é sua? Corre-se o risco de parecer que a entidade quer naturalizar a saudação na sociedade. A Anajure deveria ter mais cuidado.

Porque, como bem disse Michel Gherman, o bolsonarismo só ganhou corpo quando estendeu a mão para uma parte extremamente podre da nossa sociedade. Bolsonaro e seu movimento não podem perder essa gente, sobretudo agora quando sua popularidade cai e a gestão assassina da pandemia é um fato inegável. Sem a base, eles não são nada. E grupos nazistas e fascistas são a verdadeira base de Bolsonaro.

Eles já estavam defendendo sem vergonha o então deputado em 2011(!), quando sequer se imaginava que Jair teria alguma intenção de concorrer à Presidência. Na foto abaixo, enquanto um homem veste a camiseta de um Bolsonaro com sorriso de família aos domingos, outro ostenta o logotipo do Kombat Rac (combate racial), um grupo fascista.

Um ano depois, Bolsonaro falou das qualidades de Hitler ao CQC. Estava acariciando o grupo aí de cima. Foi lá, em rede nacional, que o Brasil viu um homem público com chances eleitorais capaz de dizer – como diria mais tarde – que o holocausto pode ser perdoado. Os supremacistas tinham, enfim, seu candidato.

Ao dar vazão, em pleno Supremo, ao ideário de “Bíblia SIM, Constituição NÃO”, o bolsonarismo acena mais uma vez às seitas que formam seu néctar. As pichações no Rio são feitas pelos membros da congregação Geração Jesus Cristo, um grupo religioso que promove agitação política muito parecida com as que se viu pré-golpe de 64. Entre seus atos, estão a publicação de vídeos nos quais seus membros se vangloriam por destruírem imagens de um centro espírita e, claro, clamar por um novo holocausto. Bolsonaro não pode arriscar perder essa base. Não agora, quando está cada vez mais enfraquecido.

Falar sobre inspirações nazistas e fascistas na política virou lugar-comum nas democracias. Muitas vezes, os gritos são hipérboles que enfraquecem a própria ideia do terror. Não é disso que se trata agora. O atual governo é, sim, inspirado e suportado por supremacistas. É essa base, em última instância, que ficará ao lado de Bolsonaro nos dias que virão – seja para salvá-lo de um impeachment, seja para tacar fogo no país.

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terça-feira, 6 de abril de 2021

Pesquisa XP: 48% consideram desgoverno Bolsonaro ruim ou péssimo

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Pesquisa da XP/Ipespe, publicada ontem (5/4), com 1.000 entrevistados de todo o país, aponta que  48% desses consideram o desgoverno Bolsonaro como "ruim ou péssimo".  A avaliação negativa tem subido constantemente: desde outubro/2020, já cresceu em 17 pontos porcentuais.

O que se poderia esperar de um desgoverno que deixou o Brasil virar epicentro da pandemia  COVID-19, em que hoje, contam-se mais de 331 mil mortes, à taxa acima de 3 mil óbitos diários, em que a política de vacinação anda a passos de tartaruga?  Em que transcorre uma colossal recessão econômica, com 14,3 milhões de desempregados, grande aumento da miséria e da fome, sem chance de melhora à vista. Mas Bolsonaro tira 19 dias de férias em SC e nisso gasta 2,4 milhões de reais só na flauta.

A esperança está numa Frente Ampla Pela Vida, que já abarca vários setores sociais e políticos, que cobra de Bolsonaro auxílio emergencial decente de ao menos 600 reais para os mais empobrecidos, e por vacinação já.  Além de lutar pela remoção do despresidente genocida da cadeira do Planalto, do jeito que for (renúncia, interdição, impeachment).