-->
Mostrando postagens com marcador vacina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vacina. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Tuberculose: nas vacinas, uma esperança

Nenhum comentário:

A doença é a mais letal e a mais antiga do mundo. Três imunizantes que podem contê-la estão em fase avançada de estudos – e um Conselho Acelerador da OMS busca direcionar investimentos e traçar estratégias para distribuí-la de forma igualitária

Health Policy Watch
Nesta semana, especialistas e formuladores de políticas estão reunidos na Conferência Mundial sobre Saúde Pulmonar da organização The Union para discutir a tuberculose. Trata-se da doença infecciosa mais letal e mais negligenciada do mundo. Desde o início do século 20, mais de um bilhão de pessoas morreram de tuberculose – um número de mortes maior que o de malária, varíola, HIV/AIDS, cólera, peste e gripe combinados.

A meta oficial da ONU de reduzir as mortes por tuberculose em 75% entre 2015 e 2025 agora está fora de alcance. E muitos acreditam que a meta de 2030, de reduzir a doença em 90%, também será difícil de ser conquistada – a menos que haja um aumento urgente nos investimentos em novas ferramentas que ajudem a controlar a curva da epidemia.

Os avanços científicos na tuberculose, nos últimos cinco anos, estão trazendo mudanças importantes na forma como a doença é tratada. Outro fator importante: também avançam as pesquisas que possibilitarão o desenvolvimento de uma vacina há muito esperada – historicamente necessária para acabar com a crise de saúde pública causada pela tuberculose.

A vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin), com mais de 100 anos, ainda é a única que ajuda a prevenir a tuberculose. Ela é administrada principalmente em bebês e crianças para prevenir formas mais graves, como a meningite tuberculosa, que afeta o cérebro. No entanto, a vacina é essencialmente ineficaz para os mais de nove milhões de adultos e adolescentes que desenvolvem a doença a cada ano.

Isso pode mudar nos próximos anos, se uma das três vacinas preventivas atualmente em fase III de testes demonstrar segurança e eficácia. São elas: a MTBVAC, financiada pela IAVI e Biofabri; a M72/AS01E, apoiada pelo Gates Medical Research Institute; e a candidata VPM1002 do Instituto Serum.

CONTINUE LENDO A MATÉRIA AQUI
------------------------------------
Fonte: "Outra Saúde", seção do Site Outras Palavras

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Bolsonaro banana

Nenhum comentário:

Do “Quem manda sou eu!” ao mimimi de “Não tenho como saber o que se passa nos ministérios!”

Ruy Castro – Portal UOL * 30/06/2021

Você se esbaldou com a notícia na semana passada. O bombado deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) ao ver a PF às suas portas para prendê-lo por várias e grandes lambanças, tentou fugir pulando o muro de sua casa em Petrópolis. Mas, ao completar o salto, descobriu que os homens já o esperavam do outro lado do muro. Com agilidade quase circense, pulou-o de volta, sendo afinal abotoado. Uma sequência digna de comédia do cinema mudo, só faltando Sua Excelência ter voltado por um buraco no muro e passado por entre as pernas do policial.

A ideia de um deputado federal pulando muros como um ladrão de galinha deixa mal o Congresso e pior ainda o Governo que ele defende – não por acaso, o de Jair Bolsonaro. Mas é perfeita para descrever o próprio Governo, repetente em pular muros e pulá-los de volta diante das suspeitas, acusações e provas de suas sujeiras. Inúmeros pilantras que o compõem já tiveram oportunidade de fazer isso, dizendo e desdizendo-se ao se verem flagrados. O pulo de volta, nesses casos, é alegar um engano, atribuindo-o a um bagrinho escalado para o sacrifício.

O grande muro, no entanto, acaba de ser pulado de volta por Bolsonaro, e resta ver o que dirão seus seguidores. Eles devem se lembrar de duas de muitas falas iguais de seu imbrochável herói: “Quem manda sou eu! Vou deixar bem claro! Eu dou liberdade para os ministros todos, mas quem manda sou eu! Quando vão nomear alguém, falam comigo! Eu tenho poder de veto, ou vou ser um presidente banana?” (Agosto/2019).

Há dias, quando o indisfarçável cheiro de rato numa compra de vacinas por R$ 1,6 bilhão pelo Ministério da Saúde, Bolsonaro apelou para um covarde mimimi: “Não tenho como saber o que acontece nos ministérios!”

Ao pular o muro de volta, denunciou-se. É um presidente banana.
-------------
Fonte: UOL; figuras modificadas: da Internet.