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sábado, 19 de junho de 2021

O grande ator de volta ao palco

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O grande ator, o decisivo protagonista começa, afinal, a dar o ar da sua graça, e retorna ao palco da política nacional. 

Luiz Manfredini(*) - Portal Vermelho

O primeiro passo ocorreu em 29 de maio. Algo em torno de 400 mil pessoas nas ruas de 20 capitais retomaram a era das grandes mobilizações populares, a despeito da pandemia que nos massacra.

O segundo passo, no próximo sábado, 19/06, acena com algo mais possante. Mais gente nas ruas, um grito mais estrondoso contra o governo do sociopata fascista.

Do povo na rua sempre veio a força do movimento democrático. Mas a pandemia e suas restritivas evitou manifestações públicas de massa. Assim a luta política cingiu-se às notas oficiais de representações da sociedade civil, às vozes minoritárias de um congresso sob hegemonia bolsonarista (através do Centrão) e, em menor medida, às conhecidas flutuações do STF. Um ano e pouco de ruas desertas de protesto, salvo as manifestações de torcidas de futebol, que ocorreram entre o final de maio e o início de junho de 2020. Do povo forçado ao recuo, Bolsonaro valeu-se o quanto pode, livre para festas e aglomerações. Isso, no entanto, está mudando.


A força do povo
O povo na rua impacta fortemente o cenário político. Impacta o parlamento, sempre atento aos humores do eleitorado e às perspectivas eleitorais dos seus membros. E o próprio judiciário vê-se tangido a observar a temperatura das ruas. A mobilização da sociedade certamente estimula a CPI da COVID-19 que, ao examinar a questão da pandemia, já vem devassando as entranhas de um governo negacionista e genocida A mídia, particularmente a Rede Globo, a quem Bolsonaro combate desde o início do governo, trata de repercutir – e bem – as investigações da CPI, vocalizando a posição de certos segmentos das elites insatisfeitos com o governo que apoiaram e espalhando denúncias para milhões de brasileiros. Um novo cenário se avizinha, com provável alteração na correlação de forças.

À CPI, obviamente, não cabe, por injunção legal, encaminhar o impedimento de Bolsonaro, ou qualquer outro tipo de interdição. Mas sua avalanche de dados e as conclusões a que vai chegando, todas condenatórias do governo negacionista, ao menos corrói sua imagem, reduz sua popularidade e prepara sua derrota em 2022.

A isso o sociopata fascista responde com sua metralhadora giratória, que radicaliza ainda mais o cenário político, e com as “motociatas” que reúnem militares, policiais militares, milicianos e os chamados “bolsonaristas de raiz”, aquelas hordas descerebradas em que o bolsonarismo se instalou à margem da razão, e que o seguem incondicionalmente. Fazem barulho, espalham fake news, agridem opositores, balizados pela influência do seu líder, um militante da extrema-direita, que mistura fascismo, sociopatia e uso despudorado do poder da Presidência da República.

A julgar pelos acontecimentos atuais, espera-se uma crescente radicalização do quadro político nacional. Afinal, há muito a extrema-direita brasileira não arreganhava os dentes com tal estridência. Collor, em 1992, foi objeto de oposição ferrenha que desembocou no impeachment. Mas ele não tinha base de apoio popular. Bolsonaro tem. Míngua sua base, é verdade, mas ao cabo ainda restará incólume o segmento que lhe é e sempre será mais fiel, ruidoso e truculento como de hábito.

Diante dessa perspectiva, Bolsonaro já faz constantes ameaças de colocar as Forças Armadas numa aventura golpista. Se os militares acatarão isso é outra história. Penso que não. Mas certamente segmentos das polícias militares e das milícias aceitarão a convocatória bolsonarista para quebrar as regras constitucionais, o que poderá ocorrer caso ele seja derrotado nas eleições de 2022, ou mesmo antes. Só mesmo o povo na rua, organizado e consciente, poderá cortar as pernas do fascismo. E isso começa a ganhar força. Aguardemos o desenrolar do dia 19.
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(*)Luiz Manfredini é jornalista e escritor paranaense, autor, entre outros livros, de "As moças de Minas" e "A pulsão da escrita".

É hoje! 19/06: FORA BOLSONARO! Manifestações maciças no planeta

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500 mil mortes de brasileiras e brasileiros, provocadas essencialmente pelo consórcio Bolsonaro/Coronavírus! Marca trágica, e que ainda poderá elevar-se muito, pois o ritmo de vacinação continua lento, com menos de 12% da população brasileira plenamente imunizada com duas doses das diversas vacinas em aplicação. 

Contra esse genocídio deliberado provocado pelo desgoverno Bolsonaro, por ele, sua familícia corrupta e seus sinistros de Estado, o Brasil vai se erguer em gigantescos atos de protesto em mais de 450 cidades, além de outros programados nas capitais da Europa. Será mais um passo na construção de uma amplíssima Frente antifascista, que possibilitará retirar (como for) o despresidente miliciano de seu "trono".

O Ato pelo #ForaBolsonaro em Curitiba está convocado, neste sábado, 19/06, para a Praça Santos Andrade, a partir das 15h00.  Compareçam todos/as com seus cartazes, bandeiras e faixas, portando suas apropriadas máscaras, levando álcool em gel e sempre buscando guardar prudente distância uns dos outros (1,5 m ou mais).  O distanciamento, por sinal, aumenta a extensão do cordão humano que lotará a praça aos milhares e depois a passeata pelo centro da capital.


São muitas as canções brasileiras falando de luta e esperança, mas variaremos um pouco publicando uma tradução livre (bem livre! Excuse me, Chris, Lindsey) de uma música de sucesso da banda Fleetwood Mac, que já foi até usada em campanha presidencial do partido democrata dos EUA e inspira todos a manterem as esperanças no amanhã. [Clique no título traduzido para ver o vídeo da canção.]


“NÃO PARE (DE PENSAR NO AMANHÃ)”
["Don't Stop (thinking about tomorrow)"-
Christine McVie & Lindsey Buckingham]

Se você levanta e não consegue sorrir
Mas tomará só pouquinho de tempo
Para abrir os olhos e enxergar o dia
Você verá as coisas de um jeito diferente

Não pare de pensar no amanhã
Não pare, logo ele chegará aqui
Vai ficar melhor do que hoje
O ontem foi embora, o ontem irá embora

Por que não pensar em novos tempos por vir?
E não sobre as coisas que até agora aconteceram?
Se a vida é má com você e com tantos
Apenas imagine o que o amanhã poderá fazer

Não pare de pensar no amanhã
Não pare, logo ele chegará aqui
Vai ficar melhor do que hoje
O ontem foi embora, o ontem irá embora

Tudo que quero é ver o povo sorrindo
Vamos tirar um pouquinho de tempo
Sei, hoje está difícil crer que pode virar verdade
Mas nunca mais ver este povo sofrendo

Não pare de pensar no amanhã
Não pare, logo ele chegará aqui
Vai ficar melhor do que hoje
O ontem foi embora, o ontem irá embora

Não vamos olhar para trás!
Não vamos olhar para trás!
DON'T YOU LOOK BACK !

[Fleetwood Mac: Mick Fleetwood, Christine McVie, Stevie Nicks, Lindsey Buckingham, John McVie)



quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Ato contra privatizações de Temer reúne milhares no Rio de Janeiro

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Ontem, 3/10, a Petrobras completou 64 anos de existência. Os movimentos sociais organizados e unidos na resistência às políticas privatistas do desgoverno Temer realizaram um mega-ato na avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro. Calculou-se em até 50 mil pessoas presentes ao ato.

Agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica amanheceram fechadas no centro do Rio e as ruas foram recebendo batuques, bandeiras e ativistas como a atriz Bete Mendes, que destacou a importância de resistir contra o golpe liderado por Temer.

Pensam que a imprensa burguesa divulgou alguma coisa a respeito?  Jornalixo é isso - ou mente e deforma ou nada informa, pois a mídia grande capitalista está a favor do golpe e do rentismo entreguista.


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Boulos e o guarda da esquina do AI-5

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Em dezembro de 1968, quando o Brasil ingressava na noite do AI-5, que abriu a fase de terror da ditadura militar, o vice-presidente da República Pedro Aleixo produziu uma frase insubstituível sobre a capacidade dos regimes de exceção transformarem a vida do país numa baderna institucional. 

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Justificando seu voto, o único contrário ao AI-5, Pedro Aleixo explicou com a elegância possível na hora que a partir daquele instante a vida política iria se transformar num vale-tudo de atos violentos, sem qualquer amparo constitucional:

- Não tenho nenhum receio em relação ao presidente. Tenho medo do guarda da esquina.

Trinta e nove anos depois, período em que o país enfrentou uma sequencia de barbaridades que não é preciso recordar, a profecia voltou a se materializar na manhã de hoje. Vestindo uniformes cinzentos da PM paulista, um guarda da esquina de 2017 - o termo não tem caráter ofensivo, apenas se refere a um grau na hierarquia das forças responsáveis pela segurança pública - deu ordem de prisão para Guilherme Boulos, líder do MTST, que tentava negociar a retirada de 700 famílias que ocupavam um terreno em São Matheus, na periferia de São Paulo. Então está combinado.

Num país onde a moradia popular é uma tragédia, agravada pela decisão do governo Michel Temer em esvaziar o "Minha Casa, Minha Vida", a única providência que ocorre às autoridades do governo Geraldo Alckmin, o estado com o maior PIB do país, é prender uma liderança que procurava uma saída negociada para o futuro de alguns milhares de pessoas sem casa e sem amparo. "Cometem a violência de despejar 700 famílias e eu é que sou preso por incitar a violência", reagiu Boulos, a caminho da delegacia.

A criminalização de movimentos populares é uma das primeiras estratégias para a construção de toda ditadura. Rebaixando o debate de assuntos obviamente políticos, procura-se retirar a legitimidade de de quem está submetido a uma situação de absoluta destituição de direitos, sem outro meio de negociação além da mobilização. No país de hoje, a prisão de Boulos é uma forma de intimidar e demonstrar força, semelhante a invasão exibicionista da Escola Florestan Fernandes, do MST.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Ministro Barroso do STF defende ensino pago na Universidade Pública

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Na virada do ano, um ministro do STF, Luís Roberto Barroso, defendeu um novo modelo para o ensino superior público brasileiro, baseado no financiamento privado. Barroso propôs isso num evento da Fundação Estudar, que pertence ao bilionário Jorge Paulo Lemann, dono da AmBev e tido como o homem mais rico do Brasil (fortuna de US$33 bilhões).

Segundo matéria do jornal Estado de S. Paulo, o juizão do STF golpista considera que "a universidade pública no Brasil custa muito caro e não dá um retorno proporcional para a sociedade. Ele defendeu um modelo parecido com o que existe nos Estados Unidos, onde as universidades precisam se autofinanciar, incluindo com doações."  Complementou o golpista: "Precisamos de um modelo que seja público nos propósitos e privado no financiamento."  Leia-se nas entrelinhas: com alunos também pagando para estudar.

Parece que rapidamente voltamos a 1968, quando a ditadura militar tentou implantar cobrança de mensalidades nas Universidades Públicas, mas enfrentou tenaz resistência do movimento estudantil, como no famoso episódio da tomada da Reitoria da UFPR (14 de maio de 1968).

E então, magnífico reitor da UFPR?  O que tem a comentar sobre seu colega de área jurídica?  Isso saiu da boca pra fora do juiz Barroso ou será para valer?  Nada a comentar?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Temer, o traíra usurpador, é unanimidade nos cemitérios de Curitiba

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O ilegítimo Michel Temer foi “prestigiado” na madrugada deste Ano Novo, em Curitiba, com sinistras pichações em muros de cemitérios da cidade: “Entra Temer [e Richa]”.

As inscrições que convidam o Tinhoso e o tucano para “ficarem” em paz foram percebidas nos cemitérios Abranches, Municipal, Protestante e Água Verde.

A autoria das pichações desejando ‘a paz dos cemitérios ao golpista’ foi reivindicada pelo grupo militante de esquerda “As Panteras Marxistas”.

Nota do Blog: as pichações convidando o usurpador a 'ficar' no cemitério estariam sendo vistas em outras cidades.
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terça-feira, 26 de julho de 2016

Fora Temer é em 31 de julho na Praça 19, à tarde

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Enquanto se assiste aos movimentos coxinhas (como o MBL do fascista mirim Kim Kataguiri) desistindo de fazer o ato pró-golpe que eles mesmos marcaram semanas atrás para 31 de julho, as Frentes AntiGolpe de Curitiba confirmam seu Ato pela Democracia para essa mesma data.  Não se sabe ao certo se algum desses movimentos fascistoides, movidos a gás de coxinha otário, vai realizar seu ato na praça Santos Andrade no domingo

Porém, o ato das Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular está marcado para a Praça 19 de dezembro, centro de Curitiba a partir das 14 horas.  É mais um momento para retomada das mobilizações para derrotar o impeachment, que terão muitos momentos importantes no mês de agosto, inclusive uma marcha com acampamento em Brasília no final desse mês.

No mesmo dia 31/07, também haverá mobilizações pelo #ForaTemer em vários outros estados.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Temer golpista em Curitiba! Que seja "bem recebido"...

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O usurpador da presidência da República, conspirador golpista Michel Temer (PMDB-SP) virá mesmo testar sua popularidade em Curitiba?  Soube-se que o usurpador estará na capital paranaense na próxima 3a.-feira, 28/06, para uma atividade na recém-inaugurada Casa da Mulher Brasileira.

A Casa da Mulher é uma estrutura que integra num mesmo espaço "serviços especializados para os mais diversos tipos de violência contra as mulheres: acolhimento e triagem; apoio psicossocial; delegacia; Juizado; Ministério Público, Defensoria Pública; promoção de autonomia econômica; cuidado das crianças – brinquedoteca; alojamento de passagem e central de transportes" - segundo a definição da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), que o golpista Temer extinguiu ao assumir em maio.  Logo, é uma estrutura pensada no governo Dilma e executada com verbas federais.


A SPM foi desmanchada por Temer e, no lugar, seu sinistro da justiça, um skinhead que já foi advogado do PCC, ajambrou uma estrutura faz-de-conta, dando o comando a uma ex-deputada acusada de corrupção no Amapá, Fátima Pelaes, conservadora e de posições contrárias às bandeiras de luta dos movimentos de mulheres.  Essa figura deve estar junto com Temer na atividade na Casa da Mulher Brasileira.

Das frentes de luta da resistência democrática contra o golpe do impeachment, o movimento "CWB Contra Temer" desde ontem está chamando um evento via Facebook para fazer uma "calorosa" recepção aos golpistas Temer e Fátima.  O ato provavelmente será na frente da Casa da Mulher, situada na av. Paraná, 870, perto do Terminal do Cabral, como se vê no mapa abaixo.  Ainda não se sabe o horário exato.


Convidamos todos e todas a fortalecer esse protesto contra alguém que não apenas não tem legitimidade para presidir o Brasil como também está usando o cargo para implementar retrocessos nos direitos sociais e dos trabalhadores.  Todos lá dia 28!

segunda-feira, 20 de junho de 2016

O fascismo voltou às ruas, como tropa de choque da direita

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Fernando Brito repercute em seu blog Tijolaço artigo de Mauro Santayanna sobre o filme "Ele está de volta".  Santayana viu o "filme" original e alerta aqueles que não percebem a ação dos arautos da ordem sobre os direitos, da economia sobre o ser humano, de "liberdade” como forma de opressão social:

Ele está de volta

Mauro Santayna

O lançamento, na Europa, do filme “Ele está de volta”, uma 'comédia leve' sobre o que aconteceria se Adolf Hitler voltasse à Alemanha de nossos dias, com cenas de pessoas parando, na rua, para tirar selfies com o maior assassino da História; e o relançamento de sua obra-síntese, o “Mein Kampf” – “Minha Luta”, em vários países – uma edição portuguesa esgotou-se em poucas horas, esta semana, na Feira do Livro de Lisboa – mostram que, mais do que perder o medo de Hitler, o mundo está, para com ele, cada vez mais simpático, no rastro da entrega – quase sem concorrência – dos grandes meios de comunicação globais a meia dúzia de famílias e de milionários conservadores que, se não simpatizam abertamente com o nazismo, com ele comungam de um profundo, hipócrita, e tosco anticomunismo, fantasma a que sempre recorrem quando seus interesses estão em jogo, ou se sentem de alguma forma ameaçados.


Como também mostram o filme e o livro, e manifestações em vários lugares do planeta, defendendo a tortura, a ditadura, o racismo, o sexismo, a homofobia, o criacionismo, o fundamentalismo religioso, não é Hitler que está de volta.

É o Fascismo.

Um perigo sempre iminente, permanente, persistente, sagaz, que se esconde no esgoto da História, pronto a emergir, como a peste, com sua pregação e suas agressões contra os direitos individuais, a Liberdade e a Democracia, regime que não apenas odeia, como despreza, como um arranjo de fracos e de tolos, desprovidos de mão forte na defesa dos seus interesses.

Os interesses de uma elite “meritocrática” e egoísta, ou da elite sagrada, ungida por direito de sangue e de berço, na hora do nascimento.

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Agrego um comentário, a propósito deste alerta de Santayana e Brito.  Veja no vídeo abaixo. Na 6a.feira (17), assistiu-se com surpresa à invasão de uma área de convivência na Universidade de Brasília por uma horda de extrema-direita, portando bombas e armas de choque, e proferindo ameaças e xingamentos contra as pessoas no campus.  O linguajar do bando extremista de direita, onde se destacava uma certa Kelly Bolsonaro, atacava a comunidade LGBT, negros e os que lutam contra o golpe em curso.  Saíram de lá depois da baderna, sem serem contra-atacados, mas foram filmados e a UnB prometeu investigar o episódio.


Nada impede conjecturar que um "mini-pogrom" reacionário como esse possa ocorrer em outras Universidades Públicas, que os direitistas consideram "redutos" tomados pela esquerda e pelos movimentos antigolpe.  Portanto, não custa nada ficar alerta também na UFPR, pois em Curitiba é bem conhecida a existência de grupos neonazistas.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Artistas do Brasil contra o golpe de Temer!

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A balada dos Beatles "Michelle ma belle", em ótima paródia contra Michel Temer:

"Michel Pastel
Quer levar o Brasil pro beleléu
Vaza, Michel

Michel 
Go to hell
Na velocidade 5 do "Créu",
Vaza, Michel

Golpistas, golpistas, golpistas
Vocês não passarão
Cambada de ladrão
Saqueando a pátria sem perdão
E mentindo sem fim

Michel Pastel
Se não é golpe
Eu sou papai noel
Vaza, Michel

O pior de tudo é ator pornô
Opinar na Educação
Me dá depressão..."



terça-feira, 7 de junho de 2016

Fora, Temer! - o grito mais alto a ecoar em 10 de junho

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O país inteiro será chacoalhado pelos mais diversos tipos de manifestação contra o golpe do "impeachment sem crime", bradando bem alto pelo fim desse desgoverno corrupto e entreguista de Michel Temer.  

Atos públicos, ocupações, passeatas, paralisações de várias categorias de trabalhadores, tudo valerá para mostrar a indignação contra o estupro da democracia perpetrado pelo golpismo midiático-judicipário-parlamentar.

O cartaz acima resume as principais ações que marcarão o 10 de junho em Curitiba. Estaremos nessa luta.  Venha também!

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Milhares saem às ruas contra o impeachment de Dilma Rousseff

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Praça da Sé, em SP, superlotada no ato contra o golpe

Organizados pela Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, atos aconteceram em 25 capitais.  Milhares de pessoas foram às ruas de 25 capitais e 31 cidades brasileiras nesta quinta-feira 31 nos atos em defesa da democracia e contra o impeachment de Dilma Rousseff, convocados pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. Responsáveis por reunir mais de 60 movimentos sociais e sindicatos, as entidades também protestaram contra oajuste fiscal e a reforma da Previdência.


Batizada de "Em Defesa da Democracia, Golpe Nunca Mais", a manifestação em São Paulo arregimentou entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União da Juventude Socialista (UJS) e a Marcha Mundial das Mulheres. Os organizadores estimam que cerca de 50 mil manifestantes reuniram-se na Praça da Sé, no centro de São Paulo.

Militância da CTB em peso no ato de Porto Alegre

A vice-prefeita Nádia Campeão e o secretário de Direitos Humanos da prefeitura, Eduardo Suplicy, compareceram à manifestação. A Polícia Militar afirmou que 18 mil estiveram presente no horário de pico do ato. Já o Datafolha estimou em 40 mil o número de pessoas que aderiram à manifestação. 

No Brasil e no exterior crescem as manifestações contra o golpe e em defesa da democracia. Porque fica cada vez mais claro que tirar a Dilma vai piorar a situação do país. Temos que garantir a democracia, a estabilidade e a governabilidade para mudar a política econômica e sair da crise”, afirmou Rui Falcão, presidente do PT.

Cem mil pessoas na Marcha antigolpe de Brasília

Em Brasília, ato considerado mais importante pelos organizadores, a passeata contra o processo de impeachment centrou-se em críticas à figura do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ambos do PMDB. Vagner Freitas, presidente da CUT, disse que a central sindical é contra o impeachment, mas cobrou mudanças na agenda econômica do governo em prol dos trabalhadores.

Em geral crítico às políticas do PT, o presidente do Psol, Luiz Araújo, também se posicionou contra o impeachment, ressaltando, porém, que não está nas ruas por Dilma, mas sim pelos "trabalhadores que vão sofrer se houver golpe".

Cerca de 100 mil compareceram ao ato na Esplanada dos Ministérios, nas contas dos organizadores. Já a Secretaria de Segurança Pública estimou o contingente em 40 mil.


Chico Buarque foi a estrela do ato no Rio de Janeiro, onde discursou e classificou o processo de impeachment como golpe. "Estamos unidos pela defesa intransigente da democracia. Estou vendo pessoas aqui que viveram como eu aquele 31 de março de 1964", afirmou.

"Não podemos deixar que isso se repita. Não vai ter golpe!". A Frente Brasil Popular calculou que 50 mil reuniram-se no Largo Carioca, no centro do Rio. 
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Fonte: CartaCapital

terça-feira, 29 de março de 2016

Golpe? Nunca mais!

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Assista ao vídeo. Informe-se de todos os lados, não jamais unicamente pela mídia grande, que apoia em peso um golpe de direita.


E compareça às manifestações de 31 de março nas cidades brasileiras.
Em Curitiba, na Praça Santos Andrade, a partir das 17 horas.


Ah, sim! Renuncia, Temer hipócrita!!

Comitê de trabalhadores técnicos pela Democracia se reunirá no Sinditest

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Sede do Sinditest (R. Mal. Deodoro, 1899), local da reunião

Conforme informamos em postagem de ontem, vários servidores técnicos da UFPR se movimentam para engrossar a resistência democrática contra o golpe que a direita quer aplicar na presidenta da República legitimamente eleita, sobre quem não pairam quaisquer indiciamentos por crimes, e que sequer é investigada na Operação Lava Jato.

Acompanhando iniciativas que pipocam em todos os cantos do país - a formação de Comitês pela Democracia, contra o golpe - também na UFPR vai acontecer uma reunião para constituir uma estrutura com muita amplitude política.  Ela deve atuar no sentido da informação e do esclarecimento sobre a atual situação política (para desfazer a lavagem cerebral da grande mídia burguesa), bem como na mobilização dos servidores para participar de manifestações que gritem bem alto a palavra de ordem "Não vai ter golpe!".

O encontro dos servidores TAE da UFPR (os da UTFPR também convidados) está previsto para a próxima sexta-feira, dia 01/04, a partir das 09h00, e deve acontecer na sede social do SINDITEST (Rua Marechal Deodoro, 1899, no Alto da XV).

Vamos mostrar para toda a UFPR e para Curitiba que 2016 não pode e não vai repetir março de 1964!  Todos os democratas na reunião de formação do Comitê!

segunda-feira, 28 de março de 2016

Técnicos da UFPR reúnem-se para formar Comitê pela Democracia contra o golpe

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Na categoria técnico-administrativa da UFPR ainda existem alguns que tenham vivenciado as desgraças do tacão da ditadura militar de 1964 e também os que, mais novos, conheceram e estudaram História do Brasil o suficiente para saberem todos como é danoso um golpe de Estado na trajetória de um país cuja democracia ainda está em precoce desenvolvimento.

Há também uns poucos que, por sua prática, dão pouco valor às palavras “democracia”, “liberdade de expressão”, “estado democrático de direito”, e se contentam em apenas reclamar, sem nada propor ou então propondo fórmulas lunáticas para fazer uma revolução sem povo.

Estamos com os que entendem que a conjuntura nacional atual é de grave ameaça à democracia e ao respeito à Constituição. Estamos com os que entendem que - acima das divergências políticas, partidárias, sindicais, ou quais forem - , existe um golpe de direita, fascistizante, evoluindo na pátria brasileira, pondo em risco sua soberania, os direitos sociais e um conjunto de políticas públicas necessárias para a parcela mais pobre da população.

Por isso, está sendo convocada uma reunião ampla de todos os servidores TAE da UFPR para organizarem ações de esclarecimento e de resistência ao golpe de direita.  A intenção é formar um amplo Comitê pela Democracia, contra o golpe, a exemplo do que aconteceu no movimento das Diretas-Já de 1984.  Para isto estão convidados todos os que se opõem a tal golpe, quer sejam apoiadores do governo Dilma, quer sejam opositores de seu governo, mas que entendam que não é com golpes que se resolvem crises de políticas governamentais, pois da quebra da constitucionalidade pode advir coisa muitíssimo pior.

A reunião será na sexta-feira, dia 01/04, às 10h00, em local ainda a ser informado em um campus central da UFPR. Aguarde próximas informações.

Contra o golpe, povo de Curitiba volta às ruas em 31 de março

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Impeachment pode ser dispositivo constitucional legal.  Mas, sem crime de responsabilidade claramente caracterizado, é GOLPE. Como querem as forças de direita agora fazer contra Dilma. Um golpe de quem não conseguiu ganhar na urna em 2014 e busca o tapetão.

Por isto, cresce, devagar mas cresce, na consciência da população o entendimento de que a tal “onda do impeachment” não se destina a erradicar a corrupção coisa nenhuma, mas sim a reintroduzir no comando da República velhos pilantras do PSDB e do PMDB, cujo interesse é reativar, a todo o vapor, a fórmula neoliberal dos anos 90 de FHC, de privatização sem freios, redução dos direitos sociais, entrega das riquezas do pré-sal a petrolíferas estrangeiras.

A mídia burguesa, sob a batuta da Central do Golpe (Rede Globo), tenta infundir na cabeça dos brasileiros que a corrupção da Lava Jato é culpa da Dilma. Justo Dilma, que é quem mais se empenha em estimular a apuração de casos de corrupção, crônica em todos os governos da República. 

Até hoje não há qualquer acusação sobre Dilma na Lava Jato, mas abundam denúncias contra caciques tucanos, que são poupados pelo juiz de fala fina que se julga semideus em Curitiba. E a lista de políticos entregue pela construtora Odebrecht – quase todos da oposição golpista – é desconsiderada por esse mesmo juiz, porque atinge seus amigos do PSDB, do DEM, do PPS, do SDD...  Isto revela com clareza a parcialidade dos procuradores que hoje conduzem a Lava Jato, pois só investigam elementos que possam conduzir a supostos malfeitos de Lula e Dilma.  No entanto, nada acham e se desesperam com o fracasso de sua sanha persecutória.

O que o povo brasileiro quer é que se apure onde estão os atos corruptos, seus praticantes, os corruptores, que haja punição e ressarcimento aos cofres públicos – independentemente de partidos.  O que os chefões atuais da Lava Jato e a Globo querem é apenas botar a culpa inteira num único partido, num ex-presidente e numa presidenta honesta, para derrubá-la e em seguida abafar a continuação das investigações.

Só que o script dos golpistas saiu dos trilhos, e a ficha está caindo na cabeça dos brasileiros. Impeachment é golpe! Impeachment de Dilma é conversa fiada para fazer de conta que tudo mudou, para que tudo fique como está.  A Odebrecht ainda não contou tudo que tem para contar, e os golpistas querem calar isso, receiam inquéritos e por isso correm para derrubar Dilma logo.

Mas não derrubam! Até a conservadora Curitiba, vítima da tentativa dos golpistas de sérgio moro de transformá-la numa república do fascismo, mostrou que grande parte de seu povo não é burro nem se deixa transformar em zumbi acéfalo teleguiado da Globo e do resto da mídia venal.  Nesta capital, vinte mil foram às ruas em 18/03 (sem nenhuma chamada diária pela mídia grande nem facilidades de deslocamento) e voltarão a ir em 31/03, na Praça Santos Andrade, para dizer “Não vai ter golpe!”, “Pela democracia, pelo império das leis e contra o reinado da arbitrariedade de sergio moro!” “Pelo funcionamento da Lava Jato com imparcialidade, dentro da lei, até achar e punir todos os corruptos sem distinção de cor política!” “Fora Cunha!” “Em defesa da Petrobras!”, “O povo não é bobo, fora Rede Globo, central do golpe fascista!”.

Os tempos que correm parecem-se com os da véspera do golpe fascista de março de 1964, que derrubou um presidente constitucional e instituiu uma ditadura que durou 21 anos.  Não são parecidos, são bem piores.

Por isto, chamamos todos para se manifestarem novamente em praça pública pela democracia, desmascarando a farsa do golpe, pressionando para que os deputados federais votem NÃO ao sórdido pedido de impeachment baseado num elemento que nem crime é.  Conclamamos os democratas, patriotas, forças progressistas, de esquerda, ao ato público na Praça Santos Andrade, no próximo 31 de março, a partir da 17 horas, para dizer um SIM à afirmação da democracia no Brasil, para a retomada ordeira do desenvolvimento econômico que tirará o país da crise.

quinta-feira, 24 de março de 2016

O fim do glamour do "Fora Dilma"

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O tempo, senhor da razão, cuidou de ir mostrando cada vez com mais nitidez quais as reais intenções daqueles que lideram a campanha pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff. E quanto mais eles foram revelando os dentes caninos, mais gente foi se posicionando do outro lado.

Por Renato Rovai, no site da Revista Forum 

A resistência a favor da democracia e contra o golpe hoje já permite dizer que é possível virar o jogo e impedir que o Brasil volte a se tornar uma republiqueta de bananas.

O dia 18 foi a chave da virada.

Naquele dia aconteceram manifestações em todas as capitais do Brasil. E em todas, praticamente sem exceção, houve mais participação do que o previsto por todos os lados da política.

E como quem foi naqueles eventos não estava atendendo a um chamado da Globo, que tem paralisado sua programação para convocar o golpe, o resultado é que se produziram no embalo deles centenas de outros que estão acontecendo aos poucos e reunindo milhares.

Quase todas as universidades federais fizeram atos ou manifestações nos últimos dias. E a maior parte desses eventos acabou tendo que ser ampliado para telões instalados fora dos teatros.

Ao mesmo tempo, estudantes da PUC-SP reagiram a uma manifestação de provocadores, apanharam da PM do Alckmin, que tem agido com absoluta parcialidade nesses conflitos, e no dia seguinte realizaram um ato que vai ficar na história da PUC de novo.

Ontem foram os estudantes do Mackenzie, que querem livrar a instituição do que parecia ser o seu destino, apoiar movimentos de direita. Teve conflito de novo na rua Maria Antônia, mas dessa vez eram mackenzistas que estavam lá para gritar não vai ter golpe.

Os atos de cultura estão cada vez mais repletos de artistas se posicionando.

O teatro e o cinema do rio fizeram dois encontros fantásticos na Lapa. E ontem, pra celebrar esse posicionamento, a diretora Ana Muylaert, ao receber um prêmio da Globo, disse que Jéssica, a personagem do Que Horas Ela Volta, existe, e é filha de Lula e Dilma.

Tom Zé lançou um manifesto contra o golpe e artistas como Tico Santa Cruz, Maeda Jinkings, Fernando Anitelli, Zé de Abreu, Mônica Iozzi, Letícia Sabatella, Elza Soares, Wagner Moura e tantos com suas falas tiram o verniz de que estar na moda é gritar “fora Dilma”.

Ao mesmo tempo em que a OAB nacional vai para o lado de lá, juristas e advogados de todo o Brasil fazem atos e questionam a ação golpista.

Jornalistas em todas as redações já começam a questionar a linha editorial de seus veículos e a audiência da mídia não alinhada não para de crescer.

O Brasil começa a se mexer de um jeito que não estava nas contas da Globo, a verdadeira central do golpe.

Mesmo assim eles mantêm a marcha.

Da mesma forma que transformaram os imensos atos do dia 18 em algo menor, iludindo até jornalistas experientes, agora vão apressar a ação de impeachment porque sentem o bafo das ruas na nuca.

Essa reação do “não vai ter golpe” terá de ser ainda mais consistente, mais forte.

Eles sabem que estão perdendo a exclusividade das ruas, que foi o que lhes deu legitimidade para chegar ao ponto atual. E é isso que explica, por exemplo, o juiz Sérgio Moro ter colocado em sigilo a lista da Odebrecht que cita 312 políticos. E a Globo não tê-la divulgado no JN.

Eles sabem que listas como essa embaralham o jogo porque demonstram que o sistema político brasileiro é controlado pelas grandes corporações. E que não é punição seletiva que vai acabar com isso.

Ao contrário, quanto menos democracia, menos combate à corrupção. Sempre foi assim, sempre será. É a possibilidade de contraditório que faz com que os podres de todos os lados sejam combatidos e revelados.

Os dias que virão serão duríssimos.

Os que agitam os batedores de panelas acelerando o passo para não perder o timing. E os contra o golpe resistindo quase sem comando em todas as partes do país.

O golpe acontece em broadcasting e a resistência é quase toda distribuída em redes.

Não é uma parada fácil, mas cada vez mais parece possível derrotar o que parecia impossível.

O “não vai ter golpe” pode ser a chave de um novo país que virá se o impeachment for derrotado. Ele não aceita mais ser massa de manobra da Globo e ao mesmo tempo vai cobrar a fatura do PT e dos seus líderes, que, por tantos erros cometidos, estão colocando quase tudo a perder.

terça-feira, 15 de março de 2016

Por dentro dos bastidores da Globo: o que dizem os jornalistas "dissidentes"

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Esdras Paiva, da Globo, inventor da "mortífera" bolinha de papel

Tem acontecido uma coisa interessante: chegam a mim mensagens de jornalistas da Globo revoltados com o que estão vendo na empresa. Os indignados estão lotados sobretudo em Brasília e no Rio. Todos, naturalmente, pedem anonimato.

Por Paulo Nogueira, no site DCM


Me disse um deles, que tratarei como X: “Desculpa o número de mensagens, mas estou revoltado. Não sou petista. Meu primeiro voto no PT foi na Dilma….. mas estou dentro dos acontecimentos e é muito clara a estratégia.”

A estratégia é destruir Lula, Dilma, o PT e, se possível, qualquer resquício de pensamento de esquerda que exista no Brasil.

X chama a atenção para postagens no Facebook do coordenador de jornalismo da Globo em Brasília, Esdras Paiva.

Seguem dentro da linha do Erick Bretas, não? Peço mais uma vez que não mencione meu nome, para que eu não corra riscos profissionais.”

Eis as postagens de Esdras destacadas por X.

Seis milhões de brasileiros nas ruas num protesto sem bandeiras de partidos. E os petistas repetem o mantra do golpe criado pelo João Santana. Alguém tem que avisar para eles que esse papo de golpe não colou. E que o Santana tá vendo o sol nascer quadrado.  Maior manifestação da história do Brasil. Somos um país de coxinhas. Coxinhas golpistas.

Pergunto a X quem é Esdras. Não o conheço. X me situa.

No episódio da bolinha de papel do Serra o Esdras Paiva era editor-chefe do Jornal Nacional em Brasília. O caso foi um fiasco dentro da redação. Muita gente envergonhada e constrangida comentava a cobertura em flagrante desaprovação”, ele conta.

E continua: “Esdras ficou furioso com as críticas, defendeu que a matéria do dia seguinte seria uma aula de jornalismo. E o dia seguinte veio para desespero de todos… era o perito que afirmou que o que parecia uma bolinha de papel era, na verdade, um rolo de fita adesiva letal e descontrolado. “Poderia ter matado.” A matéria não convenceu de novo e Esdras fez questão de entregar à direção de Brasília os nomes dos rebeldes. A diretora naquela época era Sílvia Faria.”

Não a conheço também. Quem é Sílvia Faria?

X me esclarece:

Ex-diretora da Globo Brasilia. Atual diretora de jornalismo e braço direito do Kamel. Amiga que promove amigos apenas. Segura dezenas de informantes nas redações, como Esdras Paiva e Cleber Praxedes em Brasília. Foi a responsável por aquela orientação que vazou no ano passado e que determinava que qualquer menção a FHC em denúncias deveria ser omitida dos noticiários. Vazou em um domingo.”

X prossegue:

Ela é violenta e odeia Erick Bretas, não por questões ideológicas (são farinhas do mesmo saco). O ódio deve-se a questões de ego. Há quem aposte que o envio de Erick do jornalismo para “mídias” deveu-se à subida dela na hierarquia.”

Bretas, sabemos, é aquele diretor da Globo que se fantasia de Moro no Facebook, mediante um avatar, para pregar o golpe e a prisão de Lula. O DCM vai processá-lo pela calúnia de dizer que somos financiados pelo PT.

De X passemos a Y. Y narra outro bastidor do Planeta Globo.

Todo mundo sabe que O Globo tem lado (errado), mas vocês sabiam que o editor de política do jornal em Brasília, Paulo Celso Pereira, é primo em primeiro grau do Aécio Neves? Aécio foi seu padrinho de casamento e eles se falam diariamente. Ou seja, desde a campanha eleitoral, tudo o que os repórteres apuram junto ao PT é repassado diretamente, sem escalas, para o Aécio.”

Y pede que não a identifiquemos. “Peço que não publiquem o meu email para não sofrer retaliações. Vocês sabem como eles jogam pesado.”

Sim, sabemos.

Ouçamos agora Z, do Rio de Janeiro. Z é da GloboNews.

A gente odeia isso aqui”, escreve ele. “Apesar do perfil sempre conservador, havia espaço para ideias divergentes. Mas a equipe que fundou o canal foi toda afastada, nos últimos quatro anos? Coincidência? Duvido muito.

Z prossegue.

Os responsáveis: Kamel, Latgê e Eugênia Moreira. Mulheres foram afastadas após voltarem de licenças-maternidade. Profissionais sérios como Guto Abranches, Sidney Rezende ou André Trigueiro foram demitidos ou postos na geladeira.”

Algo mais?

Sim. “Filha do Merval editora-chefe do Jornal das Dez.

Z conta que ela não usa o sobrenome paterno. Assina Joana Studart como jornalista. Aqui entra em cena W. “Todo mundo a odeia exatamente por ser filha do Merval”, conta W. “Uma vez, em Brasília, ela demitiu um cara aos gritos. O Ali Kamel estava lá, e teve que chamar a Joana num canto e pedir para ela se controlar porque as coisas não eram assim. Todo mundo que estava ali se lembra disso.”

Algo mais?

Sim. Z me manda um link. “Para você ter uma ideia de como a coisa anda por lá.” Abro o link. Ali está a informação de que a GloboNews contratou uma “faxineira espiritual” para espantar a “uruca” da redação.

É real. Aconteceu”, diz Y. Ele conta ainda que um professor da UFRJ, Francisco Carlos Teixeira, habitual comentarista da GloboNews, desistiu do canal por causa de sua radicalização. “Ele largou o estúdio no intervalo de um programa e nunca mais voltou.”

Em X, Y e Z você pode ter uma ideia de como está a vida, na Globo, para quem deseja ser mais que reprodutor dos interesses da família Marinho.

E finalmente: você só está lendo isso no DCM graças à internet, que arrebentou com o monopólio de informações da Globo e demais companhias jornalísticas.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Intelectuais fazem manifesto e pedem ao Procurador Janot para deter o golpe

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Nesta quarta-feira (16) será realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco (centro de São Paulo), um ato público de lançamento do manifesto “Impeachment, legalidade e democracia, divulgado na quinta-feira (10) e assinado por quase 7 mil professores até a tarde de hoje. Segundo a organização, o ato também faz parte da mobilização para as manifestações marcadas para as 17h, no Museu de Arte de São Paulo (Masp).

O evento na tradicional faculdade terá a presença de intelectuais como o economista da Unicamp Luiz Gonzaga Belluzzo, o cientista político da USP André Singer, o neurobiólogo Miguel Nicolelis, a arquiteta Ermínia Maricato, a educadora e historiadora Maria Victoria Benevides e o professor de letras Alfredo Bosi, todos da USP, entre outros.

Os professores universitários signatários do abaixo-assinado reafirmam que o impeachment é um “instituto reservado para circunstâncias extremas, um instrumento criado para proteger a democracia”. “Por isso, ele não pode jamais ser utilizado para ameaçá-la ou enfraquecê-la, sob pena de incomensurável retrocesso político e institucional.”

Os professores dizem que, em outras ocasiões, vários dos apoiadores do documento já haviam se pronunciado contrários a um processo de impeachment por entenderem que ele “serviria a propósitos ilegítimos”. Uma vez que o processo foi deflagrado pelo presidente da Câmara dos Deputados (Eduardo Cunha, do PMDB-RJ), ao acolher pedido baseado em teses do PSDB, consideram necessário novo posicionamento. “Papéis institucionais não podem, nem por um instante, ser confundidos com interesses políticos pessoais, nem com agendas partidárias de ocasião que desprezem o interesse da sociedade como um todo”, diz o manifesto.

Os professores lembram ainda que um processo de impeachment não pode tramitar sem que seus ritos sejam “inteiramente” conhecidos pela sociedade. Na próxima quarta-feira-feira, além das manifestações contra o impedimento da presidenta Dilma Rousseff em todo o país, está previsto o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal do processo que deve estabelecer os procedimentos do impeachment. O processo aberto por Eduardo Cunha está suspenso na Câmara dos Deputados desde o dia 8, por decisão do ministro Luiz Edson Fachin ao julgar pedido do PCdoB.
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