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sexta-feira, 9 de julho de 2021

Quando será o golpe?

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Passeata pelo #ForaBolsonaro no centro de Curitiba, em 3/7/2021 
(vídeo longo: 13m40s)

O golpe que Jair Bolsonaro vem armando é tão evidente que uma parte dos democratas brasileiros já começou a sentir inveja da normalidade alheia.

Por André Petry, na revista Piauí

No segundo fim de semana de junho, o sentimento ficou mais nítido para quem viu a foto dos líderes do G7, grupo das sete democracias mais ricas do mundo. Sob um céu plúmbeo, à beira do mar sereno de uma baía da Cornualha, os líderes se cumprimentaram com os cotovelos, subiram no estrado montado na areia da praia e posaram para fotógrafos. Depois, reuniram-se em torno de uma grande mesa redonda e discutiram os problemas do mundo – o aquecimento global, o coronavírus, a onda autoritária, a China.

Foi a primeira vez, desde o início da pandemia, que se sentaram frente a frente, enterrando a diplomacia via Zoom. Debateram e divergiram, e sem a presença desagregadora de Donald Trump deram um show de civilidade. Em seus países, no mesmo fim de semana, a Eurocopa retomou o espetáculo de jogar em estádios com a presença de torcida. A promessa de retorno à vida civilizada ganhou força com a ausência de Trump e a vacinação contra o coronavírus.

Os líderes dos países do G7 no litoral da Inglaterra

E nós, aqui, lidando com o pesadelo: o golpe virá antes, durante ou depois da eleição presidencial de 2022? Naquele mesmo fim de semana, para sublinhar nossa anormalidade, um surto de Covid-19 atingia atletas e delegações da Copa América, arranjada às pressas num país derrotado pela pandemia. Enquanto os líderes do G7 anunciavam a doação aos países pobres de 1 bilhão de doses de vacina, Bolsonaro regia em São Paulo, onde o governador priorizou a vacinação, um coro de motoqueiros que gritava: “Ei, Doria, vai tomar no cu.”

E o golpe é para quando?

Na fábula do escritor russo Ivan Krylov (1769-1844), um homem encontra um amigo depois de passar três horas no museu de história natural. O amigo lhe pergunta como foi a visita:

– Vi tudo que havia para ver, examinei tudo cuidadosamente – responde ele, ainda fascinado pela experiência. É tudo tão espantoso que, honestamente, não tenho palavras para descrever nem a metade. A natureza é maravilhosa na sua imensa diversidade.

Depois de ouvir o homem contar que viu insetos diminutos, menores que a cabeça de um alfinete, que examinou pássaros, borboletas, besouros, alguns verdes como esmeraldas, outros vermelhos como coral, o amigo indaga...

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Bolsonaro reduzido a 15% de apoios. Derreteu.

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Até o fim deste ano, projetam institutos de pesquisa, o presidente Jair Bolsonaro terá menos aprovação do que a presidenta Dilma Rousseff em seu pior momento do processo de impeachment (2015-16).

Por Esmael Morais, em seu Blog

A cada pesquisa, os índices despencam. A avaliação de especialistas é que o núcleo compacto de Bolsonaro é de 15% do eleitorado. Sua última queda reduziu-o a 24%. Para se ter uma ideia, a presidente Dilma Rousseff, no auge de sua derrocada, contava com 20% de popularidade”, escreve nesta quarta-feira Rosângela Bittar, colunista do Estadão.

Sim, o núcleo duro de Bolsonaro já é menor que o de Dilma em seu pior momento.

Essa fissura entre popularidade e o presidente da República está se refletindo na Congresso Nacional. O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (SP), por exemplo, disse que o partido poderá apoiar o impeachment de Bolsonaro – se o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), aceitar um dos 125 pedidos de abertura de processo.

Arthur Lira, do Centrão, começou a sentir na nuca o bafo quente das ruas e das redes sociais. O parlamentar ligado ao Centrão é chamado de “cúmplice” do genocídio de Bolsonaro, pois, segundo a Constituição, é o presidente da Câmara quem tem a prerrogativa de iniciar o impeachment do presidente da República.

Até quanto Lira vai prevaricar? Ou seja, até quando vai continuar cúmplice de Bolsonaro?
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Fonte: texto e figura do Blog do Esmael Morais

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Dilma sai da presidência muito maior do que entrou

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Parecia que a melhor hora de Dilma tinha sido seu discurso na véspera do julgamento final do Senado.  Mas não.  Em clareza, grandeza, Dilma se superou na entrevista que concedeu pouco depois de definido o golpe.

Por Paulo Nogueira, no DCM

Ela declarou guerra ao golpe.  Não guerra no sentido militar convencional. Ninguém está falando de pegar em armas ou coisa do gênero.

Trata-se de guerra política.

O primeiro e essencial passo é dar às coisas o nome que elas têm, sem lantejoulas e sem metáforas.  Uma amostra do que Dilma disse com a contundência indispensável:

1) É golpe. É golpe parlamentar, mas é golpe. Com exclamação.

2) Por trás do golpe estão as velhas forças conservadoras de sempre, os reacionários que conspiraram contra Getúlio, JK, Jango, Lula e, finalmente, a próprio Dilma.

3) Os golpistas tiveram uma contribuição milionária da “imprensa facciosa”. De novo, é uma repetição de golpes anteriores, em que a mídia foi invariavelmente protagonista na destruição da democracia.

4) Temer é um usurpador que levou ao núcleo do poder o que existe de mais corrupto e atrasado na política brasileira.


Ficou claro que, daqui por diante, as forças progressistas mostrarão o mar de lama da plutocracia nacional.

Isto tem o poder de mudar a história. A narrativa golpista, de Getúlio a Dilma, sempre se alicerçou no combate — farisaico, cínico, mentiroso — à corrupção.

As delações comprovaram que os principais tagarelas anticorrupção são exatamente os homens mais corruptos da vida pública nacional.

O caso mais simbólico é o de Aécio: jamais ele terá condições de falar em corrupção, como fez a carreira toda, sem provocar gargalhadas ao redor.

Aécio se tornou um ícone da corrupção plutocrata das mesmas dimensões de Eduardo Cunha.  Ele roubava, só que ninguém noticiava na mídia plutocrata.

Aécio parece ainda viver numa realidade paralela. Numa entrevista nesta quarta aos amigos da Globonews, citou o eminente senador Cássio Cunha Lima como um expoente do universo político brasileiro.

Ora, ora, ora.

Cunha Lima é um corrupto notório. Foi cassado como governador da Paraíba e só conseguiu concorrer a senador porque a lei da Ficha Limpa só passou a valer depois da eleição. Não bastasse isso, um homem de sua equipe teve que jogar dinheiro do alto de um prédio para evitar um flagrante de compra de votos. Pobres paraibanos ganhavam dinheiro de Cunha Lima para votarem nele. O episódio passou à história como o caso do Dinheiro Voador.

Esta é a probidade dos plutocratas.

Sabe-se agora quem são os reais corruptos, os parasitas que tomam dinheiro público para montar patrimônios bilionários e deixar o Brasil eternamente na condição de um inferno da desigualdade.

Dilma jogou luzes onde sempre houve sombras. Os ladrões são aqueles que todos nós conhecemos, e que se fazem de paladinos da moral para enganar a sociedade e assim poder roubar cada vez mais.

Para a democracia brasileira, a fala de Dilma como ex-presidente é algo que traz esperanças em doses colossais para que deixemos um dia de ser a republiqueta das bananas a que os plutocratas querem nos sujeitar pela eternidade.
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Fonte: texto do DCM; charge de Carlos Latuff.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Fora Temer é em 31 de julho na Praça 19, à tarde

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Enquanto se assiste aos movimentos coxinhas (como o MBL do fascista mirim Kim Kataguiri) desistindo de fazer o ato pró-golpe que eles mesmos marcaram semanas atrás para 31 de julho, as Frentes AntiGolpe de Curitiba confirmam seu Ato pela Democracia para essa mesma data.  Não se sabe ao certo se algum desses movimentos fascistoides, movidos a gás de coxinha otário, vai realizar seu ato na praça Santos Andrade no domingo

Porém, o ato das Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular está marcado para a Praça 19 de dezembro, centro de Curitiba a partir das 14 horas.  É mais um momento para retomada das mobilizações para derrotar o impeachment, que terão muitos momentos importantes no mês de agosto, inclusive uma marcha com acampamento em Brasília no final desse mês.

No mesmo dia 31/07, também haverá mobilizações pelo #ForaTemer em vários outros estados.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Hoje o Ato "Fora Temer" na praça Santos Andrade, 14 horas

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Na foto acima, militantes do MST paranaense protestam diante da sede do INSS, na rua XV, diante do prédio histórico da UFPR, na manhã de hoje (10).  Diversos movimentos que já fazem manifestações em Curitiba e Araucária desde bem cedo irão se encontrar, na praça Santos Andrade, para um ato político-cultural contra o governo golpista de Michel Temer.

Na rodovia do Xisto, diante da Refinaria de Araucária, desde 6 da manhã petroleiros e outros ativistas já iniciaram seus protestos.  O MST está acampado na rua Dr. Faivre, diante da sede do INCRA, exigindo atendimento às reivindicações de assentar 10 mil famílias, e parte desses militantes saíram em passeata pela av. Mariano Torres em direção ao INSS.  Também houve ocupação da sede da Petrobras na rua Comendador Araújo

O Ato "Fora Temer" deve ir das 14 às 20 horas na praça Santos Andrade, sendo organizado pela Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e coletivos CWB-ForaTemer e Cultura Resiste.


segunda-feira, 6 de junho de 2016

Saúde e Educação públicas vão ser estranguladas se Temer prevalecer

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Michel Temer e Henrique Meirelles objetivam estabelecer um limite máximo para os gastos primários do governo federal. 

Querem escrever na Constituição a seguinte regra: o governo federal poderá aumentar os seus gastos primários no máximo de acordo com a inflação do ano anterior.

Cabe uma simulação do que teria ocorrido nos últimos dez anos nas áreas da saúde e da educação se fosse aplicada a regra Temer-Meirelles, conforme exposto na tabela acima [clique na figura para ampliar]. 

Em 2006, o governo Lula investiu em saúde o montante de R$ 40,6 bi e, em 2015, o governo Dilma alcançou o valor de R$ 102,1 bi. Se fosse adotada a regra antissocial Temer-Meirelles, o orçamento da saúde teria sido, em 2015, R$ 65,2 bi, ou seja, um orçamento 36% menor. Na educação, o orçamento de 2015 foi de R$ 103,8. Na regra anti-social, teria sido de apenas R$ 31,5 bi – um orçamento 70% menor.

Além disso, ano a ano, o gasto nessas áreas teria sido muito menor se tivesse valido a regra antissocial da dupla Temer-Meirelles. Em termos nominais, a perda na área da saúde de 2006 a 2015 teria sido de R$ 178,8 bi e, na educação, R$ 321,3 bi. 

O que eles querem, de verdade, é o fim do Estado brasileiro e dos direitos sociais.
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Fonte: página de Facebook de João Sicsú, economista da UFRJ

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Plenária e Jornada de Lutas da Frente Brasil Popular contra o golpismo

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A Frente Brasil Popular-Paraná realizará nesta 5a. feira, 2 de junho, uma Plenária geral de entidades do movimento social, partidos e militantes.  A pauta da reunião inclui uma análise da conjuntura das duas primeiras semanas da Junta Golpista de Temer - durante a qual dois de seus ministros já caíram - e a formulação de propostas de mobilização contra o golpismo, para reverter o impeachment em sua fase final.

Está prevista uma Jornada Nacional de Lutas para a semana que vem, com grandes atos para o dia 10 de junho em todo o país, e a Plenária de amanhã debaterá as atividades a desenvolver em Curitiba e algumas regiões do estado.

O local da Plenária da FBP-Paraná é a sede da APP-Sindicato (Av. Iguaçu, 880), a partir das 19 horas, aberta a quem quiser contribuir com sua luta.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Golpe do impeachment - direita brasileira e PSTU se arrepiam ao ouvir a palavrinha

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O ganhador do prêmio Nobel da Paz, o argentino Perez Esquivel, está no Brasil e visitou o Senado, onde se dá atualmente a batalha contra o golpe da direita que quer derrubar a presidenta Dilma.  Esquivel meramente admitiu o que o mundo inteiro já sabe: que este impeachment é um vergonhoso golpe de Estado para permitir à direita recolocar em ação as fórmulas neoliberais dos tempos de FHC.  Bastou isso para provocar alergias e enxaquecas nos parlamentares da oposição de direita, bando de picaretas fisiológicos, propineiros, corruptos antipovo e antipátria.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Contra Dilma, quinta-colunismo da direção do Sinditest manda dois ônibus a SP

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O PSTU, que controla a maioria da Diretoria do Sinditest, faz uso dos recursos dos filiados para mandar caravana a São Paulo em ato de apoio à derrubada da presidenta Dilma. Isso será no próximo fim de semana.

Os militantes sindicalistas desse partido de ultraesquerda dizem que são contra todos, contra Dilma, Temer, PSDB, DEM etc e que almejam uma greve geral para derrubá-los. E que vão comemorar seu 1º. de maio na avenida Paulista, onde os coxinhas golpistas tem feito suas demonstrações de ódio e preconceito contra Dilma e Lula. Portanto, os PSTUístas da caravana paga pelo Sinditest estarão em boa companhia, golpistas de “esquerda” ao lado de golpistas da direita.

O país inteiro está dividido objetivamente entre, de um lado, os que defendem a legalidade democrática, a legitimidade do mandato de uma presidenta eleita contra quem não se prova crime de responsabilidade; e, de outro lado, os golpistas Michel Temer, Cunha, PSDB, Rede Globo. Não existe no concreto uma terceira opção, exceto na cabeça de lunáticos. 

Enquanto a Frente Brasil Popular (FBP) e a Frente Povo Sem Medo marcham contra o golpe do impeachment (a ser votado no Senado em meados de maio), a tropinha nefelibata do PSTU quer ser diferente, desfila sozinha com suas palavras-de-ordem fora da realidade.

Os golpistas, temendo o desmascaramento e a repulsa internacional, insistem em dizer que não há golpe contra Dilma. O PSTU diz o mesmo: “não há golpe”. Estão juntinhos. “Honrado” papel do quinta-colunismo pstuísta como força auxiliar da direita que quer impingir o ultraneoliberal programa “Ponte para o Futuro”, que é de fato um desvio para o inferno contra os trabalhadores.

Por nosso turno, conclamamos trabalhadores e trabalhadores da UFPR, de toda a Curitiba, a se somarem à agenda de lutas da FBP-Paraná contra o golpe nos próximos dias, conforme agenda abaixo:

28/04 – QUINTA 
* Manhã e Tarde (09h00 às 17h00) – Grande Plenária Estadual da Militância da FBP-Paraná (partidos, entidades, movimentos e comitês formados no estado). Local: SINTRACON (Trajano Reis, 538) 
* 19h00 – Lançamento de livro sobre criminalização dos movimentos sociais, na APP.

29/04 – SEXTA 
* 08h00 às 16h00 – Ato Estadual marcando um ano do massacre de Beto Richa sobre os professores. Concentrações iniciais dos professores na Praça Santos Andrade e dos demais movimentos sociais na Praça Rui Barbosa a partir de 08h30, para posterior fusão na praça Tiradentes e Marcha até o Centro Cívico.

01/05 – DOMINGO 
* 14h00 – Ato do 1o. de Maio na Praça Rui Barbosa

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Cunha, Janaína, Jovair, MBL e a arte da autodesqualificação da pilantragem

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Talvez seja difícil encontrar na história do Brasil uma oposição tão dedicada a se desqualificar e tão bem sucedida nessa missão.  A essa altura, o sujeito que tem relativo bom senso e que está no seu amplo direito de não gostar do governo deve estar olhando para a matilha e pensando “onde fui me meter?”

Por Kiko Nogueira, no DCM

Alguns desses homens e mulheres se manifestaram na faculdade de Direito do Largo de São Francisco na noite em que a advogada Janaína Paschoal deu seu show.  Numa mistura de possessão demoníaca, fanatismo político, oportunismo e falta de noção do ridículo, Janaína constrangeu alguns dos presentes a ponto de eles irem embora.

Quem quer realmente estar associado a uma gente detestável, corrupta e ignorante?

. O chefe do bando é Eduardo Cunha, cujo nome está presente em toda e qualquer lista de roubo, sendo a mais recente, a dos Panamá Papers. Agora um doleiro que virou delator afirma ter novas provas sobre as contas secretas.  Cunha está tocando docemente constrangido o impeachment de Temer porque sabe que, caindo o comparsa, o próximo da fila é ele.

. O MBL, autor do pedido de impeachment do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, tem lideranças com rolos estranhos na Justiça. Renan Nunes, o fundador, é um deles. Seu irmão, Rubens, autor do documento apresentado nesta semana contra Mello, simplesmente não tinha apresentado o comprovante de quitação eleitoral.

Você pode achar que ele esqueceu, o que já é ruim. A hipótese mais provável, porém, é que picaretas como ele não votam. Sua natureza autoritária e megalomaníaca se expressa quando o “movimento” quer “proibir” seus seguidores de votar em Marina Silva depois de “tudo o que eles fizeram”.

. O relator do processo de impedimento, Jovair Arantes (PTB-GO), que leu gaguejando um texto escrito por um advogado de Eduardo Cunha, é amigo de Carlinhos Cachoeira e tem a ficha imunda há décadas sem que nada lhe aconteça.

Um de seus cúmplices em Goiás, Maurício Sampaio, é réu por suspeita de orquestrar o homicídio de um jornalista esportivo. Sampaio foi afastado do comando de um cartório por causa de irregularidades – leia-se roubo. Na Câmara, Jovair trabalhou pela PEC dos Cartórios, que concede a cartorários o direito de ficar na função sem concurso. Mera coincidência.

Isso é apenas um pedaço da folha de Jovair, um personagem lombrosiano com cara, voz e trejeitos de bandido.

. Michel Temer é Michel Temer.

Há enormes vantagens no fato de essa escória ter saído do escuro para a luz do dia. Os inocentes úteis que a apoiam se alimentam de raiva, a raiva é contagiosa — mas passageira, também.

Quando passa, e ninguém vive com raiva o tempo todo porque é fisiologicamente impossível, o cachorro olha para os lados e vê a doutora Janaína, o Cunha, o Jovair e o Kataguiri, leva um susto.

Resta torcer que não seja tarde demais para ninguém.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

O duelo ao por do sol entre Moro e Lula: como o golpe começou a morrer

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Em que momento a onda pró-impeachment começou a refluir? Olhadas as coisas em retrospectiva, foi nos dias em que Moro colocou no ponto máximo sua perseguição a Lula, primeiro com o depoimento coercitivo e depois com a divulgação, pela Globo, dos grampos.

Por Paulo Nogueira, no DCM

Isso quer dizer o seguinte: involuntariamente, Moro contribuiu poderosamente para que a tentativa de golpe fosse perdendo força contra todas as expectativas de até pouco tempo atrás.

Moro cometeu um pecado de superavaliação e um pecado de subavaliação. Provou não ser um bom observador.

Ele superavaliou a si próprio e à Globo. Imaginou que a retaguarda da Globo lhe daria salvo conduto para cometer todo tipo de barbaridade.

E ele subestimou Lula. Imaginou que poderia fazer o que quisesse com Lula sem que houvesse resposta da militância petista e, mais que ela, de todos os brasileiros incomodados com abusos policialescos na condução da Lava Jato.

A Globo é menos do que Moro pensava ser. E Lula é mais. Essa combinação explica o começo do fim do golpe.

Moro não estava sozinho.

O experimentado jornalista Elio Gaspari teve uma leitura ridícula das transcrições dos grampos. Disse que eles mostravam um Lula acuado, isolado dos petistas. Gaspari chegou a dizer que Lula gostava de pensar como seria o seu enterro, e teria tido ali um vislumbre. Claro que Gaspari estava falando do enterro de um perdedor.

Como Moro, ele cometeu um monumental erro de avaliação.

Se há um grande vencedor nestes últimos acontecimentos é exatamente Lula. A perseguição selvagem de Moro e da Globo como que despertou o que ele tem de melhor.

É mais ou menos como aquele velho pistoleiro que está em seu canto, interessado em sossego, e a quem as circunstâncias forçam a pegar seus revólveres de novo, com a garra e a paixão dos velhos dias.

Ou, na grande imagem do próprio Lula, é a jararaca que se sente espezinhada e reage.

Vozes insuspeitas se ergueram contra os exageros de Moro. O liberal, conservador Marco Aurélio Mello criticou duramente os métodos de Moro.

Numa passagem memorável, ele reagiu assim à desculpa de Moro de que obrigara Lula a depor para protegê-lo. “Este tipo de proteção eu não quero para mim”, disse ele.

Mitou.

Numa frase, Mello desmoralizou a falácia cínica de Moro.

A reação do velho pistoleiro, ou da jararaca, acabou incendiando o país com manifestações inflamadas contra o golpe. No calor delas, duas coisas ocorreram: uma é que o golpe se consagrou como golpe, ao contrário dos que queriam dar outro nome ao movimento golpista.

A outra foi a diminuição de Moro. O super-herói ficou exposto como nunca estivera. Achou que podia voar e se esborrachou. O que parecia uma unanimidade – burra, catastrófica, mas unanimidade – se esfacelou.

É crescente o sentimento entre os brasileiros não fanatizados pelo antipetismo da mídia de que a Lava Jato deu. Cansou. E Moro também.

De forma simbólica, naqueles dias de depoimento forçado e grampos passados à Globo, travou-se um duelo entre Moro e Lula.

E o velho pistoleiro sacou primeiro.

Janaína, professora de Direito, é a imagem do exaspero das classes médias desnorteadas

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O vídeo acima, mostrando a professora de Direito da USP Janaína Paschoal fazendo discurso pró-golpe em atitude transtornada, foi bastante visualizado ontem e continua sendo.

Janaína é uma das autoras da fragílima peça de impeachment de Dilma, que tem o direitista Miguel Reale Jr. como co-autor. Peça que foi desmontada tijolo por tijolo pela competente defesa do advogado geral da União, Eduardo Cardozo, anteontem.


Surgiram na internet numerosos e divertidos memes do discurso histérico e teatral de Janaína, até um divertido vídeo mostrando-a como vocalista da banda de rock Iron Maiden, e comparações com a menina possuída do filme "O exorcista".

O discurso performático pode até ter sido planejado pela doutora Janaína (sim, ela é professora doutora do Direito-USP), para tentar virar uma subcelebridade nestes tempos de Big Brother Brasil.  Mas o que ele também reflete é um estado de espírito dessas ditas "classes médias" (a pequena-burguesia, que morre de medo de empobrecer e sonha virar aristocrata e viver em Miami).  Um estado de espírito carregado de ódio, de egoísmo, de total desapego por sua própria pátria, de desprezo pelo povo que ascendeu socialmente nos governos de Lula e Dilma.  Basta ver como Janaína destila ódio contra a "cobra" Lula na fala histriônica.  Um exemplo também de desnorteio dessas classes intermediárias que cortejam o golpe de direito como se fosse uma redenção.

Infelizmente, para Janaína, ela não faz exatamente parte da "aristocracia" burguesa, apenas é uma serviçal dela.  E em breve sumirá na história do Brasil como apenas uma anedota de mau gosto.  Também porque o golpe sonhado por ela não passará e o povo vencerá seus inimigos.



Conjuntura de ameaça de golpe provoca racha na Diretoria do Sinditest

Um comentário:
Patética foto do ato "Fora Todos" do consórcio PSTU-Conlutas-Anel-Sinditest em 01/04

Nada como situações de agudas tensões para que as pessoas se mostrem mais às claras.  O Brasil passa por dura crise econômica e política, em parte real, em parte fabricada (amplificada) pela mídia grande, forçando cada ator social a se posicionar.

No caso da diretoria do Sinditest, um consórcio de três correntes políticas da ultraesquerda e uns independentes, a conjuntura já gerou um racha, visível no site da entidade.

O PSTU, estranhamente ainda majoritário, defende sua posição lunática que diz: "Fora Todos! Eleições gerais já!". Quando levou tal bandeira estratosférica para as ruas no último 1 de abril, juntou fantástico público de vinte pessoas (foto acima).  Menos gente do que tem na própria diretoria do Sinditest...  Fiasco e palhaçada totais.  Incrível que a realidade bate com força na cara dessas pessoas e elas não arredam pé de manter palavras-de-ordem incapazes de mobilizar mais que esses gatos pingados, ao ponto de provocar vergonha alheia. Eu vi.

No entanto, outra visão sobre a conjuntura se apresentou dentro da diretoria. Que se coloca contra o impeachment de Dilma através da palavra-de-ordem "Nem governismo, nem golpismo. Por uma saída à esquerda".  Este modo de ver a realidade brasileira é mais pé-no-chão, pois entende que há, sim, uma clara ameaça de golpe da direita, que imporá, se vencedor o golpe, um retrocesso terrível e rápido contra as conquistas dos trabalhadores e da soberania brasileira.

A visão mais consentânea à realidade ainda é minoritária na diretoria do Sinditest, mas reúne 17 signatários de uma nota publicada no site da entidade, entre eles militantes do PSol, do MAS (Movimento ao Socialismo, uma corrente de opinião, não um partido) e de independentes.  Eles ainda partem de uma ideia ultraesquerdista, mas pelo menos veem os riscos de golpe e parecem dispostos a lutar contra ele ao lado de outras correntes que já estão na batalha, ligadas à CUT e CTB.

Fato é que, para manter certa aparência de democracia, o site do Sinditest desde anteontem estampa as duas concepções dentro da Diretoria, a dos lunáticos do PSTU e a dos mais pé-no-chão. 

Esperamos que aqueles que não andam nas nuvens possam prevalecer e tirem o sindicato de sua caminhada doida em direção ao nada e ao imobilismo diante da grave conjuntura.  Em momento algum se trata de apoiar o governo Dilma - que tem sido mau para o funcionalismo público - mas sim de batalhar pela preservação da legalidade constitucional, pelo Estado de Direito, contra golpistas da direita que querem traficar com a soberania brasileira.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Milhares saem às ruas contra o impeachment de Dilma Rousseff

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Praça da Sé, em SP, superlotada no ato contra o golpe

Organizados pela Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, atos aconteceram em 25 capitais.  Milhares de pessoas foram às ruas de 25 capitais e 31 cidades brasileiras nesta quinta-feira 31 nos atos em defesa da democracia e contra o impeachment de Dilma Rousseff, convocados pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. Responsáveis por reunir mais de 60 movimentos sociais e sindicatos, as entidades também protestaram contra oajuste fiscal e a reforma da Previdência.


Batizada de "Em Defesa da Democracia, Golpe Nunca Mais", a manifestação em São Paulo arregimentou entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União da Juventude Socialista (UJS) e a Marcha Mundial das Mulheres. Os organizadores estimam que cerca de 50 mil manifestantes reuniram-se na Praça da Sé, no centro de São Paulo.

Militância da CTB em peso no ato de Porto Alegre

A vice-prefeita Nádia Campeão e o secretário de Direitos Humanos da prefeitura, Eduardo Suplicy, compareceram à manifestação. A Polícia Militar afirmou que 18 mil estiveram presente no horário de pico do ato. Já o Datafolha estimou em 40 mil o número de pessoas que aderiram à manifestação. 

No Brasil e no exterior crescem as manifestações contra o golpe e em defesa da democracia. Porque fica cada vez mais claro que tirar a Dilma vai piorar a situação do país. Temos que garantir a democracia, a estabilidade e a governabilidade para mudar a política econômica e sair da crise”, afirmou Rui Falcão, presidente do PT.

Cem mil pessoas na Marcha antigolpe de Brasília

Em Brasília, ato considerado mais importante pelos organizadores, a passeata contra o processo de impeachment centrou-se em críticas à figura do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ambos do PMDB. Vagner Freitas, presidente da CUT, disse que a central sindical é contra o impeachment, mas cobrou mudanças na agenda econômica do governo em prol dos trabalhadores.

Em geral crítico às políticas do PT, o presidente do Psol, Luiz Araújo, também se posicionou contra o impeachment, ressaltando, porém, que não está nas ruas por Dilma, mas sim pelos "trabalhadores que vão sofrer se houver golpe".

Cerca de 100 mil compareceram ao ato na Esplanada dos Ministérios, nas contas dos organizadores. Já a Secretaria de Segurança Pública estimou o contingente em 40 mil.


Chico Buarque foi a estrela do ato no Rio de Janeiro, onde discursou e classificou o processo de impeachment como golpe. "Estamos unidos pela defesa intransigente da democracia. Estou vendo pessoas aqui que viveram como eu aquele 31 de março de 1964", afirmou.

"Não podemos deixar que isso se repita. Não vai ter golpe!". A Frente Brasil Popular calculou que 50 mil reuniram-se no Largo Carioca, no centro do Rio. 
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Fonte: CartaCapital

PSTU faz ato para derrubar Dilma e todo o resto, reunindo impressionante multidão

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Notem a "multidão" na praça e a indiferença do pedestre

A impressionante multidão reunida pelo PSTU e Conlutas na Praça Santos Andrade foi de... vinte pessoas! Tinha menos gente na praça nesta sexta-feira, 1/4, do que há de diretores do Sinditest, o principal apoiador político e financeiro dessa trampolinagem defendida pelo PSTU e por sua "central" sindical chamada Conlutas ("Confusão das Lutas").

Percebam, então, filiados/as do Sinditest, no que está sendo empregado seu dinheiro de mensalidades.  Em empreitadas "fora da casinha" como esse movimento do "Fora Todos", que reuniu um punhado de gatos pingados na mesma praça onde, no dia anterior, milhares de cidadãos democratas de Curitiba se juntaram para dizer de novo "Não ao Golpe do Impeachment" e "Fora Cunha!".

Foto do "grande ato" segundo o próprio site do PSTU

Era cerca de 11h30 desta sexta-feira, 01/04, e no meio do minúsculo grupo tremulavam bandeirinhas da ANEL (entidade estudantil paralela à UNE que só junta a juventude trotsquista do PSTU), da Conlutas, do PSTU e do Sinditest. Tão melancólico estava o tal ato que até a advogada do Sinditest se desgarrou da roda lunática e preferiu ir almoçar no grill ali em frente...

Enquanto isso, os militantes antigolpe fascista na UFPR projetam para breve lançar um Manifesto conjunto de técnicos, alunos e docentes explicando porque esse impeachment é golpe e seus riscos para a Educação Pública, assim como fazer um grande ato contra a direita dentro da Universidade, a exemplo do já aconteceu até na UNILA dias atrás.

Os tacanhos dogmáticos ultraesquerdistas do PSTU que fiquem se masturbando com seus delírios imobilistas da dita luta "contra todos".

quinta-feira, 31 de março de 2016

Globo perdeu a batalha da comunicação: é golpe!

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Campanha de manipulação preparada pela Globo para tentar provar que "impeachment não é golpe por estar previsto na Constituição" fracassou; na noite de ontem, Jornal Nacional teve de exibir uma fala contundente da presidente Dilma Rousseff em que ela demonstra que um impeachment sem crime de responsabilidade não merece outro nome, a não ser golpe – o que também foi dito pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal.

O grupo Globo de comunicação tinha um plano traçado: manipular a sociedade para que ela se convencesse de que o golpe jurídico-midiático de 2016, consubstanciado na palavra impeachment, não constitui um golpe de Estado travestido de legalidade porque o instrumento jurídico do impeachment está previsto na Constituição Federal.

Para isso, a Globo escalou seus editorialistas e repórteres para que buscassem fontes dispostas a repetir essa obviedade: se está na Constituição, não é golpe (leia mais aqui). A Globo só não disse que a mesma Constituição Federal impõe como pressuposto essencial de um processo de impeachment a existência se um crime de responsabilidade que possa ser atribuído à presidência da República no curso do seu mandato – o que no caso da presidente Dilma Rousseff inexiste.

No entanto, a Globo caiu na sua própria armadilha. Como seus argumentos são frágeis, foram desmontados na noite de ontem, em pleno Jornal Nacional, pela presidente Dilma. “Para o impeachment estar correto a Constituição exige que se caracterize crime de responsabilidade. É isto. Impeachment sem crime de responsabilidade é o que? É golpe. É essa a questão. Não adianta fingir que nós estamos discutindo em tese o impeachment. Nós estamos discutindo um impeachment muito concreto, sem crime de responsabilidade. Não adianta, não adianta discutir se o impeachment está ou não previsto na Constituição. Está sim. O que não está previsto é que sem crime de responsabilidade ele é passível de legalidade, de legitimidade. Não é. E aí o nome é golpe”, disse ela (assista aqui à reportagem).

O que foi dito pela presidente também confirmado por ninguém menos que o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal. "Acertada a premissa, ela tem toda razão. Se não houver fato jurídico que respalde o processo de impedimento, esse processo não se enquadra em figurino legal e transparece como golpe", afirmou. Mello disse ainda que um impeachment ilegal e ilegítimo, sem crime de responsabilidade, poderá até ser questionado por Dilma no próprio STF (leia mais aqui).

Como a estratégia de manipulação não vingou, a Globo se viu forçada a debater o mérito da questão. Por isso mesmo, a manchete do jornal O Globo desta quinta-feira é dedicada à tese da advogada Janaina Paschoal, convertida em "jurista" pelos Marinho, de que "pedaladas fiscais" que ainda nem foram apreciadas pelo Congresso Nacional são motivos suficientes para afastar um presidente.


Motivo fútil
O fato, porém, é que nesse debate, a Globo também será derrotada. O motivo principal: as contas da presidente Dilma Rousseff nem foram apreciadas pelo Congresso Nacional, que é quem tem o poder de julgá-las. Portanto, se o Congresso não deliberou sobre o tema, como pode uma comissão da Câmara, num processo de impeachment conduzido por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), condená-la? Evidentemente, seria passar o carro na frente dos bois. Além disso, as tais "pedaladas" são práticas comuns a todos os governos estaduais.

Não custa lembrar que, no ano passado, o governador paulista Geraldo Alckmin, do PSDB, chegou a afirmar que se Dilma caísse por um motivo fútil como as pedaladas, todos os governantes estariam ameaçados (leia mais aqui).
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Fonte: Site 247

quarta-feira, 30 de março de 2016

Professores de Sociologia da UFPR criticam golpismo em curso no país

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Um Manifesto assinado por docentes de Sociologia da UFPR foi publicado hoje no perfil da rede Facebook da professora Maria Tarcisa Bega, ex-vice-reitora da mais antiga universidade brasileira, com tom de "repúdio à estratégia de certos atores para subjugar instituições públicas aos seus interesses partidários e econômicos, sustentados por argumentos parciais e distorcidos, quando não de inspiração fascista."

Tomadas de posição similares estão acontecendo em todas as Universidades Públicas do país, por parte de professores, alunos e servidores técnicos, refletindo a consciência crescente sobre a ameaça golpista em curso no Brasil sob o disfarce de "impeachment constitucional".

O mundo acadêmico e político toma conhecimento de que uma derrubada de Dilma e da esquerda do Executivo Federal, com a ascensão de Michel Temer e Eduardo Cunha do PMDB, pode redundar na aplicação de políticas tais como as enunciadas no documento "Ponte para o Futuro" (do PMDB, divulgado em outubro passado).

Este documento foi analisado em detalhe pelo senador Roberto Requião, que, entre outros, faz o seguinte alerta:

"[O documento 'Ponte para o Futuro' propõe] Novo regime orçamentário, com o fim de todas as vinculações de receitas. Dito dessa forma, parece uma medida burocrática. Mas é simplesmente o fim de todo o modelo de financiamento da Educação e da Saúde Pública brasileira."

Em razão disso e do risco de golpe, também os servidores técnicos e os estudantes se mexem para criar Comitês pela Democracia, para lutar contra o retrocesso.  A reunião dos técnico-adminstrativos está marcada para 01/04, a partir das 09h00, na sede social do Sinditest e a reunião dos estudantes, comandada pela UPE, será no mesmo dia, às 19h00, na sala 405 do Edifício D. Pedro I-Reitoria.  Todos estão convidados para esta luta.


Confira abaixo a íntegra do Manifesto da UFPR e os docentes subscritores:

"MANIFESTO DOS DOCENTES DA SOCIOLOGIA DA UFPR

Os abaixo-assinados, docentes do Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Paraná, manifestam repúdio à estratégia de certos atores para subjugar instituições públicas aos seus interesses partidários e econômicos, sustentados por argumentos parciais e distorcidos, quando não de inspiração fascista. Somos favoráveis à investigação de todas as formas de corrupção, pois disso depende o aperfeiçoamento e consolidação do processo democrático no Brasil. Mas somos veementemente contrários à instrumentalização arbitrária de recursos jurídicos, políticos e midiáticos com o objetivo de fragilizar e afastar a Presidenta da República, desrespeitando resultados das eleições presidenciais e ameaçando conquistas sociais recentes.

Manifestamos nosso apoio ao Estado democrático de direito!

Curitiba, 29 de março de 2016."

Rodrigo Czajka; Alexandro Dantas Trindade; Maria Tarcisa Silva Bega; Alfio Brandenburg; 
Pedro Rodolfo Bodê de Moraes; Ana Luisa Fayet Sallas; Maria Aparecida da Cruz Bridi; Ricardo Costa de Oliveira; José Luiz Fernandes Cerveira Filho; Miriam Adelman; Osvaldo Heller Silva; Simone Meucci; Angelo José da Silva; José Miguel Rasia.

terça-feira, 29 de março de 2016

Comitê de trabalhadores técnicos pela Democracia se reunirá no Sinditest

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Sede do Sinditest (R. Mal. Deodoro, 1899), local da reunião

Conforme informamos em postagem de ontem, vários servidores técnicos da UFPR se movimentam para engrossar a resistência democrática contra o golpe que a direita quer aplicar na presidenta da República legitimamente eleita, sobre quem não pairam quaisquer indiciamentos por crimes, e que sequer é investigada na Operação Lava Jato.

Acompanhando iniciativas que pipocam em todos os cantos do país - a formação de Comitês pela Democracia, contra o golpe - também na UFPR vai acontecer uma reunião para constituir uma estrutura com muita amplitude política.  Ela deve atuar no sentido da informação e do esclarecimento sobre a atual situação política (para desfazer a lavagem cerebral da grande mídia burguesa), bem como na mobilização dos servidores para participar de manifestações que gritem bem alto a palavra de ordem "Não vai ter golpe!".

O encontro dos servidores TAE da UFPR (os da UTFPR também convidados) está previsto para a próxima sexta-feira, dia 01/04, a partir das 09h00, e deve acontecer na sede social do SINDITEST (Rua Marechal Deodoro, 1899, no Alto da XV).

Vamos mostrar para toda a UFPR e para Curitiba que 2016 não pode e não vai repetir março de 1964!  Todos os democratas na reunião de formação do Comitê!

O telefonema de Bonner para Gilmar Mendes

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“Vou dar um exemplo que me chocou. Fui a uma reunião de pauta do Jornal Nacional, e o William Bonner liga para o Gilmar Mendes, no celular, e pergunta. ‘Vai decidir alguma coisa de importante hoje? Mando ou não mando o repórter?’. ‘Depende. Se você mandar o repórter, eu decido alguma coisa importante.’”


Por Paulo Nogueira, no DCM

É um trecho de um livro de um professor da USP, Clóvis de Barros Filho. O nome é Devaneios sobre a atualidade do Capital.


Barros fez parte de um grupo de acadêmicos convidados a presenciar, uns anos atrás, uma reunião de pauta do JN. A parte do livro em que ele descreve o diálogo jornalística e juridicamente criminoso narra o que, segundo ele, são as relações espúrias entre braços diversos da plutocracia nacional para a manutenção de mamatas e privilégios de uns poucos.

Candidamente, Barros Filho se declara “chocado”.


O tipo de "jornalismo" da Globo


O que mais me chama a atenção é que Bonner não tenha se dado conta da monstruosidade que estava cometendo na frente de testemunhas.

É uma demonstração do tipo de jornalista que a Globo criou ao longo dos anos.

O pior pecado depois do pecado é a publicação do pecado, escreveu Machado. Bonner cometeu o pecado e o publicou sem pudor.

Note que a missão do JN estabelece que se deve publicar o que de mais relevante aconteceu no dia, no Brasil e no mundo, com isenção.

Isenção, nos Planetas Bonner e Globo, é telefonar para um juiz visceralmente comprometido politicamente e combinar o que será ou não será notícia para milhões de desavisados que, em sua ingenuidade obtusa, acreditam que o Jornal Nacional publica verdades.

Penso em Bonner e lembro de Johnson, presidente americano que não hesitava em chamar subordinados para despachar quando estava na privada. Agia como se estivesse no Salão Oval, ou coisa parecida.

Figurativamente, Bonner estava na privada quando, diante de acadêmicos, ligou para Gilmar para combinar o que seria, ou não, assunto para o Jornal Nacional.

Se o despudor e a falta de noção de Bonner podem surpreender, de Gilmar não se espera nada de decente.

É um juiz vergonhoso. É uma infâmia vestida de toga. É um homem sem caráter que não hesita em levar sua militância política para a corte mais alta do Brasil.

Na linguagem do futebol, Gilmar seria aquele juiz tão canalha que, numa partida, não se contentaria somente em apitar para o seu time. Vibraria, também, a cada gol marcado.

O futebol se livrou de juízes como Gilmar.

Quando o Brasil se livrará, em suas cortes, de militantes políticos que desmoralizam a Justiça e colocam em risco o próprio sentido da democracia e do Estado de Direito?

Gilmar, nestes dias, foi conspirar abertamente pelo golpe em Portugal, junto com seu miquinho amestrado Toffoli.

Ninguém fala nada?

Colegas seus do STF, sabe-se, manifestaram seu agrado. Mas aos sussurros, e não aos berros, como o episódio demandava.

O que bons juízes como Teori e Barroso parecem não perceber é que se omitir diante de Gilmar é dar-lhe força e contribuir para a tenebrosa imagem da Justiça brasileira.

Há muitos anos Gilmar, cria de FHC, deveria ter sofrido impeachment. Que, ainda que com formidável atraso, isso ocorra no futuro próximo, ou teremos a mais boliviana das Justiças do mundo.

O Titanic do PMDB

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O bravo comandante Michel Temer e seus peemedebistas favoritos estão preparando, nos melhores alfaiates, as indumentárias mais vistosas, reservando os melhores perfumes para embarcarem, excitadíssimos, na viagem do impeachment sem desconfiarem que a sua aventura tende a ser tão desastrosa quanto a do Titanic.

Por Alex Solnik, no site 247

Desastrosa não só para eles, mas para todos os brasileiros que os saúdam e aplaudem – e também os que os vaiam - enquanto eles gloriosamente sobem ao convés.

Pobre Temer, pobres peemedebistas!

O impeachment que sempre foi e sempre será um golpe civil, na medida em que sua finalidade é depor um presidente (ou vice ou ambos) eleito é um processo tão tortuoso e danoso ao país que jamais aconteceu entre nós, ao contrário do que afirmam editoriais tendenciosos e deputados mal informados.

“Mas tivemos o impeachment do Collor! E ele não foi danoso! Não fez mal algum ao país, só fez bem! E ninguém chamou de golpe”!

Ledo (e Ivo) engano!

O impeachment compõe-se de três etapas. Na primeira, os deputados federais votam se o processo deve ser aberto – é o que acontece nos dias que correm. Se 342 deles optarem pelo sim passa-se à segunda etapa, que é quando os senadores, também por maioria absoluta, devem confirmar a decisão da Câmara dos Deputados para o processo seguir adiante.

Nessa etapa Collor renunciou, impedindo que a terceira etapa acontecesse.

E é na terceira etapa que mora o perigo.

Se os senadores aprovarem a abertura do impeachment (até aí vota-se apenas a abertura e não o mérito), o presidente ou, no caso, a presidente é afastada provisoriamente por 180 dias.

E o vice assume, também provisoriamente, por 180 dias.

Nesse período ocorre, enfim, o julgamento do impeachment, realizado no Senado, mas sob o comando do presidente do STF. É quando o processo político veste o figurino jurídico.

Jamais um impeachment chegou a essa etapa no Brasil.

Essa grande festa para a qual o PMDB ansiosamente se embeleza e distribui convites tem, portanto, duração limitada.

Se o Senado decidir que a presidente não cometeu crime de responsabilidade – que é o mais provável, pois crime não há - ela volta ao poder e o governo provisório do vice afunda no iceberg da sua estupidez e irresponsabilidade.

Mas não é só.

Durante esses seis meses as denúncias que Temer acumula na Lava Jato estarão sob a lupa do STF e poderão transformá-lo em réu.

Em último caso, seu mandato poderá ser cassado (motivos não faltam) pelo STF e ele então terá de ser substituído por seu sucessor imediato, que é o presidente da Câmara, que já é réu.

Assumindo, e seu processo estando em andamento, o sucessor poderá vir a ser condenado (faltam motivos?) e, em consequência, também cair. E seu sucessor imediato é o presidente do Senado, que também é freguês da Lava Jato.

Se este também for impedido, assumirá o presidente do STF, que convocará novas eleições.

Nessa altura do campeonato já poderemos estar nos aproximando de 2018 para quando as próximas eleições estão, de fato, programadas.

Resumo da estupidez número 1: o país vai perder esse tempo todo para chegar ao mesmo ponto a que chegaria naturalmente, sem que tudo isso fosse necessário e com consequências imprevisíveis para a já frágil economia, que se encontra em recessão.

Resumo da estupidez número 2: o impeachment terá ferido, mas não assassinado, a única autoridade – a presidente Dilma - que não é investigada pela Lava Jato para abrir espaço a sucessores atolados em seus particulares mares de lama.

É preciso alertar aos brasileiros que, ao contrário do que pregam os arautos do golpe, o impeachment – se consumado - não vai tirar o Brasil da crise econômica e sim aprofundá-la, pois a instabilidade de um governo provisório, ameaçado não só pelo fantasma da volta da presidente como pela mão pesada da Lava Jato e do STF não vai proporcionar clima favorável a investimentos e sim – aí sim – à paralisia da atividade econômica.

Se os peemedebistas pretendem embarcar no Titanic, tenham bom proveito.

Mas levar com eles uma nação inteira não é apenas estupidez. É crime de lesa-pátria.