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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Flopadíssimo ato bolsonarista pela anistia para bandidos

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As lideranças fascistoides do bolsonarismo - pastor picareta Malafaia, a ex-primeira-Demo Micheque, o senador da rachadinha Flávio Bolsonaro, o deputado federal "chupetinha" Nikole Ferreira (o mentiroso do Pix), entre outros - fizeram mais uma desesperada tentativa de mobilizar gente para apoiar a proposta da "anistia" para os bandidos golpistas.  Isso foi ontem à tarde, em Brasília, através de uma caminhada.

Os bovinos seguidores do genocida inelegível Jair Bolsonaro que se dispuseram a pagar o mico protagonizaram mais um fiasco político; não somavam mil pessoas.  Isso reforça uma posição captada por pesquisas recentes, de que a ampla maioria da população brasileira rejeita a ideia de salvar da cadeia os criminosos da tentativa de golpe de Estado de 08/01/2023.

Parte da direita, junto com setores de mídia grande, reuniram três mortos-vivos do cenário político - o "maizenólatra" Aecio Neves , o vampiro  golpista de 2016 Michel Temer e o pelego Paulinho da Força - para elaborar um Projeto de Lei alternativo à "anistia ampla, geral e irrestrita" sonhada por Bolsonaro para se livrar inteiramente das grades.  Essa manobra jurídica foi chamada de "PL da Dosimetria", com o fim de pelo menos reduzir as penas atribuídas pelo STF aos grandões do esquema golpista de 2022-2023.


Contudo, esse PL da Dosimetria, que está em discussão no Congresso Nacional, frustra as expectativas de aliados de Bolsonaro (ainda filiado ao Partido Liberal). A proposta, que inicialmente prometia reduções significativas nas sentenças, enfrenta resistências e deve resultar em mudanças bem mais modestas do que o esperado pelos apoiadores do antigo mandatário.

Assim, direita e extrema-direita quebram o pau entre si por causa de um grupelho  de bandidos que atentaram contra o Estado Democrático e de Direito. Enquanto isso, Lula nada de braçada, aprovando a isenção de IR para os trabalhadores que recebem menos de 5 mil reais/mês e outras medidas populares.

Ao mesmo tempo, Lula acerta negociações com Donald Trump para tentar resolver o problema do tarifaço que os EUA aplicaram às exportações do Brasil, medida que prejudica alguns setores da economia brasileira, mas também a vida dos americanos, acostumados a tomar o café e o suco de laranja exportados daqui para lá. 

E isto faz com o que o filhinho do Jair, "deputado" Eduardo Bananinha Bolsonaro, fugitivo nos EUA há meses, arranque de raiva os últimos fios de cabelo de sua calva. Já seu pai criminoso, dodoizinho em prisão domiciliar há dois meses e ornamentado com tornozeleira eletrônica, bota os bofes para fora em meio a crises de soluços e vômitos.  Arghhh.

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Bolsonaro a caminho das quatro linhas... do cárcere

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Bolsonaro e demais réus do dito “núcleo crucial” da investida golpista saem da fase do interrogatório e ficam mais próximos da necessária condenação.

Com o encerramento do interrogatório dos réus do “núcleo crucial” dos crimes de tentativa de golpe de Estado, na terça-feira, 10/6, a chamada fase de instrução do processo entra em reta final. Resta ainda o recurso a novas diligências, pelas defesas, como oitivas de citados nos depoimentos, que passarão pela avaliação do ministro Alexandre de Moraes, o relator do caso na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

A próxima etapa será a das alegações finais, que antecede a marcação do julgamento. A condenação ou absolvição do ex-presidente de extrema-direita, Jair Bolsonaro, e de seu círculo mais próximo, será dos ministros que compõem a Primeira Turma – além do relator, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux. Será a conclusão do processo sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), prevista para antes do término do ano, possivelmente entre setembro e outubro.

Além de Bolsonaro, foram ouvidos o coronel Mauro Cid – o ex-ajudante de ordens do ex-presidente que delatou a trama golpista; o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que, durante o governo Bolsonaro, comandou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin); o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; e os ex-ministros Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

Os interrogatórios não trouxeram novidades, mas revelaram a presença dos acusados em reuniões para discutir a chamada “minuta do golpe”. Fizeram também referências aos “considerandos” – a parte introdutória do documento golpista que seria usada para “justificar” as medidas antidemocráticas. Bolsonaro negou que tenha havido ações para um golpe, mas reconheceu que apresentou “hipóteses constitucionais” aos comandantes das Forças Armadas após perder as eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva e disse que debateu a instalação de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), contida no Artigo 142 da CF.

O depoimento de Mauro Cid foi o mais relevante, por reafirmar fatos da sua delação que apontam Bolsonaro no centro da trama golpista, confirmando elementos das tratativas, como depoimentos de testemunhas, anotações e mensagens das negociações. Quatro militares de alta patente – os generais Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e o almirante Almir Garnier dos Santos – nada apresentaram que contestasse a robustez das provas, que atestam o papel deles de “braço armado” da tentativa de soterrar a democracia brasileira.

O ex-presidente, por sua vez, encenou a pantomima de um réu acovardado. Rogou desculpas a ministros do STF, ridicularizou seus apoiadores, a quem chamou de “malucos” por terem clamado por “intervenção militar”, e bajulou o ministro relator, a quem sempre dedicou, anteriormente (em entrevistas e discursos em atos chamados pela extrema-direita), os piores adjetivos. Os autos indicam, inclusive, que Bolsonaro tinha conhecimento do famigerado plano “Punhal verde e amarelo” para assassinar o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Lula e o vice Alckmin.

Por isto, ao fazer o papel de bobo da corte e convidar Moraes, em tom de gracinha, para ser seu vice em 2026, Bolsonaro fez dois gols contra: legitimou a conduta do ministro relator e provocou estranheza e decepção nas fileiras de suas falanges neofascistas.

Encurralado pelos fatos, pelas provas e pela verdade, Bolsonaro incriminou-se, apesar de usar e abusar do surrado e furado argumento de que sempre atuou dentro das "quatro linhas” da Constituição. Admitiu que, sim, reuniu-se e apresentou aos comandantes do Exército e da Marinha “considerandos” – na linguagem dele – acerca do que poderia ser feito para reverter a derrota nas urnas. Em outras palavras: como impedir a posse da chapa vitoriosa nas eleições presidenciais de 2022. Selou, em juízo – essa é a verdade –, que apresentou a “minuta do golpe” a comandantes das Forças Armadas.

No interrogatório, transmitido ao vivo por vários canais de TV e pela internet, aos olhos da imprensa brasileira e internacional, da opinião pública nacional, pôde ser visto o irrestrito cumprimento do devido processo legal, o amplo direito de defesa. O processo como um todo, enfim, tem dimensão histórica e consequências políticas e jurídicas de alta relevância.

Golpes de Estado ou investidas com o fito de sepultar a democracia infestam a história da República brasileira. No geral, ao longo do tempo o golpismo foi premiado com a impunidade, com exercício ilegítimo de governos. A investigação, o processo penal, o julgamento e a rigorosa punição dos golpistas, com Bolsonaro à cabeça, fará um corte nesta nefasta tradição.

Até a sentença ser proclamada, a pressão da extrema-direita – inclusive estrangeira – e seus aliados contra o STF prosseguirá. Como se sabe, o filho do réu Bolsonaro, Eduardo, encontra-se nos Estados Unidos cometendo o crime de traição nacional, à medida que articula com autoridades do governo Trump ações atentatórias à soberania nacional, de ameaças a ministros do STF, em especial ao ministro relator.

Bolsonaro, consciente de que será condenado pelo rol de crimes que cometeu contra o regime democrático, já empreende uma barganha com as candidaturas à Presidência da República do campo da extrema-direita e da direita. O apoio do ex-presidente e de seu clã é condicionado ao compromisso de que será indultado (por um futuro presidente da extrema-direita), anistiado, caso seu projeto conquiste a vitória.

As forças democráticas e progressistas devem elevar suas ações e mobilizações em respaldo ao STF, no sentido de que o julgamento se conclua sem pressões ou intimidações de qualquer espécie, com a punição exemplar de Bolsonaro e demais golpistas.  E, ao mesmo tempo, voltar às ruas, com manifestações para desmascarar as mentiras da extrema-direita e fazer vencer a democracia em 2026.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

O trouxo-masoquismo de certos servidores na UFPR

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Estamos vindo de um tragicômico episódio de atos terroristas que extensamente depredaram as sedes dos três Poderes da República, em Brasília, no domingo de 8 de janeiro deste ano. Os crimes foram perpetrados em sua maioria por uma horda de uns 3 mil zés-manés, orientados por gente experiente e profissional nesse tipo de atividade deletéria, hipnotizados pelo delírio de “tomar o poder” na base da porrada e aguardar que militares fascistas golpistas das FFAA assumissem o comando, afastando Lula.

Deu chabu e os “patriotários”, como foram apelidados quem atendeu ao chamado golpista-terrorista, foram em boa parte presos, assim como alguns planejadores e financiadores da zorra toda. No dia de hoje está sendo apresentado pelo ministro da Justiça Flávio Dino um pacote de medidas visando prevenir ocorrências absurdas como as do dia 8/1.

Porém, não podemos deixar de voltar os olhos para nossa própria “paróquia” universitária, onde ainda pululam feito sapos cegados um punhado de servidores, docentes e técnicos, que ainda professam um estranhíssimo bolsonarismo, um curioso apreço e dedicação ao “mito” Jair Messias, que se escafedeu antes do fim de seu mandato, em 30/12/2022, e foi refugiar-se no estado norte-americano da Flórida, vivendo no bem-bom de uma mansão cedida pelo brutamontes do MMA José Aldo.

O trouxo-masoquismo
Impressiona ver como podem prosseguir como autênticos trouxas, talvez uns inconscientemente masoquistas, diversos trabalhadores da UFPR que cultivam feroz sentimento anti-esquerda e apego à linha ultradireitista de Jair Bolsonaro, de seu clã familiar e de sua quadrilha de acólitos (alguns deles também escondidos nos EUA, como o foragido blogueiro Alan dos Santos).

Esse cardume de lambaris acha de somenos importância estar há 7 anos sem qualquer recomposição salarial (períodos de Temer e Bolsonaro) em meio a uma inflação sem controle, e toda a asfixia financeira a que o criminoso desgoverno do despresidente corrupto submeteu a UFPR e todas as demais IFES, obrigando a suspender uma série de atividades de graduação, pós, pesquisa e extensão.

Chamamo-los de trouxo-masoquistas, sim. Merecedores de pena ou de desprezo, ou dos dois. Mas esses indivíduos pró-golpe, inimigos do Estado de Direito Democrático, já estão tomando as invertidas sob o novo Governo (de verdade) Lula III. Continuarão tomando, também dentro da UFPR, serão combatidos e desmascarados, até a derrota final do fascismo tupiniquim.

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Como desmoralizar um Exército

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A reportagem de capa do jornal americano Washington Post de 15/01 é uma página de vergonha para as Forças Armadas brasileiras, e desta vez não adianta dizer que é “propaganda esquerdista”.

Fernando Brito - Blog Tijolaço

Um extenso artigo de correspondentes do jornal norte-americano, além de relatar fatos e retratar personagens do arremedo de Capitólio em Brasília, domingo passado (08/01), afirma com todas as letras que comandantes militares brasileiros impediram que a polícia detivesse depredadores no acampamento bolsonarista montado à frente do Quartel General do Exército, inclusive colocando linhas de tropa e tanques para proteger os remanescentes da horda que atacou a Praça dos Três Poderes.

No seu depoimento à Polícia Federal, o ex-comandante da PM do Distrito Federal, coronel Fabio Augusto, diz que foi impedido, por três vezes, de desmontar o acampamento golpista por autoridades do Exército.

Poderia ter sido uma simples dispersão, mas virou o desgaste de uma prisão em massa de personagens tragicômicos.

As Forças Armadas, que poderiam ter escapado incólumes da desgraça em que foram metidas pelo golpismo bolsonarista, talvez apenas com uma declaração de fidelidade à Constituição e de respeito às decisões do poder civil e ao Judiciário estão se deixando conduzir a uma situação em que tudo só fica mais prejudicial à imagem e ao respeito à instituição militar, aqui e lá fora.

E não é de agora, é desde que resolveram aceitar o papel de “auditoria das eleições” que lhes deu Jair Bolsonaro.

Ao colocar – e sustentar – José Múcio Monteiro no Ministério da Defesa, Lula abriu caminho para que as Forças Armadas saíssem, de forma digna e organizada, do beco sem saída em que tinham sido levadas pela associação com um aventureiro como Bolsonaro.

Há semanas que relutam em se reposicionar. E as baixas em sua credibilidade só vão se acumulando.

Autor do plano do Golpe - todos sabem quem

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Há muita gente para ser responsabilizada pelos atentados do 8 de janeiro em Brasília. Mas uma atenção especial deve ser dada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Por Luis Felipe Miguel, em sua página de Facebook

Foragido para os Estados Unidos desde o penúltimo dia do ano passado, ele tem reeditado seu comportamento costumeiro, que é falar pouco e sempre de maneira ambígua.

O capitão é covarde. Não assume a responsabilidade pelas suas decisões, o que prova que não é feito da matéria dos líderes políticos.

Ontem, na Flórida, Bolsonaro tentou se distanciar do 8 de janeiro.

Disse um protocolar “lamento” e classificou como “inacreditável”. Uma frase, seguida de um “mas” que justificava os vândalos.

Na semana passada, em vídeo que postou e logo apagou, o apoio aos golpistas era explícito. Assim como no discurso de sua tropa de choque.

Está cada vez mais claro que o plano do novo golpe contra a democracia brasileira partiu de Bolsonaro e de seu círculo íntimo.

Não é só deixar seus apoiadores fanáticos tocarem o terror, literalmente, julgando que isso lhe beneficiaria politicamente.

Nem é só se negar a reconhecer a legitimidade do resultado eleitoral, falando expressamente em uma inexistente fraude, gerindo suas redes sociais como se ainda estivesse no cargo, perorando repetidas vezes sobre “não perder a esperança” para seus seguidores derrotados – um verdadeiro apito de cachorro.

Isso já seria suficiente para indiciá-lo, por ter cometido, desde o exercício da presidência, crimes contra o Estado democrático de direito.

Mas a hoje infame minuta de golpe encontrada com Anderson Torres indica que é muito mais. Não se trata apenas de estimular o caos e deixar rolar para ver o que acontece.

Eles buscaram o caminho para a manutenção do poder pela força.

Permitir que a subversão da democracia fique impune é estimular que ela se repita. É imperioso processar e punir Bolsonaro e seus próximos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

O covarde

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É claro que os incendiários e depredadores que estão sendo presos – e custou… – devem responder por seus atos, porque a lei é para todos (e parece que, hoje, a direita “esqueceu” da frase que endeusava nos tempos da Lava Jato).

Fernando Brito - Blog Tijolaço

Mas é impossível deixar de pensar que umas porções de idiotas fanatizados estejam começando a pagar pelos seus crimes e o chefe, o inspirador e o propagandista do golpismo tenha viajado, à custa do dinheiro público - que falta para os serviços mais básicos à população -, para um alegre período de férias nos Estados Unidos, no qual certamente vai recolher recursos da direita internacional para financiar a reorganização do mesmo tipo de ataque à democracia que, a duras penas, está sendo desbaratado aqui.

Por diversas vezes, no blog, alertei para o que se desenhava com esses fanáticos dos acampamentos diante de quarteis, um movimento do tipo Jim Jones, o fanático que levou ao suicídio coletivo de mas de 900 fanáticos no final dos anos 70.

Errei.  

Jones morreu junto a seus fanáticos, não se sabe se assassinado ou por suicídio. Já Bolsonaro assiste de longe à desgraça de seus seguidores, que conduziu de uma vida apenas medíocre e estúpida para uma desgraça que arruinará a eles e às suas famílias.

Não se pode ser leniente com eles, porque a selvageria a que desceram não é tolerável na democracia, porque a democracia implica aceitar o que as urnas disseram.

Muito menos, porém, se pode ser tolerante com os que construíram o despenhadeiro em que se jogaram, seja pelo poder, seja pelas vantagens que os levaram a permitir e estimular o precipício do qual se julgam no direito de escapar.

A começar pelo covarde que agora, em meio ao uivos de suas hordas em desmanche, desfruta de tranquila temporada na Flórida.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Sede do STF por ser invadida por pelotão bolsonarista em 7/9

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O vídeo acima mostra comentários e cenas da invasão do Capitólio dos EUA (sede do Congresso nacional), por parte de hordas de loucos supremacistas brancos, vários ligados a grupos neonazistas, em 6 de janeiro do ano passado.  O político de extrema-direita Donald Trump - ídolo de Bolsonaro - não conseguiu se reeleger, passou a denunciar fraude eleitoral(*) e concretamente conclamou seus apoiadores a impedirem a posse do legitimamente eleito Joe Biden.

Juízes, as Forças Armadas e outras forças de segurança, os congressistas e a ampla maioria do povo dos EUA rejeitaram o golpismo de Trump e essa invasão tresloucada, a qual teve saldo de cinco mortos. E parte dos imbecis invasores neste momento está puxando cana. Trump foi banido das redes sociais.

No Brasil, o despresidente miliciano, genocida e corrupto, estoura a paciência de todos com sua repetitiva arenga de que age e quer agir "dentro das quatro linhas da Constituição".  

Ao mesmo tempo em que mente dessa forma, declara coisas no sentido contrário e toma atitudes idem.  Sua  convocação ativa - e ainda se valendo de recursos públicos para uma manifestação política só do interesse dele e de seus seguidores no feriado de 7 de setembro - tem nítido sentido de ameaça de ruptura da institucionalidade.

Objetivamente, e só um completo tolo negaria, Bolsonaro busca a desordem e o caos social, torcendo para que setores das Forças Armadas realizem algum tipo de intervenção "em nome da lei e de ordem" (desrespeitadas por ele) que permita decretar um estado de sítio ou coisa similar, e disto para a suspensão da eleição de 2022, que ele sabe que vai perder. 

E, uma vez perdendo e deixando de ser 'presidente', possa logo em seguida ser preso pela imensa lista de crimes que vem praticando desde janeiro de 2019. Tanto ele quanto seus filhinhos corruptos queridos estão sob alto risco de verem o sol nascer quadrado de 2023, se já não prenderem por esses dias o próprio vereador Carlos Bolsonaro, cujo rolo com "rachadinhas (crime de peculato) está bem caracterizado.

Politicamente cada vez mais isolado, desesperado e cheio de ódio, o miliciano da despresidência incita sua turba de zumbis descerebrados a partirem para cima do poder legislativo federal e, em especial, do STF e TSE.  Já em 2020, uma doida bolsonarista chamada Sara Winter organizou um "pelotão" chamado de os "300 do Brasil", que foi para a frente do Congresso e depois, à noite, diante da sede do Supremo Tribunal Federal (STF) atirou uma saraivada de fogos de artifício.

Logo, com todos esses ingredientes explosivos, não é "Hellmann's Trip"(**) supor que, do meio da zumbizada bolsotária radicalizada, surja um pelotão organizado que, planejadamente, invada a sede do STF em Brasília e lá se entrincheire, exigindo que o Senado remova os juízes Alexandre de Moraes e Luís Barroso. E sabe-se lá mais o quê.

O que é isso?  Crime. Com determinação de detenção para todos os envolvidos no acinte antidemocrático.  Idealmente, a começar do próprio despresidente.

A conferir em 7 de setembro.  Lutemos em defesa da democracia contra o putsch (sublevação, golpe de força) neonazista brasileiro. E para por fim, de vez por todas, o quanto antes se possível, ao desgoverno bolsonarista, o pior de toda a história da República.

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(*)A eleição nos EUA, acusada de fraudada por Trump, é com voto de papel.

(**)Uma anglogíria para outra gíria: "viagem na maionese".

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Militares sinalizam que Bolsonaro sai do poder apenas se quiser

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A divulgação da nota de repúdio das Forças Armadas contra o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), entrará para a história como o momento em que o novo autoritarismo atravessou o Rubicão dos pudores políticos para golpear de vez a democracia.

Por Vinicius Rodrigues Vieira(*) - Portal UOL - 08/07/2021

Que os fardados já tinham se tornado os senhores da República sob o atual governo era evidente. No entanto, apenas nesta quarta-feira (8) ficou claro que os comandantes militares estão dispostos a tudo para manter Jair Bolsonaro na presidência.

Isso porque a CPI já demonstrou ter arsenal suficiente para atingir o coração do Planalto. Ao intimidar Aziz e distorcer suas críticas pontuais a maus militares, os comandantes não apenas sinalizam que se pretendem intocáveis, imunes a investigações e, portanto, ao império da lei. Eles indicam que o próprio governo Bolsonaro é intocável. Qualquer acusação de corrupção contra a atual administração seria golpismo, coisa de comunista.

Você não leu errado, caro leitor, cara leitora. Depois de 30 anos da dissolução da União Soviética, nossos militares ainda operam com a mentalidade da Guerra Fria. Causa espécie ler no Correio Braziliense reportagem que relata o temor de militares ao verem imagens dos protestos contra Bolsonaro [do dia 3/7, como no vídeo abaixo], associando-os a um suposto perigo comunista. Cuba e Coreia do Norte não fazem sequer cócegas em nós. A China dita comunista não representa tal doutrina senão um exemplo bem-sucedido de Capitalismo de Estado sob estrito autoritarismo.


Portanto, se há um espectro autoritário rondando o Brasil há anos, não é um fantasma de esquerda. Trata-se, sem dúvida, do espírito de porco do fascismo, encarnado no desrespeito a minorias e na deferência a um Estado-forte a serviço de corporações como militares e juízes, nos subsídios a grupos econômicos escolhidos a dedo em troca de apoio político.

O brasileiro médio é demasiadamente conservador para aceitar uma suposta ditadura comunista, mas suficientemente estatista para acolher um regime autoritário com traços de extrema-direita. Foi assim com o Estado Novo e com a Ditadura Militar.

Será assim com o bolsonarismo? Tudo indica que sim, pois, se os comandantes militares ousam intimidar um representante do povo e ficam impunes, o que não farão no dia em que Bolsonaro agarrar-se-á à cadeira presidencial sob o argumento de que as eleições de 2022 terão sido fraudadas? Na prática, as Forças Armadas não estão divididas, mas convergem para um autoritarismo de direita - como já argumentei neste espaço, um bolsochavismo.

Até ontem, eu acreditava que os militares atuariam apenas como fiadores de qualquer um que possa ser eleito em 2022 - Lula inclusive. Este, assim como qualquer eventual inquilino do Planalto nos anos vindouros, terá de se sujeitar à tutela dos fardados ou encarar uma constante instabilidade institucional. Depois da nota de quarta-feira, tenho certeza de que não apenas os militares, mas seu consórcio com o bolsonarismo, vieram para ficar com muito leite condensado, picanha e pensões para a prole.

Por falar em prole, melhor eu parar por aqui porque tenho família. Não ambiciono ser alvo de um inquérito por ofender a honra das Forças Armadas - se bem que não há honra a ser ofendida quando já se está despido dela.
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(*) Vinícius Rodrigues Vieira é doutor em Relações Internacionais por Oxford e professor na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e na FGV.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Operação Lava Jato vai a júri popular nesta sexta-feira, 11 de agosto

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A Frente Brasil de Advogados pela Democracia no Paraná, acompanhada e apoiada por numerosos movimentos sociais, ativistas e intelectuais do estado, realizará nesta sexta-feira, 11 de agosto, o "Tribunal Popular da Lava Jato".  

Serão debatidos prós e contras acerca dessa polêmica Operação que, na origem, proclamava apenas investigar atos de corrupção na Petrobras, punindo TODOS os envolvidos, mas que, no curso de suas atividades, revelou-se como processo político que contribuiu para a realização de um golpe no país contra uma presidenta legitimamente eleita, e de criminalização apenas da esquerda.  Sem contar os diversos abusos e ilegalidades cometidos por seu personagem mais badalado, sérgio moro, que foi ao mesmo tempo "juiz" e promotor contra os acusados, notório apreciador da inversão do princípio jurídico basilar da presunção de inocência.

Com a presença de personalidades do mundo jurídico nacional, as atividades transcorrem durante toda a sexta-feira, a partir das 08h30, na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sintracon), na rua Trajano Reis, 538, próximo ao Cemitério Municipal de Curitiba.  O credenciamento dos interessados se inicia às 07h30.  O Tribunal propriamente dito deve ser aberto às 13 horas.

Veja neste link a programação completa e detalhada.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Temer libera R$ 13 bi para salvar a pele e corta verba de universidades e pesquisas científicas

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De um lado, o presidente da República, Michel Temer, liberou mais de R$ 13,4 bilhões em emendas parlamentares e outros benefícios para se livrar da denúncia de corrupção. Do outro, o mesmo governante cortou drasticamente investimentos nas bolsas de estudo para universidades e estudantes em geral.

Por Eduardo Reina, no site DCM

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI) cortou as bolsas de estudos para o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), para doutorado, mestrado, pós-doutorado, produção em pesquisas, entre outros estudos, além de diminuir muito o orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Cerca de 90 mil bolsistas e 20 mil pesquisadores poderão ser prejudicados pela interrupção dos pagamentos. O corte no investimento faz parte do plano de contingenciamento de verbas do governo Temer.

O orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia sofreu restrição de 44% no seu valor inicial para 2017. Tornou-se o menor orçamento em pelo menos 12 anos. A pasta recebeu para este ano verba de R$ 2,8 bilhões.

Foi um corte de R$ 2,2 bilhões nos cerca de R$ 5 bilhões de fundos que o governo federal havia prometido para a ciência brasileira.

De acordo com Leila Rodrigues da Silva, pró-reitora de pós-graduação e pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o programa de bolsas de iniciação científica e tecnológica é uma iniciativa única no mundo na formação de alunos de graduação, preparando gerações de pesquisadores e contribuindo para a soberania nacional.

Através do incentivo das bolsas de estudo, os estudantes beneficiários têm a oportunidade de obter treinamento avançado em laboratórios de pesquisa, preparo para carreiras inovadoras, e inserção na pós-graduação.

Toda a situação financeira para 2017 no setor ficou ainda pior com as alterações realizadas na Lei Orçamentária Anual (LOA), sancionada por Temer em dezembro do ano passado.

Isso porque antes a garantia de financiamento dos projetos científicos era dada pelo próprio Tesouro Nacional.

Com a mudança na LOA, os investimentos passaram a ser considerados “recursos condicionados”, sem garantia concreta de transferência. Assim, qualquer repasse suplementar depende de aprovação prévia do presidente.

O CNPq, agência do Ministério da Ciência e Tecnologia, aponta que sua missão é “fomentar a Ciência, Tecnologia e Inovação e atuar na formulação de suas políticas, contribuindo para o avanço das fronteiras do conhecimento, o desenvolvimento sustentável e a soberania nacional”. Imagine se não fosse.

E tem como objetivo “ser uma instituição de reconhecida excelência na promoção da Ciência, da Tecnologia e da Inovação como elementos centrais do pleno desenvolvimento da nação brasileira”.

Criado em 1951, o CNPq desempenha papel primordial na formulação e condução das políticas de ciência, tecnologia e inovação. Sua atuação contribui para o desenvolvimento nacional e o reconhecimento das instituições de pesquisa e pesquisadores brasileiros pela comunidade científica internacional.

O PIBIC é um programa do CNPq, que oferece hoje bolsas de estudo de R$ 400 por mês para estudantes desenvolverem pesquisas científicas nas mais diversas áreas.

Essas bolsas são concedidas diretamente às universidades, que fazem a seleção dos projetos dos pesquisadores interessados em participar do programa.

Esse programa existe desse os anos 1980, e agora sofre corte profundo, que praticamente suspende o início de novas pesquisas e dificulta as em andamento.

O PIBIC arca com milhares de estudos em várias universidades públicas e particulares em São Paulo. É responsável pela concessão de cerca de 50% das bolsas de iniciação científica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Avaliamos que há um projeto político em curso, que se concretiza em um ataque e desmonte da Ciência e da Universidade pública no Brasil, que acarretará prejuízos inestimáveis para toda a sociedade. Repudiamos os cortes anunciados no orçamento do CNPq, compreendendo que estes inviabilizam a existência da própria agência e o futuro do país”, afirma Leila Rodrigues da Silva, Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Leila informa que a instituição recebeu a informação de que a partir de setembro as verbas para todas as bolsas de estudos estarão suspensas. 

Entre 2001 e 2013, o PIBIC aumentou o número de bolsas de 14,5 mil para 24,3 mil.

Isso representou crescimento de 67%. Depois, anualmente a quantidade subiu bastante. Já o total de bolsas para todos os segmentos de estudos e pesquisas – doutorado, mestrado, pós-doutorado, produção em pesquisa científica, entre outras áreas – caiu vertiginosamente de 219 mil em 2014 para pouco mais de 80 mil nos sete primeiros meses de 2017.

Importante ressaltar que, em maio de 2016, o governo Temer havia anunciado o fim do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Mas depois foi realizada uma reorganização das pastas e o MCTI acabou unido ao Ministério das Comunicações.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Por que moro é um impostor

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As coisas devem ser chamadas pelo nome. O juiz sergio moro não passa de um impostor em pelo menos alguns dos significados que o dicionário Houaiss atribui a este vocábulo: “que ou quem é cheio de si, soberbo; vaidoso; que ou quem se aproveita da credulidade e da ignorância de outrem para ludibriá-lo; hipócrita.”

Por Joaquim Xavier, no site Conversa Afiada

Sua primeira sentença contra o ex-presidente Lula, a réplica aos advogados de defesa e o bloqueio de bens de Lula comprovam inapelavelmente como as definições lhe cabem como uma luva.

Vamos aos fatos. O impostor de Curitiba gastou centenas de parágrafos para condenar o maior líder popular do país sem uma única prova cabal. O desvario da peça acusatória foi demonstrado por especialistas de todas as partes do planeta. Basta um passar de olhos em sites da imprensa nacional e internacional.

Ele decidiu condenar Lula porque tem convicção de que ele é culpado. Na cabeça deste cidadão travestido de magistrado, sua certeza basta. O soberbo e vaidoso considera-se acima de tudo: da lei, das evidências, dos fatos. Produto de seus delírios, na mesma sentença, contudo, o aprendiz de celebridade usa critérios totalmente diferentes para justificar o vazamento de uma conversa reservada entre Lula e Dilma - este sim um crime comprovado.

O inquisidor curitibano conhecia a ilegalidade do grampo. Mesmo assim, vazou sua delinquência para páginas e telejornais escolhidos a dedo. Mas, neste caso, o rapaz cheio de si atribui o seu próprio crime confesso a uma rotina de “erros e acertos comuns no judiciário”. É o caso de imaginar a recepção reservada a moro caso tivesse coragem de defender sua cantilena em penitenciárias onde se amontoam milhares de vítimas de penas injustas e retardamento de alvarás de soltura, além de inocentes injustamente trancafiados.

O abuso da credulidade e ignorância alheias, bem como a hipocrisia, aparecem por inteiro na réplica aos argumentos dos advogados. Mais importante que tudo, moro admite por escrito que os crimes atribuídos a Lula não têm nenhuma conexão com atos ilícitos na Petrobras. Faz isto pela absoluta impossibilidade de provar a troca de um apartamento por favores concedidos a uma empreiteira prestadora de serviços à estatal. Pois bem: se não há conexão entre os dois fatos, como falar em corrupção passiva? Houaiss explica.

Mas como qualquer sujeito cheio de si, soberbo, vaidoso, mentiroso, o impostor moro não se detém. Mergulhado na própria ficção, resolveu bloquear os bens de Lula. Não basta tentar desmoralizar o ex-presidente, humilhá-lo. É preciso surrupiar seus bens e, se possível, lançar Lula à miséria material. Deixá-lo vivo, deve achar o “juiz”, já está de bom tamanho.

Não fosse aqui o Brasil, seria inacreditável ver um impostor deste tamanho se arvorando em paladino do Direito que ele só faz pisotear.

E o silêncio escandaloso de órgãos como o Conselho Nacional de Justiça e o Supremo Tribunal Federal explicam por que o Judiciário nacional afunda sem parar na falta de credibilidade geral.

terça-feira, 7 de março de 2017

UFPR convida sociólogo tucano para falar merda no teatro da Reitoria

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É, pessoal, a tal "pluralidade" de tratamento já começa a dar seus frutos neste começo de gestão da UFPR.  No dia 9, quinta, a UFPR convida o conhecido sociólogo tucano Bolívar Lamounier (foto ao lado) para fazer uma doutrinação, digo, palestra, aos incautos que forem ouvir sua preleção sobre como foi bom ter havido um golpe que derrubou uma presidenta honesta e gerou este lindo caos em que todos sofremos, inclusive a Universidade Pública.

Quem homizia e media a tal palestra do tucanão é nada menos que um dos pró-reitores da gestão Ricardo Marcelo, o professor Marcos Cavalieri.  E ainda chamaram um jornalista, um certo João Villaverde, que escreveu um livro explicando as supostas "pedaladas fiscais" de Dilma, motivo alegado de sua deposição do governo.

Este Blog, decididamente a favor da democracia e contra o golpe, repudia essa atividade no teatro da Reitoria.  Que os participantes se fodam bem.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O assassinato de Dona Marisa

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A morte de Dona Marisa Letícia não foi natural. Ela foi sendo assassinada aos poucos por um conluio, cujo pilar foi a mídia tradicional com destaque ultraespecial às Organizações Globo, à grande maioria do Judiciário envolvido nas investigações da Lava Jato e a uma classe política corrupta que se lambuzou em acusações sem provas contra ela e sua família.

Por Renato Rovai, em seu Blog

Dona Marisa Letícia sempre foi uma mulher simples, mas não simplória como alguns idiotas imaginavam.

Fui o primeiro jornalista a entrevistá-la com destaque para uma publicação, ainda em 1989, quando Lula disputava sua primeira eleição presidencial.

Naquele momento, Dona Marisa era motivo de chacota porque o também candidato Paulo Maluf havia dito algo como: o Lula não pode ganhar a eleição porque a Dona Marisa não vai conseguir lavar todas as janelas do Palácio do Planalto.

Na entrevista, evidentemente, toquei no assunto. Dona Marisa riu e respondeu: "não tem problema, se eu não der conta eu chamo a dona Sylvia [Maluf] para me ajudar". E riu de forma gostosa.

Dona Marisa sempre teve importância fundamental nas decisões que Lula tomava. Quando o bicho pegava, o baiano, como é conhecido no ABC, recorria a ela.

A vida dela nunca foi fácil, mas há gente mais informada para falar sobre isso. Mas nos últimos anos ela foi achincalhada e investigada, junto com Lula e os filhos, como poucos na história do Brasil.

E qual a conclusão das investigações até o momento? Que ela comprou dois pedalinhos para os netos, visitou um apartamento no Guarujá que decidiu não comprar e que ela também fala palavrões.

Aliás, só descobrimos os seus palavrões porque de forma canalha e ilegal, o juiz Sergio Moro permitiu vazamento de uma conversa privada entre ela e seu filho. E a imprensa inteira, com destaque para o Jornal Nacional, usou o áudio a exaustão para constrangê-la e humilhá-la.

Dona Marisa mandava os paneleiros enfiarem as panelas no cu. Aliás, sendo dona Marisa. Porque a galega era assim, direta e reta. Mas sem perder a ternura jamais.

Não fui seu amigo e nem divide intimidade com ela, mas tive a oportunidade de conviver um pouco mais com mais amiúde na campanha de Djalma Bom para prefeitura de São Bernardo do Campo, em 1992. A galega reunia mulheres, organizava caminhadas, discutia panfletos e criticava a campanha. Mas nunca se colocando como a esposa do Lula. Era só a dona Marisa.

Aliás, só a chamo ainda hoje de dona por saber que isso não a incomodava.

O fato é que o Brasil perde hoje uma figura decente, que nunca quis holofotes e que nunca pediu um carguinho em qualquer governo. Que não ficava badalando em colunas sociais, que não usava joias caras, que não fazia pose de intelectual. E que talvez também por tudo isso foi massacrada de forma vil por um bando de canalhas liderados pelas Organizações Globo. E por um juiz que será julgado pela história por ter divulgado um áudio de uma conversa privada desta mulher e que não tinha qualquer relação com o processo que investigava.

Eles podem dizer o que quiserem. Eles podem tentar uma cobertura midiática menos indecorosa. Mas eles não vão poder escapar do óbvio, Dona Marisa foi sendo aos poucos assassinada por essa turma.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Xadrez da delação e a dança dos mineirinhos

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Por Luis Nassif, no Jornal GGN


Peça 1 – o assalto final ao país

Tem-se um presidente da República suspeito de corrupção. Seu preceptor maior – ex-deputado Eduardo Cunha – já está preso. Se receberem o mesmo tratamento dado a Cunha, seus dois lugares-tenentes – Ministro Eliseu Padilha e Secretário Moreira Franco – também irão para a prisão.

Nos últimos tempos, no entanto, esse grupo abaixo de qualquer suspeita, colocou em prática as seguintes medidas, tentando desesperadamente acumular poder para impedir a marcha dos processos:

1. Assumir o controle geral das definições de produtos de conteúdo nacional para as compras públicas, colocando de lado os técnicos do BNDES e Finep. Empresa que quiser ter seu produto enquadrado, terá que beijar as mãos do grupo.

2. Colocar sob seu controle as decisões de investimento do FAT (Fundo de Amparo do Trabalhador), afastando o conselho que define as políticas de investimento. Os dois grandes especialistas do grupo em FAT eram Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima.

3. Flexibilizar as datas de reajuste de medicamentos e submeter as propostas a um grupo restrito de ministros, deixando de lado os escalões técnicos.

4. A antecipação das licitações do pré-sal, sem uma explicação plausível.


Em relação aos chamados interesses nacionais, a cada dia que passa o jogo de desmonte se acelera mais:

1. A proibição de empresas nacionais nas licitações para a conclusão dos trabalhos da Comperj (https://goo.gl/yJkIII).

2. A decisão da Aeronáutica de contratar empresas norte-americanas para serviços de sensoriamento remoto por satélite, por ordem da Casa Civil, de Eliseu Padilha (https://goo.gl/W0kVxq).

3. A plataforma desenvolvida pelo Exército contra guerra cibernética. A plataforma serve Itaipu, Angra e outras áreas críticas. Se, no bojo da cooperação com autoridades norte-americanas, a senha do sistema for exposta, deixará vulnerável as principais áreas críticas do país.

4. Os riscos de paralisação do Prosub – o programa de construção de submarinos nucleares, essencial para a defesa do pré-sal.

5. O controle direto dos EUA sobre os trabalhos da Embraer, a pretexto de fiscalizar a implantação do sistema de compliance (https://goo.gl/0JYi7H).


Para ganhar tempo e consumar o saque, estão oferecendo em pagamento:

1. O desmonte do Estado.

2. Uma reforma da Previdência mais severa que a mais severa reforma em país europeu.

E aí esse símbolo máximo da liberalidade política brasileira, um Presidente suspeito até a tampa indicando o juiz que participará do seu julgamento.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Boulos e o guarda da esquina do AI-5

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Em dezembro de 1968, quando o Brasil ingressava na noite do AI-5, que abriu a fase de terror da ditadura militar, o vice-presidente da República Pedro Aleixo produziu uma frase insubstituível sobre a capacidade dos regimes de exceção transformarem a vida do país numa baderna institucional. 

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Justificando seu voto, o único contrário ao AI-5, Pedro Aleixo explicou com a elegância possível na hora que a partir daquele instante a vida política iria se transformar num vale-tudo de atos violentos, sem qualquer amparo constitucional:

- Não tenho nenhum receio em relação ao presidente. Tenho medo do guarda da esquina.

Trinta e nove anos depois, período em que o país enfrentou uma sequencia de barbaridades que não é preciso recordar, a profecia voltou a se materializar na manhã de hoje. Vestindo uniformes cinzentos da PM paulista, um guarda da esquina de 2017 - o termo não tem caráter ofensivo, apenas se refere a um grau na hierarquia das forças responsáveis pela segurança pública - deu ordem de prisão para Guilherme Boulos, líder do MTST, que tentava negociar a retirada de 700 famílias que ocupavam um terreno em São Matheus, na periferia de São Paulo. Então está combinado.

Num país onde a moradia popular é uma tragédia, agravada pela decisão do governo Michel Temer em esvaziar o "Minha Casa, Minha Vida", a única providência que ocorre às autoridades do governo Geraldo Alckmin, o estado com o maior PIB do país, é prender uma liderança que procurava uma saída negociada para o futuro de alguns milhares de pessoas sem casa e sem amparo. "Cometem a violência de despejar 700 famílias e eu é que sou preso por incitar a violência", reagiu Boulos, a caminho da delegacia.

A criminalização de movimentos populares é uma das primeiras estratégias para a construção de toda ditadura. Rebaixando o debate de assuntos obviamente políticos, procura-se retirar a legitimidade de de quem está submetido a uma situação de absoluta destituição de direitos, sem outro meio de negociação além da mobilização. No país de hoje, a prisão de Boulos é uma forma de intimidar e demonstrar força, semelhante a invasão exibicionista da Escola Florestan Fernandes, do MST.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O "professor" da UFPR e "juiz" Moro é réu na ONU

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O Cafezinho foi parar na capa da Veja. Felizmente, não é para falar bem do blog. Se assim o fosse, seríamos suspeitos, aí sim, de sermos farsantes. Como é para falar mal, então estamos bem. Continuamos sendo um blog “sujo” e honesto.

Por Miguel do Rosário, no Blog O Cafezinho

A matéria da Veja é um post encomendado pelo consórcio de golpistas e corruptos que tomaram o poder, para blindar Sergio Moro, o heroi dos coxinhas e eleitores de Bolsonaro.

O autor tenta rebater post do Cafezinho que informa o óbvio: Sergio Moro está sendo investigado pela Organização das Nações Unidas. É réu, portanto.

A Veja diz que a aceitação da denúncia foi “mera formalidade”. Ora, pode-se dizer o mesmo acerca da aceitação de qualquer denúncia em qualquer instância.

Ser réu é isso mesmo: uma formalidade.

Réus não são culpados. O consórcio golpista é que incendiou o vocabulário jurídico, com vistas a dar peso às suas calúnias: daí, denunciado, réu, investigado se tornaram sinônimos de bandidos. Não são. Às vezes são inocentes.

Não é o caso de Sergio Moro, um dos mais perigosos delinquentes políticos da história brasileira.

Sergio Moro é réu na ONU, sim, e também é réu num tribunal muito mais severo, o da história.

Ministro Barroso do STF defende ensino pago na Universidade Pública

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Na virada do ano, um ministro do STF, Luís Roberto Barroso, defendeu um novo modelo para o ensino superior público brasileiro, baseado no financiamento privado. Barroso propôs isso num evento da Fundação Estudar, que pertence ao bilionário Jorge Paulo Lemann, dono da AmBev e tido como o homem mais rico do Brasil (fortuna de US$33 bilhões).

Segundo matéria do jornal Estado de S. Paulo, o juizão do STF golpista considera que "a universidade pública no Brasil custa muito caro e não dá um retorno proporcional para a sociedade. Ele defendeu um modelo parecido com o que existe nos Estados Unidos, onde as universidades precisam se autofinanciar, incluindo com doações."  Complementou o golpista: "Precisamos de um modelo que seja público nos propósitos e privado no financiamento."  Leia-se nas entrelinhas: com alunos também pagando para estudar.

Parece que rapidamente voltamos a 1968, quando a ditadura militar tentou implantar cobrança de mensalidades nas Universidades Públicas, mas enfrentou tenaz resistência do movimento estudantil, como no famoso episódio da tomada da Reitoria da UFPR (14 de maio de 1968).

E então, magnífico reitor da UFPR?  O que tem a comentar sobre seu colega de área jurídica?  Isso saiu da boca pra fora do juiz Barroso ou será para valer?  Nada a comentar?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Temer, o traíra usurpador, é unanimidade nos cemitérios de Curitiba

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O ilegítimo Michel Temer foi “prestigiado” na madrugada deste Ano Novo, em Curitiba, com sinistras pichações em muros de cemitérios da cidade: “Entra Temer [e Richa]”.

As inscrições que convidam o Tinhoso e o tucano para “ficarem” em paz foram percebidas nos cemitérios Abranches, Municipal, Protestante e Água Verde.

A autoria das pichações desejando ‘a paz dos cemitérios ao golpista’ foi reivindicada pelo grupo militante de esquerda “As Panteras Marxistas”.

Nota do Blog: as pichações convidando o usurpador a 'ficar' no cemitério estariam sendo vistas em outras cidades.
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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Moro vai acabar na fogueira

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O húngaro George Pólya, um matemático sensato, o que é uma raridade, nos sugere ataques alternativos quando um problema parece ser insolúvel.

Por Rogério Cezar Cerqueira Leite(*)

Um deles consiste em buscar exemplos semelhantes paralelos de problemas já resolvidos e usar suas soluções como primeira aproximação. Pois bem, a história tem muitos exemplos de justiceiros messiânicos como o juiz Sergio Moro e seus sequazes da Promotoria Pública.

Dentre os exemplos se destaca o dominicano Girolamo Savonarola, representante tardio do puritanismo medieval. É notável o fato de que Savonarola e Leonardo da Vinci tenham nascido no mesmo ano. Morria a Idade Média estrebuchando e nascia fulgurante o Renascimento.

Educado por seu avô, empedernido moralista, o jovem Savonarola agiganta-se contra a corrupção da aristocracia e da igreja. Para ele ter existido era absolutamente necessário o campo fértil da corrupção que permeou o início do Renascimento.

Imaginem só como Moro seria terrivelmente infeliz se não existisse corrupção para ser combatida. Todavia existe uma diferença essencial, apesar das muitas conformidades, entre o fanático dominicano e o juiz do Paraná  - não há indícios de parcialidade nos registros históricos da exuberante vida de Savonarola, como aliás aponta o jovem Maquiavel, o mais fecundo pensador do Renascimento italiano.

É preciso, portanto, adicionar um outro componente à constituição da personalidade de Moro - o sentimento aristocrático, isto é, a sensação, inconsciente por vezes, de que se é superior ao resto da humanidade e de que lhe é destinado um lugar de dominância sobre os demais, o que poderíamos chamar de "síndrome do escolhido".

Essa convicção tem como consequência inexorável o postulado de que o plebeu que chega a status sociais elevados é um usurpador. Lula é um usurpador e, portanto, precisa ser caçado. O PT no poder está usurpando o legítimo poder da aristocracia, ou melhor, do PSDB.

A corrupção é quase que apenas um pretexto. Moro não percebe, em seu esquema fanático, que a sua justiça não é muito mais que intolerância moralista. E que por isso mesmo não tem como sobreviver, pois seus apoiadores do DEM e do PSDB não o tolerarão após a neutralização da ameaça que representa o PT.

Savonarola, após ter abalado o poder dos Médici em Florença, é atraído ardilosamente a Roma pelo papa Alexandre 6º, o Borgia, corrupto e libertino, que se beneficiara com o enfraquecimento da ameaçadora Florença.

Em Roma, Savonarola foi queimado (figura que ilustra esta postagem). Cuidado, Moro, o destino dos moralistas fanáticos é a fogueira. Só vai vosmecê sobreviver enquanto Lula e o PT estiverem vivos e atuantes.

Ou seja, enquanto você e seus promotores forem úteis para a elite política brasileira, seja ela legitimamente aristocrática ou não.
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(*)Rogério Cezae de Cerqueira Leite, físico, é professor emérito da Unicamp e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia.  Artigo publicado na folha SP.