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sexta-feira, 25 de abril de 2025

A democracia universitária e formas de participação da comunidade nas decisões da UFPR

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O cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, já falecido, escreveu há cerca de 20 anos, o livro "O paradoxo de Rousseau - uma interpretação democrática da vontade geral", em que ele, muito tranquilamente, indaga ao leitor: a civilização humana já teria, passados mais de 2 mil anos desde as primeiras experiências ditas democráticas da Grécia Antiga, construído um modelo pronto e acabado de democracia? Categoricamente ele responde: não.

Não, não existe civilização, sociedade ou país sobre o qual se possa dizer: eis aí o modelo perfeito de funcionamento democrático. Isto ainda continua sendo uma construção histórica e não se pode com clareza prever quando se alcançará essa condição.

Com esta breve introdução, queremos chamar a atenção sobre a questão de que, numa instituição como a Universidade Pública, também se está perseguindo formas e ações que aprimorem a democracia interna universitária, e em regular contato com a sociedade extra-muros acadêmicos que a sustenta com seus impostos, assim como com o influxo anual de novos estudantes, além do ingresso de docentes e técnicos para as atividades-meio e finalísticas.

Também escrevemos isto a propósito da matéria publicada no site da UFPR, datada de ontem, intitulada "UFPR lança plataforma participativa". Esclarecendo do que se trata, escreve o redator Gabriel Maia:

"A Universidade Federal do Paraná lançou na última semana o "Participa UFPR", uma plataforma digital voltada à promoção da participação social e democrática na tomada de decisões institucionais. A ferramenta, baseada no software livre Decidim, já é utilizada em cidades como Barcelona, Nova York e Helsinque, além de universidades como a Université de Bordeaux, da França, e até pelo próprio Governo Federal, no Plano Nacional de Cultura.

A escolha pela plataforma Decidim se deu, entre outros fatores, por sua flexibilidade, ampla funcionalidade e, principalmente, por ser software livre, o que permite seu uso gratuito e a possibilidade de customizações futuras, conforme as necessidades da comunidade universitária."

Entendemos que a iniciativa deve ser saudada como mais um instrumento participativo - que se espera de mão dupla - entre comunidade e administração universitária, esta que toma e executa decisões. A aguardar como ocorrerá no concreto do dia-a-dia - e em especial quando se tratar da abordagem de temas polêmicos sobre rumos para a UFPR.

Recordamos, uma vez mais, que uma das críticas duras feitas pela oposição, em 2024, ao então Reitor Ricardo Marcelo em seu segundo mandato é que ele havia secundarizado o esforço pelo aprimoramento da democracia universitária e que algumas vezes lançava mão de expedientes monocráticos, pouco chamando os próprios conselhos superiores ao debate de temas da vivência da UFPR. Este Blog mesmo registrou da própria lavra essa crítica e assinalou que a própria Constituição brasileira de 1988 admite o emprego de recursos de consulta ampla como referendos e plebiscitos, os quais também podem ter oportunidade de uso adequado no seio da comunidade universitária para auscultar suas opiniões e sentimentos.

Esperamos, enfim, que a nova gestão na Reitoria, dos professores Marcos Sunye e Camila Fachin, levem efetivamente isso em conta e, ao cabo de quatro anos de gestão, se possa dizer que houve avanços no quesito democracia universitária.

terça-feira, 22 de abril de 2025

Uma Nota atravessada no processo democrático da Universidade Federal do Paraná

Um comentário:
Como editor deste Blog, que, vez em quando, comenta questões da política interna da nossa "paróquia" UFPR, tomei conhecimento da enfezada "Moção" do grupo Travessia, que se apresenta como um "coletivo sindical e popular". O documento irascível investe contra as ações da Comissão que organiza a eleição direta dos representantes dos TAE aos Conselhos Superiores da UFPR, em especial questionando o formato de composição de chapas disputantes das oito vagas do COPLAD, CEPE e CONCUR. Alega-se, entre outros esburacados argumentos, que não se promoveu nenhum tipo de "consulta" à base da categoria para auscultar como esta veria o processo eleitoral.

Ora, pois, a nota Travessista veio a público, via internet, no domingo de Páscoa (20/04). É de se achar curioso que, cerca de um ano e meio depois da última tentativa de renovar aquela representação nos Conselhos - a eleição feita em fins de 2023 foi anulada, por diversos problemas, pela Comissão Eleitoral de então (de outra composição, diversa da atual) - somente agora os Travessianos se manifestem exaltados contra mudanças no processo e nada houvessem expressado durante todo o ano de 2024, inclusive podendo sugerir algum tipo de "consulta à base" acerca da forma mais democrática de fazer a coisa. Ação que, com efeito, caberia mais propriamente ao sindicato.

Resvalam para o exagero em sua crítica ao dizer que a atual Comissão Eleitoral e Escrutinadora (CEE-2025) "modificou completamente" a eleição. Interpretação de texto no momento não parece ser muito o forte dos Travessianos.


Um processo de ampliação da representatividade
O formato novo aprovado na CEE visa a alguns objetivos: (1)sair do sistema  majoritário simples até então prevalente (há décadas) para indicar os conselheiros e permitir maior representatividade das diversas opiniões correntes nas bases dos TAEs, em vez de apenas um grupo de opinião preencher todas as oito vagas em caso de vitória de chapa completa; (2)dar chances a todos os TAEs, independentemente de participarem de algum grupo ou corrente política organizada do movimento, podendo fazer surgir novas lideranças; (3)assegurar a todas as chapas de duplas (titular/suplente) concorrerem em pé de igualdade pelo menos no plano institucional (com acesso a um espaço equitativo de divulgação de suas propostas no site da UFPR).

Se, mantido o método majoritário anterior, possivelmente duas a três chapas completas se inscrevessem; desta vez temos pedido de inscrição de 15 chapas de duplas, algumas delas com nomes novos se apresentando pela primeira vez ao sufrágio dos colegas. Longe de dividir, pulverizar ou enfraquecer a representação da categoria, segundo o delírio paranoide dos autores da Moção imagina, ter-se-á uma boa e interessante disputa pelas vagas.

A crítica ao sistema majoritário da eleição dos TAEs aos Conselhos já era lançada há uns 10 anos pelo menos por este Blog, que propunha sua troca pelo sistema proporcional, o realmente adequado para um tipo de parlamento universitário, como é cada conselho. Recorremos de novo ao exemplo da eleição anulada de 2023: a chapa (completa para as 8 vagas) venceu por apenas 12 (doze) votos e, se sua vitória fosse oficializada então, preencheria todas as vagas com pessoas de uma única corrente de opinião, enquanto a chapa que ficou em segundo, praticamente empatada, ficaria sem vaga alguma, subtraindo-se a sua opinião da presença nos Conselhos, de outro segmento também representativo dos TAE.

Comparando com as eleições gerais para a Câmara Federal, seria como, tendo o PL (partido do genocida inelegível) sido o mais votado, abocanhasse todas as 513 vagas de deputado/a e todos os demais partidos ficassem sem representação. Um absurdo completo.

Note-se então como tem força a chamada inércia diante de mudanças. É a este exercício de reação a uma alteração do Regimento Eleitoral que se entregou o coletivo Travessia.

Por fim, gostaríamos de pedir aos Travessírios que nos apresentassem algum exemplar da nova Constituição Federal, pois, a certa altura de sua Nota, falam em "heranças do período antidemocrático, da ditadura militar, anterior à conquista da Constituição Federal de 1998". Conhecemos a CF aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte de 1988.  Não sabíamos que no fim do milênio se havia promulgado uma nova CF, essa de "1998".

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

COPLAD da UFPR normatiza eleição de Superintendente no CHC

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Em sessão extraordinária, o Conselho de Planejamento e Administração (COPLAD), um dos conselhos superiores da UFPR, aprovou nesta segunda-feira (17/2) regras da consulta pública que decidirá mandato de quatro anos a partir de março.

Camile Bropp - SuCom - 17/02/2025

O COPLAD aprovou nesta segunda-feira a Resolução 1/25, que regulamenta a consulta à comunidade para a nomeação ao cargo de superintendente do Complexo Hospital de Clínicas (CHC-UFPR).

A resolução estabelece que o CHC escolherá seu superintendente pela primeira vez(*) desde a sua criação como hospital universitário em 1961. Trata-se de uma reivindicação antiga de servidores e funcionários, que vem desde antes da entrada da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) na administração do hospital.

O edital de inscrição será publicado no próximo dia 20 e os candidatos terão três dias úteis para registrar a chapa. A consulta está prevista para os dias 18 e 19 de março.

Para concorrer ao cargo, os candidatos devem atender a alguns requisitos, entre eles, ser docente da UFPR, com doutorado, lotação no Setor de Ciências da Saúde da UFPR, que desenvolva regularmente atividades de ensino, pesquisa, extensão ou assistência no CHC-UFPR, e que apresente comprovada experiência de no mínimo três anos em gestão pública na área de saúde.

A Resolução prevê que a indicação à superintendência seja feita pelo reitor da UFPR e a nomeação, pela presidência da EBSERH. O mandato é de quatro anos, sendo permitida uma recondução.

“Momento histórico”
Na superintendência do CHC, de forma interina desde 18 de dezembro, a professora Camila Fachin, atual vice-reitora eleita, conduziu um grupo de trabalho para discutir as normas e os encaminhamentos para o processo de consulta e proposta de resolução.

O grupo, formado por aproximadamente 70 pessoas, é composto pelo Conselho de Administração (CoAd), membros da EBSERH e representantes dos sindicatos dos trabalhadores do hospital, entre técnicos, docentes e empregados públicos.

Para Camila Fachin, esse é um momento histórico para o CHC e para a UFPR, em que finalmente a comunidade terá a oportunidade de escolher o(a) superintendente, responsável por um universo formado por aproximadamente 4 mil servidores, sendo cerca de 600 professores, trabalhadores públicos e 2 mil estudantes.

O encaminhamento da consulta não é a única atribuição do grupo de trabalho. A escolha do dirigente é uma das condições para transformar o hospital numa unidade acadêmica, o que exige também a revisão do regimento interno do CHC.

“A transformação em unidade acadêmica vai reforçar a autonomia do HC como hospital universitário da UFPR”, ressalta Camila, que permanece na superintendência até a conclusão do processo de consulta para assumir como vice-reitora da UFPR no mês de março.
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(*)Nota: não é a primeira vez que a comunidade que trabalha e estuda no HC e seus anexos participa da escolha em eleição direta de um dirigente do hospital-escola. Isso já ocorreu nas décadas finais do século XX, antes do advento da EBSERH na gestão hospitalar.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Quando será chamada a primeira Assembleia Geral Comunitária da UFPR?

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Uma das marcas da campanha vitoriosa do novo reitor professor Marcos Sunye foi a questão do aperfeiçoamento dos mecanismos de diálogo da administração central com a comunidade universitária e da democracia interna, aspectos que teriam sido negligenciados na última gestão do professor Ricardo Marcelo.

Em grande medida, essa crítica foi acertada, pois, nos anos mais recentes, não mais se viram iniciativas como a daquela enorme Assembleia Geral, realizada no Auditório do Centro Politécnico anos atrás, para debater mas também para colocar os pregos no caixão do nefando projeto privatizante da Universidade Pública que era o dito “Future-se”, vomitado pelo egrégio ministro bolsonarista burro Weintraub. Iniciativa que se repetiu em outras IFES Brasil afora e que afastou em definitivo o risco de aprovação daquele funesto projeto.

Contudo, depois disso, nada parecido voltou a ocorrer, e, ao que parece, até mesmo os fóruns estatutários máximos de decisões – os Conselhos Superiores – não chegaram a ser palco de debates mais significativos sobre os rumos da instituição.


Pois então trata-se de colocar em curso novas iniciativas que de fato retomem o intento de se aprimorar o debate interno, a democracia universitária. Assembleias gerais comunitárias podem contribuir tanto para publicizar e democratizar informações às categorias da UFPR como para apontar os rumos citados no parágrafo acima, também auxiliando a própria administração central para tomar pulso do cenário da universidade e tomar decisões com um sentido de coletividade. Outro mecanismo democrático, no que toca a temas relevantes e polêmicos, é o da realização de plebiscitos e referendos envolvendo a todos e a todas.

Assim, espera-se que a nova gestão Sunye/Camila avalie a oportunidade mais adequada, em breve, se possível, e igualmente a preparação da própria comunidade (por exemplo, com boletins próprios, eletrônicos mas também impressos), para a implementação das ações que vão nesse sentido favorável à melhoria do exercício democrático dentro da UFPR.

domingo, 18 de agosto de 2024

Eleição direta à Reitoria da UFPR pode estar correndo grave risco

Um comentário:


Por que esta advertência? Porque estão ocorrendo sérias desinteligências e atritos entre direções das entidades Sinditest e Apufpr, com isto se estendendo para dentro da Comissão Paritária de Consulta (CPC), organizadora da eleição para escolha de novo reitor ou reitora, marcada para 10-11 de setembro.

Antes de tudo, assinale-se que o processo para realização da consulta direta, na montagem da CPC, já começou com equívocos e atropelos. Ao invés de as direções sindicais aproveitarem as massivas assembleias da recente greve para ali, aberta e democraticamente, elegerem os respectivos representantes para compor a CPC – como é a tradição de décadas no processo – não o fizeram. Nem sempre havia assunto concreto da greve propriamente dita para debater nas assembleias, logo, havia espaço na pauta para tratar da eleição direta da Reitoria. Mas, não, as três entidades preferiram indicar representantes a portas fechadas em seus gabinetes. Da parte dos alunos, mal se sabe como foram indicados os componentes discentes, pois inexiste atualmente diretoria do DCE formalmente constituída.

Agosto principia e, no dia 7, acontece uma ríspida troca de “Notas” entre as diretorias do Sinditest e da APUFPR, com acusações recíprocas. A primeira Nota, publicizada pelo sindicato dos TAE em seu site, acusa a APUFPR de “impor” unilateralmente o sistema online para todos os eleitores da UFPR e o tipo de plataforma eletrônica receptora de votos que será usada. Argumentam que esse método de votação dificultará a participação de eleitores aposentados e trabalhadores do CHC, nos seguintes termos:

“(...)queremos colocar que não concordamos com o formato da eleição como está sendo proposto pela APUFPR que representa os docentes. Entendemos que a escolha da plataforma foi precipitada, pois não houve o devido estudo e amadurecimento quanto as [sic] características técnicas (…) a forma de votação escolhida na CPC poderá prejudicar a participação democrática da nossa categoria de aposentados(as) e do CHC, pois o formato proposto dificultará muito [sic] participação dos(as) técnicos(as) da ativa RJU, dos trabalhadores(as) da EBSERH, bem como dos(as) aposentados(as).”

E a direção do Sinditest acrescenta:

“defendemos que o modelo e a forma de votação sejam revistos e este enorme erro corrigido. Ainda que por meio de um sistema de urna online, é necessário a garantia de uma estrutura física presencial para a votação dos trabalhadores RJU e EBSERH do CHC bem como uma urna para aposentados(as) (…)Pelos motivos expostos os nossos representantes votaram contra (…)”.

Pouco depois da emissão dessa Nota, a APUFPR publica sua réplica, chegando a caracterizá-la como Nota de Repúdio às “acusações mentirosas do Sinditest”. A Nota é longa mas pode ser lida na íntegra aqui, junto com a Ata da reunião da CPC. Relata que, na segunda reunião da CPC, ocorrida em 26/7, o coordenador geral do Sinditest, Wilson Messias, irrompeu em meio à reunião criticando a decisão que se tomava ali, contestando até a indicação dos próprios representantes do Sinditest atuando na CPC e reivindicando para si ser reconhecido também como membro ativo da Comissão. A Nota da Apufpr diz que a decisão sobre método de votação teria sido aceita por “unanimidade” pela CPC e refuta participação de Messias (mais um Messias…) nessa Comissão, haja vista ele ser publicamente reconhecido como ativo apoiador do candidato de oposição à Reitoria, quebrando assim a neutralidade da CPC quanto às candidaturas a reitor(a).

A presidenta da APUFPR (e da CPC), Andréa Stinghen, na Nota acusa as falas de Messias de “machistas” e o convida a retirar-se da reunião. O bate-boca todo, ao que parece, levou a que a reunião fosse suspensa, e uma nova foi marcada para 9/8, cujo teor até agora desconhecemos. A Nota de Repúdio finaliza com comentário áspero:

“Lamentamos o método desonesto escolhido pela direção do Sinditest-PR para manifestar seu posicionamento fora da CPC, o qual é meramente destrutivo e tem o intuito de fragilizar todo o processo”.

Notem a gravidade: o método é desonesto, destrutivo e tem o intuito de fragilizar todo o processo.

Eu, Paulo Adolfo (Dodô), que já participei de mais de uma CPC, presenciei nelas debates acalorados, mas nunca, ao longo de quase 40 anos, chegando ao ponto que, me parece, da quase ruptura de relações entre entidades sindicais, o que fragilizaria a CPC. Este estado de coisas pode, de fato, comprometer o andamento do processo eleitoral e – tomara que não – até levar pessoas a questionarem sua legitimidade. Torço para que o ambiente na CPC e entre as entidades se acalme, e se restabeleçam relações de respeito e cooperação efetivos. Sobretudo pensando na UFPR e na defesa da democracia universitária, jamais se deixando levar ao sabor das ondas dos  intereses de grupos politicos internos.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Conselhos Superiores da UFPR: ué, anularam a eleição de 28/11 ?

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Já tinha sido mesmo uma eleição online semidesconhecida na UFPR, essa para representantes dos TAE aos Conselhos Superiores (COPLAD, CEPE, Curadores). Tanto que o quorum de participação foi baixíssimo - menos de mil servidores votaram (983 votantes) em alguma das duas chapas ou em branco. Assinale-se que não é preciso ser filiado(a) ao Sinditest para votar. Pouco depois das 17h00 do mesmo dia da eleição, a apuração eletrônica apontou:

* Chapa “#Valoriza TAEs!” - 445 votos

* Chapa “Unidade para avançar” - 457 votos

* Votos em branco/nulos - 81.

Vimos de saber, na tarde de ontem, que a Comissão Eleitoral desse processo (que é nomeada por Portaria do Reitor) cancelou-o. Acolhendo questionamentos da chapa #ValorizaTAE, entre os motivos da anulação estariam:

* Baixíssima divulgação do processo eleitoral (e do método online de votação) na maior parte da UFPR, haja vista o baixo quorum de votantes;

* Recusa do sistema eleitoral eletrônico em aceitar endereços de email que não fossem o institucional Fulano@ufpr.br, mas rejeitando a inscrição de emails também institucionais como os do HC, cerceando o direito ao voto;

* Presença na Comissão Eleitoral de um membro da Diretoria do Sinditest, a qual apoiava a chapa “Unidade para Avançar”;

* Proposição da Comissão Eleitoral à chapa “Unidade para Avançar” para que apresentasse o contraditório, a defesa de suas posições quanto ao pleito, o que foi ignorado pela chapa, num reconhecimento indireto de ocorrência de irregularidade.

Diante desse quadro, a Comissão Eleitoral determinou a anulação da eleição de 28/11 e trabalhos para um novo pleito vão se dar a partir de fevereiro/2024. Uma eleição, enfim, flopada, um fiasco. Mais um nesta atual quadra da Diretoria sindical.

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Lula vencerá também na UFPR

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Estamos a 44 dias das eleições de outubro das eleições gerais de 02/10. Todas as pesquisas até agora demonstram larga vantagem de Lula sobre o despresidente miliciano neofascista, apontando sua derrota inescapável. A par disso, a campanha para que se consiga eleger uma forte bancada de deputados/as e senadores/as que auxilie a promover uma agenda progressista e de reconstrução para o Brasil na próxima quadra histórica.

No entanto, pesquisa não ganha eleição. Tendências favoráveis não asseguram vitória. Que, aliás, tem que ser vitória acachapante e inelutável de Lula sobre Bolsonaro, idealmente já no 1º. Turno, em 02/10, para barrar veleidades golpistas do despresidente miliciano e sua corriola de milicos da “boquinha come-dorme”.

Buscando contribuir nessa áspera caminhada eleitoral, na UFPR, desde maio veio sendo formado um Comitê pró-Lula, integrado por lideranças dos movimentos docente, dos TAE e estudantil, boa parte das quais dirigem as entidades das categorias da comunidade universitária. Este Comitê vai realizar atividades políticas na UFPR, buscando mais e mais votos para Lula e desmascarando o destruidor da Educação Pùblica, Bolsonaro.

Concitamos todos os/as democratas da UFPR a integrar e desenvolver as atividades apontadas por esse Comitê (bem como as dos Comitês gerais estadual e municipal) para que, também dentro da maior Universidade Pública do Paraná, o projeto da Federação Brasil de Esperança de reconstrução nacional e defesa da democracia seja vitorioso, obtendo um oceano de votos contra o retrocesso e o neofascismo bolsonaristas.

Um desafio de construção está posto e está próximo: levar muita gente da UFPR para o Comício de Lula em 17/09 aqui em Curitiba, para mostrar aos arautos do retrocesso e do autoritarismo golpistas, e aos ilustres otários que os seguem, que a capital paranaense será também baluarte da mudança para a frente. Avante!

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

O cavalo de Troia pretendido pelo MEC para fracionar institutos federais

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Governo Federal pretende indicar dez novos reitores sem aumentar o número de campi e de estudantes atendidos pela rede

Gaudêncio Frigotto e Tiago Fávero no jornal Brasil de Fato

Em matéria publicada no jornal Brasil de Fato, assinada pelos professores Gaudêncio Frigotto (UFF) e Tiago Fávero (IF-sudeste de MG), faz-se forte denúncia e avaliação de mais uma das medidas do MEC bolsonarista para prejudicar ainda mais os Institutos Federais e tentar impor controle rígido sobre a democracia interna dessas instituições.

A medida, na verdade, vem do anterior governo golpista do “mordomo de filme de terror” Michel Temer, não aprovada então, mas agora o desministro pastor Milton Ribeiro quer implementá-la, apresentando-a como suposta expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica (EPT).

Narra a matéria do jornal Brasil de Fato que dez reitores de IFs foram chamados ao MEC para discutir a tal medida. Os dirigentes, ao verem os termos da proposta indecente, entenderam-na como verdadeiro “cavalo de Tróia”, pois: “ao invés de visualizarem investimentos para a ampliação de campi, construção de novos institutos e aumento do número de estudantes atendidos, a proposta do governo federal é a fragmentação de unidades já existentes”.

O que a indigestão bolsonarista no MEC de fato almeja é somente criar dez novas reitorias, o que permitirá indicar politicamente dez novos reitores, isto é, dez prepostos de Bolsonaro/Milton. Ou seja, mais dez “boquinhas” para amigos do rei genocida e outras tantas em assessorias. Além de ampliar o controle do desgoverno federal sobre as instituições públicas. Como candidaturas pró-Bolsonaro em geral perdem as eleições diretas para reitorias (a exemplo da UFPR em 2020), o lance é tentar um jeitinho para enfiar dirigentes “biônicos”, indicados e não eleitos.

Não se cria uma única nova vaga, laboratório, biblioteca, mas se joga ao público a fancaria de que foram “criados” dez novos Institutos. E sem aumentar em um centavo sequer o orçamento dessas instituições públicas, aliás, pelo contrário, em 2021 o que se viu foi corte criminoso corte de verbas e de bolsas.

Analisam ainda os autores da matéria: “Com os cortes financeiros atuais e o acréscimo de gastos burocráticos de mais dez reitorias, decreta-se a exclusão forçada dos que entraram nos IFs mediante políticas de inclusão: quilombolas, indígenas, filhas e filhos de pequenos agricultores, ribeirinhos e alunos de escolas públicas (…) uma tentativa de reforçar a dualidade educacional brasileira, dentro da qual estudantes pobres aprendem profissões técnicas e de baixa remuneração e estudantes das classes altas acessam o ensino superior.”

Há outros aspectos de avaliação sobre mais essa tenebrosa intenção do bom pastor ministro, que assumiu o MEC recomendando meter o tapa, chinelo ou cinta para controlar crianças ditas “desobedientes”.

Sugerimos ler a íntegra da matéria do BdeF neste link.
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Fonte e foto: Brasil de Fato

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Sistema de Bibliotecas da UFPR realizou consulta para nova Direção

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Fachada da Biblioteca Central da UFPR

Conforme está agora inscrito no novo Regimento do Sistema de Bibliotecas da UFPR (SiBi-UFPR), no mês de junho transcorreu o processo de consulta direta para a nova direção do sistema. A consulta eletrônica, usando o software Helios, aconteceu nos dias 29 e 30/6, dela participando 174 servidores/as do quadro do SiBi.

Concorreram três candidaturas, todos bibliotecários: (1)Elias Barbosa, servidor da biblioteca de Ciência & Tecnologia; (2)Josefina Guedes,  atual diretora do SiBi; e (3)Denis Uezu, da Seção de Apoio às Publicações Científicas (antigamente situada no âmbito da PRPPG, pelo novo Regimento inserida na estrutura do SiBi).

O resultado, rapidamente apurado pelo programa Helios no final da tarde de 30/06, apontou os seguintes números:

* Elias Barbosa - 44 votos

* Josefina Guedes - 44 votos

* Denis Uezu - 85 votos

* Branco/Nulo - 1 voto

Está assim, pela consulta direta interpares, indicado o servidor Denis Uezu para a direção do Sistema.  Nos próximos dias, deve dar-se sua nomeação (pela Reitoria) e posse no cargo.

Ao eleito, este Blog envia congratulações e faz votos de profícua e democrática gestão de todas as bibliotecas e pessoal do SiBi.

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Foto: Paulo Adolfo Nitsche


quarta-feira, 9 de junho de 2021

Conselhos Superiores da UFPR: resultado da eleição de técnicos-administrativos

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Na segunda-feira, 7, aconteceu de modo virtual, através do email corporativo @ufpr.br, a escolha da representação da categoria técnico-administrativa para os Conselhos Superiores da UFPR.  Depois das 17 horas desse dia, os resultados foram:

Servidores/as Ativos/as
* Chapa 1 - "CONSTRUÇÃO COLETIVA: DEMOCRACIA E LUTA" -> 531 votos
* Chapa 2 - "UFPR & HC, JUNTOS PRA VALER!​" -> 171 votos
* Votos brancos e nulos -> 69
 
Servidores Aposentados/as
A chapa 3, composta pelas servidoras aposentadas Guaracira Flores da Silva e Rita de Cássia Kavulak recebeu 26 votos  contra apenas 4 dados à dupla de aposentados inserida na Chapa 1 (porque ativos votam apenas em ativos e aposentados votam apenas em aposentados).

A quantidade pequena de votos, no caso de aposentados, deve-se ao fato de que a habilitação para votar dependia de ainda se ter ativa a conta de email @ufpr.br e, hoje, muitos aposentados já não usam mais essa conta corporativa.

Este Blog, que ativamente apoiou a Chapa 3 das companheiras Guara e Rita, parabeniza-as pela vitória e confia que representarão bem não somente o segmento de aposentados/as mas toda a comunidade universitária, fortalecendo a resistência da UFPR contra as ameaças urdidas pelo desgoverno Bolsonaro contra a Educação Pública e Gratuita.

Saudamos também os companheiros e companheiras da Chapa 1 dos ativos, apostando que, além da boa representação dos servidores, seja operosa no sentido da unificação de todos para as lutas cada vez mais necessárias.

Em breve, os novos representantes tomarão posse.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Eleição de representantes técnicos aos Conselhos Superiores da UFPR - como será votação virtual

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Na próxima 2a.-feira, 7/6, transcorre a eleição, por meio online, da representação da categoria TAE nos Conselhos Superiores da UFPR (CEPE, COPLAD e CONCUR). São quatro vagas no COPLAD (sendo uma para aposentado/a), uma no CEPE e três no CONCUR.

Para poder votar, o servidor da ativa ou aposentado precisa  ainda ter operacional uma conta de email institucional @ufpr.br.  Em 7 de junho, os servidores que constarem da lista do banco de dados da UFPR irão receber, por esse email, um link para poder acessar o sistema de votação eletrônica

Segundo informa a SuCom da Reitoria, "o processo de votação será pelo sistema Helios E-voting System, com acompanhamento e suporte da Agência de Tecnologia da Informação e Comunicação da UFPR (AGTIC).  Para acessar o sistema, será utilizado como nome de usuário a primeira parte do e-mail, antes do @, com a mesma senha de acesso do endereço @ufpr.br. As instruções para votação pelo sistema estão disponíveis neste tutorial (...)".

Pela Comissão Eleitoral, foram homologadas a Chapa 1 (com candidatos ativos e aposentados), a Chapa 2 (apenas candidatos ativos) e a Chapa 3 (apenas candidatas à vaga de aposentada do COPLAD). A chapa 2 apoia as candidaturas de aposentadas da Chapa 3 para esta vaga do COPLAD, com apoios recíprocos. A votação virtual se encerra às 17 horas.  
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Fonte: com informações da SuCom

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Reitores eleitos na comunidade mas não nomeados pelo miliciano Bolsonaro

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Miliciano Bolsonaro abraça o ministro fujão

Três professores de instituições federais se reuniram pela terceira vez na quinta-feira, 22/10, para debater o famoso problema do “ganhou, mas não levou”: apesar de terem vencido as eleições para a reitoria em suas unidades, foram impedidos de tomar posse. 

Por Victor Ohana, em CartaCapital

São eles José Arnóbio de Araújo Filho, do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN); Maurício Saldanha Motta, do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet-RJ); e Maurício Gariba Junior, do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

Os docentes tentam montar uma articulação nacional com movimentos sociais para atrair visibilidade aos casos. Graças a dois encontros, eles dizem ter realizado uma reunião com o Ministério da Educação (MEC) na quarta-feira 21, por mediação da deputada federal Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO). “Esse canal foi aberto. Tem a a promessa de "olharem os processos”, diz um dos reitores eleitos. Eles conversaram com Wandemberg Venceslau Rosendo dos Santos, recém-chegado na chefia da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC-MEC).

Na gestão do presidente Bolsonaro, cresceram conflitos por eleições vencidas e não cumpridas nas instituições de ensino. O tema virou discussão no Supremo Tribunal Federal (STF): em 9 de outubro, o ministro Edson Fachin abriu as votações referentes à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6565, movida pelo PV, que diz que o governo Bolsonaro vem promovendo “intervenção branca” nas universidades federais ao usar uma lei para não dar posse aos primeiros colocados em eleições para a reitoria. Os ministros ainda devem discutir a pauta no plenário.

Só que Arnóbio, Motta e Gariba não devem ser afetados diretamente pelo julgamento, segundo avaliação do grupo. Isso porque a pauta do Supremo trata das universidades federais, enquanto os três foram eleitos para dirigir instituições que têm uma legislação distinta.

Diferentemente das 69 universidades federais brasileiras, essas instituições pertencem à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, criada em 2008. A rede conta com 38 institutos federais, além dos CEFETs do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, as escolas técnicas vinculadas às universidades federais, o Colégio Pedro II e a Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR).

Essas instituições têm uma forma particular de fazer eleições para a reitoria. Enquanto as universidades federais elegem uma lista com os três mais votados – a chamada lista tríplice, submetida à escolha do presidente da República – , as instituições federais elegem somente um nome para a reitoria, conforme descreve o Artigo 10 do Decreto nº 6986/2009: “O processo de consulta será finalizado com a escolha de um único candidato para cada cargo”.

O decreto não diz claramente que o chefe do Palácio do Planalto é obrigado a acatar o nome escolhido pela comunidade. Por outro lado, o Artigo 1º, que trata da questão, diz que esses institutos “serão dirigidos por um reitor, nomeado pelo presidente da República, a partir da indicação feita pela comunidade escolar“.

É a esse artigo que os três se apegam para reivindicar o direito à posse. Mas o componente político, segundo eles, também conta. Em relatos a CartaCapital, os docentes se dizem vítimas de informações falsas, de desrespeito à autonomia do sistema democrático e de meses de atraso na conclusão dos impasses.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Vitória da democracia na UFPR

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Graciela Bolzón e Ricardo Marcelo, os mais votados

Apesar do céu escurecido que antecipava um temporal, pouco depois das 17 horas de hoje, foi divulgado o resultado da votação constituinte da lista tríplice para a Reitoria da UFPR, cujos números abriram um brilhante sol nos olhares e sorrisos de todos os setores democratas da Universidade.

Para finalizar sua tarefa, o Colégio Eleitoral reunira-se na tarde desta quarta-feira de final de setembro, alguns presencialmente dentro do auditório da Reitoria e outros remotamente pela internet. Foram feitas votações separadas para o cargo de reitor(a) e de vice-reitor(a). Os números eletronicamente computados foram:

*Para a Reitoria:

Ricardo Marcelo: 32

Marcos Ferraz: 13

Maria Rita: 12

Horácio Tertuliano: 6

* Para a Vice-reitoria:

Graciela Bolzón: 33

Nelson Rebelatto: 14

Regiane Ribeiro: 12

Ana Paula Cherobim: 4

Logo que saído o resultado para a composição da lista tríplice, caiu forte aguaceiro sobre a quadra onde se localiza o prédio da Reitoria, como que a lavar todos os receios e apreensões, todas as manobras e ameaças golpistas.

Assim, a lista tríplice a ser imediatamente encaminhada ao MEC será constituída por:

1-RIcardo/Graciela
2-Marcos/Nelson
3-Maria Rita/Regiane

A dupla Horácio/Ana Paula, que foi esmagadoramente derrotada como Chapa 1 na consulta direta à comunidade ocorrida em 1-2/09, fica assim legal e legitimamente fora da lista de possíveis nomeações da presidência da República.

Até dezembro deverá ser conhecido quem ocupará a titularidade da Administração Central da UFPR.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Reitoria ou Interventoria ?

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Fonte: banner público de Facebook, editado.

Intervenção política na UFRGS pelo despresidente fascista

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Conforme já era receado pela comunidade universitária da UFRGS, porque antecipado pela fala de um deputado gaúcho, o fascista que infecta a cadeira da presidência da república nomeou reitor daquela IFES o menos votado da lista tríplice.

O despresidente Bolsonaro nomeou Carlos André Bulhões Mendes para a Reitoria gaúcha, tornando-a a 15a. interventoria bolsonarista do país.  Bulhões é professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS (alguma correlação com certo engenheiro elétrico também derrotado em eleição direta no sul?).  Sua vice é a docente Patrícia Pranke, mas dela não se sabe, ainda, se também é uma receitadora a bangu de cloroquina.

O DCE da UFRGS está convocando Ato Contra a Intervenção para amanhã (17/9), às 13h00, na frente da Reitoria, no centro de Porto Alegre, contando com professores e técnicos. A ver se a velha tradição de luta do povo gaúcho vai barrar esse abuso autoritário de Bolsonaro, que tenta garrotear as IFES por todo o país.

Este esbulho contra a democracia universitária na UFRGS deve acender dezenas de milhares de alertas na comunidade da UFPR que preza por este valor civlizatório, pois, se fizeram numa das grandes IFES do país, como a gaúcha, podem ter toda a cara-de-pau de fazer por aqui também. Alerta geral contra a interventoria!!
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Fonte: fotos do jornal Zero Hora (com alterações deste Blog na foto superior).

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Não tem arroz? Comam cloroquina!

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Na eleição virtual de 1-2 de setembro deste ano, para escolha da futura Reitoria, sabem todos que a Chapa 2 (Ricardo/Graciela) obteve a massacrante votação de 85% (votos válidos) sobre a Chapa 1 (Horácio/Ana Paula). No entanto, com fingida indiferença a essas cifras impressionantes, Horácio e Ana, logo após conhecerem esse resultado, entraram com pedido de impugnação contra o processo. 

O que alega a chapa 1 derrotadíssima? Que o processo de votação eletrônico pode não ter obedecido a protocolos de segurança necessários. Que não teria havido transparência e que os dados eletrônicos poderiam ter sido “contaminados” por programa instalado no computador que totalizou os votos. Claro, assim como a epidemiologista/infectologista/farmacêutica Ana Paula Cherobim tem autoridade para receitar hidroxicloroquina a torto e a direito, o recente especialista em Informática Horácio pontifica em sua avaliação perita sobre a votação virtual. Vale tudo para ser presenteado pelo amigaço despresidente da república com a nomeação à Reitoria, mesmo sem legitimidade perante a comunidade da UFPR. Depois se vê… a confusão colossal que se seguirá. 

Em 10/09, esteve à tarde reunido, dentro do Auditório da Reitoria, o Colégio Eleitoral da UFPR, para compor a lista tríplice de nomes, exigida pela lei. Quase uma centena de manifestantes alunos, técnicos e docentes se fez presente na rua XV, diante do auditório, exigindo que a tradição democrática vinda desde 1985, brandindo a palavra de ordem #RetiraHorácio. Todos devidamente mascarados. Por ali passou ainda barulhenta carreata defendendo a mesma questão. 

Reitor reeleito entra para sessão do Colégio Eleitoral

A Assessoria de Comunicação da UFPR relata: 

“Durante a sessão, a Procuradoria Federal da UFPR informou que haveria uma discordância entre o Ministério da Educação e a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência da República sobre o entendimento da composição da lista tríplice. Enquanto o parecer do MEC aceita uma lista tríplice com composição parcial, por falta de candidatos, a Secretaria de Assuntos Jurídicos, em documento do dia 9 de setembro de 2020, afirma que a lista deve conter três nomes.” 

Prossegue a ASCOM que, “por decisão da maioria dos conselheiros (62 votos a favor e 2 contra), a sessão foi suspensa até que se tenha segurança jurídica sobre a formação da lista tríplice”. Assim, o CoUn aguardará a resposta do MEC sobre a regra até 24/09. “Caso até o dia 24 não haja nenhuma resposta, o Colégio Eleitoral definiu o dia 05 de outubro como data limite para tomar uma decisão.” 

Comentam fontes que puderam estar na sessão do Colégio Eleitoral que o professor Tertuliano estaria “muito nervoso”. Não se duvida muito disso, pois sustentar uma posição antidemocrática dentro de uma Universidade de longa trajetória de lutas progressistas não é nada fácil. Mesmo sendo “amigo do rei”, o reizinho Jair. 

Assim como fontes da área do Direito lá presentes asseveram que o desfecho desse processo todo deve ser favorável à chapa amplamente vitoriosa. O que não significa descuidar da mais acesa vigilância e mobilização da comunidade toda, marcação cerrada mesmo, como se diz em futebol, para que de fato esse desfecho se confirme, reempossando Ricardo Marcelo e Graciela em dezembro deste ano. 

Manifestantes protestam diante do auditório da Reitoria em 10/09

Parafraseando em sentido humorístico a famosa frase atribuída a uma rainha francesa que em 1789 perdeu – literalmente - a cabeça (“Não tem pão? Comam bolos!”), comentou o José Simão no jornal da BandNews, celebrando essa pujante economia brasileira sob Bolsonaro/Guedes: “Não tem arroz? Comam cloroquina!” Afinal, está sobrando no estoque do governo a tal da cloroquina.

Assim como cloroquina não possui nenhuma comprovação científica no trato da COVID-19, a ex-Chapa 1 não tem nenhuma comprovação nem respaldo democráticos na comunidade da UFPR. 

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Até mais, até logo, professor Dante

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Até desde antes de meu amigo reeleito reitor, Ricardo Marcelo, eu, militante velho da mais antiga Universidade do país, já perturbava esta comunidade com escritos e outras manifestações.  Já escrevi demais sobre democracia e autonomia universitárias.  Sinto cansaço, embora não desistência.  

Aproveito, então, para republicar artigo de meu dileto amigo da Filosofia, professor Emmanuel Appel, e colaboradores, que o lançou na Gazeta do Povo de 17/10/2004, pouco depois de perdermos a altaneira figura de Dante Romanó Jr., meu professor de Angiologia, vice-reitor ao lado de outro eminente mestre, o professor Salamuni.  Aqui vai, Riad, Dante, Carlos Antunes. E então espero que o professor e a professora que disputaram a Reitoria da UFPR pela Chapa 1 inspirem-se em Dante como exemplo ético.


ATÉ MAIS, ATÉ LOGO, PROFESSOR DANTE

Emmanuel Appel, Fábio Muniz, Pedro Costa Neto - Gazeta do Povo * 17/10/2004

Antes de tudo, Dante Romanó Júnior (1929-2004) tinha estatura.  Sua vida foi uma crescente inquietação.  Sempre exigiu mais, sobretudo de si mesmo, construindo-se como um homem ético.   De família conservadora, aluno do tradicional Colégio Santa Maria, membro da Juventude Universitária Católica, formou-se em Medicina e trabalhou como professor na UFPR.  Aí, no Hospital de Clínicas, o contato diário com o sofrimento e a miséria (dadas as condições de vida da maioria dos pacientes e as reiteradas restrições impostas à saúde pública) amplia sua consciência social.  O golpe de 1964 e a repressão política que se segue, atingindo também amigos e alunos, radicalizavam ainda mais seu espírito.  Num período e contexto local muito mais de anátema do que de diálogo, seu humanismo cristão assume valores dos ideários republicano e socialista, implicando - senão a escolha de um novo caminho - a corajosa postura de resistência.  Nos anos mais sombrios da ditadura militar, Dante emprestou solidariedade, deu abrigo e ajudou na fuga de perseguidos políticos.

A sua candidatura à Reitoria da UFPR, em 1985, foi consequência do seu engajamento na organização do movimento docente.  No início do primeiro semestre de 1977, apesar do medo e isolamento impostos à Universidade, alguns colegas, entre camaradas e futuros companheiros, passaram a discutir como organizar os professores tendo por objetivo uma oposição democrática.  Dante estava entre eles e dois anos depois participava da chapa "Universidade Necessária", que disputava, em memorável embate eleitoral, o comando da Associação dos Professores, o que representou um dos momentos de maior ousadia de sua presença cívica.  O seu compromisso com a Universidade pública e democrática pode ser colhido em suas próprias palavras:

"No cartaz de minha campanha [a reitor, em 1985], quando retirei duas colunas do prédio histórico, não foi somente para escancarar as portas de entrada da Universidade, mesmo porque, por tais portas, entrariam preferentemente os filhos da burguesia.  Tenho consciência de que é necessário proceder de forma a que os jovens das camadas populares se encontrem em circunstâncias iguais aos da camada privilegiada, eliminando-se as barreiras econômicas e sociais que impedem seu acesso à Universidade.  É função do Estado garantir esse objetivo, assumindo os custos sociais necessários para anular as discriminações de ordem socioeconômica na realização do curso universitário."

Dante (bem como os estudantes, que em grande número o apoiaram) tinha, assim, a esperança de que o testemunho dos filhos das camadas populares poderia contribuir para mudar o perfil da universidade pública: com as perspectivas e exigências de classe, sem prejuízo da autonomia universitária, influenciariam em seus rumos e pesquisas, tornando a universidade essencial, ao mesmo tempo, para o desenvolvimento do país e para a consolidação da democracia.

Seu compromisso social e sua generosidade manifestam-se igualmente no exercício da medicina e na sua intransigente defesa do Sistema Único de Saúde.  Para Dante, a saúde não se ordena pelas regras do mercado.  A evidência de que a saúde está condicionada pela dimensão do social,, de que os mais altos indicadores de saúde foram conquistados pelas sociedades de maior equidade ("melhor saúde individual onde há melhor bem-estar coletivo", uma de suas premissas)  o levou a participar ativamente das discussões que criaram o programa "Saúde na Família" em Curitiba.  Os canadenses que aqui vieram para ajudar na instituição do "Médico de Família" foram convencidos de que o programa deveria ser ampliado para Saúde na Família.  Dante, com a grandeza da simplicidade, disse-lhes que o médico, apesar da sua evidente importância, não deveria ser senão ator coadjuvante.

Sua vida foi igualmente permeada por uma constante curiosidade intelectual, que se manifestava em traduções de escritos de medicina social, a exemplo dos de Karl Rudolf Virchow, leitor do jovem Engels, "para demonstrar as relações entre pobreza e doença". Também releituras de Guimaraes Rosa, médico educador, "nosso aprend iz do real na travessia".  Graciliano Ramos - mestre do romance social "e da passagem pela escola pública como obrigatória à cidadania".  Visitava ainda Oscar Wilde, "blagueur insuperável", e também autores mais recentes, como Noam Chomsky, ativista do Forum Social Mundial.  

Dante estimulou projetos de caráter socioambiental (em Guaraqueçaba, que tanto gostava de visitar) e interessava-se por botânica, preocupando-se com a preservação da Mata Atlântica.  De sua sua experiência de bolsista em Angiologia (a disciplina que lecionava no curso de Medicina da UFPR) na Argentina (em Rosario) e na Suécia, derivou sua preocupação em propor adequada recepção aos estudantes estrangeiros em Curitiba - bem sabia o significado da hospitalidade e do cosmopolitismo.

Até pouco antes da doença que o abateu, Dante não descuidava dos hábitos físicos, vindos desde os tempos de estudante, quando obteve marcas nacionais na corrida com bastão e em corridas de longo percurso.  Culturalmente, Dante era um garimpeiro, descobria preciosidades, esboçava pistas de trabalho.

O poeta russo Sierguei Iessenin deixa-nos versos para jamais esquecermos de nosso valente professor vice-reitor:

"Até logo, até logo, companheiro,
Guardo-te no meu peito e te asseguro:
O nosso afastamento passageiro
É sinal de um encontro no futuro.
Adeus, amigo, sem mãos nem palavras.
Não faças um sobrolho pensativo.
Se morrer, nesta vida, não é novo,
Tampouco há novidade em estar vivo."


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Esta publicação foi em parte encurtada e editada, mas seu conteúdo corresponde ao espírito dos autores, dedicado à memória desse grande professor da UFPR, cuja morte foi imensamente lamentada por este autor, velando-o no prédio da Reitoria da UFPR.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

A História e a história pra boi dormir

Um comentário:

Esta editoria teve a pachorra de assistir a mais de uma hora de um vídeo com uma entrevista do candidato a reitor Horácio Tertuliano.  Há os que leem, estudam e produzem História. E há os parladores de histórias para bovinos caírem no sono. 

Em sua arenga dada à jornalista Cátia, do jornal Gazeta do Povo, por mais de uma dezena de vezes o candidato à Reitoria da UFPR pela Chapa 1 repetiu a alusão a seus 25 anos de trajetória como professor da Universidade.  Esforço para persuadir eleitores/as de que só esse tempo já o gabarita para ser titular da Administração Central.

Quis posar de sabedor de toda a história das eleições diretas para reitor, mas não conseguiu ir além da citação do ex-reitor Carlos Antunes para cá (final da década de 90).  E, com esse recurso mal repisado diante de uma jovem jornalista do pasquim paranaense, atacou as entidades da comunidade, organizadoras da consulta direta virtual deste ano (Sinditest, Apufpr, DCE, da CPC).

Quis convencer a jornalista Cátia de que jamais em pleitos anteriores as entidades apoiaram um candidato a reitor, nem o Conselho Universitário.  Que esse suposto "apoio das entidades" manchava a lisura da disputa, entre outros choramingos para tentar lançar dúvidas sobre ela. Porém, confessou que, em sua trajetória na graduação, nunca participou do centro acadêmico do seu curso nem se "meteu com política".

E talvez por conta desse passado aparentemente "apolítico", entenda-se a confusão do engenheiro candidato (e de sua candidata a vice, pós-graduada em Epidemiologia, Infectologia e Farmacologia pela "AMAN")*.  Conscientemente ou não, a Chapa 1 confunde "entidade de massa" com "coletivo de dirigentes da entidade".  Ora, uma entidade somente pode declarar apoio formal a qualquer candidatura se reunir sua instância superior (uma assembleia) e ali defender e votar esse apoio, (por maioria ou por consenso).  Isso jamais ocorreu neste ano, antes ou depois de as duas chapas se inscrevem para a eleição.

Outra coisa, diversa do conceito de entidade, é quando alguns (ou a maioria) dos dirigentes da entidade, usam seu direito de manifestar uma opinião política pessoal - sem misturar isso com a posição neutra da entidade.  Isto, sim, é real, e boa parte dos membros das direções de Sinditest, DCE e Apufpr tem conhecida suas posições em favor da reeleição do reitor.  O mesmo vale para membros do Conselho Universitário, que tem liberdade para perfilarem ao lado da candidatura que preferirem, como de fato se dá hoje (e o próprio Horácio informa que ao menos 90% dos integrantes do CoUn estariam apoiando a reeleição de Ricardo Marcelo).

E então, um pouco de História, para finalizar.  A eleição - simbólica, pois vivia-se sob uma sanguinolenta ditadura militar - do professor de Direito Lamartine Correa, em 1991, foi fruto  de intensa mobilização em especial do movimento docente e da Diretoria da Apufpr.  Serviu de antessala da primeira eleição direta para valer, em 1985, que consagrou o geólogo Riad Salamuni. De passagem, recordamos que, na época, a eleição do DCE (anterior à de reitor) teve acerba disputa, sendo vitoriosa a chapa que defendia uma proposta simples e clara: unificar numa chapa só os dois únicos candidatos progressistas - Riad e Dante Romanó Jr., para assegurar a derrota dos outros candidatos, todos ligados de algum modo à finada ditadura. Assim, o futuro reitor Riad contou, sim, com forte apoio dos dirigentes  de DCE e Apufpr.

Pouco depois, em 1989, a chapa à Reitoria era um agrupamento unitário de consenso da direção do movimento docente e do DCE - Carlos Faraco e Mário Pederneiras.  Para não encompridar o relato, pode-se afirmar sem hesitar que diversas chapas recebiam apoiamentos explícitos de dirigentes de entidades da comunidade, desde 1985, até hoje.

Os já meio sonolentos bois que quiserem dormitar ouvindo as algaravias fumacentas da Chapa 1, bolsonarista e cloroquinista, estão livres para fazê-lo.  No entanto, dormindo, nada aprenderão de história da UFPR. Nem do Brasil.

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A quem quiser conferir e ouvir as entrevistas das duas Chapas concedidas à Gazeta do Povo, entrem nos links abaixo (50 minutos da Chapa 2 e 01h40min da 1) :

# Entrevista do professor Ricardo, da Chapa 2 

# Entrevista do professor Horácio, da Chapa 1

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(*)AMAN: Academia Medicalista das Agruras Negacionistas (da Ciência)

Fonte dos vídeos das entrevistas: Gazeta do Povo no Youtube

Vídeo no cabeçalho da matéria ("Escola sem Partido"): Portal Porta dos Fundos.  Em celebração ao candidato que nao toma partido de nada, não é de esquerda nem direita nem centro nem em cima nem embaixo e só dá aulas "técnicas", pois seus universitários tem que se formar só como técnicos, não  como cidadãos conscientes da sociedade em que vivem e trabalham.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Um Mani-Infesto ao gosto de Adolf e de Benito

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No último final de semana, áreas da UFPR foram alvo de uma nuvem de gafanhotos na forma de pestilenciais argumentos, calúnias, mentiras, prognósticos ameaçadores dignos de um astrólogo de quinquagésima categoria (tipo Olavo de Carvalho) – tudo junto e liquidificado numa mistureba indigesta a que se deu o nome de “Manifesto” contra um suposto autoritarismo na Universidade. 

O extenso e tedioso documento – para um Manifesto, que, usualmente, deve ser objetivo e conciso – tem sete páginas, para quem não dormir antes de chegar ao fim da coisa... Confessamos que é muito aborrecido ler até o fim, que dirá responder aos parágrafos coalhados de bobajada ideológica. 

Contudo, principiemos por um elogio à furibunda peça: ela é franca logo no cabeçalho, embora incompleta. Pois ali se lê que se trata de um manifesto de autoria de “estudantes e professores de DIREITA da UFPR. Incompleta porque deveria de fato designar como autores “estudantes e professores de DIREITA/EXTREMA-DIREITA”. 

Também usam de franqueza quando abertamente assumem seu apoio à chapa 1 dos professores Horácio Tertuliano/Ana Paula, na eleição direta para a Reitoria da UFPR, enquanto acerbamente despejam bombardeios contra a Chapa 2, dos docentes Ricardo/Graciela. 

O tom, de cabo a rabo, é exaltado e alarmista, de nítido viés bolsonarista/weintraubista. O despresidente do desgoverno e o ex-desministro do MEC, que fugiu às escondidas para os EUA de modo a não arriscar ser preso por seus impropérios assacados contra o STF e outras instâncias da República. 

Só por isso, já se resume bem o que norteia as opiniões, mentiras e calúnias contidas no infausto documento, portanto enfarante seria analisar as diversas passagens. As preocupações do “Manifesto” são duas: levar o discurso ideológico direitista anti-Universidade Pública para a “bolha” dentro da UFPR que abriga os idólatras do discurso retrógrado fascistoide, de modo a unificá-los e animá-los a votar na chapa Tertuliano/Paula em 1-2/09. 

E, segundo, denunciar e conclamar o cabeça da chapa 1 a insistir com seu nome, mesmo derrotado na eleição direta, para a composição da lista tríplice, que vai às mãos do despresidente Bolsonaro para nomeação do reitor em dezembro. Nem precisam ficar tão abespinhados com isso, vez que, nos dois debates havidos entre as duas chapas, o professor Horácio já fez largo uso de contorcionismos retóricos para escapar do compromisso de se abster de compor a lista tríplice se não for o primeiro colocado. 


Os autores do mani-infesto - tão agradável a um certo italiano chamado Benito e a um certo austro-germânico de nome Adolf dos meados do século XX (dois caras “gente boa”, tão pacíficos que eram) – falam em uma UFPR “livre”. Devem estar se referindo, mas não o dizem, a uma UFPR livre de bolsas da CAPES (muitas delas cortadas em 2019). Financeiramente asfixiada, livre do repasse, pela União, do volume necessário de verbas de custeio para uma instituição que vem se expandindo desde há muitos anos (MEC quer cortar 18% das verbas de 2021). Uma UFPR livrada de realizar novos concursos públicos para repor quadros docentes e técnicos que já morreram ou se aposentaram. 


Uma UFPR livrada de orçamento decente para assistência estudantil. Uma UFPR livrada, despojada, da indispensável autonomia universitária, e sob risco de intervenções de Brasília, como no caso das MP’s do MEC que queriam meter a colher na escolha de nossos dirigentes universitários este ano. Uma UFPR livrada, ameaçada, de perda de seu caráter público gratuito, como no caso do privatizante Projeto “Future-se”, excretado pelo fujão Weintraub. 

Há quem, talvez, mesmo não fazendo parte da comunidade fascistoide da “bolha”, se deixe enganar por essa retórica hidrofóbica. Mas a democracia universitária resistirá e vencerá.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Eleição à Reitoria da UFPR: como votar

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MUITO IMPORTANTE! A comunidade da UFPR apta a votar na consulta direta eletrônica para escolha da futura gestão da Reitoria, mandato 2021-2024, deve prestar muita atenção nas datas e etapas para que todas e todos se habilitem à condição de eleitores/as.

Agosto é o mês para que tudo se apronte, de modo a acontecer, com sucesso, a votação em 1 e 2 de setembro. No começo da noite de 02/09 já se fará a apuração dos votos eletrônicos, lembrando sempre que a eleição é paritária (pesos iguais para alunos, técnicos e docentes).  

Proclamada a Chapa mais votada (dentre as duas que concorrem), ela será em seguida submetida à sessão do Colégio Eleitoral (junção dos membros do Conselho Universitário com os do Conselho de Curadores), de modo a ser elaborada a lista tríplice para envio ao MEC para nomeação do novo reitor, como ocorre desde 1985.

Assista ao curto tutorial no vídeo de Youtube abaixo e em seguida realize os procedimentos para se inscrever como eleitor/a.  Se ainda restar dúvida, consulte o site da Comissão Paritária de Consulta (CPC), ou mesmo as direções da APUFPR, SINDITEST-PR e DCE-UFPR.

POR FIM, anote em sua agenda: o segundo debate entre as Chapas 1 e 2 será realizado amanhã, 3a.-feira, 11/08, a partir das 16h30, nas plataformas de Facebook e de Youtube da CPC.