Cara leitora, como se sentiria você se, sendo militante de base na greve nacional da FASUBRA, fosse xingada de “sem-vergonha” e “canalha”? E sabendo que o autor das ofensas morais fosse um diretor (homem) do Sinditest, que teria por obrigação manter a calma nas polêmicas normais de uma greve e dar exemplo de serenidade? Afinal, o movimento grevista é contra o patrão governo federal, não contra colegas da própria base.
Há na rede social Facebook um grupo de discussão de técnicos denominado “Assédio Moral na Universidade” (supõe-se que todos ali sejam contra a praga do assédio moral). Nesse espaço virtual da internet deu-se o triste episódio do xingamento. Isso numa entidade sindical que apregoa todo o respeito às mulheres, e que tem uma mulher por presidente, cujo QG de greve (RU da UFPR) está repleto de cartazes em defesa das mulheres.
Na semana que passou, no dito grupo de discussão, surgiu uma polêmica normal por causa da concessão de um inusitado “auxílio-creche” a um diretor do Sinditest que quis muito ser delegado ao Comando Nacional de Greve da FASUBRA (CNG). Acabou sendo eleito na assembleia do dia 1. de abril (!...) para isso, mas na dependência da concessão, via Fundo de Greve do sindicato, de uma quantia diária de 70 reais para uma babá particular cuidar de seus filhos em Matinhos, enquanto estiver no CNG em Brasília.
Não se entra aqui na polêmica sobre o tal “vale-creche”; há argumentos razoáveis de quem é a favor e de quem é contra conceder. O problema é que o diretor do Sinditest foi questionado por uma servidora, nesse grupo de internet, e qual foi sua reação? Ficar apenas na justificativa social do auxílio-creche a mais (ele também já recebe o auxílio da UFPR) e levar na diplomacia as críticas? Não, ele partiu pra porrada em cima da servidora de base, como se vê na transcrição de algumas postagens do Facebook (clique na figura se precisar ampliar):
Pelo dicionário Aurélio, “canalha” significa: “vil, infame, reles, velhaco, abjeto”. Destas rasteiras ofensas morais o diretor do Sinditest chamou sua colega de trabalho da UFPR, por causa de um mero questionamento sobre a validade do auxílio-creche suplementar. Tudo em nome de seu ego de macho.
Então, essa é a prática de respeito às mulheres no Sinditest? Alegam uma coisa quando fazem seminários sobre os direitos das mulheres mas seus diretores machões baixam o porrete nas outras mulheres que deles divergem no terreno do debate político?
Pra piorar a situação do “macho” do Sinditest, soubemos há pouco que ele apagou as postagens ofensivas que fez contra a servidora... só não contava que outras pessoas copiariam antes disso, documentando seu destempero machista, como se vê pelas figuras acima.
Então, presidente Carla - de quem temos discordado politicamente mas a quem respeitamos como mulher de luta -, parece que está na hora de repor alguma ordem nessa diretoria e de dizer pros machões de Facebook pra ficarem mais calminhos. E pedirem desculpas também, que não tira pedaço de ninguém e faz bem à unidade do movimento.











