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sábado, 24 de janeiro de 2015

Centrais Sindicais convocam classe trabalhadora para Dia Nacional de Luta

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Em defesa dos direitos da classe trabalhadora, a CTB e as demais centrais CUT, Força Sindical, NCST, UGT e CSB convocam a população para sair às ruas, na próxima quarta-feira (28), em protesto contra a decisão do governo em reduzir benefícios trabalhistas. 

Em Curitiba, a mobilização será a partir das 10 da manhã de 28/01 na Praça Santos Andrade.

As centrais se reuniram com o governo federal na última segunda-feira (19), e reivindicaram a revogação das medidas provisórias 664 e 665, anunciadas em dezembro do ano passado. Se aprovadas, as medidas tornarão mais difícil o acesso ao seguro-desemprego, abono salarial (PIS-Pasep), auxílio-doença, pensões, seguro-defeso e auxílio-reclusão entre outros. 


A ênfase numa política econômica conservadora, ditada pelo sistema financeiro, está levando o governo a uma perigosa rota de colisão com os movimentos sociais, que tiveram papel decisivo na reeleição de Dilma”, alertou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo.


O "Jornal do Trabalhador", editado unitariamente pelas centrais para convocar o Dia Nacional de Lutas, sugere uma receita com quatro medidas: (1) instituição do Imposto sobre Grandes Fortunas; (2) taxação das remessas de lucros e dividendos ao exterior (que, de quebra, contribuiria em muito para o controle do déficit externo em contas correntes); (3) revisão das desonerações (sobretudo em ramos controlados por multinacionais, que com a renúncia fiscal ampliaram seus lucros e, ao mesmo tempo, as remessas às matrizes); e (4) redução dos juros (que originam o déficit público).

sexta-feira, 7 de março de 2014

Jornal O Globo na liderança da guerra contra os mais pobres

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Em pleno Carnaval, na terça-feira (4), o jornal O Globo publicou um editorial que mereceria a dura repulsa do sindicalismo brasileiro. Sem meias palavras, o diário patronal prega abertamente a volta da política de arrocho praticada durante o triste reinado de FHC.

Por Altamiro Borges, em seu Blog

Com o título “Desindexação urgente”, ele critica o acordo firmado entre o ex-presidente Lula e as centrais sindicais de valorização do salário mínimo e afirma, na maior cara dura, que esta política pode resultar na explosão da inflação no país.

É o velho fantasma inflacionário usado para atacar o rendimento dos trabalhadores, garantir os lucros exorbitantes dos empresários, facilitar o rentismo dos especuladores financeiros e – de quebra – ajudar o discurso oposicionista contra o governo Dilma Rousseff.

Segundo o jornal, a atual política de valorização do salário mínimo – que garante a reposição da inflação, mais ganho real equivalente à variação do PIB de dois anos antes – foi “fixada por decreto presidencial” e “é passível de injunções políticas”. Duas mentiras descaradas.

Esta política foi fruto de um acordo com as centrais sindicais, que representam muito mais a sociedade do que a bilionária famiglia Marinho, e tem regras bem definidas, sem qualquer risco de “injunções políticas”.

Com base nestas mentiras, O Globo até reconhece que a atual política “assegurou ganhos expressivos tanto para trabalhadores como para a grande maioria de aposentados e pensionistas da previdência social” e “tem impacto ainda sobre os salários que estão ligeiramente acima do piso”.

Mesmo assim, o jornal afirma que ela prejudica o Brasil. “Se por um lado tal regra de fato deu previsibilidade à política de valorização do mínimo, por outro instituiu um mecanismo de indexação que ignora a conjuntura. A variação do PIB de dois anos antes pode não ser compatível com a situação da economia no momento em que o ajuste é repassado ao salário mínimo”.

Para o jornalão patronal, a atual política de valorização do salário mínimo “ignora as condições da economia”, “não tem relação com a produtividade do trabalho” e “tira competitividade das cadeias produtivas (pela elevação dos custos)”.

Neste sentido, blefa O Globo, “em vez de se conseguir que haja um avanço da massa salarial, asfixia-se a galinha dos ovos de ouro”. O cinismo do diário é descomunal!

Com base nele, o jornal decreta: “Tal regra tem data para terminar: 2015. A indexação automática, e inflexível, não pode se perpetuar. Pela importância do salário mínimo no conjunto da economia brasileira, essa indexação se transformou em fonte de pressão sobre a inflação”.

O Globo nada diz sobre o impacto positivo da política de valorização do salário mínimo, que aqueceu o mercado interno e evitou que a crise capitalista mundial fosse ainda mais destrutiva no Brasil. Nada fala sobre os milhões de brasileiros que finalmente tiveram acesso ao consumo nem sobre os milhões de empregos criados como resultado desta política.

Se dependesse da famiglia Marinho, o Brasil não teria leis trabalhistas e nem assalariados – e voltaria à época da escravidão pura e simples!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Homem nu da Praça 19 é "vestido" com faixa da greve da Educação

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No ato ocorrido ontem de manhã (28), perto de 500 pessoas, entre alunos, técnicos e docentes, protestaram contra a política econômica federal e reivindicaram negociações imediatas para as pautas dos grevistas. Na concentração inicial na Praça 19 de Dezembro, a escultura do homem nu foi adereçada com uma faixa-gigante da greve, onde se lia “Educação: se o governo não investe, o Homem Nu se veste”.

Já decorrem mais de 40 dias do início da greve docente e quase 20 dias da greve dos técnicos, sem que o Ministério do Planejamento abra negociações efetivas. Ontem o MEC chamou o Comando Nacional de Greve da FASUBRA para uma conversa, mas, até onde se sabe, nada de concreto avançou.

Depois da concentração junto ao casal nu de pedra da praça, os manifestantes foram até o Banco Central, no Centro Cívico, onde concluíram o protesto.
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Foto: Gazeta do Povo

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ato contra a política econômica do governo federal

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Sob a disjuntiva "Pagamento de juros da dívida X Educação", e como parte das atividades da greve da Educação, vai ocorrer nesta quinta-feira, 28, um ato público defronte à sede do Banco Central em Curitiba. A crítica que os movimentos sociais fazem à política econômica do governo federal centra no fato de se fazer uma imensa reserva do PIB (o superávit primário) para saldar pagamentos de juros e de amortização da dívida pública, privilegiando banqueiros e mega-especuladores, enquanto falta dinheiro para maiores investimentos em Saúde e Educação.

Para um mero termo de comparação, o dinheiro gasto no superávit primário equivale a 15 vezes o que é investido em uma política de amenização da pobreza como o Bolsa-família.

O início da concentração é na Praça 19 de Dezembro ("praça do homem nu") a partir das 10h00 e em seguida docentes, técnicos e estudantes farão caminhada até o Banco Central.

quinta-feira, 22 de março de 2012

CTB afirma que ministro da Fazenda de Dilma vive no mundo da lua

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O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, esteve em Brasília nesta quarta-feira (21), ao lado de representantes das demais centrais sindicais, para uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Para o dirigente, o encontro foi pouco produtivo, já que o ministro sequer admitiu que o país viva um processo de desindustrialização.

Com essa postura o diálogo fica complicado. O IBGE, o Dieese e o Ipea têm dados claros sobre o processo de desindustrialização vivido pelo país. O ministro só pode estar no mundo da lua ao negar essa realidade”, lamentou Wagner Gomes.

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Fonte: Portal CTB